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Anemia

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O que é

A anemia é um nível anormalmente baixo de hemoglobina no sangue.

A hemoglobina está contida nos glóbulos vermelhos (ou células). Seu valor limiar abaixo do qual se espera de anemia varia de acordo com idade e sexo. As causas de anemia são múltiplas, mas a deficiência de ferro é o mais comum.

A anemia é definida por níveis anormalmente baixos de hemoglobina. Esta substância é encontrada nas células vermelhas do sangue. Que lhes permite transportar oxigênio para todos os órgãos do corpo.

Os níveis de hemoglobina normais variam de acordo com sexo e idade.

O diagnóstico de anemia é maior quando a hemoglobina é inferior a estes limites:

14 gramas por decilitro de sangue (ou em g / dl) em recém-nascidos;
13 g / dL em homens adultos;
12 g / dL em mulheres adultas;
10,5 g / dL em mulheres grávidas a partir do segundo trimestre da gravidez.

Definição

A anemia é diagnosticada como qualquer condição em que há uma diminuição do número de glóbulos vermelhos em circulação.

Os glóbulos vermelhos são fundamentais para o bem-estar do nosso corpo. Eles carregam a hemoglobina, uma proteína complexa que contém moléculas de ferro.

A função principal destas moléculas é para transportar oxigênio dos pulmões para o resto do corpo.

Se não houver suficiente glóbulos vermelhos, um indivíduo pode experimentar sintomas como sentir-se cansado ou fraco.

Você sabia?

Anemia
Células Sanguíneas

O sangue e as células vermelhas do sangue.

O sangue contém três tipos diferentes de células:

Glóbulos vermelhos ou hemácias, que são utilizados para o transporte de oxigênio;
Os glóbulos brancos ou leucócitos, que defendem o organismo contra infecções;
Plaquetas, que participam na coagulação do sangue em caso de sangramento.

Milhões de novas células são produzidas todos os dias para substituir aqueles que normalmente são destruídos. Eles são produzidos pela medula óssea.

Para produzir as células vermelhas do sangue, o corpo precisa de vários itens fornecidos pela dieta: ferro, vitamina B12 e vitamina B9 (ou folato).

Os diferentes tipos de anemia

Existem dois principais tipos de anemia: anemia central e periférico.

As anemias centrais

Eles estão relacionados com a produção insuficiente de glóbulos vermelhos e a hemoglobina na medula óssea.

Isto pode ser devido a:

A falta de ferro, vitamina B12 e vitamina B9, essencial para a produção de hemoglobina e células vermelhas do sangue. É a causa mais comum de anemia;
Uma deficiência na eritropoietina (EPO ou). Este hormonio que estimula a medula óssea é normalmente produzido pelos rins. A anemia pode ser associada com doença renal;
Uma doença inflamatória tal como artrite reumatóide. Com efeito, o corpo, em seguida, produz substâncias que inibem a produção de células vermelhas do sangue;
Um mau funcionamento da medula óssea, tecido ósseo, onde as células vermelhas do sangue são formados e hemoglobina. Esta falha da medula óssea pode ser causada por um produto tóxico. Ele também pode ocorrer devido a cancro ou durante o envelhecimento natural.
outras doenças tais como hipotiroidismo ou cirrose do fígado.

Anemia periférica

Eles são mais raros.

A medula óssea produz normalmente células vermelhas do sangue, mas a anemia é devida a:

Uma perda significativa de células vermelhas do sangue por hemorragia aguda (ou hemorragia). Por exemplo, períodos muito pesados em mulheres, hemorragia gastrointestinal;.
Destruição anormal de células vermelhas do sangue, ou a hemólise. Isto é chamado de anemia hemolítica.

Causas

Não há uma causa única de anemia. Devido ao grande número de tipos de anemia, às vezes pode ser difícil identificar a causa exata.

Várias situações podem conduzir a anemia:

A deficiência de ferro.
A deficiência de vitamina.
Infecção urinária doença crônica ou uma doença da medula óssea.
Uma doença genética que provoca por exemplo, destruição demasiado rápida de células vermelhas do sangue.
Infecção urinária, que é dizer um fluxo de sangue fora dos vasos sanguíneos.

Sintomas

O sintoma mais comum de anemia, independentemente do tipo, é uma sensação de cansaço e falta de energia.

Outros sintomas comuns de anemia podem incluir:

Palidez da pele
batimentos cardíacos rápidos ou irregulares
Falta de ar
Dor no peito
Dor de cabeça
Frivolidade

Diagnóstico

Para diagnosticar a anemia, vários métodos podem ser usados; o mais comum dos quais é a contagem de sangue completo (hemograma completo), que mede uma série de componentes do sangue, incluindo os níveis de hemoglobina e o hematócrito do paciente (razão entre o volume de células vermelhas do sangue para o volume total de sangue).

Nenhuma preparação especial é necessário para este teste, e apenas uma pequena amostra de sangue é necessário.

O hemograma completo pode ser uma indicação da saúde geral do paciente e pode detectar outras condições, como a leucemia ou doença renal.

Anemia Aguda

Na anemia aguda, causada pela perda súbita de sangue ou pela destruição aguda dos glóbulos vermelhos, a falta de volume no sistema circulatório é mais importante que a falta de hemoglobina. Os sinais e sintomas mais proeminentes consistem em queda da pressão arterial devido à diminuição do volume sanguíneo total, com tonteira e desmaio subseqüentes, taquicardia e palpitação, sudorese, ansiedade, agitação, fraqueza generalizada e possivelmente uma diminuição da função mental.

Na anemia crônica, o volume sanguíneo total está normal, mas ocorre uma diminuição dos glóbulos vermelhos e hemoglobina. A falta de hemoglobina causa descoramento do sangue, com palidez do paciente, e falta de oxigênio em todos os órgãos, com os sinais clínicos decorrentes desta alteração.

Hipócrates no ano 400 a.C. já havia descrito os sinais da anemia: “palidez e fraqueza devem-se à corrupção do sangue”.

Portanto, os principais sinais e sintomas são: fadiga generalizada, anorexia (falta de apetite), palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas), menor disposição para o trabalho, dificuldade de aprendizagem nas crianças, apatia (crianças muito “paradas”).

Os sintomas pioram com a atividade física e aumentam quanto menor o nível de hemoglobina. Com níveis de hemoglobina entre 9 e 11 g /dL estão presentes os sintomas como irritabilidade, indisposição e dor de cabeça, entre 6 e 9 há aceleração dos batimentos cardíacos, falta de ar e cansaço aos mínimos esforços; e quando a concentração de hemoglobina chega a valores abaixo 6g /dL ocorrem os sintomas acima mesmo em repouso.

Anemia Ferropriva

Estima-se que 90% das anemias sejam causadas pela deficiência de ferro.

O Ferro é um nutriente essencial para a vida e atua principalmente na síntese (fabricação) das células vermelhas do sangue e no transporte do oxigênio para todas as células do corpo.

Nas crianças a principal causa de anemia ferropriva é o aumento da demanda de ferro e sua ingestão insuficiente, que ocorre mais freqüentemente nos bebês em aleitamento artificial ou após os seis meses de idade mesmo naqueles que recebem aleitamento materno.

Já nos adultos a causa mais comum de anemia ferropriva é a perda crônica de sangue, nos homens, mais freqüentemente, pelo trato gastrintestinal e nas mulheres, pelo sangramento menstrual. A causa da anemia deve ser sempre investigada, pois a perda de sangue pode ser desde de uma causa benigna, como por exemplo, o uso de aspirina, até uma causa maligna, como um câncer no intestino.

Os sinais e sintomas da carência de ferro são inespecíficos, necessitando-se de exames de sangue laboratoriais para que seja confirmado o diagnóstico de anemia ferropriva.

A carência de ferro, mesmo antes de suas manifestações hematológicas, provoca um acometimento sistêmico com repercussões na imunidade e resistência a infecções, na capacidade para o trabalho e no desenvolvimento neuropsicomotor. O resultado indesejável da deficiência de ferro na infância poderá repercutir negativamente no desenvolvimento escolar e, tardiamente, na inserção do indivíduo no mercado de trabalho.

Como prevenir a anemia ferropriva

A melhor arma para a prevenção da anemia ferropriva é, sem dúvida, uma alimentação bem variada, rica em alimentos que naturalmente possuem ferro e os enriquecidos ou fortificados com o nutriente.

As melhores fontes naturais de ferro são os alimentos de origem animal – fígado e carne de qualquer animal – por possuírem um tipo de ferro melhor aproveitado pelo nosso organismo.

Entre os alimentos de origem vegetal, destacam-se as leguminosas (feijão, grão-de-bico, fava, lentilha, ervilha), os grãos integrais ou enriquecidos, nozes, castanhas, rapadura, açúcar mascavo e as hortaliças (couve, agrião, taioba, salsa). Existem também disponíveis no mercado alimentos enriquecidos com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros. Para uma melhor absorção do ferro presente nesses alimentos é recomendado o consumo de alimentos com alto teor de vitamina C como a acerola, abacaxi, goiaba, kiwi, laranja, limão, pimentão, repolho e tomate, na mesma refeição. O consumo de alguns alimentos deve ser evitado na mesma refeição ou logo após, como o chá, café, pois atrapalham a absorção do ferro.

Outra forma eficaz de prevenir a anemia ferropriva, além da dieta adequada, é o uso do ferro profilático. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o uso de 1mg /Kg /dia de ferro elementar desde o início do desmame até o término do segundo ano de vida para os recém-nascidos nascidos a termo, e 2mg /Kg /dia, a partir do 30o dia de vida, por 2 meses para os recém-nascidos prematuros ou de baixo peso e, depois, inicia-se o esquema proposto para as crianças a termo.

As mulheres grávidas também devem fazer uso profilaxia da anemia ferropriva a partir da 16o semana de gravidez através da ingestão de 30 a 40 mg de ferro elementar, que corresponde a 200 mg de sulfato ferroso por dia.

Tratamento da anemia ferropriva

Uma vez instalada a anemia ferropriva, deve-se corrigir o déficit e repor os estoques de ferro através do uso de ferro medicamentoso e, em caso de perda crônica de sangue, identificar e tratar a causa. O sulfato ferroso é o sal mais bem indicado por sua boa absorção e baixo custo.

Para as crianças, a dose de ferro para o tratamento é de 3 mg /Kg /dia. Embora a melhora clínica e a normalização das concentrações de glóbulos vermelhos e de hemoglobina ocorram precocemente com a reposição de ferro, a dose terapêutica deve ser mantida por 3 a 4 meses para a reposição dos estoques de ferro.

Alguns cuidados devem ser tomados para maximizar a absorção do ferro, como a sua ingestão 30 a 60 minutos antes das refeições, não diluir o medicamento em nenhum líquido e ingerir suco de frutas cítricas após o uso do medicamento.

Para os adultos a dose terapêutica é de 60mg de ferro elementar, o que corresponde a um comprimido de 300mg de sulfato ferroso.

O sulfato ferroso pode trazer alguns inconvenientes com o seu uso como náuseas, indisgetão, constipação e diarréia que, em geral, são proporcionais a quantidade de ferro ingerida. Pode-se tentar solucionar esse problema através de um aumento gradativo das doses e do escalonamento nas doses ao longo do dia. Caso essas medidas não resolvam, pode-se substituir o sulfato ferroso pelo gliconato ferroso, entretanto, devido ao seu menor conteúdo de ferro elementar exige um tratamento mais prolongado.

Complicações

A anemia por carência de ferro raramente causa problemas sérios ou a longo prazo. No entanto, algumas pessoas com anemia por carência de ferro sentem o impacto da doença na sua vida quotidiana. Encontrará em seguida algumas das complicações mais comuns.

Como a anemia por carência de ferro pode provocar cansaço e exaustão, poderá sentir-se menos produtivo e ativo no trabalho. A sua capacidade de se manter acordado e concentrado pode estar reduzida, e poderá não se sentir capaz de fazer exercício regularmente.

Algumas pesquisas mostram que a anemia por carência de ferro pode afetar o seu sistema imunitário, tornando-o mais predisposto a apanhar doenças e infecções.

As mulheres grávidas com anemia severa têm um risco maior de desenvolver complicações, sobretudo durante e depois do parto. As pesquisas sugerem que os bebés de mães anémicas têm uma maior probabilidade de nascer prematuramente ou de pesar menos. Os bebés afetados pela anemia por carência de ferro podem também desenvolver eles próprios problemas com os valores de ferro no sangue.

Fonte: www.ameli-sante.fr/www.medicalnewstoday.com/www.nhs.uk

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