Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Armas Biológicas  Voltar

ARMAS BIOLÓGICAS

Considerada a mais temidas das armas, a biológica tem efeitos devastadores e desconhecidos pela maioria dos médicos. São vírus e bactérias transformados geneticamente em laboratórios para se tornarem resistentes aos tratamentos. Podem matar ou incapacitar um inimigo, ou animais e plantas de uma nação adversária.

O uso de armas biológicas, feitas com vírus e bactérias, é impossível de ser detectado por equipamentos de segurança . Armas que podem dizimar populações ao contaminar o ar, a água ou os alimentos e para as quais não há tratamento.

Uma forma de guerra biológica já era praticada na Antigüidade, quando os exércitos usavam cadáveres putrefatos para contaminar o abastecimento de água de uma cidade sitiada, ou atiravam dentro das muralhas inimigas cadáveres de vítimas de varíola.

Atualmente entre essas armas estão bactérias (ou as toxinas que produzem), vírus e fungos. Laboratórios de guerra bacteriológica foram criados pelas superpotências, EUA e a ex-URSS, durante a Guerra Fria. O único uso documentado de armas biológicas em combate foi pelos japoneses contra cidades chinesas no final da década de 30 e início da década de 40. Também foram atribuídos aos japoneses experimentos com agentes bacteriológicos em "cobaias" humanas (principalmente prisioneiros de guerra).

Esses microorganismos são transformados em armas letais em laboratórios de vários países. Na lista de produtores de armas biológicas estão Iraque, Irã, Síria, Líbia, Índia, Paquistão e China. Além disso, o serviço de inteligência americano informou que países como Estados Unidos, Rússia, Irã, Iraque, Líbia, Coréia do Norte e Afeganistão mantêm esses laboratórios, onde cultivam as chamadas armas de destruição de massa.

Anthrax, botulismo, varíola e vírus Ebola integram o arsenal do terrorismo biológico. Como o antraz, o botulismo e diversas pestes estão presentes na maioria dos continentes, suas toxinas são facilmente obtidas. Baratos de produzir e simples de transportar podem atingir com pequena quantidade área muito grande.

As mais temidas armas biológicas

Varíola

A varíola é adquirida através de um vírus, transmitido pelo ar, por isso a contaminação ocorre através da respiração.

Essa doença, como as outras usadas como armas, apresenta sintomas semelhantes aos da gripe. A erupção de pústulas na pele é uma das características da doença.

Os últimos casos confirmados de varíola foram diagnosticados há mais de duas décadas. existem, no mundo, dois laboratórios conhecidos com estoque de vírus vivo: um nos estados unidos e o outro na Rússia. após exposição respiratória e um período de incubação de 12 dias, a varíola evolui, em pacientes não vacinados, com taxas de mortalidade em torno de 30%.

Dois antivirais disponíveis comercialmente têm atividade contra o vírus da varíola: o cidofovir e a ribavirina. não se dispõe, atualmente, de vacina comercialmente disponível; o centers for disease control (cdc) tem uma reserva de alguns milhões de doses da vacina para prevenir uma nova emergência da doença e outro tanto de imunoglobulina para tratar os potenciais complicações da vacina.

Ebola

O Ebola é um dos agentes de guerra biológica mais temíveis. A mortalidade atinge quase 100%. Após a contaminação, a pessoa passa a sentir, em uma semana, febre, muita dor de cabeça, falta de ar, a ter diarréia com sangue e expectoração também hemorrágica. A vítima morre, no máximo, em duas semanas. Não há tratamento para essa doença contagiosa, transmitida de pessoa a pessoa pela respiração, catarro, secreção ou , gotículas de tosse. Para uma pessoa ser contaminada bastam apenas 10 vírus. A disseminação pode ser por aerossol ou ,ainda, por alimento ou água contaminados pelo vírus. Classificado como um vírus de fácil cultivo e armazenamento , o Ebola pode ficar vários anos em um tubo de ensaio até ser espalhado na população. O Ebola é uma arma letal.

Peste bubônica

A peste bubônica usada como arma biológica É uma das formas mais temíveis por causa da alta infecciosidade , transmissibilidade e mortalidade. Uma vez disseminada, pode perdurar por muitos meses na água e no solo, continuando sua transmissibilidade.

A peste bubônica pode ser disseminada por aerossóis, mísseis ,bombas ou através de pulga infectada.50 quilos de esporos dessa bactéria podem contaminar uma cidade de 5 milhões de habitantes. Uma vez infectada, a pessoa vai contagiar todas as outras com que tiver contato.

Os sintomas aparecem em três dias. A doença atinge o ápice em uma semana, período em que a pessoa pode morrer. Começa com um quadro parecido com gripe, depois aparecem pústulas e gânglios generalizado no corpo e úlcera na pele. É altamente contagiosa.

O tratamento é com antibióticos. E conta que é justamente nas regiões do Oriente Médio , África e sudeste asiático que a bactéria causadora da peste bubônica é cultivada com extrema facilidade. Então, com certeza, são muitos os países que têm esse agente infeccioso, que pode, ainda ser disseminado por animais domésticos, como o cão, o gato , gado e porcos.

Anthrax

Uma das armas biológicas mais temidas chama-se ANTHRAX, uma bactéria que dá o nome a uma doença desconhecida pela maioria dos médicos. Ao ser lançado por avião, o anthrax contamina o ar, a água , o solo e os alimentos. É tão pequeno que centenas de milhares desse bacilo cabem num único tubo de ensaio.

Se forem espalhados por aeronave ao longo de dois quilômetros podem se estender, com a ajuda do vento, por 20 quilômetros, enquanto está sendo espalhado não pode ser detectado porque é incolor e sem cheiro. As pesquisas da universidade americana relatam que documentos de 1995 indicam que o Iraque produziu até 8 mil litros de anthrax para serem lançados por mísseis Scud. Mesmo com a pressão internacional, a produção de armas biológicas do Iraque continua intacta.

O anthrax pode lesar a pele, contaminar os pulmões ou causar doenças gastrintestinais. Começa como se fosse uma gripe. A pessoa passa a sentir dor no corpo, a expelir catarro. Depois, passa a ter manchas e pequenas vesículas na pele. Evolui, em seguida para hemorragia, edema e falência dos órgãos. A pessoa pode morrer em cinco dias. A bactéria anthrax pode, ainda, causar meningite, que significa morte.

Para se prevenir é necessário cobrir todo o corpo com roupas com duas camadas e equipamento de proteção respiratória. Para as roupas pode ser qualquer tecido. O importante é que proteja todo o corpo, porque o bacilo não penetra nos poros do tecido.

Tratar o anthrax significa usar antibióticos , "penicilina e tetraciclina" . A doença só não apresenta o risco do contágio de pessoa a pessoa. O contágio de pessoa para pessoa não é conhecido.

Toxina botulínica

A toxina botulínica é como agente numa guerra biológica. Essa toxina é considerada como a mais potente toxina conhecida pelo homem. É 10 mil a 100 mil vezes mais potente que qualquer outra.

Ela provoca sintomas de paralisia progressiva , principalmente paralisia dos músculos da respiração, levando á falta de ar. Não tem tratamento. A mortalidade é alta.

Numa guerra biológica, é espalhada sobre reservatórios de água ou estoques de alimentos. Com spray, pode contaminar alimentos prontos. O consumo dessa água ou desses alimentos leva à imediata intoxicação. Depois de contaminados, não há como purificar essa água ou esses alimentos. Nem com o calor , caso os alimentos sejam cozidos ou assados. A evolução da doença acontece de 12 a 36 horas após a ingestão desses produtos. A morte pode ocorrer em 48 horas.

Toxina t-2

Documento da Organização Mundial da Saúde ,divulgado ontem, alerta ser real a ameaça do uso de armas biológicas . Os especialistas da OMS constatam que "avanços em tecnologia tornaram possível aos terroristas matarem milhões de pessoas com armas biológicas e químicas". Eles relatam, em 179 páginas, todos os conhecimentos disponíveis sobre o bioterrorismo. A OMS recebeu vários telefonemas de governos solicitando conselhos de como combater uma possível guerra biológica.

A toxina t-2 é usada em guerra biológica porque em minutos provoca irritação na garganta, diarréia e dores abdominais , que podem se prolongar por uma semana. Provoca alterações cardíacas , tontura e convulsões. Não tem tratamento e causa a morte por hemorragia. É uma toxina que fica no ar, provocando intoxicações e intoxicações por longo tempo.

Essa toxina deriva de fungos e é cultivada em vários alimentos como o milho e o trigo. É capaz de destruir tecidos , principalmente os que apresentam multiplicação como a medula óssea, por exemplo. Podem causar destruição também no sistema gastrintestinal, no testículo e vários outros sistemas.

Os sintomas da contaminação pela toxina t-2 são imediatos. Ocorrem em poucos minutos, após a exposição, e podem durar até dez dias. Para produzi-la não é necessária tecnologia complicada, são apenas técnicas de extração e purificação. Ela ocorre com certa facilidade em ambientes de estocagem de grãos. É, portanto, um veneno fácil de produzir. Como não é destruída pelo calor, pode ficar estocada por muito tempo. Não se sabe quais países estariam usando, mas é de se imaginar que todos os que eventualmente estão pensando em armas biológicas, devem ter estoques destas substâncias tóxicas e de outras também. Só esperam pela oportunidade de disseminá-las. Ela pode ser espalhada por aerossóis. À medida em que vai descendo, vai atingindo as pessoas na pele, pela respiração ou pelos alimentos.

A toxina t-2 é mais uma arma biológica que não pode ser detectada por nenhum sistema de segurança por não ter nem cor nem cheiro, seus sintomas também são como os da gripe.

O bioterrorismo

Os americanos buscam auxílio lotando consultórios de psicólogos e esgotando estoques de máscaras e antibióticos para se proteger de um inimigo invisível: o bioterrorismo. O que o país mais desenvolvido sabe sobre o tratamento das doenças causadas por esses vírus ou bactérias ? A resposta surpreende: muito pouco, admitem os cientistas americanos. Hoje, nomes como anthrax, botulismo, toxina t-2 ou varíola causam pânico entre os americanos. E comemoração entre os terroristas. É a grande arma do terrorismo. A mais temida no mundo, definem médicos e cientistas das principais universidades americanas. Os americanos vivem um momento de reflexão. Querem vingança, têm ódio , mas , principalmente, querem, de volta, a vida.

O alerta sobre o uso de armas biológicas foi feito durante reunião dos países da OTAN- Organização do Tratado do Atlântico Norte, em Bruxelas : "Temos de começar a pensar o impensável", declarou o secretário -geral da OTAN, George Robertson, sobre o uso de armas biológicas por terroristas.

Uma arma invisível ,sem cheiro e que provoca sintomas desconhecidos pela maioria dos médicos é a grande preocupação do governo norte-americano tanto nos ataques terroristas aos EUA como durante uma guerra no Afeganistão. È a arma biológica, que o Centro para Estudos de Biodefesa Civil da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, define como a mais temida numa guerra. Estudos da Universidade Johns Hopkins mostram que os Estados Unidos "não estão preparados para enfrentar um ataque de arma biológica".

Todas as armas biológicas têm uma mesma característica. O maior medo é que os sintomas iniciais são bem semelhantes à gripe, com irritação da garganta, tosse e catarro, depois é que aparecem as lesões fatais. A maioria não tem tratamento. O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos enviou um comunicado a todos os laboratórios americanos para avisarem em casos de surtos de gripe . Exemplos da quantidade de vírus ou bactérias necessários para infectar uma população: dois quilos de anthrax ,varíola ou t-2 podem contaminar uma população de 150 mil a 300 mil pessoas. Se forem 5 milhões pessoas , são suficientes pouco mais de 30 quilos do vírus da varíola.

O medo da utilização de armas biológicas causou mais prejuízos aos EUA. O governo proibiu todos os vôos de aviões utilizados para pulverizar plantações. Á causa foi o medo de terroristas usarem essas aeronaves para espalhar vírus ou bactérias letais em várias regiões americanas.

O uso de vírus e bactérias para infectar soldados ou dizimar populações vem se tornando o pesadelo dos americanos. O risco do bioterrorismo vem sendo alertado pela Organização Mundial da Saúde, após os atentados a Nova York e a Washington. O Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos mandou uma determinação a todos os laboratórios para a comunicação imediata de sintomas das doenças que podem ser causadas por essas armas biológicas. Estoques de máscaras para proteger a respiração estão esgotadas em Nova York. Os reservatórios de água também estão sob a guarda da polícia. È o bioterrorismo, uma técnica que espalha doenças ainda desconhecidas pela maioria dos médicos, ao transformar geneticamente vírus e bactérias em agentes resistentes a qualquer tratamento.

O método é antigo, mas continua um enigma para quem desenvolve diagnósticos e tratamentos.

São vários os vírus e as bactérias que podem ser desenvolvidas em laboratório para serem, depois , espalhadas por aviões ou lançadas por mísseis durante ataques terroristas ou durante uma guerra. Num simples tubo de ensaio cabem milhões desses micróbios, que podem , por exemplo, serem jogados num sistema de ventilação de um prédio, contaminando todos os moradores.

Conclusão

Realmente as armas biológicas representam um perigo real e assustador, capaz de exterminar um grande número de pessoas, elas vêm aterrorizando o mundo.

Considerando-se a rapidez com que se adquire tecnologia de ponta em todas as áreas da ciência, é perfeitamente possível imaginar que um laboratório, trabalhando com estes (ou outros) microrganismos, possa primeiramente torná-los disponíveis em quantidades capazes de afetar o mundo inteiro e em seguida transformá-los (por manipulações genéticas) em agentes resistentes a todos os mecanismos de defesa atualmente existentes, tais como antimicrobianos, antivirais, vacinas, imunoglobulinas e outros mais.

Só nos resta então a dúvida: o homem é capaz de criar em laboratório microorganismos causadores de doenças fatais, mas não é capaz de encontrar a cura desses males?...Será que ele não será vítima de suas próprias invensões?...

Fonte: www.vestibular1.com.br

ARMAS BIOLÓGICAS

Há uma grande tendência de se achar que a proibição contra armas biológicas não seja necessária. Infelizmente, entretanto, o perigo das armas biológicas não foi exterminado com a Convenção sobre proibição de Armas Tóxicas e Biológicas de 1972, nem mesmo com o fim da Guerra Fria ou com a ameaça de retaliação nuclear contra o Iraque durante o conflito do Golfo Pérsico.

As armas biológicas, infelizmente, apresentam um alto poder de destruição e um processo de fabricação relativamente simples. Um pequeno grupo de pessoas com poucos recursos financeiros e treinamento básico em biologia e engenharia pode desenvolver uma arma biológica potencial. Tais armas são classificadas como armas de destruição em massa, ou seja, o seu uso não faz distinção entre alvos militares e a população civil. Um milionésimo de grama do bacilo causador do Carbúnculo (Anthrax) constitui uma dose inalatória letal; além disso, o poder de devastação dessas armas é intimamente relacionado ao meio de dispersão usado para propagar o agente. Essas características fazem das sociedades civil e militar vulneráveis às armas biológicas, usadas ainda para aterrorizar populações ou para fins militares em disputas territoriais ou políticas.

Fonte: www.virtual.epm.br

ARMAS BIOLÓGICAS

Há uma grande tendência de se achar que a proibição contra armas biológicas não seja necessária. Infelizmente, entretanto, o perigo das armas biológicas não foi exterminado com a Convenção sobre proibição de Armas Tóxicas e Biológicas de 1972, nem mesmo com o fim da Guerra Fria ou com a ameaça de retaliação nuclear contra o Iraque durante o conflito do Golfo Pérsico.

As armas biológicas, infelizmente, apresentam um alto poder de destruição e um processo de fabricação relativamente simples. Um pequeno grupo de pessoas com poucos recursos financeiros e treinamento básico em biologia e engenharia pode desenvolver uma arma biológica potencial. Tais armas são classificadas como armas de destruição em massa, ou seja, o seu uso não faz distinção entre alvos militares e a população civil. Um milionésimo de grama do bacilo causador do Carbúnculo (Anthrax) constitui uma dose inalatória letal; além disso, o poder de devastação dessas armas é intimamente relacionado ao meio de dispersão usado para propagar o agente. Essas características fazem das sociedades civil e militar vulneráveis às armas biológicas, usadas ainda para aterrorizar populações ou para fins militares em disputas territoriais ou políticas.

HISTÓRICO

Era Neolítica

Uso de setas envenenadas com curare e toxinas derivadas de anfíbios por indígenas sul-americanos.

Século XIV

No cerco de Kaffa (atualmente Feodossia, Ucrânia), a força tártara atacante sofreu uma epidemia de Peste. Os tártaros converteram seu infortúnio em uma oportunidade de catapultar os cadáveres para dentro dos muros da cidade. A epidemia que se seguiu resultou na derrota das forças que defendiam a cidade. Navios carregando refugiados contaminados pela Peste (e possivelmente ratos) zarparam para Constantinopla, Gênova, Veneza, e outros portos do Mediterrâneo e provavelmente foram responsáveis pela segunda pandemia de Peste.

Século XVIII

Durante a guerra franco-indígena (1754-1767), Sir Jeffrey Amherst, comandante das forças britânicas na América do Norte, sugeriu o uso deliberado da varíola para reduzir as tribos americanas hostis aos britânicos. Em 24 de junho de 1763, o capitão Ecuyer, um dos subordinados de Amherst, deu fômites provenientes do hospital de varíola aos nativos americanos e anotou em seu diário, "Espero que isso tenha o efeito apropriado". Tal ação foi seguida por uma epidemia de varíola entre as tribos indígenas do Vale do rio Ohio, apesar de outros contatos entre colonos e os nativos possam ter contribuído para estas ocorrências.

1914-1918

Substanciais evidências sugerem que a Alemanha desenvolveu um ambicioso programa de guerra biológica durante a Primeira Guerra Mundial, incluindo operações secretas no comércio dos países neutros com os aliados (com o intuito de infectar estoques de alimentos e contaminar animais a serem exportados para as forças inimigas). Bacillus anthracis e Pseudomonas mallei, os agentes etiológicos do Carbúnculo e Mormo foram usados para infectar ovelhas romenas exportadas para a Rússia. Além disso estoques argentinos a serem exportados foram infectados com B. anthracis e P. mallei , resultando na morte de 200 mulas entre 1917 e 1918 .

1925

O primeiro esforço diplomático em limitar a guerra biológica foi o Protocolo de Proibição do Uso de Gases Asfixiantes, Venenosos ou Outros e Métodos Bacteriológicos de Guerra durante conflitos (Genebra, 1925). Signatários do Protocolo de Genebra que começaram programas básicos de pesquisa e desenvolvimento de armas biológicas depois da primeira guerra incluem Bélgica, Canadá, França, Grã-Bretanha, Itália, Holanda, Polônia, e a união soviética. Os EUA não ratificaram o protocolo de Genebra até 1975.

1932-1945

O Japão conduziu pesquisas e desenvolveu armas biológicas na Manchúria ocupada de 1932 até o fim da Segunda Guerra Mundial, sob a direção de Shiro Ishii, médico microbiologista. A unidade 731, instalação de pesquisa em guerra biológica localizada próxima à cidade Pingfan, era o centro do programa japonês de armas biológicas e continha aproximadamente 150 prédios, cinco campos satélites, e uma equipe de mais de 3000 cientistas e técnicos. Unidades adicionais eram localizadas em um Mukden, Changchun e Nanking. Prisioneiros eram infectados com patógenos como Bacillus anthracis , Neisseria meningiditis, Shigella spp, Vibrio cholerae e Yersinia pestis.

Ao menos 10.000 prisioneiros morreram como resultado da infecção experimental ou da execução que se seguiu à experimentação durante o programa japonês entre 1932 e 1945. Ao menos onze cidades chinesas foram atacadas com agentes biológicos. Ataques pretendiam contaminar suprimentos de água e itens alimentícios com culturas puras de Bacillus anthracis,V. cholerae, Shigella spp, Salmonella spp e Yersinia pestis.

Culturas eram também jogadas diretamente nas casas ou pulverizadas de aviões. Pelo menos 12 milhões de pulgas foram liberadas por ataque para iniciar epidemias de peste. Freqüentemente, o feitiço voltava-se contra o feiticeiro: no ataque Changteickn em 1941 houve aproximadamente 10.000 vítimas e 1700 mortes entre as tropas japonesas, com muitos casos de cólera. Ensaios de campo foram terminados em 1942, apesar da pesquisa básica continuar até o final da guerra.

1939-1945

Hitler emitiu ordens expressas proibindo o desenvolvimento de armas biológicas na Alemanha. Porém, com suporte de altos oficiais nazistas, cientistas alemães iniciaram programas de armas biológicas, apesar de seus resultados manterem-se bem atrás de outros países. Uma ofensiva alemã com armas biológicas nunca se materializou. Prisioneiros em campos de concentração nazistas foram infectados com Rickettsia prowazekii, Rickettsia mooseri, vírus da hepatite A, Plasmodium spp e tratados com vacinas e drogas experimentais. Tais estudos eram utilizados para compreender a patogênese de doenças, para desenvolver vacinas contra Rickettsia e para desenvolver sulfonamidas mais eficientes, ao invés de criar armas biológicas. O único uso tático conhecido de guerra biológica pelos alemães foi a poluição do um grande reservatório no nordeste da Boêmia com detritos em maio de 1945.

1939-1945

Os aliados desenvolveram armas biológicas para uma retaliação em resposta a um potencial ataque biológico alemão. A ilha escocesas de Gruinard, local de teste com bombas de esporos de Carbúnculo manteve-se inabitável até ser totalmente lavada com formaldeído e água do mar em 1986.

1942

Nos EUA, um ofensivo programa biológico iniciou-se em 1942 sob a direção de uma agência civil (serviço de reserva da guerra). O programa incluía uma instalação de pesquisa e desenvolvimento em Forte Detrick, sítios de teste no Mississipi e uma unidade de produção em Indiana. Experimentos foram conduzidos usando patógenos, incluindo B. anthracis e Brucella suis. Seguiu-se produção em larga escala durante a Segunda Guerra Mundial quando aproximadamente 5000 bombas de esporos de Carbúnculo foram produzidas no Forte Detrick. Vários cientistas japoneses sob custódia americana e que haviam participado da unidade 731 ganharam imunidade sob condição de revelar informações obtidas durante seu programa. O programa americano foi expandido durante a guerra da Coréia (1950 - 1953).

1947 - 1990

Numerosas acusações não fundamentadas de uso de armas biológicas foram feitas durante a guerra fria, incluindo acusações soviéticas de testes americanos com esquimós canadenses, resultando em uma epidemia de peste. Os EUA também foram acusados de planejar iniciar uma epidemia de cólera no sudeste da China e de dengue em Cuba. Igualmente, as forças armadas soviéticas e suas aliadas foram acusadas pelos EUA de uso de armas biológicas no Laos e no Afeganistão.

1950 -1953

A União Soviética, a China, e Coréia do Norte acusam os EUA de usar armas biológicas contra a Coréia durante a Guerra da Coréia. Os EUA admitiram possuir capacidade de Guerra Biológica, mas negaram seu uso na região. A credibilidade americana era baixa devido à não-ratificação do protocolo de Genebra de 1925, além da suspeita colaboração secreta do cientistas da unidade 731.

Final dos anos 60

Os militares americanos desenvolvem um arsenal biológico que inclui numerosos patógenos bacterianos, toxinas e fungos que podiam ser dirigidos contra colheitas para induzir quedas na produção e fome. Além disso, armas para uso secreto, como venenos de cobra e outras toxinas foram desenvolvidas pela CIA, sendo que todos os registros sobre seu desenvolvimento e uso foram destruídos durante 1972.

Julho de 1969

A Grã - Bretanha propõe ao Comitê de Desarmamento da ONU a proibição do desenvolvimento, produção e estocagem de armas biológicas, prevendo inspeções em resposta a alegações de violações

1969 - 1970

O presidente Nixon determinou o encerramento do Programa Americano de Armas Biológicas.

Maio de 1971 - Fevereiro de 1973

Destruição dos estoques americanos sob os auspícios do Departamento de Agricultura, Departamento de Saúde, Educação e Bem-estar e Departamento de Recursos Naturais. Grande parte dos dados sobre o programa também foram destruídos.

Abril de 1972

Ratificação do tratado de Proibição do Desenvolvimento, Produção, Posse e Estocagem de Armas Bacteriológicas (Biológicas) e de Toxinas (BWC). O Tratado proibia o desenvolvimento, posse e estocagem de patógenos ou toxinas em "quantidades não justificadas para fins profiláticos, de proteção ou pacíficos". Porém, existem controvérsias sobre quais seriam estas quantidades e do que realmente se trata uma "pesquisa defensiva", além do tratado não incluir mecanismos de verificação de cumprimentos pelos Estados partes.

1979

Os serviços de inteligência do bloco soviético assassinam o dissidente búlgaro radicado em Londres Geogi Markov com uso de Ricina (toxina derivada da semente da Mamona).

Abril de 1979

Epidemia de Crbúnculo na cidade de Sverdlovsk (atual Ekaterinburg, Rússia), nas proximidades de uma instalação militar secreta .

1995

Estima-se que o programa russo de Armas Biológicas ainda empregue entre 25.000 e 30.000 técnicos.

Março de 1995

A Polícia Japonesa descobre na sede da Seita Aum Shinrikyo evidências de produção rudimentar de Armas Biológicas.

1996

A Comissão Especial da ONU no Iraque (UNSCOM) destrói as instalações de pesquisa e produção de armas biológicas iraquianas, que incluíam experimentos em B. anthracis, rotavirus, aflatoxina e toxina botulínica.

Ameaça do Bioterrorismo

A ameaça de terroristas usando armas biológicas tem recebido uma crescente atenção nos últimos anos. Congressos, pesquisas científicas, alertas do governo e comentários apontam para um futuro mais preocupante. Muitos fatores levam a esta conclusão: revelações que o Iraque possuía armamentos de agentes infecciosos, descoberta que a seita japonesa Aum Shinrikyo possuía um programa de desenvolvimento de armas biológicas, o baixo custo e mínimo conhecimento científico requerido para a produção destas armas, e a tendência dos terroristas em partirem para novas áreas de violência quando as atuais não atendem mais seus interesses.

O primeiro passo para aceitar a realidade é admitir que não somos capazes de prevenir todos os ataques bioterroristas.

O principal ponto da luta contra este tipo de terrorismo é proibir efetivamente a fabricação e utilização de armas biológicas por qualquer Estado ou organização.

Peste

Agente etiológico: Yersinia pestis

Forma de contágio: Através de gotículas.

Quadro Clínico: Bubônica, septicemia primária, doença pulmonar (este último o mais freqüente após um ataque). Após 2 a 3 dias de incubação, os pacientes apresentam sintomas de pneumonia e o início fulminante de mal – estar, calafrios, febre alta, cefaléia, tosse com escarro hemoptoico e sepse clínica. O Rx de tórax pode indicar uma pequena ou consolidada broncopneumonia. A peste pulmonar se desenvolve rapidamente, resultando em dispnéia, chiado e cianose. No estágio terminal pode haver falência respiratória, choque e equimoses.

Diagnóstico: O diagnóstico pode ser feito através de identificação de um cocobacilo gram - negativo a partir de amostras de sangue periférico, punção de linfonodos ou escarro, utilizando coloração Gram ou Wright - Giemsa. O diagnóstico pode ser confirmado por coloração imunofluorescente da cápsula.

Tratamento: As drogas mais utilizadas são Estreptomicina(30 mg/kg/dia, IM, 12/12 horas por 10 dias) Tetraciclina, Cloranfenicol e Gentamicina, quando os sintomas se iniciam em 24 horas.

Profilaxia: Há uma vacina licenciada de células mortas do bacilo.

Utilização como Arma: Japão, na II Guerra Mundial e EUA nos anos 50.

Toxina Botulínica

Agente Etiológico: A toxina é um produto do Clostridium botulinum.

Forma de Contágio: Ingestão e inalação.

Quadro Clínico: A dose tóxica é de 0.001m g/kg de peso. O início dos sintomas após a inalação da toxina pode variar de 24 a 36 horas até vários dias da exposição. Sinais oculares como diplopia, ptose palpebral, midríase e fotofobia geralmente ocorrem. A paralisia da musculatura esquelética também ocorre, manifestando-se por uma fraqueza simétrica e progressiva, que pode culminar com a falência respiratória abrupta. A hipotensão postural pode estar presente, bem como ressecamento das mucosas ou dor de garganta. Não ocorre febre.

Diagnóstico: A toxina pode estar presente na mucosa nasal e ser detectável por ELISA 24 horas após a inalação.

Tratamento: Uma antitoxina botulínica pode ser efetiva se administrada antes do início dos sintomas. Além disso, cuidados intensos e proongados são necessários(semanas a meses para a total recuperação).
Profilaxia: Um toxóide pentavalente(toxinas A a E) está sob investigação.

Pesquisa como Arma: Além de muitos outros países como Japão, EUA e Rússia, o Iraque admitiu pesquisas na área antes da Guerra do Golfo.

Tularemia

Agente Etiológico: Francisella tularensis.

Forma de Contágio: Aerosol ou ingestão de alimentos ou água contaminados.

Quadro Clínico: A forma tifóide, que ocorre após a inalação de aerosol infeccioso, se manifesta por febre, prostração e perda de peso, porém sem adenopatia. Desconforto subesternal e tosse não produtiva também estão presentes. Derrame pleural e evidências radiológicas de pneumonia também são comuns.
Diagnóstico: Feito por teste sorológico retrospectivo.

Tratamento: Estreptomicina (30mg/kg/dia, dividida em duas doses, IM, por 10 a 14 dias); Gentamicina (3 a 5mg/kg/dia, parenteral, por 10 a 14 dias).

Profilaxia: Uma vacina com o organismo vivo atenuado está sob investigação.

Utilização com Arma: EUA, nos anos 50 e 60.

Varíola

Agente Etiológico: Vírus da Varíola.

Forma de Contágio: Aerosol.

Quadro Clínico: O início é abrupto, com mal - estar, febre, rigidez, vômitos, cefaléia e dor nas costas. Lesões cutâneas abundantes na face e extremidades, com distribuição centrífuga.

Diagnóstico: Essencialmente clínico.

Tratamento: Cidofovir parece apresentar uma larga eficácia, tanto in vitro como in vivo contra os vírus da família poxviridae.

Profilaxia: Vacina comercial disponível em nível mundial.

CASO

Em Abril e Maio de 1979 houve uma epidemia de Carbúnculo em Sverdlovsk, ex.-URSS. O governo soviético atribuiu o ocorrido ao consumo de carne contaminada. As agências americanas relacionaram a epidemia à inalação acidental de esporos bacterianos liberados por uma instalação militar da cidade. Dados epidemiológicos mostraram que a maioria das vítimas trabalhava ou vivia em uma estreita área desde a instalação militar até o limite sudeste da cidade. Concluiu-se que o escape de um aerossol do patógeno foi o causador da epidemia. Carbúnculo é uma doença de caráter agudo que afeta inicialmente herbívoros domésticos e selvagens e é causado pela bactéria Bacillus anthracis.

O Carbúnculo humano resulta de infecção cutânea e, mais raramente, da ingestão ou inalação do patógeno de produtos animais contaminados.

No começo de 1980, relatos surgiram na imprensa ocidental sobre uma epidemia de Carbúnculo em Sverdlovsk, uma cidade de 1,2 milhões de habitantes, 1400Km à leste de Moscou. No final daquele ano, artigos publicados na imprensa soviética relataram uma epidemia de Carbúnculo entre os rebanhos do sul da cidade na primavera de 1979, e noticiaram que pessoas desenvolveram Carbúnculo gastrointestinal, após ingestão de carne contaminada , e Carbúnculo cutâneo após contato com animais doentes.

A epidemia ocasionou intensos debates e especulações internacionais sobre o real motivo da doença, se natural ou acidental e, se por esta última razão, se foi resultado de atividades proibidas pela Convenção de Armas Biológicas de 1972.

No início de 1990, vários artigos sobre a epidemia apareceram na imprensa russa. Eles incluíram entrevistas com médicos de Sverdlovsk, que questionaram a hipótese de origem alimentar para a doença. Oficiais das instalações militares admitiram que em 1979 eles estavam desenvolvendo uma vacina contra o Carbúnculo, mas desconheciam o escape do patógeno. Mais tarde, em 1991, o Presidente da Rússia, Boris Yeltsin, criou um Conselho de Ecologia e Saúde para finalizar o prgrama Russo de Armas Biológicas e verificar a origem da epidemia. Em Maio de 1992, Boris Yeltsin declarou que a epidemia estava relacionada com a circunscrição militar da cidade de Sverdlovsk. No entanto, dúvidas acerca desse fato permaneceram sem explicações até hoje, já que o acesso à instalação foi negado.

Evidências Anatomopatológicas de que os casos fatais se deveram à inalação foram publicados por patologistas russos que apresentaram autópsias durante a epidemia.

Fonte: www.virtual.epm.br

ARMAS BIOLÓGICAS

São substâncias ou organismos nocivos preparados para serem usados em combate e que podem provocar inúmeros males a suas vítimas, como cegueira e paralisia, e até danos a muitas gerações.

Antraz

O antraz ou carbúnculo é causado por uma bactéria chamada Bacillus anthracis. Seu nome é derivado da palavra grega "anthrakis", que significa carvão, e se deve às lesões pretas que essa bactéria causa na pele. É uma infecção conhecida desde a Antiguidade, quando afetava rebanhos de ovelhas e outros animais. Após estudos, essa zoonose foi denominada, em inglês, de "antrax".

Forma de contágio: É extremamente contagioso e a contaminação pode ocorrer por contato direto, aspiração ou ingestão, porque esse bacilo forma esporos que facilitam a sua disseminação.

Tratamento: Apesar de ser uma infecção grave, ela pode ser controlada com sulfamidas, penicilina e outros antibióticos.

Botulismo

É uma intoxicação grave causada pela bactéria Clostridium botulinum. Essa doença está relacionada principalmente ao consumo de produtos alimentícios preparados com métodos que não destroem os esporos da bactéria, permitindo, assim, a formação de toxinas.

Forma de contágio: A transmissão da Clostridium botulinum pode ocorrer de quatro formas: ingestão de alimentos preparados com métodos que não destroem o esporo, contato com ferimentos, inalação da toxina e contato com fluidos corpóreos.

Tratamento: É feito com soro antibotulínico e antibióticos associados a formas de eliminar a toxina do organismo.

Brucelose

Também conhecida como febre ondulante, febre de Malta ou febre do Mediterrâneo, é uma antropozoonose causada por bactérias do gênero Brucella. Caracteriza-se pela proliferação do agente no citoplasma das células, principalmente do retículo endotelial (medula óssea, gânglios, baço e fígado). É, portanto, uma infecção do tipo intracelular, embora possam ocorrer infecções extracelulares, como é o caso das lesões ósseas.

Após atravessar a porta de entrada (pele com soluções de continuidade, conjuntiva ocular e mucosa da orofaringe), as brucelas atingem os linfonodos regionais, onde se multiplicam no interior de macrófagos.

O tipo de evolução do processo infeccioso é determinado pela quantidade do inóculo, pela virulência das cepas invasoras e pelo grau de imunidade do hospedeiro humano.

A Brucella suis e a Brucella melitensis são mais virulentas que a Brucella abortus.

Forma de contágio: A infecção humana pode se dar pelas mucosas oral e ocular, por soluções de continuidade da pele e, quando vinculada ao leite ou seus derivados, pela orofaringe. Por via digestiva, a infecção é dificultada, devido ao baixo pH do suco gástrico. A transmissão inter-humana é muito rara. Entretanto, podem ocorrer infecções do feto por via transplacentária e do recém-nascido no canal de parto e pela ingestão do leite materno.

Tratamento: O uso de antimicrobianos no tratamento da brucelose, especialmente na forma aguda, encurta o período da doença e reduz a freqüência de recaídas. Na brucelose crônica, apesar da terapêutica antimicrobiana adequada e em esquemas repetidos, a cura é mais difícil. Recentemente, tem-se usado o interferon no tratamento da brucelose crônica com resultados promissores.

Febre Q

É uma doença infecciosa causada pela Coxiella burnetti, um parasita do gado bovino, ovino e caprino.

Forma de contágio: É transmitida ao homem pela inalação de aerossóis ou pela ingestão de leite infectado. Após um período de uma a três semanas, aparecem dor de cabeça, prostração e dores musculares, podendo haver também febre, tosse, dores abdominais, icterícia (cor amarelada da pele) e hepatite, que pode ser grave.

Tratamento: O tratamento é realizado com antibióticos específicos, especialmente a doxaciclina.

Varíola

É uma febre muito contagiosa caracterizada por uma erupção especial, seguida de cicatrizes indeléveis. É produzida por um vírus filtrável. Ataca preferencialmente pessoas jovens, mas não respeita idade. Aparece em qualquer estação do ano ou clima. É uma doença que confere imunidade. Há casos raros de pessoas que a adquiriram mais de uma vez.

Forma de contágio: O vírus da varíola penetra pelas mucosas das vias respiratórias, dissemina-se pela corrente circulatória e instala-se na pele e mucosas, causando as ulcerações características da doença.

Tratamento: São necessários vários cuidados quando se tem um doente em casa. Qualquer objeto que ele tenha tocado, principalmente talheres, copos, pratos, sanitários e roupas de cama, pode transmitir a doença a pessoas que ainda não tenham sido vacinadas ou não estejam imunizadas. Recomenda-se o isolamento e a quarentena, já que a doença pode ser transmitida também no período de convalescença.

No período de incubação, que ocorre entre oito e doze dias, o paciente ainda pode ser vacinado. A vacina foi descoberta pelo médico Edward Jenner em 1796 e proporciona imunidade temporária, tornando necessário repetir as dosagens a cada cinco ou sete anos. A primeira vacina deve ser ministrada de três meses a um ano de vida e repetida depois aos sete e aos onze anos. A pessoa que já sofreu da doença encontra-se imunizada contra novos ataques pelo resto da vida.

Fonte: www.educacional.com.br

ARMAS BIOLÓGICAS

A guerra biológica consiste no uso de microorganismos (bactérias, vírus ou outros organismos causadores de doença) ou de toxinas, como arma de guerra para incapacitar ou matar um adversário. Pode também ser definida como o emprego de agentes biológicos a fim de causar mortes no homem ou em animais e danos a plantas (culturas) ou materiais.

Na Antiguidade a guerra biológica era praticada através do uso das substancias tóxicas originárias de organismos vivos. Os Exércitos usavam corpos em decomposição para contaminar o abastecimento de água de uma cidade sitiada, ou atiravam dentro das muralhas inimigas cadáveres de vítimas de varíola.

Atualmente, essas armas podem ser bactérias (ou suas toxinas), vírus e fungos fabricados em laboratórios. Durante a Guerra Fria, EUA e a ex-URSS desenvolvem pesquisas voltadas para a guerra bacteriológica. Mas o único uso documentado de armas biológicas em combate foi feito pelos japoneses contra cidades chinesas entre os anos 30 e 40. Também foram atribuídos aos japoneses experimentos com agentes bacteriológicos, principalmente em prisioneiros de guerra.

A criação e armazenamento de armas biológicas foi proibida pela Convenção sobre Armas Biológicas (BWC) de 1972. Até maio de 1997, o acordo foi assinado por 159 países, dos quais 141 já o ratificaram, inclusive o Brasil.

A ideia subjacente a este acordo é evitar o devastador impacto de um ataque bem sucedido, que poderia concebivelmente resultar em milhares, possivelmente milhões de mortes e causar roturas severas a sociedades e economias. No entanto, a convenção proíbe somente a criação e o armazenamento, mas não o uso, destas armas. Entretanto, o consenso entre analistas militares é que, exceto no contexto do bioterrorismo, a guerra biológica tem uma aplicação militar bastante limitada.

Fonte: pt.wikipedia.org
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal