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Progesterona

A progesterona tem como principal função preparar o interior do útero para receber o ovo fecundado (espessando-o e aumentando a circulação sangüínea) e iniciar a gestação.

O hormônio causa a formação do muco do ovário, que é necessário para que o óvulo possa ser implantado.

Sua grande importância na gravidez é comprovada por seu nome: pró-geste (a favor da gestação).

A progesterona apresenta os seguintes dados:

Fórmula mínima: C21H30O2

Fórmula molecular: C21H30O2

Composição centesimal:

Massa Molecular = 314

Massa total de carbono = 252 massa total de hidrogênio = 30 massa total de oxigênio = 32

314.......................100% 314.......................100% 314.....................100%
252.........................80,25% 30........................9,55% 32......................10,2%

Carbono = 80,25% Hidrogênio = 9,55% Oxigênio = 10,2%

 

Composição centesimal C80,25%H9,55%O10,2%

Concentração normal

A concentração da progesterona varia bruscamente do homem para a mulher. Na fase folicular a progesterona (sérica ou plasmática) tem valor médio de 1 ng/ml, elevando-se após a ovulação até uma taxa média de 10 ng/ml, mantida por 7 a 10 dias. Uma única dosagem entre o 21o e o 23o dias do ciclo é suficiente para defini-la. Não ocorrendo gravidez ela declina aos níveis basais cerca de 4 dias antes da menstruação, e por esta razão deve evitar-se a dosagem tardia (no momento mais recomendável para biópsia de endométrio).

Na gravidez a progesterona eleva-se acompanhando a gonadotrofina coriônica até 8 a 10 semanas, quando decresce momentaneamente, para em seguida elevar-se novamente, o que traduz a origem placentária em substituição ao corpo amarelo gravídico. Na primeira elevação atinge 20 a 30 ng/ml, e quando volta a subir, a normalidade traduz-se por valores acima de 40 ng/ml, ao mesmo tempo que se desfaz o pico gonadotrófico. A partir daí a ascenção é regular, alcançando números entre 160 e 200 ng/ml, no final da gestação.

Resumindo, são considerados normais os seguintes valores:

A concentração normal no organismo humano é a seguinte:

HOMENS ADULTOS

0.05 - 1.25 ng/mL

HOMENS EM IDADE DE ADOLESCÊNCIA

0 - 0.68 ng/mL

MULHERES

FASE FOLICULAR

0.10 - 1.60 ng/mL

FASE LÚTEA

2.50 - 32.0 ng/mL

PÓS-MENOPAUSA

0.06 - 1.60 ng/mL

GRAVIDEZ

> 250 ng/mL

Em que local do organismo a progesterona é encontrada ?

A progesterona é um hormônio encontrado no ovário (corpus luteum), placenta e adrenais.

O ciclo menstrual

Durante o ciclo menstrual normal, uma glândula do cérebro (pituitária) liberta uma hormona chamada FSH (Follicle Stimulating Hormone) que vai estimular o desenvolvimento de um dos muitos folículos (os precursores dos óvulos femininos) existentes no ovário.

Em cada mês, um deles desenvolve-se mais rapidamente e é ele que irá dar origem ao óvulo libertado nesse ciclo menstrual.

Os citados folículos libertam para a corrente sanguínea estrogeneos, hormonas que são responsáveis, entre outras coisas, pelas características femininas.

Ao atingir determinados níveis no sangue, esses estrogeneos fazem com que a tal zona do cérebro (pituitária) comece a produzir elevadas quantidades de outra hormona chamada LH (Hormona Luteinizante) que por sua vez, ao atingir os ovários, vai provocar a libertação do tal folículo mais desenvolvido, dando-se assim a ovulação. Esse folículo, agora chamado óvulo, segue para a trompa onde pode então ser fecundado.

Os folículos que ficaram no ovário, sob a influência da mesma LH, formam uma pequena zona amarela (corpo amarelo ou corpus luteum) que inicia a produção de outra hormona: a progesterona. Esta hormona tem como principal função preparar o interior do útero para receber o ovo fecundado (espessando-o e aumentando a circulação sanguínea) e iniciar a gestação (o seu nome vem de pró-gestação).

No caso do óvulo não ser fecundado, ou de o embrião não ser viável, o corpo amarelo desaparece e os níveis de estrogeneos e de progesterona descem subitamente, provocando o desagregar do revestimento interno do útero e a sua saída para o exterior: é a menstruação.

A baixa de estrogeneos e de progesterona fazem então com que a produção de FSH recomece, iniciando-se assim um novo ciclo.

No caso de ter havido uma fecundação e posterior implante do ovo na parede do útero, o corpo amarelo mantém-se em funções, mantendo-se a produção de estrogeneos e, principalmente, de progesterona. Como é lógico, não haverá então menstruação e estará em curso uma gravidez.

A pílula anticoncepcional

Percebendo como funciona um ciclo normal, e sendo para já notório que é um processo extremamente complexo, podemos agora abordar de um modo muito sucinto como vão atuar os contraceptivos orais (pílula).
 

A grande maioria das pílulas tem uma combinação de estrogeneos e de progestagéneos (produtos sintéticos que têm um efeito semelhante à progesterona, a qual não pode ser tomada oralmente por ser destruída pelo estômago).
 

As dosagens e sequência de toma das pílulas estão feitas de tal maneira que, por um lado, os níveis de estrogeneos que passam a circular no organismo vão impedir a libertação do óvulo (uma vez que os níveis não chegam a permitir que a LH seja produzida e, logo, que haja ovulação). Por outro lado, os progestageneos fazem com que o interior do útero não fique preparado para receber um eventual embrião e, por outro lado, espessam o muco cervical (muco existente no canal de entrada do útero) impedindo a entrada de espermatozóides.

 Importância da progesterona

A despeito de duas pregnenolonas dotadas de escassa atividade biológica, não é usual falar-se de progestogênios, e sim de progesterona (no singular) como hormônio titular absoluto da função luteínica. No processo da esteroidogênese a progesterona é o primeiro esteróide hormonal de maior significação, originando-se caracteristicamente no corpo amarelo e na placenta. A produção diária de progesterona é da ordem de 4 mg na fase folicular e de 30 mg na fase luteínica. É uma diferença relevante a ponto de permitir o uso dos níveis de progesterona na segunda metade do ciclo como evidência presuntiva de ovulação.

Atribuem-se à progesterona numerosas funções, todas relacionadas diretamente ao preparo progestacional do endométrio e, na ocorrência de gravidez, ao transporte ovular, à nidação, e, sobretudo, ao bloqueio da contração muscular uterina, responsável pela quiescência do útero.

A progesterona é a pregnenodiona, esteróide com 21 átomos de carbono, uma dupla ligação (4:5) e duas funções cetona em C3 e C20. Ocupa posição privilegiada na esteroidogênese. Ela e sua antecessora, a pregnenolona, são submetidas à 17-alfa-hidroxilação para dar origem às duas linhagens (delta 4 e delta 5, respectivamente) de formação dos esteróides sexuais, androgênios e estrogênios, nesta ordem.

Benefícios à mulher

Hormônio responsável por grande parte da fisiologia tão peculiar feminina, a Progesterona tem recebido grande atenção da comunidade científica ultimamente por apresentar vários benefícios à saúde feminina:

OSTEOPOROSE:  Foi provado que a progesterona estimula a ação dos osteoblastos (células responsáveis pela formação dos ossos), dessa forma, sua ação na prevenção e controle da osteoporose é indiscutível.

TENSÃO PRÉ MENSTRUAL:  A grande mudança nos níveis hormonais femininos na época da menstruação é um dos fatores responsáveis pela Tensão Pré Menstrual (TPM). A administração de Progesterona equilibra a predominância estrogênica, mostrando-se assim, fundamental na prevenção dos sintomas mais comuns da TPM (dores de cabeça, irritabilidade, mudanças bruscas de humor, agressividade, depressão, etc.).

DEPRESSÃO PÓS PARTO:  Várias mulheres sofrem de depressão pós-parto, onde a supressão momentânea da produção de progesterona (responsável pela manutenção gravidez) provoca alterações no comportamento semelhante ao na TPM. Nesses casos a terapia à base de progesterona também se mostrou muito eficaz.

CÂNCER: - A Progesterona natural ativa a expressão do gene P-53, responsável pela morte celular programada, fazendo com que não haja uma proliferação celular descontrolada e excessiva. Dessa forma a Progesterona tem propriedades efetivas contra o câncer, porém isso já esteja sendo contestado por alguns cientistas.

Baixas concentrações e patologias associadas
 
Insuficiência Luteínica

A secreção insuficiente de progesterona pode traduzir-se por:

Esterilidade

Infertilidade; (abortamentos de repetição)

Ciclomastopatias

Tensão pré-menstrual (retenção hídrica, enxaqueca, irritabilidade)

Distúrbios menstruais (hemorragia funcional uterina).

Devemos aceitar como diagnóstico de insuficiência luteínica um teor de progesterona plasmática inferior a 5 ng/ml entre 21o e 23o dias do ciclo.

Não esquecer que em condições normais, na segunda metade do ciclo, a atuação do estradiol é de certa forma modificada pela progesterona; quando esta diminui, os estrogênios, atuando sem contraposição, assumem maior significado étio-patogênico por um "hiperestrogenismo relativo". Este posicionamento é particularmente relevante nos problemas da mama e na hemorragia disfuncional uterina.

Ameaça de Parto Prematuro


A ameaça de parto prematuro, devido à dramaticidade da condição, exigindo providências imediatas, relega a segundo plano qualquer exame complementar.

Mas, as filigranas da fisiopatologia do trabalho de parto, embora mal conhecidas, admitem a possibilidade de um papel significativo aos baixos teores de progesterona. Além de Csapo com o trabalho de toda uma vida dedicada a ressaltar o papel da progesterona no bloqueio da contração uterina, Johnson & cols., desde 1979, defendem a importância etiológica da insuficiência luteínica, advogando a medicação supletiva com caproato de 17-alfa-hidroxi-progesterona, capaz em muitas observações de interromper a ameaça de parto prematuro. Claro que, se investigados, os níveis plasmáticos de progesterona estão diminuídos, porém em termos práticos a terapêutica é instituída indistintamente.

Diagnóstico de Ovulação


Melhor que o emprego das repercussões periféricas (biópsia de endométrio, colpocitologia funcional, temperatura basal), a medida da progesterona responsável por tais efeitos é, sem dúvida, o melhor índice da presença de um corpo amarelo atuante. Isto levaria ao diagnóstico indireto de ovulação, embora saibamos da possibilidade (rara) da luteinização do folículo íntegro com o óvulo enclausurado.

Sugerimos a dosagem de prolactina associada à de progesterona, afim de identificar possível hiperprolactinemia. Quando esta ocorre, com níveis reduzidos de progesterona, tem lugar a hipótese de que a anovulação decorra de causa hipotalâmica, e a terapêutica capaz de reduzir a prolactina resulta muitas vezes em correção do distúrbio, permitindo propiciar gravidez em alguns casos de esterilidade primária.

Prognóstico da Ameaça de Abortamento

Devemos inicialmente rever a fisiopatologia do denominado Abortamento Endócrino. Existe o abortamento dependente de insuficiência luteínica, isto é, problema anterior à gestação presente e, em geral, associado à questão de infertilidade (abortamento de repetição). Um corpo amarelo trabalhando "no limite" (às vezes com auxílio medicamentoso) pode permitir a prenhez, porém não ter capacidade para sustentá-la. Outro tipo é o decorrente da inadequada transposição da função luteínica à placenta, admitindo duas variedades.

Há de aceitar-se uma condição primária de incapacidade da síntese placentária, e outra, secundária a qualquer patologia alcançando o concepto como um todo.

Logicamente em todos os casos do primeiro grupo, e na variante primária do segundo, a insuficiência luteínica é fator causal preponderante e, em conseqüência, é válida não apenas a detecção de níveis insuficientes de progesterona no prognóstico da ameaça de abortamento, como o uso de medicação supletiva.

Sugerimos em tais casos a dosagem simultânea de HCG, pois o comportamento típico dos dois hormônios no período entre 8 a 12 semanas traduz melhor o julgamento da normalidade. Quando se desfaz o fenômeno apical da gonadotrofina coriônica a progesterona deverá estar ultrapassando 40 ng/ml. A persistência de teores elevados de HCG (acima de 20.000 miliUI/ml) ao mesmo tempo que a progesterona é incapaz de elevar-se tem o significado de mau prognóstico.

A despeito do inequívoco papel fisiológico da progesterona na manutenção da gravidez, é curioso verificar que os autores divergem no julgamento dos resultados descritos em vários artigos. A aceitação do conceito acima exposto permitirá um uso mais racional das duas dosagens. Além disso o emprego abusivo de gestágenos sintéticos (não progesterona, note-se bem) em todo e qualquer caso de abortamento, com resultados obviamente duvidosos, ocasionou um descrédito injusto aos méritos terapêuticos do hormônio. E, mais que isto, levou o pessimismo ao uso propedêutico da dosagem de progesterona. Entretanto, quando empregada nos casos realmente indicados, tem valor inconteste, nunca esquecendo que melhor informação é obtida mediante as dosagens seriadas.

Altas concentrações e patologias associadas

Fatores que influenciam o crescimento tumoral

Ainda está indefinido o fator determinante responsável pela transformação neoplásica inicial. Entretanto se conhecem alguns fatores que estão diretamente ligados ao seu aparecimento e crescimento, entre eles o estrogênio, o hormônio de crescimento (GH) e a progesterona. A predisposição genética parece ser fundamental tanto no aparecimento quanto na modulação do crescimento do tumor.

A influência estrogênica baseia-se em alguns dados clínicos concretos como seu aparecimento na menacme, aumento na vigência de estrogenioterapia exógena, crescimento exagerado durante a gestação e regressão com a menopausa. Além disso o tecido leiomiomatoso possui uma diminuição da atividade da enzima 17b -hidroxidesidrogenase, que transforma estradiol em estrona. O estradiol possui uma atividade estrogênica menos potente e, sendo assim, as células do mioma estão sob maior estímulo estrogênico do que as células vizinhas.

Quanto ao GH foi demonstrado experimentalmente sua ação sinérgica com o estrogênio e um maior nível em mulheres com leiomioma, especialmente as negras.

A presença de receptores de progesterona no leiomioma é a prova de sua ação neste tecido.

O antagonismo da progesterona sobre o estrógeno se verifica em pelo menos dois níveis: ativando a 17b -hidroxidesidrogenase e depletando ou diminuindo os receptores estrogênicos. A progesterona sempre foi tida como inibidora do crescimento dos miomas, mas pesquisas recentes mostram que ela está associada com o estímulo do crescimento desses tumores. No miométrio e nos leiomiomas, a atividade mitótica é maior na fase lútea e quando se usa progestagênios em altas doses.

São necessários mais estudos para se definir o verdadeiro papel da progesterona: protetora ou estimuladora?

Método contraconceptivo

É um método altamente eficaz, que consiste em implantar cirurgicamente algumas varinhas pequenas abaixo da pele do braço ou do ombro. Liberam permanentemente progesterona, inibindo a ovulação. Ao engrossar o muco cervical, evitam que o espermatozóide entre no útero, cujo revestimento também é modificado. Proporcionam proteção anticoncepcional durante 5 anos.

Seu custo pode parecer elevado, mas não se comparado com o dinheiro que representa a compra de anticoncepcionais orais todos os meses durante cinco anos.

Muitas mulheres o preferem, já que durante um longo período de tempo estão protegidas de gravidezes não desejadas, sem ter que fazer mais nada além disso.

Se, durante esse tempo, a mulher mudar de idéia e quiser ficar grávida, as varinhas podem ser retiradas facilmente e seus efeitos cessam.

Pode causar períodos menstruais irregulares.

O uso indiscriminado de contra conceptivos, sem acompanhamento médico, pode elevar o nível do colesterol LDL, o colesterol mal e reduzir o nível do HDL, o colesterol bom. Por isso o uso de contraconceptivos deve ser sempre acompanhado de um médico.

Fonte: www.abcdosalimentos.com

Progesterona

A Progesterona Natural na dança dos hormônios esteróides

Hormônio, por definição, é uma substância que é produzida em uma glândula e que pode agir em vários locais do corpo, fora da glândula que a produziu.

Os hormônios esteróides são substâncias que são derivadas do colesterol e, dependendo da glândula onde são formados, eles adquirem uma estrutura diferente.

Os hormônios podem, nessa cadeia de formação, ter uma posição intermediária ou uma posição final. Cada um dos hormônios esteroides é desenhado para ter funções específicas. A figura 1 mostra o caminho de síntese dos hormônios esteróides.

Dá para se notar que a progesterona tem nesse desenho uma posição importante.

A síntese dos hormônios é um processo dinâmico. A quantidade dos hormônios é variável e depende do equilíbrio existente em cada organismo.

Progesterona

Esse desenho também mostra que esses hormônios são produzidos continuamente e em quantidades diferentes, conforme a necessidade da fase da vida de cada mulher e, quando não são mais necessários, são metabolizados no fígado para serem removidos do sistema.

É possível, a partir desse desenho do caminho de síntese, destacar que a progesterona sintetizada a partir do colesterol é um hormônio intermediário, comparada com o hormônio produzido na glândula adrenal e a síntese da testosterona, podendo-se dizer que estes hormônios ocupam uma posição final na cadeia de síntese.

Cada um desses hormônios possui um desenho de estrutura que os determina e os individualizam e, a partir daí, é possível definir o conceito de hormônio natural.

Hormônio natural é um hormônio que tem a mesma estrutura química do hormônio que foi produzido no organismo, é reconhecido pelos tecidos, enzimas e receptores celulares podendo ser somado às moléculas semelhantes que foram produzidas pelo organismo.

A definição de hormônio natural significa que a estrutura química do hormônio é idêntica à estrutura do hormônio produzido no corpo. Eles são bioidênticos.

Em contra posição temos o hormônio sintético

A estrutura química do hormônio sintético é diferente da estrutura química do hormônio produzido pelo corpo e portanto na cadeia metabólica ele não é prontamente reconhecido como uma molécula igual, bio-idêntica.

Os caminhos de metabolização são diferentes. A permanência no organismo é maior, já que não fazem parte das vias metabólicas surgidas dos processos de adaptação e sobrevivência por que passou o ser humano.

A progesterona é um hormônio essencial para a vida, mantém o endométrio (mucosa de revestimento do útero) secretor, essencial para o desenvolvimento do feto.

A progesterona, é o hormônio que predomina na segunda fase do ciclo do ovário e quando a secreção de progesterona aumenta, a secreção de estrógeno diminui.

Podemos dizer que a progesterona tem efeitos opostos aos dos estrógenos?

Os estrógenos têm um efeito proliferativo, a progesterona secretora. Os estrógenos são ansiogênicos (dão ansiedade), a progesterona é depressora (efeito calmante).

Os estrógenos retém líquido e a progesterona tem efeito diurético. A mulher começa a ter uma diminuição da produção de progesterona praticamente 10 anos antes dos sintomas da menopausa surgirem, em geral aos 51 anos.

Nessa fase a mulher começa a se tornar relativamente hiper estrogênica, e os efeitos desse hiper estrogenismo podem ser facilmente reconhecidos.

A mulher começa a ficar com o sono superficial, acorda facilmente, a glândula tireóide tem o seu funcionamento diminuído sendo muito comum nessa fase a mulher ter uma tireóide subclinicamente hipo funcionante, isto é, os exames não são tão floridos quanto os sintomas.

A mulher perto dos 40 anos começa a ter uma diminuição de sua produção ovariana e é quando ainda está socialmente em ascensão, e é muito exigida pela família (filhos, maridos) e pelo trabalho.

As modulações de humor a que está mensalmente submetida começam a entrar num patamar linear e descendente. A ansiedade é cada vez maior, assim como as exigências tanto externas quanto internas. A sua função ovariana começa a diminuir, diminuindo lentamente a produção de progesterona (hormônio precursor), muitas vezes tendo como consequência (ou não) a redução também da função da tireóide, e também o consequente aumento da produção de cortisol pela supra renal, que é o hormônio que dá a capacidade de agüentar o stress da vida, que infelizmente é cada vez maior.

A produção da adrenalina também pela glândula supra-renal, em compensação, aumenta, deixando a mulher mais irritada e mais nervosa ainda. Tudo contribui para a famosa frase “mulher a beira de um ataque de nervos”. Enfim, a meu ver, a primeira reposição deve ser feita com a própria progesterona, a natural, para depois, junto com os sintomas ouvidos e vistos na consulta médica, o funcionamento das glândulas ser devidamente avaliado.

Fonte: dinakaufman.com

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