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Semente

 

Constituição das Sementes

Uma semente é constituída pelo tegumento que a envolve, pelo embrião(futura planta) e pelas reservas.

Na maioria das monocotiledóneas - plantas cujas sementes têm um só cotilédone - as reservas encontram-se fora do cotilédone - sementes com albúmen - , enquanto na maioria das dicotiledoneas - plantas cujas sementes têm dois cotilédones - as reservas estão armazenadas nos cotilédones - sementes sem albúmen.

Sementes Dicotiledóneas

Exemplo: o feijão

Exteriormente, destacam-se: um tegumento bastante espesso, que reveste a semente; o hilo, pequena cicatriz oval deixada pelo pedúnculo, que ligava a semente ao pericarpo(parte que envolve as sementes); o micrópilo - minúsculo orifício situado junto ao hilo, por onde sai a raiz, no decurso da germinação.

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Figura 1 - Feijão

Internamente, observam-se: dois volumosos cotilédones, que armazenam as reservas da semente e os esboços dos futuros órgãos da planta - a radícula(vai corresponder à raiz), o caulículo(vai corresponder ao caule) e a gémula(vai corresponder às folhas).

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Figura 2 - Feijão

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Figura 3 - Esquema do Feijão(exterior)

Sementes Monocotiledóneas

Exemplo: o milho

Destacam-se: a parede, constituída pelo pericarpo e pelo tegumento; o albúmen, de cor amarela(milho), mas esbranquiçada no contacto com o embrião; o embrião formado por um cotilédone, que possui duas expansões, as quais revestem a radícula e a gémula.

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Figura 4 - Milho

Germinação

Em condições favoráveis, a semente germina, ou seja, o embrião deixa o estado de vida latente e desenvolve-se, originando uma plântula, susceptível de levar uma vida independente.

Os fenómenos morfológicos, que marcam o decurso da germinação de uma semente dicotilédone, podem resumir-se do seguinte modo:

A semente absorve a água do meio, aumenta de volume e, consequentemente, o tegumento rompe
A radícula irrompe pelo micrópilo e a raiz alonga-se, na direcção do solo
O caulículo cresce, em sentido oposto ao da raiz e eleva, acima do solo, os cotilédones - germinação epígea (fig.6)
A gémula desenvolve-se, originando o caule folhoso.

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Figura 6 - Germinação epígea

À medida que a plântula cresce, os cotilédones vão diminuindo de volume e adquirem uma cor esverdeada. Finalmente, desprendem-se do caule.

No milho, o grão absorve água e intumesce. A radícula irrompe, através da parede do fruto, originando a raiz principal, que aborta, originando-se raízes advêntricas, nascidas da base do caulículo. A gémula desenvolve-se na vertical, sendo posteriormente visíveis as primeiras folhas. O cotilédone permanece abaixo do nível do solo - germinação hipógea(fig.7).

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Figura 7 - Germinação hipógea

As alterações fisiológicas são marcadas por uma intensa actividade de dois processos opostos: degradação ou digestão das reservas, que são transformadas em substâncias solúveis, difusíveis e "mobilizáveis", e processos de síntese, que conduzem à formação de tecidos constituintes da plântula. Assim, no decurso da germinação, enquanto o peso das reservas vai diminuindo, aumenta o peso dos órgãos derivados do embrião.

O embrião, para se desenvolver, depende totalmente das substâncias de reserva da semente. Estas podem ser glícidos (exemplo: amido), prótidos e lípidos, variando o tipo das mesmas e as suas proporções consoante a espécie.

Assim no grão do milho, a principal reserva é o amido; na semente do feijoeiro encontram-se 25 a 40% de proteína, sendo a restante percentagem formada por glícidos, especialmente amido.

A utilização de reservas pressupõe a digestão das mesmas, que é possível graças a enzimas que se encontram inactivas na semente em repouso, mas que retomam a sua actividade com a hidratação da mesma.

Fatores Condicionantes da Germinação

São muitos os factores que intervêm na germinação, uns intrínsecos à semente - factores internos - outros dependentes do ambiente - factores externos.

De entre os primeiros, podem destacar-se:

A maturação da semente(morfológica e fisiológica)
A conservação dos tegumentos
A inalteração das reservas

De entre os fatores externos, salientam-se:

A água
A temperatura
O ar

Podem ainda ter um papel relevante na germinação: a luz e a presença de determinadas espécies vegetais.

Para este trabalho apenas será útil o aprofundamento dos casos da água e da luz.

Água

A germinação implica a absorção de água pela semente, que desempenha as seguintes funções:

Provoca a ruptura do tegumento, em consequência do aumento de volume das reservas
Atua nas reações enzimáticas, que permitem a mobilização das reservas
Transporta as substâncias nutritivas, que alimentam o embrião em desenvolvimento

Luz

Para a maior parte das semente, a luz não constitui factor decisivo para a germinação. Contudo, existem sementes que só germinam em presença da luz e há outras em que a luz inibe a germinação.

A presença de determinados vegetais pode condicionar a germinação e o desenvolvimento de determinadas espécies. Assim:

As sementes de trigo impedem a germinação de sementes de certas ervas daninhas quando se encontram no mesmo ambiente
73% das sementes de papoila germinam se estiverem em presença de sementes de linho e 22% quando na presença de sementes de trigo
As sementes de orquídeas só germinam em presença de substâncias químicas segregadas por certos fungos.

Fonte: campus.fortunecity.com

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Formação da Semente

Angiospermae

A maioria das espécies nativas e algumas introduzidas, como as do gênero Eucalyptus, são Angiospermas, apresentando a semente protegida pelo fruto. A sua flor é dita completa com cálice, corola (conjunto de pétalas), androceu (conjunto de órgãos reprodutivos masculinos) e gineceu (órgão reprodutivo feminino).

Os órgãos reprodutores feminino e masculino podem ocorrer simultaneamente na mesma flor, como é o caso dos Eucalyptus, sendo então denominadas flores hermafroditas, em flores separadas na mesma árvore (espécies monóicas) ou em flores e árvores separadas (espécies dióicas).

1.1 Gineceu

O órgão reprodutivo feminino é formado pelo estigma, estilete e ovário. É neste último que se forma a semente.

O ovário das Angiospermas prende-se à flor através do funículo, que após a maturação da semente se desprende e dá origem ao “hilo”, região bastante visível nas sementes de leguminosas. No interior do ovário, protegido pelo tecido denominado nucela, encontra-se o óvulo.

O gemetófito ou óvulo, é constituído por 6 células: as 3 antípodas, as 2 sinérgidas, a cosfera, e por 2 núcleos polares. As sinérgidas e as antípodas se degeneram rapidamente, não tendo ainda suas funções totalmente conhecidas.

1.2 Androceu

No aparelho reprodutor masculino encontra-se os órgãos de pólen, protegidos nos sacos polínicos. A antera e o filete são as partes do androceu visíveis na flor. É na antera que se localizam os sacos polínicos, que se abrem na época adequada, para a dispersão do grão de pólen.

O gametófito masculino (pólen) possui uma camada externa denominada Exima que permite, devido à suas características próprias, a identificação da espécie.

A exima pode apresentar expansões alares, bolsas de ar, que facilitam a sua dispersão pelo vento (anemófila). Também é comum a presença de pêlos, substâncias mucilaginosas que aderem à superfície do agente polinizador, em especial, nos insetos, que são os dispersores mais freqüentes nas florestas tropicais (dispersão entomófila).

O grão de pólen é formado por duas células, uma vegetativa e outra reprodutiva, com funções específicas na fertilização.

1.3 Fertilização

Após a dispersão do grão de pólen ocorre a polinização, ou seja, a chegada do pólen ao órgão reprodutor feminino.
Aderindo à superfície do estigma, este inicia a emissão do tubo polínico através do estilete, passando pela micróspila até atingir o óvulo. Tendo já se verificado um processo de divisão celular, onde a célula reprodutiva se divide em duas com igual número de cromossomas (n), uma das células une-se aos dois núcleos polares, iniciando-se a multiplicação celular, que dará origem ao endosperma ou albume, triplóide com 3n cromossomas, sendo um da célula reprodutiva e um de cada um dos núcleos polares.

A outra célula reprodutiva une-se à cosfera, dando origem ao ovo, que será o futuro embrião da semente.

A dupla fertilização é uma característica típica das Angiospermae.

1.4 Estrutura da semente

A. ENDOSPERMA

Completada a fertilização, ocorre uma rápida multiplicação dos tecidos até o total desenvolvimento da semente.

O endosperma ou albume é um tecido de reserva que tem como função nutrir o embrião durante o seu crescimento. Muitas espécies florestais não possuem mais endosperma quando a semente amadurece, como os eucalyptus, as leguminosas, como por exemplo, a Caesalpinia echinata, Pau Brasil; Caesalpinia ferrea, Pau ferro; Dalbergia nigra, Jacarandá Caviúna; Mimosa scrabella, Bracatinga; Leucaena leucocephalla, Leucena; Cassia fistula, Cassia; Cordia trichotoma, Louro e outras. Nestas espécies, o endosperma foi totalmente consumido pelo embrião, restando em alguns casos apenas resquícios do tecido de reserva.

B. EMBRIÃO

O embrião é a planta rudimentar. É formado por dois cotilédones ou paracotilédones, com função de reserva, de produção de alimentos para o crescimento da plântula e absorção de alimento de outros tecidos de reserva.

Abaixo dos cotilédones, na zona de transição até a radícula, é a região denominada hipocótilo, que dará origem ao caulículo da plântula.

A radícula é na realidade um conjunto de células meristemáticas e se encontram voltada para a micrópila. É a raiz rudimentar do embrião.

C. TEGUMENTO

Constituído de duas partes, uma externa a testa e o tegme interno. Sua principal função é protetora, regulando a penetração de água e gases.

Algumas espécies apresentam tegumento impermeável à água, necessitando o uso de tratamentos químicos ou mecânicos que visem facilitar a sua penetração nos tecidos.

O tegumento também é importante na estrutura da semente no que se refere a sua atuação na dispersão. Espécies como Ipê (Tabebuia sp.) e o Mogno (Swietenia macrophylla) e o Pinus (Pinus sp.), possuem expansões alares no tegumento que permitem a sua dispersão pelo vento.

2. Gimnospermae

Pertencem ao grupo das Gimnospermae espécies florestais nativas e exóticas de elevado valor comercial.

Dentre as nativas destacam-se a Araucária angustifolia, o Pinheiro Brasileiro e o Podocarpus lambertii, Pinheiro-bravo e dentre as exóticas os Pinheiros, Pinus caribaea, Pinus oocarpa, P. elliottii, P. patula, P. taeda e a Araucária excelsa.

O processo de formação das sementes é distinto das Angiospermae, a começar pelo fato do óvulo desenvolver-se diretamente na flor, sem a proteção do ovário.

Formação das sementes no Gênero Pinus:

As flores femininas das Pinaceae são denominadas de cone. Apresentam um eixo central de onde partem as escamas. Na base de cada escama, junto ao eixo, encontram-se dois óvulos, visíveis a olho nú, com expansões alares.
Antes da fertilização, o cone ou conídio, possui coloração verde, passando a adquirir cor marrom e aspecto lenhoso entre a fertilização e a maturação da semente, aumentando consideravelmente de tamanho neste período.
O estróbilo, flor masculina, é de menor tamanho que o cone, com coloração amarela por ocasião da dispersão do pólen. Constituindo-se por um eixo central de onde partem numerosas escamas onde se encontram localizados os sacos polínicos contendo o grão de pólen.

2.1 O Óvulo

O óvulo ou gametófito feminino é formado por um tecido, a nucela protegida por uma camada de células denominada de integumento, que apresenta uma pequena abertura, a micrópila, por onde penetra o grão de pólen por ocasião da polinização.

O óvulo é preso à escama pela região oposta à micrópila (Chalaza) por onde é transportada a seiva para sua nutrição.

A cosfera, origem da futura planta, encontra-se protegida no gênero Pinus, nos arquegônios, típico saco embrionário das Gimnospermae. Os arquegônios, geralmente em número de dois formam-se perto da micrópila, abertura existente no integumento do óvulo e, contém a cosfera, um núcleo e um “pescoço” rudimentar. É comum entre as Pinaceae a fertilização de mais de um arquegônio, ocorrendo então a poliembrionia.

2.2 Pólen

O principal agente dispersor de pólen das Pinaceae é o vento (anemófila), e a sua estrutura apresenta a exima com expansões alares, formando bolsas de ar que facilitam o seu transporte pelo vento.

Originalmente formado por 4 células, sendo que duas delas se degeneram (células do protalo), o grão de pólen maduro é formado por uma célula reprodutiva e uma vegetativa que irá dar origem ao tubo polínico.

Nos estrábicos são formadas grandes quantidades de grãos de pólen que por ocasião da dispersão formam nuvens amareladas nas áreas de plantio.

2.3 Fertilização

O pólen disperso pelo vento atinge a parte superior da(s) escama(s) do cone, é “sugado” por mecanismos físico-químicos para o seu interior através da micrópila. Encontrando as condições propícias, inicia o desenvolvimento do tubo polínico.

Enquanto nas Angiospermae a germinação do tubo polínico inicia-se rapidamente após a polinização, nas Gimnospermaes o processo é lento podendo estender-se de meses a ano.

Isto se deve ao fato de que tanto o óvulo quanto o grão de pólen ainda se apresentam em estágios mais atrasados de desenvolvimento na época de polinização.

Ao atingir o gamatófito feminino, o tubo polínico penetra através da micrópila, ocorrendo a divisão da célula reprodutiva, onde cada núcleo mantém o mesmo número de cromossomas (n). A fertilização ocorre com a união de um núcleo reprodutivo com a cosfera situada no arquegônio, originando então a célula-ovo (2n).

2.4 Estrutura da semente

A. TECIDO DE RESERVA

Imediatamente após a fertilização ocorre uma rápida multiplicação celular quando o gametófito feminino absorve a nucela durante seu desenvolvimento, até ser reduzida a uma fina camada denominada de perisperma. Os tecidos do gamatófito feminino nas Gimnospermae têm função semelhante ao endosperma das Angiospermae, constituindo-se de material de reserva para o desenvolvimento do zigoto ou embrião. Ao contrário das Angiospermae, sua formação é anterior à fecundação, sendo um tecido haplóide (n cromossomas), além de originar os arquegônios. É denominado por vários outros autores como endosperma primário.

B. EMBRIÃO

Nas Pinaceae o embrião apresenta um número variável de cotilédones ou paracotilédones, de 5 até 10, de acordo com a espécie. Como nas Angiospermae, distingue-se o eixo hipocótilo que dará origem ao caulículo, e a radícula, ponto de onde se desenvolverá a radícula da plântula.

C. TEGUMENTO

Sua função é protetora, servindo também como regulador das trocas de gases e água entre a semente e o meio ambiente.

Apresenta duas capas, a externa denominada de Testa ou Episperma e o Tegme, interno.

O tegumento pode apresentar expansões alares como a de Pinus que facilitam a dispersão das sementes. Sua cor, formato e textura são característicos de cada espécie permitindo a sua identificação botânica, em alguns casos.

MATURAÇÃO e DISPERSÃO de SEMENTES

1. ASPECTOS TECNOLÓGICOS DA MATURAÇÃO DE SEMENTES FLORESTAIS

1.1. INTRODUÇÃO

A partir da fertilização, o óvulo fecundado sofre uma série de modificações morfológicas, bioquímicas e fisiológicas, que culminam com a formação da semente madura. Este conjunto de transformações compreende o processo de maturação das sementes.

O estudo da maturação das sementes possibilita que elas sejam colhidas no estádio de máxima qualidade, a partir do qual estão praticamente desligadas da planta (Carvalho & Nakagawa, 1983).

Neste estádio a semente atinge o máximo poder germinativo e vigor, sendo por isto denominado de ponto de maturidade fisiológica.

O ponto de maturidade fisiológica pode variar em função da espécie e do local, havendo portanto a necessidade do estabelecimento de parâmetro que permitam a definição da época adequada de colheita, denominados de índices de maturação.

1.2. FATORES QUE AFETAM A MATURAÇÃO

Fatores genéticos e ecológicos adiantam ou atrasam o processo de maturação das sementes.

Diferenças na época de florescimento entre árvores, na mesma área, indicam controle genético, enquanto que as diferenças na quantidade de florescimento em anos consecutivos indicam efeitos ambientais.

Barnett (1979), apud Pina-Rodrigues & Aguiar (1993), afirma que diferenças na época de maturação de cones de populações da mesma espécie, situadas a diferentes altitudes, são devidas a variações de temperatura, sendo que as mais baixas tendem a retardar a maturação.

Aguiar & Kageyama (1987) verificaram que o processo de maturação dos frutos e sementes de E. grandis é mais lento na Austrália do que no Brasil, pois o período pós-florescimento australiano é mais úmido e quente do que em nosso país.

Assim, a umidade se destaca também como importante fator agindo sobre a maturação de sementes.

Segundo Stein et al. (1974), a ocorrência de ventos secos no outono pode favorecer uma rápida maturação e dispersão das sementes, enquanto que condições de chuva na mesma época prolongam o período de retenção das sementes nos frutos.

1.3. ÉPOCA DE COLHEITA DE SEMENTES

A definição da época adequada de colheita de sementes é muito importante, principalmente porque a partir do ponto de maturação fisiológica é iniciado o processo de determinação, cuja velocidade é influenciada pelas condições ambientais (Popinigis, 1985).

A permanência da semente na árvore após a maturidade, corresponde a um armazenamento no campo, submetendo-a às variações diurnas, noturnas e estacionais, afetando sua qualidade.

A definição da época de colheita depende também da análise de vários fatores que determinam a viabilidade de sua execução prática e o seu planejamento.

Tipo de fruto

No caso de sementes florestais, a definição da época de colheita torna-se mais importantes pois um grande número de espécies produz frutos deiscentes. Assim, estes se abrem ainda na árvore para que ocorra a dispersão natural das sementes.

Tendo em vista as dificuldades de colheita, inerentes às características de determinadas espécies (espinhos no tronco, ramos finos, copa e árvores altas), muitos frutos e sementes são colhidos no chão, após sua dispersão.

Algumas espécies de frutos deiscentes como as de Eucalyptus e Pinus, produzem frutos de pequenas dimensões, cuja colheita após a dispersão é impraticável. O mesmo ocorre com algumas espécies nativas, como Cedrela fissilis (cedro), Tabebuia sp. (Ipê) e Aspidosperma polyneuron (peroba), sendo recomendável a colheita antes da dispersão, para evitar a perda de sementes.

Predação e dispersão

A colheita no chão expõe a semente à predação, reduzindo a disponibilidade de sementes e afetando sua qualidade.

Em sementes de Araucária angustifolia, tão logo estas atingem o solo, ocorre intenso ataque de roedores e insetos, devendo sua colheita ser realizada antes da dispersão (Piña-Rodrigues, 1986).

Longevidade natural das sementes

Quando a colheita de sementes envolve espécies com sementes de curta longevidade natural, como a Araucária angustifolia (Doni Filho, 1972/1973), a definição da época de colheita deve ser a mais precisa possível, para permitir a obtenção de sementes viáveis.

Extensão do período de frutificação

Espécies como Pinus oocarpa possuem amplo período de maturação, durante o qual são encontrados na mesma árvore e época, cones em diferentes estágios de desenvolvimento (Bertolani & Nicolielo, 1978). O mesmo constataram Aguiar & Kageyama (1987) para Eucalyptus grandis.

Na definição da época ideal de colheita, devem ser estabelecidos parâmetros baseados nas características de cada espécie, que permitam determinar o momento em que o fruto ou a semente devam ser colhidos.

1.4. ÍNDICES DE MATURAÇÃO DE SEMENTES

A determinação da época adequada de colheita de cada espécie pode ser facilitada com a adoção dos índices de maturação. Estes são parâmetros práticos que permitem inferir sobre o estágio de desenvolvimento do fruto e/ou semente.

Considerando que muitas sementes são colhidas ainda no fruto, os índices relativos a frutos devem refletir a maturidade da semente.

Neste ponto, variável em função da espécie, condições climáticas e do próprio indivíduo, a semente atinge o seu potencial de máxima qualidade, não dependendo mais da planta para completar seu desenvolvimento.

O ponto de maturação fisiológica representa, teoricamente, o ponto em que a semente atinge o seu máximo de qualidade fisiológica, vigor, germinação, tamanho e peso de matéria seca (Carvalho & Nakagawa, 1983).

As modificações morfológicas, bioquímicas e fisiológicas que ocorrem nos frutos e sementes durante a maturação são utilizadas para a determinação do ponto de maturidade e a definição dos seus índices práticos.

Os índices mais comumente utilizados baseiam-se em parâmetros como a coloração, teor de umidade, densidade, tamanho e peso de frutos e sementes.

Índices visuais

A maturidade fisiológica é acompanhada por modificações visíveis no aspecto externo dos frutos e das sementes.

Turnbull (1975b) relata que as espécies de eucalipto estão maduras quando os frutos ficam duros e secos. Loneragan (1979) constatou que a maturidade das sementes de Eucalyptus diversicolor pode ser estimada pelo aspecto cheio dos frutos e pela posição relativa dos frutos e folhas nos ramos. Frutos imaturos, segundo ele, encontram-se misturados com as folhas, enquanto os maduros ficam expostos na base dos ramos, desprovida de folhas.

Hodgson (1976) considera que a mudança de coloração dos frutos é um bom guia para estimar a maturação das sementes, tendo verificado que o escurecimento dos frutos de Eucalyptus grandis serviu para indicar a maturação da semente.

Por outro lado, Aguiar et al. (1988) constataram que a existência de fendas radiais na superfície dos frutos desta espécie indicaram a maturação, mesmo em frutos de coloração verde.

Entretanto, os frutos de aspecto liso e brilhante continham sementes imaturas, enquanto os de aspecto rugoso e opaco, também de coloração verde, continham sementes maduras.

Para o gênero Pinus a mudança de coloração das escamas dos cones de verde para marrom permitiu a previsão da época de colheita de P. strobus e P. resinosa, P. clausa e P. pinaster.

Entretanto, a coloração não foi um índice eficaz para outras espécies do gênero, como P. sylvestris, P. ponderosa e P. oocarpa (Piña-Rodrigues, 1986).

Entre os trabalhos desenvolvidos no Brasil com espécies nativas, a mudança de coloração dos frutos revelou-se bom índice de maturação das sementes de freijó-cinza - Cordia goeldiana (Kanashiro & Viana, 1982), angico - Anadenanthera macrocarpa (Souza & Lima, 1985), cabréuva - Myroxylon balsamum (Aguiar & Barciela, 1986) e oiticica - Clarisia racemosa (Piña- Rodrigues & Jesus, 1992). No entanto, não serviu como estimador da maturação para copaíba - Copaifera langsdorffii (Borges & Borges, 1979) e jacarandá-caviúna - Dalbergia nigra (Jesus et al., 1984).

Índices bioquímicos

Após a fertilização, inicia-se na célula-ovo intensa síntese de compostos orgânicos e de material de reserva. Há aumento do nível de carbohidratos, ácidos orgânicos, nitrogênio, lipídeos e outros constituintes (Bonner, 1976b).

À medida que evolui o processo de maturação, a atividade bioquímica é aumentada, como reflexo da produção de enzimas no interior das células. Aproximadamente 80% da síntese de proteínas ocorre nos tecidos de reserva, os quais nesta etapa atingem seu maior peso de matéria seca; o embrião contribui com o restante da atividade protéica da semente.

Nos últimos estágios do processo de maturação, a atividade bioquímica nos tecidos de reserva reduz-se drasticamente, passando o embrião a representar 75% do total dos compostos formados (Bewley & Black, 1978).

Entretanto, estes indicadores de maturação têm uso limitado e não são práticos, não podendo ser aplicados no campo e sendo de determinação demorada (Barnett, 1979; Edwards, 1979).

Índice de tamanho

A adoção deste índice baseia-se no princípio de que a semente atinge na maturidade seu máximo tamanho (Popinigis, 1985).

De madeira geral, as sementes crescem rapidamente em tamanho, atingindo o máximo em curto período de tempo, em relação à duração total do processo de maturação (Carvalho & Nakagawa, 1983). Este crescimento é resultante da multiplicação de células do eixo embrionário e dos tecidos de reserva, ocorrendo simultaneamente o crescimento do fruto.

Os cones de Pinus oocarpa atingiram seu máximo tamanho antes da semente ter completado seu desenvolvimento (Piña-Rodrigues, 1984). Também não foram constatadas por Aguiar et al. (1988) diferenças significativas o tamanho dos frutos de Eucalyptus grandis. Os frutos com coloração verde já apresentavam tamanho próximo ao máximo. O tamanho dos frutos não foi considerado bom índice para a espécie, devido a grande variação entre árvores.

Embora seja um índice bastante prático, o tamanho dos frutos ou cones não tem apresentado bons resultados para muitas espécies. Isto se deve ao fato desta característica ser extremamente plástica, variando de indivíduo para indivíduo, de ano para ano e inclusive dentro da mesma árvore. No entanto, pode ser utilizado como indicativo de que a semente está próxima de seu ponto de maturação, principalmente para as espécies com frutos deiscentes.

Densidade aparente

A densidade aparente ou gravidade específica é um índice mais utilizado para as espécies do gênero Pinus, principalmente aquelas em que a modificação da coloração dos cones não pode ser empregada como índice de maturação (Krugman & Jenkinson, 1974).

A densidade dos cones é determinada pela relação entre o seu peso e volume, obtida com o uso de uma balança analítica adaptada para funcionar como hidrostática. Em condições de campo, conhecendo-se o valor da densidade correspondente ao cone maduro, estes são submetidos ao teste de flutuação (Krugman & Jenkinson, 1974). Este teste consiste em imergir os cones em líquido de densidade próxima à dos cones maduros. Os cones com densidade correspondente à do ponto de maturação, flutuarão. Maki (1940) constatou que os cones de Pinus ponderosa apresentavam densidade de 0,86 por ocasião da maturação, recomendando a realização de teste de flutuação em querosene, com densidade 0,85.

Teor de umidade

Logo após a formação do zigoto, o teor de umidade das sementes normalmente varia de 70 a 80%, decrescendo à medida em que a semente se desenvolve (Carvalho & Nakagawa, 1983; Pipinigis, 1985).

O teor de umidade da semente na maturação varia de acordo com a espécie e condições climáticas, reduzindo até entrar em equilíbrio com o meio ambiente, quando fica oscilando de acordo com os valores de umidade relativa do ar.

Nos trabalhos com espécies florestais, o teor de umidade das sementes e dos frutos tem sido correlacionado com a maturação fisiológica das sementes. Para as coníferas, é um indicador menos usado do que a densidade, principalmente por necessitar do uso de estufas de secagem em laboratórios e de maior tempo.

O teor de umidade dos cones de Pinus elliottii, P. palustris, e P. taeda permaneceu praticamente constante próximo da maturidade, sendo indicado como um índice potencial para estas espécies (Barnett, 1976).

A DISPERSÃO DE SEMENTES

O processo de maturação dos frutos está estreitamente correlacionado com sua síndrome de dispersão.

Por “síndrome de dispersão” entende-se o conjunto de características da planta, fruto ou semente que foram desenvolvidos, evolutivamente, para promover a sua dispersão (Van der Pijl, 1982). Estas características formam um painel que proporciona a possibilidade de entender as diversas estratégias de maturação de espécies florestais.

Essas estratégias ocorrem no contexto da produção de frutos e sementes, a nível morfológico, químico e fenológico.

Modificações bioquímicas

O significado ecológico do conteúdo bioquímico dos frutos maduros é interpretado como sendo uma característica que visa atrair o agente dispersor, devido à sua palatabilidade, ou que funciona como mecanismo de defesa dos frutos maduros contra agentes predadores (Stiles, 1980; Janzen, 1981; Herrera, 1982).

Os agentes dispersores são atraídos por estas características do fruto ou da semente, usando-os como fontes ocasionais ou habituais de alimentação.

Este é o caso dos frutos e sementes grandes, ricos em polpa, de andá-açu (Carapa guianensis) utilizadas como alimento por antes e roedores que, além de forragearem próximo das árvores, transportam-nas para longe da planta-mãe.

Os frutos imaturos podem produzir compostos que os tornam implantáveis, afastando os predadores e ao mesmo tempo, os dispersores, uma vez que a semente ainda não se encontra em condições para a dispersão.

Os compostos secundários, produzidos na fase de desenvolvimento do fruto e da semente, exercem importante fator na sua proteção.

Os frutos de orelha-de-negro (Enterolobium contortisiliquum), na sua fase imatura, não são procurados pelos seus dispersores, grandes mamíferos. O próprio gado, que normalmente o utiliza como alimento em pastagens naturais, evita-o nessa etapa. A presença de tanino em frutos pode gerar aversões pelos herbívoros, que possuem sistemas receptores capazes de detectar sua presença na fonte alimentar (Swain, 1979).

Durante o processo de maturação há abrupta transformação no fruto, podendo passar rapidamente de imaturo e impalatável, para maduro e palatável, principalmente no caso deste ser carnoso. Nesta etapa, ocorre acúmulo de material nutritivo tanto nos frutos quanto nas sementes que os tornam mais atrativos aos seus agentes dispersores.

Algumas espécies do grupo ecológico das clímax tendem a produzir frutos e sementes maiores, essenciais para seu estabelecimento nas condições de sub-bosque, onde dependem do material contido nos tecidos de reserva da semente para atrair seu dispersor e promover o desenvolvimento da plântula (Piña-Rodrigues et al., 1990).

Paralelamente ao acúmulo de material nutritivo na maturação, pode ocorrer decréscimo de outros compostos tóxicos. Gondwe (1976) observou que a cianamida presente em frutos de Passiflora edulis diminuiu durante o seu desenvolvimento.

O uso de índices bioquímicos de maturação poderá detectar aumento ou redução do teor de substâncias que, sob o ponto de vista ecológico, teriam a função de atrair ou repelir o dispersor ou o predador.

Maturação e dormência

Dentre as modificações bioquímicas e fisiológicas que ocorrem ao longo do processo de maturação, uma tem especial papel na sobrevivência da espécie: a dormência. Este é um mecanismo que permite a sobrevivência da semente no solo, após a maturação e dispersão, até o momento propício à germinação de suas sementes.

É uma estratégia observada em muitas sementes de espécies pioneiras, tais como a bracatinga (Mimosa scabrella) (Bianchetti, 1981) e o jataípeba (Dialium guianensis) (Piña-Rodrigues, 1991), embora seja também constatada em espécies do grupo ecológico das clímax como a castanha-do-brasil (Bertholettia excelsa) (Kageyama & Viana, 1991).

A semente, embora apresente capacidade de germinar desde o início de sua formação, pode passar a exibir dormência apenas quando atingem o ponto de maturação fisiológica.

A presença de dormência no momento da maturação pode ser interpretada como sendo um mecanismo para impedir a germinação, antes que ocorram condições propícias, ou como proteção contra danos durante a dispersão.

PADRÕES DE MATURAÇÃO, DISPERSÃO E GRUPOS ECOLÓGICOS

Padrões de maturação em espécies de dispersão abiótica

Estudos realizados nas florestas neotropicais têm evidenciado tendência a um maior número de espécies com frutos leves e secos, com dispositivos de planação, adesão ou explosão, de dispersão abiótica, em estágios sucessivos mais iniciais (Hartshorn, 1980). Esse estágio é dominado por espécies dispersas pelo vento (anemocoria), cujas sementes são as primeiras a chegarem em áreas de clareira (Fenner, 1985).

Em relação às épocas de maturação e dispersão, estas ocorrem no período da seca para algumas espécies como Tabebuia avellanedae, Schyzolobium parahybum, Cedrela ocorata, C. fissilis, Cordia trichotoma e Platypodium elegans, ou no início da estação chuvosa, como Aspidosperma polyneuron, Bowdichia virgilioides, Cordia alliodora, Miroxylon balsamum e Tipuana tipu, períodos que favorecem sua dispersão ou estabelecimento de suas plântulas.

As espécies de estágios iniciais, em especial as anemocóricas, parecem apresentar um padrão comum de produção e maturação de frutos e sementes. A produção de frutos/sementes, em geral de pequeno tamanho (Wilson, 1983), é abundante e concentrada em uma época. A maturação é rápida, com pouca variação dentro do mesmo indivíduo.

Padrões de maturação em espécies de dispersão biótica

Gentry (1982) demonstrou em seus estudos que a proporção de espécies em uma categoria de dispersão está relacionada como a precipitação local e, conseqüentemente, com a complexidade da floresta.

Em uma floresta seca da Costa Rica, 24% das espécies apresentavam dispersão anemocórica, passando este valor a apenas 4% em florestas úmidas do Equador.

Em estágios sucessionais mais avançados, onde a complexidade da comunidade vegetal aumenta, atraindo aves e mamíferos, aumenta a proporção de espécies dispersas por zoocoria (Fenner, 1985).

Também Hartshorn (1980), em floresta tropical madura constatou que 77% das espécies eram disseminadas por animais e apenas 8% pelo vento.

Espécies com dispersão zoocórica podem ocorrer nos diversos estágios sucessionais. Alchornea triplinervia é uma espécie pioneira que produz, abundantemente, sementes portadoras de arilo e de dispersão zoocórica (Queiróz, 1990). Também Rapanea ferruginea, R. umbellata (Hering de Queiróz & Fiamoncini, 1991), Trema micrantha e Cecropia obtusifolia são espécies de estágios sucessionais iniciais, cuja dispersão é zoocórica.

Para essas espécies, em geral, tem-se observado um padrão comum: a produção de frutos/sementes em grande quantidade, maturação simultânea dos frutos dentro do mesmo indivíduo, mas com um intervalo menor entre as épocas de produção de frutos, ou com frutificação contínua. Gomez-Pompa e Vásquez-Yanes (1985) verificaram que as espécies pioneiras dispersas por animais apresentaram frutificação durante todo ano.

Para as espécies clímax ou primárias, Daniel (1986) afirma que prevalecem frutos-unidades de dispersão revestidos de polpa ou arilo (sarococoros), com a produção de poucas sementes por fruto. Para este padrão de dispersão, os frutos apresentam uma recompensa nutricional para seu dispersor.

Entre as espécies zoocóricas é possível distinguir diferentes padrões de maturação de frutos:

a) presença de frutos imaturos por período extenso, havendo uma maturação irregular, ou seja, com variação dentro da árvore e entre indivíduos, no período de maturação dos frutos. Observado para Copaifera langsdorffii, Brosimum guyanensis, Didymopanax morototoni e Ingá marginata
b)
presença de frutos imaturos por período extenso, mas a maturação ocorrendo rápida e simultaneamente no mesmo indivíduo. Estes padrões de comportamento, segundo Janzen (1983), permitiram um escape da planta à predação, no espaço e no tempo.
c)
produção abundante, maturação simultânea dentro do mesmo indivíduo e intervalos curtos entre os período reprodutivos.

Este é o padrão relatado para algumas pioneiras com dispersão zoocórica como Trema micrantha, Eugenia uniflora, Vochysia maxima e Tibouchina granulosa, entre outras.

COLHEITA DE SEMENTES

1. INTRODUÇÃO

O sucesso da colheita depende não apenas da técnica a ser adotada, mas também de uma série de fatores imprescindíveis ao seu bom desempenho, como o conhecimento da época de maturação, das características de dispersão e das condições climáticas durante o processo de colheita. Por outro lado, as condições físicas do terreno e as características das árvores implicam na escolha dos materiais e equipamentos a serem utilizados.

2. ÁRVORES MATRIZES

Para cada população existe uma variação individual, ocorrendo árvores com diferentes características fenotípicas. Esta variabilidade pode ocorrer entre espécies do mesmo gênero, entre procedências da mesma espécie e entre árvores da mesma procedência. Como a maioria dessas características são hereditárias, é provável que uma árvore fenotipicamente boa apresente boa constituição genética, originando bons descendentes.

Assim, as sementes devem ser colhidas de árvores denominadas matrizes ou porta sementes, que devem apresentar características fenotípicas superiores às demais do povoamento.

2.1 CARACTERÍSTICA DAS ÁRVORES MATRIZES

As características que a árvore matriz deve apresentar dependem da finalidade a que se destina a semente a ser colhida. Quando o objetivo for a produção de madeira, é importante a avaliação das características do fuste; se for a formação de florestas de proteção, é prioritária a capacidade de proteção da copa; se for a extração de resina, a árvore deve apresentar elevado teor desse extrativo.

A seleção de árvores superiores deve basear-se nos seguintes parâmetros, propostos por Fonseca & Kageyama (1978); Amaral & Araldi (1979) e Capelanes & Biella (1986):

Ritmo de crescimento: A árvore matriz deve ter crescimento rápido e uniforme, devendo conseqüentemente, apresentar boa produtividade.
Porte:
Esta característica se refere à altura e ao diâmetro da árvore; a matriz deve ter grande porte e fazer parte da classe de árvores dominantes do povoamento.Forma do tronco: Característica importante principalmente para a produção de madeira. O fuste deve ser retilíneo e com a forma mais próxima da cilíndrica. As árvores com fuste tortuoso e bifurcado não devem ser consideradas.
Forma da copa:
A copa deve ser proporcional à altura da árvore, bem formada e bem distribuída. Para fins de proteção e produção, a árvore deve ter copa grande e densa, de maneira a ter boa exposição ao sol e área de assimilação; para a produção de madeira, a copa deve ser de menor dimensão.
Ramificação:
Os ramos devem ser finos e inseridos o mais perpendicularmente possível no tronco. Esta situação favorece a desrama natural e reduz o tamanho dos nós, que é um grande defeito na madeira. Conseqüentemente, a árvore irá adquirir forma florestal, adequada principalmente, para a produção de madeira.
Produção de sementes:
Algumas árvores produzem mais flores, frutos e sementes que outras, quer seja pelas características genéticas e fisiológicas ou pelas condições ambientais favoráveis, podendo receber mais luz e umidade. Desse modo, a árvore matriz deve ter copa bem desenvolvida e com boa exposição à luz, de maneira a poder apresentar abundante florescimento e frutificação, o que deverá torná-la boa produtora de sementes.

2.2 SELEÇÃO DE ÁRVORES MATRIZES

A seleção de matrizes deve ser feita em povoamentos naturais ou implantados, de modo a permitir uma adequada avaliação das características a serem analisadas. Nunca deve ser selecionada uma árvore isolada que certamente irá resultar em problemas de autofecundação.

Alguns critérios têm sido utilizados no Brasil para a seleção de árvores matrizes em povoamentos florestais. Entre esses critérios, destacam-se os que se baseiam na determinação do DAP limite de seleção e na comparação da árvore a ser selecionada com algumas árvores próximas.

2.2.1 DAP LIMITE DE SELEÇÃO

Uma vez delimitada a área do povoamento a ser utilizado, é efetuada a medição do DAP de um número de árvores representativo da área. A seguir, é calculado a DAP médio das árvores e o desvio padrão (s).

O DAP limite de seleção corresponde ao DAP médio somado ao desvio padrão: DAP Lim.= DAP médio + s. Todas as árvores da área que possuem DAP no mínimo igual ao DAP limite de seleção, são marcadas no campo. Em seguida, as árvores marcadas são analisadas quanto às suas características fenotípicas.

As árvores que apresentam características desejáveis são selecionadas como matrizes e recebem identificação. As árvores com características indesejáveis são desprezadas, junto com as de menor DAP.

2.2.2 MÉTODO DE ESTRATIFICAÇÃO DA POPULAÇÃO

Este método consiste em comparar a árvore candidata a matriz com as 5 árvores dominantes ao seu redor, situadas dentro de um raio de 15 metros (Fonseca & Kageyama, 1978; Kageyama & Fonseca,1979 e Zanatto et al, 1983). Este critério tem sido utilizado principalmente para espécies do gênero Pinus.

São estabelecidos diferentes valores, expressos em número de pontos, para as diferentes características fenotípicas analisadas.

Se o total de pontos atribuídos à árvore candidata for superior a um limite pré-estabelecido (por exemplo, a média das 5 árvores dominantes), ela é selecionada como matriz e recebe uma identificação.

3. O PROCESSO DE COLHEITA

A colheita de sementes florestais deve ser efetuada em árvores matrizes. No caso de espécies nativas, onde dificilmente existem áreas produtoras de sementes, recomenda-se a colheita em matrizes próximas, da mesma espécie, cuja distância mínima entre elas seja em torno de 20 metros. Este cuidado visa diminuir a possibilidade de cruzamento parental.

3.1 ÉPOCA DE COLHEITA

A época ideal de colheita é aquela em que as sementes atingem o ponto de maturidade fisiológica, no qual possuem o máximo poder germinativo e vigor, ficando praticamente desligadas da planta mãe.

No caso de sementes florestais, a definição da época de colheita é muito importante, porque grande número de espécies produzem frutos de natureza deiscente.

Estes frutos abrem-se na árvore, para que ocorra a dispersão natural das sementes.

Na maioria das espécies florestais, é efetuada inicialmente a colheita dos frutos e, posteriormente, a extração das sementes. Desta maneira, para a definição do ponto de maturidade fisiológica, os parâmetros referentes aos frutos são relacionados com a qualidade fisiológica das sementes.

A velocidade de maturação varia muito entre espécies e mesmo entre árvores da mesma espécie, havendo alterações entre locais e anos, por causa da influência das condições climáticas.

O período em que ocorre frutos maduros geralmente é bastante amplo, mas os primeiros frutos e sementes que caem, na maioria das vezes, são improdutivos (Morandini, 1961, apud Figliolia & Aguiar, 1993).

Um aspecto muito importante a ser considerado refere-se à longevidade natural das sementes.

Esta característica, intrínseca da semente, varia entre as espécies: enquanto sementes de algumas espécies permanecem viáveis durante anos após sua maturação, as de outras perdem rapidamente essa viabilidade (cerca de 1 a 3 meses, como é o caso dos ipês e dos ingás).

Por outro lado, especial atenção deve ser dada aos frutos carnosos, pois estes tendem a sofrer predação da avifauna, roedores e mamíferos, ao se apresentarem maduros, comprometendo a produção de sementes, do ponto de vista qualitativo.

3.2 MÉTODOS DE COLHEITA

Previamente ao processo de colheita, deve-se planejar as operações e os materiais necessários, para que a mesma de processe de maneira rápida e eficiente, dentro do período de tempo disponível.

3.2.1 COLHEITA NO CHÃO

Este método consiste na colheita de frutos ou sementes do chão, próximo árvore matriz, após sua queda natural. É aconselhado apenas para espécies que produzem frutos grandes e pesados que caem no solo sem se abrirem e no caso de sementes grandes que não são disseminadas pelo vento.

A queda dos frutos ou sementes pode ser apressada sacudindo-se o tronco ou os galhos da árvore, após a limpeza do terreno ao redor da árvore ou a forração do solo com um encerado. Pode ser utilizada uma corda chumbada, atirada entre os galhos, permitindo a sua agitação e a queda dos frutos ou sementes sobre o encerado.

Usa-se ainda vibradores mecânicos, muito comuns para a colheita de cones de Pinus nos Estados Unidos. O equipamento consiste de um trator, ao qual é acoplado um braço mecânico que envolve o tronco da árvore e quando acionado, provoca agitação e queda dos cones.

A colheita deve ser efetuada logo após a queda dos frutos ou sementes, a fim de evitar o ataque de roedores, insetos, pássaros e fungos, que pode reduzir a produção de sementes e afetar a sua qualidade.

3.2.2 COLHEITA EM ÁRVORES ABATIDAS

A colheita em árvores abatidas deve ser efetuada apenas para aproveitar as sementes produzidas em árvores que estão sendo derrubadas. Neste caso, a época de exploração deve coincidir com a época de colheita, devendo ser colhidas apenas as sementes de frutos maduros de árvores selecionadas.

3.2.3 COLHEITA EM ÁRVORES EM PÉ

Este método consiste em colher os frutos ou sementes diretamente na copa das árvores. Geralmente os frutos estão localizados em maior abundância nas extremidades dos galhos e da copa.

A colheita é feita através da derrubada dos frutos ou sementes com tesouras ou ganchos apropriados, presos na extremidade de uma vara, geralmente de bambu.

No caso de árvores de pequeno e médio porte, o acesso à copa pode ser conseguido do chão, com alcance equivalente à altura do colhedor e do comprimento da vara. É comum na colheita de cones de Pinus em pomares de sementes, onde as árvores são de menor porte e mais encopada quando jovens. Se necessário, o colhedor pode alcançar a copa subindo em escadas comuns, colocadas ao lado das árvores.

Para as árvores de maior porte, o colhedor necessita escalar a árvore para efetuar a colheita.

A escalada de árvores altas geralmente é feita com o uso de um par de esporas e cinturão de segurança. A espora consiste de uma haste de aço tendo em suas extremidades correias de couro, as quais são presas no tornozelo e na perna do colhedor. O cinturão é preso à cintura do colhedor e é dotado de uma correia de couro empregada para envolver a árvore. Ao escalá-la, o colhedor troca o passo enterrando as esporas no tronco, enquanto muda a posição da correia.

As esporas sempre causam danos ao tronco, principalmente no caso de árvores de casca fina.

A bicicleta suíça é formada por um aro ligado ao bloco central que envolve o tronco da árvore e dois braços laterais providos de pedal. O colhedor aciona os pedais, provocando sua locomoção na porção do tronco desprovida de ramos, até o nível da copa viva. A bicicleta pode ser utilizada na escalada de árvores altas e de tronco reto.

A escada seccionada geralmente é de alumínio, sendo composta de várias secções de 2 a 3 metros de comprimento. As secções vão sendo encaixadas umas às outras e presas ao tronco, à medida que o colhedor vai subindo. Embora menos prática e de menor rendimento que as esporas, a escada tem a vantagem de não danificar o tronco da árvores e empregar pessoas que não conseguem fazer o uso das esporas.

Pode ser feita também a escalada mecanizada, através de escadas ou caçambas acopladas a um veículo. No caso da caçamba, o colhedor aloja-se no seu interior e um dispositivo hidráulico a conduz até a copa das árvores.

3.3 COLHEITA DE FRUTOS DE EUCALIPTO

Praticamente todas as espécies de eucalipto cultivadas no Brasil produzem sementes com relativa abundância a partir dos 5 a 7 anos de idade.

As sementes são de pequenas dimensões e os frutos (cápsulas), localizados nas extremidades dos galhos, são deiscentes. Portanto, as cápsulas maduras devem ser colhidas antes de sua abertura natural.

A época de colheita é bastante ampla, mas em geral o período principal ocorre com maior intensidade no segundo semestre. No entanto há uma variação muito grande entre anos e em função da região de ocorrência.

A coloração das cápsulas é o índice mais prático de maturação dos frutos e sementes.

Os frutos cuja coloração estão passando do verde para o marron ou cinza já possuem sementes fisiologicamente maduras e podem ser colhidos. Neste estágio, os frutos ficam mais duros e secos, adquirindo aspecto rugoso e apresentando fendas radiais na sua parte superior.

A colheita de ramos elimina a produção de no mínimo 2 anos futuros, tendo em vista que junto com as cápsulas maduras, são colhidas também cápsulas imaturas, botões florais e gemas vegetativas, que seriam as produções dos anos seguintes.

Por este motivo, atualmente vem sendo aplicado o método de colheita em compartimentos, onde a área total de coleta é dividida em 4 partes iguais. A cada ano são colhidas todas as árvores que tenham frutos, de apenas um compartimento, fazendo-se assim uma rotação na área de coleta.

Este método de colheita apresenta as seguintes vantagens:

a) A colheita de cada árvore é facilitada pela poda drástica, sendo colhidas todas as árvores com pouco ou muitos frutos
b)
As atividades de coleta são concentradas em cada compartimento, reduzindo-se os deslocamentos a procura de árvores com frutos
c)
A penetração de luz favorece a brotação de todas as árvores
d)
O florescimento é homogêneo em todo o compartimento, facilitando a polinização das árvores.

Com este método pode-se obter até 100% de aumento na produção de sementes, em relação ao método tradicional.

Em pomar de sementes clonais, devido à reduzida altura das árvores, são colhidos apenas os frutos, sem que ocorram danos à copa. Isto permite a colheita anual de todas as árvores, sem redução na produção de sementes.

3.4 COLHEITA DE FRUTOS DE PINUS

As espécies de Pinus produzem frutos denominados cones, alguns de natureza deiscente, que devem ser colhidos maduros, antes da liberação natural das sementes

As espécies cultivadas no sul do Brasil, P. taeda e P. elliotti, iniciam a produção próximo aos 15 anos de idade, quando em povoamentos.

A maturação e colheita de cones, nestas espécies é realizada em geral, de fevereiro a maio.

Quando amadurecem, os cones passam da coloração verde para marron. Para algumas espécies, entretanto, este índice não é suficiente para indicar a maturidade dos cones e das sementes.

Efetua-se também o teste de flutuação (ou triagem dessimétrica), baseado na densidade dos cones aparentemente maduros, recém colhidos. Consiste na imersão de uma amostra de cones em fluídos de densidade variável, dependendo da espécie. Para Pinus elliotti e Pinus taeda, os cones são colocados em um recipiente contendo óleo SAE 20, de densidade 0,88. Os cones imaturos, com densidade superior a 0,88 afundam, enquanto que os maduros flutuam.

3.5 COLHEITA DE FRUTOS OU SEMENTES DE ESPÉCIES NATIVAS

O aspecto externo dos frutos é o melhor indicador da época de colheita para a maioria das espécies nativas.

Os frutos secos e deiscentes do tipo vagem, cápsula e pixídio, como os de angico e jequitibá, devem ser colhidos quando se apresentam com rachaduras ou se abrindo.

Os frutos tipo sâmara, como os de araribá, cabreúva e guatambú, devem ser colhidos quando apresentarem coloração parda ou marron.

Já os frutos carnosos são colhidos após a mudança de coloração, sendo esta variável por espécie.

A colheita de sementes ou frutos é realizada de maneira muito variada, tendo em vista as características peculiares de cada espécie.

3.6 CUIDADOS NA COLHEITA

Para aumentar a eficiência da colheita e da produção, deve-se evitar danos ao tronco e aos ramos contendo frutos jovens, sempre que possível.

Na colheita em áreas naturais, não é aconselhável a retirada total das sementes, para que não haja comprometimento da regeneração natural. A remoção total das sementes pode reduzir a quantidade de alimentos disponíveis à fauna.

A falta de alimentos tanto para dispersores como para predadores, leva a alterações no comportamento desses animais, que consumiriam mais intensamente as sementes remanescentes, diminuindo o estoque para a regeneração natural da espécie.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1 - AGUIAR, I.B. de; PINÃ-RODRIGUES, F.C.M. & FIGLIOLIA, M.B. Sementes Florestais, Morfologia, Germinação, Produção. ABRATES, Brasilia, 1993.
2 - CARVALHO, N.M. de & NAKAGAWA, J. Sementes. Ciência, Tecnologia e Produção. Fundação Cargill, Campinas, 1980.

Fonte: home.furb.br

Semente

O que é

Parte da planta que contém o embrião, formado de raiz e caule imaturos, reserva alimentar e revestimento protetor (casca).

Mais de 250 mil espécies de plantas produzem sementes, e a maioria delas é florífera. Dessa classe de plantas, chamadas angiospermas, fazem parte praticamente todas as árvores, os arbustos e as espécies herbáceas.

As sementes também são produzidas por cerca de 700 espécies de árvores e arbustos da classe das gimnospermas, que produzem cones em lugar de flores.

As sementes das diferentes espécies de plantas variam muito em tamanho.

O coqueiro-do-mar produz a maior semente, que pode pesar mais de 20 kg. Por outro lado, as sementes de orquídea são tão minúsculas que 800 mil delas não pesam mais de 28 g. O tamanho da semente não tem relação com o tamanho da planta que a produz. Um coqueiro tem poucas sementes, enquanto uma orquídea ou um quenopódio produz milhares.

Semente
Melancia com sementes, que ficam dentro do fruto e podem ser transportadas por pássaros.

Tipos de Semente

As sementes desenvolvem-se a partir de estruturas chamadas óvulos, que existem nas flores ou nos cones de uma planta após a fecundação.

Os botânicos classificam as sementes em dois grupos principais: as sementes encerradas e as sementes nuas.

As Sementes Encerradas são produzidas pelas angiospermas. Os óvulos encontram-se dentro do ovário, uma estrutura que existe no interior da flor.

À medida que a semente amadurece, o ovário expande-se e forma o fruto, que protege a semente em desenvolvimento.

As Sementes Nuas são produzidas pelas gimnospermas. Essas árvores e arbustos produzem óvulos na superfície superior das escamas que formam os cones.

As gimnospermas não têm ovário, de forma que suas sementes não ficam encerradas durante o desenvolvimento. No entanto, as escamas dos cones fecham-se enquanto as sementes amadurecem, oferecendo-lhes assim alguma proteção.

Partes da Semente

As sementes têm três partes:

Embrião
Tecido que contém a reserva alimentar
Casca.

O embrião é a parte da semente que dá origem à planta. Contém estruturas que se transformam na raiz primária (a primeira raiz a crescer), no caule e nas primeiras folhas da nova planta. O embrião também encerra uma ou mais de uma estrutura especializada, semelhante a uma folha, que se chama cotilédone. As angiospermas têm um ou dois cotilédones. As que possuem um cotilédone são chamadas monocotiledôneas. As angiospermas com dois cotilédones são chamadas dicotiledôneas. As gimnospermas têm de dois a oito cotilédones.

Os cotilédones absorvem e digerem o alimento do tecido que contém a reserva alimentar. Nas angiospermas, esse tecido é chamado endosperma. Os cotilédones de algumas sementes dicotiledôneas absorvem rapidamente todo o alimento do endosperma necessário para que o embrião se desenvolva. Nas gimnospermas, o alimento é armazenado em um tecido chamado megagametófito.

A casca da semente recobre o embrião e o tecido que contém a reserva alimentar, protegendo-os de danos, insetos e perda de água. A casca da semente tanto pode ser de um tecido fino e delicado quanto espessa e dura.

Semente
Sementes de pepino, espécie das angiospermas, que possui dois cotilédones.

Desenvolvimento

A formação da semente é resultado da reprodução sexuada, na qual um núcleo espermático (célula sexual masculina) se une a uma oosfera (célula sexual feminina).

A produção de núcleos espermáticos e oosferas nas plantas formadoras de sementes envolve várias etapas complexas. Primeiro, os órgãos reprodutivos masculinos e femininos da planta produzem células microscópicas chamadas esporos. Estes se transformam em gametófitos, que são, na realidade, plantas minúsculas que vivem no interior dos órgãos reprodutivos da planta-mãe. Os gametófitos produzem os núcleos espermáticos e as oosferas.

Dispersão

Depois que as sementes amadurecem, passam por um estado de atividade reduzida, chamado dormência. Durante esse período, as sementes não germinam, mas são dispersadas pelas planta-mãe, pois assim aumenta a possibilidade de algumas caírem em áreas adequadas ao seu crescimento.

A Dispersão das sementes ocorre de várias formas. Em alguns casos, o fruto cai no chão e as sementes germinam próximas à planta-mãe. Em outros, as sementes são dispersadas quando o fruto se rompe, depois de secar. O rompimento pode espalhar as sementes a metros de distância.

No entanto, a maior parte das sementes apresenta características que possibilitam seu transporte pelo vento por longas distâncias (dispersão anemocórica), pelos animais (zoocórica), pela água ou pelos seres humanos.

Muitos tipos de semente têm características especiais que facilitam a dispersão pelo vento, como o pólen, que fecundará os óvulos de outras plantas à distância.

Os pássaros e outros animais também desempenham papel importante na dispersão das sementes. Ao comerem os frutos, as sementes não são digeridas, mas eliminadas nos seus dejetos. Podem, assim, ser depositadas a muitos quilômetros de distância da planta-mãe. Os animais também dispersam as sementes transportando frutos, sementes ou pólen no pêlo ou nas penas.

A maioria das plantas aquáticas dispersa suas sementes deixando-as flutuar nos rios, lagos e oceanos.

Como as Sementes Germinam

As sementes maduras transformam-se em nova planta por meio da germinação. Após a dispersão, a maioria das sementes permanece dormente, o que impede a germinação enquanto condições ambientais não forem favoráveis ao crescimento.

As sementes podem permanecer dormentes por períodos variáveis e ainda assim ser capazes de germinar sob condições adequadas. Em geral, o período de viabilidade varia de algumas semanas a 50 anos.

A maior curiosidade ocorre com as sementes do lótus: os cientistas descobriram que essas sementes, mesmo em dormência há 10 mil anos, podem germinar se as condições forem favoráveis a seu desenvolvimento.

As condições para a germinação das sementes são água abundante, suprimento adequado de oxigênio e temperatura favorável.

Fonte: www.klickeducacao.com.br

Semente

FORMAÇÃO DA SEMENTE

Depois de ocorrer a polinização o estigma fica cheio de grãos de pólen. Cada um desenvolve um tubo polínico, onde se formam dois gâmetas masculinos. O tubo polínico atravessa o estilete até atingir o óvulo, o qual contém o gâmeta feminino.

Um dos gâmetas masculinos junta-se ao gâmeta feminino e origina o ovo ou zigoto. O outro gâmeta masculino junta-se a outra célula do óvulo, formando uma célula que, posteriormente, produz substâncias de reserva - célula-mãe das substâncias de reserva.

Após esta dupla fecundação, o ovo ou zigoto origina o embrião e a célula-mãe das substâncias de reserva forma as substâncias de reserva.

Ao embrião mais as substâncias de reserva envolvidos por um tegumento chama-se semente.

Semente

Semente

Semente

Fonte: www.prof2000.pt

Semente

FUNÇÕES DA SEMENTE

O que é?

É o resultado do desenvolvimento do óvulo fecundado.

Sua Função

Sua principal função é dar origem a uma nova planta, garantido a propagação da espécie.

Suas Partes

A semente é originada do óvulo fecundado e desenvolvido, então veremos primeiramente a formação do óvulo:

Tegumento: Duplo, formado pela primina e secundina.
Nucela:
Tecido nutritivo que envolve o saco embrionário.
Saco embrionário:
É resultado da divisão redutora de uma célula-mãe inicial.
Funículo:
É o pedúnculo que liga o óvulo à placenta.
Hilo:
É a porção terminal do funículo.
Chalaza:
Região basal da nucela, de onde diferenciam-se primina e secundina.
Micrópila:
Pequena abertura deixada pela primina e secundina.

Semente

Tegumento ou casca:

Testa: É originada pela primina do óvulo, é geralmente espessa e lignificada.
Tégmen:
É a camada mais interna da casca, originada pela secundina.

Tegumentos suplementares

Arilo: Originado pelo funículo, de aspecto esponjoso ou gelatinoso.
Arilóide:
Parecido com o arilo, mas não originado pelo funículo. Ex.: noz-moscada.
Carúncula:
Arilóide pequeno, mais ou menos carnoso, formado perto da micrópila. Ex.: mamona.

Amêndoa

Embrião: Produto da fecundação propriamente dita, é constituído pela radícula, pelo caulículo e pela gema (que originarão a raiz, o caule e as folhas, respectivamente).
Cotilédones:
São folhas embrionárias.
Albúmen ou endosperma:
Tecido nutritivo que reveste o embrião.

Cicatrizes da semente

Hilo: É a cicatriz do ponto de ligação da semente ao fruto, corresponde ao hilo do óvulo.
Micrópila:
Uma pequena depressão corresponde à micropila do óvulo.
Rafe:
Uma cicatriz alongada, acima do hilo, em oposição a micrópila, deixada pelo funículo nos óvulos curvados.

Germinação da Semente

Condições para que ocorra a germinação:

Semente deve estar perfeita e madura
Água no solo
Solo arejado
Luz solar
Calor: cada espécie tem uma temperatura ótima para a germinação

Passos da germinação:

1. Absorção de água pela semente
2
. Rompimento da casca pelo aumento de volume da semente
3.
Saída da radícula por geotropismo positivo, penetrando no solo, onde se ramifica transformando-se em sistema radicial
4.
Do lado oposta sai o caulículo por geotropismo negativo, transformando-se no caule e folhas.

Dispersão de Semente

A disseminação das sementes pode ocorrer de várias formas:

Zoocórica: Realizada por animais
Anemocórica:
Realizada pelo vento
Hidrocórica:
Realizada pela água
Antropocórica:
Realizada pelo homem

Fonte: www.ambientebrasil.com.br

Semente

Este trabalho tem como objetivo principal relatar os diversos conceitos para as sementes e suas funções, onde, tentaremos mostrar com as melhores das intenções a sua disposição, e para que por meio da pesquisa possamos engrandecer o nosso conhecimento.

A semente é a formação dos vegetais superiores, responsável pela perpetuação das espécies.

Em outros termos, podemos dizer que a semente, é o óvulo fecundado e desenvolvido.

PARTES DA SEMENTE

Tegumento: Testa, Tegmen
Amêndoa:
Embrião (radícula, gêmula, caulículo, cotilédone) , Albúmen (amiláceo, oleaginoso, córneo)

Tegumento

É o envoltório protetor da semente, originário dos tegumentos do óvulo. Sua resistência em geral, relaciona-se com a consistência do pericarpo.

Em algumas sementes, o tegumento é constituído por duas partes: a testa, que é externa e espessa, e o tegmen, que é a parte interna, mais delgada. Estas partes correspondem, mas não obrigatoriamente à prima e secundina do óvulo.

Amêndoa

É a parte principal da semente. Corresponde à nucela do óvulo, um tanto modificada depois da fecundação. É protegida pelo tegumento e consta, em geral, de duas partes: embrião e albúmen.

Embrião

É a parte principal da semente. A experiência demonstra ser o embrião responsável pela origem do novo vegetal, quando há germinação da semente.

Efetivamente, o embrião é um verdadeiro vegetal em estado potencial, com seus órgãos rudimentares, representados pela radícula, caulículo e gêmula.

A radícula dá origem há raiz, enquanto que, o caulículo origina o colo ou nó vital (região de transição entre a raiz e o caule); a gêmula se responsabiliza pelo desenvolvimento do caule e das folhas.

Os cotilédones são folhas modificadas que se traduzem em reservatórios de alimentos, utilizados pelo vegetal nos primórdios do seu desenvolvimento.

Albúmen

É a reserva alimentar acumulada na semente, fora dos cotilédones.

De acordo com a natureza das substâncias que o formam, o albúmen pode ser:
Amiláceo:
Se o amido for o seu principal componente. Exemplo: cereais.
Oleaginoso:
Quando há predominância dos lipídios. Exemplo: mamona.
Córneo:
Quando se apresenta rígido. Exemplo: café.
Disseminação das sementes
: Por disseminação, entendemos a dispersão das sementes pela superfície do globo terrestre.

Muitos fatores favorecem ou participam diretamente deste fenômeno, sendo chamados de agentes disseminadores, são eles:

Ventos

Estes transportam sementes pequenas e leves. Algumas possuem expansões (asas) que aumentam a sua superfície, diminuindo o seu peso específico. Isto concorre para que permaneçam longo do tempo suspensas no ar.

Exemplos: pente de macaco, ipê e jatobá.

Água

Alguns frutos de vegetais aquáticos possuem cavidades cheias de ar, que permitem a flutuação dos mesmo nas correntes marinhas e rios. Exemplo típico é o coco da Bahia.

Animais do campo

Estes podem transportar as sementes presas ao seu corpo por intermédio de espículas, dentículos, ganchos, etc., como ocorre com o picão e o carrapicho.

Algumas sementes quando ingeridas pelo animal, com o respectivo fruto, passam intactas pelo tubo digestivo e são eliminadas com as suas fezes, ganhando propícias condições de desenvolvimento.

Pássaros

Estes também se tornam bons agentes disseminadores, principalmente no que diz respeito às sementes eliminadas com as suas fezes, após a ingestão de frutos. Exemplo: maracujá.

O próprio fruto

Alguns frutos, como os de feijão silvestre, lançam as suas sementes a consideráveis distâncias, o que favorece sobremaneira a sua disseminação.

O homem

Devemos lembrar que, por meio da agricultura, muito colabora o homem para o processo em questão, principalmente no que diz respeito ao transporte das sementes de um país a outro.

Germinação das sementes

Chama-se germinação ao conjunto de fenômenos que ocorrem na semente, para dar origem a um novo vegetal.

Deste processo, resulta a formação de uma nova planta, da mesma espécie. Por exemplo, da germinação da semente do limão, resulta um novo limoeiro.

Na germinação da semente, interferem fatores que são divididos em dois grupos: fatores externos ou extrínsecos e fatores internos ou intrínsecos.

Fatores externos ou extrínsecos

São os que dependem do meio onde a semente foi colocada. Os mais importantes são: umidade, oxigênio e temperatura.

Umidade

É muito importante para a germinação, pois a água dissolve os alimentos contidos no albúmen, permitindo assim, o seu aproveitamento. Além disso a água é responsável pelo intumescimento da semente, o que facilita o rompimento do tegumento, que é importante para o desenvolvimento do embrião.

Oxigênio

É indispensável para a vida; como todos os seres vivos necessitam de oxigênio para viver, é óbvio que também uma semente em germinação, dele necessite, pois esta nada mais é do que um ser vivo no início de seu desenvolvimento.

Temperatura

Embora não tenha a importância dos precedentes, deve ser levada em consideração. A cada vegetal corresponde um limite máximo e um mínimo de temperatura, acima ou abaixo dos quais a germinação é impossível. A temperatura na qual a germinação em dada semente melhor se processa chama-se temperatura ótima de germinação.

Fatores internos ou intrínsecos

São os que dependem unicamente da semente:

A semente deve estar viva: Naturalmente está é uma condição primordial e indiscutível.
Asemente deve estar completa:
Se eventualmente a semente vem a carecer de alguma de suas estruturas, não se observa o fenômeno de germinação.

A semente deve estar madura

Em geral, o amadurecimento da semente se coincide com o do fruto. Há casos, porém, que constituem exceções. Por exemplo, a semente do pêssego amadurece muitos meses depois do amadurecimento do fruto; com o feijão acontece o contrário, isto é, a semente amadurece antes do fruto.

Quando satisfeitas condições extrínsecas e intrínsecas, a semente germina.

Na germinação há inicialmente um aumento de volume da semente devido à entrada de água. Depois, o tegumento se rompe; ao mesmo tempo, a radícula se desenvolve, procurando fixar-se. o Caulículo desenvolve-se na mesma direção da raiz, mas em sentido oposto (a radícula para baixo e o caulículo para cima).

Enquanto isso acontece, a gêmula inicia o seu desenvolvimento para dar origem ao caule e às folhas.

Com os cotilédones, dois fatos podem se dar:

São levados para cima pelo caulículo. É o que acontece com o feijão. Diz-se que estas sementes são de germinação epígea.

Ás vezes, os cotilédones mantêm no interior do solo. Estas sementes são de germinação hipógea. Exemplo: milho.

A semente

Tem origem a partir do desenvolvimento do óvulo após a fecundação. Em seu interior encontra-se o embrião, que após a germinação dará origem a uma nova planta.

Constituição da Semente

Uma semente está constituída pelo tegumento e amêndoa.

O tegumento é a estrutura de revestimento de uma semente e, geralmente, é formado por duas camadas: a testa, que é externa, e o tégmen, que é interno. O primeiro deriva da primina do óvulo e o segundo da secundina.

A amêndoa está constituída pelo embrião e suas reservas nutritivas, que podem estar contidas em estruturas como o abúlmen, cotilédones ou perisprema.

No tegumento de algumas sementes encontram-se o que se denomina cicatrizes e anexos. Ambos são vestígios das estruturas do óvulo que persistem na semente.

As cicatrizes podem ser: Hilo (local de inserção do óvulo no ovário), Rafe (oriunda do funículo) e Micrópila. Os anexos são o Arilo (expansão do tegumento formada a nível de funículo) e Carúncula (expansão dos bordos da micrópila).

O Embrião

O embrião é o resultado do desenvolvimento do zigoto após a fecundação da oosfera pelo núcleo espermático do tubo polínico.

É formado pelas seguintes partes:

Radícula: É a parte do embrião que forma a raiz da planta.
Gêmula:
É a parte situada acima da inserção dos cotilédones; constitui o broto terminal.
Caulículo:
Dá origem ao chamado eixo Hipocotiledonário que formará o caule.

A semente de monocotiledônea

Nas monocotiledôneas o fruto e a semente estão, de forma geral, intimamente ligados em toda sua extensão. Nas gramíneas, é comum a presença de um albúmen triplóide, e a gêmula e o caulículo estão protegidos por uma estrutura em forma de capuz denominada coleóptile, enquanto a radícula apresenta uma proteção denominada coleorriza. O cotilédone é chamado especificamente de escutelo.

Germinação de Semente

Na germinação de sementes de dicotiledôneas, os cotilédones se colocam acima do solo. Tal fato caracteriza a germinação epígea.

Nas monocotiledôneas o único cotilédone que se forma permanece abaixo da superfície do solo, o que caracteriza uma germinação hipógea.

Para ocorrer a germinação são necessárias determinadas condições. Estas são divididas em condições intrínsecas e condições extrínsecas.

As condições intrínsecas dizem respeito à própria semente. A maturidade e a boa formação representam tais condições.

As condições extrínsecas dizem respeito aos fatores externos, como a água o ar e a luz.

A semente deve absorver água que dissolve os grãos de aleurona, formando vacúolos nutridores das células da semente.

O solo onde a semente se desenvolve deve estar arejado, pois a germinação só começa com o início da respiração.

A luz também influencia a germinação. Sementes que germinam na presença de luz são denominadas fotoblásticas positivas e aquelas que germinam no escuro são as fotoblásticas negativas.

Conclusão

No decorrer da realização deste trabalho, as intenções de alcançar sua perfeição foram as das melhores possíveis.

Através dele pudemos entender e compreender como é a formação das sementes e suas funções.

Ao terminá-lo foi imensa nossa satisfação pelo conhecimento adquirido e tendo certeza de que será de grande importância para o decorrer de nossas vidas.

Fonte: www.coladaweb.com

Semente

Semente
Semente de Cacau

Semente
Semente de Seringueira

A semente é o óvulo maduro fecundado e consta de 3 partes: o embrião, o endosperma (às vezes ausente) e a casca (testa + tegmen).

Observação

Não ocorrendo dupla fecundação nas Gimnnospermas, não há endosperma, persistindo o macrogametófito como tecido de nutrição.

Funções

A. proteção ao embrião.

Contra insetos, microorganismos, dissecação, etc.

Dispersão

Suas características morfológicas, biológicas e bioquímicas desempenham importante papel no sucesso da plântula. Podem apresentar grande diversidade estrutural; as orquídeas apresentam sementes de 2 x 10-6g, enquanto Mora oleífera (Moraceae) possui sementes de até 1 Kg! ·

O endosperma geralmente passa, em sua formação, da fase nuclear para a celular, mas pode permanecer nuclear (coco). O endosperma é absorvido durante o desenvolvimento.

As sementes podem ser ALBUMINOSAS (endospermadas), quando o endosperma persiste durante todo o desenvolvimento do embrião (Ricinus) ou EXALBUMINOSAS (exospermadas), quando o endosperma né consumido no início do desenvolvimento do embrião; nesse caso, as reservas vão para os cotilédones.

As reservas podem ser amido (feijão), óleo (amendoim), proteína (soja), etc.

Carúncula

Estrutura carnosa existente em sementes de muitas Euphorbiaceae - atua na dispersão (por ser adocicada, atrai formigas) e atua na germinação, por ser higoscópica.

Arilo

Surge do funículo (pedúnculo do óvulo) e envolve o óvulo parcial ou totalmente, após a fecundação. Na semente madura, atrai dispersores.

Sarcotesta

Quando a testa da semente se torna pulposa e comestível (mamão, ingá).

Hilo

Cicatriz deixada pelo funículo

Rafe

Parte do hilo que permanece unida ao tegumento, em óvulos anátropos (que se curvam).

Cicatriz da micrópila

Visível ou não; deixada pela micrópila do óvulo.

Germinação

A embebição é o primeiro passo para a germinação, com conseqüente aumento de volume interno e rompimento do tegumento, permitindo o crescimento do embrião para o meio exterior. A raiz primária penetra na terra, por geotropismo positivo enquanto, no outro extremo, outro eixo se desenvolve, geralmente por geotropismo negativo originando o caule e as folhas.

Mara Magenta

Fonte: www.unisanta.com.br

Semente

A semente representa o óvulo fecundado e desenvolvido.

A primina e a secundina do óvulo transformam-se na casca da semente.

A oosfera fecundada dará origem ao zigoto diplóide, que formará o embrião, e o zigoto triplóide, originado da fecundação dos núcleos polares, formará o endosperma secundário ou albúmen.

Semente
Semente

ESTRUTURA DA SEMENTE

A semente de angiosperma apresenta a seguinte organização:

Tegumento ou casca

Formado pela testa ou tégmen, com função de proteção e disseminação.

Amêndoa

Formada por endosperma secundário ou albúmen: tecido de reserva utilizado na formação do embrião.

As sementes maduras podem apresentar ou não o endosperma. Assim, as gramíneas (milho, arroz, trigo etc.), a semente de mamona apresentam o endosperma, mas a semente de feijão, ervilha, soja etc. não apresentam este tecido, e a reserva fica contida nos cotilédones.

Embrião

Constituído por um eixo embrionário dividido em duas partes: radícula e caulículo. Este divide-se em duas porções: hipocótilo e epicótilo, baseando-se na inserção dos cotilédones. No ápice do caulículo existe uma gema apical chamada gêmula ou plúmula. Nas monocotiledôneas só existe um cotilédone (escutelo) com função na digestão e absorção do endosperma. Nas dicotiledôneas, existem normalmente dois cotilédones, cheios de reservas. Nas gramíneas, o epicótilo é recoberto e protegido por uma espécie de capuz chamado coleóptile, que é considerado uma folha modificada para a proteção do caulículo.

Germinação da Semente

A semente madura, quando liberada pela planta, geralmente possui um embrião em estado de dormência, isto é, metabolicamente inativo, capaz de suportar condições adversas do meio ambiente, além de uma quantidade razoável de reserva.

A quantidade de reserva é bastante variável. Assim, em sementes de alface, muito pequenas, as reservas são suficientes para manter o crescimento do embrião durante alguns dias.

Nas sementes de ervilha, que, são maiores, as reservas são suficientes para várias semanas e, num caso extremo, como o coco-da-baía, a plântula, em um período de 15 meses, só consome metade das reservas acumuladas.

As reservas das sementes estão constituídas por lípides, principalmente óleos, uma vez que eles fornecem grandes quantidades de energia por unidade de peso.

Além de lípides, possuem proteínas, carboidratos, incluindo ainda os componentes do citoplasma, como ácidos nucléicos, vitaminas, coenzimas, enzimas e sais minerais.

A predominância dessas substâncias varia de semente para semente.

O teor em água das sementes é muito baixo, em torno de 5 a 20% do peso fresco (os tecidos ativos vegetais normalmente possuem de 80 a 95% de água).

Devido ao baixo teor hídrico, o metabolismo das sementes é muito baixo.

Durante a germinação, o primeiro fenômeno que ocorre é a absorção de água, que envolve tanto embebição como osmose.

As enzimas, presentes na semente, agora hidratada, promovem a hidrólise das reservas insolúveis. Assim sendo, o amido é hidrolisado até a formação de glicose.

A glicose é utilizada na respiração da plântula que inicia o seu crescimento.

As outras substâncias também hidrolisadas serão utilizadas na respiração celular e nas regiões de crescimento da plântula. Os tecidos de reserva são gastos e desaparecem como o endosperma; outros morrem e secam, como acontece com os cotilédones.

A temperatura é um fator decisivo na germinação das sementes, assim como o teor de oxigênio do meio ambiente.

Algumas sementes têm a germinação dependente da luz. São as sementes fotoblásticas positivas. Nelas o metabolismo só é ativado e ocorre germinação em presença de luz. Como exemplo, citamos algumas variedades de alface e do tabaco.

Fonte: www.objetivo.br

Semente

A SEMENTE E SUA GERMINAÇÃO

As sementes têm a função de perpetuação e multiplicação das espécies. É o elemento principal no estabelecimento, expansão, diversificação e desenvolvimento da agricultura.

As sementes iniciam nas flores, com a fertilização dos óvulos, ou seja, a recombinação genética de gametas masculino e feminino, estabelecendo uma variabilidade genética favorável à adaptação das espécies.

Uma semente é um óvulo fertilizado e desenvolvido, com grandes diferenças físicas entre as espécies, porém suas semelhanças são muitas e talvez mais importantes.

Muitas vezes, o termo semente é usado em seu sentido funcional, indicando toda e qualquer estrutura vegetal capaz de reproduzir uma planta.

As sementes grandes ou pequenas são constituídas de três componentes integrados:

Cobertura
Tecido de reserva
Eixo embrionário

A cobertura da semente tem como funções manter unidas as partes internas da semente, bem como fornecer proteção mecânica contra choques, microrganismos e insetos.

Também, lhe são atribuídas às funções reguladoras no processo de germinação. A cobertura da semente regula a entrada de água e oxigênio, necessários à germinação, podendo causar uma impermeabilidade da cobertura a esses elementos, o que é reconhecido como um mecanismo de dormência.

O tecido de reserva serve de suprimento nutritivo para o eixo embrionário, suportando seu crescimento inicial. Nas plantas superiores, como nas Poáceas (arroz, milho, trigo), as reservas estão no endosperma das sementes.

Entretanto, em muitas espécies de importância agronômica, o endosperma é parcial ou totalmente absorvido durante o desenvolvimento da semente em favor dos cotilédones, que assume a função de tecido de reserva, nas Fabáceas (feijão, soja).

O eixo embrionário é a unidade de propagação (mini planta), cuja função é retomar o crescimento e formar um novo indivíduo adulto. O eixo embrionário mais o(s) cotilédone(s) formam o embrião (Fig. 1).

Semente
Figura 1 - Sementes de Sibipiruna ( Caesalpinea Peltophoroides ). Três sementes normais, mostrando o eixo embrionário e cotilédones e uma semente deteriorada.

Os cotilédones são estruturas seminais, de formato variável, ligadas ao eixo embrionário, com função de absorver e reservar alimentos do endosperma e/ou perisperma, que serão usados durante a germinação.

A perda de vigor e viabilidade das sementes envolve principalmente alterações no eixo embrionário.

As sementes de alta qualidade possuem boa capacidade para germinar, emergir, produzir uma população adequada de plantas vigorosas e saudáveis, facilitando a implantação das culturas.

O termo qualidade aplicado à semente envolve quatro aspectos:

Genético
Físico
Fisiológico
Sanitário

As características genéticas têm influência dominante na produtividade da colheita, pois é o conjunto do genoma que contém as qualidades específicas atribuídas a cada cultivar.

A qualidade física diz respeito à composição dos lotes, pois aqueles compostos apenas por sementes da espécie e cultivar escolhida, de tamanho uniforme facilitam o manuseio e influenciam na decisão do comprador.

A qualidade fisiológica indica a capacidade das sementes germinarem e estabelecerem uma população adequada de plantas. É a qualidade mais considerada e avaliada pelos produtores e que causa maior preocupação, porque sementes sem qualidade fisiológica não servem para a semeadura.

A qualidade sanitária indica a presença, junto das sementes, de microrganismos patogênicos ou insetos, os quais podem ser carregados nas sementes, afetando o desempenho das plantas e a produtividade.

O cumprimento da função biológica, ou seja, a propagação da espécie ocorre com a germinação da semente.

A germinação é o processo de retomada do crescimento ativo do eixo embrionário. Consiste da seqüência ordenada de atividades metabólicas, que inicia com a embebição das sementes, estabelece a retomada do desenvolvimento do embrião até a formação de uma plântula normal, depende de umidade, temperatura e oxigênio.

O grau de umidade exigido para a germinação varia entre as espécies. Sementes monocotiledôneas (Poáceas), como os cereais, devem atingir 35 a 40%, para que haja germinação. As dicotiledôneas (Fabáceas), devido às diferenças na morfologia e composição química só germinam após alcançar 50 a 55% de água.

A velocidade de reidratação é influenciada por fatores tais como a permeabilidade da cobertura da semente, o grau de umidade inicial, a temperatura e a área de contato semente/substrato.

As variações de temperatura afetam não só o total de germinação, como também a velocidade e a uniformidade do processo. A temperatura ótima para a germinação das sementes é aquela em que o maior número de sementes germina no mais curto período, para a maioria das espécies cultivadas, encontra-se entre 20 e 30°C. Ao se reduzir a temperatura, a partir da ótima, reduz-se a velocidade de germinação, enquanto o aumento, em direção aos valores máximos suportados pela espécie, proporciona redução tanto na velocidade quanto no percentual de germinação.

O oxigênio é necessário para o grande aumento na atividade respiratória exigida no processo de germinação e subseqüente crescimento e desenvolvimento da plântula.

A atmosfera contém oxigênio suficiente (± 21%), para a germinação das sementes, este somente se torna limitante quando sua disponibilidade para o embrião é bloqueada ou impedida por um fator ambiental ou condição da semente, como o excesso de umidade no substrato e impermeabilidade da cobertura, respectivamente.

A germinação pode não ocorrer devido à dormência, danos mecânicos severos ou deterioração das sementes.

Fonte: www.ufsm.br

Semente

Estrutura de propagação das plantas superiores, origina-se do óvulo fecundado. Presente em Gimnospermas e Angiospermas, a semente é a unidade reprodutiva que dá início a uma nova geração. Contém o novo esporófito sob forma de embrião e protege-o contra a dessecação, danos mecânicos e ataques de organismos diversos (microorganismos, insetos etc.). Assim, seu surgimento de importância vital para o sucesso evolutivo das plantas terrestres.

Dependem das características morfológicas, fisiológicas e bioquímicas da semente, o tempo e o local de estabelecimento do novo indivíduo, além do vigor da plântula jovem.

Semente

Basicamente, a semente é constituída das seguintes partes:

O embrião, transitoriamente quiescente;
O endosperma (à vezes ausente);
A casca (tegumento seminal).

Formação da semente

Após a fecundação, dentro do óvulo, o zigoto sofre divisões sucessivas, dando origem ao embrião e cotilédone, ou cotilédones.

Em alguns casos, como houve uma dupla fecundação, formou-se no interior do óvulo uma célula triplóide, denominada "célula-mãe-do endosperma" que, ao se multiplicar, origina um tecido de reserva denominado albúmem ou endosperma (3n), que pode aparecer em algumas dicotiledôneas e é freqüênte nas monocotiledôneas.

Enquanto isto, as duas camadas de células externas do óvulo, a primina e a secundina, originam a casca ou tegumento da semente.

Tegumento

O tegumento ou casca, reveste a amêndoa e geralmente se divide em testa e tégmen, que procedem, respectivamente, da primina e da secundina do óvulo.

Constituem os envoltórios da semente, sendo a testa o externo e o tégmen o interno.

Nos frutos de pericarpo indeiscente, geralmente os tegumentos da semente são delgados e menos lignificados do que os das sementes dos frutos carnosos ou de pericarpo deiscente.

As sementes estão ligadas a parede do fruto pelo funículo, e ao se destacarem, fica uma cicatriz na testa, denominada hilo, que corresponde ao hilo do óvulo. Na testa distingue-se, ainda, a micrópila, que também corresponde a do óvulo, identificada por pequeno orifício próximo ou não do hilo. A testa pode apresentar os seguintes aspectos: liso no feijão; rugoso no mamão; piloso no algodão; gelificado na romã; estriado no tabaco; pregueado na esporinha; reticulado no agrião (Nasturtium officinale); alveolado na papoula; colorido no olho-de-pombo (Abrus precatorius) e no feijão; manchado na mamona.

Há ainda, sementes com expansões aliformes (sementes aladas ou samaróides) como as dos ipês, da flor-de-são-joão (Pyrostegia venusta) do jequitibá e da merindiba-rosa (Lafoensia glyptocarpa).

A consistência da testa varia com os diferentes tipos de sementes, sendo as mais comuns as seguintes: lenhosa, carnosa e membranosa. Além dos aspectos da testa citados, as sementes podem ter apêndices e estruturas importantes, sendo as mais conhecidas as seguintes:

Arilo, excrescência ou revestimento formado geralmente pela parte superior do funículo, e envolve, total ou parcialmente, a semente.

O arilo é carnoso e vermelho no melão-de-são-caetano e carnoso e alaranjado no maracujá; membranoso de cor azul, na árvore-do-viajante (Revenala madagascariensis); piloso, de cor alaranjada, noutra espécie de árvores-do-viajante (Strelitzia nicolai). Na noz-moscada (Myristica fragans) o arilo é desenvolvido, ramificado, de cor roxa e possui substância odoríferas.

Na Ginosperma Taxus bascata o arilo é uma expansão que parte da base da semente e a envolve quase completamente.

·Arilódio ou falso Arilo, semelhante ao arilo, porém, proveniente dos tecidos próximos da micrópila e, como envoltório, reveste a semente. Encontra-se na semente da pimenta-do-sertão (Xylopia grandiflora) e no Evonymus europoeus.

Carúncula, excrescência mamilar, carnosa, em torno da micrópila e dela originária. Ocorre nas sementes de mamona e do pinhão-de-purga (Jatropha curcas).

A Segunda membrana do integumento, o tégmen, envolve a amêndoa como uma película delgada, e, em muitos casos, de difícil remoção. Pode faltar.

Amêndoa

A amêndoa é a parte mais importante da semente, constituída de albúmem ou endosperma, formando, por divisão, da célula resultante da fusão do núcleo espermático com dois núcleos polares, e do embrião, oriundo do zigoto.

O albúmem é um tecido de reserva e, quando falta, a semente denomina-se exalbuminada, como no feijão, ervilha, orquídea e cacau.

Nesse caso, o embrião ocupa todo o interior da semente e as reservas nutritivas localizam-se no cotilédone ou cotilédones, conforme se trata de planta Monocotiledônea, Dicotiledônea ou Gimnosperma. Quando a amêndoa tem albúmem, a semente é denominada de, semente albuminada.

Ex. pinhão, algodão, mamão, café, milho, trigo, centeio, cevada e demais Gramíneas. O embrião ocupa posição variável no albúmem central na mamona e lateral no milho.

Nas Ginospermas, o albúmem ou endospermas já se encontra formado antes de dar-se a fecundação do óvulo.

ALBÚMEM (Endosperma)

Segundo a natureza químicas das reservas e a consistência, o albúmem pode classificar-se nas seguintes categorias:

Oleaginoso: Quando contém substância oleaginosas e protídeos. Exemplos: Mamona, coco-da-bahia, noz-européia, algodão e girassol.
Córneo:
Paredes das células muito espessas e endurecidas, devido ao acúmulo de reservas representadas pela celulose. Exemplos: Café, tâmara, marfim-vegetal ou jarina (Phytelephas macrocarpa e P. microcarpa).
Gelatinoso:
As reservas são constituídas pela celulose que impregna as paredes celulares, porém, com a absorção da água, elas amolecem e se gelificam, como em certas gramíneas.

Amiláceo

O amido é a principal reserva, havendo contudo, pequena porcentagem de albuminóides. No milho, no arroz, no trigo e no fruto de outras Gramíneas, a camada periférica do albúmem não tem amido, mas substância albuminóides, a conhecida camada aleurônica.

Em algumas sementes, permanece uma delgada camada do nucelo ao redor do albúmem, constituindo o perisperma, encontrado na pimenta-do-reino (Piper nigrum), nas ninféias e nas Singiberáceas.

Nas sementes das Canáceas há somente perisperma, com o mesmo papel do albúmem.

EMBRIÃO

O embrião ou planta embrionária, mostra-se com aspectos distintos nas diversas espécies de semente e isso devido ao relativo desenvolvimento de suas partes, contudo, salvo algumas exceções, o embrião é formado dos mesmo órgãos, as quais, na maioria das sementes, são:

Plúmula, caule embrionário

Cotilédones, folhas seminais, às vezes uma apenas.

Hipocótilo, parte do embrião entre a inserção dos cotilédones e a extremidade superior da radícula, muito curta em algumas sementes.

Radícula, raiz embrionária

Em reduzido número de plantas, entre elas a maioria das orquídeas, o embrião é extremamente rudimentar e consiste, no mais das vezes, de uma pequena massa de células indiferenciadas. A reunião da plúmula hipocótilo e radícula, forma o eixo do embrião.

Durante a germinação da semente, a plúmula desenvolve-se a dá o caule, a radícula dá origem á raiz primária. Os cotilédones são folhas inseridas lateralmente no eixo do embrião e são de duração limitada. Diferem das folhas normais ou típicas da planta, em virtude de sua adaptação às funções de reserva dos alimentos ou da função de absorção dos alimentos do endosperma.

Em algumas plantas, os cotilédones podem fotossintetizar por certo tempo, depois da saída do embrião dos tegumentos da semente.

A porção do eixo principal do embrião, abaixo dos cotilédones e acima da radícula, denomina-se hipocótilo. Dificilmente se pode determinar, sem o estudo anatômico do embrião, onde a radícula e o hipocótilo se unem, uma vez que é no hipocótilo que se dá a transição na posição do floema e do xilema, os quais, na radícula se alternam radialmente e no hipocótilo estão unidos num feixe, com o floema externo ao xilema. Na extremidade da radícula há um meristema apical, geralmente seguido pela coifa como acontece nas raízes típicas. Às vezes a plúmula é muito pequena e pouco desenvolvida, consistindo unicamente o ápice vegetativo do caule embrionário. Em muitos embriões, todavia, a plúmula é rodeada por primórdios foliares e, com o meristema apical, forma a gema terminal.

Condições para a germinação das sementes

Condições intrínsecas - são condições internas, da própria semente, necessárias para a germinação.

São elas:

Maturidade

A semente deve estar completamente desenvolvida e madura. Deve-se notar que, em alguns frutos, a maturação da semente não coincide com a maturação do pericarpo que, em alguns casos, amadurece antes.

Boa constituição

As sementes devem estar completas, com todas as suas partes essenciais perfeitamente constituídas.

Condições extínsecas

São as condições do ambiente necessária à germinação, tais como:

Água: Geralmente é o fator que desencadeia o processo, pois as sementes, antes de germinar, necessitam passar por um processo de embebição, que vai permitir a hidrólise do amido e o início da respiração.
Ar:
O solo deve ser devidamente arejado para que, com o início do processo respiratório, se inicie a a germinação. Calor - todos os processos biológicos são condicionados pela temperatura e cada espécie tem uma temperatura ideal para que suas semente germinem.
Luz:
Algumas sementes tem a sua germinação influênciada pela presença ou ausência de luz. Este fenômeno é denominado de fotoblastismo.
Dormência:
É a incapacidade que algumas sementes têm de germinar, causada por fatores internos, como a demora na maturação ou pela presença de produtos inibidores que desaparecem com o passar do tempo.
Quiescência:
É a incapacidade que todas as sementes têm de germinar quando os fatores externos sejam desfavoráveis.
Disseminação de Frutos e sementes:
A disseminação de frutos e sementes é um fenômeno extremamente desejável e necessáario para a preservação da espécie que, quanto mais variado e vasto seja o seu habitat, melhores condições de sobrevivência a terá.

A disseminação é feita através de diversos agentes, que são:

Vento: Vegetais anemocóricos
Água:
Vegetais hidrocóricos
Animais:
Vegetais zoocóricos
Homem:
Vegetais antropocóricos

Fonte: www.biomania.com.br

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