As algas são vegetais talófitos sem cobertura celular estéril sobre as estruturas reprodutivas.
Para entendermos melhor esta definição é preciso entendermos alguns termos:
São organismos que produzem matéria orgânica através de fotossíntese empregando a clorofila-a.
Este processo se passa pela reação entre o gás carbônico e a água, produzindo oxigênio e glicose.
Esta última armazena quimicamente a energia captada da luz.
São vegetais cujo corpo é denominado TALO, ou seja não apresenta raízes, caules nem folhas. As talófitas, em geral, não apresentam suas células organizadas em tecidos. Não possuem, portanto, tecido de proteção contra a desidratação como a epiderme.
A condução é realizada diretamente do meio através dos espaços intercelulares ou de célula para célula.
A sustentação é realizada utilizando-se a força das paredes celulares normais e a flutuação na água. A fotossíntese e a absorção de água, nutrientes e gases são realizadas, em geral, por todo o talo.
Estruturas reprodutivas - nos vegetais, existem basicamente dois tipos de estruturas reprodutivas: os GAMETÂNGIOS, que são estruturas que produzem gametas - células que devem ser fecundadas por outra para formação do zigoto, que originará um novo indivíduo, e os ESPORÂNGIOS, que são estruturas que produzem esporos - células que originam um novo indivíduo quando em ambiente favorável.
Com relação à forma do talo as algas podem ser:
Podendo possuir flagelos para a locomoção ou ser imóveis.
Formadas por número variável de células ligadas pela simples justaposição ou por ligamentos de substâncias orgânicas. Em geral são microscópicas.
Formadas por células organizadas em cadeias lineares, ramificadas ou não. Podem ser microscópicas ou macroscópicas.
Formadas por células que não desenvolvem paredes separando-as entre si, ficando o citoplasma comum a todas as células. São macroscópicas.
Formadas por filamentos entrelaçados mais ou menos compactados e soldados, conferindo organização interna em camadas ao talo que apresenta aspecto maciço.
Formadas por talo maciço cujas células se dispõem em camadas semelhantes a tecidos.
Existe uma grande diversidade de espécies de algas, distribuídas em várias divisões. Todas são muito importantes pela produção primária, ou seja, através da fotossíntese as algas produzem matéria orgânica que possibilita o desenvolvimento de redes alimentares, redes estas que geralmente incluem o homem.
As principais divisões de algas são:
Algas unicelulares ou coloniais, cuja parede é composta por silica e, por isso, ficam muito transparentes, brilhantes e com muitos desenhos. Ocorrem em grande quantidade principalmente em águas costeiras e lagos.
Algas unicelulares flageladas, cuja parede é formada por placas de celulose, que assemelham-se a uma armadura. São muito abundantes em alto mar e em lagoas. Algumas são bioluminescentes, tornando a água brilhante à noite, e outras produzem fortes toxinas que, quando em altas concentrações, podem matar os animais aquáticos e até intoxicar o homem.
São algas verdes, unicelulares ou multicelulares, cujas células assemelham-se às dos vegetais traqueófitos. Ocorrem em toda parte, no mar ou no continente.
Algumas são comestíveis, outras constitui-se em importante fonte de cálcio na fabricação de ração, e outras são utilizadas na fabricação de xampus.
São algas pardas, multicelulares, em geral com talo parenquimatoso, podendo atingir vários metros de comprimento. Ocorrem apenas no bentos marinho e são mais abundantes em águas frias. Possuem grande importância econômica importantes por serem comestíveis e, principalmente, por serem utilizadas na indústria para extração de alginato - matéria prima na indústria de laticínio e conservas, de panificação e massas, tintas, de cosméticos e de sorvetes, entre outras.
São algas vermelhas, em geral multicelulares, com talo filamentoso ou pseudoparenquimatoso. Ocorrem principalmente em águas marinhas e no bentos, apresentando maior diversidade em águas tropicais. São, como as feofíceas, muito importantes economicamente, devido à extração principalmente de agar e a carragenana. São também muito importantes por construírem substratos duros, como na maioria dos recifes do Brasil, pela consolidação de sedimentos através da deposição de calcário.
Tradicionalmente eram incluídos também entre as algas organismos procariontes semelhantes às bactérias: as Cianófitas ou algas azuis e as Proclorófitas. As primeiras são muito abundantes em todos os ambientes, sendo facilmente vistas formando o lodo nas calçadas e paredes úmidas, conferindo um aspecto verde-azulado e escorregadio. As cianofíceas são importantes não só pela produção primária mas pela utilização direta do nitrogênio gasoso que resulta na incorporação desse elemento nas redes alimentares.
Outras cianofíceas são comestíveis, como a Spirulina, ou altamente tóxicas, como a Mycrocystis, muito comum em lagoas. Esta foi responsável por várias mortes em um centro de hemodiálise em Pernambuco por estar presente na água.
Em geral, podemos encontrar as algas vivendo somente em lugares que possuam pelo menos um pouco de umidade. Essa limitação deve-se ao fato de que as algas não possuem tecidos de proteção contra a desidratação nem tecidos para conduzir a água de uma área mais úmida para uma menos úmida no talo.
Por isso, é mais comum encontrar algas em ambientes aquáticos, marinhos ou dulciaqüícolas. Nestes ambientes, as algas podem estar em suspensão na massa dágua, fazendo parte do plâncton, ou sobre o substrato no fundo, fazendo parte do bentos.
Podemos encontrar também algas vivendo no solo úmido ou em rochas, paredes e cascas de árvores úmidas, ambientes chamados de semi-aéreos por depender diretamente da umidade proveniente da atmosfera. Podem ainda viver sobre o pêlo de animais como a preguiça, conferindo aspecto críptico ao animal. É notável ainda a associação de algas com fungos formando os líquens, que podem viver em regiões inóspitas para a maioria dos organismos, e ainda em associação com corais.
Nos ambientes semi-aéreos, bem como em outros em que podem haver restrições de umidade, as algas utilizam-se de alguns mecanismos para sobreviver:
Substâncias coloidais que retêm água. É o que torna o lodo das rochas e calçada escorregadio.
Algas crescem lado a lado formando um tapete de modo que a superfície e a capilaridade para retenção de água aumentam muito. Este tapete pode ser microscópico, como no lodo das calçadas, ou macroscópico, como em algas que cobrem recifes.
Algumas algas possuem a maior capacidade fisiológica de resistir à desidratação celular que se conhece. Algumas algas que ficam expostas ao ar durante a maré baixa perdem 80% da água de suas células, ou até mais, e não morrem, passando sua aparência rapidamente de seca para viçosa quando a maré torna a cobri-las.
Algumas algas produzem vesículas e cavidades que acumulam água. É comum inclusive que várias outras espécies cresçam sob estas vesículas, aproveitando este acúmulo de água.
Algumas algas podem produzir rapidamente esporos com alta capacidade de resistir à desidratação. Desta forma, algumas algas alternam suas populações entre forma vegetativa e forma de esporos para sobreviver.
A água tem para as algas não apenas as funções de hidratação das células e dissolução de nutrientes, mas muitas outras:
O talo (ou corpo) das algas não apresenta tecidos de sustentação como o caule das árvores mas, como vivem dentro dágua, a flutuação é responsável por essa função. E as algas podem atingir grandes comprimentos. Tais comprimentos são também facilitados por não ser necessário realizar a condução da água por longas distâncias.
É na água que as algas adquirem gás carbônico para a fotossíntese ou oxigênio para a sua respiração. Os gases dissolvidos na água são muito importantes para a vida das algas.
É através da água que as algas realizam a dispersão dos gametas, dos zigotos ou dos esporos. Por isso, é comum que estes elementos possuam flagelos para locomoção.
É através da água que a alga recebe a luz para sua fotossíntese. Quando a luz irradia-se pela água ocorre o fenômeno da difração, que é a separação de suas cores, como ocorre num arco-iris ou num prisma de vidro. Dependendo da profundidade não só varia a intensidade da luz como também sua cor, ou seja, sua qualidade energética.
Miguel da Costa Accioly
Fonte: www.qualibio.ufba.br
Em um aquário, seja de água doce ou salgada, para que o equilíbrio biológico esteja perfeito, é fundamental a presença das algas, pois elas, purificam a água, auxiliam no processo de oxigenação, são transformadoras de substancias minerais inorgânicas em compostos orgânicos, os quais são transformados em alimentos que servirão de alimentos naturais a várias espécies de peixes e crustáceos.
As algas também são um bom indicador do equilíbrio biológico do aquário, além de excelentes fontes de vitamina para os seus habitantes. As algas, como todo ser vivo, requer certos cuidados, para que se mantenha saudável.
Estes cuidados são: Iluminação coerente, manter um Ph estável apos sua assimilação, não deixar de fazer as trocas parciais de água , para que haja uma reciclagem regular dos nutrientes. As algas, são formadas por um talo que é originado por uma ou mais células. Não tem raiz, caule ou folhas.
As algas verdes filamentosas é uma delas, a mais comum em aquários de água doce, tão logo haja a estabilização do mesmo, começam a surgir, gostam de bastante luz e trocas parciais da água no mínimo a cada dois meses. Se o aquáristas quiser ter um recipiente forrado de algas verdes, na formação das mesmas, não deverá colocar peixes herbívoros, os quais só deverão entrar quanto as algas atingirem um bom tamanho, caso contrário, as mesmas serão devoradas. Para apresar o desenvolvimento das algas, podemos adicionar fragmentos de algas coletados em um outro aquário já estabilizado e formado.
Este tipo de algas, as planctônicas, que vivem em suspensão no aquário, prejudicam, quando em grande quantidade, as plantas palustres, a decoração, tendem a deixar a água muito verde e opaca, chegando a impedir a visualização interna do aquário. Normalmente aparecem quando há uma grande quantidade de acumulo de matéria orgânica em decomposição e iluminação excessiva (muito forte), para elimina-las, deve se fazer uma sinfonagem periódica do substrato, utilizar um filtro externo potente e controlar a luminosidade
As algas filamentosas de grande comprimento, passam de benéficas a nocivas, pois tendem a ocupar todo o espaço do aquário, matando as plantas palustres, dificultando o movimento e o nado dos peixes. Como no caso das algas planctônicas, o surgimento se dá por falta de cuidados, limpeza, muitos sais minerais dissolvidos na água, Ph alcalino, iluminação intensa.
No combate as algas filamentosas de grande comprimento, devemos proceder como no caso anterior e dependendo da gravidade do caso, ser até mais radical, aumentar a quantidade de troca parcial da água do aquário em até 40%, e utilizando uma água nova bem mole ou destilada, atentar para a diminuição da iluminação, e também utilizar alguns peixes herbívoros, que certamente irão acabar em poucos dias com estas algas.
Fonte: www.aquariofilia.bio.br