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Evolução Humana

 

A Evolução Humana, é o processo pelo qual ser humano se desenvolveu na Terra a partir do agora extinto primatas.

Visualizado zoologicamente, nós, os seres humanos somos Homo sapiens, espécie que vive no chão.

Primeiramente evoluiu na África entre 100.000 e 200.000 anos atrás.

Os primeiros fósseis de Homo erectus foram inicialmente descobertos na China (Homem de Pequim) e em Java na Indonésia (no final do sec. XIX e início do XX).

A partir dos anos cinquenta, foram descobertos esporadicamente fósseis de Homo erectus na África e na Ásia, a primeira delas, na Argélia, foram achadas três mandíbulas, fragmentos do crânio e dentes. Foram encontrados vários espécimens na Garganta de Olduvai na Africa Oriental. A fonte mais rica de fósseis de Homo erectus foi a região do Lago de Turkana.

Estes locais expuseram os mais antigos e completos espécimes de Homo erectus, em 1975, foi achado um crânio quase completo datado a 1.8 M.a. com volume craniano de 880 cc. Uma década depois, eles acharam o "Menino de Turkana" com esqueleto quase completo (figura ao lado). Este esqueleto pertencente a um adolescente de 12-13 anos datado em 1,65 M.a. e representou um importante achado para acessar as proporções corporais e as relações entre as espécies do gênero Homo.A forma do corpo mostra um ser humano típico, adaptado ao ambiente tropical aberto e perfeitamente adaptado a locomoção bípede.

Habitantes de cavernas, produziam e usavam ferramentas bem mais elaboradas (como machados de mão), representam a primeira ocorrência no registro fóssil de um design consciente. Acredita-se que produziram ferramentas de madeira e armas, mas não foram preservadas.

Provavelmente o Homo erectus foi a primeira espécie para usar e controlar fogo. Este marco no desenvolvimento humano aconteceu 1 a l.5 milhões de anos atrás.

Controle de fogo pode ter permitido os humanos a se mudar da África e migrar para locais com clima mais frio (Europa e Ásia).

Os fósseis mais antigos estão na África, e, a partir de 1 M.a.o Homo erectus aparentemente migrou da África, foram encontradas ferramentas e fosseis desta espécie amplamente distribuído na Europa e Ásia.

O Homo erectus é a primeira espécie humana para migrar fora de África e adaptar a uma variedade de ambientes no Velho Mundo.

O que sabemos sobre a evolução?

As espécies mudam com o decorrer do tempo. Hoje existem aproximadamente dois milhões de espécies de organismos vivos sobre a Terra, incluindo bactérias, fungos, plantas e animais. Todas elas procedem de um antepassado comum, conforme uma grande quantidade de provas biológicas reunidas por estudos científicos. Porém, não é a mesma variedade de organismos vista há milhões de anos, quando havia espécies muito diferentes das atuais e outras que desapareceram.

A teoria da evolução trata das evidências da origem dos seres vivos e das mudanças lentas e graduais que sofreram desde seu aparecimento até os dias atuais.

Os organismos evoluem e se modificam

Até o começo do século XVIII, aceitava-se a teoria da não mutação, que considerava todos os seres vivos imutáveis ao longo do tempo. No século XIX, quando essa teoria já era difícil de ser sustentada, o naturalista francês Georges Cuvier propôs que os fósseis correspondiam a organismos extintos e que a Terra tinha sido povoada por uma série de animais e plantas diferentes dos atuais. Mais tarde, surgiram várias teorias afirmando que os organismos mudam lenta e gradualmente ao longo do tempo.

A presença de dentes nos maxilares, a cauda comprida e os três dedos livres com as unhas curvadas nas extremidades dianteiras são algumas características répteis do Archaeopteryx litographica. A plumagem é própria das aves.

Os fósseis são prova da evolução

Hoje, conhecemos uma grande quantidade de fósseis. Neles, são percebidas as mudanças anatômicas progressivas que ocorreram entre as formas primitivas e as atuais. As formas intermediárias entre uma espécie e outra proporcionam uma grande quantidade de informações a respeito dos mecanismos da evolução.

O Archaeopteryx litographica é considerado uma das provas de que as aves evoluíram dos répteis. Seu organismo fóssil permite observar características de ave e réptil.

As revelações da estrutura óssea

O estudo comparativo da estrutura anatômica de seres vivos diferentes também ajuda a entender os mecanismos da evolução. O fato de os membros anteriores de um homem, de uma rã ou de um delfim (mamífero aquático) terem a mesma estrutura óssea, ainda que utilizada de maneiras variadas, é indício de uma ancestralidade comum.

A adaptação dos órgãos

De mesma origem, os órgãos homólogos podem eventualmente desempenhar funções diferentes. A avaliação das funções da pata de um cavalo e da asa de um morcego, por exemplo, serve para exemplificar o conceito de irradiação adaptativa.

O conceito de irradiação adaptativa define que organismos com parentesco evolutivo, mas que vivem em regiões diferentes, acabaram sofrendo uma adaptação dos órgãos ao ambiente onde vivem.

De origem diferente, os órgãos análogos exercem a mesma função e ilustram o fenômeno da convergência adaptativa. Nestes casos, mesmo vivendo em ambientes iguais, as pressões da seleção natural são muito semelhantes e acabam por selecionar estruturas adaptadas ao ambiente. Desse modo, mesmo que tenham origens distintas, as estruturas acabam se tornando parecidas, a exemplo das asas de um inseto e asas de uma ave.

As formas anatômicas das baleias e peixes (animais de classes diferenciadas) e suas nadadeiras facilitam o deslocamento na água. Plantas de famílias diferentes adaptadas às regiões secas, possuem características semelhantes.

Animais com parentesco, embriões parecidos

Mais um argumento a favor da existência de antepassados comuns: a semelhança entre as primeiras etapas do desenvolvimento embrionário de muitas espécies.

Estas semelhanças, porém, não são observadas nos animais adultos. As fendas branquiais dos peixes, por exemplo, existem também nos girinos, mas não nas rãs adultas.

As fendas branquiais ocorrem em diferentes estágios embrionários nos anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Representam outro indício de ancestralidade comum. É como se todos os vertebrados tivessem passado por uma fase "de peixe" em seu desenvolvimento embrionário.

A evolução segundo Lamarck

A teoria de Lamarck explica o crescimento do pescoço da girafa

No século XIX, o francês Jean Baptiste de Lamarck desenvolveu uma teoria da evolução. Ele estabeleceu que as influências do meio ambiente são responsáveis por mudanças nos organismos e estas são herdadas por seus descendentes. De acordo com Lamarck, o pescoço da girafa cresceu pois esse animal costumava esticá-lo constantemente para alcançar o alimento. Em conseqüência disso, seus filhos nasceram com o pescoço mais comprido.

Lamarck teve méritos em destacar o transformismo, mas estava equivocado na interpretação da transmissão de dados adquiridos por falta de metodologia adequada na época. Hoje, sabe-se que os caracteres adquiridos não são transmitidos aos descendentes.

A seleção natural de Darwin

Depois de Lamarck, o inglês Charles Darwin enunciou a sua teoria sobre a evolução, exposta no livro A origem das espécies. Segundo Darwin, os indivíduos de uma mesma espécie não são iguais, mas apresentam pequenas variações de suas características (como o formato do bico ou o comprimento da cauda).

Para lembrar

O resultado da luta pela vida entre indivíduos de uma mesma espécie é a sobrevivência daqueles que possuem variações mais vantajosas. É o que se conhece como seleção natural dos indivíduos com características mais bem adaptadas.

A teoria da evolução hoje

Embora a teoria da seleção natural de Darwin esteja correta em linhas gerais, os cientistas logo se perguntaram qual era a causa da variação das espécies.

O neodarwinismo respondeu a esta pergunta salientando que a causa da variação genética das populações ocorre por dois fatores fundamentais: o aparecimento de fenômenos aleatórios como as mutações (mudanças no material genético) e a recombinação genética (intercâmbio de genes entre os cromossomos na formação das células sexuais).

Para lembrar:

A seleção natural escolhe os indivíduos com variações mais favoráveis e permite que tenham uma descendência maior.
Tanto a mutação como a seleção natural explicam o processo de evolução dos seres vivos.

A formação das novas espécies

Os cientistas acreditam que a maioria da espécies surgiu depois de cumprir pelo menos três etapas: isolamento geográfico, diversificação gênica e isolamento reprodutivo. A partir daí, essas subpopulações são consideradas espécies distintas.

Isolamento geográfico

A separação física de subpopulações de uma espécie. As barreiras que isolam as subpopulações podem ser o rio que corta uma planície, um vale que divida dois planaltos ou um braço de mar que separe ilhas e continentes.

Diversificação gênica

Aprogressiva diferenciação do conjunto gênico de subpopulações isoladas. A diversificação gênica é provocada por dois fatores: pelas mutações, que introduzem alelos diferentes em cada uma das subpopulações isoladas e pela seleção natural, que pode preservar conjuntos de genes em uma das subpopulações e eliminar conjuntos similares em outra que vive em ambiente diverso.

Isolamento reprodutivo

Resulta da incapacidade, total ou parcial, de membros de duas subpopulações se cruzarem, produzindo descendência fértil. Em geral, depois de um longo período de isolamento geográfico, as subpopulações se diferenciam tanto que perdem a capacidade de cruzamento entre si, tornando-se reprodutivamente isoladas.

Glossário

Características adquiridas: adaptações geradas em um organismo por seleção ambiental.
Fendas branquiais:
câmara nas brânquias por onde a água circula.
Levedura:
fungos unicelulares de grande importância industrial, como o levedo da cerveja.
Mofo:
fungos que se alimentam de substâncias em decomposição, como o mofo do pão, dando-lhes um aspecto escuro.
Trilobitas:
organismos fósseis com três lóbulos que viviam no fundo do mar.

Fonte: www.biologia-ar.hpg.ig.com.br

Evolução Humana

A Evolução Humana é o processo de mudança e desenvolvimento, ou evolução, pelo qual os seres humanos emergiram como uma espécie distinta. É tema de um amplo questionamento científico que busca entender e descrever como a mudança e o desenvolvimento acontecem. O estudo da evolução humana engloba muitas áreas da ciência, como a Psicologia Evolucionista, a Biologia Evolutiva, a Genética e a Antropologia Física. O termo "humano", no contexto da evolução humana, refere-se ao gênero Homo. Mas, os estudos da evolução humana usualmente incluem outros hominídeos, como os australopithecus.

Histórico da paleoantropologia

A moderna área da paleoantropologia começou com o descobrimento do Neandertal e evidências de outros "homens das cavernas" no século 19. A idéia de que os humanos eram similares a certos macacos era óbvia para alguns há algum tempo. Mas, a idéia de evolução biológica das espécies em geral não foi legitimizada até à publicação de A Origem das Espécies por Charles Darwin em 1859. Apesar do primeiro livro de Darwin sobre evolução não abordar a questão da evolução humana, era claro para leitores contemporâneos o que estava em jogo. Debates entre Thomas Huxley e Richard Owen focaram na idéia de evolução humana, e quando Darwin publicou seu próprio livro sobre o assunto (A descendência do Homem e Seleção em relação ao Sexo), essa já era uma conhecida interpretação da sua teoria—e seu bastante controverso aspecto. Até muitos dos apoiadores originais de Darwin (como Alfred Russel Wallace e Charles Lyell) rejeitaram a idéia de que os seres humanos poderiam ter evoluído sua capacidade mental e senso moral pela seleção natural.

Desde o tempo de Lineu, alguns grandes macacos foram classificados como sendo os animais mais próximos dos seres humanos, baseado na similaridade morfológica. No século XIX, especulava-se que nossos parentes mais próximos eram os chimpanzés e gorilas. E, baseado na distribuição natural dessas espécies, supunha-se que os fósseis dos ancestrais dos humanos seriam encontrados na África e que os humanos compartilhavam um ancestral comum com os outros antropóides africanos.

Foi apenas na década de 1920 que fósseis além dos de Neandertais foram encontrados. Em 1925, Raymond Dart descreveu o Australopithecus africanus. O espécime foi Bebé de Taung, um infante de Australopithecus descoberto em Taung, África do Sul. Os restos constituíam-se de um crânio muito bem preservado e de um molde endocranial do cérebro do indivíduo. Apesar do cérebro ser pequeno (410 cm3), seu formato era redondo, diferentemente daqueles dos chimpanzés e gorilas, sendo mais semelhante ao cérebro do homem moderno. Além disso, o espécime exibia dentes caninos pequenos e a posição do foramen magnum foi uma evidência da locomoção bípede. Todos esses traços convenceram Dart de que o "bebê de Taung" era um ancestral humano bípede, uma forma transitória entre "macacos" e humanos. Mais 20 anos passariam até que as reinvindicações de Dart fossem levadas em consideração, seguindo a descoberta de mais fósseis que lembravam o achado de Dart. A visão prevalente naquele tempo era a de que um cérebro grande desenvolveu-se antes da locomoção bípede.

Pensava-se que a inteligência presente nos humanos modernos fosse um pré-requisito para o bipedalismo.

Os Australopithcíneos são agora vistos como os ancestrais imediatos do gênero Homo, o grupo ao qual os homens modernos pertencem. Tanto os Australopithecines quanto o Homo pertencem à família Hominidae, mas dados recentes têm levado a questionar a posição do A. africanus como um ancestral direto dos humanos modernos; ele pode muito bem ter sido um primo mais distante.

Os Australopithecines foram originalmente classificados em dois tipos: gráceis e robustos. A variedade robusta de Australopithecus tem, desde então, sido reclassificada como Paranthropus. Na década de 1930, quando os espécimes robustos foram descritos pela primeira vez, o gênero Paranthropus foi utilizado.

Durante a década de 1960, a variedade robusta foi transformada em Australopithecus. A tendência recente tem-se voltado à classificação original como um gênero separado.

A Teoria da Savana

Um dos aspectos mais fascinantes da pesquisa paleoantropológica se refere à influência da Teoria da Savana neste campo científico. A Teoria da Savana é normalmente ligada ao trabalho de Raymond Dart.

Em seu artigo em Nature no ano 1925 Dart sugeriu um cenário evolutivo para a origem do Australopithecus africanus: por consequência de mudanças climáticas e uma subsequente redução das matas, o A. africanus abandonou a vida arborícola e passou a se adaptar a uma vida nas savanas.

Este modelo teórico foi aceito pelas gerações seguintes de paleoantropólogos e se tornou a explicação mais comum nos livros sobre evolução humana, popularizado também em inúmeros livros de ciência popular. A Teoria da Savana foi vista como um fato indisputável, desde que os fósseis de hominídeos encontrados na África pareciam confirmar este modelo teórico.

Em 1993, Renato Bender, um cientista brasileiro de residência na Suíça iniciou uma análise histórica da Teoria da Savana. Os resultados desta pesquisa foram apresentados 1999 em uma dissertação no Instituto de Esportes e Ciências Esportivas da Universidade de Berna. Neste trabalho foi demonstrado que a Teoria da Savana não tem sua origem no trabalho de Raymond Dart. Bender provou que a idéia de uma adaptação à vida nos "campos abertos" é muito antiga, tendo sido já mencionada em 1809 pelo famoso cientista francês Jean-Baptiste de Lamarck. Este fato é de enorme importância na avaliação científica da Teoria da Savana, tendo em vista que os descobrimentos dos fósseis não tiveram influência alguma na formulação destas especulações.

A partir desta análise, Bender sugeriu que a Teoria da Savana se denominasse "Freilandhypothesen", uma palavra alemã que pode ser traduzida pela expressão "Hipótese dos Campos Abertos" (HCA). Bender insistiu no uso desta expressão no plural, afim de abranger as diferentes versões deste grupo de especulações que foram publicadas nos últimos 200 anos da história da HCA.

Totalmente independente de Bender, e a partir de outras considerações, sugeriu também o Professor Phillip Tobias, um paleoantropólogo de renome internacional da África do Sul, um distanciamento das HCA. Nos últimos anos vários paleoantropólogos também passaram a se distanciar destas especulações, reconhecendo que estas não tenham a base científica antigamente tida como certa. Um dos exemplos mais impressionantes deste distanciamento podemos ver na obra Biology, um livro clássico de Campbell e Reece (2006, 848-849) e muito influente no campo biológico.

Através desta gradual perda de suporte na HCA, os cientístas passaram a se interessar por explicações alternativas dentro do mundo científico. Uma das alternativas é a Teoria Aquática, também conhecida por Aquatic Ape Theory ou Aquatic Ape Hypothesis. O interessante nesta teoria é o fato que ela foi divulgada e desenvolvida durante muito tempo em obras populares, não tendo apoio de cientistas.

Bem ao contrário: até poucos anos atrás esta teoria era normalmente mencionada como um exemplo clássico de uma especulação infundada. A situação está mudando rapidamente. Por exemplo a médica suíça Nicole Bender-Oser escreveu uma dissertação histórica sobre a origem da Teoria Aquática (teoria esta formulada pela primeira vez pelo médico alemão Max Westenhöfer em 1923). Este trabalho foi honorado no ano 2004 pela Universidade de Berna. Além disso, na obra acima citada de Campbell e Reece, a Teoria Aquática é apresentada como a alternativa mais convincente entre as atuais opções da literatura especializada.

Antes do Homo

Os primeiros hominídeos

Sahelanthropus tchadensis
Orrorin tugenensis
Ardipithecus kadabba
Ardipithecus ramidus

Gênero Australopithecus

Australopithecus anamensis
Australopithecus afarensis
Australopithecus africanus
Australopithecus garhi

Gênero Paranthropus

Paranthropus aethiopicus
Paranthropus boisei
Paranthropus robustus

Gênero Homo

Na taxonomia moderna, o Homo sapiens é a única espécie existente desse gênero, Homo. Do mesmo modo, o estudo recente das origens do Homo sapiens geralmente demonstra que existiram outras espécies de Homo, todas as quais estão agora extintas. Enquanto algumas dessas outras espécies poderiam ter sido ancestrais do H. sapiens, muitas foram provavelmente nossos "primos", tendo especificado a partir de nossa linhagem ancestral.

Ainda não há nenhum consenso a respeito de quais desses grupos deveriam ser considerados como espécies em separado e sobre quais deveriam ser subespécies de outras espécies. Em alguns casos, isso é devido à escassez de fósseis, em outros, devido a diferenças mínimas usadas para distinguir espécies no gênero Homo.

A palavra homo vem do Latim e significa "pessoa", escolhido originalmente por Carolus Linnaeus em seu sistema de classificação. É geralmente traduzido como "homem", apesar disso causar confusão, dado que a palavra "homem" pode ser genérica como homo, mas pode também referir-se especificamente aos indivíduos do sexo masculino. A palavra latina para "homem" no sentido específico ao gênero é vir, cognato com "virile" e "werewolf". A palavra "humano" vem de humanus, a forma adjetiva de homo.

Homo habilis

Viveu entre cerca de 2,4 a 1,5 milhões de anos atrás (MAA). H. habilis, a primeira espécie do gênero Homo, evoluiu no sul e no leste da África no final do Plioceno ou início do Pleistoceno, 2,5–2 MAA, quando divergiu do Australopithecines. H. habilis tinha molares menores e cérebro maior que os Australopithecines, e faziam ferramentas de pedra e talvez de ossos de animais.

Homo erectus

Viveu entre cerca de 1,8 (incluindo o ergaster) ou de 1,25 (excluindo o ergaster) a 0,70 MAA. No Pleistoceno Inferior, 1,5–1 MAA, na África, Ásia, e Europa, provavelmente Homo habilis possuía um cérebro maior e fabricou ferramentas de pedra mais elaboradas; essas e outras diferenças são suficientes para que os antropólogos possam classificá-los como uma nova espécie, Homo erectus. Um exemplo famoso de Homo erectus é o Homem de Pequim; outros foram encontrados na Ásia (notadamente na Indonésia), África, e Europa. Muitos paleoantropólogos estão atualmente utilizando o termo Homo ergaster para as formas não asiáticas desse grupo, e reservando a denominação Homo erectus apenas para os fósseis encontrados na região da Ásia e que possuam certas exigências esqueléticas e dentárias que diferem levemente das do ergaster.

Homo ergaster

Viveu entre cerca de 1,8 a 1,25 Milhões de anos. Também conhecido como Homo erectus ergaster

Homo heidelbergensis

O Homem de Heidelberg viveu entre cerca de 800 a 300 mil anos atrás. Também conhecido como Homo sapiens heidelbergensis e Homo sapiens paleohungaricus.

Homo sapiens idaltu

Viveu há cerca de 160 mil anos (subespécie). É o humano moderno anatomicamente mais antigo conhecido. Eles não enterravam os corpos das pessoas mortas, acreditando que elas pudessem retornar à vida

Homo floresiensis

Viveu há cerca de 12 mil anos (anunciado em 28 de Outubro de 2004 no periódico científico Nature). Apelidado de hobbit por causa de seu pequeno tamanho.

Homo neanderthalensis

Viveu entre 250 e 30 mil anos atras. Também conhecido como Homo sapiens neanderthalensis. Há um debate recente sobre se o "Homem de Neanderthal" foi uma espécie separada, Homo neanderthalensis, ou uma subespécie de H. sapiens. Enquanto o debate continua, a maioria das evidências, adquiridas através da análise do DNA mitocondrial e do Y-cromosomal DNA, atualmente indica que não houve nenhum fluxo genético entre o H. neanderthalensis e o H. sapiens, e, consequentemente, eram duas espécies diferentes.

Em 1997 o Dr. Mark Stoneking, então um professor associado de antropologia da Universidade de Penn State, disse: "Esses resultados [baseados no DNA mitocondrial extraído dos ossos do Neanderthal] indicam que os Neanderthais não contribuíram com o DNA mitocondrial com os humanos modernos … os Neanderthais não são nossos ancestrais." Investigações subsequentes de uma segunda fonte de DNA de Neanderthal confirmaram esses achados

Homo sapiens

Surgiu há cerca de 200 mil anos. Entre 400 mil anos atrás e o segundo período interglacial no Pleistoceno Médio, há cerca de 250 mil anos, a tendência de expansão craniana e a tecnologia na elaboração de ferramentas de pedra desenvolveu-se, fornecendo evidências da transição do Homo erectus ao Homo sapiens.

A evidência direta sugere que houve uma migração do Homo erectus para fora da África, então uma subseqüente especiação para o H. sapiens na África. (Há poucas evidências de que essa especiação ocorreu em algum lugar). Então, uma subseqüente migração dentro e fora da África eventualmente substituiu o anteriormente disperso Homo erectus. Entretanto, a evidência atual não impossibilita a especiação multiregional. Essa é uma área calorosamente debatida da paleoantropologia. "Sapiens" significa "sábio" ou "inteligente."

Notas adicionais

As origens da humanidade têm sido frequentemente um assunto de grande controvérsia científica e religiosa. Veja os artigos sobre a controvérsia entre os evolucionistas e os criacionistas.

A classificação dos humanos e seus parentes tem mudado consideravelmente ao longo do tempo.

A especulação a respeito da evolução futura dos humanos é geralmente explorada na ficção científica como continuação da especiação dos humanos à medida que pertencem a vários nichos ecológicos; ver radiação adaptativa.

Fonte: www.geocities.com

Evolução Humana

Origem e Evolução do Ser Humano

África, o berço da humanidade

É comum indagarmos sobre a nossa origem. Viemos mesmo dos macacos? Antigamente a pergunta era ouvida com desprezo e incredulidade, mas hoje é recebida com naturalidade.

A origem do ser humano - esse mamífero tão especial - deve ser analisada, pois o comportamento humano tem raízes num passado remoto, quando um ser meio macaco, meio humano ocupava as florestas e depois as savanas da África, onde devem ter surgido os primeiros ancestrais dos seres humanos.

Há milhões de anos, a África era coberta por densas florestas e macacos movimentavam-se em bandos. Terremotos, porém, modificaram a paisagem, fazendo surgir montanhas de até 3 mil metros de altitude ao longo do continente.

Essas modificações transformaram não só a paisagem como também o clima: as grandes elevações formaram uma barreira contra a passagem da umidade tão necessária à manutenção das florestas; conseqüentemente, as árvores escassearam, diminuindo as áreas de florestas, em parte substituídas por matas, savanas e desertos.

Há milhões de anos, a formação de montanhas muito altas impediu a passagem de correntes aéreas, ricas em umidade, da região litorânea para o interior. O litoral, mais úmido, manteve as florestas lá existentes, enquanto no interior a vegetação tornou-se escassa.

Posteriormente, outras modificações da crosta terrestre originaram um grande vale que, estendendo-se de norte a sul, funcionou como um obstáculo natural às populações animais que viviam no leste e no oeste.

Separados por essa barreira natural, grupos de macacos passaram a viver em lugares com condições ambientais diferentes, fato que propiciou o ambiente ideal à formação de uma nova espécie.

A formação de um longo e sinuoso vale (Vale da Grande Fenda, Tanzânia), há cerca de 12 milhões de anos, funcionou como uma grande barreira, impedindo a comunicação entre os animais de regiões diferentes.

Assim, o destino dos seres vivos que ficaram nessas novas regiões dependia da adaptação às novas condições do meio; se se adaptassem sobreviveriam; se não, pereceriam.

Separados por essa barreira natural, os indivíduos foram sofrendo pequenas modificações que, ao longo de muitas gerações, resultaram populações com características físicas e comportamentais diferentes em cada uma das regiões. Assim, alguns desses macacos do passado continuaram habitando as árvores das florestas remanescentes e originaram o orangotango, o gorila e o chimpanzé; outros, que ocupavam a região que se modificou, para poder sobreviver, abandonaram as árvores, aventuraram-se pelo chão e deram origem aos humanos.

Isso não se deu num passe de mágica, mas foram necessários milhões de anos em que, gradativamente, foram se acumulando modificações até se formar uma nova espécie: a humana.

A floresta primitiva apresentava grande variedade de folhas e frutos comestíveis, alimento farto e variado aos nossos antepassados que não precisavam deslocar-se a grandes distâncias para obtê-lo nem de horário certo para se alimentar. Viviam em bandos e saciavam a fome nos lugares por onde passavam.

Com as mudanças das condições ambientais escassearam as florestas e apareceram as savanas, e já não havia mais a mesma fartura de alimento. As espécies, então, iniciaram uma grande competição pelo alimento. Provavelmente alguns macacos se aventuraram fora do ambiente em que sempre tinham vivido, para procurar outras fontes de subsistência. Para sobreviver, modificaram os hábitos alimentares, pois a vegetação escassa forçava-os a procurar outros alimentos, levando-os provavelmente a especializar-se mais na caça de pequenos animais para complementar a sua alimentação.

Todas as modificações que ocorreram em seu organismo que os capacitaram a caçar com mais facilidade provavelmente foram mantidas, pois, caçando mais, teriam alimentação de melhor qualidade, e esse fator aumentaria as chances de sobreviver, ter filhos e transmitir as novas características às gerações futuras.

Seres da mesma espécie, quando se acasalam, dão origem a descendentes fertéis. O mesmo não acontece quando o cruzamento se dá entre animais de espécies diferentes.

Fisicamente, porém, havia um grande empecilho: não possuíam características de caçador. Não tinham presas desenvolvidas nem garras nem esqueletos que lhes permitissem locomover-se em pé, olhando por sobre o capim, com as mãos livres para empunhar paus, pedras e carregar o que coletavam. A caça de animais maiores tornava-se difícil... Algo deveria mudar.. . Teriam chances de sobreviver?

A evolução do ser humano

O antropólogo Richard Leakey, em seu livro A origem da espécie humana, afirma que a primeira espécie de macaco bípede - o fundador da família humana - era fisicamente diferente dos macacos atuais e devia alimentar-se de talos, sementes, raízes, brotos e insetos, da mesma forma que fazem hoje os babuínos das regiões montanhosas da Etiópia. Talvez comesse animais que já encontrava mortos e, como os chimpanzés, usasse gravetos para desenterrar raízes ou espantar adversários.

Acredita-se que a partir desse animal, que viveu entre 5 e 7 milhões de anos atrás, surgiu a família humana.

Mas somente há 3 milhões de anos aproximadamente os hominídeos (espécies humanas ancestrais) proliferaram e deram origem a novos tipos: um deles a linhagem do Homo, que originou o homem moderno.

Entre esse ancestral e o ser humano atual - conhecido nos meios científicos como Homo sapiens sapiens - houve uma série de outros tipos.

Por meio dos fósseis sabemos que progressivas modificações determinaram um aumento da estatura e também do volume do cérebro. Este quase triplicou, passando de 500 para 1.400 centímetros cúbicos no homem atual. Como tudo isso aconteceu?

O ser humano originou-se pela seleção natural, o mesmo processo evolutivo que deu origem a todos os seres vivos.

Evolução Humana
Representação esquemática da possível linha evolutiva entre os Australopitecus e o Homo sapiens sapiens

Nas células de todos os seres vivos há os cromossomos e, nestes, os genes. Os genes são estruturas responsáveis por todas as características que identificam um ser. Definem-lhe desde a forma até as substâncias que compõem suas células, assim como o seu funcionamento.

Os genes são formados por uma substância conhecida como DNA, que contém as informações genéticas necessárias à vida em um sistema chamado código genético. Ocasionalmente, este código se modifica e, conseqüentemente, as substâncias que vão ser formadas nesse ser, o que alterará as características determinadas pelo gene. Essas modificações geralmente casuais são as mutações, que constituem a base ou a matéria-prima da evolução. Se esta modificação for favorável ao ser, aumentando-lhe a probabilidade de sobrevivência no meio, a mutação será mantida. Essas mudanças ocorrem continuamente e, por serem graduais, são assimiladas naturalmente pelas populações, passando despercebidas aos nossos olhos.

Desse modo, somos, entre outras coisas, o resultado da herança genética codificada em nosso DNA, originada não só do nosso grupo familiar e racial, mas também dos nossos antepassados que viveram há milhões de anos. Entretanto, não podemos chegar ao extremo de acreditar que o DNA seja o único responsável por tudo o que somos. Agindo sobre o nosso material genético comum, a cultura cria inúmeras e variadas tradições.

A própria formação dos grupos étnicos é resultado das mutações. Grupos humanos dispersaram-se por várias regiões da Terra e ficaram muito tempo isolados geograficamente. Durante o período de isolamento, sofreram pequenas modificações que se foram somando e dando-Ihes características diferentes. Se um desses grupos tivesse permanecido isolado por longo período de tempo, tantas poderiam ter sido as modificações causadas pelas mutações que talvez até impossibilitassem o cruzamento ou a formação de um descendente caso esses grupos se encontrassem. Neste caso ter-se-ia se formado uma nova espécie. No entanto, isso não aconteceu.

O isolamento geográfico durante um certo período de tempo deu a cada grupo étnico características genéticas próprias. Mas o ser humano é, também, resultado do ambiente cultural e social em que vive.

Assim, ocorre naturalmente uma seleção imposta pelo ambiente, sobrevivendo aquele que estiver mais adaptado a ele. A esse processo - o principal mecanismo da Teoria da Evolução enunciada por Charles Darwin (1809-1882) - damos o nome de seleção natural.

A hipótese mais aceita sobre a origem da espécie humana afirma que, por um mecanismo semelhante, um grupo primitivo de macacos se diversificou, originando o ser humano, o chimpanzé, o gorila e o orangotango.

Recentemente, estudos bioquímicos revelaram que há 99,4% de semelhança entre o DNA humano e o do chimpanzé. Também nos mostraram que o chimpanzé é muito mais parecido com os humanos do que com o gorila. Após esses estudos, o chimpanzé e o gorila passaram a fazer parte da família humana.

O que nos diferencia dos outros primatas

O homem, o gorila, o chimpanzé, o orangotango, os macacos do Novo e do Velho Mundo, o társio e o lêmure formam o grupo dos mamíferos conhecido como primatas.

Diferem bastante entre si, mas, de todos, o homem é um primata muito especial: herdou de seus ancestrais macacos a visão binocular (que permite a visão tridimensional e a percepção da profundidade) e a capacidade de agarrar e manipular objetos com as mãos, com destreza e perfeição.

Todos são parentes: o orangotango, o gorila, o chimpanzé e o ser humano. Porém, somente o ser humano é capaz de impor sua vontade ao meio ambiente e entender a diferença entre o bem e o mal.

Além de o corpo ter-se tornado ereto, houve ainda o aumento relativo do volume do cérebro e da espessura do córtex, onde se situam as circunvoluções, que no ser humano são mais desenvolvidas do que nos demais primatas. Como conseqüência dessas modificações cerebrais sua capacidade mental tornou-se maior.

Além dessas diferenças, uma das principais características humanas é a criação do mundo espiritual. Os chimpanzés não enterram seus mortos nem têm simbologia para o além; não representam graficamente as emoções, embora elas estejam presentes no semblante e nos gestos; não apresentam criatividade para a elaboração de símbolos que levem a imagens gráficas ou musicais.

O ser humano é o único animal capaz de impor sua vontade ao meio ambiente. Só ele tem realmente a capacidade de entender a diferença entre o bem e o mal.

Somente o homem ama de forma a englobar todas as criaturas.

O despertar da consciência

Será que os outros animais também têm consciência? Até bem pouco tempo essa indagação não teria sentido, e a resposta seria um sonoro "Não!". Atualmente, como se descobriu que o chimpanzé reconhece sua imagem no espelho, já não podemos mais responder negativamente a essa pergunta.

A bióloga Jane Goodall passou várias décadas observando e estudando os chimpanzés livres no Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia. Suas observações serviram para chamar a atenção do mundo científico e leigo para o fato de os animais também terem história: estrutura familiar, dinastia, líderes etc.

Os chimpanzés utilizam pedaços de pau para retirar formigas ou cupins de dentro do formigueiro ou cupinzeiro. ,Esses paus agem como ferramentas para realizarem o seu trabalho.

Pesquisadores colocaram uma mancha vermelha na testa de um chimpanzé e fizeram-no olhar-se no espelho; imediatamente, ele colocou a mão na testa: sabia que era a sua imagem. Outros tipos de macacos, porém, não possuem a mesma capacidade, portanto devem existir vários níveis de consciência, entre os quais a humana seria a mais diferenciada e, como diz o antropólogo Richard Leakey, "o produto de uma criação muito especial".

A partir de 1960, vários trabalhos têm demonstrado que determinados comportamentos considerados essencialmente humanos - reconhecer-se diante do espelho, usar símbolos, fabricar artefatos e ferramentas - não são exclusividade da espécie humana. Experiências realizadas com chimpanzés já demonstraram que eles relacionam com facilidade símbolos com objetos. Outros animais também são capazes de fazer essa associação. Os cães, por exemplo, ficam felizes ao ver seus donos pegar a coleira, pois associam a coleira ao passeio na rua, assim como associam uma vasilha com o alimento.

Havia, porém, uma curiosidade entre os pesquisadores: queriam saber se os chimpanzés usariam os símbolos para pensar abstratamente. Para isso, em um teste, ensinaram-lhes o que era comida e o que era ferramenta.

Posteriormente, mostraram outras comidas e outras ferramentas: os chimpanzés separaram com facilidade as comidas das ferramentas, mostrando que seu intelecto estava generalizando abstrações.

Fonte: www.nre.seed.pr.gov.br

Evolução Humana

Evolução Humana
Evolução Humana

Os seres humanos podem ser considerados um enorme sucesso ecológico, devendo ser o animal de grandes dimensões mais abundante na Terra.

Os únicos que se podem aproximar de nós são os que domesticamos (vacas, galinhas, porcos e ovelhas) ou os que dependem dos habitats por nós criados (pardais e ratos, por exemplo).

Será por isso surpreendente notar que o nosso sucesso se deve a uma série de quase falhanços dignos de filme de suspense: somos grandes primatas, um grupo que quase se extinguiu há 15 M.a. em competição com os macacos, mais eficientes. Somos primatas, um grupo de mamíferos que quase se extinguiu há 45 M.a. em competição com os roedores, mais eficientes. Somos tetrápodes sinapsídeos, um grupo de répteis que quase se extinguiu há 200 M.a. em competição com os dinossáurios, mais eficientes. Somos descendentes de peixes com patas, que quase se extinguiram há 360 M.a., em competição com peixes de barbatanas, mais eficientes. E, por último, mas não menos espantoso, somos cordados, um grupo que sobreviveu mesmo à justa no Câmbrico, em competição com os artrópodes, brilhantemente bem sucedidos como se sabe ....

E no entanto, eis o nosso sucesso ecológico sem comparação!

PRIMEIROS MAMÍFEROS

Há cerca de 200 M.a., no início da era Mesozóica – a era dos répteis -, quando surgiram os primeiros dinossáurios, aparece pela primeira vez indicação da presença dos mamíferos.

Estes primeiros mamíferos, atualmente considerados descendentes de répteis terapsídeos, apenas deixaram para a posteridade pedaços de crânios, dentes e mandíbulas mas tal foi o suficiente para obter muitas informações sobre esses animais:

Eram animais pequenos, do tamanho de ratos atuais
Apresentavam dentes afiados, logo deveriam ser carnívoros. No entanto, devido ao seu tamanho, pensa-se que se alimentariam principalmente de insetos e vermes, ovos de répteis, etc.
Eram homeotérmicos, fato que pode ser deduzido da presença de palato (céu da boca) ósseo a separar a boca do nariz nos crânios. Esta característica existe nos organismos que respiram continuamente, mesmo quando se alimentam, o que é típico de organismos com elevados gastos energéticos, como os homeotérmicos.
Este fato permitia-lhes manterem-se ativos de noite e ao entardecer;
Eram animais nocturnos, dado o elevado tamanho das órbitas
Teriam uma audição apurada pois o ouvido apresentava três ossos, enquanto os répteis apenas têm dois.

Até há cerca de 65 M.A. os mamíferos continuaram a sua existência nocturna discreta, até que os dinossauros se extinguiram.

A libertação de tão grande número de nichos ecológicos provocou uma explosiva radiação adaptativa, surgindo em muito pouco tempo, do ponto de vista geológico, todas as principais ordens de mamíferos atuais: monotrématos, marsupiais e placentários. Por este motivo, a era Cenozóica é designada a era dos mamíferos.

PRIMATAS

Os primatas constituem um grupo diversificado, que forma estruturas sociais complexas.

A separação dos continentes, principalmente da Eurásia e da América, levou a duas grandes linhas evolutivas de primatas: símios do novo mundo (platirrineos) e símios do velho mundo (catarrineos). Deste último grupo, com evolução em África, surgiu o ramo antropomórfico.

Estes animais vivem geralmente em florestas tropicais, onde os seus membros hábeis e preênseis são uma boa adaptação à vida nas árvores. Em algumas espécies a cauda também é preensil.

Os cientistas consideram a existência de cerce de 200 espécies de primatas, mas, com o desenvolvimento dos estudos conservacionistas, muitas outras têm vindo a ser descritas desde 1990.

A variedade de primatas é facilmente reconhecida quando se observa um lémur-rato com 35 g e um gorila com mais de 200 Kg. No entanto, existem características mais ou menos comuns, como a presença de unhas e cauda (excepto nos antropomorfos).

Com excepção de algumas espécies de cetáceos, é nos primatas superiores que o cérebro é tão maior relativamente ao corpo, fato considerado um sinal de inteligência. Os hemisférios cerebrais, que tratam a informação sensorial e coordenam as respostas motoras, são muito desenvolvidos, permitindo uma visão apurada (fundamental para saltos precisos entre ramos).

Os primatas estão em sério risco pois as suas populações estão em rápido declínio devido à destruição de habitat e à caça ilegal de espécies protegidas (gorilas e orangotangos, por exemplo). Os primatas são também muito utilizados em pesquisas médicas e espaciais, devido à sua proximidade genética com o Homem.

O que distingue os primatas das outras ordens de mamíferos ?

A evolução de insectívoro a primata provocou algumas adaptações importantes:

Adaptação à vida arborícola

A vida arborícola é característica de todos os primatas, excepto o Homem, sendo um meio eficaz de evitar ataques de predadores. Este fato verifica-se mesmo em primatas que durante o dia vivem no solo, pois à noite dormem em ninhos nas árvores.

Para que possam viver deste modo várias estruturas se desenvolveram:

Dedos preênseis

Os primatas são, comparativamente, pouco especializados, pois as suas extremidades ainda se assemelham às dos mamíferos primitivos, ou seja, às dos répteis.

Esses antigos mamíferos apresentavam sempre cinco dedos separados em cada membro, mas a maioria evoluiu para extremidades melhor adaptadas a correr, saltar, capturar a presa, cavar ou nadar. Apenas os primatas mantêm o padrão primitivo, acrescentando um polegar oponível, tanto nos membros anteriores como posteriores.

Unhas

Os dedos não apresentam garras, o que facilita a proteção das polpas tácteis das pontas dos dedos e facilita o ato de agarrar.

ARTICILAÇÕES

As articulações do punho, cotovelo, ombro, anca e pescoço são particularmente móveis, o que torna os primatas animais muito ágeis.

A nível do membro anterior, os primatas mantiveram outros aspectos considerados primitivos:

A estrutura quadrúpede básica tem no membro anterior dois ossos (rádio e cúbito) mas apenas os primatas mantiveram a capacidade de fazer girar o rádio (o osso do lado do polegar) sobre o cúbito, levando á capacidade de girar a mão sem que exista movimento do cotovelo ou do braço - pronação. Outra importante capacidade mantida pelos primatas, a este nível, é a possibilidade de rodar a mão para cima e para baixo, a nível do pulso - supinação;

Articulação do "ombro"

A maioria dos mamíferos perdeu a capacidade de rodar o braço para o lado a nível do "ombro", apenas conseguem rodar para a frente e para trás mas os primatas conseguem-no o que é fundamental para quem salta de ramo em ramo com segurança.

Visão estereoscópica

As órbitas frontais permitem uma visão binocular, pelo menos em grande parte do campo de visão, o que favorece a percepção de profundidade e o cálculo de distâncias, para uma movimentação mais segura.

Este fato levou a um predomínio do sentido da visão sobre todos os restantes sentidos, levando ao característico achatamento da face, consequência da redução das mucosas olfativas.

Adaptação à vida em sociedade

Tirando orangotangos e algumas espécies de lémures e gálagos, todos os primatas levam uma vida em grupo. Estes grupos ou bandos são frequentemente formados por várias fêmeas e um ou dois machos adultos. Estes grupos podem atingir algumas centenas de indivíduos, podendo subdividir-se.

Algumas espécies, quase todas de macacos do Novo Mundo, formam casais monogâmicos. Estas sociedades são mantidas por comportamentos característicos, como o catar comunitário.

A vida em sociedade tem a grande vantagem da proteção do grupo e a facilidade de transmissão de conhecimentos. A sociabilidade dos primatas tem surgido como resultado de características biológicas, como a existência de um único filho por gestação, com um prolongado período de crescimento pós-natal, durante o qual aprende, para disso fazer uso mais tarde.

O predomínio da visão sobre o olfato também favorece o comportamento social.

DESENVOLVIMENTO DO CÉREBRO

Desenvolvimento das faculdades mentais – o desenvolvimento progressivo de faculdades mentais corresponde á existência de uma face maior em relação ao crânio e de um maior encéfalo, em relação ao corpo. Os gorilas apresentam um encéfalo com 500cm3 e o Homem apresenta 1400cm3.

Adaptação a alimentação omnívora

Os primatas têm uma alimentação variada, embora os mais pequenos sejam predominantemente insectívoros, enquanto os maiores se alimentam de frutos, sementes e pequenos animais. Apenas os társios são exclusivamente carnívoros.

Deste modo, há uma redução dos músculos da mastigação, bem como das cristas de inserção dos músculos no crânio. Os dentes molares apresentam tubérculos e a arcada dentária passa de uma forma em V para uma forma em U.

Primeiras etapas da evolução dos Hominóides

Já Lineu, em 1758, tinha considerado todos os Homens como pertencentes à mesma espécie, Homo sapiens.

Com o desenvolver das ideias evolucionistas, questionou-se pela primeira vez a origem do Homem. Darwin considerou a espécie humana como o resultado de uma longa evolução, a partir de espécies ancestrais, por ação da seleção. Também considerou, pela primeira vez, que o Homem e os grandes símios atuais derivavam de um mesmo ancestral comum.

No entanto, os restos fragmentados que eram conhecidos não permitiam o esclarecimento devido da questão. O desejo de encontrar o “elo perdido” era tal que surgiram inúmeras fraudes, como o Homem de Piltdown.

Filogenia dos hominóides até 1960

Que dados fornecia a paleontologia, que permitisse concluir quando ocorreu a separação entre os géneros Pongo (orangotango), Gorilla e Pan (chimpanzé) ?

Pensava-se que bastaria encontrar um fóssil ancestral comum a todos esses géneros, tal como Darwin tinha sugerido.

Com a descoberta do género Proconsul, que teria vivido há cerca de 17 a 20 M.a., os cientistas pensaram ter encontrado esse “elo perdido” mas tal não aconteceu. Atualmente esse género é designado Dryopithecus.

Mais recentemente descobriu-se o Ramapithecus, género de há 15 M.a., provavelmente resultante da evolução do Proconsul, e que foi considerado o elo que faltava para o ramo hominídeo.

Concluía-se, então, que o Ramapithecus seria o ancestral mais antigo dos hominídeos, cuja separação do ramo primata teria ocorrido há 14 M.a. Posteriormente, há cerca de 5 a 7 M.a., os ramos dos grandes símios ter-se-iam separado entre si.

Reformulação da filogenia dos hominóides

A partir dos anos 60, novas descobertas permitiram uma reformulação completa da filogenia anteriormente aceite:

Posição do Ramapithecus

A análise das proteínas dos fósseis de Ramapithecus levou á conclusão que este género era mais aparentado com os atuais orangotangos que com o Homem, chimpanzé ou qualquer outro primata atual. Conclui-se, portanto, que este género é um ancestral direto do orangutango e não um qualquer “elo perdido” na evolução humana.

Separação do ramo hominídeo

Se estava definitivamente provada a separação do ramo orangutango há cerca de 15 M.a., o que se teria passado em relação ao restante tronco ?

Dados cromossômicos

O estudo dos cariótipos revelou que o Homem tem 23 pares de cromossomas, enquanto os grandes símios apresentam 24 pares. Desses, 13 pares de cromossomas humanos são virtualmente idênticos aos dos chimpanzés, diferindo os restantes apenas parcialmente. O cromossoma 5 humano e do chimpanzé apresenta as mesmas bandas de coloração, mas por ordem diferente.

Este fato pode ser explicado por uma inversão pericentrica. O cromossoma 2 humano resulta de fusão entre dois cromossomas de chimpanzé, o que explica o fato de o Homem apresentar menos um par que os restantes grandes símios. Estes estudos revelam um grau de semelhança muito grande entre os patrimônios genéticos dos géneros Homo e Pan.

Dados de análise de proteínas

Estudos das proteínas humanas e do chimpanzé revelam um grau de semelhança de 99%. Este grau de semelhança só existe entre espécies gêmeas (iguais morfologicamente).

Dados geológicos

A trifurcação do ramo restante, após a separação dos orangotangos, parece apoiada por dados geológicos. A formação, no leste de África, do Rift, separou a população ancestral dos grandes símios em duas, a do lado oeste do Rift numa floresta húmida teria originado os gorilas e os chimpanzés atuais, enquanto a do leste, numa zona mais estéril e plana, teria originado o Homem.

Dados de DNA mitocondrial

O DNA mitocondrial é mais fácil de analisar pois é menor, daí a sua importância para estudos desta natureza. Os estudos realizados confirmam a evolução próxima de Homem e chimpanzés mas revelam uma separação do ramo humano anterior á diferenciação entre chimpanzés e gorilas.

Conclusão: a nova árvore genealógica considera que os chimpanzés e os gorilas se separaram há cerca de 3 M.a., 2 M.a. mais tarde que a separação dos hominídeos da linha principal.

O ancestral comum seria um pequeno símio bípede e o chimpanzé e o gorila teriam perdido a capacidade da marcha bípede secundariamente.

Primeiras etapas da evolução dos Hominídeos

Durante muitos anos foram os aspectos culturais e intelectuais os decisivos na separação dos hominídeos, em relação aos restantes símios.

Por esta ordem de ideias são características exclusivas do Homem:

Conceito de hominização
Inteligência superior;
Linguagem articulada;
Elaboração de conceitos abstratos (o futuro, por exemplo);
Fabrico e manuseio de instrumentos;
Vida social complexa e com esforço cooperativo.

Atualmente outros aspectos são considerados igualmente, ou talvez mais, importantes para a definição da família Hominidae:

Características morfológicas

Neste grupo pode-se considerar diversos aspectos:

Cérebro de grande capacidade, tanto funcional como em tamanho (o mínimo de um Homem é 1000cm3 e o máximo de um gorila é de 650cm3)
Caixa craniana maior que a face
Face vertical com arcada supraciliar reduzida, maxilar inferior pouco saliente e com dentes de tamanho regular
Cabelo longo de crescimento contínuo e pêlos corporais escassos
Mãos com polegares bem desenvolvidos e oponíveis, pernas 30% mais longas que os braços e mais fortes, dedo grande do pé não oponível
Corpo com camada de gordura subcutânea
Dentes em arcada arredondada, caninos pequenos e pré-molares bicuspides
Infância e maturação esquelética prolongada.

Bipedismo levou ao surgimento de numerosas alterações a nível evolutivo e morfológico:

Aspectos evolucionistas

Certos autores consideram esta característica como a verdadeira causa do desenvolvimento das outras características humanas, dado o Homem ter libertado as mãos para manejar e desenvolver ferramentas, com o desenvolvimento cerebral daí resultante. A teoria atual (Coppens, 1983), conhecida por “East side story”, tem em conta os locais onde apareceram os fósseis de hominídeos. Estes fósseis só existem no leste africano, pois o Rift criou uma barreira geográfica que separou a população ancestral em dois grupos. Os antropomórficos do lado oeste divergiram para os macacos atuais, devido ao meio luxuriante se manter. Os do lado leste ficaram encurralados numa zona donde desapareceram as florestas, ficando uma extensão de savana. Deste modo foram obrigados a modificar o seu modo de locomoção, para permitir o transporte de alimentos a grandes distâncias. O bipedismo também permite uma maior eficiência a percorrer longas distâncias, o que originaria territórios muito maiores.

Aspectos morfológicos

No bipedismo, o corpo apoia-se exclusivamente nos membros inferiores e a deslocação efetua-se assentando alternadamente os pés, com um balanceamento do corpo. Além do Homem, poucos animais o conseguem e geralmente durante pequenas distâncias apenas (gibão, chimpanzé, por exemplo), pois a sua estrutura física não está para isso habilitada.

No Homem a adaptação ao bipedismo e à postura vertical levou a importantes modificações anatômicas na cabeça, coluna vertebral e membros;
Membros inferiores muito maiores que os anteriores;
Orifício occipital, no crânio, é horizontal e localizado por baixo da cabeça, permitindo que esta fique bem estável. Nos macacos, por exemplo, o orifício occipital está deslocado para trás e é oblíquo;
Coluna vertebral é um eixo vertical que sustenta o corpo, permitindo-lhe mover-se graças ás vértebras articuladas entre si e separadas por discos intervertebrais maleáveis. Apresenta quatro curvaturas que se compensam mutuamente: cervical (concavidade posterior), dorsal (concavidade anterior), lombar (concavidade posterior) e sacra. A ligação lombar/sacra forma um promontório que sustenta todo o peso da parte superior do corpo;
Bacia em forma de cesto, enquanto nos macacos é alongada e estreita, permite sustentar as vísceras e fornece uma maior superfície de inserção aos músculos dos membros inferiores (principalmente ao grande glúteo). A cada passo o peso total do corpo passa de um pé para o outro, logo para que não se caia a cada passo é necessário que a bacia oscile para cima e para baixo;
Fêmur alongado, delgado e orientado obliquamente permite o alinhamento das articulações da bacia e joelho. Por este motivo é possível juntar os pés;
Centro de gravidade é baixo pois o peso do corpo está deslocado para os membros inferiores, ao contrário dos macacos, que têm um tronco bastante pesado. Este fato permite uma maior estabilidade à marcha;
Pé é o suporte da totalidade do peso do corpo, sendo uma das maiores modificações morfológicas verificadas no Homem. O dedo grande do pé é longo, robusto e paralelo aos restantes. Através do seu primeiro metatarso o peso é deslocado do calcanhar para a extremidade do pé, sem que exista apoio na zona exterior do pé, como nos macacos. O pé funciona como uma plataforma extremamente flexível e estável.

Evolução do cérebro

Outros autores consideram a principal causa do desenvolvimento da espécie humana a evolução do cérebro. Parece existir uma simultaneidade entre o surgimento do bipedismo e o aumento de volume do cérebro.

Tendo em conta o peso médio do Homem, o cérebro humano é o maior e o mais pesado entre todos os animais. A sua zona externa, o córtex, é muito desenvolvida e nela residem as funções intelectuais.

Para comparar o tamanho do cérebro em animais de peso corporal diferente pode utilizar-se o quociente de encefalização (razão entre o peso do cérebro e o do corpo): se for inferior a 1, a espécie tem um cérebro menor que a média das espécies com o mesmo peso corporal; se for superior a 1, a espécie tem um cérebro maior que outras de peso semelhante.

No caso humano o quociente de encefalização tem valor 8, ou seja, o cérebro é três vezes mais pesado que o de um primata de peso semelhante.

Linguagem articulada

É uma característica exclusivamente humana. Entre mamíferos, as principais funções da linguagem consistem, a nível individual, na expressão de sentimentos ou sensações (satisfação, medo, etc.), e, a nível social, no alarme ou intimidação. Assim, a linguagem animal depende estritamente da sua função. O que distingue a linguagem humana é a capacidade de veicular símbolos, ideias e noções abstratas.

É possível traduzir para linguagem animal uma frase do tipo “Dá-me uma maçã” mas não do tipo “Acho que ele sabe que penso como ele”. A capacidade de falar tem base genética mas a linguagem é essencialmente aprendida, daí a diferença na capacidade de expressão oral entre indivíduos. Se tal aprendizagem não se efetua durante a primeira infância, torna-se praticamente impossível ter a capacidade.

A verdadeira diferença entre a linguagem humana e a animal é a prodigiosa riqueza da primeira. A partir de algumas dezenas de sons fundamentais associados a um ritmo muito rápido surge a palavra. Estes sons são produzidos na laringe, órgão constituído por cartilagens e músculos, alguns dos quais formam as cordas vocais, suspensas do osso hióide. A laringe apenas faz variar a frequência dos sons produzidos, o ar expirado passa seguidamente para a faringe e depois para a cavidade nasal e boca. As modificações de forma da boca, graças aos movimentos da língua, véu palatino e lábios, permitem a diferenciação dos sons. As cartilagens e tecidos moles não fossilizam bem logo apenas se pode estudar os ossos da face interna da maxila inferior, palato e buraco occipital.

No entanto, estudos deste tipo já permitiram concluir que o Homem de Neanderthal apresentaria um aparelho vocal semelhante ao dos recém-nascidos, o que os impediria de pronunciar as vogais. Já os Australopithecus teriam um aparelho vocal semelhante ao dos macacos atuais.

Aspectos culturais

Este aspecto é marcante para o Homem mas também existe em alguns outros primatas. Além do programa genético e hereditário, existe a herança social, não ligada á hereditariedade e que permitiu o progresso humano em cada geração.

Evolução dos Hominídeos

Os primatas do género Australopithecus são os primeiros hominídeos que se conhecem. Viveram na África do sul e oriental, entre 4 a 2 M.a.

Apresentavam um volume craniano semelhante ao dos símios (500 cm3) mas já tinham alguns caracteres humanos:

Dentição primitiva mas sem caninos salientes e com incisivos largos
As mãos não eram usadas para andar como nos grandes símios atuais
Bacia larga e em forma de cesto, como num ser bípede.

Teriam, no máximo, 120 cm de altura e pesariam entre 27 a 32 Kg. A face era côncava (em forma de prato) e arcada supraciliar pronunciada.

Já tinham desenvolvido uma “industria do calhau”, oportunista pois as pedras eram usadas ao acaso. Atualmente pensa-se que talvez estes primatas pertençam a um ramo colateral da evolução humana.

Esta designação inclui diversos fósseis, nomeadamente o Homem de Java, Homem de Pequim, Homem da Rodésia e outros vestígios europeus e africanos.

Também já foi referido como Pitecanthropus.

Esta espécie terá vivido entre 2,5 M.A. e 130000 anos atrás. Apresentava uma capacidade craniana de 900 cm3, um acentuado prognatismo (saliência da zona inferior da face) mas sem queixo. A arcada supraciliar era muito saliente ainda.

A sua postura era nitidamente erecta, daí a sua designação, revelando um significativo aumento de estatura em relação aos seus ancestrais Australopithecus.

Foi o primeiro hominídeo a dominar o fogo, o que lhe permitiu reduzir a musculatura da mastigação na face pois a carne cozida é mais macia. O fogo permitiu, também, a expansão do seu território para zonas mais frias.

Já caçava animais de grande porte, o que denota organização e espirito de grupo. Desenvolveu a “indústria lítica”, com separação de lascas, depois usadas como pontas de seta e facas. Migrou da África, onde surgiu, para a Europa e para a Ásia.

O chamado Homem de Neanderthal, em homenagem á localidade alemã onde primeiro foi descoberto, viveu entre 50000 e 35000 anos atrás, durante o último período glaciar.

Os ossos do crânio são espessos, embora menos do que os do Homo erectus, com uma espantosa capacidade craniana de 1300 a 1750 cm3, superior á do Homem moderno. O crânio apresenta uma característica forma de sino, baixo e com pouca testa.

As arcadas supraciliares eram muito desenvolvidas, prognata, sem queixo e com dentes maiores que os do Homem atual. De constituição atarracada, viveram principalmente na Europa ocidental e médio oriente mas nunca em África.

Foram descobertas sepulturas com ornamentos, produziam utensílios de pedra mais elaborados e finos. Utilizavam, também, ossos, madeira e outros materiais para a construção de utensílios. Desapareceram instantaneamente, à escala geológica, há cerca de 35000 anos.

As suas características tão especializadas parecem mostrar que não é um antepassado do Homem moderno, antes uma ramo colateral que se extinguiu.

O Homem moderno terá surgido numa região compreendida entre a Etiópia e o próximo oriente pois existem fósseis como o do Homem da Galileia, que parecem estar na origem do tipo humano que se expandiu pelo mundo.

O fóssil europeu mais conhecido é o Homem de Cro-Magnom, com cerca de 30000 anos.

São mais altos e menos possantes que os Homens de Neanderthal, sem arcadas supraciliares salientes, testa direita e ossos do crânio leves. O queixo é bem desenvolvido e a face é ortognata (plana).

São os inventores do supérfluos, como a arte e as diversões. Instalaram-se em aldeias e tornaram-se agricultores, após a última glaciação.

As diferenciações geográficas características das chamadas raças, terão surgido há cerca de 30000 anos.

Evolução cultural

A análise arqueológica dos utensílios do Homem permitiu estabelecer uma sequência de etapas na evolução cultural, com uma relativa correspondência com as etapas de evolução biológica:

Paleolítico ou idade da pedra lascada, corresponde aproximadamente ao tempo de existência dos géneros Australopithecus, Homo erectus e Homo sapiens neanderthalensis;
Neolítico ou idade da pedra polida, já com Homo sapiens sapiens, ou seja, á cerca de 10000. Durante este período surgiu a agricultura, o que permitiu às populações um aumento do tempo de lazer, devido à disponibilidade de alimento. Por outro lado, a fixação inerente à agricultura provocou o desenvolvimento da vida em sociedade e o avanço cultural;
Idade dos metais (ferro, cobre, bronze), inicia-se há cerca de 5000 anos. Este fato permite uma maior divisão do trabalho, formando-se agregados urbanos, com intensa exploração dos recursos naturais, acumulação de resíduos e propagação de doenças.

Modificações em populações humanas

Já em 1900 era do conhecimento geral a existência de 4 grupos sanguíneos em seres humanos, A, B, AB e O. Cada grupo sanguíneo corresponde á presença de certas estruturas moleculares (globulinas) na superfície de glóbulos vermelhos, sintetizadas com base na informação codificada nos respectivos genes.

O estudo dos grupos sanguíneos permitiu verificar que existem diferenças nas frequências dos diversos tipos, em diferentes locais do globo.

Já antes foi referido que o que distingue duas populações não é a presença ou ausência de determinado grupo sanguíneo mas a frequência relativa de cada grupo.

Estudos verificaram que o gene cuja frequência sofre uma variação maior é o gene que codifica o grupo sanguíneo B. A sua frequência é máxima na Ásia, onde atinge 20 a 30% e diminui para Ocidente, com 15 a 20% no leste europeu, 5 a 10% em França e 0 a 5% em Portugal.

Estes dados apontam para o surgimento, por mutação, do gene que codifica o grupo sanguíneo B, na Ásia, seguida do seu alastramento, por migração, para ocidente.

Também existem outros sistemas de grupos sanguíneos, nomeadamente o sistema Rhesus e o sistema Gm.

O sistema Rhesus, ou Rh, é formado por dois tipos apenas: Rh+ ( a maioria dos casos) e Rh -. Trata-se de uma propriedade dos glóbulos vermelhos semelhante á que se encontra presente nos macacos do género Rhesus.

"RAÇAS" HUMANAS

A espécie humana é ubíqua, existindo em todos os climas mas é um conjunto biológico homogéneo no que se refere ás suas características. Apesar desse fato, alguns autores consideram-na acentuadamente polimórfica, em relação a características de segundo plano, dando origem ao conceito de raça humana.

Existem várias classificações de raças humanas mas geralmente existem 4 grupos básicos:

Caucasianos: Europeus, norte-americanos e árabes, até á Índia. Estas populações apresentam, caracteristicamente pele e olhos claros, com excepção dos mediterrânicos, nariz estreito, lábios delgados e cabelo liso ou ondulado;
Australóides:
Aborígenes e povos com eles relacionados, que apresentam pele escura, variando do tom azeitona até ao quase negro, cabelo encaracolado, olhos escuros e nariz largo;
Mongolóides:
Pele amarelada, cabelos lisos, nariz de forma variada, rosto largo e achatado, olhos com prega epicântica na pálpebra superior (cuja função é proteger do clarão ofuscante da neve). Deste grupo terão derivado os índios americanos e os esquimós, através de populações que teriam migrado através do estreito de Behring;
Negros:
Pele escura, variando do tom acastanhado ao quase negro, nariz achatado, olhos escuros e cabelos crespos.

Qual a origem destas raças ?

Existem duas teorias que tentam explicar estas diferenças morfológicas entre as populações humanas:

Hipótese policêntrica

A formação da atual população humana efetuou-se em vários territórios relativamente independentes, onde vários tipos de Homo erectus teriam dado origem aos principais tipos atuais;

Hipótese monocêntrica

O Homem atual terá surgido num território único, numa região algures entre a Ásia central e o nordeste africano, onde teria ocorrido o cruzamento de numerosos hominídeos, entre eles o Homo erectus e Homo sapiens, o que teria enriquecido o seu patrimônio genético. Só posteriormente se teriam formado as várias populações geográficas, que originaram as raças.

Atualmente sabe-se que a cor da pele, por exemplo, um dos critérios mais importantes na classificação das raças humanas, resulta apenas da quantidade variável de melanina na pele. Verifica-se, portanto, uma variação quantitativa e não qualitativa, para não falar do espectro de variação dentro da mesma raça, que é muito maior que a variação entre raças.

É sabido que uma boa classificação se deve basear num conjunto de caracteres representativos mas no caso humano, os caracteres utilizados não variam dentro das raças de modo correlacionado. Outro aspecto a salientar é a utilização do termo subespécie á população humana, pois este termo só pode ser aplicado a populações que mostrem uma concordância acentuada dum numeroso conjunto de caracteres distintivos, o que não é o caso do Homem.

De todos estes argumentos pode concluir-se que as raças humanas não têm qualquer significado biológico.

O FUTURO DA ESPÉCIE HUMANA

Tendo em conta o momento em que a espécie humana surge á face da Terra, a história humana decorre apenas numa milésima parte da vida na Terra. A espécie humana é muito jovem, logo deve estar apenas no início da sua evolução…

Divergência x homogeneidade

De modo geral considera-se que existe uma tendência para a homogeneidade das características humanas pois as barreiras geográficas e culturais estão progressivamente a desaparecer;

Redução do papel da seleção natural

O tempo médio de vida de um ser humano tem vindo a aumentar, devido á melhor nutrição e ao aumento dos cuidados médicos. Isto significa que as populações incluem, simultaneamente, cada vez mais gerações. Biologicamente, a medicina impede a ação da seleção natural logo haverá cada vez mais indivíduos portadores de genes deletérios, os quais serão transmitidos em maior número ás gerações seguintes. Assim, a medicina é vantajosa para o indivíduo mas parece prejudicial para a espécie, a longo prazo. Por outro lado, surgem novos agentes seletivos, como os produtos criados pelo Homem que são mutagénios, e cujas consequências só serão visíveis em muitas gerações, como as radiações atômicas, alterações ambientais, etc.;

Engenharia genética

A recombinação artificial de genomas permite ultrapassar os mecanismos isoladores pois junta, artificialmente, genes de espécies diferentes no mesmo citoplasma.

Estas técnicas podem permitir a cura de doenças hereditárias, bem como a obtenção de organismos transgénicos;

Limites do crescimento

O Homem tem alterado profundamente o ambiente, devido á agricultura, drenagem, irrigação e construção de cidades. Esta exploração desastrosa dos recursos num mundo finito tem que ser travada, sob pena de encurtar a evolução da nossa espécie…

Cultura

A cada problema colocado pela natureza, o Homem respondeu com a sua inteligência e espirito criador, encontrando soluções originais que lhe asseguram hipóteses de sobrevivência, sejam quais forem as modificações do meio em que vive. Atualmente a evolução do Homem é mais cultural que física, o que é uma vantagem inimaginável pois o mais esperto animal não consegue transmitir os seus conhecimentos á sua descendência mas o Homem transmite á sua descendência e a todos os outros Homens. Um animal, por mais forte e mais dotado que seja, sem descendentes terá a sua herança desaparecida para sempre mas Da Vinci ou Beethoven não deixaram descendentes e o seu génio é conhecido de toda a Humanidade. O Homem adquiriu também um poder assustador, desenvolveu o seu conhecimento a ponto de ser capaz de agir sobre a sua própria evolução, bem como sobre a de todos os organismos sobre a Terra. Este poder, capaz de alterar o equilíbrio que levou á natureza milhões de anos a atingir, não poderá voltar-se contra o seu próprio criador ?

Futuro do cérebro

Os anatomistas consideram o cérebro humano igual ao do Homem de Cro-Magnom, que viveu há cerca de 35000 anos atrás, mas talvez a diferença resida, não na forma, mas na organização dos milhões de células que o constituem. É indiscutível que o ser humano atual é mais inteligente pois vive num ambiente mais rico e complexo. No entanto, todos nascem com as mesmas potencialidades mas desde a infância que se vão tornando mais ou menos inteligentes, em função da educação, dos estímulos e da vontade própria de aprender.

Fonte: curlygirl.no.sapo.pt

Evolução Humana

A primeira teoria sobre a evolução das espécies é elaborada pelo naturalista francês Lamarck em 1809 (ano em que nasce Charles Darwin). A capacidade dos seres vivos de mudar e evoluir já havia sido observada e registrada por muitos estudiosos, mas é apenas com Lamarck que surge a primeira hipótese sistematizada.

ADAPTAÇÃO AO MEIO

Lamarck diz que os seres vivos evoluem "sem saltos ou cataclismos" de forma "lenta e segura". Para se adaptar melhor ao meio, os seres vivos se modificam a cada geração. A girafa, por exemplo, teria desenvolvido um pescoço comprido para se alimentar das folhas de árvores muito altas. Os órgãos que são menos usados atrofiam, de geração em geração, e desaparecem.

Caracteres adquiridos

Para Lamarck, as características que um animal adquire durante sua vida podem ser transmitidas hereditariamente. Um animal que perde parte de sua cauda, por exemplo, pode ter filhos com a cauda curta.

Lamarck (1744-1829)

Jean Baptiste Pierre Antoine de Monet, cavaleiro de Lamarck, aos 24 anos abandona a carreira militar para se dedicar à medicina e à botânica. Em 1778, publica Flora francesa, que faz grande sucesso. Exerce grande influência na fundação do Museu Nacional de História Natural, em Paris. É o fundador da biologia como ramo específico da ciência, em 1802. Em 1809, publica o livro Fisiologia zoológica, expondo pela primeira vez sua teoria da evolução. A obra encontra oposição nos meios conservadores, e Lamarck cai no ostracismo. Viúvo por quatro vezes, morre cego e na miséria.

SELEÇÃO NATURAL

Teoria descrita pelo naturalista Charles Darwin para explicar como as espécies animais e vegetais evoluem. Diz que o meio ambiente seleciona os seres mais aptos. Em geral, só estes conseguem se reproduzir e os menos dotados são eliminados. Assim, só as diferenças que facilitam a sobrevivência são transmitidas à geração seguinte. Ao longo das gerações, essas características firmam-se e geram uma nova espécie.

Darwin não consegue distinguir as variações hereditárias das não hereditárias. Alguns anos depois, Mendel desvenda os fenômenos hereditários e os compatibiliza com o princípio da seleção natural. O modelo da origem das espécies de Darwin mantém-se válido em suas linhas gerais, porém o caráter diferenciador decisivo cabe às mutações das células reprodutivas e não das somáticas (que constituem o corpo).

Charles Robert Darwin (1809-1882) nasce em Shrewsbury, Inglaterra. Aos 16 anos entra na faculdade de medicina e interessa-se, particularmente, por história natural. Logo abandona os estudos e é mandado pelo pai para Cambridge, onde estuda teologia. Sua amizade com cientistas conceituados o leva a ser convidado a participar, como naturalista, de uma volta ao mundo no navio Beagle, promovida em 1831 pela marinha inglesa. A expedição tinha o objetivo de aperfeiçoar e completar dados cartográficos. Esta peregrinação de cerca de cinco anos contribui para fundamentar sua teoria da evolução. Em 1859 publica A origem das espécies. Em 1871 publica A descendência do homem. Os livros abrem polêmica principalmente com a Igreja, pois a evolução orgânica nega a história da criação descrita no livro do Gênesis. Darwin também enfrenta o protesto de conservadores que recusavam admitir que a espécie humana tivesse ascendentes animais.

Mendelismo

Conjunto de estudos sobre a transmissão de características hereditárias proposto pelo monge Johann Gregor Mendel em 1864 e que compõe a base da genética.

Mendel estuda por mais de dez anos como as características são transmitidas de geração a geração. Muitos cientistas e agricultores já haviam realizado cruzamento entre espécies. Mas é Mendel quem faz a experimentação mais sistemática. Pesquisa a reprodução de 22 variedades de ervilha. Descobre que certas características dominam e outras ficam "ocultas" (recessivas). Constrói o primeiro modelo matemático-estatísco da transmissão de caracteres hereditários.

Mendel (1822-1884), Johann Gregor Mendel, austríaco de origem tcheca ingressa cedo em um monastério agostiniano e é ordenado padre em 1847. Afasta-se da vida monástica para estudar física e ciências naturais em Viena. Em 1856, volta ao convento, desta vez para lecionar. Até 1866 utiliza os jardins da instituição para fazer suas experiências sobre os fenômenos da hereditariedade. Seu trabalho, apresentado em 1865, obtém pouca repercussão. O pouco caso faz Mendel encerrar sua atividade científica ao ser nomeado abade do convento. Só em 1900 os trabalhos de Mendel são recuperados e passam a ser considerados uma etapa decisiva no estudo da hereditariedade.

Célula

É a menor unidade estrutural básica do ser vivo. É descoberta em 1667 pelo inglês Robert Hooke, que observa uma célula de cortiça (tecido vegetal morto) usando o microscópio. A partir daí, as técnicas de observação microscópicas avançam em função de novas técnicas e aparelhos mais possantes. O uso de corantes, por exemplo, permite a identificação do núcleo celular e dos cromossomos, suportes materiais do gene (unidade genética que determina as características de um indivíduo). Pouco depois, comprova-se que todas as células de um mesmo organismo têm o mesmo número de cromossomos. Este número é característico de cada espécie animal ou vegetal e responsável pela transmissão dos caracteres hereditários. O corpo humano tem cerca de 100 trilhões de células.

DNA

O ácido desoxirribonucléico (DNA) é originalmente estudado apenas do ponto de vista bioquímico. A grande conquista do século acontece em 1953, quando o americano James Watson e o inglês Francis Crick descobrem a estrutura da molécula de DNA, onde se situa o gene, o patrimônio genético. Seu formato é descrito como uma estrutura em dupla hélice, como uma escada em caracol, onde os degraus correspondem às bases nitrogenadas, moléculas que apresentam uma estrutura com átomos de carbono e nitrogênio. As bases (adenina, timina, guanina e citosina) podem ser combinadas entre si, em grupos de três. Cada uma dessas combinações determina o código para um aminoácido. Os aminoácidos irão se juntar e formar as proteínas dos seres vivos.

Identificação genética

Na década de 60 cientistas iniciam a tradução do código genético, com o objetivo de determinar a seqüência linear das quatro diferentes bases nitrogenadas que constituem o DNA e as combinações que sintetizam as proteínas. Assim, é possível sistematizar uma identificação genética tendo como base amostras de sangue, cabelo, saliva, pele ou sêmen. Hoje, estudos mostram que o DNA é mais particular que as impressões digitais. Esse tipo de identificação é aceito pela Justiça como prova de paternidade e identidade.

Neodarwinismo

No século XX, a teoria darwinista foi sendo adaptada a partir de descobertas da Genética. Essa nova teoria, chamada de sintética ou neodarwinista, é a base da moderna Biologia. A explicação sobre a hereditariedade das características dos indivíduos deve-se a Gregor Mendel (1822-1884), em 1865, mas sua divulgação só ocorre no século XX. Darwin desconhecia as pesquisas de Mendel. A síntese das duas teorias foi feita nos anos 30 e 40. Entre os responsáveis pela fusão estão os matemáticos John Burdon Haldane (1892-1964) e Ronald Fisher (1890-1962), os biólogos Theodosius Dobzhansky (1900-1975), Julian Huxley (1887-1975) e Ernst Mayr (1904-). A teoria neodarwinista diz que mutações e recombinações genéticas causam as variações entre indivíduos sobre as quais age a seleção natural.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

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