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AIDS

AIDS (sigla em inglês - Acquired Immunodeficiency Syndrome) significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida), que é uma doença infecciosa que ataca o sistema imunológico, debilitando o organismo e permitindo que algumas infecções oportunistas, causadas por vírus e bactérias, se instalem com maior facilidade (pneumonia, tuberculose, doenças intestinais, pneumonia, sapinho, herpes simples, tumores como o Sarcoma de Kaposi, dentre outras), pela qual o sistema imunológico do seu portador não consegue proteger o corpo, facilitando o desenvolvimento de moléstias, sendo causada pelos vírus HIV-1 e HIV-2.

Essas infecções, em um indivíduo sadio, não apresentariam maiores problemas, pois são todas tratáveis. No entanto, em um paciente portador do vírus HIV com a doença ativa, elas são mais graves, com difícil tratamento, já que as defesas do organismo estão baixas.

A epidemia da Aids atualmente é um fenômeno mundial que atinge praticamente todas as classes sociais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 42% dos infectados são mulheres. Há de se ressaltar que a epidemia passa, recentemente, por um processo de interiorização, heterossexualização, feminização e pauperização.

CAUSA

A AIDS é causada pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), capaz de destruir as células responsáveis pela defesa do organismo (anticorpos).

HIV significa Vírus da Imunodeficiência Humana. Por síndrome entende-se um conjunto de sinais e sintomas de uma doença. Imunodeficiência é o enfraquecimento do sistema imunológico, responsável pela defesa do corpo contra as infecções e doenças em geral. Assim, o organismo de uma pessoa atingida pelos vírus HIV-1 ou HIV-2, pode se tornar mais frágil diante de certos micróbios, como bactérias e vírus.

TRANSMISSÃO

O HIV é transmitido principalmente através das secreções de uma pessoa infectada para uma pessoa sadia, quando ocorre o contato da pele com fluidos corporais (sangue, sêmen, secreção pré-seminal, secreção vaginal e leite materno).

SINTOMAS

Trata-se de sintomas que aparecem logo depois da transmissão do vírus.

Acontece em 50% a 90% dos pacientes, sendo que alguns sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe: febre alta, dores musculares e articulares, gânglios, dor de garganta, vermelhidão no corpo e perda de peso figuram entre eles. Tendem a desaparecer espontaneamente após aproximadamente 14 dias.

Apesar de não se dispor de dados científicos comprovados, estima-se que uma pessoa recém-infectada seja potencialmente transmissora do HIV dentro de 2 a 4 dias após contrair o vírus. O HIV consegue enfraquecer o organismo da pessoa infectada atacando certos linfócitos, os defensores naturais do corpo.

Não se pode dizer que existam sintomas diretamente relacionados ao vírus da Aids. Na verdade, devem-se às chamadas doenças oportunistas, aquelas que se aproveitam do enfraquecimento do organismo para se instalarem, como tuberculose, pneumonia, sarcoma de Kaposi etc.

Por outro lado, existem vários sinais do desenvolvimento da Aids. Entre os mais freqüentes, encontram-se:

SINAIS DA AIDS

Emagrecimento rápido, com perda de mais de 10% do peso corporal;
Diarréia prolongada (por mais de 1 mês);
Febre persistente (por mais de 1 mês);
Tosse seca, sem motivo aparente;
Suores noturnos, cansaço;
Candidíase (sapinho) persistente – na boca ou na genitália;
Manchas avermelhadas pelo corpo.

O tempo para um soropositivo apresentar sintomas varia muito: não existe qualquer prazo definido. A maioria passa mais de dez anos sem nada e alguns podem até nunca desenvolver Aids, mesmo estando infectados pelo HIV.

FATORES DE RISCO

Relações sexuais sem camisinha (através do contato com esperma e secreções vaginais contaminadas);
Compartilhamento de seringas e agulhas, ao usar drogas injetáveis;
Transfusão de sangue contaminado;
Mãe contaminada para o filho:
durante a gestação, no parto ou pelo aleitamento materno;
Instrumentos não-esterilizados empregados em procedimentos invasivos (que penetram no corpo), como alicates de unhas, agulhas para tatuagens ou acupuntura, lâminas de barbear etc.

TRATAMENTO

No período entre 1982 a 1989, a sobrevida mediana no Brasil dos pacientes com Aids maiores de 12 anos era de apenas 5,1 meses (Chequer, 1992), ou seja, após o diagnóstico da primeira infecção oportunista, cerca de 50% dos pacientes morriam em menos de seis meses.

Era o período crítico da epidemia. Muito pouco se sabia sobre a doença e a medicina se deparava estarrecida e impotente com um número de mortes cada vez maior.

A mudança deste cenário ocorreu em 1989 com a descoberta da zidovudina- AZT, que se mostrou eficaz inicialmente, mas que não alterava o tempo de sobrevivência. Anos depois, surgiram novas substâncias que, associadas ao AZT, aumentaram discretamente a sobrevida das pessoas afetadas, chamada à época terapia dupla.

O avanço nas pesquisas científicas possibilitou o aparecimento, em 1996, de uma proposta terapêutica que demonstrou um aumento da sobrevida, ficando popularmente conhecida como coquetel. Era a terapia anti-retroviral de alta potência.

Essa terapia trouxe avanços inestimáveis, propiciando o esclarecimento de aspectos fundamentais da doença. A Aids passaria a ser uma enfermidade crônica, compatível com sobrevivência e com preservação da qualidade de vida.

No Brasil, desde 1995, garantiu-se o acesso universal aos anti-retrovirais. E a partir de 1996, frente ao ótimo resultado do “coquetel”, os medicamentos que o compõe são garantidos por lei federal.

MEDICAMENTOS ANTI-HIV

A melhor maneira de combater o vírus é impedir sua multiplicação. É o que fazem os medicamentos anti-HIV, que devem baixar a carga viral, tornando-a indetectável e, se possível, restaurar a imunidade.

Para que o tratamento anti-HIV seja mais eficaz, é recomendável iniciá-lo antes que a pessoa tenha alguma doença e que seu sistema imunológico esteja muito enfraquecido. É a razão pela qual, hoje, muitas pessoas infectadas pelo HIV fazem um tratamento enquanto dispõem de boa saúde.

Todavia, o início de tratamento raramente ocorre com urgência. É importante informar-se bem com seu médico, grupos e outras pessoas sob tratamento e se preparar antes de começar um tratamento anti-HIV.

O estado de saúde de cada pessoa, o estilo de vida e preferências pessoais vão influenciar a escolha das drogas anti-retrovirais.

A seguir, alguns tópicos que devem, também, ser considerados:

A combinação de drogas deve ser forte o suficiente para baixar a carga viral aos mais baixos níveis possíveis, que irão reduzir os riscos do surgimento de doenças oportunistas no futuro;

Na terapia combinada é melhor não incluir nenhuma droga anti-retroviral que já tenha sido usada como monoterapia;

Ao escolher a primeira combinação de drogas é importante planejar a longo prazo. O ideal é que o infectologista informe qual é a segunda opção, caso a primeira falhe;

Existe a possibilidade do aparecimento de efeitos colaterais. Assim, antes de iniciar a terapia é prudente levá-los em consideração e discuti-los com o médico;

Alguns anti-retrovirais interagem de maneira ruim com outros medicamentos que possam estar sendo tomados. Podem tornar-se menos eficazes ou, por outro lado, até perigosos. É indispensável, portanto, que o médico esteja ciente das outras medicações utilizadas junto com o coquetel.

DROGAS DISPONÍVEIS

Atualmente, há 17 drogas que compõem o arsenal contra o HIV. Durante bastante tempo o AZT (lançado em 1987) foi o único remédio disponível para o controle do vírus.

São elas:

Inibidoras da protease:

Indinavir (Crixivan)
Ritonavir (Norvir)
Saquinavir (Invirase ou Fortovase)
Nelfinavir (Viracept)
Amprenavir (Agenerase)
Lapinovir (Kaletra).

Inibidoras da Transcriptase Reversa Nucleosídeos:

Zidovudina (Retrovir ou AZT)
Ddidanosina (Videx ou ddI)
Zalcitabina (Hivid ou ddC)
Estavudina (Zerit ou d4T)
Lamivudina (Epivir ou 3TC)
Combivir (AZT + 3TC)
Abacavir (Ziagen)
Trizivir (AZT + 3TC + abacavir).

Inibidoras da Transcriptase Reversa Não Nucleosídeos:

Nevirapina (Viramune)
Efavirenz (Sustiva)
Delavirdina (Rescriptor).

Coquetel do dia seguinte:

São os medicamentos anti-retrovirais usados após a exposição acidental da pessoa ao vírus. No Brasil é preconizado após acidentes de trabalho, quando médicos ou pessoal da enfermagem se ferem com uma agulha ou objeto cortante contaminado; ou em vítimas de estupros.

Em alguns países, como a França, tem sido recomendado também depois de relação sexual sem preservativos com parceiro infectado.

Momento ideal para iniciar o tratamento com o coquetel

Neste assunto, não há respostas prontas: ninguém sabe qual é o momento ideal para o início da terapia. A decisão vai depender das condições de saúde da pessoa e da linha científica adotada pelo médico. O certo é que, no Brasil, existe um consenso elaborado por técnicos do Ministério da Saúde que indica parâmetros para início do tratamento.

Segundo o documento, deve-se dar medicamentos quando a carga viral superar 100.000ml e CD4 tornar-se inferior a 500mm³. Pessoas com CD4 maior que 500/mm³ só devem iniciar a terapia quando a carga viral for maior a 100.000 cópias/ml.

A terapia combinada vem apresentando bons resultados em diferentes estágios da infecção (pessoas com ou sem sintomas). Isso significa que não há evidências da relação entre tempo e melhores resultados.

FUNÇÕES DO COQUETEL

COMO AGEM OS MEDICAMENTOS?

O HIV infecta as células do sistema imunológico (principalmente as células CD4) e as utiliza para fazer novas cópias do vírus. Estas cópias, então, continuam infectando outras células vizinhas. Com o tempo, isso vai diminuindo a habilidade do corpo em combater infecções.

As drogas anti-retrovirais agem impedindo o HIV de se reproduzir dentro das células CD4, cessando a infecção de novas células pelas suas cópias. Ao fazer isto, a quantidade de HIV no organismo diminui e o dano que ele pode causar ao sistema imunológico também é reduzido.

O QUE É TERAPIA COMBINADA?

Significa usar duas ou mais drogas juntas, o que popularmente se conhece como coquetel. Monoterapia é o uso de uma droga por vez. Foi provado que terapia combinada é muito mais eficaz e duradoura do que monoterapia, na tarefa de reduzir a quantidade de HIV presente no organismo, prevenindo, assim, o desenvolvimento dos sintomas da Aids.

Quando uma população de vírus é combatida por mais de uma droga, torna-se mais raro o surgimento de vírus mutantes ou resistentes. Hoje, a monoterapia é utilizada somente por gestantes infectadas pelo HIV, em esquema de quimioprofilaxia da transmissão mãe-filho.

EFEITOS COLATERAIS

COMO DIMINUÍ-LOS?

Visando diminuir ou eliminar alguns efeitos colaterais, médicos e pacientes estão experimentando trocar o esquema de drogas. Vários estudos em andamento sugerem que esta estratégia pode ser bem-sucedida no caso de redução de níveis de triglicérides e colesterol, ao contrário do que ocorre com a lipodistrofia, para a qual, até o momento, não existe resposta definitiva.

Em alguns casos, as reações adversas são mais severas no início do tratamento, mas diminuem com o tempo, se a pessoa puder tolerá-las. Em outros, podem ser controladas pela sensibilização, isto é, iniciar-se a droga com dose menor do que a habitual, aumentando-a gradativamente.

De qualquer forma, conscientização é a palavra-chave na hora de aliviar ou eliminar os efeitos colaterais dos antivirais: cabe aos médicos informar seus pacientes sobre as potenciais reações (a maioria não experimenta reação alguma). Mas, é obrigação do paciente comunicar ao médico todas as sensações diferentes devidas aos remédios, mesmo as aparentemente simples.

EFEITOS SECUNDÁRIOS ESPECÍFICOS

Certas classes de drogas são associadas com maior freqüência a efeitos secundários específicos. Por exemplo, alguns análogos de nucleosídeos (AZT, ddI, 3TC etc.) tendem a causar reduções no número de glóbulos brancos e toxicidade mitocondrial (ataque a filamentos no interior das células).

Alguns inibidores da transcriptase reversa não nucleosídeos (delavirdina, nevirapina, efavirenz) causam mais reações cutâneas (doenças na pele). Já o tratamento anti-HIV de longo prazo, especialmente os que empregam regimes que incluem um inibidor da protease (indinavir, saquinavir, ritonavir etc.), é associado a elevações do nível de gordura no sangue (diabetes) e redistribuição de gordura no organismo (lipodistrofia).

EFEITOS COLATERAIS MAIS COMUNS

Entende-se por efeitos colaterais, também conhecidos como efeitos secundários, toxicidade farmacológica ou reações adversas, qualquer reação inesperada produzida por um medicamento. Podem ser leves e transitórios; moderados e persistentes; graves ou potencialmente mortais e, infelizmente, alguns destes efeitos não são confirmados até que o fármaco esteja aprovado, devidamente comercializado e utilizado por milhares de pessoas.

Os efeitos colaterais mais freqüentes que se apresentam no início do tratamento incluem cansaço, náusea, vômitos, diarréia, dores musculares, dor de cabeça e irritação de pele. Outros efeitos variam de acordo com o tipo de remédio que está sendo usado. Pacientes com Aids em estágio avançado tendem a apresentar reações adversas com mais freqüência.

OS PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DO COQUETEL E QUANTO TEMPO ELES DURAM

A terapia combinada previne o desenvolvimento das infecções, diminui a carga viral e aumenta a contagem de CD4. Algumas semanas após o início do tratamento, muitas pessoas sentem que recuperaram o apetite e o peso e ainda, sua energia e bem-estar.

Pode-se, inclusive, aumentar o interesse sexual. Entretanto, ainda não se sabe com certeza durante quanto tempo a combinação de drogas irá manter seus benefícios. Até agora, mostrou-se efetiva por, pelo menos, dois anos.

FALHAS E RESISTÊNCIAS

Se a carga viral aumentar rapidamente ou de maneira sistemática, durante um tempo, mesmo com o uso da terapia combinada, isto indica que se está diante de um HIV resistente a alguma droga.

Para evitar esse problema, recomenda-se:

Não incluir na terapia combinada drogas anti-retrovirais que já tenham sido usadas em monoterapia (uso de um só remédio);

Tomar as drogas nos horários certos e com dieta adequada;

Encontrar uma combinação que consiga reduzir a carga viral e mantê-la muito baixa, preferivelmente em níveis indetectáveis.

Fonte: www.unimeds.com.br

AIDS

A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) é uma manifestação clínica avançada da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV-1 e HIV-2). Geralmente, a infecção pelo HIV leva a uma imunossupressão progressiva, especialmente da imunidade celular, e a uma desregulação imunitária. Tais desregulações e supressões imunitárias acabam por resultar em infecções oportunístas, neoplasias e/ou manifestações (demência, caquexia, trombicitopenia etc.) que são condições definidoras de AIDS, quando em presença da infecção pelo HIV.

A AIDS, como doença totalmente manifesta, caracteriza-se por contagens de linfócitos T CD4+ abaixo de 200/mm3 (milímetros cúbicos), sendo frequentemente associada a doenças vistas especificamente em pacientes com grave disfunção imune celular.

Geralmente subdivide-se a AIDS em dois estágios: doença do HIV sintomática tardia e doença do HIV avançada. A doença tardia do HIV caracteriza-se por complicações infecciosas secundárias usualmente tratáveis, como reativação de tuberculose, pneumocistose pulmonar, candidíase esofágica, toxoplasmose etc. Já os pacientes com doença avançada do HIV costumam desenvolver doenças mais refratárias, como retinite citomegálica, micobacteriose do complexo avium-intracelulare, leucoencefalopatia multifocal progressiva, linfomas etc.

Uma infecção comum, que numa pessoa sem AIDS possa ser curada facilmente, pode se tornar fatal para uma pessoa contaminada com o HIV.

O advento da terapia anti-retroviral e das profilaxias tem modificado substancialmente a história natural da AIDS, aumentando a sobrevida média.

IMPORTANTE:

NÃO DISCRIMINE O DOENTE DE AIDS.
ELE NÃO OFERECE PERIGO.
ELE PRECISA DA SUA COMPREENSÃO

Sintomas da AIDS

ESTÁGIO 1

Tempo aproximado: de semanas a 6 meses

Você parece sadio. O teste da AIDS pode dar negativo. Mas mesmo parecendo sadio e com o teste negativo você já pode transmitir o vírus a outras pessoas.

ESTÁGIO 2

Geralmente pode levar de 1 ano a 5 anos (ou mais)

Você mantém a aparência saudável mas o teste da AIDS já dá positivo. Você é um portador do HIV.

ESTÁGIO 3

Não tem tempo determinado: pode aparecer em meses ou anos

A AIDS é um mal que se disfarça muito bem no organismo da pessoa contaminada. É importante notar que muitos dos sinais e sintomas da AIDS podem ocorrer por causa de outras doenças comuns em nosso meio. Isso significa que a presença de um ou outro dos sinais ou sintomas citados a seguir não quer dizer que a pessoa está contaminada com vírus da AIDS.

Neste estágio alguns sinais e sintomas podem sugerir a contaminação pelo HIV:

Cansaço e fraqueza anormais para desenvolver as atividades habituais;
Emagrecimento sem causa aparente;
Febre contínua, suores noturnos;
Ínguas que duram mais de três meses;
Tosse seca, prolongada, sem ter bronquite ou ser fumante;
Sapinho na boca;
Diarréia prolongada;

ESTÁGIO 4

Pode ocorrer no período de meses ou anos

Por ter queda nas defesas do corpo, a pessoa contaminada com o vírus da AIDS facilmente pega outras doenças graves, que poderão levá-lo à morte. As mais comuns são pneumonia, câncer, diversos tipos de infecções e problemas no cérebro. Nesta fase é que se diz geralmente que a pessoa já está com AIDS. Entre uma complicação e outra, o portador de AIDS pode apresentar aparência de saúde razoável, pelo menos no começo.

Se alguém estiver desconfiado de que está com o vírus porque teve um comportamento de risco (sexo sem proteção ou compartilhamento de seringas e agulhas, por exemplo), é importante consultar um médico ou então um serviço de saúde especializado que possa tirar todas as dúvidas e até realizar o teste da AIDS.

VÍRUS HIV

O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília dos lentivírus. Vários estudos epidemiológicos têm demonstrado que a via sexual é a forma de transmissão predominante do HIV, através da exposição a secreções contagiosas que contenham o vírus e/ou células infectadas. Outra forma significativa de transmissão ocorre através de exposição parenteral a sangue, hemoderivados ou tecidos infectados pelo HIV, assim como também desta forma ocorre a transmissão perinatal. Apesar de já se ter isolado o HIV a partir de secreções e tecidos de diversas origens, o potencial de infectividade destas fontes de isolamento mostra-se bastante limitado.

Por exemplo, a saliva contém enzimas e outras substâncias que inativam o HIV, sendo, portanto, muito improvável que o transmita. O contato casual não é associado à transmissão do HIV, devido à não exposição, nestas circunstâncias, ao sangue ou a outros fluidos corporais contagiosos. Estudos epidemiológicos e parasitológicos têm refutado a teoria de que mosquitos e outros insetos pudessem ser vetores de transmissão do HIV.

Em 1986, foi detectado em Lisboa, Portugal, em indivíduos procedentes de Guiné-Bissau e Cabo Verde (ilhas portuguesas situadas a oeste da África Ocidental), um novo retrovírus humano, chamado HIV-2.

Posteriormente, em 1987, o HIV-2 foi detectado em seis diferentes países europeus. Em junho de 1987, o HIV-2 foi detectado por Veronesi e Cols, pela primeira vez nas Américas, em São Paulo, Brasil.

O HIV-2 é extremamente raro entre doadores de sangue dos EUA (três positivos entre 74 milhões de doadores de sangue e plasma). Também no Brasil é raro o encontro de HIV-2 em bancos de sangue.

Fonte: www.aidsbrasil.com

AIDS

O que é HIV?

HIV é a sigla em inglês para o Vírus da Imunodeficiência Humana, causador da Aids. Quando o HIV entra na corrente sanguínea de uma pessoa, ele passa a atacar as células do sistema imunológico, responsáveis por defender nosso organismo de doenças. Nesse caso, diz-se que a pessoa é soropositiva.

O que é Aids?

Aids é a sigla em inglês para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Diz-se que uma pessoa tem Aids quando o ataque constante e progressivo do HIV ao sistema imunológico torna seu organismo vulnerável a diversas infecções.

Como se contrai o HIV?

O sêmen, o fluido vaginal e o sangue de uma pessoa com HIV podem contaminar outras pessoas. Manter relações sexuais sem o uso de preservativos e compartilhar agulhas e seringas não esterilizadas são consideradas atitudes de risco.

O bebê de uma mãe infectada pelo HIV pode adquirir o vírus durante a gestação e na hora do parto. O leite materno também pode transmitir o HIV, por isso recomenda-se às mães soropositivas não amamentar.

No passado, muitas pessoas contraíram o HIV ao receber sangue contaminado através de transfusão. Felizmente, atualmente todo o sangue a ser doado é examinado cuidadosamente.

Existem outras formas de se contrair o HIV?

O HIV não é transmitido pela saliva, suor ou lágrimas. Beijar e abraçar uma pessoa com HIV e compartilhar copos, pratos, talheres, roupas, toalhas e banheiro não oferecem risco. Também não se contrai o HIV através de picada de mosquito, ou com a tosse ou espirro de uma pessoa infectada.

O HIV não é transmitido através das relações sociais.

Tenho o HIV. E agora?

Se você fez o teste anti-HIV e descobriu que tem o vírus, o primeiro passo é procurar por atendimento médico específico. Provavelmente, você terá que fazer exames de sangue para detectar como está seu sistema imunológico e sua saúde em geral. Exames e acompanhamento médico são muito importantes para que você siga o tratamento anti-HIV de forma adequada.

A importância dos exames laboratoriais:

Um dos itens mais importantes para avaliar como está seu sistema imunológico é o exame que detecta o nível de células CD4 (que coordenam a resposta do organismo às infecções) no sangue.

O nível ideal varia muito de pessoa para pessoa, mas se houver menos de 200 células por miligrama de sangue, há o risco de ocorrerem infecções. Outro item importante a ser avaliado é a quantidade de HIV presente no sangue, detectada através de exame de carga viral. Quanto maior a quantidade de vírus, maior será o prejuízo para o sistema imunológico.

Fonte: www.saberviver.org.br

AIDS

Sintomas

Os sintomas da Aids são muito parecidos com os sintomas de outras doenças, por isso, é muito importante não se impressionar ou desconfiar das pessoas por já terem sentido ou presenciado um sintoma qualquer idêntico ao da Aids.

Infecção aguda

No período de aproximadamente duas a seis semanas após a exposição ao vírus, a pessoa infectada pelo HIV pode, (durante um período de até 15 dias) desenvolver os seguintes sintomas:

Aparecimento de gânglios (ínguas) no pescoço ou nas axilas
Febre diária (38° a 38,5°)
Dores nas articulações e nos músculos
Perda de peso
Manchas vermelhas na pele.

Estes sintomas citados, que desaparecem espontaneamente, não acontecem necessariamente em todas as pessoas infectadas pelo HIV.

Na infecção aguda, acontece uma violenta replicação do HIV no organismo e somente ao ser atingida um carga viral (quantidade de vírus por ml no sangue) bastante alta, o organismo passa a reagir, fazendo com que esta carga viral diminua para um certo nível, assim permanecendo de 8 a 10 anos, quando o organismo começará a perder sua capacidade de reação.

Janela imunológica

Existe um período entre três semanas a seis meses (variando de uma pessoa para outra) em que o sangue não apresenta anticorpos para o HIV, isto significa que neste intervalo, um exame sorológico anti-HIV pode dar um resultado negativo falso.

A janela imunológica é o espaço em que o organismo não consegue identificar o HIV. Só depois de ser muito atacado, ele consegue identificar o Vírus, formando os anticorpos que, mesmo assim, são incapazes de conter o avanço da infecção.

Existem exames específicos que detectam o HIV no organismo desde as primeiras horas em que a pessoa foi infectada. Contudo são exames extremamente caros, o que torna inadequada a sua utilização na saúde pública.

Complexo relacionado à AIDS - AIDS Related Complex (ARC)

Acontece no período aproximado de 8 a 10 anos após a infecção pelo HIV. É o momento em que o organismo não consegue mais o equilíbrio diante da ação do vírus.

Daí o organismo infectado começa a ser atacado pelas doenças oportunistas, apresentando, normalmente, os seguintes sintomas:

Emagrecimento, com perda de mais ou menos 10% do peso corporal
Diarréia prolongada (mais de um mês)
Febre persistente por mais de 30 dias
Tosse seca, sem motivo aparente
Sudorese (suor) noturna
Fadiga permanente.

A Aids

Não buscando tratamento, a pessoa se predispõe ao desenvolvimento da AIDS propriamente dita. A AIDS é precedida pelas doenças oportunistas, que podem ser infecções diversas, doenças neurológicas ou alguns tipos de câncer.

No Brasil as doenças oportunistas mais comuns são:

Candidíase (sapinho)
Pneumonia por pneumocistys carinii (um tipo de protozoário)
Tuberculose
Toxoplasmose
Sarcoma de kaposi (um tipo de câncer)
Herpes
Criptococose
Citomegalovirose.

Convém lembrar que: nestes últimos 10 anos a ciência avançou bastante no tratamento da AIDS; que em nosso país este tratamento é gratuito; que as pessoas com HIV e AIDS têm direito a acompanhamento médico na rede pública de saúde e que o governo (por força de lei) disponibiliza os anti-retrovirais regularmente a todos os pacientes de AIDS.

Quanto mais cedo se descobre ser portador do HIV, melhor para o acompanhamento médico. Uma pessoa que se cuida desde o início, muito raramente vai apresentar qualquer tipo de sintoma, podendo levar uma vida normal.

Fonte: www.spcd.org.br

AIDS

O que é?

É uma doença que ataca o sistema imunológico devido à destruição dos glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). A Aids é considerada um dos maiores problemas da atualidade pelo seu caráter pandêmico (ataca ao mesmo tempo muitas pessoas numa mesma região) e sua gravidade.

Qual o agente envolvido?

A infecção se dá pelo HIV, vírus que ataca as células do sistema imunológico, destruindo os glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). A falta desses linfócitos diminui a capacidade do organismo de se defender de doenças oportunistas, causadas por microorganismos que normalmente não são capazes de desencadear males em pessoas com sistema imune normal.

Quais os sintomas?

Os primeiros fenômenos observáveis são fraqueza, febre, emagrecimento, diarréia prolongada sem causa aparente. Na criança que nasce infectada, os efeitos mais comuns são problemas nos pulmões, diarréia e dificuldades no desenvolvimento.

Fase sintomática inicial: candidíase oral, sensação constante de cansaço, aparecimento de gânglios nas axilas, virilhas e pescoço, diarréia, febre, fraqueza orgânica, transpirações noturnas e perda de peso superior a 10%.

Infecção aguda: sintomas de infecção viral como febre, afecções dos gânglios linfáticos, faringite, dores musculares e nas articulações; ínguas e manchas na pele que desaparecem após alguns dias; feridas na área da boca, esôfago e órgãos genitais; falta de apetite; estado de prostração; dores de cabeça; sensibilidade à luz; perda de peso; náuseas e vômitos.

Como se transmite?

O HIV pode ser transmitido pelo sangue, esperma e secreção vaginal, pelo leite materno, ou transfusão de sangue contaminado. O portador do HIV, mesmo sem apresentar os sintomas da aids, pode transmitir o vírus, por isso, a importância do uso de preservativo em todas as relações sexuais.

Como tratar?

A Aids não tem cura, mas os portadores do HIV dispõem de tratamento oferecido gratuitamente pelo Governo. Ao procurar ajuda médica, em um dos hospitais especializados em DST/Aids, o paciente terá acesso ao tratamento anti-retroviral. Os objetivos do tratamento são prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente, pela redução da carga viral e reconstituição do sistema imunológico. O atendimento é garantido pelo SUS, por meio de ampla rede de serviços.

O Brasil distribui 15 medicamentos anti-retrovirais na rede pública de saúde. Esses medicamentos retardam o aparecimento da aids e possibilitam maior qualidade de vida ao portador do vírus. Os anti-retrovirais agem na redução da carga viral e na reconstituição do sistema imunológico.

Como se prevenir?

Para evitar a transmissão da Aids, recomenda-se uso de preservativo durante a relação sexual, uso de seringas e agulhas descartáveis, teste prévio no sangue a ser transfundido e uso e luvas quando estiver manipulando feridas ou líquidos potencialmente contaminados. As gestantes devem fazer o teste de aids e começar o pré-natal o mais cedo possível.

Fonte: bvsms.saude.gov.br

AIDS

A AIDS, ou "Síndrome da imunodeficiência adquirida" não é uma doença com seus sintomas característicos, mas sim um conjunto de doenças variadas podendo se manifestar de maneiras bem diferentes de indivíduo para indivíduo. É causada pelo vírus HIV (Human immunodeficiency virus), cuja ação principal é destruir as nossas defesas pessoais contra agentes estranhos ao nosso organismo.

Nós possuímos em nosso sangue um batalhão de células brancas que ajudam a combater qualquer agente intruso em contato com o corpo. Essas células são chamadas linfócitos.Existem três tipos de linfócitos, sendo que o vírus HIV tem predileção pelo "linfócito auxiliador", que é justamente aquele que ajuda a produzir mais células para combater o agente inimigo.

Com isso, quando uma pessoa adquire AIDS,seu organismo se torna totalmente sensível a qualquer doença, não tendo força necessária para eliminá-la.

Existem dois tipos de vírus da AIDS: o HIV-1,que é o mais difundido pelo mundo, e o tipo HIV-2, encontrado principalmente no oeste da África .

O que é

Ao adquirir o vírus, a pessoa começa a apresentar sintomas que lembram bastante uma gripe, tais como dor de cabeça, febre, gânglios inchados ou mesmo vermelhidão na pele. Apenas 40% das pessoas apresentam esses sintomas, sendo que na maioria das pessoas a contaminação passa despercebida por um bom tempo. Somente de 3 a 6 meses após ter adquirido o vírus da AIDS é que a pessoa começa a desenvolver os anticorpos para combater o vírus.

Passado algum tempo, a pessoa entra na fase latente da doença, em que não existe nenhuma evidência clínica de que a pessoa esteja doente.

Porém o vírus pode ser detectado no sangue, bem como se notar a diminuição dos tais linfócitos auxiliares. Podem ocorrer sintomas mais brandos da doença, como herpes simples, herpes zoster, diarréias, febre baixa, sudorese intensa, perda de peso, além de infecções bacterianas, como pneumonias, tuberculose. Só depois de um certo período de tempo é que a pessoa começa a apresentar os sintomas mais graves da doença, com a resistência do organismo para combater inf'ecções cada vez mais debilitada.

Nesta fase o indivíduo começa a pegar doenças infecciosas bem raras, o que muitas vezes faz chamar a atenção para o diagnóstico da AIDS. Por exemplo, quando adquire pneumonia, em geral é por um organismo chamado Pneumocystis carinii, que só acomete pessoas bem debilitadas. Também é comum adquirir meningite, em geral causada por um fungo bastante raro chamado Cryptococcus neoformans, que é bem difícil de ser tratado

A tuberculose, que parecia estar sendo controlada no mundo, vem ganhando força total com o surgimento da AIDS, em que vários pacientes são acometidos.

No cérebro podem aparecer abcessos, causados por um outro germe bastante raro, o Toxoplasma gondi.

São muito frequentes as lesões na boca causadas pelo fungo Candida albicans, formando placas esbranquiçadas pela boca e garganta, bem como feridas causadas por Herpes. Na pele pode aparecer o Sarcoma de Kaposi, que são manchas arroxeadas distribuidas pelo corpo, sendo que o grupo de pessoas que apresenta esta variedade da doença tem o melhor prognóstico.

Em resumo, uma pessoa pode adquirir uma dessas doenças acima, ou ter a mesma várias vezes, com períodos de melhora, e a sua sobrevida vai depender basicamente da resposta da pessoa aos antibióticos ou tratamentos indicados. Como essas doenças são bem graves, muitas vezes não se consegue combatê-las e a pessoa então acaba morrendo.

Tratamento

Não existe nenhum tratamento específico para a AIDS. O que se tem atualmente são medicamentos que impedem do vírus se replicar, como o AZT, que junto com uma série de medidas adotadas como uma boa dieta, exercícios regulares, manter hábitos regulares de descanso, ajudam a pessoa a ter uma melhor chance de sobrevida.Segundo as pesquisas, quando uma pessoa adquire o virus da AIDS, pode levar até 5 anos para começar a ter os primeiros sintomas.

Depois de ter sido feito o diagnóstico de AIDS propriamente dita, ou seja, já na fase avançada da síndrome, a pessoa pode viver por volta de 4 anos ou menos, sendo que a média de duração de vida depois de ter adquirido o vírus é de 10 a 15 anos. Por muito tempo vem se divulgando as formas de se prevenir contra a AIDS. E a prevenção ainda é a melhor forma de combatê-la.

Como se sabe, o vírus da AIDS pode ser transmitido pelo sangue, pelo contato sexual e da mãe para o feto, através da placenta.Com isso, a medida mais importante é o uso de preservativos durante a relação sexual, o uso de seringas descartáveis, evitar o uso de drogas injetáveis, principalmente utilizando-se a mesma agulha em outros indivíduos.

No caso da mãe que possue o vírus da AIDS, existe uma chance de 30% dela passar o vírus para o feto através da placenta, então deve-se fazer um esforço para evitar que as mulheres infectadas fiquem grávidas.

Fonte: www.ufv.br

AIDS

A síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS) é a doença infecciosa que mais mata no mundo. Desde que foi reconhecida pelo CDC (sigla em inglês para Centro para o Controle de Doenças), de Atlanta, EUA, em 1981, a AIDS se espalhou rapidamente, sendo considerada uma epidemia mundial já no final da década de 1980. Hoje, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 40 milhões de pessoas possuem a enfermidade. Do total de infectados, aproximadamente 95% vivem em países em desenvolvimento, sobretudo na África, onde 10% da população está contaminada. No Brasil, já foram notificados mais de 215 mil casos, principalmente nas regiões Sudeste e Sul. A AIDS não tem cura e já matou cerca de 20 milhões de pessoas desde o início da epidemia.

A doença é causada pelo vírus HIV (sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana), que compromete o funcionamento do sistema imunológico, impedindo-o de executar sua tarefa de proteger o organismo contra as agressões externas (por bactérias, outros vírus e parasitas) e contra células cancerígenas.

Com o progressivo comprometimento do sistema imunológico, o corpo humano se torna cada vez mais susceptível a tipos raros de cânceres (sarcoma de Kaposi e o linfoma cerebral) e às doenças oportunistas - dessas, a pneumonia provocada pelo protozoário Pneumocystis carinii é a mais comum, detectada em cerca de 57% dos casos. A toxoplasmose, a criptococose e as afecções provocadas por citomegalovírus são outras infecções freqüentemente encontradas nos indivíduos imunodeprimidos.

O HIV sofreu algumas modificações genéticas, desde que passou do macaco para o homem, formando diferentes subtipos de vírus.

O HIV1 é o causador da epidemia mundial de AIDS e pode ser dividido em três grupos: M, O e N. O grupo M é o mais abundante no mundo e evoluiu geneticamente para formar subtipos que vão de A a J.

No Brasil, encontramos o subtipo B como predominante (80% das infecções), seguidos dos subtipos F e C (com maior prevalência na região Sul do Brasil).

O HIV2 foi encontrado na África Subsaariana, região onde a doença evolui mais rapidamente.

Somente no sangue, esperma, secreção vaginal e leite materno o vírus da AIDS aparece em quantidade suficiente para causar a moléstia. Para haver a transmissão, o líquido contaminado de uma pessoa tem que penetrar no organismo de outra. Isso pode acontecer durante a relação sexual, ao se compartilhar seringas, agulhas e objetos cortantes infectados, na transfusão de sangue contaminado, no momento do parto e até durante a amamentação.

Para saber se a pessoa é portadora do vírus da AIDS, deve-se fazer um exame de sangue e observar se há a presença de anticorpos produzidos pelo doente para combater o vírus HIV. Esse teste se chama diagnóstico sorológico e apresenta resultado positivo quando esses anticorpos são detectados, por isso que o indivíduo portador de HIV também é chamado de soropositivo. Existe um intervalo de tempo entre a contaminação e o aparecimento de anticorpos no sangue, chamado de janela imunológica, que dura em média de duas a três semanas, podendo se estender raramente até seis meses.

Geralmente, depois de a pessoa ser contaminada pelo HIV, há um período de incubação prolongado até que os sintomas da doença apareçam. Esse tempo depende da reação orgânica individual da pessoa e também do tipo de vírus com o qual ela foi contaminada. De acordo com as estatísticas, mais da metade dos soropositivos apresenta os sintomas da AIDS após oito anos de infecção. Os primeiros fenômenos observáveis são fraqueza, febre, emagrecimento, diarréia prolongada sem causa aparente. Na criança que nasce infectada, os efeitos mais comuns são problemas nos pulmões, diarréia e dificuldades no desenvolvimento.

Atualmente, existem alguns remédios eficazes no combate às doenças oportunistas. No entanto, eles não conseguem eliminar o HIV do organismo. Diversos medicamentos já são amplamente utilizados no tratamento da AIDS com resultados excelentes tanto na sobrevida como na qualidade de vida, como os anti-retrovirais - que impedem a multiplicação do vírus e fazem parte do coquetel anti-AIDS. Alguns exemplos são o zidovudina (AZT), o didanosina (ddl), o abacavir (ABC) e o lamivudina (3TC) e os mais recentes que impedem a ação da enzima protease (inibidores de protease).

No Brasil, o programa de combate à AIDS fornece os medicamentos gratuitamente para os imunodeprimidos. Entretanto, a melhor forma de combate à doença é ainda a prevenção. Para evitar a transmissão da AIDS, recomenda-se uso de preservativo durante a relação sexual, uso de seringas e agulhas descartáveis, teste prévio no sangue a ser transfundido e uso e luvas quando estiver manipulando feridas ou líquidos potencialmente contaminados.

Fonte: www.fiocruz.br

AIDS

VÍRUS HIV

ASPECTOS CLÍNICOS

A infecção pelo HIV pode ser dividida em quatro fases clínicas:

Infecção aguda
Fase assintomática, também conhecida como latência clínica
Fase sintomática inicial ou precoce
Aids.

Infecção aguda

A infecção aguda, também chamada de síndrome da infecção retroviral aguda ou infecção primária, ocorre em cerca de 50% a 90% dos pacientes. Seu diagnóstico é pouco realizado devido ao baixo índice de suspeição, sendo, em sua maioria, retrospectivo. O tempo entre a exposição e os sintomas é de cinco a 30 dias.

A história natural da infecção aguda caracteriza-se tanto por viremia elevada, como por resposta imune intensa. Durante o pico de viremia, ocorre diminuição rápida dos linfócitos T CD4+, que posteriormente aumentam, mas geralmente não retornam aos níveis prévios à infecção. Observa-se, também, aumento do número absoluto de linfócitos T CD8+ circulantes, com a inversão da relação CD4+/CD8+, que se torna menor que um.

Este aumento de células T CD8+, provavelmente, reflete uma resposta T citotóxica potente, que é detectada antes do aparecimento de anticorpos neutralizantes.

Existem evidências de que a imunidade celular desempenha papel fundamental no controle da viremia na infecção primária.

Os sintomas aparecem durante o pico da viremia e da atividade imunológica. As manifestações clínicas podem variar, desde quadro gripal até uma síndrome mononucleose-like.

Além de sintomas de infecção viral, como febre, adenopatia, faringite, mialgia, artralgia, rash cutâneo maculopapular eritematoso, ulcerações muco-cutâneas envolvendo mucosa oral, esôfago e genitália, hiporexia, adinamia, cefaléia, fotofobia, hepatoesplenomegalia, perda de peso, náuseas e vômitos; os pacientes podem apresentar candidíase oral, neuropatia periférica, meningoencefalite asséptica e síndrome de Guillain-Barré.

Os achados laboratoriais inespecíficos são transitórios, e incluem: linfopenia seguida de linfocitose, presença de linfócitos atípicos, plaquetopenia e elevação sérica das enzimas hepáticas.

Os sintomas duram, em média, 14 dias, sendo o quadro clínico autolimitado. A ocorrência da síndrome de infecção retroviral aguda clinicamente importante ou a persistência dos sintomas por mais de 14 dias parecem estar relacionadas com a evolução mais rápida para aids. O quadro abaixo mostra os sinais e sintomas freqüentemente associados à sindrome viral aguda causada pelo HIV.

Principais sinais e sintomas associados a infecção aguda pelo HIV

Sinais e Sintomas

Freqüência (%)

Febre 80-90
Fadiga 70-90
Exantema 40-80
Cefaléia 32-70
Linfadenopatia 40-70
Faringite 50-70
Mialgia e/ou Artalgia 50-70
Nausea, Vômito e/ou Diarréia 30-60
Suores Noturnos 50
Meningite Asséptica 24
Úlceras Orais 10-20
Úlceras Genitais 5-15
Trombocitopenia 45
Linfopenia
40
Elevação dos níveis séricos de enzimas hepáticas 21

Após a resolução da fase aguda, ocorre a estabilização da viremia em níveis variáveis (set points), definidos pela velocidade da replicação e clareamento viral.

O set point é fator prognóstico de evolução da doença. A queda da contagem de linfócitos T CD4+, de 30 a 90 células por ano, está diretamente relacionada à velocidade da replicação viral e progressão para a aids.

Fase assintomática

Na infecção precoce pelo HIV, também conhecida como fase assintomática, o estado clínico básico é mínimo ou inexistente. Alguns pacientes podem apresentar uma linfoadenopatia generalizada persistente, "flutuante" e indolor. Portanto, a abordagem clínica nestes indivíduos no início de seu seguimento prende-se a uma história clínica prévia, investigando condições de base como hipertensão arterial sistêmica, diabetes, DPOC, doenças hepáticas, renais, pulmonares, intestinais, doenças sexualmente transmissíveis, tuberculose e outras doenças endêmicas, doenças psiquiátricas, uso prévio ou atual de medicamentos, enfim, situações que podem complicar ou serem agravantes em alguma fase de desenvolvimento da doença pelo HIV.

A história familiar, hábitos de vida, como também uma avaliação do perfil emocional e psicossocial do paciente, seu nível de entendimento e orientação sobre a doença são extremamente importantes. No que diz respeito à avaliação laboratorial nesta fase, uma ampla variedade de alterações podem estar presentes.

Os exames laboratoriais de rotina recomendados são:

Hemograma completo: para avaliação de anemia, leucopenia, linfopenia e plaquetopenia.
Níveis bioquímicos:
para uma visão das condições clínicas gerais, em particular para conhecimento dos níveis bioquímicos iniciais dos pacientes, principalmente funções hepática e renal, desidrogenase lática, amilase.
Sorologia para sífilis:
em função do aumento da incidência de co-infecção, visto que a infecção pelo HIV pode acelerar a história natural da sífilis. Recomenda-se o VDRL e se positivo o exame confirmatório FTA-ABS. Pacientes HIV+ com evidências sorológicas de sífilis não tratada devem ser submetidos a punção lombar e avaliação para neurolues.
Sorologia para os vírus da hepatite:
devido a alta incidência de co-infecção com hepatites B e C nos grupos de homossexuais, bissexuais, heterossexuais com múltiplos parceiros e usuários de drogas injetáveis. O screening recomendado para hepatite B é antígeno de superfície (HBS Ag) e o anticorpo anticore do vírus B (anti-HBc); para a hepatite C: anticorpo contra o vírus da hepatite C (Anti-HCV).
Sorologia para toxoplasmose (lgG):
em decorrência da maioria dos pacientes apresentar exposição prévia ao Toxoplasma gondii, sendo indicada a profilaxia em momento oportuno, conforme faixa de células T CD4+ do paciente.
Os métodos preferenciais são:
hemoaglutinação, imunofluorescência ou ELISA.
Sorologia para citomegalovírus (CMV) e herpes:
embora questionada, indica-se para detecção de infecção latente. Pacientes com sorologia negativa para citomegalovírus devem evitar exposição a hemoderivados de doadores com sorologia positiva, em caso de necessidade de transfusões sangüíneas.
Radiografia de tórax:
recomenda-se na avaliação inicial como parâmetro basal para possíveis alterações evolutivas no futuro ou em pacientes com história de doença pulmonar freqüente. PPD (derivado protéico purificado): teste recomendado de rotina anual para avaliação da necessidade de quimioprofilaxia para tuberculose. Em paciente com infecção pelo HIV, considera-se uma enduração > 5mm como uma reação forte e indicativa da necessidade de quimioprofilaxia.
Papanicolaou:
recomendado na avaliação ginecológica inicial, seis meses após e, se resultados normais, uma vez a cada ano. Sua indicação é de fundamental importância, devido a alta incidência de displasia cervical e rápida progressão para o câncer cervical em jovens HIV positivas.

Perfil imunológico e carga viral

É, sem dúvida, um dos procedimentos mais importantes na avaliação do paciente com infecção precoce pelo HIV, pois é a partir dela, através da interpretação dos vários testes atualmente disponíveis, que se pode ter parâmetros do real estadiamento da infecção, prognóstico, decisão quanto ao início da terapia anti-retroviral e avaliação da resposta ao tratamento, bem como o uso de profilaxia para as infecções oportunistas mais comuns na ocasião propícia.

Recomenda-se a realização periódica de sub-tipagem de células T CD4+ e avaliação quantitativa da carga viral para HIV a cada 3-4 meses.

Fase sintomática inicial

Sudorese noturna

É queixa bastante comum e tipicamente inespecífica entre os pacientes com infecção sintomática inicial pelo HIV. Pode ser recorrente e pode ou não vir acompanhada de febre. Nessa situação deve ser considerada a possibilidade de infecção oportunista, particularmente tuberculoses, lançando-se mão de investigação clínica e laboratorial específicas.

Fadiga

Também é freqüente manifestação da infecção sintomática inicial pelo HIV e pode ser referida como mais intensa no final de tarde e após atividade física excessiva. Fadiga progressiva e debilitante deve alertar para a presença de infecção oportunista, devendo ser sempre pesquisada.

Emagrecimento

É um dos mais comuns entre os sintomas gerais associados com infecção pelo HIV, sendo referido em 95-100% dos pacientes com doença em progressão.

Geralmente encontra-se associado a outras condições como anorexia. A associação com diarréia aquosa o faz mais intenso.

Diarréia

Consiste em manifestação freqüente da infecção pelo HIV desde sua fase inicial. Determinar a causa da diarréia pode ser difícil e o exame das fezes para agentes específicos se faz necessário.

Na infecção precoce pelo HIV, patógenos entéricos mais comuns devem ser suspeitados: Salmonella sp, Shigella sp, Campylobacter sp, Giardia lamblia,

Entamoeba histolytica, adenovírus, rotavírus. Agentes como Cryptosporidium parvum e Isospora belli, geralmente reconhecidos em fase mais avançada da doença causada pelo HIV, podem apresentar-se como expressão clínica autolimitada, principalmente com a elevação da contagem de células T CD4+ obtida com o iníco do tratamento anti-retroviral. Quando a identificação torna-se difícil ou falha, provas terapêuticas empíricas podem ser lançadas, baseando-se nas características epidemiológicas e clínicas do quadro.

Sinusopatias

Sinusites e outras sinusopatias ocorrem com relativa freqüência entre os pacientes com infecção pelo HIV.

A forma aguda é mais comum no estágio inicial da doença pelo HIV, incluindo os mesmos agentes considerados em pacientes imunocompetentes: Streptococus pneumoniae, Moraxella catarrhalis e H. influenzae.

Outros agentes como S. aureus e P. aeruginosa e fungos têm sido achados em sinusite aguda, porém seu comprometimento em sinusites crônicas é maior. Febre, cefaléia, sintomas locais, drenagem mucopurulenta nasal fazem parte do quadro.

Candidíase Oral e Vaginal (inclusive a recorrente)

A candidíase oral é a mais comum infecção fúngica em pacientes portadores do HIV e apresenta-se com sintomas e aparência macroscópica característicos. A forma pseudomembranosa consiste em placas esbranquiçadas removíveis em língua e mucosas que podem ser pequenas ou amplas e disseminadas. Já a forma eritematosa é vista como placas avermelhadas em mucosa, palato mole e duro ou superfície dorsal da língua.

A queilite angular, também freqüente, produz eritema e fissuras nos ângulos da boca. Mulheres HIV+ podem apresentar formas extensas ou recorrentes de candidíase vulvo-vaginal, com ou sem acometimento oral, como manifestação precoce de imunodeficiência pelo HIV, bem como nas fases mais avançadas da doença. As espécies patogênicas incluem Candida albicans, C. tropicalis, C. parapsilosis e outras menos comumente isoladas.

Leucoplasia Pilosa Oral

É um espessamento epitelial benigno causado provavelmente pelo vírus Epstein-Barr, que clinicamente apresenta-se como lesões brancas que variam em tamanho e aparência, podendo ser planas ou em forma de pregas, vilosidades ou projeções.

Ocorre mais freqüentemente em margens laterais da língua, mas podem ocupar localizações da mucosa oral: mucosa bucal, palato mole e duro.

Gengivite

A gengivite e outras doenças periodontais pode manifestar-se de forma leve ou agressiva em pacientes com infecção pelo HIV, sendo a evolução rapidamente progressiva, observada em estágios mais avançados da doença, levando a um processo necrotizante acompanhado de dor, perda de tecidos moles periodontais, exposição e seqüestro ósseo.

Úlceras Aftosas

Em indivíduos infectados pelo HIV é comum a presença de úlceras consideravelmente extensas, resultantes da coalescência de pequenas úlceras em cavidade oral e faringe, de caráter recorrente e etiologia não definida. Resultam em grande incômodo produzindo odinofagia, anorexia e debilitação do estado geral com sintomas constitucionais acompanhando o quadro.

Herpes Simples Recorrente

A maioria dos indivíduos infectados pelo HIV é co-infectada com um ou ambos os tipos de vírus herpes simples (1 e 2), sendo mais comum a evidência de recorrência do que infecção primária. Embora o HSV-1 seja responsável por lesões orolabiais e o HSV-2 por lesões genitais, os dois tipos podem causar infecção em qualquer sítio. Geralmente a apresentação clínica dos quadros de recorrência é atípica ao comparar-se aos quadros em indivíduos imunocompetentes, no entanto, a sintomatologia clássica pode manifestar-se independente do estágio da doença pelo HIV.

Herpes Zoster

De modo similar ao que ocorre com o HSV em pacientes com doença pelo HIV, a maioria dos adultos foi previamente infectada pelo vírus varicela zoster, desenvolvendo episódios de herpes zoster freqüentes. O quadro inicia com dor radicular, rash localizado ou segmentar comprometendo um a três dermátomos, seguindo o surgimento de maculopapulas dolorosas que evoluem para vesículas com conteúdo infectante. Pode também apresentar-se com disseminação cutânea extensa.

Trombocitopenia

Na maioria das vezes é uma anormalidade hematológica isolada com um número normal ou aumentado de megacariócitos na medula óssea e níveis elevados de imunoglobulinas associadas a plaquetas, síndrome clínica chamada púrpura trombocitopênica imune. Clinicamente, os pacientes podem apresentar somente sangramentos mínimos como petéquias, equimoses e ocasionalmente epistaxes. Laboratorialmente considera-se o número de plaquetas menor que 100.000 células/mm3.

Doenças oportunistas

São doenças que se desenvolvem em decorrência de uma alteração imunitária do hospedeiro. Estas são geralmente de origem infecciosa, porém várias neoplasias também podem ser consideradas oportunistas.

As infecções oportunistas (IO) podem ser causadas por microrganismos não considerados usualmente patogênicos, ou seja, não capazes de desencadear doença em pessoas com sistema imune normal.

Entretanto, microrganismos normalmente patogênicos também podem, eventualmente, ser causadores de IO. Porém, nesta situação, as infecções necessariamente assumem um caráter de maior gravidade ou agressividade para serem consideradas oportunistas.

As doenças oportunistas associadas à aids são várias, podendo ser causadas por vírus, bactérias, protozoários, fungos e certas neoplasias:

Vírus: Citomegalovirose, Herpes simples, Leucoencafalopatia Multifocal Progressiva.
Bactérias:
Micobacterioses (tuberculose e complexo Mycobacterium avium-intracellulare), Pneumonias (S. pneumoniae), Salmonelose.
Fungos:
Pneumocistose, Candidíase, Criptococose, Histoplasmose.
Protozoários:
Toxoplasmose, Criptosporidiose, Isosporíase.
Neoplasias:
sarcoma de Kaposi, linfomas não-Hodgkin, neoplasias intra-epiteliais retal e cervical.

TRATAMENTO

Existem, até o momento, duas classes de drogas liberadas para o tratamento anti-HIV:

Inibidores da transcriptase reversa: São drogas que inibem a replicação do HIV bloqueando a ação da enzima transcriptase reversa que age convertendo o RNA viral em:

DNA

Nucleosídeos:

Zidovudina (AZT) cápsula 100 mg, dose: 100mg 5x/dia ou 200mg 3x/dia ou 300mg 2x/dia
Zidovudina (AZT)
injetável, frasco-ampola de 200 mg
Zidovudina (AZT)
solução oral, frasco de 2.000 mg/200 ml
Didanosina (ddI) comprimido 25 e 100mg, dose:
125 a 200mg 2x/dia
Zalcitabina (ddC)
comprimido 0,75mg, dose: 0,75mg 3x/dia
Lamivudina (3TC)
comprimido 150mg, dose: 150mg 2x/dia
Estavudina (d4T) cápsula 30 e 40mg, dose:
30 ou 40mg 2x/dia
Abacavir comprimidos 300 mg, dose:
300 mg 2x/dia.

Não-nucleosídeos:

Nevirapina comprimido 200 mg, dose: 200 mg 2x/dia;
Delavirdina comprimido 100 mg, dose:
400 mg 3x/dia;
Efavirenz comprimido 200 mg, dose:
600 mg 1x/dia.

Nucleotídeo:

Adefovir dipivoxil: comprimido, 60 e 120 mg,
Dose:
60 ou 120 mg 1x/dia.

Inibidores da protease: Estas drogas agem no último estágio da formação do HIV, impedindo a ação da enzima protease que é fundamental para a clivagem das cadeias protéicas produzidas pela célula infectada em proteínas virais estruturais e enzimas que formarão cada partícula do HIV:

Indinavir cápsula 400 mg, dose: 800 mg 3x/dia
Ritonavir
cápsula 100mg, dose: 600mg 2x/dia
Saquinavir
cápsula 200mg, dose: 600mg 3x/dia
Nelfinavir
cápsula de 250 mg, dose 750 mg 3x/dia
Amprenavir
cápsula de 150 mg, dose 600 mg 2x/dia.

Terapia combinada: é o tratamento anti-retroviral com associação de duas ou mais drogas da mesma classe farmacológica (p ex. dois análogos nucleosídeos), ou de classes diferentes (p ex. dois análogos nucleosídeos e um inibidor de protease).

Estudos multicêntricos demonstraram aumento na atividade anti-retroviral (elevação de linfócitos T-CD4+ e redução nos títulos plasmáticos de RNA-HIV) quando da associação de drogas, particularmente redução da replicação viral por potencializar efeito terapêutico ou por sinergismo de ação em sítios diferentes do ciclo de replicação viral. Outros estudos evidenciaram redução na emergência de cepas multirresistentes quando da utilização da terapêutica combinada.

Terapia anti-retroviral: é uma área complexa, sujeita a constantes mudanças. As recomendações deverão ser revistas periodicamente, com o objetivo de incorporar novos conhecimentos gerados pelos ensaios clínicos.

Fonte: www.biomania.com.br

AIDS

HISTÓRIA

Em 1983, o vírus foi isolado em pacientes com aids pelos pesquisadores Robert Gallo, nos EUA, e Luc Montagnier, na França. Em 1986, um comitê internacional recomendou o termo HIV (vírus da imunodeficiência humana) para denominá-lo, reconhecendo-o como capaz de infectar seres humanos.

A síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) não é uma doença comum, pois é responsável pela pandemia de maior impacto, atualmente. Há a possibilidade do HIV já ter infectado 33 milhões de pessoas em todo o mundo. Aparentemente, a sua infecção ganhou dimensão geográfica, primeiramente no continente africano, disseminando-se então para as Américas e Europa. A epidemia encontra-se em expansão na Ásia.

O último Boletim Epidemiológico de Aids, publicação trimestral do Ministério da Saúde, registrou desde o início da década de 80 até dezembro de 2002, 257 mil e 780 casos de aids no Brasil. Deste total, 5.597 são entre adolescentes na faixa etária dos 13 aos 19 anos. Sendo que das causas conhecidas, 1.830 casos são em decorrência do uso compartilhado de agulhas e seringas, pelo uso de drogas injetáveis e 2.970 por meio de relações sexuais.

A aids existe mesmo?

Sim. A aids é uma doença nova, que se conhece desde a década de 80.

O que é e o que causa a aids?

A aids é causada por um vírus chamado vírus da imunodeficiência humana que entra no corpo, e após um período de tempo, compromete principalmente o sistema imunológico.

Uma pessoa tem aids quando o vírus já causou dano suficiente ao sistema imunológico, permitindo que outras infecções e alguns tipos de câncer se desenvolvam.

Qual é a origem da aids?

Não há nenhuma comprovação científica sobre a origem do vírus. O certo é que a aids foi registrada, primeiramente, nos Estados Unidos, no início da década de 80, a partir do surgimento de doenças graves como sarcoma de Kaposi, pneumonia por Pneumocystis carinii e diminuição das defesas do organismo.

Em 1983 , o vírus foi isolado em pacientes com aids pelos pesquisadores Robert Gallo, nos EUA, e Luc Montagnier, na França. Em 1986, um comitê internacional recomendou o termo HIV (vírus da imunodeficiência humana) para denominá-lo, reconhecendo-o como capaz de infectar seres humanos.

Embora não se saiba qual a origem do HIV, sabe-se que existe semelhança com a família de retrovírus relacionada a primatas não-humanos (macacos verdes africanos), que vivem na África sub-Sahariana, chamada de vírus da imunodeficiência símia (SIV); sabe-se que em rituais religiosos o homem sacrificava o animal, fazendo ingestão de seu sangue; assim, o vírus SIV pode ter sido transmitido ao homem, sofrido mutação e passado a atacar a espécie humana. Por isso, supõe-se que o HIV tenha origem no continente africano.

Quais são os primeiros sintomas da aids?

Após o contágio, é possível que se passem até 10 anos sem que apareça nenhum sintoma.

Porém, quando a doença começa a se manifestar, os primeiros sinais e sintomas mais freqüentes são:

Suor intenso, frequentemente a noite.
Febre diária, que pode não ser muito alta (até 38 graus).
Sensação constante de cansaço, mesmo estando em repouso.
Diarréia que não para com nada, e pode durar muito tempo.
Ínguas embaixo do braço, no pescoço e na virilha, que podem durar muito tempo.

Mas, atenção: como se pode ver, esses sintomas e sinais são comuns a muitas outras doenças. É fundamental que um médico seja consultado para esclarecer o quadro após o exame.

O que são doenças oportunistas?

São as infecções que se desenvolvem a partir do enfraquecimento do sistema imunológico. Entre elas, estão a tuberculose, pneumonias, cânceres, diarréias, candidíases; e infecções do sistema nervoso, como a toxoplasmose e as meningites.

Já existem vacinas para aids?

Não. Existem instituições científicas que trabalham no desenvolvimento de vacinas que poderão proteger contra a infecção pelo HIV no futuro. No entanto há muitas dificuldades, e a principal está no fato de que há diversos tipos de HIV. O trabalho prossegue nesse campo.

Já existem medicamentos capazes de curar a aids?

Não. Alguns medicamentos têm sido capazes de inibir a multiplicação do HIV em pessoas infectadas. Eles não eliminam o vírus do organismo, mas são úteis para prolongar a vida de pacientes infectados pelo HIV e melhorar sua qualidade de vida.

Existem muitos medicamentos eficazes contra infecções oportunistas relacionadas com a aids.

O que é o coquetel de tratamento da aids?

É o nome popular dado ao conjunto de medicamentos que atuam nos diferentes ciclos do vírus.

Fonte: www.adolesite.aids.gov.br

AIDS

Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é um conjunto de doenças causadas por um vírus chamado HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), o qual provoca a destruição da defesa do organismo da pessoa.

Como se pega?

Através de relação sexual (oral, retal, vaginal) com parceiro(a) contaminado(a)
Transfusão ou contato com sangue contaminado
De mãe para filho durante a gravidez ou através da amamentação.
As mulheres têm certa desvantagem, pois correm riscos de pegar Aids mais facilmente que os homens.

Como não se pega?

Utilizando os mesmos talheres (garfo, faca, copo, prato)
Picadas de inseto
Bebedouros
Masturbação
Alimentos e bebidas
Banheiros públicos
Picadas de mosquito
Aperto de mão
Piscina
Convívio social do dia a dia (trabalho, escola, visitas, reuniões)
Beijo (a não ser que haja uma ferida na boca ou na língua)

Quais os sintomas?

Os sintomas podem variar, desde manifestações simples como: febre, diarréia, perda de peso e até doenças mais graves como: tuberculose, alguns tipos de câncer etc.

LEMBRE-SE:

Que o fato de ser portador/a do vírus HIV (ser HIV positivo) não significa já estar com a doença Aids, que pode demorar muitos anos para se manifestar.

LEMBRE-SE TAMBÉM:

Que o tratamento médico é muito importante, pois pode retardar a evolução da doença ou mesmo impedi-la.

Os resultados com os novos "Coquetéis" têm sido muito bons, prolongando ou melhorando a vida das pessoas portadoras.

Quanto tempo demora para aparecer?

Não dá para saber, pois o vírus pode ficar incubado (dormindo) no corpo por muitos anos. No entanto, mesmo sem apresentar a doença Aids, por ser portadora do vírus HIV a pessoa pode transmitir o vírus para outra pessoa.

Por isso é sempre muito importante usar corretamente a camisinha, masculina ou feminina, em toda e qualquer relação sexual

Fonte: www.adolescencia.org.br

AIDS

HISTÓRICO

O local e a própria origem da AIDS provoca, até hoje, muitas especulações. Sabe-se que retrovírus relacionados ao HIV-1 e HIV-2 podem ser encontrados em primatas, na África. Existe o Vírus da Imunodeficiência Símia (SIV) que infecta chimpanzés africanos e é 98% semelhante ao HIV, o que faz acreditar que ambos têm a mesma origem. Esses e outros fatos reforçam a tese de que o HIV tem origem africana.

Trabalhos científicos recentes sugerem que os homens possam ter sidos contaminados já na década de 40 e 50. Mas, oficialmente, a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - SIDA) foi reconhecida em 1981, nos Estados Unidos. Havia um grande número de homens adultos homossexuais, habitantes de São Francisco ou Nova York, que apresentavam sarcoma de Kaposi (uma espécie de pneumonia). Todos tinham o sistema de imunidade comprometido. Então, concluiu-se que era uma nova doença, provavelmente, infecciosa e transmissível, ainda sem classificação.

No Brasil, os primeiros dois casos de AIDS foram publicados em 1982 e eram referentes a pacientes da Região Sudeste.

Dois pesquisadores conseguiram isolar vírus de pacientes com AIDS em 1983. O HIV-1 foi isolado por Luc Montaigner, na França, e Robert Gallo, nos EUA.

Em 1986, um segundo agente etiológico, com características semelhantes ao HIV-1, foi identificado: o HIV-2. Foi neste ano que um comitê internacional recomendou o uso do termo HIV ((Human Immunodeficiency Virus ou Vírus da Imunodeficiência Humana). Neste ano, este comitê reconheceu também que esse vírus era capaz de infectar seres humanos.

O Ministério da Saúde divulgou dados oficiais que mais de 76.000 casos de AIDS foram notificados até hoje no país. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 18 milhões de adultos e 1,5 milhão de crianças já foram infectados pelo HIV. Só o continente africano é responsável por 70% dos casos.

Formas de transmissão

O vírus HIV foi isolado em fluídos corporais como saliva, lágrimas e urina mas, como estudos comprovam, a infectividade dos vírus desses fluídos são extremamente baixas então, o HIV só pode ser transmitido de forma sexual, sangüínea e vertical.

A transmissão sexual é a forma mais comum de contágio e, ao contrário do que se pensava, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a mais freqüente forma de transmissão sexual o comportamento heterossexual sem uso de preservativos.

Antigamente, falava-se em grupo de risco, que era, basicamente, os homossexuais e os usuários de drogas injetáveis. Hoje, fala-se em comportamento de risco e isso inclui a ausência de preservativos nas relações heterossexuais. Nos países desenvolvidos, as relações homossexuais ainda são responsáveis por grande parte dos casos de AIDS, mas os heterossexuais contaminados estão aumentando proporcionalmente com a epidemia.

Toda relação sem preservativo é arriscada, mas os riscos de contaminação aumentam com relação retal receptiva, durante o período menstrual ou com a presença de outra DST, principalmente as ulcerativas, como cancro mole, sífilis e herpes genital.

Outra forma de transmissão é a sangüínea. Muitos países estão cada vez mais se preocupando com a qualidade do sangue utilizado em transfusões, como o Brasil, por isso poucos casos de transmissão sangüínea ainda ocorrem por esse meio. Definitivamente, o meio mais eficaz de contágio através do sangue é devido a drogas injetáveis, compartilhando agulhas e seringas. Isso fez com que muitos países adotassem programas para distribuir seringas e agulhas entre os usuários de drogas, não com o intuito de estimular o vício, mas sim de prevenir a doença.

Na África são encontradas as maiores taxas de transmissão de forma vertical. Lá, 30 a 40% das pessoas são infectadas dessa forma enquanto em lugares como a América do Norte, essa estatística cai para 15 a 29%. Isso acontece porque, além de a África ser campeã na transmissão heterossexual, o aleitamento materno lá é mais freqüente que em países industrializados.

Essa forma de transmissão é decorrente da exposição da criança ao vírus durante a gestação, parto ou aleitamento materno.

A gestante pode transmitir o vírus ao filho em qualquer fase da gravidez, sendo que o primeiro trimestre isso é menos freqüente. O risco pode diminuir em até 67% se a gestante usar AZT durante a gravidez e no momento do parto. O AZT ainda deve ser administrado ao recém-nascido por seis semanas.

A transmissão pelo leite materno também pode ser evitada. Nesses casos, devem ser usados leite industrializado ou leite humano de mulher sem o vírus HIV.

Prevenção

A AIDS é uma das maiores preocupações nos dias de hoje. As principais estratégias de campanhas para prevenção é a promoção do uso de preservativos, a distribuição de seringas esterilizadas ou descartáveis e o controle da qualidade do sangue, além de ampla divulgação e muita informação sobre a doença.

Preservativos

O uso da camisinha, masculina e feminina, é a única maneira efetiva de proteção sexual contra o HIV. Sua utilização correta reduz substancialmente o risco de transmissão dos vírus dessa e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Quanto mais se treinar a colocação da camisinha, mais vai se evitar que ela fure ou escape durante a relação. O uso correto e sistemático da camisinha pode evitar o risco de aquisição do HIV em até 95%.

Em muitas campanhas para a prevenção da doença, inclusive campanhas oficiais, a camisinha aparece no bolso de calça jeans ou em carteiras, mas os próprios fabricantes de preservativos em suas embalagens e o INMETRO recomendam para não se guardar preservativos em locais aquecidos sob risco de danificar o produto, podendo assim aumentar o risco de contaminação por AIDS e DSTs e, ainda, gravidez indesejada. Eles ainda citam como exemplos bolsos de calças, carteiras e porta-luvas de carros, exatamente ao contrário de campanhas governamentais. Hoje, já há no mercado uma camisinha fabricada especificamente para se guardar em lugares mais quentes, mas as outras ainda continuam com essa restrição.

No Brasil, o preservativo ainda é muito pouco usado. Em pesquisa recente, 75 % de 305 homens entre 18 e 30 anos, solteiros na maioria, declaram que mantiveram relações sexuais nos 30 dias anteriores à pesquisa. Mas somente cerca de 30% usaram preservativos.

Espermicidas

Este meio de prevenção se torna altamente eficaz se usado em conjunto com preservativos. Os espermecidas à base de nonoxinol-9 são capazes de inativar o vírus HIV e de outras DSTs "in vitro". Sozinhos, não é comprovado que os espermicidas tenham esse poder.

Prevenção em usuários de drogas injetáveis – a mudança de comportamento dos usuários de drogas injetáveis é a principal forma de prevenção. Compartilhar seringas e agulhas é considerado comportamento de risco. Hoje, a campanha contra HIV entre dependentes, além de orientações educativas, contam com ações efetivas como a distribuição de seringas e agulhas esterelizadas. No começo, esse tipo de atitude foi condenada baseada no temor de aumentar a população de viciados devido ao acesso fácil a equipamento para o uso de drogas injetáveis.

Hoje, já pode-se perceber os resultados positivos dessa estratégia adotada em muitos países.

Exame

Existem quatro grupos de testes que podem ser feitos para detectar a presença HIV: detecção de anticorpos (ELISA - teste imunoenzimático, Western-blot, Imunofluorescência indireta e Radioimunoprecipitação); testes de detecção de antígeno viral (Pesquisa de Antígeno p24); técnicas de cultura viral (cultura de células mononucleares de sangue periférico para isolamento do HIV, cultura quantitativa de células e cultura quantitativa de plasma) e testes de amplificação do genoma do vírus

As técnicas mais utilizadas são aquelas que se baseiam na detecção de anticorpos contra o vírus. Toda a triagem inicial é feita a partir dessa técnica que é mais barata e apresenta ótimos resultados. A detecção de anticorpos não detecta o vírus em si mais a presença do hospedeiro contra o vírus.

Já as outras três técnicas são aplicadas quando os exames sorológicos são duvidosos. Há acompanhamento laboratorial de pacientes, ou mensuração da carga viral para controle de tratamento detectam a presença do vírus ou de suas partículas.

O Center for Diseases Control and Prevention (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos, recomenda que, além de realizar o exame sorológico logo após a exposição, seja feito também em seis semanas, doze semanas e seis meses após a suspeita de contato com o vírus. Se a pesquisa do HIV por PCR estiver disponível, pode ser uma opção porque ao detectar o genoma viral precocemente, informa com precisão a condição de portador ou não.

A janela imunológica é o tempo que leva da aquisição da infecção até a soroconversão. O tempo para o exame anti-HIV se tornar positivo após a infecção é de seis a 12 semanas, com o período médio de 2,1 meses. Nos primeiros 5,8 meses após a transmissão, os testes utilizados apresentam níveis de até 95% de soroconversão.

Normalmente, exames anti-HIV devem ser repetidos até 18 meses após a última exposição considerada de risco. Caso não exista outro contato com o vírus, os exames podem ser feitos 3, 6, 12 e 18 meses após o primeiro exame realizado. Assim, a condição da pessoa poderá ser dada com certeza.

O exame é feito gratuitamente em postos das Prefeituras e do Estado, assim como no Hospital Emílio Ribas, na cidade de São Paulo, que é uma referência nacional para doenças infecto-contagiosas e tratamento da AIDS.

Sintomas

Existem quatro fases clínicas em que se divide a infecção pelo HIV: infecção aguda; fase assintomática; fase sintomática inicial ou precoce; e AIDS.

Na fase de infecção aguda, os sintomas mais visíveis e freqüentes são: febre, fadiga, cefaléia, faringite mialgia e/ou artalgia, náusea, vômito e/ou diarréia, suores noturnos, meningite asséptica, úlceras orais, úlceras genitais, entre outros.

Na fase assintomática raramente há febre ou outro sintoma qualquer mais existem alguns exames de rotina recomendados aos soropositivos, como: hemograma completo, níveis bioquímicos, sorologia para os vírus da hepatite, sorologia para toxoplasmose (lgG), sorologia para citomegalovírus (CMV) e herpes, sorologia para sífilis, radiografia de tórax, PPD (derivado protéico purificado), papanicolaou (para mulheres) e perfil imunológico e carga viral.

Já na fase sintomática inicial é comum ocorrer suores noturnos, fadiga, emagrecimento, diarréia, sinusites, candidíase oral e vaginal, gengivite, úlceras aftosas, herpes simples, entre outros.

Complicações

Uma das principais conseqüências da infecção pelo HIV é a possibilidade de adquirir as chamadas doenças oportunistas. Essas doenças só se desenvolvem por uma debilitação no sistema imunológico.

Os microorganismos causadores de doenças oportunistas não ofereceriam riscos a pessoas com o sistema imune normal. Porém, existe a possibilidade de microorganismos patogênicos causar infecções e isso torna mais grave a situação, afastando a nomenclatura de oportunista.

Várias são as doenças oportunistas relacionadas à AIDS e elas podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos, protozoários e certas neoplasias.

Alguns exemplos são: herpes simples, tuberculose, pneumonia, candidíase, toxoplasmose, entre outras.

Tratamento

Até o momento, existem dois tipos de tratamento contra o HIV: os inibidores da transcriptase reversa, que inibem a replicação do HIV bloqueando a ação da enzima transcriptase reversa, convertendo o RNA viral em DNA, e os inibidores da protease, que agem no último estágio da formação do vírus, impedindo a ação da enzima protease, importante na formação das partículas do HIV. O AZT é um inibidor da transcriptase reversa.

Com essas drogas, há a possibilidade de terapia combinada, que pode associar duas ou mais drogas do mesmo grupo ou de grupos diferentes. Este é o tratamento anti-retroviral que, devido aos muitos estudos que estão sendo feitos em diversos lugares do mundo, pode trazer mudanças constantes.

Muitas outras drogas estão sendo pesquisadas, inclusive a vacina contra AIDS. Mas, infelizmente, ainda não há previsão para a cura definitiva.

Fonte: guiadosexo.uol.com.br

AIDS

Ação do HIV

1. De que forma o HIV consegue enfraquecer o organismo da pessoa infectada?

Atacando certos linfócitos, os defensores naturais do corpo. O linfócito escolhido pelo HIV – um vírus citopático, ou seja, capaz de destruir células – chama-se CD4, e é o responsável por "soar o alarme", isto é, alertar ao sistema imunológico que é necessário se defender. Sem estar avisado de que precisa combater os "invasores", este sistema falha em sua tarefa, tornando os pacientes com Aids mais vulneráveis a uma ou mais infecções causadas por bactérias, vírus ou outros parasitas.

2. O que é HIV?

HIV significa Vírus da Imunodeficiência Humana (a sigla vem do nome da doença em inglês, Acquired Immunodeficiency Syndrome). Por síndrome entende-se um conjunto de sinais e sintomas de uma doença.

Imunodeficiência é o enfraquecimento do sistema imunitário, responsável pela defesa do corpo contra as infecções e doenças em geral. Assim, o organismo de uma pessoa atingida pelo HIV pode se tornar mais frágil diante de certos micróbios, bactérias e vírus.

3. O que é infecção aguda pelo HIV?

Trata-se de alguns sintomas que aparecem logo depois da transmissão do vírus.

Acontece em 50% a 90% dos pacientes, sendo que alguns sintomas podem ser confundidos com uma simples gripe: febre alta, dores musculares e articulares, gânglios, dor de garganta, vermelhidão no corpo e perda de peso figuram entre eles. Tendem a desaparecer espontaneamente após aproximadamente 14 dias.

Apesar de não se dispor de dados científicos comprovados, estima-se que uma pessoa recém-infectada seja potencialmente transmissora do HIV dentro de 2 a 4 dias após contrair o vírus.

Exposição acidental

1. O que é o coquetel do dia seguinte?

São os medicamentos anti-retrovirais usados após a pessoa ter exposição acidental ao vírus. No Brasil é preconizado após acidentes de trabalho, quando médicos ou pessoal da enfermagem se ferem com uma agulha ou objeto cortante contaminado; ou em vítimas de estupros. Em alguns países, como a França, tem sido recomendado também depois de relação sexual sem preservativos com parceiro infectado.

Janela imunológica

1. Quanto tempo leva para o vírus aparecer no exame?

Para saber se está infectado ou não, o indivíduo deve esperar, em média, três meses após a exposição a uma situação de risco, para só depois submeter-se ao teste anti-HIV. Este período é chamado pelos médicos de “janela imunológica”, isto é, trata-se do tempo necessário para que o organismo produza quantidade suficiente de anticorpos contra o vírus, a ponto de ser detectada pelos exames de sangue.

Entenda: o teste não detecta diretamente o vírus, mas os anticorpos para este vírus. Deverá ser repetido seis meses após a exposição.

Sexo oral

1. Como evitar ou diminuir o risco durante o sexo oral?

Se for realizar sexo oral em um homem, recomenda-se que o parceiro use preservativo, para evitar o contato direto boca/órgão genital mascilino. Caso o pratique em uma mulher, aconselha-se o uso de uma barreira que impeça o contato direto boca/aparelho reprodutor feminino. Esta barreira pode ser uma camisinha cortada - formando um retângulo - ou filme de PVC, usado na cozinha (rolopac, magipac, etc...).

Existem, ainda, outros meios de diminuir os riscos presentes no sexo oral:

Evitar fazer sexo oral se tiver algum machucado, lesão ou inflamação na boca (inclusive gengivite).
Evitar fazer sexo oral se tiver algum sangramento na boca ou se acabou de escovar os dentes e houve sangramento.
Quem faz sexo oral em um homem deve evitar ejaculação na boca, e quem faz em uma mulher, deve evitar fazê-lo durante o período menstrual.

2. Qual é o risco presente na prática de sexo oral?

O sexo oral sempre foi tido como uma atividade de menor risco, mas nunca foi considerado sem risco algum. Vale lembrar que outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, herpes e gonorréia, podem ser facilmente passadas por meio desta prática.

A chance de transmissão do HIV por sexo oral é maior quando o soropositivo (ou o parceiro dele) tem DSTs não tratadas. Também é mais perigoso se tiver cortes abertos, úlceras ou machucados na boca, garganta infeccionada, amidalite ou alguma doença na gengiva.

Em geral, o perigo é maior para quem realiza o sexo oral, isto é, aquele que coloca a boca na região genital do outro: esperma, fluido vaginal ou sangue menstrual do(a) parceiro(a) poderão entrar em contato direto com a parte interna da boca, que freqüentemente tem lesões. Parece não haver riscos para quem recebe sexo oral, seja homem ou mulher.

Sexo seguro

1. A camisinha realmente previne a infecção pelo HIV?

Os preservativos são meios eficazes e capazes de impedir a transmissão sexual do HIV, desde que alguns cuidados sejam respeitados.

Para a camisinha não arrebentar, é importante:

Olhar o prazo de validade
Abrir a embalagem só na hora de usar
Não usar lubrificante oleoso (manteiga, óleo, vaselina, etc)
Só usar lubrificante à base de água (KY, Preservgel, glicerina líquida, etc)
Colocar a camisinha sobre o órgão genital mascilino quando já estiver ereto
Apertar a ponta da camisinha antes de desenrolar
Desenrolar até a base do órgão genital mascilino
Tirar a camisinha logo depois da ejaculação, com o órgão genital mascilino ainda ereto
Usar uma camisinha nova, a cada relação.

2. Eu e o meu parceiro somos soropositivos. Precisamos usar preservativo na hora do sexo?

Sim. Porque, com o passar dos anos, os anticorpos do soropositivo vão perdendo sua capacidade de neutralizar o HIV. Além disso, quando ocorre re-infecção pelo vírus da Aids pode-se receber cepas (espécies) de vírus diferentes das de origem, que, eventualmente, têm maior poder de infectividade, causando maiores danos, podendo, inclusive, dificultar o controle da doença. Outro problema é ser re-contaminado com vírus que já sejam resistentes a medicamentos ainda não utilizados, impedindo o seu emprego futuro.

3. O que é sexo seguro?

Sexo (mais) seguro envolve algumas medidas para impedir o contágio pelo HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis, durante as relações sexuais.

Constitui-se, basicamente de: usar camisinha durante as relações sexuais vaginais e anais com penetração – evitando, assim, a trocas de fluídos (esperma; secreção vaginal; sangramento menstrual) e usar preservativo também durante o sexo oral.

Não se esqueça: há várias outras formas de trocar carinho e afeto, como roçar, beliscar e lamber o corpo do (a) companheiro (a), além de masturbação mútua.

Sintomas

1. Existem sintomas da Aids? Quais são?

Não se pode dizer que existam sintomas diretamente relacionados ao vírus da Aids: na verdade, devem-se às chamadas doenças oportunistas – aquelas que se aproveitam do enfraquecimento do organismo para se instalarem, como tuberculose, pneumonia, Sarcoma de Kasposi, etc.

Por outro lado, existem vários “sinais” do desenvolvimento da Aids.

Entre os mais freqüentes, encontram-se: emagrecimento com perda de mais de 10% do peso corporal; diarréia prolongada (por mais de um mês); febre persistente (por mais de um mês); tosse seca e sem motivo aparente; suores noturnos; fadiga permanente; candidíase (sapinho) persistente – oral ou vaginal.

2. Quanto tempo leva para que um soropositivo apresente sintomas, ou melhor, sinais da Aids?

Varia muito de pessoa para pessoa: não existe qualquer prazo definido. A maioria passa mais de dez anos sem nada diferente e alguns podem até nunca desenvolver Aids, mesmo estando infectados pelo HIV.

Lembre-se: o acompanhamento médico adequado é um dos fatores que mais contribui para a qualidade e o tempo de vida.

Teste anti-HIV

1. Dá para fazer o exame anti-HIV de graça?

Sim. Ele pode ser feito de graça nos Centros de Testagem Anônima; Postos de Saúde e Hospitais Públicos. Os médicos devem sugerir às grávidas que se submetam ao exame durante o pré-natal, conforme determina o Ministério da Saúde.

Transmissão

1. Beijo na boca pode passar o vírus?

Não há nenhuma prova de que o beijo profundo tenha transmitido a doença. Na própria saliva existem determinadas substâncias (fibronectina e glicoproteínas), capazes de neutralizar o vírus. A única possibilidade de contágio é se alguém infectado estiver com ferida na mucosa e o parceiro também.

2. Como não se pega Aids?

Por meio de:

Abraços, carícias ou aperto de mão
Vasos sanitários, copos, talheres, roupas ou sabonetes
Saliva, suor ou lágrima
Picadas de mosquito, pulgas, piolhos, percevejos ou outros insetos que possam estar presentes na casa de um portador ou doente de Aids. Os mosquitos não podem transmitir o vírus, pois: 1) sugam sangue e injetam saliva; 2) O HIV morre ao penetrar no organismo destes insetos
Piscina ou praia
No assento do ônibus, cadeiras, bancos públicos de praças, parques ou hospitais
Alimentos
Doação de sangue com material descartável.

3. Como se transmite o HIV?

Qualquer pessoa infectada pelo HIV pode passar o vírus para os outros, independentemente de estar ou não desenvolvendo sintomas ou saber ou não se tem o vírus.

O HIV é encontrado em líquidos e secreções corporais como sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno. Por isso, práticas que permitam o contato destes fluídos com as mucosas e a corrente sangüínea de outro indivíduo pode causar a transmissão.

Isso ocorre nas seguintes situações:

Nas relações sexuais sem camisinha
Compartilhamento de seringas e agulhas, ao usar drogas injetáveis
Por meio de transfusão de sangue não testado
Da mãe contaminada para o filho:
durante a gestação, no parto ou pelo aleitamento materno.

4. É possível ser infectado através de alicate de unha ou aparelho de barbear?

As chances são de 1 para 500, ou seja, ínfimas. O vírus da Aids é instável e morre muito rápido em qualquer superfície cortante, a não ser que o sangue esteja muito fresco. Para haver um contágio é necessário que a pessoa entre em contato com o sangue imediatamente após a exposição.

5. Há outras maneiras de se pegar o HIV, fora as mais conhecidas?

Apesar de muito pequenas, existem, sim, chances de se adquirir o vírus por meio de:

Transplante de órgãos, na falta de triagem para o HIV
Inseminação artificial, caso o banco de sêmen não tenha testado os doadores
Instrumentos utilizados nos consultórios de dentistas, quando não esterilizados. Instrumentos cirúrgicos empregados em procedimentos invasivos (que penetram no corpo)
Compartilhamento de escova de dente, em situações de sangramentos
Tatuagem e acupuntura, com instrumentos não-descartáveis ou esterilizados.

6. Pode-se contrair o HIV ao manipular secreções de uma pessoa infectada?

Quando existir o contato da pele com fluídos corporais ou secreções (sangue, sêmen, secreção pré-seminal, secreção vaginal e leite materno) a transmissão do HIV só poderá ocorrer se houver uma “porta de entrada”, como ferida aberta, lesão ou perda da integridade da pele tipo úlcera, escoriação, sangramento ou qualquer situação em que possa haver a absorção destes líquidos.

7. Relação sexual com mulher pode transmitir o HIV?

Sim. A secreção vaginal também transmite o vírus.

Os homens são menos vulneráveis a infecção pelo HIV do que as mulheres, no que se refere à transmissão heterossexual: a área da mucosa peniana é menor do que a do órgão reprodutor feminino, ficando, portanto, menos exposta durante a relação sexual, dificultando a penetração do vírus. Somando-se a esse fato, o contingente feminino é mais vulnerável visto que, após a ejaculação, o esperma fica algum tempo dentro do órgão genital femininoe do útero.

Tudo dependerá, entretanto, do tipo de contato sexual; da presença de micro-lesões ou doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Em tempo: o risco de transmissão do HIV de mulher para homem se torna maior quando a relação acontece sem proteção, durante o período menstrual.

Fonte: www.aids.org.br

AIDS

O que significa AIDS?

AIDS, do inglês Acquired Immunodeficiency Syndrome, é a sigla para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Síndrome é um conjunto de sintomas e sinais que constitui uma doença

Imunodeficiência é uma debilidade no sistema de defesa (imunológico) do nosso corpo que combate doenças

Adquirida significa que você a adquire durante a vida, ou melhor, você não nasce com ela por herança genética.

A AIDS ou SIDA é causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Caso você seja  infectado pelo HIV, seu corpo tentará atacar a infecção desenvolvendo anticorpos (moléculas especiais que combatem os microorganismos estranhos que entram em nosso corpo, no caso, o HIV). Ao fazer um exame de sangue para saber se você é soropositivo, o teste detecta estes anticorpos (teste anti-HIV). Se existem anticorpos em seu sangue isto significa que você está infectado pelo HIV. A pessoa que possui anticorpos contra o HIV é denominada “HIV positivo”, soropositiva, portadora do HIV ou pessoa vivendo com HIV.

Ser HIV positivo ou estar infectado pelo vírus não significa o mesmo que ter AIDS (estar doente). Muitas pessoas soropositivas vivem bem por anos sem apresentar sintomas da doença. Existe um ataque progressivo e constante ao sistema imunológico pelo HIV. Quando o sistema imunológico fica enfraquecido (imunodepressão), os vírus, parasitas, protozoários, fungos e bactérias que normalmente não causam nenhum problema podem produzir doenças.

Estas enfermidades são conhecidas como “infecções oportunistas”.

Como você contrai o HIV?

O sangue, o fluído vaginal, o pré-sêmen (fluido seminal), o sêmen e o “leite materno” de pessoas com HIV possuem vírus suficiente para infectar outras pessoas. Você pode receber o HIV de uma pessoa infectada, mesmo que ela não esteja doente, ou mesmo ainda, antes que ela tenha sido diagnosticada como HIV positivo.

A maioria das pessoas contrai o HIV das seguintes formas:

Por manter relações sexuais desprotegidas, sem o uso do preservativo, com alguém infectado

Compartilhando a mesma agulha ou seringa, ao consumir drogas, com pessoa infectada, por não esterilizar o material utilizado no “pico”, ou ainda quando compartilha o canudo

Por nascer de mãe infectada. O bebê pode ser infectado antes, durante ou depois do parto, como por exemplo, ao ser amamentado com o leite de mulher soropositiva.

Antigamente, outra forma de contaminação por AIDS era através de transfusão (recebimento) de sangue de um doador infectado, mas atualmente o fornecimento de sangue é examinado cuidadosamente. Mesmo assim, não deixe de verificar se o sangue que você, alguém de sua família ou um amigo irão receber (transfusão), foi testado para o HIV, sífilis, hepatite (A, B e C), HTLV e doença de Chagas (transmitida pelo inseto barbeiro). O mesmo vale para casos de transplante de órgãos.

Não existe nenhum caso documentado de transmissão do HIV pela lágrima ou saliva.

No início dos anos 90, a AIDS passou a estar entre as principais causas de morte. Entretanto, em 1996 surgiu um novo tratamento com combinação de três drogas, denominado terapia anti-retroviral altamente potente (HAART, sigla em inglês) – o “coquetel”. Este tratamento reduziu em torno de 50% as taxas de mortalidade, além de reduzir em 80% as internações hospitalares por infecções oportunistas. Além disso, novos tratamentos contra as infecções oportunistas também contribuíram para a redução da mortalidade por HIV/AIDS.

Como saber se sou soropositivo para o HIV?

É muito difícil para você saber quando se infectou pelo HIV porque a maioria dos sintomas iniciais da infecção se confunde com os de outras doenças. Algumas pessoas têm febre, sentem dor de cabeça, de estômago, nos músculos ou nas articulações e são acometidas de inchaço nas glândulas linfáticas (ínguas) ou rash cutâneo (coloração avermelhada da pele) durante uma ou duas semanas. A maioria das pessoas pode pensar que é uma gripe. Outras pessoas não sentem nenhum sintoma. Portanto, o teste anti-HIV é o único meio eficaz e seguro de você saber se é HIV positivo ou não.

O vírus multiplica-se em seu corpo por semanas, ou até meses, antes que seu sistema imunológico responda efetivamente. Durante este tempo, o resultado do teste pode ser negativo para o HIV (janela imunológica), mas você já está em condições de infectar outras pessoas. Quando seu sistema imunológico começa a responder e a criar anticorpos (e o seu teste dá positivo), você torna-se soropositivo para o HIV ou HIV positivo - soroconversão.

Mesmo apresentando ou não os primeiros sintomas (síndrome de soroconversão), algumas pessoas se sentem saudáveis durante muitos anos. Mas durante este tempo o HIV continua multiplicando-se e danificando progressivamente o sistema imunológico.

Uma maneira de medir o quanto danificado está seu sistema imunológico é fazer uma contagem de suas células CD4+. Estas células, também conhecidas como células "T auxiliadoras", são partes importantes de seu sistema imunológico. Normalmente, a pessoa “HIV negativo” possui entre 500 e 1.500 células CD4+ por milímetro cúbico de sangue.

Sem o tratamento adequado, a quantidade de células CD4+ irá diminuir progressivamente e você poderá desenvolver sinais da doença, tais como febre, emagrecimento, suores noturnos, diarréia ou inchaços nos nódulos linfáticos (ínguas) que se situam na cabeça, pescoço, axilas, na região genital etc. Caso não esteja em acompanhamento, é hora de procurar um médico experiente em assistência a pacientes com HIV/AIDS.

Como eu sei se tenho AIDS?

A infecção por HIV converte-se em AIDS quando você faz um exame de células de defesa CD4+ e o resultado é abaixo de 200 células por mililitro cúbico de sangue, ou quando você apresenta sintomas e desenvolve uma infecção oportunista. Existe uma lista das infecções oportunistas que é publicada pelo Centro de Controle de Doenças (em inglês, Centers for Disease Control ou CDC).

As mais comuns são:

Pneumonia por pneumocistis carini ou pneumocistose, uma infecção pulmonar (sigla em inglês, PCP)

Sarcoma de Kaposi, um câncer que ataca mais comumente a pele, mas pode afetar outros órgãos (sigla em inglês, KS)

CMV (citomegalovirose), uma infecção que normalmente afeta os olhos, mas também pode atacar outras partes do corpo

Candidíase, uma infecção que pode causar placas brancas na boca ou problemas na garganta, no órgão genital femininoe e no órgão genital mascilino.

A AIDS também inclui em seu quadro a perda de peso corporal, tumores no cérebro (estágio avançado) e outros problemas de saúde, além das infecções oportunistas. Sem tratamento pode levá-lo à morte. Lembre-se que, desde 1996, a terapia anti-retroviral altamente potente reduziu em torno de 50% o número de mortes por AIDS.

A síndrome manifesta-se de forma diferente em cada pessoa infectada.

Existe cura para a AIDS?

Atualmente não existe cura para a AIDS.

Existem medicamentos denominados anti-retrovirais (ARV) que podem retardar o progresso da doença e reduzir a velocidade do dano ao seu sistema imunológico. Estes medicamentos diminuem a replicação viral, porém, não conseguem tirar todo o vírus do seu corpo.

Também existem medicamentos para prevenir e tratar infecções oportunistas. Estes medicamentos funcionam bem, na maioria dos casos.

O teste anti-HIV

O que é o teste de HIV (anti-HIV)?

O teste anti-HIV indica se a pessoa está infectada, ou não, com o vírus da imunodeficiência humana, que causa a AIDS. Este teste detecta os anticorpos contra o HIV que são produzidos pelo nosso corpo. Os anticorpos são proteínas produzidas pelo nosso sistema imunológico (de defesa) na luta contra um germe (microorganismo) específico.

Onde fazer o teste anti-HIV?

Você pode solicitar o teste anti-HIV no consultório de seu médico, mas  também pode ser realizado sem prescrição médica em diversos serviços de saúde pública e nos centros de testagem e aconselhamento (CTA).

O resultado do teste nos serviços públicos, em média, está disponível entre três e quatro semanas após a coleta de sangue. Na rede particular o tempo é menor.

O teste anti-HIV mais comum é o exame de sangue. Entretanto, já existem novos testes que podem detectar anticorpos contra o HIV, na saliva e na urina (testes rápidos). Mas estes testes não estão disponíveis no Brasil para a população em geral.

Testagem Anônima

Você pode e tem o direito de fazer o teste anti-HIV de forma anônima e gratuita e o ideal é que faça um primeiro teste para certificar-se de sua sorologia. Para a realização do teste gratuito, existem os centros de testagem e aconselhamento (CTA). Os centros de testagem e aconselhamento têm como objetivo atender todo e qualquer cidadão com dúvidas em relação a sua condição sorológica para o HIV. Tais centros são unidades de saúde que oferecem o diagnóstico sorológico da infecção pelo HIV, de forma gratuita, atendendo a demanda tanto espontânea quanto provocada. O sigilo e o aconselhamento pré e pós-teste são oferecidos nestas unidades que podem contar com médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos que acompanham a pessoa antes e depois da testagem.

Na primeira coleta de sangue, dois tipos de testagem são realizados: ELISA 1 e ELISA 2.

Já na segunda coleta, para confirmação de resultado positivo anterior, realiza-se mais dois tipos de testagem, desta vez, o “Western Blot” e a “Imunofluorescência”. Após duas coletas com resultados positivos, o que confirma um diagnóstico de infecção por HIV, ou duas coletas com resultados negativos, você não poderá ficar indo sempre ao centro de testagem quantas vezes quiser para acreditar no resultado positivo ou no negativo. Pois, o segundo resultado positivo na segunda coleta confirma o diagnóstico e o segundo resultado negativo também na segunda coleta confirma a não infecção. Então, o ideal e correto, é você passar a se prevenir, de modo a não ficar recorrendo sempre aos testes que são anônimos e gratuitos.  

Caso receba um diagnóstico de soropositividade para o HIV num CTA, você terá informações sobre direitos, atendimentos psicológico e médico. E se você precisar de qualquer serviço médico para tratamento de infecções relacionadas ao HIV, ou seja, em virtude de um quadro de AIDS, seu caso será informado às autoridades competentes. Tal informação objetiva rastrear e seguir a epidemia, mas não perseguir as pessoas infectadas. Os relatórios fornecidos pelos boletins de epidemiologia não incluem nomes.

O que significa o resultado positivo?

Caso você tenha um primeiro resultado positivo, você terá direito de fazer uma segunda coleta de sangue para confirmação do diagnóstico de soropositividade.

Se sua primeira testagem for negativa, e não estando no período de janela imunológica, ou seja, caso não tenha praticado ou sofrido comportamento de risco até três meses antes do teste, você, provavelmente, não está infectado, mas só uma segunda coleta confirmatória lhe dará maior certeza.

Se você recebe um resultado negativo significa que você não entrou em contato com o HIV, desde que tenha adotado corretamente as medidas preventivas para o ato sexual e/ou para outras situações de potenciais riscos: uso de drogas, recepção de sangue, por exemplo.

Caso tenha adotado ou sofrido comportamento de risco, mesmo com o resultado negativo, você pode estar em período de janela imunológica: quando o corpo ainda está produzindo anticorpos contra o HIV que não estão em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste. Além disso, o resultado do teste, sendo negativo, não significa que você é imune ao vírus, portanto, continue se protegendo da infecção por HIV.

Após duas coletas de sangue, o resultado positivo, conclusivo, indica que você possui anticorpos contra o HIV e está infectado. Um profissional lhe dará o resultado e informará a você onde conseguir serviços de saúde e apoio emocional.

Receber o resultado positivo não significa que você tem AIDS. Muitas pessoas que recebem o resultado positivo do teste anti-HIV vivem bem e com boa saúde por anos e nem todos os recém- diagnosticados necessitam começar imediatamente o tratamento anti-HIV (terapia anti-retroviral). Lembre-se de que a AIDS é uma doença de evolução demorada e também um processo lento cuja progressão para a morte é marcada por uma série de doenças, denominadas infecções oportunistas.

Os testes são confiáveis?

Não é necessário repetir várias vezes o teste anti-HIV, pois os resultados são confiáveis em mais de 99.5% dos casos. Antes de receber o resultado positivo final e conclusivo, a testagem é feita quatro vezes, em duas coletas de sangue. O primeiro e segundo testes, conhecidos como "ELISA" (1 e 2), são menos específicos, pois podem detectar anticorpos de outras infecções que não necessariamente por HIV. As primeiras versões deste teste eram muito lentas e freqüentemente davam resultados falsos positivos. As novas versões são muito mais rápidas e exatas.

Antes de confirmar um diagnóstico de soropositividade para o HIV, após resultado positivo pelo teste ELISA, recorre-se a outros dois tipos de testes confirmatórios, que são mais confiáveis e específicos: o “Western Blot” por detectar anticorpos específicos para o HIV e a “Imunofluorescência”.

Persistindo dúvidas, um outro procedimento para confirmar a soropositividade para o HIV é utilizar o método PCR (reação da cadeia polimerase) que é bem específico e também muito caro.

No entanto, existem duas circunstâncias especiais que podem levar a resultados falsos:

1) As crianças nascidas de mãe HIV positiva podem receber resultados falsos positivos do teste anti-HIV. Isto porque as mães passam a seus filhos recém-nascidos seus anticorpos para que estes lutem contra as infecções. Mesmo quando as crianças não estão infectadas com o vírus, elas possuem os anticorpos contra o HIV que lhes foram doados pela mãe. Então, como o teste detecta os anticorpos, o resultado nestas crianças é positivo, mas não significa que elas têm o vírus, mas, sim, os anticorpos que eram da mãe. Portanto, deve-se utilizar outros testes para o diagnóstico do HIV em crianças. Será considerada infectada, segundo a Coordenação Nacional de DST/Aids, a criança de até 24 meses que apresentar resultado positivo em duas amostras testadas pelos seguintes métodos: cultivo de vírus, detecção de RNA ou DNA viral, ou antigenemia p 24 com acidificação. Estes testes deverão ser realizados após duas semanas de vida do bebê. A técnica da antigenemia p 24 com acidificação somente poderá ser utilizada como critério de diagnóstico se associada a um dos demais métodos citados. 

2) As pessoas recentemente infectadas, há menos de três meses quando da realização do teste anti-HIV, podem receber um resultado falso negativo. É necessário entre três semanas e três meses para nosso corpo produzir os anticorpos contra o HIV. Durante este período de incerteza (janela imunológica) a pessoa pode receber um resultado negativo, porém já é capaz de transmitir o vírus a outros, se estiver infectada. Saber sobre sua sorologia para o HIV pode ser uma medida importante e válida, pois na atualidade existem recursos para o diagnóstico precoce e para o tratamento e controle do vírus que oferecem uma melhor qualidade de vida às pessoas vivendo com HIV/AIDS.

Outros casos de resultados falso-negativos podem ocorrer devido à sensibilidade dos testes e a causas técnicas: troca de amostras, uso de reagentes fora do prazo de validade, utilização de equipamentos desajustados, pipetagem incorreta e por conta do transporte e armazenamento inadequado das amostras ou Kits.

Resumindo

O teste anti-HIV procura anticorpos no sangue, na saliva e na urina. O sistema imunológico produz estes anticorpos para lutar contra o HIV, mas esta produção pode demorar até três meses para que sua quantidade seja detectada pelo teste anti-HIV. Durante este período de incerteza (janela imunológica), você pode receber um resultado negativo ou indeterminado, mesmo já estando infectado. Os testes anti-HIV mais comuns para o diagnóstico de infecção por HIV não funcionam para os bebês recém-nascidos de mãe HIV positiva. Você pode fazer o teste anti-HIV de forma anônima, gratuita e sem prescrição médica. Com o resultado positivo confirmado não significa que você tenha AIDS (esteja doente), mas, sim, que está infectado (soropositivo). Se você tem o resultado positivo confirmado, deve conhecer mais sobre o HIV e decidir como cuidar melhor da sua saúde.

Orientações para sexo seguro e protegido

Como você contrai ou transmite o HIV durante o sexo?

Para ocorrer transmissão do HIV durante o sexo, é necessário que uma das pessoas seja soropositiva, tendo o vírus no sangue e nos fluídos sexuais. Os fluídos sexuais vêm do órgão genital mascilino (pré-sêmen ou sêmen) e do órgão genital feminino e (sangue menstrual, “líquido lubrificante”), seja antes, durante ou depois do orgasmo. Você pode contrair o HIV quando os fluídos sexuais do homem ou da mulher (ou o sangue), infectados, entram no seu corpo por prática sexual com penetração e sem o uso do preservativo masculino ou feminino.

Você não pode transmitir o HIV se não tem a infecção por tal vírus. Caso seu companheiro (a) não seja infectado com o HIV, mas você sim, mesmo assim, não há risco algum de infecção por HIV para ele ou ela, desde que não exista nenhum contato deles com seu sangue ou com seus fluídos sexuais, seja por práticas sexuais seguras ou protegidas (uso do preservativo masculino ou feminino), seja por práticas sem penetração, pois a pele, caso esteja sã, é uma barreira natural que impede a entrada do sangue e de outras secreções no seu corpo.

Lembre-se: não entrando em contato com fluído sexual de homem ou de mulher ou com sangue, de modo a não deixá-los entrar em seu corpo, você não tem possibilidade de estar infectado por HIV pela via sexual. Praticar sexo seguro (e protegido) é uma forma de reduzir o risco de você contrair o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis durante o ato sexual.

Quão é arriscado?

Fantasias, masturbação, conversas eróticas e massagem sexual são consideradas práticas seguras. Estas atividades evitam o contato com sangue ou com os fluídos sexuais de homens ou de mulheres, assim, não existe nenhum risco de infecção pelo HIV.

Não podemos saber se alguém está infectado somente observando sua aparência. Além disso, as pessoas podem esconder e até mesmo não saberem de sua condição sorológica. Já algumas pessoas se infectaram com HIV numa única relação sexual com penetração sem o uso do preservativo (sexo desprotegido ou inseguro).

Algumas pessoas que já obtiveram o resultado negativo no teste anti-HIV acham que são imunes ao vírus e continuam praticando sexo desprotegido e inseguro (sexo oral, retal e vaginal sem uso do preservativo). Tal postura é um engano.

O correto é, após o resultado negativo, continuar se protegendo ou passar a adotar tal comportamento de proteção usando preservativo em todas as relações sexuais com penetração, se antes não o fazia. Além disso, as pessoas com resultado negativo podem ter se infectado depois de terem feito o teste ou podem ter feito o teste bem no início da exposição e infecção pelo HIV, podendo estar em período de janela imunológica.

Este período é o tempo que seu corpo demora em produzir anticorpos contra o HIV em quantidade suficiente para ser detectada pelo teste anti-HIV. Este tempo gira em torno de três meses, portanto, se você se expôs ou sofreu um comportamento de risco (sexo desprotegido, por exemplo), há menos de três meses de um teste anti-HIV, significa que o resultado de tal teste não é conclusivo nem totalmente confiável, devendo você fazer um novo teste, pelo menos, depois de três meses passados de uma exposição arriscada.

Se você pratica sexo inseguro e/ou desprotegido, é um erro achar que após o resultado negativo de um teste anti-HIV você é imune ao vírus. O teste negativo não garante imunidade à infecção pelo HIV. Para sua proteção, pratique sexo seguro e/ou protegido e lembre-se que ao se proteger você está protegendo os demais.

Praticar sexo inseguro ou desprotegido, o que significa penetração com ou sem ejaculação e sem o uso do preservativo, acarreta um risco muito alto de você contrair ou transmitir o HIV. O risco mais alto é quando o sangue ou os fluídos sexuais de homens ou mulheres tocam as áreas suaves e úmidas (membranas ou mucosas) dentro do reto, do órgão genital feminino, da boca ou na cabeça do órgão genital mascilino. Estas partes sofrem facilmente ferimentos ou traumatismos durante o ato sexual, o que aumenta a possibilidade da entrada do HIV no corpo.

O contato sexual vaginal ou retal sem a proteção adequada é muito arriscado. Quando o órgão genital mascilino penetra a boca, orifício retal ou o órgão genital feminino, pode causar pequenas irritações ou ferimentos que aumentam o risco de infecção por HIV. O parceiro (a) receptivo (a) tem, provavelmente, o risco mais alto de ser infectado, ainda que o HIV também possa entrar pelo órgão genital mascilino, principalmente, se existem quaisquer feridas ou se ele (o órgão genital mascilinos) teve contato durante muito tempo com o sangue ou com os fluídos vaginais infectados por HIV.

As práticas mais seguras e/ou protegidas:

Seja consciente com seu corpo e com seu companheiro (a). Os cortes, as feridas ou sangramentos nas gengivas aumentam o risco de infecção pelo HIV. O ato sexual com movimentos fortes (sexo violento) também oferece risco, pois pode produzir pequenas lesões e ferimentos que são portas de entrada para o HIV penetrar em seu corpo.

Use barreiras para evitar o contato com sangue ou fluídos sexuais. Lembre-se que a barreira natural do corpo é a pele. Se ela não apresentar cortes ou feridas, significa que está mantendo sua função natural de barreira e proteção, além de estar te protegendo contra infecções via sangue ou outras secreções.

Lembre-se que o risco de você contrair o HIV é muito maior se existem feridas nas membranas ou mucosas, antes ou durante o ato sexual.

A barreira artificial mais comumente utilizada é o preservativo masculino ou feminino. O preservativo “feminino” pode ser usado tanto para a proteção da órgão genital femininoe quanto do reto durante o ato sexual. No caso de penetração retal recomenda-se retirar previamente o anel interno.

Os lubrificantes podem aumentar o estímulo sexual. Eles também reduzem a possibilidade de rompimento dos preservativos e de outras barreiras porque diminuem o atrito.

Os lubrificantes à base de óleo como a vaselina, os óleos e os cremes danificam e rompem os preservativos ou outras barreiras de látex, portanto, você não deve usar esses tipos de lubrificação. Assegure-se de estar usando lubrificantes à base de água, tais como: KY, “Preserv gel” ou glicerina.

O sexo oral: oferece algum risco de você contrair ou transmitir o HIV, principalmente, se a boca não saudável com gengiva sangrando e/ou com feridas entrar em contato com fluídos sexuais ou sangue infectados. Pedaços de látex ou de plástico (PVC que é um tipo usado para embalagens de alimentos) utilizados para colocar em cima do órgão genital feminino, ou, o preservativo no órgão genital mascilino podem ser usados como barreiras durante o sexo oral. Os preservativos sem lubrificantes e com sabores (odores) são melhores para o sexo oral, pois a maioria dos lubrificantes tem um sabor desagradável.

E se ambas as pessoas já estão infectadas?

Algumas pessoas infectadas por HIV não vêem a necessidade de seguirem as orientações para o sexo mais seguro ou protegido com outras pessoas também infectadas. No entanto, ainda é razoável proteger você mesmo e o outro. Pois, sem proteção (sem uso das barreiras), você pode se expor a outras infecções como, por exemplo, herpes, sífilis, hepatite etc. Quando você já tem o HIV, estas doenças podem ser mais complicadas de tratar, além de poderem complicar o seu estado de saúde num futuro.

Também pode ser possível a re-infecção com uma cepa diferente de HIV, ou ainda, com HIV já resistente a alguns medicamentos anti-retrovirais. As questões e razões para o sexo protegido nestas situações são temas polêmicos, por conseguinte, a re-infecção é também questão polêmica para pesquisadores e médicos.

Lembre-se: o importante é manter-se saudável e fazer sexo seguro e/ou protegido porque protege você mesmo e seu parceiro ou parceira do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis

Coloque seus limites

Decida quanto risco deseja correr. Conheça qual proteção quer usar durante os diferentes tipos de atividade sexual.

Antes de ter relações sexuais:

Pense no sexo mais seguro e protegido (e pratique-o)
Coloque seus limites
Consiga lubrificante à base de água, preservativo ou outras barreiras e tenha certeza que eles estarão à mão quando necessitar
Fale com seu companheiro (a) ou parceiro (a) para que ele ou ela busque e conheça seus próprios limites.

Mantenha teus limites. Não permita que o álcool, as drogas e os companheiros (as) atraentes façam esquecer que você deve proteger-se e proteger os outros.  

Em resumo

Você pode se infectar com o HIV durante o ato sexual desprotegido. 

O sexo é protegido (e também seguro) se o sangue ou o fluído sexual com HIV não entram em seu corpo de modo algum por conta do uso do preservativo masculino ou feminino em qualquer forma de penetração: oral, retal e vaginal.

Preservativos

Como usar os preservativos?

Os preservativos podem te proteger do HIV e de outras DSTs durante o contato com órgão genital mascilino, boca, órgão genital feminino e reto, desde que usados corretamente:

Guarde-os onde não exista excesso de calor, frio ou fricção. Não os guarde em carteiras ou no porta-luva do seu automóvel
Verifique a data de vencimento. Não use preservativo fora da validade
Não abra o pacote de preservativos com os dentes nem com tesoura. Tenha cuidado para que unhas ou jóias (bijuterias) não rasguem o preservativo. Os piercings no órgão genital mascilino ou no órgão genital feminino e também podem rasgar o preservativo
Use um preservativo novo a cada vez que mantiver relações sexuais ou quando o órgão genital mascilino for movido do reto (orifício retal) para o órgão genital feminino
Verifique o preservativo durante o ato sexual, principalmente, ao sentir algo diferente, para assegurar que ainda esteja no lugar e intacto
Não use o preservativo masculino e o preservativo feminino ao mesmo tempo
Use, junto com preservativo de látex, lubrificante à base de água (KY, glicerina, “preserv gel”) e não à base de óleo. As loções oleosas, a vaselina e os cremes hidratantes ou de limpeza danificam e rompem o látex
Use preservativo sem lubrificante e com sabor (aroma) para o sexo oral, pois a maioria dos lubrificantes tem sabor desagradável. Para sexo retal você pode usar preservativo masculino mais resistente ou o preservativo “feminino” que é feito de poliuretano que também é mais resistente que o látex
Não jogue o preservativo na privada. Ele pode entupir o encanamento.

Uso do preservativo masculino:

Coloque o preservativo quando o órgão genital mascilino estiver ereto e antes que ele entre em contato com a boca, órgão genital feminino ou o reto de seu companheiro (a), pois o líquido que sai do órgão genital mascilino antes do orgasmo conhecido como pré-sêmen e que funciona como lubrificação natural pela excitação pode conter HIV;
Se quiser, use algum lubrificante à base de água dentro da ponta do preservativo ou por sobre ele após estar vestindo o órgão genital mascilino;
Se não tiver feito circuncisão, empurre o prepúcio (pele que encobre a cabeça do órgão genital mascilino) para trás, antes de colocar o preservativo. Isso permite que o prepúcio se mova sem romper o preservativo;
Aperte a ponta do preservativo de modo a não deixar o ar entrar, pois esta ponta sem ar servirá de reservatório para o sêmen após o orgasmo (gozo). Em seguida, desenrole o preservativo ao longo do órgão genital mascilino;
Não use dois preservativos ao mesmo tempo. A fricção entre os dois pode fazer com que ambos se rompam;
Depois do orgasmo, segure na base e na ponta do preservativo e retire-o antes que o órgão genital mascilino perca a ereção (amoleça);
Tenha cuidado para não derramar o sêmen dentro de seu companheiro (a) quando tirar o preservativo.

Uso do preservativo feminino:

O preservativo feminino é uma bolsa de poliuretano com dois extremos: um fechado e outro aberto. Existe um anel flexível em cada extremo, sendo um anel fixo no extremo maior e aberto e outro anel móvel no extremo fechado e menor;
Coloque o preservativo em seu lugar antes que o órgão genital mascilino de seu companheiro toque sua órgão genital feminino ou reto. O preservativo pode ser colocado até oito horas antes do ato sexual e não atrapalha a atividade de urinar;
Para o uso no órgão genital feminino, aperte o anel menor e o introduza como fosse um diafragma. O anel maior e fixo cobre a abertura da órgão genital feminino e protege os órgãos sexuais externos da mulher de infecções;
Para o uso no reto, retire o anel menor. Coloque o preservativo em cima do órgão genital mascilino ereto de seu companheiro. O preservativo será introduzido no reto junto com o órgão genital mascilino;
Guie o órgão genital mascilino ao anel grande para evitar o contato não protegido entre o órgão genital mascilino e o reto ou o órgão genital feminino de teu companheiro (a);
Tire o preservativo antes de ficar em pé. Gire o anel exterior e maior para guardar e isolar o sêmen dentro do preservativo. Suavemente retire o preservativo e jogue-o em local apropriado (não em vasos sanitários).
O preservativo não pode ser reutilizado com diferentes pessoas, mas suporta até três orgasmos de um mesmo parceiro. Muitas mulheres dizem que o anel maior que protege a parte externa do órgão genital feminino, ao friccionar o clitóris, ajuda no alcance do orgasmo (gozo) feminino.

Mitos do preservativo

Os preservativos não servem: o preservativo funciona muito bem se usado corretamente cada vez que tenha relações sexuais.

Os preservativos se rompem facilmente: menos de 2% dos preservativos se rompem quando usados corretamente. Não use lubrificante à base de óleo com preservativo de látex, dois preservativos ao mesmo tempo nem preservativo fora da data de validade.

O HIV pode atravessar os preservativos: o HIV não pode ultrapassar nem látex nem preservativos de poliuretano.

Em resumo

Usado corretamente, o preservativo é a melhor maneira de você se prevenir da infecção por HIV durante o ato sexual. Os preservativos podem proteger a boca, órgão genital feminino e o reto do sêmen ou sangue com HIV. Também podem proteger o órgão genital mascilino do HIV presente nos fluídos vaginais ou no sangue dentro da boca, do órgão genital feminino e do reto. Além de prevenirem outras infecções sexualmente transmissíveis.

Os preservativos devem ser armazenados, usados e jogados fora corretamente. Você pode usar o preservativo “feminino” tanto no órgão genital feminino quanto no reto (neste caso é recomendado retirar previamente o anel interno).

Lembre-se: é melhor prevenir do que remediar, como diz o ditado popular. Ou seja, a prevenção ainda é o melhor remédio na luta contra o HIV.

Fonte: www.abiaids.org.br

AIDS

O que é AIDS?

É a forma mais grave da infecção pelo vírus da deficiência imunológica humana (HIV), gerado pelo enfraquecimento do sistema de defesa do organismo.

Como funciona a infecção por HIV?

O vírus entra no corpo. E ataca os glóbulos brancos (linfócitos T4), que são muito importantes na defesa imunológica do organismo. Esta situação pode se prolongar meses ou anos, sem nenhum sinal aparente da doença. Nosso organismo já está infectado pelo HIV mas a doença ainda não se manifestou.

Pessoas neste estágio de infecção são chamadas de "soropositivos, assintomáticos", e podem infectar:

Os parceiros sexuais
Aqueles ou aquelas com quem compartilhamos o uso de seringa
A mulher grávida pode passar para a criança.

Às vezes o vírus - por razões ainda mal conhecidas - pode se tornar "ativo", se reproduzindo dentro de T4 e liberando uma grande quantidade de vírus infectando outros linfócitos T4 (glóbulos brancos). Quando um número importante de células T4 são destruídas por conseqüência da infecção pelo vírus, as defesas imunitárias do organismo se debilitam.

É nesse momento que aparecem os sintomas da doença:

Febre persistente, diarréia prolongada, erupções cutâneas;
Emagrecimento sem causa aparente;
Infecções "oportunistas" devido à multiplicação de germes com os quais normalmente vivemos sem perigo;
Câncer de pele (sarcoma de Kaposi);
Gânglios.

O que quer dizer "ser soropositivo"?

Quer dizer que a pessoa é portadora do vírus e que o organismo fabricou um mecanismo de defesa: os anticorpos. São esses anticorpos que são detectados no teste.

A "soropositividade" apenas mostra a presença do vírus no organismo; não significa estar doente com a AIDS. Na maioria das vezes o soropositivo não apresenta nenhum sinal da doença.

O que quer dizer "soroconversão"?

Este ponto é muito importante. Uma pessoa pode estar com o vírus e apresentar um teste negativo. Por quê? O teste sempre mostra os anticorpos reagindo ao vírus, e não o vírus propriamente. Se o organismo não teve tempo de fabricar estes anticorpos, não vai aparecer nada no teste.

O período de fabricação de anticorpos suficientes para serem detectados no teste é de aproximadamente 3 meses (para a maioria das pessoas). Isto é "soroconversão".

A partir de que momento passamos do estágio de "soropositivos" para a doença AIDS?

Após um período que dura geralmente muitos anos. Os vírus que "dominam" nas células acordam e destroem progressivamente o sistema de defesa do organismo. O debilitamento das defesas imunológicas acarreta a aparição de alguns dos sintomas já mencionados.

Ser "soropositivo" significa que vamos obrigatoriamente desenvolver a AIDS?

A evolução da infecção pelo HIV não é a mesma para todos. Alguns indivíduos são "soropositivos" há muitos anos e continuam aparentemente bem.

Na maioria dos casos, a doença AIDS só aparece num período de 8 a 10 anos. Estas estimativas variam na medida em que conhecemos melhor a doença e seus tratamentos.

Parece que certos elementos apressam o aparecimento da doença:

A recontaminação do indivíduo pelo HIV;
A infecção simultânea por outros germes.

Poderiam também existir fatores desconhecidos, como a virulência maior ou menor do HIV.

Como se transmite o vírus?

O vírus está presente em líquidos secretados pelo organismo de pessoas contaminadas: sangue, esperma, e secreções vaginais. Só nestes três casos ocorre a transmissão.

O vírus está em outros líqüidos (saliva, lágrimas, urina e suor), mas a quantidade é tão pequena que não apresenta riscos de transmissão.

A transmissão só é possível se existe penetração do líqüido contaminado no organismo sadio.

Devem se cumprir obrigatoriamente 2 condições:

a) O vírus tem que estar em quantidade suficientemente importante no líqüido contaminante.
b)
O vírus tem que encontrar uma porta de entrada para penetrar no organismo. As portas de entrada podem ser lesões das mucosas (genital, retal, bucal) ou lesões de pele.

Em que casos é possível a transmissão?

Transmissão sangüínea: troca de seringas em caso de toxicomania, por via intravenosa (picadas) e transfusões de sangue recebidas até junho de 1987 (até esta data não existia a obrigatoriedade de testes anti-HIV nos bancos de sangue).
Transmissão sexual:
esperma, mas também líqüido prostático, secreções vaginais e sangue menstrual.
As práticas que colocam em contato mucosas com secreções genitais contaminadas são de alto risco.
Transmissão feto-materna:
durante a gravidez, através da placenta, ou durante o parto.

O que não pode contaminar:

A saliva, lágrimas, suor, urina; não são contaminantes já que tem o vírus em pouca quantidade. Nunca houve um caso de transmissão por estes líqüidos, inclusive nas famílias que convivem com "soropositivos".

O que é possível, porém raro:

Os contatos boca-sexo podem ser contaminantes, se existir contatos entre secreções sexuais e úlceras bucais.
Aleitamento materno de uma mãe "soropositiva" pode ser uma fonte de contaminação.

A TRIAGEM

Como saber se somos "soropositivos"?

Fazendo um teste anti-HIV a partir de uma coleta de sangue. A presença de anticorpos específicos é a prova da infecção pelo vírus.

Por que procurar saber se somos "soropositivos"?

Evitar a recontaminação, isto é, contaminações repetidas por HIV ou outras infecções que aceleram a passagem e a evolução para a doença AIDS.
Ter acompanhamento médico regular. Um tratamento precoce retarda a evolução para a doença e permite tratar as infecções para evitar complicações graves. Ter acesso à profilaxia primária das infecções mais freqüentes, aumentando deste modo a sobrevida.
Tomar todas as precauções necessárias para não contaminar os parceiros sexuais.
Evitar a gravidez com conhecimento de causa, evitando ficar grávida ao saber que é "soropositiva".

O teste anti-HIV pode ser pedido por um médico, mas não pode ser feito em nenhum caso sem o consentimento da pessoa.

O HIV E A VIDA COTIDIANA

Existem riscos de contaminação na vida cotidiana?

Não. O vírus não se transmite pelo ar, nem por via subcutânea, nem por saliva, nem por lágrimasss, nem por suor ou urina.

Então não precisamos temer contatos como: dar a mão, beijo, lágrimas, talheres mal lavados, comer junto com um "soropositivo", lençóis, telefones públicos, transportes comunitários, cinemas, quadras esportivas, escolas, local de trabalho, visitas a hospitais ou a médicos.

Os desinfetantes clorados utilizados nas instalações públicas são eficazes para destruir o vírus (piscinas, duchas, banheiros).

Podemos nos contaminar por atos médicos ou paramédicos?

As consultas médicas, a acupunturistas ou a dentistas são sem riscos, já que eles aplicam medidas de higiene. Quando são tomadas as precauções (esterilização ou utilização de material descartável), não se deve ter medo de tatuagens ou furos nas orelhas. Se recomenda ter certeza que a desinfecção praticada é adequada.

Não existe risco com instrumentos de cabeleireiro e manicure, desde que o material de desinfecção também seja desinfetado com cândida ou Q-boa.

O sangue de menstruação nos banheiros públicos pode ser contaminante?

Poderia ser, mas seria necessário que o sangue entrasse diretamente em contato com mucosas ou feridas cutâneas.

Eliminamos facilmente esse risco respeitando as regras de higiene na utilização de banheiros públicos:

Evitar sentar diretamente no assento;
Lavar as mãos com água e sabão na saída.

Se a tampa do vaso sanitário estiver suja de sangue, a limpeza com detergentes clorados (Cândida) é suficiente para garantir uma desinfecção satisfatória.

Os animais domésticos podem transmitir o vírus?

Não. O vírus da AIDS não se desenvolve nesses animais.

Podemos ser contaminados por uma picada de inseto?

Não. Não existe nenhum caso de contaminação por esta via.

A mordida de uma pessoa "soropositiva" representa algum risco?

Não. Seria necessário uma circunstância excepcional: para que a mordida seja perigosa, deve ser profunda até o sangramento e a pessoa contaminada deve ter também sangue na boca.

Não existe nenhum risco na vida cotidiana. As regras de higiene habituais são suficientes. Como, por exemplo, não compartilhar a mesma escova de dentes ou aparelho de barbear.  

O HIV E A VIDA SEXUAL

Como podemos nos contaminar?

Todo ato sexual com um parceiro portador do vírus pode ser contaminante, desde que exista penetração vaginal ou retal.

O HIV está presente:

No homem: no esperma e também nas secreções prostáticas (líqüido seminal) que existe antes da ejaculação.
Na mulher:
nas secreções do colo uterino e do órgão genital feminino, assim como no sangue menstrual.

A contaminação sexual pode ocorrer nos relacionamentos entre homem e mulher (relacionamento heterossexual) e nas relações entre homens (relacionamento homossexual).

Quais são as práticas de risco?

Toda prática sexual sem a proteção de uma camisinha é de risco.

A penetração retal (sodomia) é uma prática de alto risco tanto para o homem quanto para a mulher. A mucosa retal é facilmente traumatizada por uma penetração.

Na penetração vaginal o risco de contaminação é maior se ela for acompanhada por gestos suscetíveis de provocar feridas. O risco de contaminação é maior para as mulheres do que para os homens, na medida que a penetração fere mais facilmente a mucosa vaginal que a do órgão genital mascilino. O risco aumenta se a mucosa estiver irritada pela presença de uma doença venérea, ou durante a menstruação.

Nos contatos boca-sexo masculino (felatio), boca-sexo feminino (cunilingus) e boca reto (anulingus), o risco de contaminação é mal conhecido. Existe porém um risco porque as secreções sexuais contaminadas podem entrar em contato com uma ferida na boca.

O que chamamos de parceiros de risco?

Não existem parceiros de risco, mas pessoas com comportamento de risco. (contatos sexuais sem proteção, multiplicidade de parceiros, uso de droga por via endovenosa). Como não conhecemos sempre os comportamentos de nossos parceiros, é necessário adotar, em todos os casos, medidas de prevenção (uso de camisinha e não dividir seringas, por exemplo).

Podemos ser contaminados por um único contato sexual?

Sim. Um único contato não protegido é suficiente, na medida em que não podemos nunca afirmar que o parceiro não está contaminado. A multiplicidade de parceiros multiplica os riscos de exposição ao vírus.

O beijo profundo pode ser contaminante?

Não. Não existe nenhum caso de contaminação conhecida por esta via. Em um beijo amoroso existe intercâmbio de saliva, mas a saliva não contém vírus suficiente para contaminar. 

PREVENINDO A CONTAMINAÇÃO POR VIA SEXUAL

Como avaliar os "riscos" representados por um parceiro?

Não existe nenhum meio de quantificar os riscos com certeza. A utilização de uma camisinha é o único caminho para eliminar os riscos de uma contaminação. Quando a relação é estável, a realização do teste de triagem feito pelos dois parceiros pode permitir pensar no abandono da camisinha.

Pode haver contaminação por um estupro?

Sim, se o agressor for "soropositivo" e o estupro provocar lesões nas vias genitais que favorecem a penetração do vírus. É recomendável que a vítima faça um teste o mais rápido possível (para demonstrar que não tinha nada antes do estupro) e outro teste 3 meses mais tarde, a procura de uma possível contaminação.

A grande maioria das pessoas foram contaminadas através do relacionamento sexual:

O parceiro contaminante pode demonstrar que é "soropositivo".

Todo relacionamento sexual não protegido representa riscos de contaminação.

O que é "safe sex" ou "sexo seguro?

É o conjunto de práticas que permitem ter relações sexuais evitando os riscos da contaminação.

Alguns exemplos:

Recorrer a prática sem risco tais como as carícias e masturbação mútuas, já que a relação amorosa não se resume na penetração;

Utilização sistemática de camisinha nas práticas sexuais de risco (penetração retal e vaginal).

Existem outros meios, além da camisinha, para se proteger?

Não. Atualmente, se a escolha for ter relações sexuais com penetração, a camisinha é o único meio de prevenção existente. 

O HIV E O SANGUE

Como é a contaminação através do sangue?

Pode dar-se de 3 maneiras:

Por injeções intravenosas com material contaminado
Por transfusões de produtos sangüíneos, anteriores a 1987
Excepcionalmente, por picadas ou ferimentos acidentais com objetos sujos com sangue contaminado. Não existem mais de 30 casos em todo o mundo desde o começo da epidemia por este tipo de contaminação.

Por que os toxicômanos por via intravenosa são particularmente expostos à contaminação pelo vírus?

A transmissão do vírus se faz através de agulhas e seringas sujas de sangue. Ninguém se injeta drogas "pesadas" sem ter sido iniciado. E o intercâmbio de seringas é, freqüentemente, parte do ritual de iniciação. Além do mais, a utilização de substâncias que modificam a vigilância pode nos deixar indiferentes às medidas de prevenção.

Falando claro: quando alguém fica "doidão", os cuidados ficam quase sempre nulos.

Existem atualmente riscos de transmissão do vírus devido a uma transfusão?

Desde 1987 os testes de triagem para HIV são obrigatórios em todos os doadores de sangue. Somente os negativos são utilizados para transfusão. Em razão do período de soroconversão, o risco não pode ser completamente descartado, já que um doador recentemente infectado pode ter um teste ainda negativo. O risco residual é mínimo e a eventualidade da transmissão do vírus seria excepcional. Para diminuí-la ainda mais, os médicos estão limitando a prescrição de transfusão à indicações indispensáveis.  

PREVENINDO A CONTAMINAÇÃO POR VIA SANGUÍNEA

Como evitar o risco mínimo da transfusão de sangue ou seus derivados?

Através da autotransfusão, que é uma transfusão a partir de seu próprio sangue. Podemos recorrer à autotransfusão quando uma intervenção cirúrgica pode ser prevista com antecedência. A pessoa armazena seu próprio sangue nos dias precedentes à cirurgia.

O que é transfusão parental?

Quando recorremos a um doador da nossa própria família. Necessitamos encontrar um doador compatível, o que não é sempre possível.

Fonte: www.famema.br

AIDS

A sigla Aids significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O vírus da Aids é conhecido como HIV e encontra-se no sangue, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das pessoas infectadas pelo vírus. Objetos contaminados pelas substâncias citadas, também podem transmitir o HIV, caso haja contato direto com o sangue de uma pessoa.

Após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. Por isso, a pessoa pode ter o vírus HIV em seu corpo, mas ainda não ter Aids. Ao desenvolver a Aids, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos do organismo da pessoa doente.

Como esses glóbulos brancos fazem parte do sistema imunológico ( de defesa ) dos seres humanos, sem eles, o doente fica desprotegido e várias doenças oportunistas podem aparecer e complicar a saúde da pessoa. A pessoa portadora do vírus HIV, mesmo não tendo desenvolvido a doença, pode transmiti-la.

Formas de Contágio

A Aids é transmitida de diversas formas. Como o vírus está presente no esperma, secreções vaginais, leite materno e no sangue, todas as formas de contato com estas substâncias podem gerar um contágio.

As principais formas detectadas até hoje são: transfusão de sangue, relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de seringas ou objetos cortantes que possuam resíduos de sangue. A Aids também pode ser transmitida da mão para o filho durante a gestação ou amamentação.

Principais Sintomas da Aids

Como já dissemos, um portador do vírus da Aids pode ficar até 10 anos sem desenvolver a doença e apresentar seus principais sintomas. Isso acontece, pois o HIV fica "adormecido" e controlado pelo sistema imunológico do indivíduo. Quando o sistema imunológico começa ser atacado pelo vírus de forma mais intensa, começam a surgir os primeiros sintomas.

Os principais são: febre alta, diarréia constante, crescimento dos gânglios linfáticos, perda de peso e erupções na pele.

Quando a resistência começa a cair ainda mais, várias doenças oportunistas começam a aparecer: pneumonia, alguns tipos de câncer, problemas neurológicos, perda de memória, dificuldades de coordenação motora, sarcoma de Kaposi (tipo de câncer que causa lesões na pele, intestino e estômago). Caso não tratadas de forma rápida e correta, estas doenças podem levar o soropositivo a morte rapidamente.

Formas de Prevenção

A prevenção é feita evitando-se todas as formas de contágio citadas acima. Com relação a transmissão via contato sexual, a maneira mais indicada é a utilização correta de preservativos durante as relações sexuais.

Atualmente, existem dois tipos de preservativos, também conhecidos como camisinhas: a masculina e a feminina.

Outra maneira é a utilização de agulhas e seringas descartáveis em todos os procedimentos médicos. Instrumentos cortantes, que entram em contato com o sangue, devem ser esterilizados de forma correta antes do seu uso. Nas transfusões de sangue, deve haver um rigoroso sistema de testes para detectar a presença do HIV, para que este não passe de uma pessoa contaminada para uma saudável.

Tratamento

Infelizmente a medicina ainda não encontrou a cura para a Aids. O que temos hoje são medicamentos que fazem o controle do vírus na pessoa com a doença.

Estes medicamentos melhoram a qualidade de vida do paciente, aumentando a sobrevida. O medicamento mais utilizado atualmente é o AZT ( zidovudina ) que é um bloqueador de transcriptase reversa.

A principal função do AZT é impedir a reprodução do vírus da Aids ainda em sua fase inicial.

Outros medicamentos usados no tratamento da Aids são: DDI ( didanosina ), DDC ( zalcitabina ), 3TC ( lamividina ) e D4T ( estavudina ). Embora eficientes no controle do vírus, estes medicamentos provocam efeitos colaterais significativos nos rins, fígado e sistema imunológico dos pacientes.

Cientistas do mundo todo estão trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra a Aids. Porém, existe uma grande dificuldade, pois o HIV possui uma capacidade de mutação muito grande, dificultando o trabalho dos cientistas no desenvolvimento de vacinas.

Você sabia?

Dia 1 de dezembro comemora-se o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Fonte: rnpvha.org.br

AIDS

Causador: vírus da imunodeficiência humana (HIV)

O que é AIDS?

AIDS é a sigla em inglês para "Síndrome da Imunodeficiência Adquirida". É causada pelo HIV, um vírus que ataca, primeiramente, o sistema imune da pessoa, podendo se instalar, depois, em várias partes do corpo. O sistema imune é um mecanismo de defesa do organismo, que luta contra doenças que vão desde um simples resfriado até o câncer. Quando o vírus ataca o sistema imune, sua ação fica ineficiente e o corpo fica mais vulnerável a qualquer doença que possa atacá-lo.

Quais os sintomas da AIDS e infecção por HIV?

Uma pessoa que é HIV + pode não desenvolver nenhum sintoma, mesmo possuindo o vírus. Pode levar vários meses ou mais de 10 anos para que um indivíduo portador do HIV desenvolva sintomas da AIDS.

Os sintomas da AIDS incluem:

Perda de peso e cansaço.
Sintomas parecidos com os da gripe que não desaparecem (febre, transpiração durante a noite, perda de apetite, ...).
Diarréia.
Lesões brancas na língua e na boca (candidíase).
Infecções fúngicas recorrentes na vagina.

À medida que a doença progride, o quadro da pessoa pode piorar,e aparecm outros sintomas, tais como:

Ifecções oportunistas por bactérias, vírus, fungos e parasitas (podem ser moderadas ou severas).
Câncer da cérvice uterina (em mulheres) e linfoma.
Danos neurológicos (perda de memória, mudança de humor, perda de sentimentos extremos, ...).

Quais exames são feitos para se diagnosticar infecção por HIV?

O teste para HIV é feito através de um exame de sangue, e caso dê negativo, deve ser repitido quatro meses depois para confirmação (durante este período as relações sexuais só devem ser feitas com camisinha).

Quem deve ser testado para HIV?

A decisão de fazer um teste de HIV depende da própria pessoa que será testada. É sugerido um teste para pessoas de grupos de risco.

Essas pessoas são:

Qualquer pessoa com mais de um parceiro sexual, ou cujo parceiro sexual tem mais parceiros.
Pessoas que usam drogas injetáveis.
Pessoas que tiveram sexo (sem uso de preservativo) com um parceiro de história sexual desconhecida.
Pessoas que receberam transfusão de sangue, plaquetas ou transplante de tecidos entre os anos de 1977 e 1985.

Como se previne a transmissão do HIV?

Pessoas com apenas um parceiro sexual têm menos chances de adquirir HIV. É muito importante o uso de camisinha e espermicidas. A camisinha é uma barreira entre o organismo e o vírus causadora da AIDS. Os espermicidas ajudam a eliminar qualquer micro-organismo que entre em contato com eles.

Fonte: med.fm.usp.br

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