Caule
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CLASSIFICAÇÃO DOS CAULES

Os caules são bem variados e por isso foram classificados em três tipos, de acordo com o meio em que vivem: aéreos, subterrâneos e aquáticos.

Caules aéreos

São os mais comuns de todos e se desenvolvem ao o ar livre. Podem ser eretos, rastejantes ou trepadores.

Os caules eretos são aqueles que cressem acima do solo, na vertical para cima. Divide-se em seis tipos: tronco, haste, estipe, colmo, cladódio e filocládio.

Caules rastejantes são os que se desenvolvem espalhando-se pele solo, onde se fixam por meio de raízes.

Caules trepadores são aqueles que cressem fixando-se em suportes, como estacas, cercas e muros. A fixação pode ser através do enroscamento do caule em torno do suporte (caules volúveis) ou através de elementos de fixação (caules sarmentosos).

Caules subterrâneos

O caule subterrâneo desenvolve-se de baixo da terra. Podem ser de três tipos: rizomas, tubérculos e bulbos.

Os rizomas crescem junto a superfície da terra, emitindo ramos de folhas de espaço em espaço.

Os tubérculos são usados como alimento. Acumulam nutrientes, caracterizasse por serem em geral muito grossos. A batata inglesa é um exemplo desse tipo de caule.

Os bulbos são órgãos formados por raízes, caules e folhas. Alguns bulbos como o alho e a cebola, são usados na alimentação.

Caules aquáticos

Desenvolvem-se dentro da água, como exemplo a Nufar e a Vitória-régia.

Fonte: amora.cap.ufrgs.br

Caule

ESTRUTURA DO CAULE

O caule apresenta uma diversidade de estruturas maior que as raízes, sendo necessário considerar as estruturas primárias e secundárias de dicotiledóneas e a estrutura característica das monocotiledóneas.

Na estrutura geral de um caule pode notar-se que o córtex é mais estreito que na raiz e que a endoderme e o periciclo não se encontram diferenciados.

Estes factos estão de acordo com a função das estruturas: o caule é mais uma estrutura de suporte e não de armazenamento, pelo que um córtex parenquimatoso não será necessário e a endoderme/periciclo servem de barreira á passagem de substâncias absorvidas, o que, novamente, não acontece a este nível.

O córtex do caule pode, no entanto, ser fotossintético, com células parenquimatosas dispostas soltamente. Pode igualmente armazenar água, como nos cactos, ou amido, uma situação menos comum.

É comum encontrar colênquima e esclerênquima, como tecidos de suporte.

Estrutura primária

Estrutura primária do Caule
Estrutura primária do Caule

Na estrutura primária do caule de uma dicotiledónea pode-se encontrar os seguintes tecidos, de fora para dentro:

O floema e o xilema estão dispostos em feixes duplos e colaterais, sendo o protoxilema centripto. Os feixes são sempre em numero reduzido, geralmente entre dois e 4.

Quando, nas dicotiledóneas, a estrutura se prepara para crescer em largura, surge o câmbio vascular entre o floema e o xilema, tornando os feixes abertos.

O caule das monocotiledóneas, que terá sempre uma estrutura primária devido à ausência de meristemas secundários, distingue-se por dois aspectos principais:

os feixes vasculares encontram-se dispersos e não organizados num cilindro central ou medula, não podendo ser encontrada uma delimitação nítida entre o córtex e a medula;

todos os tecidos são primários.

Estrutura secundária

Estrutura secundária do Caule
Estrutura secundária do Caule

À medida que o caule cresce e envelhece, forma-se na zona dos raios medulares o prolongamento do câmbio vascular, que já se encontrava entre o floema e o xilema.

Deste modo, o meristema secundário vai formar um anel completo, originando floema secundário para fora e xilema secundário para dentro.

Entretanto, e em resposta á pressão devida ao crescimento da zona medular, diferencia-se na zona cortical o câmbio suberofelogénico.

Este meristema secundário irá formar, para fora, súber e para dentro feloderme (parênquima secundário). Este conjunto toma o nome de periderme.

Esta enorme pressão de crescimento leva a que apenas exista um fino anel de floema, logo abaixo da periderme, enquanto os sucessivos anéis mortos de xilema (apenas os dois ou três últimos anéis transportam água) permanecem na medula.

Fonte: curlygirl.naturlink.pt