Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Angiospermas  Voltar

Angiospermas

As angiospermas contam com cerca de 250.000 espécies, incluindo uma enorme diversidade de formas. Trata-se do grupo mais representativo de seres vivos em número de espécies, sendo superado apenas pelos insetos. Em 1879, em uma carta para Hooker, Darwin considerou a origem das angiospermas um “mistério abominável”.

Esse assombro foi causado pelo aparecimento repentino das angiospermas no registro fóssil, contradizendo a hipótese de evolução gradual dos seres vivos (Darwin 1859). Desde então, desvendar esse mistério tem representado um dos desafios mais fascinantes da botânica.

O número de características compartilhadas é uma evidência clara de que as angiospermas formam um grupo monofilético. Elas são facilmente reconhecidas pela produção de flores ou, mais especificamente, pela inclusão dos óvulos em um ovário, que quando maduro transforma-se em fruto. A origem do ovário ainda é controvertida, mas a hipótese mais aceita supõe que os carpelos do ovário teriam origem foliar.

Angiospermas
Flores

Angiospermas
Frutos

As angiospermas caracterizam-se também pela dupla fertilização e a conseqüente formação do endosperma triplóide. Ambos os gametófitos são reduzidos em relação aos das gimnospermas, o feminino (saco embrionário), na condição mais típica, é constituído por apenas oito núcleos (dois núcleos polares, duas sinérgides junto à oosfera, o gameta feminino, e três antipodas) e o masculino é tricelular.

O óvulo é geralmente bitegumentado. O grão de pólen possui o teto reticulado e é recebido no estigma; ele não entra em contato com a micrópila, como ocorre nas gimnospermas. O tubo polínico cresce e penetra no óvulo pela micrópila, lançando dois gametas no saco embrionário.

Um deles fertiliza o gameta feminino, produzindo o zigoto diplóide, enquanto o outro se une às células polares formando o endosperma triplóide que nutrirá o Desenvolvimento do gametófito masculino nas angiospermas.

Angiospermas
Esquema do óvulo das angiospermas com detalhe do gametófito feminino.

Angiospermas
Desenvolvimento do gametófito masculino nas angiospermas

A maioria das angiospermas possui vasos associados a fibras de sustentação no xilema e tubos constituídos de elementos de tubo crivado associados a células companheiras no floema, apresentando maior eficiência na condução de líquidos em relação às gimnospermas.

As angiospermas também possuem um vasto arsenal químico: alcalóides, óleos essenciais, taninos, iridóides, glicosídios, etc., defesas mecânicas como ráfides de oxalato de cálcio também podem torná-las impalatáveis aos herbívoros.

Angiospermas
Elemento de Vaso

As flores atuam na atração de polinizadores, geralmente associando cores vistosas e odores intensos a um sistema de incompatibilidade e reconhecimento. Ainda assim, vários grupos, como as gramíneas, geralmente com flores inconspícuas são polinizados pelo vento.

Uma flor perfeita (hermafrodita) é composta por um conjunto de sépalas (cálice), pétalas (corola), estames (androceu) e carpelos (gineceu), freqüentemente organizados em verticilos cuja identidade é controlada por genes reguladores, predominantemente pertencentes à família MADS.

O cálice é geralmente pouco vistoso e está associado à proteção, ao passo que a corola geralmente vistosa está associada à atração de polinizadores. Os estames são geralmente compostos de filetes longos e esguios, possuindo em seu ápice anteras. Cada antera apresenta quatro sacos polínicos, homólogos aos microsporângios.

Os carpelos são geralmente afilados para o ápice formando um estilete, apresentando uma zona receptiva na ponta, o estigma. Eles envolvem os óvulos e compõem o ovário. Na maioria das espécies, as flores se encontram agrupadas em diversos tipos de inflorescências.

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal