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Reino Monera

 

 

No Reino Monera encontramos os organismos atuais que se supõem serem os mais semelhantes aos primeiros seres vivos da Terra.

Conhecendo As Bactérias

O reino monera foi criado para agrupar somente os organismos procariontes (lembre-se de que eles não têm membrana nuclear). Os únicos procariontes são as bactérias.

As maiorias das bactérias não possuem clorofila, sendo heterótrofas: essas seriam as mais parecidas com os primeiros seres vivos.

Algumas bactérias que não possuem clorofila são autótrofas. Elas conseguem produzir alimento utilizando a energia liberada por algumas reações químicas, ao invés de utilizarem a energia da luz. Portanto, elas não fazem a fotossíntese: o fenômeno de produção de matéria orgânica realizada por elas é chamado de quimiossíntese. Você estudará esse processo em breve.

As bactérias que possuem clorofila e que, portanto, fazem fotossíntese são chamadas de cianobactérias. Até pouco tempo, elas eram consideradas um tipo de alga e chamadas de algas cianofíceas ou algas azuis.

Bactérias – Nutrição
Heterótrofas
Autótrofas – quimiossintetizantes
Fotossintetizantes (cianobactérias)

Com relação à respiração existem bactérias que só podem viver onde existem oxigênio: são aeróbias. Outras bactérias podem viver em ambientes com ou sem oxigênio, sendo chamadas de anaeróbias facultativas. Existem ainda bactérias que só conseguem viver na ausência de oxigênio: são anaeróbias obrigatórias.

Apesar de microscópicas as bactérias são muito estudadas, havendo inúmeras espécies identificadas. As diversas bactérias são classificadas de acordo com o formato da célula que constitui cada indivíduo.

Veja na figura a seguir:

Reino Monera

As formas das bactérias:

A - Cocos
B - Diplococos
C - Bacilios
D- Víbrões
E - Estreptococos
F - Estafilococos
G - Espiritos

Repare que as bactérias podem formar aglomerados, chamados de colônias. As cianobactérias também podem se apresentar sob a forma de colônias.

Importância das Bactérias

Muitas espécies de bactérias desempenham o papel de decompositores nas cadeias alimentares. Isso significa que elas conseguem desfazer a matéria orgânica morta, liberando para o ambiente moléculas simples (inorgânicas), que podem ser aproveitadas por outros seres vivos. Portanto, o processo de decomposição garante a reciclagem da matéria no planeta. Aprofundaremos este assunto no volume sobre ecologia.

A importância ecológica das bactérias não diz respeito somente à decomposição da matéria. Outros fenômenos ecológicos dos quais elas participam serão abordados mais tarde. Aos poucos você descobrirá que esses seres invisíveis não são só importantes: são essenciais para a existência da vida na Terra. Elas têm também usos industriais (fabricação de iogurtes, por exemplo), devido ao fato de realizarem processos bioquímicos que você estudará em breve.

As bactérias estão em todos os lugares: no ar, na água, nos objetos... e as maiorias delas não fazem nenhum mal. Até no corpo humano elas estão presentes. A superfície do seu corpo está repleta de bactérias; dentro dele também há bilhões delas. No seu intestino grosso, por exemplo, vivem bactérias essenciais ao bom funcionamento desse órgão.

Algumas Curiosidades

As bactérias podem ser “cultivadas” em laboratório. Para isso, costumam ser usadas placas circulares de vidro nas quais é colocado um material chamado meio de cultura, que é uma mistura de substâncias nutritivas das quais as bactérias se alimentam, podendo, então, se reproduzir e formar colônias. O meio de cultura é uma espécie de gelatina. A consistência gelatinosa se deve ao uso de uma substância chamada agar, extraída de certos vegetais (algas vermelhas, que você estudará na próxima unidade).

O objetivo de “criar” bactérias é poder estudá-las. Os estudos podem ter, por exemplo, finalidades médicas, pois algumas bactérias são patogênicas (causam doenças).

Se você estiver com uma infecção bacteriana pulmonar, por exemplo, e os remédios comuns não estiverem fazendo efeito, o médico poderá pedir que seja feita uma cultura para identificar a bactéria específica que está provocando o problema. Para isso, seria coletada um pouco da secreção produzida pelos seus pulmões (que, no caso do doente, é o catarro, que está cheio de bactérias) que seria usada para fazer a cultura. Depois que a colônia crescessem, o laboratório poderia identificar a bactéria e mandar o resultado do exame para o médico, que poderia receitar remédios mais eficientes. Esse é um exemplo de aplicação prática da técnica de cultura de bactérias.

Quando você coloca água oxigenada em um ferimento, o objetivo é matar alguns tipos de bactérias. Em contato com a região machucada, a água oxigenada libera gás oxigênio (por isso ela borbulha). Se houver bactérias anaeróbias obrigatórias (como as do tétano, que morrem em presença de oxigênio) no local do ferimento, elas morreram e o seu organismo não será contaminado por elas.

Fonte: www.ayrtonpaulinomarques.com

Reino Monera

Pertencem ao Reino Monera organismos muito simples, de estrutura unicelular procarionte, autótrofos ou heterótrofos, isolados, embora algumas espécies podem apresentar-se como coloniais.

As evidências evolutivas demonstram que os organismos procariontes primitivos representam os ancestrais de todas as formas de vida conhecidas em nosso planeta. Além da ausência do envoltório nuclear, condição básica de todo procarionte, as células dos Monera não possuem organelas membranosas, como o retículo endoplasmático, o complexo de Golgi, as mitocôndrias ou os cloroplastos.

Apesar de apresentarem uma simplicidade na organização celular, os representantes do Reino Monera demonstram um grande potencial biológico, podendo ser encontrados em todos os tipos de ambientes do planeta, sejam terrestres, aquáticos ou aéreos.

O Reino Monera é atualmente dividido em dois ramos distintos: a divisão Schizomycophyta, que compreende as bactérias e a divisão Cyanophyta, que compreende as algas azuis ou cianofíceas.

AS BACTÉRIAS

As bactérias são microorganismos de tamanho oscilando entre 1 e 5 mícrons. Podem viver isoladas ou formar colônias sem divisão de trabalho. A forma das bactérias é bastante variada: esférica (cocos), bastonetes (bacilos), espiralada (espirilo), vírgula (vibrião) e outras.

Estrutura Bacteriana

As bactérias apresentam um envoltório externo à membrana plasmática denominado de parede bacteriana, que é permeável, relativamente rígido e espesso. Este envoltório é responsável pela forma característica de cada bactéria. É o que difere da parede celulósica das células vegetais. Além da parede celular, algumas bactérias podem apresentar uma outra camada mais externa de espessura e composição química variada denominada de cápsula gelatinosa. Esta cápsula tem consistência mucosa e provavelmente relaciona-se com a função de adesão e com os mecanismos de defesa bacteriana, pois a maioria das bactérias patogênicas a possui, e os leucócitos fagocitários têm mais dificuldade de destruir este tipo de bactéria.

Muitas bactérias possuem mobilidade graças aos movimentos executados pelos seus flagelos. Estes filamentos protéicos ligados à membrana e à parede celular podem distribuir-se por toda a superfície da célula ou concentrar-se apenas nos pólos. Já as fímbrias encontradas em algumas bactérias caracterizam-se por serem mais curtas, mais finas e muito mais numerosas. As fímbrias têm a função de permitir a fixação das bactérias entre si ou a outros tipos de células.

A membrana plasmática das bactérias é de constituição lipoprotéica e reveste o citoplasma. É possível surgirem invaginações da membrana plasmática, formando um complexo denominado de mesossomo. Tais invaginações aumentam a superfície da membrana e acumulam enzimas respiratórias, assumindo, portanto, a tarefa das mitocôndrias na respiração celular.

O citoplasma bacteriano é um colóide formado por água, proteínas, íons e diversos outros tipos de moléculas. Em seu interior, não se observam organelas membranosas e, sim, pequenos vacúolos e numerosos grânulos de ribossomos responsáveis pela síntese de proteína.

Mergulhado no interior do citoplasma encontra-se o material nuclear constituído por moléculas de DNA, cujo filamento cromossômico formado solda suas extremidades a um bloco de proteína, de modo a formar um anel denominado nucleóide. É nele que se encontram todos os genes necessários ao comando da síntese de proteínas, permitindo o funcionamento, o crescimento e a reprodução das bactérias.

Algas Azuis ou Cianofíceas

As cianofíceas ou algas azuis são como todos os moneras, seres de estrutura celular procarionte. Apresentam uma organização semelhante à das bactérias. Podem ser individuais ou formar colônias filamentosas de até um metro de comprimento, como a Anabaena e Nostoc.

Apresentam uma parede celular de composição semelhante a das bactérias. Algumas espécies apresentam uma cápsula mucilaginosa externa. A membrana é lipoprotéica e envolve o citoplasma onde estão presentes os ribossomos e os pequenos vacúolos que armazenam substâncias nutritivas e o amido das cianofíceas.

Realizam a fotossíntese, embora não apresentem plastos, apenas lamelas fotossintetizantes. A clorofila presente é do tipo a e está localizada sobre as lamelas ou dispersa pelo citoplasma. Outros pigmentos acessórios, como a ficocianina, ficoeritrina e outros carotenóides, podem estar presentes.

O material genético, assim como nas bactérias, é constituído por DNA e encontra-se no citoplasma.

A reprodução freqüente nas cianofíceas é a bipartição ou cissiparidade. As colônias filamentosas podem reproduzir-se assexuadamente por hormogonia. Este processo consiste na quebra de pequenos fragmentos da colônia original. Os pequenos fragmentos denominados hormogônios originam novos filamentos coloniais. Já os acinetos são esporos resistentes a condições ambientais desfavoráveis que permitem à cianofícea sobreviver em condições especiais.

Não são conhecidas as formas de reprodução sexuada entre as cianofíceas, mas é provável que possuam algum mecanismo de recombinação de seus genes. As cianofíceas podem ser encontradas na água doce, salgada ou salobra, no solo úmido, sobre casca de árvores, rochas ou até mesmo em fontes termais com temperatura superior a 80ºC. Assim como certas bactérias elas também possuem a capacidade de fixar o nitrogênio do ar (N2), transformando em nitratos (NO3-) disponíveis aos vegetais. As cianofíceas possuem uma extraordinária capacidade de adaptação aos mais variados e extremos ambientes. Por isso, constituem-se em excelentes exemplos de espécies colonizadoras, pioneiras de regiões abióticas.

Monera, também conhecido como Prokaryotae (Procariotos), é uma classe de organismos primitivos constituída pelas bactérias e pelas algas verde-azuladas. Os genes dos procariotos têm uma disposição de fibra circular, que não está contida numa membrana. Além disso, as células dos procariotos carecem de muitas das estruturas (cloroplastos, mitocôndrias, flagelos complexos) que aparecem nas células cujo material genético se encontra rodeado por membrana. As células simples destes organismos são chamadas células procarióticas, e as que têm um núcleo verdadeiro se denominam células eucarióticas.

Fontes: br.geocities.com

Reino Monera

Características

Na classificação de cinco reinos, as bactérias pertencem ao reino Monera (do grego moneres, "solitário") que engloba os seres procariontes.

As células dos procariontes não possuem organelas membranosas, como cloroplastos, núcleo e mitocôndrias. A despeito da sua relativa simplicidade estrutural, cada célula bacteriana realiza todas as funções vitais como nutrição, obtenção de energia, reprodução, etc.

As bactérias constituem um grupo de seres vivos muito antigo. Foram encontrados fósseis de cerca de 3,5 bilhões de anos. Existem evidências de que os organismos procariontes primitivos foram os ancestrais de todas as formas que encontramos hoje na Terra, incluindo os procariontes atuais e os eucariontes, seres que têm células complexas e com organelas membranosas no citoplasma.

A investigação sobre a natureza e funcionamento molecular dos ácidos nucleicos das bactérias nos permite dividí-las em dois grandes grupos: as arqueobactérias e as eubactérias. Estas denominações derivam dos elementos gregos arqueo, "antigo", e eu, "verdadeiro". Estudos mostram que há três bilhões de anos houve a formação de duas linhagens de bactérias, a partir de um grupo comum: surgiu uma linhagem que originou as eubactérias e uma outra linhagem que originou as arqueobactérias.

As arqueobactérias

As características deste grupo são o resultado das poucas modificações que sofreram os procariontes primitivos que originaram este tipo de bactérias.

Atualmente, há poucas espécies de arqueobactérias. Estas são heterotróficas anaeróbicas e vivem em locais restritos, onde as condições ambientais são inadequadas para outros seres vivos.

Há as arqueobactérias halófilas (do grego halos, "sal" e philos "amigo") que vivem em ambientes muito salinos como o Mar Morto, as termoacidófilas, que habitam fontes termais ácidas onde a temperatura varia de 60o a 80o C. Como exemplo de termoacidófilas temos as sulfobactérias que obtêm energia oxidando o enxofre.

Existem ainda as arqueobactérias metanogênicas que vivem em regiões alagadas (pântanos) e no interior do tubo digestivo de insetos como cupins, e também no trato digestivo de animais herbívoros. Estas bactérias produzem o gás metano por redução do CO2 a Ch2. As bactérias metanogênicas são estritamente anaeróbicas, - o oxigênio é venenoso para elas.

As Eubactérias

Este grupo de procariontes têm uma grande diversidade metabólica. Ocorrem diferentes formas de células e tipos de colônias celulares. Nestas colônias não há divisão de trabalho entre as células.

As eubactérias habitam o solo, a superfície das águas e os tecidos de outros organismos vivos ou em decomposição. As eubactérias mais comuns e melhor estudadas são as da espécie Escherichia coli (pronúncia: "esqueríquia cóli").

Outras eubactérias importantes são as cianobactérias , que possuem um extenso sistema de membranas internas contendo pigmentos fotossintetizantes.

Antigamente as cianobactérias eram chamadas de algas verdes-azuis ou cianofíceas.

Reino Monera
Bactéria

Assim como todos os seres deste grupo, é formada por uma célula procarionte (desprovida de membrana nuclear). Por não apresentar o envoltório protetor do núcleo, o material genético (cromatina), constituído por uma única molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico), encontra-se disperso no citoplasma. Apresenta membrana plasmática recoberta e protegida pela parede celular, de consistência gelatinosa. As bactérias causam várias doenças infecciosas . A transmissão pode ser feita pelo ar ou por contato direto (gotículas de saliva ou muco) ou indireto.

Pequenas, em geral 1µm. Possuem membrana plasmática e membrana esquelética (= mucocomplexa) e ainda podem ter uma cápsula protetora gelatinosa como nos pneumococos.

Muitas bactérias apresentam movimentos usando estruturas semelhantes aos flagelos.

* algumas espécies

Procarioto Eucarioto
Membrana nuclear ausente presente
Mitocôndria ausente presente
Cloroplastos ausente presente*
Retículo endoplasmático ausente presente
Complexo de Golgi ausente presente
Vacúolos gasosos presente* ausente
Correntes citoplasmáticas ausente presente*
Endósporos resistentes ao calor presente* ausente
Ácidos graxos insaturados na MP ausente presente
Divisão celular por mitose ausente presente
Forma do cromossomo circular linear
Número de cromossomo um vários
Ribossomos: localização dispersos ligados ao RE e dispersos
Ribossomos: coeficiente de sedimentação 70S 80S
Nucléolo ausente presente
Reprodução assexuada sexuada/assexuada
Tamanho da célula 0,2 - 2,0 µm >2,0 µm
Utilização de substratos inorgânicos sim não
Utilização de substratos orgânicos sim sim
Fotossíntese cíclica sim não
Fotossíntese acíclica sim sim
Fixação de nitrogênio sim não
Respiração aeróbia sim sim
Respiração anaeróbica sim não
Fermentacão de açúcares sim sim*
Fermentação de aminoácidos sim não

Pequenas, em geral 1µm. Possuem membrana plasmática e membrana esquelética (= mucocomplexa) e ainda podem ter uma cápsula protetora gelatinosa como nos pneumococos.

Muitas bactérias apresentam movimentos usando estruturas semelhantes aos flagelos.

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Bactéria

Distribuição das bactérias na natureza

As bactérias são encontrados em quase toda a natureza: solo, superfície, altas camadas atmosféricas, rios, lagos, profundezas oceânicas e montanhas elevadas.

São mais abundantes quando encontram matéria orgânica, umidade e temperatura favoráveis para sua multiplicação. As condições que favorecem a sobrevivência e o crescimento de muitos microrganismos são as que, normalmente, envolvem o homem, pelo que é inevitável que vivamos entre uma multidão deles; encontra-se no ar que respiramos, no alimento que ingerimos, na superfície do nosso corpo, na boca, nariz e outras cavidades do corpo, no aparelho digestivo. No geral entretanto a maior parte deles é a inócua ao homem, ao passo que ele dispõe de meios para resistir à invasão dos que podem ser prejudiciais.

Importância ecológica e econômica das bactérias

As bactérias como organismos decompositores: após morrerem, animais, plantas e outros seres são decompostos por fungos e bactérias. Não só o corpo sem vida pode ser decomposto, mas também dejetos e secreções como urina, fezes são processados por bactérias. Estes organismos degradam a matéria orgânica sem vida em moléculas simples que são liberadas no ambiente e podem ser novamente utilizadas por outros seres. A atividade dos organismos decompositores é indispensável e essencial para a reciclagem de elementos químicos, como o nitrogênio, no nosso planeta.

Bactérias e Biotecnologia

A indústria de laticínios vale-se das bactérias Lactobacillus e Streptococcus para a produção de queijos, iogurtes e requeijão. Na fabricação de vinagre são usadas bactérias do gênero Acetobacter que transformam o etanol do vinho em ácido acético. Bactérias do gênero Corynebacterium são utilizadas na produção do ácido glutâmico (um aminoácido). Esta substância é utilizada em temperos para acentuar o sabor dos alimentos.

Atualmente, também se usam as bactérias para a produção de antibióticos e vitaminas. O antibiótico neomicina é produzido por células do gênero Streptomyces.

A indústria química igualmente vale-se das bactérias para produzir substâncias como o metanol, butanol, acetona.

A tecnologia do ADN recombinante, também denominada "Engenharia Genética", tem nos permitido alterar geneticamente certas bactérias fazendo-as nos produzir substâncias economicamente interessantes, como insulina humana produzida por estes organismos procariontes geneticamente modificados.

As bactérias podem decompor aeróbica ou anaerobicamente matéria orgânica. Quando em um lago ou rio existe uma grande quantidade de substâncias orgânicas, como esgoto, por exemplo e não há suficiente oxigenação desta massa de água, acontece a decomposição anaeróbica ou putrefação. Neste processo ocorre a produção de gases malcheirosos e podemos observá-lo em rios poluídos. Mas o homem pode promover a decomposição aeróbica de matéria orgânica em estações de tratamento de esgoto. Neste caso, produz-se aeração do esgoto, aumentando a quantidade de oxigênio dissolvido na água, assim entram em ação as bactérias aeróbicas que causam o processo de biodegradação do esgoto. Este sistema é conhecido como "lodo ativado". As bactérias anaeróbicas metanogênicas também ser utilizadas para a biodigestão de matéria orgânica de esgotos e lixo doméstico em tanques chamados biodigestores.

Bactérias e o Ciclo do Nitrogênio

Muitas moléculas importantes e indispensáveis aos seres vivos possuem o elemento nitrogênio. Como exemplo, podemos citar os aminoácidos e proteínas, os ácidos nucleicos e o ATP (trifosfato de adenosina). O reservatório natural do elemento nitrogênio é a atmosfera de nosso planeta. Aí o nitrogênio existe em grande quantidade sob forma de N2. A captação do nitrogênio e a sua incorporação à cadeia alimentar é feita pelas bactérias do solo e pelas cianobactérias.

Estes organismos são os fixadores de nitrogênio. Tais microorganismos procariontes absorvem o N2 que passa a fazer parte de substâncias orgânicas de suas células. Quando morrem, estas bactérias liberam nitrogênio ao ambiente sob a forma de amônia (Nh2). A amônia pode ser utilizada pelas plantas, mas também é grandemente processada por outras bactérias do solo, as bactérias nitrificantes. Estas liberam ao solo nitratos (NO3-) como produto de sua atividade metabólica.

Os nitratos são a forma de nitrogênio que melhor as plantas podem assimilar. Os animais herbívoros obtêm nitrogênio se alimentando dos vegetais, e os animais carnívoros adquirem o elemento nitrogênio se alimentando do corpo dos herbívoros. Portanto, o nitrogênio fica disponível a todos os seres da Terra a partir da ação biológica das bactérias.

Bactérias e plantas leguminosas

As bactérias do gênero Rhizobium são fixadoras de nitrogênio e se associam a vegetais da família das leguminosas. As leguminosas são uma grande família de plantas cuja principal característica é a presença de frutos em forma de vagem, que em botânica é denominado legume. Como exemplo de leguminosas temos o feijão, a soja. Estas bactérias vivem em simbiose com as leguminosas, estas formam nódulos nas suas raízes, onde dentro vivem as bactérias, que absorvem o nitrogênio do ar e com este sintetizam substâncias nitrogenadas, também utilizadas pela planta hospedeira. Em contrapartida, a leguminosa fornece açúcares e outros compostos orgânicos às bactérias de seus nódulos.

Bactérias Patogênicas

Muitas doenças humanas são causadas por bactérias patogênicas (do grego pathos, "doença" e genesis, "que gera"). A maioria das patologias por bactérias é causada pelas substâncias que as bactérias sintetizam. Muitas destas substâncias são componentes do envoltório externo da célula bacteriana. A descoberta que muitas doenças são causadas por bactérias foi feita no século XIX. E disto decorre a importância dos hábitos de higiene para evitar muitas doenças. As medidas de higiene e esterilização de materiais de hospital reduziram em muito a mortalidade infantil e propiciaram um aumento no tempo médio de vida da população.

Ultimamente, com o desenvolvimento dos antibióticos, podemos curar a maioria das doenças de origem bacteriana. Mas o uso dos antibióticos deve ser racional e muito bem controlado, pois o abuso de sua utilização pode favorecer o estabelecimento de linhagens bacterianas resistentes.

Estrutura

Estruturas Bacterianas

O exame de uma célula bacteriana revela certas estruturas definidas tanto dentro como fora da parede celular. Algumas das estruturas se restringem a certas espécies, porém certas estruturas ou partes como a parede celular e o citoplasma são comuns a todas as células na natureza. Segue-se a descrição das estruturas mais facilmente observadas nas bactérias.

Flagelos

Os apêndices filiformes, extremamente delgados, que sobressaem através da parede celular, e se originam, pelo que parece, numa formação granular situada imediatamente abaixo da parede, no citoplasma, se denominam flagelos. De um modo geral, o comprimento do flagelo é varias vezes o comprimento da célula, porém o seu diâmetro é uma pequena fração do diâmetro da célula. Nem todas as bactérias possuem flagelos. Das bactérias pertencentes a ordem Eubacteriales, pode-se dizer, de um modo geral, que muitas espécies de bacilos possuem flagelos, porém estes raras vêzes se encontram nos cocos. Naturalmente, esta generalização apresenta exceções.

Os flagelos são muito pequenos para serem vistos ao natural com microscópio ótico. Sem dúvida, com processos especiais de coloração que empregam mordentes, é possível aumentar o diâmetro dos flagelos tornando-se visíveis.

A observação dos flagelos sem coloração prévia pode ser feita mediante o uso do microscópio eletrônico. Na verdade, muitos detalhes da estrutura dos flagelos forma descobertos por este método.

A análise química dos flagelos sugere que são constituídos por uma única proteína homogênea, que se tem chamado de flagelina.

Como a motilidade das bactérias se deve aos flagelos e nem todas as bactérias são flageladas, deduz-se que existem espécies móveis e espécies não móveis. Não se conhece, exatamente, o mecanismo pelo qual os flagelos induzem um movimento as células bacterianas, mas supõe-se que as cadeias da proteína macromolecular se contraiam e se relaxem alternadamente de modo algo semelhante como o fazem as fibras musculares, produzindo desta forma um movimento ondulado que arrasta ou impele a bactéria.

Os flagelos se movem com uma velocidade muito elevada, permitindo que as bactérias possam deslocar-se por uma distância equivalente a muitas vezes o seu comprimento num período de um segundo.

A motilidade pode ser facilmente observada, através do exame microscópio, em preparações de gota pendente.

Fímbrias

Muitas bactérias possuem apêndices filamentos diferentes dos flagelos. Este apêndices, denominados fíbrias, são menores, mais curtos e mais numerosos que os flagelos. As fímbrias só podem ser vistas com o auxílio do microscópio eletrônico. Estas são encontradas tanto em bactérias como também naquelas que não possuem movimento, portanto não tem função motora. Supõem-se que elas sirvam como órgãos de aderência. Tem-se observado que algumas raças bacterianas possuem fímbrias que tem propriedades adesivas para células animais e vegetais, como também para superfície inertes, como o vidro ou a celulose. Esta capacidade de aderência das fímbrias pode ser importantes para a ecologia bacteriana em seu meio natural, porque permite a fixação da bactéria ao tecidos de que extraem elementos nutritivos.

Cápsulas

Algumas células bacterianas acham-se rodeadas de uma substância viscosa, que forma uma capa que cobre ou envolve a célula. Esta formação se denomina cápsula.

Nem todas as espécies bacterianas produzem cápsulas facilmente observáveis, e a espessura da mesma é semelhante influenciada pela composição do meio em que cresce a bactéria.

Para o químico, a matéria capsular oferece alguns compostos interessantes e pouco freqüentes. A maior parte destes compostos são polissacarídeos, porém se encontram também muitas outras classes de substância, sendo cada uma delas características de determinadas espécies. Os polissacarídeos são de vários tipos, e entre eles temos a dextrina e a celulose.

Parede Celular

Debaixo das substâncias extracelulares , como o são as cápsula, e na periferia de uma membrana delicada que está em contato direto com o citoplasma, se encontra a parede celular, que é uma estrutura rígida que dá forma à célula. A rigidez da parede celular é facilmente demonstrada, quando se submete as bactérias a condições físicas rigorosas, tais como pressões osmótica quer muito baixas quer elevadas, ou temperaturas inferiores à de congelação seguido de descongelamento rápido, apesar disto conservando a sua forma original As paredes celulares podem ser destruídas, no entanto em condições especiais.

A espessura da parede celular tem sido calculada como sendo de 10 a 25/um, ou seja, 100 a 250. Parece que a resistência da parede celular é essencial para o desenvolvimento e divisão da bactéria. Alguns constituintes importantes das paredes celulares são os aminoácidos açúcares e lipídios. As proteínas, carboidratos e lipídios formam um polímero complexo que constitui a parede celular.

Nas paredes celulares das bactérias, foram encontradas substâncias antes desconhecidas.

Pode-se supor que a função da parede celular seja a de uma armação rígida que retenha e proteja os protoplasmáticos das perturbações osmóticas.

Membrana Plasmática

Imediatamente abaixo da membrana celular, existe uma membrana fina que se denomina de membrana citoplasmática. As estimativas da espessura da membrana, baseada em observações feita com o microscópio eletrônico, são de que ela seja da ordem de 50A.

A membrana citoplasmática tem uma função muito importante. Ela é uma membrana semipermeável, controlando a mesma, a entrada de elementos nutritivos para o interior da célula e saída dos produtos de metabolismo.

Citoplasma

Material celular contido no interior da membrana citoplasmática, pode ser dividido da seguinte maneira: região citoplasmática, de aparência granular, a qual é rica em DNA; a parte líquida que contém os elementos nutritivos dissolvidos. O RNA, combinando-se com proteínas, formam partículas ou corpúsculos macromoleculares de uns 200A de diâmetro, que formam uma massa densa e compacta em todo citoplasma. As partículas de RNA-proteína são denominados ribossomos. A fração ribossômica das células bacterianas contém numerosas enzimas, principalmente aqueles envolvidos na síntese das proteínas.

Inclusões citoplasmáticas - Em algumas células, podem-se comprovar a presença de depósitos concentrados de certas substâncias, como também de vacúolos.

Em muitas bactérias se encontram grânulos metacromáticos. Muitas bactérias contém também gotas de lipídios, que aparecem como glóbulos muito refringentes. Também podem ser encontrados grânulos de polissacarídeos como o amido e glicogênio.

Esporos

São estrutura de resistência encontradas em bactérias. A velha idéia de que o processo de formação de esporo é a reação a condição desfavoráveis, é negada, uma vez que a simples seca não promove esporulação nem tão pouco organismo aeróbicos esporulam na ausência de oxigênio. Em parte a esporulação é função da nutrição e idade, contanto algumas culturas de bacillus parecem Ter no mínimo uns poucos esporos presentes durante todo o tempo.

Núcleo

Observações do núcleo com o microscópio eletrônico suportam a idéia de que sua forma é varia. Infelizmente, o núcleo não é denso e se mostra como uma área clara sem forma, próxima ao meio da célula

TAMANHO

Apesar do pequeno tamanho das bactérias, é possível medir as dimensões com relativa facilidade e exatidão.

A unidade de medida para as bactérias é a micra (mm ) que equivale a 1/1.000 mm. A maioria das bactérias mede aproximadamente 0,5 a 1,0 por 2,0 a 5,º

É difícil conceber o tamanho de uma micra (mm ). Geralmente, as bactérias são observadas ao microscópio com um aumento de 1.000 vezes, e se a título de comparação ampliarmos o tamanho de uma mosca comum pelo mesmo número de vezes, esta teria mais de 9 metros de comprimento.

Uma conseqüência do pequeno tamanho das bactérias é a relação muito grande existente entre a área superficial e o volume. Por isso, no caso de células bacterianas, uma superfície muito grande em contato direto com as substâncias que rodeiam, o que explica em parte a rapidez com que as bactérias realizam transformações profundas no meio.

As bactérias podem ser classificadas por várias características:

O Método de coloração de Gram

Um dos principais métodos de identificação de bactérias é a coloração que foi desenvolvida pelo médico dinamarquês Hans Christian Gram (1853-1938).

A técnica de Gram consiste em espalhar e secar as bactérias em uma lâmina de microscopia e corá-las com violeta de genciana e iodo. Após, lava-se a lâmina com álcool e corada com fucsina, que possui cor-de-rosa. Vistas ao microscópio, certas bactérias coram-se de violeta, enquanto outras ficam coradas de rosa.

As que ficam violeta são denominadas Gram+ (Gram positivas) e as que têm coloração rosa são as Gram- (Gram negativas).

Os alternativos resultados de coloração se devem às diferenças de composição química das paredes bacterianas. As Gram- não retêm o corante violeta, corando-se só de rosa. Já as Gram+ fixam a violeta de genciana, tornando dessa cor. O método de identificação microscópico de Gram é valioso, pois as bactérias Gram- são mais perigosas tendo paredes menos permeáveis aos antibióticos, o que dificulta a ação farmacológica destas substâncias.

TÉCNICA DE GRAM(1884):

Esfregaço (30’).
Violeta genciana (1’) =corante.
Lugol (1’) = “mordente”.
Água corrente.
Álcool 95 oG.L.
Fucsina diluída = corante
Água corrente = lavar secar.

GRAM (+) = cor “roxa”

Ácido teicóico + ribonucleato de Mg
Mucopolissacarídeos (> de 60%) (peptidoglicano)
Pressão osmótica 25 atm

GRAM (-) = cor “rósea”

Lipopolissacarídeos
Mucopolissacarídeos (< de 10%) (peptidoglicano)
Pressão osmótica 8 atm

Os COCOS, em geral são GRAM (+), com exceção de Neisseria.

Os BACILOS, em geral são GRAM (-), com exceções de Corynebacterium, Clostridium e Bacillus.

A técnica de Gram é importante para indicar se a bactéria é sensível ou não às sulfas e penicilina.

Aerobiose

Existem bactérias aeróbias estritas (só vivem com oxigênio), facultativas (vivem com ou sem oxigênio), aerotolerantes (não usam oxigênio mas suportam-no) e anaeróbias estritas (só vivem na ausência de oxigênio).

Nutrição

AUTÓTROFAS: Fotossíntese ou quimiossíntese
HETERÓTROFAS: Saprófitas
= decomposição por enzimas, da matéria orgânica “morta” (PUTREFAÇÃO): “reciclagem" de sais ...

Fermentação = ausência de O2 : álcool; vinagre; coalhada; queijos (“cura”)...

Mutualismo = “nódulos” de raízes de leguminosas (feijão, ervilha) (FIXADORAS DE N2 NO2- ; NO3-)
Parasitas
= patogênicas (doenças)

Algumas espécies, para melhor desenvolverem as funções de nutrição e proteção, podem apresentar-se em agrupamentos celulares (colônias). Muito resistentes a variações de temperatura e também a agentes químicos, algumas bactérias apresentam filamentos móveis chamados flagelos, para a locomoção.

Cocos: bactérias arredondadas, mais ou menos globosas
Bacilos: possuem a forma de bastonetes
Espirilos: assemelham-se a uma espiral ou saca-rolha
Vibrião: é um caso especial de espirilo, assemelhando-se a um segmento da espiral, ou a uma vírgula

Forma

Bactérias esféricas (cocos), em forma de bastonete (bacilos), em forma espiraladas (espirilos), em forma de vírgula (vibriões). Cocos podem ser nomeados por seus agrupamentos: estafilococos (como cachos de uva) e estreptococos (como colares de contas). Os agrupamentos podem ser aos pares (diplococos), em forma de colar (estreptococos) ou de cacho de uva (estafilococos).

Reprodução

Reprodução assexuada

As bactérias reproduzem-se mais freqüentemente por um processo assexuado denominado divisão binária ou cissiparidade.

Em uma célula inicial, ocorre a duplicação do material hereditário, que está ligado ao mesossomo (reentrância da membrana plasmática). A célula começa a crescer e os mesossomos afastam-se, levando consigo um cromossomo. Logo após, a célula se divide, dando origem a duas células-filhas com a mesma bagagem hereditária da célula-mãe. O processo dura aproximadamente 20 minutos.

Reprodução sexuada

Conjugação bacteriana

Na conjugação bacteriana duas bactérias unem-se temporariamente através de uma ponte citoplasmática. Em uma das células, denominada "doadora" ou "macho", ocorre a duplicação de parte do cromossomo. Essa parte duplicada separa-se e, através da ponte citoplasmática, passa para outra célula, denominada "receptora" ou fêmea", unindo-se ao cromossomo dessa célula receptora. Esta ficará, então, com constituição genética diferente daquela das duas células iniciais.

Essa bactéria "recombinante" pode apresentar divisão binária, dando origem a outras células iguais a ela.

Como regra geral, em qualquer mecanismo de recombinação gênica nas bactérias, somente uma fração do cromossomo da bactéria doadora é transferida para a bactéria receptora. A fração doada corresponde a uma porção duplicada do cromossomo.

Transformação

Griffith (pneumococos) = de pedaços de DNA de “bactéria estranha”, dispersos no meio, algum é incorporado, em condições especiais e a bactéria passa a exibir o fenótipo (característica) da “doadora”. Os cientistas têm utilizado a transformação como uma técnica de Engenharia Genética, para introduzir genes de diferentes espécies em células bacterianas (bactérias transgênicas).

Fotossíntese

É a conversão de energia luminosa em energia química a partir de CO2, H2S (ácido sulfídrico) e luz.

Observações:

Não possuem clorofilas vegetais a e/ou B.
Possuem clorofila do tipo Bacterioclorofila.
A Bacterioclorofila está dispersa no citoplasma pois não ocorre a presença de cloroplastos.
Não utilizam o H2O como fonte de O2 e sim o H2S.
Não liberam O2 e sim 2 S.

Doenças Bacterianas

BOTULISMO

Uma forma de intoxicação alimentar que pode matar se não tratada a tempo

Forma de intoxicação alimentar, causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, presente no solo e em alimentos contaminados e mal conservados. A intoxicação se caracteriza por um comprometimento severo do sistema nervoso e, se não tratada a tempo, mata.

ALIMENTOS DE RISCO

Os enlatados ou embalados a vácuo são os mais vulneráveis ao Clostridium botulinum, pois a bactéria só se desenvolve em ambientes sem oxigênio.

INTOXICAÇÃO

1. O alimento é contaminado ainda no solo, por esporos ultra-resistentes. Quando em conserva, o microrganismo se modifica e começa a produzir a toxina. Latas inchadas, que parecem cheias de ar, podem indicar a presença da bactéria.
2.
Quando o alimento é ingerido, a toxina é absorvida pelo aparelho digestivo e entra na corrente sangüínea.
3.
A toxina atinge o sistema nervoso, interferindo na sinapse (comunicação) entre as células nervosas. Sem esta comunicação vital, as funções do organismo começam a ficar debillitadas.
4.
Como o sistema nervoso deixa de "avisar" a necessidade de contração muscular , a paralisia dos músculos é freqüente entre os que estão sob efeito da toxina.

SINTOMAS

Os sintomas da intoxicação pela toxina botulínica normalmente aparecem entre doze e trinta horas depois da ingestão do alimento contaminado. Alguns deles:

aversão à luz visão dupla com dilatação da pupila disfonia, dificuldade para articular palavras vômitos e secura na boca e garganta disfagia, dificuldade para engolir paralisia respiratória que pode levar à morte constipação intestinal retenção de urina debilidade motora

TRATAMENTO

Consiste na manutenção das funções vitais e uso de soro antibotulínico. O soro impede que a toxina circulante no sangue se instale no sistema nervoso.

A recuperação da doença é lenta, pois a toxina já instalada entre as células nervosas é destruída pelo sistema de defesa do corpo. Não há remédios ou soro que eliminem a toxina.

O BOM DA TOXINA

Os efeitos terapêuticoas da toxina botulínica vêm sendo estudados há décadas. No início, a substância foi utilizada para tratamento de estrabismo e de espasmos involuntários da musculatura das pálpebras. Administrada em pequenas doses, a toxina vem sendo usada para tratar doenças relacionadas a contrações musculares indesejáveis.

Cólera

Alimentos bem tratados, água limpa e boa higiene pessoal evitam a contaminação por uma doença que pode matar

Uma doença trasmissível, que atinge o intestino e é causada por um bacilo chamado vibrião colérico (vibro cholerae). O microrganismo depende do homem para se reproduzir.

O vibrião colérico se esconde em água doce, do rio, por duas semanas , no mínimo.

Na água do mar, o bacilo permanece vivo durante um ano.

Em superfície de frutas, legumes e verduras cruas e em alimentos congelados, vive por duas semanas.

Doença

A- O vibrião colérico entra no organismo pela boca
B-
No estômago, os bacilos podem ser destruídos pelo ácido gástrico.No entanto, se estiverem em grande número pedem passar por esse obstáculo
C-
Os vibriões que conseguem sobreviver se instalam no intestino delgado. O meio alcalino (não ácido) do órgão favorece a proliferação do bacilo.
D -
esde a entrada do bacilo no organismo até o surgimento dos primeiros sintomas, passam-se de poucas horas à cinco dias.
E-
O vibrião colérico libera uma toxina que rompe o equilíbrio de sódio nas células da mucosa do intestino e provoca a perda de água. O doente passa a perder uma grande quantidade de líquidos corporais com diarréias severas.

Sintomas

Diarréia intensa
Câimbras musculares
Desidratação
Vômitos
Cólicas intestinais
Queda de temperatura

Tratamento

Deve ser feito no posto de saúde ou hospital mais próximo da casa do doente .O tratamento requer hidratação. O soro pode ser ministrado via oral ou endovenosa dependendo da gravidade do avanço da doença. Se tratada a tempo a doença desaparece em curto prazo. No entanto, se o tratamento demorar a ser iniciado podem surgir complicações como :insuficiência renal aguda, hipotensão e colapso cardíaco

Prevenção

Cozinhe bem os alimentos – eles devem ser comidos imediatamente Cuidado com a higiene ao guardar alimentos cozidos

Lave as mãos com água e sabão antes de preparar alimentos, antes de se alimentar, depois de usar sanitário e de trocar fraldas de criança. Mantenha limpa toda a superfície da cozinha e as vasilhas e pratos nos quais você come ou guarda a comida. Em caso de epidemia, evite consumir pescados, mariscos, verduras, hortaliças cruas e frutas com casca

Para tratar a água em casa coloque duas gotas de água sanitária a 2,5% em um litro de água . Espere meia hora até usar o líquido. Alimentos crus (frutas e verduras) devem ser lavados e colocados de molho por meia hora em água tratada Se a água bebida não for tratada ferva-a por cinco minutos antes de ingeri-la.

O leite deve ser sempre fervido. Lave a caixa d'água de sua casa pelo menos de seis em seis meses

Vacina

Tem efeito limitado , protegendo por um período de três a seis meses cerca de 50% dos vacinados . Não é recomendada como medida de prevenção à saúde.

COQUELUCHE

Em 17 anos, as campanhas de vacinação no Brasil conseguiram reduzir em mais de 98% os casos da doença

Doença infecciosa aguda e contagiosa, causada pela bactéria Bordetella pertussis, que ataca o aparelho respiratório e se manifesta por acessos violentos de tosse, respiração ruidosa, expectoração e vômitos. A coqueluche ou tosse comprida (nome comum) acomete mais as crianças e os idosos e pode matar.

SINTOMAS

De início, são semelhantes aos de uma gripe. Surge febre baixa e tosse seca.
Dias depois, os sintomas pioram. Aparece um catarro claro e viscoso no nariz.
O doente espirra com freqüência, perde o apetite e parece cansado.
Em seguida, o rosto fica avermelhado e os olhos lacrimejantes.
Por fim, o doente tem tosse sufocante em acessos que dificultam a respiração.

TRANSMISSÃO

Ocorre a partir de uma pessoa contaminada, especialmente, nos primeiros dias da doença.

Quando uma pessoa contaminada:

Fala, as gotículas com a bactéria podem alcançar até 1,5m de distância tosse, as gotículas com a bactéria chegam até 5,5m

CONTÁGIO

Acontece pela inalação das secreções respiratórias que o doente espalha pelo ar.

INCUBAÇÃO

A bactéria tem o período de incubação de aproximadamente uma semana a dez dias, quando se prolifera nos pulmões. Ela ataca toda a árvore respiratória (brônquios e bronquíolos) desencadeando um processo inflamatório nos pulmões.

COMPLICAÇÕES

Os pulmões podem ser atacados por vírus ou bactérias, surgindo doenças secundárias como pneumonia, que pode lavar à morte. Se a coqueluche se manifesta em crianças que não foram vacinadas, poderá ser controlada e amenizada com administração de gamaglobulina, uma proteína do sangue que contém anticorpos.

TRATAMENTO

Para limitar a ação da bactéria, pode ser usada a globulina super-imune (proteína produzida a partir de elementos do sangue) que fortalece as defesas naturais do corpo. Antibióticos têm pouco ou nenhum efeito sobre o bacilo e podem ser administrados para combater infecções secundárias. Imediatamente após o diagnóstico, o paciente deve ter os talheres e os pratos separados para evitar a transmissão da doença O doente deve ser mantido afastado de crianças por pelo menos três semanas A violência dos ataques de tosse pode ser combatida com sedativos. Os tranqüilizantes também são úteis para atenuar a tensão nervosa As refeições devem ser freqüentes e em pequenas quantidades para diminuir o esforço da criança em engolir os alimentos O paciente deve ficar de repouso na cama com o quarto ventilado e ar umidificado.

VACINA

A vacina tríplice é utilizada para o combate à coqueluche e também para mais duas doenças: difteria e tétano. São dadas três doses, com intervalo de dois meses. A imunização deve iniciar-se no segundo mês de vida, com dose de reforço aos 15 meses e quatro anos de idade. E, se houver a possibilidade de contágio, pode ser aplicada uma dose de reforço.

ESCARLATINA

A cada 100 casos de dor de garganta causados por bactéria, 10 são escarlatina. Os sintomas iniciais se parecem com os da rubéola ou sarampo.

Enfermidade aguda, infecciosa e contagiosa, provocada pela bactéria Streptococus scarlatina. Caracterizada pelo aparecimento de feridas, inflamação da garganta, febre, pulso acelerado e descamação da pele. Atinge crianças entre os cinco e dez anos (mais freqüente em meninos) e suas epidemias são mais comuns no outono e na primavera.

CONTÁGIO

Ocorre pelo contato com as secreções da boca e nariz. Mais freqüente nas fases iniciais da doença. Uma pessoa doente, ao tossir, pode disseminar a bactéria.

INCUBAÇÃO

Pode variar desde poucas horas até 10 dias. Normalmente, dura de três a quatro dias.

SINTOMAS

Febre
Dor de garganta (fica avermelhada)
Vômitos
Pulso acelerado (120 a 150 pulsações por minuto)
Dores no corpo
Abatimento Falta de apetite
Sede

EVOLUÇÃO DA DOENÇA

Na última fase, ocorre a descamação, que pode durar semanas. Nesta fase, é importante um cuidado maior para evitar complicações.

Mais tarde, a língua apresenta aspecto avermelhado, chamada popularmente de língua moranguinho. As papilas gustativas ficam salientes e se parecem com a fruta.

Surgem feridas vermelhas que aparecem no pescoço, parte superior do peito, virilha e cotovelo. Depois, espalha-se pelo corpo todo. A pele lisa se torna enrugada.

COMPLICAÇÕES

Se a escarlatina não for tratada adequadamente, podem surgir problemas como:

Hemorragias no estômago, intestino, baço Dores fortes nos gânglios Inflamação nos rins Convulsões Dores nas articulações Infecção nos tímpanos

TRATAMENTO

Penicilina: é muito eficaz para combater a bactéria. Deve-se aplicar injeção e depois, tomar a droga por via oral, durante 10 dias, no mínimo.

Antibióticos: quando o paciente não puder tomar penicilina, pode-se dar outros medicamentos do gênero.

CUIDADOS COM O DOENTE

Dar banho diariamente com esponja. Secar cada uma das partes do corpo cuidadosamente Para coceira da pele, pode-se passar uma solução de bicarbonato de sódio ou dar um banho de amido Na fase de descamação, pode-se aplicar vaselina ou algum óleo esterilizado Examinar os ouvidos e a urina para detectar algum tipo de complicação

IMPORTANTE

Durante os primeiros dias, o doente, devido aos problemas de garganta, tem dificuldade para engolir os alimentos. Para ajudar, dê preferência aos alimentos macios, como frutas, cereais, leites e derivados, assim como líquidos.

Leptospirose

Durante os temporais e inundações, a bactéria Leptospira sp, presente na urina do rato, se espalha nas águas, invade as casas e pode contaminar, através da pele, os que entram em contato com áreas infectadas.

O rato

Considerado o principal transmissor da doença. Os roedores domésticos mais comuns, que levam a leptospirose ao homem, são o rato de telhado (ou de forro, o Rattus rattus). A ratazana (aquela de praia ou de esgoto) e o camundongo (o Mus musculus).

A bactéria

A bactéria leptospira está presente na urina do rato.

Contágio

A contaminação no homem se dá através da pele - principalmente quando existe alguma lesão ou de mucosas. A longa permanência da pessoa na água favorece a penetração da bactéria pela pele limpa, sem ferimentos. Os locais, onde o contagio acontece, normalmente são beiras de córregos, galerias de esgoto e terrenos baldios.

Doença

Muitas vezes, a leptospirose é confundida com doenças como gripe e, principalmente, hepatite. Os sintomas são muito parecidos. Apenas um especialista saberá diagnosticar e tratar o problema.

A bactéria pode atingir:

Rins
Fígado
Musculatura

Controle

As medidas se baseiam no controle dos roedores e em medidas para melhorar o meio ambiente - habitação protegida das águas da chuvas, saneamento básico e cuidados especiais com o lixo, principal alimento do rato.

Tratar esgotos e galerias por onde passa a água das chuvas, saneamento básico e cuidados especiais com o lixo.

Tratar esgotos e galerias por onde passa a água da chuva também é essencial, pois evita as inundações e dessa forma não há como a urina do rato alcançar os homens.

Sintomas

A leptospirose tem inicio súbito. Os sintomas são parecidos com os da gripe. Dor de cabeça, dor muscular, febre alta, mal-estar. Normalmente, quando curada, a doença não deixa seqüelas.

Um sintoma capaz de diferenciar a leptospirose de outras doenças é a insuportável dor na batata da perna. Muitas vezes, o doente não agüenta ficar de pé.

Em alguns casos, o doente pode ter icterícia (cor amarelada da pele). A leptospirose também provoca alterações no volume e na cor da urina, que muitas vezes fica mais escura.

Combate ao roedor

Desratização, com uso de raticida, depois de o rato já estar instalado no local. Esse processo é difícil e caro. Os raticidas são extremamente tóxicos - pois podem matar - e devem ser manuseados apenas por técnicos.

Manter limpos os utensílios e vasilhames de alimentação animal. Lavar sempre os objetos após as refeições do animal. Dessa forma, evita-se o acúmulo de lixo e instalação do rato.

Também para evitar a presença do roedor pela redondeza, deve-se manter gramados bem aparados. O mato alto é um bom abrigo para os ratos, portanto, oferece risco de infectar os moradores da região.

Manter o lixo bem tratado, evitar deixá-lo nas ruas. Além disso, os recipientes de lixo colocados alguns metros acima do solo podem evitar o contato com a água das inundações.

As caixas d'água, os ralos e os vasos sanitários devem estar sempre fechados, com tampas pesadas. Uma forma, para quem mora em regiões de muita chuva, de evitar a presença do rato contaminado.

Prevenção

Quando entrar em contato com regiões inundadas ou com lama, usar luvas e botas de borracha; Evitar expor ferimentos às águas infectadas de inundações em áreas suscetíveis á bactéria Ficar o menor tempo possível imerso nessas águas e impedir que as crianças nadem ou mergulhem nelas; Desinfetar com cloro (hipoclorito de sódio) os objetos de casa que entraram em contato com a água ou com a lama.

Como desinfectar alimentos e objetos

O cloro mata a bactéria. Se não for possível armazenar os alimentos protegidos da água, o correto a se fazer é eliminá-los. Frutas em geral, carne, leite, verduras, legumes, arroz, feijão, café, manteiga etc devem ser inutilizados. Alimentos enlatados podem ser lavados, desde que não tenha havido contato da comida com a água.

TÉTANO

Compromete os músculos do corpo e é fatal em até 60% dos casos. Pode surgir a partir de qualquer ferimento. A bactéria entra pelo machucado, seja provocado ou não por metais enferrujados.

Doença aguda provocada pela contaminação do bacilo Clostrindum tetani, que entra no organismo por alguma ferida. Essa bactéria germina no ferimento, se multiplica e produz um poderoso veneno que afeta os músculos. Não é transmissível e pode matar em parte dos casos. O tétano neonatal é conhecido como o mal de 7 dias.

Contaminação

O bacilo entra por qualquer ferida na pele, como queimaduras, pancadas machucados ou cortes aparentemente tolos, como o de uma unha ruída. A bactéria costuma estar em objetos enferrujados, na terra , na poeira, em instrumentos cirúrgicos não esterilizados, principalmente.

Os Números

1.000 casos de tétano acidental por ano
30% a 60% de infectados pelo tétano acidental morrem
60% a 70% das crianças com o mal de 7 dias morrem
Incubação da Doença

Desde o contato com a pele até as primeiras manifestações da doença, passam-se 7 dias. Se o organismo estiver com poucas defesas e houver ma contaminação por muitos bacilos, a doença pode aparecer em até dois dias.

Sintomas

Trismo

Os músculos da face do doente começam a se contrair e o indivíduo fica permanentemente com sorriso sardônico.

Rigidez na nuca

O pescoço fica duro. Esse problema muitas vezes é confundido com meningite ou intoxicação por venenos . Fique atento.

Rigidez abdominal

A musculatura se contrai a ponto da barriga ficar dura como uma tábua.

Por fim, acontecem contrações em praticamente todos os músculos do corpo.

Complicações

1- Crise hipertensiva. A contração muscular faz com que o organismo libere substâncias excitantes, como a adrenalina, que aumentam o ritmo cardíaco e fazem o sangue correr mais depressa.
2-
Embolia Cerebral, por falta de oxigenação do cérebro.
3-
Flebite. Inflamação dos vasos sangüíneos do corpo.
4-
Fratura de vértebras. Quando o osso está fragilizado, especialmente em velhos e crianças, a contração muscular, de tão forte é capaz de quebrar um osso.
5-
O tétano mata principalmente pela parada cardiorespiratória que acontece quando o músculo da respiração, o diafragma, a ponto de não conseguir mais colocar ou retirar o ar dos pulmões.

Prevenção

Vacina é a melhor e mais eficaz forma de prevenção do tétano acidental e neonatal. Os bebês devem toma-la no 2ª, 4ª e 6ª mês de vida. É fundamental renovar a dose, para crianças e adultos, de dez em dez anos. As gestantes devem tomar três doses da substância, com prazo ideal de 60 dias entre uma e outra. Guarde sempre o cartão de vacinação para manter o controle.

Quando houver um ferimento, lave-o imediatamente com água corrente e sabão. É o bastante. Dessa forma, o bacilo não entra no organismo. Não use, de forma alguma substâncias que fechem o ferimento.

Tratamento

O tétano tem cura, mas é o estágio da evolução da doença que determina o tratamento eficaz. O doente, quando internado no hospital, permanece isolado em um quarto silencioso e escuro. Qualquer estímulo pode faze-lo contrair-se todo. Os medicamentos usados são soro antitetânico, antibióticos, relaxantes musculares e analgésicos, além da vacina.

Tuberculose

Tratamento interrompido fortalece o bacilo e pode trazer de volta a doença que causou pavor no passado.

Doença grave, transmitida pelo ar, que pode atingir todos os órgãos do corpo, em especial nos pulmões. O microorganismo causador da doença é o bacilo de Koch, cientificamente chamado Microbacterium tuberculosis.

Processo de disseminação da tuberculose

1º passo: Apesar de também atingir vários órgãos do corpo, a doença só é transmitida por quem estiver infectado com o bacilo nos pulmões.
2º passo:
A disseminação acontece pelo ar. O espirro de uma pessoa infectada joga no ar cerca de dois milhões de bacilos. Pela tosse, cerca de 3,5 mil partículas são liberadas. 3º passo

Os bacilos da tuberculose jogados no ar permanecem em suspensão durante horas. Quem respira em um ambiente por onde passou um tuberculoso pode se infectar.

Tuberculose pulmonar

Processo inflamatório O indivíduo que entra em contato pela primeira vez com o bacilo de Koch não tem, ainda, resistência natural. Mas adquire. Se o organismo não estiver debilitado, consegue matar o microorganismo antes que este se instale como doença. É, também, estabelecida a proteção contra futuras infecções pelo bacilo.

Ao infectar um organismo, as células do Mycobacterium tuberculosis se reúnem em conjuntos, evitando dessa maneira a defesa por fagocitose dos glóbulos brancos.

Tuberculose primária Após um período de 15 dias, os bacilos passam a se multiplicar facilmente nos pulmões, pois ainda não há proteção natural do organismo contra a doença. Se o sistema de defesa não conseguir encurralar o bacilo, instala-se a tuberculose primária, caracterizada por pequenas lesões (nódulos) nos pulmões.

Caverna tuberculosa Com o tempo e sem o tratamento, o avanço da doença começa a provocar sintomas mais graves. De pequenas lesões, os bacilos cavam as chamadas cavernas tuberculosas, no pulmão, que costumam inflamar com freqüência e sangrar. A tosse, nesse caso, não é seca, mas com pus e sangue. É a chamada hemoptise.

Como o bacilo de Koch se reproduz e desenvolve rapidamente em áreas do corpo com muito oxigênio, o pulmão é o principal órgão atingido pela tuberculose.

Sintomas

Tosse crônica (o grande marcador da doença é a tosse durante mais de 21 dias)
Febre
Suor noturno (que chega a molhar o lençol)
Dor no tórax
Perda de peso lenta e progressiv
Quem tem tuberculose não sente fome, fica anoréxico (sem apetite) e com adinamia (sem disposição para nada).

Tratamento

A prevenção usual é a vacina BCG, aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves da doença. Se houver a contaminação, o tratamento consiste basicamente na combinação de três medicamentos: rifampicina, isoniazida e pirazinamida. O tratamento dura em torno de seis meses. Se o tuberculoso tomar as medicações corretamente, as chances de cura chegam a 95%. É fundamental não interromper o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam.

Tuberculose resistente

Atualmente, consiste na principal preocupação mundial em relação à doença. O abandono do tratamento faz com que os bacilos tornem-se resistentes aos medicamentos e estes deixam de surtir efeito. A tuberculose resistente pode desencadear uma nova onda da doença virtualmente incurável em todo o mundo.

Números da doença

1/3 da população mundial está infectado com o bacilo da tuberculose;
45 milhões de brasileiros estão infectados; 5% a 10% dos infectados contraem a doença;
30 milhões de pessoas no mundo podem morrer da doença nos próximos dez anos;
6 mil brasileiros morrem de tuberculose por ano.

A denominação de micoplasma, usada trivialmente para se referir a qualquer membro desta classe, foi derivada das palavras gregas, mykes para fungos e plasma para designar a forma ou o molde das células. O primeiro isolamento de micoplasma foi realizado por NOCARD & ROUX na França, em 1898, a partir de um surto de pleuropneumonia contagiosa bovina. As espécies descobertas posteriormente foram denominadas de PPLO, sigla do original em inglês Pleuropneumonia-Like Organisms ou organismos semelhantes aos da pleuropneumonia.

Esses procariontes pertencentes à Divisão Tenericutes e à Classe dos Mollicutes (do latin, molli, suave; cutes, cútis ou derme), nome de cuja origem se deve à característica peculiar da total ausência de parede e da molécula de peptideoglicano, sendo o seu citoplasma envolvido somente por uma membrana trilaminar. A Classe Mollicutes possui um nível taxonômico equivalente às eubactérias Gram positivas e Gram negativas e às arqueobactérias, que compreendem quatro divisões do Reino Procariota. Uma vez que não possuem parede celular, esses organismos demonstram ser negativos à coloração clássica de Gram.

Os micoplasmas são considerados os menores microrganismos de vida livre capazes de auto-replicação, com dimensões médias variando de 0,2 a 0,4 m m de diâmetro; os espiroplasmas apresentam forma filamentosa, possuem de 0,08 a 0,2 m m de diâmetro e 2 a 5 m m de comprimento. Em função destas dimensões, estes organismos passam através de poros de membranas filtrantes com diâmetros de até 0,45m m. A ausência da parede celular determina características consideradas peculiares, tais como um acentuado pleomorfismo. O seu formato pode variar de esférico, bacilar, filamentoso e helicoidal, como por exemplo os espiroplasmas que podem atingir 100 m m de comprimento. Os micoplasmas possuem uma alta sensibilidade aos detergentes e às alterações osmóticas, são naturalmente resistentes à penicilina e, por último, formam colônias com aspecto que lembra um "ovo-frito".

Em função do reduzido genoma, os micoplasmas apresentam uma capacidade limitada de biossíntese dos componentes necessários ao seu metabolismo. O cultivo requer meios enriquecidos, contendo precursores para a biossíntese do ácido nucléico, das proteínas e dos lipídios.

Os micoplasmas podem ser divididos em fermentadores e não fermentadores, baseado na capacidade de metabolização de carboidratos. As espécies fermentadoras produzem ácido a partir dos carboidratos, diminuindo o pH do meio, enquanto as não fermentadoras oxidam ácidos graxos e álcoois, não diminuindo significativamente o pH. Quando a arginina é utilizada por ambos os grupos, há produção de ATP, CO2 e amônia, alcalinizando o meio. O pH ótimo para o crescimento in vitro situa-se entre 7,8 com variações de ± 0,2 , porém os ureaplasmas exigem pH ácido, em torno de 5,8 a 6,5.

As superfícies das mucosas oral, ocular, do trato respiratório, urogenital e digestivo dos animais e do homem, além da glândula mamária e das articulações são o habitat primário desses organismos, onde, na maioria das espécies, permanecem aderidos à parte extracelular da célula hospedeira. Além das células dos mamíferos, esses organismos são encontrados em plantas e répteis, como patógenos, e em artrópodes, fazendo destes vetores de transmissão de doenças para os animais e as plantas. De forma singular, foram constatadas espécies de micoplasmas no solo e na água. Contudo, os micoplasmas usualmente exibem uma estrita especificidade em relação ao hospedeiro e ao sítio de colonização, refletindo suas características de exigência nutricional e de parasitismo obrigatório.

ESTRUTURA GENÔMICA

O genoma circular de dupla fita dos micoplasmas é caracterizado pelo seu diminuto tamanho e conteúdo baixo de guanina e citosina (G + C). Em geral, o genoma dos micoplasmas apresenta uma baixa porcentagem das bases A + G, em média de 24%. De acordo com o tamanho dos micoplasmas examinados até o momento, eles podem ser divididos em dois grupos: o primeiro composto das espécies dos gêneros Mycoplasma (M.) e Ureaplasma (U.), apresentando um genoma de cerca de 500 megadaltons (MDa) ou de 600 a 1350 pares de quilo-bases (kbp) e o segundo, abrangendo as espécies pertencentes aos gêneros Anaeroplasma, Asteroleplasma, Acholeplasma, Spiroplasma, Mesoplasma e Entoplasma, com um genoma aproximado de 1000 MDa ou de 790 a 2200 kbp.

Recentemente, a seqüência genômica do M. genitalium e do M. pneumoniae foi completamente determinada, demonstrando um DNA duplo circular de 580,07 e 816,39 kbp, respectivamente.

Presume-se que genomas com 500 MDa são limitados somente às espécies pertencentes aos gêneros Mycoplasma e Ureaplasma e que, até o momento, representam o menor genoma de um organismo extracelular capaz de auto-replicação. Em conseqüência disto, os micoplasmas são considerados como representantes do menor sistema de vida, desde que a sua capacidade de codificação é limitada a cerca de 700 diferentes proteínas essenciais para o funcionamento da menor célula hipotética, designado de acordo com os resultados convencionais da biologia molecular. O número estimado de genes que codificam estas proteínas nos gêneros Mycoplasma e Ureaplasma não excede 500, aproximadamente 20% do número de genes na Escherichia coli. Apesar do diminuto genoma, os micoplasmas patogênicos facilitam a reorganização do DNA, por meio da repetição de seqüências gênicas, promovendo uma diversidade genética e maximizando o potencial de codificação de proteínas do seu limitado genoma.

PATOGENICIDADE NOS DIFERENTES HOSPEDEIROS

Os micoplasmas são amplamente distribuídos no Reino Animal, em todas as espécies de vertebrados, exercendo o papel de comensais, de saprófitas ou como patógenos. Esses organismos causam uma variedade de doenças, cujos sinais clínicos podem se apresentar na forma aguda, porém, normalmente são de caracter crônico.

No homem

As diversas espécies de micoplasmas isoladas de humanos são reconhecidamente causadoras de pneumonia, artrite, uretrite, falhas reprodutivas, processos reumatóides e, recentemente, implicados como cofatores na Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida (AIDS). O M. pneumoniae é considerado um importante agente causador de pneumonia e de outras patologias do trato respiratório, tais como traqueíte e faringite, bem como de manifestações extra pulmonares ¾ síndromes hematopoiéticas, do sistema nervoso central, articulações, fígado, pâncreas e coração. No trato urogenital, duas espécies de micoplasmas são implicadas como principais causadoras de infecções e distúrbios da reprodução: o Ureaplasma urealyticum, que provoca infertilidade, aborto e nascimento de crianças fracas ou prematuras e o M. genitalium, agente de uretrite não gonocócica em homens e infecções no trato genital inferior em mulheres. As espécies M. fermentans (incognitus), M. pirum, M. hominis e M. penetrans estão sendo consideradas como patógenos humanos e possíveis cofatores na infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), contribuindo e acentuando os sintomas desenvolvidos na AIDS.

Nos animais

Nas diferentes espécies de animais, sejam aquelas de interesse econômico, animais de laboratório, silvestres ou os considerados "de companhia", os micoplasmas são potenciais causadores de patologias no sistema respiratório, urogenital, glândula mamária, articulações, sistema nervoso e conjuntiva ocular.

Para a avicultura, o M. gallisepticum é tido como a espécie de micoplasma de maior impacto econômico, em função das perdas decorrentes da Doença Crônica Respiratória (DCR); severa aerosaculite e sinusite são as principais afecções em galinhas poedeiras, frangos de corte, perus, codornas e outras aves, levando à baixa conversão alimentar, diminuição na produção de ovos e acentuada condenação de carcaça. Outras espécies de micoplasmas patogênicas para as aves são o M. synoviae, M. iowae e M. meleagridis.

Nos suínos, o M. hyopneumoniae é o agente da Pneumonia Enzoótica que ocorre em todas as regiões do mundo onde a suinocultura é explorada comercialmente. A doença caracteriza-se pela alta morbidade e baixa mortalidade nos rebanhos, tosse crônica não produtiva, diminuição no crescimento e baixa conversão alimentar. O M. hyorhinis e o M. hyosynoviae são habitantes comumente encontrados no trato respiratório superior dos suínos e ocasionalmente provocam poliartrite e poliserosite.

Nos bovinos, a Pleuropneumonia Contagiosa Bovina (PPCB), causada pelo M. mycoides subsp. mycoides é considerada a principal doença infecto-contagiosa do trato respiratório, caracterizada por intensa pleurite sero-fibrinosa e edema nos lóbulos e nos tecidos alveolares. A doença é considerada de notificação obrigatória e, segundo o Órgão Internacional de Epizootias (OIE), até 1997, apesar da erradicação na Europa, América do Norte e Austrália, ainda encontra-se disseminada em países da África e da Ásia. Além da PPCB, os problemas respiratórios nos bovinos são também causados pelo M. bovis e o M. dispar.

Considerado a segunda espécie de maior patogenicidade entre os micoplasmas que afetam os bovinos, o M. bovis é responsável também por distúrbios reprodutivos, artrite, meningite e a mais grave e freqüente forma de mastite por micoplasmas em vários países do mundo. Outras espécies de micoplasmas estão relacionadas com a mastite, tais como o M. bovigenitalium, M. canadense, M. bovirhinis, M. californicum, M. arginini, M. alkalescens e A. laidlawii e com distúrbios reprodutivos em vacas e touros ¾ M. bovigenitalium, M. canadense e o U. diversum.

Nos pequenos ruminantes, especificamente os caprinos, a cepa de micoplasma F-38, atualmente designada M. capricolum subsp. capripneumoniae subsp. nov., é considerada o agente responsável pela Pleuropneumonia Contagiosa Caprina (PPCC). Além desta espécie, o M. mycoides subsp. mycoides, M. mycoides subsp. capri, M. agalactiae e o M. capricolum causam pneumonia e septicemia, com conseqüentes manifestações em outros órgãos ¾ mastite, poliartrite ou queratoconjuntivite. O M. agalactiae é uma espécie de considerável importância na agalactia contagiosa e na pneumonia em ovinos; o M. ovipneumoniae, em sinergismo com a Pastereulla haemolytica e outros agentes, causa a pneumonia exsudativa proliferativa.

Em animais de laboratórios ¾ ratos e camundongos ¾ o M. pulmonis é o agente etiológico da micoplasmose respiratória murina (MRM). A morbidade e a mortalidade podem ocorrer de forma significante. No entanto, o maior impacto da infecção pelo M. pulmonis é a interferência com as interpretações de resultados, quando estes animais são utilizados em pesquisas de outros microrganismos.

Nas células de linhagens contínuas

Adicionalmente, os micoplasmas são responsáveis por inoportunas e persistentes infecções nos cultivos de células de linhagens contínuas. Esses organismos causam uma variedade de efeitos citopáticos, incluindo alterações no metabolismo, diminuição na taxa de divisão celular pela interferência na síntese de DNA, RNA e proteínas, aberrações cromossômicas e morte com desprendimento da monocamada. Além disso, podem induzir à redistribuição e modificação dos antígenos de superfície na membrana da célula hospedeira, interferindo na propagação de vírus.

As espécies de micoplasmas isoladas com maior freqüência em cultivos celulares são M. orale, M. fermentans, A. laidlawii, M. hyorhinis e M. arginini, sendo as duas primeiras encontradas na microbiota da mucosa humana, e as duas últimas, de origem animal, nos componentes do meio de cultura, como o soro fetal bovino. O A. laidlawii é encontrado na microbiota humana e de bovinos; o M. fermentans, apresenta-se como uma espécie emergente, devido ao uso crescente de culturas primárias de linfócitos e macrófagos de origem humana empregadas nos estudos imunológicos e virológicos.

A infecção por micoplasmas traz prejuízos consideráveis aos laboratórios de pesquisa básica e diagnóstico, bem como às indústrias farmacológicas e biotecnológicas que empregam o cultivo de células para a produção de vacinas e medicamentos.

Nas plantas, insetos e artrópodes

Os organismos da Ordem Entomoplasmatales, além de algumas espécies de Acholeplasma, são encontrados em plantas, artrópodes e insetos, sugerindo evidências da interação parasita, vetor e hospedeiro na transmissão de doenças nas plantas. Os espiroplasmas são freqüentemente encontrados na superfície das plantas, sendo associados a várias doenças em citrus e à doença da "planta amarela". As flores são consideradas uma rica fonte de espiroplasmas, acholeplasmas e possivelmente, representantes do gênero Mycoplasma.

PROCESSOS PATOGÊNICOS

Nos animais e no homem, os micoplasmas podem ser vistos por meio da microscopia eletrônica, aderidos intimamente às células do trato respiratório, do trato urogenital e das articulações e, raramente, invadem os tecidos e o sangue. Os micoplasmas patogênicos exibem uma morfologia filamentosa ou em forma de clava, apresentando uma organela com aspecto de uma proeminência na extremidade polar da célula. Esta estrutura é composta de proteínas interativas, denominadas adesinas, e por proteínas acessórias, que colaboram funcional e estruturalmente para a mobilização e o aumento das adesinas, permitindo, desta maneira, a adesão dos micoplasmas à superfície das células eucarióticas. A adesão é realizada provavelmente por meio dos sialoglicoconjugados e glicolipídeos sulfatados da célula hospedeira.

As adesinas têm sido muito bem caracterizadas em algumas espécies de micoplasmas, a exemplo da proteína P1 (168 kilo daltons- kDa) do M. pneumoniae e a 140-kDa do M. genitalium. Outras espécies de micoplasmas igualmente exibem proteínas de superfície responsáveis pela adesão: M. hominis, M. bovis, M. gallisepticum e M. pulmonis, enquanto que espécies de micoplasmas que não possuem tais estruturas ¾ M. hyorhinis, M. bovigenitalium e U. urealyticum ¾ são também capazes de realizar a cito-aderência, provavelmente por meio de outras proteínas ou mecanismos alternativos de parasitismo.

A falta da parede celular facilita a fusão da membrana do micoplasma com a do hospedeiro e, embora evidências desta hipótese sejam discutíveis, é considerada um indicativo da interação de estruturas entre a membrana do hospedeiro e do parasita. Essa associação íntima proporciona um microambiente, no qual ocorre a concentração de produtos tóxicos excretados pelo parasita, tais como H2O2 e amônia que se acumulam e causam danos aos tecidos do hospedeiro. Esta função é bem ilustrada pelo M. pneumoniae: o peróxido de hidrogênio (H2O2) e radicais superóxidos (O2-) gerados pelos micoplasmas aderidos, penetram na célula hospedeira, provocam um gradual acúmulo destes componentes e induzem à inibição irreversível da catalase endógena. A inibição da catalase pode causar, por conseguinte, a diminuição do superóxido dismutase. O processo se perpetua e resulta no aumento das concentrações de H2O2 e O2-, os quais induzem progressivos danos oxidativos aos constituintes vitais da célula hospedeira.

A inabilidade de síntese dos componentes necessários para o metabolismo e a dependência do meio externo, somada à capacidade de interação, sugerem que os micoplasmas tem uma necessidade de utilização dos componentes da célula hospedeira e podem fazer destas necessidades fisiológicas, mecanismos de patogenicidade. Os ureaplasmas possuem fosfolipases na membrana, e possivelmente a ação direta destas enzimas nos substratos do hospedeiro leva à produção de ácido aracdônico, diacilglicerol e lisofosfolipídeos, substâncias que alteram a biossíntese de prostaglandinas e das funções normais da célula hospedeira. A necessidade de obtenção externa de ácidos nucléicos e proteínas para o seu metabolismo, faz com que os micoplasmas tenham que sintetizar nucleases e proteases. As nucleases isoladas e caracterizadas do M. penetrans foram capazes de reduzir a atividade da transcriptase reversa do vírus da AIDS, bem como demonstraram um amplo espectro de atividade em outros substratos, incluindo DNA e RNA de células eucarióticas.

Determinadas espécies de micoplasmas apresentam uma estrutura externa à membrana constituída de polissacarídeos ¾ a cápsula. O M. dispar e o M. penetrans sintetiza esta estrutura, envolvida na supressão de várias funções dos macrófagos alveolares e, conseqüentemente na imunossupressão local.

As hemolisinas são produzidas por um grande número de micoplasmas, no entanto são poucas as evidências sobre a função direta na indução de doenças no hospedeiro. As toxinas produzidas por cepas de M. mycoides subsp. capri, demonstraram ser ativas na produção de efeitos citopáticos em cultivos de células embrionárias da traquéia de galinhas. A presença de endotoxinas foi demonstrada em cinco espécies de Acholeplasma e caracterizadas como lipoglicanos ¾ moléculas complexas constituídas de vários açúcares neutros, amino açúcares, glicerol e ácidos graxos. Estas moléculas não somente demonstraram uma estrutura diferente dos lipopolissacarídeos (LPS) das bactérias Gram negativas, como também foram consideradas mais potentes quando comparadas ao LPS da Escherichia coli..

O M. gallisepticum sintetiza diferentes substâncias solúveis neurotóxicas, provocando uma síndrome neurológica letal com lesões histopatológicas primárias nas artérias cerebrais em perus. As lesões histopatológicas se caracterizam pela apresentação de edema nos capilares cerebrais, os quais provocam oclusão vascular, resultando em fibrose necrótica. No caso do M. bovis, uma fração polissacarídea foi reportada como sendo citotóxica. Finalmente, a neurotoxina elaborada pelo M. neurolyticum seletivamente altera a permeabilidade das células endoteliais dos capilares do cérebro, produzindo a clássica e fatal rolling diseases em camundongos, na qual o animal apresenta uma sintomatologia nervosa típica, girando ao longo do áxis do corpo e desenvolvendo uma paralisia ascendente progressiva.

Fonte: www.biomania.com.br

Reino Monera

Os organismos pertencentes ao Reino Monera (do grego moneres = único) são todos unicelulares ou quando muito coloniais, e apresentam células procariotas.

Conhecidos pela designação muito geral de bactérias, estes microrganismos vivem na Terra há cerca de 3800 M.a. (era pré-Câmbrica), existindo evidências que tenham sido os ancestrais de todas as formas de vida na Terra. Pelo menos até á cerca de 1500 M.a. eram as únicas formas de vida no planeta.

Podem ser encontrados em todos os meios, ar, água, solo ou mesmo no interior de outros organismos. Isto deve-se ao fato de estes organismos poderem suportar grandes pressões, temperaturas elevadas, concentrações osmóticas mortais para outros organismos e valores de pH radicais.

Os procariontes dominam a biosfera, superando em número e massa todos os outros organismos, pelo que têm um enorme impacto coletivo na Terra.

Embora algumas espécies sejam patogénicas, a grande maioria é, pelo contrário, essencial á vida. Se este reino desaparecesse da face da Terra, todos os restantes se lhe seguiriam, pois os ciclos químicos seriam interrompidos. Na situação inversa, os procariontes continuariam sozinhos, como o fizeram durante cerca de 2000 M.a.

A caracterização deste reino baseia-se, principalmente, na sua morfologia, estrutura, reprodução e metabolismo.

Características dos organismos do reino Monera

As bactérias têm diâmetros entre 0,5 e 5 mm, pelo que o seu estudo só foi possível com o surgimento do microscópio eletrônico.

A forma destes organismos pode ser relativamente variada, podendo ser bacilos (alongadas, em forma de bastonete), cocus (esféricas), espirilos (em forma de espiral), vibriões (vírgula) ou pedunculadas (fixas).

As formas esféricas são mais resistentes á seca mas, como apresentam uma menor relação área/volume, apenas conseguem viver em zonas de alimento abundante.

A célula bacteriana típica apresenta as seguintes características:

Cápsula - Algumas bactérias segregam uma substância mucilaginosa por fora da parede celular, cuja presença ajuda a proteger do ataque de glóbulos brancos e outros microrganismos;
Parede celular -
Estrutura que dá forma, suporte e proteção á célula. A presença de parede celular impede que a célula rebente em meios hipotônicos mas não a protege de meios hipertônicos, onde a perda de água causa a morte. A parede celular bacteriana é formada por polissacáridos e péptidos unidos numa molécula designada peptidoglicano. Um dos modos de atuação dos antibióticos é evitar a construção correta da parede celular. A estrutura exata da parede varia ligeiramente, permitindo a classificação em bactérias Gram + (coram de violeta) e bactérias Gram – (coram de rosa), onde se incluem as mais resistentes aos antibióticos e, por esse motivo, as mais perigosas para o Homem. A diferença de coloração revela uma estrutura que permite explicar a resistência aos antibióticos das bactérias Gram -, pois estas apresentam uma camada de lipopolissacáridos por cima da camada de peptidoglicano, que é retirada pela lavagem com álcool da técnica Gram. Por este motivo estas bactérias apenas revelam o segundo corante;
Flagelos -
Quando as bactérias são capazes de movimento, este geralmente decorre da presença de um ou mais flagelos de estrutura simples, constituídos exclusivamente por flagelina, e que giram dentro de um anel fixo, por vezes até 15 mil rotações por minuto. Os flagelos não estão envolvidos pela membrana plasmática
Pili ou fímbrias -
Estruturas semelhantes a cílios, muito numerosas e curtas, de constituição proteica semelhante á dos flagelos. Pensa-se que estarão relacionadas com a fixação ao substrato e movimentos de substâncias, de e para o citoplasma e com a conjugação;
Membrana plasmática -
Com a composição e estrutura habituais destas estruturas (bicamada fosfolípidica entremeada com proteínas), pode formar invaginações em cuja superfície se encontram enzimas respiratórias – mesossomas – ou pigmentos fotossintéticos – lamelas internas ou fotossintéticas
Citoplasma -
Contém enzimas, ribossomas e inclusões de reservas, mas sem organitos organizados e individualizados
Material genético -
Composto por uma simples molécula de DNA circular, sem proteínas, localizado numa zona do citoplasma, não envolvida por membrana, designada nucleóide.

Além do cromossoma bacteriano, muitas bactérias possuem plasmídeos, pequenos anéis de DNA soltos no citoplasma, contendo um ou dois genes, geralmente codificando a resistência a antibióticos ou reações metabólicas invulgares.

Modo de nutrição

As bactérias podem ser heterotróficas (realizando absorção) ou autotróficas (realizando fotossíntese ou quimiossíntese). Além disso, podem estabelecer numerosos tipos de relações tróficas, nomeadamente saprofitismo (degradar matéria orgânica morta), mutualismo, comensalismo ou parasitismo (obrigatório ou facultativo).

Um dos produtos resultantes da fotossíntese, o oxigénio molecular, é um dos fatores que mais condiciona a vida das bactérias.

Relativamente ao efeito da presença de O2 no meio, estes organismos podem ser:

Aeróbios obrigatórios – utilizam O2 no metabolismo, obtendo energia através da respiração aeróbia, pelo que não podem viver sem esta molécula;
Aeróbios facultativos – quando existe O2 no meio podem utilizá-lo mas na sua ausência realizam fermentação;
Anaeróbios obrigatórios – morrem em presença de O2.

O azoto é constituinte de moléculas essenciais à vida mas é quimicamente inerte, o que impede a sua utilização direta pela maioria dos organismos. As plantas apenas o podem usar sob a forma de nitratos, passando-o para os heterotróficos sob a forma de compostos azotados orgânicos.

Os animais dependem das plantas para se alimentarem (direta ou indiretamente) mas as plantas, por sua vez, dependem dos procariontes para a sua nutrição.

Toda a vida na terra não seria possível sem a fixação biológica de azoto e a correspondente desnitrificação (que devolve o azoto ao ar, impedindo que o azoto do solo seja lixiviado para os oceanos, o que seria o fim da vida na Terra).

A conversão do azoto, que forma cerca de 80% da atmosfera, em nitratos (uma forma de disponível para as reações biológicas) é a chamada fixação do azoto, um processo crucial para todos os ecossistemas do planeta.

De todos os organismos existentes no planeta, somente alguns géneros bacterianos são capazes de fixar o azoto atmosférico, nomeadamente as simbióticas Rhizobium e Bradyrhizobium, que formam nódulos nas raízes de leguminosas. Para além deles, um outro grupo de bactérias filamentosas (actinomicetes) também forma nódulos mas em árvores (como os amieiros), arbustos e algumas ervas perenes, contribuindo igualmente para a acumulação de azoto no solo.

Muitas outras bactérias vivem regularmente associadas a raízes e folhas de plantas, onde aproveitam o exsudado glicídico da fotossíntese e fornecem azoto em formas utilizáveis. Outras bactérias, de vida livre como os géneros Anabaena e Nostoc, também fixam azoto, nomeadamente cianobactérias, responsáveis por mais de 25% fixado no oceano. Estas cianobactérias realizam a fixação de azoto em células especializadas designadas heterocistos, que mantêm a enzima nitrogenase isolada do excesso de oxigénio atmosférico. Outras cianobactérias simbióticas, como as que fazem parte de líquenes, aumentam significativamente a capacidade de colonização de ambientes agrestes.

O azoto é fixado através de uma série de etapas realizadas por vários tipos de organismos. Alguns fazem o processo de amonificação para degradar aminoácidos em amônia (NH4+). O amoníaco (NH3) é convertido a nitrito (NO2-) e este a nitratos (NO3-) por bactérias quimioautotróficas, num processo designado nitrificação.

Várias outras bactérias são capazes de reverter o processo – desnitrificação -, convertendo nitratos a nitritos e a amônia, levando eventualmente a azoto, que se liberta do solo e regressa à atmosfera.

Modo de Nutrição

A maioria das bactérias fotossintéticas são designadas cianobactérias, e foram conhecidas por algas azuis durante longos anos.

Este grupo de bactérias colonizou meios muito diversificados, devido á sua elevada auto-suficiência, embora a maioria seja de água doce.

Este tipo de bactéria terá surgido na Terra há cerca de 3000 M.a., como o provam os estromatólitos encontrados na Austrália, que se calcula serem já fotossintéticos, embora talvez não libertassem ainda oxigénio.

As cianobactérias dominaram completamente a evolução biológica durante mais de 2000 M.a., atingindo enorme sucesso. Provavelmente terão sido as responsáveis pela reinstalação e proliferação de formas heterotróficas nos oceanos primitivos, pois seriam elas próprias importantes fontes de alimento.

Cianobactérias

Geralmente as cianobactérias têm vida livre mas podem estabelecer simbiose com outros organismos ou formar colônias filamentosas, por vezes envolvidas por uma cápsula mucilaginosa.

As cianobactérias são maiores que os restantes procariontes, não apresentam órgãos locomotores, e realizam fotossíntese com o auxílio de pigmentos fotossintéticos variados, como a clorofila a, os carotenóides (pigmentos amarelos), a ficocianina (pigmento azul) e a ficoeritrina (pigmento vermelho).

Estes pigmentos distinguem-nas das restantes bactérias fotossintéticas pois estas dependem da bacterioclorofila para realizar este importante processo.

Outra importante diferença reside no fato de as cianobactérias apresentarem lamelas internas, invaginações da membrana plasmática onde se localizam os pigmentos e as enzimas fotossintéticas. Estas lamelas são consideradas percursores dos tilacóides vegetais e não existem nas restantes bactérias fotossintéticas.

Um dos produtos resultantes da fotossíntese, o oxigénio molecular, é um dos fatores que mais condiciona a vida das bactérias.

Relativamente ao efeito da presença de O2 no meio, as bactérias, em geral, podem ser:

Aeróbios obrigatórios: Utilizam O2 no metabolismo, obtendo energia através da respiração aeróbia, pelo que não podem viver sem esta molécula;
Aeróbios facultativos:
Quando existe O2 no meio podem utilizá-lo mas na sua ausência realizam fermentação;
Anaeróbios obrigatórios:
Morrem em presença de O2.

O azoto é constituinte de moléculas essenciais á vida mas é quimicamente inerte, o que impede a sua utilização direta pela maioria dos organismos. As plantas apenas o podem usar sob a forma de nitratos, passando-o para os heterotróficos sob a forma de compostos azotados orgânicos.

As bactérias estão aptas a fixar azoto do ar, transformando-o em amoníaco, principalmente as cianobactérias e as azotobactérias, que podem viver simbioticamente em nódulos radiculares de plantas superiores.

Esta capacidade é exclusiva dos procariontes e é uma adaptação á vida sem oxigénio pois as enzimas responsáveis pelo processo, as nitrogenases, são particularmente sensíveis á inibição pelo oxigénio. Com o aumento da concentração do oxigénio atmosférico as cianobactérias desenvolveram um tipo especial de célula, o heterocisto, com parede estanque ao oxigénio.

No ciclo do azoto, as bactérias têm outras importantes intervenções, transformando matéria orgânica azotada em amoníaco (amonização), convertendo o amoníaco em nitritos e nitratos (nitrificação) e voltando a libertar o azoto para a atmosfera (desnitrificação).

Reprodução

É vulgar as bactérias formarem esporos resistentes, forma sob a qual ultrapassam condições pouco adequadas á sua sobrevivência (como a presença de antibióticos, entre outras).

A célula em esporulação forma uma parede espessa e sofre uma elevada desidratação, ficando em animação suspensa durante longos períodos de tempo (por vezes dezenas de anos).

Os esporos bacterianos são muito resistentes ao calor, não sendo geralmente destruídos pela ebulição, pelo que se utiliza um autoclave (com temperatura da água de 120ºC e pressão de duas atmosferas) para garantir a destruição dos esporos mais resistentes. Quando, nos enlatados, não há higiene, esporos bacterianos podem causar o botulismo, doença potencialmente fatal.

As bactérias multiplicam-se rapidamente, assexuadamente por bipartição, formando conjuntos de clones que são designados por colônias, cuja cor e propriedades químicas ajudam á sua classificação.

Esta enorme capacidade reprodutora faz das bactérias um excelente material biológico na investigação genética, pois um elevado número de gerações em pouco tempo permite alterações importantes no fundo genético destas populações.

Esporulação

A reprodução sexuada também existe, sendo a consequência da transferência de segmentos de DNA de uma célula dadora (macho) para uma célula receptora (fêmea). Após a transferência, ocorre a recombinação entre o DNA recebido e o cromossoma bacteriano, originando novas combinações de genes, que serão passadas ás bactérias-filhas.

Reprodução Sexuada

A passagem de segmentos de DNA entre bactérias pode ocorrer de vários modos:

Transformação: Bactéria absorve moléculas de DNA dispersas nomeio, provenientes de outras bactérias mortas, por exemplo;
Transdução:
Vírus ou plasmídeos podem servir de vetores para a passagem de segmentos de DNA entre bactérias vivas;
Conjugação:
DNA passa diretamente da bactéria macho para a bactéria fêmea, através de pelos sexuais, tubos proteicos microscópicos existentes na superfície do macho.

Atualmente muitos autores consideraram oportuna a separação das Arqueobactérias (bactérias primitivas) das chamadas Eubactérias (bactérias verdadeiras).

Com base em estudos bioquímicos (sequências de RNA ribossómico, ausência de ácido murâmico na parede, composição lipídica da membrana), concluiu-se que há mais de 3000 M.a. terá ocorrido uma divergência na evolução dos organismos procariotas, tendo surgido duas linhagens distintas. Até este momento não foi identificada recombinação genética neste grupo de organismos. O ramo que originou as Arqueobactérias teria, mais tarde, originado os eucariotas.

Considera-se que as arqueobactérias atuais pouca alteração sofreram, em relação aos seus ancestrais. Estes procariontes vivem em locais com condições extremamente adversas para outros seres vivos, provavelmente semelhantes ás que existiriam na Terra primitiva.

As arqueobactérias podem ser divididas em três grandes grupos principais:

Halófilas - Vivem em concentrações salinas extremas, dezenas de vezes mais salgadas que a água do mar, em locais como salinas, lagos de sal ou soda, etc. A sua temperatura óptima é entre 35 e 50ºC. Estas bactérias são autotróficas mas o seu mecanismo de produção de ATP é radicalmente diferente do habitual pois utilizam um pigmento vermelho único - bacteriorrodopsina - que funciona como uma bomba de protões (como os da fosforilação oxidativa nas mitocôndrias) que lhes permite obter energia;
Metanogéneas -
Este grupo de bactérias foi o primeiro a ser reconhecido como único. Vivem em pântanos, no fundo dos oceanos, estações de tratamento de esgotos e no tubo digestivo de algumas espécies de insetos e vertebrados herbívoros, onde produzem metano (Ch2) como resultado da degradação da celulose. As reservas de gás natural que conhecemos são o resultado do metabolismo anaeróbio obrigatório e produtor de metano de bactérias deste tipo no passado. Algumas conseguem produzir metano a partir de CO2 e H2, obtendo energia desse processo. O género Methanosarcina consegue fixar azoto atmosférico, capacidade que se julgava única das eubactérias;
Termoacidófilas -
Vivem em zonas de águas termais ácidas, com temperaturas óptimas entre 70 e 150ºC e valores de pH óptimo perto do 1. Na sua grande maioria metabolizam enxofre: podem ser autotróficas, obtendo energia da formação do ácido sulfídrico (H2S) a partir do enxofre, ou heterotróficas.

Termoacidófilas

Os procariontes vivem e exploram todo o tipo de ecossistema, desde o solo, a água e mesmo o interior do corpo de outros organismos, onde podem coexistir de forma neutra, benevolente ou parasítica com os tecidos do hospedeiro.

O metabolismo de azoto é crucial para a vida na Terra, como se verá, e outros procariontes têm papel semelhante nos ciclos do enxofre e do carbono.

No passado, as cianobactérias tiveram um papel igualmente dramático no planeta, pois a sua fotossíntese gerou oxigénio que transformou uma atmosfera redutora em oxidante. O resultado foi o desaparecimento de um enorme leque de espécies que não toleravam o oxigénio mas também permitiu a evolução da respiração aeróbia e a subsequente explosão de vida eucarionte.

Os procariontes vivem em conjunto com os eucariontes de muitas formas, de fato as mitocôndrias e os cloroplastos são considerados derivados de procariontes de vida livre. Muitos mais tarde do ponto de vista evolutivo, as plantas continuam a fazer simbioses com bactérias nos seus nódulos radiculares e animais contêm uma variedade de bactérias e arqueobactérias no seu sistema digestivo.

As vacas, por exemplo, como a maioria dos animais, não consegue produzir a enzima celulase, mas bactérias que vivem num compartimento especial do seu tubo digestivo – rúmen – permitem-lhes digerir o seu alimento. O Homem utiliza produtos do metabolismo bacteriano da sua flora intestinal, como as vitaminas K e B12.

Uma pequena minoria dos procariontes são patogénicos e todos são bactérias.

Existem dois tipos de toxinas bacterianas:

Endotoxinas: Libertadas quando algumas bactérias Gram – rebentam, são lipopolissacáridos que fazem parte da membrana externa que compõem a sua parede celular. Este tipo de toxina raramente é fatal, mas causam febre, vómitos e diarreia. Estão nesta situação Salmonella e Escherichia;
Exotoxinas:
Trata-se de proteínas libertadas por bactérias vivas e em multiplicação. São altamente tóxicas (frequentemente fatais) para o hospedeiro mas não produzem febre. Doenças causadas por este tipo de toxina incluem o tétano (Clostridium tetani), botulismo (Clostridium botulinum), a cólera (Vibrio cholerae) e a peste (Yersinia pestis).

No entanto, é preciso voltar a lembrar que apenas uma minoria dos procariontes são patogénicos, enquanto muitas outras são fundamentais para a nossa vida.

Utilizamos muitas espécies de bactérias e algumas arqueobactérias em aplicações tão diversas como a produção de queijo, o tratamento de esgotos e a produção industrial de uma espantosa variedade de antibióticos, vitaminas, solventes orgânicos e outros químicos.

Fonte: naturlink.pt

Reino Monera

O reino Monera compreende todos os organismos unicelulares e procariontes, representados pelas bactérias e pelas algas azuis ou cianofíceas.

Sendo procariontes, os moneras exibem uma estrutura celular relativamente simples. Ao contrário do que ocorre com as células dos demais seres vivos, nos moneras não existe a carioteca ou membrana delimitante do núcleo: assim, nos moneras não se verifica a presença de núcleo individualizado. Além disso, as células desses organismos não possuem organelas membranosas, como o retículo endoplasmático, o complexo de Golgi, as mitocôndrias e os plastos.

Os tipos morfológicos de bactérias:

Quanto à morfologia (forma), as bactérias classificam-se basicamente em três categorias: cocos, bacilos e espirilos.

Cocos

São bactérias de forma arredondada, cujo tamanho, em geral, situa-se entre 0,2 e 5 micra de diâmetro. Apresentam-se isoladas ou formando colônias.

Segundo a quantidade de bactérias e sua disposição, as colônias são classificadas em:

Diplococos- colônia de dois cocos
Étrade-
colônia de quatro cocos
Sarcina-
colônia cúbica de oito ou mais cocos
Estreptococos-
colônia de cocos em fileira
Pneumococos-
colônia de dois cocos em forma de chama de vela
Estafilococos-
colônia de cocos dispostos em cacho
Gonococos
- colônia de dois cocos reniformes (em forma de rim).

Bacilos

São bactérias em forma de bastonete, que medem, em regra, de 1 a 15 micra.

Espirilos

São bactérias que têm a forma de um bastonete recurvado. Os espirilos propriamente ditos, formam filamentos helicoidais. Já os vibriões, como o Vibrio cholerae, causador da cólera, são bactérias curtas, com espirais incompletas, e têm a forma de vírgula.

A reprodução das bactérias

O principal tipo de reprodução nas bactérias é a reprodução assexuada, que ocorre principalmente por divisão simples ou cissiparidade: um indivíduo se divide originando dois outros iguais.

Na gemiparidade ou brotamento, outro tipo de reprodução assexuada, a célula-mãe expele, de forma lenta, uma célula-filha que "brota" de maneira a originar uma nova bactéria; as células-filhas podem se manter agregadas às células-mães, de maneira que após sucessivos brotamentos forma-se então uma colônia.

A reprodução sexuada é muito rara em bactérias. Algumas, no entanto, podem apresentar, por exemplo, um tipo de reprodução sexuada denominada conjugação. Nesse caso, duas bactérias aproximam-se e se unem, através de pontes citoplasmáticas. A "bactéria macho", então, injeta na "bactéria fêmea" parte de seu principal material genético. As duas bactérias separam-se e no interior da "bactéria fêmea" ocorrem recombinações gênicas. Em seguida, a "bactéria fêmea" divide-se e originas novas bactérias-filhas portadoras de material genético recombinado.

As bactérias patogênicas

Muitas doenças que acometem o homem e outros seres vivos são causadas por certas bactérias patogênicas ( do grego pathos= sofrimento), como você pode ver no quadro a seguir.

Algumas doenças causadas por bactérias:

Bactéria Doenças Transmissão 
Bordetella pertussis Coqueluche ou tosse comprida Vias respiratórias
Clostridium tetani Tétano Contaminação em ferimentos
Chlamidia trachomatis Tracoma Objetos contaminados (toalhas, lençóis, etc.)
Rickettsia prowazeki Tifo exantemático Picada de artrópodes
Mycobacterium leprae Hanseníase Contato direto
Neisseria gonorrheae Gonorréia ou blenorréia Contato sexual
Treponema pallidum Sífilis Contato sexual
Vibrio cholerae Cólera Contaminação de água ou alimento por fezes
Diplococcus pneumoniae Pneumonia Vias respiratórias
Mycobacterium tuberculosis Tuberculose Vias respiratórias
Corynebacterium diphteriae Difteria Vias respiratórias
Pasteurella pestis Peste bubônica Do rato ao homem por picada de pulga
Hemophilus influenzae Resfriado Vias respiratórias
Salmonella typhosa Febre tifóide Contaminação de água ou alimento por fezes
Neisseria meningitidis Meningite Vias respiratórias

Além das doenças destacadas no quadro, as bactérias podem causar outras enfermidades, como as contraídas por intoxicação alimentar. É o caso do botulismo, freqüentemente fatal, que é provocado por uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, organismo anaeróbio que pode se desenvolver em alimentos enlatados diversos. Algumas bactérias, como as dos gêneros Shigella e Salmonella, também contaminam alimentos diversos e provocam inflamações no estômago e no intestino, as quais são acompanhadas de febre, vômitos, diarréias e podem levar o indivíduo à morte. Essas doenças exigem um imediato tratamento médico, que inclui o uso de antibióticos. As doenças bacterianas, são passíveis de serem tratadas com antibióticos ao contrário das viroses.

Cianobactérias ou algas azuis

Semelhantes estruturalmente às bactérias, já que são unicelulares e procariontes, as cianobacterias ou algas azuis têm uma distribuição consideravelmente ampla, sendo encontradas em água doce, em água salgada e em solos úmidos, bem como recobrindo superfícies rochosas e troncos de árvores.

As algas azuis, sendo procariontes, não possuem plastos; seus pigmentos fotossintetizantes acham-se dissolvidos no citoplasma. Os pigmentos mais comuns são a clorofila A, os carotenos e as xantofilas, além de ficocianina (pigmento azul) e ficoeritrina (pigmento vermelho).

De acordo com a proporção dos pigmentos, as algas azuis, apesar do nome, nem sempre exibem essa coloração; na verdade, algumas espécies podem ser cinzentas, verdes, amarelas, purpúreas, violetas ou vermelhas.

A importância das Cianobactérias

Algumas algas azuis, como as do gênero Nostoc, são capazes de satisfazer suas exigências de nitrogênio fixando-o diretamente da atmosfera, a exemplo das bactérias do gênero Rhizobium. Além disso, sendo clorofiladas, realizam fotossíntese. Essas duas características aliadas - capacidade de fixar nitrogênio atmosférico e realizar fotossíntese - permitem a proliferação desses organismos em ambientes naturais extremamente áridos, onde outros grupos biológicos normalmente não se desenvolvem. Um exemplo disso: em 1883, a erupção do vulcão Cracatoa, na ilha de Java, destruiu todas as formas de vida numa área consideravelmente grande.

O deserto biológico resultante foi, porém, lentamente repovoado. Constatou-se que as primeiras formas de vida, chamadas pioneiras, a surgir na região foram as algas azuis.

Fonte: www.valerio.bio.br

Reino Monera

O Reino Monera, também conhecido como Prokaryotae (Procariotos), é uma classe de organismos primitivos constituída pelas bactérias e pelas algas verde-azuladas.

Os genes dos procariotos têm uma disposição de fibra circular, que não está contida numa membrana. Além disso, as células dos procariotos carecem de muitas das estruturas (cloroplastos, mitocôndrias, flagelos complexos) que aparecem nas células cujo material genético se encontra rodeado por membrana. As células simples destes organismos são chamadas células procarióticas, e as que têm um núcleo verdadeiro se denominam células eucarióticas.

Bactérias

Bactéria, grupo abundante de organismos unicelulares e microscópicos que não têm núcleo diferenciado e se reproduzem por divisão celular simples.

Pertencem ao reino Monera, também conhecido como organismos procariotes. São classificadas de acordo com vários critérios: por sua forma, em cocos (esféricas), bacilos (forma de bastão), espiroquetas e espirilos (com forma espiral); segundo a estrutura da parede celular; pelo comportamento que apresentam diante da coloração de Gram; em função da necessidade ou não de oxigênio para sobreviver (aeróbias ou anaeróbias, respectivamente); e segundo suas capacidades metabólicas ou de fermentação. Nem todas as bactérias têm capacidade de movimento, mas as que o fazem se deslocam graças à presença de apêndices filamentosos denominados flagelos. Estes podem se localizar por toda a superfície celular, em apenas um ou em ambos os extremos, e podem estar isolados ou reunidos em grupo.

O material genético da célula bacteriana é formado por uma fibra dupla de ADN circular .

Muitas bactérias possuem também pequenos ADNs circulares chamados plasmódios, que carregam informação genética, mas na maioria das vezes não são essenciais na reprodução. As células bacterianas se dividem por fissão; o material genético se duplica e a bactéria aumentada se divide pela metade, formando duas células-filhas idênticas à célula-mãe. Em condições favoráveis, se a divisão ocorre uma vez a cada 30 minutos, transcorridas 15 horas uma única célula terá originado milhões de descendentes. Esses grupos, chamados colônias, podem ser observados a olho nu. As bactérias são responsáveis pela decomposição ou deterioração da carne, do vinho, das verduras, do leite e de outros produtos de consumo diário. Sua ação pode causar mudanças na composição de alguns alimentos e estragar-lhes o sabor.

Além disso, quase 200 espécies de bactérias são patogênicas, isto é, causam enfermidades no ser humano. Por outro lado, as bactérias são de grande importância em muitas indústrias. A capacidade de fermentação de certas espécies é aproveitada na produção de queijo, iogurtes, temperos e embutidos.

Algas Verde- Azuladas

Algas verde-azuladas, são membros da divisão (ou filo) das Cianófitas (Cyanophyta), também chamadas cianofíceas, que compreende organismos unicelulares fotossintéticos que não têm núcleo definido. Contêm clorofila. Algumas formas têm vida independente, mas a maioria se agrega em colônias ou forma filamentos.

Sua reprodução acontece por divisão celular simples ou por fragmentação dos filamentos. As algas verde-azuladas são encontradas em diversos hábitats de todo o mundo. Abundam nas cascas de árvores, pedras e solos úmidos, onde realizam a fixação de nitrogênio. Algumas coexistem em simbiose com fungos para formar líquens.

Fonte: cienciasecia.vilabol.uol.com.br

Reino Monera

Características

O Reino Monera é formado por seres vivos unicelulares.

Inclui as bactérias e as cianofíceas (algas azuis).

A estrutura da célula desses seres é muito simples e constituída por:

Parede celular, envolvendo e protegendo a célula
Membrana plasmática, circundando o citoplasma;
Ribossomos, nos quais ocorre a síntese de proteínas, constituindo os únicos organóides citoplasmáticos;
Nucleóide ou núcleo difuso, formado por uma molécula de DNA circular e enovelada.
São procariontes

Estrutura

Reino Monera

Morfologia

Cocos: bactérias esféricas
Espirilos:
bactérias espiraladas
Bacilos:
bactérias bastão
Vibriões:
bactérias vírgula

Muitas possuem flagelos que permitem a locomoção.

Reino Monera

Doenças bacterianas

Cólera: causada pelo vibrião da cólera (Vibrio comma);
Tuberculose:
causada pelo bacilo de Koch (Micobacterium tuberculosis);
Meningite:
causada pela Neisseria meningitidis;
Pneumonia:
causada pelo Diploccocus pneumoniae;
Sífilis:
causada pelo espirilo Treponema pallidum;
Tétano:
causada pelo bacilo Clostridium tetani.

Muitas outras doenças são provocadas por bactérias, entre elas: mal-de-Hansen (lepra), coqueluche, gonorréia, tifo, peste bubônica, erisipela.

Nutrição

Heterotrófica
Autótrofa
Saprófita (decompositoras)
Parasitas

Respiração

Aeróbia (oxigênio)
Anaeróbia (fermentação)

Reprodução

Reino Monera

Cissiparidade ou bipartição

Divisão de uma célulaem outras, exatamente iguais. É o processo mais comum de reprodução assexuadados seres unicelulares. Calcula-se que uma célula bacteriana dividisse a cada 20 minutos, depois de 24.

Conjuração Bacteriana

Reino Monera

Duas bactérias formam uma ponte entre elas, que permite a troca de material genético. Depois, as bactérias se separam e continuam a reprodução assexuada por cissiparidade.

Utilidades das bactérias

Bactérias como fertilizantes e digestivos: Nitrossomonas e Nitrobacter que transformam respectivamente, a amônia (Nh2) liberada pela urina dos animais em nitrito e o nitrito em nitrato, o que aumenta a fertilidade do solo
Mutulalismo:
Ocorre entre os ruminantes e as bactérias que vivem em seu estômago
Bactérias e controle biológico:
Utilizadas no combate as pragas na agricultura. Um exemplo disto é o Bacillus thuringensis, que ataca as larvas de determinados insetos; no tratamento biológico de águas de rios poluídos; tratamento de esgotos;
Uso farmacêutico e cosmético:
As bactérias também podem ser programadas, através da engenharia genética, para produzir a insulina; o caso da toxina botulínica (o "botox") que serve para paralisar, por um período, a musculatura do rosto (linhas de expressão), evitando as rugas da idade.
Indústria alimentícia:
Iogurtes, vinagre

Cianofíceas

As cianofíceas são seres unicelulares, clorofilados, que realizam fotossíntese e apresentam nutrição autótrofa. Esses seres possuem, além da clorofila, um pigmento azul chamado ficocianina, que confere a eles uma coloração verde-azulada. O nome “algas azuis” não é rigorosamente correto, porque as cianofíceas não são algas. Por esse motivo, muitos biólogos têm usado o termo cianobactéria para referir-se a esses seres. São encontradas na água doce, no mar e no solo úmido. Reproduzem-se por cissiparidade e até hoje não foram observados processos de reprodução sexuada. Podem ser unicelulares ou coloniais, geralmente formando vários tipos de colônias: filamentosas, globulares etc.

Anabelle B. de Paiva

Bibliografia

Kimball, J. W. - BIOLOGIA - Fondo Educativo Interamericano S. A. - México, 1 971
Paulino, W. R. - Coleção BIOLOGIA ATUAL, 8 ª edição - Editora Ática, 1 992
Marcondes, A. C. ; Lammoglia, D. Â. - Coleção BIOLOGIA CIÊNCIA DA VIDA - Atual Editora, 1 994
Albuquerque, N. E. - Coleção BIOLOGIA - Editora Lê, 1 993
Amabis, J. M. ; Martho, G. R. - Coleção BIOLOGIA, 1 ª EDIÇÃO - Editora Moderna, 1 999
Linhares, S. ; Gewandsznajder - BIOLOGIA, PROGRAMA COMPLETO - Editora Ática, 1 999
Silva Junior, C. da ; Sasson, S. - Coleção BIOLOGIA, 5 ª edição - Editora Atual, 1 989
Marcondes, A. C. ; Lammoglia, D. Â. - Coleção AULAS DE BIOLOGIA, vol. 3: Zoologia e Botânica, 2 ª edição - Atual Editora, s/ data
Storer, T. I. ; Usinger, R. L. ; Stebbins, R. C. ; Nybakken, J. W. - ZOOLOGIA GERAL, 6 ª edição - Companhia Editora Nacional, 1 991.

Fonte: wiki.sj.ifsc.edu.br

Reino Monera

Morfologia dos Moneras

O Reino Monera é formado por organismos procariontes, representados pelas bactérias e algas azuis (cianoficeas ou cianobactérias). São unicelulares ou coloniais. Como em toda célula procariótica, nesses organismos não há organelas citoplasmáticas delimitadas por membranas e o material nuclear não está envolto pela carioteca. Os únicos tipos de orgânulos são os ribossomos.

As bactérias são encontradas no ar, na terra, na água, nos organismos.

Pequenas, em geral Reino Monera. Possuem membrana plasmática e membrana esquelética (= mucocomplexa) e ainda podem ter uma cápsula protetora gelatinosa como nos pneumococos.

Muitas bactérias apresentam movimentos usando estruturas semelhantes aos flagelos.

Bactérias: Classificação (critérios)

Número de células:

Unicelulares
Coloniais

Formas: cocos, bacilos, vibriões, espirilos.

Cocos: bactérias arredondadas, mais ou menos globosas:
Bacilos: possuem a forma de bastonetes:
Espirilos: assemelham-se a uma espiral ou saca-rolha:
Vibrião: é um caso especial de espirilo, assemelhando-se a um segmento da espiral, ou a uma vírgula;

Reino Monera
Estrutura de uma bactéria - bipartição

TÉCNICA DE GRAM(1884) : GRAM (+) = cor “roxa” GRAM (-) = cor “rósea”
esfregaço (30’). ácido teicóico + ribonucleato de Mg
lipopolissacarídeos
violeta genciana (1’) =corante.
mucopolissacarídeos (> de 60%) (peptidoglicano)
mucopolissacarídeos (< de 10%) (peptidoglicano)
lugol (1’) = “mordente”.
Pressão osmótica 25 atm Pressão osmótica 8 atm
água corrente.
 
álcool 95 oG.L.
fucsina diluída = corante.
água corrente = lavar secar.

Obs.:

Os COCOS, em geral são GRAM (+) , com exceção de Neisseria.
Os BACILOS, em geral são GRAM (-), com exceções de Corynebacterium, Clostridium e Bacillus.

A técnica de Gram é importante para indicar se a bactéria é sensível ou não às sulfas e penicilina.

Cocos e bacilos podem, em alguns casos, formar colônias, tais como:

Diplococos: colônias formadas por dois cocos:
Estreptococos: colônias formadas por vários cocos em fileira;
Tétrades: quatro cocos;
Estafilococos: colônias formadas por vários cocos arranjados de modo semelhante a um cacho de uva;
Sarcinas: colônias formadas por vários cocos em arranjos cúbicos;
Diplobacilos: colônias formadas por dois bacilos;
Estreptobacilos: colônias formadas por vários bacilos em fileira.

Tipos de células = Procariontes:

Parede celular = compósição mucocomplexa
Membrana plasmática
Citoplasma = só ribossomos

Tipo de nutrição (metabolismo):

a) AUTÓTROFAS fotossíntese ou quimiossíntese

b) HETERÓTROFAS:

Saprófitas = decomposição por enzimas, da matéria orgânica “morta” (PUTREFAÇÃO): “reciclagem" de sais ...
Fermentação = ausência de O2 : álcool; vinagre; coalhada; queijos (“cura”)...
Mutualismo = “nódulos” de raízes de leguminosas (feijão, ervilha) (FIXADORAS DE N2 NO2- ; NO3-) parasitas patogênicas (doenças)

Reprodução assexuada das bactérias

As bactérias reproduzem-se mais freqüentemente por um processo assexuado denominado divisão binária ou cissiparidade.

Em uma célula inicial, ocorre a duplicação do material hereditário, que está ligado ao mesossomo (reentrância da membrana plasmática). A célula começa a crescer e os mesossomos afastam-se, levando consigo um cromossomo. Logo após, a célula se divide, dando origem a duas células-filhas com a mesma bagagem hereditária da célula-mãe. O processo dura aproximadamente 20 minutos.

Reino Monera

Reprodução sexuada

a) O mecanismo de recombinação gênica mais importante em bactérias é a conjugação bacteriana.

Na conjugação bacteriana duas bactérias unem-se temporariamente através de uma ponte citoplasmática. Em uma das células, denominada "doadora" ou "macho", ocorre a duplicação de parte do cromossomo. Essa parte duplicada separa-se e, através da ponte citoplasmática, passa para outra célula, denominada "receptora" ou fêmea", unindo-se ao cromossomo dessa célula receptora. Esta ficará, então, com constituição genética diferente daquela das duas células iniciais.

Essa bactéria "recombinante" pode apresentar divisão binária, dando origem a outras células iguais a ela.

Como regra geral, em qualquer mecanismo de recombinação gênica nas bactérias, somente uma fração do cromossomo da bactéria doadora é transferida para a bactéria receptora. A fração doada corresponde a uma porção duplicada do cromossomo.

b) TRANSFORMAÇÃO: Griffith (pneumococos) = de pedaços de DNA de “bactéria estranha”, dispersos no meio, algum é incorporado, em condições especiais e a bactéria passa a exibir o fenótipo (característica) da “doadora”. Os cientistas têm utilizado a transformação como uma técnica de Engenharia Genética, para introduzir genes de diferentes espécies em células bacterianas (bactérias transgênicas).

c) TRANSDUÇÃO : transferência de material genético de uma bactéria para outra, através de vírus bacteriófagos ou fago (= vetor).

Importância !

Na farmacêutica produção de antibióticos :
Tirotricina ; bacitracina ; subtilina ; polimixina B.

ACTINOMICETOS a bactérias, mesmo lembrando fungos: estreptomicina; aureomicina; terramicina.

Na agricultura fixação do nitrogênio (raízes de leguminosas: feijão, ervilha); parasitas (fitopatologia).
Na indústria vinagre (fermentação acética); coalhadas (fermentação lática); bebidas alcoólicas (fermentação alcoólica ou etílica);
Queijos (“cura”): “duros”: Cheddar; parmesão; “moles”: Limburger.
Na medicina e veterinária doenças !
Em genética e biologia molecular estudos: mutação, reprodução, engenharia genética, etc.
Decompositores cadeias alimentares - reciclagem !

As algas azuis são unicelulares, mas formam freqüentemente colônias laminares ou filamentosas. Apesar de estruturalmente semelhantes às bactérias, as algas azuis diferem delas por possuírem clorofila, pigmento encontrado em todos os eucariontes fotossintetizantes. Existem algumas bactérias que realizam fotossíntese, mas nesse caso, o pigmento é denominado bacterioclorofila.

Estrutura celular

PAREDE CELULAR: glicoproteínas + glicogênio.

“LAMELAS FOTOSSINTETIZANTES”: (Pigmentos)

Clorofila a
Ficocianina (azul) ficobilinas (tetrapirrólicos de cadeia aberta)
Ficoeritrina (vermelho)

Os pigmentos nos Monera estão associados a um sistema de membranas internas na célula, porém não há formação de nenhuma organela citoplasmática definida. Apresentam somente ribossomos.

Reprodução nas Algas Azuis

A reprodução das cianofíceas não coloniais é assexuada, por divisão binária, semelhante à das bactérias.As formas filamentosas podem reproduzir-se assexuadamente por fragmentação ou hormogônia: quebram-se em alguns pontos, dando origem a vários fragmentos pequenos chamados hormogônios, que, por divisão de suas células, darão origem a novas colônias filamentosas. Algumas formas coloniais filamentosas produzem esporos resistentes, denominados acinetos, que podem destacar-se e originar novos filamentos. Além de acinetos, algumas espécies possuem uma célula especial denominada heterocisto, cuja função ainda não está esclarecida, mas há indícios de que sejam células fixadoras de nitrogênio e de que auxiliem na sobrevivência e flutuação dos organismos sob condições desfavoráveis.

Reino Monera

 

Divisão Pigmentos Parede celular Reserva Locomoção Reprodução
Cyanophyta
ad,as,ab,t
Clorofila a
Ficocianina
Ficoeritrina
Glicoproteínas
Glicogênio
Amido das cianofíceas
(~ glicogênio)
Não há Bipartição simples
ad = água doce (1% sais) ; as = água salgada (3,5 % sais) ; ab = água salobra ; t = terrestre.

Fonte: www.10emtudo.com.br

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