As Amígdalas são pequenas estruturas arredondadas, em forma de amêndoa, localizados da parte de trás da boca, ao lado da garganta. Acredita-se que sirvam para ajudar a evitar infecções, produzindo anticorpos. As amígdalas também são chamadas de tonsilas palatinas e podem ser vistas quando se abre bem a boca.
Quando as amígdalas se inflamam, chamamos esta doença de Amigdalite.
Adenóides são estruturas semelhantes às amígdalas. Estão localizadas atrás do céu da boca (pálato mole) e não podem ser vistas quando se abre a boca. Da mesma forma, quando estão funcionando adequadamente, ajudam a prevenir infecções. As Adenóides podem causar sérios problemas quando estão infeccionadas ou aumentadas. A Inflamação das adenóides chama-se Adenoidite.
Quais são os sintomas da Amigdalite?Os sintomas da amigdalite podem variar bastante dependendo da causa da infecção e podem ocorrer subitamente ou progressivamente. Os sintomas mais comuns são:
Dor de garganta
Febre (alta ou baixa)
Dor de Cabeça
Diminuição do Apetite
Mal-estar geral
Náuseas e vômitos
Dor no pescoço
Vermelhidão na garganta com ou sem pontos de pus.

IMPORTANTE: Os sintomas da amigdalite podem ser comuns a outras doenças graves e sempre devem ser vistos por um médico. Sempre consulte um médico no caso de ter dor de garganta.
Quais são os sintomas de Adenoidite ou Adenóides aumentadas?Os sintomas da adenoidite também podem variar bastante, dependendo da causa da infecção e podem se iniciar subitamente ou lentamente. Estes são os sintomas mais comuns:
Respiração bucal
Respiração ruidosa
Roncos
Pequenos períodos de parada respiratória durante o sono (apnéia)
Voz anasalada
IMPORTANTE:
Os sintomas da adenoidite podem ser comuns a outras doenças graves e sempre devem ser vistos por um médico. Sempre consulte um médico no caso de ter ou observar estes sintomas.
Tratamento para Amigdalites e AdenoiditesIdade, condições gerais de saúde e antecedentes médicos
Extensão da infecção
Tipo de infecção
Tolerância do paciente para medicamentos, internações e procedimentos
Evolução das inflamações e infecções
Parecer do paciente e/ou da família
Os tratamentos podem ser clínicos (com medicamentos) ou cirúrgicos dependendo da causa, extensão, repetição ou severidade dos quadros. Antibióticos são úteis para ajudar o organismo a combater as infecções, mas nem sempre são necessários. Só o médico deve prescrevê-los. A auto-medicação muitas vezes é prejudicial.
Algumas vezes, os quadros não se resolvem clinicamente e nestes casos, o médico poderá propor um tratamento cirúrgico.
Quais as razões para se remover as amígdalas e adenóides?As razões variam de caso a caso. A seguir estão as mais comuns, encontradas na literatura médica e nos consensos ou diretrizes das organizações médicas:
Apnéia do sono ou períodos onde o paciente pára de respirar enquanto dorme
Distúrbios da deglutição
Tumores na garganta ou na passagem de ar pelo nariz
Sangramento das amígdalas e adenóides que não cessam
Obstrução nasal significativa ou respiração desconfortável
Febre entre 37.1 a 41.5 graus Celsius
Secreção purulenta (pus) nas amígdalas
Cultura para bactérias positiva para Streptococcus
Ronco
Amigdalites de repetição ou abscessos de amígdalas
Otites de repetição
Perda Auditiva
Sinusite crônica ou sinusites de repetição
Respiração bucal constante
Mau hálito
Aumento exagerado das amígdalas
IMPORTANTE:
As indicações de cirurgia serão sempre individualizadas de acordo com o estado de saúde do paciente, após uma avaliação médica. Não existe ainda relação cientificamente comprovada que a cirurgia de amígdalas e adenóides altere o apetite, previna gripes ou melhore alergias, embora isto possa ocorrer.
Como é a cirurgia de amígdalas e adenóides ?
Esta é a segunda cirurgia mais freqüente realizada em crianças nos Estados Unidos (cerca de 400.000 por ano) e, acreditamos ser no Brasil também. Em geral, é realizada em curto período de internação, entre algumas horas e um dia. Raramente, alguns pacientes ficam internados por mais de 1 dia, principalmente se:
Não estiverem deglutindo bem alimentos líquidos após a cirurgia. Tiverem outros problemas associados. Tiverem alguma complicação após a cirurgia, tal como sangramento.
Durante a internação, outros profissionais de saúde entrarão em contato com a famíla:
Enfermeiras da unidade de internação, do centro cirúrgico e da sala de recuperação pós-anestésica. Cirurgião especialista em Otorrinolaringologia Anestesiologista -que fará as perguntas sobre a saúde do Paciente e fará um exame físico para avaliar as condições clínicas antes da cirurgia (Visita pré-Anestésica). Poderá ou não ministrar algum medicamento que ajude a tranqüilizar o paciente.
Na sala de cirurgia, o paciente será anestesiado, para que o cirurgião possa remover as amígdalas e/ou adenóides. A cirurgia é realizada inteiramente por dentro da boca. Em alguns casos, serão necessários uns 2 ou 3 pontos, na cirurgia das amígdalas, que não precisam ser retirados, pois serão absorvidos pelo organismo. Na cirurgia de adenóides, em geral, os pontos não são necessários.
Após a cirurgia o anestesiologista "acorda" o paciente e o encaminha para a sala de recuperação pós-anestésica. Quando estiver bem acordado, será reencaminhado ao quarto, junto da família.
O tempo mínimo de internação, após a cirurgia, habitualmente é de 6 horas. Pode ser maior, caso seja necessário um acompanhamento mais próximo. Em alguns casos, como já foi comentado, será interessante que o paciente fique até o dia seguinte para uma melhor recuperação.
A complicação mais comum é o sangramento que deve ser notificado com urgência à enfermeira do andar que tomará as providências necessárias. Se o sangramento for severo, pode ser que haja necessidade do paciente retornar à sala de cirurgia.
E após a cirurgia?O cirurgião o orientará sobre a medicação e os cuidados a serem tomados.
Alimentação
Analgésicos, se necessário
Repouso pelo tempo recomendado
Quais são os riscos da Amigdalectomia e/ou Adenoidectomia?Qualquer tipo de cirurgia tem algum risco. Assim como sair de carro numa estrada num fim-de-semana ou andar de avião. Viver é altamente arriscado.
A questão é se o risco é alto ou baixo e se o Hospital tem equipamentos para controlar eventuais complicações que surgirem. Estatísticas norte-americanas dizem que 5% das crianças operadas tem sangamento entre 5 a 8 dias após a cirurgia.
Em nossa realidade, isto não tem acontecido. Aliás, em minha prática cirúrgica desde 1987, nunca tive que reoperar uma criança por sangramento. Em adultos, isso é mais frequente e já tive 2 casos que tiveram que voltar à sala cirúrgica para cauterizar um vaso sangrante, entre 1987 e 2002.
Desidratação (devido a ingestão inadequada de líquidos; se for severa, uma hidratação por veia será necessária)
Febre (se for baixa não é uma complicação verdadeira e faz parte do quadro)
Dificuldade de respiração (por inchaço dos tecidos da garganta)
Onde mais a Família pode ajudar?É normal e compreensível que a família fique um tanto ansiosa, enquanto seu filho(a) ou neto(a) esteja sendo operado, mesmo que tudo tenha sido explicado detalhadamente antes da cirurgia. No entanto, ficar ligando para o Centro Cirúrgico para saber "como vai indo a cirurgia" é desagradável e ocupa as linhas telefônicas, que poderiam estar sendo usadas para comunicar quadros graves e que necessitem de comunicação urgente através desta via. É melhor combinar com o cirurgião que, assim que acabar a cirurgia, ELE liga para contar como foi. Também é compreensível que se queira maiores informações sobre o problema do paciente e, principalmente, sobre a cirurgia a qual será submetido. Isto é uma prerrogativa da consulta médica em consultório e deve ser restrita a este ambiente. Evite, portanto, solicitar ao médico que repasse todas estas informações, nos minutos que antecedem a cirurgia ou logo após. Isto vale, principalmente, para os familiares e/ou amigos que comparecem apenas no Hospital para se solidarizar com a família ou com o paciente.
Fonte: www.alexandre.med.br
As amígdalas são uma massa de tecido linfóide de forma ovalada situadas na parte posterior da garganta. Elas fazem parte do sistema imunitário e são uma componente importante na aquisição de defesas do organismo contra as infecções. Juntamente com os adenóides, as amígdalas protegem contra as infecções do tracto respiratório superior.
As amígdalas desenvolvem-se gradualmente a partir do nascimento e atingem a sua dimensão máxima cerca dos 7 anos de idade. As amígdalas fazem parte do sistema linfático de waldeyer. São ricas em tecido linfóide, participando na produção de linfócitos B e linfócitos T (responsáveis pela imunidade).
Os linfócitos B estão ligados à produção de anticorpos séricos específicos, como as: IgG, IgA, IgM, IgD e IgE, ao se transformarem em plasmócitos, por estímulos antigénicos. Assim as amígdalas e a faringe, fazem parte dos mecanismos de protecção imunitária do organismo, através de suas formações linfóides.
2 - O QUE SÃO AMIGDALITES ?São um processo infeccioso da garganta que atinge isoladamente as amígdalas palatinas.
3 – TIPOS DE AMIGDALITESAmigdalites agudas
Amigdalites crónicas
3.1 - AMIGDALITES AGUDAS3.1.1 – Amigdalite banal ou eritematosa - de origem víral (Adenovírus, Epstein-barr, Citomegalovírus, vírus da parotidite.......), e quando o vírus diminui as resistências locais, pode predispor a outra infecção por bactérias e formação de pontos brancos purulentos – Amigdalite eritemato-pultácea ( Streptococos, tafilococos, Pneumococos, Influenza).
3.1.1.1 - Sinais / SintomasFebre alta
Mal estar
Amígdalas hipermeadas
Amígdalas hipertróficas
Amígdalas cobertas de pús (amigdalite eritemato-pultácea)
Anorexia
Odinofagia
Talvez otalgia reflexa
Aumento dos nódulos linfáticos cervicais
3.1.1.2 - ComplicaçõesLocais:
Abcesso periamígdalino, Fleimão cervical
Gerais:
Alterações renais, vasculares, viscerais,febre reumática.
3.1.1.3 - TerapêuticaAntibiótico específico para o agente infeccioso mais frequente: PENICILINA (IM 1.200.000U), ou se alergia ERITROMICINA.
Desinfecção orofaringe.
3.1.2 –Amigdalite pseudo-menbranosa ou diftérica (falsa mebrana)Caso raro (por existir vacinação)
Não esquecer a mononucleose infecciosa
3.1.2.1 - Sinais / SintomasExsudado fibrinoso sobre a parte posterior da garganta, revestindo toda a mucosa
Placas esbranquiçadas muito aderentes à superfície da amígdala
Febre baixa (forma leve)
Febre elevada (forma grave)
Isola-se o bacilo diftérico no exsudado
Mal estar geral
3.1.2.2 - ComplicaçõesExtensão á laringe (pode levar a traqueostomia)
Coriza nasal - Gânglios aumentados
Compl. Nervosas ( paralisia véu do paladar, da faringe e laringe)
Compl. Renais (nefrite com hematúria)
3.1.2.3 - TerapêuticaSoro anti diftérico (40-60.000U/dia) nas formas graves, podendo ser a única forma de neutralizar as toxinas.
Penicilina e digitálicos, se necessário.
Anti-anafiláticos
Lavagem e desinfecção local
3.1.3 - Amigdalite ulcero - necróticaQuando existe perda de substância e leva á necrose.
3.1.3.1 –Sinais e sintomasmal estar geral febre alta amígdalas que apresentam ulcerações cheiro fétido dor intensa adenopatias cervicais e submandibulares Podem estar relacionadas com: Cáries dentárias Amigdalites de repetição
3.2 - AMIGDALITES CRÓNICAS 3.2.1 – Amigdalite crípticaChama-se à inflamação crónica das amígdalas e traduz-se por hipertrofia e presença de massas caseosas nas críptas amígdalinas, com odor fétido causado por germes banais, saprófitas, aeróbios, anaeróbios, germes específicos, bacilo de kock, e muitas vezes por compostos de células epiteliais de descamação, restos alimentares e neutrófilos degenerados, denominadas de caseum.
3.2.1.1 - Sinais / SintomasCríptas alargadas
Superfície irregular
Hiperemia
Amígdalas hipertróficas
Sensação de corpo estranho, picadas
Odinofagia (por vezes)
Talvez otalgia reflexa
3.2.1.2 - ComplicaçõesRecidiva de amigdalite aguda
Abcesso peri amigdalino
Abcesso cervical
Nefrite
Alterações articulares
Alterações cardíacas ( febre reumática )
3.2.1.3 - Terapêutica MédicaPouco eficaz
Penicilina benzatina ou eritomicina
Cirúrgica: Amigdalectomia
4 - ABCESSO PERI AMIGDALINOAbcesso intra faringeo situados entre a cápsula da amígdala e a parede da faringe.
4.1 - Sinais / SintomasFebre elevada superior a 38ºC
Hipertrofia da amígdalas
Odinofagia
Disfagia cada vez mais acentuada
Voz nasalada ( alteração da fonação pela hipertrofia amigdalina )
Respiração difícil ( aumento da tumefação )
4.2 - ComplicaçõesFleimão cervical
Tromboflebite da jugular interna
Nefrite
Abcesso pulmunar
Septicémia
4.3 - Terapêutica1. Antibioterapia
2. Incisão no abcesso entre o 4/6º dias, com anestesia local, com drenagem da supuração.
3. Candidato a amigdalectomia, que se poderá efectuar ¾ semanas após término do abcesso ( porque tem uma maior incidência para novas recidivas ).
5 - AMIGDALECTOMIAAntes da era antibiótica existia grande número de amigdalectomias, com o objectivo de controlar as infecções repetidas da garganta. Embora muitos dos quadros de infecções repetidas tenham passado a ser controlados com medicamentos, existem ainda circunstâncias em que há necessidade de praticar essa cirurgia
5.1 - Indicações absolutasAumento exagerado do tamanho das amígdalas com dificuldade na deglutição,
Aumento exagerado do tamanho, com dificuldade em respirar.
5.2 - Indicações relativasAmigdalites de repetição que ocorrem 5 ou mais vezes por ano
Abcessos peri amigdalinos quando precedidos de amigdalites de repetição,
Amigdalites focais, por existência de focos de toxinas e bactérias armazenadas nas amígdalas
Mau hálito constante pelas amigdalites crípticas,
Convulsões febris, quando estas ocorrem por amigdalites
Apneia obstrutiva do sono, quando existe grande hipertrofia das amígdalas e que está acompanhada pelo sono inquieto.
Fonte: br.geocities.com