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Agricultura Biológica

 

A Agricultura Biológica é um sistema de produção holístico, que promove e melhora a saúde do ecossistema agrícola, ao fomentar a biodiversidade, os ciclos biológicos e a atividade biológica do solo.

Privilegia o uso de boas práticas de gestão da exploração agrícola, em lugar do recurso a fatores de produção externos, tendo em conta que os sistemas de produção devem ser adaptados às condições regionais. Isto é conseguido, sempre que possível, através do uso de métodos culturais, biológicos e mecânicos em detrimento da utilização de materiais sintéticos.

A Agricultura Biológica, também conhecida como 'agricultura orgânica' (Brasil e países de língua inglesa), 'agricultura ecológica' (Espanha, Dinamarca) ou 'agricultura natural' (Japão).

Ecológica

Baseia-se no funcionamento do ecossistema agrário e recorre a práticas como rotações culturais, adubos verdes, consociações, luta biológica contra pragas e doenças - que fomentam o seu equilíbrio e biodiversidade.

Holística

Baseia-se na interação dinâmica entre o solo, as plantas, os animais e os humanos, considerados como uma cadeia indissociável, em que cada elo afeta os restantes.

Sustentável

Visa: manter e melhorar a fertilidade do solo a longo prazo, preservando os recursos naturais solo, água e ar e minimizar todas as formas de poluição que possam resultar de práticas agrícolas.

reciclar restos de origem vegetal ou animal de forma a devolver nutrientes à terra, minimizando deste modo o uso de recursos não-renováveis.

depender de recursos renováveis em sistemas agrícolas organizados a nível local. Assim, exclui a quase totalidade dos produtos químicos de síntese como adubos, pesticidas, reguladores de crescimento e aditivos alimentares para animais.

Socialmente responsável

A Agricultura Biológica une os agricultores e os consumidores na responsabilidade de:

Produzir alimentos e fibras de forma ambiental, social e economicamente sã e sustentável

Preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais

Permitir aos agricultores uma melhor valorização das suas produções e uma dignificação da sua profissão, bem como a possibilidade de permanecerem nas suas comunidades

Garantir aos consumidores a possibilidade de escolherem consumir alimentos de produção biológica, sem resíduos de pesticidas de síntese e, consequentemente, melhores para a saúde humana e para o ambiente.

Agricultura Biológica

Fonte: cjigraciosa.no.sapo.pt

Agricultura Biológica

PRINCÍPIOS DA AGRICULTURA BIOLÓGICA

Estes Princípios são a raiz a partir da qual a Agricultura Biológica cresce e se desenvolve. Eles expressam a contribuição que a Agricultura Biológica pode dar ao Mundo e oferecem uma perspectiva com vistas ao aperfeiçoamento da agricultura no contexto global.

A agricultura é uma das atividades basilares da Humanidade, uma vez que todas as pessoas necessitam se alimentar diariamente. A história, a cultura e os valores dos povos estão congregados na agricultura. Os Princípios aplicam-se à agricultura no seu sentido mais amplo, incluindo a forma como os povos manejam os solos, a água, as plantas e os animais, de modo a produzir, preparar e distribuir alimentos e outros bens. Estes Princípios dizem respeito ao modo como as pessoas interagem com o meio circundante, como se relacionam entre si e como constroem a herança para as gerações vindouras.

Os Princípios da Agricultura Biológica constituem uma fonte de inspiração para o movimento da Agricultura Biológica em todas as suas vertentes, orientando a IFOAM na tomada de posições e na elaboração de programas e normas de produção. Para além disso, a sua adoção em nível mundial é já uma evidência.

A Agricultura Biológica baseia-se nos seg uintes princípios:

Princípio da saúde

Princípio da ecologia

Princípio da justiça

Princípio da precaução

Cada princípio é composto por uma declaração seguida de uma explicação.

Estes princípios foram criados como princípios éticos com o objetivo de inspirar a ação, devendo ser aplicados em seu conjunto.

Princípio da SAÚDE

A Agricultura Biológica deverá manter e melhorar a qualidade dos solos, assim como a saúde das plantas, dos animais, dos seres humanos e do planeta como organismo uno e indivisível.

Este princípio sugere que a saúde dos indivíduos e das comunidades não pode estar dissociada da saúde dos ecossistemas – solos saudáveis originam produtos saudáveis que, por sua vez, promovem a saúde dos animais e das pessoas. A saúde é a plenitude e a integridade dos sistemas vivos. Não é apenas a ausência de doenças, mas sim a manutenção do bem-estar físico, mental, social e ecológico. Imunidade, resiliência e regeneração são características essenciais para a saúde.

O papel da Agricultura Biológica, tanto na produção quanto na transformação, distribuição ou consumo, é manter e melhorar a saúde dos ecossistemas e dos organismos, do mais ínfimo ser vivo no solo até o ser humano. A Agricultura Biológica deverá, em especial, produzir alimentos nutritivos e de alta qualidade, que contribuem para a prevenção da saúde e do bem-estar. Desta forma, deverá ser evitado o uso de fertilizantes, agrotóxicos, hormônios de crescimento e aditivos alimentares que podem originar problemas à saúde.

Princípio da ECOLOGIA

A Agricultura Biológica deverá se basear nos sistemas ecológicos vivos e seus ciclos, trabalhando com eles, imitando-os e contribuindo para a sua sustentabilidade.

Este princípio baseia a Agricultura Biológica nos sistemas ecológicos vivos ao afirmar que a produção deve se fundamentar em processos ecológicos e na reciclagem. A nutrição e o bem-estar são proporcionados pela ecologia do ambiente produtivo específico. Por exemplo, na produção vegetal, refere-se ao solo vivo; na produção animal, refere-se ao ecossistema da exploração; na aquacultura (peixes e outros organismos marinhos), reporta-se ao ambiente aquático. A agricultura, o pastoreio e a coleta de espécies silvestres, no modo de produção biológico, deverão se enquadrar nos ciclos da Natureza e nos seus equilíbrios ecológicos. O manejo na agricultura biológica deverá ser adaptado às condições do local, à ecologia, à cultura e à escala da atividade. Os fatores de produção devem ser reduzidos através da reutilização, da reciclagem e do manejo eficiente dos materiais e da energia com vista à manutenção e melhoria da qualidade ambiental e à conservação dos recursos. A Agricultura Biológica deve alcançar o equilíbrio ecológico através do desenho dos sistemas agrícolas, da criação de habitats e da manutenção da diversidade genética e agrícola. Produtores, transformadores, comerciantes ou consumidores de produtos de Agricultura Biológica devem proteger e beneficiar o ambiente que é de todos, incluindo paisagens, clima, habitats, biodiversidade, ar e água.

Princípio da JUSTIÇA

A Agricultura Biológica deverá se basear em relações justas no que diz respeito ao ambiente comum e às oportunidades de vida.

A justiça caracteriza-se pela igualdade, o respeito, a equidade e a responsabilidade pelo mundo compartilhado, tanto entre as pessoas como nas suas relações com os outros seres vivos. Este princípio realça o fato de que todos os que estão envolvidos na Agricultura Biológica deverão orientar as relações humanas de modo a assegurar a equidade em todos os níveis e para todos os setores – agricultores, assalariados, transformadores, distribuidores, comerciantes e consumidores. A Agricultura Biológica deverá proporcionar uma boa qualidade de vida a todas as pessoas envolvidas, contribuindo para a soberania alimentar e para a eliminação da pobreza, procurando produzir alimentos e outros produtos de alta qualidade em quantidades suficientes. Este princípio insiste no fato de que os animais deverão dispor das condições e das oportunidades de vida que a sua fisiologia, o seu comportamento natural e o seu bem-estar exigem.

Os recursos naturais e ambientais utilizados na produção ou diretamente consumidos devem ser geridos de uma forma ecológica e socialmente justa e mantidos para as gerações vindouras. Para que haja justiça são necessários sistemas de produção, distribuição e comércio que sejam livres e equitativos e que englobem os custos reais em termos sociais e ambientais.

Princípio da PRECAUÇÃO

A Agricultura Biológica deverá ser gerida de uma forma cautelosa e responsável de modo a proteger o ambiente, a saúde e o bem-estar das gerações atuais e daquelas que hão de vir.

A Agricultura Biológica é um sistema vivo e dinâmico que reage às exigências e às condições internas e externas. Os praticantes da Agricultura Biológica poderão melhorar a eficiência e aumentar a produtividade, mas sem colocar em risco a saúde e o bem-estar. Por conseguinte, as novas tecnologias devem ser cuidadosamente avaliadas e os métodos existentes revistos. Uma vez que existe um conhecimento incompleto dos ecossistemas e da agricultura, devem ser tomadas precauções.

Este princípio estabelece que a precaução e a responsabilidade são as principais preocupações na escolha do manejo, do desenvolvimento e das tecnologias na Agricultura Biológica. A ciência é necessária para assegurar que a Agricultura Biológica seja saudável, segura e ecologicamente apropriada. No entanto, o conhecimento científico por si só não é suficiente. A experiência prática, a sabedoria acumulada e os saberes tradicionais e indígenas oferecem soluções válidas, testadas ao longo dos anos. A Agricultura Biológica deve evitar riscos significativos ao adotar tecnologias apropriadas e ao rejeitar outras com consequências imprevisíveis, como a engenharia genética. As decisões devem refletir, através de processos participativos e transparentes, os valores e as necessidades de todos aqueles que poderão vir a ser afetados.

Fonte: www.ifoam.org

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