Breaking News
Home / Saúde / Poliomielite

Poliomielite

PUBLICIDADE

Definição

Doença infecciosa, contagiosa aguda que ataca preferencialmente crianças. É causada por vírus pertencente ao grupo dos enterovírus (vírus intestinais), os vírus da pólio são neurotrópicos ( atingem células nervosas). Ë uma doença que causa deformidades principalmente no aparelho locomotor.

É uma doença polimorfa (variedade de sintomas) e de difícil diagnóstico precoce. Com a vacinação em massa a poliomielite no Brasil é considerada praticamente uma doença erradicada. Quando se tem a poliomielite não necessáriamente se adquire imunidade definitiva, pois existem 3 tipos de vírus, e o indivíduo que teve a doença foi imunizado apenas contra um só tipo de vírus.

Sinonímia

É uma doença também conhecida pelos seguintes nomes:

Moléstia de Heine-Medin.

Poliomielite anterior aguda.

Paralisia infantil.

História

Jonas Edward Salk, microbiologista desenvolveu a primeira vacina com polivírus inativo contra a poliomielite.

Albert Sabin microbiologista em 1960, introduziu a vacina oral a partir de vírus vivo contra a poliomielite, que é utilizada até hoje, substituindo a vacina intramuscular com polivírus inativo de Salk.

O que é a Poliomielite?

Poliomielite, ou paralisia infantil, é uma infecção viral aguda causada por um dos três poliovírus existentes.

A infecção se transmite através do contato com um portador da pólio ou então com fezes humanas.

Crianças na primeira idade são mais susceptíveis à doença e também os principais agentes de transmissão, mas os adultos. também podem contrair pólio. O vírus penetra no corpo através da boca e percorre o corpo através do sistema sangüíneo. Se ele invadir o sistema nervoso central, ataca os neurônios motores e pode causar lesões que resultam em paralisia ( poliomielite paralítica ). Os braços e as pernas são mais freqüentemente afetados.

Na realidade todas as pessoas devem obrigatoriamente tomar contato com o vírus ou com anticorpos da pólio em alguma oportunidade, acionando o sistema imunológico do indivíduo, através dos linfócitos tipo B, sendo que os três tipos conhecidos do vírus não são mutáveis (como o vírus HIV, por exemplo) uma vez configurada a defesa imunológica ela permanecerá por toda a vida.

A maioria dos casos de contato com os poliovírus não resultam em sintomas clínicos ou apenas em sintomas leves, como dor de cabeça, garganta dolorida e febre ligeira; a recuperação completa ocorre em 1 a 3 dias. Em casos de infecção grave ( quando o sistema nervoso central é invadido ), 50% dos pacientes também se recuperam completamente.

Do restante, cerca da metade sofrem paralisia leve e os outros sustentam seqüelas severas e permanentes, algumas vezes necessitando de aparelhos ortopédicos para se locomoverem.

A doença pode ser fatal no caso de infecção bulbar, quando a paralisia se desenvolve nos músculos da garganta e pode causar dificuldade respiratória através do retorno dos conteúdos gástricos; cerca de 80% dos pacientes assim infectados, no entanto, podem se recuperar através de tratamento.

Paralisia infantil

A Poliomielite, também chamada paralisia infantil, é uma doença grave causada por um micróbio que entra no corpo da pessoa sadia pela boca.

É uma doença que passa de uma pessoa para outra com muita facilidade. O Micróbio sai do corpo do doente principalmente pelas fezes, ou ainda quando o doente tosse, espirra ou fala.

A poliomielite começa como se fosse um resfriado. A pessoa tem febre, vomita e sente dores no corpo. Na maioria das vezes, a doença fica só nisso; não se agrava. Mas, Mesmo que o doente não piore, está espalhando o micróbio da doença.

Algumas vezes, o micróbio entra o corpo da pessoa, e a doença pode se agravar e aparecer a paralisia de uma perna ou de outras partes do corpo. Nesses casos, quando o doente não morre, fica paralítico ou defeituoso.

Poliomielite – Sintomas

É uma doença aguda, causada por um vírus, de gravidade extremamente variável e, que pode ocorrer sob a forma de infecção inaparente ou apresentar manifestações clínicas, freqüentemente caracterizadas por febre, mal-estar, cefaléia, distúrbios gastrointestinais e rigidez de nuca, acompanhadas ou não de paralisias.

Agente Causador

É um vírus composto de cadeia simples de RNA, sem envoltório, esférico, de 24-30 nm de diâmetro, do gênero Enterovírus, da família Picornaviridae.

Ao gênero Enterovírus pertencem os grupos: Coxsakie (A com 24 sorotipos e B com 6 sorotipos), Echo (34 sorotipos) e Poliovírus (3 sorotipos).

Os três sorotipos do poliovírus, I, II e III, provocam paralisia, sendo que o tipo I é o isolado com maior freqüência nos casos com paralisia, seguido do tipo III.

O sorotipo II apresenta maior imunogenicidade, seguido pelos sorotipos I e III. A imunidade é específica para cada sorotipo.

Possui alta infectividade, ou seja, a capacidade de se alojar e multiplicar no hospedeiro é de 100%; possui baixa patogenidade 0,1 a 2,0% dos infectados desenvolvem a forma paralítica (1:50 a 1:1000), ou seja, tem baixa capacidade de induzir doença.

A patogenidade varia de acordo com:

1) o tipo de poliovírus (o tipo I é o mais patogênico, tipo II é o menos)

2) com as propriedades intrínsecas das diferentes cepas

3) com os fatores inerentes ao hospedeiro (mais alta em adolescentes e adultos).

A virulência do poliovírus depende da cepa e se correlaciona com o grau de duração da viremia. A letalidade da poliomielite varia entre 2 e 10%, mas pode ser bem mais elevada dependendo da forma clínica da doença. A poliomielite bulbar apresenta uma letalidade entre 20 e 60%, e a poliomielite espinhal com acometimento respiratório, entre 20 e 40%. Em imunodeficientes chega a 40%, com alta taxa de sequela.

A resistência ao meio ambiente e a desinfetantes:

O vírus resiste a variações de pH (3,8 a 8,5) e ao éter.

É inativado pela fervura, pelos raios ultravioleta, pelo cloro (0,3 a 0,5 ppm) e na ausência de matéria orgânica.

Conserva-se durante anos a 70 °C e durante semanas, na geladeira, a 4oC, principalmente em glicerina a 50%.

Modo de Transmissão

Pode ser direta de pessoa a pessoa, através secreções nasofaríngeas de pessoas infectadas, 1 a 2 semanas após a infecção; ou de forma indireta através de objetos, alimentos, água etc., contaminados com fezes de doentes ou portadores, 1 a 6 semanas após a infecção.

Diagnóstico

A. na anamnese e exame devem ser observados os sinais e sintomas como febre, alterações gastrointestinais, rigidez de nuca, reflexos tendinosos que podem estar inicialmente hiperativos e, em seguida, rapidamente abolidos, com sensibilidade preservada; paresias ou paralisias assimétricas de instalação rápida, multifocal ou “salpicada”, acometendo alguns grupos de músculos, com predileção pelos membros inferiores.

A doença é mais grave quando lesa os núcleos motores dos pares cranianos e outras zonas vitais da medula, relacionadas com a respiração e a circulação. A gravidade e a ocorrência de sequelas depende da extensão da lesão do sistema nervoso, o que permite falar em graus de paralisias que vão desde aquela que não regride, passando por quadros intermediários, até a que pode regredir completamente.

B. exames laboratoriais específicos – o diagnóstico laboratorial da poliomielite objetiva a confirmação do caso e também o conhecimento do tipo de poliovírus circulante.

A erradicação da circulação do poliovírus selvagem nas Américas tornou imprescindível a confirmação laboratorial dos casos suspeitos. Exames complementares como quimiocitológico do liquor, detecção de anticorpos da classe IgM, eletroneuromiografia podem ajudar no diagnóstico, dependendo do estágio da doença.

C. o diagnóstico diferencial deve ser feito a partir de elementos clínicos e exames subsidiários visto que a doença pode ser confundida com várias condições clínicas ou síndromes de instalação aguda e comprometimento de motoneuronônios. O principal diagnóstico diferencial da poliomielite é a Síndrome de Guillan-Barré (SBG) ou polirradiculoneurite.

A neuropatia pós-diftérica é complicação tardia da infecção por C. difteriae e clinicamente semelhante à Síndrome de Guillan-Barré. Também a infecção por Campylobacter jejuni pode produzir um quadro de paralisia semelhante à Síndrome de Guillan-Barré. Há outras formas de comprometimento neurológico que devem ser diferenciadas, tais como as produzidas por infecção viral ou parasitária (S. mansoni), a paralisia de Bell, a síndrome de Hopkins, comprometimentos do plexo braquial ou crural (plexite), neuropatias periféricas por trauma ou compressão periférica dos nervos, quadros álgicos, etc..

D. o prognóstico é ruim quando há comprometimento bulbar, ocorrendo óbito na maioria dos casos.

Tratamento

Não há tratamento específico mas, as medidas terapêuticas são importantes para redução das complicações e mortalidade. Cuidados gerais como repouso rigoroso nos primeiros dias, reduz a taxa de paralisias. Mudança de decúbito, tratamento sintomático da dor, da febre, da hipertensão arterial e de retenção urinária, uso de laxantes suaves e cuidados respiratórios são importantes para se evitar complicações. Cuidados ortopédicos e fisioterápicos devem ser instituídos oportunamente para evitar deformidades. A fisioterapia deve ser iniciada quando a dor ceder.

Prevenção

Vacinação

Poliomielite

Vacina contra a poliomielite

É a única arma de prevenção da doença e foi o instrumento que viabilizou a erradicação da poliomielite no continente americano.

Existem dois tipos de vacina disponíveis, ambas de alta eficácia: a vacina antipólio inativada e a de vírus vivos atenuados. Diferem quanto a via de administração e aos mecanismos de imunidade. O esquema de vacinação de rotina, preconizado pelo Programa Estadual de Imunização do Estado de S. Paulo(P.E.I.), consta de 3 doses básicas, no segundo, quarto e sexto mês de vida, um reforço seis a doze meses após a terceira dose e outro aos cinco ou seis anos de idade. A vacina utilizada é a vacina oral de vírus vivo atenuado (OPV), contendo os três sorotipos.

A vacinação de indivíduos imunodeprimidos deve ser feita com a vacina de vírus inativado (VIP). Complementando a vacinação de rotina, o Ministério da Saúde promove anualmente, desde 1980, dias nacionais de vacinação contra a poliomielite, vacinando as crianças menores de 5 anos, independente das doses anteriores, objetivando, além do aumento da cobertura, a disseminação do vírus vacinal na comunidade.

Efeitos da pólio?

Poliomielite é uma infecção viral que pode levar a uma série de sintomas de gravidade variável.

As infecções são geralmente classificadas como não paralíticas ou paralíticas, e os efeitos exatos da poliomielite variam conforme o tipo de infecção.

A poliomielite não paralítica pode causar apenas sintomas leves, semelhantes à gripe, ou pode até mesmo estar livre de sintomas.

A pólio paralítica, muito mais rara, pode levar à paralisia parcial ou total da face, dos membros ou dos músculos da respiração, e pode, em alguns casos, ser fatal.

Ocasionalmente, os indivíduos que foram anteriormente infectados com poliomielite podem experimentar a síndrome pós-pólio, ou o aparecimento de sintomas semelhantes à poliomielite, que ocorre anos ou mesmo décadas após a infecção inicial.

Os efeitos das infecções por poliomielite classificados como não paralisantes tendem a ser relativamente leves e podem ser semelhantes aos sintomas da gripe.

Esses sintomas podem incluir náusea, vômito, febre, dor de garganta, dor de cabeça e rigidez muscular.

Geralmente, as infecções não paralíticas da poliomielite tendem a percorrer o corpo em uma a duas semanas. Em alguns casos, os sintomas podem ser tão leves que a pessoa infectada não esteja ciente da infecção.

Por outro lado, os efeitos das infecções por poliomielite classificadas como paralíticas podem ser bastante graves ou até fatais. Esta forma de poliomielite ataca os nervos da espinha ou do tronco cerebral. Como resultado, as pessoas infectadas podem apresentar paralisia parcial ou total dos membros, da face, dos músculos respiratórios e do coração. Deve-se notar, no entanto, que a poliomielite paralítica é bastante rara, representando apenas cerca de 1% de todas as infecções por poliomielite.

Casos menos graves de poliomielite paralítica podem causar danos musculares reversíveis. Os pacientes nesses casos podem recuperar o uso total de seus músculos após a intervenção por fisioterapia ou dispositivos de respiração assistida. Casos graves, no entanto, podem levar à paralisia permanente dos membros, músculos da respiração ou do coração, o que, por sua vez, pode ser fatal.

Em alguns casos, as pessoas anteriormente infectadas com poliomielite podem experimentar o que é conhecido como síndrome pós-pólio, ou o surgimento de sintomas que se assemelham aos efeitos da poliomielite anos ou mesmo décadas após a infecção inicial. Os sintomas da síndrome pós-pólio variam em gravidade de caso para caso. Geralmente, no entanto, aqueles com a condição experimentam fadiga, dor e fraqueza nas articulações e músculos e dificuldades respiratórias.

Embora os efeitos da poliomielite possam ser debilitantes ou mortais, é importante saber que, por meio da vacinação, essa doença comum foi erradicada em grande parte do mundo. A pólio continua a atacar partes da Ásia, Oriente Médio e África, no entanto. Assim, aqueles que viajam para essas regiões devem garantir que eles foram devidamente vacinados contra este vírus.

Fisiopatologia

O vírus da pólio penetra no organismo pela inalação ou pela boca, aloja-se temporariamente nos intestinos para reproduzir e se multiplicar por um período longo, depois alcança o sistema linfático e logo após a corrente sanguínea, para só então se fixar em outros pontos do organismo, sendo os mais freqüente: bulbo, cerebelo, cérebro, medula espinhal e outras estruturas do Sistema Nervoso Central. Conforme a localização do vírus no sistema nervoso as infecções se classificam em espinhais e bulbares, que podem causar paralisias no processo de deglutição, respiração e na locomoção.

O vírus atinge preferencialmente os neurônios da coluna cinzenta anterior da medula ou dos núcleos dos nervos cranianos situados no tronco cerebral. A viremia constitui fato básico para que a infecção atinja o sistema nervoso central. A maioria dos doentes tem a forma benigna não-paralítica e formas inaparentes da infecção, enquanto 1% a 2% é que evoluem para a forma paralítica. Quando ocorre a poliomielite os médicos não podem predizer qual forma da doença poderá se desenvolver.

Hospedeiro: O homem é o único hospedeiro natural do poliovírus

Período de transmissibilidade: No final do período de incubação e na 1ª semana da fase aguda, enquanto o paciente ainda tem febre. O vírus também está presente nas fezes do paciente pelo menos 6 a 8 semanas depois do início da doença e em alguns casos durante vários meses.

Transmissão: O vírus é inalado através de material infectante, essa é a forma mais comum de contágio

Direta: através das secreções nasofaringeas (tosse, espirro ou saliva).

Indireta: através das fezes do paciente que podem apresentar o vírus por vários meses após o início da doença; Água e alimentos contaminados pelos vírus.

Fonte: www.geocities.com/www.arquivomedico.hpg.ig.com.br/www.marciolois2.hpg.ig.com.br/www.wisegeek.org/dictionary.cambridge.org

Conteúdo Relacionado

 

Veja também

Paralisia de Bell

Paralisia de Bell

PUBLICIDADE Definição Paralisia muscular facial unilateral de início súbito, resultante de trauma, compressão ou infecção …

Ageusia

Ageusia

PUBLICIDADE Definição Ageusia é a perda das funções gustativas da língua, particularmente a incapacidade de detectar …

Timoma

PUBLICIDADE Definição Os timomas são o tumor mais comum do timo. O timoma é um tipo incomum de tumor …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.