Quando um tecido de qualquer órgão junta-se com outro tecido de outro órgão denomina-se aderência.
Às vezes as aderências são congênitas mas normalmente elas acontecem após uma operação, particularmente abdominal. Aderências também podem surgir depois de uma inflamação no abdômen ou pélvis.
As aderências abdominais fixam partes dos intestinos e às vezes causam uma obstrução intestinal.
Os sintomas podem incluir:
Dor
"Câimbras" abdominais
Vômitos intermitentes
Dificuldade de eliminar gases ou parada de eliminação de fezes
Distensão do abdômen.
Seu médico o examinará, fará sua história médica e irar solicitar radiografias do seu abdômen. Aderências são freqüentemente difíceis diagnosticar.
Você pode precisar de cirurgia até mesmo para permitir que o médico faça o diagnóstico.
Você pode precisar de cirurgia para cortar as aderências e pode depender de quanto eles interferem com função do orgão normal.
O tipo de operação depende da localização das aderências.
Sempre há um risco de que novas aderências se formem depois de cirurgia para aderências existentes.
Porque o desenvolvimento das aderências depende de muitos fatores, elas não podem ser prevenidas completamente.
Se você teve cirurgia ou inflamação em um órgão e desenvolveu qualquer sintoma, fale para seu médico.
Fonte: www.hub.unb.br
Perto de 30% das queixas ginecológicas se referem às dores pélvicas. As agudas,
ou seja, de curta duração, súbitas podem estar relacionada à situações anormais
e fisiológicas como a ovulação que acompanham de dor tipo peso, distensão
abdominal.
Dores tipo cólica nos períodos menstruais denominados dismenorréias que cessam
com a chegada ou com o término das mesmas.
As dores pélvicas crônicas nos chamam atenção quando surgem há mais de 6 meses, são persistentes, continuam podendo ou não estar relacionadas às menstruações.
Quando a mulher se refere a dor nas relações sexuais nas penetrações profundas ou quando associadas à infertilidade ou a cólicas menstruais intensas e progressivas deve se investigar com o auxilio da videolaparoscopia.

Algumas causas podem ser diagnosticadas como endometrioses, aderências pélvicas, tumores pélvicos como miomas, cistos funcionais e cistos ovarianos e tubários.
Nas aderências pélvicas, observa-se alças intestinais, bexiga, trompas, ovários, epíplon (capa de gordura dos intestinos, aderidos colados aos órgãos que normalmente são livres).
Estas aderências podem ser firmes ou frouxas
sendo as primeiras causas de dores.
A videlaparoscopia pode liberar estas aderências com uma
pequena intervenção com índice de sucesso muito superior às cirurgias convencionais.
Aliás aderências pélvicas surgem de cirurgias convencionais na maioria da vezes. Outras causas de aderências, inflamação pélvica (doença inflamatória pélvica) DIP, endometrioses.
A endometriose que é uma doença onde o tecido tipo endométrio (forro interno do útero que menstrua) se aloja sobre os órgãos internos do abdome como ovários, bexiga, intestinos, trompas, ligamentos uterinos e ali sofrendo influência dos hormônios ovarianos também menstrua produzindo dores e inflamação local induzindo aderências e deformidades no órgão como útero, ovários e trompas, levando a modificações anatômicas e funcionais e conseqüentemente à infertilidade.

A videolaparoscopia pode identificar estes focos, dimensionar
a gravidade e tratá-los adequadamente com vários recursos. Os tumores ovarianos
ou cistos podem também ser tratados pela videolaparoscopia preservando
a reprodutividade e funcionalidade sem a radicalidade das cirurgias convencionais.
Outro fator importante na investigação da dor pélvica crônica é que perto
de 20% das mulheres onde não se detecta nenhuma causa objetiva, o fator de
violência sexual na infância ou adolescência como causas estupro, insatisfação
sexual podem ser correlacionados como causas psicossomáticas.

Nos estudos ultrassonográficos algumas características
podem sugerir algumas patologias, como: desvios uterinos, reforços
dos contornos dos órgãos pélvicos, presença de cistos de conteúdo densos com
debris (sugerindo endometriomas de ovários), grandes miomas subserosos que
podem comprimir e produzir desconforto pélvico.
Mas uma boa consulta deve vir primeiro para afastar outras causas, osteoarticulares,
renais, gastrointestinais, neurológicas. A videolaparoscopia é um recurso
que muito cooperou nos diagnósticos e nos tratamentos das dores pélvicas crônicas.
Fonte: www.cursosmedicos.com.br