São infecções respiratórias agudas e comuns, que ocorrem com mais frequência no Outono e Inverno, embora também surjam noutras épocas do ano.
Afetam o nariz, a garganta, as amígdalas, os seios peri-nasais, os brônquios
e outros locais.
Curam espontaneamente ao fim de algum tempo.

Todas as pessoas.
Há no entanto indivíduos predispostos, que têm maior probabilidade de as desenvolver, particularmente os filhos de pais com alergias.

Uma reacção alérgica pode apresentar vários sintomas, em conjunto ou isolados.
Os órgãos mais afetados e os sintomas mais frequentes, são:
Pele urticária, eczema;
Aparelho respiratório asma, rinite;
Olhos conjuntivite, eczema nas pálpebras;
Aparelho digestivo diarreia, edema da glote;
Há sintomas que se devem a intolerâncias, sobretudo alimentares e que em nada têm a ver com alergias, embora muitas pessoas as designem erradamente como tal. Importa distingui-los.

É muito variável. Pode ir desde reacções ligeiras a casos graves que põem a vida em risco e que levam à morte.
O caso mais grave é o choque anafilático que ocorre com uma reacção que envolve todo o organismo, com alterações circulatórias, renais, cardíacas, etc. e que provoca frequentemente a morte. Pode surgir por exemplo, em alérgicos às penicilinas.

Para que surja uma alergia é necessário que a substância estranha ao organismo, chamada antigénio, reaja com substâncias naturais, os anticorpos. Dessa reacção, libertam-se os mediadores da alergia que são os responsáveis pelos sintomas.
Uma alergia só surge a partir do 2º contato com a substância estranha, porque
os anticorpos só começam a formar-se depois do 1º contato.
A alergia pode só surgir após vários contatos com o antigénio.
Simplificando, há quem classifique as alergias em 4 tipos principais:
Anafilaxia surge logo após o novo contato com o antigénio, quando este reage com os anticorpos. Os mediadores libertados provocam espirros, tosse e comichão.
Ex.: rinite alérgica, algumas alergias cutâneas, asma e outras.
Citotoxicidade quando o antigénio se fixa a células do organismo e reage seguidamente com os anticorpos do sangue, provocando destruição das células.
Ex.: por transfusão de sangue de outro grupo, medicamentos.
Imunocomplexos quando o produto formado entre o antigénio e o anticorpo, provoca um conjunto de reações no organismo que originam lesão dos vasos sanguíneos, do pulmão, da pele, etc.
Geralmente, as manifestações surgem ao fim de algumas horas (4-6) após o novo contato com o antigénio.
Ex.: alveolites alérgicas, doença dos criadores de aves.
Reação retardada quando surge ao fim de 1-3 dias após o novo contato com o antigénio. Provoca inflamações que podem ser irreversíveis.
Ex.: rejeição em transplantação.
As alergias podem surgir em qualquer altura, embora algumas sejam mais frequentes em certas idades.
Por exemplo:
Adultos pólipos nasais, rinite, asma e urticária.
Lactentes e adolescentes rinite e asma alérgicas, eczema, alergias alimentares e urticária.
Pode suspeitar da alergia quando os sintomas surgem sempre que contacta com certos produtos ou locais.
O médico diagnostica uma alergia através das queixas do doente e dos testes que realiza.
Informações que o doente presta:
Outros familiares com alergias;
Estilos de vida quanto a: contacto com tapetes, pólen, produtos que manipula, animais domésticos, ocupação, produtos de limpeza com que contacta, cosméticos, alimentos, medicamentos, fatores que a agravam (pó, pêlos de animais, fumo, humidade, tensão nervosa)
O médico recorre habitualmente a testes na pele e a exames de laboratório para confirmar o diagnóstico de uma alergia e identificar a substância (alergeno ou antigénio) que a provoca.
Há tratamentos gerais e específicos para cada tipo de alergia ou manifestação.
Os tratamentos podem dirigir-se ao alívio dos sintomas ou a prevenir o aparecimento das reações.
Alívio dos sintomas: corticosteróides, anti-histamínicos e adrenalina (para reações graves);
Prevenção das reações: imunoterapia ou hipossensibilização que consiste na redução da sensibilidade alérgica, através de várias injecções subcutâneas de quantidades mínimas dos antigénios.
Obriga a um diagnóstico cuidado para identificar o antigénio, isto é, a substância que provoca a alergia.
Não. O doente deve ser muito bem estudado pelo médico especialista e só alguns casos beneficiam deste tratamento.
Útil para: alguns casos de asma, rinite alérgica e alergia a venenos de abelhas.
Há alguns cuidados a ter, recomendados para pessoas em que há predisposição para alergias.
Com o quarto
O chão deve ser fácil de lavar, sem pó, bem aspirado e arejado;
Preferir cobertores sintéticos que acumulam menos pó e colocá-los regularmente ao Sol;
Aspirar regularmente o colchão. Pode colocar uma cobertura antiácaros no colchão e almofadas;
Evitar almofadas e edredons de penas;
Não fumar no quarto
Resto da casa
Deve ser aspirado com frequência e isenta de pó;
Não deve ter animais;
As janelas devem ser mantidas fechadas, na época da polinização, se for alérgico ao pólen.
Em viagem
Se for alérgico ao pólen, mantenha as janelas fechadas.
No caso de alergias alimentares não pode consumir esses alimentos. É particularmente grave a alergia ao marisco (camarão e outros). A provocada por morangos, citrinos, etc. também pode ser incomodativa.
Para alguns casos de asma alérgica, usam-se medicamentos inalados ou em comprimidos, por forma a evitar a reação alérgica ou a reduzir os sintomas. São tomados, em antecipação, quando se prevê que o doente vai estar em contacto com o antigénio.
Fonte: www.anf.pt
Uma alergia pode se referir a vários tipos de reações imunológicas, incluindo hipersensibilidade tipo I na qual o corpo da pessoa é hipersensível e desenvolve anticorpos para proteínas típicas. Quando uma pessoa é hipersensível essas substâncias são conhecidas como alérgenos.
A hipersensibilidade tipo I é caracterizada pela ativação excessiva das células mastócitas e basófilas pela imunoglobulina E, ocasionando em uma resposta inflamatória sistêmica que pode resultar desde sintomas benignos, como nariz escorrendo, até choque anafilático que pode requer tratamento por toda a vida e levar à morte. Febre do feno é um exemplo de tipo de alergia comum de menor gravidade. Grande parte da população sofre de sintomas da febre do feno em resposta ao pólen.
Alergia é caracterizada pela resposta inflamatória local ou sistêmica ao alérgenos.
Sintomas locais são:
Nariz: inchaço da mucosa nasal (rinite alérgica).
Olhos: vermelhidão e coceira da conjuntiva (conjuntivite alérgica).
Via aéreas: broncoconstrição, respiração difícil e dispnéia, algumas vezes ataques de asma.
Pele: várias erupções como eczema, urticária e dermatite de contato.
A resposta alérgica sistêmica também é chamada de anafilaxia. Dependendo da severidade, ela pode causar reações cutâneas, broncoconstrição, edema, hipotensão, coma e até morte.
Provavelmente o fator mais importante na reabilitação de alguém com alergia é remover a fonte dos alérgenos do ambiente de casa e evitar lugares onde o contato com alérgenos é provável
Além das proteínas alheias encontradas em transfusões de sangue e vacinas, os alérgenos mais comuns e seus tipos de alergia incluem:
Polens de plantas - Febre do feno.
Esporos de mofo.
Drogas : penicilinas, sulfonamidas, anestésicos, salicilatos.
Alimentos - Alergia alimentar : nozes, frutos do mar, gergelim, clara de ovo, alguns legumes, soja, leite, trigo, milho ou maizena.
Picada de inseto.
Pêlos de animais.
Fonte: www.idealdicas.com