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Cocaína

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A cocaína um alcalóide forte estimulante utilizado principalmente como uma droga recreativa.

As formas mais comuns de consumo são inalação, insuflação ou injeção de veias. Os efeitos mentais que eles causam incluem perda de contato com a realidade, agressividade, agravação de alerta e mania persecutória. Um intenso sentimento de felicidade e agitação psicomotora.

Os sintomas no nível físico são uma frequência cardíaca rápida, transpiração e dilatação das pupilas e altas doses podem levar à pressão arterial elevada e ao aumento da temperatura corporal. Os efeitos começam apenas alguns segundos (ou minutos) após o consumo e duram entre cinco e noventa minutos.  Embora a maior parte do seu uso seja feito ilegalmente, a cocaína tem um pequeno número de usos médicos aceitos como anestesia tópica e anti – hemorrágica durante cirurgias nasais, dentre outras.
A cocaína é altamente aditiva, devido ao seu efeito na via meso límbica do cérebro, e existe um alto risco de dependência, embora o período de consumo tenha sido curto.

Seu uso também aumenta o risco de acidente vascular cerebral , infarto do miocárdio , problemas pulmonares em fumantes, infecções sanguíneas e parada súbita cardiorrespiratória.

Depois de consumir doses repetidamente, a pessoa pode ver diminuição da capacidade de sentir prazer ( anedonia ) e estar muito fisicamente cansada.

Cocaína
Cocaína

Cocaína é uma droga extraída de uma planta conhecida como Erythroxylum Coca.

Pó branco, normalmente inalado (cheirado) ou diluído em água para ser injetado nas veias (administração intravenosa). Quase sempre vendida em pequenas quantidades, embrulhadas em pedaços de plástico ou papel alumínio, conhecidos como papelote.

Overdose

A overdose acontece por superdosagem da droga, ou seja, o usuário utiliza-se de uma dose maior do que a habitual ou adquire cocaína mais “pura” do que normalmente consome. Neste caso, apesar de fisicamente parecer a mesma quantidade, ele está utilizando várias vezes a quantidade pretendida.

AIDS consumindo cocaína

O risco de se adquirir AIDS ou hepatite é bastante alto entre os usuários de cocaína injetável, tornando-os um grupo de alto risco para estas doenças.

Fósforo queimado é uma droga?

Não existe nenhum tipo de dependência conhecida com relação a fósforo queimado, pelo menos até agora…

O que é lança-perfume ?

É uma combinação de éter,clorofórmio, cloreto de etila e uma essência perfumada.

Quais as conseqüências do uso do lança-perfume ?

Seu uso é sazonal; está associado ao período de carnaval: antigamente fazia parte das brincadeiras esguichar o produto nos outros foliões, causando uma sensação gostosa por seu perfume e pelo “friozinho” que produzia.

Mas, com o passar do tempo, este uso inocente do lança-perfume perdeu lugar para sua utilização como inalante: esguichado em lenços que as pessoas levavam ao nariz, produzia a sensação de torpor e euforia. Depois de muitas mortes por parada cardíaca dos usuários desta droga, sua fabricação e comercialização foi proibida.

O QUE É HEROÍNA?

A heroína (Diacetilmorfina) foi introduzida para fins medicinais, em 1898, após testes clínicos na Universidade de Berlim. Porém, foi sintetizada, em 1974, pelo químico Dreser. Esse tóxico é obtido da síntese da morfina. Nesse processo químico são substituídos dois átomos de hidrogênio, por dois núcleos de acetilo. Seu efeito é 10 vezes mais potente que os das morfinas, daí o seu nome HEROÍNA; do alemão “heroich”, que significa “potente”, “energético”.

Da mesma forma que os opiáceos, a heroína determina dependência física e psíquica, isto é, a sua retirada vai determinar o “síndrome de abstinência”. A droga é totalmente clandestina, não tendo nenhuma aplicação médica nos dias de hoje, pois os EUA proibiram sua importação. Fabricada em empregada desde 1925, no Brasil isto aconteceu a partir da regulamentação de 1938. A sua clandestinidade lhe dá um alto preço no comércio ilegal.

É usada pelas narinas, ou por meio de injeções.

ABSTINÊNCIA

As manifestações físicas provocadas pela falta da heroína são náuseas, vômitos, pupilas dilatadas, sensibilidade à luz, elevação da pressão sanguínea e da temperatura, dores em todo corpo, insônia, crises de choro, tremores, diarréia, enfim, todos os sintomas da falta da morfina podem ser indicados. A dependência física é grande, isto é, o corpo passa a necessitar da droga para o seu funcionamento celular normal.

ECSTASY

Na inglaterra, o ecstasy começou a ser usado há cerca de 10 anos e já provocou pelo menos 60 mortes. Uma pílula custa por volta de 25 a 30 dólares nos EUA. Os consumidores são jovens de classe média, profissionais e estudantes.

O ecstasy estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pelas sensações de bem-estar. Se a princípio isso provoca euforia, com o tempo pode levar à depressão, pois o organismo passa a não produzir a substância sem grandes quantidades da droga.

EFEITOS FÍSICOS

De 20 à 60 minutos, após a ingestão da droga (de 75 a 100 miligramas) surgem os primeiros efeitos do ecstasy: aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, boca seca, náusea, sudorese, diminuição do apetite, atenção dispersa, elevação do humor e contratura da mandíbula. O auge dos sintomas acontece depois de 6 horas e permanece durante mais ou menos 12 horas. Alguns deles, como dores musculares, fadiga, e depressão, podem durar vários dias.

A droga

A cocaína é o mais potente estimulante do Sistema Nervoso Central que se conhece.É extraída da da planta Erythoxylon coca, vegetal muito comum na região dos Andes principalmente Peru, Bolívia e Colômbia, e já era conhecido dos Índios da região que mascavam as folhas secas de coca por acosião dos rituais religiosos e festas coletivas.As folhas secas também serviam para disfarçar fadiga, a fome e sede.

CLASSIFICAÇÃO

Estimuladora:

Agem como estimulantes no Sistema Nervoso Central, iniciando-se os efeitos por euforia, bem-estar, disposição pronta, aumento de atividade e outros. Provocam também excitação, irritabilidade e insônia.Após a fase estimulante geralmente surge a fase depressiva. A cocaína é um fortíssimo estimulante do SNC e atinge rapidamente o cérebro, produzindo uma resposta intensa. Causa uma forte dependência psicológica: a pessoa usa e entra num estado de agitação denominado mania.

LUGAR PREDOMINANTE

Bolívia, Colômbia e América Central. É uma droga ilícita, e também uma das mais usadas mundialmente.

COMO PERCEBER O USO NOCIVO

Os efeitos da cocaína variam de intensidade e duração, conforme a via de administração que o usuário utiliza.A cocaína é um pó branco estimulante que ativa o estado de alerta,reduz o sono.Acelera o pensamento, aumenta o humor e instinto sexual, durante a fase inicial de seu uso, tendendo algum tempo após sua diminuição, podendo chegar inclusive a frigidez completa.É desibinidora social, dando grande sensação de bem estar, onipotência e satisfação.

Seu uso mais freqüente é por cheiro.mas também pode ser usada por via oral, pode ser fumada e também injetada.

DANOS CAUSADOS AO CORPO

Os efeitos podem causar lesões do septo nasal, altera o ritmo cardíaco, provocando taquicardia e palpitações.Causa irritabilidade, agressividade e delírios.O seu uso pode levar a crises hipertensiva, arritmias e morte súbita, quando o usuário é portador de doenças cardíaca.Pelas suas propriedades eufóricas, induz o uso impulsivo com facilidade e leva a forte dependência.O uso crônico causa degeneração de músculos esqueléticos.

Quando aplicada na veia”O PICO”, produz efeitos mais rápidos mais intensos.Um dos grandes problemas dessa pratica são as infecções provocas pelo uso de seringas e agulhas contaminadas, caso da Hepatite e da AIDS e outras vinculada

O consumo de cocaína traz sérios danos ao organismo do usuário. Os problemas começam nas vias de entrada da droga, como a necrose (morte dos tecidos) da mucosa nasal ou das veias, dependendo da forma como é consumida. A quinina, uma substância que pode estar misturada à cocaína, pode levar à cegueira irreversível. Infecção sangüínea, pulmonar e coronária também estão na lista de conseqüências do uso contínuo da cocaína.

Os mais comuns são aceleração do ritmo cardíaco ou menos freqüentemente diminuição. Dilatação pupilar tornando mais difícil estar em ambientes claros.

Elevação da pressão sanguínea ou menos freqüentemente diminuição da pressão. Calafrios, náuseas e vômitos. Perda de peso conseqüente à perda de apetite.

Agitação psicomotora ou menos freqüentemente retardo psicomotor. Dores musculares, diminuição da capacidade respiratória e arritmias cardíacas.

A cocaína provoca por um lado aumento do consumo de oxigênio e por outro lado diminuição da capacidade de captação de oxigênio. Caso uma pessoa esteja, sem saber, no limite da capacidade de oxigenação no coração, estará correndo risco de precipitar um infarto.

O que é

A cocaína é uma droga sintetizada em laboratório e sua matéria prima é a folha de um arbusto denominado Erytroxylon coca. A fórmula química da cocaína é 2-beta-carbometoxi-3betabenzoxitropano e essa substância age na comunicação entre os neurônios prolongando a ação de uma outra substância chamada dopamina.

A cocaína pode ser consumida de várias formas mas o modo mais comum é “aspirando” a droga, que normalmente se apresenta sob forma de um pó.

Consumidores mais inconseqüentes chegam a injetar a droga diretamente na corrente sangüínea, o que eleva consideravelmente o risco de uma parada cardíaca irreversível, a chamada “overdose fatal”.

Cocaína
Flor da planta de Coca – Eryhroxylon Coca

Efeitos

Os efeitos da cocaína no corpo do ser humano depende das características da droga que está sendo consumida já que, como em seu processo de refino são misturados diversos produtos como cimento, pó de vidro e talco, a droga perde em pureza ficando mais ou menos poderosa.

Euforia, excitação, sensação de onipotência, falta de apetite, insônia e aumento ilusório de energia são as primeiras sensações que o consumidor de cocaína tem.

Esse efeito inicial dura cerca de meia hora e logo a seguir vem uma forte depressão que leva o usuário a consumir nova dose da droga para renovar as sensações.

Meia hora depois da segunda dose, a depressão volta e o usuário busca uma terceira dose, que, com certeza, vai ser seguida por uma nova depressão e assim o consumidor entra em um perigoso ciclo que o transforma em um dependente químico da droga.

O consumo de cocaína traz sérios danos ao organismo do usuário. Os problemas começam nas vias de entrada da droga, como a necrose (morte dos tecidos) da mucosa nasal ou das veias, dependendo da forma como é consumida. A quinina, uma substância que pode estar misturada à cocaína, pode levar à cegueira irreversível. Infecção sangüínea, pulmonar e coronária também estão na lista de conseqüências do uso contínuo da cocaína.

TRATAMENTOS

A dependência de cocaína é um transtorno passível de tratamento, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Porém é certo que nenhum modelo de tratamento pode ser considerado eficaz para todos os pacientes. Indivíduos que desenvolvem dependência de cocaína possuem diferentes características e necessidades. Estudos apontam uma boa relação custo-benefício do tratamento; o resultado mais comum dos diversos tratamentos é a redução do consumo nos anos posteriores, bem como a diminuição das atividades ilegais e do comportamentos criminal do dependente

Qualquer modelo de tratamento para a dependência da cocaína deve incluir alguns aspectos básicos, fundamentais para a obtenção de resultados positivos. A abstinência deve ser não somente da cocaína, mas de todas as drogas de abuso, primeiro e principal objetivo do processo terapêutico. Tanto o álcool como outras drogas deflagram “fissuras”, mesmo meses (ou anos) após a interrupção da cocaína; como citado acima, o consumo tem um efeito desinibitório sobre o consumo de outras drogas (reduz a capacidade de evitar o consumo), aumentando ainda a impulsividade do paciente.

O envolvimento familiar é fundamental. Outras medidas que costumam ser incluídas no processo são terapia individual e familiar, participação de grupos de auto-ajuda, busca de atividades alternativas ao consumo de substâncias psicoativas, cuidados médicos, nutricionais e dentários, análises toxicológicas, intervenção farmacológica prescrita por profissional afeito às características da dependência e tratamento em regime de internação (hospitalar e comunidades terapêuticas).

Quanto mais abrangente e completo o programa terapêutico, maior a chance de recuperação.

Histórico

Os primeiros indícios de utilização da folha de coca, matéria-prima da cocaína, são encontrados há mais de três mil anos, quando era mascada por povos que habitavam a região andina da América do Sul.

Cocaína
A planta que dá origem à cocaína

A folha de coca era utilizada por inibir a fome e estimular longas caminhadas na altitude. Os povos da época costumavam também usar o sumo da folha para aliviar a dor, aplicando-o em diferentes áreas do corpo. Em 1862, o químico Albert Niemann produziu, em laboratório, um pó branco a partir da folha de coca que foi denominado cloridrato de cocaína.

Esse produto passou a ser usado amplamente na sintetização de remédios utilizados no fim do século XIX como tônicos, supositórios e pastilhas expectorantes.

O cloridrato de cocaína chegou a ser utilizado até na produção de vinhos.

No início do século XX, a cocaína era livremente comercializada como um remédio comum, mas logo apareceram as primeiras mortes por causa do abuso do consumo da droga. Por conta das mortes, ela foi gradativamente sendo proibida em quase todo o mundo.

Por ser uma droga cara chegou a ser chamada de “caviar das drogas” e, na década de 80, difundiu-se muito na elite social americana, os “yuppies”. Em meados da década de 90, o número de usuários alcançou a marca de 14 milhões de pessoas, que consumiam quase 500 toneladas da droga a cada ano.

Curiosidades

Um dos grandes problemas da cocaína é a adulteração pela qual o produto puro passa.

Como é comercializada por peso, diversas substâncias são acrescidas ao produto inicial e, normalmente, chegam ao consumidor final com apenas 30% de pureza.

Os mais variados produtos são misturados, como soda cáustica, solução de bateria de carro, água sanitária, cimento, pó de vidro, hormônio para engorda de gado e talco.

 

Cocaína
Também apelidada de “branca”, “neve”, “coca” ou “pó”.

Obtida do processamento das folhas do arbusto da coca, Erythroxylon coca, uma planta nativa dos Andes bolivianos e peruanos.

Em 1860, o alcalóide cocaína foi isolado da planta. Em 1864, um oftalmologista austríaco, Carl Köller, iniciou seu uso médico como um anestésico local; a cocaína foi o primeiro anestésico local (que não induz anestesia geral, ou seja, não provoca o sono) eficaz a ser usado na Medicina. Foi usada principalmente em cirurgia do nariz, garganta e córnea, por ser um bom anestésico tópico (bastava espirrar uma solução sobre a mucosa que ela ficava amortecida) e por ser vasoconstritora (ou seja, provoca o estreitamento dos vasos sangüíneos, diminuindo o sangramento durante a cirurgia). No entanto, eram freqüentes complicações locais (por exemplo, morte da parte anestesiada) e gerais (o paciente ficava intoxicado pela cocaína que absorvia). Hoje em dia, ela foi substituída por anestésicos sintéticos mais eficazes e menos tóxicos, que não têm propriedades psicoativas.

A cocaína vendida no Brasil vem em papéis de pequena quantidade. É uma droga cara. A concentração de cocaína no pó varia muito, sendo que junto com a cocaína em si, várias impurezas e pós inertes (e nem sempre tão inertes…) vêm adicionados para “fazer volume”.

Geralmente, a droga é aspirada ou inalada, sendo que absorção se dá para o sangue através da mucosa nasal. Ocasionalmente, a droga é diluída e injetada na veia, o que provoca um efeito imediato e instantâneo (o “pico”).

A cocaína é um estimulante do SNC, ou seja, o seu efeito geral é de acelerar corpo e mente. Uma descrição simbólica do efeito da cocaína seria o de ligar um ventilador de 110 V em uma tomada de 220 V.

Segundo os usuários, a cocaína provoca uma sensação de euforia, excitação, um sentimento de bem-estar, uma sensação de poder, de aumento da capacidade mental e física (embora, durante experiências com voluntários, observou-se que ambas estão diminuídas pela intoxicação), de poder.

Freqüentemente usada como “afrodisíaco” (pelo menos, é o que se alega), a cocaína aumenta o desejo sexual, podendo distorcer o mesmo. Não obstante, a impotência sexual é freqüente.

A cocaína aumenta a agressividade do usuário, deixando-o “escamado”, “pronto para a briga”, com um fraco controle de impulsos homicidas e agressivos. Um dos problemas da cocaína é sua tendência a incitar o usuário a cometer crimes violentos e de cunho sexual durante a intoxicação. Além disso, como a droga é cara, é freqüente o envolvimento do dependente em furtos, prostituição ou estelionato para adquirir a droga.

Complicações psiquiátricas da intoxicação, como agitação, pânico, ansiedade, medo, confusão mental e desorientação, delírios paranóides, alucinações auditivas e visuais, são comuns.

Como a concentração e a pureza da cocaína vendida nas ruas varia, como a capacidade de suportar cocaína varia, e como um dependente ansioso pelo efeito e talvez sob efeito de álcool ou outras drogas não é a pessoa mais indicada para calcular doses, as overdoses são comuns, principalmente no uso intravenoso. As manifestações psiquiátricas são marcantes, bem como o aumento da pressão sangüínea, da freqüência cardíaca, e da temperatura corporal. Convulsões, arritmias cardíacas e parada respiratória são comuns. Até 3/4 dos casos de overdose não atendidos em regime de emergência resultam em óbito.

À medida que o efeito da cocaína passa, vem a “aterrissagem”, ou “depressão rebote”, ou “rebordosa”: ansiedade, tristeza, irritabilidade, inquietude, fadiga (e, por vezes, sonolência), desânimo e sentimentos de solidão e desvalio substituem o “pique” da cocaína. A cocaína “cobra seu preço” pela “felicidade artificial” que proporcionou. O indivíduo é compelido a usar mais da droga, ou a usar outras drogas substitutas.

Com o uso crônico, são freqüentes complicações psiquiátricas: depressão grave com risco de suicídio e psicoses paranóides (o indivíduo delira, achando que todos lhe estão perseguindo e lhe querem mal) são os quadros mais comuns. O uso crônico também provoca atrofia cerebral por morte neuronal, resultando em diminuição crônica e progressiva da memória, do raciocínio, da atenção, da análise e da síntese.

Complicações físicas da intoxicação repetida são comuns, como alterações neurológicas (torpor, anestesias, formigamentos, tonturas, desmaios recorrentes, cefaléia persistente), digestivas (ulcerações, náuseas, vômitos, sangramento digestivo, diarréia) e cardiovasculares (arritmias cardíacas, hipertensão arterial, AVCs (“derrames”)).

A perda de peso, a perda de apetite, alimentação irregular e algum grau de desnutrição total ou parcial são a regra, não a exceção.

O uso nasal crônico provoca corrimento nasal e obstrução por irritação da mucosa. Como a cocaína é anestésica, freqüentemente o doente não sentem dor durante o uso, mas qualquer dose de cocaína provoca irritação da mucosa do nariz. Como é vasoconstritora, cortando o fornecimento de sangue ao local, ulcerações nasais, perfuração do septo e destruição das cartilagens nasais não são infreqüentes.

O uso endovenoso está relacionado ao risco de infecções transmissíveis pelo sangue, principalmente o HIV e as hepatites B, C, e delta. Existem programas de distribuição gratuita de seringas descartáveis, mas o preço da seringa não é a causa maior do compartilhamento de seringas, e sim o temor de que a droga cara seja desperdiçada ao descartar a seringa.

Injetando freqüentemente uma droga em suas veias cuja esterilidade é questionável e usando uma técnica freqüentemente nada perfeita, o usuário tende a injetar microorganismos em seu tecido subcutâneo e em suas veias. Infecções, abcessos e ulcerações nos locais de injeção são freqüentes. Há sempre o risco de tromboflebite (o sangue dentro da veia coagula, havendo inflamação; as bactérias presentes infeccionam a veia); de trombose (o sangue dentro da veia coagula); de embolia (um êmbolo, por exemplo, um fragmento de sangue coagulado ou uma bolha de ar, se solta na corrente sangüínea, “encalhando” em algum lugar e provocando infarto, por exemplo, pulmonar).

Um risco de vida adicional é a endocardite infecciosa: as válvulas do coração capturarem algum microorganismo da corrente sangüínea, e infeccionarem; a condição é potencialmente ameaçadora à vida e de tratamento longo e difícil.

A cocaína provoca dependência física e psicológica rápida e profundamente. Diferente da maconha, “que precisa ser perseguida, cortejada e seduzida”, a cocaína “persegue e seduz” o usuário. O tempo e o número de usos necessário para que se instale tolerância e dependência variam de pessoa a pessoa, mas tendem a não serem grandes.

A abstinência de cocaína provoca um série de reações psicológicas desagradáveis, em tudo semelhantes à “aterissagem”, mas não chega a por a vida do doente em risco. Os sintomas atingem um máximo do 2° ao 4° dia, e esvanecem ao cabo de uma semana, embora depressão, irritabilidade e ansiedade possam persistir por algumas semanas.

A “fissura”, ou desejo severo pela droga, diminui de freqüência e intensidade após o primeiro mês, mas pode reaparecer, mais amena, até meses depois. Existem medicamentos não indutores de dependência que podem ajudar o dependente nas primeiras semanas de abstinência. Períodos de depressão são uma constante no dependente em recuperação, principalmente durante os primeiros 6 meses de recuperação, mas são auto-limitados e devem ser encarados de forma positiva.

Se graves, algum antidepressivo escolhido por psiquiatra pode ser eficaz, desde que o paciente não esteja usando nenhuma droga, caso em que qualquer medicamento é ineficaz.

O que é

A cocaína é o principal alcalóide do Erythoxylon coca, seu cultivo ocorre há 5000 anos por nativos dos Andes (Hernández & Sánchez, 1998), atualmente a cocaína é cultivada na América do Sul, mas também em outras regiões, tais como o Ceilão, Java e Índia. O uso da cocá pelas civilizações andinas está relacionado à lenda de Manco Capac, filho do sol, que desceu sobre as águas do Lago Titicaca, para ensinar a agricultura, as artes e o prazer da coca aos homens. Em 1863 foi lançado na Europa o Vinho Mariani, que continha cocaína em sua fórmula.

A cocaína fez parte da fórmula da Coca-cola até 1903, quando foi substituída pela cafeína. A cocaína teve uso médico como anestésico local, principalmente em oftalmologia, como antídoto dos depressores do sistema nervoso central e no tratamento do alcoolismo e da morfinomania. Freud publicou um livro em 1884 onde abordava vários usos terapêuticos para a cocaína, mas após algum tempo percebeu o potencial desta substância causar dependência (Ferreira & Martini, 2001).

A cocaína obtida nas ruas é adulterada com várias substâncias para “render” mais, por exemplo, manitol, lactose, cafeína, anfetaminas, benzocaína, lidocaína e procaína. No geral, a taxa de pureza da cocaína encontrada não passa de 10%.

As vias de utilização são a oral, nasal e endovenosa.

Todo mundo usa…

Muitas vezes ouvimos principalmente dos usuários esta afirmação, no entanto, isto não é verdade, o problema é que talvez o usuário conheça muitas pessoas que usam. No entanto, segundo dados do II Levantamento Domiciliar sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil (Carlini, Galduróz, Noto & Nappo, 2005), o uso na vida de cocaína foi de 2,9% entre os entrevistados, no último ano 0,7% dos sujeitos pesquisados usaram cocaína, no último mês 0,4% e o número de dependentes desta substância não foi significativo.

Como a cocaína funciona?

A cocaína atua inibindo a recaptação de norepinefrina, dopamina e serotonina na sinapse, desta forma aumentando o nível destes neurotransmissores.

A ação na norepinefrina é responsável pela taquicardia, midríase (dilatação das pupilas), aumento da temperatura, estado de alerta, diminuição do apetite, aumento da energia e vasoconstrição. A euforia e os efeitos psicológicos estão relacionados à ação na dopamina e serotonina e os efeitos anestésicos ao bloqueio dos canais de sódio.

O início do efeito varia conforme a via utilizada. Quando o uso é endovenoso, os efeitos iniciam em 30-45 segundos e sua duração é de 10-20 minutos.

Quando o uso é por aspiração, os efeitos iniciam entre 120 e 180 segundos e a duração dos efeitos é de 1h – 1,5h. O uso fumado apresenta os efeitos em 8 – 10 s e tem uma duração de 5 – 10 min.

O que ocorre na intoxicação por cocaína?

Euforia, sensação de bem-estar, aumento da auto-estima e da vontade sexual, hipervigilânica, midríase (dilatação das pupilas), aumento do peristaltismo, da pressão arterial, taquicardia, inquietação, anorexia (diminuição do apetite), irritabilidade, comportamento agressivo, aumento da ansiedade, pânico, sintomas paranóides, alucinações e delírios podem ocorrer.

Usar mais para ter o mesmo efeito…

A cocaína causa tolerância, isto é, a tendência do indivíduo é aumentar a dose da droga para obter efeitos mais intensos. Uma particularidade no caso da cocaína, é que os usuários ao mesmo tempo que desenvolvem tolerância para alguns efeitos da substância, ficam sensibilizados (ao contrário da tolerância) para outros. Os sintomas paranóides e a agressividade podem se manifestar mesmo com uma baixa dose da substância, enquanto para o sintomas que o sujeito “deseja” a dose tem que ser aumentada.

Abstinência

Os sintomas de abstinência da cocaína são: depressão, ansiedade, irritabilidade, ansiedade, confusão, insônia, diminuição da energia, hipersonia (aumento do sono), craving (fissura), aumento do apetite.

Complicações

A cocaína pode causar várias complicações, por exemplo: convulsões (que podem ocorrer dentro de alguns minutos até 12h após o uso), sintomas paranóides o usuário diz estar “espiado”, isto é, com a sensação de estar sendo seguido, observado, etc., os delírios e alucinações paranóides ocorrem em até 50% das pessoas que utilizam esta substância (Sadock & Sadock, 2007). Além das alucinações auditivas e visuais, podem ocorrer as alucinações táteis, quando a pessoa sente insetos caminhando sob a pele, lesões nasais (perfuração de septo), hipertermia (aumento da temperatura corporal), bruxismo, exacerbação de quadros de asma, isquemia do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e morte súbita. Após o uso endovenoso podem ocorrer endocardite, aumento da prevalência das infecções pelos vírus HIV, da hepatite C e hepatite B.

A cocaína aumenta a freqüência cardíaca, a pressão arterial e o vasoespasmo, ocasionando uma diminuição do aporte de oxigênio para o miocárdio (Reskalla & Klonner, 2007). Os eventos coronários podem ocorrer em alguns minutos ou dentro de poucos dias após o uso de cocaína, o maior risco é dentro da primeira hora, mas o risco não está relacionado com a dose e nem com a via de uso. Estudos apontam que o risco de infarto do miocárdio dentro da primeira hora de uso da cocaína é 24 vezes maior do que em pessoas que não usaram esta substância Mittleman M, Mintzer & Maclure (1999).

Há um risco elevado de trombose venosa profunda nos membros superiores, conhecida como Paget-von Schrötter Syndrome. Há também um maior risco de tromboflebites. Entre as complicações renais, a mais comum é a insuficiência renal aguda por rabdomiólise. No trato gastro-intestinal ocorrem isquemias intestinais e colites. As disfunções sexuais também estão entre as complicações desta substância, embora o efeito inicial da cocaína seja um aumento do interesse sexual e um aumento do prazer durante o sexo, o uso crônico pode levar a disfunções sexuais, como impotência e diminuição da libido (Sadock & Sadock, 2007). Há um aumento do risco de contaminação por Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) como Sífilis, Clamydia, Gonorréia e HIV. Outra complicação é a hipertermia, isto é, o aumento da temperatura corporal por aumento do metabolismo, vasoconstrição periférica e prejuízo na função do tálamo de regular a temperatura corporal.

A morte súbita em usuários de cocaína pode ocorrer por arritmias ou delírio excitado (agressividade, comportamento bizarro e hipertermia) (Wetli, Mash & Karch, 1996).

Uso durante a gestação

Durante a gestação, o uso de cocaína está relacionado com aborto, placenta prévia, descolamento prematuro de placenta e retardo de crescimento intra-uterino. O recém-nascido de uma mãe que usou cocaína durante a gestação pode apresentar irritabilidade, tremores, diminuição do apetite, hipo ou hipertonia, hiperreflexia, este quadro pode durar entre 8 e 10 semanas (Chiriboga, Brust, Bateman & Hauser, 1999).

Fissura

Craving (em português chamada fissura) é o desejo intenso de usar a substância, os estudos demonstraram que estímulos ou pistas associados ao uso de cocaína aumentam em usuários o metabolismo em algumas áreas do sistema límbico amígdala, giro para-hipocampal e o córtex pré-frontal dorsolateral (Sadock & Sadock, 2007).

Não tem remédio!

No momento não temos uma medicação que seja a “cura” da dependência de cocaína, no entanto alguns estudos apontam que o topiramato (Kampman, Pettinati & Lynch, 2004) mostrou ser útil na redução do uso de cocaína.

Além disto, uma vacina, cujo objetivo é reduzir a entrada de cocaína no SNC está em desenvolvimento. A cocaína é uma molécula muito pequena, e é conjugada com outras moléculas como KLH (Keyhole limpet hymacyaninl), o polietilenoglicol, o toxóide tetânico ou da difteria. Quando conjugada com o KLH houve uma diminuição de 80% dos níveis cerebrais da cocaína, isto é, menos cocaína “entra” no cérebro (Carrera, Ashley, Parsons, Wirschung & Koob, 1995).

O que fazer?

Leia o item Terapia Cognitivo Comportamental e o item Drogas, há nestes tópicos um breve relato do tipo de tratamento psicoterápico indicado nos casos de dependência desta substância.

Referência

Carlini EA, Galduróz JC, Noto A R, Nappo A S. II Levantamento domiciliar sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil: estudo envolvendo as 108 maiores cidades do país. São Paulo. UNIFESP; 2005.Carrera M, Ashley J, Parsons L, Wirschung P, Koob G. Supression of psychoative effects of cocaine by active immunization. Nature,378:727, 1995. Chiriboga CA, Brust JC, Bateman D, Hauser WA. Dose-response effect of fetal cocaine exposure on newborn neurologic function. Pediatrics 1999; 103(1):79-85. Ferreira, PE, Martini RK. Cocaína: lendas, história e abuso. Rev Bras Psiquiatr. 2001; 23(2): 96-9. Hernández, L.; Sánchez, M.A. (1998). In: Lorenzo, P.; Ladero, J.M.; Leza, J.C.; Lizasoain, I. Drogodependencias. Editorial Medica panamericana. Madrid. p. 113- 122. Kampman KM, Pettinati H, Lynch KG. A pilot trial of topiramate for the treatment of cocaine dependence. Drug Alchohol Depend, 75:233, 2004B Mittleman M , Mintzer D, Maclure M, et al. Triggering of myocardial infarction by cocaine. Circulation 1999; 99:2737–41 Rezkalla SH, Kloner RA. Cocaine-Induced Acute Myocardial Infarction. Clinical Medicine & Research 2007. Volume 5, Number 3: 172-176 Sadock, BJ, Sadock,V.A. Cap.12 p. 412-506. In: Sadock, BJ, Sadock,V.A. Compêndio de Psiquiatria – Ciência do Comportamento e Psiquiatria Clínica. ARTMED. Porto Alegre, 2007. Wetli CV, Mash D, Karch SB. Cocaine-associated agitated delirium and the neuroleptic maligne syndrome. Am J Emerg Med 1996, 14(4):425-8.

A cocaína é um alcalóide extraído das folhas de uma planta chamada Eritroxilon coca, encontrada principalmente em países da América do Sul e Central.

Também é conhecida por vários outros nomes tais que: coca, pó-dourado, neve, senhora, branquinha, branca de neve, brilho, pó de vida, cheirosa, poeira de sonho, sonho.

A cocaína é um estimulante do sistema nervoso central, atingindo rapidamente o cérebro, produzindo uma resposta intensa, sendo muito procurada como droga de abuso.

HISTÓRICO

A cocaína não é uma droga nova. Na América do Sul, , há pelo menos 1.200 anos, folhas da coca já eram usadas pelos nativos, a fim de obterem maior vigor físico. Na civilização inca, seu uso era restrito a classes sociais elevadas, a sacerdotes, mensageiros, e guerreiros. Com a conquista da América pelos espanhóis, em 1536, a coca popularizou-se a ponto de ser considerada, inclusive, em decreto do rei Felipe II da Espanha, essencial ao bem-estar dos conquistados. Estas folhas acabaram sendo levadas pelos exploradores à Europa, naquele mesmo século.

Após séculos de uso intenso, a droga foi isolada e caracterizada por Albert Niemann em 1859; a popularização da cocaína no meio científico, entretanto, é atribuída a Freud e, mais especificamente, aos seus famosos escritos de 1884, em que suas propriedades de alívio da depressão e cura de dependência à morfina são ressaltadas

Embora postulada como “perigosa” pelo proprio Freud (após a morte de um amigo), a droga passa a fazer parte de vários elixires, medicamentos e bebidas como a Coca-Cola, inclusive.

O crescimento do uso da cocaína levou, em 1891, aos primeiros relatos sobre intoxicações, incluindo 13 mortes e levando à sua proibição pelo Harrison Act em 1914. Portanto, as mesmas restrições e penalidades imputadas à morfina são igualmente impostas à cocaína.

Em 1921, o Brasil iniciou a repressão ao uso da cocaína e demais drogas No ano de 1938, nova lei proibiu o plantio e exploração de plantas produtoras de coca.

Entre os anos 30 e 60 o seu uso diminuiu. Na década de 70, contudo, o uso da droga intensificou-se em grande parte pela noção infundada de ser segura, desprovida do efeito de dependência quando usada eventualmente.

PRODUÇÃO

As espécies de coca são originárias da América do Sul, mas seu cultivo passou a se dar também nos países andinos como: Peru, Bolívia, Colômbia e Equador, além da Amazônia brasileira.

A cocaína é extraída das folhas da planta Eritroxilon coca em duas fases. Primeiramente, as folhas são prensadas com ácido sulfúrico, querosene ou gasolina, formando a pasta de coca, a qual, por sua vez, contém até 90% de sulfato de cocaína.

Em seguida, a pasta é tratada com ácido clorídrico, formando o cloridrato de cocaína: pó branco e cristalino.

Estima-se que 100 Kg de folhas secas dão origem a 100 g de pasta de coca e 800 g do respectivo cloridrato.

O “Crack” ou “Rock” é obtido a partir da mistura e aquecimento da pasta base de coca a da própria cocaína com bicarbonato de sódio, resultando no preparado sólido o qual é posteriormente quebrado a fim de serem fumados.

Existem outras preparações de cocaína, como: “iceberg” e “snort” – contendo benzocaína ou procaína – “cocaine snuff”, “incense” – contendo cafeína – e “zoom” – contendo outros estimulantes.

Tanto o sal como a cocaína básica são adulterados pela mistura de várias substâncias, sendo, assim, a “droga de rua” composta.

Os adulterantes mais comuns da cocaína são: açucares, procaína, cafeína, pó de mármore, talco, anestésicos locais, e sais de baixo custo, como bicarbonato de sódio e sulfato de magnésio – sendo que os teores de cocaína podem variar entre 15 a 90%.

O crack apresenta bicarbonato como adulterante mais comum, e os teores de cocaína nesta forma variam de 35 a 99%, dependendo do processo de obtenção.

SUBSTÂNCIA ATIVA

A cocaína é uma benzoilmetilecgonina, sendo o principal alcalóide existente nas folhas de Eritroxilon coca e de outras espécies do mesmo gênero.

Apresenta-se em quantidades que variam de 0,5 % a 1,8 % do peso das folhas da planta.

As formas químicas utilizadas da droga são: cloridrato de cocaína e pasta-base.

MECANISMO DE AÇÃO

Estimula o Sistema Nervoso Central, porque proporciona maior concentração da substância neurotransmissora capaz de produzir tais estímulos.

UTILIZAÇÃO MÉDICA

Não existe uso médico para a cocaína.

Antes de surgirem os atuais anestésicos locais, foi usada para esse fim; mas, devido aos seus efeitos tóxicos, foi abandonada com o advento daqueles anestésicos

FORMAS DE CONSUMO

Nos países produtores da folha da coca, estas são usadas quando mascadas ou ingeridas em forma de chá.

Nos demais países, a cocaína é freqüentemente utilizada nas seguintes formas:

Ingestão oral

Intranasal (aspiração nasal, popularmente denominada como prática de “cafungar”): dispõe-se a cocaína em superfície lisa em fileiras com aproximadamente 10mg a 30 mg, sendo aspirados pela própria mucosa nasal. Esta prática é feita em intervalos de 20 a 30 minutos, tempo necessário à atuação dos efeitos relacionados à euforia

Respiratória: “crack” ou “pedra” na forma de base livre: inalação por aquecimento através de cachimbos especiais

Endovenosa: dissolvida em água e injetada.

A endovenosa e respiratória assemelham-se na velocidade de absorção, duração e intensidade dos efeitos. Nos últimos anos, operou-se uma mudança considerável no padrão de uso da droga.

TOLERÂNCIA, DEPENDÊNCIA E SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA

Devido o uso abusivo da cocaína, desenvolve-se tolerância que consiste na diminuição dos efeitos eufóricos e fisiológicos – ainda que menor, se comparada a outros estimulantes, como os anfetamínicos, por exemplo.

Ocorre progressiva dependência física e química, acompanhadas da síndrome de abstinência, que vem a ser caracterizada por depressão, fadiga, irritabilidade, perda do desejo sexual ou impotência, tremores, doses musculares, distúrbios da fome, mudanças do EEG e dos padrões de sono.

EFEITOS GERAIS

A cocaína provoca febre devido ao aumento da produção de calor (por ação no SNC), além da diminuição das perdas desse calor (em função da vasoconstrição periférica). Finalmente, desmaios, suores frios, calafrios, vômitos e diarréia podem ser ocasionados pelo uso da droga.

EFEITOS SOBRE O SISTEMA RESPIRATÓRIO

A vasoconstrição torna a aspiração mais freqüente, resultando, por sua vez, em hiperemia reativa da mucosa nasal, acompanhada de rinite, lesões e, em alguns casos, perfusão do repto e “nariz de rato”.

Os distúrbios respiratórios associam-se à via de administração da droga. A inalação da fumaça proveniente dos cachimbos de “crack” pode fazer com que os seios etmoidais sejam expostos a adulterantes – predispondo à sinusite. Além disso, a referida inalação pode ocasionar granulomas pulmonares, dispnéia (falta de ar), tosses, opacidades pulmonares (no RX) e rinorréia de líquido pleural.

Entre os riscos decorrentes do hábito de fumar cocaína incluem-se ainda a bronquiolite obstrutiva, as hemorragias e edemas pulmonares, as quais podem levar, por sua vez, a lesões de tecidos da superfície pulmonar, prejudicando a capacidade de trocas gasosas nos pulmões.

EFEITOS SOBRE O SISTEMA CARDIOVASCULAR.

Os efeitos da droga sobre o sistema cardiovascular independem da via de administração.

Em muitos casos o que se observa são: infarto agudo do miocárdio, arritmia e cardiomiopatias. Primeiro surge a badicardia, que evolui rapidamente para a taquicardia, fibrilação ventricular e, finalmente, parada cardíaca acompanhada de morte súbita. Além disso, ocorre hipertensão arterial e acidentes vasculares cerebrais.

EFEITOS SOBRE O SISTEMA NERVOSO CENTRAL

Os efeitos imediatos da administração de cocaína manifestam-se, em geral, por um estado de euforia, bem-estar, desinibição, loquacidade, liberação critica, resistência ao trabalho,… até a perda de apetite, insônia, ansiedade e nervosismo. Fadiga e depressão também podem ocorrer após estados de estimulação muito intensa, inspirando nova administração.

Quanto a alterações da visão, observamos após o uso da droga: midríase (pupila muito aberta) e imobilidade da pupila.

Além desses efeitos, são comuns: anestesia, parestesia e até epilepsiacocaínica – acompanhada, por sua vez, da perda do conhecimento e convulsões semelhantes a crises epilépticas.

Pode ocorrer desorientação mental, comprometimento da memória imediata e disfunção cerebral, caracterizada pelo aparecimento de psicose tóxica – seguida de alucinações tácteis. Estas alucinações constituem-se de uma sensação de insetos estarem rastejando sobre a pele. Isso pode fazer com que o indivíduo venha a tentar livrar-se dos supostos parasitas, causando ulcerações na pele. Além das alucinações tácteis, as visuais e auditivas também são observadas.

Muitas vezes o comprometimento da percepção visual do usuário desta droga representa um sério perigo caso este esteja conduzindo qualquer veículo.

EFEITOS COMPORTAMENTAIS

Com o uso repetido da substância, outros efeitos imediatos vão surgindo, tais como: agressividade; perda gradativa do autocontrole, da força de vontade, do interesse pelo trabalho, alimentação e vestuário; alterações do humor, acompanhadas de idéias paranóides; agitação; irritabilidade; depressão e impotência. É registrado também o aparecimento de processo de distorção de personalidade, acompanhada de comportamento suicida ou homicida.

Há verdadeira obstinação para conseguir a droga de qualquer maneira, num estado de dependência química insuperável. Muitas vezes os usuários sequer têm consciência dos problemas advindos da relação com traficantes, ou da destruição de laços com familiares.

EFEITOS SOBRE A GRAVIDEZ

A cocaína pode atuar negativamente em qualquer período da gestação, podendo ocasionar: aborto espontâneo, prematuridade, desenvolvimento anormal, infarto e lesão cística cerebral. Alem disso, o recém-nascido pode apresentar comprometimento neurológico e ter manifestações comportamentais diferentes, como chorar de forma inconsolável.

Tem-se observado baixo rendimento escolar em crianças nascidas de mães dependentes da cocaína.

EFEITOS POTENCIALIZADOS

Os efeitos são potencializados quando a cocaína é administrada juntamente com a maconha, o tabaco ou o álcool, como é freqüentemente observado entre os dependentes de cocaína.

RISCOS DA COCAÍNA INJETÁVEL

A administração injetável da cocaína (parenteral) pode trazer problemas em função do solvente utilizado (liquido para dissolver a droga) e das seringas não esterelizadas. Estas seringas, quando utilizadas por várias pessoas, podem transmitir o vírus HIV, além de transmitir Hepatite, endocardite infecciosa e até pneumonia e infecções localizadas.

A falta de higiêne em relação ao local de administração da droga pode ocasionar feridas (ulcerações) e desencadear infecções graves em outros locais do organismo.

EPIDEMIOLOGIA

Pesquisas brasileiras revelaram que 1,8% eram usários de cocaína dentre 1823 alunos do 1º e 2º graus e 351 universitários entrevistados por Bucher & Totugui em 1986/87 em Brasília. A mesma substância era usada por 0,9% dos 1836 escolares de baixa renda entrevistados por Carlini-Cotrim & Carlini em 1987 em São Paulo.

Traçando-se paralelo comparativo com estudantes de Porto Alegre de 1º e 2º graus da rede estadual, constatou-se que a cocaína era usada por 2,4% dos entrevistados em 1992 e por 4,5% dos estudantes entrevistados em 1994.

Fonte: es.wikipedia.org/www.vestigios.hpg.ig.com.br/geocities.ws/anovavida.tripod.com/www.psicmed.com.br/www.octopus.furg.br

 

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