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Célula Vegetal

 

 

A célula vegetal é uma unidade orgânica, separada do meio ambiente por uma membrana denominada membrana plasmática, membrana citoplasmática ou plasmalema.

Nessa célula existe uma estrutura de revestimento, externa ao plasmalema, chamada parede celular ou membrana celulósica.

Essa membrana representa um invólucro muito resistente da célula, dando-lhe proteção e sustentação mecânica.

A parede celular não existe em células animais.

Nas células eucarióticas o conteúdo interno à membrana plasmática é dividido em duas partes: citoplasma e núcleo. Nas células procarióticas (bactérias e algas azuis), o núcleo não aparece individualmente, ficando o material genético disperso no citoplasma, uma vez que não existe a carioteca.

Citoplasma

O hialoplasma ou citoplasma fundamental é um colóide gelatinoso que contém no seu interior as organelas ou organóides citoplasmáticos.

As principais são:

Plastos ou plastídeos: São organelas exclusivas de células vegetais, capazes de realizar várias funções. As mais importantes são os cloroplastos, dotados de clorofila e relacionados coma importante função de fotossíntese
Mitocôndrias:
Corpúsculos que realizam a respiração, processo que libera energia dentro da célula.
Retículo endoplasmático:
Representa um conjunto de canalículos delimitados por membranas, que permitem uma rápida circulação de nutrientes no interior da célula
Dictiossomos:
Representam o complexo de Golgi difuso de uma célula vegetal; têm função de secretar várias substâncias, entre os quais os materiais que formam a parede celular
Ribossomos:
Corpúsculos relacionados com a síntese de proteínas

Centríolo

Não ocorre nas células de vegetais evoluídos como as angiospermas e a maioria das gimnospermas. Existe em vegetais inferiores, como as algas, fungos, briófitas, pteridófitas e algumas gimnospermas. O centríolo é um organóide associado à divisão celular e à coordenação dos batimentos de cílios e flagelos

Vacúolos

São grandes cavidades encontradas no interior das células vegetais e separadas do citoplasma por uma membrana lipoprotéica denominada tonoplasto. O interior do vacúolo é preenchido pelo suco vacuolar ou suco celular (solução de várias substâncias)

A célula vegetal contém no seu interior vários tipos de substâncias de reserva e vários tipos de substâncias de excreção, genericamente denominados substâncias ergástricas, dentre as quais podemos citar: amido, lípides, proteínas, taninos, cristais de oxalato de cálcio e carbonato de cálcio etc.

Além dos elementos constituintes da célula vegetal acima citados, podemos ainda encontrar:

Citossomos

São os corpúsculos submicroscópicos dotados de uma simples membrana e de uma matriz granular ou fibrilar; contém enzimas variadas no seu interior

Microtúbulos

São túbulos constituídos por proteínas, componentes das fibras do fuso da divisão celular e do fragmoplasto. Estão relacionados com a formação da parede celular. A destruição desses microtúbulos acarreta anormalidades na formação e desenvolvimento da parede celular.

Núcleo

As células vegetais são, normalmente, uninucleadas, mas existem estruturas polinucleadas (cenocíticas).

O núcleo está separado do citoplasma pela membrana nuclear ou carioteca. Internamente à membrana encontra-se a matriz conhecida por suco nuclear, carioplasma ou nucleoplasma, dentro do qualencontramos os cromossomos e o nucléolo.

Os cromossomos são filamentos que contêm o material genético (DNA).

O nucléolo é um corpúsculo rico em RNA.

A célula vegetal pode ser diferenciada da célula animal porque possui parede celular ou membrana celulósica e plastos ou plastídios.

Parede celular ou membrana celulósica

É uma das estruturas que permitem diferenciar grandemente a célula vegetal da célula animal. É exclusiva das células vegetais e constitui uma parede que envolve o protoplasma, dando-lhe proteção e sustentação,sendo perfeitamente visível ao microscópio óptico.

A parede celular apresenta várias características importantes:

É resistente à tensão e à decomposição por ação de organismos vivos. Raros são os seres vivos capazes de produzir enzimas que digerem a membrana celulósica; entre eles citaremos algumas bactérias e protozoários
É permeável, deixando-se atravessar facilmente por substâncias que entram e saem da célula
É morta: os materiais componentes da parede celular são inertes
É dotada de certa elasticidade.

Na sua composição química encontramos várias substâncias, das quais as mais importantes são:

Celulose: Polissacarídeo formado pela condensação de muitas moléculas de ß de glicose
Hemiceluloses:
São também polissacarídeos
Substâncias pécticas:
Também polissacarídeos
Cutina e suberina:
São lípides (gorduras) impermeáveis à água,utilizados todas as vezes que a planta necessita proteger as paredes celulares contra a perda de água. A cutina forma a película que reveste as folhas e frutos, e a suberina aparece no tecido chamado súber (cortiça);
Lignina:
Uma das substâncias mais resistentes dos vegetais, é utilizada toda vez que o vegetal requer uma sustentação eficiente.Essa substância aparece nos tecidos vegetais como o esclerênquima e o xilema. O xilema é que constitui a madeira, cuja resistência se deve à lignina.

Estrutura da parede celular

Na estrutura da parede celular podemos reconhecer:

Lamela média
Membrana primária
Membrana secundária
Lúmen celular

Plastos ou plastídeos

São organóides citoplasmáticos encontrados exclusivamente nas células vegetais.

Os plastos costumam ser divididos em:

Proplastos
Cloroplastos
Cromoplastos
Leucoplastos

Vacúolos

São estruturas freqüentes nas células vegetais adultas, em número de um ou mais, que geralmente ocupam posição central, deslocando o citoplasma e o núcleo para a parte periférica da célula.

Têm como função acumular substâncias de reserva e regular a pressão osmótica da célula.

Fonte: www.aultimaarcadenoe.com.br

Célula Vegetal

Parede celular

Constitui uma estrutura de revestimento externo, dotadas de grande resistência, que confere proteção e sustentação à célula. A substância mais abundante da parede celular é a celulose. Por isso, a parede celular é também conhecida como membrana celulósica.

A deposição de celulose, porém, não é contínua ao longo da parede. Na verdade, em determinadas regiões da parede a ausência de um depósito adequado de celulose determina a presença de poros, através dos quais há intercâmbio de materiais entre células vizinhas.

Nas células vegetais jovens observa-se que a parede celular é relativamente delgada, sendo denominada parede primária, nesse caso, os poros são chamados de campos primários de pontuação. Pelo inteiro desses poros passam "filamentos" citoplasmáticos denominados plasmodesmos, que têm a função de possibilitar a circulação de substâncias diversas entre células vizinhas.

Nas células vegetais adultas pode ocorrer a deposição de celulose e outras sub stâncias junto à face interna da parede primária, determinando o aparecimento da chamada parede secundária, esse fato confere à parede celular um espessamento que é típico na maioria das células adultas.

Como a deposição da parede secundária não ocorre de maneira uniforme, constata-se, ao longa da parede, a presença de poros, nesse caso, denominados pontuações. O espaço interno delimitado pela parede celular é chamado lúmen. Logicamente, o fato de a deposição da parede secundária ser interna, em relação à parede primária, acarreta a redução do lúmen celular nas células adultas.

A constituição e a estrutura da parede celular lhe conferem certas propriedades, tais como:

Resistência à tensão e à decomposição por microrganismos
Elasticidade
Permeabilidade, não constituindo barreira à entrada e saída de materiais na célula.

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Membrana plasmática

Trata-se de uma estrutura que envolve a célula, separando a matéria viva do meio externo. É uma película muito fina, de contorno irregular, elástica e lipoprotéicas, que representa a condensação periférica do citoplasma, isolando-o do meio externo. Essa membrana, não constitui um simples envoltório celular; na verdade, tem caráter seletivo, isto é, atuam selecionando as substâncias que entram ou saem da célula, de acordo com as suas necessidades.
Propriedades da membrana plasmática

Propriedades da membrana plasmática

Devido às proteínas
Elasticidade
Resistência mecânica
Baixa tensão superficial
Devido aos lipídios
Alta resistência elétrica
Alta permeabilidade às substâncias lipossolúveis.

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Citoplasma

Região compreendida entre a membrana plasmática e o núcleo. É preenchido por um líquido denominado citoplasma fundamental, conhecido também como matriz citoplasmática ou ainda, hialoplasma. Imersas no hialoplasma encontram-se inúmeras organelas, estruturas especializadas que desempenham na célula funções geralmente bem definidas.

Plastos

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Estrutura do cloroplasto

São organelas citoplasmáticas típicas das células vegetais. São dotadas de uma membrana que envolve um material interno amorfo, onde se dispersam outras membranas.

De acordo com a coloração, podem ser classificados em:

Leucoplastos

São plastos incolores, desprovidos de pigmentos, que se caracterizam por acumular substâncias nutritivas. Os leucoplastos, quanto ao tipo de reserva acumulada, recebem a denominação de amiloplastos (acumulam amido), oleoplastos (acumulam lipídios) e proteoplastos (acumulam proteínas).

Cromoplastos

São plastos coloridos, portadores de pigmentos diversos. Entre os vários pigmentos encontradas nos plastos, destacam-se as clorofilas e os carotenóides. As clorofilas são os mais importantes pigmentos dos plastos. Têm a função de absorver a energia luminosa, indispensável para a ocorrência da fotossíntese.

Os cromossomos, de acordo com a sua coloração podem ser classificados em:

Eritroplastos (eritro = vermelho), plastos vermelhos cuja coloração se deve à predominância de carotenos.

Xantroplastos (Xanto = amarelo), plastos amarelos, com predominância de xantofilas.

Cloroplastos (cloro = verde), plastos verdes, com predominância de clorofilas.

Os plastos vermelhos e os amarelos contribuem para a coloração de flores e frutos, fato que se acha relacionado com o mecanismo reprodutivo dos vegetais. Sem dúvida, os frutos coloridos atraem mais facilmente animais diversos, que, ao comê-los, naturalmente propagam a semente, ampliando a possibilidade de conquista de novos habitats. Os cloroplastos por sua vez são responsáveis pela realização da fotossíntese, importantíssimo fenômeno biológico pelo qual a energia luminosa é transformada em energia química, que fica acumulada em substâncias de alto teor energético, como as moléculas de glicose.

Vista ao microscópio eletrônico, o cloroplasto revela a presença de uma membrana externa dupla, que envolve uma matriz incolor, basicamente protéica, denominada estroma. Nesse estroma existem ácidos nucléicos (DNA e RNA) e ribossomos. Isso, logicamente, sugere a presença de um sistema genético próprio dos cloroplastos, o que lhes confere uma autonomia relativa dentro da célula. Mergulhadas no estroma existem as lamelas lipoproteícas, placas achatadas que se formam a partir da membrana envolvente. As lamelas, por sua vez, organizam uma série de discos denominados tilacóides.

Os pigmentos relacionados com a fotossíntese acham-se depositados no interior dos tilacóides, que se apresentam dispostos de maneira a organizar uma verdadeira "pilha de moedas", onde a "pilha" é denominada granum e cada "moeda" é um tilacóide. O conjunto de granum é denominada grana.

Mitocôndrias

São corpúsculos esféricos ou alongados que, nas micrografias eletrônicas aparecem constituídos por duas membranas, sendo a interna forma as cristas mitocondriais.

O interior do organóide é preenchido pela matriz mitocondrial.

Tendo a função de sede de duas importantes etapas da respiração celular: Ciclo de Krebs (matriz) e cadeia respiratória (cristas). Possuindo como composição química proteínas, citocromos nucleotídeos (ADP, ATP, FAD, NAD e NADP) e DNA. As mitocôndrias e cloroplastos são capazes de autoduplicação, o que justifica pela presença de ácidos nucléicos.

Essas organelas movimentam-se de forma passiva ou de forma ativa, isto é , por movimentos próprios. É comum, a presença de muitas mitocôndrias em regiões da célula com alta atividade metabólica.

Ribossomos

É formado por duas subunidades de tamanhos diferentes, visíveis apenas ao microscópio eletrônico. Tem como função a síntese protéica, encadeando os aminoácidos de acordo com a seqüência contida no RNA mensageiro. É formada por RNAr e proteínas.

Retículo Endoplasmático

Rede de vesículas e túbulos que se intercomunicam, percorrendo o citoplasma dos eucariontes.

Há dois tipos de retículo endoplasmático: o rugoso ou granular e liso ou agranular.

Estudos realizados a partir do microscópio eletrônico revelam que, provavelmente, o retículo endoplasmático liso apresenta a seguintes funções:

Aumenta a superfície interna da célula, o que amplia o campo de atividade das enzimas, facilitando a ocorrência de reações químicas necessárias ao metabolismo celular.
Facilita o intercâmbio de substâncias entre a célula e o meio externo.
Auxilia a circulação intracelular, por permitir um maior deslocamento de partículas de uma região para outra do citoplasma.
Armazena substâncias diversas, retiradas do hialoplasma, no interior de certas cavidades.
Regula a pressão osmótica, uma vez que as substâncias armazenadas podem determinar a alteração da concentração do suco celular.
Produz lipídios, principalmente esteróides.
Transporte e armazenamento de substâncias. Síntese de proteínas no retículo rugoso e de esteróides no liso. Fosfolipídeos e proteínas.

Golgiossomos ou Dictiossomos

É constituído por uma pilha de vesículas circulares achatadas e vesículas esféricas e menores que brotam das primeiras. São formados por fosfolipídeos e proteínas. O complexo de Golgi aparece geralmente fragmentado e se mostra disperso pelo hialoplasma.

Tem como função:

A concentração e secreção de proteínas: Como a síntese de proteína na célula ocorre no retículo endoplasmático rugoso, muitas dessas proteínas migram até o complexo de Golgi, e são armazenadas no interior de suas vesículas. Por isso, endente-se o fato de o complexo de Golgi ser especialmente bem desenvolvido em células que têm alta atividade na síntese protéica.

Síntese de polissacarídeos e lipídeos. No complexo de Golgi, os monossacarídeos dos alimentos são polimerizados, formando-se, então, polissacarídeos.

Produção de grãos de zimógeno

Formação do acrossomo do espermatozóide. Pois o acrossomo é uma estrutura que se situa na cabeça dos espermatozóides, e forma-se a partir do acoplamento do complexo de Golgi com o núcleo do espermatozóide.

O acrossomo contém enzimas que têm a função de promover a perfuração do invólucro do óvulo por ocasião da fecundação.

O retículo endoplasmático rugoso apresenta, justapostos ao longo das membranas, números grânulos denominados ribossomos. Estes são constituídos de ribonucleo-proteínas, e estão pode desempenhar todas as funções atribuídas ao retículo liso, alem de promover a síntese protéica.

Lisossomos

São organelas esféricas envolvidas por uma membrana e contendo enzimas digestivas. Agem na digestão de partículas ingeridas pela célula ou então, de organóides celulares envelhecidos. São formados por enzimas digestivas.

Centro celular ou Centríolo

Cada célula apresenta dois centríolos localizados junto ao núcleo. Cada centríolo é constituído por um cilindro de microtúbulos. Os centríolos não aparecem nas células de vegetais superiores. Nas células dos vegetais inferiores e nas células animais, relacionam-se com o processo de divisão celular. Os centríolos também estão relacionados com a formação e coordenação do movimento dos cílios e flagelos. São formados por proteínas, carboidratos, lipídeos, DNA e RNA.

Vacúolos

São estruturas freqüentes nas células vegetais. Nas células jovens, os vacúolos são pequenos e numerosos. A medida que a célula vai crescendo, os vacúolos se fundem. Assim, na célula adulta é comum a presença de um único e volumoso vacúolo, que ocupa, geralmente, uma posição central, deslocando o núcleo para a parte periférica da célula. Os vacúolos são verdadeiras bolsas delimitadas externamente por uma membrana lipoprotéicas denominadas tonoplasto. No interior do vacúolo encontra-se o suco Vacuolar, isto é, uma solução aquosa que pode conter açucarares, óleos, sais, pigmentos e outras substâncias. Apresentam a função de armazenamento de sais e outras substâncias, e regulação osmótica.

Núcleo

Desempenha, nas células, papel de portador dos fatores hereditários e de controlador das atividades metabólicas. Além de ser extremamente essencial para a manutenção das atividades normais de uma célula, que permitem a sua sobrevivência e reprodução. Quando se considera a estrutura do núcleo, é necessário estabelecer a fase em que a célula se encontra. Isso porque a estrutura nuclear varia, conforme a célula esteja ou não em divisão. Assim, consideraremos, inicialmente, uma célula em intérfase, isto é, uma célula que não está se dividindo.

O núcleo interfásico, apresenta os seguintes componentes:

Carioteca ou cariomembrana

Essa estrutura envolve o conteúdo nuclear. Acha-se em comunicação direta com o retículo endoplasmático, é formada por duas membranas lipoprotéicas, entre as quais existe um espaço denominado perinuclear. A carioteca é dotada de numerosos poros, que permitem a comunicação entre o material nuclear e o citoplasma. Através desses poros ocorre o intercâmbio de substâncias diversas entre o núcleo e o citoplasma, inclusive macromoléculas. De maneira geral, quanto maior a atividade celular, maior é o número de poros da carioteca.

Cariolinfa

Conhecida também como nucleoplasma ou suco nuclear, é uma massa incolor constituída principalmente de água e proteínas.

Cromatina

Representa o material genético contido no núcleo. Quimicamente, as cromatinas são proteínas conjugadas resultantes da associação entre proteínas simples e moléculas de DNA. A cromatina aparece, no núcleo interfásico, com o aspecto de um emaranhado de filamentos longos e finos, denominados cromonemas. O cromonema apresenta regiões condensadas chamadas de heterocromatinas, e regiões distendidas chamadas eucromatinas. Durante a divisão celular, os cromonemas espiralizam-se, tornando-se mais curtos e mais grossos. Podem, então, ser vistos individualmente e passam a ser chamados de cromossomos.

Nucléolo

Trata-se de um corpúsculo esponjoso e desprovido de membranas, que se encontra em contato direto com o suco nuclear.

Fonte: www.biomania.com.br

Célula Vegetal

Célula Vegetal
Desenho esquemático de uma célula animal típica.

As células vegetais se distinguem das animais devidas às seguintes características:

Parede celular
Conecções celulares (plasmodesmos)
Vacúolos, plastos
Reserva energética

O citoplasma das células vegetais contém, além dos plastos e vacúolos, as mesmas organelas da célula animal. Aparentemente tanto o retículo endoplasmático liso quanto o granular e os ribossomos exercem funções semelhantes nas células animais e vegetais.

Logo abaixo da membrana plasmática observam-se sistemas de microtúbulos que correm paralelos à membrana. Provavelmente estão relacionados à formação da parede ou à manutenção da forma das células.

O aparelho de Golgi aparece na célula vegetal sob a forma de corpos dispersos pelo citoplasma, que, de um modo geral, são de tamanho menor do que os da célula animal, embora apresentem morfologia semelhante.

A célula vegetal está circundada por uma estrutura semi-rígida denominada parede celular, a qual confere proteção e apoio mecânico à célula, que deforma-se a medida que a célula cresce e se diferencia.

Uma característica peculiar às células vegetais é a existência de conecções celulares (pontes citoplasmáticas) interligando células vizinhas. Tais conecções, chamadas de plasmodesmos, estão nos limites de resolução do microscópio óptico e ocorre em grande número (pelo menos de 1.000 a 10.000).

Os vacúolos são importantes estruturas citoplasmáticas características da célula vegetal. Nas plantas, o crescimento celular dá-se em grande parte devido ao crescimento dos vacúolos. O sistema de vacúolos pode atingir até 90% do volume total da célula.

Os plastos são organelas ligadas aos processos de fotossíntese. Há diversos tipos de plastos e sua classificação se faz de acordo com o material encontrado no seu interior. Os cloroplastos são os mais comuns e são verdes devido aos pigmentos de clorofila.

Veja abaixo eletromicrofotografias de uma célula animal e vegetal:

Célula Vegetal
Eletromicrografia de uma Célula Animal.
( Clique para Ampliar )

Célula Vegetal
Eletromicrografia de uma Célula Vegetal

Eletromicrografia de uma Célula Vegetal onde podemos ver bem evidenciados os cloroplastos (regiões grandes e escuras) e o vacúolo (região esbranquiçada), o núcleo e o nucléolo(região mais escura dentro do núcleo), dá para notar também as mitocôndrias (em forma oval, pequenas e principalmente perto do núcleo).

Fonte: www.hurnp.uel.br

Célula Vegetal

O aspecto e distribuição dos organelos difere de célula para célula e mesmo na própria célula em momentos diferentes. Diversos componentes celulares são comuns às células animais e às células vegetais.

Existem, contudo, alguns componentes da célula animal que aqui, na célula vegetal, não se encontram: lisossomas, centríolos, e flagelos.

Célula Vegetal

Fonte: www.cientic.com

Célula Vegetal

É a menor unidade estrutural básica do ser vivo.

É descoberta em 1667 pelo inglês Robert Hooke, que observa uma célula de cortiça (tecido vegetal morto) usando o microscópio.

A partir daí, as técnicas de observação microscópicas avançam em função de novas técnicas e aparelhos mais possantes.

O uso de corantes, por exemplo, permite a identificação do núcleo celular e dos cromossomos, suportes materiais do gene (unidade genética que determina as características de um indivíduo). Pouco depois, comprova-se que todas as células de um mesmo organismo têm o mesmo número de cromossomos. Este número é característico de cada espécie animal ou vegetal e responsável pela transmissão dos caracteres hereditários.

O corpo humano tem cerca de 100 trilhões de células.

Célula Vegetal
Célula Vegetal

Cloroplasto

Organela formada por duas membranas e por estruturas discóidais internas. É a sede da fotossíntese, pois contém moléculas de clorofila que capturam a energia solar e produzem moléculas como glicose que poderá ser utilizada pelas mitocôndrias para a geração de ATP.

Parede celulósica

Constituída por celulose (polissacarídio) e também por glicoproteínas (açúcar + proteína), hemicelulose (união de certos açúcares com 5 carbonos) e pectina (polissacarídio).

A celulose forma fibras, enquanto as outras constituem uma espécie de cimento; juntas formam uma estrutura muito resistente.

Vacúolo

Estrutura derivada do retículo endoplasmático que pode conter líquidos e pigmentos, além de diversas outras substâncias.

Fonte: www.universitario.com.br

Célula Vegetal

O CITOPLASMA DAS CÉLULAS EUCARIÓTICAS

É composto pelo hialoplasma, pelos orgânulos e pelas inclusões (gotas de lipídios, grânulos de proteína, pigmentos, cristais)

I - Hialoplasma (citoplasma fundamental)

Sustância coloidal gelatinosa, amorfa

Apresenta-se em estado sol (fluido) ou gel (viscoso)

Ectoplasma: Região periférica (normalmente gel)
Endoplasma:
Região interna (normalmente sol)
Composição:
Água, proteínas, sais, aminoácidos, monossacarídeos etc.

Funções Preenchimento

Sede de reações químicas

Movimentos Ciclose

Movimento orientado da parte sol

Ocorre em todas as células eucariontes

Movimento amebóide

Formação de pseudópodes

Ocorre em amebas e leucócitos

Citoesqueleto

Rede de filamentos que percorre o hialoplasma

Filamentos

Microfilamentos de actina e microtúbulos de tubulina

Função

Movimentos celulares (ciclose, movimentos amebóides, migração dos cromossomos, batimento de cílios e flagelos)

II - Orgânulos

Ribossomos

Formado por 2 subunidades de tamanhos diferentes

Composição

RNAr e proteínas

Encontram-se soltos ou ligados às membranas do R.E.

Polirribossomo

Vários ribossomos aderidos a uma mesma molécula de RNAm

Retículo Endoplasmático

Rede de membranas duplas lipoprotéicas formando sacos achatados (cisternas), vacúolos, vesículas e túbulos

Uma forma pode transformar-se em outra (polimorfismo dinâmico

Tipos R. E. Liso

R.E. Rugoso (ergastoplasma)

Apresenta ribossomos aderidos ao lado externo
Funções Transporte de substâncias
Armazenamento de substâncias
Facilitação de reações químicas
Síntese de lipídios (triglicerídeos, fosfolipídios, esteróides)
Síntese de proteínas (apenas o ergastoplasma)
Sistema Golgiense (complexo de Golgi)
Descoberto em 1898 por Camilo Golgi
É um conjunto de dictiossomos

Dictiossomos

Pilhas de 4 ou mais sacos membranosos achatados dispostos paralelamente Podem produzir vesículas

Vegetais e invertebrados

Sem posição fixa na célula; distribuídos de maneira uniforme

Vertebrados

Agrupam-se numa região específica
Funções Armazenamento, empacotamento e secreção de substâncias
Síntese de substâncias (polissacarídeos)
Formação do acrossomo (vesícula com enzimas que digerem membranas do óvulo) dos espermatozóides
Formação da lamela média (parede que separa 2 células vegetais recém-formadas)
Formação dos lisossomos

Lisossomos

Descobertos por Christian De Duve em 1955

Vesículas membranosas contendo enzimas digestivas

Função

Digestão intracelular Heterofagia: digestão de material extracelular

Autofagia

Digestão de material da própria célula
Exemplo:
Organelas fora de uso

Autólise

Destruição da célula por rompimento dos lisossomos
Exemplo:
Regressão da cauda do girino; silicose

O Processo de digestão

Enzimas digestivas são produzidas no RER e enviadas ao Complexo de Golgi

Complexo de Golgi empacota as enzimas em vesículas (lisossomo primário)

Vacúolo alimentar

Bolsa contendo o material a ser digerido Fagossomo: contém material fagocitado

Pinossomo

Contém material pinocitado

Vacúolo autofágico

Contém material da própria célula que será digerido

Vacúolo digestivo (lisossomo secundário)

Vacúolo alimentar fundido ao lisossomo primário

Nutrientes resultantes da digestão são enviados ao hialoplasma

Vacúolo residual

Contém os restos do processo digestivo Resíduos podem ser eliminados da célula (clasmocitose)

Peroxissomos

Vesículas membranosas contendo enzimas diversas

As principais enzimas encontradas são as peroxidases

Exemplo: catalase

Facilita a decomposição da água oxigenada (peróxido de hidrogênio)

Ocorre em todos os tecidos vivos

No fígado atuam na degradação de substâncias tóxicas (álcool, drogas)

Mitocôndrias

Apresenta duas membranas lipoprotéicas Uma externa, lisa

Uma interna, com dobras (cristas mitocondriais)

Matriz mitocondrial

Substância coloidal que preenche a mitocôndria

Função

Respiração celular

Plastos

Estruturas membranosas típicas de células vegetais

Leucoplastos

Incolores; geralmente armazenam reservas alimentares Amiloplastos: armazenam amido

Proteoplastos

Armazenam proteínas

Oleoplastos

Armazenam óleos

Cromoplastos

Apresentam pigmentos; atuam como filtros protetores Xantoplastos: contém xantofila, pigmento carotenóide amarelo

Ocorrência: mamão, cenoura

Eritroplastos

Contém licopeno, pigmento carotenóide vermelho

Ocorrência

Tomate

Cloroplastos

Apresenta duas membranas lipoprotéicas

Uma externa, lisa

Uma interna, com invaginações, os tilacóides

Tilacóides

Bolsas achatadas contendo clorofila

Lamelas

Comunicam os tilacóides

Granum

Pilha de tilacóides

Grana

Conjunto de granum do cloroplasto

Estroma

Substância que preenche o cloroplasto

Função

Fotossíntese

Centríolos

Visíveis ao microscópio eletrônico
Normalmente um par por célula Um centríolo situa-se perpendicularmente ao outro
Não ocorrem em vegetais superiores
Cilindros formados por 9 trincas de microtúbulos

Funções

Formação das fibras do fuso de divisão celular
Formação de cílios e flagelos

Cílios

Normalmente pequenos e em grande número

Ocorrência

Protozoários (locomoção), epitélio traqueal

Componentes Haste

Projeta-se para fora da célula

Corpúsculo basal

Estrutura idêntica ao centríolo Gera a movimentação

Raízes

Filamentos que saem do corpo basal
Coordenam o movimento
Apresentam nove duplas de microtúbulos periféricos e uma dupla central

Flagelos

Normalmente grandes e em pequeno número

Ocorrência

Protozoários e espermatozóides (locomoção), coanócitos

Componentes

Idênticos aos dos cílios
Apresentam nove duplas de microtúbulos periféricos e uma dupla central

Vacúolos

Bolsas dilatadas do Retículo Endoplasmático

Função básica

Armazenamento de substâncias

Tipos

Vacúolos alimentares: armazenam material englobado pela célula. Podem ser fagossomos ou pinossomos

Vacúlos digestivos

Fusão de um lisossomo com um vacúolo alimentar

Vacúolos contráteis (pulsáteis)

Eliminam água em excesso e excretas em protozoários de água doce.

Vacúolos de células vegetais

Pequenos e em grande número em células jovens
Esses vacúolos fundem-se e formam um grande vacúolo nas células adultas

Tonoplasto

Membrana que envolve o vacúolo

Suco celular

Conteúdo do vacúolo

Funções

Acúmulo de reservas: glicose, óleo, vitaminas, hormônios, sais (às vezes formando cristais), proteínas, pigmentos etc.

Fonte: www.herbario.com.br

Célula Vegetal

A estrutura microscópoica da maioria das células vegetais é formada por uma parede celular rígida composta basicamente de celulose, e um carbohidrato com propriedades físico-químicas tais como plasticidade, elasticidade, resistência a tensão e decomposição por microorganismos, higrofilia, transparência e etc. Esta parede é fina e elástica nas células vegetais mais jovens (parede primária). Nas células adultas esta parede sofre um espessamento, que pode formar, internamente à parede primária, uma parede secundária, composta de lignina, hemicelulose e suberina.

A formação desta parede secundária não é uniforme, o que pode ser constatado por locais onde ocorre interrupção da sua formação, as chamadas pontuações.

Nas células adultas onde ocorre um espessamento proeminente da parede secundária o lúmen celular fica reduzido. Entre uma célula e outra temos a lamela média, formada por uma fina camada de pectatos de cálcio. Esta lamela média funciona como um cimento, unindo as células.

As células que estão em contato direto com o ar, podem formar uma camada externa a parede primária, denominada de cutícula, formada por cutina e cêra. A cêra da carnaúba, por exemplo, vem da cutícula da epiderme das folhas desta planta.

O interior de uma célula adulta é composto por uma fina camada que reveste a parede celular internamente, o citoplasma. Imerso no citoplasama encontramos o núcleo, e os cloroplastos (que contém a clorofila, pigmento verde) reponsáveis pela fotossíntese.

Em alguns casos podemos encontrar, no lugar dos cloroplastos, outras organelas com pigmentos diferentes, carotenos e xantofilas. Interligando os conteúdos de células contíguas, encontramos filamentos de citoplasma, denominados de plasmodesma, os quais estabelecem uma continuidade protoplasmática entre as células.

Estas estruturas dão, de certa maneira, uma continuidade entre toda a parte viva de uma planta, formando, o que chamamos de simplasto. Tal continuidade, também pode ocorrer entre as paredes celulares de toda a planta; o esqueleto de celulose, denominado de apoplasto.

Outra estrutura presente nas células vegetais, que ocupa uma parte considerável do centro da célula adulta é o vacúolo, formado por uma solução aquosa de substâncias minerais e orgânicas. Existem duas outras membranas denominadas de plasmalema e tonoplasto. A primeira delimita todo o citoplasma, e está situada logo abaixo da parede celular. A segunda, o tonoplasto, delimita o vacúolo do citoplasma. Além destas organelas típicas da célula vegetal, encontramos também todas as outras organelas como, ribossomos, reticulos endoplásmáticos, mitocôndrias (relacionadas a respiração), dictiossomos, ou complexo de Golgi.

Célula Vegetal
Célula vegetal

A Estrutura do Cloroplasto

O cloroplasto é composto internamente por várias estruturas de aspecto circular que se agrupam como uma pilha de moedas. Cada uma dessas formações é conhecida como granum (plural, grana). Entre estas estruturas, aparecem delicadas membranas ou lamelas que percorrem o cloroplasto de extremo à extremo.

Existe, também, uma matriz (estroma) que envolve todo este sistema. A clorofila, pigmento verde das plantas, está distribuída entre as lamelas dos grana. A fotossintese (absorção e conversão da energia luminosa em energia química, daí levando a formação de carboidratos), ocorre neste sistema de membranas.

Célula Vegetal
Estrutura interna do cloroplasto

A Estrutura da Parede Celular

Quando analisada mais detalhadamente vemos que a parede celular é formada por uma trama de fibrilas de celulose.

Existem algumas camadas distintas que formam a parede celular:

Camada mais interna que delimita o lúmem celular, denominada de lamela terciária.
Camada intermediária formada pela parede secundária que pode ser formada por quatro lamelas.
Lamela transicional.
Parede primária.
Lamela média, camada externa em contato com a parede primária.

Célula Vegetal

Cada uma das fibrilas que compõe a trama de celulose, é formada pela agregação de mais ou menos 250 microfibrilas. Cada microfibrila é formada por um pequeno número de feixes de molécula de celulose (fibrilas elementares), sendo que cada molécula de celulose é formada por mais de mil resíduos de glicose, os quais se interligam por pontes de oxigênio.

Em alguns pontos das fibrilas elememtares as moléculas de celulose estão dispostas de maneira desordenada, em outros elas se dispõe ordenadamente, formando as micelas de estrutura cristalina.

Entre as fibrilas, microfibrilas e fibrilas elementares, ocorrem outros componentes da parede celular como a hemicelulose, lignina, etc. Quando não há a presença destas outras substâncias, ocorrem microcapilares que transportam água e outros solutos, o que confere à parede celular uma grande permeabilidade à água.

Fonte: www.biologianarede.bio.br

Célula Vegetal

As células vegetais possuem grande parte das características observadas nas células animais, mas se diferenciam por possuírem uma forma mais definida geometricamente e algumas outras particularidades que vamos ver ao longo dessa investigação.

Célula Vegetal
Esquema Representativo da Célula Vegetal

As células vegetais são revestidas pela mesma membrana plasmática encontrada nas células animais. Externamente a ela, porém, encontra-se outra membrana, mais espessa e rígida, chamada parede celular, membrana celulósica ou ainda, parede esquelética.

A parede celular possui pequenas descontinuidades que colocam uma célula em contato com as que a cercam. São verdadeiros túneis que atravessam a parede celular e recebem o nome de plasmodesmos.

Célula Vegetal
Esquema Representativo dos Plasmodesmos

No citoplasma chama atenção a presença de regiões limitadas por membranas denominadas vacúolos. Em geral, as células vegetais adultas possuem um único e grande vacúolo, que ocupa cerca de 95% da área celular. Sua função é armazenar água e outras substâncias.

Estruturas típicas das células vegetais são também os plastos. Trata-se de orgânulos que podem armazenar substâncias ou conter pigmentos. dentre eles, destacam-se os cloroplastos, que possuem pigmento verde (clorofila) e são responsáveis pela fotossíntese.

O núcleo das células vegetais geralmente encontra-se deslocado para a periferia celular. Sua estrutura é idêntica ao núcleo das células animais.

Fonte: www.maristas.org.br

Célula Vegetal

As células animal e vegetal são células eucariontes que se assemelham em vários aspectos morfológicos como a estrutura molecular da membrana plasmática e de várias organelas, e são semelhantes em mecanismos moleculares como a replicação do DNA, a transcrição em RNA, a síntese protéica e a transformação de energia via mitocôndrias.

A presença de parede celular, vacúolo, plastídios e a realização de fotossíntese, são as principais características que fazem da célula vegetal diferente da célula animal.

A parede celular, que é composta principalmente de celulose, determina a estrutura da célula, a textura dos tecidos vegetais dando resistência as plantas. O vacúolo é uma organela que possui uma membrana (tonoplasto), preenchidos com um suco celular, solução aquosa contento vários sais, açúcares, pigmentos, armazenam metabólitos e quebram e reciclam macromoléculas. É uma organela que pode ocupar a maior parte do volume da célula.

Os plastídios são envolvidos por uma dupla membrana e são classificados de acordo com o pigmento: os cloroplastos (clorofila), cromoplastos (carotenóides) e os leucoplastos (sem pigmento). Os cloroplastos são organelas responsáveis pela realização da fotossíntese.

Ao contrário das células animais, que utilizam o glicogênio como reserva energéticas, as células vegetais armazenam amido. E na comunicação entre as células, nos vegetais é feita através de conexões chamadas plasmodesmas, e nas células animais, as junções comunicantes são responsáveis por esse papel.

Fonte: www.ufmt.br

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