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Ácido Úrico

 

 

O ácido úrico é o maior produto do catabolismo das purinas. É armazenado no organismo em um pool de alto turnover, sendo oriundo do catabolismo das proteínas da dieta e de fontes endógenas, concentrando-se principalmente no fígado. Cerca de 60% desse pool são trocados diariamente por formação e excreção concomitantes.

O ácido úrico é excretado principalmente por via renal. Apenas uma pequena parcela (1/3) é eliminada por via gastrointestinal. Não existe uma relação direta entre os valores séricos e os valores urinários.

Os níveis séricos do ácido úrico são determinados pela relação entre a dieta, a produção endógena e os mecanismos de reabsorção e de excreção. Os mecanismos de reabsorção e de excreção renais são complexos, e podem ocorrer alterações na filtração glomerular, na reabsorção tubular proximal, na secreção tubular e na reabsorção após secreção.

Diversos fatores como dieta, predisposição genética, sexo, idade, peso, medicamentos, uso de álcool e associação com outras patologias como diabetes mellitus e distúrbios lipídicos podem alterar os valores séricos e levar a um desequilíbrio entre a absorção e a excreção de ácido úrico. Seus valores sofrem uma variação diurna, com valores mais elevados pela manhã e mais baixos à noite.

A hiperuricemia é a forma comum de se definir o aumento da concentração sérica de ácido úrico que ultrapasse os valores de referência. Ela pode ocorrer por diferentes mecanismos, associados com aumento da produção ou diminuição excreção renal. Ocorre nas dietas ricas em carnes, especialmente vísceras (fígado e rim), vegetais leguminosos e trigo. Também é encontrada nas dislipidemias, nas anemias hemolíticas, na anemia perniciosa e em outras situações em que há aumento do turnover de ácidos nucleicos (excesso de destruição celular), como ocorre nas neoplasias e no curso de quimioterapia e de radioterapia, especialmente no tratamento de linfomas e de leucemias. A policitemia, o mieloma múltiplo e o infarto do miocárdio extenso podem também aumentar o metabolismo das nucleoproteínas. Alterações da função renal, hipertensão arterial, hipotireoidismo, hiperparatireoidismo, diabetes insipidus, diabetes mellitus, doença de Addison e uso de drogas como salicilatos e alguns diuréticos podem induzir a uma diminuição da velocidade de excreção de ácido úrico.

Portanto, os níveis séricos do ácido úrico podem apresentar-se alterados em uma gama de situações clínicas, incluindo a gota. A gota é responsável por apenas 10 a 15% das hiperuricemias. A maioria dos pacientes com gota sofre tanto de superprodução como de hipoexcreção. A gota caracteriza-se clinicamente por hiperuricemia, precipitação de urato monossódico em fluidos biológicos supersaturados e depósito de urato por todo o corpo, com exceção do sistema nervoso central, mas com maior predisposição para articulações, cartilagem periarticular, ossos, bursa e tecidos moles subcutâneos. São comuns ataques recorrentes de artrite, nefropatia e, freqüentemente, nefrolitíase.

Os depósitos de uratos são responsáveis pelos sinais e sintomas da artrite gotosa, pois levam a uma severa reação inflamatória no local.

Nos rins são descritos três tipos distintos de lesões: a nefropatia gotosa com depósito de uratos no parênquima, o depó-sito intratubular agudo de cristais de urato e a nefrolitíase.

Os homens respondem por cerca de 90% dos casos de gota. Normalmente, ela é classificada como primária quando decorre de um erro metabólico, diretamente ligado ao aumento da produção ou à diminuição da excreção, e como secundária quando decorre do aumento do ácido úrico em conseqüência de outras numerosas etiologias.

AUMENTO DA FORMAÇÃO

Aumento da síntese de purinas
Desordens metabólicas hereditárias
Excesso de ingeta de purinas
Aumento do tumover de ácidos nucleicos
Hipóxia tecidual

DIMINUIÇÃO DA SECREÇÃO

Idiopática
Insuficiência renal crônica
Aumento da reabsorção renal
Drogas (diuréticos e salicitatos)
Intoxicação por chumbo
Hipertensão arterial
Outras doenças endócrinas

A hipouricemia é incomum, podendo ser secundária a diferentes situações como uma doença hepatocelular grave, que leva a diminuição da síntese de purina, deficiência da reabsorção tubular de ácido úrico congênita, como na síndrome de Fanconi, ou adquirida, por supertratamento com drogas uricosúricas, na secreção inadequada do hormônio antidiurético, na doença de Wilson, na xantinúria, nas intoxicações por metais pesados e nas dietas pobres em purina.

A quantidade de ácido úrico presente na urina varia de acordo com o pH: é tanto menor quanto maior for o pH. A excreção urinária de ácido úrico aumentada pode ocorrer isolada ou associada a outros distúrbios metabólicos (com aumento da produção endógena), pelo aumento da ingestão de purinas e pelo uso de drogas uricosúricas, principalmente na fase inicial do tratamento. A diminuição dos níveis urinários de ácido úrico pode estar associada a gota crônica e a uma dieta pobre em purinas.

Como já citado, não existe correlação direta entre os níveis séricos e urinários do ácido úrico. Sua avaliação é útil na investigação das calculoses renais. Os cristais de ácido úrico são achados freqüentes em crianças em fase de crescimento acelerado e em outras situações de aumento do metabolismo de nucleoproteínas. Algumas drogas, como antiinflamatórios, aspirina, vitamina C, além dos diuréticos, podem alterar a sua excreção.

Fonte: www.diagnosticosdaamerica.com.br

Ácido Úrico

Aumento do Ácido Úrico (Hiperuricemia)

Indivíduos com esse distúrbio, têm dificuldade de eliminar o ácido úrico, produto final do metabolismo da purina, formado na quebra de proteínas, principalmente de origem animal. Geralmente desenvolvem a gota úrica, doença que lembra a artrite, pela ocorrência de dores nas articulações.

Segue abaixo uma orientação dietética:

Alimentos proibidos:

Miúdos em geral (miolo, fígado, rins, coração, moela)
Alguns alimentos do mar, como sardinha, mexilhão, anchova, bacalhau, salmão, truta, atum, arenque, camarão, lagosta, ostra, caranguejo
Algumas aves, como pombo, ganso, peru, galinha, galeto
Carne de porco, embutidos, toucinho defumado, bacon
Caldo de carne e molhos prontos
Feijão, lentilha, grão de bico, ervilha, trigo
Frutas oleaginosas, como coco, nozes, castanhas, amêndoas, amendoim, pistache, avelã
Presunto, banha, extrato de tomate, chocolate, pão de centeio
Alho porró, aspargo, brócolos, cogumelo, espinafre
Todos os grãos e sementes

Alimentos restringidos:

Carnes magras (patinho, coxão duro)
Peito de frango, filé de peixe (pescada branca)
"2 porções pequenas por dia"

Alimentos permitidos:

Leite e iogurte desnatados, queijos brancos
Ovos
Vegetais (exceto os acima)
Pães brancos e biscoitos de água e sal
Frutas em geral
Macarrão e arroz
Batata
Óleos vegetais (girassol, canola), em quantidade moderada

Recomendações:

Utilizar preparações com carnes cozidas desprezando a água do cozimento
Carnes assadas não devem ser tostadas
Não utilizar preparações ou alimentos ricos em gorduras
Não ingerir bebidas alcóolicas
Ingerir 2 a 3 litros de água por dia

Fonte: pitboorei.vilabol.uol.com.br

Ácido Úrico

Acido úrico: o responsável pela gota

O que Michelangelo, Isaac Newton e Franklin Roosevelt tinham em comum? Além, é claro, de serem personalidades de suma importância em suas respectivas áreas, todos sofriam de gota, uma doença inflamatória metabólica que atinge pessoas com alto nível de ácido úrico no sangue

Mas o que é ácido úrico? “É um produto natural do organismo formado a partir do metabolismo de uma substância chamada purina (que é um dos componentes do DNA). Uma parte do produto costuma ser eliminada pela urina, enquanto o restante circula no corpo sem causar problemas de saúde”, explica Evelin Goldenberg, professora de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e reumatologista do Hospital Albert Einstein.

O índice de ácido úrico, no entanto, não deve ultrapassar o nível máximo de 6,8 mg por 100 ml de sangue. “Caso contrário, o excesso dessa substância pode virar cristais, que vão sendo depositados nas articulações e podem levar a um intenso processo inflamatório, com inchaço das juntas. E pelo menos 20% dos casos de ácido úrico elevado geram um estado dolorido, conhecido como gota”, diz a especialista.

Segundo Goldenberg, o desequilíbrio ocorre por dois motivos metabólicos. Ou o paciente é um hiper-produtor ou um hipo-excretor. “No primeiro caso, o organismo está produzindo muito ácido úrico e, mesmo tendo uma excreção normal, não consegue eliminar o suficiente para deixar a taxa baixa. No segundo (que corresponde a 90% dos pacientes), apesar de a produção ser normal ou aumentada, os rins só conseguem eliminar pouco ácido úrico”.

Como saber se tenho? “O diagnóstico é feito primeiramente com um exame de sangue para conhecer os níveis de ácido úrico na circulação. E, depois, para saber se a excreção está reduzida, os médicos costumam pedir um exame de urina, que indica qual a dosagem eliminada durante o dia. A partir da comparação desses dois resultados o especialista indica o tratamento mais adequado para cada caso, uma vez que existem remédios tanto para inibir a produção como para aumentar a excreção”, esclarece a médica.

“20% dos que têm o ácido úrico elevado desenvolvem crises de gota, principalmente homens entre 30 e 50 anos e mulheres na pós-menopausa”

Outro teste importante é feito com o líquido tirado das articulações. “Este só é indicado no caso de pacientes que apresentam inchaço nas juntas para verificar se há presença de cristais de ácido úrico nas articulações e, conseqüentemente, riscos de ocorrer uma crise de gota”, afirma Goldenberg.

Para a maioria das pessoas, esse quadro não apresenta nenhum incômodo, e só é detectado se o médico pedir um exame específico, em um check-up, por exemplo. “Mas 20% dos que têm o ácido úrico elevado desenvolvem crises de gota, principalmente homens entre 30 e 50 anos e mulheres na pós-menopausa.

Nesse grupo também estão incluídos obesos e hipertensos”, diz a reumatologista.

Com a formação de cristais em uma articulação, o paciente tem uma inflamação que se torna muito dolorosa, vermelha e inchada. “A pessoa mal consegue suportar o roçar da roupa ou dos lençóis nas regiões afetadas. Em geral, a gota começa na articulação do dedão do pé (situação conhecida como podagra)”, explica Goldenberg.

Conforme o problema evolui, outras articulações podem ser atingidas, entre elas os tornozelos e joelhos. “Outra complicação possível decorrente dos altos níveis de ácido úrico no sangue são os depósitos da substância debaixo da pele, nas articulações ou em órgãos, como os rins. São nódulos duros de cristais, bolinhas brancas semelhantes a gotas de leite condensado, chamados de tofos”, esclarece a médica.

Por isso mesmo, também há chance de formação de cálculos renais, bem como de nefropatia (insuficiência renal) por ácido úrico. “Neste caso, há um acúmulo de cristais dentro dos túbulos renais, provocando uma obstrução à passagem da urina”, afirma a especialista.

Depois de uma crise de gota é preciso buscar tratamento. Do contrário, o intervalo entre as crises diminui e a intensidade da dor pode aumentar. “O paciente também corre o risco de desenvolver uma poliartrite, ou seja, uma inflamação em várias juntas ao mesmo tempo ou até uma destruição das articulações. Há um aumento ainda das chances de doenças cardiovasculares e problemas nos rins”, diz Goldenberg.

Alimentação

A alimentação não pode impedir que o índice de ácido úrico se eleve. Porque 90% vêm do metabolismo da purina. “É claro que, quando a pessoa tem um índice de ácido úrico muito elevado, os especialistas aconselham evitar alimentos como: crustáceos; carnes vermelhas; lentilha e feijão, que contêm excesso de ácido úrico”, diz a médica.

Um outro desencadeante da crise de gota é a bebida alcoólica. A cerveja é uma das que está intimamente ligada ao agravamento da enfermidade. Por isso deve ser consumida com muita moderação por quem já teve uma crise ou possui o ácido úrico elevado. “É importante saber que, quando o índice estiver alto, deve-se evitar qualquer tipo de bebida alcoólica. Porém, se a vontade for muita, é preferível optar pelo vinho. Outro ponto essencial no tratamento é seguir uma dieta alimentar equilibrada e pouco calórica, para controlar a obesidade e a hipertensão”, aconselha Goldenberg.

Segundo a especialista, quando os índices se normalizam, não significa que o individuo está curado. “Depois de controlada a crise e estabelecidos índices aceitáveis de ácido úrico no sangue, minimiza-se a chance de novas crises e complicações. Mas vale ressaltar que a pessoa que já tem esse problema precisa se acostumar a ter uma vida mais saudável com uma alimentação de baixas calorias. E ainda tentar emagrecer e verificar sempre a pressão arterial - até para contribuir para a prevenção dos problemas coronarianos”.

Mas a crise volta? “Quando o indivíduo esquece o quanto a crise de gota o fez sofrer, pode relaxar - daí come e bebe demais, engorda, não controla a pressão e o resultado é que a dor volta com intensidade ainda maior do que a da última crise”, afirma a médica.

Fonte: cyberdiet.terra.com.br

Ácido Úrico

Hiperuricemia

Indivíduos com esse distúrbio, têm dificuldade de eliminar o ácido úrico, produto final do metabolismo da purina, formado na quebra de proteínas, principalmente de origem animal. Geralmente desenvolvem a gota úrica, doença que lembra a artrite, pela ocorrência de dores nas articulações.

Segue abaixo uma orientação dietética:

Alimentos proibidos

Miúdos em geral (miolo, fígado, rins, coração, moela)
Alguns alimentos do mar, como sardinha, mexilhão, anchova, bacalhau, salmão, truta, atum, arenque, camarão, lagosta, ostra, caranguejo
Algumas aves, como pombo, ganso, peru, galinha, galeto
Carne de porco, embutidos, toucinho defumado, bacon
Caldo de carne e molhos prontos
Feijão, lentilha, grão de bico, ervilha, trigo
Frutas oleaginosas, como coco, nozes, castanhas, amêndoas, amendoim, pistache, avelã
Presunto, banha, extrato de tomate, chocolate, pão de centeio
Alho porró, aspargo, brócolos, cogumelo, espinafre

Todos os grãos e sementes

Alimentos restringidos:

Carnes magras (patinho, coxão duro)
Peito de frango, filé de peixe (pescada branca)
2 porções pequenas por dia"

Alimentos permitidos:

Leite e iogurte desnatados, queijos brancos
Ovos
Vegetais (exceto os acima)
Pães brancos e biscoitos de água e sal
Frutas em geral
Macarrão e arroz
Batata
Óleos vegetais (girassol, canola), em quantidade moderada

Recomendações:

Utilizar preparações com carnes cozidas desprezando a água do cozimento
Carnes assadas não devem ser tostadas
Não utilizar preparações ou alimentos ricos em gorduras
Não ingerir bebidas alcóolicas
Ingerir 2 a 3 litros de água por dia

Fonte: www.dietanet.hpg.ig.com.br

Ácido Úrico

HIPERURICEMIA (AUMENTO DO ÁCIDO ÚRICO)

Indivíduos com esse distúrbio, têm dificuldade de eliminar o ácido úrico, produto final do metabolismo da purina, formado na quebra de proteínas, principalmente de origem animal. Geralmente desenvolvem a gota úrica, doença que lembra a artrite, pela ocorrência de dores nas articulações.

Segue abaixo uma orientação dietética.

Alimentos a serem evitados:

Miúdos em geral (miolo, fígado, rins, coração, moela)
Alguns alimentos do mar, como sardinha, mexilhão, anchova, bacalhau, salmão, truta, atum, arenque, camarão, lagosta, ostra, caranguejo
Algumas aves, como pombo, ganso, peru, galinha, galeto
Carne de porco, embutidos, toucinho defumado, bacon
Caldo de carne e molhos prontos
Feijão, lentilha, grão de bico, ervilha, trigo
Frutas oleaginosas, como coco, nozes, castanhas, amêndoas, amendoim, pistache, avelã
Presunto, banha, extrato de tomate, chocolate, pão de centeio
Alho porró, aspargo, brócolos, cogumelo, espinafre
Todos os grãos e sementes

Alimentos restringidos:

Carnes magras (patinho, coxão duro)
Peito de frango, filé de peixe (pescada branca)
"2 porções pequenas por dia"

Alimentos permitidos:

Leite e iogurte desnatados, queijos brancos
Ovos
Vegetais (exceto os acima)
Pães brancos e biscoitos de água e sal
Frutas em geral
Macarrão e arroz
Batata

Óleos vegetais (girassol, canola), em quantidade moderada

Recomendações Importantes:

Utilizar preparações com carnes cozidas desprezando a água do cozimento
Carnes assadas não devem ser tostadas
Não utilizar preparações ou alimentos ricos em gorduras
Não ingerir bebidas alcoólicas
Ingerir 2 a 3 litros de água por dia

"Esta orientação nutricional não substitui a necessidade de acompanhamento médico."

Fonte: www.dietnet.com.br

Ácido Úrico

Gota – Distúrbio do Ácido Úrico

Introdução

A Gota é um distúrbio metabólico caracterizado por níveis anormalmente altos de ácido úrico - um subproduto do organismo - no sangue e nos tecidos. Na gota, são depositados cristais de ácido úrico nas juntas onde irão causar a chamada artrite gotosa. Eles também podem se depositar nos rins onde podem causar o aparecimento de cálculos renais (pedras). Em alguns pacientes, os altos níveis de ácido úrico são ativados por uma dieta rica em substâncias químicas chamadas purinas encontradas nas anchovas, nas nozes e em comidas de origem animal (derivadas de fígado, rins e articulações). Em outros pacientes, a própria produção corpórea de ácido úrico é simplesmente muito alta, independente da dieta deles. Isto também pode acontecer em certas desordens metabólicas genéticas hereditárias, na leucemia e no tratamento citotóxico para o câncer (quimioterapia). Ultimamente, a gota também pode acontecer quando a excreção renal (dos rins) de ácido úrico for muito baixa. Isto acontece em algumas formas de doença dos rins, na fome crônica e no consumo excessivo de álcool. Para alguns pacientes, é uma combinação destes fatores que conduzem ao ácido úrico em excesso no corpo e conseqüentemente à gota.

Alguns dos principais fatores de risco para a gota incluem a obesidade ou o ganho súbito de peso; uma dieta rica em purina; o abuso de álcool, especialmente aqueles que bebem em excesso mas de forma inconstante; pressão alta, especialmente se tratada com drogas diuréticas (que fazem urinar) como a Hidroclorotiazida; uma história familiar de gota; trauma ou grande cirurgia; e em certos tipos de câncer ou tratamentos para o câncer. Aproximadamente 90 por cento dos pacientes com gota são homens acima dos 40 anos de idade. A gota é bastante rara em mulheres jovens, e quando ocorre nelas, tipicamente aparece muitos anos depois da menopausa.

Quadro Clínico

O primeiro ataque de artrite gotosa normalmente envolve só uma junta (articulação), em geral o dedão do pé (hálux). Porém, o joelho, o tornozelo, o pulso, o pé ou os outros dedos, às vezes, são afetados. Na artrite gotosa, a junta afetada pode ficar vermelha, inchada e extremamente sensível ao toque. Tipicamente, até mesmo o lençol da cama não pode esbarrá-la sem ativar uma intensa dor. Depois do primeiro ataque de gota, os episódios subseqüentes mais comumente envolvem várias articulações. Às vezes, se a gota persistir por muitos anos, os cristais de ácido úrico podem se depositar nas juntas ou nos tendões dos músculos, debaixo da pele ou no pavilhão das orelhas, formando um depósito brancacento chamado de tofo (como pequenos nódulos).

Diagnóstico

Seu médico irá te perguntar quais medicamentos e dieta você faz uso (inclusive o consumo de álcool) e sobre qualquer história familiar de gota. Ele fará um exame físico com atenção especial para suas juntas dolorosas e para a presença de qualquer tofo.

Ele pode usar uma agulha estéril para remover uma amostra de líquido de sua junta inflamada. No laboratório, este fluido será examinado para ver a presença de cristais de ácido úrico microscópicos, que irão confirmar o diagnóstico de artrite gotosa. Seu médico também pode solicitar exames de sangue para medir o nível de ácido úrico em seu sangue. Dependendo de sua história e sintomas, você pode precisar de exames de sangue e urina adicionais para conferir a função dos rins.

Prevenção

Você pode ajudar a prevenir a gota ingerindo uma dieta saudável, evitando o abuso de álcool (especialmente as “bebedeiras”), evitar a desidratação, a perda de peso rápida, se você for obeso, e evitar o uso de diuréticos (pílulas para urinar) se possível. Para a maioria dos pacientes, as restrições dietéticas parecem ter pequeno benefício, mas você deve evitar qualquer comida que parece ativar ataques de gota.

Tratamento

Para tratar um ataque de artrite gotosa, seu médico começará o tratamento prescrevendo um antiinflamatório não-esteroidal (AINE), como a Indometacina (Indocid), o Ibuprofeno (Advil, Motrin) ou o Naproxeno (Aleve, Anaprox). A aspirina deve ser evitada pois pode elevar os níveis de ácido úrico no sangue. Se você não tolera o uso dos AINE (pacientes com gastrite, úlceras pépticas gastro-duodenais, etc), ou se estas drogas forem ineficazes, seu médico pode sugerir o uso de um corticosteróide. Podem ser dados corticosteróides por via oral ou podem ser injetados diretamente na junta afetada. Outra opção é uma injeção de hormônio adrenocorticotrófico, uma combinação que dirige sua glândula supra-renal a fazer mais cortisona. Embora às vezes a colchicina oral pode ser usada, ela tende a causar efeitos colaterais desagradáveis como náuseas, vômitos, câimbras e diarréia; sendo pouco tolerada em aproximadamente 80 por cento dos pacientes.

Seu médico pode prescrever o Alopurinol (Zyloric) para abaixar a produção corporal de ácido úrico.

Se os ataques são raros e respondem prontamente ao tratamento, esta abordagem não é necessária, mas geralmente é recomendada quando:

Há ataques freqüentes de gota.
Há ataques de gota que não respondem prontamente ao tratamento.
Há ataques de gota que afetam mais de uma junta de cada vez.
Há uma história de cálculos renais e de gota em outra época.
Os tofos se desenvolveram.

Aproximadamente 24 horas após a primeira dose de Alopurinol, os níveis de ácido úrico normalmente começam a cair, com uma diminuição máxima alcançada depois de duas semanas de tratamento diário. Outra abordagem de tratamento é aumentar a excreção de ácido úrico pelos rins tomando Probenecid ou a Sulfinpirazona. Estas drogas são efetivas em 70 a 80 por cento dos pacientes mas não são recomendadas se houver qualquer doença renal significante ou história anterior de cálculos renais.

Quando são prescritos medicamentos para reduzir o ácido úrico, um segundo medicamento para prevenir um ataque de gota também deve ser prescrito porque qualquer mudança no ácido úrico, aumentado ou diminuído, pode ativar um ataque. A colchicina de baixa-dosagem (por exemplo, 0.6 miligramas uma a duas vezes ao dia ou dia sim, dia não) ou uma dose pequena de AINE funcionam bem como terapia preventiva durante a terapia redutora de ácido-úrico. Uma vez o ácido úrico é abaixado podem ser descontinuados tanto o AINE como a colchicina. Porém, o remédio tomado para reduzir o ácido úrico (o Alopurinol, o Probenecide ou a Sulfinpirazona) tipicamente é prescrito por um longo tempo.

Qual médico procurar?

Procure um reumatologista ou um clínico geral sempre que você tiver dor e inchaço em uma junta. Se você já teve gota no passado ou uma crise típica, seu médico pode sugerir um antiinflamatório que ficará disponível para ser tomado precocemente em qualquer sinal de uma crise.

Prognóstico

Durante os primeiros ataques de artrite gotosa, o tratamento precoce com remédios normalmente aliviará os sintomas dentro de 48 horas ou menos. Sem tratamento, os sintomas de gota podem se resolver por si só, mas isto leva tipicamente vários dias.

Os medicamentos que diminuem a produção de ácido úrico ou aumentam a excreção de ácido úrico pelos rins são muito efetivos para reduzir seus níveis sanguíneos. Sem remédios a longo prazo para controlar o nível de ácido úrico no sangue, mais de 50 por cento dos pacientes que tiveram um ataque de artrite gotosa terá um segundo, dentro de seis meses a dois anos. Se sua doença for severa o bastante para levá-lo a usar um medicamento preventivo, tal tratamento é altamente efetivo para prevenir as crises e, durante meses ou anos, resolver até mesmo os tofos.

Fonte: www.policlin.com.br

Ácido Úrico

O conhecimento do metabolismo do ácido úrico é necessário para entender como ocorrem as diversas doenças a ele relacionadas e para possibilitar o tratamento adequado.

Sabemos que as alterações dos níveis séricos, do ácido úrico para cima ou para baixo causam complicações como:

Gota
Artrite úrica
Insuficiência renal aguda e/ou crônica
Cálculo renal

O ácido úrico é um produto do metabolismo das purinas (proteínas), por ação de uma enzima. Ele é um ácido fraco e a sua forma ionizada, o urato monossódico, é a forma encontrada no plasma humano, no líquido extra-celular e na sinóvia. A sinóvia é o líquido viscoso, que preenche as cavidades articulares.

Os alimentos contêm diversas substâncias constituídas por moléculas que são:

Os açúcares (hidrato de carbono)
Gorduras (ácidos graxos)
Proteínas (aminoácidos)

Os aminoácidos se decompõem no organismo em:

Àcidos nucléicos
Nucleotídios
Bases purínicas

As purinas estão presentes nos alimentos ingeridos e também em proteínas do nosso próprio organismo.

As purinas sofrem um processo de degradação em hipoxantina e esta se transforma em xantina. Por sua vez, a xantina, por ação irreversível de uma enzima denominada de xantina oxidase, se transforma em ácido úrico e este em urato de sódio. A maior parte dos uratos são produzidos no fígado provenientes do desdobramento das proteínas endógenas e exógenas. Vale ressaltar que a velocidade e a quantidade de ácido úrico formado a partir das purinas dependem da xantina oxidase, quanto maior for a quantidade desta enzima maior a formação de ácido úrico. Há defeitos familiares, como pequena produção da enzima que, herdados, podem influir na quantidade de ácido úrico formado.

Na evolução da nossa espécie, perdemos uma enzima produzida no fígado, a uricase e só nos restou a xantina oxidase. As aves, répteis e peixes que conservaram a uricase conseguem oxidar o urato em alontoina, uma substância 80 a 100 vezes mais solúvel que o urato e que é facilmente excretada pelo rim. Isto permite que esses animais tenham níveis muito baixos de ácido úrico.

Assim, as enzimas humanas, transformadoras das purinas, não são tão perfeitas como a uricase de outros animais; por isso, a taxa dos uratos do nosso organismo está no limite da solubilidade dos uratos, que é de 6,8 mg %, na temperatura normal do corpo humano. Os sais de urato de sódio são muito solúveis à temperatura de 37º C, mas se depositam com facilidade nas articulações periféricas, joelhos, tornozelos, calcanhares e artelhos do pé, nos quais a temperatura do corpo é mais baixa, provocando inflamações. Quando o ácido úrico é superior a 8 mg % no plasma sangüíneo, ele pode se depositar em qualquer tecido do organismo, dependendo muito das condições locais. Quando isso ocorre, pode surgir processo inflamatório como gota, artrite, tofo e nefrite.

As dosagens do ácido úrico no sangue e na urina de 24 horas são de grande valor para o diagnóstico das alterações do metabolismo do ácido úrico. Para uma coleta sanguínea adequada de ácido úrico, é necessário um jejum de pelo menos 4 horas antes do exame.

Deve-se, também, suspender alguns medicamentos que podem alterar para índices mais altos o resultado do exame, como:

Álcool
Vitamina C
Cafeína
Diuréticos
Teofilina e fenotiazidas

Índices menores podem ocorrer quando se usa alopurinol, clofibratos, corticoides, estrógenos e anticoagulantes.

O ácido úrico é excretado para fora de nosso organismo pelo rim, bile e sucos intestinais. A taxa do ácido úrico no plasma humano depende do equilíbrio entre a absorção e produção de um lado e a destruição e excreção de outro lado.

De uma maneira geral, o organismo humano não é capaz de metabolizar ou destruir os uratos, por isso, para manter equilibradas e normais as taxas de ácido úrico no organismo, é necessário que ele seja eliminado pelo rim e/ou pelo intestino.

Por ser muito hidrossolúvel, o urato é facilmente eliminado pelo rim em quantidades de 600-700 mg/dia nas dietas normais. Num indivíduo normal, 1/3 do ácido úrico é degradado e excretado pelo intestino e 2/3 pelo rim.

Na falência do rim, a degradação e eliminação do ácido úrico são extremamente aumentadas pelo intestino. A degradação é provocada pelas bactérias intestinais, que pode atingir até 80 % da excreção diária de ácido úrico.

Quando o ácido úrico está aumentado no sangue, dizemos que há hiperuricemia e, quando as taxas se encontram diminuídas, se diz que há hipouricemia.

Veremos, a seguir, mais detalhes sobre essas duas alterações do ácido úrico.

HIPOURICEMIA

Considera-se que há hipouricemia, quando o ácido úrico plasmático é inferior a 2,5 mg%. É uma síndrome clínica assintomática com várias causas, pouco conhecida. A hipouricemia deve ser investigada e tratada para evitar conseqüências desagradáveis como a formação de cálculos de ácido úrico, que ocorre pelas grandes perdas renais de uratos. A hipouricemia pode ser primária (permanente) ou adquirida (intermitente).

A hipouricemia primária ocorre em casos hereditários ou quando há grandes perdas de xantina pela urina (hiperxantinúria). A perda de xantina diminui muito o material necessário para a transformação de xantina em ácido úrico e, como conseqüência, ele está diminuído no plasma.

Na hipouricemia adquirida, o ácido úrico está muito baixo porque é eliminado em grandes quantidades pela urina. Isto pode ocorrer pelo uso de substâncias uricosúricas que aumentam a perda de ácido úrico pela urina como aspirina em altas doses, benziodarona, citrato, probenecide, ácido ascórbico, estrógenos e outros. Outro tipo de hipourecemia adquirida ocorre com o uso indiscriminado e não controlado de alopurinol, substância inibidora da ação da enzima xantina oxidase, que transforma a xantina em ácido úrico.

O tratamento da hipouricemia é evitar as causas que levam à diminuição de ácido úrico plasmático.

HIPERURICEMIA

A hiperuricemia é o termo referente ao estado sangüíneo no qual o ácido úrico no plasma (soro) está acima de 6 mg% nas mulheres e 7 mg% nos homens. De uma maneira geral, os homens hiperuricêmicos têm o início da elevação do ácido úrico na puberdade, mas os sintomas clínicos surgem de 10 a 20 anos após. A hiperuricemia ocorre em 10-15% da população acima de 40 anos.

Geralmente assintomática, a hiperuricemia está relacionada a outras doenças, como:

A acidose metabólica
Alcoolismo
Diabete
Gota
Hipertiroidismo
Toxemia gravídica
Policitemia
Leucemia
Uso abusivo de diuréticos
Em certos casos, de cálculos renais

Também ocorre na ingesta exagerada de proteínas (purinas) e nos exercícios extenuantes. Para explicar a razão por que o ácido úrico está correlacionado à hiperglicemia, descobriu-se que níveis elevados de ácido úrico aumentam a resistência de nossos tecidos à ação da insulina. Por isso, é freqüente ocorrer hiperuricemia e hiperglicemia.

A hiperuricemia pode ocorrer por superprodução ou por diminuição da excreção renal e intestinal de ácido úrico. A deficiência de excreção urinária de uratos é responsável por 85 a 90% das hiperuricemias primárias e secundárias. A hiperuricemia costuma ocorrer mais nos homens a partir da puberdade, com maior incidência na faixa entre 30-40 anos e nas mulheres, na menopausa. Os estrógenos aumentam a depuração do acido úrico e, por isso, não é comum encontrar hiperuricemia nas mulheres antes da menopausa.

A hiperuricemia pode ser de duas categorias:

Primária
Secundária

É primária quando o ácido úrico está elevado no sangue independente de doenças coexistentes ou drogas que alterem a produção e excreção dos uratos.

Secundária, quando a elevação se deve a doenças existentes, drogas e dietas que alteram a produção e excreção de ácido úrico. Um exemplo de drogas que influem nas taxas de ácido úrico são os diuréticos, principalmente, tiazídicos e furosemide, que causam um aumento nos níveis de ácido úrico em torno de 2-3mg% nos pacientes que os usam. O aumento reflete uma diminuição da excreção urinária de ácido úrico provocado pelo efeito do diurético. Na grande maioria dos pacientes que usam diuréticos, esse aumento não tem grande importância, mas é problemático nos que têm predisposição para gota, podendo ser responsável pelo desencadeamento de crises gotosas.

A hiperuricemia, em 75% dos pacientes, é assintomática, pois o paciente não apresenta nenhum sintoma seja artrite, gota, tofo ou litíase.

Nos restantes 25%, podem ocorrer sintomas como: gota, artrite, litíase (cálculos renais), doenças renais (nefrite) e formação de depósitos de ácido úrico, formando os tofos.

A hiperuricemia assintomática costuma ocorrer freqüentemente com:

Abuso sistemático do álcool
Obesidade
Uso crônico de drogas que inibem a excreção de ácido úrico, antiinflamatórios e diuréticos.

A presença de hiperuricemia é associada a fatores de risco cardiovascular como:

Hipertensão arterial
Hiperlipidemia
Diabete
Alterações vasculares coronárias.

A hiperuricemia poderá apresentar-se, clinicamente, sob a forma de:

Gota
Artrite
Doença úrica renal aguda ou crônica
Litíase

Tratamento da hiperuricemia

A hiperuricemia é um fator de risco para as doenças cardio-vasculares e renais; por isso, é necessário que o ácido úrico plasmático se mantenha normal. Para isso, é necessário que o médico procure as causas do aumento e oriente o tratamento adequado. Pode ocorrer um ataque agudo articular, provocando a artrite úrica (gota). Neste caso, deve-se usar antiinflamatórios e analgésicos nas crises de dor. Quando há superprodução de ácido úrico devem ser usadas substâncias hipourecemiantes pelo bloqueio da enzima xantina-oxidase.

No paciente que elimina mal o ácido úrico pelo rim podem ser usados os uricosúricos que aumentam a excreção renal de uratos. Com a diminuição da produção e aumento da excreção dos uratos, se faz a profilaxia das recorrências de artrite, gota, nefrite e cálculos renais.

Há fatores predisponentes que devem ser excluídos como:

O uso abusivo e constante de álcool, dietas inadequadas e medicações que diminuem a excreção urinária de uratos como, diuréticos, antinflamátorios e outros.

Um ponto fundamental do tratamento é manter o ácido úrico abaixo do normal por um tempo nunca inferior a 6 meses para que os uratos sejam desmobilizados dos tecidos e ossos, evitando a deposição dos cristais

A dieta é um item importante do tratamento do ácido úrico, mas não o único.

Os alimentos não recomendados e que devem ser evitados pelos pacientes com hiperuricemias são aqueles ricos em purinas, como:

As carnes
Miúdos (fígado, coração, língua e rins)
Peixes pequenos
Frutos do mar como as sardinhas, arenque, anchova, mexilhão, camarão e ovas de peixes.
Os caldos e ensopados devem ser evitados porque o ácido úrico é muito hidrossolúvel e quando qualquer tipo de carne é cozido em água, o ácido úrico se difunde e se concentra nos líquidos de cozimento.
Certos grãos como feijão, grão de bico, ervilha, lentilha e grãos integrais têm muita purina e devem ser evitados.

Para finalizar, cabe dizer que toda a dieta, por melhor que seja, só pode reduzir em 25% os valores plasmáticos do ácido úrico. Isso ocorre em aproximadamente 10 dias após o início da dieta.

Fonte: www.igf.com.br

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