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Maré Vermelha

 

FENÔMENO DA MARÉ VERMELHA

A maré vermelha é um fenômeno que ocorre em todos os mares do mundo. Deve-se ao fato de uma proliferação excessiva de algas motivada por condições favoráveis como mudanças de temperatura, alteração da salinidade, despejo de esgotos diretamente no mar, etc.

Sob essas condições elas se multiplicam rapidamente vindo para a superfície formando extensas manchas de cor amarronzada. Uma vez na superfície produzem toxinas que matam cardumes inteiros e quando levadas pelos ventos e correntezas elas entram nas baías, enseadas e lagunas completando seu efeito devastador.

Na costa brasileira, segundo biólogos de renome, esse fenômeno pode acontecer, porem a maré vermelha provocada por algas tóxicas são casos raros visto que pouco se tem notícia desses acontecimentos.

O fenômeno da maré vermelha ocorre em situações peculiares tais como:

Alteração na salinidade

A alteração da salinidade ocorre, entre outros fatores, em função da pouca lâmina d´água, temperatura elevada, pouca correnteza, períodos de baixa-mar na maré grande e presença de bancos de areia que represam as águas em determinadas épocas do ano, chuvas em demasia nas cabeceiras dos rios, abertura de comportas das represas, etc.

Mudanças de temperatura

Geralmente as algas são encontradas em grandes profundidades. Nos meses mais quentes as mudanças de temperatura com a consequente alteração da salinidade e o recebimento de cargas orgânicas lançadas pelos rios, chuvas torrenciais e lançamento de esgotos, criam um ambiente propício à proliferação das algas que se multiplicam de forma descomunal subindo à superfície. Ali elas liberam toxinas que matam cardumes, mariscos e todos os demais seres vivos do ambiente aquático.

Despejo de esgotos

Os esgotos que lançam seus detritos nas águas fluviais ou marinhas “in natura” ou tratados inadequadamente favorecem a multiplicação excessiva das algas pela grande carga de nitrogênio e fósforo contidos nessas águas.

Fartura de alimento

Além dos esgotos, os manguezais, que são os maiores produtores de matéria orgânica para o mar, fornecem grandes cargas de alimentos para as algas. Em locais onde existem extensas áreas desse ecossistema torna-se favorável o surgimento do fenômeno da maré vermelha.

Entretanto, isso não quer dizer necessariamente que onde haja manguezal tenha que acontecer as marés vermelhas com certa frequência.

Aliás, nem toda maré vermelha é formada por algas tóxicas.

Pouca profundidade

A pouca profundidade com o rápido processo de re-suspensão de sedimento pela ação dos ventos e a migração diurna do fundo para a superfície nesses ambientes, sob elevadas temperaturas explica a ocorrência de células vegetativas no plâncton.

Condições geoquímicas

As condições geoquímicas de um sistema estuarino ou lagunar não são favoráveis, sob certas condições, para combater o fenômeno por se tratar de um sistema semifechado no caso das lagunas e com a enchente da maré no caso dos estuários quando o rio corre mais devagar.

Sob essas condições as algas se multiplicam muito rapidamente e de forma exponencial chegando a milhões delas por litro de água.

A maré vermelha, que nem sempre apresenta esse aspecto, é um fenômeno biológico convencionalmente associado à proliferação excessiva de algumas espécies de algas; muitas delas de cor avermelhada, e que ocorre no mundo inteiro.

Em situações favoráveis como as mudanças de temperaturas, alteração da salinidade, liberação de nitrogênio e fósforo, pelo lançamento de esgotos “in natura” ou inadequadamente tratados nos rios e estuários, as algas se reproduzem em escala geométrica produzindo o fenômeno conhecido como “Maré Vermelha”.

Processo run off

O excesso de chuvas traz consequências desagradáveis para o ambiente. As águas das chuvas carreiam muitos materiais poluentes do solo para os rios que se elevam alem de suas margens transportando todo esse material para o mar. Em locais onde existem barragens a abertura de suas comportas provoca o mesmo efeito conhecido como processo runoff.

As toxinas

As marés vermelhas podem ser prejudiciais ou não. As toxinas produzidas pelo fitoplâncton destroem a vida marinha a sua volta matando peixes, crustáceos, etc., além de provocar irritação no sistema respiratório e na visão das pessoas e dos animais.

Os frutos do mar contaminados por essas toxinas não são próprios para o consumo humano. O consumo desses alimentos causa dormência na boca, perturbações gástricas e pode até matar.

As ficotoxinas que podem chegar ao homem pela ingestão de organismos marinhos contaminados estão classificadas em quatro grupos:

PSP – Paralytic Shelfish Poisoning

Toxina Paralítica de frutos do mar. Os efeitos predominantes são neurológicos e consistem de formigamento e dormência da face, braços e pernas, queimação, torpor sonolência, fala incoerente, ausência de coordenação muscular, sensação de flutuação e paralisia respiratória. Cerca de 20 toxinas responsáveis pela intoxicação paralítica são derivadas da saxitoxina.

DSP – Diarrheic Shelfish Poisoning

Toxina Diarréica de frutos do mar. A DSP causa principalmente desordem gastrintestinal com náuseas, vômitos, diarréia e dor abdominal acompanhada de calafrios, dor de cabeça e febre. Presume-se que a DSP seja causada por um grupo de poliésteres de elevado peso molecular, incluídos o ácido okadaico, a toxina dinophysis, a pectenotoxina e yessotoxina.

ASP – Amnesic Shelfish Poisoning

Amnésia de Frutos do Mar. A ASP é caracterizada por uma desordem gastro intestinal, com vômitos, diarréia, dor abdominal e, problemas neurológicos com confusão, perda de memória, desorientação, apreensão e coma. Na ASP a recuperação é lenta e é causada por um aminoácido raro – o ácido domóico – que é um contaminante químico dos frutos do mar.

NSP – Neurotoxic Shelfish Poisoning

Toxina Neurotóxica de frutos do mar. Sintomas gastrintestinais e neurológicos caracterizam a NSP. Esta toxina causa paralisação dos lábios, língua e garganta, dores musculares, vertigem, reversão da sensação de calor e frio, diarréia e vômitos. A morte é rara e a recuperação ocorre entre dois e três dias. A NSP é o resultado da exposição a um grupo de poliésteres denominados brevetoxinas.

As algas nocivas que causam danos ao homem e aos animais são as espécies dos grupos das diatomáceas, dinoflagelados, rafidofitas, prymnesiofitas, cianofitas etc.

A bioluminescência

Durante o dia a mancha provocada pela maré vermelha é claramente visível. À noite com o movimento das ondas pelos ventos e passagem de embarcações sobre essa mancha provoca uma fosforescência espetacular de cor azul. Isto é causado pelo plâncton dinoflagelado que emite essa luminescência quando são perturbados.

As Algas

As pertencem ao ramo das Talófitas e geralmente são autótrofas, isto é, possuem pigmentos clorofilados associados a um dispositivo químico adicional que permite a realização da fotossíntese. As algas do plâncton são organismos microscópicos espalhadas por todos os mares em enormes quantidades e variedade diminuta. São encontradas também na zona litorânea como componentes do benton e, não se sabe se existe afinidade entre estas e as do fitoplancton.

Algumas bactérias marinhas assemelham-se às algas verde-azuladas, isto é, às cianofíceas. Contudo deve-se observar que existe uma diferença fundamental entre as mesmas. É quanto ao processo fotossintético. O mecanismo de fotossíntese das algas verde-azuladas é basicamente, semelhante ao das plantas superiores ao passo que as bactérias podem ser fotossintéticas ou não. O processo fotossintético das bactérias ocorre sem a formação de oxigênio e somente em condições anaeróbias.

Dentre as mais de cinco mil espécies que se tem conhecimento, apenas um insignificante número delas produz toxinas. As algas nocivas como as do grupo das diatomáceas, dinoflagelados, radiofitas, prymnesiofitas, cianofitas, etc., chegam ao homem via ingestão de peixes, crustáceos, molusculos, etc. As ficotoxinas assim ingeridas produzem efeitos paralisantes, diarreíco, amnésicos e neurotóxico. As ficotoxinas são compostas por várias classes de biomoléculas com mecanismo e funções ainda sob estudo. Algumas delas têm efeitos antibióticos contra bactérias ou outras algas.

O termo alga sob o ponto de vista da classificação natural é artificial, visto que reúne diversos tipos de organismos, nem sempre relacionados diretamente entre si. Além de causar danos ao homem as algas nocivas degradam o meio ambiente, mesmo quando não provocam as marés vermelhas, num processo lento e letal que aniquila o plâncton, a flora e consequentemente a fauna que se alimenta de animais presentes nos ambientes salinos ou salobros.

Alguns tipos de algas

Euglenofita - Algas verdes, nucleadas, unicelulares, clorofiladas que podem nadar pelo batimento do flagelo que possuem.
Possuem uma mancha denominada de "mancha ocelar" ou "estigma" que sente as variações da intensidade luminosa, fazendo com que a alga mergulhe ou suba para a superfície, quando a luz é fraca ou intensa demais.
Na luz fazem fotossíntese e são autótrofas e no escuro se alimentam por fagocitose, como os animais.

Pirrófita

Algas unicelulares, nucleadas, com dois flagelos e revestidas por placas de celulose, como se fossem escamas de peixe.
Também possuem "mancha ocelar", como a Euglena.
São importantes, pois, em condições de superalimentação, podem se reproduzir explosivamente, causado a "maré vermelha".
Têm um gênero, denominado Noctilluca, que é luminescente, fazendo que, em noites escuras, o mar brilhe como se estivesse cheio de vaga-lumes.

Crisófita

Algas douradas, uni ou pluricelulares cuja característica mais marcante é a membrana celular impregnada de sílica.
Delas, o grupo mais importante é o das Diatomáceas, unicelulares, que forma uma carapaça denominada “frústula”, formados por duas tampas que se fecham como se fosse uma caixa de sapatos.
Quando morrem as f'rústulas afundam, formando um sedimento denominado diatomido, que é usado para a fabricação de cerâmicas, pasta de dentes e dinamite.
Clorófita - Algas verdes, uni ou pluricelulares, que podem ser encontradas praticamente em quaisquer ambientes úmidos.
Nos seus cloroplastos pode ser encontrado um grão de amido com albumina: o "pirenóide".
O grupo das Conjugatae têm uma forma especial de reprodução, denominada "conjugação", na qual duas algas filamentosas se acoplam através de uma "ponte nupcial", passando o material genético de uma (macho) para a outra (fêmea).
Na evolução dos vegetais, provavelmente, deram origem às plantas terrestres.

Feófita

Algas pardas, predominantemente marinhas, muito evoluídas, podendo apresentar falsos tecidos.
De sua membrana é extraído o ácido algínico, usado na industria de alimentos e por dentistas.
Formam o "mar dos sargaços", podem ser comestíveis e são usadas como adubo.

Rodófita

Algas vermelhas, com talos maciços e ramificados.
Têm carbonato de cálcio na membrana e delas se extrai o agar-agar, usado em laboratórios e em alimentos.
Vivem fixas no fundo dos oceanos (bentônicas).

Suami Bahia

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ECOLOGIA E QUÍMICA MARINHA – Edwaldo Nicolau Currlin
AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION. Control of Communicable Diseases Manual. Abram S. Benenson, Ed., 16 th Edition, 1995, p. 193-194.
CDC. Epidemiologic Notes and Reports Paralytic Shellfish Poisoning -- Massachusetts and Alaska, 1990. MMWR 40 (10):157-161, March 15, 1991 and MMWR 40(14):242, April 12, 1991 (Errata Notice). URL: http://www.cdc.gov/ncidod/dbmd/diseaseinfo/.htm
CDC (2003). Marine Toxins. Division of Bacterial and Mycotic Diseases. URL: http://www.cdc.gov/ncidod/dbmd/diseaseinfo/marinetoxins_g.htm
FDA/CFSAN (2003). Bad Bug Book. Various Shellfish-Associated Toxins. URL: http://www.cfsan.fda.gov/~mow/chap37.html

Fonte: br.geocities.com

Maré Vermelha

Causas e consequências da maré vermelha

O fenômeno da maré vermelha, provocado pelo excesso de algas microscópicas.

A maré vermelha é um fenômeno natural que provoca manchas de coloração escura na água do mar.

As manchas são causadas pelo crescimento excessivo de algas microscópicas presentes no plâncton marinho, num processo chamado de floração.

Dependendo da espécie de alga, a mancha pode adquirir coloração vermelha, marrom, laranja, roxa ou amarela. Uma vez que a água nem sempre fica vermelha, o termo "maré vermelha" vem sendo substituído por "floração de algas nocivas" ou simplesmente "FAN".

Causas da maré vermelha

Na maioria das vezes, a maré vermelha é causada pela floração de pequenas algas chamadas de dinoflagelados. Em alguns casos, outros organismos microscópicos, como as diatomáceas e as cianobactérias, podem estar presentes.

Os dinoflagelados são organismos unicelulares agrupados numa divisão das algas chamada de Pyrrhophyta. Em grego, Pyrrhophyta significa planta cor de fogo. O nome está relacionado à presença de pigmentos de coloração avermelhada no interior das células dessas microalgas.

Os dinoflagelados são, em sua maioria, fotossintetizantes, embora existam algumas poucas espécies heterótrofas, que se alimentam de matéria orgânica em decomposição ou são parasitas de outros organismos.

A reprodução geralmente é assexuada por simples divisão celular ou, em alguns casos, sexuada, ocorrendo através da formação de gametas. A célula destes organismos possui dois pequenos flagelos, vindo daí o nome dinoflagelado.

Explosão populacional das algas

O aumento nos níveis de nutrientes dissolvidos na água do mar, aliado a condições ideais de temperatura, salinidade e luminosidade, permite que os dinoflagelados elevem sua velocidade de reprodução, levando a uma explosão populacional dessas algas.

Durante a floração, cada dinoflagelado é capaz de se reproduzir cerca de um milhão de vezes no período de uma ou duas semanas, chegando a atingir concentrações de até 10 milhões por litro de água!

Estas condições, juntamente com a ação de correntes e ventos, promovem a formação de grandes aglomerados de microalgas, gerando as manchas coloridas que podem ser observadas no mar durante o fenômeno da maré vermelha.

Consequências da maré vermelha

A floração de microalgas durante a maré vermelha pode representar uma série de ameaças ao ambiente marinho e ao homem. Em 1962, na África do Sul, por exemplo, uma floração de dinoflagelados provocou a morte de mais de 100 toneladas de peixes devido ao entupimento de suas brânquias.

Algumas espécies de algas que podem se multiplicar durante a maré vermelha são parasitas de peixes, alimentando-se de seus tecidos e provocando sérias lesões em seus corpos.

Menos oxigênio na água

A maré vermelha pode causar a queda na qualidade da água do mar, pela diminuição da concentração de oxigênio nela dissolvido. Esta diminuição pode ocorrer por duas razões diferentes.

Uma delas é a redução na taxa de fotossíntese de algas marinhas devido ao sombreamento provocado pelas manchas formadas pelas gigantescas populações de algas, impedindo que os raios luminosos penetrem na coluna d'água.

Outro motivo para a redução do oxigênio na água do mar ocorre devido ao grande número de bactérias decompositoras que se alimentam dos dinoflagelados mortos e consomem o oxigênio. Existem registros de casos em que lagostas se arrastam para fora da água, numa busca desesperada por oxigênio, e acabam morrendo nas praias ou costões rochosos.

Toxinas

Os dinoflagelados podem produzir algumas toxinas que estão entre os mais poderosos venenos conhecidos. O envenenamento pode ocorrer de forma direta, matando peixes e outros organismos marinhos, ou indireta.

Certos moluscos, como os mexilhões e as ostras, não são afetados diretamente pelas toxinas. No entanto, por serem organismos que filtram a água do mar, retirando dela seu alimento, podem acumular algas nocivas e, consequentemente, intoxicar indiretamente animais que deles se alimentem, como pássaros, mamíferos marinhos e até o ser humano.

O consumo de moluscos provenientes de regiões afetadas pelo fenômeno da maré vermelha deve ser evitado. Alguns dos tipos de envenenamento indireto, provocado pela ingestão de moluscos contaminados, que podem atingir o homem são a paralisia por envenenamento, o envenenamento amnésico e o envenenamento diarréico.

Tipos de envenenamento pelas algas da maré vermelha:

A paralisia por envenenamento foi descoberta em 1700 e é responsável pela morte de centenas de pessoas nos últimos 300 anos. As toxinas que provocam paralisia atuam no sistema nervoso da vítima e, portanto, são chamadas de neurotóxicas. Dependendo da concentração da toxina, a ingestão de um único molusco contaminado pode ser fatal para o homem.

O primeiro sintoma desse tipo de envenenamento é a sensação de ardência ou formigamento nos lábios, na língua e nas pontas dos dedos. Em seguida, ocorre a dormência dos braços, do pescoço e das pernas, tonturas, descontrole muscular e dificuldade para respirar. Após um período que varia de duas horas a um dia, pode ocorrer a morte por insuficiência respiratória.

O envenenamento diarréico provoca intensa diarréia, enjôos, vômitos, dores de estômago, tremores e calafrios. Estes sintomas costumam desaparecer em cerca de três a quatro dias e, geralmente, não levam à morte.

O envenenamento amnésico foi observado pela primeira vez em 1987, no Canadá, após três mortes e diversos casos de intoxicação grave devido à ingestão de moluscos contaminados.

Os principais sintomas desta intoxicação são: dores abdominais, vômito, confusão mental e perda de memória.

Fenômeno em aumento

As toxinas produzidas pelas algas também podem ser levadas para o ar através dos respingos das ondas e do vento, causando ardor e secura nos olhos, tosse, irritações na pele e dificuldade de respirar. Estes sintomas desaparecem em poucos dias e não são perigosos.

A frequência e a intensidade das ocorrências do fenômeno da maré vermelha vêm aumentando em todo o mundo. É possível que este aumento seja consequência da atividade humana.

O despejo de esgotos não tratados no mar provoca o aumento da matéria orgânica na água, aumentando a quantidade de nutrientes disponíveis, num processo conhecido como eutrofização.

A elevação nos níveis de nutrientes, juntamente com o aquecimento global, proporciona condições ideais para a floração das microalgas envolvidas na maré vermelha.

Maré Vermelha
Maré Vermelha

Maré vermelha no Brasil

No Brasil, a última grande maré vermelha ocorreu na Baía de Todos os Santos, Bahia, em 2007, e provocou a morte de cerca de 50 toneladas de mariscos e peixes, representando uma ameaça às atividades econômicas da população local.

Atualmente, os cientistas vêm aperfeiçoando técnicas de monitoramento capazes de prever quando e onde ocorrerão novos episódios.

Este acompanhamento permite que se conheça melhor o funcionamento do fenômeno para que, algum dia, possamos abrandar ou até evitar os problemas causados pela maré vermelha.

Alice Dantas Brites

Fonte: www.hidro.ufcg.edu.br

Maré Vermelha

Maré Vermelha
Maré Vermelha - Algas tóxicas não apenas mudam a cor do mar como matam várias espécies

A Maré Vermelha trata-se da proliferação excessiva de algumas espécies de algas tóxicas, muitas delas de cor avermelhadas, que ocorre nos mares de todo o planeta. Quando isso acontece, grandes manchas vermelhas são vistas nas superfície da água.

Encontramos essas plantas apenas no fundo do mar. Em situações como mudanças de temperatura, alteração na salinidade e despejo de esgoto nas águas do mar, elas se multiplicam e sobem à superfície, onde liberam toxinas que matam um grande número de peixes, mariscos e outros seres da fauna marinha.

Quando isso acontece, grandes manchas vermelhas são vistas na superfície da água. Os seres contaminados por essas toxinas tornam-se impróprios para o consumo humano.

"Na costa brasileira esse fenômeno pode acontecer, porem, a maré vermelha provocada por algas tóxicas não é comum", afirma a bióloga Maria do Carmo Carvalho, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB). Em geral, essas plantas são encontradas em grandes profundidades abaixo da superfície. Em algumas situação peculiares, como mudanças de temperatura, alteração na salinidade e despejo de esgotos nas águas do mar, elas se multiplicam rapidamente e sobem para a superfície. Ali, liberam toxinas que matam um grande número de peixes, mariscos e outros elementos da fauna marinha. "

Os seres contaminado por essas toxinas são impróprias para o consumo humano" diz a bióloga.

A ingestão de alimentos contaminados causa dormência na boca, perturbações gastrintestinais e pode até matar.

Fonte: www.siteamericana.com.br

Maré Vermelha

Maré Vermelha

Fim de março, começo de abril. A calmaria de nossas marés já não é a mesma. Aos poucos, uma certa agitação, movimentos de correntes marítimas subaquáticas, fazem-se perceber na superfície, aquecendo as águas, que começam a apresentar uma estranha alteração cromática.

A maré vermelha é um fenômeno que intriga os cientistas de todo o mundo. O acúmulo de algas de coloração avermelhada altera a aparência do mar e gera turbulências atmosféricas, pelo excesso de gases tóxicos emitidos.

Suas causas ainda são um mistério: enquanto alguns acusam o aquecimento global, outros culpam o imperialismo dos países desenvolvidos e a exploração dos países do Atlântico Sul.

Uma corrente de águas quentes, que surge no Mar do Caribe, passa pela costa norte da América do Sul e chega até o litoral brasileiro, gerando uma corrida desenfreada de banhistas às nossas praias.

Por conta disso, é necessário mostrar os riscos à saúde causados pela maré vermelha. O mar agitado costuma derrubar os castelos de areia.

As algas que abundam nessa época são conhecidas por suas propriedades alucinógenas. Transtornos obsessivos, paranóia e regressão são alguns dos possíveis efeitos colaterais da ingestão dessa alga ou mesmo da exposição contínua às águas contaminadas.

Há uma certa seita cujos membros tomam chá dessa alga, e acreditam ser iluminados, numa experiência transcendental sem par. As populações praieiras também afirmam seus poderes afrodisíacos, e juram que ela é capaz de fazer maravilhas. Mas todos sabemos que isso é apenas uma história para seduzir os turistas e lhes vender o elixir miraculoso...

Outro grave problema ambiental decorrente da maré vermelha é a pesca predatória. Muitos pescadores lançam suas redes, pescando peixes que ainda não atingiram a idade de reprodução (parece que eles são atraídos quimicamente pelas algas), o que causa um grande desequilíbrio ecológico.

Embora seja um fenômeno constante, a maré vermelha apresenta dois ciclos de grande intensidade: o primeiro fluxo, de março a abril, e o refluxo, de outubro a novembro. Portanto, fique especialmente atento ao se banhar em nossas praias nessas épocas do ano. Não se deixe levar pela correnteza.

E não esqueça o protetor solar.

Rafael Prince

Fonte: stoa.usp.br

Maré Vermelha

Em certas ocasiões, devido a condições favoráveis de temperatura, pressão e densidade, alguns microorganismos podem se multiplicar rapidamente e crescer excessivamente em número. As células se dividem com velocidade, de forma exponencial e em pouco tempo podem somar vários milhares por litro.

A água se transforma em um "caldo" repleto de organismos microscópicos. Uma boa notícia é que, em consequência do crescimento, existe grande fartura de alimento que está disponível para ser incorporado ao longo da cadeia trófica.

O crescimento excessivo ou floração é algo semelhante ao que ocorre numa piscina quando nela não é adicionado nenhum herbicida, como o cloro, por exemplo.

A cor da água é resultado da cor dos microorganismos que nela se encontram. Se há presença de organismos do tipo Cianobactéria trichodesmium ou parda, pode dar uma tonalidade esbranquiçada ou marrom à água. Se os organismos têm coloração vermelha, como o ciliado autotrófico Mesodinium rubrum ou certos dinoflagelados, a água se torna vermelha.

Este fenômeno é conhecido como maré vermelha.

O termo tem sido substituído por florações de algas nocivas (FAN), uma vez que nem sempre a tonalidade da água com florações é vermelha.

A mudança na cor das águas causada por microorganismos é conhecida do homem desde longa data. A alteração na cor pode ser tal, que em alguns casos se assemelha a sangue.

Os finlandeses atribuíam a coloração vermelha das águas à menstruação de baleias. Alguns pesquisadores relacionam a sétima praga do Egito, narrada em Êxodos, na bíblia, a uma maré vermelha.

O capítulo narra que, entre outras pragas, a água do Nilo se tornou sangue imprópria para o consumo. De fato, conforme os organismos presentes na água, esta se torna imprópria para o consumo humano e também a outros organismos.

Organismos responsáveis pela coloração das águas

Organismos microscópicos que causam coloração das águas pertencem a diferentes grupos, incluindo desde verdadeiramente vegetais (autotróficos fotossintéticos) até protozoários (heterotróficos). A classificação em alguns casos é confusa. Certos organismos, como alguns protozoários, ora se comportam como vegetais, fazendo fotossíntese, ora como animais. O termo alga, do ponto de vista da classificação natural é artificial, uma vez que reúne diversos tipos de organismos, nem sempre diretamente relacionados entre si. Mesmo assim o termo continua sendo utilizado. As algas nocivas, que causam danos ao homem ao ambiente, incluem espécies dos grupos de diatomáceas, dinoflagelados, rafidofitas, prymnesiofitas, cianofitas e outros.

Tipos de florações

As florações são induzidas por alterações na salinidade e temperatura da água do mar, pelo excesso de nutrientes devido ao despejo de esgoto doméstico e por correntes marítimas ou marés.

Há três tipos de florações:

1º: Florações geradas por espécies de Dinoflagelados, Diatomáceas, Cyanobactéria, ciliados e outros flagelados. Estas florações acarretam na perda da qualidade de água dada redução na transparência ou, em certos casos, em ambientes de circulação restrita, diminuição de oxigênio na coluna de água e no sedimento. Estas florações também podem causar a morte de recursos naturais ou cultivados que não a conseguem evitar tais espécies.
2º:
Florações geradas por espécies como os Dinoflagelados pelágicos, que produzem toxinas que podem ser acumuladas na cadeia trófica e causar distúrbios gastrintestinais e neurológicos em humanos e outros animais superiores. Toxinas paralisantes do grupo da saxitoxina (Paralitic shellfish poisoning – PSP).
: Florações quem em geral não são tóxicas a humanos, mas são nocivas a outros organismos marinhos, como moluscos e peixes, principalmente em cultivos intensivos, por intoxicação, dano ou oclusão do sistema respiratório das brânquias ou outros meios. São causadas por alguns tipos de dinoflagelados como o Alexandrium tamarense e o Gyrodinium aureolum.

Danos causados por algas nocivas

AS ficotoxinas estão compostas por diversas classes de biomoléculas com função e mecanismos de síntese ainda não totalmente conhecidos. Algumas delas têm efeitos antibióticos contra bactérias ou outras algas. Considerando-se as mais de 5000 espécies conhecidas, apenas uma pequena parte delas produz toxinas.

Dado o tipo de molécula ou sintomas gerados em pessoas intoxicadas, as ficotoxinas que podem chegar ao homem via ingestão de mariscos contaminados são agrupadas em quatro grupos.

São eles:

1º: Envenenamento paralisante por consumo de mariscos (PSP-Paralytic shellfish poisoning);
2º:
Envenenamento diarréico por consumo de mariscos (DSP-diarrhetic shellfish poisoning);
3º:
Envenenamento amnésico por consumo de marisco (ASP-amnesic shellfish poisoning);
4º:
Envenenamento neurotóxico por consumo de mariscos (NSP-neurotoxic shellfish poisoning);

Recentemente um novo grupo de toxinas “azaspiracids” foi descoberto no litoral da Irlanda (AZP). Além destes venenos, existem outros, inclusive aqueles que podem chegar ao homem via peixes. A ciguatera é uma síndrome comum em regiões tropicais, associada à intoxicação por consumo de alguns peixes carnívoros que habitam corais. Certas espécies de peixes da família dos baiacus (Tetradontidae), possuem altas concentrações de uma potente toxina, a tetradotoxina, que pode causar a morte por paralisia.

Os moluscos geralmente não são sensíveis, mas podem acumular estas toxinas, que podem atingir o homem e outros mamíferos através da ingestão destes.

Os primeiros efeitos de intoxicação, no homem, podem aparecer imediatamente ou até 24 horas após o consumo de peixes ou frutos do mar contaminados. Os sintomas são dormência na boca, perturbações gastrintestinais, diarréia, fraqueza ou paralisia respiratória ou cardiovascular e, dependendo da quantidade de toxinas ingeridas, a morte.

O fenômeno da maré vermelha termina quando o ambiente volta às condições normais ou com a ocorrência de ventos suficientes para dispersar algas ou diminuir a temperatura da água. Mesmo assim, os moluscos teriam de ser examinados para se verificar o grau de contaminação, porque são filtradores de água e acumulam as toxinas.

No sentido de minimizar danos causados por algas tóxicas, programas de monitoramento de algas nocivas ou controle de níveis de toxinas em frutos do mar são desenvolvidos em diversos países. Em muitos, a comercialização de moluscos, por exemplo, é regida por lei e normas específicas.

No Brasil, ainda não existe legislação específica sobre o assunto. No entanto, com o crescente aumento no cultivo e produção de moluscos, a tendência é a introdução, à semelhança de países inclusive do MERCOSUL, de normas que assegurem a qualidade do produto.

Fonte: www.meumundo.americaonline.com.br

Maré Vermelha

Maré Vermelha
Maré Vermelha

Nos últimas décadas tem-se observado um aumento na incidência de eventos nocivos causados por algas. O aumento se refere não só em número e sua distribuição geográfica, mas também em virulência. Regiões até então livre de problemas, passaram a apresentar florações de organismos nocivos e regiões onde os eventos eram raros, estes passaram a ter maior frequência.

Os principais motivos para o aparente aumento incluem:

a) aumento no interesse científico
b)
na utilização de áreas costeiras para a aquicultura
c)
eutrofização dos ecossistemas costeiros
d)
alteração em condições padrões climáticos
e)
transporte de cistos de em água de lastro ou translocação de estoque de organismos para fins de aquicultura.

Este cenário fez com que diversas ações tenham sido desencadeadas no âmbito da pesquisa, do monitoramento, da legislação e do manejo de recursos a nível internacional, em diferentes regiões do globo, como exemplo a formação de grupo de estudos na Comissão internacional de Oceanografia da UNESCO sobre algas nocivas

Basicamente, três tipos de mecanismos são considerados como ações nocivas de microorganismos: florações de espécies que causam decréscimo na qualidade da água, como por exemplo depleção de oxigênio, após seu eventual colapso; organismos que produzem toxinas que podem causar dano ao Homem ou outros organismos via acumulação na cadeia trófica; e espécies nocivas a outros organismos marinhos, como moluscos e peixes, principalmente em cultivos intensivos, por causar danos sistema branquial por ação física ou derivada de metabólitos.

Até pouco tempo atrás os registros de florações de algas nocivas no Brasil eram escassos, limitados a ocorrência de fenômenos nem sempre associados a danos ambientais. Como surgimento de uma aquicultura de moluscos bivalves expressiva no litoral de Santa Catarina, no início da década de 1990, estudos focando algas nocivas se iniciaram na região. Talvez não tão surpreendentemente, várias toxinas foram encontradas tanto em moluscos cultivados, como na água. Entre elas, o ácido ocadaico, goniautoxinas e ácido domóico foram detectados. As toxinas encontradas foram associadas à ocorrência de diversas espécies tóxigênicas, como Dinophysis acuminata, D. acuta, Gymnodinium catenatum, Pseudonitzschia sp entre outros. Ficotoxinas também foram encontradas em outras regiões costeiras do país. Na lagoa dos Patos, no litoral do Rio Grande do Sul, existem registros da ocorrência de toxinas produzidas por cianobactérias, como microcistinas e anatoxina. Da mesma forma, cianotoxinas foram também identificadas em lagoas costeiras do Rio de Janeiro. Já no litoral de São Paulo, existem registros da ocorrência de saxitoxina e neosaxitoxina. Recentemente, uma floração da rafidofita Heterosigma akashivo esteve associada à mortandade massiva de peixes na Baia de Paranaguá e contaminação de ostras no litoral do Paraná.

Este panorama mostra que o litoral brasileiro, diferente do que se acreditava até pouco tempo atrás, além de apresentar florações de algas como registrado anteriormente, apresenta a ocorrência de diferentes tipos de toxinas. A diversidade dos grupos químicos, organismos produtores e tipos de danos, faz com que o problema seja de grande complexidade.

A falta de dados anteriores impossibilita a resposta de uma primeira pergunta que surge: os organismos tóxicos e as toxinas já estavam presentes de forma criptica, ou apareceram recentemente como reflexo de alterações induzidas ou não pelo Homem? Neste contexto, o que fazer? Independente da resposta a esta primeira pergunta, sem dúvida é necessário que se pesquise mais sobre os organismos tóxicos que ocorrem na costa brasileira. Embora existam vários trabalhos sobre o plâncton, poucos foram dirigidos a esta questão. Da mesma forma, é preciso que se conheçam as toxinas existentes e o perigo potencial que estas possam representar. Estas ações fariam parte de um primeiro passo para se tentar manejar o problema das algas nocivas na zona costeira do país.

O QUE É?

Em regiões de cultivo de moluscos ou extração de bancos naturais se faz necessário, pelo menos, um acompanhamento dos organismos presentes no plâncton que são eventualmente filtrados e incorporados à cadeia trófica. Alguns manuais e textos trazem uma boa lista dos organismos potencialmente tóxicos já conhecidos. Com uma certa experiência no exame de amostras, uma pessoa pode reconhecer alguns das principais espécies ou gêneros envolvidos em eventos tóxicos. O simples acompanhamento da comunidade planctônica por si é uma ferramenta importante em um programa de monitoramento. Uma vez conhecidos os organismos tóxicos, a partir de sua presença acima de um certo número, ações tais com implantação de estado de alerta, análise de ficotoxinas em moluscos ou mesmo suspensão temporária da colheita podem ser tomadas. Procedimentos como este podem elevar o nível da aquicultura praticada no país e contribuir para sustentabilidade da atividade.

Em certas ocasiões, devido a condições favoráveis, o fitoplâncton pode se multiplicar rapidamente e crescer excessivamente em número. As células se dividem com velocidade, de forma exponencial e em pouco tempo podem somar vários milhares por litro. A água se transforma em um "caldo" repleto de organismos microscópicos. Uma boa notícia é que, em consequência do crescimento, existe grande fartura de alimento que está disponível para ser incorporado ao longo da cadeia trófica. O crescimento excessivo, ou floração, é algo semelhante ao que ocorre em uma piscina quando não é adicionado nenhum herbicida, como o cloro, por exemplo. Nestas ocasiões, a água toma a cor dos organismos microscópicos que nela estão em abundância. Se os organismos são verdes, a água se torna verde. Às vezes a presença de organismos pode dar uma tonalidade esbranquiçada ou marrom à água, como a cianobactéria Trichodesmium ou parda, como no caso da acumulação de diatomáceas na zona de arrebentação de certas praias.

Se os organismos têm coloração vermelha, como o ciliado autotrófico Mesodinium rubrum ou certos dinoflagelados, a água se torna vermelha. Este fenômeno é conhecido como maré vermelha.

O termo maré vermelha tem sido substituído por florações de algas nocivas (FAN), uma vez que nem sempre a tonalidade da água com florações é vermelha.

Fonte: web.uvic.ca

Maré Vermelha

Maré Vermelha
Maré Vermelha

A maré vermelha é uma excessiva proliferação de micro-algas (Pirrófitas) nos estuários ou no mar, causada por espécies de dinoflagelados, presentes em número suficiente (milhares ou milhões de células por milímetro) para produzir uma mudança de cor na água, que se torna vermelha ou marrom.

A alta concentração desses microorganismos derivados do plâncton impedem a passagem da luz solar e são os dinoflagelados que produzem toxinas (que são facilmente absorvidas pelos seres vivos), geralmente provocando o envenenamento das águas e ameaçando a sobrevivência de outras espécies marinhas.

Além disso, gera grandes prejuízos econômicos para os pescadores. Isso tudo acarreta no sangramento dos peixes e mariscos, tornado a maré vermelha. Um lugar muito conhecido que ocorrem constantementes casos desse, fizeram com que a região ganhasse o nome do fenômeno que mas tarde veio ser chamado de Rio Vermelho.

Nas últimas décadas registrou-se um aumento no número de marés vermelhas. Esse crescimento se refere não só à quantidade e dispersão geográfica, mas também à intensidade. O fenômeno está intimamente ligado à poluição e eutrofização das águas marinhas pelo homem e ao uso das águas costeiras para a aquicultura; bem como ao aumento sistemático da temperatura média global.

A Maré Vermelha é um exemplo de Amensalismo (Relações Ecológicas)

Fonte: saber.sapo.pt

Maré Vermelha

O QUE É MARÉ VERMELHA?

Trata-se da proliferação excessiva de algumas espécies de algas tóxicas, muitas delas de cor avermelhada, que ocorre ocasionalmente nos mares de todo o planeta.

Quando isso acontece, grandes manchas vermelhas são vistas na superfície da água.

“Na costa brasileira esse fenômeno pode acontecer, porém, a maré vermelha provocada por algas tóxicas não é comum”, afirma a bióloga Maria do Carmo Carvalho, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Em geral, essas plantas são encontradas em grandes profundidades abaixo da superfície. Em algumas situações peculiares, como mudanças de temperatura, alteração na salinidade e despejo de esgoto nas águas do mar, elas se multiplicam rapidamente e sobem para a superfície. Ali, liberam toxinas que matam um grande número de peixes, mariscos e outros elementos da fauna marinha. “

Os seres contaminados por essas toxinas tornam-se impróprios para o consumo humano”, diz a bióloga. A ingestão de alimentos contaminados causa dormência na boca, perturbações gastrintestinais e pode até matar.

Fonte: super.abril.uol.com.br

Maré Vermelha

Maré Vermelha
Dinoflagelados

Os dinoflagelados são responsáveis por um fenômeno muito importante do ponto de vista ecológico e econômico: as marés vermelhas, que correspondem a um aumento do número de indivíduos de uma dada espécie, formando manchas de coloração visível nos mares(nem sempre vermelhas), devido à alta densidade.

Ocorrem principalmente em águas costeiras ricas em nutrientes. Podem causar morte de peixes, pelo consumo exagerado de oxigênio e produção de toxinas.

Estas toxinas agem no sistema nervoso. Os moluscos geralmente não são sensíveis, mas podem acumular estas toxinas, que podem atingir o homem e outros mamíferos através da ingestão destes.

Fonte: www.rossetti.eti.br

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