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Reino Protista

 

Este reino é formado por seres dos mais diversos tipos: unicelulares, pluricelulares e coloniais, sendo conhecidas dezenas de milhares de espécies.

Todos são eucariontes, isto é, apresentam carioteca (membrana nuclear).

A nutrição ocorre geralmente por absorção, fotossíntese ou ingestão por fagocitose ou pinocitose. A reprodução pode ocorrer envolvendo processos sexuados e assexuados (fragmentação e bipartição). Esse reino é constituído por algas eucarióticas e protozoários. Alguns biólogos incluem os mixomicetos nesse grupo pelas suas características amebóides (são unicelulares e não possuem forma fixa).

As algas pluricelulares não apresentam tecidos ou órgãos bem definidos. Esse caráter de simplicidade fez com que esses seres vivos fossem classificados como protitas.

O grupo das algas possui grande diversidade, diferentes colorações, formas e tamanhos. A tendência atual é dividir esse grupo em filos.

São eles:

Filo Euglenófitas

O nome deriva do gênero Euglena viridis, a principal categoria representante. São algas unicelulares com paramilo como substância de reserva e presença de pigmentos do tipo clorofila a e b, carotenos e xantofilas; sem paredes celulares, apresentam uma membrana elástica com dois flagelos e, em alguns representantes, vacúolo pulsátil. Existem centenas de espécies de euglenóides. A reprodução se dá por cissiparidade (assexuadamente). A nutrição ocorre por fotossíntese, mas também por fagocitose. São encontradas principalmente em água doce.

Filo Pirrófitas

São algas unicelulares, com aproximadamente mil espécies. O nome deriva do grego pyro, fogo, pela cor avermelhada da maioria de seus representantes.

Apresentam como pigmentos a clorofila a e c, carotenos e xantofilas; sua substância de reserva é o amido. Os representantes do filo são também conhecidos como dinoflagelados pela presença de dois flagelos. São encontradas principalmente nos mares. A reprodução é feita em sua grande maioria por cisiparidade.

Essas algas apresentam placas celulósicas formando couraças denominadas lorica. Alguns representantes, como o gênero noctiluca, são bioluminescentes; o gênero gonyaulax é responsável pelas marés vermelhas e vários outros gêneros produzem saxitonina, uma substância que, agindo no sistema nervoso, causa paralisia. Algumas pirrófitas são conhecidas como algas coralíneas, pois absorvem carbonato de cálcio.

Filo Clorófitas

São algas uni ou pluricelulares com milhares de espécies. O nome do filo deriva do grego khloros (verde) + phyton (planta). Apresentam como pigmentos a clorofila a e b, caroteno e xantofilas; sua substância de reserva é o amido. As clorófitas vivem principalmente em água doce e sua reprodução pode ocorrer por cissiparidade ou formação de zoósporo.

Filo Feófitas

São algas pluricelulares, com aproximadamente duas mil espécies. O nome do filo deriva do grego phaios (marron) + phyton (planta), pela cor marron de seus representantes. Apresentam como pigmento a clorofila a e c, caroteno e fucoxantina; sua substância de reserva é a laminarina. A parede celular dessas algas apresenta celulose e ácido algínico. As feófitas são quase exclusivamente marinhas.

Filo Rodófitas

São algas na grande maioria pluricelulares, com aproximadamente quatro mil espécies distribuídas pelos mares tropicais, água doce, superfícies úmidas e florestas.

Como pigmento apresentam clorofila a e b, ficocianina e ficoeritrina; sua substância de reserva é o amido das florídeas. A reprodução é variada, podendo ser tanto sexuada como assexuada. Na reprodução sexuada os gametas não são móveis, sendo transportados pela água.

Filo Crisófitas

As crisófitas, também conhecidas por algas douradas são unicelulares, clorofiladas e vivem na água doce ou salgada. Em sua maioria, são representadas pelas diatomáceas, algas que tem o corpo protegido por uma carapaça formada de sílica.

Observação

As algas pertencem ao Reino Protista, não confundir as cianobactérias com algas (apesar de terem sido consagradas como "algas azuis"), elas são fotossintetizantes mas procariontes, pertencendo ao Reino Monera.

Fonte: www.roxportal.com

Reino Protista

Os organismos unicelulares eucariontes, representados pelos protozoários - como amebas e paramécios - e certas algas unicelulares - como euglenafíceas, pirrofíceas e crisofíceas -, constituem o reino Protista.

Sendo eucarionte, os protista são portados de núcleo individualizado - delimitado por membrana nuclear denominada carioteca e de organelas citoplasmáticas bem definidas. Essas características permitem a distinção entre protista e moneras.

Protozoários (filo Protozoa)

Os protozoários são eucariontes unicelular desprovidos de clorofila, que vivem isolados ou formando colônias, nos mais variados tipos de hábitat. Podem ser aeróbicos ou anaeróbicos e exibir vida livre ou associar-se a outros organismos. Neste último caso, alguns se comportam como simples comensais, isto é, sem causar danos se alojam no organismo hospedeiro, nutrindo-se de seus restos alimentares. É o caso da Entamoeba coli, protozoário comensal que pode ser encontrado no intestino humano. Outros se comportam como mutualísticos, isto é, estabelecem com o hospedeiro uma relação de benefícios mútuos; é o caso do Trichonympha collaris, que vive no intestino de cupins, onde promove a digestão da celulose, auxiliando assim a nutrição desses animais; em troca, o protozoário encontra no inseto alimento e hábitat adequado para sua sobrevivência. Alguns atuam como parasitas do homem e de outros seres vivos.

Os protozoários são microscópicos, mas existem exceções que podem ser visualizadas a olho nu, como o Spirostomum, que mede cerca de 5 milímetros de comprimento.

Classificação dos protozoários

Os protozoários podem ser fixos ou se deslocar através de cílios, flagelos ou pseudopodes.

De acordo com o tipo e a presença ou não dessas organelas locomotoras, os protozoários classificam-se em:

Rizópodes ou sarcodíneos - locomovem-se através de pseudópodes
Flagelados ou mastigóforos
- locomovem-se de flagelos
Ciliados
- locomovem-se através de cílios
Esporozoários
- desprovidos de organelas locomotoras.

Rizópodes ou sarcodíneos

As amebas são os principais representantes dos rizópodes, protozoários que se deslocam e se alimentam através de pseudópodes. A maioria é de vida livre, podendo ser marinhas ou dulcícolas (de água doce, como rios, represas, poças, tanques, lodo e mesmo terra úmida).

A emissão de pseudópodes permite a locomoção e a captura de alimento por parte das amebas. Ao detectarem a presença de um alimento qualquer, como algas ou protozoários menores, as amebas deslocam-se até ele englobando-o com seus pseudópodes, fenômeno conhecido por fagocitose.

Nas amebas dulcícolas, além das organelas comuns de uma célula típica, constata-se a presença de um vacúolo denominado contrátil ou pulsátil. Considerando a Amoeba proteus, uma ameba comum de água doce, verifica-se que seu fluído citoplasmático é hipertônico em relação ao meio onde viva. Isso determina um fluxo de água, por osmose, do meio ambiente para p interior da célula. Esse fluxo, sem dúvida, acabaria por promover a ruptura celular, não fosse a atividade reguladora do vacúolo pulsátil. De fato, esse vacúolo recolhe o excesso de água que penetrou na célula e, através de movimentos de pulsação, elimina essa água para o meio externo. Nas amebas marinhas - cujo habitat não apresenta esse tipo de problema, já que a concentração salina da água é semelhante à concentração do fluído citoplasmático desses protozoários - o vacúolo pulsátil seria funcionalmente inativo, o que justifica a ausência dessa organela em tais protozoários.

A Entamoeba histolytica vive no intestino humano, onde atua como parasita. Essa ameba pode ser adquirida através da ingestão de cistos, formas resistentes que surgem condições ambientais inadequadas, presentes em água e alimentos contaminados. No intestino grosso, o cisto é dissolvido através de enzimas, e a Entamoeba histolytica prende-se então à parede intestinal atingindo capilares sangüíneos, fagocitando glóbulos vermelhos (hemácias) para nutrir-se. Surgem ulcerações intestinais e diarréias, quadro clinica básico da disenteria amebiana. Caso a ameba consiga atravessar a parede intestinal, pode, através da corrente sangüínea, alojar-se em órgãos como pulmões, fígado e cérebro, provocando graves lesões que identificam o quadro clínico da amebíase.

A profilaxia da amebíase é de difícil execução, pois não depende apenas do tratamento da matéria fecal e do lixo, mas também da proteção da água potável e dos alimentos, da higiene pessoal e principalmente da educação sanitária. Mesmo em países ricos e de higiene pública adequada, como os Estados Unidos, aparece grande número de pessoas contaminadas.Portanto em países do Terceiro Mundo, como o Brasil, Peru e Colômbia, as dificuldades para uma profilaxia são ainda maiores. Nos grandes centros urbanos , a amebíase, um grave problema sanitário, agrava-se e deve ser combatida principalmente com a distribuição da rede de esgoto para toda a cidade e com o tratamento do lixo. É sempre fundamental o uso de instalações sanitárias adequados, tratamento de água, higiene pessoal e lavagem cuidadosa dos alimentos, sobretudo frutas e verduras, e uma grande campanha de educação sanitária que atinja toda a população.

Ciliados

São protozoários portadores de cílios que se prestam à locomoção e captura de alimentos. Os ciliados são considerados os protozoários mais especializados pois apresentam muitas organelas, que garantem a realização dos mais diversos vitais. Abundantes em água doce e salgada, exibem vida ou associada a outros seres vivos.

Os ciliados são muito utilizados em experimentos diversos, uma vez que apresentam porte relativamente grande e sua criação é fácil. Os mais conhecidos pertencem ao gênero Paramecium, em que se destacam as espécies Paramecium aurelia e Paramecium caudatum.

Para descrição do grupo, utilizaremos os ciliados do gênero Paramecium. Enquanto as amebas obtêm seu alimento por fagocitose, através de qualquer parte da superfície celular, os ciliados alimentam-se por meio de uma depressão da superfície, denominada sulco oral. No final do sulco oral existe uma estrutura chamada citóstoma ("boca" da célula). O movimento dos cujos provoca turbilhonamento na água, que facilita a penetração de uma eventual partícula alimentar no sulco oral; o alimento atravessa então o citóstoma e penetra numa região denominada citofaringe. No final da citofaringe o alimento é definitivamente adquirido pelo paramécio formando um vacúolo digestivo. Após a digestão e absorção do nutrientes, os digestivos são eliminados para o através de um poro denominado citopígeo ou citoprocto. Há ainda um vacúolo pulsátil, que elimina o excesso de água.

O Balantidium coli, outro tipo de ciliado, é o maior protozoário que parasita o homem, sendo causador de disenteria. Embora não ocasione lesões graves no organismo hospedeiro, muitos casos podem apresentar sintomas tão semelhantes ao da disenteria amebiana que o diagnostico apenas se torna claro pela identificação do balantídio nas fezes do indivíduo infectado. Seus hospedeiro naturais são o porco, o cavalo, o macaco e o rato selvagem, sendo que no porco não aparecem o sintomas de infecção. Pois com este animal o balantídio desenvolve exclusivamente uma relação de comensalismo, alimentado-se apenas do conteúdo intestinal, rico em substâncias amiláceas (que contem amido) . A transmissão ao homem se dá principalmente pela ingestão de cistos do protozoário, através de alimento ou água contaminada tanto por portadores da infecção como por fezes de animais com balantídio. A prevenção é basicamente a mesma indicada para a Entamoeba histolytica.

Esporozoários

Os esporozoários são protozoários parasitas desprovidos de organelas de locomoção e vacúolos pulsáteis. Entre as doenças causadas por esses microorganismos, citamos a malária humana e a coccidiose em aves e coelhos.

A malária é causada por esporozoários do gênero Plasmodium, que são inoculados no homem através da picada das fêmeas do gênero Anopheles, infectadas.

Quando o mosquito (transmissor ou vetor) pica um indivíduo, injeta-lhe um pouco de saliva que contem substâncias anticoagulares. Caso o mosquito esteja infectado, juntamente com a saliva são injetados esporos infestantes dos plasmódios. Esses esporos alcançam a corrente sangüínea do homem e se instalam em órgãos diversos, como o fígado e o baço, onde ficam inoculados por vários dias. Após o período de incubação, os esporos retornam à corrente sangüínea e penetram nas hemácias, onde se reproduzem assexuadamente. As hemácias então se rompem e liberam para o sangue novos plasmódios, que passam a infectar novas hemácias sadias, repetindo-se o processo. O ataque de frio e febre observado nas pessoas doentes coincide com a liberação dos plasmódios infestantes e parece da ação de substâncias tóxicas no sangue, liberadas por ocasião da ruptura das hemácias infestadas.

Depois de algumas gerações, certos plasmódios transformaram-se em formas sexuadas denominadas gametócitos. Essas formas poderão ser adquiridas pelo mosquito, ao sugar o sangue de um novo indivíduo doente. No interior do tubo digestivo do inseto, os gametócitos completam seu desenvolvimento e se transformam em gametas, que originam zigotos. Cada zigoto produz muitos plasmódios, que acabam se instalando nas glândulas salivares do Anopheles e podem ser transmitidos a outras pessoas sadias, recomeçando o ciclo.

O ciclo evolutivo do Plasmodium compreende, portanto, duas fases:

Fase assexuada: Ocorre no interior das hemácias; por alojar a fase assexuada, o homem é considerado hospedeiro intermediário
Fase sexuada:
Ocorre no tubo digestivo do mosquito, que é então considerado hospedeiro definitivo.

Fonte: www.iesambi.org.br

Reino Protista

Protozoários e algas unicelulares eucariontes

Os protistas são seres vivos unicelulares cuja célula possui núcleo organizado, ou seja, está separado do citoplasma pela membrana nuclear.

São, portanto, organismos eucariontes.

Na antiga classificação, os protozoários eram animais unicelulares e as algas unicelulares eucariontes pertenciam ao grupo dos vegetais.

Os protistas são representados pelos protozoários e pelas algas unicelulares eucariontes.

Os protozoários

Os protozoários são seres vivos unicelulares,eucariontes e desprovidos de clorofila. Podem viver como parasitas ou ter vida livre, habitando os mais variados tipos de ambiente. Como parasitas do homem e de outros seres vivos, podem causar muitas doenças.

A maioria dos protozoários apresenta reprodução assexuada. Algumas espécies podem se reproduzir sexuadamente. Primeiramente, o núcleo duplica-se. A seguir, a célula estreita-se na parte central e, finalmente, divide-se em duas, dando origem a duas novas amebas.

Os protozoários foram classificados segundo o tipo e a presença ou não de elementos especiais de locomoção. Dessa forma, s protozoários são divididos em flagelados, rizópodes, ciliados e esporozoários.

Os flagelados apresentam um ou mais de um flagelo. Os flagelos são longos filamentos que este tipo de protozoário utiliza para se locomover, vibrando-os num líquido. Muitos flagelados tem vida livre, outros são parasitas e ocasionam doenças no homem. O tripanossomo, a Leishmania e a giárdia são exemplos de flagelados parasitas.

Protozoários flagelados do gênero Trichonympha vivem no intestino de cupins, participando da digestão da celulose da madeira. Se o cupim não contasse com a "ajuda" do protozoário, ele não conseguiria aproveitar a celulose como alimento e morreria. Já o protozoário encontra alimento farto e fácil no intestino do cupim.

Essa relação entre duas espécies diferentes, em que há benefício para ambas as partes é chamada mutualismo.

Os rizópodes se locomovem e obtêm alimentos através de prolongamentos do citoplasma chamados pseudópodes (falsos pés). As amebas são os principais representantes dos rizópodes. Algumas são parasitas e outras tem vida livre.

Um grupo especial de rizópodes são os foraminíferos. Esses protozoários vivem na água salgada e são protegidos por carapaças muito bonitas, ricas em cálcio e silício.

Há milhões de anos existia grande quantidade desses seres no fundo dos mares. Seus restos foram sofrendo transformações durante milhões de anos e contribuíram para a formação de petróleo.

Atualmente, a descoberta de suas carapaças é muito importante, pois indica que pode haver petróleo no local. Há técnicos em geologia - pessoas que estudam a origem e as transformações do globo terrestre -, que procuram descobrir, na terra ou no mar, os locais onde se encontram carapaças fósseis desses protozoários.

Os ciliados apresentam pequenos filamentos em volta do corpo chamados cílios, com os quais se movimentam e capturam alimentos. Um exemplo desse grupo é o balantídeo, um parasita que vive habitualmente no organismo do porco. Outro exemplo de ciliado é o paramécio, que vive na água doce.

Os esporozoários são parasitas e não se locomovem. Um dos mais conhecidos é o plasmódio, protozoário que provoca nos seres humanos a doença conhecida como malária ou maleita.

Doenças causadas por protozoários

Muitos protozoários causam doenças nos seres humanos. Entre elas, estão a amebíase ou disenteria amebiana, a doença de Chagas, a úlcera de Bauru, a giardíase e a malária.

Veja no quadro a seguir as principais:

Espécie Classe Doença Sintomas Transmissão
Entamœba histolytica Rizópodo Amebíase Ulcerações intestinais, diarréia, enfraquecimento Ingestão de cistos eliminados com as fezes humanas.
Trypanosoma Cruzi Flagelado Doença de Chagas Problemas no coração, inchaço do baço e fígado, mal estar Fezes do inseto barbeiro (Triatoma sp.)
Leishmania brasiliensis Flagelado Úlcera de Bauru Ulcerações (feridas que não cicatrizam) no rosto, braços e pernas Picada do mosquito palha (Phlebotomus sp.)
Trichomonas vaginalis Flagelo Tricomoníase Vaginite, uretrite, corrimento Relação sexual ou toalhas e objetos úmidos contaminados
Giardia lamblia Flagelado Giardíase Dores abdominais, diarréia Ingestão de cistos eliminados com fezes humanas
Plasmodium vivax Esporozoário Malária Febres, anemia, lesões no baço e no fígado Picada de mosquito-prego (Anopheles sp.).

O homem adquire a amebíase ou disenteria amebiana ao ingerir água ou alimentos contaminados por uma ameba, a Entamoeba histolytica. Esta ameba parasita principalmente o intestino grosso dos seres humanos, onde provoca ulcerações e se alimenta de glóbulos vermelhos do sangue. No intestino, essa ameba se reproduz assexuadamente por cissiparidade e, algumas delas, formam cistos, estruturas que possuem uma membrana resistente e que contêm alguns núcleos celulares. Eliminados com as fezes, os cistos podem contaminar a água e alimentos diversos, como as verduras. Se forem ingeridos, esses cistos se rompem no tubo digestivo, libertando novas amebas, que recomeçam um novo ciclo.

As pessoas com amebíase eliminam fezes líquidas, às vezes com sangue e quase sempre acompanhadas de fortes dores abdominais.

Para evitar essa doença é necessário ferver a água que se vai beber e lavar muito bem as verduras e frutas, além de cuidados higiênicos, como a lavagem de mãos, principalmente antes das refeições.

A doença de Chagas é causada pelo tripanossomo (Trypanosoma cruzi), protozoário que vive no intestino de um percevejo sugador de sangue, conhecido popularmente como barbeiro. Esse percevejo vive em frestas de paredes, chiqueiros e paióis. À noite, saem de seus esconderijos e vão sugar o sangue das pessoas que dormem.

Quando alguém é picado pelo percevejo pode contrair a doença da seguinte forma: durante a picada, o barbeiro infestado elimina fezes contendo o tripanossomo. Coçando o local da picada, a pessoa espalha as fezes do barbeiro e introduz o parasita em seu organismo, através do pequeno orifício feito pela picada. Uma vez na corrente sangüínea, o tripanossomo atinge o coração. Ali ele se fixa, podendo causar a morte da vítima.

As principais medidas para evitar a doença de Chagas consistem em:

Substituir moradias de barro e de madeira por outras de tijolos, que não tenham frestas onde o barbeiro possa se esconder
Exigir, em transfusões de sangue, a garantia de que o sangue doado não esteja contaminado com tripanossomos

Doença que ataca a pele e as mucosas dos lábios e do nariz produzindo muitas feridas, a úlcera de Bauru é provocada pela Leishmania brasiliensis, um protozoário parecido com o tripanossomo. Transmitida pela picada do mosquito flebótomo, a doença é conhecida com esse nome, porque foi muito comum na cidade de Bauru, em anos passados.

Provocada pela giárdia (Giardia lamblia), flagelado que parasita o intestino humano, a doença geralmente causa fortes diarréias, podendo levar o doente à desidratação. É transmitida através de água e alimentos contaminados pelo protozoário. Evita-se essa doença com as mesmas medias utilizadas contra a amebíase.

A malária é provocada por protozoários do gênero Plasmodium e é transmitida ao homem por meio da picada do mosquito, anófele, ao sugar-lhe o sangue para se alimentar. Durante a picada, o mosquito libera saliva, que contém o protozoário plasmódio. Então o parasita entra no sangue da pessoa e se instala em órgãos diversos, como o fígado e o baço, onde se multiplica. Após um certo período, os parasitas retornam ao sangue e penetram nos glóbulos vermelhos, onde voltam a se multiplicar. Os glóbulos parasitados se rompem liberando novos protozoários que passam a infectar outros glóbulos vermelhos.

A malária provoca febre muito alta, que coincide com os períodos em que os parasitas arrebentam os glóbulos vermelhos, liberando toxinas na corrente sangüínea. Se não for combatida pode causar a morte do doente.

A pulverização de córregos, lagoas e poças de água parada, com inseticida, é uma das maneiras de combater os mosquitos transmissores da malária. É na água que os mosquitos põem seus ovos para se reproduzirem.

Toxiplasmose

A toxoplasmose é uma doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. A transmissão se dá por contato com animais domésticos - principalmente gatos - ou por suas fezes.

As fezes dos gatos podem conter cistos (formas resistentes) do parasita, que são disseminados por animais, como moscas e baratas. O homem adquire a doença quando ingere diretamente o cisto ou carne mal cozida que o contenha.

Os sintomas da doença são, na maioria das vezes, muito semelhantes aos de várias outras doenças: mal-estar, febre, dores de cabeça e musculares, prostração e febre que pode durar semanas ou meses. Após alguns dias há também aumento dos gânglios linfáticos em todo o corpo.

Normalmente, a doença evolui de forma benigna e desaparece sem deixar seqüelas no organismo. Às vezes, porém, pode causar lesões oculares, com perda parcial ou quase total da visão. Daí sua gravidade. Em mulheres grávidas, o protozoário pode atingir o feto, provocando-lhe cegueira, deficiência mental e até mesmo a morte.

As algas unicelulares eucariontes

As algas são importantes para o equilíbrio ecológico dos ecossistemas do alimento que nutre direta ou indiretamente os demais seres vivos aquáticos. Além disso, as algas são os grandes fornecedores do gás oxigênio que abastece a vida aeróbica no planeta. Na atmosfera ou dissolvido na água, esse gás se origina principalmente da atividade fotossintetizante das algas, especialmente as marinhas.

Entre as algas unicelulares eucariontes, destacaremos o grupo das euglenas, o das crisófitas e o das pirrófitas.

As euglenas são algas unicelulares e clorofiladas que se locomovem através de um flagelo e vivem principalmente na água doce, mas também na água salgada.

As crisófitas, também conhecidas por algas douradas são unicelulares, clorofiladas e vivem na água doce ou salgada. Em sua maioria, são representadas pelas diatomáceas, algas que tem o corpo protegido por uma carapaça formada de sílica.

As pirrófitas são algas unicelulares e geralmente marinhas. Algumas tem capacidade de emitir luz. Em noites escuras, você poderá ver pontinhos luminosos nas ondas do mar. São pirrófitas do gênero Noctiluca apresentando o fenômeno conhecido como bioluminescência.

Certas algas, principalmente as pirrófitas, provocam um fenômeno conhecido como maré-vermelha.

Em certas ocasiões, as pirrófitas reproduzem-se exageradamente. Contendo uma grande quantidade delas, a água do mar adquire um coloração avermelhada.

Com esse excesso de população, a quantidade de substância tóxica desprendida pelas pirrófitas se torna muito grande e mata milhares de peixes e animais aquáticos.

Um caso de maré-vermelha muito comentado no Brasil ocorreu em 1978, na costa dos estados do sul. Análises da água colhida do mar revelaram a presença de cerca de 60 mil algas em cada litro.

Fonte: www.geocities.com

Reino Protista

Evolução da classificação em reinos

Num qualquer sistema de classificação os taxa hierarquicamente mais elevados incluem indivíduos de grande diversidade, sendo pouco naturais. Este problema levou a que a divisão em reinos tenha variado enormemente ao longo dos tempos.

Classificação em dois reinos (Aristóteles e Lineu, séc. IV - XVIII)

Tradicionalmente, os organismos vivos foram divididos em dois reinos claramente distintos: as plantas e os animais. Neste tipo de classificação, as plantas eram todos os organismos fixos e sem uma forma claramente definida, capazes de fabricar matéria orgânica a partir de fontes inorgânicas – autotrofia -, enquanto os animais eram todos os restantes organismos, devida livre, com forma definida e dependentes da matéria orgânica (plantas ou outros animais) para a sua nutrição – heterotrofia.

Há medida que mais dados iam sendo recolhidos, principalmente de estrutura microscópica e metabolismo, a sua maioria confirmava a total separação dos dois grandes reinos. Assim, as plantas apresentavam todas espessas paredes celulares celulósicas, enquanto as células animais apresentavam outros compostos no seu interior.

Esta divisão simples dos organismos parecia tão óbvia e bem definida para os organismos macroscópicos que o problema causado pelos fungos, que não pareciam encaixar bem nas plantas, era facilmente esquecido.

Classificação em três reinos (Haeckel, 1834)

Após a invenção do microscópio por Van Leeuwenhoek, a sua utilização na investigação revelou uma miríade de organismos microscópicos, não visíveis a olho nu. Rapidamente ficou claro que a distinção entre animais e plantas não podia ser facilmente aplicada a este nível. Alguns deste seres podiam ser facilmente comparados com algas macroscópicas e incluídos nas plantas, outros poderiam ser incluídos nos animais mas ainda restavam muitos com combinações estranhas de características de animal e de planta.

Para complicar ainda mais a situação, a teoria de Darwin da evolução tinha sido aceite como representativa da realidade, e considerava que todos os organismos tinham um ancestral comum. Era óbvio que um ancestral comum às plantas e aos animais não poderia ser nenhum deles, sendo necessário criar um novo grupo onde se pudesse incluí-lo.

A solução foi proposta pelo cientista alemão Ernst Haeckel, que realizou estudos microscópicos da enorme variedade de organismos unicelulares, tendo concluído que as primeiras formas de vida teriam sido muito simples, sem a complexidade estrutural que já observava nos unicelulares que estudou. Chamou a esses organismos primitivos moneres, tendo-os dividido em zoomoneres (bactérias) e phytomoneres (cianobactérias). O desenvolvimento de células mais complexas, contendo núcleo, era, na sua opinião, o resultado de diferenciação do citoplasma.

Para acomodar estes moneres, bem como outros organismos unicelulares, Haeckel criou um terceiro reino a que chamou Protista. Neste reino colocou todos os seres que não apresentavam tecidos diferenciados, incluindo seres unicelulares e coloniais.

Haeckel reconheceu uma série de subdivisões no seu Reinos-da-Vida. A principal subdivisão era entre os grupos semelhantes às plantas – Protophytes – e os semelhantes aos animais – Protozoa -, reconhecidos pelos seus pelos seus metabolismos diferentes. Também necessitava de um terceiro grupo onde colocar todos os protistas que não eram claramente semelhantes às plantas ou aos animais, os protistas atípicos. A distinção entre células com e sem núcleo estavam subordinadas a estas três categorias, com os organismos sem núcleo a formar um pequeno grupo dentro dos protistas atípicos.

Haeckel salienta várias vezes que a distinção entre animais e plantas era artificial, mantida apenas por respeito à tradição vigente, mas sem relevância para a filogenia dos grupos. Através das árvores filogenéticas que construiu, é claro que considerava que os Protozoa um grupo polifilético, que surgiu várias vezes através da perda de metabolismo autotrófico que Haeckel assumia, com base puramente teórica, que existia nos organismos ancestrais.

O terceiro reino de Haeckel, o Reinos-da-Vida, não foi aceite de forma geral, talvez porque o seu próprio criador estivesse relutante em quebrar a tradição dos dois reinos.

Classificação em quatro reinos de Copeland (1956)

O sistema de Copeland foi expressamente criado para ser natural, representado, da forma mais aproximada possível, a organização do mundo vivo. Baseia-se me dados de estrutura celular, constituintes químicos e a ontogenia dos organismos. Na sua visão, os organismos sem núcleo adquiriram, de alguma forma, esse organito e a diversidade dos organismos nucleados é um outro avanço. Na sua classificação, o Reinos-da-Vida de Haeckel é dividido em Mychota e Protoctista.

O reino Mychota inclui todos os organismos procariontes e o reino Protoctista todos os eucariontes que não são animais ou plantas.

O reino Plantae inclui todos os organismos com cloroplastos verdes, um conjunto claramente definido de pigmentos e que produzem sacarose, amido e celulose.

Assim, neste sistema, as algas verdes são incluídas nas plantas, enquanto as algas vermelhas e castanhas, bem como os fungos e todos os unicelulares restantes fazem parte do reino Protoctista.

Para Copeland, as algas verdes representam a origem evolutiva das plantas superiores, que são incluídas no reino das plantas.

A origem dos animais parece mais obscura: o mais perto que chega de identificar um grupo ancestral dos animais superiores é colocar a hipótese de que os coanoflagelados representam a origem evolutiva das esponjas e, seguidamente, de todo o reino animal. Os protoctistas derivam das cianobactérias, razão da origem única da fotossíntese.

No sistema de Copeland, três grupos são reconhecidos com base na presença de características mas os Protoctista são definidos negativamente: tudo que tenha núcleo e não é animal nem planta. Isto torna os Protoctista não um grupo distinto mas uma espécie de caixote do lixo para criaturas que não cabem nos restantes grupos, um conjunto parafilético sem identidade evolutiva.

Copeland tinha consciência disso mas a sua separação dos procariontes num reino é atualmente aceite sem reticências. A falta de naturalidade do reino Protoctista levou à proliferação de tentativas para reconhecer grupos mais naturais com estatuto semelhante ao das plantas e dos animais.

Classificação em cinco reinos de Whittaker (1969)

O sistema de Whittaker reconhece cinco reinos, os mesmos quatro de Copeland e um reino separado para os fungos – Fungi -, que Copeland incluiu nos Protoctista.

Para além disso, Whittaker faz algumas alterações na forma como o que resta do reino Protoctista é circunscrito, em resposta à limitação pouco satisfatória de Copeland. Whittaker tenta dar uma definição mais positive do reino Protoctista limitando o reino a organismos unicelulares ou quando muito coloniais, mas não multicelulares. Os organismos multicelulares, como as algas vermelhas ou castanhas, são incluídas num dos reinos Plantae, Fungi e Animalia. Este sistema tem uma excepção nas algas verdes, que são todas incluídas nas plantas, apesar deste grupo conter organismos uni e multicelulares.

Ao mesmo tempo, ele altera o nome do reino de Protoctista para Protista, o que não está de acordo com a lei da prioridade mas que tem sido seguida por alguns autores, como forma de distinguir entre o reino com e sem organismos multicelulares.

Whittaker reconhece que esta delimitação torna os reinos Plantae, Fungi e Animalia polifiléticos, mas aceita esse fato, pois permite-lhe distinguir grandes linhas evolutivas com base em níveis de organização e modo de nutrição. Assim, Whittaker realça os três possíveis modos de nutrição, fotossíntese (autotróficos), absorção (saprófitos) e ingestão (heterotróficos), em vez das relações filogenéticas. A classificação de Whittaker é, portanto, uma classificação ecológica e não filogenética.

Classificação em dois domínios de Margulis (1988-1996)

O sistema de classificação de Lynn Margulis baseia-se no conhecimento sobre a estrutura submicroscópica das células e seus organelos, bem como vias metabólicas, incorporando a descoberta de muitos tipos altamente diferenciados de bactérias. Apesar de o seu sistema também incorporar uma elaborada teoria de evolução da estrutura celular por endossimbiose, difere apenas em alguns detalhes das classificações de Copeland e de Whittaker.

Na classificação de Copeland, não se dava especial atenção à distinção entre organismos com e sem núcleo, mas em classificações posteriores esta tornou-se uma condição crucial. Margulis distingue os chamados super-reinos ou domínios Prokarya e Eukarya, sendo o ultimo caracterizado por apresentar genoma composto, sistemas de mobilidade intracelular e a possibilidade de fusão celular, que leva a um sistema de genética mendeliana e sexo. O domínio Prokarya, por outro lado, é agrupado com base na ausência de um sistema sexual desse tipo.

Dentro dos Eukarya, ela distingue os mesmos grupos que Whittaker: protoctistas, plantas, animais e fungos. Neste caso, os protoctistas são novamente definidos negativamente, o que volta a tornar as plantas, animais e fungos monofiléticos.

Nos Prokarya, a diversidade de vias metabólicas e a reconhecida divergência evolutiva (como demonstrada pelas sequências de RNA) não deu origem a categorias elevadas. A distinção entre Archaea e Eubacteria é abafada sob o nome de bactérias e expressa a um nível inferior ao da distinção entre fungos, animais e plantas.

Classificação em 4 subdomínios de Mayr (1990)

Uma classificação ligeiramente diferente foi proposta por Mayr (1990), que concorda com Margulis em relação à distinção entre procariontes e eucariontes, mas vai mais além e propõe que se reconheçam os subdomínios Archaea e Bacteria, dentro dos procariontes. Uma subdivisão semelhante é feita nos eucariontes, com os Protista e os Metabionta, para organismos unicelulares e multicelulares, respectivamente. Mayr dá especial atenção, portanto, a semelhanças e diferenças em morfologia e não às relações filogenéticas.

Os procariontes são unidos com base na semelhança de organização celular, ignorando a diversidade de metabolismos e as relações evolutivas deduzidas a partir de sequências de DNA. Também os protistas são unidos com base na falta de multicelularidade, novamente ignorando a sua enorme diversidade em muitos outros aspectos. Ambos os taxa estão em perigo de se tornar parafiléticos.

No entanto, a principal divergência entre esta classificação e uma classificação filogenética não é o surgimento destes dois grupos parafiléticos mas antes o fato de o subdomínio Metabionta ser reconhecido com base apenas numa característica, a multicelularidade. Esta característica surgiu independentemente nos três grupos que o compõem, tornando este subdomínio completamente polifilético.

Classificação em três domínios de Woese (1990)

Essencialmente com base na comparação de sequências de RNA ribossómico, Woese e seus colegas concluíram que os procariontes não eram um grupo coeso do ponto de vista evolutivo, mas antes composto por dois subgrupos principais, cada um dos quais difere entre si e dos eucariontes. Esta diversidade evolutiva reflete-se no genoma e, por sua vez, na bioquímica e na ecologia.

Assim, propuseram a substituição da divisão do mundo vivo em dois grandes domínios (procariontes e eucariontes) por uma subdivisão em três domínios: mantiveram os tradicionais eucariontes como o domínio Eucarya, mas em vez dos tradicionais procariontes surgem os domínios Archaea e Bacteria, ao mesmo nível que os Eucarya. A sua classificação reflete a ideia de que a árvore da Vida tem três e não apenas dois ramos.

No entanto, esta classificação não reflete completamente a sua visão sobre qual dos três ramos é mais basal. Na filogenia em que baseiam a sua classificação, o ramo mais basal é o que conduz ao domínio Bacteria, sendo posterior a ramificação dos dois restantes grupos posterior, o que os torna mais relacionados entre si do que cada um deles com as bactérias. Esta relação próxima não se reflete na classificação pois para esta filogenia ser aparente, Archaea e Eukarya teriam que ser agrupados num único super-domínio.

A posição da raiz da árvore da Vida junto das bactérias não é, apesar de tudo, pacífica. Foram propostas raízes alternativas, que implicariam diferentes relações filogenéticas e diferentes classificações, mas deixando sempre intocada a parte dos eucariontes, pelo que a maioria das classificações coloca os procariontes num único grupo do mesmo nível que o dos eucariontes. Esta é uma simplificação deliberada, que ignora o fato de que, obrigatoriamente, um dos grupos de procariontes está mais próximo dos eucariontes do que qualquer outro.

Classificação em seis reinos de Cavalier-Smith (1998)

O esquema de seis reinos recentemente proposto por Cavalier-Smith é, em muitos aspectos, semelhante aos de Whittaker e Mayr, mas a semelhança é frequentemente superficial. Cavalier-Smith tenta um sistema mais estritamente filogenética, em que os grupos polifiléticos estão totalmente ausentes e os parafiléticos são evitados o mais possível.

Para alcançar este fim, ele tem que transferir um número de grupos que pertenciam aos Protoctista na maioria dos sistemas de classificação anteriores, para um dos outros reinos. Assim, neste sistema, cada um dos reinos que contém organismos multicelulares passa a conter um certo número de organismos unicelulares relacionados. Estas revisões são baseadas num conjunto ainda crescente de dados acerca das relações deduzidas da comparação de sequências de DNA e proteínas, bem como acerca da ultra-estrutura celular.

Nos procariontes, Cavalier-Smith salienta o número características ultra-estruturais em vez das sequências de RNA ribossómico usadas por Woese. Assim, as Archaea são incluídas como um subgrupo relativamente menor dentro do reino Bacteria. Dentro dos eucariontes, Cavalier-Smith reconhece cinco reinos.

O reino Animalia é relativamente inalterado, quando comparado com outros sistemas de classificação. Para além dos animais, também contém um grupo de parasites unicelulares, com base em que a unicelularidade é devida a uma regressão e não a um carater original.

De forma semelhante, o reino Fungi também contém um grupo de parasitas, antes parte dos protoctistas. Alguns grupos, antes considerados fungos, foram transferidos para um novo reino designado Chromista. O reino Plantae expandiu-se para incluir as algas vermelhas, para além das tradicionalmente incluídas algas verdes. Este fato reflete um cenário evolucionista em que a fotossíntese foi adquirida apenas uma vez, pela incorporação do cloroplasto num célula eucariótica, derivado de uma cianobactéria. Outras classificações, que colocam as plantas e as algas vermelhas mais afastadas, têm que assumir um cenário evolutivo onde os cloroplastos foram adquiridos independentemente várias vezes, ou totalmente perdidos ainda mais vezes.

O reino novo Chromista contém a maioria dos restantes grupos fotossintéticos, informalmente designados algas, bem como um grupo de outros grupos anteriormente colocados nos fungos e que se acredita terem perdido a capacidade fotossintética secundariamente. No cenário evolutivo, o cloroplastos foi adquirido pela fusão de uma célula autotrófica com uma célula não fotossintética, um acontecimento que levou ao surgimento de uma membrana extra em volta do organito.

O Reino Protista

O que é

Os primeiros eucariontes foram encontrados em fósseis com 1,5 mil milhões de anos, quando as bactérias e organismos afins já existiam há mais de 2 mil milhões de anos. Durante, pelo menos, 800 M.a. todos os eucariontes foram unicelulares.

Muitas linhas evolutivas de eucariontes multicelulares têm origem em ancestrais eucarióticos unicelulares, tal como existem organismos multicelulares em quase todos os grupos de protistas, no entanto, o reino Protista não existe na realidade. Os protistas apenas representam os grupos de eucariontes que restam após a retirada dos fungos, plantas e animais.

A visão humana da natureza é dominada por estes três grandes grupos, pois estes são comuns e fáceis de identificar. No entanto, as plantas, animais e fungos são apenas três das linhas evolutivas da profusão de grupos eucarióticos, sendo todos os outros os protistas. Parte da dificuldade em colocar os organismos no reino apropriado resulta da origem filogenética dos restantes reinos eucariontes, a partir dos protistas.

Os protistas (gr. Protos = primeiro) atuais são considerados os descendentes dos ancestrais dos organismos multicelulares, animais e plantas, que hoje conhecemos.

Os organismos incluídos neste reino são todos eucariontes, podendo ser unicelulares, coloniais ou multicelulares, embora estes últimos sejam pouco diferenciados.

Os protistas encontram-se em quase todo lado onde exista água, sendo importantes componentes do plâncton, uma comunidade de organismos que nadam ou vagueiam passivamente junto á superfície dos lagos e oceanos. Existem igualmente em meio terrestre, desde que haja humidade suficiente.

Reino Protista
Dinoflagelado

A grande maioria dos protistas é de vida livre mas existem relações de simbiose, mutualismo e mesmo parasitismo.

Quase todos são aeróbios, mas os que não têm mitocôndrias têm relações mutualisticas com bactérias aeróbias.

O tipo de nutrição e a reprodução são tão variados quanto se possa imaginar, apenas tendo comparação no Reino Monera. Existem formas fotossintéticas, que realizam absorção, ingestão ou mesmo os 3 tipos de alimentação simultaneamente.

Apresentam reprodução sexuada mas podem reproduzir-se assexuadamente por gemiparidade ou por cissiparidade. Algumas formas formam esporos resistentes.

Durante muitos anos as algas foram incluídas no reino das plantas, devido a possuírem parede celular e clorofila. Este grupo de organismos é o que mais dificuldades levanta aos taxonomistas.

Atualmente Whittaker incluiu-as no reino Protista devido a serem essencialmente aquáticas e terem grande simplicidade estrutural.

Algumas espécies são unicelulares mas existem pluricelulares e verdadeiros gigantes, como as algas castanhas do género Laminaria, que atingem os 60 metros de comprimento.

Por mais complexas que pareçam, são seres muito simples, não possuindo qualquer tipo de diferenciação interna, pelo que o seu corpo se designa talo.

A nível reprodutor, algumas algas apresentam ciclos de vida muito complexos mas não apresentam estruturas reprodutoras especializadas multicelulares e os seus gâmetas são libertados para a água, sendo a fecundação externa.

Um dos aspectos mais importantes, a nível reprodutor, e que permite distinguir as algas das plantas, é o fato das primeiras não fornecerem qualquer tipo de proteção ao zigoto em desenvolvimento.

Todas as algas são fotossintéticas, sendo responsáveis por cerca de 60% do total fotossintético do planeta (as plantas verdadeiras fazem o restante, pois a contribuição atual das cianobactérias é apenas importante localmente).

Os diversos tipos de pigmentos fotossintéticos e de substâncias de reserva permitem separa-las em diferentes filos ou divisões.

Fonte: curlygirl.no.sapo.pt

Reino Protista

O que é

Os protistas são as algas unicelulares e os protozoários. A célula de um protista é semelhante às células de animais e plantas, mas há particularidades. Os plastos das algas são diferentes dos das plantas quanto à sua organização interna de membranas fotossintéticas. Ocorrem cílios e flagelos para a locomoção.

Alguns protozoários, como certas amebas, têm envoltórios protetores, as tecas. Os radiolários e heliozoários possuem um esqueleto intracelular composto de sílica. Os foraminíferos são dotados de carapaças externas feitas de carbonato de cálcio. As algas diatomáceas possuem carapaças silicosas.

Os protistas podem ainda ter adaptações de forma e estrutura de acordo com o seu modo de vida: parasita, ou de vida livre.

Segundo a classificação do mundo vivo em cinco reinos ( Whittaker – 1969 ), um deles, o dos Protistas, agrupa organismos eucariontes, unicelulares, autótrofos e heterótrofos.

Neste reino se colocam as algas inferiores: euglenófitas, pirrófitas ( dinoflagelados ) e crisófitas (diatomáceas ), que são Protistas autótrofos (fotossintetizantes).

Os protozoários são Protistas heterótrofos.

Protozoários são seres microscópicos, eucariontes e unicelulares. Quando dividimos os seres vivos em Animais e Vegetais, os protozoários são estudados no Reino Animal e os fitoflagelados – que são protozoários – são estudados no Reino Vegetal. Os protozoários constituem um grupo de eucariontes com cerca de 20 mil espécies. É um grupo diversificado, heterogêneo, que evoluiu a partir de algas unicelulares.

Em alguns casos essa origem torna-se bem clara, como por exemplo no grupo de flagelados. Há registro fóssil de protozoários com carapaças (foraminíferos), que viveram há mais de 1,5 bilhão de anos, na Era Proterozóica. Grandes extensões do fundo dos mares apresentam espessas camadas de depósitos de carapaças de certas espécies de radiolários e foraminíferos. São as chamadas vasas

Reino Protista

Os protozoários são, na grande maioria, aquáticos, vivendo nos mares, rios, tanques, aquários, poças, lodo e terra úmida. Há espécies mutualísticas e muitas são parasitas de invertebrados e vertebrados. Eles são organismos microscópicos, mas há espécies de 2 a 3 mm. Alguns formam colônias livres ou sésseis.

Muitos protozoários apresentam orgânulos especializados em determinadas funções, daí serem funcionalmente, semelhantes aos órgãos. Suas células, no entanto, podem ser consideradas “pouco especializadas”, já que realizam, sozinhas, todas as funções vitais dos organismos mais complexos, como locomoção, obtenção do alimento, digestão, excreção, reprodução. Nos seres pluricelulares, há divisão de trabalho e as células tornaram-se muito especializadas, podendo até perder certas capacidades como digestão, reprodução e locomoção.

A célula do protozoário tem uma membrana simples ou reforçada por capas externas protéicas ou, ainda, por carapaças minerais, como certas amebas (tecamebas) e foraminíferos. Há estruturas de sustentação, como raios de sulfato de estrôncio, carapaças calcáreas ou eixos protéicos internos, os axóstilos, como em muitos flagelados.

O citoplasma está diferenciado em duas zonas, uma externa, hialina, o ectoplasma, e outra interna, granular, o endoplasma. Nesta, existem vacúolos digestivos e inclusões.

DIGESTÃO

Reino Protista
Paramecium Caudatum

Nas espécies de vida livre há formação de vacúolos digestivos.As partículas alimentares são englobadas por pseudópodos ou penetram por uma abertura pré-existente na membrana, o citóstoma. Já no interior da célula ocorre digestão, e os resíduos sólidos não digeridos são expelidos em qualquer ponto da periferia, por extrusão do vacúolo, ou num ponto determinado da membrana, o citopígio ou citoprocto.

RESPIRAÇÃO

A troca de gases respiratórios se processa em toda a superfície celular.

EXCREÇÃO

Os produtos solúveis de excreção podem ser eliminados em toda a superfície da célula. Nos protozoários de água doce há um vacúolo contrátil, que recolhe o excesso de água absorvido pela célula, expulsando-a de tempos em tempos por uma contração brusca. O vacúolo é portanto osmorregulador.

PLÂNCTON

Corresponde a um conjunto de seres que vivem em suspensão na água dos rios, lagos e oceanos, carregados passivamente pelas ondas e correntes.

No plâncton distinguem-se dois grupos de organismos:

1. Fitoplâncton: Organismos produtores (fotossintetizadores), representados principalmente por dinoflagelados e diatomáceas, constituem a base de sustentação da cadeia alimentar nos mares e lagos . São responsáveis por mais de 90% da fotossíntese no planeta.
2. Zooplâncton:
Organismos consumidores, isto é, heterótrofos, representados principalmente por protozoários, pequenos crustáceos e larvas de muitos invertebrados e de peixes.

CLASSIFICAÇÃO

A classificação dos protozoários baseia-se fundamentalmente nos tipos de reprodução e de organelas locomotoras. A locomoção se faz por batimento ciliar, flagelar, por emissão de pseudópodos e até por simples deslizamento de todo o corpo celular. Em alguns ciliados há, no lugar do citoplasma, filamentos contráteis, os mionemas. Os pseudópodos, embora sendo expansões variáveis do citoplasma, podem se apresentar sob diferentes formas.

Na tendência moderna, os protozoários estão incluídos no Reino Protista, subdivididos em quatro filos:

RIZÓPODES OU SACORNÍCEOS

São marinhos, de água doce ou parasitas. Têm um ou mais núcleos, vacúolos digestivos e vacúolos contráteis (apenas nos de água doce).

São amebas (“nus”); radiolários e foraminíferos (têm carapaças com formas bastante vistosas, feitas de calcário ou de sílica - importantes indicadores da existência de jazidas de petróleo).

Os Rizópodes caracterizam-se por apresentarem pseudópodes como estrutura de locomoção e captura de alimentos.

Podem ser de vida livre ou parasitas (Entamoeba histolytica).

As amebas de vida livre que vivem em água doce apresentam vacúolo contrátil ou pulsátil para osmorregulação, eliminando o excesso de água que vai entrando no seu citoplasma (hipertônico), vindo do ambiente mais diluído (hipotônico).

Em condições desfavoráveis, por exemplo sujeita à desidratação, a Entamoeba produz formas de resistência, os cistos, com quatro núcleos no seu interior (partição múltipla).

A reprodução assexuada é por bipartição simples ou cissiparidade.

Dentre as amebas é importante a Entamoeba histolytica, que parasita o intestino humano, causando a disenteria amebiana ou amebíase.

FLAGELADOS

Existem flagelados de vida livre (Euglena – possuem clorofila e realizam fotossíntese; podem, também, nutrir-se de forma heterótrofa = zooflagelados), mutualísticos (Trichonympha, no intestino de cupins – fornecem a enzima celulase) e parasitas (Trypanosoma cruzi). Nos coanoflagelados, há uma espécie de colarinho que serve para a captura de partículas alimentares; têm estrutura muito semelhante aos coanócitos, células típicas das esponjas.

Devido a isso, há teorias que sugerem uma relação filogenética entre coanoflagelados e esponjas.

CLASSIFICAÇÃO

A classificação dos protozoários baseia-se fundamentalmente nos tipos de reprodução e de organelas locomotoras. A locomoção se faz por batimento ciliar, flagelar, por emissão de pseudópodos e até por simples deslizamento de todo o corpo celular. Em alguns ciliados há, no lugar do citoplasma, filamentos contráteis, os mionemas. Os pseudópodos, embora sendo expansões variáveis do citoplasma, podem se apresentar sob diferentes formas.

Na tendência moderna, os protozoários estão incluídos no Reino Protista, subdivididos em quatro filos:

Devido a isso, há teorias que sugerem uma relação filogenética entre coanoflagelados e esponjas.

A reprodução é sexuada ou assexuada por divisão longitudinal.

Por exemplo, em Trypanosoma:

Podem ter um ou mais flagelos e em alguns há também pseudópodos. No gênero Trypanosoma há uma membrana ondulante que auxilia na locomoção.

Este filo tem muitos importantes parasitas humanos:

Leishmania braziliensis: Causa a leishmaniose tegumentar.
Trypanosoma cruzi:
Causa a doença de Chagas.
Giardia lamblia:
Causa a giardíase (intestinal).
Trichomonas vaginalis:
Causa a tricomoníase (no aparelho genital).

ESPOROZOÁRIOS

Não possuem orgânulos para locomoção.

São todos parasitas e apresentam um tipo de reprodução assexuada especial chamada de esporulação: uma célula divide seu núcleo numerosas vezes; depois, cada núcleo com um pouco de citoplasma é isolado por uma membrana, formando assim vários esporos a partir de uma célula.

Esquizogonia

No ciclo vital apresentam alternância de reprodução assexuada e sexuada.

O principal gênero é o Plasmodium, com várias espécies causadoras da malária. é importante também o Toxoplasma gondii, causador da doença toxoplasmose, de grande seriedade em mulheres grávidas até o terceiro mês.

CILIADOS

É o grupo mais altamente especializado. Apresentam cílios, cirros e membranelas. Estas duas últimas estruturas resultam da concrescência de muitos cílios. Entre eles estão os protozoários “gigantes” como os paramécios (Paramecium) muito usados em estudos; aqui estão os protozoários de organização mais complexa. A maioria é de vida livre.

Além de orgânulos especializados, possuem dois núcleos: macronúcleo (funções vegetativas) e micronúcleo (funções genéticas: hereditariedade e reprodução); apresentam extremidades anterior e posterior; na membrana, a entrada do alimento se dá pelo citóstoma e a saída de resíduos pelo citopígio (= citoprocto).

O Balantidium coli é a única espécie ciliada parasita do homem (intestino).

A reprodução sexuada por conjugação consiste no pareamento de dois paramécios, com fusão das membranas e em seguida troca de material genético dos micronúcleos. Depois os paramécios se separam e se reproduzem assexuadamente por cissiparidade

Protófitos

Classificação

Segundo a classificação do mundo vivo em cinco reinos (Whittaker – 1969), um deles, o dos Protistas, agrupa organismos eucariontes, unicelulares, autótrofos e heterótrofos.

Neste reino se colocam as algas inferiores: euglenófitas, pirrófitas (dinoflagelados) e crisófitas (diatomáceas), que são Protistas autótrofos (fotossintetizantes).

Os protozoários são protistas heterótrofos. Ficologia é o estudo das algas e as algas eucariontes são estudadas no reino Protista ou no Reino Vegetal!

Suas células possuem membrana celular, carioteca, plastos de diferentes tipos e em pequeno número, às vezes, apenas um em cada célula; possuem mitocôndrias, além de outras organelas celulares. Possuem membrana esquelética.

No reino Vegetal, estarão as algas pluricelulares (vermelhas, pardas e verdes), que mostram todas as características básicas dos vegetais. Assim como todos os vegetais, elas são eucariontes, pluricelulares e exclusivamente autótrofas.

Euglenophyta (unicelulares) ad,ab,as,t

Clorofilas a,b
Caroteno

Não há celulose

Paramilo (~ mido) e óleo

Flagelos (1,2 ou 3)

Bipartição simples. Sexuada,rara

Pyrrophyta  (dinoflagelados) (unicelulares) ad,ab,as, t

Clorofilas a;c
Caroteno
Xantofilas

Placas

Amido e Óleo

Flagelos = 2 morfologica/ desiguais

Bipartição simples. Sexuada,rara

Chrysophyta (douradas) (diatomáceas) ad,ab,as,t

Clorofilas a;c
Caroteno
Fucoxantina (parda)

Pectina + Sílica

Óleo

Ativa, por expulsão de água

Bipartição e Sexuada

ad = água doce ( ~1% sais ) ; as = água salgada ( ~3,5-4% sais ) ; ab = água salobra.

Crysophyta

As células das diatomáceas possuem parede celular rígida denominada frústula ou carapaça, composta por duas valvas que se encaixam e podem apresentar grande diversidade de formas e de ornamentação. Existem depósitos seculares dessas carapaças, denominados terra de diatomáceas ou diatomito. Essas carapaças são utilizadas na fabricação de cosméticos, filtros e produtos de polimento.

Pyrrophyta

Eucarióticas
Clorofila a e c2
Xantofilas (peridina, neoperidina, dinoxantina etc) e carotenos (principalmente beta-caroteno)
Reserva:
amido e óleo
Parede celular:
(quando presente) celulose
Presença de dois flagelos

Os dinoflagelados ocorrem principalmente no plâncton marinho. No entanto, podem existir formas de água doce.

Fazem parte da organização celular:

Parede celular
Cloroplastos
Pigmentos:
clorofila a, clorofila c2 e carotenóides
Reserva:
amido e óleo
Núcleo:
mesocariótico com cromossomos sempre condensados
Flagelos

Reproduzem-se vegetativamente através de simples divisão celular. Ocorre também reprodução sexuada através da formação de gametas (isogamia ou anisogamia). São organismos haplobiontes haplontes.

Representantes desta divisão podem causar as marés vermelhas, que correspodem a um aumento do número de indivíduos de uma dada espécie, formando manchas de coloração visível nos mares, devido a alta intensidade. Ocorrem principalmente em águas costeriras ricas em nutrientes. Podem causar morte de peixes, pelo consumo exagerado de oxigênio e produção de toxinas. Estas toxinas agem no sistema nervoso. Os moluscos geralmente não são sensíveis mas podem acumular tais toxinas, que podem atingir o homem e outros mamíferos através da ingestão destes moluscos.

Alguns gêneros de Dinophyta (=Pyrrophyta) apresentam bioluminescência. Através da oxidação da luciferina pela luciferase, ocorre a formação de um produto excitado que libera fótons.

Existem algumas evidências de que as Dinophyta sejam um grupo secundariamente fotossintetizante, resultante da simbiose com organismos fotossintetizantes.

Dentre estas evidências destacam-se: Metade das espécies não têm pigmentos; Envelope triplo do plasto; Condição binucleada em certos dinoflagelados.

Neste caso, um núcleo é eucariótico e o outro mesocariótico. O núcleo eucariótico está associado aos plastos, estando separados do resto da célula por uma membrana.

Euglenophyta

Eucarióticas
Núcleo mesocariótico
Clorofila a e b
Xantofilas (neoxantina e anteraxantina) e carotenos (principalmente beta-caroteno)
Reserva:
paramilo
Ausência de parede celular
Presença de película protéica organizada espiraladamente ao redor do citoplasma
Presença de mancha ocelar (=estigma)
Presença de um ou dois flagelos por célula.

São descritas cerca de 800 espécies que ocorrem em ambiente marinho ou de água doce. Além de formas clorofiladas, existem formas incolores e saprófitas. As euglenofíceas clorofiladas são comumente encontradas em ambientes ricos em matéria orgânica, podendo assimilar estas substâncias. O gênero mais estudado é Euglena.

A grande maioria é unicelular, existindo apenas um gênero colonial. Geralmente apresenta um flagelo anterior e mancha ocelar na porção anterior do citoplasma.

Fazem parte da estrutura celular:

Parede celular
Cloroplasto
Pigmentos:
clorofila a, clorofila b e carotenóides
Pirenóide
Reserva:
paramilo
Núcleo:
cromossomos sempre condensados
Flagelo.

Conhece-se apenas reprodução vegetativa, através de divisão longitudinal da célula. Quando as condições ambientais tornam-se desfavoráveis, o indivíduo, que é constituído por apenas uma célula, transforma-se em cisto, que permanece dormente até que as condições tornem-se favoráveis.

O cloroplasto de Euglenophyta é considerado como tendo uma origem endo-simbiótica com algas verdes. Esta suposição está baseada na semelhança entre os cloroplastos destes dois grupos. O principal suporte para esta afirmação poderia ser a existência de formas sem cloroplasto e presença de um envelope triplo nos plastos nas formas clorofiladas.

Fonte: www.biomania.com.br

Reino Protista

O termo protista deriva do grego e significa “ primeiros de todos” , dando a idéia de que eles teriam sido os primeiros eucariontes a surgir no curso da evolução.

Reino constituído por organismos unicelulares eucariontes, representados pelos protozoários (amebas e paramécios) e certas algas unicelulares (euglenofíceas, pirrofíceas e crisofíceas).

Os organismos incluídos neste reino são todos eucariontes, podendo ser unicelulares, coloniais ou multicelulares, embora estes últimos sejam pouco diferenciados.

A grande maioria dos protistas é de vida livre, mas existem relações de simbiose, mutualismo e mesmo parasitismo.

Os protistas habitam quase todo local onde exista água, sendo importantes componentes do plâncton, uma comunidade de organismos que nadam ou vagueiam passivamente junto á superfície dos lagos e oceanos. Existem igualmente em meio terrestre, desde que haja umidade suficiente, ou o interior de seres vivos.

Reino protista

Protozoário
Algas

DIVISÃO DO REINO PROTISTA

Algas protistas (Autótrofos)

Euglenophyta
Pyrrophyta
Chrysophyta
Phaeophyta
Rhodophyta
Chlorophyta

Protozoários (Heterótrofos)

Sarcodina
Mastigophora
Ciliophora
Sporozoa

Características dos protozoários

Antigamente eram classificados como animais por apresentarem nutrição heterótrofa.
A forma mais comum de reprodução é a bipartição ou cissiparidade.
As doenças causadas por protozoários são chamadas de protozooses.
Os grupos de protozoários são classificados pelo seu modo de locomoção

Respiração

Maioria das espécies são aeróbias

Nutrição

Existem formas autótrofas e heterótrofas

Reprodução

Apresentam reprodução sexuada mas podem reproduzir-se assexuadamente por gemiparidade ou por cissiparidade. Algumas formas formam esporos resistentes.

Locomoção

Os protozoários podem ser fixos ou se deslocar através de cílios, flagelos ou pseudópodes (falsos pés).

Classificação

De acordo com o tipo e a presença ou não dessas organelas locomotoras, os protozoários classificam-se em:

Rizópodes ou sarcodíneos - locomovem-se através de pseudópodes
Flagelados ou mastigóforos
- locomovem-se através de flagelos
Ciliados -
locomovem-se através de cílios
Esporozoários -
desprovidos de organelas locomotoras, se locomovem através do líquido que se encontram.

Sarcodíneos ou Rizópodos

Locomoção por pseudópodos.
Vida livre (aquáticos) ou parasitas.
Reprodução assexuada por divisão binária.
Nome genérico:
Amebas
Exemplo:
Amoeba proteus (vida livre) e Entamoeba histolytica (parasita).

Flagelados ou mastigóforos

Locomoção por flagelos.
Mutualísticos ou parasitas.
Reprodução assexuada por divisão binária.
Exemplos:
Trichonymphas sp. (mutualístico), Trypanosoma cruzi (parasita), Giardia lambia (parasita), Leishmania brasiliensis (parasita)

Ciliados

Vida livre, mutualísticos ou parasitas.
Reprodução assexuada por divisão binária e sexuada por conjugação.
Locomoção por cilios.
Exemplos:
Paramaecium spp (vida livre), Balantidium coli (parasita).
São os protistas mais complexos.

Esporozoários

No grupo dos esporozoários encontram-se os protistas que não têm qualquer tipo de sistema de locomoção.
Todos eles são parasitas obrigatórios.
Os mais comuns são do gênero Plasmodium, que causam a Malária, e do gênero Toxoplasma, que causam a toxoplasmose.

Fonte: www.renascenca.br

Reino Protista

Os protistas constituem um grupo com uma enorme diversidade de organismos: desde os unicelulares às algas pardas que chegam a atingir dezenas de metros de altura.

O Reino Protoctista (do grego protos, primeiro; ktistos, estabelecer) foi proposto em substituição ao Reino Protista, que originalmente continha apenas organismos exclusivamente eucariontes e unicelulares, como uma alternativa didática para receber uma grande quantidade de táxons eucariontes unicelulares e multicelulares que não se encaixavam na definição de animais, plantas ou fungos. É, portanto, um Reino artificial, isto é merofilético, ou seja seus integrantes não possuem um só ancestral comum; os protoctistas apenas representam os grupos de eucariontes que restam após a retirada dos fungos, plantas e animais.

O que sabemos é que o reino Protista ou Protoctista, compreende cerca de 200.000 espécies, extintas e recentes, de organismos eucariontes, predominantemente microscópicos, com organização unicelular, sincicial, pluricelular e sem tecidos. Inclui, portanto, protozoários (com cerca de 65.000 espécies descritas, das quais a metade é fóssil e 8.000 são parasitas), algas e fungos inferiores (fungos mucilaginosos, Myxomicota).

O Reino Protista

O reino Protista foi proposto pela primeira vez pelo biólogo alemão Ernst Heinrich Haeckel, devido a dificuldade de separar os organismos unicelulares entre animais e vegetais.

Lembre, o Reino Protista foi originalmente formado por organismos unicelulares eucariontes, isto é, seres cujas células já apresentam organóides especializados e núcleo individualizado.

Esse reino era composto pela reunião de dois grandes grupos de organismo: os protozoários, que vieram da antiga classificação do reino animal e as algas unicelulares que vieram da antiga classificação do reino vegetal.

Os limites do Reino Protista ou Protoctista

Hoje, o reino Protista inclui os organismos eucariontes unicelulares, como a maioria das algas e os protozoários, e seus descendentes mais imediatos, como são as algas pluricelulares, que se inclui neste grupo por sua estrutura simples e as claras relações com as formas unicelulares. Mas os protistas estão representados por muitas linhas evolutivas cujos limites são difíceis de definir. A maioria destes organismos é unicelular e microscópica, também existem os que formam colônias, como os foraminíferos. Esta organização, mais complexa, está mais próxima dos organismos pluricelulares superiores e indica que estes evoluíram a partir de ancestrais protistas .

O Reino Protista pode ser considerado um reino intermediário, agrupando desde os organismos unicelulares eucariontes e as colônias simples, até algumas algas superiores e grupos de transição (de classificação duvidosa). Estes últimos são pluricelulares, mas carecem de organização complexa em tecidos, típica das plantas, animais e fungos superiores.

Ainda assim, dentro dos grupos de transição existem formas que compartilham as mesmas características que as plantas, como as algas pardas, verdes e vermelhas; outras que estão mais próximas dos animais, como os mesozoários, placozoários e esponjas, e as que são semelhantes aos fungos, como os mofos plasmodiais.

Os limites do reino Protista não estão estabelecidos de forma definitiva. Os grupos de protistas se diferenciam entre si na forma de alimentar-se. Alguns se assemelham às plantas porque são capazes de realizar a fotossíntese; outros ingerem o alimento como os animais e outros absorvem nutrientes, como os fungos.

Esta diversidade tão ampla torna difícil a descrição de um protista típico. Talvez o membro mais representativo do reino seja um flagelado, a Euglena, organismo unicelular com um ou mais flagelos complexos (para distingui-los dos flagelos simples das bactérias) e em algumas ocasiões com um ou mais cloroplastos.

Os Protoctista apresentam variações nos ciclos de vida assim como na organização e nos padrões de divisão celular. Estudos recentes em microscopia eletrônica e biologia molecular (DNA) têm mostrado que os Protoctista são tão diferentes entre si que provavelmente serão classificados futuramente em vários Reinos.

Alguns se assemelham às plantas por realizarem fotossíntese, outros aos fungos por serem decompositores e outros ainda aos animais por serem consumidores heterótrofos.

Os organismos colocados neste Reino são basicamente aquáticos - marinhos, estuarinos , límnicos, mas também vivem em solos onde há umidade e em associações com muitos outros seres, inclusive com outros táxons de Protoctista. Grupos inteiros são exclusivamente parasitas.

Todas as algas - verdes, marrons e vermelhas - são provisoriamente consideradas Protoctista.

Os grupos de algas verdes dentre as quais destacamos a alface-do-mar, Ulva, comum em praias rochosas do litoral brasileiro, são filogeneticamente relacionados com as plantas terrestres.

Entre os organismos que apresentam afinidades com os fungos, destacamos certas colônias marinhas transparentes de Labyrinthula, que vivem sobre algas macroscópicas. Em muitos livros de Zoologia são classificados como um filo de protozoários.

São mais complexos que os moneras uma vez que apresentam núcleo individualizado por cariomembrana e organelas altamente especializadas. Podem viver nos mais diversos ambientes, como água doce, água salgada, terra úmida e associados com outros organismos como parasitas.

Podemos considerar três grupos principais de protistas:

Os protistas semelhantes a plantas ou algas.
Os protistas semelhantes a animais ou protozoários.
Os fungos (mofos) mucilaginosos.

Os protistas semelhantes a plantas

Os semelhantes a plantas incluem as diatomáceas (divisão Chrysophyta), os dinoflagelados (divisão Pyrrophyta), os euglenófitos (divisão Euglenophyta), as algas verdes (divisão Chlorophyta), as algas vermelhas (Rhodophyta) e as algas pardas (divisão Phaeophyta).

Euglenófitas

Protistas com dois tipos de nutrição. Há uma série de semelhanças entre os euglenófilos e os flagelados, como a película envolvente, sem celulose, e que permite alterações de forma e movimentos amebóides, a presença de flagelos e de um vacúolo contrátil, além do tipo de divisão binária longitudinal.

Por outro lado, a presença de cloroplastos afasta os euglenófitos dos protozoários, aproximando-se das algas. Os euglenófilos são organismos quase sempre unicelulares, a maioria de água doce. O gênero mais comum é a Euglena. Havendo luz e nutrientes inorgânicos, o processo de nutrição utilizado por esses organismos é a fotossíntese. Eles possuem uma organela fotossensível, o estigma, que orienta o organismo em direção à luz (fototactismo). Na ausência de condições para a fotossíntese, ocorre nutrição heterotrófica. Se o meio não tem alimento, passam a fazer fotossíntese, mas se ocorre o contrário assumem um perfil heterotrófico. As euglenófitas representam um pequeno grupo de algas unicelulares que habitam, em sua maioria, a água doce. Contém clorofila a e b e armazenam carboidratos sob forma de uma sustância amilácea não usual, o paramido. As células não apresentam parede celular mas uma série de franjas protéicas flexíveis. Não é conhecido o ciclo sexual.

As Pirrófitas são biflagelados unicelulares, muitos marinhos. Esta divisão inclui os dinoflagelados. Possuem paredes nuas ou com celulose.

Algumas poucas formas são heterotróficas, mas apresentam também uma parede espessa de celulose, o que nos permite enquadrá-las nessa divisão. Possuem dois sulcos em forma de cinta, cada qual apresentando um flagelo. O batimento desses flagelos provoca no organismo um movimento de pião. Vem desse fato o nome do grupo, pois dinoflagelado significa "flagelado que roda". São geralmente, amarelo-pardos ou amarelo-esverdeados. O aumento excessivo da população de alguns dinoflagelados provoca desequilíbrio ecológico conhecido como maré-vermelha, pois a água, nos locais em que há excesso desses dinoflagelados, adquire comumente coloração vermelha ou marrom, e secretando substâncias, como o ácido domóico, inibem a outras espécies (amensalismo). Alguns dinoflagelados têm também característica de serem bioluminescentes (Noctiluca), isto é, conseguem transformar energia química em luz, sendo responsáveis pela luminosidade observada nas ondas do mar ou na areia da praia, à noite. Segundo alguns autores, o nome do grupo teria origem nesse fato (piro = fogo).

Algas douradas ou Crisófitas

Os mais citados representantes desta divisão são as diatomáceas, algas microscópicas que constituem os principais componentes do fitoplâncton marinho e de água doce. Além de servirem de alimento para outros animais aquáticos, elas produzem a maior parte do oxigênio do planeta, através de fotossíntese. Além da clorofila, possuem caroteno e outros pigmentos que lhes conferem a cor dourada característica (criso = dourado). A carapaça, geralmente impregnada de sílica, forma uma estrutura rígida típica, com duas metades que se encaixam uma na outra.

As diatomáceas, pertencentes à classe Bacillariophyceae, possuem cerca de 250 gêneros e 100 mil espécies, ocorrendo em ambientes marinhos e de água doce.

Todas as espécies são unicelulares ou coloniais. Sua cor varia de marrom-amarelada e escura a verde-amarelada devido aos pigmentos fucoxantina (marrom), beta-caroteno e xantofilas, presentes nos cloroplastos. A parede celular, denominada de frústula, é constituída por sílica e substâncias pécticas. Após a morte das diatomáceas, as frústulas, extremamente resistentes devido à presença de sílica, são depositadas no fundo de lagos ou mares. Esses depósitos fósseis que ocorreram no período Terciário são denominados de diatomitos ou terra de diatomáceas. Podem atingir grandes proporções, como o de Lampoc, na Califórnia (Estados Unidos), de origem marinha, com quilômetros de extensão e cerca de 900 m de espessura. Na Califórnia, são extraídas anualmente mais de 270 mil toneladas de terra de diatomáceas para uso industrial. No Nordeste do Brasil, também existem alguns diatomitos. A aplicação industrial é muito grande, podendo ser utilizada como abrasivo para polimento de prata, como material filtrante e isolante térmico em caldeiras (refinarias de açúcar), vernizes, pastas de dente, batons etc.

Divisão Chlorophyta

As clorofíceas (do gr. khloros, "verde"; phycon, "alga") ou clorófitas (do gr. phyton, "vegetal"), são as algas mais comuns, ocorrendo vastamente em água doce e do mar, mas também em ambientes terrestres úmidos, sobre troncos de árvores e associadas a fungos, formando uma estrutura mutualística denominada líquen.

Podem ser unicelulares ou pluricelulares, coloniais ou de vida livre. Possuem clorofilas a e b, carotenos e xantofilas. São verdes justamente pelo fato de a clorofila predominar em relação aos demais pigmentos. Apresentam o amido como reserva e sua parede celular é de celulose; são consideradas as ancestrais das plantas terrestres. A organização da célula é eucariótica. Alguns gêneros apresentam deposição de carbonato de cálcio na parede. Algas verdes calcificadas são importantes como a maior contribuição para o sedimento marinho.

A reprodução pode ser tanto assexuada como sexuada. Como formas de reprodução assexuada, encontramos a bipartição nos unicelulares, produção de zoósporos (esporos flagelados) ou simples fragmentação (hormogonia). Sexuadamente pode produzir gametas masculinos e femininos de mesma forma e tamanho (isogamia), gametas femininos maiores (anisogamia ou heterogamia) ou gametas femininos grandes e imóveis e gametas masculinos pequenos e móveis (oogamia).

Há ainda uma reprodução sexuada mais simples, a conjugação. É o grupo predominante do plâncton de água doce correspondendo a 90% do fitoplâncton.

Apresenta uma ampla distribuição pelo planeta. Algumas algas verdes podem viver em áreas congeladas como a Clamydomonas, ou sob troncos de árvores ou barrancos úmidos. Certas espécies vivem em simbiose com protozoários, hidras, fungos e mamíferos (nos pêlos de bicho-preguiça), além de formas saprófitas sem pigmentos. As colônias são chamadas de cenóbios.

O talo de uma alga, como em espécies de Caulerpa, pode ser considerado uma "célula" gigante onde as estruturas estão compartimentadas em vesículas de proporções avantajadas e com um número variável de núcleos.

A importância econômica das algas verdes resulta da utilização como alimento, no caso de espécies marinhas, e na extração de beta-caroteno. O gênero Dunaliella cultivada em lagos altamente salinos acumula mais de 5% desse importante anti-oxidante natural. A sua grande importância ecológica está ligada a grande produção primária, especialmente no ambiente límnico.

Rhodophyta

A esta divisão pertencem as chamadas algas vermelhas (do grego rhodon = vermelho), como a coralina. Derivam, provavelmente, das algas verdes, pelo histórico fóssil encontrado. Estas algas são quase todas multicelulares e marinhas, principalmente em mares tropicais de águas transparentes, vivendo geralmente fixas a rochas ou a outras algas. Geralmente apresentam uma morfologia filamentosa, embora existam algumas unicelulares. A sua vida fixa é fundamental pois necessitam do movimento das marés para realizar as trocas gasosas eficientemente. Além da clorofila a e d, têm os pigmentos acessórios ficocianina (azul), ficoeritrina (vermelho) e carotenóides (amarelos e laranja). A presença do pigmento vermelho permite-lhes absorver a luz azul, podendo, assim, sobreviver a profundidades muito superiores às das outras algas. Já foram encontradas algas desta divisão a mais de 200 metros de profundidade, desde que a água seja límpida o suficiente para permitir a passagem de luz.

Estas algas, como outros grupos semelhantes, têm a capacidade de fazer variar a quantidade relativa de cada tipo de pigmento fotossintético, dependendo das condições de luz em que se encontram (podem ser verde brilhantes quando vivem perto da superfície e vermelhas escuras quando vivem em profundidade). A parede celular é mucilaginosa, tendo como base o glicídio galactose e a substância de reserva é o amido florídeo, um polissacárido semelhante ao glicogénio mas composto por cadeias pequenas e ramificadas com cerca de 15 unidades de glicose. O agar-agar, espécie de gelatina usada como meio de cultura microbiana, industrias alimentares de chocolate, pudins, sorvetes, entre outras utilizações, é retirado de algas vermelhas. É formado por substâncias mucilaginosas polissacarídicas, com galactose associada a um grupo sulfato. Ao contrário de outros protistas, estas algas não produzem células móveis em nenhuma etapa da sua vida. Mesmo os gametas masculinos não apresentam flagelos, tendo parede fina, deslocando-se com movimentos amebóides. Os gametas femininos são totalmente imóveis. Algumas espécies de algas vermelhas reforçam a formação de recifes de coral, pois têm o metabolismo necessário à deposição de carbonato de cálcio tanto na própria parede celular, como em volta dela.

Phaeophyta

As algas castanhas e pardas são todas pluricelulares, não existindo organismos unicelulares. Praticamente são todas marinhas, pertencem a este grupo as maiores algas conhecidas, como as laminárias ou o kelp. O sargasso também é uma alga castanha, apesar da formar massas flutuantes, ao contrário da grande maioria, que vive fixa em rochas do litoral.

Estas algas apresentam cloroplastos castanho dourados, contendo clorofila a e c, beta - caroteno e um pigmento acessório – fucoxantina, que mascara a cor verde da clorofila. Este pigmento capta luz em comprimentos de onda em que a clorofila é menos eficiente, tirando partido da luz que consegue atravessar a água, estando a alga submersa na maré cheia. A taxa fotossintética nestas algas pode ser, no entanto, de uma a 7 vezes superior fora da água, o que revela o grau de adaptação á vida intertidal. A parede celular das algas castanhas apresenta geralmente uma fina camada de celulose rodeada por uma espessa camada de um polissacarídeo mucilaginoso, ficocolóide, contendo enxofre, que impede a desidratação, pois consegue absorver cerca de 20 vezes o seu peso em água. Este polissacarídeo também protege dos choques provocados pelas ondas contra as rochas em que se encontram fixas. Este tipo de parede celular representa uma importante adaptação ao fato destes organismos ficarem descobertos pela descida da maré duas vezes ao dia. Algumas algas pardas, como a laminária ou o kelp, apresentam células transportadoras de nutrientes (principalmente manitol e aminoácidos) muito semelhantes às células do floema das plantas superiores, o que permite o fornecimento de alimento às zonas basais da alga, pobremente iluminadas.

Protistas semelhantes a animais

São chamados protozoários, que incluem a flagelados (filo Zoomastigina), amebóides (filo Sarcodina), ciliados e suctórios (filo Ciliophora) e os parasitas produtores de esporos (filo Sporozoa).

Rizópodes ou Sarcodíneos

Possuem pseudópodos, que são expansões citoplasmáticas causadas por proteínas contráteis, que servem para a locomoção e captura de alimento. Por isso, a forma das células passa por modificações constantes, embora haja grupos com carapaças resistentes, que funcionam como um esqueleto ou concha, dando proteção e sustentação à célula. Nas amebas, exemplo clássico do grupo, a parte externa do citoplasma é mais clara, sem organóides. Mas internamente, o citoplasma é mais fluido, com granulações e organóides.

A maioria é de é de vista livre podendo ser marinhas ou dulcícolas, poucos tem vida associada como parasitas, mutualismo ou comensais. Todos os tipos de amebas pertencem a esta classe, sendo a Entamoeba hystolitica o exemplo de maior interesse, por ser a única parasita do homem. As amebas dulcícolas são hipertônicas necessitando para equilibrar-se com o meio, pela ocorrência de osmose, e para eliminar o excesso de água, apresentar o vacúolo contrátil ou pulsátil.

As amebas marinhas não apresentam esse tipo de problema, pois a concentração do meio é semelhante a concentração do fluido citoplasmático. Quando as condições do meio se tornam desfavoráveis, alguns protozoários podem adotar a forma de cisto. Na formação de cisto, o animal diminui de volume e secreta uma casca resistente, de natureza glicídica, protéica ou glicoprotéica.

Quando as condições voltam a ser favoráveis, o animal se desencista e passa para a forma ativa, sob o qual se locomove, se alimenta, etc. Assim é transmitida a Entamoeba, sob forma de cistos que contaminam a água ou a superfície de alimentos que entraram em contato com resíduos fecais de pessoas doentes.

Mastigóforos ou Flagelados

Portadores de flagelos, com os quais realizam movimentos muito ativos empregados na captura de alimentos e locomoção. Os flagelos são filamentos que aparecem em número variável, geralmente de um a quatro, embora alguns parasitas apresentem um número maior.

Os mastigóforos são considerados os protozoários mais primitivos e é provável que tenham surgido de algas unicelulares que perderam os cloroplastos. Um exemplo importante deste caso são os protozoários, secretores de celulase, que vivem no intestino dos cupins e fazem a digestão da celulose ingerida pelo inseto.

Essa associação é tão forte que inseto e protozoário não sobrevivem isoladamente (mutualismo).

Podem ser encontrados isolados e formando colônias, em água doce, água salgada e na terra. Destacam-se como flagelados que parasitam o homem os gêneros Trichomonas, Giardia, Leishmania e Trypanossoma. O Trypanosoma cruzi é o agente da Doença de Chagas, transmitido com as fezes do Triatoma ("Barbeiro") depositadas ao lado da picada e que penetra por um poro dilatado como consequência do ato de coçar.

Cilióforos ou Ciliados

Neste filo, encontramos os protistas de estrutura mais complexa, com organelas bastantes especializadas, semelhantes aos órgãos dos seres pluricelulares. Quase todos têm vida livre; uma minoria é parasita. Sua principal característica é a presença de cílios para locomoção e captura de alimento. Também destaca-se o dimorfismo nuclear, com um macronúcleo que coordena as funções de nutrição e um ou mais micronúcleos que coordenam as funções de reprodução. Os cílios são filamentos de estrutura idêntica a dos flagelos; apenas são menores e mais numerosos, podendo estar espalhados por todo o organismo ou agrupados em placas ou soldados em tufos. As bases dos cílios, onde está o centríolo que lhes deu origem, estão ligadas por filamentos protéicos (fibrilas) que podem ter a função de coordenar os movimentos rítmicos dos cílios.

A forma desses organismos é mantida pela película, a camada mais externa e densa de citoplasma, onde se prendem os cílios e outras organelas. A maioria dos ciliados tem vida livre. Entre as pouquíssimas espécies parasitas destacam-se o Balantidium coli que parasita o intestino do porco e eventualmente pode infectar o homem. O Paramecium caudatum (paramécio) é um dos exemplo mais comum de protozoários, sendo de vida livre, muito comum em lagoas, tanques e poças de água doce. Por ser hipertônico, apresenta vacúolos pulsáteis para que ocorra a regulação osmótica da célula. Nele ocorre uma forma peculiar de alimentação que é por ingestão através de uma depressão na superfície denominada sulco oral; com o movimento realizado intensamente pelos cílios o alimento desloca-se do sulco para o citóstoma (boca da célula) e daí penetra na citofaringe, no interior do endoplasma.

Nesta região forma-se o vacúolo digestivo e após a digestão e absorção dos nutrientes, os resíduos são eliminados para o ambiente através de um poro denominado citopígio ou citoprocto. Terminada a digestão, os resíduos se unem no vacúolo residual e funde-se a membrana plasmática e elimina seu conteúdo para fora da célula; esse processo é chamado de clasmocitose ou defecação celular.

Esporozoários

Além de não possuírem organóides de locomoção, os representantes deste filo são todos parasitas intracelulares. Sua nutrição se dá por absorção de moléculas orgânicas simples retiradas da célula parasitada. A reprodução é assexuada, por divisão múltipla ou esporulação. Entretanto, em muitos deles, encontramos uma alternância dessa reprodução com a reprodução sexuada, como ocorre, por exemplo, no ciclo do Plasmodium. Dependendo da espécie, estes protozoários habitam diferentes locais do corpo do hospedeiro, seja interior de células, sangue ou cavidades de diversos órgãos. O exemplo mais conhecido é o Plasmodium, causador da malária, que parasita o homem a partir da picada das fêmeas do mosquito do gênero Anopheles, infectadas.

O ciclo reprodutivo do Plasmodium corresponde a duas fases

Assexuada: quando o inseto pica o homem os esporozoitos infestantes alcançam a corrente sangüínea e vão para órgãos como fígado e baço onde ficam incubados por vários dias. Depois do período de incubação os esporos retornam a corrente sangüínea, penetram nas hemácias onde se reproduzem assexuadamente por divisão múltipla ou esquizogonia, inicialmente aumentando o seu número de núcleos e depois dividindo o citoplasma em tantos novos indivíduos quantos eram os núcleos. As hemácias se rompem liberando novos plasmódios que buscam novas hemácias, recomeçando o ciclo.
Sexuada:
depois de várias gerações, certos plasmócitos se transformem em formas sexuada, os gametócitos. Estas formas são adquiridas pela mosquita Anopheles quando pica o indivíduo contaminado . No interior do tubo digestivo do inseto os gametócitos completam seu desenvolvimento e se transformam em gametas, daí originam zigotos e estes formam os esporozoitos infestantes que serão encontrados nas glândulas salivares da Anopheles.

Protistas que são similares aos fungos

Os mofos mucilaginosos (Divisão Myxomicota) são organismos formados pela agregação de células amebóides, sem parede celular, capazes de movimentos ("de lesma"), com aspecto de mucilagem ou aspecto quase gelatinoso, heterotróficos, que se nutrem fagocitando matéria orgânica e microorganismos, reproduzindo-se mediante a formação de esporos. Esta divisão inclui seres unicelulares, coloniais e multicelulares, dependendo da etapa do seu ciclo de vida que se estude, dos quais existem cerca de 500 espécies. Os mixomicetos parecem não apresentar parentesco com nenhum outro grupo atual de seres vivos. O seu habitat preferido é úmido, geralmente em material orgânico em decomposição, tomando nessa altura a forma de um protoplasma fino e deslizante, que se desloca por movimentos amebóides. O plasmódio é multinucleado originado de células uninucleadas, onde ocorreu divisão dos núcleos sem ter ocorrido divisão do citoplasma. Quando cresce, todos os núcleos se dividem simultaneamente. Se não existir água suficiente no meio, o plasmódio pode formar uma espécie de quisto, designado esclerócio, que lhe permitirá sobreviver a condições muito agrestes, tal como desertos, onde estes seres são abundantes. Os mofos plasmodiais são um filo discutido e aqui são considerados pertencentes ao reino Protista, com características comuns a fungos e protozoários.

Temos três classes dentro do filo:

Classe Dictyosteliomycetes

São formadores de pseudoplasmódios. São muito comuns no esterco e são, na realidade, verdadeiras “amebas” que devoram bactérias.

Uma única ordem, Dictyosteliales, com duas famílias: Acytosteliaceae e Dictyosteliaceae.

Classe Myxomycetes

Os genuínos mofos plasmodiais, conhecidos carinhosamente pelos micologistas como “mixos”; caracterizam-se por apresentar como talo (corpo vegetativo) a um plasmódio (massa multinucleada, desnuda, amebóide e fagocítica). Alguns são comestíveis.

Segundo Alexopoulos et al. (1997), Enteridium lycoperdon é comido frito, em Veracruz, México, onde recebe o nome de caca de luna.

Classe Protosteliomycetes

Similar à anterior, ainda que não se formem verdadeiros plasmódios. São muito comuns no esterco, solo e restos vegetais, onde se alimentam de microorganismos.

Fonte: www.marcobueno.net

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