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Teorias da Evolução

 

 

Evolução é uma teoria ou um fato?

É ao mesmo tempo. Mas essa resposta exige olhar mais profundamente os significados das palavras "teoria" e "fato"

No uso cotidiano, "teoria" muitas vezes refere-se a um palpite ou uma especulação.

Quando as pessoas dizem: "Eu tenho uma teoria sobre por que isso aconteceu", eles chegam muitas vezes a uma conclusão com base em evidências fragmentárias ou inconclusivo.

Definição

A definição científica formal da teoria é bem diferente do significado comum da palavra. Refere-se a uma explicação detalhada de alguns aspectos da natureza, que é suportado por um vasto conjunto de evidências.

Muitas teorias científicas são tão bem estabelecida que nenhuma nova evidência é provável para alterá-los substancialmente. Por exemplo, nenhuma nova evidência demonstrará que a Terra não orbitam em torno do Sol (teoria heliocêntrica), ou que os seres vivos não são feitos de células (teoria celular), que a matéria não é composta de átomos, ou que a superfície da Terra não é dividido em placas sólidas que se mudaram em escalas de tempo geológicas (a teoria das placas tectônicas). Como essas outras teorias científicas fundamentais, a teoria da evolução é suportada por muitas observações e experiências que confirmam que os cientistas estão confiantes de que os componentes básicos da teoria não vai ser derrubada por novas provas. No entanto, como todas as teorias científicas, a teoria da evolução está sujeita a contínua refinamento como novas áreas de ciência ou como surgem novas tecnologias permitem observações e experiências que não eram possíveis anteriormente.

Uma das propriedades mais úteis dos teorias científicas é que elas podem ser usadas para fazer previsões sobre eventos naturais ou fenómenos que ainda não foram observados. Por exemplo, a teoria da gravitação previu o comportamento dos objetos na Lua e em outros planetas muito antes de as atividades de naves espaciais e astronautas confirmados eles. Os biólogos evolucionistas que descobriram Tiktaalik previu que eles iriam encontrar fósseis intermediários entre peixes e animais terrestres limbed em sedimentos que eram cerca de 375 milhões de anos. A descoberta confirma a previsão feita com base na teoria evolutiva. Por sua vez, a confirmação de uma previsão aumenta a confiança em que a teoria.

Na ciência, um "fato" normalmente se refere a uma observação, medição, ou outro meio de prova que pode ser esperado para ocorrer da mesma forma em circunstâncias semelhantes. No entanto, os cientistas também usam o termo "verdade" para se referir a uma explicação científica que foi testado e confirmado tantas vezes que não há mais uma razão para manter testá-lo ou à procura de exemplos adicionais. A esse respeito, o passado ea ocorrência contínua da evolução é um fato científico. Porque os elementos de prova que é tão forte, os cientistas não mais questionar se a evolução biológica ocorreu e continua a ocorrer. Em vez disso, investigar os mecanismos da evolução, a rapidez com que a evolução pode acontecer, e questões relacionadas.

Teorias evolutivas

As teorias evolutivas procuram explicar os mecanismos que determinam essa grande variedade de seres vivos. Propõem as teorias evolutivas que os seres vivos são passíveis de modificações e que provavelmente sofrem alterações morfológicas e fisiológicas ao longo dos tempos.

Propõem ainda que as espécies atuais tiveram origem em outras pré-existentes que sofreram modificações com a finalidade de se adaptar às constantes modificações ambientais ocorridas em nosso planeta.

Pode-se concluir portanto que a evolução é o processo através do qual ocorrem mudanças ou transformações nos seres vivos ao longo do tempo, dando origem a espécies novas.

Diversas teorias evolutivas já foram elaboradas, destacando-se entre elas, as teorias de Lamarck, a de Darwin e mais recentemente foi formulada a Teoria Sintética da Evolução também conhecida como Neodarwinismo que é a teoria mais aceita atualmente pelos biólogos.

TEORIA DE LAMARCK

O naturalista Francês Jean-Baptiste Lamarck (1744 - 1829) foi um dos primeiros cientistas a defender e a propor uma teoria sistemática de evolução.

Sua teoria foi expressa com detalhes no livro Filosofia Zoológica, publicada em 1809. Apesar de superada nos dias atuais a teoria de Lamarck foi bastante revolucionária para a época em que foi publicada.

Segundo Lamarck, o mecanismo evolutivo estava baseado em duas leis fundamentais:

Lei do uso e desuso: Supõe que o uso frequente de determinadas partes do organismo conduz a hipertrofia, e o desuso prolongado faz com que se atrofiem.
Lei da transmissão dos caracteres adquiridos:
Supõe que as características adquiridas pelo uso ou perdida pelo desuso são transmitidas aos descendentes.

Importância: além de combater o fixismo, teoria corrente na época, foi a primeira hipótese que tentou explicar seriamente a evolução.

Assim, ao longo das gerações, a atuação da seleção natural sobre os indivíduos mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio.

Erro básico: as características adquiridas não são hereditárias.

TEORIA DE DARWIN

Charles R. Darwin (1809-1882) propôs em 1859, em seu livro A Origem das Espécies suas idéias a respeito dos mecanismos de evolução: A teoria da Evolução através da Seleção Natural.

Segundo esta teoria, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência que os menos aptos, deixando um maior número de descendentes. Estes descendentes, melhor, adaptados estariam, portanto, com maiores chances de sobrevivência num ambiente em constantes mudanças.

Os mecanismos de evolução propostos por Darwin podem ser resumidos da seguinte forma:

Os indivíduos de uma mesma espécie mostram muitas variações, não sendo, portanto, idênticos, entre si.
Boa parte dessas variações é transmitida aos descendentes.
Se todos os indivíduos de uma espécie se reproduzissem, as populações cresceriam exponencialmente.
Como os recursos naturais são limitados, os indivíduos de uma população lutam por sua sobrevivência e de sua prole.
Portanto, somente alguns, os mais adaptados segundo Darwin sobrevivem e deixam filhos.

Importância: Base da atual teoria da evolução

Erro básico: Não explica a origem das variações

TEORIA SINTÉTICA DA EVOLUÇÃO (NEODARWINISMO)

Também chamada de Neodarwinismo esta teoria faz a síntese entre as idéias de Darwin e os novos conhecimentos científicos, especialmente no campo da Genética.

Além da seleção natural o Neodarwinismo reconhece como principais fatores evolutivos a mutação gênica, a mutação cromossômica, a recombinação genética e o isolamento reprodutivo.

O Neodarwinismo só pode ser elaborado após o redescobrimento dos trabalhos de Mendel, em genética e com o aprofundamento do conceito de gene quando foi possível determinar os principais responsáveis pela variedade nos seres vivos.

As mutações e a recombinação genética, fatores que Mendel desconhecia quando elaborou sua teoria.

MUTAÇÕES

A transmissão das características hereditárias se faz de pais para filhos através da reprodução. Nessa ocasião, os cromossomos e o material genético que eles contêm se duplicam e passam à descendência através dos gametas. Embora existam mecanismos para impedir erros na replicação do DNA, eles podem ocorrer, trazendo como resultado modificações nas características que determinam. Esses erros ocorrem subitamente e são chamados de mutações.

TIPOS DE MUTAÇÕES

GÊNICAS

Podem ser definidas como erros no processo de autoduplicação do DNA. A palavra mutação não se restringe a modificações ocorridas em genes (mutação gênica), mas engloba alterações sofridas pelos próprios cromossomos (mutações cromossômicas ). Estas podem envolver o número ou a ordem dos genes nos cromossomos ou, ainda, o próprio número de cromossomos.

As mutações podem ser espontâneas ou provocadas. Não se sabe a causa das mutações espontâneas, e sua frequência é muito baixa

As mutações provocadas são induzidas, por agentes mutagênicos: raios x, radiações beta, gama e ultravioleta, substâncias químicas como o gás mostarda, a colchicina (extraída de um vegetal) e o fenol.

As mutações ocorridas em células germinativas podem ser transmitidas a descendencia. visto que essas células são precursoras dos gametas. As mutações de células somáticas causam nioclificações fenotípicas apenas nos indivíduos que as sofreram, não sendo trasmitidas.

CROMOSSÔMICAS

ESTRUTURAIS:

As mutações ou aberrações estruturais são aquelas decorrentes de alterações na forma ou no tamanho de um cromossomo na célula.

Elas podem ser de quatro tipos: deficiência, duplicação, inversão e translocação.

Deficiência ou deleção ocorre quando um cromossomo perde um ou mais genes por quebra. Deficiências muito acentuadas podem ser letais, uma vez que a perda de muitos genes altera profundamente as condições do indivíduo.

Duplicação consiste na existência de genes repetidos no mesmo cromossomo. Ela decorre da quebra em posições diferentes de cromossomos homólogos, seguida de troca dos peDaços quebrados. Após a troca, um dos cromossomos ficará deficiente e o outro, duplicado.

Translocação é a quebra seguida da troca de segmentos entre cromossomos. A translocação é simplesseocorrer entre cromossomos homólogos, situação em que um deles pode ficar deficiente e o outro, duplicado. Fala-se em translocação recíproca quando a troca acontece entre cromossomos não homólogos.

Cromossomos homólogos entre os quais se verificou a translocação heterozigota pareiam-se durante a meiose, formando uma figura com a forma de cruz. Essa forma de pareamento identifica a translocação.

Inversão é uma mudança de posição em que genes se colocam em ordem inversa àquela que tinham a princípio.

Ela decorre da quebra de um segmento de um cromossomo, seguida de rotação de 180° e posterior soldagem.

Se o segmento invertido possui centrômero, a inversão é chamada pericêntrica.
Caso a inversão ocorra num segmento sem centrômero, é dita paracêntrica.

Embora nos cromossomos que sofreram inversão persistam os mesmos genes, muitos deles perdem a sua ação.

O pareamento de um cromossomo que sofreu inversão com o um homólogo resulta na figura que tem a forma de um laço:

NUMÉRICAS

Existem dois tipos de alterações do número de cromossomos:

A euploidia é a alteração de todo um conjunto de genomas de uma espécie.

Subdivide-se em:

Haploidia se ocorre a perda de um genoma, disso resultando indivíduos haplóides (n). exemplo:os zangões, machos das abelhas são seres haplóides.

Poliploidia se houver acréscimo de genoma, é frequeente em vegetais e rara em animais. os poliplóicles pocleiii ser triplóide; (3n), tetraplóides (4n). etc.

A aneuploidia é a perda ou acréscimo de um ou mais cromossomos de um genótipo, nunca de todo um conjunto haplóide. é chamada:

Monossomia: Perda de um cromossomo (2n -1). Ex: Síndrome de Turner - deficiência de um cromossomo X em mulheres (cariótipo 44A +X0).
Inulissomia:
perda de dois cromossomos (2n -2)
Trissomia:
Acréscimo de um cromossomo (2n+1)
ex 1: Síndrome de Klinefelter - acréscimo de um cromossomo X em homens (cariótipo 44A+ XXY). Ex 2: Síndrome de Down ou mongolismo - acréscimo de um autossomo ao par 21.
Cariótipos:
homem (45A + XY), mulher (45A+ XX).
Tetrassomia :
Acréscimo de dois cromossomos (2n + 2)

RECOMBINAÇÃO GENÉTICA

É um mecanismo de reorganização dos genes já existentes nos cromossomos.

A principal forma de recombinação genética ocorre durante a reprodução sexuada e se realiza em duas etapas consecutivas:

Gametogênese: Formação dos gametas.
Fecundação:
União dos gametas masculino com feminino.

SELEÇÃO NATURAL

É o principal fator evolutivo que atua sobre a variabilidade genética de uma população. A ação da seleção natural consiste em selecionar genótipos mais bem adaptados a uma determinada condição ecológica, eliminando aqueles desvantajosos para essa condição.

Existem diversas comprovações da atuação da seleção natural e entre elas pode-se citar o caso de melanismo industrial ocorrido com mariposas em regiões industrializada Inglaterra.

Há cerca de um século, as populações de mariposas Biston betularia da Inglaterra eram formadas por indivíduos de cor clara. Muito raramente, apareciam indivíduos escuros (melânicos).

A partir de 1900, nas regiões que se tornaram industrializadas, os tipos escuros tornaram-se comuns, enquanto as formas claras se tornaram raras.

Esse fenômeno ocorre simultaneamente ao escurecimento dos troncos das árvores, impregnados com a fuligem liberada pelas chaminés das fábricas. Os troncos eram anteriormente claros, cobertos por liquens acinzentados.

Assim, um indivíduo menos adaptado em um ambiente pode vir a ser o mais adaptado caso haja uma mudança ambiental.

A ação seletiva dos pássaros sobre as mariposas da espécie Biston betularia pode ser constatada através de diversos trabalhos experimentais desenvolvidos por vários pesquisadores. Mariposas criadas em grandes quantidades foram libertadas sobre troncos de árvores em áreas rurais e urbanas (industrializadas). Observou-se, utilizando-se binóculos e abrigos especiais, que as variedades que não "combinavam" com o fundo claro (zona rurais) estavam mais sujeitas á ação predadora dos pássaros insetívoros.

ESPECIAÇÃO

Processo de formação de novas espécies. As populações de uma mesma espécie que vivem em regiões geográficas diferente, e apresentem conjuntos,gênicos diferentes, constituem raças geográficas ou subespécies de uma espécie.

Se o isolamento geográfico persistir, Os genótipos das duas espécies modificar-se-ão devido ao aparecimento de mutações e recombinações.Com o passar do tempo, as diferenças genéticas aumentam ate que ocorra o isolamento reprodutivo, Isto é, se as duas populações forem unidas ou desaparecer o isolamento geográfico, não ocorrerão mais cruzamentos entre elas. As populações com isolamento reprodutivo passam a constituir duas espécies diferentes.

Assim sendo as populações:

1o Estágio: Uma única população em um ambiente homogêneo.
2o Estágio:
Diferenciação do ambiente, migração para novos ambientes produzem diferenciação.
3o Estágio:
Modificações posteriores as migrações conduzem ao isolamento geográfico de algumas raças e subespécies.
4o Estágio:
Algumas dessas subespécies isoladas se diferenciam–se no tocante a modificações gênicas e cromossômicas que controlam mecanismos de isolamento reprodutivo.
5o Estágio:
Modificações no ambiente permitem que populações geograficamente isoladas coexistam novamente na mesma região. Elas agora permanecem distintas por causa das barreiras de isolamento reprodutivo que as separam podem ser reconhecidas como espécies distintas.

OS TIPOS DE ISOLAMENTO REPRODUTIVO

São descritos dois mecanismos de isolamento reprodutivo: pré-zigóticos e pós-zigóticos. Nos dois casos, estabelece-se algum bloqueio no fluxo gênico entre indivíduos de grupos diferentes.

A) Mecanismos pré-zigóticos: são os que impedem o acasalamento e, conseqüentemente, a formação do zigoto.

Os principais tipos são:

1. Sazonal ou estacional: Indivíduos dos dois grupos tornam-se aptos ao acasalamento em diferentes épocas ou estações do ano. Exemplo: grupos diferentes de rãs que vivem numa mesma lagoa, mas não se reproduzem na mesma época.
2. Ecológico:
Deve-se à ocupação de ambientes diferentes, em condições naturais. Exemplo: duas espécies de camundongo do gênero Peromyscus, uma vivendo no campo e outra em florestas.
3. Etológico ou comportamental:
Devido à existência de diferentes rituais de acasalamento, geneticamente determinados. Exemplo: o tangará-dançarino, cujos machos exibem, um de cada vez, acrobacias no ar para uma fêmea. Ela elege apenas um macho que apresente o ritual satisfatório e não se acasala com machos de outro grupo.
4.Mecânico:
Determinada pela existência de diferenças significativas entre os órgãos genitais, tornando inviável a cópula, como ocorre com algumas borboletas. .
5. Isolamento gamético:
resulta de um fenômeno fisiológico que impede a sobrevivência dos gametas masculinos de uma população no organismo feminino da outra.

B) Mecanismos pós-zigóticos: Impedem a viabilidade ou o desenvolvimento de descendentes, caso sejam superados todos os mecanismos pré-zigóticos, os mecanismos pós-zigóticos podem ocorrer das duas maneiras relacionadas a seguir:

1. Inviabilidade do híbrido: As diferenças genéticas entre os híbridos de duas populações impedem que os genes trabalhem de forma coordenada e harmoniosa durante o desenvolvimento embrionário. Conseqüentemente, o embrião não completa o desenvolvimento ou então os filhos morrem antes de atingir a idade de reprodução;
2. Esterilidade do híbrido:
O híbrido não é capaz de produzir gametas funcionais. Essa dificuldade pode ser causada por falta de homologia entre os cromossomos que prejudica o pareamento dos cromossomos durante a meiose.
3. Degeneração Do F2:
Os indivíduos da geração F2 não sobrevivem ou apresentam grandes deformações.

ESPECIAÇÃO SIMPÁTRICA E ALOPÁTRICA

Espécies simpátricas (Simpátrico, do grego sym,”reunião”; e pátria, “terra natal”): São aquelas que ocupam a mesma região.
Espécies alopátricas (Alopátrico, do grego alo,”diferente”; e pátria. “terra natal”):
Vivem em diferentes regiões, apresentando isolamento geográfico.

As novas espécies surgem quando duas populações ficam isoladas entre si, de modo que não possa haver intercâmbio genético entre elas. A maneira mais comum de interromper esse intercâmbio é o isolamento geográfico. No entanto, em alguns casos, o intercâmbio de genes pode ser interrompido sem que ocorra este tipo de isolamento; desse modo, podem surgir novas espécies que vivem na mesma área geográfica.

A evolução simpátrica normalmente ocorre com o cruzamento de duas espécies, gerando um híbrido estéril, que, eventualmente, pode produzir gametas anormais diplóides, cuja fusão gera um indivíduo poliplóide, capaz de se reproduzir sexuadamente e constituir uma espécie distinta. Esse processo de formação de novas espécies é denominado hibridização ou hibridação.

FATORES QUE INFLENCIAM A DIVERSIDADE DO AMBIENTE

SELEÇÃO NORMAL
SELEÇÃO DIRECIONAL:
Aumenta a freqüência de indivíduos de um dos extremos da curva normal.
SELEÇÃO ESTABILIZADORA:
Aumenta a freqüência de indivíduos com fenótipos intermediários; diminui o, a freqüência de indivíduos Aos extremos A curva normal.
SELEÇÃO DISRRUPTIVA:
Aumenta a freqüência dos indivíduos dos dois extremos da curva normal; diminui a freqüência de intermediários.

EVOLUÇÃO E PRINCÍPIO DE Hardy - Weinberg

Enunciado:

Se não houver influência dos fatores evolutivos, a freqüência dos genes de uma certa população continua sempre a mesma isto é; Não varia.

Postulados básicos:

1- A população deve ser suficientemente grande.
2- Deve haver PANMIXIA na população, ou seja, os cruzamentos devem ser ao acaso.
3- A população deverá estar isenta de todos os fatores evolutivos: Nessa população hipotética não está ocorrendo mutação, nem seleção natural, nem migração, nem isolamento ou qualquer outro agente de evolução

Aplicações para o monoibridismo

Freqüência gênica

p = A
q = a
P + q = 1

Freqüência genotípica

P2 = AA
q2 = aa
2pq = 2Aa
p2 + 2pq + q2 = 1

EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO

A evolução encontra argumentos muito fortes a seu favor no estudo comparativo dos organismos como a homologia e a analogia de certos órgãos. Nos órgãos vestigiais, na embriologia e no estudo dos fósseis.

EMBRIOLOGIA

O estudo da embriologia mostra a grande semelhança existente nos embriões de animais de classes diferentes quando nas etapas iniciais do seu desenvolvimento.

Á medida que o embrião se desenvolve, surgem características individualizadas e as semelhanças diminuem.

Embriões de vertebrados diversos. Note a grande semelhança nos primeiros estágios do desenvolvimento.

HOMOLOGIA E A IRRADIAÇÃO ADAPTATIVA

A embriologia e a anatomia comparadas mostram que nossos braços, as patas dianteiras dos vertebrados e as asas das aves têm a mesma origem embrionária. Os órgãos de espécies diferentes que têm a mesma origem embrionária, embora possam ter funções diferentes, são chamados órgãos homólogos. As diferenças entre os órgãos homólogos devem-se à adaptação a ambientes diversos.

Assim, através de um processo chamado, irradiação adaptativa ou evolução divergente, as patas dianteiras dos Mamíferos sofreram modificações, que as adaptaram a diferentes atividades, como correr (cavalo), manipular objetos (homem), nadar (baleia), cavar (tatu) e até voar (morcego).

Portanto, a presença de órgãos homólogos serve para mostrar o grau de parentesco entre diversos grupos aparentemente diferentes, servindo também como uma evidência a favor da evolução: se as espécies tivessem surgido separadamente, não haveria motivo para esperarmos semelhanças entre órgãos de funções diferentes.

ANALOGIA E EVOLUÇÃO CONVERGENTE

A embriologia e anatomia comparadas mostram também que as asas dos insetos e as das aves têm origem embrionária diferente, embora desempenhem a mesma função. Trata-se, neste caso, de órgãos análogos.

Assim, o fato de aves e insetos terem asas não significa que haja parentesco entre eles. Indica apenas um fenômeno de convergência ou evolução convergente, ou seja, que dois seres não-relacionados resolveram de forma semelhante os problemas de adaptação ao mesmo tipo de ambiente. Outro exemplo de convergência é dado pelo formato do corpo e outras adaptações à vida aquática de animais tão diversos quanto o golfinho, ictiossauro (réptil fóssil) e o tubarão.

ÓRGÃOS VESTIGIAIS

São estruturas pouco desenvolvidas em alguns grupos, geralmente sem função, mas em outros aparecem desenvolvidas e funcionais, revelando a existência de um parentesco evolutivo entre eles.

Exemplos na espécie humana:

O cóccix que é um vestígio da cauda observada em outros animais como o macaco.
O apêndice vermiforme que é bem desenvolvido em alguns animais (coelho) e atrofiado no homem.

FÓSSEIS

Os fósseis são restos de seres vivos de épocas passadas ou qualquer vestígio deixado por eles. Os fósseis permitem que sejam feitas comparações entre seres que existiram há milhares de anos atrás e os seres vivos, atuais.

CO-EVOLUÇÃO (CO-ADAPTAÇÃO)

Quando duas ou mais populações interagem, de tal modo que cada uma constitui importante força seletiva para a outra ocorre ajustamento simultâneo.

Exemplos:

Um dos mais importantes, em termos de número de espécies e de indivíduos implicados, foi a co-evolução das flores e seus polinizadores.
Outro exemplos incluem o caso do morcego e da mariposa noctuída, o das formigas e seus jardins de fungos.

Fonte: www.biologia-ar.hpg.ig.com.br

Teorias da Evolução

Lamarckismo

Lamarck foi quem primeiro sugeriu uma teoria de evolução fundamentada, que explicava o modo de alteração das espécies. Assim, ao contrário dos seus contemporâneos, que se limitavam a defender as ideias evolucionistas, Lamarck desenvolveu um estudo acerca do modo como funciona a evolução. A teoria resultante de tal estudo chama-se Lamarckismo.

Lamarck estabeleceu duas leis para explicar a evolução: A lei do uso e do desuso; a lei da herança dos caracteres adquiridos. Para Lamarck, os seres tinham de se adaptar ao ambiente onde viviam. Assim, a adaptação é mais uma capacidade de se desenvolver de acordo com o ambiente onde vive e de transmitir tal desenvolvimento, do que um acontecimento.

Segundo este autor, a função faz o órgão, isto é, se ocorre uma mudança brusca no ambiente, e o indivíduo passa a utilizar muito um determinado órgão, então esse órgão vai desenvolver-se, tornando-se maior, mais forte ou mais sensível. Caso o indivíduo deixe de utilizar esse órgão, então vai ocorrer a sua atrofia.

É isto que explica e lei do uso e do desuso: se o ambiente faz com que haja a necessidade do desenvolvimento de certo órgão, ou vice-versa, vai ocorrer o desenvolvimento ou atrofia desse órgão. A lei da herança dos caracteres hereditários diz que os órgãos que se adaptaram em determinado indivíduo são transmitidos geneticamente. Assim, todos os indivíduos, desde que necessitem, sofrem alterações que transmitem aos descendentes. Deste modo, a transmissão genética dos caracteres adquirido leva à evolução da espécie em direção à perfeição,relativamente aos fatores ambientais. Isto equivale a dizer que a finalidade faz o órgão - lei da adaptação.

Esta teoria Lamarckista foi fortemente criticada, por um lado, devido à ideia que transmitia, de que a evolução era o caminho para a perfeição das espécies, tendo assim um objetivo; por outro lado, a teoria não foi comprovada experimentalmente, pois um indivíduo que faça uso dos seus músculos pode não ter como descenentes indivíduos com a musculatura desenvolvida.

Apesar de a lei do uso e do desuso estar parcialmente correta, as alterações que ocorrem a nível somático (do corpo) não são transmitidas geneticamente, pelo que a lei da herança dos caracteres adquiridos está comprovada como sendo errada, uma vez que as únicas alterações que são transmitidas à descendência são as que ocorrem nos gâmetas, ou células sexuais, mas que não se manifestam no progenitor.

Lamarck ficou conhecido pela primeiro cientista que tentou explicar a evolução, sem recorrer a ideias criacionistas.

Darwinismo

Na sua viagem à volta do mundo no Beagle Darwin recolheu os dados suficientes para desenvolver uma teoria da evolução, que se viria a demonstrar correta.

Os fósseis observados por Darwin, tal como aqueles fósseis de conchas encontrados por estes em montanhas bastante altas, e o livro de Lyell fizeram permitir a explicação de vários aspectos que ainda não estavam esclarecidos na teoria de Darwin. Segundo Lyell, os processos geológicos ocorrem lentamente, pelo que a Terra deverá ter milhões de anos. Deste modo, também a vida se encontra em constante mudança e, para ocorrer evolução, é necessário tempo (a idade que Lyell previu para a Terra veio permitir a quantidade de tempo necessária para ocorrer evolução).

A diversidade de seres que se podem observar consoante o continente inspirou Darwin a pensar que alguns daqueles seres deveriam ter antepassados comuns.

Isto é, apesar da enorme diversidade de seres, alguns apresentam características muito semelhantes, que levam a crer na sua origem comum. Darwin tomou como exemplo as tartarugas existentes nas ilhas Galápagos pois, apesar de se ocuparem territórios muito próximos, apresentam diferenças que permitem que cada espécie de tartaruga esteja melhor adaptada ao ambiente onde vive.

Darwin observou que, ao longo de gerações, o Homem foi seleccionando espécies com características desejáveis, perpetuando-as através de cruzamentos planeados. No entanto, ao longo das gerações, as espécies vão apresentando cada vez mais diferenças dos seus ancestrais selvagens.

Darwin foi também influenciado pelas reflexões de Malthus, segundo as quais as populações têm tendência a crescer exponencialmente.

Apoiado nisto, Darwin desenvolve uma série de condições que influenciam o aumento e diminuição das populações:

Disponibilidade de alimento

Fornecimento de energia radiante
Teor hídrico do solos
Relação presa/predador
Duração de vida (quanto mais tempo viver um indivíduo, maior a descendência)
Competição (pelo território, pelo alimento, pela fêmea)
Parasitismo
Cooperação (conduz ao aumento da população)
Estas condições foram o ponto de partida para a explicação da necessidade de haver indivíduos mais bem adaptados.

A partir disto, Darwin desenvolveu a teoria da seleção natural, que se baseia nos seguintes pontos:

Cada população tem tendência a crescer exponencialmente se se verificarem condições óptimas no ambiente. Isto leva a uma superprodução de descendentes.

Como o ambiente não comporta todos os descendentes, ocorrerá uma luta pela sobrevivência entre os indivíduos da população sobrevivendo apenas alguns - os mais aptos.

Qualquer população é caracterizada pela existência de grande variabilidade entre os indivíduos que a ela pertencem.

Os indivíduos que apresentam características que lhes conferem vantagem competitiva num determinado ambiente são mantidas por seleção, ocorrendo assim uma sobrevivência e reprodução diferenciais. Os que não apresentam vantagem são eliminados ou apresentam menor número de descendentes.

A sobrevivência e reprodução diferenciais conduzem a uma gradual alteração nas características da população.

Neodarwinismo

As ideias de Darwin, embora experimentalmente comprovadas, ainda não haviam sido explicadas, faltava saber como é que ocorrem as alterações que levam à evolução, e qual o processo que as permite passar de geração em geração.

A primeira questão pôde ser resolvida ao definir-se o conceito de mutação. No entanto, só se pôde explicar a seleção natural quando surgiu a genética. Assim, à junção das ideias de Darwin com os fatos descobertos através da genética chamamos Neodarwinismo ou teoria sintética da evolução.

Esta nova corrente baseia-se em dois fatores vitais: a variabilidade genética e a seleção natural.

Variabilidade genética

A seleção natural, para ocorrer, requer que haja variabilidade. Esta variabilidade ocorre quando se dá uma mutação - fator mais importante - ou devido a uma recombinação genética.

Causas da variabilidade:

Ocorrência de mutações nas células germinativas: introduzem novidade genética no fundo genético de uma população, pois quando a mutação for dominante e benéfica altera profundamente o fundo genético da população.
Reprodução sexuada:
- Meiose -Crossing-over
Disjunção aleatória dos cromossomas homólogos em Anafase I (determinada pela distribuição na placa equatorial)
Fecundação:
Pela junção ao acaso dos gâmetas

Seleção natural e evolução

A seleção ocorre, não devido à ocorrência de alterações no genótipo de determinado indivíduo, mas sim devido à ocorrência de alterções genéticas no fundo genético de uam população. Para definir a quantidade de alelos e de genótipos fala-se em frequência genética, que se relaciona com a frequência dos alelos, e em frequência genotípica, que diz respeito à frequência dos genótipos.

Hardy e Weinberg formularam uma lei que diz que em populações muito grandes em que ocorre panmixia (cruzamentos ao acaso) - populações panmíticas - e que não estejam sujeitas a pressões seletivas, a frequência genética (de cada alelo) tende a manter-se constante, de geração em geração.

Quando há de fato, em populações muito grandes, pressões seletivas que levem a uma adaptação de deetrminadas espécies, tanto a frequência genética como genotípica vão alterar-se:

Frequência genética (p ou q)= nº de cada alelo /nº total de genes
Frequência genotípica = nº de cada genótipo/ nº total de indivíduos

Cada população possui um conjunto de alelos que a caracterizam, ocorrendo, segundo a lei de Hardy- Weinberg, que a frequência de cada um dos alelos se mantém, caso se mantenham as conscições ambientais. Este cunjunto de alelos, o fundo genético da população, confere aos indivíduos da população capacidades adaptativas para determinado espaço em determinado período de tempo.

No entanto, o genótipo dos indivíduos da população não é igual: há variabilidade. Esta variabilidade vai permitir a adaptação de alguns indivíduos, aqueles que possuam maiores capacidades adaptativas para determinado ambiente, no caso de ocorrer uma alteração brusca no ambiente, que venha a tornar a frequência de alelos do fundo genético desadaptado. Assim, quando ocorre uma alteração no ambiente, os indivíduos que possuam características que os permitam adaptar-se às novas condições sobrevivem e deixam maior descendência, e aqueles que tiverem estas características deixarão menor descendência.

Pode então afirmar-se que quanto maior a diversidade de indivíduos, maior a probabilidade de adaptação a um novo ambiente, pois pelo menos um dos indivíduos possuirá as características necessárias para sobreviver a este novo desafio.

Naturalmente, o conceito de mais apto varia consoante o tempo: o indivíduo que se conseguiu adaptar ao novo ambiente podia não estar muito bem adaptado ao ambiente anterior. Vai então haver uma tendência para o aumento da frequência génica do alelo que permitir melhor adaptação ao novo ambiente, ocorrendo, aos poucos, o desapareciento do alelo que determinava as características mais aptas ao ambiente anterior.

É de salientar a influência do Homem na seleção natural, pois este, nos últimos 50 anos tem provocado alterações significativas no ambiente, alterando a frequência dos genes de certas espécies.

Façamos ainda a distinção entre aptidão evolutiva, que se trata da contribuição de um indivíduo para a distribuição dos seus alelos à geração seguinte, e adaptação evolutiva, que se trata de cada um dos vários meios de aumentar a aptidão evolutiva, portanto o número de descendentes.

Fonte: www.geocities.com

Teorias da Evolução

Lamarckismo

Lamarck (século XIX) refutava as idéias criacionistas e fixistas da época, afirmando que todas as espécies, inclusive o homem, descendiam de spécies diferentes, preexistentes. Ele acreditava que características adquiridas pelo uso ou deuso de órgãos seriam transmitidas aos descendentes, produzindo mudanças ao longo do tempo. O exemplo clássico é a explicação para o desenvolvimento do pescoço das girafas, segundo a qual, o esforço dos animais para alcançar os brotos no alto das árvores produziria um alongamento do pescoço, transmitido aos descendentes.

Darwinismo

Numa viagem de 5 anos ao redor do mundo (meados do século XIX), Darwin observou, nas ilhas Galápos, que os jabutis gigantes daquelas ilhas e certos pássaros (fringilídeos) diferiam de uma ilha a outra. Ele supôs que os fatores alimento e espaço controlariam o tamanho das populações, sobrevivendo apenas os mais aptos, num processo de seleção natural. Assim, a variabilidade dos organismos de uma população e a seleção natural explicariam a evolução dos sere vivos.

A explicação darwinista para o tamanho do pescoço das girafas era que as populações do passado teriam indivíduos de pescoço de vários tamanhos, e os mais aptos deixariam descendentes, ou seja, os de pescoços maiores.

Teorias da Evolução

Teorias da Evolução

Teorias da Evolução

Atualmente são conhecidas as causas da variabilidade nas populações e os mecanismos de transmissão hereditária. A moderna teoria da evolução considera como fatores evolutivos as mutações, a recombinação genética, as migrações. O tamanho das populações, o isolamento reprodutivo e a seleção natural.

Adaptação

Processo pelo qual os organismos se tornam aptos a sobreviver sob determinadas condições ambientais; resulta das mutações e da seleção natural. Trabalhos realizados com bactérias sensíveis à estreptomicina mostraram que bactérias mutantes, resistentes, apareceram ao acaso e sobreviviam quando submetidas ao antibiótico.

Um processo adaptativo muito conhecido é o do mimetismo, que permite aos organismos escaparem de seus predadores. Por exemplo, certos insetos que imitam folhas, espinhos ou ramos secos ou têm coloração idêntica à do substrato em que vivem, conseguem escapar mais facilmente de seus predadores. Um exemplo clássico de mimetismo é o das mariposas das áreas industrializadas da Inglaterra. Antes da industrialização, as mariposas escuras eram as preferidas dos predadores, por serem mais visíveis contra os troncos claros. Entretanto, com a fuligem das fábricas, os troncos escureceram e as borboletas claras tornaram-se alvos mais fáceis para os pássaros.

A produção de melanina na pele, provocada pela exposição ao Sol, constitui uma resposta adaptativa individual. Uma pele mais pigmentada filtra eficientemente os raios ultravioleta da luz solar, protegendo o organismo do efeito nocivo dessa radiação. Cada pessoa tem um genótipo particular, com diferentes capacidades de reagir à exposição ao Sol. Por isso alguns ficam mais brozeados que outros.

Os processos adaptativos podem ser convergentes ou divergentes. Apresentam adaptação convergente organismos de origens diferentes que têm semelhanças de forma ou de comportamento, como acontece com o tubarão e o golfinho (forma hidrodinâmica). A adaptação divergente pode aparecer em populações inicialmente homogêneas, submetidas a diferentes pressões seletivas, como ocorre, por exemplo, com os bicos dos fringilídeos, adaptados ao tipo de alimentação.

Especiação

Processo pelo qual uma população inicialmente homogênea pode formar novos grupos que não mais se cruzam, constituindo novas espécies. Esse processo é determinado pelo isolamento reprodutivo causado por barreiras geográficas (rios, montanhas, florestas, lagos, etc.), ou reprodutivas (diferenças de comportamento na época do acasalamento, inviabilidade dos descendentes, etc.) que impedem os cruzamentos. Os grupos separados da população original podem acumular diferenças adaptativas e originar novas espécies.

Abiogênese e Biogênese

A teoria da abiogênese ou da geração espontânea foi largamente aceita até o século passado, quando Spallanzani e depois Pasteur realizaram vários experimentos para refutá-la.

Pasteur colocou caldo de cultura em frascos com gargalo recurvado que, deixados em repouso durante meses, não desenvolviam microorganismos, inclinando tais frascos e fazendo o caldo atingir a curva do gargalo, ele demonstrou o desenvolvimento dos micróbios ali retidos e provou que seres vivos provinham de outros preexistentes (biogênese).

Condições da Terra primitiva

No final do século XIX vários cientistas consideravam a possibilidade de os primeiros seres vivos terem evoluído de certos compostos orgânicos formados nos mares primitivos, sob certas condições favoráveis como:

Água líquida acumulada nas depressões da superfície terrestre.
Presença dos elementos carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, principalmente nos gases metano (Ch2), amônia(Nh2), água (H2O) e hidrogênio (H2), componentes da atmosfera primitiva.
Energia para as reações químicas sob forma de radiação ultravioleta, radiação cósmica, descarga elétricas, etc.

Oparin, cientista russo, propôs, no início deste século, uma teoria de origem da vida segundo a qual compostos simples de carbono teriam formado moléculas mais complexas que formaram agregados gelatinosos (coacervados), evoluindo para protocélulas.

Proteínas e outras moléculas orgânicas existentes nos mares primitivos formariam coacervados que seriam capazes de incorporar novos materiais, tornando-se mais complexos. Um fator importante foi a capacidade desses agregados catalizarem reações químicas no seu interior, tornando possível controlar a produção e o gasto de energia. Outro acontecimento importante foi o aparecimento dos ácidos nucléicos que permitiram a reprodução dos coacervados e o controle da sua organização molecular.

Na década de 1950, Stanley Miller, simulando condições da atmosfera primitiva, conseguiu demonstrar a formação de compostos orgânicos (aminoácidos, aldeídos, uréia, etc.), utilizando um aparelho no qual circulavam metano, amônia, vapor de água e hidrogênio, submetidos a descargas elétricas.

Primeiros seres vivos

Admite-se que tenham sido heterótrofos, surgidos há cerca de 3 bilhões de anos, e que utilizariam compostos orgânicos acumulados nos mares primitivos, a energia seria conseguida através de processos anaeróbios, pois não havia oxigênio livre na atmosfera com a multiplicação dos heterótrofos, o alimento começou a escassear e, há cerca de 2 bilhões de anos, surgiram os autótrofos, capazes de produzir o próprio alimento a partir de energia luminosa, água e gás carbônico.

Esses autótrofos fotossintetizadores (clorofilados), além de se auto-alimentarem, serviam de alimento para os heterótrofos e produziam oxigênio, que começou a acumular-se na atmosfera, permitindo o aparecimento dos primeiros organismos aeróbios, esses organismos primitivos teriam sido procariontes, tendo os eucariontes surgido há aproximadamente 1,2 bilhões de anos

Evidências da evolução

O processo evolutivo é contínuo e, enquanto espécies são extintas, outras vão surgindo como conseqüência das mutações e da seleção natural.

Manifestação atávica: reapareceimento de alguma característica dos antepassados da espécie, devido a genes raros, importantes no passado e ainda presentes na população. São exemplos: o aparecimento de listras, como as da zebra, em potros ou excesso de pêlos em crianças.
Órgãos rudimentares:
persistência de órgãos vestigiais que perderam a importância para a espécie. São exemplos: o apêndice do ceco intestinal humano e o segundo e o quarto dedos do cavalo.

Anatomia comparada

A asa de uma ave, a nadadeira anterior de um golfinho e o braço de um homem, ainda que muito diferentes, possuem estrutura óssea e muscular bastante parecidas. A semelhança pode ser explicada admitindo-se que esses seres tiveram ancestrais em comum, dos quais herdaram um plano básico de estrutura corporal.

Embriologia comparada

As semelhanças entre os embriões de determinados grupos de animais são encontradas nas formas adultas. Por exemplo, é difícil distinguir embriões jovens de peixes, sapos, tartarugas, pássaros e seres humanos, todos pertencentes ao grupo dos vertebrados. Essa semelhança pode ser explicada se levarmos em conta que durante o processo embrionário é esboçado o plano estrutural básico do corpo, que todos eles herdaram de um ancestral comum.

Recapitulação filogenética

Reprodução das principais etapas da evolução da espécie através da embriogênese. Um exemplo é o desenvolvimento dos mamíferos, que se inicia como uma célula-ovo(reacapitulação da etapa unicelular), passa pelas primeiras fases do desenvolvimento embrionário (evolução dos principais pluricelulares marinhos), forma a notocorda (primeiros protocordados), desenvolve as fendas branquiais (primeiros vertebrados) e, finalmente as características pr[oprias da espécie.

Registros fósseis

Evidëncias da evolução por meio de restos fossilizados de organismos do passado; a fossilização [e rara e ocorre principalmente com as partes duras dos organismos (conchas, carapaças, esqueletos) ou quando os restos ficam protegidos da ação dos decompositores por desintegração de certos isótopos; uma determinada quantidade de 14C, por exemplo, é incorporada pelos organimos enquanto vivem e cessa com a morte, permitindo o c[alculo da idade do f[ossil (at[e 40 000 anos), conforme a quantidade de carbono radiotivo ainda presente; o 238U que se desintegra muito devagar, transformando-se em 206Pb, permite o cálculo de períodos muito longos, baseado nas proporções de 208U e 206Pb encontradas no fóssil (1kg de urânio radioativo origina 13g de chumbo em 100 milhões de anos).

Eras geológicas

A história da Terra foi dividida em eras e períodos:

Era Arqueozóida: teve início há 4,5 bilhões de anos e abrange o período de consolidação da crosta e formação das rochas mais antigas; certas rochas arqueozóidas contêm compostos de origem orgânica.
Era Proterozóica:
teve início há cerca de 2,5 bilhões de anos e apresenta inúmeros fósseis, principalmente de bactérias e cianoficeas, organismos unicelulares dos mares primitivos.
Era Paleozóica:
teve início há aproximadamente 600 milhões de anos e apresenta fósseis da maioria dos filos conhecidos. Um grupo paleozóico foi o dos tricotas, ancestrais dos artrópodes; nessa era surgiram também, os primeiros vertebrados marinhos e a terra nua passou a ser povoada, ´primeiro pelas plantas (briófitas e pteridófitas) e depois pelos animais (artrópodes e anfíbios). No final do Paleozóico, as pteridófitas dominaram a terra (período Carbonifero) e surgiram as primeiras gimnospermas e os primeiros répteis (permiano) organismos totalmente independentes da água para a reprodução.
Era Mesozóica:
teve início há cerca de 230 milhões de anos e ficou conhecida como idade dos Répteis, devido à grande diversificação e expansão do grupo por toda a Terra. As gimnospernas deram origem às angiospermas e os répteis, às aves e aos mamiferos. O fim do Mesozóico caracterizou-se pela extinção dos grandes répteis e pelo começo da expansão das angiospermas das aves e dos mamiferos.

Fonte: www.valerio.bio.br

Teorias da Evolução

A evolução é um conjunto de modificações que os seres vivos sofrem através dos tempos. A evolução pode ser explicada por alguns fatores como mutação gênica, recombinação gênica, seleção natural e isolamentos.

NOTA: A Panspermia Cósmica é uma teoria segundo a qual, a Terra teria sido colonizada por microrganismos oriundos do espaço, os cosmozoários.

Abiogênese

Teoria Abiogênese ou Teoria da Evolução Espontânea

Cerca de 2 mil anos atrás, surgiu a idéia de que a vida poderia se originar espontaneamente da matéria inanimada. Aristóteles e outros sábios da época acreditavam que larvas poderiam surgir "espontaneamente" do lixo, assim como outros seres poderiam aparecer na terra, da lama e de outros materiais.

Aristóteles admitia que, para um ser vivo se originar da matéria bruta, bastava apresentar o que ele chamou de "princípio ativo", que faria uma pedra se transformar num peixe, desde que as condições fossem favoráveis.

Teorias da Evolução
Receita de J.B.Van Helmont, em meados do século XVII

Nesta receita absurda o princípio ativo seria o suor da camisa; daí a necessidade da camisa ser suja. Entretanto, nunca ocorreu a Van Helmont isolar sua experiência para que os microorganismos não pudessem "entrar" no recipiente que continha os ingredientes. Assim, tal experimento sofria abertamente a interferência externa. A teoria da abiogênese começou a desmoronar.

A teoria da abiogênese foi derrubada definitivamente por Pasteur, realizando a experiencia com os balões em "pescoço de cisne".

Teorias da Evolução
1-
A solução nutritiva é colocada no frasco.
2- 0 gargalo do frasco é curvalado em S ao calor da chama.
3- A solução é fervida fortemente durante alguns minutos.
4- A solução é resfriada lentamente e permanece estéril muito tempo.

Biogênese

A vida só se origina de outra forma pré-existente e não de um "Principio ativo" que segundo Aristóteles, poderia ser um objeto inanimado. As experiências do médico e biólogo italiano Francesco Redi e Louis Pasteur sepultaram definitivamente a teoria da abiogênese.

Teoria dos Coacervados

Diferentes pesquisadores modernos admitem que a nossa atmosfera passou por profundas modificações durante milhares de anos.

Estudos recentes indicam que a atmosfera primitiva era composta de:

Vapor d'água - H20
Metano - Ch2
Amônia - Nh2
Hidrogênio - H2

A atmosfera primitiva da Terra com seus gases e suas condições físicas propiciou a chance do aparecimento espontâneo de compostos orgânicos, que, mais tarde, se acumularam nos mares.

A atmosfera primitiva era ainda marcada por fortes tempestades decorrentes da condensação da água nas camadas mais altas, fortes descargas elétricas, erupções na superfície do planeta e radiações que chegavam do espaço.

A teoria do russo Oparin (* teoria dos coacervados) sobre a origem da vida, é hoje aceita como a de maior peso.

Gases (vapor de água + metano + amônia + hidrogênio + raios ultravioleta e descargas elétricas --> aminoácidos + outros compostos orgânicos + chuva levados para os mares --> "sopa química" ou "caldo nutritivo" --> formação de coacervados (compostos orgânicos reunidos) -> formação de protegenes (genes; primitivos) reunidos por membranas lipoprotéicas --> células primitivas (heterotróficas aeróbias)

Fonte: www.universitario.com.br

Teorias da Evolução

Teorias da evolução e Princípios básicos da classificação biológica

1. O que é a evolução?

Evolução é o processo de transformação gradual que se opera ao longo de determinado período de tempo que se traduz pela alteração das características dos seres vivos.

2. Ideias evolutivas pré-darwinistas

Os filósofos gregos, na antiguidade, explicavam a existência de fosseis como sendo de seres que se tinham extinguido devido a catástrofes naturais.

Aristóteles (384-322 a. C.) referiu que os organismos se encontravam organizados de acordo com um plano; referiu também que os organismos apareceriam por geração espontânea, isto é a partir de matéria inerte, por ação de um princípio ativo.

Antes do séc. XVIII existiam ideias sobre a origem dos seres vivos baseadas em mitos, superstições e na ideia de um deus que tinha criado o mundo como o conhecemos. A religião difundia a versão bíblica da criação do mundo por deus como um dogma de fé. Esta última versão designa-se por Criacionismo.

Teorias da Evolução
Carl Linné

Carl Linné (1707-1778) (conhecido por Lineu), botânico sueco, estabeleceu um sistema hierárquico de classificação dos seres vivos. Lineu defendia que cada espécie possuía um conjunto de características que correspondiam aos desígnios de Deus. Foi o criador da nomenclatura binominal.

Linné propôs que os animais e plantas fossem baptizados com um nome sempre com duas palavras: a primeira será o género, e a segunda será o restritivo específico. Este sistema ainda hoje é utilizado daí que muitos o consideram o pai da taxonomia moderna.

(Taxonomia é o estudo e classificação dos seres vivos com determinados princípios)

Teorias da Evolução
Lamarck

Jean Baptiste Lamarck (1744-1829) explica os fósseis como animais que no decurso do tempo se tinham extinguido.

Lamarck refere que as modificações dos seres vivos dependem do ambiente em que se desenvolveram. Os animais têm capacidade de adaptação. O mecanismo que leva a essas adaptações é explicado pela Lei do uso e do desuso e pela teoria das características adquiridas.

A teoria de Lamarck fica conhecida como Lamarckismo.

Lei do uso e do desuso

Esta lei estabelece que a necessidade cria o órgão e a função modifica-o. Ou seja se o órgão é muito usado tem tendência a desenvolver-se, se é pouco usado atrofiase. Lamarck dá vários exemplos sendo o da girafa muito conhecido.

Teoria das características adquiridas

Lamarck afirmava que o meio ambiente estava permanentemente a sofrer alterações. Os seres vivos possuíam a capacidade de transformação com o objetivo de se adaptarem a essas mudanças. As transformações adquiridas por uma espécie seriam transmitidas para aos seus descendentes. Com o passar do tempo (várias gerações) as espécies iam acumulando transformações, dando origem a novas espécies.

Exemplos em que se baseou:

As cobras perderam as pernas por estas representarem uma dificuldade na sua movimentação através da vegetação. Como não eram utilizadas foram atrofiando-se até desaparecer.
A girafa habita locais onde o solo é seco e com pouca vegetação de modo que para se alimentar tem de comer brotos de árvores. Para isso a girafa foi se esticando para cima. Esse hábito levou a que desenvolve-se o enorme pescoço e as pernas anteriores, mais longas do que as posteriores.
Nas aves aquáticas as membranas existentes entre os dedos resultariam do uso das patas durante a natação.

A teoria de Lamarck foi posta em causa por Weissman (1880) que fez a experiência de cortar as caudas a um grupo de ratos brancos, tendo a descendência apresentado a cauda com o comprimento habitual. Repetiu a experiência com os mesmos resultados ao longo de 22 gerações de ratos.

Atualmente reconhece-se que o uso e desuso de determinado órgão afeta o seu desenvolvimento, mas essa característica não é transmitida à descendência.

3. Ideias darwinistas

Darwin

Charles Darwin (1809-1882) nasceu em Inglaterra numa família privilegiada.

Cemeça a estudar Medicina mas acaba por se graduar em 1931 em Teologia pela Universidade de Cambridge.

Em 27 de Dezembro de 1931 partiu a bordo do “"HMS Beagle” (barco com 30 metros de comprimento) como naturista.

A vigem durou 5 anos ao redor do mundo.

Durante a viagem recolhe muitas amostras e regista no seu diário tudo o que observa sobre a flora e fauna das regiões visitadas. Desenterra muitos fósseis de animais extintos. Nos Andes encontra conchas marinhas a mais de 4000m de altitude. O que intriga Darwin é que muitos fósseis que encontra são de animais que não existem.

Presencia um terramoto e contembpla ao torretes que se formaram. Estas observações reforçam a sua ideia de que as características geográficas da Terra são consequência das forças da natureza.

Em 1836 regressa a Inglaterra.

Publica em as suas viagens no Jornal de Pesquisas, mais tarde foi compilado em livro e designado “The Voyage of the Beagle” (A viagem do Beagle) sendo um sucesso.

Darwin durante mais de 20 anos estuda o assunto para fundamentar a Teoria da Seleção Natural. Em 1958 recebe um manuscrito de Alfred Russel Wallace (naturalista inglês que estava na Malasia). Wallace resumia em poucas páginas os principais pontos da teoria da seleção natural. Perante este fato resolve publicar o seu trabalho com o de Wallace no Journal of the Linnaean Society.

Durante o ano seguinte trabalha na preparação do seu livro e publica, em 1959, The Origin of Species by Means of Natural Selection que se torna rapidamente um sucesso.

Apesar de ter sido aceite pela maioria, havia muitos que ridicularizaram a obra. A igreja questionou igualmente as ideias de Darwin, pois defendiam a ideia do creacionismo.

Mais tarde, em 1871, publica outro livro denominado The descent of Men and selecion in relation to sex). Este defende a ideia que o homem e os outros animais têm uma origem comum. Este livro causa grande escândalo nalguns meios tendo aparecido caricaturas de Darwin.

4. Evidências da Teoria de Darwin

4.1. Mudança continua

Uma das principais premissas em que assenta a teoria de Darwin é que existe uma mudança contínua do mundo vivo que não é cíclica. O estudo da paleontologia permite verificar que no passado a Terra foi habitada por seres diferentes dos atuais.

A análise dos estratos das rochas sedimentares que contêm os fósseis permitem nalguns casos perceber como era o ambiente na altura.

O registo fóssil permite observar as mudanças evolutivas através da história da Terra. Pode-se estudar o aparecimento duma espécie desde o seu aparecimento até à sua extinção.

Uma evolução bem estudada é a do cavalo, desde o Eoceno até à atualidade.

4.2. Origem comum

Darwin propôs que os animais e as plantas descendem de uma forma de vida ancestral comum. A história da vida representa-se como uma árvore ramificada, chamada filogenia, que proporciona a todo o ser vivo uma história evolutiva comum.

Darwin identificou a origem comum e designou-a por homologia.

Homologia é a semelhança de partes e órgãos de organismos diferentes devido a uma origem embrionária semelhante. Estas estruturas podem ter ou não a mesma função. As estruturas homólogas sugerem ancestralidade comum.

Existem diferentes graus de homologia que podem servir para apreciar a maior ou menor afinidade entre organismos.

Os padrões de homologias formados por uma origem comum com modificações permitem-nos classificar os organismos de acordo com as suas relações evolutivas.

4.3. Multiplicação de espécies

Darwin referia que iam aparecendo novas espécies. O número de espécies aumenta com o tempo mas por outro lado ocorre a extinção de espécies.

Por espécie entende-se:

Descender de uma população ancestral comum Compatibilidade reprodutora interna mas incompatível com outras espécies Existência dentro da espécie de coesão fenótipica e genotipica.

Quando existem barreiras geográficas impedindo os indivíduos de se reproduzirem entre si por vezes a evolução de cada grupo dá origem a uma nova espécie. Este tipo designa-se por especiação alopátrica.

Há possibilidade de haver especiação sem isolamento geográfico.

As diferentes populações de uma espécie podem especializar-se para ocupar diferentes nichos. Designa-se esta especiação de especiação simpátrica.

A produção de espécies ecologicamente distintas ou diversas a partir de uma origem ancestral comum designa-se radiação adaptativa. Acontece por exemplo associado a lagos e ilhas jovens que constituem novas oportunidades evolutivas para os organismos aquáticos e terrestres, respectivamente.

4.4. Gradualismo

Este conceito é que grandes diferenças fenotipicas entre espécies se produzem por acumulação de muitas mudanças individuais ao longo do tempo evolutivo.

O gradualismo estabelece a mudança é gradual, portanto seriam de esperar encontrar esta evolução nos fósseis. Ora isto não acontece, faltam muitas formas intermédias.

Surge então a ideia, em 1972, do equilíbrio pontuado que estabelece que propõe que a maior parte das populações de organismos de reprodução sexuada experimentam pouca mudança ao longo do tempo geológico, e quando ocorrem mudanças evolutivas no fenótipo, elas se dão de forma rara e localizada em eventos rápidos.

5. Neo darwinismo

O Darwin não conhecia os mecanismos da hereditariedade, acreditava que os filhos eram mistura dos pais e acreditava que um organismo podia alterar a sua hereditariedade.

Os estudos genéticos de populações vieram demonstrar que existia a microevolução e a macroevolução.

A microevolução que estuda as mudanças evolutivas das frequências de distintas formações alélicas dos genes nas populações.

A macroevolução que estuda a evolução em grande escala, englobando a origem de novas estruturas nos organismos, a tendência evolutiva, a radiação adaptativa, as relações filogenéticas entre as espécies e extinções maciças. A investigação macroevolutiva baseia-se na sistemática e no método comparativo.

Sonia Seixas

Fonte: www.antonio-fonseca.com

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