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Fungos

Liquens

É uma relação simbiótica entre uma alga (ou uma cianobactéria) e um fungo. O fungo geralmente é um ascomiceto. As algas ou cianobactérias encontradas nos liquens também são encontradas livremente na natureza, enquanto que o parceiro fúngico tem sido encontrado somente como parte do líquen. As algas fabricam alimentos pela fotossíntese, usando a água e os minerais obtidos pelos fungos, enquanto estes dependem das algas quanto ao fornecimento de carbono orgânico.

Liquens normalmente se reproduzem por simples fragmentação, ou pela produção de propágulos pulvurulentos especiais denominados sorédios, ou por pequenas projeções do talo conhecidas como isídios. Fragmentos, sorédios e isídios contêm tanto hifas do fungo como algas ou cianobactérias; eles atuam como unidades de dispersão que têm a função de estabelecer o liquen em novas localidades. A figura 26 mostra um esquema de uma secção transversal de um liquen.

Existem mais ou menos 20.000 espécies de liquens. Eles toleram ambientes extremos de temperatura e umidade e crescem em quase todos os lugares exceto em ambientes muito poluídos, como cidades industriais, por exemplo. Por isso muitas espécies são utilizadas como bioindicadoras de poluição. Os liquens podem crescer sobre troncos de árvore, picos de montanhas e rochas lisas. As cores dos liquens variam do branco ao negro, passando por tonalidades de vermelho, laranja, marrom, amarelo e verde. Esses organismos contêm muitos compostos químicos incomuns. Muitos liquens são utilizados como fontes de corantes e também como medicamentos, bases fixadoras de perfumes ou fontes de alimento de menor importância.

Fungos
Liquen Lobaria verrucosa

Uma secção transversal do liquen Lobaria verrucosa. Os liquens mais complexos consistem apenas em uma crosta de hifas entrelaçadas envolvendo colônias de algas. Contudo, nos liquens mais complexos, as hifas e as células de algas estão organizadas em um talo com crescimento e forma definidos e uma estrutura interna característica.

O liquen mostrado tem 4 camadas distintas:

1) o córtex superior, uma camada protetora constituída de hifas de paredes muito espessadas;

2) a camada de algas, constituída por células de algas e hifas, estas de paredes finas frouxamente entrelaçadas;

3) a medula, que é uma camada espessa de hifas frouxas e de paredes menos espessas. Esta camada, que constitui cerca de dois terços da espessura do talo, parece servir como área de armazenagem, com as células do fungo aumentadas; e

4) o córtex inferior, que é mais fino que o superior e coberto por finas projeções (rizinas) que prendem o liquen ao substrato (fonte: Raven et al., 1996).

Micorrizas

A micorriza é uma associação benéfica entre um fungo e uma raiz de planta. Este termo é derivado do grego, significando "raiz fúngica". Estas associações são usualmente benéficas para a planta hospedeira, assim como para o simbionte e, algumas vezes, o hospedeiro não pode prosperar sem os benefícios oriundos do fungo, como o caso de certas orquídeas, que são incapazes de germinar e se desenvolver a menos que sejam infectadas por fungos. As micorrizas melhoram a absorção mineral pelas plantas verdes que possuem, geralmente, um sistema de proteção, para impedir que o fungo cause dano às radicelas. As micorrizas ajudam na transferência direta do fósforo, zinco, cobre e outros nutrientes do solo para as raízes. Por outro lado, a planta fornece carbono orgânico ao fungo simbionte.

Os parceiros fúngicos são geralmente os zigomicetos e os basidiomicetos.

Trufas

As trufas são corpos frutificantes subterrâneos de certos Ascomycetes que crescem em associação com algumas árvores, entre as quais o carvalho e a faia, que são os parceiros mais comuns. O fungo proporciona certos nutrientes à arvore, a qual, por sua vez, fornece substâncias essenciais para o crescimento do fungo.

As trufas consistem em uma massa de ascósporos e micélios, coberta com uma casca espessa e protuberante do micélio. Possuem odor, gosto e textura agradáveis, o que as torna apreciáveis pelos gourmets.

Fungos economicamente importantes

A capacidade das leveduras de produzirem etanol e dióxido de carbono a partir da glicose é de grande importância econômica. O vinho é produzido a partir da fermentação do açúcar de frutas. A cerveja, a partir da fermentação da cevada. O pão cresce através das bolhas de CO2 formadas a partir da fermentação.

Entre os basidiomicetos existem cerca de 200 tipos de cogumelos comestíveis e cerca de 70 espécies de cogumelos venenosos. Os cogumelos comestíveis e venenosos podem ser muito parecidos e até mesmo pertencerem ao mesmo gênero. Não há um modo fácil para distinguí-los; somente um especialista o deve fazer.

Alguns dos cogumelos venenosos pertencem ao gênero Amanita. As espécies mais conhecidas são A. virosa ("anjo destruidor") e A. phalloides ("anjo da morte").

A ingestão de um único cogumelo pode matar um homem de 68 kg.

A ingestão de certas espécies de cogumelos pode causar intoxicação e alucinação. Os cogumelos sagrados dos Astecas, Conocybe e Psilocybe , são ainda usados em cerimônias religiosas por índios da América Central e outros, por suas propriedades alucinógenas. A substância química psilocibina, quimicamente relacionada ao ácido lisérgico (LSD), é responsável pelo estado de transe e visões coloridas experimentadas por aqueles que comem estes cogumelos.

Fungos Patogênicos

Os fungos são responsáveis por várias doenças sérias de plantas, incluindo doenças epidêmicas que se espalham rapidamente por plantações, causando grandes prejuízos econômicos. Todas as plantas são aparentemente suscetíveis a infecções fúngicas. Uma planta pode tornar-se infectada após as hifas entrarem pelos estômatos da folha ou do caule ou através de feridas na planta.

Alguns fungos podem causar doenças em humanos e outros animais. Podem causar infecções superficiais que atingem somente a pele, cabelos ou unhas. Outros causam infecções sistêmicas, nas quais o fungo infecta tecidos profundos e rgãos internos.

Sapinho e pé-de-atleta são exemplos de infecções fúngicas superficiais. Candidíase é uma infecção de membranas mucosas da boca e genitália e está entre as infecções fúngicas mais comuns. Histoplasmose é uma séria infecção fúngica sistêmica que é causada por um fungo que esporula abundantemente em solo que contém fezes de aves; uma pessoa que inala os esporos podem desenvolver a infecção.

Necrose

Podridão da raiz Desintegração ou decomposição de parte ou de todo o sistema e raízes de uma planta
Podridão basal do caule Desintegração da parte interior do caule
Apodrecimento (damping-off) Rápido colapso e morte de mudas muito jovens no leito de sementeira ou no campo
Cancro Ferida localizada ou lesão necrótica, muitas vezes escavada na superfície do caule de uma planta lenhosa
Antracnose Lesão semelhante a uma úlcera, necrótica e escavada no caule, na folha ou na flor
Manchas da folha Lesões localizadas nas folhas do hospedeiro, formadas por células mortas
Escara Lesões localizadas nos frutos do hospedeiro, nas folhas, nos tubérculos, etc., usualmente com leve elevação ou escavação, com aspecto de uma escara
Mangra Coloração marrom, geral e extremamente rápida das folhas, dos ramos, dos brotos e dos órgãos florais, resultando em sua morte
Podridão mole e podridão seca Maceração e desintegração de frutos, raízes, bulbos, tubérculos e folhas carnosas

HIPERTROFIA

Raiz em clava Raízes intumescidas, com aspecto de fusos ou clavas
Galhas Porções aumentadas de tamanho, geralmente
preenchidas com micélio fúngico
Verrugas Protuberâncias similares a verrugas nos tubérculos e
caules
Vassouras de bruxa Ramificação profusa dos brotos
Encrespamento das folhas Distorção, espessamento e encrespamento das folhas

 

SINTOMAS

Murcha Usualmente um sintoma secundário generalizado, no qual as folhas perdem seu turgor e caem por causa de um distúrbio no sistema vascular da raiz ou do caule
Ferrugem Muitas lesões pequenas, sobre as folhas ou o caule, com típica coloração ferruginosa
Míldio Áreas cloróticas ou necróticas das folhas, dos caules e frutos, usualmente recobertas de micélio e frutificações fúngicas

GRUPO

MICRORGANISMOS

OCORRÊNCIA E DOENÇA

Epidemophyton E. floccosum Causa infecções da pele e das unhas das mãos e dos pés
Microsporum M. audouini
M. canis
M. gypseum
Causa tinha epidêmica do couro cabeludo em crianças
Causa comum de infecções da pele e dos pêlos em gatos, cães
e outros animais; causa a tinea capitis em crianças
Ocorre como saprófita no solo e como parasita em animais;
ocasionalmente encontrado na tinha do couro cabeludo em
crianças
Trichophyton Subgrupo gypseum:
T. mentagrophytes
T. rubrum
T. tonsurans

Subgrupo faviforme:
T. schoenleini
T. violaceum
T.ferrugineum
T. concentricum
T. verrucossum

Subgrupo rosaceum:
T. megnini
T. gallinae

Primariamente parasita dos cabelos
Causa tinhas em muitas partes do corpo; infecta os cabelos e o
couro cabeludo
Infecta os cabelos e o couro cabeludo
Estes cinco fungos causam tinhas na pele, no couro cabeludo e
na pele glabra do homem; o Trichophyton verrucossum
também causa infecções no gado
Causa tinhas do couro cabeludo humano
Causa infecção em frangos
Miscelânea Piedraia hortai
Trichosporon beigelii
Nocardia minutissima
Malassezia furfur
Nocardia
Aspergillus
Penicillium
Mucor
Rhizopus
Causa uma infecção do cabelo e do couro cabeludo,
caracterizada pela formação de nódulos duros e negros; piedra
negra
Causa infecção similar à anterior, mas com nódulos brancos;
piedra branca
Causa do eritrasma, uma infecção crônica das axilas e áreas
gênito-crurais
Causa a ptiriase versicolor, uma infecção fúngica generalizada
da pele que recobre o tronco e , às vezes, outras áreas do
corpo
Causa da doença dos pêlos púbicos e axilares, chamada
trichomycosis axillaris
Estes quatro fungos, comumente saprófitas, podem ocasionar
otomicoses e produzir,

Fonte: biologia.ifsc.usp.br

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