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Folhas

 

ÓRGÃOS

Principais órgãos responsáveis pela elaboração de elementos orgânicos, em presença de luz (fotossíntese).

As moléculas de clorofila fixam a energia luminosa, utilizada para a elaboração de compostos orgânicos, a partir de compostos inorgânicos simples, como H2O e CO2.

Seu formato pode ser extremamente variável e está associado a uma boa captação de luz. Originam-se a partir dos primórdios foliares na região meristemática caulinar.

Morfologia externa

Folhas

Constituição básica

a- limbo ou lâmina foliar : superfície geralmente achatada, adaptada à captação de luz e CO2; liso ou recoberto de pêlos, cera, espinhos, etc; inteiro ou partido em folíolos, como nas folhas de Bauhinia, a pata de vaca, ou pode ser pinado (imparipinado ou paripinado); as bordas podem ser lisas, denteadas, incisas, crenadas, etc;

b- pecíolo: geralmente cilíndrico, une o limbo ao caule através da base; pode estar preso à base ou ao meio do limbo (folha peltada).

Folhas que não possuem pecíolo são chamadas sésseis.

c- base: parte terminal do pecíolo; pode ser simples ou constituir uma bainha (folhas de milho). A bainha é freqüente nas monocotiledôneas e rara nas dicotiledôneas.

d- estípulas: emitidas, às vezes, pela base foliar. Ex.: no café - Coffea arabica, encontram-se estípulas interpeciolares; um bom caráter taxonômico para a identificação da família Rubiaceae. Na ervilha, as estípulas são muito desenvolvidas e chegam a ser confundidas com folhas.

Na falsa-seringueira (Ficus elástica), protegem a gema terminal; caracterizando a família Moraceae. A união de duas estípulas pode formar a ócrea, uma estrutura que ocorre principalmente na família Poligonaceae, envolvendo o caule.

Nervação do limbo

Nervuras: formam o esqueleto de sustentação do limbo.

A classificação abaixo é de Hickey (1973):

1- Pinada (ou peninérvea): uma única nervura principal origina as outras. 3 tipos: a- craspedródoma - na qual as nervuras secundárias terminam na margem;

b- camptódroma - na qual as nervuras secundárias não terminam na margem;
c- hifódroma (uninérvea) -
na qual só existe a nervura primária.

2- Actinódroma (ou palmatinérvea): três ou mais nervuras principais divergem do mesmo ponto.

3- Acródoma (ou curvinérvea): duas ou mais nervuras principais ou secundárias formam arcos recurvados na base e convergentes no ápice da folha.

4- Campilódroma: onde muitas nervuras principais ou secundárias se originam num mesmo ponto e formam arcos muito recurvados, que convergem no ápice.

5- Paralelódroma (ou paralelinérvea): duas ou mais nervuras principais se originam paralelamente na base e convergem no ápice.

Ocorrências foliares

a- Heterofilia: presença de mais de um tipo de folha na mesma planta. Ex.: feijão - Phaseolus vulgaris, (Leguminosae), onde o primeiro par de folhas é simples e o restante é trifoliolado.
b- Anisofilia:
diferentes tipos de folhas numa mesma altura do caule. Ex.: Selaginella.

Modificações foliares

a- Cotilédones: primeiras folhas embrionárias; podem acumular reservas (feijão) ou servir como órgão de transferência de reservas do albúmen para o embrião (mamona - Ricinus communis).
b- Catáfilos (ou escamas):
modificações da porção basal da folha, sem a parte superior; protegem as gemas (palma-de-Santa-Rita - Gladiolus) ou acumulam substâncias nutritivas (cebola - Allium cepa)
c- espinhos: com função de defesa e economia hídrica. Possuem sistema vascular (figo-da-Índia - Opuntia - Cactaceae).
d- gavinhas:
possuem tigmotropismo (enrolam-se a suportes). Ex.: folíolos da ervilha.
e- brácteas ou hipsófilos:
transformações vistosas, com finalidade de atrair polinizadores. Ex.: primavera - Bouganvillea spectabilis - Nyctaginaceae.
f- filódio:
folha muito reduzida. Ex: Acacia podaliriifolia, uma leguminosa.
g- pulvino:
na base de algumas folhas; responsáveis por movimentos násticos. Ex.: dormideira - (Mimosa pudica).
h- folhas de plantas insetívoras:
formas especializadas para a captura de insetos. Ex.: Drosera .

Filotaxia

É a maneira como as folhas se distribuem ao redor de um caule. Está relacionada com a melhor disposição para a captação de luz.

Existem três tipos básicos:

a- filotaxia oposta: Duas folhas se inserem no caule, no mesmo nível, mas em oposição (pecíolo contra pecíolo). Quando o par de folhas superior se encontra em situação cruzada com o inferior, tem-se a filotaxia oposta-cruzada ou decussada.
b- filotaxia verticilada:
Três ou mais folhas se inserem no mesmo nível (obs.: em Pinus as folhas saem do mesmo ponto e a filotaxia é chamada fasciculada).
c- filotaxia alterna:
As folhas se colocam em níveis diferentes no caule; nela, uma linha partindo do ponto de inserção da folha e girando ao redor do caule, depois de tocar sucessivamente os pontos de inserção, formará uma hélice. Unindo-se as folhas alternas, teremos uma linha ortóstica.

Características foliares

As folhas são consideradas simples, quando o limbo é indiviso. Quando o limbo apresenta uma reentrância pronunciada, chegando quase a formar duas partes é chamado geminado. Ex.: pata-de-vaca (Bauhinia spp). As folhas são compostas quando o limbo é formado por várias partes denominadas folíolos, cada um com uma gema na base.

Anatomia

Sistema dérmico, sistema vascular (proveniente em sua maior parte do procâmbio) e sistema fundamental.

A epiderme é revestida pela cutícula e suas células são compactadas, com estômatos em ambas as faces (folha anfiestomática), apenas na face superior ou adaxial (folha epiestomática) ou apenas na face inferior ou abaxial (folha hipoestomática).

Podem ocorrer vários tipos de tricomas (pêlos).

Nas folhas, a epiderme é geralmente unisseriada, mas em seringueira (Ficus elástica) a epiderme é múltipla.

O mesofilo compreende o tecido interno à epiderme e contém parênquima clorofiliano; em muitas plantas, principalmente dicotiledôneas, distingui-se dois tipos de parênquima clorofiliano: o paliçádico e o lacunoso.

As células do parênquima paliçádico são alongadas e formam uma espécie de cerca, quando observadas em corte transversal. Esse parênquima é localizado, geralmente, próximo à superfície superior da folha, mas pode ocorrer em ambos os lados, principalmente em ambientes xerofíticos, para evitar excesso de transpiração.

As células do parênquima lacunoso têm formas variadas e espaços intercelulares acentuados. Certas monocotiledôneas possuem o mesofilo homogêneo (sem distinção entre parênquima paliçádico e lacunoso).

Adaptações foliares

a) caracteres mesomorfos: Humidade relativa alta: parênquima diferenciado em paliçádico e lacunoso (folha dorsiventral);
b) caracteres hidromorfos:
Grande suprimento hídrico. Redução dos tecidos de sustentação e dos vasculares, além parênquima lacunoso

c) caracteres xeromorfos: Redução da superfície externa; parênquima aqüífero.

Relação forma-função: Com relação à fotossíntese, são conhecidos dois ciclos de fixação do gás carbônico: o ciclo c3, que apresenta como primeiro produto um ácido com 3 átomos de carbono (ácido fosfoglicérico) e o C4, onde o primeiro produto é o ácido málico ou o aspártico, com 4 carbonos.

As folhas das plantas c3 são geralmente dorsiventrais ou isobilaterais e a bainha dos feixes vasculares (endoderme) não é conspícua e suas células possuem poucas organelas. A grande maioria das plantas C4 apresenta anatomia "Krans" (coroa, em alemão), com uma evidente bainha dos feixes vasculares, contendo muitas organelas.

As plantas C4 ocorrem em ambientes xerofíticos e seu metabolismo é considerado mais recente que o c3.

Fonte: professores.unisanta.br

Folhas

ÓRGÃO FOTOSSINTETIZANTE

Órgão fotossintetizante das plantas. Em geral, nasce sobre o caule ou seus ramos e possui estrutura achatada e fina, de modo que o tecido clorofiliano, responsável pela fotossíntese, fica próximo à superfície.

As folhas, embora apresentem grande variedade de formas e tamanhos, são constituídas basicamente de:

Limbo: Laminar e verde, comumente muito delgado;
Pecíolo:
Espécie de pedicelo, inserido na base do limbo;
Bainha:
Situada na parte inferior do pecíolo.

A base com freqüência desenvolve uma bainha e/ou estípulas. A lâmina foliar caracteriza-se por ser achatada e larga. Tal forma otimiza a captação de luz e gás carbônico.

A lâmina é de grande importância na identificação do vegetal, pois em cada planta apresenta características específicas de forma, tamanho, tipo de margem, ápice, base, ausência ou presença de tricomas, etc.

Quanto à forma, os principais tipos de lâmina são: simples (limbo indiviso) e composta (limbo dividido em folíolos).

De acordo com o número e a disposição dos folíolos, as folhas são chamadas de:

Unifoliadas: Com um único folíolo unido por um peciolíolo ao pecíolo da folha
Pinadas
: Com folíolos dispostos posta ou alternadamente ao longo da raque, o eixo comum
Palmadas ou digitadas:
Com mais de três folíolos partindo de uma base comum

A nervação ou venação da lâmina foliar também pode ser de diversos tipos:

Peninérvea ou pinada: Uma única nervura central primária dá origem a nervuras de ordem superior)
Palmatinérvea ou actinódroma:
Três ou mais nervuras primárias divergem radialmente de um ponto inicial comum
Curvinérvea ou acródroma:
Duas ou mais nervuras primárias ou secundárias bem desenvolvidas formas arcos que convergem no ápice da folhaCampilódroma: Muitas nervuras primárias partindo de um ponto comum convergem no ápice foliar

Paralelinérvea ou paralelódroma

Uma ou mais nervuras primárias originam-se lado a lado na base da folha e correm paralelamente até o ápice da folha, onde convergem

O pecíolo das folhas é a parte que une a lâmina à base. Faz, assim, a conexão entre limbo e caule. Geralmente, o pecíolo é côncavo ou achatado em sua porção superior e arredondado em sua porção basal.

Tal forma facilita a sustentação da folha, ao mesmo tempo em que confere flexibilidade e permite movimento, auxiliando na exposição da lâmina foliar à luz (fototropismo). Em geral, o pecíolo une-se à base do limbo foliar. Há casos, porém, em que se conecta ao meio da lâmina foliar.

Com relação ao pecíolo, as folhas podem ser classificadas em: peciolada, quando o pecíolo está presente; séssil, quando não há pecíolo e a lâmina prende-se diretamente ao caule, e peltada, quando o pecíolo une-se à folha pela região central desta.

A base foliar é a porção terminal do pecíolo que, em algumas famílias vegetais, encontra-se bem desenvolvida. Sua provável função é a de proteger as gemas axilares do caule. Em muitas monocotiledôneas a base é grande e muito bem desenvolvida (por ex. nas Poaceae). Recebe aqui o nome de bainha e prende as folhas invaginantes ao caule. Em dicotiledôneas, uma base desenvolvida é encontrada nas Apiaceae (Umbelliferae). Muitas plantas apresentam ainda uma estrutura delicada de tecido delgado saindo acima da bainha. É a chamada lígula, cuja função é acumular água.

Cerca de 40% das dicotiledôneas lenhosas e 20% das espécies herbáceas possuem um par de pequenas estruturas laminares na base foliar. São as chamadas estípulas, que em algumas plantas são tão desenvolvidas que podem ser confundidas com folhas. Na ervilha (Pisum sativum), por exemplo, até realizam fotossíntese.

Na maior parte das espécies, contudo, as estípulas tem a forma de pequenas escamas e caem antes das folhas se desenvolverem completamente. Em algumas plantas, as estípulas são perenes e permanecem na base das folhas adultas. No café (Coffea arabica), por ex., são de importância taxonômica, auxiliando na identificação da planta. Também na família Moraceae as estípulas possuem caráter taxonômico. Aqui, elas recobrem e protegem a gema terminal das folhas jovens (por ex. na falsa-seringueira, Ficus elastica, ou na embaúba, Cecropia cinerea). As estípulas podem, em algumas espécies, estar modificadas em espinhos (por ex. na coroa-de-cristo, Euphorbia milii).

Dentre as inúmeras modificações apresentadas pelas folhas, podemos citar:

Gavinhas - As gavinhas servem para prender a planta a um suporte, enrolando-se nele.
Espinhos -
Os espinhos são estruturas de proteção, muitas vezes lignificadas. Além de exercer a função de proteção, as folhas modificadas em espinhos podem ter a função de reduzir a transpiração, tal como ocorre em muitas cactáceas (ex. figo-da-índia, Opuntia sp.).
Brácteas -
As brácteas são folhas coloridas e vistosas, cuja função é a de atrair polinizadores. Parecem-se, muitas vezes, às pétalas de uma flor (ex. primavera, Bougainvillea spectabilis).

Órgão fotossintetizante das plantas

Em geral, nasce sobre o caule ou seus ramos e possui estrutura achatada e fina, de modo que o tecido clorofiliano, responsável pela fotossíntese, fica próximo à superfície.

As folhas, embora apresentem grande variedade de formas e tamanhos, são constituídas basicamente de:

Limbo - laminar e verde, comumente muito delgado;
Pecíolo -
espécie de pedicelo, inserido na base do limbo;
Bainha -
situada na parte inferior do pecíolo.

A base com freqüência desenvolve uma bainha e/ou estípulas. A lâmina foliar caracteriza-se por ser achatada e larga. Tal forma otimiza a captação de luz e gás carbônico. A lâmina é de grande importância na identificação do vegetal, pois em cada planta apresenta características específicas de forma, tamanho, tipo de margem, ápice, base, ausência ou presença de tricomas, etc.

Quanto à forma, os principais tipos de lâmina são: simples (limbo indiviso) e composta (limbo dividido em folíolos).

De acordo com o número e a disposição dos folíolos, as folhas são chamadas de:

Unifoliadas (com um único folíolo unido por um peciolíolo ao pecíolo da folha);
Pinadas (com folíolos dispostos posta ou alternadamente ao longo da raque, o eixo comum);
Palmadas ou digitadas (com mais de três folíolos partindo de uma base comum).

A nervação ou venação da lâmina foliar também pode ser de diversos tipos:

Peninérvea ou pinada (uma única nervura central primária dá origem a nervuras de ordem superior);
Palmatinérvea ou actinódroma (três ou mais nervuras primárias divergem radialmente de um ponto inicial comum);
Curvinérvea ou acródroma (duas ou mais nervuras primárias ou secundárias bem desenvolvidas formas arcos que convergem no ápice da folha);
Campilódroma (muitas nervuras primárias partindo de um ponto comum convergem no ápice foliar);
Paralelinérvea ou paralelódroma (uma ou mais nervuras primárias originam-se lado a lado na base da folha e correm paralelamente até o ápice da folha, onde convergem).

O pecíolo das folhas é a parte que une a lâmina à base. Faz, assim, a conexão entre limbo e caule. Geralmente, o pecíolo é côncavo ou achatado em sua porção superior e arredondado em sua porção basal. Tal forma facilita a sustentação da folha, ao mesmo tempo em que confere flexibilidade e permite movimento, auxiliando na exposição da lâmina foliar à luz (fototropismo). Em geral, o pecíolo une-se à base do limbo foliar.

Há casos, porém, em que se conecta ao meio da lâmina foliar.

Com relação ao pecíolo, as folhas podem ser classificadas em: peciolada, quando o pecíolo está presente; séssil, quando não há pecíolo e a lâmina prende-se diretamente ao caule, e peltada, quando o pecíolo une-se à folha pela região central desta.

A base foliar é a porção terminal do pecíolo que, em algumas famílias vegetais, encontra-se bem desenvolvida. Sua provável função é a de proteger as gemas axilares do caule. Em muitas monocotiledôneas a base é grande e muito bem desenvolvida (por ex. nas Poaceae). Recebe aqui o nome de bainha e prende as folhas invaginantes ao caule.

Em dicotiledôneas, uma base desenvolvida é encontrada nas Apiaceae (Umbelliferae). Muitas plantas apresentam ainda uma estrutura delicada de tecido delgado saindo acima da bainha. É a chamada lígula, cuja função é acumular água. Cerca de 40% das dicotiledôneas lenhosas e 20% das espécies herbáceas possuem um par de pequenas estruturas laminares na base foliar. São as chamadas estípulas, que em algumas plantas são tão desenvolvidas que podem ser confundidas com folhas. Na ervilha (Pisum sativum), por exemplo, até realizam fotossíntese.

Na maior parte das espécies, contudo, as estípulas tem a forma de pequenas escamas e caem antes das folhas se desenvolverem completamente. Em algumas plantas, as estípulas são perenes e permanecem na base das folhas adultas. No café (Coffea arabica), por ex., são de importância taxonômica, auxiliando na identificação da planta. Também na família Moraceae as estípulas possuem caráter taxonômico. Aqui, elas recobrem e protegem a gema terminal das folhas jovens (por ex. na falsa-seringueira, Ficus elastica, ou na embaúba, Cecropia cinerea). As estípulas podem, em algumas espécies, estar modificadas em espinhos (por ex. na coroa-de-cristo, Euphorbia milii).

Dentre as inúmeras modificações apresentadas pelas folhas, podemos citar:

Gavinhas - As gavinhas servem para prender a planta a um suporte, enrolando-se nele.
Espinhos - Os espinhos são estruturas de proteção, muitas vezes lignificadas. Além de exercer a função de proteção, as folhas modificadas em espinhos podem ter a função de reduzir a transpiração, tal como ocorre em muitas cactáceas (ex. figo-da-índia, Opuntia sp.).
Brácteas - As brácteas são folhas coloridas e vistosas, cuja função é a de atrair polinizadores. Parecem-se, muitas vezes, às pétalas de uma flor (ex. primavera, Bougainvillea spectabilis).
Filódios -
Os filódios são folhas reduzidas, nas quais o pecíolo alarga-se adquirindo forma de limbo e exercendo suas funções fotossintéticas.

Cotilédones são as primeiras folhas do embrião vegetal e servem para acumular reservas ou então para realizar a transferência de reservas do albúmen para o embrião em desenvolvimento.

Catáfilos (também denominados de escamas) protegem as gemas vegetativas, além de realizar fotossíntese.

Os cotilédones embrionários e os catáfilos das gemas vegetativas são considerados por muitos autores como folhas modificadas. São reunidos, juntamente com os outros tipos de folha, sob a denominação de filoma. Entre as plantas conhecidas por carnívoras ou insetívoras, algumas das suas folhas são modificadas, assumindo vários aspectos, entre os quais citamos os ascídios com a forma de um jarro, dotado ou não de tampa, em cujo interior existem glândulas que segregam sucos digestivos capazes de digerir insetos.

Os principais tipos de ascbiológico dos ídios se encontram nas espécies dos seguintes gêneros: Nepenthes, Sarracenia, Cephalotus, Darlingtonia. Com o mesmo significado ascídios, encontramos os utrículos do gênero Utricularia.Já em Drosera e Drosophyllum as folhas modificadas são tentáculos recobertas de (pêlos glandulares) móveis, que segregam substâncias que digerem os insetos.Em Dionaea, as lâminas foliares, com bordos fimbriados, prendem se distingue das folhas normais ou momofilos pelo tamanho, forma, consistência e cor, e que se encontra ou na base de uma flor, chamada bráctea mãe, ou de uma inflorescência.Duração e queda das folhasDuração, ou seja, o tempo que as folhas permanecem nas plantas é importantes do ponto de vista da arborização das vias públicas, praças, jardins, parques e também rodovias.

Podemos considerar os seguintes casos:Folhas persistentes são as que permanecem por mais de um ano, como na laranjeira, limoeiro, coqueiro. Tais plantas, são também chamadas sempre-verdes porque novas folhas se formam a medida que as mais idosas vão caindo.Caducas ou decíduas, quando as folhas caem prematuramente, deixando a planta despida durante o inverno ou estação seca.Marsescentes, quando as folhas secam e permanecem presas ao vegetal, como no carvalho-português (Quercus lusitanica e Quercus faginea). A queda das folhas está relacionada com as diferentes regiões geográficas do globo. Assim, na Europa e regiões extra tropicais, ela se dá no fim do outono, o mesmo ocorrendo, entre-nós, nas províncias do Sul da Minas Gerais e Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nas províncias do Norte, mormente no sertão, as árvores despem-se de suas folhas apenas no rigor do verão, por causa das grandes secas, que assolam a região.As folhas compostas constam de um pecíolo comum, a raque, da qual nascem folhas pequenas chamadas folíolo providos de pequeno pecíolo chamado de peciólulo. As vezes a folha composta é tão grande que pode confundir-se com um ramo, porém se distingue deste, porque possui um gema na axila. A falta de gemas nas axilas dos folíolos comprova que estes são apenas parte de uma folha composta.

Quanto à distribuição dos folíolos na raque, as folhas compostas podem ser: geminada, quando possui dois folíolos, como no jatobá ou jataí (Hymenaea stilbocarpa); trifoliada ou ternada, quando possui três folíolos, como no feijoeiro, no trevo (Oxalis sp.); digitada ou palmada, quando os folíolos convergem no mesmo ponto, na extremidade do pecíolo, como nos ipês amarelo e roxo (Tabebuia spp.), paineira; penada, quando os folíolos se inserem ao longo do raque, em posição oposta ou alteram, podendo ser paripinada (terminando por um par de folíolos) como na canafístula (Cassia fistula) ou imparipinada (terminando por um folíolo), como na tipuna (Tipuana speciosa).

HeterofiliaEntre as plantas adultas, algumas há que produzem folhas de distinta configuração, dispostas ao longo do caule ou dos ramos, outras vezes no mesmo nível ou no mesmo nó. Esse fenômeno denomina-se heterofilia ou pelimorfismo foliar.A heterofila pode ser um caráter ligado ao genótipo e, portanto, hereditária, e insensível a influência do meio, como nas espécies que possuem a forma juvenil diversa da forma adulta, de que o Eucalyptus e o Populus euphratica são exemplos.

Histologicamente, uma folha típica é formada por três tipos de tecido: epiderme; mesófilo; tecido vascular. A epiderme é classificada em adaxial (epiderme da superfície superior da folha), geralmente com poucos ou nenhum estômato e cutícula bem desenvolvida; e abaxial (epiderme da superfície inferior da folha), com estômatos e cutícula menos desenvolvida. A parede celular das células epidérmicas é fina, com exceção da parede das células marginais, cujas grossas paredes evitam que a folha se rasgue. Freqüentemente se observa uma hipoderme sob a epiderme. O mesófilo compreende o tecido parenquimático situado entre as epidermes. Em muitas plantas, especialmente nas dicotiledôneas, há dois tipos parênquima foliar. Imediatamente abaixo da epiderme encontra-se o parênquima paliçádico, formado for células alongadas, dispostas em fileiras, que contém os cloroplastos ordenados ao longo de suas paredes.

Estas células realizam grande parte da fotossíntese. Quando o parênquima paliçádico é encontrado apenas na porção adaxial da folha, esta é denominada de dorsiventral ou bifacial. Quando o parênquima paliçádico é encontrado tanto na porção adaxial, como na porção abaxial da folha, esta é denominada de isolateral ou isobilateral. Abaixo do parênquima paliçádico encontra-se o parênquima esponjoso, caracterizado pela existência de um sistema bem desenvolvido de espaços intercelulares e por células estelares que se conectam através de prolongamentos, os chamados lobos de conexão.

Os grandes espaços intercelulares garantem a eficiência das trocas gasosas, fundamental para a função fotossintética da folha. Muitas plantas apresentam ainda outros tipos de células em suas folhas, por ex. colênquima margeando os feixes condutores e dando suporte a eles, esclerênquima conferindo maior rigidez e resistência, ou células glandulares.

De acordo com o habitat da planta, há inúmeras modificações na estrutura básica da folha, por ex. em plantas xerofíticas (que habitam regiões áridas) ou aquáticas.O desenvolvimento ontogenético das folhas inicia-se nos primórdios foliares (pequenas projeções em forma de cone que se originam, através de divisões celulares periclinais, da superfície do caule próximo ao seu meristema apical). Os primórdios foliares crescem inicialmente através da atividade de um meristema apical e depois pela atividade de um meristema intercalar.

A lâmina foliar origina-se a partir da divisão de células situadas na margem da porção adaxial do primórdio. Na porção que dará origem ao pecíolo, esse crescimento marginal é suprimido.Com relação à origem filogenética das folhas, estas provavelmente se desenvolveram a partir de um ramo que se achatou. Contudo, a escassez de fósseis dificulta a comprovação de detalhes do processo evolutivo.Por fim, as folhas ordenam-se no caule de modo a otimizar a incidência da luz solar.

O arranjo das folhas no caule é denominado de filotaxia e há três tipos: filotaxia oposta, quando duas folhas se prendem ao caule no mesmo nível, mas em oposição (pecíolo contra pecíolo); filotaxia verticilada, quando três ou mais folhas partem de um único nó; e filotaxia alterna, quando cada folha parte de um nível diferente do caule, podendo formar, por ex. uma espiral.

TranspiraçãoA transpiração é a eliminação de água na forma de vapor que ocorre nos vegetais e animais por uma necessidade fisiológica, sendo controlada por mecanismos físicos, morfológicos, anatômicos e fisiológicos. Nos vegetais a transpiração ocorre principalmente através das folhas, que é a principal superfície de contato do vegetal com o ambiente.

O fenômeno da transpiração é fundamental para a vida do vegetal, mas deve ocorrer de modo a permitir a sobrevivência do mesmo, pois o excesso de perda d'água na forma de vapor pela transpiração pode levar à morte do vegetal.Os vegetais apresentam várias adaptações para evitar a transpiração excessiva, de acordo com o ambiente onde vivem.A organização do corpo do vegetal está relacionada diretamente com o fenômeno da transpiração.

O número de folhas e a superfície foliar são fatores que determinam maior ou menor taxa de transpiração pelo vegetal. Numa primeira análise, a perda de água na forma de vapor parece ser algo extremamente prejudicial aos vegetais. A perda excessiva de água pode levar ao ressecamento, à desidratação e à morte do vegetal.

Podemos dizer que a transpiração é um mal necessário, para que atividades fisiológicas vitais possam ocorrer no vegetal.A transpiração evita o aquecimento exagerado, principalmente das folhas do vegetal, através da eliminação do excesso de calor na forma de vapor através dos estômatos.

Um outro aspecto importante é a própria ascensão de seiva bruta ou inorgânica (água e sais), desde as raízes até as folhas, que é mantida graças à transpiração contínua através das folhas.Com a transpiração é mantida uma coluna de água e sais minerais dentro do corpo do vegetal, das raízes até as folhas, funcionando como uma bomba propulsora de água e sais minerais de baixo para cima.Regis Romero

Fonte: www.aridesa.com.br

Folhas

As folhas são órgãos vegetativos das plantas, geralmente verdes, cujas principais funções são a de realizar a fotossíntese e as trocas gasosas com o meio.

Origem

As folhas se originam de primórdios foliares localizaados nas extremidades dos caules e dos ramos. Seu crescimento é limitado, parando de crescer depois de algum tempo, com excessão para as folhas das samambaias que, muitas vezes, têm crescimento indeterminado.

Folhas
Anatomia Vegetal - Folha

Características principais

A folha é o órgão vegetativo que apresenta grande polimorfismo e adaptações a diferentes ambientes e funções. As folhas são órgãos das plantas especializados em captação de luz e trocas gasosas com a atmosfera para realizar a fotossíntese e respiração.

Funções

A folha tem a função de produzir, através de suas células clorofiladas, alimento para a planta. Outra função das folhas é regular a entrada e saída de água através da transpiração.

Duração

Conforme a duração das folhas os vegetais podem ser perenifólios (com folhas durante o ano inteiro) ou caducifólios, que derrubam as folhas no outono e passam o inverno sem elas.

Nestes últimos as folhas renascem a cada primavera.

Folhas
Primavera

Folhas
Verão

Folhas
Outono

Folhas
Inverno

Folhas simples e compostas

Todas as folhas têm uma camada, junto ao caule, por onde caem. Esta camada é chamada de camada de abscisão.

São chamadas de folhas simples aquelas que possuem o limbo inteiro e de compostas aquelas que têm o limbo dividido em partes menores, denominadas de folíolos.

As folhas compostas, para serem assim consideradas, devem possuir apenas uma camada de abscisão.

Folhas
Anatomia Vegetal - Folha

Folha completa

Uma folha completa é formada por:
Pecíolo:
É a haste que sustenta a folha e a liga ao caule
Limbo:
É a parte achatada e dilatada da folha especializada para receber a luz do sol e para realizar as trocas gasosas com o ambiente
Baínha :
Expansão achatada do pecíolo para aumentar a fixação
Estípulas:
Pequenos apêndices localizados na base do pecíolo, podem servir para aumentar a área fotossintetizante ou se transformam em espinhos

Tipos de folhas

Folhas incompletas são aquelas em que falta ou pecíolo, ou estípulas ou baínha.

Folhas com ócrea são folhas em que as estípulas são grandes e se abraçam ao redor do caule

Folha invaginante é a que têm bainha grande para aumentar sua fixação

Folha séssil é a que é a que apenas limbo, pelo qual se fixa diretamente ao caule

Folhas

Heterofilia

É o caso em que em um vegetal existem diversos tipos de folhas, surgindo cada tipo em um ambiente diferente.

Um exemplo importante é o caso da Sagitária, em que existem três tipos de folhas: as submersas (que são alongadas),as flutuantes (que são arredondadas) e as aéreas (que têm forma de ponta de flexa).

Folhas

Folhas modificadas

São folhas que têm funções especiais e, por isso mesmo, suas formas se adaptam a essas especializações.

São exemplos:

Espinho

Folha modificada para economia de água

Folhas

 

Escama

Folha geralmente subterrânea modificada que protege brotos, como, por exemplo, no lírio

Folhas

Catáfilo

Folha subterrânea modificada que protege o broto nos bulbos tunicados, como na cebola.

Folhas

Gavinha

Folha modificada para permitir a fixação dos caules sarmentosos.

Folhas

Bráctea

Folha modificada que acompanha as flores com função de proteção ou atração

Folhas

Espata

Bráctea especial que protege as inflorescências do copo-de-leite e do antúrio.

Folhas

Carnívorora ou insetívora

Folha adapatada para atrair, capturar e digerir pequenos animais que vão ser utilizados como adubo.

Folhas

Folhas

Anatomia da Folha

As folhas, normalmente, têm uma forma laminar e, olharndo ao microscópio, veremos que possuem duas epidermes: a superior e a inferior, revestidas por uma cutícula para dificultar as perdas de água. Entre as duas epidermes fica o mesófilo, formado por diversas camadas e células de um parênquima clorofiliano, junto do qual os tecidos de condução formam as nervuras.

Folhas
Corte de uma folha

Há diversos tipos de mesófilo:

Mesófilo assimétrico - possue um parênquima paliçadico em cima e um parênquima lacunoso em baixo. Como se pode ver na figura, a metade de cima e a metade de baixo do mesófilo não são semelhantes, portanto não há simetria. É característico das folhas de dicotiledôneas'.
Mesófilo simétrico - tem dois parênquimas paliçadicos, separados por um parênquima lacunoso. Como se vê na fiigura abaixo as metades superior e inferior do mesófilo são semelhanates e, portanto, simétricas. É característico das folhas de algumas monocotiledôneas.
Mesófilo indiferenciado - tem apenas um tipo de parênquima não diferenciado em paliçadico e lacunoso. É característico de folhas de monocotiledôneas.

Fonte: www.universitario.com.br

Folhas

PADRÕES FOLIARES

Folhas
Folha Completa

Os primórdios foliares se formam ao redor do ponto vegetativo caulinar com disposição transversal semelhante a protuberâncias laterais exógenas, a princípio não diferenciadas.

Os primórdios foliares possuem crescimento limitado, ao passo que o ponto vegetativo caulinar cresce, indefinidamente pelo ápice. A folha pois se origina do desenvolvimento de um primórdio foliar.

Considera-se a folha como uma expansão laminar do caule, geralmente de crescimento limitado. O ápice e a base da folha são respectivamente, a extremidade superior do limbo e a extremidade inferior do pecíolo.

A folha insere-se no caule ou no ramo ao nível de um nó.

Partes da folha

A folha considerada completa compõem-se das seguintes partes:

A- Limbo: Laminar e verde, comumente muito delgado
B- Pecíolo:
Espécie de pedicelo, inserido na base do limbo
C- Bainha:
Situada na parte inferior do pecíolo.

Alguns autores incluem também as estípulas. As fôlhas desprovias de uma ou mais de suas partes denominam-se incompletas.

Além dessas partes, a folha pode apresentar a ócrea e a lígula.

Base do limbo

A base do limbo é a região onde o pecíolo se insere. A falta de pecíolo, a base do limbo se liga a bainha ou ao caule.

A conformação da região básica da folha pode ser:

Acuneada, cuneada ou cuneiforme, com a base do limbo estreitando-se para o pecíolo, lembrando o corte transversal de uma cunha.

Alabardada ou hastada, quando a base forma dois lobos agudos e perpendiculares ao pecíolo.

Atenuada, quando se afila, progressivamente para o pecíolo.

Auriculada, se as aurículas se prolongam, lateralmente, abaixo da inserção do pecíolo. Auriculado-cordiforme, se as aurículas são arredondadas e auriculado-sagitada, se as aurículas formam ângulos agudos com a inserção do pecíolo.

Em certos casos, aurículas muito desenvolvidas e quase separadas do limbo tomam o aspecto de estípulas e recebem a qualificação de estipuliforme.

Circinada, quando uma ou as duas aurículas se enrolam em espiral.

Cordada, quando a base é semelhante a da folha cordiforme.

Decurrente, quando a base do limbo continua para baixo unida ao caule.

Deltóide ou triangular, quando a base do limbo forma com o pecíolo um ângulo reto. A figura lembra um triângulo.

Oblíqua, quando um dos lados é maior ou mais baixo que o outro.

Obtusa, quando se apresenta arqueada, sendo o ângulo externo com o pecíolo maior que 90º.

Peltada, quando corresponde à folha de limbo peltado. Orbicular-peltada, quando o pecíolo se insere na região mediana do limbo que é de forma aproximada de um círculo.

Perfoliada, quando a folha é séssil e suas aurículas envolvem o ramo ou o caule e se soldam, dando a impressão de que o limbo é atravessado por eles, e conato-perfoliada, quando são duas as folhas que se soldam pela base.

Sagitada, quando as aurículas formam um ângulo agudo, lembrando a ponta de um seta.

Ápice do limbo

O extremo superior ou ponta do limbo denomina-se ápice ou vértice.

Apreciaremos os aspectos mais comuns de ápices:

Acuminado: Terminando em ponta prolongada e com os lados côncavos.
Agudo:
Terminando também em ponta e com os lados retos ou levemente convexos.
Aristado:
Ápice bem alongado, em forma de seta rígida.
Arredondado:
Quando termina por um segmento de círculo.
Assovelado:
Quando é muito pontiagudo, lembrando uma sovela.
Chanfrado ou emarginado:
Quando possui um reentrância pouco profunda, no vértice.
Cuspidado:
Quando termina subitamente em porta aguda rígida.
Mucronado:
Quando o ápice se apresenta truncado e com uma saliência estreita, bem distinta, mais ou menos no centro.
Obtuso:
Quando o ápice é mais ou menos arredondado e o ângulo formado maior que noventa graus
Retuso:
Quando o recorte apical é pequeno e muito aberto.
Truncado:
Quando o ápice se apresenta como que cortado por uma linha reta.

Bordo ou Margem

Bordo ou margem é o contorno que delimita o limbo. Quando o limbo não apresenta recortes, isto é, sem reentrâncias ou saliências nas margens, folha se denomina inteira. No caso em que ocorram cílios, ou seja, pelos direitos guarnecendo os bordos, a margem denomina-se ciliada.

Podemos considerar dois tipos de recortes:

Marginal, em que as reentrâncias não se afastam muito da linha de contôrno ou da margem, originando, assim, recortes de várias formas. Se os recortes são agudos, chamam-se (1) dentes e quando (2) arredondados ou obtusos, crenos. Em qualquer dos dois, pode existir o mucrão, quer dizer uma ponta pequena e curta, aguda, bem distinta.

Assim, pois, temos os seguintes exemplos de bordos ou margens:

Crenado: Quando o recorte é arredondado ou obtuso. Se os recortes são bem pequenos, o bordo denomina-se crenulado.
Denteado:
Quando os recortes são agudos e direitos. Denticulado, se os dentes são finos.
Espinescente:
Com espinhos nas margens.
Serreado:
Quando se apresenta como os dentes de uma serra. Serrilhado, se os dentes são de tamanho pequeno.
Sinuado:
Quando possui recortes e sulcos arredondados. No caso de os recortes citados serem miudamente recortados, dizendo que são duplamente crenados, duplamente denteados, duplamente serrados e duplamente sinuados.
Profundo:
Quando as reentrâncias são mais pronunciadas, afatando-se bem da linha de contôrno ou margem.

Consideraremos os seguintes tipos:

Lacerado: Quando os recortes tem a forma de lobos irregulares.
Lirado:
Cujos recortes conferem ao limbo a forma de lira.
Lobado:
Quando o recorte não atinge a metade da distância que vai da margem até ao nervura principal.
Fendido:
Quando o recorte excede um pouco a metade da distância entre a margem e a nervura principal.
Partido:
Quando o recorte atinge quase a nervura principal ou o ponto peciolar.
Pectíneo:
De lobos estreitos e disposto como num pente.
Pinatífido:
Quando os recortes alcançam até a meia altura entre o bordo e a nervura mediana.
Runcinado:
Quando, nas folhas pinatífidas, os recortes estão voltados para a base.

Fases ventral e dorsal:

O limbo possui duas faces, a ventral ou superior, conforme esteja voltada para o ramo ou caule ou voltada para cima e a face dorsal ou inferior, quando voltada para fora ou para baixo. Essas posições são consideradas em relação ao ramo ou caule, que servem de eixo de referência.

Aspectos da superfície do limbo:

A superfície do limbo (face ventral e dorsal) pode ser lisa, quando não apresenta nem pelos nem desigualdades.

O limbo é rugoso quando há excesso de parênquima entre as reticulações das nervuras. Quando este excesso de parênquima torna as proeminências mais sensíveis, o limbo diz-se bulado. Se o excesso de parênquima se situa unicamente nos bordos do limbo ele se denomina crespo ou frisado, e se devido ao mesmo excesso de desenvolvimento, bordos se elevam e se abaixam, alternadamente, em dobras arredondadas, denomina-se arredondado.

Normalmente o limbo se apresenta contínuo, em algumas folhas, porém, o limbo possui perfurações e a folha se chama fenestrada, perfurada ou cletrada, como na banana-de-macaco (Monstera sp.).

Nervação

Nervação é a disposição das nervuras no limbo da folha ou dos folíolos. Há casos, entretanto, em que as nervuras não são aparentes, como na babosa (Aloe socotrina), na piteira (Fourcroya sp.), e outras folhas carnosas, denominando-se enervadas.

Inúmeras são as folhas que ostentam apenas a nervura mediana, como as do craveiro e, também, em muitas folhas suculentas ou carnosas.

A grande maioria das folhas é multinervadas ou pluminervada, isto é, há uma nervura mediana ou principal que frequentemente está situada na parte mediana do limbo e o divide em duas metades iguais, e é sempre mais volumosa que as outras, exceto quando há três, cinco ou sete nervuras da mesma proporção, como se verifica nas folhas trinérveas, quinquenárveas e heptanérveas; da principal, partem as secundárias, destas as terciárias e assim por diante, sendo as últimas nervuras muito delicadas e finas, denominadas vênulas.

As nervuras mais desenvolvidas fazem saliência na face inferior do limbo, havendo, em correspondência, na face superior, sulcos.

Apreciaremos, a seguir, a disposição das nervuras no limbo das folhas multinérveas:

Paralelinérveas, quando possuem mais ou menos o mesmo diâmetro, e se dispõem, lado a lado, desde a base até o ápice do limbo. São frequentes entre as monocotiledôneas, como nas folhas da cana-de-açúcar, do milho, do lírio, servindo de um modo geral, de distinção com as Dicotiledôneas.

Curvinérveas, quando as nervuras são curvas desde a base do limbo até o ápice, e simétricas em relação a nervura principal ou mediana, como na folha de quaresmeira (Tibouchina granulosa).

Peninérveas, encontradas na grande maioria das Dicotiledôneas porque da nervura principal, que se distingue das demais, se originam as secundárias e destas as terciárias, lembrando a disposição das barbas de uma pena de ave.

Palminérveas ou digitinérveas, quando as nervuras se irradiam do ponto de inserção do pecíolo, distribuindo-se, no limbo, sempre em número ímpar, como os dedos separados da mão, encontradas na figueira, na mandioqueira e no tinhorão.

Peltinérveas, com as nervuras partindo do ponto de inserção do pecíolo no limbo das folhas peltadas, como no capuchibha ou folha-de-chagas.

Pecíolo

Folhas
Folha Incompleta

É a porção delgada da folha que une o limbo à bainha ou ao caule.

Comprimento. O comprimento do pecíolo varia nas diferentes espécies de plantas. Não há ainda, uma regra que permita denominar as folhas quanto ao comprimento dos seus pecíolos.

Seguiremos a que tem sido mais usada pelos autores os quais consideram os seguintes casos:

Longamente peciolada é a folha cujo pecíolo for pelo menos, de comprimento igual ao do limbo, como no mamoeiro.

Regularmente peciolada, quando o pecíolo tiver, aproximadamente, a quarta parte do comprimento da nervura principal, como na quineira (Ginchona succirubra).

Curtamente peciolada, quando o pecíolo tiver menos que a quarta parte do comprimento da nervura principal como na goiabeira. Quando falta o pecíolo, a folha denomina-se séssil, ou apeciolada, como no pincel (Emilia sonchifolia).

Folhas
Folha Séssil

Formas de Pecíolo

Alado: Quando guarnecido por uma formação foliácea, como na folha da laranjeira.
Canaliculado:
Quando é percorrido por um rego longitudinal, na sua face superior, como na folha da bananeira.
Cilíndrico:
Quando é da forma de um cilindro, como na folha de alguns filodendros, e maioria das folhas.
Comprimido:
Quando achatado lateralmente.
Prismático:
Quando se apresenta com a forma de um prisma. Ex. doleus.
Amplexicaule:
Quando a base do pecíolo abraça ou abarca o caule ou o ramo, como na folha ranúnculo (Ranunculus sp.).
Ventricoso:
Quando entumescido e fusiforme, como na folha de água-pé.
Filódio:
Quando faltando o limbo, o pecíolo se achata e assume os aspecto de folha, como na acácia (Acacia podalyraefolia).

As secções transversais dos pecíolos, feitas geralmente na região mediana, podem ser: circulares, triangulares, quadrangulares, poligonais, etc. de acordo com a forma do pecíolo.

O pecíolo pode apresentar no ponto onde se insere no limbo uma pequena articulação, denominando-se pecíolo articulado.

BAINHA

A bainha da folha é a parte inferior dilatada do pecíolo ou pecíolo inteiro que se dilata, alarga e adelgaça, envolvendo o entre-nós, ou o nó, ocorrendo em poucas famílias de Dicotiledôneas, como nas Umbelíferas, cujos exemplos comuns são a erva-doce (Pimpinella anisum), cenoura, salsa (Petroselium sativum) e nas Plantagináceas, como na tanchagem (Plantago major).

Folhas
Folha Invaginante

Nas Monocotiledôneas, todavia, a bainha, encontra-se em muitas famílias, possui forma geralmente cilíndrica pode ser- amplexicaule ou invaginante, quando envolve inteiramente o caule, podendo ser: inteira, isto é, sem interrupção, como na tiririca e outras Ciperáceas, ou fendida, como no milho, aveia, cana-de-açúcar e maioria das Gramíneas, bem assim em algumas palmeiras; - semi-amploxicaule, quando envolve parcialmente o caule ou ramo, como na palmeira Caryota urens

Ócrea

Folhas
Folha com Ócrea

A ócrea é formada por duas estípulas axilares, membranosas, inteiramente concrescentes, e envolve o ramo acima do nó, à semelhança de uma bainha invertida, constituindo-se em importante caráter taxonômico da família Poligonaceae como no cocoloba (Coccoloba uvifera). Alguns autores consideram as estípulas involucrais do gênero Ficus como ócreas.

Língula

A língula é uma formação membranáceas, localizada no limite da bainha e limbo das folhas de Gramíneas e também, em alguns grupos de palmeiras, situando-se na junção do pecíolo com base do limbo. A língula permite distinguir as folhas das Gramíneas das folhas das Ciperáceas.

Estípulas

Encontra-se, por vezes, na base das folhas dois apêndices laminares, como duas pequenas folhas, de forma e consistência diversas, e denominadas estípulas.

Elas são frequentes nas Leguminosas, Rosáceas e Malváceas, além da outras famílias.

Pulvino ou coxim

É a base do pecíolo espessada a moda de almofada, provida de tecido parenquimatoso, o qual, por variação de turgescência de células de faces opostas, pode provocar movimentos das folhas, frequentemente na leguminosas. Além do pulvino da base foliar, podem ocorrer pulvínulos na base dos folíolos.

Nas folhas das mangueiras, no cedro-do-méxico encontramos também um pulvino, contudo sem as peculiares mencionadas e comumente chamado coxim.

FOLHAS

Simples, Composta e Recomposta

O estudo que acabamos de fazer refere-se a folha simples, constituída de um só limbo, pecíolo, bainha e eventualmente, dos demais apêndices, como as estípulas, a ócrea, a língula, o pulvino ou coxim.

Apreciaremos, a seguir, a folha composta e recomposta.

Folha composta

A folha composta consta de um pecíolo comum, a raque, da qual nascem folhas pequenas chamadas folíolo providos de pequeno pecíolo chamado de peciólulo. As vezes a folha composta é tão grande que pode confundir-se com um ramo, porém se distingue deste, porque possui um gema na axila. A falta de gemas nas axilas dos folíolos comprova que estes são apenas parte de uma folha composta.

Quanto à distribuição dos folíolos na raque, as folhas compostas podem ser: geminada, quando possui dois folíolos, como no jatobá ou jataí (Hymenaea stilbocarpa); trifoliada ou ternada, quando possui três folíolos, como no feijoeiro, no trevo (Oxalis sp.); digitada ou palmada, quando os folíolos convergem no mesmo ponto, na extremidade do pecíolo, como nos ipês amarelo e roxo (Tabebuia spp.), paineira; penada, quando os folíolos se inserem ao longo do raque, em posição oposta ou alteram, podendo ser paripinada ( terminando por um par de folíolos) como na canafístula (Cassia fistula) ou imparipinada (terminando por um folíolo), como na tipuna (Tipuana speciosa)

Folha Recomposta

" Duplamente Composta"

Quando constituída por folíolos compostos, denominados foliólulos podendo ser:

Conjugado-penada, quando constituída de um folíolos composto inseridos na extremidade do pecíolo, como na mimosa (Mimosa velloziana);
Duplicadopenada, quando constituída por dois pares de folíolos compostos inseridos, também, na extremidade do pecíolo, como na sensitiva ou malícia-de-mulher (mimosa pudica);
Biternada, quando ocorrem três folíolos compostos de três foliólulos, inseridos na extremidade do pecíolo, como na salsa.

Consistência

A consistência da folha depende da natureza dos tecidos que compõem, do mesófilo e da epiderme.

Carnosas, carnudas, polposas ou gordas, quando folhas são espessas, submoles, ricas em água ou sucos diversos, como as da babosa, folha-da-fortuna (Bryophyllum calycinum) e outras crassuláceas.

Coriáceas são as folhas espessas, consistentes, rígidas mas flexíveis, como couro, como na figueira ou falsa-seringueira (Ficus elastica var. decora).

Escariosas, quando delegadas, secas e semitransparentes.

Herbáceas, quando de espessura mediana, são mais ou menos moles, como na maioria das folhas.

Membranosas, quando finas e resistentes, flexíveis, como nas folhas de jarrinha ou mil-homens.

Macias ou moles, quando pouco consistentes, são macias ao tato, como sucede com a folha de espinafre (Spinacia oleracea) e bertalha (Basella sp.).

Perforadas, quando vistas contra a luz, parecem estar perfuradas, devido a presença de glândulas oleíferas, como nas folhas de hipericão (Hypericum perforatum).

- Pergamenáceas ou pergaminhadas, quando finas e rígidas e se forem quebradiças, são cartáceas.

INDUMENTO

Pelos motivos expostos no item 3.2.2-f, estudaremos neste capítulo o indumento que ocorre na epiderme da planta. Entendemos por indumento as numerosas formações epidérmicas, que tanto variam nas diversas espécies, assumindo, comumente, importância taxonômica, ecológica, etc..

De uma maneira geral, consideraremos os seguintes tipos de indumento:

Glabro: Quando inteiramente liso, desprovido de pêlos.
Armado:
01-espinhoso, quando munido de espinhos; 02- aculeado quando com acúleos.
Inerme:
Quando sem espinhos ou acúleos.

Piloso: Quando possui pêlos, podendo ser:

Pubescente: Com pelos moles, pequenos e retos.
Lanoso:
Sendo os pêlos, pequenos e deitados.
Viloso:
Sendo os pêlos compridos.
Tomentoso:
Quando os pêlos formam um feltro.
Flocoso:
Sendo o feltro em flocos.
Araneoso ou tearrâneo:
Sendo o feltro ralo, parecendo uma teia de aranha.
Seríceo ou acetinado:
Sendo os pêlos finos, deitados e brilhantes.
Aveludado:
Coberto de pêlos curtos, densos, levantados e com aspecto de veludo.
Velutino:
Como o acetinado, mas não brilhantes.
Hirsuto ou hispido:
Sendo compridos, retos e mais ou menos rígidos.
Cerdoso:
Sendo os pêlos mais compridos, retos e esparsos.
Estrigoso:
Tendo pêlos a base como uma pequena verruga.
Hamoso:
Tendo os pêlos rígidos e a ponta do pêlo virada como um gancho.
Piloso-glanduloso:
Tendo uma glândula na ponta do pêlo e este curto ou comprido.
Urente ou urticante:
Com líquido de natureza caustica.
Ramificado-piloso:
Sendo os pêlos ramificados.
Estrelado:
Com aparência de estrela.
Estrelado-piloso:
Sendo os pêlos ramificados na base.
Lepidoso:
Sendo os pêlos em forma de escamas, com nervuras que partem do centro, como raios de uma roda.
Puberulento:
Revestido de pêlos curtíssimos e pouco densos.
Lanuginoso:
Com pêlos crespos, macios mas curtos.
Celheado ou ciliado:
Com celhas, isto é, pêlos que guarnecem a margem de um órgão.
Setígero:
Como cerdas, rígidas e fortes.
Áspero:
Quando a superfície epidérmica é áspera, devido à presença de grãosinhos ou pequenos tubérculos.
Lenticelado:
Quando a superfície apresenta lenticelas.
Verrucoso ou verrugoso:
Com a superfície coberta de pequenos tubérculos, semelhantes a verrugas.
Escamosos ou escamuloso:
Quando o indumento é formado por escamas.
Cerífero:
Quando a superfície é coberta por uma camada de cera.
Farinoso ou furfuráceo:
Quando a superfície é coberta por uma espécie de pó como farinha.
Granuloso:
Quando coberta de pequenas protuberâncias, numerosas e densas.
Glanduloso:
Indumento constituído de glândulas. Frequentemente, as glândulas são pediceladas ou dispostas na extremidade de pêlos de diversos aspectos, como no indumento piloso-glanduloso.
Papilhoso:
Provido de papilhas, isto é, pequenas saliências superficiais.
Papuloso:
Quando possui pápulas, vesículas contendo líquido.

Cor das folhas

Normalmente a cor da folha é verde, devido a presença de clorofila nos cloroplastos.

Todavia, inúmeras são as folhas que se apresentam com outras cores, denominando-se coloridas, em virtude da presença nos seus tecidos de cromoplastos (plastos portadores de vários pigmentos, como a xantofila, caroteno, etc.) ou de pigmento dissolvidos no suco celular, como a antocianina.

As plantas possuidoras de folhas coloridas, denomina-se plantas decorativas ou ornamentais e sua importância, hodiernamente, é grande para a decoração de ambientes internos e externos como jardins e parques.

Consoante a coloração ou colorações apresentadas pelo limbo, as folhas recebem as seguintes denominações:

Glauca: Quando verde clara e coberta de um substância pulverulenta como na couve, no Eucalyptus globulus.
Variegada:
Quando apresenta manchas amarelas ou brancas sobre o fundo verde do limbo, como na acalifa (Acalypha marmorata).
Manchada:
Quando salpicada ou sarapintada de duas ou mais cores, como em alguns tinhorões (Caladiun sp. e Arun maculatum).
Pontuadas:
Sendo as manchas pequenas semelhantes a pontos, como na Aglaonema costatum.
Listradas:
Quando no limbo existem listras, como no Phrynium zebrinum e na Aechmea chantinii.
Descoradas:
Quando de um verde desmaiado, ou simplesmente verdoenga, como em certas variedades de Coleus.
Discolores:
Tendo cores diferentes nas duas faces foliares.

Existem muitas folhas cujas nervuras são de uma cor e o limbo de outra, como na folha-da-independência (Codiaeum variegatum). Por vezes, é somente o ápice da folha que possui cor diferente, como em certas Bromeliácea brasileiras.

As cores das folhas podem modificar-se com a idade. Quando novas, se apresentam avermelhadas, róseas, violetas, amareladas, brancas, e, à medida que atingem maturidade, tornam-se completamente verdes, como acontece com os cajueiros (Anacardium spp.), mangueiras, cacaueiros (Theabroma leiocarpa), jambeiro (Lugenia jambos) a sapucaia (Lecythis sp.) e outras.

Duração e queda das folhas

Duração ou seja, o tempo que as folhas permanecem nas plantas é importantes do ponto de vista da arborização das vias públicas, praças, jardins, parques e também rodovias.

Podemos considerar os seguintes casos:

Folhas persistentes são as que permanecem por mais de um ano, como na laranjeira, limoeiro, coqueiro. Tais plantas, são também chamadas sempre-verdes porque novas folhas se formam a medida que as mais idosas vão caindo.

Caducas ou decíduas, quando as folhas caem prematuramente, deixando a planta despida durante o inverno ou estação seca.

Marsescentes, quando as folhas secam e permanecem presas ao vegetal, como no carvalho-português (Quercus lusitanica e Quercus faginea). A queda das folhas está relacionada com as diferentes regiões geográficas do globo. Assim, na Europa e regiões extra tropicais, ela se dá no fim do outono, o mesmo ocorrendo, entre-nós, nas províncias do Sul da Minas Gerais e Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nas províncias do Norte, mormente no sertão, as árvores despem-se de suas folhas apenas no rigor do verão, por causa das grandes secas, que assolam a região.

Prefoliação ou vernação

Prefoliação, vernação ou folheatura é a disposição dos esboços foliares ou seja, ainda em formação, dentro das gemas ou gomos. Pode ser considerada em relação a cada esboço, por si, ou em relação a posição reciproca de todos eles. Essa disposição se aprecia bem, principalmente na primavera, quando as gemas começam a se abrir.

A prefoliação se estuda e se representa por meio de diagramas, que se obtêm cortando-se transversalmente e, às vezes, longitudinalmente a gema e fazendo, a seguir, o desenho da secção.

Distinguimos na prefoliação duas situações:

I - Irefoliação relativa a cada folha

Consiste no arranjo das diversas partes entre si da mesma folha, seja do vértice ou ponta para com base, seja da metade de um lado para com o outro, os principais tipos são:

Plana: Quando a folha não apresenta dobras, isto é, com limbo distendido, como no eucalipto, cupresso.
Reclinada:
Quando a folha se acha dobrada transversalmente sobre si mesma, de sorte que aponta ou ápice descansa sobre a parte inferior ou base, como no acônito (Aconitum napellus) e na tulipa (Tulipa sp.).
Conduplicada:
É aquela em que o limbo se dobra longitudinalmente pela nervura principal, justapondo-se as duas metades pela face superior, como no feijoeiro, mamoeiro, carvalho.
Plicada:
Dobrada ou pliçada, é a que possui limbo com muitas longitudinais dobras sobre si, a semelhança de um leque fechado, como nas palmeiras em geral, nas videiras e no plátano.
Peplicada:
Difere da plicada, porque as dobras do limbo são transversais.
Convoluta:
Quando o limbo se enrola como um cartucho, de modo que um dos bodos fica para dentro e outro para fora, com se vê nas bananeiras.
Involuta:
Aquela em que as margens ou bordos do limbo estão enrolados para a página superior, como na violeta, no choupo (Populus spp.), na macieira e pereira,
Revoluta:
É o contrário do anterior, pois os bordos se enrolam para a página inferior ou dorsal da folha, como na espirradeira.
Circinada:
Quando o ápice da folha se enrola em forma de espiral e sobre a face superior, lembrando um báculo, como nas samambaias, na drósera (Prosera rotundifolia).

II - Prefoliação relativa a diversa folhas

Segundo a maneira como as folhas novas estão dispostas na gema, uns em relação as outras, recebem nomes diversos, como segue:

Valvar: Quando as folhas planas se tocam pelos bordos no caso de duas apenas, pelas suas faces, como loureiro (Laurus nobilis) e na vinca.
Imbricada:
Quando as folhas se dispõem como as telhas de um telhado, isto é, as folha vizinhas se cobrem com as margens, como na lilaz (Syringa vulgaris) e maioria das árvores.
Induplicada:
Semelhante a valvar, porém as folhas possuem os bordos voltados para dentro, havendo na linha de contato, exteriormente uma reentrância.
Reduplicada:
É uma variante da anterior, em que os bordos das folhas se voltam para fora e a linha de contato é saliente.
Equitante:
Quando as folhas sendo conduplicadas cobrem ou cavalgam as que lhe ficam abaixo, como no lírio-germânico (Iris germanica)
Semiequitante:
Quando a metade de cada folha é abarcada e abarca a metade de outra, a qual se acha disposta de modo idêntico, como no craveiro-de-cheiro, na saudades (Scabiosa atropurpurea).
Contorta:
Quando cada folha tem uma margem coberta, cobrindo com a outra a margem da folha seguinte.
Vexilar:
Quando uma folha inclui as demais.
Coclear:
Quando duas folha se tocam com as margens e incluindo as outras.
Aberta ou livre:
Quando as folhas não se tocam.

Heterofilia

Entre as plantas adultas, algumas há que produzem folhas de distinta configuração, dispostas ao longo do caule ou dos ramos, outras vezes no mesmo nível ou no mesmo nó. Esse fenômeno denomina-se heterofilia ou pelimorfismo foliar.

A heterofila pode ser um caráter ligado ao genótipo e, portanto, hereditária, e insensível a influência do meio, como nas espécies que possuem a forma juvenil diversa da forma adulta, de que o Eucalyptus e o Populus euphratica são exemplos.

Em certas plantas, a heterolfilia depende do meio, como se verifica nos seguintes exemplos clássicos:

- ranúnculado aquático (ranunculus aquatilis), cujas folhas submersas são finamente laciniadas e as flutuantes de outra forma, frequentemente menos divididas; cabomba (Cabomba aquatica) com folhas submersas geralmente verticiladas ou opostas, multipartidas e, as flutuantes, peltadas, orbiculares ou oblongo-elípticas; sagitária (Sagitaria sp.),com três tipos distintos de folhas, submersas, flutuantes e aéreas.

A heterofilia em sentido mais amplo, abrange, também, a diversidade foliar que ocorre em muitas plantas superiores, como por exemplo, as folhas escamiformes das gemas, as folhas situadas na parte inferior de alguns caules, as brácteas, as bractéolas e as folhas florais.

Metamorfose foliar

O conjunto das modificações morfológicas e estruturais que uma folha pode experimentar, denomina-se metamorfose foliar.

de várias cores, que acompanham as três flores da primavera ou três-marias Assim, as folhas flutuantes da castanha-d'água (Trapa natans) possuem o pecíolo engrossado, funcionando como flutuador.

As escamas das gemas ou gomos exercem a função de proteção. Função idêntica desempenham as escamas ou catafilos dos rizomas. Os catafilos dos bulbos tunicados, como a cebola, se transformam em órgãos de reserva.

Na salvínia (Salvinia natans), Pteridófita flutuante, as folhas, submersas são transformadas em raízes.

Cursiosas são algumas folhas da planta epífita Dischidia raflesiana, Asclepiadácea, que tomam a forma de saco ou urna, em cujo interior se condensam o vapor d'água transpirado, as poeiras, detritos orgânicos, e produzem, junto ao pecíolo, raízes adventícias que mergulham no seu interior.

Entre as plantas conhecidas por carnívoras ou insetívoras, algumas das suas folhas são modificadas, assumindo vários aspectos, entre os quais citamos os ascídios com a forma de um jarro, dotado ou não de tampa, em cujo interior existem glândulas que segregam sucos digestivos capazes de digerir insetos.

Os principais tipos de ascídios se encontram nas espécies dos seguintes gêneros: Nepenthes, Sarracenia, Cephalotus, Darlingtonia. Com o mesmo significado biológico dos ascídios, encontramos os utrículos do gênero Utricularia.

Já em Drosera e Drosophyllum as folhas modificadas são tentáculos recobertas de (pêlos glandulares) móveis, que segregam substâncias que digerem os insetos.

Em Dionaea, as lâminas foliares, com bordos fimbriados, prendem se distingue das folhas normais ou momofilos pelo tamanho, forma, consistência e cor, e que se encontra ou na base de uma flor, chamada bráctea mãe, ou de uma inflorescência. Notáveis são as brácteas das inflorescência do copo-de-leite ou cala, denominadas espatas, muito vistosas, e as três brácteas petalóides.

Na base dos capítulos de muitas compostas, como no girassol, rainha-margarida (Callistephus hortensis) e na alcachofra (Cynara scolymus) existe um invólucro de brácteas, denominado periclínio.

Espatas grandes e de consistência lenhosa, ocorrem nas inflorescências de muitas palmeiras.

As gravinhas, conhecidas também por eirros ou elos, constituem outra modalidade de metamorfose foliar. Originam-se quer de uma folha ou de uma de suas partes. Normalmente tem aspecto filamentoso, simples, ramificado, espiralado, tortuoso e são comuns nas plantas trepadeiras ou sarmentosas, cujos exemplos mencionados quando estudamos o caule.

Além das gavinhas foliares, existem as de natureza áxil, isto é opriginarias do caules ou do ramo.

Por vezes, as folhas das ramificações principais se transformam em espinhos, geralmente com três ramos, em cujas axilas se formam folhas normais, como no bérberis. Nem sempre essa transformação resulta da folha toda:

Suas partes podem, também se tornar espinescentes, como no ápice e as nervuras (pela perda do parênquima foliar).

Dignas de menção são as pétalas estames e carpelos resultantes de folhas profundamente modificadas.

O filódio, já citado anteriormente, não deixa de ser o pecíolo de uma folha sem limbo e que se tornou laminar.

Filotaxia

Denomina-se filotaxia a parte da Morfologia que cuida da disposição das folhas sobre o caule ou ramos. Inclui a inserção e a divergência.

Inserção

Quanto a inserção as folhas podem ser: alternadas ou isoladas, opostas, verticiladas.

Alternadas ou isoladas; quando em cada nó só há uma folha como no olmeiro (Ulmus americana) pereira, roseira.

Opostas; quando em cada nó há duas folhas situadas nos extremos de um diâmetro, como na salvia, no cafeeiro, no craveiro. Quando os diâmetros sucessivos se cruzam em ângulo reto, as folhas se denominam opostas cruzadas.

Verticiladas; quando há mais de duas folhas inseridas no mesmo nó, como na espirradeira, na alamanda ou dedal-de-dama (Allamanda sp.).

Em algumas plantas, os entre-nós são muito curtos, dando a impressão de que as folhas estão inseridas no mesmo nó, resultando a inserção denominada arrosetada ou em roseta, encontrada, comumente nas plantas impropriamente chamadas acaules, principalmente quando possuem folhas numerosas, como em muitas Bromeliáceas, no falso caraguatá (Eryngium sp.).

Divergência

Divergência ou distância angular entre duas folhas alternas consecutivas, é o ângulo diedro formada por dois planos que passam pela inserção das duas folhas e pelo eixo ideal do ramo, ângulo que varia nas diferentes plantas, porém é constante para cada espécie. Se fizermos partir da inserção de uma folha uma linha que envolvendo o ramo passe pela inserção das folhas seguintes, verificamos que ela descreve uma hélice; tal linha denomina-se geratriz. Denomina-se ciclo o trecho da geratriz compreendido entre duas folhas e situadas sobre a mesma linha vertical ou ortóstica. O ciclo de uma geratriz pode cortar a ortóstica que une as duas folhas, mais de uma vez, denominando-se cada um dos respectivos trechos da geratriz passo de espirra. Há, pois, num ciclo um ou mais passos se espirra.

O índice filotaxia exprime a relação entre o ciclo e o número de folhas nele contido. Representa-se por uma fração, cujo numerador é o número de folhas encontradas nele. O índice de filotaxia mede a divergência entre as folhas ou a distância angular. Assim, as folhas alternadas dísticas tem um índice filotáxico igual a 1/2 e o ângulo de divergência igual a 180º, isto é 1/2x 360º, como nas Gramíneas; idêntico índice encontramos nas folhas opostas do craveiro.

As folhas alternas que tem uma divergência igual a 1/3 denomina-se trísticas e o valor do ângulo é 1/3 de 360º ou de 120º, e são encontradas nas Ciperáceas, como na tiririca.

No pessegueiro, roseira, pereira, o índice de filotaxia é igual a 2/5, quer dizer em duas voltas da geratriz há cinco folhas e o ângulo de divergência de duas folhas consecutivas, é igual a 2/5 de 360º ou 144º. Este tipo denomina-se em quincôncio. Além desses índices, encontramos ainda o índice igual a 3/8, isto é, no ciclo de três voltas ou com 3 passos de espira, existem 8 folhas, como na alcachôfra-dos-telhados (Sempervivum tectorum), e do linho (Linum usitatissimum).

Comparando-se os índices filotáxicos 1/2, 1/3, 2/5 e 3/8, verificamos que conhecidos os dois primeiros, isto é 1/2, 1/3 o terceiro 2/5 se forma somando respectivamente os numeradores e os denominadores dos dois precedentes. Desta maneira, o índice 3/8 se obtém dos índices 2/5 e 1/3. Prosseguindo-se nesta operação, teremos os demais índices 5/13, 8/21 encontrados na natureza. O conjunto de todos esses índices forma uma série. Outras séries existem, a partir dos índices 1/4 e 2/5, dando os índices 3/9, 5/14, 8/23 etc., ou ainda 1/4 e 2/7, cujos índices sucessivos são 3/11, 5/18, etc. séries menos comuns na natureza. Deixaremos, no momento de apreciar as filotaxia da folhas verticiladas.

Fonte: www.herbario.com.br

Folhas

Estrutura da Folha

Folhas

Em corte transversal, uma folha apresenta as seguintes zonas e tecidos:

Epiderme - existe sempre na folha uma epiderme superior e uma epiderme inferior, ambas com uma única camada de células, bem unidas entre si e sem cloroplastos. A epiderme está coberta por uma cutícula mais ou menos espessa e pode apresentar pêlos e estomas, geralmente mais espessos na página inferior em dicotiledóneas mas igualmente distribuídos em monocotiledóneas;
Mesófilo -
zona média da folha, é composto por parênquima fotossintético.

Existem dois tipos de mesófilo:

Assimétrico - neste caso, característico das dicotiledóneas, junto á epiderme superior existe parênquima em paliçada, com células muito juntas e alongadas, e junto á epiderme inferior parênquima lacunoso;
Simétrico -
as camadas de parênquima em paliçada e lacunoso repetem-se junto á epiderme inferior tornando a estrutura simétrica. Pode igualmente existir apenas parênquima lacunoso entre as epidermes. Este tipo de mesófilo é característico das monocotiledóneas;
Tecidos vasculares -
formados pelo xilema e floema, têm função de sustentação e transporte de nutrientes orgânicos e minerais, localizando-se no interior do mesófilo. O xilema está sempre virado para a página superior da folha. Geralmente existe a chamada baínha vascular, formada por colênquima ou esclerênquima, que dá sustentação e impede a quebra dos feixes. Os feixes de maior calibre notam-se á superfície da folha, formando as nervuras. Em folhas de dicotiledóneas as nervuras ramificam-se sucessivamente, formando uma rede. Em monocotiledóneas as nervuras são paralelas, apresentando todas o mesmo diâmetro em corte transversal.

Fonte: curlygirl.naturlink.pt

Folhas

Anatomia da Folha

A palavra folha deriva do latim folia e refere-se a expansões laterais do caule. As folhas são em geral clorofiladas e com crescimento limitado (OLIVEIRA & AKISUE, 2003).

O embrião, em especial a gêmula do embrião, é o ponto de origem das primeiras folhas do vegetal. As folhas subsequentes originam-se como expansões laterais exógenas dos caules. Caule e folha possuem origem comum, diferindo estruturalmente na disposição relativa dos tecidos. Além disso, a folha difere-se do caule em seu desenvolvimento devido as suas funções (OLIVEIRA & AKISUE, 2003).

A folha completa possui limbo (lâmina), pecíolo e uma base que pode ser provida de estípulas e/ou bainha (OLIVEIRA & AKISUE, 2003). Folhas sem pecíolo são chamadas de sésseis. As folhas podem ser simples (limbo completo) ou compostas (limbo dividido) (RAVEN et al., 2007).

São constituídas pelos seguintes tecidos: epiderme, parênquimas e tecidos vasculares (OLIVEIRA & AKISUE, 2003).

As células epidérmicas da folha estão muito justapostas e cobertas pela cutícula, uma camada lipídica que reduz a perda de água. Os estômatos podem ocorrer em ambos os lados da folha ou somente em um lado, comumente o inferior. Os tricomas são anexos epidérmicos presentes em muitas folhas. Podem ser glandulares, produzindo compostos químicos de defesa e atração de polinizadores ou ainda tectores, promovendo defesa física do vegetal (OLIVEIRA & AKISUE, 2003). Coberturas espessas de tricomas e resinas secretadas por alguns deles, podem diminuir a perda de água pela folha (RAVEN et al., 2007).

Existem ainda células epidérmicas diferenciadas em folhas de algumas espécies vegetais, as células buliformes, responsáveis pela movimentação destes órgãos como enrolamento, fechamento etc. (RAVEN et al., 2007).

O mesofilo é composto basicamente por células parenquimáticas, sendo permeado por numerosas nervuras (feixes vasculares), que são contínuas com o sistema vascular do caule (RAVEN et al., 2007). Ele pode ser homogêneo (células parenquimáticas indiferenciadas) ou diferenciado em paliçádico e lacunoso (OLIVEIRA & AKISUE, 2003),

Folhas
Esquema de folha em corte transversal

As folhas podem ser muito diferenciadas em formas e funções no vegetal (RAVEN et al., 2007).

Exemplos:

Catáfilos ou Escamas: folhas suculentas que ocorrem em caules subterrâneos e armazenam substâncias nutritivas.
Brácteas
: folhas com cores diferenciadas que atraem polinizadores exercendo importante papel na reprodução.
Antófilos ou folhas florais:
sépalas e pétalas.
Espinhos:
folhas modificadas que protegem o vegetal contra herbivoria e diminuem a superfície de contato com o ambiente, reduzindo assim a perda de água por transpiração.
Gavinhas:
folhas muito finas que se enrolam em algum suporte para fixação do vegetal ou maior absorção de luz.

Fatores ambientais, especialmente a luz, podem ter efeitos sobre as folhas. Espécies que crescem sob alta intensidade luminosa podem ter folhas mais espessas e menores que as que crescem na sombra (RAVEN et al., 2007).

Referências

ESAU, K. Anatomia das plantas com sementes. São Paulo: Edgard Blucher, 1974/200. 293 p.
FERRI, M. G. Botânica: Morfologia nterna das Plantas (Anatomia). São Paulo: Edições Melhoramentos, 1970.
GLORIA, B. A.; GUERREIRO, S. M. C. Anatomia Vegetal. Viçosa: UFV, 2003. 438 p.
OLIVEIRA F.; AKISUE G. Fundamentos de Farmacobotânica. 2ª ed., Atheneu, 2003.
RAVEN P. H.; EVERT R. F.; EICHHORN S. E. Biologia Vegetal. 7th ed. Editora Guanabara Koogan S. A., Rio de Janeiro, 2007.

Fonte: www.cb.ufrn.br

Folhas

MISTERIOSO UNIVERSO DAS FOLHAS

Folhas
Folha

Agave atenuata

A maior parte da vida de uma espécie vegetal é sustentada pelas suas folhas, pois nelas ocorrem a transpiração, a respiração e a fotossíntese, isto é, a captação da energia da luz do sol e a transformação das substâncias minerais absorvidas no solo (água e sais minerais) e do ar (gás carbônico) em substâncias orgânicas. A partir delas é feita a distribuição do alimento para todos os órgãos da planta.

O tamanho da folha varia: vai desde as invisíveis a olho nu até àquelas com 2,5 metros de comprimento e 1,4 metro de largura!

Exemplo disso é a folha da Coccoloba, gênero pertencente à família Polygonaceae¸ existente na Floresta Amazônica.

Aliás, é lá também que encontramos uma das menores folhas monocotiledônias: é a Wolfa brasiliensis, pertencente à família Lemnaceae, que tem aproximadamente 2 milímetros e ocorre em lagos, junto às vitórias-régias e dentro de represas.

Geralmente as folhas são verdes, em várias tonalidades, podendo, entretanto, ocorrer variantes que se devem apenas a uma particularidade genética da espécie vegetal.

As folhas novas da mangueira (Mangifera sp.), por exemplo, se apresentam mais escuras e de superfície muito brilhante, em razão dos pigmentos que servem de proteção contra os raios solares.

A folha roxa da trapoeraba (Setcreasea purpurea) possui um tipo de pigmento adicional que se sobrepõe à clorofila, na sua fisiologia. Se rasparmos a sua epiderme, surge o verde. No caso da sapucaia (Lecythispisonis), as folhas possuem um pigmento que as deixa cor-de-rosa quando novas.

Passada essa fase, ficam verdes. Os bordos das folhas podem ter grande variedade de recortes. Nas da família Palmae (ou Palmáceas), na qual encontramos as palmeiras tucumãs, coqueiros e carnaúbas, por exemplo, os bordos são profundos, produto de uma longa adaptação ao ambiente, pois ajudam-nas a resistir à força dos ventos.

Outras espécies apresentam bordos lisos ou que parecem ondas, dentes e serras.

Segundo os estudiosos, a variação de tamanhos e formas das folhas é enorme, mas podem ser destacados como os principais tipos de folhas:

As foliáceas, que são de consistência normal, sem adaptações especiais, típicas de climas temperados e com abundância de água, flexíveis ao vento, com fácil abertura e fechamento dos estômatos (minúsculos órgãos formados por duas células que podem se afastar, criando um poro, por onde se faz a transpiração da planta, e que pode se fechar para economizar água);
As coriáceas, que são rijas e resistentes, mais espessas, com pequenos cristais espalhados que dificultam curvaturas do limbo e o funcionamento dos estômatos e são próprias de climas secos;
As carnosas, ricas em reservas de água e com epiderme impermeável, também adaptadas a climas secos;
As membranosas, com poucas camadas de células, encontradas em lugares úmidos e poucos expostos ao sol nas florestas.

Luz e água são determinantes

Em razão da folha ser o órgão mais exposto, seus vários aspectos dependem da relação entre a sua função e as influências do ambiente. Regra geral, as condições de luz e de água é que são mais determinantes.

O padrão da folha é resultado da sua fisiologia. Por exemplo, quanto mais sol, mais cera ela apresenta, para evitar o processo de transpiração. É o que ocorre com as cactáceas, cujas folhas se tornaram espinhos como conseqüência da sua adaptação a climas secos.

Assim, a água não evapora e mantém-se em seus caules grossos e verdes, para onde foi transferida a função da fotossíntese. Tem a forma de espinhos para se proteger dos animais que as procuram. Plantas de interior de matas que vivem próximas a nascentes de rio, como a avenca, possuem folhas cujos estômatos são descobertos (livres da camada espessa de cera), pois não há necessidade de armazenar água. Já as folhas como as das palmeiras têm profundas bordas, que facilitam a ação dos ventos.

A inclinação da folha está diretamente relacionada com a incidência dos raios do sol. Algumas chegam a sofrer, ao longo de um dia, sutis variações de posições, tentando evitar um contato perpendicular com os raios solares.

Por outro lado, a chuva também tem participação importante: uma das funções da água da chuva é remover da superfície foliar os sais eliminados pela planta, os quais são levados para o solo, onde são novamente absorvidos pelas raízes.

As folhas da floresta

A variedade de tamanhos, formas e aspectos das folhas da floresta tropical é quase infinita, mas elas podem ser agrupadas, a grosso modo, pelas seguintes características: são maiores (têm maior área foliar), com uma consistência flexível; possuem uma anatomia interna com maior espaço intercelular (nas folhas de sombra) por pertencerem a um ambiente rico em água.

Se a folha é de sombra, o verde é mais escuro; o formato é maior (como as do antúrio e da costela-de-adão); a quantidade de clorofila é maior, além de serem mais flexíveis e finas.

A folha que fica sempre exposta ao sol, por sua vez, tem uma menor área foliar, um verde mais claro (por ter menos pigmentação), maior espessura (para reter mais água) maior taxa de fotossíntese e é mais protegida por uma camada de cera, para evitar a transpiração em excesso.

Numa mesma árvore de copa muito densa, podem existir folhas de sol e sombra: as da periferia são de sol, e as do interior têm características de sombra. Mas há também espécies com folhas só de sol ou só de sombra.

Das plantas conhecidas, muitas são úteis para o ser humano, mas há ainda uma infinidade de espécies cujas potencialidades não se conhece, tanto em relação às folhas quanto em relação ao caule, às flores e à raiz. E o pior é que grande parte deste potencial desconhecido já foi destruída, queimada ou extinta pela mão do homem e outra boa parte está correndo os mesmos riscos.

POR QUE AS FOLHAS FICAM VERMELHAS NO OUTONO?

Por que as folhas das árvores se tornam avermelhadas antes de caírem no outono, e por que sua cor é mais viva em alguns anos?

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) propõe uma explicação simples para o fenômeno: "Os pigmentos vermelhos chamados antocianinas que se acumulam nas folhas funcionam como uma proteção contra a radiação solar intensa", diz William Hoch, coordenador do estudo publicado na revista Tree Physiology.

Os pigmentos vermelhos protegem o tecido que realiza a fotossíntese.

Durante o outono, as árvores reabsorvem os nutrientes das folhas; para recolher o máximo de nutrientes antes que as folhas caiam, elas precisam da energia gerada na fotossíntese. Contudo, os sistemas que participam da fotossíntese -- muito utilizados no verão -- também estão sendo decompostos e absorvidos no outono. Além dessa decomposição, a fotossíntese pode ser inibida ainda por uma luminosidade muito intensa.

Por isso, logo que a reabsorção de nutrientes se inicia no outono, a concentração das antocianinas aumenta na superfície das folhas. "Esses pigmentos absorvem grande parte da luz que chega às folhas", afirma Hoch. Dessa forma, preserva-se a limitada habilidade das árvores de produzir energia durante o outono. Além da luz abundante, baixas temperaturas e outros fatores de estresse também provocam o acúmulo das antocianinas nas folhas.

A descoberta da equipe de Hoch confirma as observações de que as cores do outono são mais vivas em dias mais claros e nas folhas situadas na parte mais externa das árvores. "As regiões em que o outono é ensolarado e frio exibem folhas muito vermelhas nessa estação", diz Hoch.

Fonte: www.jardimdeflores.com.br

Folhas

POR QUE AS FOLHAS MUDAM DE COR NO OUTONO?

As folhas apresentam a vulgar cor verde devido à clorofila, um pigmento encontrado nas células das plantas. A clorofila absorve a luz solar e usa a energia desta para fabricar alimento para a planta. Mas no Outono as folhas das árvores perdem o seu verde-vivo. As folhas do choupo tornam-se douradas, o açúcar do bordo cora de vermelho.

Essas mudanças de cor significa que estão ocorrendo transformações químicas nas folhas: algo está a acontecer à clorofila. À medida que o Verão vai cedendo o lugar ao Outono, cada árvore começa a preparar-se para o Inverno.

Os nutrientes vão saindo lentamente das folhas para os ramos da árvore, tronco e raízes, onde são armazenados e protegidos de forma segura do severo frio que se seguirá. Quando chega a Primavera, a árvore serve-se desses nutrientes para formar novas folhas.

À medida que os nutrientes se afastam, as folhas param de fabricar clorofila. A clorofila ainda existente nas folhas vai-se desintegrando gradualmente, o que permite a outros pigmentos fazerem-se notar. Em algumas árvores emergem pigmentos amarelados e alaranjados. Assim, as folhas do vidoeiro e da nogueira americana tornam-se de um amarelo-amanteigado à medida que a clorofila se desvanece.

As folhas de outras árvores adquirem umas lindíssimas sombras avermelhadas.

Fonte: br.geocities.com

Folhas

Classificação de Folhas

Habitat das Folhas

Folhas Aéreas: São folhas que existem no exterior da terra.
Folhas Subterrâneas:
São folhas situadas no interior da terra.
Folhas Aquáticas:
São folhas que se encontram dentro de água.

Constituição das Folhas

Folhas Completas: São folhas que têm todos os constituintes.
Folhas Incompletas:
São folhas que lhes faltam constituintes.

Composição das Folhas

Folhas Simples: São folhas que têm apenas um limbo.
Folhas Compostas:
São folhas com vários limbos unidos a um pecíolo.

Recorte das Folhas

Folhas Inteiras: São folhas que têm a margem do limbo lisa.
Folhas Recortadas:
São folhas que têm a margem do limbo recortada.

Duração das Folhas

Folhas Persistentes: São folhas que não caem.
Folhas Caducas:
São folhas que caem todos os anos no Outono.

Forma do Limbo das Folhas

Folha Arredondada: Limbo com forma "redonda".
Folha Lanceolada:
Limbo em forma de "lança".
Folha Acicular:
Limbo em forma de "agulha"
Folha Cordiforme:
Limbo em forma de "coração".
Folha Sagitada:
Limbo em forma de "seta".
Folha Estrelada:
Limbo em forma de "estrela".
Folha Ovalada:
Limbo com forma "oval".
Folha Floreada:
Limbo em forma de "flor".

Fonte: profs.ccems.pt

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