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Redução de Estômago

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O que é

A procura pela cirurgia de redução de estômago cresce a cada dia e é encarada como uma solução de problemas, tanto na saúde, quanto esteticamente.

O crescimento do número de pessoas obesas em todo o mundo é um fato inegável. Como conseqüência, podemos observar também o aumento de casos de doenças ligadas à obesidade.

Doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, a obesidade é considerada um problema de saúde pública.

Obesos têm doze vezes mais probabilidade de morrer devido a complicações de saúde do que indivíduos com peso normal.

O excesso de peso traz graves conseqüências, como diabetes, hipertensão arterial, dificuldades respiratórias, lesões de ossos e articulações, artrite degenerativa, varizes, hemorroidas, apneia do sono, angina, infarto, AVC (Acidente Vascular Cerebral), câncer de ovário, mama, útero, próstata, vesícula biliar e cólon.

A obesidade foi considerada o mal do século XX, chegando a níveis de epidemia, inclusive aqui no Brasil.

Devemos considerar que a obesidade por si só já é fator decisivo no desenvolvimento de outras doenças que vão de diabetes e hipertensão, até problemas em articulações e depressão, devendo ter um enfoque mais sério das instituições públicas e da sociedade.

A cirurgia gastrintestinal para a obesidade, também chamada de cirurgia bariátrica ou, mais popularmente, cirurgia para redução do estômago é uma opção para as pessoas com obesidade mórbida e que não conseguem perder peso pelos métodos tradicionais ou para quem sofre de problemas de saúde relacionados à obesidade mórbida.

A cirurgia bariátrica é classificada em duas categorias: restritiva e disabsortiva.

Os procedimentos restritivos promovem a perda de peso pelo fechamento de partes do estômago para torná-lo menor, assim restringe a quantidade de alimento que o estômago comporta.

Os procedimentos restritivos não interferem com o processo digestivo normal. Como resultado dessa cirurgia, a maioria das pessoas perde a capacidade de comer grande quantidade de comida de uma só vez. Após a operação, as pessoas usualmente conseguem comer apenas ¾ a 1 xícara de alimento sem desconforto ou náusea. Os alimentos também devem ser bem mastigados.

Os procedimentos disabsortivos, mais comuns para uma perda maior de peso, combinam a restrição do estômago com um desvio parcial do intestino delgado.

É criada uma conexão direta do estômago para um segmento inferior do intestino delgado, reduzindo as porções do trato digestivo que absorvem as calorias e os nutrientes. A técnica mais utilizada é chamada de Y de Roux, que utiliza um anel de contenção para a redução do estômago.

Essa técnica é considerada o “padrão-ouro” do tratamento cirúrgico e a escolha da cirurgia depende do médico que realizará a operação ou das características do paciente.

Todas as operações podem ser realizadas por via convencional (aberta) ou por via laparoscópica. A escolha da via de acesso depende das características de cada paciente e depende da preferência e experiência do cirurgião.

Todos os procedimentos apresentam vantagens e desvantagens que devem ser discutidas caso a caso.

A perda de peso é semelhante entre as cirurgias abertas e as laparoscópicas.

A cirurgia laparoscópica é mais demorada, porém traz menos complicações, menor perda de sangue, proporção menor de pacientes que necessitaram de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), tempo menor de permanência no hospital e menos dias para o retorno do paciente às atividade diárias e ao trabalho.

Porém, em alguns casos, a redução traz algumas conseqüências indesejáveis. Alguns pesquisadores acreditam que problemas de saúde surgidos após a operação são advindos da má nutrição, uma vez que diminui a capacidade do corpo organismo de absorver os nutrientes necessários. Para que tais problemas não ocorram, a cirurgia não deve ser realizada com urgência, pois esse é um procedimento que deve ser bem preparado e programado, tanto no pré-operatório quanto no pós.

A cirurgia necessita de todo um cuidadoso pré-operatório, de característica multidisciplinar, envolvendo endocrinologista, cirurgião, psicólogo, cardiologista, pneumologista, fisioterapeuta, nutricionista, podendo caso a caso, englobar outras especialidades, como o ortopedista ou outros especialistas.

Definida a indicação cirúrgica, cabe ao cirurgião coordenar o processo. No pré-operatório é ainda fundamental a participação da família.

O pós-cirúrgico também é um período muito importante e por vezes negligenciado pelos pacientes que passam muito bem e emagrecem, dispensando então o acompanhamento médico. Este é fundamental e se alonga por até 1 ano após a operação. A partir de um ano o acompanhamento é semestral, após o segundo ano deve ser anual.

Apesar de várias pessoas desejarem fazer a cirurgia estando apenas um pouco acima do peso, ela só pode ser realizada de acordo com alguns critérios definidos pela Federação Internacional para a Cirurgia da Obesidade e que são adotados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.

O principal critério é o paciente possuir obesidade mórbida que é definida como um excesso de peso de 45 kg ou mais em relação ao peso ideal definido pelas tabelas da Metropolitan Life Insurance Co.

A obesidade é estabelecida através do Índice de Massa Corporal (IMC), obtido pela divisão do peso (Kg) pela altura (M) elevada ao quadrado (m²).

Benefícios e riscos

Logo após a cirurgia, a maioria das pessoas perde peso rapidamente e mantém essa perda por 18 a 24 meses após o procedimento. Embora a maioria das pessoas readquira 5% a 10% do peso perdido, muitas mantêm a perda de peso a longo prazo em cerca de 45 Kg. Além disso, a cirurgia melhora a maior parte das condições relacionadas à obesidade, como por exemplo o diabetes tipo 2.

Quanto maior a extensão do desvio intestinal, maior será o risco de complicações e deficiências nutricionais.

Pessoas com maior alteração no processo normal de digestão irão necessitar de maior monitoramento e uso por toda a vida de alimentos especiais, suplementos, e medicações.

Um risco comum das operações restritivas são os vômitos, que são causados quando o estômago, agora menor, é excessivamente preenchido por alimentos mal mastigados.. Em menos de 1% de todos os casos, infecção ou morte devido a complicações pode ocorrer.

Além dos riscos da cirurgia restritiva, as operações disabsortivas também podem levar a um grande risco de deficiências nutricionais. Isso ocorre porque o alimento não passará mais pelo duodeno e jejuno (as primeiras partes do intestino), onde a maior parte de ferro e cálcio são absorvidos. Aproximadamente 30% das pessoas que são submetidas à cirurgia para perda de peso desenvolvem deficiências nutricionais como anemia, osteoporose, e doença metabólica óssea. Essas deficiências usualmente podem ser evitadas se as vitaminas e minerais forem ingeridos adequadamente para cada caso.

Dez a 20% das pessoas que se submeteram à cirurgia para perda de peso necessitaram de outras operações para corrigir complicações. Hérnia abdominal tem sido a complicação mais comum que requer cirurgia posterior, mas as técnicas laparoscópicas (em que se realiza pequenos orifícios no abdome e opera-se por meio de vídeo) parecem ter solucionado esse problema. As pessoas com mais de 160 Kg ou que já tenham feito alguma cirurgia abdominal não são boas candidatas para a laparoscopia. Outras complicações incluem náuseas, fraqueza, sudorese, debilidade e diarreias após a alimentação, principalmente com a ingestão de açúcares, devido ao rápido trânsito dos alimentos pelo intestino delgado.

Ocorre também um aumento no risco de desenvolver pedras na vesícula devido a perda rápida e substancial de peso. Além disso, para mulheres em idade fértil, a gravidez deve ser evitada até que a perda de peso se torne estável porque a rápida perda de peso e as deficiências nutricionais podem causar danos para o desenvolvimento do feto.

Técnicas

A técnica mais utilizada no Brasil, Fobi-Capella, reduz o estômago de sua capacidade normal de 1,5 litro para 20 mililitros, o equivalente a meia xícara de café.

Esse pequeno pedaço do estômago é separado do resto, grampeado e religado ao intestino por um anel, que ainda dificulta a passagem da comida. Com isso, a ingestão de alimentos é bastante reduzida, podendo haver vômitos em caso de excesso de comida.

Outra técnica muito usada, a Scopinaro, além de reduzir o tamanho do estômago, corta literalmente o caminho da absorção da comida pelo organismo: ela só encontrará os sucos digestivos na etapa final. O alimento não absorvido acaba eliminado nas fezes, o que acaba provocando diarreias.

Tipos de cirurgia

As cirurgias realizadas e que são reconhecidas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e pelo Conselho Federal de Medicina são as seguintes:

Cirurgias restritivas: São as menos utilizadas atualmente, têm o objetivo de restringir o volume de alimento ingerido. A mais realizada constitui-se na colocação de um anel ajustável de material altamente especializado na transição esôfago-gástrica.

Cirurgias restritivas com desvio do trânsito intestinal (Capella/Wittgrove): São as mais realizadas. Transformam uma porção do estômago em um pequeno reservatório de +/- 30 ml, diminuindo bastante a quantidade de alimento ingerido, e também promovem uma disabsorção de uma fração dos alimentos através de um desvio no trânsito do intestino delgado.

Derivações bílio-pancreáticas (Scopinaro/Duodenal Switch): São procedimentos com indicações mais selecionadas que levam a um processo de maior disaborção alimentar e não interferem na quantidade de alimento ingerido.

O que é cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é uma operação que ajuda você a perder peso, fazendo alterações no seu sistema digestivo.

Alguns tipos de cirurgias bariátricas diminuem o estômago, permitindo que você coma e beba menos de uma vez e faça com que se sinta cheio mais cedo.

Outras cirurgias bariátricas também alteram o intestino delgado – a parte do corpo que absorve calorias e nutrientes de alimentos e bebidas.

A cirurgia bariátrica pode ser uma opção se você tiver obesidade grave e não tiver conseguido perder peso ou não recuperar o peso que perdeu usando outros métodos, como tratamentos ou medicamentos para o estilo de vida.

A cirurgia bariátrica também pode ser uma opção se você tiver sérios problemas de saúde, como diabetes tipo 2 ou apneia do sono, relacionados à obesidade.

A cirurgia bariátrica pode melhorar muitas das condições médicas relacionadas à obesidade, especialmente o diabetes tipo 2.

Objetivos da Cirurgia Bariátrica

Através de uma redução no volume do estômago há uma significativa diminuição na ingestão alimentar, na sensação de fome, possibilitando uma saciedade com menor quantidade de alimentos e calorias (dieta hipocalórica).

A cirurgia bariátrica facilita a perda de peso, com objetivo de se obter uma vida mais saudável, com mais qualidade, controlar as doenças já existentes relacionadas a obesidade (diabetes, dislipidemias, hipertensão, apnéia do sono, incontinência urinária de esforço, osteoartrose, asma, problemas respiratórios, depressão, doença do refluxo gastresofágico, problemas sexuais), diminuir o aparecimento de novas doenças e a mortalidade.

É importante ter em mente que a cirurgia bariátrica permite este controle na ingestão alimentar e diminui a sensação de fome, mas as modificações no estilo de vida devem ser permanentes, inclusive a realização de exercícios físicos e acompanhamento médico, nutricional e psicológico.

Indicações para Cirurgia Bariátrica

a) pacientes com IMC igual ou maior que 40 (obesidade mórbida)
b) 
pacientes com IMC igual ou maior que 35 com problemas de saúde (doenças) relacionados à obesidade (hipertensão, diabetes, dislipidemias, apneia do sono, insuficiência coronariana, doença do refluxo gastresofágico, depressão, osteoartrose joelhos/quadril)
c)
 pacientes com falência do tratamento clínico da obesidade (histórico de tentativas de perda de peso anterior, com diferentes tratamentos sem sucesso), devem passar por avaliação médica, nutricional e psicológica e não ser portador de nenhuma doença ou condição que contra-indique a cirurgia.

Contra-Indicações

a) Dependente de álcool ou drogas
b) 
Apresentar sintomas clínicos que contra-indiquem a cirurgia (podem ser transitórios ou permanentes) como insuficiência renal, infarto agudo do miocárdio, cirrose hepática, doença pulmonar grave,além de distúrbios psiquiátricos graves
c)
 Ausência de condições psicológicas
d)
 Objetivo de realização da cirurgia por motivos estéticos em pacientes que não apresentam indicação médica para o procedimento

Riscos e Complicações da Cirurgia Bariátrica

Como todo procedimento cirúrgico, a cirurgia bariátrica apresenta riscos e complicações que dependem da técnica escolhida. Somando-se técnicas avançadas, a cirurgiões competentes e capacitados, mais a escolha de um hospital de referência, com todo o suporte necessário para o procedimento, a taxa de complicação e mortalidade é baixa. Lembramos que a obesidade por si só constitui risco.

Após a Cirurgia

Quando a operação é feita por laparoscopia, o tempo de internação hospitalar médio é de 2 dias e afastamento temporário do serviço de 7 dias. Nos primeiros 30 dias, o paciente só ingere líquido (sopa, sucos, caldos), para não forçar os pontos e para adaptação ao novo volume reduzido do estômago. Aos poucos a dieta passa de líquida para pastosa, para branda, até a ingestão dos alimentos sólidos.

Sessenta por cento das pessoas que fazem a redução do estomago desenvolvem intolerância à carne. É possível substituir por soja e derivados de leite para repor a quantidade de proteína necessária para formar musculatura, manutenção e fortalecimento do cabelo e unhas.

Complicações existem e por isso o paciente que realizar a cirurgia deve ter bom acompanhamento médico e nutricional antes e após a cirurgia para minimizá-las.

As principais complicações tardias são: anemia crônica, deficiência de cálcio que provoca osteoporose e pedras nos rins, engasgamento, perda de cabelo, cálculo na vesícula e um fenômeno conhecido como dumping (nas cirurgias de derivação gástrica). O dumping aparece porque a cirurgia remove o estômago e os alimentos caem direto no intestino. Quando são muito doces ou muito gordurosos, provocam uma irritação intensa.

A pessoa se sente muito mal: palpitações, suor frio, palidez, escurecimento da vista, sensação de desmaio e diarreia. É uma complicação importante e até bem-vinda, permitindo assim o controle na ingestão de alimentos doces e gordurosos.

Os benefícios que o paciente usufrui após a cirurgia são imensos. A grande maioria dos pacientes relatam que as complicações são um preço pequeno a pagar frente aos benefícios decorrentes da perda de peso, melhora da qualidade de vida, resgate da auto-estima e da diminuição e controle das doenças relacionadas com a obesidade, além da significativa redução da mortalidade precoce.

Embora as novas técnicas estejam sempre evoluindo, os tipos mais comuns de cirurgia bariátrica atualmente são:

Banda gástrica ajustável (AGB): Na cirurgia AGB, uma banda é colocada ao redor do estômago para criar uma bolsa muito pequena que pode conter apenas uma pequena quantidade de comida. Mais tarde, os médicos podem ajustar o tamanho da abertura que permite que os alimentos passem para o resto do estômago.

Banda gástrica ajustável (AGB)

Bypass gástrico em Y de Roux (RYGB): O RYGB reduz o tamanho do estômago, causa alterações hormonais e pode diminuir a quantidade de nutrientes que são absorvidos dos alimentos. O trato digestivo é redirecionado, contornando a maior parte do estômago e parte do intestino delgado.

Bypass gástrico em Y de Roux (RYGB)

Gastrectomia vertical (VSG): O VSG reduz muito o tamanho do estômago para diminuir a ingestão de alimentos. Também diminui a rapidez com que a comida sai do estômago e causa alterações hormonais.

Gastrectomia vertical (VSG)

Fonte: www.virtual.epm.br/www.sbh.org.br/www.niddk.nih.gov/www.isaactayah.com.br/www.abeso.org.br/www.uabmedicine.org/www.hormone.org

 

 

 

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