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Ambliopia

É a baixa de visão, mesmo com o uso de óculos e estando as estruturas oculares normais.

O olho amblíope não teve o desenvolvimento normal da visão.

Também é conhecido como "olho preguiçoso".

Se durante a idade de maior desenvolvimento da visão, que é até aproximadamente os 7 anos, ocorrerem alterações que impedem o foco de imagens nítidas na retina, o olho não amadurece a visão.

Quais são estas alterações?

As alterações que levam a ambliopia, com mais frequência, são o estrabismo (olho torto), os erros de refração (a anisometropia - diferença de grau entre os olhos) e a catarata congênita.

O que pode ser feito?

O diagnóstico e o tratamento precoce são as medidas mais eficazes na prevenção da cegueira.

TRATAMENTO

O tratamento da ambliopia começa com o uso de correção óptica (se indicada) seguida da oclusão do olho de melhor acuidade visual. Isto é feito para permitir que o olho mais fraco se desenvolva.

A oclusão do olho bom geralmente não é bem aceita pela criança (que não quer ficar apenas com o olho ruim), mas a persistência dos pais no tratamento deve ser mantida para a recuperação da visão da criança.

Nos casos de estrabismo o tratamento inclui ainda a correção do desvio.

A ambliopia pode ser curada?

Quando o tratamento é seguido corretamente, sob orientação médica e na época adequada, a cura ocorre na grande maioria dos casos.

Se o olho amblíope não for tratado terá uma perda visual irreversível e a criança terá 50 % mais chance de ficar cega, uma vez que ninguém está excluído de ter uma doença ou acidentar um olho bom em alguma época da vida.

RECOMENDAÇÕES

Verificação da acuidade visual em idade pré-escolar.
Diagnóstico precoce pelo médico.
Iniciar o tratamento precocemente.
Uso precoce de óculos (não existe idade mínima para o uso de óculos).
Manutenção do tratamento: Persistência dos pais ou responsáveis.

Fonte: atlas.ucpel.tche.br

Ambliopia

Ambliopia ou Olho Preguiçoso, como é conhecida, é a baixa visão em um olho causada porque este não se desenvolveu normalmente durante a infância. Isso ocorre geralmente com apenas um dos olhos.

A não ser que esteja associa com outra doença, como Estrabismo, é difícil de se reconhecer a ambliopia. É preciso detectar a diferença entre os dois olhos logo na primeira infância para que o problema não se desenvolva.

Para observar a eficiência visual e diagnosticar a doença, o oftalmologista observa como o bebê segue um objeto com um olho enquanto o outro está tampado.

Se um dos olhos tiver ambliopia e o olho bom estiver tampado, a criança tentará olhar ao redor do tampão, tirá-lo de seu olho ou irá chorar.

CAUSAS

É causada por qualquer doença que pode afetar o desenvolvimento dos olhos.

Em muitos casos é hereditário, mas existem três principais fatores que podem causá-la:

Estrabismo: É comum a ligação entre estrabismo e ambliopia. A criança pára de desenvolver o olho estrábico, utilizando-se somente do olho bom.
Foco Desigual:
É o mais difícil de detectar. A ambliopia acontece quando um olho fica fora de foco por que tem maior grau de Miopia ou Astigmatismo, por exemplo. O olho mais fora de foco "desliga-se", enquanto o outro desenvolve-se.
Embaçamento nos tecidos oculares:
Doenças como a Catarata podem levar à ambliopia. Qualquer fator que impeça a formação de uma imagem nítida dentro dos olhos pode causar a doença. Este é o caso mais grave.

TRATAMENTO

Para corrigir a ambliopia, a criança deverá exercitar seu olho fraco. Isto é feito cobrindo com um tampão o olho mais forte, forçando o uso do outro por semanas ou meses.

Mesmo que o olho fraco recupere-se talvez seja preciso o uso parcial do tampão para manter o desenvolvimento, assim como óculos serão prescritos para corrigir erros na focalização. Ocasionalmente usa-se colírios ou lentes no olho bom. Eles embaçam a vista para que o outro olho seja usado.

Fonte: www.oticascussel.com.br

Ambliopia

Ambliopia é um termo oftalmológico para baixa visão que não é corrigida com culos. Isso quer dizer que a causa desse déficit não está especificamente no olho, mas sim na região cerebral que corresponde à visão e que não foi devidamente estimulada no momento certo ("o olho não aprende a ver").

Também é chamada de "olho preguiçoso" e afeta 1 a 2% da população, sendo a principal causa de baixa visão nas crianças.

É um problema sério e que pode passar desapercebido pela criança ou pelos pais (por isso triagens visuais para as crianças são tão importantes).

Se não tratado antes dos 7 ou 8 anos de idade, deixa déficit visual que afetará a criança por toda a vida, impedindo-a de exercer profissões ou atividades que dependam da visão binocular.

O que causa a Ambliopia?

As principais são:

Refracional: Um ou ambos os olhos tem a imagem borrada por um erro refracional (grau) não percebido e não tratado, fazendo com que os olhos não desenvolvam sua capacidade de enxergar.
Ambliopia por privação:
Qualquer obstáculo à formação de imagem nítida na retina, como a catarata congênita, ptose palpebral, hemangiomas entre outras.
Estrábica:
A criança "usa" apenas um dos olhos (o que está alinhado) e o olho desviado não se desenvolve pois o cérebro precisa suprimir a imagem deste para que a criança não apresente visão dupla.

Existe tratamento?

Sim, e esta é a principal razão de se fazer exames oftalmológicos rotineiros em crianças que aparentemente não apresentam nenhum problema. Se detectado precocemente podemos corrigir e a criança desenvolver visão normal na maioria dos casos.

Como é o tratamento?

Devemos primeiramente corrigir a causa, propiciando imagem retiniana clara, com o uso de óculos, cirurgia de catarata entre outras.

A seguir devemos forçar a criança a usar o olho preguiçoso o que geralmente é feito com o uso de oclusores oculares (tampão) sobre o olho bom.

O estrabismo costuma ser corrigido geralmente após o tratamento da ambliopia.

Existem outras alternativas ao uso de oclusores?

Podemos algumas vezes usar colírios que "embaçam" a visão do olho bom e forçam a criança a usar o amblíope. Podemos fazer isto também com o uso de óculos mas a oclusão continua sendo o melhor tratamento na maioria das vezes.

Medicações orais estão em estudo para se tentar melhorar os resultados dos tratamentos e poderão ser uma alternativa para crianças mais velhas.

Fonte: www.cbv.med.br

Ambliopia

Também conhecida como acuidade visual reduzida, a ambliopia consiste na ocorrência de visão deficiente em um dos olhos, que não é usado adequadamente durante o início da infância.

A ambliopia freqüentemente é a conseqüência de um dos olhos não ser usado, devido a estrabismo ou ptose (prostração da pálpebra superior).

Também pode ser causada pelo fato de um olho simplesmente ter uma visão melhor, e a criança usar este olho com maior intensidade.

Com diagnóstico e tratamento em fases iniciais, a visão do olho preguiçoso pode ser restaurada.

No entanto, se não for tratado, o olho pode se tornar funcionalmente cego.

Os tratamentos incluem:

Cobrir o olho que vê melhor
Colírios ou pomadas
Lentes de contato
Óculos
Cirurgia

Fonte: bausch.com.br

Ambliopia

O que é Ambliopia ?

Ambliopia é a baixa de visão em um olho que não se desenvolveu adequadamente na infância. As vezes é chamado "olho preguiçoso". Isto ocorre apesar deste olho ser anatomicamente normal. O olho com pouca visão é denominado amblíope. A condição é frequente, acometendo 2 a 3% da população. Os pais precisam estar cientes desta condição para poder proteger a visão de seus filhos, pois a ambliopia precisa ser tratada durante a infância.

O desenvolvimento de visão nos dois olhos é importante. Muitas profissões não admitem pessoas que tenham boa visão em apenas um olho. Caso a pessoa perca visão em um olho por trauma ou doença, é essencial que o outro olho tenha boa visão. Por todos estes motivos, a ambliopia deve ser detectada e tratada o mais precocemente possível.

Quando a visão deve ser testada ?

Recomenda-se que as crianças sejam examinadas por um oftalmologista antes dos 3 anos de idade. O pediatra ou médico da familia deve encaminhar a criança antes deste período caso identifique algum sinal de alteração ocular. Caso exista uma história familiar de estrabismo, catarata congênita ou outra doença ocular da infância o oftalmologista poderá examinar a criança mais precocemente.

Ambliopia é detectada quando se identifica uma diferença de visão entre os dois olhos. Existem formas de se estimar a visão em crianças menores, como por exemplo a ocluir de um olho e observar o comportamento da criança.

O que causa Ambliopia ?

Ambliopia pode ser causada por qualquer condição que impeça o uso normal dos olhos ou o desenvolvimento ocular.

Existem três principais causas:

Estrabismo (olho desviado): A imagem do olho desviado é suprimida, para evitar a visão dupla, e a criança utiliza apenas o melhor olho
Erro de refração:
Quando um olho tem mais miopia, hipermetropia ou astigmatismo que o outro, o olho com visão borrada (fora de foco) é suprimido e pode tornar-se ambliope. Este é o tipo de ambiopia mais difícil de ser detectado, pois os olhos parecem normais.
Opacidade nos meios transparentes do olho:
Qualquer fator que impeça uma adequada focalização da imagem pode levar ao desenvolvimento de ambliopia. O principal exemplo é a ocorrência de catarata. Em geral este é a forma mais severa de ambliopia.

Como tratar a Ambliopia ?

Para corrigir a ambliopia, é necessário que a criança utilize o olho fraco. Isto é feito em geral através da oclusão (uso de tampão) do olho bom. A adequada prescrição de óculos é indispensável , corrigindo-se o erro refracional antes de se iniciar a terapia com oclusão. Mesmo após a visão ser reestabelecida, a oclusão pode ser utilizada de forma alternada para manutenção da melhora obtida.

O resultado do tratamento vai depender da severidade da ambliopia e da idade da criança quando feito o diagnóstico.

Seu oftalmologista pode fornecer a orientação adequada para corrigir a ambliopia, no entanto a participação dos pais é fundamental. O sucesso do tratamento depende do interesse e envolvimento dos pais e de sua habilidade em conquistar a confiança e colaboração da criança.

Fonte: www.oftalmo.com.br

Ambliopia

Ambliopia
Ambliopia

O termo ambliopia é originário do grego (amblios = tolo e ops = visão) e significa literalmente ''visão boba''.

Trata-se da diminuição da acuidade visual, uni ou bilateral, num local que não se encontra lesão ocular ao exame oftalmológico.

O problema é meramente funcional e pode ocorrer mesmo com uso de óculos, quando as estruturas oculares apresentam-se aparentemente normais (sem alteração orgânica).

A ambliopia aparece em decorrência de obstáculos ao desenvolvimento da visão.

O olho amblíope não apresenta um amadurecimento normal da visão e é popularmente conhecido como "olho preguiçoso". A incidência de ambliopia em crianças em idade escolar é de aproximadamente 4% e, em geral, é prevenível ou tratável nos primeiros anos de vida.

Causas

Estrabismo, diferença de erro de refração entre os olhos (alta hipermetropia e astigmatismo), catarata congênita e qualquer outro fator que impeça a formação do foco da imagem na retina são as causa mais freqüentes de ambliopia.

No entanto, o estrabismo ainda é responsável por grande parte dos casos de ambliopia. Já com estrabismos de pequeno ângulo bem como diferenças de grau podem passar desapercebidas aos pais e ao médico não especialista, a prevenção da ambliopia definitiva está no exame oftalmológico de todas as crianças antes dos dois anos de idade.

O mecanismo da ambliopia consiste que cada um dos dois olhos envia uma imagem para o cérebro, o qual precisa juntá-las formando uma só imagem. Quando os dois olhos enviam uma imagem igual para o mesmo objeto obtém-se facilmente a fusão das imagens. Porém, quando cada olho está fixando num ponto, o cérebro recebe duas imagens muito diferentes entre si e não consegue juntá-las.

Como defesa, o olho elimina automaticamente a imagem que vem do olho desviado. A supressão do olho desviado faz com que não haja desenvolvimento visual e fica o olho mais fraco (amblíope ou olho preguiçoso).

Principais causas da ambliopia:

Estrabismos
Acentuadas Anisometropias (diferença de “grau”) entre os olhos
Catarata congênita 

Ou qualquer outro fator que impeça a formação do foco da imagem na retina são as causas mais freqüentes de ambliopia.

No entanto, o estrabismo ainda é responsável pela maioria dos casos de ambliopia.

Como os estrabismos de pequeno ângulo e as anisometropias podem passar despercebidos aos pais, à escola e ao médico não especialista, a prevenção da ambliopia definitiva está no exame oftalmológico de todas as crianças antes dos dois anos de idade. 

Ambliopia

Tratamento

O tratamento clássico e mais conhecido da ambliopia ainda é a oclusão do olho de melhor visão, sendo que as ambliopias não tratadas até os seis anos de idade são consideradas irreversíveis. O tempo para oclusão depende da intensidade e da idade do paciente.

Na maior parte dos casos, a ambliopia deve ser detectada e tratada antes da idade escolar, quando a visão ainda está em pleno desenvolvimento, porém não é fácil de ser detectada, principalmente pela criança, que sempre enxergou dessa maneira e não percebe que só um olho é "bom".

Todas as crianças devem realizar exame oftalmológico por volta até os 4 anos de idade para diagnosticar diferenças de poder refracional entre os olhos.

Se apresentarem estrabismo ou houver história de ambliopia na família, a criança deve realizar esse exame mais precocemente.

No entanto, não adianta tratar apenas a causa da ambliopia. Deve-se também forçar o cérebro a usar o olho fraco para estimulá-lo. Isso só é possível ao ocluir o olho preferido na maior parte do dia, por semana ou até meses. Algumas vezes é necessário ocluir ambos os olhos alternadamente.

Quanto ao sucesso no tratamento da ambliopia, isso varia conforme a gravidade do problema e da idade do paciente, tendo resultados insatisfatórios se for feito após a idade escolar. O tratamento pode durar até os 9 anos de idade. Após essa idade, a ambliopia tende a não voltar mais. Se o olho amblíope não for tratado, a dificuldade visual poderá ser irreversível.

Fonte: www.portaldaretina.com.br

Ambliopia

O termo ambliopia deriva do grego (“amblios” = fraco, embotado; “ops” = ação de ver, visão) e significa “visão fraca” ou “olho vago”.

A ambliopia consiste numa diminuição da acuidade visual produzida por um desenvolvimento visual anormal em idades precoces da vida, que não pode ser direta ou exclusivamente atribuída a anomalias oculares ou das vias ópticas. Embora possa existir doença oftalmológica orgânica é geralmente insuficiente para explicar o nível de visão.

Conhecida vulgarmente como “olho preguiçoso” a gravidade da ambliopia pode variar de leve a severa, é unilateral, contudo em raras ocasiões pode afetar ambos os olhos.

É a causa mais frequente de perda visual monocular na infância e adultos jovens.

Constitui um problema prevenível e reversível, com uma prevalência de 2-4% na população geral, daí a importância do seu rastreio durante a infância.

Ambliopia funcional ou “ambliopia” deve ser distinguida de ambliopia orgânica, a qual se refere a baixa visão causada por anomalias estruturais do olho ou cérebro, tais como atrofia óptica, cicatrizes maculares ou anóxia cerebral que são independentes da estimulação sensorial.

Ambliopia funcional tende a ser reversível se tratada precocemente na infância, enquanto ambliopia orgânica não melhora.

Desenvolvimento visual normal e período critico A função visual é um processo perceptivo através do qual apreciamos os detalhes do nosso quotidiano. O desenvolvimento visual é um processo complexo de maturação, resultado de um código genético e de uma experiência visual contínua e normal para manter a escassa visão presente ao nascimento e promover o seu desenvolvimento posterior.

O desenvolvimento do sistema visual começa desde o nascimento e aumenta rapidamente até aos 3-4 anos, aumentando de seguida de forma mais lenta e paulatina até 8-9 anos. Até esta idade falamos de “período crítico”, espaço de tempo pós-natal durante o qual o cortéx visual é suficientemente lábil para adaptar-se a determinadas influências podendo tanto adquirir mecanismos viciosos de processamento da informação visual como permitir a sua correcção.

É sobretudo neste período em que é possível uma recuperação mais rápida e eficaz de ambliopia.

A capacidade visual de um recém-nascido até que alcança a de adulto passa pelas seguintes fases:

Recém-nascido: observa e distingue detalhes de objetos a 25cm. Pode distinguir todas as cores. Distingue os contornos e aos quatro dias pode reconhecer a sua mãe.
Primeiro mês:
segue a luz e objetos a cerca de 60cm.
Três meses:
segue objetos que se movem lentamente e distingue as caras familiares. Vê objetos a 2-3 metros.
Seis meses:
inicia-se a coordenação olho-mão.
Nove meses:
surge o sentido da profundidade e visão 3D, reconhece detalhes de desenhos.
Um ano:
visão de 30-50%, apresentam consciência da posição dos objetos no espaço.
3-4 anos alcançam visão de 80-100%.

Patogenia

Os olhos e o cérebro trabalham juntos para que o desenvolvimento da visão seja adequado. Ambliopia deve ser entendida não como um problema do globo ocular mas como um dano do cérebro causado por uma interação binocular anormal e/ou privação da visão durante o período critico do desenvolvimento visual, embora os mecanismos exatos neurofisiológicos estejam longe de ser completamente esclarecidos.

Experiências e pesquisas em animais mostram que uma imagem turva formada na retina por erro refrativo ou estrabismo que ocorram precocemente durante o desenvolvimento visual, desencadeiam dano estrutural e funcional no núcleo do corpo geniculado lateral e córtex estriado.

Se a via visual até ao córtex não se estimula adequadamente, este não pode maturar-se corretamente, contudo se os fatores ambliogénicos se identificarem numa idade precoce (período critico) a plasticidade cerebral permite que a visão se recupere.

Fatores de risco

Prematuridade
Baixo peso ao nascer
Problemas na gravidez ou parto
Antecedentes familiares (estrabismo, erros de refração)
Atraso de desenvolvimento
Fatores ambientais (tabagismo, etilismo materno)
Síndromes malformativos e/ou genéticos.

Classificação

Segundo o grau de acuidade visual

Profunda: acuidade visual menor que 1/10
Moderada:
acuidade visual entre 1/10 – 5/10
Ligeira:
acuidade visual maior que 5/10

Segundo a diferença de acuidade visual entre os dois olhos

Profunda: diferença maior que 0,5
Moderada:
diferença entre 0,3 – 0,5
Ligeira:
diferença menor que 0,3

Segundo a etiologia

Ambliopia é causada pela disfunção do desenvolvimento visual, secundário a imagem retiniana distorcida, supressão ou ambos.

Supressão ocorre em associação a estrabismo ou imagem distorcida unilateral
Imagem retiniana distorcida é causada por erro refrativo ou opacidades dos meios

Ambliopia estrábica (com fixação preferencial)

Esotropia congénita
Exotropia congénita
Esotropia acomodativa

Imagem retiniana desfocada unilateral

Anisometropia
Catarata unilateral
Opacidade córnea unilateral
Hemorragia do vítreo ou opacidade vítrea unilateral

Imagem retiniana desfocada bilateral

Ametropia (hipermetropia bilateral elevada; astigmatismo)
Opacidade dos meios bilateral (catarata, opacidades córnea, hemorragia vítreo)
Nistagmo
Outras causas

Ambliopia estrábica (com fixação preferencial )

O estrabismo é o fator ambiogénico mais comum.

Se um doente com estrabismo alterna a fixação, a acuidade visual desenvolver-se-á igualmente embora sem funções binoculares.

A fixação preferencial (olho dominante) resulta em supressão constante unilateral da atividade cortical relacionada com o olho desviado culminando em baixa visão e perda de visão binocular. Alguns casos desenvolvem fixação excêntrica do olho desviado (fixam em condições binoculares e monoculares com área parafoveal grande) ou desenvolvem estrabismo de pequeno ângulo ou microtropia (existe fusão periférica grosseira e supressão foveal em condições binoculares).

Imagem retiniana desfocada unilateral

Imagem distorcida unilateral ou assimétrica pode produzir ambliopia e perda de binocularidade dependendo da severidade da condição.

Anisometropia

Ambliopia é causada pela diferença nos erros refrativos entre os dois olhos que resulta em imagem desfocada unilateral ou assimétrica. Constitui a segunda causa de ambliopia. O olho mais amétrope recebe imagem turva/desfocada e diferenças tão pequenas como uma diferença de 1D esférica pode levar a ambliopia.

Maioria dos doentes tem olhos alinhados e aparência “normal”, único modo de detecção é através de rastreio de acuidade visual.

A anisometropia ambliogénica é distinta em míopes e hipermétropes, sendo maior nestes últimos; o astigmatismo é também um fator muito ambliopizante.

Anisometropia miópica geralmente não causa ambliopia significativa a menos que a diferença de erro refrativo seja superior a cinco dioptrias. Anisometropia hipermetrópica por outro lado está frequentemente associada a ambliopia severa (diferença pequena tal como +1.50D pode levar a ambliopia).

Ambliopia por anisometropia miópica é usualmente leve e responde ao tratamento mesmo na infância tardia, enquanto ambliopia hipermetrópica é de tratamento difícil após 4-5 anos.

Provavelmente isto ocorre porque a miopia elevada é geralmente adquirida após período crítico do desenvolvimento visual, e o olho mais míope está focado para objetos de perto. Em contraste doentes com anisometropia hipermetrópica, usam sempre o olho menos hipermétrope porque necessitam de menos esforço acomodativo, e suprimem constantemente o olho mais hipermétrope.

Imagem retiniana desfocada bilateral

Ambliopia ocorre exclusivamente por imagem distorcida sem supressão quando existe imagem desfocada bilateral, simétrica, sem estrabismo. Pode existir algum grau de binocularidade e estereopsia grosseira.

Se o compromisso da imagem for severo e durante o período neonatal pode desenvolver-se baixa de visão extrema e nistagmus sensorial pela privação de estimulação do córtex estriado e ausência de desenvolvimento dos reflexos de fixação.

Ametropia

Ambliopia por alta hipermetropia bilateral geralmente ocorre com hipermetropia superiores a +6D sem anisometropia significativa.
Ambliopia por alta miopia bilateral geralmente ocorre com miopia superiores a -10D sem anisometropia significativa.
Ambliopia meridional bilateral ocorre com astigmatismo de +3D ou mais.

Ambliopia por de privação

Constitui a causa menos frequente de ambliopia, todavia a mais grave. Produz-se por defeitos congénitos de opacidade dos meios (cataratas congénitas, lesões corneanas, ptose)

Ambliopia nistágmica

Nistagmo congénito ou adquirido na infância pode ser a causa de ambliopia por estimulação inadequada dos receptores visuais devido ao movimento oscilatório rítmico e involuntário dos olhos geralmente bilateral, que impede o bom desenvolvimento visual.

Outras causas de ambliopia

Tóxicas, fármacos: etambutol, cloranfenicol
Nutricional
Isquémica
Psicológica:
histeria, simulação

Visão Amblíope

O deficit de visão associado a ambliopia tem características únicas:

Fenómeno de “crowding”

Refere-se ao fato do paciente ver melhor optótipos isolados do que múltiplos em linha.

Geralmente doentes com ambliopia vêem mais uma ou duas linhas de Snellen se os optótipos forem apresentados isoladamente. Este fenómeno esta provavelmente relacionado com campos receptores relativamente maiores na ambliopia.

Efeito do filtro de densidade neutra

Um filtro de densidade neutra reduz de forma homogénea a luminância. As diferenças intraoculares na acuidade visual entre o olho amblíope e o são diminuem quando a luminância diminui.

Este teste serve para o diagnostico diferencial entre baixa de acuidade visual por ambliopia e por outras causas (a acuidade visual após a colocação do filtro de densidade neutra não baixa muito na ambliopia, o contrário ocorre nas outras situações).

Fixação excêntrica

Pacientes com ambliopia severa não fixam com a fóvea mas usam uma área parafoveal relativamente larga para a visão. Difere da correspondência retiniana anómala a qual representa uma adaptação binocular e está presente apenas em condições binoculares, desaparece quando o olho que fixa é ocluído.

Fixação excêntrica é um sinal clínico de ambliopia severa com ausência de desenvolvimento preciso da fóvea, e está presente em condições mono e binoculares.

Diagnóstico

Quando existe uma diferença na melhor acuidade visual corrigida entre os dois olhos maior ou igual a duas linhas de Snellen na ausência de doença orgânica.

Em primeiro lugar é importante explorar com detalhe minucioso a anamnese, história clínica, especial atenção aos antecedentes de patologia ocular pessoais e familiares.

Seguidamente deve-se proceder a avaliação oftalmológica completa e detalhada, nomeadamente:

Avaliar a acuidade visual com testes adaptados á idade e grau de desenvolvimento da criança ou adulto (teste de olhar preferencial, optótipos de Pigassou, Allen, Teste de Sheridan, E’s de Snellen)
Avaliar movimentos oculares, movimentos de perseguição e nistagmus. Determinar fixação preferencial ou alternante.
Avaliar alinhamento ocular (ortotropia, estrabismo).

Proceder ao exame ocular, atenção ás pálpebras para descartar a presença de ptose, devem excluir-se patologias estruturais oculares como opacidade dos meios (lesões corneanas, cataratas), lesões maculares e do nervo óptico, anomalias da via visual cortical.

Tratamento

O período sensível durante o qual a acuidade visual de um olho amblíope pode ser melhorada é geralmente até aos 7-8 anos na ambliopia estrábica e pode ser um pouco mais longo na ambliopia anisometrópica se existir boas funções binoculares. Embora se pensasse classicamente que o tratamento de ambliopia depois dos 10 anos que não teria muito beneficio, alguns estudos recentes sugerem que o tratamento na adolescência também pode melhorar a acuidade visual.

O tratamento precoce da ambliopia é crítico para atingir os melhores resultados de acuidade visual e deve ser individualizado dependendo da causa de ambliopia.

É de especial importância a boa cooperação entre o pediatra e o oftalmologista, realizando rastreio da acuidade visual antes dos 4 anos, prestando especial atenção ás crianças com antecedentes familiares.

Um pediatra deve referenciar uma criança sempre que:

Qualquer criança apresente leucocoria ou estrabismo.
Se suspeita de má acuidade visual.

A duração do tratamento depende do grau de perda visual e da velocidade de recuperação da acuidade visual.

A estratégia básica é primeiro conseguir uma imagem retiniana definida e de seguida corrigir a dominância ocular forçando a fixação com o olho amblíope através da oclusão ou desfocando a visão do olho são.

Obter imagem retiniana definida

Eliminar obstáculos á visão
Correcção cirúrgica de cataratas congénitas, ptose, outras opacidades dos meios.
Correcção cirúrgica de estrabismo

Correcção de erros refrativos

Realizar refração objetiva sob cicloplegia, com prescrição da correcção total na hipermetropia e no astigmatismo.

Correção da dominância ocular

Oclusão

Total – tapar olho com melhor visão 24h/dia por um período variável segundo o grau de ambliopia ou risco de ambliopia reversa (sobretudo crianças menos de 4-5 anos, ambliopia por privação do olho ocluido).
Parcial –
tapar o olho de melhor visão várias horas por dia, geralmente 4-6h/dia.

A oclusão total geralmente usa-se em casos onde a presença de um estrabismo constante elimina qualquer possibilidade de visão binocular útil.

O número de dias que tapamos o olho dominante está em relação com a idade do doente e gravidade da ambliopia.

Sendo esta relação direta: maior idade e/ou mais grave o grau de ambliopia, maior numero de dias de oclusão.

Geralmente não se usa oclusão total mais do que 1semana/ano de vida sem re-observar o doente. Criança menor de 1ano é preferível oclusão parcial. Em ambliopia anisometrópica em que a visão não sobe após correcção adequada do erro refrativo, deve preferir-se oclusão parcial ou penalização de forma a preservar fusão.

Penalização

Consiste em turvar a visão do olho dominante de forma a forçar a fixação do olho amblíope, através de um agente cicloplégico (atropina) ou penalização ptica com lentes esféricas ou filtros de difusão. É importante salientar que a penalização só é eficaz se a fixação mudar para o olho amblíope após a visão do olho dominante ter sido desfocada.

Estes métodos usam-se sobretudo em ambliopias ligeiras e, no caso da atropina, quando o olho são apresenta hipermetropia, pois induzindo cicloplegia a criança é incapaz de acomodar e fica com visão turva do olho são, sendo obrigada a usar o olho amblíope

Pleóptica

Tratamentos de fixação excêntrica associada a ambliopia densa. Um flash em forma de anel de luz forte e brilhante é disparado em torno da fóvea de forma a temporariamente “cegar” ou saturar os fotorreceptores parafoveais. Assim elimina a visão dos pontos de fixação excêntrica e obriga a fixação com a fóvea. Este tipo de tratamentos são feitos varias vezes por semana para adjuvar a terapêutica de oclusão.

Estimulação ativa

Estimula o olho amblíope através de um aparelho com um disco rotativo de alto contraste – CAM.

O êxito do tratamento da ambliopia depende inteiramente do cumprimento. É muito importante a educação dos pais sobre as consequências da ambliopia

O tempo requerido para melhorar a ambliopia depende de:

Grau de ambliopia
Eleição do método terapêutico
Cumprimento terapêutico
Idade do doente

Complicações do tratamento de ambliopia

Ambliopia reversa ou em báscula: Qualquer forma de tratar a ambliopia implica risco de tratar em excesso e poder produzir ambliopia do olho com melhor visão. Esse risco é maior na oclusão total e pode ser minimizado pela observação frequente e medicação da acuidade visual de ambos os olhos.
Falta de adesão terapêutica:
Problema comum, e que prolonga o período de tratamento. Consciencializar os pais sobre a necessidade e importância dos tratamentos, e se necessário recorrer a métodos alternativos.
Falta de resposta ao tratamento:
Ocorre sobretudo em crianças maiores de 5anos. Deve considerar-se que não existe resposta ao tratamento após mínimo de 3-6 meses de tratamento com bom cumprimento.

Recorrência

Quando o tratamento da ambliopia se deixa total ou parcialmente após o êxito do mesmo, aproximadamente metade dos doentes apresentam algum grau de recorrência. É portanto essencial um tratamento de manutenção antes de abandonar o tratamento por completo após atingir a maturação do sistema visual. Por exemplo, pouco a pouco ir reduzindo as horas de oclusão.

Prognóstico

O prognóstico da ambliopia depende:

Idade doente
Severidade da ambliopia
Tipo de ambliopia

Quanto mais precoce ocorre a ambliopia e mais tempo permanece não tratada, pior o prognóstico. Ambliopia bilateral responde melhor ao tratamento que unilateral, e ambliopia anisometrópica míope responde melhor que hipermétrope.

Cada caso deve ser avaliado individualmente, assim como se a criança ainda está em idade susceptível de tratamento.

António Ramalho

Ana Luísa Rebelo

Fonte: www.antonioramalho.com

Ambliopia

A ambliopia acontece quando, por alguma razão, o olho não consegue melhorar a visão mesmo usando a correção (óculos).

Outras vezes no estrabismo (olho torto), um dos olhos assume a preferência e enxerga bem e o outro, menos participativo, deixa de desenvolver a capacidade visual plena.

Existe também a ambliopia causada por lesões oculares (ulcera de córnea cicatrizada, cicatriz retiniana por toxoplasmose etc.).

Portanto a ambliopia é sempre causada por alguma coisa que atrapalha ou prejudica a travessia da luz até a retina.

E se a imagem se forma de maneira incorreta na retina, o cérebro não capta com toda a precisão. Se nada for feito, este olho que não tem imagem perfeita é deixado de lado e o outro assume.

É por este motivo que muitas vezes ninguém nota que a criança não está enxergando bem de um olho, pois o outro olho comanda e tudo parece perfeito.

Fonte: www.oftalmopediatria.com.br

Ambliopia

Ambliopia, também conhecida como olho preguiçoso, é uma disfunção oftálmica caracterizada pela redução ou perda da visão num dos olhos ou, mais raramente, em ambos os olhos, sem que o olho afetado mostre qualquer anomalia estrutural.

Entende - se por ambliopia a deficiência de desenvolvimento normal do sistema visual durante o período de maturação do Sistema Nervoso Central (especificamente do sistema visual) que se estende até os 6 - 7 anos de idade - sem que haja lesão orgânica ou com uma lesão orgânica desproporcional intensidade da baixa visual.

A baixa acuidade visual encontrada na ambliopia é devida ao desenvolvimento incompleto da visão foveal, estando a visão periférica preservada e o campo visual e acuidade escotópica normais.

Estabelece-se, basicamente, os seguintes tipos de ambliopia, a depender da causa responsável pelo comprometimento da visão:

Ambliopia por Estrabismo: quando ocorre desarmonia entre os dois eixos visuais paralelos e tal alteração é constante (o estrabismo intermitente não acarreta deficiência grave). A visão foveal do olho desviado será inferior à daquele que fixa normalmente pela mácula.
Ambliopia por Ametropia
: erros refracionais significativos e não corrigidos em ambos os olhos impedem a formação de uma imagem nítida, dificultando o pleno desenvolvimento da acuidade visual .
Ambliopia por Anisometropia
: diferenças superiores a 2,0 dioptrias entre os dois olhos - seja por miopia, hipermetropia ou astigmatismo - poderão promover uma interação binocular anormal, acarretando o fenômeno de supressão na visão do olho mais ametrópico e sua conseqüente ambliopia.
Ambliopia por Privação (ou "ex-anopsia"):
é ocasionada pela existência de uma barreira à chegada da luz à retina em toda a sua intensidade, impedindo a formação de uma imagem bem definida. As causas podem ser: cicatrizes corneanas, catarata congênita uni ou bilateral, ptose palpebral, opacidades vítreas, dentre outras.

Fonte: www.iobh.com.br

Ambliopia

A ambliopia é um fenômeno muito conhecido pelos oftalmologistas, porém, desconhecido pela maioria das pessoas. Devido à sua importância, esse problema mereceria uma grande campanha de divulgação nacional.

A ambliopia é uma doença grave, pois causa perda de grande parte da visão, e essa perda visual é de caráter irreversível, se não for tratada até uma certa idade. Somente se conseguirá recuperar a visão se ela for tratada a tempo.

O que é a ambliopia? 

É um fenômeno que afeta as crianças abaixo de oito anos. Causa diminuição da visão, em níveis variáveis, de caráter permanente.

Existe um fator que impede a imagem de chegar nítida em um dos olhos, ou mesmo nos dois. O mais comum é afetar apenas um deles.

Como o olho acometido não tem uma visão nítida, não há estímulos cerebrais para o desenvolvimento da mesma, e o que o cérebro faz é “esquecer” o olho afetado. Se não houver o estímulo na hora certa, a visão ficará prejudicada permanentemente, sem recursos disponíveis para reverter o quadro.

Principais causas de ambliopias:  

1- Estrabismos que aparecem antes dos 8 anos de idade
2-
Anisometropias - diferença significativa de grau entre um olho e outro
3-
Cataratas congênitas
4-
Opacidades da córnea na área central que se desenvolvem antes dos 8 anos
5-
Ptose completa ou total, causando obliteração do eixo visual.

Os estrabismos congênitos e de aparecimento antes dos 8 anos de idade

Existem diversos tipos de estrabismos.

Até os 6 meses de idade, pequenos desvios são considerados normais, pois o processo da acomodação visual ainda está em fase de amadurecimento, fazendo com que algumas crianças pareçam estrábicas, mas requerem apenas acompanhamento médico. Os estrabismos causadores da ambliopia são os que aparecem antes dos 8 anos de idade.

Existem falsos estrabismos. Um falso estrabismo é aquele que aparentemente o olho está desviado, mas ao exame clínico constata-se não haver o desvio.

Uma das causas mais freqüentes do falso estrabismo é a prega epicântica, existente em algumas crianças, principalmente orientais. Essa prega fica entre o olho e o nariz. Quando a criança olha para os lados, um dos olhos fica parcialmente encoberto pela prega, dando o aspecto de desvio ocular.

Outro caso de falso desvio é o posicionamento dos olhos na órbita (espaço formado por ossos onde o olho se aloja) e no qual se forma um ângulo mais aberto ou mais fechado que o normal. Chama-se a esse ângulo de ângulo Kappa. Se for positivo, tem-se a impressão de um desvio para fora, denominado de exotropia.

Se for negativo, a impressão é de haver desvio para dentro, chamado de esotropia.

Por outro lado, existem estrabismos verdadeiros, somente sendo detectados através de um exame oftalmológico minucioso. Esses são os piores, pois se não aparecem, os pais não percebem, e não levam a criança para fazer exame, uma vez que ela não se queixa.

Sem o diagnóstico precoce, perde-se a melhor oportunidade de se tratar a ambliopia a tempo. Não tratada, instala-se a visão monocular. As pessoas que apresentam apenas uma visão têm dificuldades de ver em profundidade, perdem a capacidade de visão em 3 D, ou seja, em três dimensões. Muitas profissões requerem uma visão de profundidade normal para serem bem executadas, como por exemplo cirurgião, piloto de avião, motorista.

O tratamento da ambliopia é simples na maioria dos casos, porém, depende da colaboração da família, e principalmente da criança. Não havendo tal colaboração, o resultado final torna-se prejudicado.

Feito o diagnóstico, inicia-se o tratamento, que consiste em ocluir, com um tampão, o olho bom, para que o ruim (amblíope ) se desenvolva.

Uma das coisas que atrapalha muito o tratamento é quando a criança já está freqüentando a escola, pois os colegas criticam-na, colocando apelidos, tipo “pirata”, fazendo com que ela seja desestimulada a continuar usando o tampão. Ela se sente excluída de seu grupo.

Outro fator agravante é que, ao ocluirmos o olho bom, sua visão ficará dificultada por um período de tempo, impedindo-lhe um bom acompanhamento na escola, fazendo com que ela retire o tampão para poder enxergar melhor.

Aqui se espera a compreensão e colaboração da família no sentido de não desanimarem e desistirem do uso do tampão. Quanto mais próximo de 8 anos, mais dificilmente o cérebro responde ao tratamento.

Um médico oftalmologista americano, especializado em tratar estrabismos, costumava dar broncas nas mães de seus pacientes, que não conseguiam fazê-los usar o tampão. Seu próprio filho nasceu com estrabismo e foi um de seus pacientes mais rebeldes. Jamais permitia o uso do tampão. Bastava colocar o oclusor e a criança o retirava imediatamente. Descobriu por experiência própria que nem sempre a culpa era dos pais. Ficou mais maleável, e acabou por desenvolver uma forma de tratamento para o filho, e que nos serve de exemplo para casos semelhantes.

Ele encomendou a um amigo ortopedista uma tala de gesso, a qual fixou com atadura crepe nos cotovelos da criança. Toda vez que ela tentava retirar o tampão, a tala impedia que a mão chegasse ao seu destino. Assim, em alguns dias, houve a adaptação ao uso do mesmo, não mais desejando retirá-lo.

Parece exagero ter que se valer desse meio, porém, às vezes, é a única forma de se tratar crianças que retiram o tampão. Caso contrário, quando tiver passado o tempo e o caso se tornar irreversível, o sofrimento dos pais será maior que o uso da tala e tampão. O sacrifício será recompensado com a restauração da visão da criança.

Muitos desses casos de estrabismos congênitos deverão ser submetidos à cirurgia para a correção do desvio. Aqui não se trata somente de correção estética - como ocorre na maioria dos adultos - e sim, uma correção funcional. Porém, a cirurgia deverá ser realizada somente após o tratamento da ambliopia, porque o desvio será útil durante o tratamento da mesma. Os oftalmologistas e ortoptistas se guiam pela preferência do olho quando a criança ainda é muito pequena para informar se está enxergando ou não.

Imagine uma criança que ainda não conhece letras, nem números, ou seja, não nos dá informação alguma a respeito de sua visão. Qual o parâmetro que se tem para saber se o tratamento está sendo eficaz, ou não, nessa fase?

É exatamente o desvio.

Se a criança desvia sempre um dos olhos, por exemplo, o direito, conseqüentemente, olha somente com o esquerdo.Isso indica que a visão esquerda deve ser boa e a direita, ruim.

Trata-se então a visão ruim, ou seja, a direita, ocluindo-se o olho bom, o esquerdo, até que a criança passe a alternar: enxergar, ora com o olho direito, ora com o esquerdo. Conseguindo-se isso, conclui-se que a visão está muito próxima uma da outra. Uma vez curada a ambliopia, trata-se o desvio com maior segurança.

Mesmo após a cirurgia do desvio, deve-se acompanhar essas crianças até os 8 anos de idade. A forma de ocluir varia de caso a caso, dependendo da idade da criança, do problema causador, e da severidade da ambliopia.

Por exemplo, quando nos deparamos com uma forma de estrabismo congênito de grande ângulo de desvio, cuja visão seja cruzada, ou seja, a criança olha para direita com o olho esquerdo e para a esquerda com o olho direito, opta-se por ocluir os olhos alternadamente. Denominamos essa forma de oclusão 1:1. (um para um). Um dia oclui-se um olho e no dia seguinte o outro. Esse é só um exemplo. Existem diversas formas de se ocluir os olhos para tratamento da ambliopia.

Cada caso é um caso.

O importante é identificar esse grave problema que tem solução se tratado a tempo. Há oclusores para a pele e para as lentes dos óculos.

Quanto pior a visão a ser tratada, mais se torna necessário que o tampão seja na pele, e não, nas lentes dos óculos.

Somente se permite o uso do tampão nas lentes dos óculos nos casos em que a visão já esteja próxima uma da outra, caso contrário, a criança olhará por cima da lente ocluida, prejudicando o tratamento.

Quando somente um olho fixa o objeto e o outro sempre é o torto, significa que este não deve enxergar muito bem, ou seja, deve ter sofrido o efeito da ambliopia. Dizemos então que existe uma dominância patológica de um olho sobre o outro.

Não confundir com a dominância natural que todos temos. Observe seu olho dominante. É aquele que, toda vez que você vai tirar uma fotografia, é ele quem olha no visor da câmera. Isso é reflexo e imediato. Para fotografar com o olho não dominante você terá que parar e pensar para centralizar a imagem, enquanto que, com o olho dominante ela será imediatamente focalizada e centralizada.  

Fonte: www.cdocular.com.br

Ambliopia

Ambliopia é a situação do olho que tem visão baixa mesmo com a melhor correção óptica e sendo anatomicamente normal. Um olho amblíope não perdeu a visão, ele não conseguiu desenvolver essa visão.

As causas mais freqüentes da ambliopia são o estrabismo (o olho que fica torto não desenvolve como o que fixa) e as diferenças dos erros refracionais entre os olhos (anisometropia, "graus" muito diferentes entre os olhos). Crianças com catarata congênita também podem ficar amblíopes, por falta de uso da visão no olho afetado.

O diagnóstico e o tratamento precoce são as medidas mais eficazes para evitar a baixa de visão da ambliopia.

O tratamento da ambliopia dever ser feito o mais cedo possível, pois tem melhor resultado quando realizado na fase em que o cérebro está aprendendo a ver.

O olho a ser tratado deve ser avaliado e, se precisar de correção óptica (o "grau" que permite a melhor visão que aquele olho alcança), esta deve ser usada. O olho de melhor acuidade visual (ou seja, o olho bom) deve ser ocluído, para estimular o olho mais fraco a se desenvolver.

Geralmente a criança não aceita bem a oclusão do olho bom (ela não quer ficar vendo apenas com o olho ruim, sente dificuldade), mas a persistência dos pais no tratamento vai levar ao melhor desenvolvimento possível para aquele olho ruim.

Deve-se esclarecer que, nos casos de estrabismo com ambliopia, a estimulação da visão é o primeiro passo no tratamento, e a correção do estrabismo (desvio) em si deve ser feita depois.

A maior parte das ambliopias é curada se o tratamento é seguido de acordo com a orientação do oftalmologista. O olho amblíope não tratado terá uma baixa visual irreversível depois de uma certa idade.

A criança amblíope pode ter um desenvolvimento normal e não demonstrar qualquer problema!

Por isso o exame oftalmológico nas fases iniciais da vida é indicado e o acompanhamento do desenvolvimento da criança é muito importante na prevenção.

Fonte: www.sadalla.com.br

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