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Demência

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O que é

Demência é um conjunto de comportamentos caracterizados por certos padrões mentais ou comportamentais anormais.

A Demência pode se manifestar como violações de normas sociais, incluindo uma pessoa a tornar-se um perigo para si ou para outrem, embora não todos esses atos são considerados insanidade. Da mesma forma, nem todos os atos que mostram indiferença para com as normas da sociedade são atos de insanidade.

No uso moderno, a demência é mais comumente encontrado como um termo não-científica informal denotando a instabilidade mental, ou no contexto jurídico estreito da defesa de insanidade.

Na profissão médica, o termo é agora evitado em favor do diagnóstico de doenças psiquiátricas específicas; a presença de delírios ou alucinações é amplamente referido como a psicose.

O termo “demência” refere-se a uma série de sintomas que se encontram geralmente em pessoas com doenças cerebrais que cursam com destruição e perda de células cerebrais. A perda de células cerebrais é um processo natural, mas em doenças que conduzem à demência isso ocorre a um ritmo mais rápido e faz com que o cérebro da pessoa não funcione de uma forma normal.

Demência é a mesma coisa que loucura?

Não. Em geral, a palavra loucura é aplicada para doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia e a psicose. A demência é um quadro neurológico que envolve a perda de neurônios e, consequentemente, das funções a eles associadas. São doenças diferentes, entretanto, na fase mais avançada da Doença de Alzheimer é possível o aparecimento de sintomas como delírios e alucinações, que também são encontrados em pacientes psiquiátricos. Em ambos os casos, é necessário o auxílio de um médico para o uso adequado de medicação, a fim de amenizar tais sintomas.

Qual a diferença entre Loucura, Insanidade Mental e Demência?

Estes vocábulos praticamente são sinônimos, mas vamos detalhar as pequenas diferenças:

Demência: É a perda progressiva da menmória
Loucura: Ação ou comportamento de louco (paixão intensa por algo ou alguém)
Insanidade mental: É a falta de domínio das faculdades mentais – falta de senso.

A Demência

A Demência não é apenas um tipo de doença, ela é considerada uma síndrome, ou seja, é um grupo de sinais físicos e sintomas que a pessoa apresenta, estando presente em várias doenças diferentes.

A demência é uma síndrome caracterizada por múltiplos comprometimentos nas funções cognitiva sem comprometimento da consciência. As funções cognitivas que podem ser afetadas na demência incluem a inteligência geral, aprendizagem, memória, linguagem, solução de problemas, orientação, percepção, atenção, concentração, julgamento, e habilidades sociais. A personalidade do paciente também é afetada.

Definição

As demências podem ser causadas por uma série de doenças subjacentes, relacionadas às perdas neuronais e danos à estrutura cerebral. O padrão central da demência é o prejuízo da memória.

Além disso, pode-se observar prejuízo de pelo menos uma das seguintes capacidades de cognição: atenção, imaginação, compreensão, concentração, raciocínio, julgamento, afetividade, percepção, bem como se verifica afasia, apraxia, agnosia e perturbações nas funções de execução como, planejamento, organização, seqüência e abstração.

As causas de demência incluem lesões e tumores cerebrais, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), álcool, medicamentos, infecções, doenças pulmonares crônicas e doenças inflamatórias. Na maioria das vezes as demências são causadas por doenças degenerativas primárias do sistema nervoso central (SNC) e por doença vascular. Cerca de 10 a 15% dos pacientes com sintomas de demência apresentam condições tratáveis como doenças sistêmicas (doenças cardíacas, renais, endócrinas), deficiências vitamínicas, uso de medicamentos e outras doenças psiquiátricas (depressão).

A incidência e a prevalência das demências aumentam exponencialmente com a idade, dobrando, aproximadamente, a cada 5,1 anos, a partir dos 60 anos de idade.

Após os 64 anos de idade, a prevalência é de cerca de 5 a 10%, e a incidência anual é de cerca de 1 a 2%, passando, após os 75 anos de idade, para 15 a 20% e 2 a 4%, respectivamente.

A causa mais comum das demências em idosos continua sendo a Doença de Alzheimer (DA), responsável por mais de 50% dos casos de demências na maior parte dos países.

As demências podem ter as mais variadas etiologias, podendo ser metabólicas, degenerativas, endocrinológicas, nutricionais, infecciosas, cardiovasculares, tóxicas e sensoriais. O comprometimento intelectual nas demências se desenvolve ao longo do tempo, com perda das funções mentais anteriormente adquiridas, de forma progressiva e irreversível na maioria das vezes. O diagnóstico específico das demências depende do conhecimento das diferentes manifestações clínicas e de uma seqüência específica e obrigatória de exames complementares (hematologia, bioquímica e exames de imagem).

O tratamento depende da doença que está causando a demência e da fase em que o paciente se encontra.

Principais características da Demência

Prejuízo da memória: Os problemas de memória podem ser desde um simples esquecimento leve até um prejuízo severo a ponto de não se recordar da própria identidade.
Problemas de comportamento:
Normalmente se caracteriza por agitação, insônia, choro fácil, comportamentos inadequados, perda da inibição social normal, alterações de personalidade.
Perda das habilidades:
São as habilidades adquiridas durante a vida, tais como, organizar os compromissos, dirigir, vestir a roupa, cuidar da vida financeira, cozinhar, etc.
Alterações das funções executivas:
Perda de pensamento abstrato, da capacidade de planejamento, soluções de problemas novos, etc.
Perda de múltiplas funções cognitivas:
Afasia, apraxia, agnosia.

Como identificar a Demência

Os sintomas iniciais de demência variam, mas a perda de memória em curto prazo costuma ser a característica principal ou única a ser trazida à atenção do médico na primeira consulta. Dificuldade com as palavras, prejuízo nos cuidados pessoais, dificuldades em cuidar das finanças ou no desempenho profissional, mudanças de personalidade ou do humor, retraimento social ou comportamento incaracterístico. O paciente, por sua vez, subestima o problema ou não acha que exista algo errado com ele.

Ainda assim, nem todos os problemas cognitivos nos idosos são devidos à demência. Existem muitas doenças ou alterações orgânicas capazes de levar a um quadro demencial. Muitas dessas causas relacionadas à demência são reversíveis, principalmente o uso prolongado de alguns medicamentos, como por exemplo, drogas usadas para hipertensão arterial, diuréticos, alguns hipnóticos.

A depressão também pode esta associada à demência juntamente com o comprometimento da memória, para o diagnóstico de demência deve ser somado um comprometimento de pelo menos mais uma função cognitiva, como por exemplo:

Afasia: é o termo utilizado para descrever a dificuldade ou perda de capacidade para falar, ou compreender a linguagem falada, escrita ou gestual, em resultado de uma lesão do respectivo centro nervoso.
Apraxia:
é o termo usado para descreve a incapacidade para efetuar movimentos voluntários e propositados, apesar do fato da força muscular, da sensibilidade e da coordenação estarem intactas.
Agnosia:
é o termo utilizado para descrever a perda de capacidade para reconhecer o que são os objetos, e para que servem.
Perturbação do funcionamento executivo:
Perda da capacidade de planejamento, organização, seqüenciamento, abstração.

Sntomas

Os sintomas da demência implicam, normalmente, uma deterioração gradual e lenta da capacidade da pessoa para funcionar, que nunca melhora.

O dano cerebral afeta o funcionamento mental da pessoa (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento) e isto, por sua vez, repercute-se no comportamento. Mas a demência não se limita apenas aos tipos degenerativos de demência. Refere-se a um síndrome que nem sempre segue o mesmo curso de desenvolvimento. Em alguns casos, o estado da pessoa pode melhorar ou estabilizar por um determinado tempo. Existe uma pequena percentagem de casos de demência que se podem tratar, ou que são potencialmente reversíveis, mas na grande maioria dos casos, a demência leva à morte. A maior parte das pessoas morre devido a “complicações”, tais como pneumonia, mais do que da demência, propriamente dita. No entanto, quando se declara muito tarde na vida, os efeitos tendem a ser menos severos.

Na fase inicial da doença, a pessoa afetada mostra-se um pouco confusa e esquecida e parece não encontrar palavras para se comunicar em determinados momentos; às vezes, apresenta descuido da aparência pessoal, perda da iniciativa e alguma perda da autonomia para as atividades da vida diária.

Na fase intermediária necessita de maior ajuda para executar as tarefas de rotina, pode passar a não reconhecer seus familiares, pode apresentar incontinência urinária e fecal. Pode apresentar comportamento inadequado, irritabilidade, desconfiança, impaciência e até agressividade; ou pode apresentar depressão, regressão e apatia.

No período final da doença, o individuo torna-se dependente por completo, incapaz de realizar qualquer atividade de vida diária, e fica restrita ao leito, com perda total de julgamento e concentração. Pode apresentar reações a medicamentos, infecções bacterianas e problemas renais. Na maioria das vezes, a causa da morte não tem relação com a doença e sim com fatores relacionados à idade avançada.

Tipos de Demência

Uma das maneiras de se classificar as Demências é quanto à sua causa:

Demências por doenças degenerativas cerebrais: Doença de Alzhaimer, doença de Parkinson, doença de Pick, demência por corpúsculo de Lewy, coréia de Hundtington, doença de Wilson, paralisia supranuclear progressiva, degeneração cortiço-basal, degeneração de múltiplos sistemas, etc.
Demências vasculares:
Demência por multinfartos ( pequenos e múltiplos AVCs), doença oclusiva de artérias carótidas, doença de Binswanger, vasculite, hemorragia subaracnóide, etc.
Demências associada a substâncias tóxicas:
Alcoolismo crônico, metais pesados como mercúrio, chumbo, arsênico, tálio, etc.
Demências por deficiências vitamínicas:
Vitamina B12, ácido fólico, vitamina B1, ácido nicotínico.
Demências por infecções do SNC:
Neurrossífilis, neurocisticercose, demência como seqüela de encefalites.
Demências por hidrocefalias:
Hidrocefalia de pressão normal, e outras hidrocefalias.
Demências por traumas físicos:
Trauma cranioencefálico, choque elétrico, choque térmico, hipertemia, hipotermia.
Demências por tumores intracranianos:
Hematoma subdural crônico, grandes aneurismas, neoplasias cerebrais, meningeomas, etc.
Demências por endocrinopatias e causas metabólicas:
Hipotireoidismo, hipo ou hiperparatireoidismo, hiperinsulismo, demência dialítica, etc.
Demências secundárias à infecção pelo HIV:
Complexo cognitivo-motor da AIDS, leucoencefalopatia multifocal, neurotoxoplasmose, neuroturbeculose, meningoencefalite por citomegalovírus, linfoma do SNC, ETC.

Principais tipos de Demência

Doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer é o tipo mais comum de demência. As causas da Doença de Alzheimer ainda não estão conhecidas, mas sabe-se que existem relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Alguns estudos apontam como fatores importantes para o desenvolvimento da doença.

Aspectos neuroquímicos: diminuição de substâncias através das quais se transmite o impulso nervoso entre os neurônios, tais como a acetilcolina e noradrenalina.
Aspectos ambientais:
exposição/intoxicação por alumínio e manganês.
Aspectos infecciosos:
como infecções cerebrais e da medula espinhal.
Pré-disposição genética:
Ocorre em algumas famílias, não necessariamente hereditária.

Prevenção

Sabemos que à medida que aumenta nossa sobrevida média, hoje em torno de 80 anos, ficamos mais vulneráveis à demência, que hoje afeta 50% das pessoas nessa faixa etária. Caso não tomemos qualquer iniciativa precoce contra esse flagelo, nossa chance de nos tornarmos um encargo financeiro e emocional para nossos familiares é enorme.

Nunca é demais ressaltar a grande ênfase dada ao papel da dieta, em contraponto ao emprego de altas doses de vitaminas, já totalmente superado. A racionalização de agentes antioxidantes foi enfatizada, pois quando utilizados em excesso parecem ter um efeito paradoxal pró-oxidativo, o que explicaria talvez a já comprovada maior mortalidade entre os usuários das vitaminas A, C e E.

A identificação de fatores de risco predisponentes, tanto genéticos quanto de estilo de vida (sedentarismo, obesidade, hipertensão, diabetes, fumo etc.), a intervenção precoce (exercícios, estatinas , dha, curcumin, dieta antioxidante) e o enriquecimento de estímulos às funções cognitivas implicaram substancial redução na ocorrência (mais de 50%).

Quanto mais inicial for o diagnóstico da doença, maiores as chances de influenciar a sua progressão. Novos marcadores biológicos no plasma e no liquor, além do aprimoramento de técnicas radiológicas de ressonância magnética e pet scan, permitem uma melhor caracterização desses casos iniciais (comprometimento cognitivo leve).

Foi também possível o desenvolvimento de tabelas capazes de predizer a chance de desenvolvimento da doença nos próximos 20 anos (acerto de 79%), sendo urgente a necessidade de se criar uma campanha de conscientização pública quanto aos fatores modificáveis, da mesma forma como se fez com relação às doenças cardiovasculares.

Diagnóstico

Geralmente, o médico realiza uma boa entrevista com o paciente. Conversar com os familiares e outras pessoas que convivem com o paciente pode ser extremamente importante.

O diagnóstico de Doença de Alzheimer é feito através da exclusão de outras doenças que podem evoluir também com quadros demenciais como: Traumatismo craniano, acidente vascular cerebral, depressão, aterosclerose, hidrocefalia entre outros.

Uma das dificuldades em realizar um diagnóstico de Doença de Alzheimer é a aceitação da demência como consequência normal do envelhecimento. Tratamento em caso de Demência

A demência é irreversível. Os pacientes com demência devem ser estimulados com exercícios de reabilitação para estimular novas redes de conexão entre os neurônios. Freqüentemente são utilizados fármacos para controlar o nervosismo e os ataques de ira presentes em certos estágios avançados de demência. O médico deve avaliar, em cada caso, a conveniência desse tipo de medicação, pois apresenta graves efeitos colaterais. A manutenção de um ambiente familiar ajuda a pessoa com demência a conservar a sua orientação. Uma agenda bem grande, uma luz acesa durante a noite, um relógio com números grandes ou um rádio podem ajudar na orientação do doente. As rotinas sistemáticas para o banho, a comida ou o sono também fornecem sensação de estabilidade.

Fonte: www.psicologia.pt/en.wikipedia.org/xa.yimg.com/joinville.ifsc.edu.br

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