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Amebíase

A amebíase é uma infecção do intestino grosso causada pela Entamoeba histolytica, um parasita unicelular.

A Entamoeba histolytica existe sob duas formas durante o seu ciclo de vida: o parasita ativo (trofozoíto) e o parasita inativo (quisto).

Os trofozoítos vivem entre o conteúdo intestinal e alimentam-se de bactérias ou então da parede do intestino.

Quando a infecção se inicia, os trofozoítos podem causar diarreia, o que faz com que saiam para fora do corpo. Uma vez fora, os frágeis trofozoítos morrem.

Quando o doente não tem diarreia, costumam converter-se em quistos antes de abandonarem o intestino.

Os quistos são muito resistentes e podem disseminar-se quer diretamente de pessoa a pessoa, quer indiretamente através dos alimentos ou da água.

A transmissão direta ocorre através do contato com fezes infectadas.

É mais provável que a amebíase se propague entre os que vivem em asilos e têm uma higiene inapropriada do que entre aqueles que não vivem desse modo; também se torna mais provável o seu contágio por contato sexual, particularmente entre homossexuais masculinos, do que por um contato eventual ou fortuito.

A transmissão indireta dos quistos é mais frequente nas zonas com más condições sanitárias, como os campos de trabalho não permanentes.

As frutas e verduras podem contaminar-se quando crescem em terra fertilizada com adubo humano, são lavadas com água contaminada ou são preparadas por alguém que está infectado.

Amebíase

Além das úlceras no cólon, as amebas podem causar abcessos em diferentes órgãos, dos quais o mais frequentemente afetado é o fígado.

Amebíase

Sintomas

Geralmente os infectados, em particular os que vivem em climas temperados, não apresentam sintomas. Em certos casos, os sintomas são tão ligeiros que quase passam despercebidos.

Podem consistir em diarreia e obstipação intermitentes, numa maior quantidade de gás (flatulência) e dores abdominais. O abdómen pode ser doloroso ao tato e é possível que as fezes contenham muco e sangue.

Pode haver escassa febre. Entre um ataque e outro, os sintomas diminuem até se limitarem a algias recorrentes e fezes líquidas ou muito moles. O emagrecimento (emaciação) e a anemia são muito frequentes.

Quando os trofozoítos invadem a parede intestinal, é possível que se forme um grande volume na mesma (ameboma) que pode obstruir o intestino e ser confundido com um cancro.

Por vezes, os trofozoítos originam uma perfuração intestinal. A libertação do conteúdo intestinal para dentro da cavidade abdominal causa uma grande dor na zona agora infectada (peritonite), o que requer atenção cirúrgica imediata.

A invasão por parte dos trofozoítos do apêndice e do intestino que o rodeia pode provocar uma forma leve de apendicite. Durante a cirurgia da apendicite podem espalhar-se por todo o abdómen.

Como consequência, a operação poderá ser atrasada de entre 48 a 72 horas com o objetivo de eliminar os trofozoítos mediante um tratamento com fármacos.

No fígado pode formar-se um abcesso cheio de trofozoítos. Os sintomas consistem em dor ou mal--estar na zona que se encontra acima do fígado, febre intermitente, suores, calafrios, náuseas, vómitos, fraqueza, perda de peso e, ocasionalmente, uma ligeira icterícia.

Em certos casos, os trofozoítos disseminam-se através da corrente sanguínea, causando infecção nos pulmões, no cérebro e noutros órgãos.

A pele também é, por vezes, infectada, especialmente em torno das nádegas e nos órgãos genitais, da mesma forma que as feridas causadas por cirurgia ou por lesões.

Diagnóstico

A amebíase diagnostica-se no laboratório examinando as fezes de um indivíduo infectado; para estabelecer o diagnóstico costuma ser necessário analisar entre 3 e 6 amostras.

Para observar o interior do reto e colher uma amostra de tecido de qualquer úlcera que se encontre, pode utilizar-se um retoscópio (tubo flexível de visualização).

Os doentes com um abcesso hepático têm quase sempre no sangue valores elevados de anticorpos contra o parasita.

Contudo, como esses anticorpos podem permanecer na corrente durante meses ou anos, o achado de valores elevados de anticorpos não indica necessariamente que exista um abcesso.

Em consequência, se o médico pensa que se formou um abcesso, pode prescrever um fármaco que elimine as amebas (um amebicida). Se o fármaco resultar eficazmente, dá-se por assente que o diagnóstico de amebíase era correto.

Tratamento

Vários fármacos amebicidas que se ingerem por via oral (como o iodoquinol, a paromomicina e a diloxanida) eliminam os parasitas do intestino.

Para os casos graves e as infecções localizadas fora do intestino administra-se metronidazol ou desidroemetina. Voltam a examinar-se amostras de fezes ao cabo de 1, 3 e 6 meses após o tratamento para assegurar que o doente está curado.

Fonte: www.manualmerck.net

Amebíase

Algumas amebas, como a Entamoeba histolytica, podem causar doenças no homem. Ela faz parte de um grupo maior de amebas, da família Endamoebidae, que são parasitas comuns da nossa espécie. Elas vivem no nosso aparelho digestivo ou infectam tecidos, são pequenas e têm a capacidade de formar cistos, que são uma forma resistente às condições desfavoráveis do ambiente.

A Entamoeba histolytica geralmente convive bem com nossa espécie, não causando problemas. Por isso ela é colocada no grupo das Endamoebas, que significa amebas interiores, geralmente encontradas no interior de animais vertebrados. Mas em determinadas condições ela se torna patogênica: começa a engolir ou fagocitar células do nosso organismo (como as hemácias), ou começa a invadir órgãos e tecidos, como o fígado ou o intestino. É só então que ela causa a doença.

A amebíase pode provocar de uma simples disenteria (diarréia) até o comprometimento de algum órgão ou tecido.

Ela ocorre em todo o mundo e geralmente está associada a condições econômica e de higiene precárias.

Por que? Pelo simples fato de que só se pega amebíase ingerindo cistos que contaminam a água e os alimentos. Mas como estes cistos vão parar na água, contaminando-a? Como parasita intestinal obrigatório do homem, só há um meio de fazê-lo: pelas fezes. Quando o saneamento básico e as condições de higiene das populações são precárias, a possibilidade de contaminação das águas por fezes humanas aumenta. Esta mesma água poderá ser utilizada, rio abaixo, para a irrigação de hortaliças e frutas ou mesmo para o consumo humano direto. Você conseguiu visualizar o ciclo todo? Para piorar o quadro, os cistos que vão contaminar o ambiente ainda por cima são resistentes! Eles duram em média 30 dias na água, 12 dias em fezes frescas, 24 horas em pães e bolos e 20 horas em laticínios (produtos derivados do leite)!

Mas felizmente podemos quebrar esta cadeia de transmissão: basta que possamos assegurar condições mínimas de saneamento básico às populações e proporcionar a elas água tratada, já que o cloro adicionado nas estações de tratamento mata os cistos desta e de outras amebas.

Além disso, devemos possuir, em nosso ambiente, hábitos de higiene como:

Lavar bem as mãos antes e após as refeições;

Lavar bem frutas e hortaliças e deixá-las de molho em uma solução de água com água sanitária (1 colher de sopa de água sanitária de boa qualidade para cada litro de água);

Ferver (por pelo menos 20 minutos) e filtrar águas de poço ou rios antes de bebê-las;

Evitar o contato direto e indireto com fezes humanas (use luvas!).

No caso de uma infecção já adquirida, existe tratamento eficiente com antibióticos, que custam caro e provocam efeitos colaterais como vertigens ou erupções da pele. Por isso, o melhor mesmo é prevenir a infecção!

Existem também outras amebas que parasitam o homem, mas que convivem normalmente sem causar doença como Endolimax nana e Iodameba butschlii.

Algumas espécies de vida livre podem, eventualmente, ser patogênicas para o homem como as amebas dos gêneros Hartmannella, Acanthameba e Naegleria, produzindo casos de infecção das meninges (meningoencefalite humana) e podendo levar à morte ou produzindo lesões da córnea (camada protetora dos olhos).

Fonte: www.invivo.fiocruz.br

Amebíase

Introdução

As parasitoses intestinais representam inúmeros e grandes problemas médico-sanitários a sociedade em geral, pela freqüência com que ocorrem e, especialmente, pela possibilidade, às vezes, de incapacitarem os indivíduos atingidos, ou mesmo leva-los a óbito.

Tal situação é bastante conhecida em nosso país onde as inter-relações entre o agente da doença, o hospedeiro e os fatores ambientais e socioeconômicos contribuem para a disseminação de doenças.

Assim os grupos sociais economicamente privilegiados são pouco sujeitos a certos tipos de doenças cuja incidência é acintosamente elevada nos grupos economicamente desprivilegiados. Neste trabalho procura-se dar ênfase as amebas de um modo geral, detalhando suas características principais, seus habitas, ciclo biológico e em especial a patogenia que pode ser causada por determinadas espécies. É de grande valia ressaltar que o mesmo estar direcionado as amebas que de uma forma ou de outra podem parasitar o homem.

Ameba - [Do gr. amoibé, 'que muda'.]

Protozoário, rizópode, da ordem dos amebinos, gêneros Amoeba Ehremb., Endamoeba Leidye outros. Locomove-se e alimenta-se por meiode pseudópodes.

As amebas são de vida livre,comensais ou parasitas.

Amebas de Parasitismo Obrigatório

Classificação

Segundo o Comitê de Sistemática da Sociedade Internacional de Protozoologia, as amebas intestinais são:

Sub-reino Protozoa, Philum Sarcomastigophora, Subphilum Sarcodina, Superclasse Rhizopoda, Classe Lobozia, Ordem Aemoebida, Família Entamoebida e Gêneros Entamoeba, Iodamoeba, Endolimax. O Gênero Dientamoeba, que antes pertencia à família Entamoebidae, hoje pertence à família Dientamoebidae.

Dentre estes destacaremos o gênero Entamoeba, por se tratar do mais comum e possuir espécies patogênicas. Este gênero é classificado de acordo com o número de núcleos dos cistos maduros ou pelo desconhecimento de cistos.

Estão descritos abaixo a espécies que podem ser encontradas no homem:

Entamoeba gingivalis

Não possui ou não são conhecidos os cistos.

Entamoeba polecki

Cisto com 1 núcleo;

Entamoeba histolytica, Entamoeba díspar, Entamoeba hartmani – Cistos com 4 núcleos;

Entamoeba coli

Cistos com 8 núcleos;

Dentre essas somente a Entamoeba histolytica é patogênica para o homem e a Entamoeba gingivalis é a única que não vive no intestino grosso do homem.

Morfologia

Há grande semelhança as espécies, por isso a distinção é dificultada, principalmente no trofozóito a fresco, por tanto para um diagnostico diferencial preciso, se faz necessário a analise de vários exemplares e várias estruturas.

Assim são distintas de acordo com:

Número e forma das inclusões citoplasmáticas

Tamanho do trofozóito e do cisto

Número de núcleos no cisto

Entamoeba histolytica

Trofozóito de 20 a 40mm podendo chegar a 60 mm na forma invasiva

Possui endo e ectocitoplasma

Geralmente um só núcleo

A fresco: pleomórfico, ativo, alongado, com emissão continua a rápida de pseudopodes

Pré-cisto, oval e ligeiramente arredondado e menor que o trofozóito

Cisto de 8 a 20 mm de diâmetro

Metacisto, multinucleado onde depois de divisões da origem ao trofozóito

Cariossoma pequeno e no centro do núcleo.

Entamoeba coli

Trofozoíto de 20 a 50 mm

Citoplasma não diferenciado em endo e ectocitoplasma

Núcleo de cromatina irregular e grosseira

Cariossoma grande e excêntrico

Corpos cromatóides finos

Entamoeba gingivalis

Trofozóito de 5 a 35 mm

Comum no tártaro dentário e processos inflamatórios da gengiva

Transmissão ocorre pelo contato direto (beijo)

Não patogênica

Entamoeba hartmanni

Trofozóitos de 7 a 12mm

Cisto de 5 a 10 mm de diâmetro

Citoplasma diferenciado

A estrutura nuclear, freqüentemente semelhante a E. histolytica

Vive como comensal na luz do intestino grosso.

Iodamoeba butschlii

De 10 a 15 mm, cisto ou trofozóito

Não apresenta cromatina periférica

Cariossoma grande e central

Um só núcleo no cisto.

Endolimax nana

Trofozóito de 10 a 12 mm é a menor das amebas que vivem no homem

Cisto oval de 8mm

Membrana celular fina e sem grãos de cromatina

Dientamoeba fragilis

Trofozóito de 8 a 22 mm, com dois núcleos

Não possui cistos

Cromatina se condensa em 4 a 6 grânulos.

Para alguns indivíduos apresenta-se não patogênica.

Ciclo biológico

Trofozóito – Pré-cisto – Cisto – Metacisto.

Em seqüência, ocorrem a partir da ingestão dos cistos maduros, estes passam pelo estômago e resistem a ação do sulco gástrico daí vão para o intestino grosso onde ocorre o desencistamento, surge o metacisto que sofre sucessivas divisões do núcleo e do citoplama, dando origem a 4 e depois 8 trofozóitos metacísticos.

Estes trofozóitos colonizam-se no intestino grosso vivendo como comensais.

Ciclo patogênico

Se houver desequilíbrio parasito-hospedeiro os trofozóitos invadem a submucosa intestinal, multiplicando-se de forma ativa no interior das ulceras. Podem chegar a entrar na corrente sangüínea e atingir outros órgãos como fígado, pulmão, rim, cérebro ou pele, esta infestação é caracterizada como amebíase extra-intestinal.

Transmissão

Ocorre com a ingestão de cistos maduros, encontrados na água não tratada, em frutas contaminadas mal lavadas e qualquer outro utensílio levado a boca, que esteja contaminado pelo cisto. Há uma outra possibilidade onde insetos serviriam como pontes e levariam as amebas para alimentos e outro.

Patogenia e virulência

Para o homem, como dito antes, só a Entamoeba histolytica causa patogenia, a infecção é de amebíase, esta com ou sem manifestação clínica. A infecção dar-se com a invasão dos trofozóitos nos tecidos do hospedeiro. Há diferentes virulências e grande variedade de potencial patogênico.

A virulência esta diretamente ligada a fatores do hospedeiro como: resposta imune, idade, peso, resistência, sexo, estado nutricional, dentre outros.

Manifestações clínicas

Pelos dados do Comitê de Peritos da OMS, em 1969, estas manifestações são de classificação difícil e arbitrária:

 Formas assintomáticas

 Formas sintomáticas

 Amebíase intestinal:

a) disentérica

b) colites não disentéricas

c) amebomas

d) apendicite amebiana. Complicações e seqüelas da amebíase intestinal: perfurações, peritonite, hemorragia, invaginação, colites pós-disentericas e estenoses.

 Amebíase extra-intestinal

Amebíase hepática:

a) aguda não supurativa

b) abscesso hepático ou necrose coliquativa.

 Amebíase cutânea

 Amebíase em outros órgãos: pulmão, cérebro, baço, rim e etc.

Infecção assintomática

Quase 90% dos casos são assintomáticos e a infecção é detectada pelo encontro de cistos no exame de fezes.

Infecção sintomática

É detectada uma colite disentérica que se manifesta de 2 a 4 evacuações, diarréicas ou não, por dia, com fezes pastosas ou moles, podendo conter sangue ou mucos. Cólicas e desconforto abdominal podem surgir e dificilmente febre. Esta infecção é caracterizada por alternância entre períodos silenciosos e manifestação clínica.

Diagnóstico

Clínico

Os sintomas são comuns a outros tipos de doenças portanto é incerto. Na grande maioria dos casso, especialmente na fase aguda, a amebíase pode ser facilmente confundida como disenteria bacilar, salmoneloses, síndrome de cólon irritado e esquistossomose.

LABORATORIAL

É mais preciso e tem o objetivo de encontra cisto e/ou trofozóitos nas fezes, este pode ser a fresco, direto ou indireto. Outros exames como o de soro e exsudatos podem determinar a infecção por E. histolytica.

Imunológico

Freqüentemente é mais usado para o diagnostico da amebíase extra-intestinal. Os métodos mais usados são: ELISA, imunofluorescência indireta, hemaglutinação indireta, contra-imunoeletrofores. Estes métodos consistem na obtenção de antígenos mais puros, sensíveis.

Epidimiologia

Cerca de 10% da população mundial infectada por Entamoeba histolytica apresentam formas invasoras do parasito.

Entretanto o índice de incidência dos casos de infecção é muito variado, isto devido a inúmeros fatores como: condições socioeconômicas e outras.

No Brasil a região amazônica tem o maior índice de casos patogênicos. No entanto o estes não apresentam tamanha gravidade que se verifica no México, e em alguns países da África e Ásia.

Entretanto alguns aspectos são comuns entre os países, no que se diz respeito a amebíase:

A E. histolytica não causa epidemia

A contaminação dar-se por ingestão de cistos nos alimentos e água contaminados

Maior freqüência de casos nos adultos

Os cistos permanecem viáveis (ao abrigo da luz solar e em condições de umidade) durante cerca de 20 dias.

Profilaxia

Está em torno da educação sanitária, onde simples medidas podem pelo menos amenizar a contaminação. Outra forma seria estimular a população para fazer exames preventivos, com fins de identificar os casos assintomáticos e trata-los, evitando assim a transmissão dos parasitos. Uma vacina tem sido testada, os experimento, ainda feitos em animais, mas ainda se esta longe da perfeição.

Tratamento

São três grupos de medicamentos:

I. Amebicidas

Que atuam na luz intestinal, tendo ação direta e por contato sobre a E.histolytica aderida na luz intestinal. Os medicamentos são: derivados da quinoleína, paramomicina e eritromicina, furoato de diloxamina, cloroibetamida, clorofenoxamida e etofamida;

II. Amebicidas tissulares

Atuam na parede intestinal e no fígado; são compostos de cloridato de emetina, cloridrato diidroemetina e cloroquina, sendo esta ultima atuante apenas no fígado;

III. Amebicidas

Que atuam tanto na luz intestinal quanto nos tecidos, antibióticos são usados de forma isolada ou na maioria das vezes em combinação com outros amebicidas: tetraciclinas e derivados, clorotetraciclina e oxitetraciclinas; eritromicina, espiramicina e paramomicina.

Amebas de vida livre

Das dezenas de espécies de amebas de vida livre existentes, poucas são as que podem atingir o homem:

a) Família Schizopyrenidae

De seus 14 gêneros, massó a Naegleria fowleri é patogênica;

b) Família Hartmanellidae

Com 23 gêneros, dentre eles o Acanthamoeba apresentando 8 espécies: A. cullbertsoni, A. castellanii, A. polyphaga, A. royreba, A. astrontyxis, A. hatchetti, A. rhysodes e A. palestinensis.

c) Balamuthia mandrilaris, Valkampfia sp e Hartmanella sp

Não há comprovação de patogenia.

Biologia e patogenia

São encontradas, na sua maioria, no solo e nas águas dos rios e lagos. Seus trofozoítos são ativos e alimentam-se de bactérias, desenvolvendo-se por divisão binária simples. Os cistos são encontrados no solo seco ou na poeira, desenvolvendo-se em ambientes úmidos, principalmente na presença de Escherichia e outras bactérias.

Em alguns casos estas amebas de vida livre podem causar: Meningoencefalite, encefalite granulomatosa e ceratite (úlcera de córnea), variando muito de acordo com a espécie.

Diagnóstico clínico

Difícil, devido o seu inicio confunde-se com uma rinite inespecífica, mas que pode levar rapidamente a falência do individuo, isto faz com que a maioria dos casos o diagnóstico é feito por post-mortem.

Laboratorial

É feito com o exame direto a fresco ou corado por hematoxilina férrica, giemsa ou gram, do órgão afetado, podendo ser feito cultura do material que foi coletado.

O imunodiagnóstico ainda não é eficaz, porém a imunoeletroforese, a imunofluorescência, a imunodifusão em gel e o imunoblot têm sido úteis na identificação dos casos e das espécies de Naegleria.

Terapêutica

É grande a variedade de drogas testadas, mas ainda não se encontrou medicação realmente eficiente para o combate das manifestações parasitórias.

Alguns medicamentos que apresentaram resultados foram: afotericina B, o miconazol e a rifampicina.

Conclusão

Estes parasitas estão sempre associados a locais sujos, como os esgotos, córregos, lagoas e riachos contaminados, pois esses podem acumular grande quantidade de dejetos e fezes eliminados por pessoas enfermas, bem como o lixo que costuma atrair numerosos insetos e roedores, o que facilita a proliferação desses parasitas. Mesmo com medida profiláticas eficazes, será muito difícil, ou até impossível, extinguir as amebas de um modo geral, em especial a E. histolytica, do cotidiano humano. Mas, contudo é questão nossa, como cidadãos e principalmente como membros da área de saúde, não medir esforços para o melhoramento das condições de profilaxia e tratamento em particular da amebíase.

Abraão Ribeiro Barbosa

Bibliografia

Neves, David Pereira. Parasitologia Humana. 10 ed. São Paulo: Ed. Atheneu, 200; 114 a 127 pg.

Fonte: www.bioatividade.hpg.ig.com.br

Amebíase

Infecção causada por um protozoário (Entamoeba histolytica) que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto.

Esse parasito pode atuar como comensal ou provocar invasão de tecidos, originando, assim, as formas intestinal e extra-intestinal da doença.

O quadro clínico varia de uma diarréia aguda e fulminante, de caráter sanguinolento ou mucóide, acompanhada de febre e calafrios, até uma forma branda, caracterizada por desconforto abdominal leve ou moderado, com sangue ou muco nas dejeções. Pode ou não ocorrer períodos de remissão.

Em casos graves, as formas trofozoíticas se disseminam através da corrente sangüínea, provocando abcesso no fígado (com maior freqüência), nos pulmões ou no cérebro. Quando não diagnosticadas a tempo, podem levar o paciente ao óbito. 

Aspectos Clínicos 

Agente etiológico

Entamoeba hystolytica.

Reservatório

O homem. 

Modo de transmissão

Ingestão de alimentos ou água contaminados por dejetos, contendo cistos amebianos. Ocorre mais raramente na transmissão sexual devido a contato oral-anal. 

Período de incubação

Entre 2 a 4 semanas, podendo variar dias, meses ou anos. 

Período de transmissibilidade

Quando não tratada, pode durar anos. 

Complicações

Granulomas amebianos (amebomas) na parede do intestino grosso, abcesso hepático, pulmonar ou cerebral, empiema, pericardite, colite fulminante com perfuração. 

Diagnóstico

Presença de trofozoítos ou cistos do parasito encontrados nas fezes; em aspirados ou raspados, obtidos através de endoscopia ou proctoscopia; aspirados de abcessos ou cortes de tecido. Quando disponíveis, podem ser dosados anticorpos séricos que são de grande auxílio no diagnóstico de abcesso hepático amebiano. A ultrassonografia e tomografia axial computadorizada são úteis no diagnóstico de abcessos amebianos. 

Tratamento 

1ª opção

a) Formas intestinais: Secnidazol - Adultos - 2g, em dose única. Crianças - 30mg/kg/dia, VO, não ultrapassando máximo de 2g/dia. Deve ser evitado no 1º trimestre da gravidez e durante amamentação.

2º opção 

Metronidazol, 500mg, 3 vezes/dia, durante 5 dias, para adultos. Para crianças, recomenda-se 35mg/kg/dia, divididas em 3 tomadas, durante 5 dias.

b) Formas graves: (Amebíase intestinal sintomática ou Amebíase extra-intestinal) -Metronidazol, 750mg, VO, 3 vezes/dia, durante 10 dias. Em crianças, recomenda-se 50mg/kg/dia, durante 10 dias.

3ª opção

Tinidazol, 2g, VO, para adultos, após uma das refeições, durante 2 dias, para formas intestinais.

c) Formas extra-intestinais

50mg/kg/dia, durante 2 ou 3 dias, a depender da forma clínica.

Doenças Infecciosas e Parasitárias formas graves, utilizar a mesma dosagem das formas leves, por 3 dias. Em crianças, a dosagem recomendada é 50mg/kg/dia.

4ª opção

Somente para formas leves ou assintomáticas: Teclozam, 1.500mg/dia, divididas em 3 tomadas de 500mg, dose única para adultos. Em crianças, a dosagem recomendada é de 15mg/kg/dia, durante 5 dias.

No tratamento do abcesso hepático, além da medicação específica, pode ser necessária, em alguns casos, aspiração do abcesso. Drenagem cirúrgica aberta não é recomendada, exceto em casos graves, quando o abcesso é inacessível à aspiração e não responde ao tratamento em até 4 dias. Alguns pacientes se beneficiam de drenagem do peritônio associada à terapia antimicrobiana. O tratamento de suporte está recomendado com hidratação e correção do equilíbrio hidroeletrolítico. 

Características epidemiológicas 

Estima-se que mais de 10% da população mundial está infectada por E. dispar e E. histolytica, que são espécies morfologicamente idênticas, mas só a última é patogênica, sendo a ocorrência estimada em 50 milhões de casos invasivos/ano. Em países em desenvolvimento, a prevalência da infecção é alta, sendo que 90% dos infectados podem eliminar o parasito durante 12 meses. Infecções são transmitidas por cistos através da via fecal-oral. Os cistos, no interior do hospedeiro humano, se transformam em trofozoítos. A transmissão é mantida pela eliminação de cistos no ambiente, que podem contaminar a água e alimentos. Sua ocorrência está associada com condições inadequadas de saneamento básico e determinadas práticas sexuais.

Medidas de Controle 

a) Gerais

Impedir a contaminação fecal da água e alimentos através de medidas de saneamento básico e do controle dos indivíduos que manipulam alimentos.

b) Específicas

Lavar as mãos após uso do sanitário, lavagem cuidadosa dos vegetais com água potável e deixá-los em imersão em ácido acético ou vinagre, durante 15 minutos para eliminar os cistos. Evitar práticas sexuais que favoreçam o contato fecal-oral. Investigação dos contatos e da fonte de infecção, ou seja, exame coproscópico dos membros do grupo familiar e de outros contatos. O diagnóstico de um caso em quartéis, creches, orfanatos e outras instituições indica a realização de inquérito coproscópico para tratamento dos portadores de cistos. Fiscalização dos prestadores de serviços na área de alimentos, pela vigilância sanitária.

c) Isolamento

Em pacientes internados precauções do tipo entérico devem ser adotadas. Pessoas infectadas devem ser afastadas de atividades de manipulação dos alimentos. 

d) Desinfecção

Concorrente, com eliminação sanitária das fezes.

Fonte: www.inf.furb.br

Amebíase

Aspectos Clínicos

Descrição

Infecção causada por um protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto.

Esse parasito pode atuar como comensal ou provocar invasão de tecidos, originando, assim, as formas intestinal e extra-intestinal da doença. O quadro clínico varia de uma diarréia aguda e fulminante, de caráter sanguinolento ou mucóide, acompanhada de febre e calafrios, até uma forma branda, caracterizada por desconforto abdominal leve ou moderado, com sangue ou muco nas dejeções. Pode ou não ocorrer períodos de remissão. Em casos graves, as formas trofozoíticas se disseminam através da corrente sangüínea, provocando abcesso no fígado (com maior freqüência), nos pulmões ou no cérebro. Quando não diagnosticadas a tempo, podem levar o paciente ao óbito.

Aspectos Epidemiológicos

Agente etiológico

Entamoeba hystolytica.

Entamoeba hystolytica

Reservatório

O homem.

Modo de transmissão

Ingestão de alimentos ou água contaminados por dejetos, contendo cistos amebianos. Ocorre mais raramente na transmissão sexual devido a contato oral-anal.

Período de incubação

Entre 2 a 4 semanas, podendo variar dias, meses ou anos.

Período de transmissibilidade

Quando não tratada, pode durar anos.

Complicações

Granulomas amebianos (amebomas) na parede do intestino grosso, abcesso hepático, pulmonar ou cerebral, empiema, pericardite, colite fulminante com perfuração.

Diagnóstico Laboratorial

Diagnóstico

Presença de trofozoítos ou cistos do parasito encontrados nas fezes; em aspirados ou raspados, obtidos através de endoscopia ou proctoscopia; aspirados de abcessos ou cortes de tecido. Quando disponíveis, podem ser dosados anticorpos séricos que são de grande auxílio no diagnóstico de abcesso hepático amebiano. A ultrassonografia e tomografia axial computadorizada são úteis no diagnóstico de abcessos amebianos.

Características epidemiológicas

Estima-se que mais de 10% da população mundial está infectada por E. dispar e E. histolytica, que são espécies morfologicamente idênticas, mas só a última é patogênica, sendo a ocorrência estimada em 50 milhões de casos invasivos/ano. Em países em desenvolvimento, a prevalência da infecção é alta, sendo que 90% dos infectados podem eliminar o parasito durante 12 meses. Infecções são transmitidas por cistos através da via fecal-oral. Os cistos, no interior do hospedeiro humano, se transformam em trofozoítos. A transmissão é mantida pela eliminação de cistos no ambiente, que podem contaminar a água e alimentos. Sua ocorrência está associada com condições inadequadas de saneamento básico e determinadas práticas sexuais.

Vigilância Epidemiológica

Objetivo

Medidas específicas de Vigilância Epidemiológica não são adotadas.

Notificação

Não é uma doença de notificação compulsória

Medidas de Controle

a) Gerais

Impedir a contaminação fecal da água e alimentos através de medidas de saneamento básico e do controle dos indivíduos que manipulam alimentos.

b) Específicas

Lavar as mãos após uso do sanitário, lavagem cuidadosa dos vegetais com água potável e deixá-los em imersão em ácido acético ou vinagre, durante 15 minutos para eliminar os cistos. Evitar práticas sexuais que favoreçam o contato fecal-oral. Investigação dos contatos e da fonte de infecção, ou seja, exame coproscópico dos membros do grupo familiar e de outros contatos. O diagnóstico de um caso em quartéis, creches, orfanatos e outras instituições indica a realização de inquérito coproscópico para tratamento dos portadores de cistos. Fiscalização dos prestadores de serviços na área de alimentos, pela vigilância sanitária.

c) Isolamento

Em pacientes internados precauções do tipo entérico devem ser adotadas. Pessoas infectadas devem ser afastadas de atividades de manipulação dos alimentos.

d) Desinfecção

Concorrente, com eliminação sanitária das fezes.

Fonte: Ministério da Saúde

Amebíase

A amebíase é uma infecção parasitosa devido a um protozoário do Género Entamoeba histolytica.

É uma infecção cosmopolita, com grande incidência em zonas quentes, mas também está presente nas zonas temperadas em forma de pequenas epidemias familiares.

As amebas pertencem à classe Rhizopoda e movem-se pela emissão de pseudopodes.

Das amibas encontradas nas fezes do homem, três pertencem ao Género Entamoeba

Entamoeba histolytica
Entamoeba hartmanni
Entamoeba coli

Existem ainda mais três amibas pertencentes a outros Géneros:

Endolimax nana
Iodamoeba butschlii
Dientamoeba fragilis.

Esta doença intestinal pode por vezes implicar outros orgãos: fígado, pulmões e raramente o cérebro.

Entamoeba histolytica

É um parasita essencialmente humano, vive e multiplica-se no intestino por divisão assexuada. Periodicamente, alguns elementos enquistam-se e constituem a forma de resistência no meio exterior. Estes quistos são muito sensíveis à secura, à ação direta do sol e ao calor. São também muito resistentes a certas substâncias químicas usadas frequentemente para desinfectar a água, como por exemplo, o cloro.

Patogenia

O protozoário que causa a amebíase é adquirido pela ingestão de quistos viáveis em águas, alimentos ou práticas sexuais oral ou retal.

O contato direto entre o indivíduo infectado e o indivíduo são, constitui certamente, a mais importante fonte de infecção em agregados populacionais com elevado grau de promiscuidade e baixo nível higiénico, como por exemplo em: asilos, hospitais psiquiátricos, prisões, bairros sociais, etc. A maior parte dos casos ocorrem em países desenvolvidos entre os viajantes recém-chegados dos países tropicais e sub-tropicais.

Ciclo Evolutivo da Entamoeba histolytica

No ciclo evolutivo surge uma forma trofozoítica pequena, que vive na luz intestinal e que é comensal, não produzindo doença. Essa forma pode eventualmente transformar-se na forma invasiva e patogénica. Surge assim a colite amebiana, com períodos alternados de constipação e diarreia, com intervalos assintomáticos.

Ocasionalmente, surge a disenteria amebiana, com graves ulcerações hemorrágicas do cólon, com toxicidade e que pode evoluir para perfuração intestinal, peritonite e morte. Outra evolução invasiva é a disseminação pela via hematogénica e formação de abcessos metastáticos em outros orgãos geralmente no fígado, pulmões e raramente no cérebro.

Tratamento

O tratamento de todas as formas de amibas é feito com medicamentos que eliminam eficazmente o parasita em poucas semanas e permitem a recuperação completa. Ocasionalmente, é necessário drenar o abcesso do fígado.

Identificação da Entamoeba histolytica

1) A partir de fezes recentes

Observação de trofozoítos

Observação de quistos

2) Após coloração

Observação de trofozoítos

Observação de quistos

3) Método Imunológico

Elisa

4) Provas Serológicas

Imunofluorescência

Eletroimunodifusão

Teste em Latex

Hemaglutinação Indireta.

A PARTIR DE FEZES RECENTES

Exame a fresco - Observação dos trofozoítos

Encontram-se geralmente em fezes disentéricas, liquefeitas, ou em culturas. Quando observados nestas condições, e logo após a emissão das fezes, esses trofozoítos costumam ser grandes e alongados, os núcleos não são visíveis e o seu diâmetro é de 10 e 60 micrómetros, conforme se localizem em ulcerações ou no lúmen intestinal.

Dotados de grande atividade, modificam continuamente de forma pela incessante emissão de pseudópodes. O seu movimento pode ser contínuo ou intermitente, consoante as condições a que estão expostos durante a observação, principalmente, a temperatura e humidade.

Na maioria das vezes, os pseudópodes são lançados numa das extremidades do trofozoíto, à qual imprimem uma movimentação tipicamente direccional. Outras vezes, retraem-se e emitem novos pseudópodes noutras direcções; ou pode ocorrer ainda a sucessão de pseudópodes numa só direcção e é tão rápida que a amiba parece estar a deslizar sobre a superfície observada.

Na região posterior à emissão de pseudópodes, verifica-se com alguma frequência, uma espécie de cauda - região uróide, à qual aderem residuos celulares, hemácias, bactérias, muco ou detritos, conforme a natureza das fezes.

O citoplasma distingue-se nitidamente do ectoplasma pois este é claro e periférico e do endoplasma pois este é finamente granuloso e nele se situam o núcleo e os vacúolos digestivos.

Exame a fresco - Observação de quistos

Os quistos da Entamoeba histolytica aparecem com estruturas redondas ou ovais, homogéneas, claras ou ligeiramente amareladas.

Os corpos cromatóides podem ser visíveis mas os núcleos não. Para que estes sejam visíveis terá de ser utilizado material fixado pela formalina, o mesmo acontecendo com os quistos corados pelo lugol diluído a 1/5.

Observa-se que parte do citoplasma está ocupado por uma formação que contém glicogénio - vacúolo de glicogénio. Quando corado pelo lugol, este apresenta uma coloração castanha ou amarela que contrasta bastante com o fundo amarelo do restante citoplasma. Nas preparações coradas pela hematoxilina férrica, o glicogénio dissolve-se e no seu lugar aparece um espaço claro e acinzentado.

APÓS COLORAÇÃO

Observação dos trofozoítos

Há uma nítida diferenciação entre o ecto e o endoplasma quando os trofozoítos são fixados em Schaudinn e corados pela hematoxilina férrica. O núcleo torna-se bem destacado, geralmente sob a forma esférica ou ligeiramente ovalada.

Os citoplasmas depois de delicadamente corados apresentam poucas inclusões fagocitárias.

Nos trofozoítos velhos em degeneração aparecem vários vacúolos e fungos.

Os trofozoítos que se localizam no lúmen intestinal são menores do que os observados nas ulcerações ou fezes mucossanguinolentas mas quanto à morfologia apenas diferem no conteúdo dos vacúolos digestivos.

Observação dos quistos

Os quistos da E. histolytica apresentam os corpos cromatóides de diferentes formatos, sendo a sua forma mais habitual a de bastonetes curtos e grossos, com pontas arredondadas. Por vezes, apresentam também a forma de massas ovaladas, esféricas ou regulares.

Tanto o glicogénio como os corpos cromatóides são mais frequentes nos quistos imaturos e tendem a desaparecer nos quistos de quatro núcleos.

Hoje em dia, estes métodos impossibilitam o diagnóstico preciso de uma Amebíase pois baseiam-se em exames de observação que fazem apenas a comparação entre as morfologias das várias Entamoebas (tamanho e formato).

MÉTODO IMUNOLÓGICO

Método de reação enzimática - Método de ELISA

Detecta antigénios de E. histolytica. É um método sensível e bastante prático mas infelizmente não diferencia a forma comensal da invasiva nos antigénios.

TÉCNICAS SEROLÓGICAS

Detecta anticorpos de E. histolytica e trata-se de um método eficaz pois a forma comensal desta amiba não produz anticorpos.

Hemaglutinação indireta

Princípio - O reagente é feito de células vermelhas de ovelha, sintetizadas por um antigénio solúvel obtido por cultura.

A reação é efetuada em microplacas com fundo em U.

A presença de anticorpos anti-E. histolytica são reveladas por uma hemaglutinação que se traduz por um aspecto homogéneo de côr castanho-avermelhado observado dentro do poceto.

Quando não existem anticorpos específicos, as células vermelhas sintetizadas formam um anel no fundo do poceto.

Leitura dos resultados

Reação negativa

Ausência de hemaglutinação. Observa-se um anel mais ou menos largo no fundo do poceto.

Reação positiva

Presença de hemaglutinação. Não se observa o anel no fundo do poceto, mas sim, um véu uniforme de hemácias depositadas no fundo do poceto.

O título é dado pela primeira diluição que apresenta o anel.

Fonte: www.etall.hpg.ig.com.br

Amebíase

A amebíase é uma infecção do intestino grosso causada pela Entamoeba histolytica, um parasita unicelular.

A Entamoeba histolytica existe em duas formas durante o seu ciclo de vida: o parasita ativo (trofozoíto) e o parasita inativo (cisto).

Os trofozoítos vivem no meio do conteúdo intestinal e alimentam-se de bactérias ou da parede intestinal. No início da infecção, os trofozoítos podem causar diarréia, que os expele do corpo. Fora do corpo, os frágeis trofozoítos morrem. Quando o indivíduo não apresenta diarréia, os trofozoítos geralmente transformam-se em cistos antes de deixar o intestino. Os cistos são muito resistentes e podem disseminar-se tanto diretamente (de um indivíduo a outro), ou indiretamente (através dos alimentos ou da água).

A transmissão direta, a via mais comum nos Estados Unidos, ocorre através do contato com fezes infectadas. A disseminação da amebíase é mais provável entre indivíduos internados que apresentam más condições de higiene que entre os não internados e através do contato sexual (particularmente entre homossexuais do sexo masculino) que através do contato casual. A transmissão indireta dos cistos é mais comum em áreas onde as condições sanitárias são insatisfatórias (p.ex., campos de trabalho não permanentes). As frutas e os vegetais podem ser contaminados quando crescem em solo fertilizado com fezes humanas, quando lavados com água poluída ou quando preparados por alguém que está infectado.

Sintomas

A maioria dos indivíduos infectados, sobretudo aqueles que vivem em climas temperados, são assintomáticos. Algumas vezes, os sintomas são tão vagos que quase passam despercebidos. Os sintomas podem incluir a diarréia intermitente e a constipação, a flatulência (aumento de gases e dores abdominais tipo cólicas).

O abdômen pode ser sensível à palpação e as fezes podem conter muco e sangue. O indivíduo pode apresentar uma discreta febre. Entre os episódios, os sintomas são reduzidos a cólicas recorrentes e a fezes líquidas ou muito moles. A emaciação e a anemia são comuns.

A invasão da parede intestinal pelos trofozoítos pode causar a formação de um grande nódulo (ameboma). O ameboma pode provocar a obstrução intestinal e ser confundido com o câncer. Ocasionalmente, os trofozoítos perfuram a parede intestinal. A liberação do conteúdo intestinal para o interior da cavidade abdominal produz uma dor abdominal intensa e uma peritonite (infecção abdominal), a qual exige atenção médica imediata. A invasão do apêndice e do intestino circunvizinho por trofozoítos pode causar uma forma leve de apendicite. A cirurgia de retirada do apêndice pode provocar a disseminação de trofozoítos por toda a cavidade abdominal.

Por essa razão, a cirurgia pode ser retardada 48 a 72 horas para que sejam administrados medicamentos que matam os trofozoítos. Pode ocorrer a formação de um abcesso cheio de trofozoítos. Os sintomas incluem a dor ou o desconforto na área sobre o fígado, febre intermitente, sudorese, calafrios, náusea, vômito, fraqueza, perda de peso e, ocasionalmente, icterícia discreta. Em determinados casos, os trofozoítos disseminam- se através da corrente sangüínea, causando infecção nos pulmões, no cérebro e em outros órgãos. A pele também pode ser infectada, sobretudo em torno das nádegas e dos órgãos genitais, assim como em feridas causadas por cirurgias ou por lesões.

Diagnóstico

A amebíase é diagnosticada através do exame de fezes do indivíduo infectado. Pode ser necessária a coleta de 3 a 6 amostras de fezes para que o diagnóstico seja estabelecido. Um proctoscópio (tubo de visualização flexível) pode ser utilizado para o exame do interior do reto e a coleta de uma amostra de tecido de qualquer úlcera que seja detectada nessa área. Os indivíduos com um abcesso hepático quase sempre apresentam concentrações séricas elevadas de anticorpos contra o parasita. No entanto, como esses anticorpos podem permanecer na corrente sangüínea durante meses ou anos, as concentrações elevadas de anticorpos não indicam necessariamente a existência de um abcesso. Por essa razão, quando um médico suspeita de um abcesso hepático, ele pode prescrever um medicamento amebicida (que mata amebas). Quando o medicamento é eficaz, considera-se que a amebíase é o diagnóstico correto.

Tratamento

Vários amebicidas administrados pela via oral (p.ex., iodoquinol, paromomicina e diloxanida) matam os parasitas intestinais. O metronidazol ou a dehidroemetina são administrados nos casos de doença grave e de doença localizada fora do intestino. São realizados exames de fezes 1, 3 e 6 meses após o tratamento para se assegurar que o paciente está curado.

Fonte: mmspf.msdonline.com.br

Amebíase

A amebíase ou disenteria amebiana é uma doença de difusão mundial causada pela Entamoeba histolytica, que se instala principalmente no intestino grosso humano. Segundo estimativas, atinge mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, causando de 40mil a 100 mil mortes anuais.

Ao contrário do que se pode pensar, não se restringe apenas a países tropicais, mas é freqüente também nos clima frio. É a falta de condições higiênicas adequadas que condiciona sua disseminação.

A Entamoeba histolystica pode permanecer no organismo sem causar nenhum sintoma. A infecção assintomática é mais encontrada em países, como Estados Unidos, Canadá e países da Europa. As formas graves de disenteria amebiana têm sido registradas com mais freqüência na América do Sul, na Índia, no Egito e no México.

A transmissão da doença é feita por cistos eliminados com as fezes e ingeridos com água ou alimentos.

Amebíase

Ciclo Evolutivo

No seu ciclo evolutivo, a Entamoeba histolystica pode assumir quatro formas distintas:

1. Trofozoíto "minuta", pequeno, até 20µm, mononucleado, com pseudópodes, vivendo no intestino, destituído de patogenicidade, alimentando-se de bactérias, muco e amido. Pode ser encontrado nas fezes não-disentéricas. Forma o cisto de transmissão desta protozzos

2. Cisto imaturo, forma arredondada, com núcleo grande e membrana pré-cística, que começa a se formar ao redor do protozoário. Forma-se quando as amebas na forma de trofozoíto "minuta" são arrastadas pela corrente fecal, na porção final do intestino grosso e reto

3. Cisto maduro, com quatro núcleos e dupla membrana protetora. É expelido com as fezes e representa a forma de transmissão. Vive até 4 semanas em condições favoráveis de umidade; porém, à temperatura de 50ºC, é destruído em poucos minutos

4. Trofozoíto "magna" ou tissular, forma invasora de tecidos, patogênica, medindo até 60µm, mononucleado, com pseudópodes, vacúolos digestivos contendo principalmente hemáceas. Não sobre encistamento e pode ser encontrado nas fezes de pacientes com disenteria amebiana

O ciclo evolutivo começa pela eliminação de cistos juntamente com as fezes de um doente ou portador da doença. os insetos, podem ser considerados vetores mecânicos, pois, quando se alimentam de fezes contaminadas ou quando pousam nelas, contribuem para a disseminação e a transmissão dos cistos.

O indivíduo sadio, ocasionalmente, poderá ingerir os cistos com água ou alimentos contaminados. Na cavidade intestinal, os cistos se rompem, liberando amebas na forma de trofozoíto.

Sintomas

O período de incubação é de 2 a 4 semanas. A disenteria amebiana aguda manifesta-se com quadro disentérico agudo, melena, cólicas abdominais, tenesmo, náuseas, vômitos, emagrecimento e fadiga muscular.

Profilaxia e Tratamento

Manter sanitários limpos

Lavar as mãos antes das refeições e após a defecação

Tratar os doentes e portadores assintomáticos

Não usar excrementos, como fertilizantes

Combater as moscas e baratas.

O tratamento consiste no uso de fármacos apropriados, como oxiquinolinas, diloxamid, nitroimidazóis, etc., muitas vezes combinados com antibióticos.

Lembre-se

Não use qualquer medicamento sem prescrição médica.

Fonte: www.geocities.com

Amebíase

Protozoário: Entamoeba histolytica

Filo: Sarcomastigota

Classe: Sarcodina

Ordem: Amoebida

Gênero: Entamoeba

Organismos móveis e incorporam alimentos através de pseudópodes. Algumas formas não patogênicas podem ser encontradas no sistema gastrointestinal do homem – E. coli, E. hartamanni, E. policki, Endolimax nana e Iodamoeba butschilli.

Amebíase é predominante nas regiões tropicais e subdesenvolvidas, sendo que a porcentagem mundial, que possuem E. histolytica na luz intestinal varia entre 5 a 50% dependendo do país, 10% destes exibem sintomas clínicos que vão desde os não específicos de doenças gastrointestinal até disenteria, colite, ameboma.

Dos indivíduos sintomáticos 2 à 20%, progredirão para invasão extra-intestinal e formação de abscesso, especialmente do fígado.

TRANSMISSÃO

Se dá através da ingestão de alimentos e água contaminados com cistos tetranucleados, ocorrendo o desencistamento no íleo com formação de oito amebas metacísticas que irão migrar para o ceco, onde se colonizam.

Medidas que visam diminuir consideravelmente a prevalência de amebíase são: educação sanitária, melhora das condições socioeconômicas, ampliação da rede de água tratada e do esgoto, coleta do lixo, combate aos insetos, tratamento adequado dos doentes e portadores assintomáticos.

Amebíase

Amebíase

Amebíase

Formas assintomáticas

Cerca de 90% dos indivíduos infectados por Entamoeba histolytica exibem infecção assintomática e constituem um vasto reservatório para o parasito. Porém alguns desses indivíduos podem tornar-se sintomáticos desde que o parasito avirulento comensal adquira virulência e venha a invadir a mucosa intestinal.

Formas sintomáticas

Amebíase Intestinal

São duas formas principais:

Disenteria amebiana, mais rara

Colite não-disentérica, mais freqüente e responsável por grande número de pacientes infectados.

Disenteria amebiana – Disenteria aguda, com presença de muco e sangue nas fezes que, dependendo da gravidade do caso pode chegar a 28 evacuações por dia, enquanto em casos menos grave o número de evacuações diárias varia entre 6 e 10. O paciente apresenta dores abdominais, náuseas, vômitos e tenesmo. Fezes ácidas, pH5,5 a 6,0, com pouco exsudato celular, algumas ou numerosas hemácias degeneradas, alguns neutrófilos, poucas bactérias.

Colite não-disentérica – Esta forma manifesta-se com evacuações diarréicas ou não. As fezes são pastosas ou semilíquidas, contendo muco e pouco sangue, e o portador fazendo até cinco deposições por dia, ocorrendo freqüentemente períodos de funcionamento normal, com alternância de períodos de diarréico. O paciente sente desconforto abdominal, com cólicas flatulência

Amebíase Extra-Intestinal

1. Amebíase hepática aguda não-supurativa e necrose coliquativa.

2. Amebíase cutânea

3. Amebíase de outros órgãos: pulmão, cérebro, baço, etc.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

O diagnóstico laboratorial de E. histolytica é feito tradicionalmente através do exame parasitológico das fezes, em que geralmente são encontrados de cistos em fezes consistentes e trofozoítas em fezes diarréicas ou semidiarréicas.

Alguns aspectos devem ser considerados no auxílio do diagnóstico de E. histolytica , o tipo de recipiente utilizado par a coleta deve ser o fabricado especialmente para o transporte de amostras fecais, que normalmente são fornecidos pelo próprio laboratório. A quantidade de amostra para a análise deverá ser em torno de 30g, pois pequenas quantidades de fezes poderão não ser suficientes para um diagnóstico seguro. O tempo entre a coleta e a análise deverá ser breve não ultrapassando 30minutos. O material deverá ainda ser preservado fazendo o uso de fixadores específicos (MIF, APV, E SAF), quando o tempo de análise ultrapassar os trinta minutos. O número de amostras a ser coletado deve ser se possível várias coletas em dias alternadas, que irão propiciar um maior percentual de resultados positivos. Ainda devemos considerar a análise macroscópica das fezes, considerando-se a consistência, a cor e o aspecto líquido com muco e sangue deverão ser observados e anotados na ficha do paciente.

Pesquisa direta do parasita nas fezes

Método Direto a Fresco Utilizando Salina à 37°

A pesquisa direta, tem como objetivo pesquisar formas móveis de amebas nas fezes.

A técnica consiste em colocar uma pequena porção de fezes misturada com a salina entre lâmina e lamínula, dando preferência às partes mucosanguinolentas quando presentes, e observar ao microscópio num aumento de 400x, em busca de presença de formas móveis de amebas, bem como o tipo de movimento apresentado pelo microrganismo. As formas móveis observadas emitem pseudópodes finos, longos e rápidos partindo de vários pontos do corpo do parasito.

Pode ainda ser observado um ectoplasma é hialino e distinto, o endoplasma é granuloso e de fácil observação, os vacúolos digestivos, que podem aparecer com hemácias fagocitadas ou com conteúdos hemoglobínicos, são bem observados no endoplasma. O núcleo, normalmente não é observado nas preparações à fresco.

Método Direto a Fresco Corado Pelo Azul de Metileno

Esse método tem por objetivo pesquisar formas vegetativas de amebas em fezes diarréicas, procurando evidenciar suas estruturas citoplasmáticas e nucleares.

Observa-se uma perfeita distinção entre o ectoplasma e o endoplasma, o primeiro corado em azul claro e o segundo mais fortemente corado, observando-se vacúolos digestivos contendo uma ou várias hemácias coradas em azul escuro. O cariossoma apresenta-se como um pequeno ponto central ou ocasionalmente excêntrico corado em azul escuro.

Método de Coloração Pela Tionina (identifica formas vegetativas e císticas)

Método de Coloração Pelo Triocrômio (identifica cistos e trofozoítos)

Quando a fixação do esfregaço é adequada, observam-se com clareza as estruturas citoplasmáticas e nucleares dos protozoários e o citoplasma cora de verde azulado. Já a cromatina nuclear dos trofozoítos e dos cistos, bem como os corpos cromatóides dos cistos, hemácias e bactérias dentro dos trofozoítos coram em vermelho púrpura. Outros materiais existentes no esfregaço como leveduras, células teciduais, etc. tomam uma cor verde. Os cistos de E. histolytica tomam uma cor púrpura menos acentuada que os cistos da E. coli.

Pesquisa de Cistos nas Fezes Pelo Método de Faust

Este método fundamenta-se em uma diferença de densidade em que os cistos flutuam quando tratados por uma solução de sulfato de zinco a 33% com densidade 1,180. Permite a identificação de cistos, que são corados com lugol.

Técnica de Coloração por Hematoxilina Férrica

A hematoxilina férrica utilizando fezes preservadas é sem dúvida, o método que maior segurança oferece na identificação e no diagnóstico da E. histolytica.

Os trofozoítas apresentam uma cor cinza-azulada, diferenciando-se de estruturas de tonalidades escuras. Seu tamanho varia entre 15 a 60 micra.

O citoplasma é distinto e observa-se uma nítida diferenciação entre o ectoplasma e o endoplasma, principalmente se a forma observada estava emitindo pseudópodes quando da sua fixação. O ectoplasma apresenta-se hialino com uma coloração cinza-clara, diferenciando-se do endoplasma, que se apresenta granuloso e mais intensamente corado. No seu interior pode-se observar uma ou mais hemácias coradas de negro, evidenciadas nitidamente por um halo claro em toda sua parte externa. O núcleo geralmente não é central, permanecendo em local afastado da emissão dos pseudópodes, corando suas estruturas em negro. O cariossoma geralmente é central, mais corado, os grânulos de cromatina são escuros e distribuídos uniformemente no interior da membrana nuclear.

A forma pré-cistica é geralmente esférica, podendo apresentar-se oval, corando em azul-acinzentado e não apresentando diferenciação entre o ectoplasma e o endoplasma. O vacúolo ocupa 2/3 do parasito, que é o vacúolo de glicogênio, pouco corado. Os corpos cromatóides, corados em negro, se apresentam como um ou dois bastonetes de tamanhos diferentes. O núcleo se apresenta um pouco maior na forma pré-cistica. O cariosoma é grande, de aspecto geralmente uniforme.

Já nos cistos pode-se observar uma nítida membrana cística corada em negro e o citoplasma se apresenta em uma cor cinza-azulada contendo um vacúolo de glicogênio grande e não corado. Os corpos cromatóides, mais freqüentes nos cistos imaturos, coram em negro e apresentam-se em quantidades variáveis, porém dificilmente são observados nos cistos tetranucleados.

Pesquisa de Amebas nos Tecidos

A pesquisa de E. histolytica nos tecidos é realizada através da coleta do material por biópsia, e examinada imediatamente a fresco e após coloração especial.

Pesquisa de Amebas nos Exsudatos

As formas vegetativas de E. histolytica poderão ser encontradas nos exsudatos (escarro, vômitos e principalmente em material coletado por punção de abscesso hepático). A amostra deve ser examinada a fresco e corada pela hematoxilina férrica.

Testes Imunológicos

Os testes imunológicos são positivos em 95% dos casos de pacientes com abscesso hepático amebiano, em 70% dos pacientes com amebíase intestinal invasiva.

As técnicas imunológicas mais usadas atualmente são hemaglutinação indireta reação de fixação do complemento, aglutinação do latéx, imunofluorescência indireta e ELISA.

A reação de hemaglutinação e a fixação do complemento são muito sensíveis, tendo o inconveniente de deixar dúvidas se a infecção é recente ou antiga, sendo que por estas técnicas não é possível avaliar se os anticorpos são da fase crônica ou aguda.

O teste de aglutinação do látex é cara e não tão sensível quanto ao da hemaglutinação.

A imunofluorescência indireta é um método muito bom, com boa sensibilidade e especificidade, porém os títulos são baixos em todas as fases da amebíase ulcerada.

O ELISA é o teste mais usado, pois é de fácil execução e muito sensível.

DESCRIÇÃO DOS PRINCIPAIS CARACTERES UTILIZADOS PARA A DIFERENCIAÇÃO DAS AMEBAS PARASITAS DO TRATO INTESTINAL

Entamoeba hartmanni (comensal)

Formas vegetativas pequenas, entre 4 a 10 micra, movimentação ativa. Em preparações com hematoxilina férrica observam-se no citoplasma vacúolos e detritos, mas nunca hemácias. Possui cistos semelhantes aos da E. histolytica porém menores.

Entamoeba coli

Vivem como comensais na luz do intestino grosso. Nas preparações a fresco em fezes recentemente emitidas apresentam-se geralmente com emissão de pseudópodes lentos e não-direcionais menores e mais largos que os de E. histolytica. O citoplasma não fagocita hemácias, e no seu vacúolo é possível evidenciar bactérias e outros detritos intestinais, com núcleo bem visível. A forma pré-cistica apresenta características bem semelhantes às da E. histolytica. Os cistos de E. coli são maiores, medindo de 10 a 30 micra de diâmetro

Iodamoeba butschilli

É uma ameba pequena, comumente encontrada no porco, com incidência em torno de 14% no homem. Seu tamanho varia de 8 a 30 micra, em média 13 micra.

Endolimax nana

É uma das menores amebas que parasitam o homem e seu tamanho varia de 10 a 12 micra.

Nas preparações a fresco observa-se essa pequenina ameba emitindo pseudópodes largos e rombos de formas lenta, contendo bactérias e vacúolos: o núcleo geralmente é visível.

Entamoeba dispar

E. dispar e morfologicamente muito semelhante a E. histolytica e está associada somente a um estado de portador assintomático. O diâmetro médio do trofozoíto é de 25 micra, e têm um núcleo simples de 3 a 5 micra de diâmetro que contém uma fina cromatina periférica e um nucléolo central.

Não possui eritrócitos em seus vacúolos.

Cistos com 12 micra de diâmetro, e podem possuir de 1 a 4 núcleos, dependendo da maturidade.

Fonte: professor-edmo.tripod.com

Amebíase

ENTAMOEBA COLI

É uma ameba comensal não patogênica, que vive no intestino grosso humano e se locomove por pseudópodos.

Biologia do parasito

Tanto os cistos quanto os trofozoítos podem ser encontrados nas fezes, sendo que os primeiros, conforme o grau de desenvolvimento, contêm de um a oito núcleos e, à medida que o número de núcleos aumenta, o diâmetro nuclear e a quantidade de cromatina do cisto reduzem .

Devido à semelhança existente entre os cistos de E. histolitica e os de E. coli, é preciso fazer o diagnóstico diferencial através da morfologia e do número de núcleos do organismo, entretanto a diferenciação de cistos nem sempre é conclusiva.

Patogenia e prevenção

É uma ameba comensal, ou seja, não causa doenças.

Amebíase


Amebíase
Cisto de Entamoeba coli

Amebíase
Trofozoíto de Entamoeba coli

Fonte: www.ufrgs.br

Amebíase

ENTAMOEBA HISTOLYTICA

É um dos protozoários do sub-filo Sarcodina que habitam o intestino grosso do ser humano. Caracteriza-se por apresentar uma fase de vida comensal (90% dos casos de amebíase são assintomáticos) que pode ser tornar patogênica, provocando quadros disentéricos de gravidade variável.

O ciclo evolutivo é monoxeno, fecal-oral.

O homem se infecta ao ingerir cistos (forma de resistência do parasito no meio ambiente) presentes na água ou nos alimentos contaminados. O desencistamento ocorre na porção final do intestino delgado e inicial do intestino grosso, liberando os trofozoítos que passam a viver como comensais e a reproduzir-se por divisão binária. Através de mecanismos ainda desconhecidos, mas possivelmente relacionados com a ruptura do equilíbrio intestinal (baixa de imunidade local, alteração da flora intestinal, lesões de mucosa, etc.), os trofozoítos tornam-se patogênicos e invadem a parede intestinal, alimentando-se de células da mucosa e de hemácias. Com a mucosa intestinal inflamada, o paciente manifesta febre, dor abdominal prolongada, diarréia com posterior disenteria (fezes com muco, pus e sangue), distensão abdominal e flatulência.

Em casos mais graves, pode ocorrer anemia, necroses extensas da mucosa, colite ulcerativa, apendicite, perfuração intestinal e peritonite. Os trofozoítos podem chegar a outros órgãos através da circulação, especialmente ao fígado, onde provocam a formação de abcessos e o desenvolvimento de um quadro freqüentemente fatal.

Os trofozoítos que permanecem no intestino sob a forma comensal reduzem seu tamanho, armazenam reservas energéticas e secretam uma parede cística ao seu redor, formando os cistos, que são evacuados através das fezes. Dentro do cisto o parasito realiza divisão binária formando quatro novos indivíduos que desencistam quando chegam ao intestino de um novo hospedeiro. Os cistos podem permanecer viáveis no meio ambiente por cerca de 20 dias se as condições de temperatura e umidade forem adequadas.

O diagnóstico laboratorial é feito pela visualização de cistos em fezes formadas ou de trofozoítos em fezes diarréicas. O cisto de E. histolytica pode ser confundido com os cistos de espécies comensais de Entamoeba sp., e a diferenciação é feita através da morfologia e do número de núcleos.

A prevenção da amebíase se faz pela melhoria de condições sanitárias, com destino adequado das fezes, higiene dos alimentos e das mãos, consumo de água fervida ou filtrada e pelo tratamento dos doentes.

DOENÇA DE VEÍCULAÇÃO HÍDRICA

A água, tão necessária à vida do homem, pode ser também responsável por muitas doenças, denominadas doenças de veiculação hídrica.

As principais são:

Amebíase

Giardíase

Gastroenterite

Febres tifóide e paratifóide

Hepatite infecciosa

Cólera.

Indiretamente, a água pode ainda estar ligada à transmissão de algumas verminoses, como esquistossomose, ascaridíase, taeníase, oxiuríase e ancilostomíase.

Além disso, a água pode provocar alterações na saúde, caso não possua certos minerais na dose necessária. O bócio ou “papo” se adquire quando a água utilizada não tem iodo. O índice de cáries dentárias pode ser reduzido com a adição do flúor na água. Também pode ocorrer intoxicação se a água utilizada contiver algum produto tóxico, como, por exemplo, o arsênico.

Para evitar os males que podem ser veiculados pela água destinada ao consumo, é necessário que ela seja sempre convenientemente tratada.

A Entamoeba hystolitica e a Entamoeba coli são parasitas minúsculos, que só podem ser vistos com auxílio do microscópio. Geralmente, fala-se de ameba (Entamoeba) sempre que há diarréias persistentes.

Amebíase
Entamoeba (amebíase)

A Entamoeba coli é um parasita que se localiza no intestino do homem, mas que não o prejudica e, portanto, não precisa ser tratada. A Entamoeba hystolitica é prejudicial e precisa ser eliminada.

Como se contrai

Esses parasitas são eliminados com as fezes. Quando uma pessoa defeca, as fezes, deixadas nas proximidades de córregos, valas de irrigação ou lagoas, contaminam suas águas. Num quintal pequeno, se a fossa for construída a poucos metros de distância da cisterna, as fezes contaminadas por amebas podem contaminar a água.

Moscas e baratas, ao se alimentar de fezes de pessoas infectadas, também transmitem a parasitose a outras pessoas, defecando sobre os alimentos ou utensílios.

Outra forma de transmissão é através do contato das patas sujas de fezes. Pode-se ainda contrair a ameba comendo frutas e verduras cruas, que foram regadas com água contaminada ou adubadas com terra misturada a fezes humanas infectadas. A ameba pode ficar agarrada nas verduras durante três semanas, mesmo expostas à chuva, ao frio e ao calor. Muito freqüente é a contaminação pelas mãos sujas de pessoas que lidam com os alimentos.

O que causa

Os portadores de ameba, em geral, queixam-se de:

Dores abdominais

Febre baixa

Ataque de diarréia, seguido de períodos de prisão de ventre, disenteria aguda com fezes sanguinolentas etc.

Somente através do exame de fezes, as pessoas ficam sabendo se têm ameba ou outros parasitas.

Como evitar

Fazer com que todos da casa usem a privada. Se as crianças menores usarem penicos, as fezes devem ser jogadas na privada

Proteger todos os alimentos contra moscas e baratas

Conservar os alimentos e utensílios cobertos ou dentro de armários

Proteger as águas das minas, cisternas, poços, lagoas, açudes e valas de irrigação, não permitindo que sejam contaminadas por fezes humanas

Regar as verduras sempre com água limpa, não aproveitando nunca a água utilizada em casa ou água de banho

Lavar bastante as verduras em água corrente, principalmente as que são comidas cruas

Lavar as mãos com sabão e água corrente, todas as vezes que usar a privada

Lavar muito bem as mãos antes de iniciar a preparação dos alimentos ou antes de iniciar a limpeza de alguns utensílios – lavagem de filtro, por exemplo.

Fonte: www.copasa.com.br

Amebíase

A contaminação pela Entamoeba histolytica ocorre através da ingestão de água e alimentos contaminados com cistos tetranucleados.

No interior do intestino grosso ocorre a eclosão dos cistos com liberação dos trofozoítos (forma responsável pela infecção).

Os trofozoítos se desenvolvem no intestino grosso, invadindo a mucosa intestinal e se nutrindo de células mucosas e hemácias.

Podem, portanto, causar diarréia intensa com fezes sanguinolentas, podendo também cair na corrente sanguínea e atingir outros órgãos, situação mais rara, porém mais perigosa.

No intestino grosso, os trofozoítos se incistam, formando cistos com envoltório protéico altamente resistente , que serão eliminados nas fezes para um reinicio do ciclo.

Entamoeba histolytica

Amebíase
Entamoeba histolytica

A entamoeba é um parasita unicelular eucariota do grupo dos protozoários. É uma amiba típica, com movimentos por extensão de pseudópodes e capacidade fagocítica, que evoluiu para viver como parasita humano, ao contrário da amiba Entamoeba dispar, muito semelhante mas que raramente causa infecções sintomáticas.

A enatomeba tem duas formas, o trofozoito ativo e o cisto infeccioso quiescente.

A entamoeba alimenta-se do bolo alimentar, bactérias intestinais, liquidos intracelulares das células que destroi e por vezes também fagocita eritrócitos. Tem proteinas membranares capazes de formar poros nas membranas das células humanas, destruindo-as por choque osmótico, e adesinas que lhe permitem fixar-se às células da mucosa de modo a não ser arrastada pela diarreia. Além disso produz enzimas proteases de cisteína, que degradam o meio extracelular humano, permitindo-lhe invadir outros orgãos.

Há muitas estirpes, a maioria praticamente inócua, mas algumas altamente virulentas, e a infecção geralmente não leva à imunidade.

Ciclo de Vida

Os cistos, com 15 micrómetros, são formas resistentes excretadas com as fezes de pessoas infectadas. Após ingestão de água ou alimentos contaminados, a passagem pelo ambiente ácido do estômago induz a sua transformação já no intestino numa forma amébica que rapidamente se divide em oito trofozoitos (50 micrómetros), também amébicos. Os trofozoitos aderem fortemente à mucosa, multiplicando-se e causando doença se em grande número, e alguns transformam-se em formas císticas, que não aderem à mucosa e são expelidas com as fezes.

DESINTERIA AMÉBICA

A Disenteria amébica ou Amebíase é uma forma de disenteria (ou seja, diarreia infecciosa com sangue e muco) causada por uma ameba parasita, a Entamoeba istolytica. Além disso pode atacar o fígado causando um Abcesso hepático amébico.

Profilaxia

Melhoria das condições sanitárias (destino adequado das fezes – esgoto)

Tratamento dos doentes.

Higiene pessoal (lavar as mãos,etc.)

Tratar a água

Lavar bem os alimentos.

Tratamento

Antibióticos

O diagnóstico da disenteria propriamente dita, é feito pela observação de amostras de três dias diferentes de fezes ao microscópio óptico. No entanto mais de 90% dos individuos com complicações sistémicas podem já ter resolvido a infecção intestinal, logo o diagnóstico pela análise de fezes poderá ser inconclusivo. Nestes casos a imagem do fígado pela TAC, detecção do DNA do parasita pela PCR ou serologia com detecçao de anticorpos especificos poderá ser necessária.

No tratamento é usado metronidazole, iodoquinol, paramomicina ou furoato de diloxanida. Os abcessos hepáticos avançadas poderão necessitar de cirurgia.

Fonte: www.ficharionline.com

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