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Progesterona

 

 

O que é a progesterona?

A progesterona é um hormônio produzido no corpo que ajuda a regular o ciclo menstrual das mulheres.

Os homens também produzem pequenos níveis desse hormônio, mas é menos importante para a maturidade sexual em homens que é a testosterona.

As formas químicas de progesterona são amplamente utilizados por mulheres, como parte de controle de natalidade.

Os hormônios aspectos originais tendem a explicar a sua eficácia como método de controle de natalidade.

Nas mulheres, a progesterona é produzida imediatamente antes da ovulação, a fim de aumentar a possibilidade de engravidar.

O aumento nos níveis de antes da ovulação aumenta a temperatura do corpo um pouco; cria muco vaginal mais, o que torna os espermatozóides com maior chances de sobreviver para alcançar e fertilizar um óvulo; e faz com que os músculos do útero se contraía com menor probabilidade. Se uma mulher não engravidar, a produção da progesterona muda para a placenta em desenvolvimento em torno da oitava semana de gravidez.

Se uma mulher não engravidar, os níveis hormonais começam a diminuir após a ovulação, o suficiente para que o revestimento do útero se desprender.

Junto com o estrogênio, progesterona mantém o equilíbrio do ciclo menstrual das mulheres, produzindo períodos mensais ou menstruação.

Com pílulas anticoncepcionais que contêm formulários de progesterona, ou químicas do que chamou de progesterona, o corpo é essencialmente enganado em pensar que está grávida, porque ele detecta um nível de hormônio superior. Isto significa que a ovulação não ocorrem normalmente. Geralmente, a mulher pára de tomar progesterona e estrogênio por sete dias a cada mês, a fim de induzir a um período e derramou o revestimento do útero. Formas mais novas da pílula muitas vezes têm mulheres pular menos dias, a fim de ter menos períodos em um ano.

A progesterona também atua diversas outras funções importantes no corpo. Ela ajuda na imunidade, reduz o inchaço e a inflamação, estimula e regula a produção da glândula tireóide, e mantém os níveis de coagulação do sangue em valores normais. A progesterona também pode ser considerada um hormônio "anti-envelhecimento". Ele mantém os ossos fortes, produz colágeno, e ajuda a manter os nervos funcionando em níveis adequados.

Conforme uma mulher envelhece, os níveis de progesterona e estrogênio começam a diminuir. Isto conduz gradualmente a menopausa. É fácil ver como a diminuição destes níveis não só afeta o ciclo menstrual, mas também contribui para o envelhecimento, porque menos colágeno significa menos elasticidade da pele, o que contribui para o enrugamento da pele. Baixos níveis de progesterona também diminuir a capacidade do corpo para criar novas células ósseas, o que coloca uma mulher em um risco aumentado de desenvolver osteoporose.

No passado, a terapia de substituição hormonal consistiu na substituição de estrogénio perdida ou diminuída, devido à menopausa. Estudos têm mostrado que esta tem um risco aumentado de cancro da mama, e, assim, é realizada por número de mulheres. Médicos pesquisadores estão agora reexaminando a possível utilização de substituir a progesterona em homens e mulheres, como um possível meio para reduzir a probabilidade de contrair alguns tipos de câncer. Além disso, a progesterona pode ter um efeito positivo sobre as mulheres que procuram uma alternativa à terapia com estrogénio, quando na menopausa, embora alguns dos efeitos colaterais da progestina são semelhantes àquelas experimentadas por mulheres submetidas a menopausa.

Fonte: www.wisegeek.com

Progesterona

A progesterona é um hormônio que ocorre naturalmente no corpo. Também pode ser feito em laboratório.

Progesterona é um termo geral para uma substância.

O termo "progestina" é por vezes utilizado para se referir à progesterona produzida no laboratório que em contraceptivos orais e terapêutica de substituição hormonal.

No entanto, todos os produtos de progesterona são feitos em laboratório. O termo "progesterona natural" é realmente um equívoco.

O que é

A progesterona é um hormônio esteróide estritamente feminino produzido no ovário a partir da puberdade.

É muito importante porque age em todo o estado físico e emocional da mulher, sendo essencial na preparação do útero para a gravidez e das glândulas mamárias para a amamentação.

A progesterona fornece alívio para os sintomas de calores e suores, acaba com a sensação de cansaço ou fadiga, melhora o sono e funciona como antidepressivo, melhorando o humor das mulheres em transição para a menopausa. É o principal hormônio de reposição nesta fase.

Já a sua falta causa sensação de inchaço físico, cistos nas mamas, fadiga, alterações de humor como irritabilidade e nervosismo, além das ondas de calor.

Esse hormônio está associado à preparação tanto do útero para a fecundação, quanto das glândulas mamárias para a amamentação.

Além disso, ele aumenta o grau de atividade das células que revestem a parede uterina, acentuando o espessamento do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente irrigado por vasos sangüíneos, deixando o útero pronto para a gravidez.

A progesterona é um hormônio muito importante porque age em todo o estado físico e emocional da mulher, sendo essencial tanto na preparação como na manutenção da gravidez. Quando a quantidade de progesterona no sangue é baixa na fase inicial da gravidez, recomenda-se fazer um suplemento do hormônio para que não ocorra um aborto.

A progesterona também tem a função de inibir as contrações do útero. Com isso, impede a expulsão do embrião ou do feto em desenvolvimento.

A progesterona traz muitos benefícios à saúde da mulher.

Entre eles:

A progesterona estimula a ação das células responsáveis pela formação dos ossos, evitando a osteoporose.
Uma terapia a base de progesterona é muito eficaz para mulheres que sofrem de depressão pós-parto.
Os hormônios femininos sofrem grandes mudanças no período menstrual, causando a tensão pré-menstrual (TPM). A administração de progesterona equilibra a predominância estrogênica, mostrando-se assim fundamental na prevenção dos sintomas mais comuns da TPM, como dores de cabeça, irritabilidade, mudanças bruscas de humor, agressividade e depressão.
Em casos de câncer, é necessária uma dose de progesterona natural. Esta ativa a expressão do gene P-53, responsável pela morte celular programada, fazendo com que não haja uma proliferação celular descontrolada e excessiva.
A progesterona ajuda também pacientes com problemas cerebrais.

Fonte: www.henriqueelkis.com.br

Progesterona

A progesterona é produzido pelos ovários , placenta e glândulas supra-renais. O termo progestina é usado para descrever a progesterona e sintéticos hormonas esteróides com propriedades semelhantes de progesterona, tal como o progestogênio levonorgestrel.

A progesterona é conhecida por ter efeitos sobre outros órgãos femininos. No ovários , progesterona e estrogênio são consideradas responsáveis pela liberação de um óvulo durante a ovulação.

Acredita-se que, se o óvulo é fertilizado, esses hormônios são influentes na prevenção de mais libertação do óvulo até a gravidez terminou.

Esta dupla ação impede normalmente a liberação e fertilização de mais de um ovo de uma só vez, embora dois ou mais ovos são ocasionalmente lançado. Nos trompas progesterona é pensado para parar as contrações musculares no tubo quando o ovo foi transportado. Durante gravidez , a progesterona também estimula o desenvolvimento das glândulas nos seios que são responsáveis pela produção de leite.

Progesterona – O que é?

A progesterona é um hormônio produzido pelas células do corpo lúteo do ovário. Saiba que a progesterona tem como função preparar o útero para uma possível gestação e recebe o óvulo fecundado estimulando a produção de leite da mulher. Vale citar que a progesterona foi a base para o desenvolvimento dos anticoncepcionais orais e associados com os estrógenos, promove a inibição da ovulação, e atua na prevenção da maturidade folicular, já que inibe a secreção de gonadotropinas por meio da hipófise.

Saiba que a progesterona é o hormônio responsável por garantir a secreção do endométrio, que é fundamental para a sobrevivência do embrião, da mesma forma como o desenvolvimento do feto no decorrer da gestação. Lembrando que a progesterona é como se fosse a mãe de todos os hormônios. O hormônio é um importante precursor na biossíntese dos corticosteróides supra-renais, os hormônios que atuam na proteção contra o estresse e de todos os hormônios sexuais, a testosterona e o estrogênio.

Vale citar que os hormônios são substâncias químicas que realizam a transferência das informações e das instruções entre as células, em plantas e animais.

Os hormônios são chamados também de “mensageiros químicos do organismo”, pois os hormônios regulam o desenvolvimento, o crescimento, e atuam no controle das funções de diversos tecidos, ajudando nas funções reprodutivas e ainda regulam o metabolismo, que é o processo utilizado pelo corpo para produzir a energia por meio dos alimentos.

Fonte: www.dignow.org

Progesterona

A progesterona tem como principal função preparar o interior do útero para receber o ovo fecundado (espessando-o e aumentando a circulação sangüínea) e iniciar a gestação.

O hormônio causa a formação do muco do ovário, que é necessário para que o óvulo possa ser implantado.

Sua grande importância na gravidez é comprovada por seu nome: pró-geste (a favor da gestação).

A progesterona apresenta os seguintes dados:

Fórmula mínima: C21H30O2
Fórmula molecular:
C21H30O2

Composição centesimal:

Massa Molecular = 314
Massa total de carbono =
252
Massa total de hidrogênio =
30
Massa total de oxigênio =
32
Carbono =
80,25%
Hidrogênio =
9,55%
Oxigênio =
10,2%

Composição centesimal C80,25%H9,55%O10,2%

Concentração normal

A concentração da progesterona varia bruscamente do homem para a mulher. Na fase folicular a progesterona (sérica ou plasmática) tem valor médio de 1 ng/ml, elevando-se após a ovulação até uma taxa média de 10 ng/ml, mantida por 7 a 10 dias. Uma única dosagem entre o 21o e o 23o dias do ciclo é suficiente para defini-la. Não ocorrendo gravidez ela declina aos níveis basais cerca de 4 dias antes da menstruação, e por esta razão deve evitar-se a dosagem tardia (no momento mais recomendável para biópsia de endométrio).

Na gravidez a progesterona eleva-se acompanhando a gonadotrofina coriônica até 8 a 10 semanas, quando decresce momentaneamente, para em seguida elevar-se novamente, o que traduz a origem placentária em substituição ao corpo amarelo gravídico. Na primeira elevação atinge 20 a 30 ng/ml, e quando volta a subir, a normalidade traduz-se por valores acima de 40 ng/ml, ao mesmo tempo que se desfaz o pico gonadotrófico. A partir daí a ascenção é regular, alcançando números entre 160 e 200 ng/ml, no final da gestação.

Resumindo, são considerados normais os seguintes valores:

A concentração normal no organismo humano é a seguinte:

HOMENS ADULTOS: 0.05 - 1.25 ng/mL
HOMENS EM IDADE DE ADOLESCÊNCIA:
0 - 0.68 ng/mL
MULHERES: FASE FOLICULAR:
0.10 - 1.60 ng/mL
FASE LÚTEA:
2.50 - 32.0 ng/mL
PÓS-MENOPAUSA:
0.06 - 1.60 ng/mL
GRAVIDEZ:
> 250 ng/mL

Em que local do organismo a progesterona é encontrada ?

A progesterona é um hormônio encontrado no ovário (corpus luteum), placenta e adrenais.

O ciclo menstrual

Durante o ciclo menstrual normal, uma glândula do cérebro (pituitária) liberta uma hormona chamada FSH (Follicle Stimulating Hormone) que vai estimular o desenvolvimento de um dos muitos folículos (os precursores dos óvulos femininos) existentes no ovário.

Em cada mês, um deles desenvolve-se mais rapidamente e é ele que irá dar origem ao óvulo libertado nesse ciclo menstrual.

Os citados folículos libertam para a corrente sanguínea estrogeneos, hormonas que são responsáveis, entre outras coisas, pelas características femininas.

Ao atingir determinados níveis no sangue, esses estrogeneos fazem com que a tal zona do cérebro (pituitária) comece a produzir elevadas quantidades de outra hormona chamada LH (Hormona Luteinizante) que por sua vez, ao atingir os ovários, vai provocar a libertação do tal folículo mais desenvolvido, dando-se assim a ovulação. Esse folículo, agora chamado óvulo, segue para a trompa onde pode então ser fecundado.

Os folículos que ficaram no ovário, sob a influência da mesma LH, formam uma pequena zona amarela (corpo amarelo ou corpus luteum) que inicia a produção de outra hormona: a progesterona. Esta hormona tem como principal função preparar o interior do útero para receber o ovo fecundado (espessando-o e aumentando a circulação sanguínea) e iniciar a gestação (o seu nome vem de pró-gestação).

No caso do óvulo não ser fecundado, ou de o embrião não ser viável, o corpo amarelo desaparece e os níveis de estrogeneos e de progesterona descem subitamente, provocando o desagregar do revestimento interno do útero e a sua saída para o exterior: é a menstruação.

A baixa de estrogeneos e de progesterona fazem então com que a produção de FSH recomece, iniciando-se assim um novo ciclo.

No caso de ter havido uma fecundação e posterior implante do ovo na parede do útero, o corpo amarelo mantém-se em funções, mantendo-se a produção de estrogeneos e, principalmente, de progesterona. Como é lógico, não haverá então menstruação e estará em curso uma gravidez.

A pílula anticoncepcional

Percebendo como funciona um ciclo normal, e sendo para já notório que é um processo extremamente complexo, podemos agora abordar de um modo muito sucinto como vão atuar os contraceptivos orais (pílula).
 A grande maioria das pílulas tem uma combinação de estrogeneos e de progestagéneos (produtos sintéticos que têm um efeito semelhante à progesterona, a qual não pode ser tomada oralmente por ser destruída pelo estômago).
 
As dosagens e sequência de toma das pílulas estão feitas de tal maneira que, por um lado, os níveis de estrogeneos que passam a circular no organismo vão impedir a libertação do óvulo (uma vez que os níveis não chegam a permitir que a LH seja produzida e, logo, que haja ovulação). Por outro lado, os progestageneos fazem com que o interior do útero não fique preparado para receber um eventual embrião e, por outro lado, espessam o muco cervical (muco existente no canal de entrada do útero) impedindo a entrada de espermatozóides.

 Importância da progesterona

A despeito de duas pregnenolonas dotadas de escassa atividade biológica, não é usual falar-se de progestogênios, e sim de progesterona (no singular) como hormônio titular absoluto da função luteínica. No processo da esteroidogênese a progesterona é o primeiro esteróide hormonal de maior significação, originando-se caracteristicamente no corpo amarelo e na placenta. A produção diária de progesterona é da ordem de 4 mg na fase folicular e de 30 mg na fase luteínica. É uma diferença relevante a ponto de permitir o uso dos níveis de progesterona na segunda metade do ciclo como evidência presuntiva de ovulação.

Atribuem-se à progesterona numerosas funções, todas relacionadas diretamente ao preparo progestacional do endométrio e, na ocorrência de gravidez, ao transporte ovular, à nidação, e, sobretudo, ao bloqueio da contração muscular uterina, responsável pela quiescência do útero.

A progesterona é a pregnenodiona, esteróide com 21 átomos de carbono, uma dupla ligação (4:5) e duas funções cetona em C3 e C20. Ocupa posição privilegiada na esteroidogênese. Ela e sua antecessora, a pregnenolona, são submetidas à 17-alfa-hidroxilação para dar origem às duas linhagens (delta 4 e delta 5, respectivamente) de formação dos esteróides sexuais, androgênios e estrogênios, nesta ordem.

Benefícios à mulher

Hormônio responsável por grande parte da fisiologia tão peculiar feminina, a Progesterona tem recebido grande atenção da comunidade científica ultimamente por apresentar vários benefícios à saúde feminina:

OSTEOPOROSE:  Foi provado que a progesterona estimula a ação dos osteoblastos (células responsáveis pela formação dos ossos), dessa forma, sua ação na prevenção e controle da osteoporose é indiscutível.
TENSÃO PRÉ MENSTRUAL: 
A grande mudança nos níveis hormonais femininos na época da menstruação é um dos fatores responsáveis pela Tensão Pré Menstrual (TPM). A administração de Progesterona equilibra a predominância estrogênica, mostrando-se assim, fundamental na prevenção dos sintomas mais comuns da TPM (dores de cabeça, irritabilidade, mudanças bruscas de humor, agressividade, depressão, etc.).
DEPRESSÃO PÓS PARTO: 
Várias mulheres sofrem de depressão pós-parto, onde a supressão momentânea da produção de progesterona (responsável pela manutenção gravidez) provoca alterações no comportamento semelhante ao na TPM. Nesses casos a terapia à base de progesterona também se mostrou muito eficaz.
CÂNCER: -
A Progesterona natural ativa a expressão do gene P-53, responsável pela morte celular programada, fazendo com que não haja uma proliferação celular descontrolada e excessiva. Dessa forma a Progesterona tem propriedades efetivas contra o câncer, porém isso já esteja sendo contestado por alguns cientistas.

Baixas concentrações e patologias associadas

Insuficiência Luteínica

A secreção insuficiente de progesterona pode traduzir-se por:

Esterilidade
Infertilidade; (abortamentos de repetição)
Ciclomastopatias
Tensão pré-menstrual (retenção hídrica, enxaqueca, irritabilidade)
Distúrbios menstruais (hemorragia funcional uterina).

Devemos aceitar como diagnóstico de insuficiência luteínica um teor de progesterona plasmática inferior a 5 ng/ml entre 21o e 23o dias do ciclo.

Não esquecer que em condições normais, na segunda metade do ciclo, a atuação do estradiol é de certa forma modificada pela progesterona; quando esta diminui, os estrogênios, atuando sem contraposição, assumem maior significado étio-patogênico por um "hiperestrogenismo relativo". Este posicionamento é particularmente relevante nos problemas da mama e na hemorragia disfuncional uterina.

Ameaça de Parto Prematuro

A ameaça de parto prematuro, devido à dramaticidade da condição, exigindo providências imediatas, relega a segundo plano qualquer exame complementar.

Mas, as filigranas da fisiopatologia do trabalho de parto, embora mal conhecidas, admitem a possibilidade de um papel significativo aos baixos teores de progesterona. Além de Csapo com o trabalho de toda uma vida dedicada a ressaltar o papel da progesterona no bloqueio da contração uterina, Johnson & cols., desde 1979, defendem a importância etiológica da insuficiência luteínica, advogando a medicação supletiva com caproato de 17-alfa-hidroxi-progesterona, capaz em muitas observações de interromper a ameaça de parto prematuro. Claro que, se investigados, os níveis plasmáticos de progesterona estão diminuídos, porém em termos práticos a terapêutica é instituída indistintamente.

Diagnóstico de Ovulação

Melhor que o emprego das repercussões periféricas (biópsia de endométrio, colpocitologia funcional, temperatura basal), a medida da progesterona responsável por tais efeitos é, sem dúvida, o melhor índice da presença de um corpo amarelo atuante. Isto levaria ao diagnóstico indireto de ovulação, embora saibamos da possibilidade (rara) da luteinização do folículo íntegro com o óvulo enclausurado.

Sugerimos a dosagem de prolactina associada à de progesterona, afim de identificar possível hiperprolactinemia. Quando esta ocorre, com níveis reduzidos de progesterona, tem lugar a hipótese de que a anovulação decorra de causa hipotalâmica, e a terapêutica capaz de reduzir a prolactina resulta muitas vezes em correção do distúrbio, permitindo propiciar gravidez em alguns casos de esterilidade primária.

Prognóstico da Ameaça de Abortamento

Devemos inicialmente rever a fisiopatologia do denominado Abortamento Endócrino. Existe o abortamento dependente de insuficiência luteínica, isto é, problema anterior à gestação presente e, em geral, associado à questão de infertilidade (abortamento de repetição). Um corpo amarelo trabalhando "no limite" (às vezes com auxílio medicamentoso) pode permitir a prenhez, porém não ter capacidade para sustentá-la. Outro tipo é o decorrente da inadequada transposição da função luteínica à placenta, admitindo duas variedades.

Há de aceitar-se uma condição primária de incapacidade da síntese placentária, e outra, secundária a qualquer patologia alcançando o concepto como um todo.

Logicamente em todos os casos do primeiro grupo, e na variante primária do segundo, a insuficiência luteínica é fator causal preponderante e, em conseqüência, é válida não apenas a detecção de níveis insuficientes de progesterona no prognóstico da ameaça de abortamento, como o uso de medicação supletiva.

Sugerimos em tais casos a dosagem simultânea de HCG, pois o comportamento típico dos dois hormônios no período entre 8 a 12 semanas traduz melhor o julgamento da normalidade. Quando se desfaz o fenômeno apical da gonadotrofina coriônica a progesterona deverá estar ultrapassando 40 ng/ml. A persistência de teores elevados de HCG (acima de 20.000 miliUI/ml) ao mesmo tempo que a progesterona é incapaz de elevar-se tem o significado de mau prognóstico.

A despeito do inequívoco papel fisiológico da progesterona na manutenção da gravidez, é curioso verificar que os autores divergem no julgamento dos resultados descritos em vários artigos. A aceitação do conceito acima exposto permitirá um uso mais racional das duas dosagens. Além disso o emprego abusivo de gestágenos sintéticos (não progesterona, note-se bem) em todo e qualquer caso de abortamento, com resultados obviamente duvidosos, ocasionou um descrédito injusto aos méritos terapêuticos do hormônio. E, mais que isto, levou o pessimismo ao uso propedêutico da dosagem de progesterona. Entretanto, quando empregada nos casos realmente indicados, tem valor inconteste, nunca esquecendo que melhor informação é obtida mediante as dosagens seriadas.

Altas concentrações e patologias associadas

Fatores que influenciam o crescimento tumoral

Ainda está indefinido o fator determinante responsável pela transformação neoplásica inicial. Entretanto se conhecem alguns fatores que estão diretamente ligados ao seu aparecimento e crescimento, entre eles o estrogênio, o hormônio de crescimento (GH) e a progesterona. A predisposição genética parece ser fundamental tanto no aparecimento quanto na modulação do crescimento do tumor.

A influência estrogênica baseia-se em alguns dados clínicos concretos como seu aparecimento na menacme, aumento na vigência de estrogenioterapia exógena, crescimento exagerado durante a gestação e regressão com a menopausa. Além disso o tecido leiomiomatoso possui uma diminuição da atividade da enzima 17b -hidroxidesidrogenase, que transforma estradiol em estrona. O estradiol possui uma atividade estrogênica menos potente e, sendo assim, as células do mioma estão sob maior estímulo estrogênico do que as células vizinhas.

Quanto ao GH foi demonstrado experimentalmente sua ação sinérgica com o estrogênio e um maior nível em mulheres com leiomioma, especialmente as negras.

A presença de receptores de progesterona no leiomioma é a prova de sua ação neste tecido.

O antagonismo da progesterona sobre o estrógeno se verifica em pelo menos dois níveis: ativando a 17b -hidroxidesidrogenase e depletando ou diminuindo os receptores estrogênicos. A progesterona sempre foi tida como inibidora do crescimento dos miomas, mas pesquisas recentes mostram que ela está associada com o estímulo do crescimento desses tumores. No miométrio e nos leiomiomas, a atividade mitótica é maior na fase lútea e quando se usa progestagênios em altas doses.

São necessários mais estudos para se definir o verdadeiro papel da progesterona: protetora ou estimuladora?

Método contraconceptivo

É um método altamente eficaz, que consiste em implantar cirurgicamente algumas varinhas pequenas abaixo da pele do braço ou do ombro. Liberam permanentemente progesterona, inibindo a ovulação. Ao engrossar o muco cervical, evitam que o espermatozóide entre no útero, cujo revestimento também é modificado. Proporcionam proteção anticoncepcional durante 5 anos.

Seu custo pode parecer elevado, mas não se comparado com o dinheiro que representa a compra de anticoncepcionais orais todos os meses durante cinco anos.

Muitas mulheres o preferem, já que durante um longo período de tempo estão protegidas de gravidezes não desejadas, sem ter que fazer mais nada além disso.

Se, durante esse tempo, a mulher mudar de idéia e quiser ficar grávida, as varinhas podem ser retiradas facilmente e seus efeitos cessam.

Pode causar períodos menstruais irregulares.

O uso indiscriminado de contra conceptivos, sem acompanhamento médico, pode elevar o nível do colesterol LDL, o colesterol mal e reduzir o nível do HDL, o colesterol bom. Por isso o uso de contraconceptivos deve ser sempre acompanhado de um médico.

Fonte: www.abcdosalimentos.com

Progesterona

A Progesterona Natural na dança dos hormônios esteróides

Hormônio, por definição, é uma substância que é produzida em uma glândula e que pode agir em vários locais do corpo, fora da glândula que a produziu.

Os hormônios esteróides são substâncias que são derivadas do colesterol e, dependendo da glândula onde são formados, eles adquirem uma estrutura diferente.

Os hormônios podem, nessa cadeia de formação, ter uma posição intermediária ou uma posição final. Cada um dos hormônios esteroides é desenhado para ter funções específicas. A figura 1 mostra o caminho de síntese dos hormônios esteróides.

A síntese dos hormônios é um processo dinâmico. A quantidade dos hormônios é variável e depende do equilíbrio existente em cada organismo.

Progesterona

Esse desenho também mostra que esses hormônios são produzidos continuamente e em quantidades diferentes, conforme a necessidade da fase da vida de cada mulher e, quando não são mais necessários, são metabolizados no fígado para serem removidos do sistema.

É possível, a partir desse desenho do caminho de síntese, destacar que a progesterona sintetizada a partir do colesterol é um hormônio intermediário, comparada com o hormônio produzido na glândula adrenal e a síntese da testosterona, podendo-se dizer que estes hormônios ocupam uma posição final na cadeia de síntese.

Cada um desses hormônios possui um desenho de estrutura que os determina e os individualizam e, a partir daí, é possível definir o conceito de hormônio natural.

Hormônio natural é um hormônio que tem a mesma estrutura química do hormônio que foi produzido no organismo, é reconhecido pelos tecidos, enzimas e receptores celulares podendo ser somado às moléculas semelhantes que foram produzidas pelo organismo.

A definição de hormônio natural significa que a estrutura química do hormônio é idêntica à estrutura do hormônio produzido no corpo. Eles são bioidênticos.

Em contra posição temos o hormônio sintético

A estrutura química do hormônio sintético é diferente da estrutura química do hormônio produzido pelo corpo e portanto na cadeia metabólica ele não é prontamente reconhecido como uma molécula igual, bio-idêntica.

Os caminhos de metabolização são diferentes. A permanência no organismo é maior, já que não fazem parte das vias metabólicas surgidas dos processos de adaptação e sobrevivência por que passou o ser humano.

A progesterona é um hormônio essencial para a vida, mantém o endométrio (mucosa de revestimento do útero) secretor, essencial para o desenvolvimento do feto.

A progesterona, é o hormônio que predomina na segunda fase do ciclo do ovário e quando a secreção de progesterona aumenta, a secreção de estrógeno diminui.

Podemos dizer que a progesterona tem efeitos opostos aos dos estrógenos?

Os estrógenos têm um efeito proliferativo, a progesterona secretora. Os estrógenos são ansiogênicos (dão ansiedade), a progesterona é depressora (efeito calmante).

Os estrógenos retém líquido e a progesterona tem efeito diurético. A mulher começa a ter uma diminuição da produção de progesterona praticamente 10 anos antes dos sintomas da menopausa surgirem, em geral aos 51 anos.

Nessa fase a mulher começa a se tornar relativamente hiper estrogênica, e os efeitos desse hiper estrogenismo podem ser facilmente reconhecidos.

A mulher começa a ficar com o sono superficial, acorda facilmente, a glândula tireóide tem o seu funcionamento diminuído sendo muito comum nessa fase a mulher ter uma tireóide subclinicamente hipo funcionante, isto é, os exames não são tão floridos quanto os sintomas.

A mulher perto dos 40 anos começa a ter uma diminuição de sua produção ovariana e é quando ainda está socialmente em ascensão, e é muito exigida pela família (filhos, maridos) e pelo trabalho.

As modulações de humor a que está mensalmente submetida começam a entrar num patamar linear e descendente. A ansiedade é cada vez maior, assim como as exigências tanto externas quanto internas. A sua função ovariana começa a diminuir, diminuindo lentamente a produção de progesterona (hormônio precursor), muitas vezes tendo como consequência (ou não) a redução também da função da tireóide, e também o consequente aumento da produção de cortisol pela supra renal, que é o hormônio que dá a capacidade de agüentar o stress da vida, que infelizmente é cada vez maior.

A produção da adrenalina também pela glândula supra-renal, em compensação, aumenta, deixando a mulher mais irritada e mais nervosa ainda. Tudo contribui para a famosa frase “mulher a beira de um ataque de nervos”.

Enfim, a meu ver, a primeira reposição deve ser feita com a própria progesterona, a natural, para depois, junto com os sintomas ouvidos e vistos na consulta médica, o funcionamento das glândulas ser devidamente avaliado.

Fonte: dinakaufman.com

Progesterona

O que são Hormônios

Hormônios são substâncias químicas que transferem informações e instruções entre as células, em animais e plantas. Também chamados de "mensageiros químicos do corpo", os hormônios regulam o crescimento, o desenvolvimento, controlam as funções de muitos tecidos, auxiliam as funções reprodutivas, e regulam o metabolismo (o processo usado pelo organismo para produzir energia a partir dos alimentos). Diferentemente das informações enviadas pelo sistema nervoso, que são transmitidas via impulsos elétricos, se deslocam rapidamente, têm um efeito quase imediato e de curto prazo, os hormônios são mais vagarosos e seus efeitos mantêm-se por um período mais longo de tempo. 

Eles foram identificados pela primeira vez em 1902 pelos fisiologistas britânicos William Bayliss e Ernest Starling. Eles demonstraram que uma substância retirada do revestimento do intestino podia ser injetada num cão para estimular o pâncreas a produzir fluido. Eles chamaram essa substância de secretina e cunharam o termo "hormônio", do grego hormo, que significa "pôr em movimento". Atualmente, mais de 100 hormônios já foram identificados.

Os hormônios são produzidos por glândulas ou tecidos especializados, que os segregam conforme as necessidades do organismo. A maioria dos hormônios é produzida pelas glândulas do sistema endócrino, como a hipófise, a tireóide, as supra-renais, além dos ovários e testículos. Essas glândulas endócrinas produzem e segregam os hormônios diretamente na corrente sangüínea. Porém, nem todos os hormônios são produzidos pelas glândulas endócrinas. As mucosas do intestino delgado produzem hormônios que estimulam a secreção de sucos digestivos do pâncreas. Outros hormônios são também produzidos pela placenta, um órgão formado durante a gravidez, com a finalidade de regular alguns aspectos do desenvolvimento do feto.

Normalmente os hormônios são classificados em dois tipos principais, com base na sua composição química. Quase todos os hormônios são peptídios, ou derivados de aminoácidos, que incluem os hormônios produzidos pela parte anterior da hipófise, pela tireóide, paratireóides, placenta e pâncreas. Os hormônios peptídicos são normalmente produzidos na forma de proteínas maiores. Quando seu trabalho é exigido, esses peptídios são decompostos em hormônios biologicamente ativos e secretados no sangue, para que circulem em todo o organismo. 

O segundo tipo de hormônio é o dos esteróides (sexuais), que incluem os hormônios secretados pelas glândulas supra-renais, ovários e testículos. Os hormônios esteróides são sintetizados a partir do colesterol e modificados por uma série de reações químicas, até que um hormônio fique pronto para ser posto em ação imediatamente. 

Como funcionam

A maioria dos hormônios é lançada diretamente no sangue, onde circulam através do corpo em concentrações muito baixas. Alguns hormônios trafegam intactos pela corrente sangüínea. Outros já precisam de uma substância portadora, como uma molécula de proteína, para se manterem dissolvidos no sangue. Essas portadoras também funcionam como reservatórios de hormônios, mantendo constante a concentração hormonal e protegendo o hormônio a que estão ligadas contra decomposição química no decorrer do tempo.

Os hormônios trafegam pelo sangue até atingirem seus tecidos-alvo, onde eles ativam uma série de alterações químicas. Para atingir um pretendido resultado, um hormônio precisa ser reconhecido por uma proteína especializada nas células do tecido-alvo, chamada de "receptor". Normalmente, hormônios hidrossolúveis (que se dissolvem em água) usam receptores localizados na superfície da membrana da célula do tecido-alvo. Uma série de moléculas especiais no interior da célula, conhecidas como "segundos mensageiros", transportam as informações do hormônio para o interior da célula. Já os hormônios lipossolúveis (se dissolvem em gordura), como os esteróides, passam através da membrana da célula e ligam-se a receptores encontrados no citoplasma. Quando um receptor e um hormônio se ligam, as moléculas de ambos passam por alterações estruturais que ativam mecanismos no interior da célula. Esses mecanismos produzem os efeitos especiais induzidos pelos hormônios.

Os receptores na superfície das membranas das células são constantemente renovados. Novos receptores são produzidos pelas células e inseridos na parede celular. E os receptores que reagiram com hormônios são decompostos quimicamente ou reciclados. A célula pode responder, se necessário, a concentrações anormais de hormônios no sangue, através de um aumento ou uma diminuição do número de receptores em sua superfície. Caso a concentração de um hormônio no sangue aumente, o número de receptores na parede celular pode ser diminuído, para manter o mesmo nível de interação hormonal na célula. Se a concentração hormonal no sangue diminuir, esse mecanismo de regulagem aumenta o número de receptores na célula.

Alguns hormônios são entregues diretamente ao tecido-alvo, em vez de ficarem circulando por toda a corrente sangüínea. É o caso dos hormônios do hipotálamo (uma parte do cérebro que controla o sistema endócrino), que são entregues diretamente à vizinha glândula hipófise, onde suas concentrações são centenas de vezes mais elevadas que no sistema circulatório.

Efeitos

Os efeitos dos hormônios são complexos, mas suas funções podem ser divididas em três grandes categorias. Alguns hormônios alteram a permeabilidade da membrana celular. Outros podem alterar a atividade de enzimas. E alguns estimulam a liberação de outros hormônios.

Estudos recentes demonstraram que os efeitos mais prolongados dos hormônios acabam por resultar na ativação de genes específicos. Quando um hormônio esteróide entra numa célula, por exemplo, ele se liga a um receptor no citoplasma da célula. Esse receptor torna-se ativo e penetra no núcleo da célula, onde se liga a áreas específicas do ácido desoxirribonucleico (DNA - longas moléculas que contêm genes individuais). Isso ativa alguns genes e desativa outros, alterando a atividade da célula. Os hormônios também regulam ácidos ribonucleicos (RNA), em sínteses de proteínas.

Um mesmo hormônio pode afetar um tecido de forma diferente daquela com que ele afetaria um outro tecido, pois os tecidos celulares estão programados para responder de forma diferente a um mesmo hormônio. Um mesmo hormônio pode também ter efeitos diferentes sobre um mesmo tecido em diferentes épocas da vida. Para aumentar ainda mais essa complexidade, alguns efeitos induzidos por hormônios podem exigir a ação de mais de um hormônio.

Este complexo sistema propicia controles de segurança, de forma que, em caso de deficiência de um hormônio, outros o compensarão.

Na mulher

Estrona, estradiol e estriol são os três mais importantes estrógenos produzidos no corpo humano. Por causa das suas respectivas posições na seqüência da biossíntese, a estrona é citada como E1, o estradiol como E2 e o estriol como E3. No estado de não-gravidez, a estrona e o estradiol são produzidos pelos ovários em quantidades de apenas 100 a 200 microgramas por dia, e o estriol é apenas um escasso subproduto do metabolismo da estrona. Durante a gravidez, no entanto, a placenta é a principal fonte de estrógenos, e o estriol é produzido em miligramas, ao passo que a estrona e o estradiol são produzidos em microgramas, sendo o estradiol excretado em menor quantidade. Após a menopausa, a estrona continua a ser feita através da conversão do esteróide adrenal chamado androstenediol, principalmente nos tecidos gordurosos e células musculares. Quanto mais gordura, mais estrona é produzida. Na verdade, algumas mulheres obesas produzem mais estrogênio na menopausa do que mulheres magras na pré-menopausa. No entanto, mulheres obesas não são imunes ao problema das ondas de calor.

O estriol produzido pela placenta é feito a partir de um hormônio chamado DHEA - (desidroepiandrosterona), suprido pela mãe ou pelo córtex adrenal do feto.

Por causa da participação do feto na formação do estriol, a medição desse hormônio pode ser um sensível indicador do bem-estar da placenta e/ou do feto. A placenta torna-se também a principal fonte de progesterona, produzindo entre 300 e 400 miligramas por dia, durante o o terceiro trimestre. O estriol e a progesterona são, portanto, os principais esteróides sexuais presentes durante a gravidez.

Os estrógenos, de uma maneira geral, tendem a promover a divisão celular, particularmente em tecidos sensíveis aos hormônios, como os da mama e os do revestimento uterino. Entre os três estrógenos, o estradiol é o que mais estimula o seio, e o estriol é o que menos estimula. O estradiol é 1.000 vezes mais potente em seus efeitos sobre os tecidos da mama do que o estriol. Estudos de duas décadas atrás mostraram claramente que uma exposição muito longa ao estradiol (e também à estrona, em menor proporção) aumenta o risco do câncer de mama, ao passo que o estriol é protetor.

O etinilestradiol sintético, comumente utilizado em anticoncepcionais e na suplementação de estrogênio, apresenta um risco ainda maior de câncer da mama, por ser eficientemente absorvido via oral e por ser metabolizado e excretado lentamente. Quanto mais tempo um estrógeno sintético permanecer no corpo, mais oportunidade ele tem de causar danos. Como esse fator da lentidão no metabolismo e na excreção é
válido para todos os estrógenos sintéticos, seria lógico pensar-se que, em todos os casos de suplementação com estrógenos, os hormônios naturais são superiores.

O estriol é o estrógeno mais benéfico para a vagina, o cérvix e a vulva. Nos casos de atrofia ou secura vaginal na menopausa, que predispõe a ocorrência de vaginite e cistite, o estriol seria teoricamente o estrógeno mais eficaz (e mais seguro) na suplementação.

O estrogênio é responsável pelas alterações que ocorrem nas meninas na puberdade, como o crescimento e desenvolvimento da vagina, do útero e das trompas de Falópio. Ele causa o aumento no tamanho dos seios, através do crescimentos dos ductos, de tecido estromal e da gordura. O estrogênio contribui para a modelagem (conteúdo gorduroso) dos contornos do corpo feminino e para a maturação do esqueleto. Ele também é responsável pelo crescimento dos pelos das axilas e pubianos, bem como pela pigmentação das aréolas e mamilos dos seios.

Existem, sem dúvida alguma, boas razões evolucionárias para alguns dos efeitos aparentemente negativos do estrogênio no corpo humano, como a retenção de líquidos e o aumento de peso. Se considerarmos o estrogênio em termos de procriação e sobrevivência do feto, parece ser vantajoso para a criança que a mãe grávida tenha condições de armazenar gordura corpórea, como precaução para os períodos de escassez de alimentos.

Assim, os efeitos do estrogênio abrangem muito mais que sua ação de dar forma ao corpo feminino e que seu estímulo para o útero e seios. Em períodos de fome intensa, quando a mulher esteja nutricionalmente incapacitada de levar a cabo uma gravidez, a produção de estrogênio diminui, para evitar a fertilidade. Em tempos de constante abundância de alimentos, porém, os efeitos do estrogênio são potencialmente perigosos.

Quando a mulher consome muito mais calorias do que necessita, a produção de estrogênio aumenta proporcionalmente para níveis acima do normal, podendo assim preparar o terreno para a síndrome da predominância estrogênica e para um declínio exagerado de estrogênio na menopausa.

Na maioria dos países adiantados, as dietas alimentares são ricas em gordura animal, açúcar, amidos refinados e alimentos processados, fornecendo calorias em excesso às necessidades da mulher e dando origem a níveis estrogênicos duas vezes mais elevados que os das mulheres de países do Terceiro Mundo, de economias mais agrárias.

Nesse contexto, vale a pena comparar os efeitos fisiológicos do estrogênio e da progesterona:

Efeitos do estrogênio Efeitos da progesterona
cria um endométrio proliferativo mantém um endométrio secretor
causa estimulação dos seios protege contra o seio fibrocístico
aumenta a gordura corpórea auxilia no uso da gordura como energia
retenção de sal e de líquidos diurético natural
depressão e dores de cabeça antidepressivo natural
interfere nos hormônios da tireóide facilita a ação dos hormônios da tireóide
aumenta os coágulos no sangue normaliza a coagulação sangüínea
diminui a libido restaura a libido
enfraquece o controle do açúcar no sangue normaliza os níveis de açúcar no sangue
perda de zinco de retenção de cobre normaliza os níveis de zinco e de cobre
reduz o nível de oxigênio em todas as células restaura a nível adequado o oxigênio celular
aumenta os riscos de câncer do endométrio evita o câncer endométrico
aumenta riscos de câncer da mama ajuda a prevenir o câncer da mama
restringe um pouco a função dos osteoclastos estimula a construção óssea pelos osteoblastos
reduz o tônus vascular restaura o tônus vascular normal
aumenta riscos de doença na vesícula biliar necessária para a sobrevivência do embrião
aumenta o risco de doenças auto-imunes precursora dos corticosteróides

A progesterona é produzida principalmente pelo corpus luteum (corpo amarelo), o qual ocorre após a liberação do óvulo pelo folículo ovariano. Como não ocorre ovulação após a menopausa e como esse hormônio é produzido em diminutas quantidades por outras partes do corpo, a progesterona praticamente some do organismo da mulher na menopausa. Então, por óbvio, esse é o hormônio que deve ser reposto (se necessário), e não o estrogênio, cuja produção cai apenas uns 50 por cento na menopausa!

A progesterona natural parece ter sido totalmente negligenciada pela ciência médica, que tem se concentrado, erroneamente, no hormônio estrogênio.

Considerando que a progesterona natural não é patenteável e ainda é barata, não surpreende que isso tenha acontecido. É importante, porém, ter-se um entendimento e uma avaliação bem mais amplos a respeito deste extraordinário hormônio.

A progesterona é responsável por manter a secreção do endométrio, que é necessária para a sobrevivência do embrião, bem como pelo desenvolvimento do feto ao longo da gestação. É pouco percebido, no entanto, que a progesterona é a mãe de todos os hormônios. A progesterona é importante precursora na biossíntese dos corticosteróides supra-renais (hormônios que protegem contra o stress) e de todos os hormônios sexuais (testosterona e estrogênio).

Isso significa que a progesterona tem a faculdade de ser transformada em outros hormônios ao longo do caminho, à medida que e quando o organismo precisar deles. É preciso que seja enfatizado que o estrogênio e a testosterona são produtos metabólicos finais feitos da progesterona. Não havendo uma quantidade adequada de progesterona, o estrogênio e a testosterona não estarão suficientemente disponíveis no organismo.

Além de ser a precursora dos hormônios sexuais, a progesterona também facilita muitas outras funções fisiológicas importantes e intrínsecas.

Menstruação e menopausa

Até recentemente, os médicos pensavam que a menopausa começava quando todos os óvulos do ovário se tivessem esgotados. Porém, trabalhos recentes demonstraram que a menopausa provavelmente não é desencadeada pelo ovário, mas sim pelo cérebro. Parece que tanto a puberdade quanto a menopausa são eventos acionados pelo cérebro.

A menstruação depende de uma complexa rede de comunicação hormonal entre os ovários, o hipotálamo, e a glândula pituitária (hipófise) no cérebro. O hipotálamo segrega um hormônio que libera gonadotrofina (GnRH), que desencadeia a produção do hormônio estimulador dos folículos (FSH) pela hipófise. O FSH então estimula o crescimento dos folículos do óvulo (pequeno saco ou glândula excretora) nos ovários, para provocar a ovulação. À medida que os folículos crescem, o estrogênio é produzido e lançado no sangue.

Esta reação em cadeia não é uma via de mão única. O estradiol, um dos estrógenos ovarianos na corrente sangüínea, também age sobre o hipotálamo, causando uma alteração no GnRH. A seguir, esse hormônio modificado estimula a hipófise a produzir o hormônio luteinizante (LH), o qual provoca a eclosão dos folículos e a liberação do óvulo. Após o óvulo ser expelido, também a progesterona é produzida pelos folículos, os quais se transformam em corpus luteum.

Todos os hormônios liberados durante o ciclo menstrual são segregados não de forma constante, contínua, mas sim em quantidades dramaticamente diferentes durante as diferentes partes do ciclo de 28 dias.

Nos primeiros oito a onze dias do ciclo menstrual, o ovário da mulher produz muito estrogênio. O estrogênio prepara os folículos para a liberação de um dos óvulos.

O estrogênio é responsável pela proliferação de mudanças que ocorrem durante a puberdade: o crescimento dos seios, o desenvolvimento do sistema reprodutivo e a forma feminina do corpo da mulher.

A taxa de secreção de estrogênio começa a diminuir ao redor do 13º dia, um dia antes de ocorrer a ovulação. À medida que o estrogênio diminui, a progesterona começa a aumentar, estimulando um crescimento muito rápido do folículo. Com o início da secreção da progesterona, ocorre também a ovulação. Depois que o óvulo é liberado do folículo, este começa a mudar, aumentando de tamanho e tornando-se um órgão diferente, conhecido como corpus luteum. A progesterona é segregada pelo corpus luteum, este minúsculo órgão com uma enorme capacidade para produzir hormônio. A onda de progesterona no período da ovulação é a fonte da libido – e não o estrogênio, como normalmente se pensa.

Após 10 ou 12 dias, se não ocorrer fertilização, a produção ovariana de progesterona cai drasticamente. É este declínio súbito nos níveis de progesterona que desencadeia a secreção endométrica (menstruação), o que leva a uma renovação de todo o ciclo menstrual.

A progesterona e o estrogênio originados nos ovários estimulam o crescimento do endométrio (tecido que reveste o útero), como preparação para a fertilização.

O estrogênio age no crescimento do tecido endométrico, enquanto a progesterona facilita a secreção nesse tecido que reveste o útero, a fim de que o óvulo fertilizado (ovo) possa ser implantado com sucesso. A progesterona em quantidade adequada é portanto o hormônio mais essencial para sobrevivência do óvulo fertilizado e do feto.

Ao redor dos 40 anos de idade, a interação entre os hormônios se altera, o que leva, com o passar do tempo, à menopausa. Como é que isso ocorre ainda não está bem claro. A menopausa pode ter início por alterações no hipotálamo e na hipófise, e não nos ovários. Os cientistas têm realizado experiências em que são substituídos os ovários de camundongos jovens por ovários de camundongos mais velhos e que já não conseguem reproduzir. Foi constatado que os camundongos jovens conseguem se acasalar e ter filhotes. Isso demonstra que ovários velhos colocados num ambiente jovem conseguem responder. Por outro lado, quando ovários jovens são colocados em camundongos velhos, estes não conseguem se reproduzir.

Seja qual for o mecanismo que desencadeia a menopausa, à medida que menos folículos são estimulados, diminui a quantidade de progesterona e de estrogênio produzidos pelos ovários, embora outros hormônios continuem a ser produzidos. De forma alguma os ovários murcham e param de funcionar, como popularmente se acredita. Com a redução desses hormônios, a menstruação torna-se escassa, irregular e acaba um dia cessando por completo.

No entanto, outras partes do corpo – como glândulas supra-renais, pele, músculos, cérebro, glândula pineal, folículos do cabelo e a gordura do corpo têm condições de produzir esses mesmos hormônios, possibilitando ao corpo feminino fazer ajustes no equilíbrio hormonal após a menopausa, desde que a mulher tenha cuidado bem de si mesma nos anos do período pré-menopausa, com um estilo de vida e dieta adequados, além da devida atenção para com a saúde mental e emocional.

A mulher que passa pela menopausa tem a oportunidade de entrar nessa fase da vida fortalecida pela sabedoria e pela criatividade, como nunca antes. Ela ganha acesso ao conhecimento interior profundo.

A renomada socióloga Margaret Mead disse: “Não há nada mais poderoso que uma mulher na menopausa e com entusiasmo!” Em muitas culturas ao redor do mundo a menopausa é uma transição e uma iniciação à realização do poder da mulher, totalmente sem sintomas. Ela é tida no mais alto conceito em sua comunidade, como uma idosa sábia e respeitada.

Por que usar progesterona natural (bioidêntica)

A terapia tradicional de reposição hormonal (TRH) no climatério e na menopausa está sendo revisada. Até recentemente, a praxe era a prescrição de dois tipos de hormônio – estrogênio (na forma de estrógenos eqüinos conjugados - Premarin®) e uma progestina (acetato de medroxiprogesterona). Mas esse padrão começou a ser questionado, por volta de 1985, pelo médico norte-americano John R. Lee, hoje considerado a maior autoridade em equilíbrio hormonal feminino.

O primeiro livro do Dr. Lee sobre o assunto (What your doctor may not tell you about menopause) foi publicado em 1996, vendeu mais de um milhão de exemplares, foi traduzido para o francês e talvez outras línguas (em 9/2004, saiu uma edição revisada e atualizada, com uma tiragem inicial de 1 milhão de exemplares). Depois dessa obra, o Dr. Lee escreveu, em co-autoria com a médica Jesse Hanley, um livro sobre o climatério (What your doctor may not tell you about premenopause) e, mais recentemente, outro livro questionando a abordagem tradicional da medicina com relação ao câncer da mama (What your doctor may not tell you about breast cancer), em co-autoria com o Dr. David Zava, denunciando o que ele chama de “indústria do câncer de mama”.  

1 - Uma questão de equilíbrio

Segundo o Dr. Lee, em parte por desinformação e em parte por orientação tendenciosa na literatura fornecida pelos fabricantes de hormônios sintéticos, a medicina tem deixado de considerar alguns aspectos fundamentais ao seguir a TRH tradicional. Ele lembra que, quando os ovários começam a diminuir a produção dos hormônios estradiol e progesterona (climatério) e quando essa produção cessa completamente mais tarde (menopausa), o organismo continua produzindo um dos três estrógenos ativos, a estrona, via tecido adiposo. Após a menopausa, com a entrada em cena da estrona, a produção de estrogênio cai para apenas uns 50% dos níveis anteriores. No caso da progesterona, porém, a produção nos ovários cai para zero – a progesterona é produzida pelo chamado corpo lúteo, que se forma no local onde eclodiu o folículo, na ovulação. Como não ocorre mais ovulação na menopausa (e pouca no climatério), não há produção de progesterona. Os problemas do climatério e da menopausa devem-se exatamente a esse desequilíbrio hormonal (50% sobre zero), que o Dr. Lee chama de predominância estrogênica. Então, caso uma mulher necessite fazer reposição hormonal (algumas não precisam), qual é o hormônio que deve ser reposto? Isso mesmo, a progesterona, pois é esse que está faltando.   

2 - Progestina NÃO é progesterona

O segundo equívoco da TRH convencional é considerar progestina como sendo a mesma coisa que progesterona. As progestinas são substâncias sintéticas que apresentam uma configuração molecular similar à progesterona natural e, por essa razão, são aceitas pelos receptores das células como se fossem progesterona. A fórmula da progestina mais usada na TRH (acetato de medroxiprogesterona) é C24H34O4. Mas é muito importante notar a diferença -– a fórmula da molécula de progesterona natural é C21H30O2. Essa diferença no número de átomos de cada substância pode não parecer significativa. Porém,  é por causa disso que ocorrem os problemas comuns na TRH tradicional, como câncer e doenças cardiovasculares. Isso acontece porque um hormônio sintético modificado, como o acetato de medroxiprogesterona, “escreve” no DNA uma mensagem diferente daquela esperada pelo núcleo da célula. Então, a transcrição dessa mensagem diferente pelo mRNA e a subseqüente expressão dos respectivos genes em ações protéicas, é o que causa todos esses males, geralmente a médio e longo prazos. O mesmo acontece, aliás, com todas as substâncias que mimetizam hormônios, como a genisteína (das isoflavonas), os ftalatos (liberados por certos materiais quando aquecidos, como copos plásticos e mamadeiras), a diosgenina (encontrada no inhame e outros tubérculos), os agrotóxicos (pesticidas e herbicidas), além de muitos outros subprodutos da petroquímica. Quando o médico prescreve a tradicional “dobradinha” estrógenos conjugados com progestina, a paciente passa a receber ainda mais estrogênio (aumentando, assim, o desequilíbrio hormonal via predominância estrogênica) e nenhuma progesterona, tão necessária para devolver o equilíbrio, pois as progestinas agem de forma diferente da progesterona natural.   

3 - Estrogênio & Progesterona

Estrogênio não é um hormônio, mas sim uma categoria de hormônios, sendo os mais conhecidos (chamados de estrógenos ativos) o estradiol, a estrona e o estriol. O estradiol é o mais potente dos estrógenos, e o estriol o mais fraco (porque permanece menos tempo ocupando os receptores, sendo por isso considerado mais seguro). Estradiol e estrona têm a propriedade de se converterem mutuamente um em outro – a estrona pode transformar-se em estradiol e vice-versa, o mesmo não acontecendo com o estriol. 

O estrogênio (que, como já vimos, inclui os 3 principais estrógenos) ativa o gene bcl.2, que é um proliferador de células nos órgãos reprodutores. Se essa proliferação sair de controle, temos o princípio básico do câncer. Já a progesterona natural ativa o gene p53, um conhecido controlador da multiplicação celular.

Aliás, é também por isso que o estrogênio nunca deve ser ministrado sozinho, sem o “contraponto” da progesterona, e é também por isso que o estrogênio é sempre contra-indicado para pacientes com história de câncer, próprio ou familiar.  

Esquema da síntese dos hormônios esteróides ou sexuais:

Progesterona
Seqüência básica da síntese dos hormônios esteróides no ovário, testículos e glândulas supra-renais.
Cada seta no diagrama representa a função de uma enzima específica.
Apenas em alguns casos as ações são reversíveis, como indicam as setas duplas

4 - O estudo que abalou a terapia tradicional de reposição hormonal

Esse estudo, publicado em 7/2002 no respeitado Journal of the American Medical Association (JAMA), recebeu ampla cobertura da imprensa brasileira que, infelizmente, traduziu a palavra "progestin" como "progesterona"... 

Na única vez em que o estudo menciona a palavra "progesterone" é para considerar que talvez a relação risco/benefício fosse diferente se a aplicação fosse feita via transdérmica, utilizando estradiol e progesterona, que seria a melhor maneira de imitar a fisiologia e o metabolismo normais dos hormônios sexuais endógenos (feitos pelo próprio organismo), obviamente referindo-se à progesterona natural e não a progestinas.

Veja o que diz esse trecho: "It remains possible that transdermal estradiol with progesterone, which more closely mimics the normal physiology and metabolism of endogenous sex hormones, may provide a different risk-benefit profile." 

O estudo foi projetado para durar 8 anos e meio e pesquisou 16.608 mulheres na menopausa e com úteros intactos, com idades entre 50 e 79 anos, que foram recrutadas por 40 centros clínicos dos EUA, entre 1993 e 1998. Porém, o estudo foi interrompido em 31 de maio de 2002, faltando ainda cerca de 3 anos para completar o prazo previsto. A razão dada para que o estudo fosse abreviado para 5 anos em vez de 8 foi "os riscos nesse período excederam os padrões previstos". Ou seja, tantos foram os casos de câncer e doenças coronárias/cardíacas, que acharam melhor parar antes que fosse tarde demais (e anunciar logo os resultados). 

No estudo, foi registrado um excesso de doenças cardiocoronárias e câncer da mama, além de derrames, embolismo pulmonar, câncer do endométrio, câncer colo-retal, fraturas de bacia, e morte por outras causas. Cada mulher recebeu 0,625 mg/dia de estrógenos eqüinos conjugados (Premarin®), mais 2,5 mg/dia de acetato de medroxiprogesterona (uma progestina), ou um placebo.  

Resumidamente, a conclusão do estudo foi de que OS RISCOS DA REPOSIÇÃO HORMONAL COM ESTRÓGENOS SINTÉTICOS E PROGESTINAS (substâncias que imitam a progesterona natural) SÃO MAIORES QUE OS BENEFÍCIOS

O estudo em si não traz nenhuma novidade, pois pesquisas anteriores (inclusive publicadas no mesmo JAMA) já haviam chegado às mesmas conclusões. O furor causado por esta pesquisa talvez se deva à sua importância, considerando-se a sua impecável metodologia, tamanho da amostra e longa duração.

5 -Outras indicações para a progesterona natural (bioidêntica)

O Dr. John Lee e seus seguidores prescrevem a progesterona natural (bioidêntica), em forma de creme transdérmico, para tratar muitos outros males, todos decorrentes do desequilíbrio hormonal (com predominância estrogênica): 

Sintomas típicos do climatério e da menopausa:

Ondas de calor
Problemas da pele
Queda de cabelo
Dores de cabeça
Perda de memória
TPM (tensão pré-menstrual)
Perda da libido
Aumento de peso
Osteoporose
Endometriose
Osteoporose
- Para prevenção e reversão. 
Câncer feminino (mama, útero, endométrio, ovário) -
Prevenção e tratamento.
Seios fibrocísticos e ovários policísticos.
Artrite reumatóide.
Mialgias -
Reconstitui a bainha de mielina, que protege as células nervosas.

6 - Por que usar um creme transdérmico

Ministrar a progesterona natural por via transdérmica é preferível à via oral, pois a progesterona é absorvida de forma rápida e eficaz pela camada de gordura subjacente à pele (os hormônios esteróides/sexuais são lipossolúveis, ou seja, solúveis em gordura), passando daí diretamente aos vasos capilares e entrando na corrente sangüínea. Quando ministrada via oral, mais de 80% da progesterona é perdida no processamento pelo fígado, além de gerar inúmero metabólitos (subprodutos) indesejáveis nesse processo. 

7 - Efeitos colaterais

A progesterona natural (bioidêntica) via transdérmica não apresenta efeitos colaterais quando usada em doses fisiológicas (entre 20 e 24 miligramas ao dia). Em megadoses, como no tratamento do câncer feminino, TPM exacerbada, endometriose, ovários policísticos e seios fibrocísticos, podem ocorrer sintomas de sonolência e/ou de predominância estrogênica nas primeiras semanas, pois a progesterona também estimula os receptores de estrogênio. Os sintomas desaparecem com a diminuição das doses e/ou volta do equilíbrio hormonal.     

8 - Onde encontrar o creme

Aqui no Brasil, somente em farmácias de manipulação (em alguns países pode ser comprado até pela Internet). Em princípio, qualquer farmácia de manipulação pode fazer o creme. Segundo o Dr. John Lee, porém, um bom creme não deve conter substâncias consideradas prejudiciais à saúde (propileno glicol ou parabenos), deve ser do tipo mais simples possível (não precisa "acessórios" como aloe vera, vitamina E, etc), e não deve conter óleo mineral (petrolato), pois ele prejudica a absorção da progesterona. Além disso, o usuário deve certificar-se de que o princípio ativo é mesmo progesterona bioidêntica (C21H30O2) micronizada, padrão USP. Em caso de dúvida, o usuário poderá pedir que a farmácia mostre uma cópia do laudo técnico fornecido pelo importador.

Progesterona para homens?

Câncer da próstata, acne, calvície, etc

Estudos recentes demonstraram que o estradiol (um dos três principais estrógenos) é o verdadeiro causador do câncer da mama, e também do câncer da próstata! Quanto ao câncer da mama, isso até já havia sido bem comprovado, mas a relação do estradiol com o câncer da próstata é novidade. A seguir, vamos tentar explicar essa e outras questões.

Os homens também produzem progesterona e estradiol, embora em quantidades bem menores que as mulheres (mais ou menos a metade). A testosterona, um hormônio tipicamente masculino, é antagônico ao estradiol, um hormônio tipicamente feminino. Ao destruir as células cuja proliferação é estimulada pelo estradiol, a testosterona evita que esse hormônio cause câncer na próstata.

A testosterona não causa o câncer da próstata. Se causasse, homens com 19 e 20 anos seriam campeões desse tipo de câncer (o que, sabidamente, não ocorre), pois é nessa faixa etária que se verifica o mais alto índice de testosterona no homem.  * Ver Nota no final desta página.

Por inibir a ação da enzima 5-alfa-redutase, a progesterona evita que o organismo converta testosterona em DHT (diidrotestosterona), um poderoso hormônio e que é tido como causador da calvície, da acne, do hirsutismo e, até recentemente, do câncer da próstata. A progesterona natural (ou a bioidêntica) inibe a ação da enzima 5-alfa-redutase de forma muito mais eficaz que o Proscar® e que o Saw Palmetto, que são padrão nesses casos.

À medida que o homem envelhece, seus níveis de progesterona decrescem, como acontece com a mulher. Na mulher, essa queda começa por volta dos 35 anos, e no homem em torno dos 45. Quando caem os níveis de progesterona no homem, a enzima 5-alfa-redutase converte testosterona em DHT, o qual não remove as células cancerosas da próstata, que foram estimuladas pelo estradiol. (A próstata é embriologicamente similar ao útero). O hormônio estradiol também estimula o crescimento da próstata (hiperplasia benigna), que em muitos casos acaba se transformando em câncer.

Diz o Dr. Mercola: "Acredito que praticamente todos os homens deveriam considerar seriamente a reposição de progesterona natural por volta dos 40 anos, ou até antes - caso tenham história de câncer da próstata na família. Existe também uma boa possibilidade de que isso reduza a calvície masculina."

Mas de onde vem tanto estradiol?

Uma pergunta que poderia surgir a esta altura seria: Se o câncer da próstata é na realidade causado pelo estradiol, de onde vem todo esse hormônio, especialmente considerando-se que ele é tipicamente feminino?

Em primeiro lugar, o homem moderno (e as mulheres e crianças) está exposto a muitos tipos de xenoestrógenos, substâncias que apresentam uma estrutura molecular semelhante a dos estrógenos e são, portanto, aceitas pelos receptores das células como se fossem hormônios naturais. Esses xenoestrógenos estão em toda a parte e são também produzidos em determinadas circunstâncias (tomar café ou qualquer líquido quente num copo plástico, por exemplo), sendo originados nos derivados da indústria petroquímica.

Além disso, estamos todos constantemente ingerindo água contendo estrógenos, lançados nos esgotos (que vão para os rios) através da urina das mulheres que usam anticoncepcionais. Lembre-se que o processo utilizado para tratar a água visa filtrar, controlar o pH e eliminar microrganismos indesejáveis, mas não contempla a detecção nem a eliminação de hormônios....

Aliás, a proliferação desses "imitadores de hormônios" via produtos petroquímicos, mais os hormônios sintéticos utilizados nos anticoncepcionais e lançados nos sistemas de esgoto, também seriam a causa de alterações nos corpos das meninas (e meninos, segundo alguns), causando também uma maturação cada vez mais precoce -- em algumas populações a menarca (primeira menstruação) já ocorre aos 9 e até aos 8 anos de idade!

Outro aspecto ainda a considerar são os níveis da enzima aromatase, que varia de uma pessoa para outra. Essa enzima é responsável pela conversão da testosterona em estradiol, no âmbito intracelular. Assim, diferentes homens (e mulheres) podem apresentar diferentes níveis de estradiol no organismo.

A ação dos genes

A edição de 28 de janeiro de 1998 (pp. 279:300/307) do Journal of the American Medical Association - JAMA publicou o interessante artigo To die or not to die? ("Morrer ou não morrer?"), onde explica que a maioria das células do nosso organismo tem uma forma de morte celular mais sutil e não-inflamatória, chamada de apoptose. Pesquisas recentes sobre o seu funcionamento revelaram que a apoptose é um processo geneticamente programado, o qual pode tornar-se errático quando os componentes do mecanismo apoptótico sofrem mutação ou estão presentes em quantidades impróprias. O desarranjo da apoptose está associado à causa de um grande número de doenças, como câncer, neurodegeneração, auto-imunidade, doenças cardíacas e outras.

Todas as células, com exceção das musculares e cerebrais, multiplicam-se continuamente. Os genes que regulam esse crescimento celular são o p53 (que mantém a multiplicação celular sob controle) e o bcl.2 (que estimula a proliferação das células). Se o gene bcl.2 for majoritário, ele vai levar as células ao câncer. Se o gene p53 for o dominante, ocorrerá o contrário, o crescimento celular será controlado e não haverá câncer. Esse artigo mostra claramente que a quimioterapia (que utiliza verdadeiros venenos para barrar a hiperplasia celular) não funciona, pois esse processo mata mais facilmente as células normais do que as cancerosas.

A nova idéia, promovida por essa matéria, é procurar agentes que ativem o gene p53 e desativem o bcl.2, na esperança de curar o câncer.

Pois adivinhe o que essa pesquisa descobriu? Que o estradiol ativa o gene cancerígeno bcl.2 e a progesterona ativa o gene anticâncer p53! As células cancerosas da mama não se multiplicam quando uma mulher usa progesterona. Esse hormônio também foi eficaz no câncer do ovário, do útero, e pequenas células cancerosas do pulmão, que é um tipo de câncer normalmente muito difícil de ser tratado.

Progesterona natural - uma nova esperança

Portanto, agora ficou mais fácil entender porque seria recomendável utilizar um creme com progesterona natural (bioidêntica) para tratar o câncer, inclusive o da próstata, em cuja estrutura a ação do estradiol é mais forte. Também fica claro que a progesterona bioidêntica é um bom tratamento para as espinhas (acne - no homem e na mulher) e para a calvície (alopecia - no homem e na mulher) e o excesso de pêlos (hirsutismo - na mulher), uma vez que esse hormônio é mais eficiente no controle da enzima 5-alfa-redutase, que transforma testosterona em DHT (tido como principal causador desses males). Para os homens, porém, a dose diária de progesterona natural deve ser mais ou menos a metade daquela utilizada pela mulher. Ou seja, de 20 a 24 mg por dia para a mulher e de 10 a 12 mg por dia para o homem, segundo os médicos acima citados. Ao contrário da mulher, porém, o tratamento do homem não requer um "descanso" mensal (alguns dias sem uso do creme).

Onde encontrar?

Aqui no Brasil, somente em farmácias de manipulação (em alguns países pode ser comprado até pela Internet). Em princípio, qualquer farmácia de manipulação pode fazer o creme. Segundo o Dr. John Lee, porém, um bom creme não deve conter substâncias consideradas prejudiciais à saúde (propileno glicol ou parabenos), deve ser do tipo mais simples possível (não precisa "acessórios" como aloe vera, vitamina E, etc), e não deve conter óleo mineral (petrolato), pois ele prejudica a absorção da progesterona. Além disso, o usuário deve certificar-se de que o princípio ativo é mesmo progesterona bioidêntica (C21H30O2) micronizada, padrão USP. Em caso de dúvida, o usuário poderá pedir que a farmácia mostre uma cópia do laudo técnico fornecido pelo importador.

A mesma farmácia que produz para as mulheres pode fornecer o creme para homens, já na concentração indicada para uso masculino (ou o homem pode usar um creme feito para mulheres, apenas tomando o cuidado de aplicar a metade da dose recomendada para o uso feminino).

A progesterona não altera a masculinidade do homem?

Não. Tanto no homem quanto na mulher, os hormônios sexuais (esteróides) são produzidos a partir do colesterol.

Portanto, como a progesterona é uma espécie de "mãe" dos demais hormônios esteróides, ela dá origem a hormônios masculinos e femininos, que estão presentes tanto no homem quanto na mulher. O equilíbrio das quantidades é feito por um complexo sistema de glândulas e o próprio organismo regula as variações.

Resumindo

Câncer da próstata é causado pelo hormônio estradiol, segundo os médicos John Lee e Joseph Mercola.
Câncer da próstata não é causado por DHT (derivado da testosterona), podendo ser evitado e até mesmo revertido.
A progesterona natural/bioidêntica (aplicada em forma de creme) ativa o gene p53, que controla a proliferação de células (câncer).
A progesterona também inibe a enzima que transforma testosterona em DHT (causa da calvície, acne, hirsutismo, etc).
Havendo menos conversão de DHT, sobra ao organismo mais testosterona (que remove as células cancerosas criadas por estímulo do estradiol sobre o gene bcl.2).

Segundo os médicos John R. Lee e Joseph Mercola, a progesterona natural (bioidêntica)  pode não apenas prevenir, mas também reverter muitos tipos de câncer. 

E pode ser a mais nova arma contra problemas na próstata, calvície e acne.

* Nota: Parece que o Dr Lee sempre teve razão -- Em julho/2006, Abraham Morgentaler, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, publicou o resultado de um estudo demonstrando que um acréscimo de testosterona (T) no organismo, como no caso de reposição hormonal, não estimula o desenvolvimento de tumores de próstata (pCA), nem causa câncer em homens sadios. Por derrubar um antigo "mito" (como o próprio Dr Morgentaler chamou), a notícia recebeu ampla divulgação. 

Heresia Hormonal – A Verdade Mortal Sobre o Estrogênio

A mulher recebe informações errôneas sobre hormônios, em detrimento da saúde, enquanto os fabricantes de medicamentos colhem enormes lucros à sua custa. por Sherrill Sellman

Por mais de 300 anos, começando no século 13 e continuando até meados do século 16, a Inquisição foi um reinado de terror para a grande maioria das pessoas que viviam na Europa e na Escandinávia. As forças políticas, econômicas e religiosas da época se juntaram para consolidar seu poder, eliminando aqueles que eles considerassem empecilhos aos seus objetivos finais.

O azarado alvo de suas investidas eram os guardiões das artes da cura e dos antigos conhecimentos espirituais e culturais. Os historiadores debatem o exato tributo dessa era infernal – se foram várias centenas de milhares ou se chegou a nove milhões de pessoas – mas é inquestionável que a grande maioria das vítimas foi de mulheres. Na verdade, a Inquisição está sendo hoje considerada um período de genocídio contra as mulheres, o qual conseguiu despir a mulher do seu poder, seu auto-respeito, sua riqueza, da arte de curar, bem como da sua proeminência e influência na comunidade.

A Inquisição garantiu que os patriarcas da Igreja fossem autoridades espirituais incontestáveis. Teve também êxito em preservar os conhecimentos médicos no domínio dos homens, pois a Inquisição decretou que apenas os médicos formados poderiam praticar as artes da cura e, evidentemente, foi barrado o acesso de mulheres às escolas de medicina (aliás, foi barrado o acesso de mulheres a qualquer forma de educação).

Que bom que essa tão violenta era de aversão às mulheres tenha acabado há muito tempo. Mas será que acabou? Infelizmente, parece que algumas tradições ainda persistem. A mulher de hoje ainda é vítima de gigantescos interesses políticos e econômicos, com terríveis conseqüências para a sua saúde, independência financeira e poder pessoal. Talvez a Inquisição não tenha acabado afinal, apenas adotou uma forma mais sutil e inescrupulosa.

As mulheres certamente representam um grande negócios para os interesses médicos e para indústria farmacêutica. Segundo John Archer, autor de Bad Medicine, cerca de 600.000 histerectomias são realizadas anualmente nos Estados Unidos e ao redor de 45.000 por ano na Austrália.1  Em 1994, estimou-se que 45.000 australianas faziam Terapia de Reposição Hormonal (TRH).2  Muitas mulheres são atualmente encorajadas a continuar com a TRH até o resto de suas vidas pós-menopausa.

De acordo com o D. Stanley West – um reconhecido especialista em infertilidade, chefe de endocrinologia reprodutiva no St. Vincent’s Hospital de Nova Iorque e autor de O Golpe da Histerectomia – cerca de 90 por cento de todas as histerectomias são desnecessárias. Consultores ginecológicos do Grupo de Pesquisa de Saúde Pública Ralph Nader chegaram a uma conclusão semelhante em 1991, no livro Um Alerta à Saúde das Mulheres. Segundo o Dr. West, a única razão cem por cento justificada para a realização de uma histerectomia é para tratamento de câncer dos órgãos reprodutivos.3 No entanto, as histerectomias são oferecidas com muita freqüência como tratamento para uma variedade de situações, inclusive para endometriose, fibroses, cistos ovarianos, inflamações pélvicas e prolapso uterino.

Não é por acaso que os ginecologistas costumam ter a mais alta remuneração entre todas as demais especialidades. Ao longo de todas as suas vidas, as mulheres são encorajadas a se submeterem continuamente a vários tratamentos e procedimentos médicos. Funções naturais da mulher, desde menstruação até parto e menopausa, são assumidas por intervenção médica e farmacêutica. Bombardeadas por desinformação, mitos, propaganda e, em alguns casos, por pura mentira, não é de admirar que tantas mulheres fiquem completamente confusas acerca de questões relativas aos seus próprios corpos e sua saúde.

A História da Terapia de Reposição Hormonal

Talvez não haja um tópico que confunda mais a mulher que a adoção da reposição hormonal na menopausa, alvo de intensa propaganda. A TRH é enaltecida como a melhor coisa surgida para a liberação da mulher desde a descoberta dos anticoncepcionais de uso oral – apesar de as estatísticas hoje mostrarem que o uso disseminado da pílula provocou um aumento nos riscos para a saúde, como câncer da mama, pressão alta e doenças cardiovasculares, numa escala antes vista na medicina.4

A investigação sobre a teoria da reposição de hormônios remonta aos idos de 1930, com a pesquisa do Dr. Serge Voronoff. O seu trabalho envolvia a implantação de testículos de macacos em escrotos de homens, com limitada eficácia. Os desdobramentos dessa pesquisa levaram ao enxerto de ovários de macacas em mulheres, com terríveis conseqüências. Depois de muitas mortes (de macacas e de mulheres), a pesquisa foi redirecionada ao uso de estrogênio sintético. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a pesquisa foi suspensa.

A menopausa não virou moda como tópico de preocupação para a profissão médica antes da década de 1960. Em 1966, um ginecologista de Nova Iorque, o Dr. Robert Wilson, publicou um best-seller chamado Feminine Forever ("Feminina Para Sempre"), exaltando as virtudes da reposição do estrogênio como forma de salvar a mulher da “tragédia de menopausa, que muitas vezes destrói a personalidade e a saúde”. Esse livro vendeu mais de 100.000 exemplares no primeiro ano. Wilson promoveu vigorosamente a menopausa como uma condição de “decadência de vida”. Segundo ele, a reposição de estrogênio era como a tão procurada pílula da juventude, que iria proteger a pobre mulher contra os horrores da idade. Ele tornou popular a errônea crença de que a menopausa é uma deficiência.

As revistas femininas agarraram-se avidamente às suas idéias e promoveram amplamente os seus conceitos. Isso deixou Wilson muito feliz, pois ele já havia criado anteriormente a Fundação Wilson, com o exclusivo propósito de promover o uso de drogas estrogênicas. A indústria farmacêutica contribuiu generosamente com mais de 1,3 milhão de dólares para a sua Fundação. A cada ano ele recebia verbas de empresas como Searle, Wyeth-Ayerst Laboratories e Upjohn, que fabricavam produtos com os hormônios que Wilson alegava serem eficazes no tratamento e prevenção da menopausa. As empresas farmacêuticas aproveitaram a onda, fazendo vigorosas promoções e fortes campanhas publicitárias. A mensagem do Dr. Wilson atingiu um alvo bastante receptivo – "mulheres de meia-idade precisam de drogas com hormônios para serem salvas dos inevitáveis horrores e decrepitudes desta terrível deficiência chamada menopausa."

O Dr. Wilson foi pioneiro no uso de estrogênio não combinado. No entanto, não se tinha tido nenhuma avaliação formal da segurança da terapia com estrogênio, nem de seus efeitos a longo prazo. O estrogênio não combinado saiu de moda quando ficou obviamente evidente que ele encurtava o tempo de vida de suas usuárias. Em 1975, o New England Journal of Medicine examinou as taxas de câncer endométrico em consumidores de estrogênio, concluindo que o risco era 7,5 vezes maior nos usuários desse hormônio. As mulheres que haviam usado estrogênio por sete anos ou mais tinham 14 vezes mais chances de desenvolver câncer.5

À medida que a popularidade da terapia do estrogênio não combinado foi caindo, buscaram-se novas abordagens. O foco foi também desviado, de falsas alegações sobre preservação da beleza e juventude da mulher, para assuntos de saúde mais urgentes. A indústria farmacêutica ressuscitou a terapia de reposição do estrogênio através de uma terapia de reposição hormonal “segura” – uma combinação de progesterona sintética e estrogênio, a qual supostamente protegeria mulheres na menopausa não apenas contra doenças cardiovasculares, mas também contra a devastação da osteoporose.

Embora os chamados “especialistas em saúde da mulher” assegurem que não existem efeitos colaterais desagradáveis, ou que eles são mínimos, a Dra. Lynette J. Dumble, pesquisadora sênior do Departamento de Cirurgia da Universidade de Melbourne no Hospital Royal Melbourne, acredita que “o único propósito da TRH é criar um mercado comercial altamente lucrativo para as empresas farmacêuticas e para os médicos. Os supostos benefícios da TRH não têm qualquer comprovação”. Ela acredita que a TRH não apenas agrava os atuais problemas de saúde, mas também contribui para acelerar o processo de envelhecimento na mulher. Essa terapia apressa o surgimento de outras doenças ou piora as já existentes.

Esta perspectiva parece ter sido confirmada pelas recentes descobertas a partir de um estudo histórico, publicado no New England Journal of Medicine em 1995 e abrangendo 121.700 mulheres, que revelou efeitos alarmantes da TRH. O estudo adverte que as mulheres que usaram a TRH para compensar os sintomas da menopausa, aumentaram também suas chances de desenvolver câncer de mama, de 30 a 40 por cento, ao tomarem o hormônio durante mais de 5 anos.  Em mulheres com idades entre 60 e 64 anos, o risco do câncer de mama aumentou para 70 por cento após 5 anos de TRH. Por último, o estudo concluiu que as mulheres que usavam a TRH tinham 45 por cento mais chance de morrer por câncer de mama que aquelas que preferiram não usar a TRH, ou que a usaram por menos que 6 anos.6

Segundo Leslie Kenton, autora de Passage to Power, “qualquer um que seja alguma coisa na vida lhe dirá que a menopausa é uma doença, causada por deficiência de estrogênio, e que você precisará ingerir mais estrogênio à medida que se aproximar da meia-idade.  O que poderá surpreender você é o seguinte – não apenas está errada a maior parte desse aconselhamento comumente dados sobre a menopausa, mas também uma boa parte dele pode ser positivamente perigosa.”

Felizmente, há um outro lado da história do hormônio – uma perspectiva que pode ajudar mulheres de todas as idades a não apenas a alcançar uma saúde melhor, mas também a recuperar um sentimento de mais poder, responsabilidade e dignidade em suas vidas.

Um Breve Passeio Ginecológico pelo Corpo da Mulher

Para entender o debate sobre TRH, é importante primeiro ter um conhecimento rudimentar da natureza cíclica da mulher.

Até recentemente, os médicos pensavam que a menopausa começava quando todos os óvulos do ovário se tivessem esgotados. Porém, trabalhos recentes demonstraram que a menopausa provavelmente não é desencadeada pelo ovário, mas sim pelo cérebro. Parece que tanto a puberdade quanto a menopausa são eventos acionados pelo cérebro.

A menstruação depende de uma complexa rede de comunicação hormonal entre os ovários, o hipotálamo, e a glândula pituitária (hipófise) no cérebro. O hipotálamo segrega um hormônio que libera gonadotrofina (GnRH), que desencadeia a produção do hormônio estimulador dos folículos (FSH) pela hipófise. O FSH então estimula o crescimento dos folículos do óvulo (pequeno saco ou glândula excretora) nos ovários, para provocar a ovulação. À medida que os folículos crescem, o estrogênio é produzido e lançado no sangue.

Esta reação em cadeia não é uma via de mão única. O estradiol, um dos estrógenos ovarianos na corrente sangüínea, também age sobre o hipotálamo, causando uma alteração no GnRH. A seguir, esse hormônio modificado estimula a pituitária a produzir o hormônio luteinizante (LH), o qual provoca a eclosão dos folículos e a liberação do óvulo. Após o óvulo ser expelido, também a progesterona é produzida pelos folículos, os quais se transformam em corpus luteum.

Os hormônios liberados durante o ciclo menstrual não são segregados de forma constante, contínua, mas sim em quantidades dramaticamente diferentes durante as diferentes partes do ciclo de 28 dias.

Nos primeiros oito a onze dias do ciclo menstrual, o ovário da mulher produz muito estrogênio. O estrogênio prepara os folículos para a liberação de um dos óvulos.

O estrogênio é responsável pela proliferação de mudanças que ocorrem durante a puberdade: o crescimento dos seios, o desenvolvimento do sistema reprodutivo e a forma feminina do corpo da mulher.

A taxa de secreção de estrogênio começa a diminuir ao redor do 13º dia, um dia antes de ocorrer a ovulação. À medida que o estrogênio diminui, a progesterona começa a aumentar, estimulando um crescimento muito rápido do folículo. Com o início da secreção da progesterona, ocorre também a ovulação. Depois que o óvulo é liberado do folículo, este começa a mudar, aumentando de tamanho e tornando-se um órgão diferente, conhecido como corpus luteum. A progesterona é segregada pelo corpus luteum, este minúsculo órgão com uma enorme capacidade para produzir hormônio. A onda de progesterona no período da ovulação é a fonte da libido – e não o estrogênio, como normalmente se pensa.

Após 10 ou 12 dias, se não ocorrer fertilização, a produção ovariana de progesterona cai drasticamente. É este declínio súbito nos níveis de progesterona que desencadeia a secreção endométrica (menstruação), o que leva a uma renovação de todo o ciclo menstrual.

A progesterona e o estrogênio originados nos ovários estimulam o crescimento do endométrio (tecido que reveste o útero), como preparação para a fertilização.

O estrogênio age no crescimento desse tecido endométrico, enquanto a progesterona facilita a secreção nesse revestimento do útero, a fim de que o óvulo fertilizado (agora chamado de ovo) possa ser implantado com sucesso. A progesterona em quantidade adequada é, portanto, o hormônio mais essencial para sobrevivência do óvulo fertilizado e do feto.

Ao redor dos 40 anos de idade, a interação entre os hormônios se altera, o que leva, com o passar do tempo, à menopausa. Como isso ocorre, ainda não está bem claro. A menopausa pode ter início por alterações no hipotálamo e na hipófise, e não nos ovários. Os cientistas têm realizado experiências em que são substituídos os ovários de camundongos jovens por ovários de camundongos mais velhos e que já não conseguem reproduzir. Foi constatado que os camundongos jovens conseguem se acasalar e ter filhotes. Isso demonstra que ovários velhos colocados num ambiente jovem conseguem responder. Por outro lado, quando ovários jovens são colocados em camundongos velhos, estes não conseguem se reproduzir.7

Seja qual for o mecanismo que desencadeia a menopausa, à medida que menos folículos são estimulados, diminui a quantidade de progesterona e de estrogênio produzidos pelos ovários, embora outros hormônios continuem a ser produzidos. De forma alguma os ovários murcham e param de funcionar, como popularmente se acredita. Com a redução desses hormônios, a menstruação torna-se escassa, irregular e acaba um dia cessando por completo.

No entanto, outras partes do corpo – como glândulas supra-renais, pele, músculos, cérebro, glândula pineal, folículos do cabelo e a gordura do corpo têm condições de produzir esses mesmos hormônios, possibilitando ao corpo feminino fazer ajustes no equilíbrio hormonal após a menopausa, desde que a mulher tenha cuidado bem de si mesma nos anos do período pré-menopausa, com um estilo de vida e dieta adequados, além da devida atenção para com a saúde mental e emocional.

A mulher que passa pela menopausa tem a oportunidade de entrar nessa fase da vida fortalecida pela sabedoria e pela criatividade, como nunca antes. Ela ganha acesso ao conhecimento interior profundo.

A renomada socióloga Margaret Mead disse: “Não há nada mais poderoso que uma mulher na menopausa e com entusiasmo!” Em muitas culturas ao redor do mundo a menopausa é uma transição e uma iniciação à realização do poder da mulher, totalmente sem sintomas. Ela é tida no mais alto conceito em sua comunidade, como uma idosa sábia e respeitada.

O Mito do Estrogênio e da Progesterona Sintética

A pesquisa inicial que levou à síntese do estrogênio tornou possível o desenvolvimento da pílula anticoncepcional nos anos 60. Com o consentimento da Food and Drug Administration - FDA (órgão do governo norte-americano que controla medicamentos, alimentos, etc), a pílula foi amplamente comercializada como um método eficaz e convenientes de controle da natalidade. Finalmente chegava a verdadeira liberação sexual para as mulheres.

Porém, toda a base para a aprovação da FDA era apenas o resultado de estudos clínicos realizados em 132 mulheres de Porto Rico, que haviam tomado a pílula durante um ano ou mais.8  (Não importa o fato de cinco delas terem morrido no decorrer do estudo, sem qualquer investigação quanto à causa de suas mortes).

Em meados de 1970, o número de mortes de mulheres por ataques cardíacos começou a atrair a atenção do público. Então uma nova pílula foi criada, supostamente mais segura, com menor conteúdo de estrogênio. Mas na verdade nunca houve uma prova científica válida de que a pílula é segura – e nem mesmo, aliás, que qualquer um dos outros métodos anticoncepcionais atualmente disponível seja seguro. Somente agora as mulheres estão descobrindo o preço que vêm pagando por sua liberdade sexual – ao alterar seu equilíbrio hormonal, muitas e devastadoras disfunções emocionais e fisiológicas foram criadas.

Há décadas foi introduzida a anticoncepção via oral e hoje cerca de 60 milhões de mulheres em todo o mundo estão, na verdade, “fazendo experiência” com a pílula. A sua segurança e efeitos a longo prazo não foram ainda estabelecidos de forma conclusiva.

É interessante notar, porém, que a pílula tem produzido uma grande variedade de efeitos adversos e efeitos colaterais, e apresenta uma ligação significativa com o câncer de mama, pressão alta e, especialmente, com doenças cardiovasculares – a principal causa de mortes femininas na Austrália: em 1992, um total de 27.883 mulheres morreram de doenças cardíacas e derrames, contra 2.438 mortes por câncer de mama.9 Trata-se de mera coincidência, ou talvez essa estatística indique o perigoso efeito colateral de se mexer com os hormônios?

Ao mesmo tempo em que é proclamado como o principal ingrediente que falta na mulher com menopausa, o estrogênio é altamente recomendado pelas indústrias médicas e farmacêuticas para prevenção de doenças cardiovasculares e da osteoporose. Em praticamente qualquer consultório médico em que entrem hoje em dia, as mulheres serão advertidas sobre os riscos inerentes à menopausa e pós-menopausa, se não tiverem a proteção do estrogênio. Elas são também relembradas, mais uma vez, que a menopausa é uma deficiência, o que supostamente significa uma carência de estrogênio e que, portanto, devem tomar doses suplementares para manter a saúde.

Como pondera a Dra. Lynette Dumble, "De um modo geral, a prevenção cardiovascular em mulheres tem se concentrado esmagadoramente na reposição hormonal. No entanto, como enfatiza Elizabeth Barrett-Connor, a Grande Experiência (o Projeto da Droga Coronária de 1973), que incluía dois regimes de estrogênio, foi feita em homens. Como parte do projeto da Grande Experiência, doses de estrogênio exageradamente excessivas aos níveis fisiológicos foram deliberadamente ministradas a homens, com o intuito de induzir ginecomastia (desenvolvimento excessivo da glândula mamária no homem), como um indicador de êxito na efeminação. Isso resultou em tromboses e impotência, e finalmente levou ao fracasso a pesquisa, devido à interrupção do tratamento entre os participantes do estudo." 10

Segundo o médico, pesquisador independente e autor de livros, Dr. John Lee, o estudo mais eminente (conhecido como Boston Health Study, realizado numa amostragem ampla de enfermeiras) e que formou toda a base da ligação positiva estrogênio-cardiovascular, foi radicalmente viciada.

Apesar de haver amplas provas de numerosos outros estudos mostrando que, na verdade, o oposto é verdadeiro (isto é, o estrogênio é um fator significativo na criação de doenças cardíacas), esses fatos foram virtualmente ignorados diante do furor pelo lucro. O Dr. Lee diz ainda que a publicidade farmacêutica omitiu o fato de que a incidência de mortes por derrame nesse estudo foi de 50 por cento mais alta entre as usuárias de estrogênio.

O Dr. Lee compilou uma lista de efeitos colaterais e de danos fisiológicos resultantes do uso de estrogênio, e que incluem: maior risco de câncer endométrico, incremento na gordura corporal, retenção de sal e de fluidos, depressão e dores de cabeça, prejuízos no controle de açúcar no sangue (hipoglicemia), perda de zinco e retenção de cobre, redução nos níveis de oxigênio em todas as células, espessamento da bílis e promoção de doenças da vesícula biliar, aumento da possibilidade de fibrocistos no seio e de fibrose uterina., interferência na atividade da tireóide, diminuição do desejo sexual, coagulação sangüínea excessiva, redução do tônus vascular, endometriose, cólica uterina, infertilidade, e restrição à função dos osteoclastos.

Com tantos efeitos colaterais e complicações perigosas, a mulher deve avaliar com muito cuidado a decisão sobre a terapia de reposição hormonal. Infelizmente, a maioria dos médicos dirá que não há alternativa. Embora certamente a maior parte dos médicos seja bem intencionada e esteja honestamente preocupada com suas pacientes, a principal fonte de conhecimento e informação sobre os medicamentos são as próprias companhias farmacêuticas. Como a maioria das mulheres também é carente de educação e compreensão acerca de suas opções, a menopausa pode ser vista como um período bastante assustador e perigoso.

Entra em Cena a Progesterona Natural

Durante os último 15 anos, o Dr. Lee tem realizado pesquisas independentes sobre formas de progesterona derivadas de plantas, naturais. Suas pesquisas, sem verbas da indústria farmacêutica, apresenta um entendimento bem mais amplo sobre as opções hormonais da mulher, oferecendo uma alternativa totalmente segura e eficaz, livre de efeitos colaterais. Ele descobriu que esse hormônio natural (conjugado a uma boa dieta e mudanças no estilo de vida) é capaz de eliminar muitos dos sofrimentos associados à síndrome da tensão pré-menstrual (TPM) e à menopausa. Milhares de mulheres no mundo ocidental já usam progesterona natural – geralmente na forma de um creme (que dispensa receita médica) que é aplicado no corpo. Essas mulheres alegam que elas não apenas sentem alívio nos sintomas típicos da mulher, mas também experimentam uma maior vitalidade, a pele fica melhor, e o equilíbrio emocional se renova.

A progesterona natural parece ter sido totalmente negligenciada pela ciência médica, que tem se concentrado, erroneamente, no estrogênio. Considerando que a progesterona natural não é patenteável e ainda é barata, não surpreende que isso tenha acontecido. É importante, porém, ter-se um entendimento e uma avaliação bem mais amplos a respeito deste extraordinário hormônio.

Como foi anteriormente mencionado, a progesterona é responsável por manter a secreção do endométrio, que é necessária para a sobrevivência do embrião, bem como pelo desenvolvimento do feto ao longo da gestação. É pouco percebido, no entanto, que a progesterona é a mãe de todos os hormônios. A progesterona é importante precursora na biossíntese dos corticosteróides supra-renais (hormônios que protegem contra o stress) e de todos os hormônios sexuais (testosterona e estrogênio). Isso significa que a progesterona tem a faculdade de ser transformada em outros hormônios ao longo do caminho, à medida que e quando o organismo precisar deles. É preciso que seja enfatizado que o estrogênio e a testosterona são produtos metabólicos finais feitos da progesterona. Não havendo uma quantidade adequada de progesterona, o estrogênio e a testosterona não estarão suficientemente disponíveis no organismo. Além de ser a precursora dos hormônios sexuais, a progesterona também facilita muitas outras funções fisiológicas importantes e intrínsecas (que serão discutidas mais adiante).

Os Efeitos da Predominância Estrogênica

Os problemas femininos parecem estar em alta. Quarenta a sessenta por cento de toda as mulheres ocidentais sofrem de TPM. Além disso, elas sofrem de superabundância de sintomas, alguns da menopausa e outros não. Certamente algo muito alarmante parece estar acontecendo com as mulheres. Há indícios de que o equilíbrio hormonal adequado e necessário para que o organismo da mulher funcione de forma saudável está sendo interferido por diversos fatores. As pesquisas têm revelado que um grande número de mulheres nos seus 30 anos (e algumas até mais jovens), bem antes de ter início a menopausa, às vezes deixa de ovular no devido período.11  Sem ovulação, não há corpus luteum e nenhuma progesterona é produzida. O resultado é uma deficiência de progesterona.

Muitos problemas podem resultar dessa deficiência. Um deles é a presença, durante todo um mês, de estrogênio não combinado, com todo o seu elenco de efeitos colaterais, como já foi mencionado. Um outro é o geralmente não reconhecido problema do papel da progesterona na osteoporose. A medicina contemporânea ainda não tomou conhecimento de que a progesterona estimula a formação de novos ossos pela mediação de osteoblastos. Na verdade, é a progesterona que estimula novos tecidos ósseos e é capaz de reverter a osteoporose em qualquer idade. A falta de progesterona significa que novos osteoblastos não são criados e a osteoporose pode surgir.12

Um terceiro e importante problema resulta do inter-relacionamento entre perda de progesterona e stress. O stress combinado com uma dieta ruim pode induzir ciclos sem ovulação. A conseqüente falta de progesterona interfere na produção de hormônios que combatem o stress, exacerbando as condições estressantes que dão origem a novos ciclos sem ovulação. E assim prossegue o círculo vicioso.

Outro fator também importante que contribui para este desequilíbrio entre estrogênio e progesterona é o meio ambiente. Nós vivemos, no mundo industrializado, imersos num crescente mar de derivados petroquímicos. Eles estão no ar, nos alimentos e na água. Esses produtos químicos incluem pesticidas e herbicidas (como o DDT, dieldrin, heptacloro, etc), bem como vários plásticos (policarbonatos, usados em mamadeiras e garrafões para água) e PCBs.

Esses imitadores do estrogênio são altamente solúveis em gordura, não são biodegradáveis nem bem expelidos, acumulando-se nos tecidos gordurosos de animais e humanos. Esses produtos químicos possuem uma incrível capacidade de imitar o estrogênio natural, e receberam o nome de xeno-estrógenos, já que, apesar de serem produtos químicos "estrangeiros", são absorvidos pelo receptores de estrogênio no organismo, interferindo seriamente nas alterações bioquímicas naturais. (Ver "Nota do Tradutor" no final).

Crescentes pesquisas estão agora revelando uma alarmante situação em nível mundial, criada pela inundação desses imitadores de hormônios. No livro Our Stolen Future ("O Futuro Roubado", pela Dra. Theo Colburn e outros, L&PM Editores, tradução de Cláudia Buchweitz e revisão de Luiz Jacques Saldanha, disponível no Brasil desde 1997), foram identificados 51 imitadores de hormônios, cada um deles capaz de desencadear uma torrente de efeitos, como redução na produção de espermatozóides, divisão celular e modelação de cérebros em desenvolvimento. Esses imitadores não somente estão ligados à recente descoberta de que a contagem do esperma humano despencou 50 por cento em todo o mundo, entre 1938 e 1990, mas também a deformações genitais, câncer da mama, da próstata e testicular, além de desordens neurológicas.13

O Dr. Lee descobriu um tema constante entre as queixas das mulheres sobre os aflitivos e muitas vezes debilitantes sintomas da TPM, da perimenopausa e da menopausa – excesso de estrogênio, ou, como ele denominou, uma "predominância estrogênica."

Agora, em vez de o estrogênio desempenhar seu papel essencial dentro da bem equilibrada sinfonia dos hormônios esteróides no organismo feminino, ele passou a ofuscar os demais "músicos", criando uma dissonância bioquímica. A última coisa no mundo que o corpo da mulher precisa é mais estrogênio – seja na forma de anticoncepcionais ou de terapia de reposição hormonal (TRH). Mas, quando os sintomas da predominância estrogênica aparecem, adivinhe o que é prescrito?

Mais estrogênio! O delicado equilíbrio natural entre progesterona e estrogênio fica radicalmente alterado pelo excesso de estrogênio. E a deficiência de progesterona é então ainda mais exacerbada.

O Dr. Lee conseguiu compensar o efeito predominância-estrogênica através do uso de um creme transdérmico com progesterona natural. A progesterona natural, um derivado do colesterol, é feita a partir do inhame silvestre mexicano ou da soja, cujos ingredientes ativos são réplicas moleculares exatas da progesterona do organismo humano. É interessante notar que em países da Ásia e da América do Sul, onde as mulheres ingerem soja ou inhame, o termo "fogacho" nem mesmo existe em suas línguas. Elas também raramente sofrem dos inúmeros problemas femininos que atualmente afligem as ocidentais.

A suplementação com progesterona natural corrige o real problema – a sua deficiência. Não se conhece nenhum efeito colateral da progesterona natural, nem foi encontrado até hoje qualquer nível tóxico. A progesterona natural aumenta a libido, previne o câncer do útero, protege contra doenças fibrocísticas do seio, ajuda a proteger contra o câncer da mama, mantém o revestimento uterino, hidrata e oxigena a pele, reverte o hirsutismo (crescimento de pelos faciais) e a diminuição de cabelo, age como um diurético natural, ajuda a eliminar a depressão e aumenta o sentimento de bem-estar, promove a queima de gorduras e a utilização da energia armazenada, normaliza a coagulação do sangue, e ainda é precursora de outros importantes hormônios sexuais e anti-stress.

Até mesmo os mais predominantes sintomas da menopausa – fogachos e secura vaginal – desaparecem rapidamente com a aplicações de progesterona natural.

Há ainda outro benefício muito importante da progesterona natural e que merece um pouco mais de atenção. Embora a maioria das pessoas suponha que o estrogênio protege contra a osteoporose – uma das principais razões pelas quais as mulheres são estimuladas a usar a terapia de reposição hormonal – este, definitivamente, não é o caso.

Os antigos estudos nos quais a hipótese da proteção do estrogênio foi baseada, tiveram graves defeitos científicos. A pesquisadora canadense Jerilyn Prior, endocrinologista-chefe da British Columbia University em Vancouver, com outros colegas, reportando no New England Journal of Medicine, confirmou que o papel do estrogênio na osteoporose é mínimo. Em seus estudos sobre atletas femininas, esses pesquisadores descobriram que a osteoporose ocorre à proporção que as atletas se tornam deficientes de progesterona, embora seus níveis de estrogênio pareçam se manterem normais. A Dra. Prior continuou sua pesquisa com mulheres não atletas, que mostraram os mesmo resultados. Apesar de ambos os grupos estarem menstruando, elas apresentavam ciclos sem ovulação e, portanto, eram deficientes em progesterona.

A Dra. Prior então descobriu que a ausência de ovulação e um ciclo curto hoje ocorre em 50 por cento dos ciclos menstruais das norte-americanas, durante o final dos anos reprodutivos.14 Infelizmente, essas importantes descobertas passaram relativamente despercebidas na comunidade médica.

Como resultado de suas extensivas provas científicas publicadas nessa área, Prior confirmou que não é o estrogênio, mas sim a progesterona que é o hormônio nutridor dos ossos, ou seja, o formador de ossos. Ela conseguiu até mesmo identificar receptores de progesterona nos osteoblastos (células formadoras de tecido ósseo). Ninguém jamais encontrou receptores de estrogênio nos osteoblastos. Em resumo, é na mulher com deficiência de progesterona que ocorre perda óssea.15

Estes resultados foram obtidos num estudo de 3 anos em 63 mulheres com osteoporose e em fase pós-menopausa. Mulheres que usaram creme transdérmico com progesterona tiveram uma média de 7 a 8 por cento de incremento na densidade da massa óssea no primeiro ano, 4 a 5 por cento no segundo ano, e 3 a 4 por cento no terceiro ano! Mulheres que não recebem o tratamento nessa faixa etária normalmente perdem 1,5 por cento de densidade da massa óssea por ano!

Esses resultados não foram obtidos com nenhuma outra forma de terapia de reposição hormonal ou suplementação dietética.16

O Dr. Lee acredita que o uso de progesterona natural, em conjunto com alterações na dieta e estilo de vida, pode não somente interromper a osteoporose, mas na verdade revertê-la – mesmo em mulheres com 70 ou mais anos.

Neste ponto é importante fazer uma distinção entre progesterona natural, produzida pelo organismo, e os sintéticos da progesterona – classificados como progestinas (ou progestogênios), como Provera, Duphaston e Primolut. Como você verá, há uma grande diferença entre as duas quanto aos seus efeitos no organismo, embora a maioria dos médicos use esses nomes de forma intercambiável.

Como a progesterona natural não é patenteável, as empresas farmacêuticas a modificaram molecularmente para produzir progestinas sintéticas, normalmente usadas em anticoncepcionais e na terapia de reposição hormonal.

As progestinas sintéticas, por não serem réplicas exatas da progesterona natural do organismo humano, infelizmente criam uma longa lista de efeitos colaterais, alguns dos quais bastante severos. Uma listagem parcial desses efeitos inclui dores de cabeça, depressão, retenção de fluidos, maiores riscos de defeitos no parto e abortos, disfunções renais, flacidez nos seios, sangramento irregular, acne, crescimento de pelos, insônia, edemas, alterações no peso, embolismo pulmonar, e síndrome do tipo pré-menstrual.17

E, muito importante, as progestinas carecem dos benefícios biológicos intrínsecos da progesterona e portanto não podem funcionar nos principais desdobramentos de síntese biológica, como o faz a progesterona, e desorganizam muitos processos fundamentais do organismo. A progesterona é um hormônio essencial que também desempenha um papel no desenvolvimento de células nervosas e cérebro saudáveis, bem como no funcionamento da tireóide. As progestinas tendem a bloquear a capacidade do organismo de produzir e utilizar a progesterona natural para manter essas funções promotoras da vida.

A história do hormônio é certamente complicada. Até agora, apenas uma versão dessa história tem estado ao alcance da maioria das mulheres ocidentais. Sérias dúvidas têm sido levantadas quanto à eficácia e conveniência do estrogênio e das progestinas, em qualquer de suas formas. As mulheres certamente estão sofrendo uma variedade de doenças femininas.

O que complica a história do hormônio é que o tratamento prescrito para essas doenças está na realidade tornando pior o problema. Sem compreenderem os efeitos colaterais de amplas conseqüências da predominância estrogênica e das progestinas, os médicos estão diagnosticando mal a causa dessas condições agravadas. Muitas vezes, outras drogas são então receitadas, com efeitos colaterais desastrosos, à medida que cresce a espiral de medicação desnecessária.

Qual é o derradeiro sacrifício?  Não apenas a deterioração da saúde e do bem-estar emocional da mulher, mas também sua situação financeira, seu relacionamento, sua carreira.

Sem conhecimento adequado, sem educação e sem ter acesso a produtos naturais, as mulheres têm se tornado presas fáceis das poderosas campanhas publicitárias dos fabricantes multinacionais de medicamentos, que já convenceram médicos e órgãos governamentais de suas alegações. Está se tornando mais evidente que o bem das mulheres nem sempre está sendo levado em consideração nessa abordagem tendenciosa. Tampouco é incomum o lucro ter precedência sobre a saúde e o bem-estar. A última coisa que uma mulher precisa é ter as funções naturais do seu organismo denegridas como deficiências ou doenças – necessitando, portanto, de atenção médica contínua.

Está mais que na hora de a mulher assumir responsabilidades ainda maiores sobre a sua saúde, suas opções e seu estilo de vida. A maior de todas as armas contra a submissão e a ignorância é o conhecimento.

Está na hora de fazer perguntas difíceis aos que tratam da sua saúde, exigir respostas, e estar disposta a investigar alternativas seguras. Está ficando evidente que a mulher precisa participar no esclarecimento do seu médico sobre outras opções existentes, bem como escolher aquelas que ela preferir.

Certamente a mulher tem dentro de si mesma o poder não apenas para encontrar meios seguros, eficazes e naturais para curar-se, mas também para viver uma vida longa e plena, preservando a sua vitalidade, juventude e saúde. A mulher tem o direito de valorizar a si mesma e o seu corpo, em todos os estágios da vida.

À medida que encontre o caminho para voltar a ter um maior equilíbrio dentro de si mesma, ela entenderá a profundidade da verdade do que o Dr. Deepak

Chopra disse a respeito das mulheres: "A sabedoria feminina é a inteligência no coração da criação."

Alguns Efeitos da Predominância Estrogênica

1. Quando o estrogênio não é compensado pela progesterona, ele pode causar aumento de peso, dores de cabeça, mau humor, fadiga crônica e perda de interesse pelo sexo – tudo isso parte da clinicamente reconhecida Síndrome Pré-Menstrual.
2. Não apenas está bem demonstrado que a predominância estrogênica estimula o desenvolvimento de câncer da mama, graças às ações proliferativas do estrogênio – ele também estimula os tecidos do seio e pode, com o passar do tempo, desencadear fibrocistos na mama, um quadro que tende a desaparecer quando se introduz a progesterona natural para compensar o estrogênio.
3. Por definição, o excesso de estrogênio implica deficiência de progesterona. Isso, por sua vez, leva a uma redução na taxa de formação de novos ossos na mulher pelos osteoblastos – as células responsáveis pela realização desse trabalho. Embora a maioria dos médicos ainda não esteja a par disso, essa é a principal causa da osteoporose.
4. A predominância estrogênica aumenta os riscos de fibromas. Um dos fatos interessantes sobre os fibromas (e freqüentemente comentado pelos médicos) é que, independentemente do tamanho, os fibromas normalmente atrofiam quando chega a menopausa e os ovários deixam de produzir estrogênio. Os médicos que comumente usam progesterona em suas pacientes descobriram que ministrar progesterona natural também causa atrofia de fibromas.
5. Em mulheres sob predominância estrogênica e que menstruam, onde não ocorrem os picos e quedas de progesterona de uma forma normal a cada mês, a irrigação ordenada do revestimento uterino não ocorre. A menstruação torna-se irregular. Essa situação pode normalmente ser corrigida alterando-se o estilo de vida e usando um produto com progesterona natural. Isso é facilmente diagnosticável por um médico que analise o nível de progesterona em certas épocas do mês.
6. O câncer endométrico (câncer do útero) se desenvolve apenas quando há predominância estrogênica, ou estrogênio não combinado. Também isso pode ser prevenido pelo uso de progesterona natural.
A utilização de progestina sintética pode também ajudar na prevenção, razão pela qual um crescente número de médicos não mais prescreve estrogênio sem combiná-lo com uma droga progestogênica durante a terapia de reposição hormonal. No entanto, todas as progestinas sintéticas possuem efeitos colaterais.
7. Acúmulo de água nas células e aumento no sódio intercelular, o que predispõe a mulher a ter pressão alta (ou hipertensão), ocorre freqüentemente na predominância estrogênica. Esses também podem ser efeitos colaterais causados pela ingestão de progesterona sintética (progestinas). O creme com progesterona natural normalmente resolve isso.
8. Os riscos de derrames e ataques cardíacos são aumentados dramaticamente quando uma mulher está sob predominância estrogênica.

Benefícios da Progesterona Natural Contra o Envelhecimento

1. A progesterona é o primeiro precursor na biossíntese de corticosteróides supra-renais. Sem uma quantidade adequada de progesterona, a síntese de cortisonas fica prejudicada e o organismo então volta-se para caminhos alternativos, que produzem efeitos colaterais masculinizantes, como longos pelos faciais e diminuição de cabelo. Mais produção prejudicada de corticóides resulta numa diminuição na capacidade de controlar o stress, como o de cirurgias, de traumas, ou emocional.
2. Muitas mulheres em perimenopausa ou pós-menopausa e com quadros clínicos de hipotireoidismo (como fadiga, falta de energia, intolerância ao frio) estão na realidade sofrendo de predominância estrogênica não reconhecida, e serão beneficiadas pela suplementação de progesterona natural.
3. O estrogênio (e a maioria das progestinas sintéticas) aumenta o sódio e o acúmulo de água intracelular. O efeito disso é a hipertensão. A progesterona natural é um diurético natural e evita o acúmulo de sódio e água nas células, evitando assim a hipertensão.
4. Enquanto o estrogênio prejudica o controle homeostático dos níveis de glicose, a progesterona natural os estabiliza. Portanto, a progesterona natural pode ser benéfica tanto para os portadores de diabetes quanto para os portadores de hipoglicemia reativa. O estrogênio deve ser contra-indicado em pacientes com diabetes.
5. O afinamento e o enrugamento da pele são um sinal da falta de hidratação. Isso é comum em mulheres na perimenopausa e na menopausa, sendo um indicativo certo de diminuição de hormônios. A progesterona natural transdérmica é um hidratante da pele.
6. A progesterona desempenha importante papel ao manter saudáveis as células do cérebro. Doenças como a senilidade prematura (Mal de Alzheimer) podem ser, pelo menos em parte, outro exemplo de enfermidade decorrente da deficiência de progesterona.
7. A progesterona é essencial para um desenvolvimento saudável da bainha de mielina, que protege a célula nervosa. Um baixo nível de progesterona leva a dores recorrentes.
8. A progesterona cria e promove um acentuado senso de bem-estar emocional e de auto-suficiência psicológica.
9. A progesterona é responsável pelo aumento na libido.

Referências bibliográficas

1. Archer, John, Bad Medicine, Simon & Schuster, Australia, 1995, p. 191.
2. Op. cit., p. 217.
3. Op. cit., p. 192.
4. Op. cit., p. 211.
5. Coney, Sandra, The Menopause Industry, Spinifex Press Pty Ltd, Australia, 1991.
6. The Sydney Morning Herald, 24 June 1995.
7. Coney, Sandra, op. cit., p. 584.
8. Archer, John, op. cit., p. 210.
9. Archer, John, op. cit., p. 211.
10. (a) Dumble, Lynette J., Ph.D., M.Sc., "Odds Against Women with Heart Disease", presented at Health Sharing Women's Forum, Royal College of Surgeons, Melbourne, Australia, 14 September 1995. (b) Barrett-Connor, Elizabeth, "Heart Disease in Women", Fertility and Sterility  (1994), 62(2):127S-132S.
11. Lee, John R., M.D., Natural Progesterone: The Multiple Role of a Remarkable Hormone, BLL Publishing, California, USA, 1993, p. 29.
12. Ibid.
13. Newsweek, 18 March 1996.
14. Kenton, Leslie, Passage to Power, Random House, UK, 1995, pp. 19-20.
15. Ibid.
16. Lee, John R., M.D., "Osteoporosis Reversal: The Role of Progesterone",      International Clinical Nutrition Review (1990), 10:384-391.
17. Lee, John R., M.D., Slowing the Aging Process with Natural Progesterone, BLL      Publishing, California, USA, 1994, p. 12
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Fonte: www.novatrh.net

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