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Coliformes

 

As bactérias coliformes em geral se originam no intestino de animais de sangue quente.

Coliformes fecais são capazes de crescer na presença de sais biliares ou agentes de superfície semelhantes, são oxidase negativa, e a produção de ácido e gás a partir de lactose no prazo de 48 horas a 44 ± 0,5 ° C.

As bactérias coliformes incluem géneros que se originam em fezes (por exemplo, Escherichia ), assim como géneros de origem fecal não (por exemplo, Enterobacter, Klebsiella, Citrobacter).

O ensaio destina-se a ser um indicador de contaminação fecal; mais especificamente de E. coli , que é um microrganismo indicador de outros agentes patogênicos que podem estar presentes nas fezes.

Presença de coliformes fecais na água podem não ser diretamente prejudiciais, e não indica necessariamente a presença de fezes.

Coliformes
Coliformes fecais

Coliformes totais

O grupo de bactérias determinado coliformes totais são aquelas que não causam doenças, visto que habitam o intestino de animais mamíferos inclusive o homem.

As bactérias do grupo coliforme são consideradas os principais indicadores de contaminação fecal.

O grupo coliforme é formado por um número de bactérias que inclui os generos Klebsiella, Escherichia, Serratia, Erwenia e Enterobactéria.

Todas as bactérias coliformes são gran-negativas manchadas, de hastes não esporuladas que estão associadas com as fezes de animais de sangue quente e com o solo.

As bactérias coliformes fecais reproduzem-se ativamente a 44,5oC e são capazes de fermentar o açúcar.

O uso da bactéria coliforme fecal para indicar poluição sanitária mostra-se mais significativo que o uso da bactéria coliforme "total", porque as bactérias fecais estão restritas ao trato intestinal de animais de sangue quente.

A determinação da concentração dos coliformes assume importância como parâmetro indicador da possibilidade da existência de microorganismos patogênicos, responsáveis pela transmissão de doenças de veiculação hídrica, tais como febre tifóide, febre paratifóide, desinteria bacilar e cólera.

Fonte: darwin.futuro.usp.br

Coliformes

Bactérias coliformes são um conjunto de micro-organismos relativamente inofensivos que vivem em grande número no intestino dos seres humanos e animais de aquecimento e de sangue frio.

Eles auxiliam na digestão dos alimentos.

Um subgrupo específico desta coleção é que as bactérias coliformes fecais, o membro mais comum é a Escherichia coli.

Esses organismos podem ser separados do grupo coliforme total pela sua capacidade para crescer a temperaturas elevadas e são associados apenas com o material fecal de animais de sangue quente.

Quais são os coliformes?

Coliformes são uma ampla classe de bactérias encontradas em nosso ambiente, incluindo as fezes do homem e de outros animais de sangue quente. A presença de bactérias coliformes na água potável podem indicar uma possível presença de organismos nocivos, causadores de doenças.

Impacto ambiental

A presença de bactérias coliformes fecais em ambientes aquáticos indica que a água tenha sido contaminado com o material fecal de homem ou outros animais.

No momento que isso ocorreu, a água da fonte pode ter sido contaminada por patógenos ou bactérias produtoras de doença ou vírus que também podem existir no material fecal. Algumas doenças patogênicas transmitidas pela água incluem febre tifóide, gastroenterite viral e bacteriana e hepatite A. A presença de contaminação fecal é um indicador de que um risco potencial para a saúde existe para indivíduos expostos a essa água. Os coliformes fecais podem ocorrer em água ambiente como resultado do excesso de esgoto doméstico ou fontes difusas de dejetos humanos e animais.

O que são Coliformes

Um grupo de bacilos Gram-negativos, também referido como enterobactérias.

Eles são comensais do intestino.

O grupo inclui E. coli, Enterobacter, Proteus, Klebsiella e outros.

Não há grandes riscos de controle de infecção normalmente. No entanto, as precauções de controle de infecção devem ser tomados com estirpes resistentes a múltiplos antibióticos.

Principais infecções clínicas:

Infecções do trato urinário, tanto da comunidade e hospitalar.
Também pode causar pneumonia associada à ventilação mecânica
Infecções de feridas e abscessos intra-abdominais, geralmente em associação com outras bactérias.
Infecções do trato biliar.
Tudo o acima pode conduzir a septicemia.

Normalmente sensível a:

Cefalosporinas
A gentamicina
Ciprofloxacina
Piperacilina / Tazobactam (Tazocin ®)
Imipenem / meropenem
Trimetoprima

Normalmente resistente a:

Amoxicilina / Ampicilina
Algumas estirpes são resistentes a múltiplos antibióticos, incluindo as cefalosporinas, gentamicina e quinolonas.

ATENÇÃO: as doses de antibiótico recomendadas neste texto destinam-se a pacientes adultos com função renal normal e função hepática, salvo indicação contrária

Fonte: www.state.ky.us/www.nuh.nhs.uk

Coliformes

Coliformes
Escherichia coli

COLIFORMES FECAIS NÃO EXISTEM

RESUMO

Os níveis de poluição fecal dos ambientes aquáticos têm sido avaliados bacteriologicamente através do parâmetro Coliformes Fecais. Esse parâmetro tem sido obtido por meio do teste da temperatura elevada. Nesse teste a amostra é semeada em meios de cultura baseados na lactose como fonte de carbono e incubada à temperatura de 44,5 ± 0,2 oC por 24 horas . Essa temperatura é o fator de diferenciação entre os sub grupos fecais (termotolerantes) e não fecais (termosensíveis). Entretanto as últimas pesquisas têm mostrado que esse fator de diferenciação não tem sido suficiente para essa finalidade. A imprecisão desse teste tem levado à assunção do parâmetro coliformes fecais-termotolerantes como índice suficiente para avaliação da poluição fecal de ambientes aquáticos. A espécie termotolerante Escherichia coli é de origem fecal, humana e animal, em percentuais confiáveis para sua utilização como parâmetro de definição da poluição fecal e risco sanitário para a utilização de fontes de água. Outras espécies dos gêneros Klebsiella e Enterobacter, entretanto, embora sejam agrupadas como coliformes fecais têm sido isoladas de ambientes aquáticos não poluídos por matéria fecal. A simplicidade e sensibilidade dos testes cromofluorogênicos, atualmente disponíveis, justificam a implantação da E. coli como parâmetro de escolha conforme estabelecido pela Organização Mundial da Saúde em seus Guias para o Controle da Qualidade da Água para Consumo Humano de 1995.

INTRODUÇÃO

O parâmetro coliformes fecais não existe. O que se tem informado como coliformes fecais até hoje pelos laboratórios é uma leitura dos coliformes termotolerantes.. Esse sub-grupo inclui aqueles coliformes que desenvolvem-se à temperatura elevada - 44,5 ± 0,2 oC - sejam de origem fecal ou ambiental.

Coliformes termotolerantes devem incluir a Escherichia coli e espécies dos gêneros Klebsiella e Enterobacter. Desses, apenas a E. coli tem presença garantida nas fezes, humanas e animais homeotérmicos com percentuais em torno de 96 a 99%. Os demais gêneros participam com percentuais que variam entre 3 e 8% em fezes animais a 3 a 4% em fezes humanas.

Os coliformes que desenvolvem à temperatura elevada (44, 5 ± 0,2 oC)- termotolerantes - e que não são E. coli, como Klebsiella e Enterobacter comumente são isolados de ambientes não poluídos por matéria fecal como solo, vegetais e ambientes aquáticos naturais.

O Grupo Coliforme e seus Subgrupos

Desde o final do século passado e início deste, os cientistas e autoridades em saúde pública têm recomendado a utilização de uma espécie de bactéria isolada de material fecal humano como parâmetro de avaliação bacteriológica da contaminação da água.

Naquela época esse microrganismo nomeado como Bacterium coli, foi posteriormente renomeado como Bacillum coli e ainda, mais tarde, Escherichia coli (Waite, 1997 ).

O critério cultural proposto para detecção e identificação desse "bacilo Gram negativo, não esporulado, aeróbio/anaeróbio "era, naquela época somente baseado em sua capacidade de "fermentar a lactose com produção de ácido e gás em até 48 horas a 35 oC ".

Esse microrganismo tem sido utilizado como parâmetro bacteriológico pelos serviços de abastecimento no controle da qualidade da água.

Com o desenvolvimento da Microbiologia Sanitária, vários estudos têm mostrado que esse critério permite a detecção de uma série de microrganismos tanto de origem fecal como ambiental.. Ao longo dos anos, vários gêneros da família Enterobacteriaceae, como Enterobacter, Klebsiella e Citrobacter foram isolados de amostras de água a partir do mesmo critério anteriormente atribuído apenas à Escherichia coli (Geldreich, 1997).

O coliforme mais comumente isolado de amostras de água não poluída por fezes tem sido o Enterobacter aerogenes, enquanto a Escherichia coli tem sido mais isolada de amostras de água poluída por fezes. Outras espécies desses e dos demais gêneros (Klebsiella e Citrobacter) tem sido isoladas de uma e outra origem.

Dessa forma esse parâmetro foi artificialmente classificado como grupo "coli-aerogenes" e, mais tarde, coliformes.

Considerando, que apenas os microorganismos de origem fecal deviam ser utilizados como indicadores da qualidade da água, vários testes foram propostos para a diferenciação entre os coliformes de origem fecal e aqueles de outras origens. Dentre esses testes, a quantidade de gases formados (H2 e CO2) , a utilização de vários açúcares, produtos de catabolismo como indol e acetoína, foram propostos como critérios de separação entre os sub-grupos fecais e não fecais.

Entretanto com a dificuldade em se utilizar esses diferentes testes nos exames de rotina adotou-se um que era apenas baseado na suposta capacidade dos coliformes de origem fecal fermentarem a lactose à temperatura de 44,5 oC. Esse teste, denominado temperatura elevada foi sendo utilizado como critério suficiente para a detecção de coliformes fecais. Estudos mais avançados têm revelado ser esse critério insuficiente para essa finalidade (Duncan,1988).

Outros estudos mostraram que mínimas variações dessa temperatura podem ser suficientes para invalidação do teste. Mostraram que populações expressivas de bactérias não coliformes, heterotróficas, interferem decisivamente no teste. E, ainda, que algumas linhagens de Escherichia coli são incapazes de produzir gás em lactose tanto a 35 como em 44,5 oC, o que determinam resultados falso-negativos.(Dufour, 1977). Estima-se em 12% o percentual de coliformes que não produzem gás nos testes de fermentação da lactose e entre 15 e 20% a faixa percentual de coliformes que não desenvolvem colônias com o brilho metálico típico nos meios tipo Endo (Evans et al, 1981).

Ramteke et al (1992) avaliando águas naturais em diferentes regiões da Índia, encontraram que 96 a 99% dos coliformes termotolerantes eram E. coli em águas superficiais enquanto que em águas subterrâneas esse percentual descia para 54 a 61%. Observaram, também, que uma grande diversidade na microbiota das regiões tropicais contribui para a redução da eficiência do teste para coliformes termotolerantes . Niemi et al (1997) verificaram que em despejos industriais altas concentrações de espécies coliformes termotolerantes não fecais interferiram seriamente na detecção de E. coli, recomendando o uso dessa espécie como parâmetro de avaliação da contaminação de águas naturais.

Coliformes termotolerantes dos gêneros Klebsiella e Enterobacter têm sido isolados de águas pristinas e de despejos de fábricas de papel. (Bagley et al , 1978).

Espécies do gênero Klebsiella têm sido isoladas de ambientes aquáticos sem qualquer perturbação sanitária e, principalmente, das superfícies internas de canalização de água potável, formando biofilmes que as mantêm persistentes nesses ambientes por vários meses, inclusive proporcionando condições de proliferação. (McFeters et al, 1984; Parker et al, 1997).

Os Guias da Organização Mundial da Saúde de l995, definem a Escherichia coli como parâmetro de escolha na avaliação bacteriológica de fontes de abastecimento. Esses guias alertam que algumas espécies coliformes podem sobreviver e, ainda, proliferar em ambientes aquáticos tropicais.

Waite, em seu artigo "Regulamento para Água de Consumo - Uma Perspectiva Européia (1997) escreve que: "..Por razões mais pragmáticas que científicas, a prática de se monitorar através do parâmetro coliformes fecais ou termotolerantes em lugar da espécie fecal Escherichia coli tem ganho larga adoção".

Perspectivas

Toda ciência, até pela sua sobrevivência, deve ser dinâmica. A Microbiologia Ambiental e Sanitária tem evoluído, e nesses últimos dez anos experimentou grande progresso em função das tecnologias emergentes. A detecção e identificação simples e rápida da E. coli para fins de monitoramento de mananciais tem sido possível nesses últimos 5 anos através dos testes cromo-fluorogênicos baseados em expressões enzimáticas dessa, e de outras, bactérias.

Avaliações da sensibilidade e confiabilidade desses testes têm sido feitas em todo o mundo e, principalmente em climas tropicais e subtropicais os perfis de ocorrência de coliformes termotolerantes e de E. coli apresentam contornos característicos que mostram, cada vez mais, a qualidade do uso dessa espécie como parâmetro de definição de impactos fecais.

Dessa forma, é tempo de acertos nos conceitos e terminologias que melhor representem os objetivos sanitários e ambientais de medições da contribuição fecal.

Coliformes fecais, como parâmetro, não existem. O parâmetro que melhor avalia o nível de poluição fecal dos ambientes de simples processamento e que encontra-se já padronizado e devidamente documentado é a Escherichia coli. Para complementar esse parâmetro e melhorar os laudos microbiológicos no sentido de definir tanto a poluição fecal quanto a possibilidade de sua origem utiliza-se o parâmetro Enterococcus (Charriere et al, 1994).

Em futuro próximo devem ser padronizados e simplificadas as técnicas de detecção e identificação de outros parâmetros microbiológicos para funções similares a que eram atribuídas aos "coliformes fecais "como o Clostridium perfringens. Esse microrganismo, por ser esporulado informa sobre poluições fecais mais remotas que aquelas indicadas pela presença de E. coli assim como pode assegurar ausências de microrganismos patogênicos de maior persistência que essa espécie.

Outro parâmetro a ser assimilado é Colifagos, que são vírus bacteriófagos de E. coli e podem informar sobre a eficiência do tratamento da água na remoção dos Enterovírus e outros vírus como o da Hepatite de veiculação hídrica.

Detecção de E. coli

Atualmente, devido aos sistemas e testes de substratos cromogênicos, específicos para algumas espécies utilizadas como parâmetros indicadores, a detecção de E. coli tornou-se mais simples que a de coliformes termotolerantes (ex-fecais). Por dispensar o uso de temperatura elevada (44,5 ± 0,2 oC) que exige controle rígido de sua variação o teste para E. coli utiliza meios aos quais são incorporados substratos que possam ser hidrolizados por enzimas específicas da espécie (Allen, 1997).

Comumente são empregados substratos como b- D-glucoronida ao qual são incorporados radicais cromogênicos como o 5-bromo-4 cloro-3 indolil ou 4-metilumbeliferil.

Existem, atualmente, várias formas de apresentação comercial desses substratos, pulverizados ou desidratados. Comumente aqueles pulverizados apresentam maior facilidade de uso enquanto são mais caros que aqueles desidratados que exigem etapas de pesagem, hidratação, esterilização e estocagem refrigerada para uso. (Thomas et al, 1997).

Essas detecções podem ser no formato Presença-Ausência ou no formato de Quantificação, tanto através do Número mais Provável quanto por filtração por membrana. A precisão e limite de detecção são superiores nos testes de substratos cromogênicos por serem esses processos dependentes de enzimas constitutivas da espécie.(APHA, 1995).

Em fezes humanas a contribuição da E. coli é praticamente de 100%.

Esse percentual foi obtido em recente estudo sobre o Perfil de Coliformes Termotolerantes e de Escherichia coli em Diferentes Amostras de Água (Cerqueira et al, 1998). As espécies fecais não E. coli como algumas dos gêneros Klebsiella e Enterobacter são de ocorrência variável e não apresentam características fisiológicas ainda disponíveis que possam ser identificadas em sistemas "in vitro" de detecção. Os percentuais de ocorrência desses gêneros em fezes humanas e animais têm sido avaliados em vários estudos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Coliformes Totais não são, definitivamente, parâmetro de avaliação das condições sanitárias de ambientes aquáticos. Devido à sua simplicidade de processamento e larga documentação de uso esse parâmetro deve continuar sendo aplicado em avaliações dos processos de tratamento e da integridade das unidades de distribuição dos sistemas de abastecimento. Coliformes Termotolerantes, anteriormente assumidos como fecais, não é parâmetro sensível para uma avaliação criteriosa da exposição de ambientes aquáticos às poluição fecal, humana e animal. Nesse sentido, uma vasta documentação técnico-científica sustenta a utilização da espécie Escherichia coli.

O teste convencional para a determinação de coliformes termotolerantes (ex-fecais) mostra-se inviável devida à dificuldade em se manter a variação máxima de 0,2 oC nas estufas e banho-marias e inespecífico considerando que engloba espécies ambientais dos gêneros Klebsiella e Enterobacter. Dessa forma recomenda-se a utilização de coliformes para avaliação de processo de tratamento e da E. coli como parâmetro de avaliação bacteriológica da água na fonte. É aconselhável a inclusão de parâmetros microbiológicos auxiliares como Clostrídios sulfito - redutores e Colifagos para otimizar o controle da qualidade da água dos sistemas de abastecimento.

Daniel Adolpho Cerqueira

Mário César de Sá Horta

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Allen, M. A, The Public Health Significance Of Bacterial Indicators In Drinking Water. In: Coliforms and E. coli: Problem or Solution? D. Kay e C. Fricker Ed. London, p.176-181. 1997.
2. APHA, AWWA, WEF. Standard Methods for the Examination of Water and wastewater,19a. ed.Washington,1995.
3. Bagley S.T., R. J. Seidler, H. W. Talbot, and J. E. Morrow. Isolation of Klebsiella from Within Living Wood. Appl, Environm. Microbiol.,1978;36(1):178-185.
4. Cerqueira, D. A, De Brito, L. L., Galinari, P. A, G. C. M. Amaral. Perfis de Ocorrências de Coliformes Termotolerantes e de E. coli em diferentes Amostras de Água, 1998.
5. Charriere, G., D. A, A, Mossel, Beaudeau and Leclerc, H. Assessment of The Marker Value of Various Components of The coli-aerogenes group of Enterobacteriaceae and of a selection of Enterococcus spp. For The Official Monitoring of Drinking Water Supplies. Journal of Applied Bacteriology, p. 336- 344, 1994.
6. Ducan I.B.R. Waterborne Klebsiella and Human Diseases. Toxicity Assessment-Na International Journal, 1988; 3(5):581-5981988.
7. Dufour. P. Escherichia coli: The Fecal Coliform. Special Technical Publication 65, American Soc. 1977.
8. Evans T. M. C. E. Waarvick, Ramon J. Seidler and M. W. LeChevallier. Failure Of The Most-Probable Number Technique to Detect coliforms in Drinking Water and Raw Water Supplies, Applied and Environmental Microbiology, Jan, p. 130-138, 1981.
9. Geldreich E. E. Coliforms: A New Beginning To An Old Problem, IN: Coliforms and E. coli: Problem or Solution?. D. Kay e C. Fricker Ed. London, p. 3-11, 1997.
10. McFeters G. A, Effects Of Aquatic Environmental Stress On Enteric Bacterial Pathogens And Coliforms, In: Coliforms and E. coli: Problem or Solution? D. Kay e C. Fricker Ed. London, p. 235-242. 1997.
11. Niemi, R. M.S.I. Niemela, K. Lahti & J. S. Niemi, Coliforms And E. coli In Finnish Surface Waters. In: Coliforms and E. coli: Problem or Solution? D. Kay e C. Fricker Ed. London, p. 112-119.1997.
12. OMS, Guias Para la Calidad Del Agua Potable, Vol. 1: Recomendaciones, Genebra,1995.
13. Parker P. J., D. M. Holt, J. S. Colbourne & C. W. Keevil, Does Klebsiella oxytoca Grow In The Biofilm Of Water Distribution Systems? CAMR , UK.The 1997 In: Coliforms and E. coli: Problem or Solution? D. Kay e C. Fricker Ed. London, p. 189-194, 1997.
14. Ramteke P. W. , Bhattacharjee, S. P. Pathak and N. Kaira. Evaluation of coliforms as Indicators Of Water Quality in India. Journal of Applied Bacteriology, (72)p. 352-356. 1992.
15. Thomas, B. R. Williams, S. Foster & P. Grant - Development And Evaluating Of a New System For The Simultaneous Enumeration Of Coliforms And E. coli Celsis Ltd 1997 In: Coliforms and E. coli: Problem or Solution? D. Kay e C. Fricker Ed. London, p. 40-48, 1997.
16. Waite, W. M. Drinking Water Quality Regulation - European Perspective. In: Coliforms and E. coli: Problem or Solution? D. Kay e C. Fricker Ed. London, p. 208-217, 1997.

Fonte: www.bvsde.paho.org

Coliformes

Coliformes
Coliformes

Coliformes são utilizados em larga escala nas medições microbiológicas que testam a qualidade da água ede alimentos para que as pessoas os consumam sem riscos maiores.

Existem dois tipos decoliformes:

Totais e Fecais

Os coliformes totais compõem os grupos de bactérias gram-negativas que podem seraeróbicas ou anaeróbicas (isto dependerá do ambiente e da bactéria), não originam esporos efermentam a lactose, produzindo ácido e gás à 35/37°C.

A determinação da concentração doscoliformes assume importância como parâmetro indicador da possibilidade da existência demicroorganismos patogênicos, responsáveis pela transmissão de doenças de veiculaçãohídrica, tais como febre tifóide, febre paratifóide, desinteria bacilar e cólera.

Os coliformes fecais são também conhecidos como "termotolerantes" por suportarem umatemperatura superior à 40°C.

Coliformes fecais vivem no intestino dos animais como bois,porcos, cachorros, gatos, homens etc, sem lhes causar prejuízos.

Eles são adquiridos quandopenetram pela pele ou quando são ingeridos juntamente com a água ou alimentoscontaminados e são constantemente liberados em grande quantidade, junto com as fezes.Neste grupo está presente a bactéria gram-negativa Escherichia coli, e ao se ingerir alimentospor ela contaminados, os resultados desagradáveis (como uma gastrenterite, por exemplo)podem ser brandos ou desastrosos, dependendo do grau de contaminação.

BACTÉRIAS COLIFORMES

O grupo de bactérias coliformes compreende os bastonetes Gram negativos, aeróbios e anaeróbios facultativos, não formadores de esporos capazes de fermentar a lactose produzindo ácido e gás quando incubado a 32 - 35ºC em 48 horas (a temperatura de incubação deve ser reportada quando da divulgação de resultados).

Tipicamente os gêneros mais comuns são Escherichia, Enterobacter, Klebsiella e Citrobacter. Em proporção ao número presente, a presença de qualquer um desses gêneros nos produtos de laticínios é sugestivo de condições ou práticas não sanitárias durante a produção, processamento ou estocagem.

Os testes de detecção de coliformes não têm como finalidade detectar somente a poluição fecal, mas, além disso medir a qualidade das práticas usadas para assegurar a menor contaminação dos produtos de laticínios processados. As contagens de coliformes são conduzidas após a pasteurização, primariamente para detectar recontaminação bacteriana do leite, creme e outros produtos de laticínios.

Os resultados de testes realizados em produtos crus são interpretados diferentemente daqueles obtidos quando se testa leite pasteurizado. Em condições normais de produção e manipulação, é comum encontrarmos um pequeno número de coliformes nos produtos crus. Porém, após o processamento a presença de coliformes indica recontaminação dos produtos.

Coliformes totais são microrganismos que fermentam lactose com produção de ácido e gás a 35-37ºC. A sua presença indica falhas no processamento, contaminação pós-processamento (produtos crus, equipamentos sujos, manipulação inadequada, água de má qualidade). Os coliformes totais não têm relação direta com a ocorrência de contaminação fecal nem com a presença de microrganismos patogênicos.

Os coliformes fecais são aqueles que fermentam lactose com produção de ácido e gás a 44,5ºC. Sua presença significa possibilidade da presença de microrganismos patogênicos entéricos (Salmonella, Shigella), contaminação pós-processamento. Em números elevados indicam falta de higiene, manipulação inadequada e estocagem imprópria.

Fonte: pt.scribd.com

Coliformes

QUALIDADE DA ÁGUA

Água pura, no sentido rigoroso do termo não existe na natureza, pois, sendo a água um ótimo solvente, nunca é encontrada em estado de absoluta pureza.

A água possui uma série de impurezas que vão imprimir suas características físicas, químicas e biológicas; a qualidade da água depende dessas características.

Grau de tratamento da água: depende do uso que se pretende dar á água. Por exemplo, uma água destinada ao uso doméstico deve ser desprovida de gosto, ao passo que numa água destinada ao resfriamento de caldeiras, esta característica não tem importância.

Tanto a qualidade da água bruta como a qualidade da água de consumo vão influir na escolha do manancial e no processo de tratamento a ser adotado, sem se deixar também de levar em conta o aspecto econômico-financeiro deste tratamento.

Assinale-se que o problema da quantidade de água, que deverá ser suficiente para todas as finalidades, está diretamente ligado ao problema da qualidade da água.

Conceitos de poluição e de contaminação

Poluição: qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas do meio ambiente (ar, água e solo), causada por qualquer forma de energia ou qualquer substância sólida, líquida ou gasosa, ou combinação de elementos, despejados no meio ambiente, em níveis capazes de, direta ou indiretamente:

1- ser prejudicial à saúde, à segurança e ao bem estar da população
2-
criar condições inadequadas para fins domésticos, agropecuários, industriais e outros, prejudicando assim as atividades sociais ou econômicas
3-
ou ocasionar danos relevantes à fauna, à flora e outros recursos naturais.

Contaminação: denominação genérica para as conseqüências da poluição, como os efeitos da introdução de substâncias ou organismos nocivos no recurso hídrico, causando doenças no ser humano. A contaminação constitui, portanto, um caso particular de poluição de água.

CAMI NHOS DA POLUIÇÃO:

Caminhos da poluição das águas dos mananciais

As impurezas contidas nas águas nos mananciais (ciclo hidrológico):

a) Precipitação atmosférica b) Escoamento superficial c) Infiltração no solo. d) Despejos e) Represamento

Caminhos da poluição da água de consumo

Captação: a captação de água não deve ser localizada a jusante de um lançamento de esgotos, devendo-se mudar, ou o local de captação, ou o ponto de lançamento dos esgotos.
Adução:
a adução deve ser executada com os devidos cuidados; por exemplo, não se deve aduzir água tratada em canais abertos.
Tratamento:
nas próprias instalações de tratamento existem possibilidades de contaminação, como por exemplo, em filtros em mau estado, com descontinuidade na camada de areia (“crateras”), em canais abertos, que conduzem água filtrada, etc. A cloração de água, quando feita inadequadamente também pode apresentar problemas de insegurança sanitária, mau cheiro etc.
Recalque:
o sistema de distribuição de água deve ser bem projetado; por exemplo, as linhas de distribuição de água devem estar a mais de três metros das linhas de esgotos. Os reservatórios de água tratada devem ser cobertos. O sistema deverá funcionar sempre com pressão satisfatória.
Instalações hidráulico-sanitárias prediais:
devem ser executadas com materiais e técnicas adequadas; por exemplo, o emprego excessivo de tubos de chumbos pode causar a doença denominada saturnismo; as instalações devem ser bem executadas para se evitarem interconexões perigosas, e as possibilidades de refluxos perigosos que podem introduzir água contaminada no sistema de distribuição de água.

GRAU DE POLUIÇÃO DAS ÁGUAS

1) Grau de poluição das águas naturais

Qualidade das águas naturais: depende do grau de poluição das mesmas, podendo existir poluição de teor tão elevado, que até mesmo impeça a sua utilização, devido à impossibilidade ou dificuldade para o seu tratamento.

A poluição pode ser devida as causas naturais, como as enxurradas, ou as causas artificiais, como no caso de despejos líquido industriais, é de grande importância o controle de poluição das águas naturais para preservação dos recursos hídricos de uma região.

“Padrões de qualidade das águas naturais” é estabelecido em função do uso que se pretende dar as águas. Assinale-se que as águas naturais utilizadas para fins recreacionais, como as do mar e de rios ou lagos, devem ter qualidade adequadas para não oferecer riscos à saúde dos banhistas.

2) Grau de poluição e/ou contaminação das águas de consumo

ÁGUA DE CONSUMO DOMÉSTICO

Segundo Fair e Geyer: “ Para preencher os requisitos gerais de salubridade, os suprimentos de água deverão possuir atributos, “higidez” e “patabilidade”.

Ser “hígida” significa:

Não estar a água contaminada e, portanto, ser incapaz de infeccionar seu consumidor, com qualquer moléstia de veiculação hídrica
Estar livre de substâncias tóxicas; e
Não conter quantidades excessivas de substâncias minerais ou orgânicas.

Patabilidade: deverá a água, impressionar bem os sentidos, pela sua limpidez (estando livre de cor e turbidez), pela ausência de sabor e pela temperatura refrescante.

Para atingir os objetivos acima, a água deverá atender aos padrões de qualidade das águas destinadas ao abastecimento.

Padrões de potabilidade que são as quantidades limites que, com relação aos diversos elementos, podem ser toleradas nas águas de abastecimento, quantidades estas fixadas, em geral, por leis, decretos ou regulamentos regionais.

ÁGUA DE CONSUMO NÃO DOMÉSTICO

Água para uso industrial: sua qualidade varia com o tipo de indústria, ou seja, com a finalidade da água na indústria; assim, numa indústria a água pode ser destinada a resfriamento, e portanto, a sua qualidade pode ser bem inferior à da água usada como matéria-prima numa indústria por exemplo, de refrigerantes.
Água para fins agrícolas:
sua qualidade vai depender do tipo de cultura; assim, de uma maneira geral, a água que contém excesso de boro, não serve para a agricultura.
Água para fim pecuário:
de maneira geral pode exigir água de características satisfatórias; a criação de gado leiteiro exige água de boa qualidade.
Água para fim recreacional:
em se tratando de piscinas, a água utilizada deve ter características semelhantes às da água potável.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS QUÍMICAS E BIOLÓGICAS DAS ÁGUAS

Características físicas e organolépticas

Características físicas da água: importância relativamente pequena do ponto de vista sanitário, mas elas podem ser determinantes na escolha da tecnologia de tratamento.
Características físicas:
cor, turbidez, sabor e odor, temperatura e condutividade elétrica.

Estas características envolvem praticamente aspectos de ordem estética e psicológica, exercendo uma certa influência no consumidor leigo, pois que, dentro de determinados limites não tem relação com inconvenientes de ordem sanitária.

Contudo, sendo perceptíveis pelo consumidor, independentemente de um exame, o seu acentuado teor pode causar certa repugnância a consumidores mais ou menos exigentes; pode também favorecer uma tendência para a utilização de água de melhor aparência, porém de má qualidade sanitária, com prejuízo da segurança.

Cor aparente e cor verdadeira

Os compostos orgânicos naturais nas águas são oriundos da degradação de plantas e animais, e são denominados de substâncias húmicas (compostas pelo ácido húmico e pelo ácido fúlvico). Antigamente, a medida de cor era feita apenas por razões estéticas, porém, com a descoberta de que tais substâncias são precursoras da formação de trihalometanos e organo-halogenados em geral, quando a desinfecção é realizada com cloro livre, a quantificação da cor passou a ser muito importante.

Cor verdadeira:

Quando a medida de cor é feita com o sobrenadante de amostra de água centrifugada por 30 min, com rotação de 3 000 rpm, ou de água filtrada em membrana de 0,45 mm, obtém-se a cor verdadeira.

Cor aparente:

Com a amostra de água em seu estado natural, tem-se a cor aparente, pois há interferência de partículas coloidais e suspensas, além de microorganismo.

A cor pode ser facilmente removida por:

Coagulação química.
Em alguns casos de cor extremamente elevada, a remoção pode ser auxiliada ou realizada integralmente através do processo de oxidação química, utilizando-se permanganato de potássio, cloro, ozônio, ou qualquer outro oxidante poderoso.

Deve ser evitado o uso de cloro elementar para oxidar a cor devida à matéria orgânica, pois os compostos resultantes – clorofenóis e outros trihalometanos são suspeitos de serem cancerígenos. Entretanto, o cloro pode ser utilizado em combinação com amônia (aminocloração) ou na forma de dióxido de cloro, modos de aplicação que não produzem trihalometanos.

Turbidez: é uma característica da água devida à presença de partículas suspensas na água com tamanho variando desde suspensões grosseiras aos colóides, dependendo do grau de turbulência.

Turbidez: pode ser causada por partículas de areia fina, silte, argila e microorganismos. As partículas de menor tamanho e com baixa massa específica são mais difíceis de ser removidas nas ETAs, por apresentarem menor velocidade de sedimentação.

A presença dessas partículas provoca a dispersão e a absorção da luz, dando à água uma aparência nebulosa, esteticamente indesejável e potencialmente perigosa.

A desinfecção da água, principalmente a inativação de vírus, é tanto mais eficaz quanto menor é a turbidez da água. Atualmente, está se exigindo água filtrada com turbidez menor que 0,1 UNT, preferencialmente inferior a 0,2 UNT.

Sabor e odor

As características do sabor e odor são consideradas em conjunto, pois geralmente a sensação de sabor decorre da combinação de gosto mais odor; são características que provocam sensações subjetivas nos órgãos sensitivos do olfato e do paladar, causadas pela existência de substâncias como matéria orgânica em decomposição, resíduos industriais, gases dissolvidos, algas, etc. No caso particular de sais dissolvidos em concentrações elevadas, o gosto é sentido, sem que sinta o odor e sabor, como por exemplo, cloreto de sódio.

Os gostos são quatro a saber: doce, amargo, ácido e salgado. Da combinação destes com os vários tipos de odor, resultam os sabores.

Remoção: aeração, além da aplicação de um oxidante e de carvão ativado para a adsorção dos compostos causadores de odor e sabor.

Métodos de determinação:

Quanto ao odor assinalamos métodos (“Standard Methods for Examination of Water and Sewage”) que estabelecem um padrão de medida baseados na determinação da máxima diluição da amostra em que o operador treinado é capaz de perceber algum cheiro.

Quanto ao sabor não existe nenhum processo de medida. Levando em conta estas dificuldades os padrões de potabilidade em geral estabelecem que as águas, quanto ao sabor e odor, devem ser inobjetáveis, ou seja, deve haver ausência de sabor e de odor.

Temperatura

Influi nas reações de hidrólise do coagulante, na eficiência da desinfecção, na solubilidade dos gases, na sensação de sabor e de odor e, em especial, no desempenho das unidades de mistura rápida, floculação, decantação e filtração. Por isso, é importante conhecer a variação de temperatura na água a ser tratada.

Condutividade elétrica

Depende da quantidade de sais dissolvidos na água.

A medição da condutividade elétrica permite estimar rapidamente a quantidade de sólidos totais dissolvidos (STD) presentes na água.

CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DAS ÁGUAS

(Presença de substâncias dissolvidas, geralmente avaliáveis somente por meios analíticos)

Dureza

É uma característica conferida à água pela presença de sais alcalino-terrosos (cálcio, magnésio, etc.) e alguns metais, em menor intensidade.

Quando os sais são bicarbonatos (de cálcio, de magnésio, etc.), a dureza é denominada temporária, pois pode ser eliminada quase totalmente pela fervura.

Quando é devida a outros sais é denominada permanente.

A dureza é caracterizada pela extinção da espuma formada pelo sabão, índice visível de uma reação mais complexa, o que dificulta o banho e a lavagem de utensílios domésticos e roupas, criando problemas higiênicos.

As águas duras, em função de condições desfavoráveis de equilíbrio químico, podem incrustar as tubulações.

A dureza é expressa em termos de CaCO3.

As águas duras podem ser classificada em termos do grau de dureza em:

Moles.....................................................Dureza inferior a 50 mg/L em CaCO3
Moderadas..
...........................................Dureza entre 50 a 150 mg/L em CaCO3
Duras.
....................................................Dureza entre 150 a 300 mg/L em CaCO3
Muito duras.
..........................................Dureza superior a 300 mg/L em CaCO3

Alcalinidade

A alcalinidade é devida à presença de bicarbonatos (HCO3 -), carbonatos (CO3 2-) ou hidróxidos (OH-). Com maior freqüência, a alcalinidade das águas é devida a bicarbonatos, produzidos pela ação do gás carbônico dissolvido na água sobre as rochas calcárias.

A alcalinidade não tem significado sanitário, e menos que seja devida a hidróxidos ou que contribua na quantidade de sólidos totais.

É uma das determinações mais importantes no controle da água, estando relacionada com a coagulação, redução da dureza e prevenção de corrosão nas canalizações de ferro fundido da rede de distribuição.

Em função do pH, podem estar presentes na água os seguintes tipos de alcalinidade:

pH 11,0 a 9,4..................................Alcalinidade de hidróxidos e carbonatos
pH 9,4 a 8,3.
.................................Carbonatos e bicarbonatos
pH 8,3 a 4,6..
.................................Somente bicarbonatos
pH 4,6 a 3,0 .
..................................Ácidos minerais

Agressividade

A tendência da água a corroer os metais pode ser conferida pela presença de ácidos minerais (casos raros), ou, pela existência, em solução, de oxigênio, gás carbônico e gás sulfídrico.

Ferro e manganês

O ferro, muitas vezes associado ao manganês, confere à água um sabor amargo, ou melhor, uma sensação de adstringência e coloração amarelada e turva, decorrente da precipitação do mesmo quando oxidado.

Certos sais férricos e ferrosos como os cloretos, são bastante solúveis nas águas. Os sais ferrosos são facilmente oxidados nas águas naturais de superfície, formando hidróxidos férricos insolúveis, que tendem a flocular e decantar ou serem adsorvidos superficialmente, razão pela qual a ocorrência de sais de ferro em águas superficiais bem aeradas dificilmente se dá em concentrações de elevado teor.

É adotado o limite de 0,3 mg/L para a concentração do ferro, juntamente com manganês, nas águas, sugerindo-se concentrações inferiores a 0,1 mg/L.

Essa limitação, entretanto, é feita devido a razões estéticas, pois águas contendo sais de ferro causam nódoas em roupas e objetos de porcelana. Em concentrações superiores a 0,5 mg/L causa gosto nas águas. É altamente prejudicial nas águas utilizadas por lavanderias e indústrias de bebidas gaseificadas.

O manganês é semelhante ao ferro, porém menos comum, e sua coloração característica é a marrom, e, quando na forma oxidada é preto.

Cloretos, sulfatos e sólidos totais

O conjunto de sais normalmente dissolvidos na água, formado pelos bicarbonatos, cloretos, sulfatos e em menor concentrações outros sais, pode conferir à água sabor salino e uma propriedade laxativa.

Variações do teor de cloretos em águas naturais devem ser investigadas, pois é indicação de provável poluição.

Quantidades excessivas de substâncias dissolvidas nas águas podem torna-las inadequada ao consumo. Recomenda-se que o teor de sólidos totais dissolvidos seja menor que 500 mg/L, com limite máximo aceitável de 1 000 mg/L.

O cloreto é o ânion Cl- que se apresenta nas águas subterrâneas através de solos e rochas. Nas águas superficiais são fontes importantes as descargas de esgotos sanitários, sendo que cada pessoa expele através da urina cerca 6 g de cloreto por dia, o que faz com que os esgotos apresentem concentrações de cloreto que ultrapassam a 15 mg/L.

Diversos são os efluentes industriais que apresentam concentrações de cloreto elevadas como os da indústria do petróleo, algumas indústrias farmacêuticas, curtumes, etc. Nas regiões costeiras são encontradas águas com níveis altos de cloretos. Nas águas tratadas, a adição de cloro puro ou em solução conduz a uma elevação do nível de cloreto, resultante das reações de dissociação do cloro na água.

O cloreto provoca sabor "salgado" na água, sendo o cloreto de sódio o mais restritivo por provocar sabor em concentrações da ordem de 250 mg/L, valor este que é tomado como padrão de potabilidade. No caso do cloreto de cálcio, o sabor só é perceptível em concentrações de cloreto superior a 1000 mg/L.

Da mesma forma que o sulfato, sabe-se que o cloreto também interfere no tratamento anaeróbio de efluentes industriais, constituindo-se igualmente em interessante campo de investigação científica.

O cloreto provoca corrosão em estruturas hidráulicas como, por exemplo, em emissários submarinos para a disposição oceânica de esgotos sanitários, que por isso têm sido construídos com polietileno de alta densidade (PEAD).

Interferem na determinação da DQO e embora esta interferência seja atenuada pela adição de sulfato de mercúrio, as análises de DQO da água do mar não apresentam resultados confiáveis. Interfere também na determinação de nitratos.

Também eram utilizados como indicadores da contaminação por esgotos sanitários, podendo-se associar a elevação do nível de cloreto em um rio com o lançamento de esgotos sanitários. Hoje, porém, o teste de coliformes fecais é mais preciso para esta função. O cloreto apresenta também influência nas características dos ecossistemas aquáticos naturais, por provocarem alterações na pressão osmótica em células de microrganismos.

O íon sulfato quando presente na água, dependendo da concentração além de outras propriedades laxativas mais acentuadas que outros sais, associado a íons de cálcio e magnésio, promove dureza permanente e pode ser um indicador de poluição de uma das fases da decomposição da matéria orgânica, no ciclo do enxofre. Numerosas águas residuárias industriais, como as provenientes de curtume, fábricas de papel e tecelagem, lançam sulfatos nos cursos de água.

Impurezas orgânicas e nitratos

O termo impureza orgânica é aplicável a um número de constituintes de origem animal ou vegetal, que podem indicar poluição recente ou remota.

O nitrogênio é um elemento importante no ciclo biológico. O tratamento biológico dos esgotos só pode ser processado com a presença de uma quantidade suficiente de nitrogênio.

A quantidade de nitrogênio na água pode indicar uma poluição recente ou remota. Inclui-se nesse item o nitrogênio, sob as suas diversas formas compostas, orgânico, amoniacal, nitritos e nitratos.

O nitrogênio segue um ciclo desde o organismo vivo até a mineralização total, esta sob a forma de nitratos, sendo assim possível avaliar o grau e a distância de uma poluição pela concentração e pela forma do composto nitrogenado presente na água. Por exemplo, águas com predominância de nitrogênio orgânico e amoniacal são poluídas por uma descarga de esgoto próxima. Águas com concentrações de nitratos predominantes indicam uma poluição remota, porque os nitratos são o produto final de oxidação do nitrogênio.

Independentemente da sua origem, que também pode ser mineral, os nitratos (em concentrações acima de 50 mg/L em termos de NO3), provocam em crianças a cianose ou methemoglobinemia, condições mórbidas associadas à descoloração da pele, em conseqüência de alterações no sangue.

Fenóis e detergentes

O progresso industrial moderno vem incorporando os compostos fenólicos e os detergentes entre as impurezas encontradas em solução na água.

Sempre decorrente de fatores poluidores, estão incluindo problemas numa fase em que está se tornando comum o termo “reuso”da água.

O fenol é tóxico, mas muito antes de atingir teores prejudiciais à saúde já constitui inconveniente para águas que tenham que ser submetidas ao tratamento pelo cloro, pois combina como o mesmo, provocando o aparecimento de gosto e cheiro desagradáveis.

Os fenóis e seus derivados aparecem nas águas naturais através das descargas de efluentes industriais. Indústrias de processamento da borracha, de colas e adesivos, de resinas impregnantes, de componentes elétricos (plásticos) e as siderúrgicas, entre outras, são responsáveis pela presença de fenóis nas águas naturais.

Os fenóis são tóxicos ao homem, aos organismos aquáticos e aos microrganismos que tomam parte dos sistemas de tratamento de esgotos sanitários e de efluentes industriais. Em sistemas de lodos ativados, concentrações de fenóis na faixa de 50 a 200 mg/L trazem inibição, sendo que 40 mg/L são suficientes para a inibição da nitrificação. Na digestão anaeróbia, 100 a 200 mg/L de fenóis também provocam inibição.

No Estado de São Paulo, existem muitas indústrias contendo efluentes fenólicos ligados à rede pública de coleta de esgotos. Para isso, devem sofrer tratamento na própria unidade industrial de modo a reduzir o índice de fenóis para abaixo de 5,0 mg/L (Artigo 19-A do Decreto Estadual n.º 8468/76). O índice de fenóis constitui também padrão de emissão de esgotos diretamente no corpo receptor, sendo estipulado o limite de 0,5 mg/L tanto pela legislação do Estado de São Paulo (Artigo 18 do Decreto Estadual n.º 8468/76) quanto pela Legislação Federal (Artigo 21 da Resolução n.º 20/86 do CONAMA).

Nas águas naturais, os padrões para os compostos fenólicos são bastante restritivos, tanto na legislação federal quanto na do Estado de São Paulo. Nas águas tratadas, os fenóis reagem com o cloro livre formando os clorofenóis que produzem sabor e odor na água. Por este motivo, os fenóis constituem-se em padrão de potabilidade, sendo imposto o limite máximo bastante restritivo de 0,001 mg/L pela Portaria 1469 do Ministério da Saúde.

Os detergentes, em mais de 75% dos casos, constituídos de Alquil benzeno sulfonatos (ABS) são indesejáveis naturalmente, e, por isso, sua ação perdura em abastecimento de água a jusante de lançamento que os contenham.

O mais visível inconveniente reside na formação de espuma quando a água é agitada; nas concentrações maiores trazem conseqüências fisiológicas.

Substâncias tóxicas

Arsênico – são solúveis na água. São fontes potenciais de poluição pelo arsênico certos inseticidas, banhos carrapaticidas, marta-ervas, processamento de minerais, fabricação de tintas e de produtos químicos, de vidro e de corante e resíduos de curtumes.

PORTARIA DO MS Nº 518 - VMP = 0,01 mg/L.

Cromo hexavalente – Os compostos de cromo hexavalente são os cromatos e os bicromatos (íons CrO42- e Cr2O72-).

Os cromatos e bicromatos de sódio, potássio e de amônio são solúveis.São usados para cromação, anodização de alumínio, fabricação de tintas, corantes, explosivos, certos materiais cerâmicos, papéis e outras substâncias, e estão presentes nas águas residuárias dessas indústrias.

PORTARIA DO MS Nº 518 - VMP = 0,05 mg/L

Cádmio – fontes potenciais de cádmio: descargas de efluentes industriais, principalmente as galvanoplastias, produção de pigmentos, soldas, equipamentos eletrônicos, lubrificantes e acessórios fotográficos. É também usado como inseticida.

A queima de combustíveis fósseis consiste também numa fonte de cádmio para o ambiente.

PORTARIA DO MS Nº 518 - VMP = 0,005 mg/L

Chumbo - O chumbo está presente no ar, no tabaco, nas bebidas e nos alimentos, nestes últimos, naturalmente, por contaminação e na embalagem.

Está presente na água devido às descargas de efluentes industriais: indústrias de acumuladores (baterias), de eletrodeposição e metalurgia, bem como devido ao uso indevido de tintas e tubulações e acessórios a base de chumbo (materiais de construção).

É também padrão de emissão de esgotos e de classificação das águas naturais. Aos peixes, as doses fatais, no geral, variam de 0,1 a 0,4 mg/L, embora, em condições experimentais, alguns resistam até 10 mg/L.

PORTARIA DO MS Nº 518 - VMP = 0,01 mg/L

Mercúrio - O mercúrio é largamente utilizado no Brasil nos garimpos, no processo de extração do ouro (amálgama). O problema é em primeira instância ocupacional, pois o próprio garimpeiro inala o vapor de mercúrio, mas posteriormente, torna-se um problema ambiental, pois, normalmente nenhuma precaução é tomada e o material acaba por ser descarregado nas águas. Casos de contaminação já foram identificados na região do Pantanal, no norte brasileiro e em outras.

FONTES POTENCIAIS DE Hg:

Indústrias cloro-álcali de células de mercúrio, vários processos de mineração e fundição, efluentes de estações de tratamento de esgotos, fabricação de certos produtos odontológicos e farmacêuticos, indústrias de tintas, etc.

O peixe é um dos maiores contribuintes para a carga de mercúrio no corpo humano, sendo que o mercúrio mostra-se mais tóxico na forma de compostos organo-metálicos.

PORTARIA DO MS Nº 518 - VMP = 0,001 mg/L

CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS DAS ÁGUAS

A biologia da água, que constitui o ramo denominado “Hidrologia”, ocupa-se de dois campos: o vegetal e o animal; dentre os organismos de maior interesse com relação ao abastecimento de água, podemos citar:

Reino vegetal: algas (verdes, azuis, diatomáceas). Bactérias (saprófitas e patogênicas)
Reino animal:
protozoários. Vermes

As características biológicas das águas são avaliadas através dos EXAMES BACTERIOLÓGICOS E HIDROBIOLÓGICOS; entre os primeiros se destaca a pesquisa do número de coliformes.

Normalmente se pesquisa o seguinte:

a) Contagem do número total de bactérias.

Por meio de processos e técnicas adequadas conta-se o número de bactérias por centímetro cúbico (ou miliLitro) da amostra de água.

Com relação a este método assinala-se o seguinte: um número elevado de bactérias não é obrigatoriamente indicativo de poluição; variações bruscas nos resultados de exames podem ser interpretadas como poluição; águas pouco poluídas em geral apresentam resultados expressos por números baixos.

A contagem do número total de bactérias é de menor interesse que a pesquisa de coliforme.

b) Pesquisa de coliformes

É um ensaio de rotina.

Coliformes: são bactérias que normalmente habitam os intestinos dos animais superiores. A sua presença indica portanto a possibilidade de contaminação fecal, servindo portanto de sinal de alarme no combate à contaminação da água; contudo, não é obrigatório que toda água que contenha coliformes seja contaminada, e como tal, podendo veicular doenças de transmissão hídrica. Concentrações elevadas de coliformes podem tornar inexeqüível a utilização de um manancial, mesmo com tratamento, incluindo pré e pós-cloração.

Sua determinação se faz por técnica bem estabelecida. Os resultados são expressos em números de coliformes por 100 mL de amostra de água. Atualmente o número de coliformes é expresso pelo denominado “ número mais provável” (NMP) que é obtido através de estudos estatísticos; representa a quantidade mais provável de coliformes existentes em 100 mL de água da amostra.

O exame de coliforme é recomendado para o controle de sistemas de abastecimento de água, e, em particular, da eficiência do tratamento.

Os principais indicadores de contaminação fecal são:

Coliformes termotolerantes - bactérias do grupo coliforme são consideradas os principais indicadores de contaminação fecal. O grupo coliforme é formado por um número de bactérias que inclui os gêneros Klebsiella, Escherichia, Serratia, Erwenia e Enterobactéria. Todas as bactérias coliformes são gram-negativas, de hastes não esporuladas que estão associadas com as fezes de animais de sangue quente e com o solo.

As bactérias coliformes termotolerantes reproduzem-se ativamente a 44,5ºC e são capazes de fermentar o açúcar. O uso das bactérias coliformes termotolerantes para indicar poluição sanitária mostra-se mais significativo que o uso da bactéria coliforme "total", porque as bactérias fecais estão restritas ao trato intestinal de animais de sangue quente.

A determinação da concentração dos coliformes assume importância como parâmetro indicador da possibilidade da existência de microorganismos patogênicos, responsáveis pela transmissão de doenças de veiculação hídrica, tais como febre tifóide, febre paratifóide, disenteria bacilar e cólera.

c) Variáveis Ecotoxicológicas

Ensaios Ecotoxicológicos - Com vistas ao aprimoramento das informações referentes à qualidade das águas, a CETESB realiza, desde 1992, ensaios ecotoxicológicos com organismos aquáticos. Esses ensaios consistem na determinação de efeitos tóxicos causados por um ou por uma mistura de agentes químicos, sendo tais efeitos detectados por respostas fisiológicas de organismos aquáticos. Portanto, os ensaios ecotoxicológicos expressam os efeitos adversos, a organismos aquáticos, resultantes da interação das substâncias presentes na amostra analisada.

No monitoramento da qualidade das águas a CETESB avalia os efeitos tóxicos agudos e crônicos, tanto para amostras de água como de sedimento.

Os efeitos agudos caracterizam-se por ser mais drásticos, causados por elevadas concentrações de agentes químicos, e em geral manifestam-se em um curto período de exposição dos organismos.

Os efeitos crônicos são mais sutis, causados por baixas concentrações de agentes químicos dissolvidos, e são detectados em prolongados períodos de exposição ou por respostas fisiológicas adversas na reprodução e crescimento dos organismos vivos.

Os ensaios ecotoxicológicos utilizados, bem como suas características, são descritos a seguir:

Ensaio de toxicidade aguda com a bactéria luminescente - Vibrio fischeri (Sistema Microtox)

Esse ensaio é utilizado para avaliar a ocorrência de efeitos agudos em corpos d'água onde o oxigênio dissolvido apresenta-se muito baixo, como é o caso de trechos de rios localizados na zona metropolitana de São Paulo. O resultado do ensaio é expresso em CE20, que é a concentração da amostra que causa inibição de 20% da emissão da luz emitida pelo microrganismo. Assim, quanto menor o valor da CE20 mais tóxica é a amostra analisada.

Ensaio de toxicidade aguda/crônica com o microcrustáceo Ceriodaphnia dúbia

Esse ensaio é utilizado para avaliar a ocorrência de efeitos tóxicos, agudos ou crônicos, em corpos d'água para os quais está prevista a preservação da vida aquática.O resultado do ensaio é expresso como agudo (quando ocorre letalidade de número significativo de organismos, dentro do período de 48 horas) ou crônico (quando ocorre inibição na reprodução dos organismos, dentro do período de sete dias). A amostra é considerada não tóxica caso não haja detecção de qualquer dos efeitos tóxicos.

Ensaio de toxicidade aguda/crônica com o anfípodo Hyalella azteca

Esse ensaio é utilizado para avaliar a ocorrência de efeitos tóxicos, agudos ou crônicos, em sedimentos coletados em recursos hídricos para os quais está prevista a preservação da vida aquática. O resultado do ensaio é expresso como agudo (quando ocorre letalidade de número significativo de organismos, dentro do período de 10 dias) ou crônico (quando ocorre inibição do crescimento de um número significativo de organismos, dentro do período de 10 dias). A amostra é considerada não tóxica caso não haja detecção de qualquer dos efeitos tóxicos.

Ensaios de Genotoxicidade

São ensaios que medem a capacidade de um composto ou mistura de causar dano ao material genético. Danos genéticos não reparados geram mutações nos organismos expostos as quais podem causar doenças como câncer, anemia, distúrbios cardiovasculares e neurocomportamentais, além de doenças hereditárias.

A CETESB utiliza o ensaio de mutação reversa (conhecido como teste de Ames ou ensaio Salmonella/microsoma), o qual é eficiente para detectar uma grande variedade de compostos mutagênicos.

As linhagens bacterianas utilizadas no teste apresentam características que as tornam mais sensíveis para detecção de mutações e o uso de diferentes linhagens na presença e ausência de sistema de metabolização in vitro pode fornecer informações importantes sobre a classe de compostos que estão presentes nas amostras avaliadas.

No que diz respeito aos compostos carcinogênicos, a tabela a seguir apresenta alguns compostos orgânicos cancerígenos que são detectados pelo teste de Ames.

Fonte: www.feg.unesp.br

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