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Amigdalites

As amígdalas são duas almofadas de tecido glandular em sua garganta que ajudam a combater as infecções.

Amígdalas são propensos à inflamação e alargamento. Isto pode levar a uma condição denominada amigdalite, que pode ser causada por uma bactéria ou vírus.

Os sintomas podem incluir manchas brancas ou amarelas de pus nas amígdalas, dor de garganta, gânglios linfáticos inchados, dor ao engolir, febre e mau hálito. A amigdalectomia (tendo as amígdalas cirurgicamente) pode ser necessária em casos graves.

Suas amígdalas são duas pequenas almofadas de tecido glandular (linfático) localizados de cada lado da parte de trás de sua garganta. Eles fazem parte de seu sistema imunológico. Eles produzem anticorpos e glóbulos brancos (linfócitos) para atacar os germes dentro de sua boca. Isso faz com que a parte amígdalas de sua primeira linha de defesa contra bactérias nos alimentos ou ar.

As amígdalas são relativamente pequenas no primeiro ano de vida do bebê e aumento no tamanho como uma criança cresce. Eles normalmente são em sua maior entre as idades de quatro e sete anos.

Amigdalite ocorre quando as amígdalas infectadas, e pode ser causada por uma bactéria ou vírus. Amigdalite pode se desenvolver em pessoas de todas as idades. No entanto, os adultos que recebem amigdalite tiveram geralmente mais infecções em suas vidas, para que eles não ficar doente como muitas vezes como crianças.

Os sintomas

Os sintomas da amigdalite incluem:

Manchas brancas ou amarelas de pus nas amígdalas
Dor de garganta - embora algumas crianças queixam-se de dor em sua barriga, em vez de uma dor de garganta
Aumento dos gânglios linfáticos no âmbito de cada lado da mandíbula
Dor ao engolir
Febre
Mau hálito.

Bactérias, vírus e amigdalite

Quando amigdalite é causada por uma bactéria (cerca de 15 por cento de todas as infecções das amígdalas), é geralmente uma bactéria streptococcus. Não é fácil dizer quando amigdalite é causada por uma bactéria - o seu médico pode fazer um swab da garganta (esfregando algodão estéril em uma vara sobre a amígdala) e enviá-lo para o teste.

Há muitos vírus que podem causar amigdalite. Os antibióticos não ajuda se a amigdalite é causada por uma infecção viral.

Complicações

Amigdalite pode conduzir a um número de complicações, incluindo:

Amigdalite crônica - infecção das amígdalas que não esclarecer. A pessoa pode ir de mal-estar e cansaço

Infecções secundárias - a infecção pode se espalhar para o nariz, seios e orelhas da pessoa

Cola orelha (otite média) em crianças - os adenóides fazem parte do mesmo grupo de nodos linfáticos como amígdalas. Quando os adenóides inchar (geralmente quando as amígdalas estão igualmente grande), podem bloquear o tubo de Eustáquio, que vai desde a parte de trás da garganta, para o ouvido médio. Este é o tubo fino que você empurrar o ar junto quando você 'pop' ouvido. Se este tubo acomodado bloqueou a maior parte do tempo, formas fluidas pegajosas no ouvido médio, que interfere com a audição. Isto é chamado um ouvido de cola

Amigdalite - se a infecção se espalha para os tecidos em torno das amígdalas, pode formar um abcesso na garganta, também conhecido como um abcesso peri-tonsilar. Isso provoca dor intensa e pode interferir com a deglutição e até mesmo respirar. Os antibióticos podem ajudar, mas, por vezes, uma operação é necessária para drenar o abscesso.

O tratamento

Porque a maioria dos ataques de amigdalite são causadas por vírus, a maioria do tratamento é destinado a ajudar a aliviar os sintomas, como dor e febre. Paracetamol pode ajudar ea pessoa deve descansar. A maioria das crianças com amigdalite não se sentir bem e isso dói-los a engolir. Tente bebidas frias (refrigerantes pode machucar), blocos de gelo e sorvetes. Não se preocupe se a criança parar de comer por um dia ou dois. Normalmente, eles pegar rapidamente quando a infecção já passou.

Para amigdalite que é causada por uma bactéria, os antibióticos são prescritos.

Amigdalectomia

Se os ataques de amigdalite se tornam frequentes e graves, ou causar complicações, o médico pode sugerir uma operação, conhecida como amigdalectomia.

Razões para amigdalectomia podem incluir:

Episódios recorrentes de amigdalite acompanhada de dor, desconforto e alta temperatura
Amigdalite crônica que não esclarecer com antibióticos
Infecções de ouvido freqüentes associadas com amigdalite
Dificuldades respiratórias devido ao aumento das amídalas
Formando abscessos na garganta (abcessos peri-tonsilar ou angina)
A criança não conseguir prosperar por causa da dificuldade em engolir devido à infecção e alargamento de suas amígdalas.

Complicações da amigdalectomia

As possíveis complicações da amigdalectomia incluem:

A dor pode aliviar dentro de dois dias ou mais, mas possa irromper de novo até seis dias após a operação. Você também pode ter dor de ouvido.

Pode haver sangramento excessivo (hemorragia) de suas almofadas de amígdala. A maioria dos casos de hemorragia ocorrer dentro de uma semana após a cirurgia.

As crostas que se formam sobre as feridas podem dar-lhe um gosto ruim na boca.

Fonte: www.betterhealth.vic.gov.au

Amigdalites

As amígdalas são uma massa de tecido linfóide de forma ovalada situadas na parte posterior da garganta. Elas fazem parte do sistema imunitário e são uma componente importante na aquisição de defesas do organismo contra as infecções. Juntamente com os adenóides, as amígdalas protegem contra as infecções do trato respiratório superior.

As amígdalas desenvolvem-se gradualmente a partir do nascimento e atingem a sua dimensão máxima cerca dos 7 anos de idade. As amígdalas fazem parte do sistema linfático de waldeyer. São ricas em tecido linfóide, participando na produção de linfócitos B e linfócitos T (responsáveis pela imunidade).

Os linfócitos B estão ligados à produção de anticorpos séricos específicos, como as: IgG, IgA, IgM, IgD e IgE, ao se transformarem em plasmócitos, por estímulos antigénicos. Assim as amígdalas e a faringe, fazem parte dos mecanismos de proteção imunitária do organismo, através de suas formações linfóides.

2 - O QUE SÃO AMIGDALITES ?

São um processo infeccioso da garganta que atinge isoladamente as amígdalas palatinas.

3 – TIPOS DE AMIGDALITES

Amigdalites agudas

Amigdalites crónicas

3.1 - AMIGDALITES AGUDAS

3.1.1 – Amigdalite banal ou eritematosa - de origem víral (Adenovírus, Epstein-barr, Citomegalovírus, vírus da parotidite.......), e quando o vírus diminui as resistências locais, pode predispor a outra infecção por bactérias e formação de pontos brancos purulentos – Amigdalite eritemato-pultácea ( Streptococos, tafilococos, Pneumococos, Influenza).

3.1.1.1 - Sinais / Sintomas

Febre alta

Mal estar

Amígdalas hipermeadas

Amígdalas hipertróficas

Amígdalas cobertas de pús (amigdalite eritemato-pultácea)

Anorexia

Odinofagia

Talvez otalgia reflexa

Aumento dos nódulos linfáticos cervicais

3.1.1.2 - Complicações

Locais:

Abcesso periamígdalino, Fleimão cervical

Gerais:

Alterações renais, vasculares, viscerais,febre reumática.

3.1.1.3 - Terapêutica

Antibiótico específico para o agente infeccioso mais frequente: PENICILINA (IM 1.200.000U), ou se alergia ERITROMICINA.

Desinfecção orofaringe.

3.1.2 –Amigdalite pseudo-menbranosa ou diftérica (falsa mebrana)

Caso raro (por existir vacinação)

Não esquecer a mononucleose infecciosa

3.1.2.1 - Sinais / Sintomas

Exsudado fibrinoso sobre a parte posterior da garganta, revestindo toda a mucosa

Placas esbranquiçadas muito aderentes à superfície da amígdala

Febre baixa (forma leve)

Febre elevada (forma grave)

Isola-se o bacilo diftérico no exsudado

Mal estar geral

3.1.2.2 - Complicações

Extensão á laringe (pode levar a traqueostomia)

Coriza nasal - Gânglios aumentados

Compl. Nervosas ( paralisia véu do paladar, da faringe e laringe)

Compl. Renais (nefrite com hematúria)

3.1.2.3 - Terapêutica

Soro anti diftérico (40-60.000U/dia) nas formas graves, podendo ser a única forma de neutralizar as toxinas.

Penicilina e digitálicos, se necessário.

Anti-anafiláticos

Lavagem e desinfecção local

3.1.3 - Amigdalite ulcero - necrótica

Quando existe perda de substância e leva á necrose.

3.1.3.1 –Sinais e sintomas

Mal estar geral febre alta amígdalas que apresentam ulcerações cheiro fétido dor intensa adenopatias cervicais e submandibulares.

Podem estar relacionadas com: Cáries dentárias Amigdalites de repetição

3.2 - AMIGDALITES CRÓNICAS 3.2.1 – Amigdalite críptica

Chama-se à inflamação crónica das amígdalas e traduz-se por hipertrofia e presença de massas caseosas nas críptas amígdalinas, com odor fétido causado por germes banais, saprófitas, aeróbios, anaeróbios, germes específicos, bacilo de kock, e muitas vezes por compostos de células epiteliais de descamação, restos alimentares e neutrófilos degenerados, denominadas de caseum.

3.2.1.1 - Sinais / Sintomas

Críptas alargadas

Superfície irregular

Hiperemia

Amígdalas hipertróficas

Sensação de corpo estranho, picadas

Odinofagia (por vezes)

Talvez otalgia reflexa

3.2.1.2 - Complicações

Locais:

Recidiva de amigdalite aguda

Abcesso peri amigdalino

Abcesso cervical

Gerais:

Nefrite

Alterações articulares

Alterações cardíacas ( febre reumática )

3.2.1.3 - Terapêutica Médica

Pouco eficaz

Penicilina benzatina ou eritomicina

Cirúrgica: Amigdalectomia

4 - ABCESSO PERI AMIGDALINO

Abcesso intra faringeo situados entre a cápsula da amígdala e a parede da faringe.

4.1 - Sinais / Sintomas

Febre elevada superior a 38ºC

Hipertrofia da amígdalas

Odinofagia

Disfagia cada vez mais acentuada

Voz nasalada ( alteração da fonação pela hipertrofia amigdalina )

Respiração difícil ( aumento da tumefação )

4.2 - Complicações

Locais:

Fleimão cervical

Tromboflebite da jugular interna

Gerais:

Nefrite

Abcesso pulmunar

Septicémia

4.3 - Terapêutica

1. Antibioterapia

2. Incisão no abcesso entre o 4/6º dias, com anestesia local, com drenagem da supuração.

3. Candidato a amigdalectomia, que se poderá efetuar ¾ semanas após término do abcesso ( porque tem uma maior incidência para novas recidivas ).

5 - AMIGDALECTOMIA

Antes da era antibiótica existia grande número de amigdalectomias, com o objetivo de controlar as infecções repetidas da garganta. Embora muitos dos quadros de infecções repetidas tenham passado a ser controlados com medicamentos, existem ainda circunstâncias em que há necessidade de praticar essa cirurgia

5.1 - Indicações absolutas

Aumento exagerado do tamanho das amígdalas com dificuldade na deglutição,

Aumento exagerado do tamanho, com dificuldade em respirar.

5.2 - Indicações relativas

Amigdalites de repetição que ocorrem 5 ou mais vezes por ano

Abcessos peri amigdalinos quando precedidos de amigdalites de repetição,

Amigdalites focais, por existência de focos de toxinas e bactérias armazenadas nas amígdalas

Mau hálito constante pelas amigdalites crípticas,

Convulsões febris, quando estas ocorrem por amigdalites

Apneia obstrutiva do sono, quando existe grande hipertrofia das amígdalas e que está acompanhada pelo sono inquieto.

Fonte: br.geocities.com

Amigdalites

O que são as Amígdalas (Tonsilas Palatinas)

As Amígdalas são pequenas estruturas arredondadas, em forma de amêndoa, localizados da parte de trás da boca, ao lado da garganta. Acredita-se que sirvam para ajudar a evitar infecções, produzindo anticorpos. As amígdalas também são chamadas de tonsilas palatinas e podem ser vistas quando se abre bem a boca.

Quando as amígdalas se inflamam, chamamos esta doença de Amigdalite.

Amidgalites
Amígdala

Amidgalites
Adenóides

O que são as Adenóides?

Adenóides são estruturas semelhantes às amígdalas. Estão localizadas atrás do céu da boca (pálato mole) e não podem ser vistas quando se abre a boca. Da mesma forma, quando estão funcionando adequadamente, ajudam a prevenir infecções. As Adenóides podem causar sérios problemas quando estão infeccionadas ou aumentadas. A Inflamação das adenóides chama-se Adenoidite.

Quais são os sintomas da Amigdalite?

Os sintomas da amigdalite podem variar bastante dependendo da causa da infecção e podem ocorrer subitamente ou progressivamente.

Os sintomas mais comuns são:

Dor de garganta

Febre (alta ou baixa)

Dor de Cabeça

Diminuição do Apetite

Mal-estar geral

Náuseas e vômitos

Dor no pescoço

Vermelhidão na garganta com ou sem pontos de pus.

Amidgalites
Amigdalite

IMPORTANTE: Os sintomas da amigdalite podem ser comuns a outras doenças graves e sempre devem ser vistos por um médico. Sempre consulte um médico no caso de ter dor de garganta.

Quais são os sintomas de Adenoidite ou Adenóides aumentadas?

Os sintomas da adenoidite também podem variar bastante, dependendo da causa da infecção e podem se iniciar subitamente ou lentamente.

Estes são os sintomas mais comuns:

Respiração bucal

Respiração ruidosa

Roncos

Pequenos períodos de parada respiratória durante o sono (apnéia)

Voz anasalada

IMPORTANTE:

Os sintomas da adenoidite podem ser comuns a outras doenças graves e sempre devem ser vistos por um médico. Sempre consulte um médico no caso de ter ou observar estes sintomas.

Tratamento para Amigdalites e Adenoidites

O tratamento específico das amigdalites e adenoidites depende basicamente de:

Idade, condições gerais de saúde e antecedentes médicos

Extensão da infecção

Tipo de infecção

Tolerância do paciente para medicamentos, internações e procedimentos

Evolução das inflamações e infecções

Parecer do paciente e/ou da família

Os tratamentos podem ser clínicos (com medicamentos) ou cirúrgicos dependendo da causa, extensão, repetição ou severidade dos quadros. Antibióticos são úteis para ajudar o organismo a combater as infecções, mas nem sempre são necessários. Só o médico deve prescrevê-los. A auto-medicação muitas vezes é prejudicial.

Algumas vezes, os quadros não se resolvem clinicamente e nestes casos, o médico poderá propor um tratamento cirúrgico.

Quais as razões para se remover as amígdalas e adenóides?

As razões variam de caso a caso.

A seguir estão as mais comuns, encontradas na literatura médica e nos consensos ou diretrizes das organizações médicas:

Apnéia do sono ou períodos onde o paciente pára de respirar enquanto dorme

Distúrbios da deglutição

Tumores na garganta ou na passagem de ar pelo nariz

Sangramento das amígdalas e adenóides que não cessam

Obstrução nasal significativa ou respiração desconfortável

As dores de Garganta podem estar associadas com:

Febre entre 37.1 a 41.5 graus Celsius

Secreção purulenta (pus) nas amígdalas

Cultura para bactérias positiva para Streptococcus

As razões seguintes são relativas e devem ser analisadas individualmente nos casos de indicação cirúrgica:

Ronco

Amigdalites de repetição ou abscessos de amígdalas

Otites de repetição

Perda Auditiva

Sinusite crônica ou sinusites de repetição

Respiração bucal constante

Mau hálito

Aumento exagerado das amígdalas

IMPORTANTE:

As indicações de cirurgia serão sempre individualizadas de acordo com o estado de saúde do paciente, após uma avaliação médica. Não existe ainda relação cientificamente comprovada que a cirurgia de amígdalas e adenóides altere o apetite, previna gripes ou melhore alergias, embora isto possa ocorrer.

Como é a cirurgia de amígdalas e adenóides ?

Esta é a segunda cirurgia mais freqüente realizada em crianças nos Estados Unidos (cerca de 400.000 por ano) e, acreditamos ser no Brasil também. Em geral, é realizada em curto período de internação, entre algumas horas e um dia. Raramente, alguns pacientes ficam internados por mais de 1 dia, principalmente se:

Não estiverem deglutindo bem alimentos líquidos após a cirurgia. Tiverem outros problemas associados. Tiverem alguma complicação após a cirurgia, tal como sangramento.

Durante a internação, outros profissionais de saúde entrarão em contato com a famíla:

Enfermeiras da unidade de internação, do centro cirúrgico e da sala de recuperação pós-anestésica. Cirurgião especialista em Otorrinolaringologia Anestesiologista -que fará as perguntas sobre a saúde do Paciente e fará um exame físico para avaliar as condições clínicas antes da cirurgia (Visita pré-Anestésica). Poderá ou não ministrar algum medicamento que ajude a tranqüilizar o paciente.

Na sala de cirurgia, o paciente será anestesiado, para que o cirurgião possa remover as amígdalas e/ou adenóides. A cirurgia é realizada inteiramente por dentro da boca. Em alguns casos, serão necessários uns 2 ou 3 pontos, na cirurgia das amígdalas, que não precisam ser retirados, pois serão absorvidos pelo organismo. Na cirurgia de adenóides, em geral, os pontos não são necessários.

Após a cirurgia o anestesiologista "acorda" o paciente e o encaminha para a sala de recuperação pós-anestésica. Quando estiver bem acordado, será reencaminhado ao quarto, junto da família.

O tempo mínimo de internação, após a cirurgia, habitualmente é de 6 horas. Pode ser maior, caso seja necessário um acompanhamento mais próximo. Em alguns casos, como já foi comentado, será interessante que o paciente fique até o dia seguinte para uma melhor recuperação.

A complicação mais comum é o sangramento que deve ser notificado com urgência à enfermeira do andar que tomará as providências necessárias. Se o sangramento for severo, pode ser que haja necessidade do paciente retornar à sala de cirurgia.

E após a cirurgia?

O cirurgião o orientará sobre a medicação e os cuidados a serem tomados.

Basicamente:

Alimentação

Analgésicos, se necessário

Repouso pelo tempo recomendado

Quais são os riscos da Amigdalectomia e/ou Adenoidectomia?

Qualquer tipo de cirurgia tem algum risco. Assim como sair de carro numa estrada num fim-de-semana ou andar de avião. Viver é altamente arriscado.

A questão é se o risco é alto ou baixo e se o Hospital tem equipamentos para controlar eventuais complicações que surgirem. Estatísticas norte-americanas dizem que 5% das crianças operadas tem sangamento entre 5 a 8 dias após a cirurgia.

Em nossa realidade, isto não tem acontecido. Aliás, em minha prática cirúrgica desde 1987, nunca tive que reoperar uma criança por sangramento. Em adultos, isso é mais frequente e já tive 2 casos que tiveram que voltar à sala cirúrgica para cauterizar um vaso sangrante, entre 1987 e 2002.

Outras complicações descritas são:

Desidratação (devido a ingestão inadequada de líquidos; se for severa, uma hidratação por veia será necessária)

Febre (se for baixa não é uma complicação verdadeira e faz parte do quadro)

Dificuldade de respiração (por inchaço dos tecidos da garganta)

Onde mais a Família pode ajudar?

É normal e compreensível que a família fique um tanto ansiosa, enquanto seu filho(a) ou neto(a) esteja sendo operado, mesmo que tudo tenha sido explicado detalhadamente antes da cirurgia. No entanto, ficar ligando para o Centro Cirúrgico para saber "como vai indo a cirurgia" é desagradável e ocupa as linhas telefônicas, que poderiam estar sendo usadas para comunicar quadros graves e que necessitem de comunicação urgente através desta via. É melhor combinar com o cirurgião que, assim que acabar a cirurgia, ELE liga para contar como foi. Também é compreensível que se queira maiores informações sobre o problema do paciente e, principalmente, sobre a cirurgia a qual será submetido. Isto é uma prerrogativa da consulta médica em consultório e deve ser restrita a este ambiente. Evite, portanto, solicitar ao médico que repasse todas estas informações, nos minutos que antecedem a cirurgia ou logo após. Isto vale, principalmente, para os familiares e/ou amigos que comparecem apenas no Hospital para se solidarizar com a família ou com o paciente.

Fonte: www.alexandre.med.br

Amigdalites

O que é uma Amigdalite?

Entende-se por amigdalite uma inflamação das amígdalas, normalmente provocada por uma infecção de origem viral ou bacteriana.

Qual a sua Incidência ?

A amigdalite ocorre principalmente na infância, (mais frequente em crianças com menos de 9 anos) durante a qual a maioria das crianças tem pelo menos um episódio de amigdalite. Ocasionalmente a amigdalite ocorre também em adolescentes e jovens adultos. Esta é uma infecção banal, mas que pode ter consequências graves caso não seja tratada. A duração de uma amigdalite pode ir de 5 a 7 dias.

Porque é que surgem as Amigdalites ?

A função das amígdalas consiste em impedir infecções do trato respiratório superior. No entanto, a cavidade orofaríngea, na qual se incluem as amígdalas não é estéril, ela é colonizada por um grande número de microorganismos (bactérias gram+ e gram- bem como bactérias anaeróbias) que constituem a flora normal da orofaringe. O desenvolvimento anormal de qualquer um destes microorganismos ou a invasão de microorganismos do meio ambiente exterior (bactérias ou vírus), leva a um desequilíbrio da flora normal da orofaringe e consequentemente à infecção. Este desequilíbrio da flora normal atinge por vezes as próprias amígdalas, que são frequentemente infectadas pelos microorganismos que ajudam a combater.

Fatores que podem perturbar o equilibrio da flora normal e levar a que microorganismos saprófitas habituais se tornem vi-rulentos e capazes de desencadear um estado patológico.

Fadiga
Mudanças bruscas de temperatura
Doençasa nergisantes
Fatores ecológicos
Antibioterapia

Este último, utilizado muitas vezes sem critério, em tratamentos incompletos, parece ser hoje em dia, um dos principais fatores de desequilíbrio da flora da orofaringe.

Qual a origem das Amigdalites ?

Quanto à etiologia do agente infecciosop ensa-sea ctualmente que mais de 50% das amigdalites agudas têm uma origem viral, sendo as etiologias bacterianas dominadas pelo estreptococos do grupo A. Estasa pesard e menos frequentes representam uma ameaça pelas suas potenciais complicações.

Quais os sinais e sintomas das Amigdalites?

Dor de garganta (por vezes intensa)
Dificuldade em engolir
Garganta visivelmente inflamada
Febre

Amigdalites Vitais

Associada a outras Manifestações
Rinorreia
Espirros
Tosse

Amigdalites Bacterianas

Sensação de cansaço muito acentuado
Dores musculares
Gânglios do pescoço aumentados de volume e dolorosos
Sem sintomas associados (sem rinite, nem tosse)

Quais as complicações inerentes a uma Amigdalite?

Dependendo da etiologia (do microorganismo responsável pela infecção), as consequências de uma amigdalite não tratada podem ser muito graves. De uma forma geral as complicações das amigdalites podem ser locais ou sistémicas(g eneralizadas).

As complicações locais incluem:

Obstrução respiratória
Abcesso periamigdalino
Abcessoin tra-amigdalino
Abcesso parafaríngeo
Abcesso retrofaríngeo

As complicaçõess istémicas incluem:

Septicémia
Glumerulonefrite
Febre Reumática

Salienta-sequ e o periamigdalino e a febre reumática são as complicações mais frequentes das amigdalites.

O que fazer perante os sintomas de uma Amigdalite?

Numa situação inicial é recomendado:

Repouso
Ingestão de muitos líquidos
Analgésicos e antibióticos locais

De forma a eliminar os sintomas e a prevenir a sobre infecção.

No caso de os sintomas persistirem por mais de 24 horas ou se observarem pontos brancos nas amígdalas. O doente deverá dirigir-se ao seu médico de família.

O que fazer para evitar as Amigdalite?

Evitar os aglomerados populacionais
Evitar o contato com outros doentes
Proteger-se do frio
Alimentação Equilibrada
Manter uma correta higiene oral

Fonte: www.farmaciacentral.pt

Amigdalites

Amigdalites Agudas: vírus ou bactéria

Diagnóstico

A principal questão ao se abordar um quadro de amigdalite exudativa febril (AEF) é a definição sobre a etiologia bacteriana ou virótica da infecção. De ocorrência freqüente na prática clínica diária, esta diferenciação apresenta grande dificuldade de ser feita somente em base clínica e, muitas vezes, até laboratorial pois a identificação, por exemplo, do estreptococo beta hemolítico do grupo A (EBHA), em orofaringe de paciente com AEF, poderá não determinar uma relação causal em portadores crônicos desta bactéria.

Diversos processos sistêmicos podem cursar com a formação de membranas em orofaringe (discrasias sangüíneas, membranas que se formam pós-amigdalectomia, etc.), onde é de grande valia o completo exame do paciente. Mas em relação aos quadros agudos de AEF, o diagnóstico diferencial, com nítida implicação terapêutica, é extremamente amplo.

A) Clínico

Avaliações empregando modernas técnicas laboratoriais determinaram o destacado papel de diversos vírus causando AEF, especialmente o adenovírus, Epstein-Barr, herpes simples, parainfluenza, influenza A e B e respiratório sincicial. Avaliação prospectiva de 110 crianças finlandesas revelou a possibilidade de mais de um agente estar implicado na etiologia deste quadro clínico (14% dos casos), tendo sido a idade o mais importante fator preditivo do agente causal.

Naquele seguimento ressaltou-se a maior ocorrência de amigdalite virótica em crianças menores de dois anos e a causada pelo EBHA em pacientes de 6 anos de idade ou mais. A AEF causada pelo mycoplasma pneumonial ocorreu em freqüência inferior à relatada, na literatura, para os adultos (5% versus 10%, respectivamente), acometendo mais freqüentemente crianças mais velhas.

É comum a infecção pelo vírus Epstein-Barr na infância, tradicionalmente sempre considerada pouco acometida por este agente. Manifesta-se com sintomatologia pouco uniforme, apresentando usualmente curso assintomático em crianças de baixa idade, podendo associar-se a sinais e sintomas presentes em outras infecções viróticas ou apresentar o curso clássico da mononucleose infecciosa observado em adultos. A infecção primária aguda pelo vírus Epstein-Barr (VEB) não é sinônimo de mononucleose infecciosa, a não ser que esteja presente um mínimo de achados clínicos e hematológicos típicos desta doença, onde é usual a tríade faringoamigdalite aguda-febre-linfoadenomegalia. O acometimento ganglionar é, principalmente, da cadeia cervical posterior, cervical anterior e da região axilar. A freqüência com que a tonsilofaringite acompanha-se de exudato é semelhante à observada em adultos jovens, presente em 60% dos casos de crianças maiores de 4 anos e em 45% daquelas menores desta faixa etária (Sumaya e Enders). Usualmente forma-se a membrana brancacenta, espessa, não invasiva que pode, ocasionalmente, simular a placa que se forma em fases iniciais de difteria.

Sinais de infecção do trato respiratório superior (em especial riporréia mucopurulenta e, menos freqüentemente tosse), hepatosplenomegalia, exantema e neutropenia significativa são detectados em maior freqüência nas crianças com idade abaixo de 4 anos ao se comparar com aquelas acima desta idade e adultos jovens. Pacientes com mais de 4 anos apresentam taxa superior de ocorrência de exantema e dor abdominal do que a relatada em adultos jovens. Edema palpebral e petéquias em palato são também verificados, embora na AEF estreptocócica também seja usual a presença de petéquias em palato. Outros achados úteis à comparação da evolução da mononucleose infecciosa entre crianças e adultos foram registrados por Sumaya e Enders: trombocitopenia com manifestações hemorrágicas, alterações neurológicas e significativa obstrução respiratória são mais verificadas quando do acometimento de crianças enquanto a icterícia é menos detectada do que em pacientes adultos.

Na diferenciação entre amigdalite de etiologia virótica ou bacteriana, a cor ou extensão do exudato não auxiliam de forma significativa, embora as temperaturas mais elevadas se associem mais comumente à infecção virótica. Edema e hiperemia de faringe, acompanhados de dolorimento de linfonodosos cervicais, são mais observados na AEF estreptocócica, que é acometimento com padrões característicos mas não suficientemente precisos para se firmar, somente em bases clínicas, a etiologia do processo. Dentre estes padrões clássicos encontra-se a presença de inflamação faringoamigdaliana, freqüentemente exudativa, de ocorrência em criança de idade escolar (5 a 15 anos), de início abrupto, podendo evoluir com exantema escarlatiniforme, com queixa de dor abdominal, cefaléia e linfoadenopatia cervical anterior dolorosa, na ausência de rinorréia, tosse, rouquidão e diarréia.

Constitui dificuldade, particularmente em casos iniciais, com pequeno acometimento, o diagnóstico da AEF diftérica. De início insidioso e caráter progressivo as manifestações mais precoces são inespecíficas: anorexia, mal-estar, febre usualmente baixa e faringite, evoluindo para, em um a dois dias, o aparecimento de membrana de extensão variável. Tipicamente o exudato inicia-se nas amígdalas, estendendo-se aos pilares, úvula e palato mole. Além da hiperemia de faringe, com hipertrofia de amígdalas, observa-se linfoadenomegalia cervical de intensidade variável. Ressalte-se que este quadro típico pode faltar e o paciente evoluir, em 20 a 30% dos casos, com elevação significativa da temperatura, devido ao crescimento associado de outras bactérias na área acometida.

Inicialmente a placa, na AEF diftérica, é fina, tênue e brancacenta, tornando-se, a seguir, espessa, com coloração mais escura, bordos bem definidos e aderente aos tecidos subjacentes, dos quais não pode ser facilmente removida. A área afetada serve de fonte para maior crescimento do C. diphtheriae e conseqüente maior produção de toxina que, sendo absorvida nesta área ricamente vascularizada, produzirá os efeitos sistêmicos desta infecção que se trata, basicamente, de doença mediada por toxina. Com o progredir da doença, intensifica-se o acometimento do estado geral do paciente.

A angina de Plaut-Vincent é infecção pseudomembranosa aguda de faringe ou amígdalas, acompanhada de febre e linfoadenopatia. A enfermidade pode ter início súbito, com presença de ulcerações gengivais, odor fétido, dor e salivação excessiva, podendo causar dificuldade no diagnóstico diferencial com difteria mas o achado da associação fuso-espiralar, ao exame direto do material de orofaringe, confirma o diagnóstico.

B) Laboratorial

Os exames laboratoriais inespecíficos, tais como leucograma, hemossedimentação e dosagem quantitativa de proteína C reativa, têm valor limitado no diagnóstico diferencial da AEF pois também as infecções viróticas podem cursar com leucocitose, especialmente em crianças de baixa idade, podendo mesmo ocorrer desvio à esquerda, dificultando a interpretação quanto à etiologia do processo.

O clássico padrão hematológico observado na mononucleose infecciosa, com presença significativa de linfócitos atípicos, não é encontrado em menores de 4 anos de idade, que usualmente cursam com menor porcentual relativo de atipia do que crianças acima desta faixa etária. Ao se comparar com adultos jovens, em toda a infância observa-se diminuição da resposta de linfócitos atípicos frente à infecção pelo VEB, padrão verificado também no outro extremo de idade, nos idosos. Na mononucleose infecciosa podem ocorrer variações na resposta sangüínea ao acometimento, sendo mais freqüente em crianças do que em adultos jovens o encontro de neutropenia moderada ou grave, embora a superposição de infecção sistêmica bacteriana seja rara em ambos os grupos. O Nonotest é de pouca sensibilidade em crianças de baixa idade, devido à incapacidade de formação de anticorpos frente a antígenos heterófilos, devendo-se pesquisar anticorpos dirigidos a antígenos específicos do VEB: IGM anticapsídeo viral e contra antígenos nucleares.

Ao se suspeitar de infecção pelo M. penumoniae, a pesquisa qualitativa de crioaglutininas, ou em títulos elevados (³ 1:64), em pacientes de idade escolar ou adolescentes pode ser de valia, embora possam também ser induzidas, em lactentes e pré-escolares, por diversos vírus.

Quando se suspeita da etiologia estreptocócica na AEF, especial atenção deve ser dada à interpretação do achado do EBHA em material de orofaringe, quer em cultura ou em detecção de antígenos. Estudos demonstraram que uma única cultura tem sensibilidade entre 90 a 97% para a detecção do EBHA, sendo as falso-negativas decorrentes, por exemplo, do pequeno número destas bactérias presentes em orofaringe, como ocorre em portadores crônicos do EBHA.

A principal questão ao se abordar um quadro de amigdalite exudativa febril (AEF) é a definição sobre a etiologia bacteriana ou virótica da infecção. De ocorrência freqüente na prática clínica diária, esta diferenciação apresenta grande dificuldade de ser feita somente em base clínica e, muitas vezes, até laboratorial pois a identificação, por exemplo, do estreptococo beta hemolítico do grupo A (EBHA), em orofaringe de paciente com AEF, poderá não determinar uma relação causal em portadores crônicos desta bactéria.

Diversos processos sistêmicos podem cursar com a formação de membranas em orofaringe (discrasias sangüíneas, membranas que se formam pós-amigdalectomia, etc.), onde é de grande valia o completo exame do paciente. Mas em relação aos quadros agudos de AEF, o diagnóstico diferencial, com nítida implicação terapêutica, é extremamente amplo.

A principal questão ao se abordar um quadro de amigdalite exudativa febril (AEF) é a definição sobre a etiologia bacteriana ou virótica da infecção. De ocorrência freqüente na prática clínica diária, esta diferenciação apresenta grande dificuldade de ser feita somente em base clínica e, muitas vezes, até laboratorial pois a identificação, por exemplo, do estreptococo beta hemolítico do grupo A (EBHA), em orofaringe de paciente com AEF, poderá não determinar uma relação causal em portadores crônicos desta bactéria.

Diversos processos sistêmicos podem cursar com a formação de membranas em orofaringe (discrasias sangüíneas, membranas que se formam pós-amigdalectomia, etc.), onde é de grande valia o completo exame do paciente. Mas em relação aos quadros agudos de AEF, o diagnóstico diferencial, com nítida implicação terapêutica, é extremamente amplo.

TRATAMENTO

É importante para o clínico a correta identificação dos pacientes com AEF que requerem antibioticoterapia, para sua correta indicação. O uso desnecessário de antibióticos, sendo onerosos muitos dos mais recentemente introduzidos, pode associar-se ao risco de reações adversas e à emergência de organismos Gram Å altamente resistentes, como o observado com o EBHA frente à eritromicina. Em diversos países, as taxas de resistência correlacionam-se diretamente ao grau de utilização do antibiótico embora nunca tenha sido demonstrada a resistência do EBHA à penicilina.

Nas AEF de etiologia virótica recomenda-se evitar o emprego do salicilato pela associação com o aparecimento da síndrome de Reye; nas causadas pelo VEB a corticoterapia restringe-se aos pacientes evoluindo com obstrução respiratória, manifestações hemorrágicas e com anemia hemolítica. Embora o aciclovir tenha atividade antiviral in vitro contra o VEB, não se demonstraram os benefícios clínicos do tratamento.

O tratamento da associação fuso-espiralar é realizado com penicilina, enfatizando-se o possível papel do M. penumoniae na etiologia das AEF, quando o emprego da eritromicina ou novos macrolídeos é preconizado para o controle do infecção.

O diagnóstico clínico da amigdalite diftérica já autoriza o início do tratamento específico pois sua confirmação laboratorial requer período de espera incompatível com a urgência do quadro. Além das medidas gerais, indica-se o soro antidiftérico (SAD), após a realização das provas de sensibilidade, sabendo-se que a antitoxina administrada terá sua ação limitada à toxina circulante ou apenas adsorbida à célula. O SAD, infundido por via endovenosa em velocidade não superior a 1 ml/min, deve ser diluído em soro glicosado isotônico, em solução contendo 0,1 a 0,3 ml de adrenalina, na tentativa de redução das reações ao SAD. A dose a ser prescrita depende da avaliação da forma da doença, localização e extensão da placa: 40.000 m para forma leve ou moderada, em paciente com estado geral preservado, toxemia leve e menos de 48 horas de evolução do quadro; 60,000 a 80.000 m para as formas de média gravidade, em que a criança apresenta moderado comprometimento do estado geral, prostração devido à toxemia e quadro clínico evoluindo há mais de 72 horas; 100.000 a 120.000 m nos casos extremamente graves. A antibioticoterapia na AEF diftérica visa a erradicação dos bacilos no local acometido, empregando-se preferencialmente a penicilina e eritromicina, ficando a clindamicina como alternativa terapêutica possível.

Os objetivos do tratamento da AEF estreptocócica incluem a melhoria clínica do paciente, erradicação bacteriana e prevenção das complicações supurativas e não supurativas. Recentes relatos de casos de doença reumática nos E.U.A. e aumento no reconhecimento da síndrome do choque tóxico estreptocócico causou preocupação sobre possíveis alterações no EBHA e as implicações destas mudanças para a terapêutica. A literatura registra que a resistência antimicrobiana não tem sido fator importante no recente ressurgimento das infecções causadas pelo EBHA, não tendo sido observada diferença significativa na concentração inibitória mínima das cepas recentemente isoladas frente ao padrão apresentado em isolados mais antigos submetidos à penicilinoterapia. A diminuição da eficácia da penicilina para o tratamento de formas graves da infecção pelo EBHA é atribuída à redução da velocidade de crescimento dessa bactéria em inóculos de grande tamanho. In vitro muitas cepas do EBHA mostram-se susceptíveis às sulfoamidas e ao sulfametoxazol-trimetroprin (SMT), mas todas as sulfonamidas, incluindo SMT, são inefetivas para o tratamento da AEF estreptocócica.

A penicilina persiste recomendada como o tratamento de escolha da AEF estreptocócica baseado em sua boa atuação, ausência de efeitos colaterais significativos, manutenção de elevada atividade contra o EBHA e baixo custo. Para os pacientes alérgicos à penicilina, podem ser empregados a eritromicina e os novos macrolídeos. Com padrão de sensibilidade similar ao da eritromicina, estes novos antibióticos alcançam elevadas concentrações nas amígdalas, possibilitando sua utilização em regime de 5 dias (azitromicina). O tempo de tratamento da AEF estreptocócica por 5 ou mesmo 7 dias, com penicilina oral, é inferior ao curso de 10 dias quanto ao controle da infecção, embora a maioria dos pacientes apresente nítida melhora clínica nos primeiros 2 a 3 dias de tratamento. É desconhecida a razão do emprego da penicilinoterapia oral por 10 dias associar-se a resultados ótimos (clínicos e de cura bacteriológica), acreditando-se que a necessidade de tratamento tão prolongado deve-se ao comportamento do EBHA, fixando-se às criptas das amígdalas e dificultando o acesso do antibiótico. As mais elevadas taxas de erradicação bacteriana para as penicilinas são obtidas após uma única dose de penicilina benzatina, verificando-se concentração sangüínea desta forma de depósito da penicilina por tempo superior a 10 dias. Tem como fator limitante a seu uso a dor no local da injeção.

As cefalosporinas orais, por sua eficácia clínica e cura bacteriológica do EBHA, constituem alternativas aceitáveis à penicilina para o tratamento da AEF estreptocócica embora especialistas mostrem reserva quanto à sua indicação como terapia co-primária da AEF estreptocócica. Questionam se os resultados dos estudos que demonstraram erradicação mais precoce e efetiva do EBHA com as cefalosporinas não poderiam refletir seu uso em portadores do EBHA, grupo que seguramente é melhor manuseado com as cefalosporinas orais, em relação aos pacientes com AEF causada pelo EBHA. Argumentam sobre a elevação do custo do tratamento e indagam se o maior espectro de atividade das cefalosporinas, incluindo bactérias produtoras de b lactamase com potencial para inativar a ação da penicilina, não explicaria a maior taxa de erradicação do EBHA, causando concomitantemente alteração da flora microbiana de boca e intestino. Sugerem reservar seu emprego para quando fatores individuais ou locais indicarem a necessidade de terapia alternativa.

As taxas de recorrência (10 a 30%) relatadas após o tratamento da AEF estreptocócica com penicilina são multifatoriais.

São atribuídas a fatores individuais, merecendo destaque alguns aspectos:

A) diferenciação entre recaída, usualmente mais freqüente, com a identificação do mesmo tipo do EBHA e reinfecção, com a re-aquisição de outro tipo de estreptococo;

B) determinação do tempo de tratamento e verificação da adesão do paciente ao tratamento;

C) pesquisar as razões da falha na erradicação do EBHA: tolerância à penicilina? Há relatos indicando esta possibilidade para algumas cepas, embora ainda não se tenha estabelecido a importância clínica desta discordância entre a concentração para inibir e bactericida frente ao EBHA;

D) estabelecer o papel das bactérias produtoras de b lactamase presentes em orofaringe: a presença desta flora, tanto aeróbica quanto anaeróbica, é fator repetidamente demonstrado em pacientes com AEF estreptocócica não responsiva à penicilina. Muitas dessas bactérias não são patogênicas nas amígdalas, podendo entretanto atuar como "patógenos indiretos", através de sua capacidade de inativar a penicilina administrada para eliminar o EBHA;

E) salientar o possível papel da interferência bacteriana da flora normal da faringe com a colonização e crescimento do EBHA.

Estudos registraram o efeito preventivo exercido pela flora normal frente ao EBHA: a ausência do estreptococo alfa hemolítico em orofaringe correlacionou-se a aumento de incidência do EBHA, saliente-se que a penicilinoterapia oral, embora por curto tempo de exposição na saliva, poderia causar alterações da flora em orofaringe. Autores propõem a procura de esquemas de tratamento antimicrobiano que resultem em níveis salivares da droga bactericida para o EBHA mas sem efeito nos estreptococos alfa hemolíticos, fato possível pela grande diferença na sensibilidade à penicilina, e às cefalosporinas, entre os estreptococos a e b hemolíticos. Atualmente já são disponíveis, em alguns países, cápsulas de penicilina em que não há liberação da droga na saliva, mas somente no soro, estando atualmente sob investigação seus efeitos na flora de orofaringe e taxas de erradicação bacteriana.

Prof.a. Heliane Brant Machado Freire

Fonte: www.medicina.ufmg.br

Amigdalites

O que é amigdalite

A amigdalite é uma das doenças mais comuns na infância. Trata-se de uma inflamação das amigdalas que se manifesta com dor de garganta, dor para engolir e febre de intensidade variável. Atinge, com mais freqüência, crianças e jovens em idade escolar (2 a 15 anos).

Pode ter duas causas, viral ou bacteriana. A primeira é a mais comum e ocorre em cerca de 75% dos casos. Geralmente surge como conseqüência de um resfriado e desaparece com o tempo.

Já a amigdalite bacteriana é a forma mais grave da doença, e o tratamento é feito com antibióticos. Na maioria das vezes é causada pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Cerca de 20% das amigdalites agudas em crianças são causadas por essa bactéria.

Se a doença não for corretamente tratada, a criança pode desenvolver a febre reumática. Este sim é um mal que oferece grandes riscos, podendo afetar o coração (causando endocardite reumática), o sistema nervoso central (ocasionando coréia reumática – movimentos involuntários dos pés, mãos e língua), as articulações (artrite) e a pele (onde aparecem nódulos).

O fato de a criança ter freqüentes casos de amigdalite não significa, necessariamente, que vá desenvolver febre reumática.

Sintomas e diagnóstico

É importante que o diagnóstico da amigdalite seja feito de maneira correta. É essencial distinguir se a forma é bacteriana ou viral para que o tratamento seja eficaz, para que não aconteçam maiores complicações, nem o uso desnecessário de antibióticos.

Os sintomas da amigdalite são:

Febre alta (entre 38º e 40º)

Forte dor de garganta - pode haver a presença de pus

Dificuldade para engolir

Gânglios (caroços) do pescoço inchados e doloridos

Dor de cabeça e mal-estar

Náuseas e vômitos, em alguns casos.

Não tente fazer o diagnóstico da amigdalite viral ou bacteriana em casa ou em farmácias. Consulte um médico para que a avaliação seja precisa e segura.

Tratamento e prevenção

Prevenir a amigdalite é difícil, principalmente no que diz respeito às crianças, que ficam bastante próximas por muito tempo, o que facilita a transmissão de vírus e bactérias e a conseqüente contaminação.

A amigdalite viral costuma desaparecer naturalmente, sem a necessidade do uso de antibióticos. Mas é importante procurar um médico para se certificar qual é o tipo de infecção e se há a necessidade de um tratamento à base de antibióticos, pois a infecção bacteriana não tratada pode evoluir para febre reumática. O tratamento com antibióticos dura, em média, dez dias e não se deve deixar passar em branco nenhuma dose.

Mas também é preciso atenção, pois o uso indevido de antibióticos pode fazer com que o organismo fique mais resistente aos seus efeitos. No caso de amigdalite viral, não é necessário o uso desta medicação.

Fonte: www.nycomed.com.br

Amigdalites

É o tipo mais perigoso das infecções de garganta.

As amígdalas são massas de tecido localizadas na parte de trás da garganta elas agem como um filtro que ajuda a prevenir que infecções da garganta, boca e seios da face se espalhem para o resto do corpo. Elas também produzem anticor-pos que ajudam a combater as infecções na garganta e no nariz. A amigdalite ocorre quando as amígdalas ficam inflamadas.

CAUSAS

A causa da inflamação pode ser uma infecção viral ou bacteriana, sendo que esta última pode ser facilmente identificada por apresentar pus, ou seja, aqueles pontos brancos, conhecidos por placas.

A amigdalite bacteriana é causada, principalmente, pela bactéria Streptococcus pyogenes, sendo o tipo mais perigoso das infecções de garganta. A febre que atinge os pacientes acometidos por esta bactéria pode mesmo chegar aos 40ºC e ocasionalmente podem se formar abscessos.

As crianças desenvolvem amigdalite quando enfrentam queda na resistência dos seus organismos e variações bruscas de temperatura, típicas desta época do ano.

SINTOMAS

Os sintomas da amigdalite incluem: Dor de garganta que pode variar de leve a severa; Gânglios inchados (íngua) em qualquer lado do pescoço e da mandíbula; Dor de ouvido; Dificuldade e dor para engolir; Calafrios e febre; Dor de cabeça.

A maioria dos especialistas entende que ter amigdalite com freqüência, mesmo quando se repetem até sete vezes ao ano, não significa que há necessidade de remoção cirúrgica das amígdalas. Somente em determinadas situações médicas deve-se fazer a amigdalectomia.

CONTÁGIO

O risco de contágio é elevado e geralmente faz-se por contato com os fluidos nasais ou da garganta de uma pessoa infectada. Assim, tanto a tosse como os espirros podem veicular partículas de secreções infectadas que são diretamente inaladas por quem estiver no seu trajeto.

Também os copos, talheres, e outros objetos que contac-tarem com as mucosas orais ou nasais dos doentes podem conter bactérias ou vírus.

DURAÇÃO

O período de incubação, tempo que decorre entre o contágio e o aparecimento da doença é em média de sete dias nas amigdalites bacterianas por estreptococos.

Nos casos de amigdalites virusais esse período é muito variável, dependendo do tipo de vírus, e pode ir de horas (na Influenza) até semanas.

O regresso das amígdalas e gânglios, ao seu aspecto e tamanho normal pode demorar semanas.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

O desconforto causado pela amigdalite pode ser aliviado com o gargarejo de uma solução contendo uma pitada de sal, dissolvido em meio copo de água morna.

Bebidas mornas, como chás (com ou sem mel) e sopas, assim como outros alimentos macios, se forem toleráveis, apesar da dificuldade para engolir ajudam a pessoa a manter-se alimentada.

Água gelada andar descalço tomar chuva, devem ser evitados, pois estes são fatores que podem produzir variações de temperatura, estabelecendo um melhor terreno para a instalação da bactéria.

Sendo bacteriana, a doença deve ser tratada com antibióticos. As virais, no entanto, não se beneficiam deste tipo de tratamento, possuindo um ciclo próprio e necessitando apenas de medicação para alívio dos sintomas, como antitér-micos e analgésicos.

Se for difícil evitar o contágio através do espirro ou tosse, já será mais fácil minimizar os riscos lavando a louça e talheres do doente à parte, lavando as mãos com freqüência e mesmo isolando o mais possível o doente em relação principalmente às crianças ou idosos que possam habitar a mesma casa.

A amigdalite tem um alto contagio entre familiares, e só após aproximadamente 48 horas de tratamento, é que diminui este risco. Portanto o cuidado, principalmente entre irmãos, deve ser adotado, e se sintomas semelhantes aparecerem o médico deverá novamente ser consultado.

DICAS DE AUTOCUIDADO

Para aliviar o desconforto da amigdalite, estudiosos da área recomendam a adoção de algumas medidas, tais como: Beber bastante bebida morna como chá e sopa; comer alimentos macios e fáceis de engolir; e evitar o fumo ativo e passivo de cigarro.

OPERAR OU NÃO OPERAR?

Como regra geral, pode haver vantagens em operar nos casos em que haja sete ou mais episódios por ano ou cinco ou mais em dois anos seguidos, mas é sempre uma situação a estudar caso a caso.

Considerando que as amígdalas têm uma importante função imunológica, sempre que possível é aconselhável preservar a integridade anatômica da orofaringe.

Terezinha de Freitas Ferreira

Fonte: www.ufac.br

Amigdalites

O que é uma amigdalite?

Uma amigdalite é uma infecção das amígdalas que pode ser provocada por microrganismos de origem viral ou bacteriana.

Qual é a função das amígdalas?

As amígdalas são constituídas por um tecido semelhante aos gânglios linfáticos, cuja função é auxiliar o organismo a fabricar anticorpos para se defender contra bactérias e vírus.

Qual é a sua incidência?

A amigdalite ocorre principalmente na infância, mais frequentemente em crianças até aos 9 anos. Durante essa fase de vida a maioria das crianças têm pelo menos um episódio de amigdalite. Embora menos frequente é também uma afecção comum nos adolescentes e adultos jovens.

Qual é a causa das amigdalites?

A cavidade orofaríngea na qual se incluem as amígdalas não é estéril. Ela é colonizada por muitos microrganismos, nomeadamente bactérias que fazem parte do ambiente (flora) normal da orofaringe. Por exemplo, a fadiga, as mudanças bruscas de temperatura ou o uso inapropriado de antibióticos pode levar à proliferação de qualquer um dos microrganismos existentes na orofaringe, ou a invasão de vírus e bactérias do meio exterior, pode levar a um desiquilibrio da flora local e desencadear uma infecção.

Qual é o microrganismo responsável pela amigdalite?

A maioria dos casos de amigdalite são provocados por vírus, sendo os restantes de origem bacteriana, nomeadamente o - estreptococos beta-hemolítico do grupo A –que é responsável por cerca de 15% dos casos. Outras doenças podem manifestar-se com uma infecção das amígdalas, nomeadamente a mononucleose infecciosa, uma doença infecciosa causada pelo vírus Epstein Barr, que habitualmente se manifesta por uma amigdalite.

Como se manifesta uma amigdalite?

A amigdalite aguda manifesta-se por garganta inflamada (avermelhada e inchada) associada quase sempre a dor de garganta, nomeadamente ao engolir (por vezes mesmo com a saliva). O doente pode queixar-se de dor de ouvido (dor refletida da orofaringe), mau hálito e febre. Se a amigdalite for de causa viral, pode ocorrer corrimento pelo nariz, tosse e espirros; e as amígdalas apresentam-se hipertrofiadas e avermelhadas.

As amigdalites bacterianas são caracterizadas pelo início súbito de dor de garganta (por vezes intensa), gânglios na parte anterior do pescoço aumentados e dolorosos, dor de cabeça e febre (acima de 38ºC). Nas crianças as amigdalites de causa bacteriana podem manifestar-se por dor abdominal, náuseas e vómitos.

A origem bacteriana, é sugestiva quando se observa amígdalas hipertrofiadas, de cor avermelhada viva, que podem estar cobertas por uma secreção amarelada ou branca-acinzentada (exsudado purulento).

É necessário realizar exames para diagnosticar uma amigdalite?

Muitas vezes apenas as características dos sintomas e sua evolução, permite ao médico diagnosticar qual é a origem da infecção – se viral ou bacteriana. Quando existem dúvidas, é necessário realizar um exame para definir qual é o agente responsável pela infecção, nomeadamente procurar identificar o estreptococos beta-hemolítico do grupo A (EBHA), bactéria responsável pelo desenvolvimento da febre reumática.

Na infecção aguda pode utilizar-se dois métodos práticos para identificar o EBHA na orofaringe – o exame cultural (recolhe-se através de um zaragatoa uma amostra do agente infeccioso diretamente das amígdalas e coloca-se num meio de cultura próprio para ele crescer) ou através de um teste rápido para detecção do antigénio do estreptococo, vulgarmente conhecido pelo Phadirect, que confirma ou não o (EBHA) no exsudado da orofaringe em 5 a 10 minutos.

O título da anti-estreptolisina O sérica, mais conhecida por TASO, parece ser a melhor forma de diagnosticar a infecção aguda, através do aumento de quatro vezes do doseamento do TASO (em determinações sucessivas), no entanto, não é utilizado por não ser um procedimento diagnóstico prático, devido à duração curta das amigdalites agudas.

Quais as complicações possíveis de uma amigdalite?

O abcesso periamigdalino e a febre reumática são as complicações mais frequentes das amigdalites. Outras complicações menos frequentes são a glomerulonefrite aguda e os abcessos intra-amigdalino, parafaríngeo e retrofaríngeo.

O que é um abcesso periamigdalino?

O abcesso periamigdalino é um coleção de pús localizado por detrás das amígdalas que empurra uma das amígdalas na direção da úvula (vulgarmente chamada “campainha”). Esta situação é habitualmente muito dolorosa e está muitas vezes associada a dificuldade em abrir a boca. Se um abcesso periamigdalino, não for devidamente tratado, a infecção pode disseminar-se a outras estruturas do pescoço, fazendo perigar a vida do doente, nomeadamente por obstrução das vias aéreas. O tratamento deve ser a drenagem do abcesso com uma seringa e uma agulha de aspiração.

O que fazer para aliviar os sintomas da amigdalite?

Qualquer que seja a causa da infecção o tratamento deve ser sintomático, isto é, o objetivo é a redução dos sintomas, que deve ser iniciado de imediato.

É recomendado um conjunto de medidas que podem ser utilizadas de acordo com a intensidade dos sintomas, nomeadamente:

Repouso

A hidratação

Gargarejos com água salgada morna

Antipiréticos e anagésicos, se necessário

Quando está indicado o tratamento antibiótico?

Os antibióticos estão indicados quando a infecção for de origem bacteriana, nomeadamente o estreptococos beta-hemolítico do grupo A, com os seguintes objetivos: prevenir as complicações – febre reumática, glomerulonefrite aguda e abcessos e melhorar os sintomas. Uma vez iniciado o tratamento antibiótico é importante cumprir a posologia como foi prescrita pelo médico. Os antibióticos não são eficazes para as amigdalites de origem viral.

Quando é que as amígdalas devem ser removidas cirúrgicamente?

A remoção cirúrgica das amígdalas ou amigdalectomia está indicada em doentes com infecções repetidas, principalmente se interferirem com a vida quotidiana da pessoa. Considera-se infecção repetida em crianças quando têm 6-7 episódios num ano, ou 4-5 amigdalites em cada ano de dois seguidos ou três em cada ano de três sucessivos.

Nos adultos, a gravidade e a frequência associada a infecções repetidas são fatores considerados mais relevantes que o número absoluto de episódios. A excisão cirúrgica também está indicada quando há uma tal hipertrofia das amígdalas (associada também aos adenoides) que leva a problemas graves do sono, nomeadamente o ressonar, apneia do sono, obstrução nasal; otites ou sinusites de repetição.

Fonte: www.medicoassistente.com

Amigdalites

A amigdalite é a inflamação das tonsilas palatinas. As tonsilas palatinas são órgãos linfóides estrategicamente localizados no trajeto dos sistemas digestivo e respiratório com função de coletar informação antigênica para o sistema imunológico.

As amigdalites podem ser divididas em agudas e crônicas.

As amigdalites agudas se manifestam tipicamente por dor de garganta, disfagia, febre, otalgia reflexa, fraqueza e outros sintomas de comprometimento do estado geral, e podem ser de etiologia viral ou bacteriana. As amigdalites agudas podem, por sua vez, ser classificadas de acordo com sua apresentação clínica em: eritematosas, eritêmato-pultáceas, pseudomembranosas e ulcerosas.

Nas amigdalites virais os principais agentes causadores são os vírus influenzae A e B, parainfluenzae 1, 2 e 3, echovírus, paramyxovírus, adenovírus, vírus Eptein-Barr, Herpes vírus e coxsakie vírus. Estes pacientes apresentam em geral um quadro de infecção de vias aéreas superiores associado com congestão nasal, coriza e lacrimejamento. Cerca de 40% dos casos de amigdalites agudas têm origem viral.

As amigdalites agudas bacterianas têm como principais causadores o Streptococcus pneumoniae, Streptococcus pyogenes, Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus e associação fuso-espiralar. Em alguns casos os seguintes agentes podem estar envolvidos: Corynobacterium diphteriae, Neisseria gonorrheae e Salmonella typhi. Estes pacientes se apresentam, em geral, mais toxemiados e com febre por um período mais duradouro.

Formas clínicas das amigdalites

Eritematosas

Nas amigdalites eritematosas observamos uma hiperemia difusa e aspecto congesto de toda a mucosa faríngea, principalmente das tonsilas palatinas, podendo ou não estar presente exsudato esbranquiçado, sendo neste caso, em geral, de etiologia viral (influenzae, adenovírus, parainfluenzae). A duração varia de três a sete dias e quase sempre evolui sem complicações. Clinicamente, no entanto, não é possível distinguir o exsudato viral do bacteriano. Doenças exantemáticas podem cursar com este quadro de faringoamigdalite aguda.

O sarampo, cujo agente etiológico é o paramyxovírus, além da hiperemia, apresenta um fino pontilhado branco-amarelado de 1 a 2 mm de diâmetro na mucosa jugal (manchas de Koplik), antecedendo o aparecimento do exantema. A escarlatina é uma infecção causada pelo Streptococcus ß-hemolítico do grupo A que elabora uma toxina eritrogênica, podendo causar vasculite sistêmica; o quadro amigdaliano pode variar de uma forma mais simples de eritematosa até uma forma agressiva úlcero-necrótica; a língua com o aspecto em "framboesa" auxilia no diagnóstico e geralmente aparece 24 horas antes do exantema escarlatiniforme.

Eritêmato-pultáceas

As amigdalites agudas eritêmato-pultáceas apresentam um exsudato esbranquiçado ou purulento, localizado nas criptas e na superfície das tonsilas palatinas. Os agentes etiológicos mais frequentemente encontrados são: S. pyogenes, H. influenzae, S. aureus e a M. catarrhalis; a amigdalite estreptocócica é a infecção bacteriana mais comum na criança de 3 a 12 anos de idade.

A mononucleose, causada pelo vírus Epstein-Barr, pode manifestar-se como uma forma eritematosa ou eritêmato-pultácea, às vezes também com estomatite e enantema no palato, acompanhado de adenomegalia cervical bilateral e hepatoesplenomegalia; as tonsilas palatinas podem estar extremamente aumentadas de tamanho, podendo ocorrer obstrução importante das vias aéreas superiores, chegando a necessidade de traqueostomia; seu diagnóstico é feito baseado no quadro clínico não responsivo a antibioticoterapia, devido sua origem viral ou realizando sorologia para o vírus Epstein-Barr (IgM e Ig G).

Pseudomembranosas

Nas amigdalites agudas pseudomembranosas temos a formação de placas mais ou menos aderentes as amígdalas, que frequentemente invadem o palato mole e úvula. Deve-se fazer o diagnóstico diferencial com a difteria e a infecção por germe gram-positivo, principalmente Streptococcus.

A difteria (causada pelo Corynebacterium diphtheriae, rara nos dias de hoje devido a alta cobertura vacinal) tem início insidioso com mal-estar geral, inapetência, astenia e febre, com formação de pseudomembranas brancas brilhantes que recobrem inteiramente as tonsilas palatinas, atingindo também os pilares, palato mole e úvula, aderidas à mucosa e sangrante quando se tenta removê-las, acompanhada de linfadenite cervical (aparência de pescoço taurino); a produção de endotoxinas pelo bacilo pode acarretar miocardite, insuficiência renal aguda, paralisia dos membros inferiores, palato mole e/ou dos músculos respiratórios.

Ulcerosas

As amigdalites agudas ulcerosas se subdividem, de acordo com a profundidade da úlcera em superficial (quando ocorre erupção vesiculosa) ou profunda (há necrose do tecido).

Superficial

A angina herpética (causada pelo vírus herpes hominis tipo I) e a herpangina (vírus coxsackie A) são semelhantes, podendo surgir inicialmente do mesmo modo que na forma eritematosa (início abrupto e aspecto congesto de toda a mucosa faríngea), acometendo crianças na faixa etária de um a cinco anos.

A primo-infecção herpética é a virose mais comum que atinge a boca, ocorrendo formação de vesículas dolorosas que se rompem dando lugar a ulcerações superficiais semelhantes a aftas, na gengiva e na mucosa labial e oral, língua e orofaringe (também pode acometer epiderme e região perinasal, evoluindo ou não para a forma recidivante); a duração é de sete a dez dias e o tratamento é sintomático.

Na herpangina temos vesículas que se rompem e deixam ulcerações, principalmente no palato mole, úvula e pilares amigdalianos; quando é causada pelo vírus coxsackie 16, ocorre a "doença mão-pé-boca", com lesões pápulo vesiculosas em mãos e pés, associadas com lesões orais e faringoamigdalianas.

Profundas

Destacam-se as anginas de Plaut-Vicent e os quadros associados a hematopatias (neutropenias, leucemias agudas, síndromes imunoproliferativas e agranulocitose), além da tuberculose e sífilis. Angina de Plaut-Vincent é causada pela associação fuso-espiralar de bacilos saprófitas da cavidade oral, que inicia após lesão da mucosa ou mau estado dentário e se apresenta com febre baixa, intensa odinofagia, halitose fétida importante e amigdalite úlcero-necrótica com adenopatia ipsilateral à lesão.

Crônicas

Por sua vez, as amigdalites crônicas podem ser classificadas em amigdalites de repetição, hipertrófica e críptica.

Amigdalites de repetição

Podem ser causadas por bactérias, vírus ou fungos. É definida por Bluestone como a ocorrência de cinco a sete infecções em um ano ou quatro infecções por ano em dois anos consecutivos. Estudos com culturas realizados tanto na superfície quanto no córion amigdaliano mostram colonização polimicrobiana de aeróbios e anaeróbios em proporções semelhantes, sendo que ocorre a prevalência de microrganismos produtores de ß-lactamase.

As explicações para a patogênese da amigdalite recorrente são:

Presença de microrganismos produtores de ß-lactamase, impedindo a ação das penicilinas sobre as bactérias que normalmente seriam sensíveis, como, por exemplo o SßHGA

Resultado de uma combinação de aeróbios e anaeróbios que apresentam aumento da virulência

Imunodepressão local das amígdalas, secundária à estimulação antigênica bacteriana constante

Edema do córion amigdaliano em indivíduos atópicos, o que pode aumentar a suscetibilidade às infecções

Criptite crônica, onde dificilmente chegariam os antibióticos

Queratinização da mucosa com alteração da função das criptas amigdalianas com aumento da presença de bactérias do córion.

A avaliação laboratorial é útil no intuito de descartar deficiências imunológicas, carenciais e leucoses, constando basicamente de hemograma completo, dosagem de ferro e zinco séricos, dosagem de IgG, IgM, IgA séricos, subclasses de IgG e IgA salivar.

Amigdalite hipertrófica

Normalmente o paciente apresenta quadro obstrutivo com respiração oral, roncos principalmente em decúbito dorsal, disfagia, má oclusão dentária, podendo desenvolver períodos de apnéia nos casos mais avançados, caracterizando a síndrome da apnéia obstrutiva do sono.

A respiração oral também leva a deformidades do desenvolvimento crânio-facial como protrusão malar, palato ogival, hipotonia de lábios inferiores e mordida aberta ou cruzada. Alguns autores recomendam antibioticoterapia dirigida às bactérias produtoras de ß-lactamase, pela possibilidade de uma infecção subclínica estar mantendo o estímulo antigênico.

Amigdalite críptica

As amígdalas apresentam criptas ou sulcos profundos que favorecem a deposição de caseo, constituído de restos alimentares, cristais de colesterina, descamação epitelial e leucócitos degenerados. De acordo com o material das criptas, pode-se classificá-las em caseosa (saída de material de descamação epitelial, que desprende como grãos de arroz), calculosa (calcificação do caseo) ou purulenta (saída de secreção leitosa à expressão da amígdala).

Em alguns casos ocorre encapsulamento do material caseoso pelo epitélio amigdaliano, formando verdadeiros cistos repletos de líquido leitoso, de localização preferencial no pólo superior da amígdala, uni ou bilateral. A sintomatologia consiste de irritação na garganta ou halitose e saída de material branco de odor fétido das criptas.

O tratamento clínico deve ser dirigido para uma higienização local com anti-sépticos em forma de gargarejos, principalmente após as refeições, remoção do material caseoso e antibióticos nos casos de amigdalite purulenta..

Microbiologia e tratamento clínico

A colonização do trato respiratório superior começa logo após ao nascimento. Na cavidade oral se encontram mais de 200 espécies de bactérias, sendo aproximadamente cerca de dez anaeróbias para cada aeróbia, com esta relação aumentando de acordo com a falta de higiene oral.

Além da flora normal, as tonsilas podem abrigar bactérias potencialmente patogênicas como Haemophilus influenzae, Streptococcus ß-hemolítico do grupo A, Streptococcus pneumonie, Moraxella catarrhalis e Staphylococcus aureus mesmo em pessoas sem queixas de amigdalites.

A manutenção do equilíbrio adequado entre as bactérias da microbiota normal e as bactérias patogênicas parece exercer um papel fundamental na defesa das vias aéreas superiores. Sanders sugere que o Streptococcus viridans, provavelmente através de acidificação do meio previne a colonização das vias aéreas superiores por organismos como Haemophilus influenzae. Foi observado também, uma alta incidência do Streptococcus viridans em culturas de superfície de amígdalas de indivíduos normais, sugerindo a sua possível ação protetora por mecanismos de competição com outros patógenos.

Os dados da literatura, embora controversos, sugerem um aspecto polimicrobiano nas amigdalites recorrentes. É consenso, no entanto, que as bactérias que predominam nos pacientes com quadros de amigdalites de repetição são o Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus e Streptococcus ß-hemolítico do grupo A. Kielmovitch observou maior prevalência de bactérias produtoras de ß-lactamase nos pacientes com amigdalites de repetição, principalmente Haemophilus influenzae e Staphylococcus aureus. A literatura sugere ainda uma relação do Haemophilus influenzae com o desenvolvimento da hiperplasia tonsilar em crianças, nos casos de amigdalites hipertrófica e recorrente.

Estudos tentam estabelecer a existência ou não de correlação entre a flora da superfície das tonsilas palatinas e a de seu córion, visando a possibilidade do tratamento dos quadros de amigdalites crônicas baseados em culturas da superfície, direcionando, assim, a antibioticoterapia para o agente encontrado.

A maioria das crianças e adolescentes que apresentam dor de garganta têm etiologia viral como causa (aproximadamente 40% das amigdalites agudas). A literatura relata que não mais de 30% a 40% das crianças com dor de garganta têm o Streptococcus ß-hemolítico do grupo A como causa. Outros patógenos menos frequentes seriam Chlamydia pneumoniae e o Mycoplasma pneumoniae.

A cultura ainda é considerada o exame de excelência para o estudo da flora bacteriana da orofaringe, entretanto, a sua utilização deve ser racional, levando em consideração os custos e uma interpretação adequada (flora normal X flora patogênica X colonização bacteriana por bactérias patogênicas em portador são).

A cultura está indicada somente nos casos de amigdalites que não evoluem satisfatoriamente com o tratamento clínico, nas amigdalites ulceradas ou em pacientes imunocomprometidos, nas secreções de abscessos amigdalianos e quando há interesse na pesquisa de portadores de Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae para vigilância de meningite.

Existem hoje no mercado diversos testes de detecção rápida do Streptococcus ß-hemolítico do grupo A, com alta sensibilidade e especificidade (78% e 90%, respectivamente, segundo alguns autores). Porém, deve-se levar em consideração que estes testes não conseguem detectar pequenas quantidades do Streptococcus ß-hemolítico do grupo A, podendo ocorrer falso-negativos, além do alto custo na realização destes exames em nosso meio.

Quanto ao tratamento clínico, deve ser baseado na suspeita etiológica. Nos casos agudos virais se utilizam apenas medicamentos para aliviar os sintomas (antitérmicos, analgésicos sistêmicos e/ou tópicos e gargarejos com anti-sépticos), de acordo com a intensidade do quadro.

Quando se suspeita de agente bacteriano, a terapêutica com antimicrobianos deve ser empregada, devendo sempre a escolha dos antibióticos basear-se na sua eficácia de erradicação do agente causal suspeito, comodidade posológica, aceitabilidade do paciente e na relação custo/benefício.

O principal agente bacteriano das amigdalites ainda é o Streptococcus ß-hemolítico do grupo A, sendo importante um tratamento efetivo na erradicação deste, não somente para permitir um retorno mais rápido do paciente para as suas atividades usuais, mas também para prevenir complicações sérias como a febre reumática, síndrome do choque tóxico e fasceíte necrotizante.

A penicilina benzatina IM em dose única ainda é uma boa opção de tratamento. A amoxicilina e amoxicilina associada ao clavulanato durante dez dias se têm mostrado eficazes, bem como as cefalosporinas de segunda geração por cinco dias. Nos indivíduos alérgicos à penicilina, os macrolídeos podem ser utilizados, lembrando-se de que nos casos de suspeita de mononucleose (vírus Epstein- Barr) se deve evitar o uso de amoxicilina, pois pode desencadear "rush" cutâneo.

Na difteria (Corynebacterium diphtheriae) o tratamento clínico é feito com soro específico IM ou subcutâneo (60.000 a 100.000 U) associado a penicilina ou eritromicina. Na amigdalite gonocócica (Neisseriae gonorrhoeae) se utiliza penicilina ou cefalosporinas de terceira geração.

Na angina de Plaut-Vincent (associação fuso-espiralar) o tratamento é feito com penicilina ou cefalosporina de primeira ou segunda geração. Nos casos de escarlatina (Streptococcus ß-hemolítico do grupo A com toxina eritrogênica) deve ser tratada com penicilina G procaína ou penicilina V oral.

Nas amigdalites de repetição causadas pelo Streptococcus ß-hemolítico do grupo A, o tratamento clínico deve visar as prováveis causas das infecções repetidas.

Assim, quando a causa é a não adesão ao tratamento prévio instituído, o uso de penicilina benzatina em dose única IM é uma alternativa. Nos casos de resistência bacteriana por produção de ß-lactamase, sugere-se o uso preferencial, nas fases de agudização, de cefalosporinas de segunda geração, por cinco a dez dias, ou a associação amoxicilina/clavulanato, por dez dias, ou eventualmente cefalosporinas de terceira geração.

Além disso, deve-se tentar eliminar fatores predisponentes como comunicantes, creches e instituições fechadas, além do controle clínico da alergia nos pacientes atópicos e em casos mais rebeldes ou com outras infecções de repetição associadas, pode-se realizar cultura da secreção orofaringeana e antibiograma, além de investigar a possibilidade de imunodeficiências associadas (hemograma completo, dosagem de imunoglobulinas séricas e anti-HIV)..

Fonte: www.doutorbusca.com.br

Amigdalites

Ao abrir-se bem a boca, é possível ver duas pequenas estruturas arredondadas que se situam logo no início da garganta, uma em cada um dos lados. São as amígdalas, dois órgãos linfóides que têm por função ajudar a proteger o organismo contra bactérias e vírus, produzindo anticorpos, principalmente na infância.

Quando as amígdalas infectam, surge a amigdalite crónica, vulgarmente conhe­cida por angina.

E por que se infectam as amígdalas?

A causa pode ser viral ou bacteriana, sendo que, na maior parte dos casos, as amigdalites virais são menos problemáticas do que as bacterianas», responde o Dr. Alberto Santos, otorrinolaringologista do Hospital de Santa Maria (Lisboa). As amigdalites virais são as mais frequentes, estimando-se que representem 70% dos casos de amigdalite aguda.

É no Inverno que mais frequentemente surgem as amigdalites agudas e isto deve-se, principalmente, às variações de temperatura, bem mais comuns nesta época do ano, e não apenas às baixas temperaturas. «Estas variações podem diminuir as defesas (imunocapacidade) do indivíduo e pode registar-se uma paralisia temporária dos cílios da mucosa aérea (que fazem a limpeza das vias aéreas)», explica este otorrino.

Por outro lado, a luz solar, que é menos frequente no Inverno, diminui a incidência de alguns micróbios e reforça as nossas defesas. Por isso, como constata este especialista, «existem mais viroses nos meses invernosos que ou afetam diretamente as amígdalas (amigdalite viral) ou abrem caminho a uma infecção que pode depois desenvolver a amigdalite bacteriana». Para agravar, nesta altura do ano, permanece-se mais tempo em espaços fechados, o que aumenta o risco de contágio dos vírus.

Um doente afetado pela amigdalite pode transmitir essa infecção a outras pessoas. Como? A transmissão pode dar-se pelo do contato direto, como por exemplo com um beijo, mas, regra geral, é através das gotículas de saliva que se expelem ao falar, espirrar ou tossir que os vírus e bactérias mais se transmitem.

«Com um espirro são libertadas mais ou menos 20 mil gotículas microscópicas de saliva que podem ser enviadas até três metros de distância e ficar suspensas em poeiras ou gotas de humidade durante um ou dois dias com possibilidade de transmissão», elucida Alberto Santos.

Em 1998, registaram-se mais de 110 mil casos de amigdalites agudas, o que leva o otorrino a afirmar que se trata de «um verdadeiro problema de saúde pública, dado que os casos mais graves desembocam em absentismo escolar e laboral».

As anginas são mais frequentes na infância e o pico de incidência situa-se entre os quatro e 10 anos.

«A partir da puberdade, na maior parte dos casos, a incidência das amigdalites diminui, mas isto não quer dizer que não haja pessoas que as têm a vida toda. Há muitos adultos que sofrem de amigdalite aguda desde a infância», diz o especialista.

Complicações e soluções

«O panorama da amigdalite aguda mudou muito», revela Alberto Santos. E porquê? «Há 30 anos, as complicações mais frequentes e preocupantes das amigdalites eram as complicações sistémicas, a febre reumática com lesões articulares ou cardíacas associadas e as glomerulonefrites (lesões nos rins). Neste momento, as mais preocupantes são as complicações locorregionais (junto das amígdalas), como os abcessos cervicais, cada vez mais frequentes, e perigosos, podendo obrigar à cirurgia de urgência», conta o otorrino, que sublinha:

«Esta evolução está relacionada com os antibióticos, porque a sua má política de utilização, que passa pela automedicação e pela prescrição inadequada e exagerada, utilizando-se os antibióticos quando não se justifica, facilita o aparecimento de micróbios mais resistentes.»

«Nem sempre é possível prevenir as amigdalites agudas, mas quanto mais cedo tentarmos, melhor», acredita Alberto Santos.

Com alguns comportamentos diários, pode-se evitar a infecção das amígdalas. Não fumar, não ingerir ácidos à noite, manter a higiene oral e nasal, lavando bem os dentes, lavar o nariz com soro fisiológico são alguns destes comportamentos.

No caso de não ser a primeira amigdalite, sustenta o especialista, «é preciso fazer uma observação cuidada e traçar-se um bom historial clínico, na tentativa de controlar os fatores de risco, devendo o doente ser mesmo observado pelo otorrino».

Na medida em que uma amigdalite nunca é igual à outra, esta infecção «deve sempre ser observada e tratada a pelo médico e, em caso de repetição, a pessoa deve ser acompanhada por um otorrinolaringologista», aconselha Alberto Santos.

No que concerne ao tratamento, existem duas formas de solucionar as amigdalites agudas: as injecções de penicilina, com uma duração mais ou menos 24 horas e os antibióticos dirigidos para as amigdalites bacterianas, com duração mínima de sete dias. Nas amigdalites crónicas, a cirurgia – amigdalectomia –, aplicada para remover as amígdalas, resolve definitivamente o problema.

Segundo este especialista, «a cirurgia justifica-se, essencialmente, quando a pessoa tem um número elevado de amigdalites agudas não controladas de outra forma; quando existem complicações associadas; quando, no caso dos adultos, se suspeita de um tumor (pouco frequente) ou quando o tamanho das amígdalas é exagerado que chega a comprometer a respiração durante a noite (apneia do sono muito incidente nas crianças)».

Em Portugal, há 10 anos, foi introduzida, pelo professor Mário Andrea (diretor do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Santa Maria), uma nova técnica que «é mundialmente reconhecida pela sua segurança e eficácia» – a microcirurgia amigdalina com dissecção bipolar. «Antes», conta Alberto Santos, «o doente sangrava bastante durante a cirurgia. Agora, com esta técnica, isto não acontece.

A recuperação pós-cirúrgica é, hoje em dia, «fácil e rápida». Há uns anos, depois da cirurgia às amígdalas, as pessoas não conseguiam sequer falar no pós-operatório.

Atualmente, «o doente tem alta hospitalar poucas horas depois da cirurgia e só terá de ficar em casa mais ou menos seis dias com condicionantes de dieta – alimentos moles e frios –, para cicatrizar a ferida», assegura o otorrino.

Fonte: www.medicosdeportugal.iol.pt

Amigdalites

As amígdalas são acúmulos de tecido linfóide que ficam na garganta, que têm a função de produzir anticorpos para proteger de infecções. Esses tecidos, normalmente são maiores nas crianças e vão diminuindo com a idade.

As infecções, que ocorrem nas amígdalas, sejam por vírus ou bactérias, são chamadas de amigdalites.

O vírus penetra mais facilmente nas amígdalas quando a temperatura ambiente está baixa e quando há exposição ao frio.

Dor de garganta, febre, dor ao engolir, mau hálito, caroços no pescoço são sintomas que podem surgir com a amigdalite.

A gravidade da doença varia muito de pessoa a pessoa.

O tratamento é principalmente sintomático, ou seja, com antitérmicos para diminuir a sensação de mal estar e incomodo; eventualmente analgésicos antiinflamatórios para diminuir a dor e permitir que o paciente se alimente bem, tudo sob orientação médica.

Quando a infecção das amígdalas é causada por bactérias é necessário tomar antibióticos para evitar complicações cardíacas e formação de placas bacterianas em volta das amígdalas. Neste tipo de infecção o paciente costuma apresentar febre acima de 38 graus e bastante indisposição. Nesse caso é fundamental procurar o auxílio de um médico.

Se o paciente começa a ter muitas infecções repetidas, as amígdalas devem ser retiradas, pois em vez de ajudar, estão atrapalhando.

As amígdalas têm muitas dobras na superfície, chamadas de criptas. Nessas criptas são produzidos os anticorpos. Porém, quando as amígdalas não estão funcionando, só servem para provocar infecções, porque bactérias e vírus se acumulam nessas dobras que não estão mais produzindo anticorpos e causam infecções de repetição. Nesses casos, a retirada das amígdalas elimina as infecções.

Fonte: www.otorrinospoa.com.br

Amigdalites

É uma infecção das amígdalas, que se manifesta habitualmente por febre, mal-estar e dores de garganta.

O que é

A amigdalite é uma infecção das amígdalas, acompanhada de um aumento do seu volume, por vezes com exsudado (pus). Em certos casos só a faringe é afetada e falamos então de faringite, noutros casos todas estas estruturas são atingidas designando-se a infecção por amigdalofaringite.É uma doença rara em crianças com menos de 12 meses de idade e a sua incidência aumenta a partir dessa idade, atingindo um máximo entre os 4 e os 7 anos, diminuindo depois lentamente.

Quais as causas

Os vírus são os principais responsáveis. Entre outros, podem estar implicados adenovírus, vírus influenza e parainfluenza, e vírus de Epstein-Barr (mononucleose infecciosa).

O estreptococo hemolítico do grupo A é a bactéria que mais vulgarmente causa amigdalite, sendo raro que haja outras bactérias responsáveis por esta infecção.

Quais os sintomas

Geralmente a amigdalite manifesta-se por febre, mal-estar e dor de garganta. As amígdalas tornam-se inflamadas, volumosas e, por vezes, com pus. Os gânglios linfáticos submaxilares podem estar aumentados e dolorosos.Como se diagnostica Pelos sintomas e aspecto das amígdalas é muitas vezes difícil distinguir se se trata de infecção causada por vírus ou por bactéria. Informação esta de grande relevância para o tratamento. Algumas particularidades são úteis nesta distinção, nomeadamente a dor abdominal e vómito que ocorrem sobretudo na infecção bacteriana.

A existência de corrimento nasal, espirros, tosse, inflamação das conjuntivas e rouquidão são sintomas mais típicos das infecções virais.

Embora a existência de pus nas amígdalas seja mais comum na infecção bacteriana, também pode ocorrer nas infecções causadas por alguns vírus.

O método mais fiel de diagnóstico é o exame bacteriológico do exsudado amigdalino, que por o resultado demorar cerca de 48h não é feito em muitos dos casos.

As análises de sangue, nomeadamente hemograma e PCR, não são muito úteis no momento do diagnóstico.

Como se desenvolve

A febre, mal-estar e dores de garganta duram, habitualmente, entre 1 e 4 dias. Podem ocorrer vómitos e dores abdominais, ou espirros, corrimento nasal, rouquidão e tosse, dependendo se a infecção for bacteriana ou viral.Por vezes, uma amigdalite sugestiva de infecção bacteriana (estreptococo) acompanha-se de exantema (eritema da pele) fazendo-se o diagnóstico de escarlatina, que não é mais do que uma amigdalite acompanhada por exantema, cuja gravidade e tratamento são análogos a todas as amigdalites por estreptococo.

Formas de tratamento

A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injeção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, actualmente o mais indicado é amoxicilina.

Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.

Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Formas de prevenção A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injeção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, atualmente o mais indicado é amoxicilina.

Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.

Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Doenças comuns como diferenciar A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injeção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, atualmente o mais indicado é amoxicilina.

Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.

Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Outras designações A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injeção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, atualmente o mais indicado é amoxicilina.

Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.

Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Quando consultar o médico especialista A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injeção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, atualmente o mais indicado é amoxicilina.

Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.

Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Pessoas mais predispostas A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injeção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, atualmente o mais indicado é amoxicilina.

Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.

Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Outros Aspectos Complicações das amigdalitesSão raras nas infecções virais. Nas infecções por estreptococo pode ocorrer abcesso periamigdalino, sinusite, otite média e raramente meningite.

A infecção por algumas estirpes de estreptococo do grupo A, ß-hemolítico, pode causar glomerulonefrite (inflamação renal) ou febre reumática (inflamação cardíaca), situações atualmente pouco frequentes.

Fonte: www.millenniumbcp.pt

Amigdalites

Amígdalas

De cada lado da garganta, ao fundo, podem ser observadas duas saliências carnudas que são as amígdalas. Fazem parte de uma cadeia de tecido linfóide que tem como função fazer uma defesa contra a infecção, sobretudo em zonas especialmente expostas como é o caso da garganta. No caso de haver uma infecção ficam inflamadas, mais vermelhas, aumentado de volume, e muitas vezes cobertas total ou parcialmente por membranas esbranquiçadas ou amareladas. É o que se chama uma amigdalite.

Sintomas

A amigdalite aparece geralmente como parte de uma infecção generalizada da faringe (garganta), e os sintomas mais comuns são dores de garganta, dificuldade na deglutição, febre, perda de apetite e arrepios. Os gânglios do pescoço podem aparecer inflamados e sensíveis. Nas crianças mais pequenas pode não haver queixas a nível de garganta e os sintomas serem apenas perda de apetite, febre ligeira e diminuição da atividade normal.

Causas

Pode ser devida a uma infecção por vírus ou por bactérias, sendo os sintomas geralmente semelhantes. A importância em saber a origem da infecção está no tratamento a ser adoptado: enquanto nas amigdalites por bactérias (normalmente da família dos estreptococos) se deve fazer um tratamento com antibióticos, nas virusais não se devem utilizar aqueles medicamentos.

O método mais seguro para distinguir o tipo de infecção é através de uma análise (cultura) das secreções purulentas da amigdalite, colhidas por uma simples zaragatoa e enviadas a um laboratório. Infelizmente essa prática ainda não pode ser seguida na maioria dos casos no nosso país, e assim o tratamento instituído é feito segundo critérios clínicos, intuição do médico e, muitas vezes, compreensível mas erradamente, por pressão dos doentes ou seus familiares.

O objetivo principal da cultura é averiguar da existência de estreptococos do grupo A, que aparecem em cerca de 30% das situações e que podem levar a complicações graves no caso de não serem tratadas ou serem tratadas incompletamente. Falaremos dessas complicações mais adiante. Nos outros 70% de casos, a infecção é causada por vírus ou, raramente, por outras bactérias. Os vírus mais frequentes são o adenovírus, influenza (gripe), Epstein-Barr, parainfluenza, herpes simplex e enterovirus.

Duração

O período de incubação, tempo que decorre entre o contágio e o aparecimento da doença, é em média de 7 dias nas amigdalites bacterianas por estreptococos.

Nos casos de amigdalites virusais esse período é muito variável, dependendo do tipo de vírus, e pode ir de 18 horas (no influenza) até 8 semanas (Epstein-Barr).

No caso dos vírus a doença pode demorar 2 a 5 dias, dependendo do tipo, estando a maioria das pessoas totalmente recuperadas ao fim de uma semana a 10 dias. Se a infecção for devida ao estreptococos a febre passa ao fim de 3 a 5 dias. A cura pode ir até aos 10 a 12 dias (com antibiótico), mas o regresso das amígdalas e gânglios ao seu aspecto e tamanho normais pode demorar semanas.

Contágio

O risco de contágio é elevado e geralmente faz-se por contato com os fluidos nasais ou da garganta de uma pessoa infectada. Assim , tanto a tosse como os espirros podem veicular partículas de secreções infectadas que são diretamente inaladas por quem estiver no seu trajeto.

Também os copos, talheres, e outros objetos que contactarem com as mucosas orais ou nasais dos doentes podem conter bactérias ou vírus. Se é difícil evitar o contágio através do espirro ou tosse, já será mais fácil minimizar os riscos lavando a louça e talheres do doente à parte, lavando as mãos com frequência e mesmo isolando o mais possível o doente em relação principalmente às crianças ou idosos que possam habitar a mesma casa.

Tratamento

Aliviar os sintomas

Uma parte importante do tratamento consiste no alívio dos sintomas que acompanham a doença. Assim, a febre e as dores podem ser controladas com antipiréticos/analgésicos como por exemplo os medicamentos à base de paracetamol, ou de ibuprofeno, que se podem inclusivamente dar e forma alternada.

Com excepção do caso do paracetamol que pode ser dado de 6 em 6 horas, ou eventualmente menos se assim for determinado pelo médico, não é conveniente repetir o mesmo medicamento antes de passadas 8 horas da toma anterior. Por isso, no o caso de ser necessário baixar a febre em períodos inferiores a 8 horas, pode ser útil a alternância da medicação. De qualquer modo, importa salientar que abaixo dos 38º de temperatura não há razão para fazer baixar a febre. As dores de garganta, especialmente nas crianças, colocam problemas com a alimentação devido à dificuldade em engolir.

O melhor será adoptar uma dieta à base de sopas nutritivas, iogurtes, sumos, ou batidos. É muito importante fazer uma boa hidratação pelo que se devem ingerir bastantes líquidos. Também se deve ter cuidado em evitar que o ambiente seja muito seco, o que é frequente acontecer com a utilização de aquecedores ou ar condicionado.

Nesses casos pode-se fazer a humidificação do ar mediante a produção de vapor fervendo um recipiente com água (com as devidas precauções em relação acidentes) ou usando mesmo humidificadores próprios.

No caso de se tratarem de amigdalites causadas por vírus, a maioria como vimos, apenas são necessários estes cuidados a não ser que ao fim de 2 a 5 dias não haja melhorias. Nesse caso deve ser novamente contactado o médico.

Antibióticos

Infelizmente é muito comum, sobretudo quando os doentes são crianças, haver uma pressão muito grande por parte dos pais para serem receitados antibióticos logo que se manifestam os primeiros sintomas, ou se estes persistem por mais que 1 ou 2 dias. O mesmo se passa também frequentemente com muitos adultos. É uma atitude totalmente errada no caso de se estar na presença de uma amigdalite virusal não complicada (a maioria) e que pode ser bastante prejudicial tanto na evolução da doença (os vírus não são afetados e, pelo contrário, beneficiam muitas vezes com os antibióticos), como no restabelecimento das defesas naturais do organismo. É aliás vulgar haver doentes que ao fim de 2 dias ou 3 resolvem tomar antibióticos por sua iniciativa e pensar que o desaparecimento dos sintomas decorridas mais 24 ou 48 horas se deveu a isso. O fato é que a infecção virusal passaria à mesma ao fim desse tempo sem qualquer antibiótico. A única diferença é que com esse "tratamento" se criou uma eventual resistência ao antibiótico e se diminuíram as defesas naturais (para além de se ter gasto mais dinheiro...).

No entanto, em pouco mais de 30% das amigdalites pode estar em causa uma infecção por estreptococos ou outro tipo de bactérias. Nesse caso, é importante fazer o tratamento com antibióticos. O método mais seguro para saber se a infecção é ou não bacteriana é através de uma análise (cultura) das secreções purulentas da amigdalite, colhidas por uma simples zaragatoa e enviadas a um laboratório. Também existem testes rápidos que podem ser utilizados durante a consulta uma vez que demoram 10 a 30 minutos. No nosso país este tipo de procedimento ainda está longe de ser generalizado, pelo que geralmente o médico se orienta por critérios clínicos ou intuição.

O tratamento de primeira linha é a penicilina, mas que em Portugal apenas existe na sua forma injetável, pelo que se deverá recorrer à amoxicilina.

Complicações

No caso de não se fazer o tratamento adequado de uma amigdalite bacteriana com o antibiótico adequado e durante o tempo indicado, corre-se o risco de se evoluir para uma febre reumática com posteriores eventuais complicações articulares (inflamação e dores crónicas), cardíacas (insuficiência valvular), cerebrais ou de pele.

Operar ou não operar

Existem vários critérios e mesmo "escolas" no que respeita a fazer ou não a extração das amígdalas (amigdalectomia). Se é verdade que muitas crianças com amigdalites de repetição beneficiam largamente com essa operação, também se deve considerar que é importante preservar a integridade anatómica da orofaringe tanto quanto o possível.

Como regra geral, pode haver vantagens em operar nos casos em que hajam sete ou mais episódios por ano ou cinco ou mais em dois anos seguidos.

Mas é sempre uma situação a estudar caso a caso.

Fonte: www.arsc.online.pt

Amigdalites

A amigdalite é a inflamação das amígdalas, ou seja, das estruturas localizadas na parte posterior da garganta, que têm a função de proteger o corpo, produzindo anticorpos e impedindo que infecções na cavidade oral e nas regiões vizinhas se alastrem por todo o organismo.

Justamente por funcionarem como uma barreira, essas estruturas são muito suscetíveis a processos infecciosos. Quando isso ocorre, as amígdalas se inflamam, ficam inchadas, doloridas e dificultam a passagem dos alimentos para o aparelho digestivo.

Estima-se que ocorram 10 milhões de casos de amigdalite a cada ano no Brasil. Apesar de ser um problema corriqueiro na infância, a amigdalite não pode prescindir de um bom diagnóstico e de um tratamento adequado. Isso porque uma infecção bacteriana inadequadamente tratada pode evoluir para febre reumática, com conseqüentes complicações cardíacas no futuro, ou mesmo ser precursora de uma doença renal, a nefrite.

Causas e Sintomas

A inflamação cursa com febre, calafrios, dor de garganta, falta de apetite, mau-hálito, dificuldade para engolir e, às vezes, inchaço dos gânglios do pescoço e da mandíbula, muitas vezes de modo bem semelhante a uma virose, como a mononucleose. Nos quadros causados por bactérias, costuma haver acúmulo de pus nas amígdalas. Nos bebês, além da febre, o único sinal evidente muitas vezes é a recusa à alimentação.

As amigdalites são causadas principalmente por vírus e bactérias, mas podem ocorrer processos mistos e, às vezes, associações com fungos. Os vírus estão implicados com cerca de 50% a 70% das inflamações, especialmente os que causam também gripes e resfriados, como o adenovírus.

Entre as bactérias, os principais agentes envolvidos são os estafilococos e o estreptococo, que também provoca escarlatina e está associado à evolução da doença para febre reumática. Esses microrganismos costumam ser transmitidos de uma pessoa para outra, através da tosse, espirro e contaminação das mãos e objetos por secreções respiratórias.

Alguns fatores como mudanças bruscas de temperatura, convivência com fumantes, exposição continuada ao ar condicionado e, sobretudo, situações de queda na imunidade podem predispor o indivíduo à desenvolver uma amigdalite. O refluxo gastroesofágico, igualmente, é uma causa importante de amigdalites de repetição. O retorno do conteúdo ácido do estomago para o esôfago atinge a laringe, altera suas características e as bactérias naturalmente presentes na região se aproveitam da situação para proliferar.

Exames e Diagnósticos

O diagnóstico é clínico e depende basicamente da história do paciente e do exame da garganta. Em geral, a infecção viral atinge mais a orofaringe e a faringe, com comprometimento maior dos gânglios. Já a bacteriana se caracteriza pelo aumento acentuado das amígdalas, freqüentemente com a presença de placas de pus.

Na dúvida, alguns exames podem ser necessários, como o teste rápido para a pesquisa do estreptococo na secreção da garganta e mesmo a cultura, na qual o material biológico colhido é posto em meios próprios para o desenvolvimento de bactérias

Tratamento e Prevenções

As amigdalites virais são tratadas apenas com analgésicos e antiinflamatórios, mas as bacterianas não prescindem de antibióticos, em geral derivados da penicilina, como a penicilina benzatina e a amoxicilina. Qualquer que seja a opção de antimicrobiano, a administração do medicamento não pode ser interrompida com a melhora dos sintomas, pois existe o risco de a bactéria permanecer no organismo e dar origem a complicações importantes, como a febre reumática.

Durante episódio de amigdalite, a alimentação deve ser baseada em alimentos mornos, líquidos e macios para facilitar a deglutição. A ausência de resposta ao tratamento de uma amigdalite com características virais indica um possível envolvimento bacteriano. Por isso, muitas vezes os médicos começam a terapêutica com um antiinflamatório e, na persistência da febre de um a dois dias depois, prescrevem um antibiótico. A remoção cirúrgica das amígdalas, utilizada de forma indiscriminada há algumas décadas, está indicada apenas quando a pessoa apresenta amigdalites bacterianas complicadas ou que se repetem várias vezes em um mesmo ano.

Pode ser realmente difícil evitar a aquisição de microrganismos causadores de infecções das vias respiratórias, especialmente nas crianças em idade escolar, mas alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de adquirir amigdalites, como observar bem os hábitos de higiene, lavando sempre muito bem as mãos e o rosto ao chegar em casa e antes das refeições, além de evitar ambientes com ar condicionado, ficar longe do cigarro e ingerir muito líquido para manter as mucosas da boca, do nariz e da garganta sempre bem hidratadas – quanto mais secas e irritadas, mais predispostas à ação dos microrganismos.

Na presença de amigdalites de repetição, é importante afastar a hipótese de refluxo gastroesofágico com um especialista. Por fim, em qualquer situação, é fundamental evitar a automedicação com antiinflamatórios e antibióticos, que, se incorretamente usados, podem dificultar o tratamento e agravar o quadro. A combinação de dor de garganta com febre sempre pede consulta médica, em qualquer idade.

Fonte: www.fleury.com.br

Amigdalites

Amigdalites são mais comuns no inverno

Apesar de as infecções não respeitarem o calendário, na maior parte do ano, não nos preocupamos com os problemas de garganta, principalmente com as amigdalites. Delas só lembramos quando começam a incomodar, sobretudo, nos meses mais frios. De acordo com o otorrinolaringologista Marcos Mocelin, as amígdalas são órgãos sensíveis, muito susceptíveis a infecções. ?A doença se manifesta, invariavelmente, por meio de febre, dor de garganta, dificuldade de deglutição e mal-estar em geral?, observa, salientando que, no inverno, o organismo está mais exposto às agressões do meio ambiente e as condições de desenvolvimento dos vírus são mais favoráveis, logo as probabilidades de contrair a doença são potencializadas.

Muitas vezes, as pessoas associam a amigdalite (inflamação das amígdalas) a uma doença predominantemente infantil, no entanto, as infecções também podem afetar adultos. A orientação do especialista é para que sejam evitadas grandes variações de temperatura e ambientes fechados. Além disso, é importante manter a criança sempre bem hidratada e alimentada. ?Crianças que freqüentam creches estão sujeitas com mais assiduidade às infecções, por isso merecem uma atenção especial?, argumenta Mocelin.

Sem generalização

A causa das amigdalites pode ser tanto viral quanto bacteriana. As bacterianas são as que adquirem proporções mais graves e necessitam tratamento mais cuidadoso, com o uso de medicamentos antibióticos. São diagnosticadas com facilidade por apresentar pontos brancos ou pus, como são chamados popularmente. Para os casos de amigdalites virais, os antibióticos não fazem efeito. Os médicos recomendam apenas o uso de analgésicos e antipiréticos para alívio dos sintomas

Marcos Mocelin adverte, no entanto, que a amigdalite, quando não tratada, pode ocasionar algumas outras complicações, como febre reumática e problemas de audição. De acordo com o médico, nos casos mais graves e sob indicações precisas pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para extrair as amígdalas. Nas crianças, conforme o especialista, a cirurgia é mais indicada quando elas apresentam apnéia do sono ou respiração bucal ? distúrbio que traz importantes conseqüências, entre elas deformações na arcada dentária e problemas respiratórios.

A extração das amígdalas também é indicada para crianças que sofrem de repetidas infecções?, confirma Mocelin, salientando, no entanto, que é preciso evitar a generalização de tais procedimentos cirúrgicos. O otorrinolaringologista só recomenda a cirurgia nos casos em que o número de infecções ultrapassa a cinco ocorrências no ano, ?desde que comprovada a inflamação bacteriana?. Em todos os casos, os médicos são unânimes em reprovar a automedicação, situação que pode trazer um aumento na resistência das bactérias aos antibióticos, deixando a doença mais difícil de ser tratada.

Sintomas

Os sintomas da doença podem variar bastante dependendo da causa da infecção, ocorrendo súbita ou progressivamente.

Entre os mais comuns estão:

Dor de garganta.

Diminuição do apetite.

Náuseas e vômitos.

Dor de cabeça e pescoço.

Vermelhidão na garganta.

Presença de pus.

Febre.

Mal-estar geral.

Algumas razões para se remover as amígdalas

As razões variam de caso a caso. Dentre as de maior incidência, de acordo com especialistas, estão:

Apnéia do sono.

Tumores na garganta.

Problemas de deglutição.

Obstrução nasal.

Respiração oral.

Algumas razões devem ser avaliadas caso a caso, como as amigdalites ou otites de repetição, ronco freqüente, perda auditiva, mau hálito e sinusites crônicas.

Fonte: www.parana-online.com.br

Amigdalites

Amidalite

É uma doença infecciosa que atinge as amídalas, órgãos de defesa contra infecções.

Causas

A amidalite pode ser causada por vírus (mais freqüentes nas crianças), por bactérias (atinge mais os jovens e os adultos) ou pela associação dos dois agentes. Na amidalite bacteriana aparecem pontos de pus.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são febre, dor de garganta, falta de apetite, hálito comprometido, dificuldade para engolir e, às vezes, inchaço dos gânglios do pescoço e da mandíbula, que têm a função de evitar a propagação da doença pelo organismo.

É importante observar os sintomas para não os confundir com os de outras doenças como gripe e mononucleose.

Diagnóstico e Tratamento

É preciso diferenciar a amidalite causada por vírus da bacteriana.

Nas amidalites por vírus, a infecção atinge preferencialmente a região da orofaringe (amídalas e faringe) e deve ser tratada com analgésicos e antiinflamatórios.

As amidalites bacterianas (as bactérias que mais comumente atingem as amídalas são os estreptococos e os estafilococos) provocam grande inflamação nas amídalas associada ao aparecimento de placas de pus na orofaringe, tornando necessário o uso de antibióticos específicos. Suspender a medicação assim que desaparecem os sintomas pode provocar complicações graves como febre reumática e nefrite porque a bactéria ainda permanece ativa no organismo.

Se a amidalite for crônica, outras causas devem ser pesquisadas para descobrir a razão da inflamação e buscar o tratamento adequado. A remoção cirúrgica das amídalas só é indicada em casos específicos que não respondem ao tratamento clínico e se repetem várias vezes ao ano, as chamadas amidalites de repetição.

Recomendações

Procure ficar longe do cigarro. Fumantes ativos e passivos estão mais propensos às infecções das amídalas

Evite ambientes com ar-condicionado, que resseca as mucosas e diminui a resistência das amídalas

Em amidalites de repetição é importante afastar a hipótese de refluxo gastroesofágico, responsável pela mudança no pH da garganta e que pode facilitar o surgimento de inflamações

Prefira ingerir bebidas mornas, sopas e alimentos macios, uma vez que são mais tolerados durante as crises

Tome muito líquido para hidratar as mucosas

Não deixe de tomar os remédios prescritos pelo médico assim que os sintomas da amidalite bacteriana desaparecerem para evitar complicações da doença

Não se automedique. Medicamentos usados sem indicação precisa podem favorecer o aparecimento de bactérias resistentes

Fonte: www.drauziovarella.com.br

 
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