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Pteridófitas

 

As pteridófitas (samambaias e plantas afins) constituem um grupo de plantas relativamente importantes, estimando-se o total de espécies no mundo como sendo 9.000 (há quem estime 10.000 a 12.000 espécies), das quais cerca de 3.250 ocorrem nas Américas.

Destas, cerca de 30% podem ser encontradas no território brasileiro, que abriga inclusive um dos centros de endemismo e especiação de pteridófitas do Continente.


Pteridófitas

São vegetais terrestres, com tecidos verdadeiros, inclusive os de condução. Foram os primeiros vegetais a formarem grandes florestas que dominaram a terra.

Seus fósseis deram origem à hulha ou carvão mineral. Também não têm flores e seus orgãos reprodutores também são os anterídos e arquegônios. Possuem alternância de gerações obrigatória onde, ao contrário das Briófitas, a fase perene e mais desenvolvida é o esporófito, formado por raízes, caules e folhas; a fase gametofítica (protalo) é pequena e tem vida curta. Isso é o que veremos mais tarde.


Pteridófitas

No caso das samambaias, uma das características é o desenvolvimento das frondes (folhas) a partir de uma estrutura em que os órgãos em desenvolvimento se encontram espiralados, formando o que se chama de báculas. Na figura acima, vemos frondes em desenvolvimento apresentando báculas nos ápices.

Visto que as pteridófitas no seu ciclo de vida necessitam de água livre que permita a natação do anterozóide até o arquegônio, de uma maneira geral, devemos procurá-las em ambientes ou substratos que possam reter água ao menos parte do tempo. Isto pode parecer uma séria restrição, mas na prática podemos encontrar representantes deste grupo nos mais diversos hábitats, inclusive nas caatingas nordestinas, se bem que neste caso apenas algumas espécies é que estão adaptadas a ocorrer em tal ambiente.

Fonte: www.geocities.com

Pteridófitas

Um grupo vegetal com características peculiares surgiu a partir do Siluriano (há 400 milhões de anos), ocupando a região de transição entre a água e a terra: as psilófitatas (Psilophytatae).

Evoluíram a partir de algas semelhantes a clorofíceas com talos complexos, alternância de gerações e meristemas apicais.

Foram as primeiras plantas terrestres a apresentarem vasos condutores de seiva e estômatos apesar de ainda não possuírem raízes verdadeiras. Para resolver o problema de sustentação em terra firme, cada célula desenvolveu um preenchimento com lignina em sua parede celular que lhe possibilitou maior resistência.

A primeira planta, Rhynia, possuía meio metro de altura e era completamente desprovida de folhas. Seu caule era subterrâneo do tipo rizoma, apresentando rizóides. Era composta por talos cilíndricos em cuja extremidade se encontrava o esporófito. Estes talos possuíam cutícula e estômatos.

Os primeiros representantes das pteridófitas se originaram já no Devoniano. São vegetais criptógamos vasculares e cormófitas.

Traduzindo isto quer dizer: são vegetais que não apresentam flores, possuem vasos condutores de seiva (xilema e floema) e o aparelho vegetativo com raiz, caule e folhas bem desenvolvidas.

Assim como as briófitas apresentam alternância de gerações, entretanto, a fase duradoura é representada pelo esporófito e a fase transitória é representada pelo gametófito que recebe o nome de protalo, haplóide.

A fecundação ocorre sempre com a participação da água. O protalo é uma estrutura, geralmente, pequena, verde e em forma de lâmina vivendo acima do solo.

Em alguns casos ele pode ser saprófita e ser encontrado dentro do solo, sendo neste caso incolor. Não importando sua forma ele tem um período de vida curto não ultrapassando algumas semanas (em situações especiais caso não haja a fecundação o protalo pode viver durante anos).

São encontradas nos mais variados ambientes desde ambientes desérticos até ambientes aquáticos, podendo ser, também, epífitas. Seu tamanho pode variar bastante podendo ser pequenas como a aquática Salvinia até espécies arborescentes como a samambaiaçu, Cyathea com mais de 5m.

Algumas pteridófitas apresentam diferenciação em suas folhas. Assim um tipo de folha se encarrega das funções vegetativas, sendo neste caso chamada de trofófilo e um segundo tipo que se encarrega, além das funções vegetativas das funções reprodutivas, sendo chamada esporófilo. A esse fenômeno dá-se o nome de heterofilia.

A folha, o caule e a raiz são bem desenvolvidos sendo esta última protegida pela coifa. Todos com vasos condutores.

Seus representantes mais relevantes se encontram nas seguintes classes: Lycopsida (licopodium e selaginela), Equisetatae (composta apenas pelo gênero Equisetum), e Filicatae (fetos arborescentes, salvinia, samambaias).

Grande diversidade de formas e habitat; caule, em geral, é um rizoma subterrâneo, exceto em espécies eretas, como o xaxim; raízes se formam na porção inferior de um caule aéreo ou na superfície inferior do rizoma; folhas compostas são chamadas de fronde (a) e apresentam pecíolo e limbo, geralmente dividido em folíolos. A continuação do pecíolo no limbo é chamado de raque; fixadas à raque e mais ou menos opostas umas às outras, estão pares de folíolos divididos ou não em pínulas. As frondes jovens são chamadas de báculos e expandem-se por desenrolamento; na maioria das plantas, as folhas são tanto fotossintetizante quanto esporófilos; esporófilos apresentam na face dorsal pequenos pontos escuros chamados soros, que são reuniões de esporângios.

Estes podem ou não estar protegidos por uma película chamada indúsio.

A fase de vida haplóide (gametófito), é pequena e tem vida curta, enquanto que a fase diplóide (esporófito) é permanente e tem vida longa. O ciclo começa pela formação de esporos haplóides que caem no chão e germinam. Ao germinar o esporo dá origem a uma pequena lâmina em forma de coração - o protalo - onde são produzidos os órgãos reprodutores, os anterídios e os arquegônios.

Aqui também o gameta masculino, produzido no anterídio, precisa de uma gota de água para atingir o gameta feminino localizado dentro do arquegônio.

Esta é a geração gametofítica, pois forma gametas. Ao se fundirem os gametas, começa a fase de vida diplóide - esporófito - formado por raízes, caules e folhas.

O caule nas samambaias (o nome é proveniente do tupi e significa "aquele que se torce em espiral") é um rizoma, subterrâneo e paralelo ao solo. As folhas são compostas, com o limbo subdividido em folíolos e, em determinadas espécies, estes são subdivididos em pínulas. Na face inferior, dorsal, de alguns folíolos formam-se conjuntos de esporângios, os soros, onde as "células mãe-de-esporo", diplóides, sofrem meiose, produzindo esporos haplóides, que ao germinarem vão produzir um novo protalo, recomeçando o ciclo.

Fonte: www.marcobueno.net

Pteridófitas

As Pteridófitas são as plantas vasculares sem sementes.

Atualmente, costuma-se dividir essas plantas costumam em 4 filos:

Psilophyta,
Lycophyta,
Sphenophyta e
Pterophyta (o filo das samambaias).

As pteridófitas possuem arquegônios contendo a oosfera. Os gametas masculinos são anterozóides multiflagelados. Em condições adequadas, as paredes do anterídio se rompem, liberando os anterozóides que nadam até o arquegônio, que ali penetram por um canal, atingindo a oosfera (este processo também ocorre nas briófitas). O zigoto germina sobre a planta-mãe, dando origem ao esporófito dominante, que possui esporos em esporângios; esses esporos, ao germinarem, darão origem a uma nova planta-mãe.

O filo Psilophyta é representado no Brasil pelo gênero Psylotum, uma planta herbácea com ramificação dicotômica (Y), desprovida de raízes (em seu lugar existe um rizoma, com micorrizas associadas) e folhas, porém apresentam vascularização. Em muito se assemelham ao gênero Rhynia, um gênero que existiu no período Devoniano.

Na planta adulta, os eixos produzem esporângios trilobados em ramos laterais muito curtos; o gênero Psilotum é homosporado; após a germinação, os esporos originam o gametófito, que é uma estrutura aclorofilada (portanto saprófita) subterrânea, com associação de micorrizas. Os anterozóides de Psilotum necessitam de água para nadar até a oosfera; o esporófito originado sexualmente fica, inicialmente, preso ao gametófito, absorvendo seus nutrientes, mas depois solta-se do pé, que permanece no gametófito.

O filo Licophyta também possue seus precursores no Devoniano e é representada pelos licopódios (plantas homosporadas) e selaginelas (heterosporadas). Os esporófitos da maioria dos gêneros de Lycopodiaceae são constituídos por um rizoma (caule subterâneo horizontal) ramificado que emite ramos aéreos e raízes.

Os esporofilos (folhas portando esporângios) localizam-se em ramos modificados, com entrenós muito curtos, os estróbilos. Embora sejam plantas herbáceas, seus ancestrais fósseis atingiam dimensões arbóreas. Após a germinação, os esporos de Lycopodiaceae originam gametófitos bissexuados, que podem ser estruturas verdes, irregularmente lobadas (ex.: Lycopodiella) ou estruturas micorrízicas subterrâneas (ex.: Lycopodium). Até que os arquegônios e anterídios de um Lycopodiaceae se desenvolvam completamente, pode ocorrer um período de cerca de 15 anos. Existe a necessidade de água para a fecundação, pois o anterozóide nada até o arquegônio; o embrião formado cresce no interior do arquegônio, originando o esporófito, que permanece por um tempo preso ao gametófito e depois se torna independente.

O filo Sphenophyta é representado atualmente pelo gênero Equisetum (cavalinha). Seu hábito é verticilado (as diminutas folhas distribuem-se verticiladamente na região do nó). Os entrenós são estriados e apresentam sílica nas células epidérmicas. Os caules surgem de sistemas subterrâneos que permanecem vivos durante as estações desfavoráveis, quando a parte aérea morre. A atividade fotossintetizante das folhas é desprezível; a maior parte da fotossíntese é efetuada pelo caule estriado, como em Psilotum. As raízes nascem de rizomas subterrâneos profundos. Os esporângios são localizados em estróbilos, localizados em ramos estrobilíferos aclorofilados (E. arvense) ou nas extremidades de ramos vegetativos (E. hyemale). Os apêndices que transportam os esporângios são conhecidos como esporangióforos, e não esporófilos, uma vez que não são estruturas foliares; os Equisetum são homosporados. Quando os esporos estão maduros os esporângios contraem-se e rompem-se ao longo de sua superfície interna, liberando os esporos. As paredes desses esporos possuem elatérios, faixas espessadas que se espiralam quando úmidas e desenrolam quando secas, auxiliando na dispersão dos esporos. As Sphenophyta fósseis remontam do Pensilvanio.

O filo Pterophyta é o mais conhecido e compreende os vegetais vasculares com folhas e raízes verdadeiras (samambaias). As folhas podem ser simples ou ter sua lâmina dividida em folíolos. Na maioria dos grupos, a face inferior das folhas cresce mais que a superior (vernação circinada), resultando em seu enrolamento (báculo).


Samambaia

As samambaias podem ser classificadas como eusporangiadas ou leptosporangiadas. Nas primeiras, é produzido um eusporângio, a partir de muitas células iniciais localizadas na superfície do tecido a partir do qual o esporângio será produzido; nas samambaias leptosporangiadas, o esporângio é produzido a partir de uma única célula inicial. Os esporângios encontram-se reunidos em soros, esporocarpos, espigas ou sinângios. Nos grupos nos quais os esporângios encontram-se reunidos em soros, ocorre uma estrutura diferenciada, o anel ou ânulo que, através de movimentos higroscópicos (advindos da dessecação), é responsável pelo rompimento do estômio (camada de células com menor resistência), liberando os esporos, que irão germinar, formando um novo gametófifo (protalo). A maioria das samambaias atuais é homosporada, com exceção dos representantes de duas ordens aquáticas.

Fonte: professores.unisanta.br

Pteridófitas

As pteridófitas são vegetais pertencentes à divisão das traqueófitas, pois são os primeiros vegetais a apresentarem vasos condutores, do tipo xilema e floema, para condução de seiva bruta e elaborada, respectivamente.

O aparecimento dos vasos condutores possibilitou uma maior diversidade de formas, desde plantas herbáceas até arborescentes de grande porte.

São os primeiros vegetais a conquistarem o ambiente terrestre, pelo fato de terem um mecanismo mais eficiente de condução de seiva bruta e elaborada.

Características Gerais

As pteridófitas são plantas vasculares ou traqueófitas com vasos condutores do tipo xilema ou lenho e floema ou líber.

Apresentam o corpo na forma de cormo, isto é, com raiz, caule e folhas verdadeiros.

Como as briófitas, apresentam um ciclo de vida com alternância de gerações da fase gametofítica(G) com a fase esporofítica(E), sendo esta última a fase predominante no ciclo de vida. E > G

As pteridófitas podem ainda ser classificadas como plantas criptógamas, por não produzirem flores.

Hábitat

As pteridófitas são plantas encontradas normalmente em locais sombrios, úmidos e em ambientes de florestas vivendo como plantas epífitas.

Pelo fato de apresentarem vasos condutores podem apresentar grande diversidade de formas e de hábitat, sendo muito utilizadas também como plantas ornamentais em jardins, garagens e sacadas de casas e apartamentos.

Ciclo de Vida da Samambaia

As pteridófitas apresentam ciclo de vida do tipo haplodiplobionte, com alternância de gerações ou metagênese.

A fase esporofítica é predominante no ciclo de vida, dependendo do gametófito, apenas no início do seu desenvolvimento.

A fase gametofítica, também chamada de prótalo, é de vida curta, sendo monóica ou hermafrodita.

Nos vegetais com alternância de gerações, a fase esporofítica produz esporos por meiose, e a fase gametofítica produz gametas por mitose.

Outra Pteridófita

E a Lycophyta (licófitas)


Licopodíneas

Chamadas também de licopodíneas, as licófitas são representadas atualmente pela Selaginella e pela Lycopodium. No período Carbonífero foram importantes componentes das florestas, que vieram a formar os depósitos de carvão; algumas eram representadas por árvores de grande porte. As licopodíneas atuais são pequenas, com caules apresentando uma parte horizontal e ramificações eretas com folhas pequenas.

Os esporângios crescem nas axilas de folhas do ápice dos caules eretos, formando uma estrutura chamada espiga ou estróbilo (figura 14.14). Na selaginella, o gametófito é unissexuado, ocorendo dois tipos de esporos (heterosporia); o micrósporo dá origem ao gametófito masculino ( só com anterídio) e o megásporo dá origem ao gametófito feminino (só com arquegônio).

Importância

São normalmente usadas como plantas ornamentais, sendo o emaranhado das raízes dos fetos arborescentes utilizados como substrato para o cultivo de orquídeas. O tronco do samambaiaçu é utilizado para fazer chachim. Algumas pteridófitas são usadas como vermífugos. Tradicionalmente usadas na culinária oriental, alguns brotos de samambaia têm ação comprovadamente cancerígena.

Evolução

Um grupo vegetal com características peculiares surgiu a partir do Siluriano (400ma), ocupando a região de transição entre a água e a terra: as psilófitatas (Psilophytatae). Evoluíram a partir de algas semelhantes a clorofíceas com talos complexos, alternância de gerações e meristemas apicais. Foram as primeiras plantas terrestres a apresentarem vasos condutores de seiva e estômatos apesar de ainda não possuírem raízes verdadeiras.

Para resolver o problema de sustentação em terra firme, cada célula desenvolveu um preenchimento com lignina em sua parede celular que lhe possibilitou maior resistência. A primeira planta, Rhynia, possuía meio metro de altura e era completamente desprovida de folhas. Seu caule era subterrâneo do tipo rizoma, apresentando rizóides. Era composta por talos cilíndricos em cuja extremidade se encontrava o esporófito. Estes talos possuíam cutícula e estômatos. Com relação a origem das primeiras plantas vasculares encontramos explicações que diferem da simples evolução direta a partir das algas verdes. ATSATT (1988) sugere que esta origem pode estar em simbioses de algas verdes e fungos (liquens). A origem pode estar em um parasitismo por fungos que rapidamente se transformou em mutualismo e terminou por uma aquisição por parte da planta hospedeira do genoma fungal. Assim as plantas vasculares evoluíram com as várias contribuições do genoma fungal que levou a especialização de várias células.

O corpo do vegetal seria, então, um mosaico onde seriam encontradas várias células de algas e fungos adicionado de várias formas intermediárias. WF Lamboy, desenvolveu um modelo onde afirma que algumas evoluções que ocorreram nas Angiospermas foram conseqüências da transferência de genes de fungos parasitas ou simbióticos para suas plantas hospedeiras. As possibilidades de um ser parasita passar a fazer parte do organismo do hospedeiro já foi comprovada em laboratório por K.W. Jeon e M.S. Jeon em 1989. Trabalhando com Amoebae proteus, uma ameba e Tetrahymena, uma bactéria, eles verificaram que a endosimbiose que se iniciou como parasitismo, se transformou em um componente citoplasmático importante em um curto período de tempo (5 anos). Se levarmos em consideração que a evolução pode ser um processo relativamente lento, as possibilidades de surgimento dessas relações e em conseqüência as variações delas decorrentes são realmente fantásticas. Os primeiros representantes das pteridófitas se originaram já no Devoniano. São vegetais criptógamos vasculares e cormófitas.

Traduzindo isto quer dizer: são vegetais que não apresentam flores, possuem vasos condutores de seiva e o aparelho vegetativo com raiz, caule e folhas bem desenvolvidas. Assim como as briófitas apresentam alternância de gerações, entretanto, a fase duradoura é representada pelo esporófito e a fase transitória é representada pelo gametófito que recebe o nome de prótalo, haplóide.

Fonte: www.biomania.com.br

Pteridófitas


Samambaia, planta do grupo das pteridófitas,
que não produzem flores e se reproduzem por esporos.

Grande e importante grupo de plantas da família da samambaia. As pteridófitas não produzem flores, mas possuem muitos órgãos e características das plantas floríferas como raízes, caules e folhas. Em vez de se reproduzirem por sementes, multiplicam-se por meio de corpúsculos chamados esporos.

As pteridófitas têm um ciclo de vida marcado pela alternância de gerações.

Duas gerações distintas ocorrem alternadamente: a esporófita e a gametófita.

A geração esporófita termina com a meiose (processo de divisão pelo qual as células-filhas têm metade dos cromossomos da célula-mãe), que produz esporos haplóides (com um conjunto de cromossomos).

Já a geração gametófita termina com a fecundação que produz o esporófito diplóide (com dois conjuntos de cromossomos).

Da germinação dos esporos resulta o gametófito. Essas duas gerações se alternam ao longo do ciclo de vida das pteridófitas.

Fonte: www.klickeducacao.com.br

Pteridófitas

As pteridófitas constituem as plantas vasculares sem sementes, sendo atualmente classificadas em cinco classes - Lycopodiopsida, Psilotopsida, Equisetopsida, Marattiopsida e Polypodiopsida. As pteridófitas estão representadas por cerca de 10.500 espécies em todo mundo, sendo que a maioria ocorre nos trópicos do Velho e do Novo Mundo.

As pteridófitas foram as plantas terrestres dominantes há aproximadamente 350 milhões de anos. Algumas famílias atuais como Marattiaceae, Osmundaceae, Schizaeaceae e Gleicheniaceae possuem registro fóssil no Paleozóico Inferior, e Cyatheaceae, Dicksoniaceae, Dipteridaceae e Matoniaceae, no Mesozóico.

Outras famílias mais recentes na história evolutiva das pteridófitas como Blechnaceae, Aspleniaceae, Polypodiaceae e Pteridaceae surgiram concomitantemente com as angiospermas no Cretáceo.

As pteridófitas podem ser plantas terrestres, rupícolas, epífitas, hemiepífitas, aquáticas e trepadeiras. A grande maioria é de porte herbáceo, porém algumas têm porte arborescente, como os representantes das famílias Cyatheaceae e Dicksoniaceae, e algumas Blechnaceae e Dryopteridaceae. As pteridófitas ocorrem em uma extraordinária variedade de ambientes, que vão de situações árticas e alpinas (altas latitudes e altitudes) ao interior de florestas pluviais tropicais e de vegetação arbustiva sub-desértica a rochas costeiras e mangues. No entanto, 80% das espécies ocorrem em áreas tropicais, sendo mais comuns em montanhas tropicais e subtropicais úmidas.

Os esporos das pteridófitas são pequenos, leves e dispersam com facilidade a longas distâncias através da ação do vento ou da água. Logo, as pteridófitas são mais dependentes de condições micro e macroclimáticas e menos limitadas por barreiras geográficas. Comparando a distribuição das pteridófitas com a das angiospermas observa-se que a porcentagem de gêneros e espécies endêmicas é bem menor nas pteridófitas do que nas angiospermas, dado que reflete a ampla capacidade de dispersão e estabelecimento das primeiras.

As montanhas promovem alta riqueza e endemismo de espécies de pteridófitas. Observa-se que as regiões ricas em diversidade e endemismo coincidem com as regiões montanhosas no Neotrópico. As causas que possibilitam a colonização por grupos diversos de pteridófitas nessas áreas, possivelmente, resultam da variedade de ambientes criados por diferentes tipos de solos, rochas, elevações, inclinações, exposições à luz e microclimas. Em áreas florestais, existe uma forte correlação entre as pteridófitas e as outras plantas, pois essas lhes provêm condições de proteção e sobrevivência. Apesar desta dependência, em algumas florestas neotropicais, foi demonstrado que as pteridófitas representam cerca de 10% do total do número de espécies de plantas vasculares apresentando-se em maior número de espécies do que qualquer família de angiospermas herbáceas.

Aproximadamente 75% das espécies ocorrem em duas grandes regiões: uma, de maior riqueza, que compreende o sudeste da Ásia e a Australásia, com cerca de 4.500 espécies, e outra que abrange as Grandes Antilhas, o sudeste do México, a América Central e os Andes do oeste da Venezuela ao sul da Bolívia, onde ocorrem cerca de 2.250 espécies.

A região Neotropical concentra importantes áreas geográficas de pteridófitas com quatro regiões de alta diversidade que reúnem aproximadamente 40% de espécies endêmicas: as Grandes Antilhas, o sudeste do México e a América Central, a região dos Andes e o sudeste e o sul do Brasil. Na América do Sul ocorrem aproximadamente 3.000 espécies de pteridófitas, das quais 1200-1300 ocorrem no Brasil. Na região que abrange do sul da Bahia/norte do Espírito Santo até norte do Rio Grande do Sul, região que corresponde a um dos centros de diversidade e endemismo de pteridófitas estimava-se a ocorrência de aproximadamente 800 espécies, o que se deve ao fato de parte dessa região apresentar a combinação de clima tropical úmido, montanhas e ecossistemas florestais nos biomas Mata Atlântica e Cerrado.

A Mata Atlântica resguarda a maior diversidade de Pteridófitas no Brasil, com 880 espécies, sendo que 295 (33%) são endêmicas. A maior riqueza é encontrada nas formações florestais mais úmidas (Floresta Ombrófila Densa) de regiões montanhosas, onde é marcante a ocorrência de epífitas. A riqueza é menor nas áreas de Floresta Estacional Semidecidual onde há maior proporção de espécies terrestres. Já as florestas estacionais deciduais apresentam baixa riqueza de espécies e há praticamente ausência de espécies epífitas.

Fonte: www.icb.ufmg.br

Pteridófitas

As Pteridófitas são plantas terrestres de lugares úmidos, algumas vivem em água doce e não há espécies marinhas. Apresentam vasos para transporte de seiva (floema e xilema), sendo, portanto, plantas vasculares (traqueófitas).

Nas pteridófitas existe uma nítida metagênese em que o esporófito representa o vegetal verde, complexo e duradouro e o gametófito uma planta verde, pouco complexa, transitória (vida curta), podendo ser monóica ou dióica. O gametófito também recebe o nome de prótalo.

Esporófito: é a planta mais desenvolvida e consta de raiz, caule e folha. Não forma flores, frutos e sementes.

Raiz: geralmente adventícea (origina-se do caule) e fasciculada. Apresenta floema e xilema.

Caule: geralmente subterrâneo, crescendo paralelamente à superfície do solo, do tipo rizoma. às vezes ereto, podendo ou não apresentar ramificações. Na estrutura interna ocorre uma casca, revestida pela epiderme e centralmente um cilindro vascular. Os feixes líbero-lenhosos têm o líber do lado extreno, sem células anexas, e o lenho está no centro e os vasos lenhosos são traqueídes escalariformes, anelares e espiraladas e muito raramente traquéias.

Folhas: nascem do caule e podem ser simples ou compostas, muitas vezes penadas. Têm tamanho variado, podendo atingir grandes dimensões. As folhas novas estão enroladas sob a forma de um báculo. Apresentam mesofilo com nervuras ramificadas.A epiderme tem estômatos e apresenta células com cloroplastos,contribuindo desta maneira para a fotossíntese.

De acordo com a função as folhas podem ser:

Trofofilos: São folhas estéreis que realizam apenas a função de fotossíntese (folhas assimiladoras);
Esporofilos:
São folhas férteis,relacionadas com a produção de esporângios;
Trofoesprofilos
: Realizam fotossíntese e produzem esporângios.

Quanto ao tipo de esporo produzido, as pteridófitas são divididas em dois grupos:

Isosporadas: Quando produzem esporos morfologicamente idênticos.
Heterosporadas:
Quando produzem dois tipos de esporos: micrósporos e megásporos.

Gametófito ou Prótalo: São plantas verdes, muito pequenas, comparadas com o esporófito. De forma talosa e com poucas chamadas de células parenquimáticas.

Os gametófitos podem ser monóicos ou dióicos.

Os órgãos reprodutores são anterídios de forma esférica e mais simples do que os das briófitas. Não possuem pedúnculo e estão diretamente ligados ou mergulhados no interior do prótalo. O número de anterozóides em cada anterídio é menor do que nas briófitas e os anterozóides são espiralizados e geralmente pluriflagelados.

Os arquegônios também são mais simples do que os das briófitas. Têm forma de garrafa. Cada arquegônio forma apenas uma oosfera e fica parcialmente mergulhado no tecido do prótalo.

As pteridófitas dependem da água para a fecundação. Os anterozóides são atraídos até o arquegônio por fenômenos de quimiotactismo. Uma vez formado o zigoto este desenvolve-se para formar, inicialmente, um embrião e posteriormente um novo esporófito.

Classificação das pteridófitas

São divididas em 4 grupos:

1. Psilofitinea (Psilopsida): Plantas do gênero Psilotum
2. Equisetinea (Sphenopsida):
Plantas do gênero Equisetum (cavalinhas);
3. Licopodinea (Licopsida):
Plantas do gênero Lycopodium e Selaginella;
4. Filicinea (Pteropsida):
É a classe mais numerosa e corresponde às plantas genericamente conhecidas por samambaias e avencas. Alguns gêneros bem conhecidos são: Davallia (renda portuguesa), Dicksonia (samambaiaçu ou xaxim), Nephrolepis (paulistinha), Platycerium (chifre-de-veado), Polypodium (samambaia de metro), Adiantum (avencas) etc.

Importância das pteridófitas

Ornamental

Samambaias e avencas são cultivadas pela beleza e forma de suas folhas

O feto macho (Apidium filix mas) fornece um vermífugo, extraído do rizoma e utilizado no combate à teníase

Durante o carbonífero as pteridófitas dominavam grandes áreas, com espécies que chegavam a 30 ou 40metros de latura. Estas, sob condições especiais, transformaram-se em carvão mineral (carvão de pedra), utilizado, atualmente, como combustível.

Semelhanças entre briófitas e pteridófitas:

Meiose intermediária ou espórica com nítida metagênes
Órgãos reprodutores formados por arquegônios e anterídios
Não formam flores, frutos e sementes
Dependem de água do meio ambiente para a fecundação
Apresentam o mesmo habitat:
maioria das espécies vive em ambiente úmido e sombreado,sendo a Mata Atlântica o local onde encontramos a maioria das espécies. Poucas ocorrem em água doce e não ocorrem no mar.

Diferenças entre briófitas e pteridófitas:

Briófitas
Plantas avasculares
Gametófito é o vegetal verde, complexo e duradouro
Esporófito transitório e dependente do esporófito

Pteridófitas

Plantas vasculares (traqueófitas)
Esporófito é o vegetal verde, complexo e duradouro
Gametófito transitório, verde e independente do gametófito

Fonte: www.aultimaarcadenoe.com

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