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Algas

Às algas verdes é atribuída a origem das plantas terrestres, após o surgimento de certas adaptações, como sistema subterrâneo, cutícula e mudanças no processo reprodutivo.

As ordens Coleochaetales e Charales apresentam muitas semelhanças com as plantas terrestres, no que se refere a detallhes da divisão celular e reprodução sexuada; ambas apresentam fragmoblasto de microtúbulos durante a citocinese e são oogâmicas, com anterozóides muito semelhantes aos das briófitas.

Os representantes do gênero Coleochaete (ordem Charales, família Charophyceae) têm divisão celular, reprodução e outras características que os posicionam próximo ao ancestral das plantas.

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Formas unicelulares

Algumas algas conquistaram espaço na indústria alimentícia, como o nori (Porphyra), uma Rhodophyta e o kombu (Laminaria), uma Phaeophyta, ambas cultivadas, principalmente no Ocidente, e também na medicina (Laminaria, contra o bócio). Seu talo pode apresentar desde formas microscópicas até outras com 60 m de comprimento, como as algas pardas do gênero Macrocystis. Apresentam variados níveis de organização vegetativa, sendo a maior diversidade encontrada no ambiente marinho.

Entre as formas unicelulares, existem indivíduos flagelados ( Chlorophyta e Dinophyta ) e aflagelados (Chlorophyta, Bacillariophyta, Dinophyta e Rhodophyta).

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Formas coloniais

As formas coloniais são constituídas por agregados de células, com relativa independência entre si. As unidades são conectadas por mucilagem e geralmente não possuem ligações citoplasmáticas. As colônias podem ser amorfas (sem organização definida das células), como as que ocorrem em Cyanophyta e Chlorophyta de água doce ou marinha) ou cenóbios (elaboradas, com forma e número de células pré-definidos), com as encontradas em Chlorophyta de água doce.

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Flagelados

As algas também apresentam formas pluricelulares, que podem ser filamentosas ou parenquimatosas.

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Parenquimatosas

As filamentosas variam desde uma única seqüência linear de células, até formas mais complexas, originando talos foliáceos, cilíndricos, crostosos, etc. Formam-se a partir de sucessivas divisões celulares. Os filamentos podem ser simples ou ramificados.

Podem ocorrer em plâncton e bentom de água doce ou marinha. Nas formas parenquimatosas as divisões celulares ocorrem em diversos planos, originando tecidos bi ou tridimensionais. Lâminas 1-2-dimensionais podem ocorrer em Chloropyta, Rhodophyta e Phaeophyta; os talos parenquimatosos tridimensionais ocorrem apenas em Phaeophyta marinhas. Também existem as formas cenocíticas, cujo talo é constituído por filamentos tubulares que não estão divididos em células.

Exclusivas de certas espécies de Chlorophyta, a maioria marinha. Pode possuir um único filamento ou vários, apresentando um talo pseudoparenquimatoso.

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Oscilatoria

Durante as aulas práticas, provavelmente encontraremos, nas amostras de organismos microscópicos, um certo grupo de organismos, hoje considerados como procariotos. São as cianobactérias, antes conhecidas como cianofíceas ou algas azuis. Esses organismos merecem ser citados aqui, pois podem liberar toxinas do tipo alcalóides (neurotoxinas) e peptídios de baixo peso molecular (hepatotoxinas).

As neurotoxinas atingem o sistema neuromuscular, podendo levar à morte por parada respiratória e são produzidas por algumas espécies de Anabaena, Oscilatoria, Aphanizomenon, Cylindrospermopsis e Trichodesmium.

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Anabaena

As hepatotoxinas atingem o fígado, agindo mais lentamente; causam necrose e conseqüente morte por hemorragia. Podem ser produzidas por espécies de Microcystis, Nodularia, Oscilatoria e Anabaena. Atualmente, existe um problema de saúde pública, pois há contaminação dos reservatórios.

Fonte: professores.unisanta.br

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O termo Alga engloba diversos grupos de vegetais fotossintetizantes, pertencentes a reinos distintos, mas tendo em comum o fato de serem desprovidos de raízes, caules, folhas, flores e frutos. São plantas avasculares, ou seja, não possuem mecanismos específicos de transporte e circulação de fluidos, água, sais minerais, e outros nutrientes, como ocorre com as plantas mais evoluídas. Não possuem seiva. São portanto, organismos com estrutura e organização simples e primitiva.

As algas podem ser divididas didaticamente em dois grandes grupos: microalgas e macroalgas.

As microalgas são vegetais unicelulares, algumas delas com algumas características das bactérias, como é o caso das cianofíceas ou algas azuis, as quais têm núcleos celulares indiferenciados e sem membranas (carioteca). A maioria delas tem flagelos móveis, os quais favorecem o deslocamento.

Existem vários grupos taxonômicos de microalgas marinhas, no entanto, as principais são as diatomaceas e os dinoflagelados. Estes são os principais componentes do fitoplâncton marinho, ou plâncton vegetal. Estas microalgas se desenvolvem na água do mar apenas na região onde há a penetração de luz (zona fótica), ou seja, basicamente até os 200 metros de profundidade. São responsáveis pela bioluminescência observada ao se caminhar na areia das praias durante a noite. As marés vermelhas, na verdade são explosões populacionais de certos tipos de algas (dinoflagelados), as quais mudam a coloração da água. Estas algas liberam toxinas perigosas inclusive para o ser humano.

As algas marinhas são o verdadeiro pulmão do mundo, uma vez que produzem mais oxigênio pela fotossíntese do que precisam na respiração, e o excesso é liberado para o ambiente. A Amazônia libera muito menos oxigênio para a atmosfera em termos mundiais, pois a maior parte do gás produzido é consumido na própria floresta.

As microalgas pertencentes ao fitoplâncton marinho são basicamente as algas azuis, algas verdes, euglenofíceas, pirrofíceas, crisofíceas, dinoflagelados e diatomaceas. A classificação destes grupos é bastante problemática devido ao fato de apresentarem características tanto de animais como de vegetais.

As macroalgas marinhas são mais populares por serem maiores e visíveis a olho nu. As várias centenas de espécies existentes nos mares, ocorrem principalmente fixas às rochas, podendo no entanto crescer na areia, cascos de tartarugas, recifes de coral, raízes de mangue, cascos de barcos, pilares de portos, mas sempre em ambientes com a presença de luz e nutrientes. São muito abundantes na zona entre-marés, onde formam densas faixas nos costões rochosos.

Estas algas são representadas pelas algas verdes, pardas e vermelhas, podendo apresentar formas muito variadas (foliáceas, arborescentes, filamentosas, ramificadas, etc). As laminarias (Kelp beds) são algas verdes gigantes que podem, chegar a várias dezenas de metros de comprimento). Todas estas macroalgas mantém uma fauna bastante diversificada, a qual vive protegida entre seus filamentos. Esta fauna habitante das algas é chamada de Fital.

As algas marinhas têm uma função primordial no ciclo da vida do ambiente marinho. São chamados organismos produtores, pois produzem tecidos vivos a partir da fotossíntese. Fazem parte do primeiro nível da cadeia alimentar e por isso sustentam todos os animais herbívoros. Estes sustentam os carnívoros e assim por diante.

Portanto, as características mais importantes das algas são: consumem gás carbônico para fazer fotossíntese, produzem oxigênio para a respiração de toda a fauna, são utilizadas como alimento pelos animais herbívoros (peixes, caranguejos, moluscos, etc), filtradores (ascídias, esponjas, moluscos, crustáceos), e animais do plâncton (zooplâncton). São um grupo muito diverso, contribuindo significativamente para elevar a biodiversidade marinha.

Algas
Macroalga

Fonte: www.algosobre.com.br

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