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Ancilostomose

 

 

Apenas duas espécies são parasitas específicos do homem, sendo cada uma delas pertencente aos gêneros Necator e Ancylostoma - e são Necator amerícanus e Ancylostoma duodenale.

Ciclo Evolutivo

Os ovos, eliminados nas fezes, precisam atingir o solo para favorecer o desenvolvimento larvário e outras infecções humanas.

As condições físicas mais propícias para a eclosão dos ovos são: solo úmido, oxigênio em abundância onde estão os ovos e temperatura entre 23oC e 33oC. Em meio propício, os ovos, já no solo segmentam-se e desenvolvem-se em larvas dentro de 24 horas. Agora na forma larvar (Li) consegue alimentar-se do solo; e no terceiro dia a larva rabditóide passa para o segundo estágio (L2).

Somente dentro de três ou quatro dias, a larva sofre modificações morfológicas, já na fase L3, com capacidade infectiva— designada larva filarióide (penetra ativamente através da pele do hospedeiro). Depois de atingir a circulação sangüínea a larva filarióide chega aos pulmões, onde sofre nova muda; e depois via traquéia e laringe chega ao esôfago, depois duodeno e porções iniciais ao jejuno. No intestino delgado ocorre a última muda (de L4 para L5), tornam-se vermes adultos, e após um período médio de trinta dias começam a oviposição.

Patogenia

A patogenia da ancilostomíase deve ser subdividida em três etapas:

A - Fase de penetração da pele - ao atingir os capilares, a larva filarióide pode provocar reação textrina com morte de elevados números delas. Se ocorre penetração de bactérias piogênicas, pode ocorrer uma lesão aberta e designa-se coceira da terra.

B - Fase pulmonar - as larvas, ao atingirem os capilares pulmonares, forçam sua passagem para os alvéolos, cursando com lesões microscópicas e hemorragia local. Diferente do que se observa na estrongiloidíase e ascaridíase, raros são os casos de pneumonite.

C - Fase dos vermes adultos no intestino delgado - através de suas placas cortantes (N. americanus) ou de seus dentes (A. duodenale) , estes vermes sugam a porção distal da vilosidade, determinando erosão e ulceração, havendo novas lesões para abocanhadura de novos sítios.

Quadro Clínico

O quadro clínico pode variar desde forma assintomática até situações extremas, podendo chegar ao óbito.

Tal variedade depende da combinação dos seguintes fatores: espécie do agente etiológico e carga parasitária; intensidade da anemia; idade do paciente; e estado nutricional do hospedeiro. Em nosso meio, e em quase toda América Latina, o Necator americanus constitui o agente de maior prevalência. As crianças mais freqüentemente evoluem com formas mais graves, mesmo com cargas parasitárias leves.

Manifestações cutâneas: nos sítios de penetração das larvas filarióides podem ocorrer reações imediatas (a pele fica eritematosa e salpicada de pequenas pápulas pruriginosas, durando poucos dias, sem deixar seqUelas) ou tardias. Já nos pacientes reinfectados, as reações são mais intensas, exibindo lesões urticariformes e infiltração dérmica. O quadro de larva migrans cutânea pode ser decorrente de infecções maciças de A. duodenale e N. americanus, bem como de larvas específicas de cão, gato e bovinos. As larvas produzem reação local imediata (pontos avermelhados), que evoluem para vesículas e, em geral, observa-se infecção secundária pelo prurido; estes sinais são observados, sobretudo, nos membros inferiores, também com a configuração de lesões serpiginosas, com duração até de três meses.

Manifestações pulmonares: em geral são discretas, do tipo irritativ,o, sendo mais observadas febrícula, tosse seca e rouquidão. Não se detectando transtornos ao exame clínico ou radiológico.

Manifestações digestivas: depois de três a quatro semanas da infecção inicial, surgem dores abdominais em epigástrio, náuseas, vômitos e diarréia intensa. Tais sintomas podem persistir por quase dois meses, quando as larvas atingem maturidade e seu habitat.

Manifestações da doença: os sintomas em grande parte são insidiosos, de início surgem as dores epigástricas, que cedem com ingestão alimentar e pioram com jejune. Cursam com hiperfagia, alteração do ritmo intestinal. Com a evolução passam a expressar sinais e/ou sintomas da anemia e/ou da desnutrição - palidez cutâneo-mucosa, dispnéia, palpitações, taquicardia, astenia, lassidação e lipotimia.

DIagnóstico

O exame laboratorial é indispensável paraaconfirmação diagnóstica, devendo o exame parasitológico das fezes ser rotineiro em qualquer paciente com anemia de longa duração, desnutrição, queixas gástricas e residentes de áreas endêmicas,

Os métodos mais indicados para evidenciar os ovos dos ancilostomídeos são: Willis, Faust, Lutz ou Hoffman. A estimativa da carga parasitária (grau de infecção) requer técnica apropriada - método de Stoll-Hausheer. A cura exige a averiguação do mesmo método qualitativo utilizado para o diagnóstico no sétimo, 1 4~ e 21~ dias após finalizar o tratamento. Só é considerado curado quando todos os exames forem negativos.

Tratamento

O tratamento da ancilostomíase deve basear-se na terapêutica anti-hemíntica e controle da anemia. O mebendazole deve ser administrado na dose de 100 mg, duas vezes ao dia, durante três dias consecutivos, independente do peso do paciente, e fora dos horários das refeições.

Fonte: www.medpage.hpg.ig.com.br

Ancilostomose

"Jeca Tatu era um pobre caboclo que morava no mato, numa casinha de sapé. Vivia na maior pobreza, em companhia da mulher, muito magra e feia, e de várias filhinhas pálidas e tristes. Um dia, um doutor portou lá por causa da chuva e espantou-se de tanta miséria. Vendo o caboclo tão amarelo e chucro, resolveu examiná-lo.

- Amigo Jeca, o que você tem é doença.
- Pode ser. Sinto uma canseira sem fim, e dor de cabeça, e uma pontada aqui no peito que responde na cacunda.
- Isso mesmo. Você sofre de anquilostomíase.
- Anqui... o quê?
- Sofre de amarelão! (...)."

A ancilostomose, também conhecida como amarelão e opilação, ficou conhecida por meio de um dos personagens mais populares da cultura brasileira, o Jeca Tatu.

Idealizado por Monteiro Lobato em 1918, o personagem, símbolo do atraso e da pobreza no Brasil rural, representou, de forma caricatural, a situação crítica do homem no interior do País. Com Jeca Tatu, Lobato abordou uma das principais questões sociais brasileiras: a saúde pública. Para isso, utilizou uma doença tropical que, até então, era totalmente negligenciada.

Figurando entre as doenças mais prevalentes da atualidade, a ancilostomose afeta cerca de 750 milhões de pessoas no mundo inteiro, principalmente nos países tropicais e subtropicais. Um dos seus sintomas é tornar a pele amarelada, o que deu origem ao nome popular "amarelão". O ser humano, ao ser infectado, desenvolve patologias como a anemia, problemas cognitivos e musculares. Assim como a leishmaniose, a doença de Chagas e outras endemias típicas de países subdesenvolvidos, a ancilostomose está ligada à falta de estruturas sanitária, médica e hospitalar adequadas. Em Minas Gerais, a prevalência varia de região para região, chegando a 80% no nordeste do Estado, principalmente no Vale do Mucuri e Jequitinhonha.

Diminuir esse índice por meio da imunização da população é o objetivo de um grupo de pesquisadores do Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR), unidade da Fiocruz em Minas Gerais, em parceria com pesquisadores norte-americanos da Universidade George Washington (GWU) e do Instituto Sabin de Vacinas. A cooperação entre as instituições envolve desde a descoberta de um antígeno eficiente, passando pelos testes clínicos, até o desenvolvimento de uma vacina contra a doença. Como explica Rodrigo Correa de Oliveira, pesquisador do CPqRR e coordenador do projeto no Brasil, por enquanto, a ancilostomose é combatida apenas com vermífugos que matam o verme, mas não impedem a reinfecção. "Com a vacina, a proteção poderá ser muito mais eficaz, atuando no organismo por meio do sistema de defesa imunológica", acrescenta.

No ano passado, o projeto recebeu US$ 22 milhões para a etapa do desenvolvimento clínico. Os recursos vieram da Bill & Melinda Gates Foundation, entidade mantida pelo executivo americano Bill Gates. "Este é o maior investimento em pesquisas de helmintos (vermes) já realizado no mundo e, a vacina, a primeira contra ancilostomose testada em humanos", afirma Jeffrey Bethony, pesquisador da GWU e membro da equipe de pesquisas do CPqRR.

Os recursos serão distribuídos pelo Instituto Sabin entre os parceiros: a Fiocruz, a Universidade George Washington e o Instituto Butantã, em São Paulo, que, no futuro, fabricará a vacina.

Testes promissores

Em 1990, o pesquisador norte-americano Peter Hotez, da GWU, já pesquisava proteínas para a vacina contra ancilostomose. Durante uma década, o pesquisador estudou dez antígenos diferentes. Em 2000, Hotez recebeu um financiamento da Bill & Melinda Gates Foundation, que investiu US$ 18 milhões na pesquisa do antígeno capaz de estimular a produção de anticorpos contra a doença. Depois dos ensaios iniciais, o antígeno NaASP-2 foi selecionado.

Os primeiros testes com o antígeno selecionado foram realizados com animais, nos Estados Unidos. Nessa fase, os pesquisadores americanos utilizaram cachorros, considerados bons modelos porque, comumente, são portadores da ancilostomose canina. Ao longo de oito meses, os cães permanecem infectados, desenvolvendo imunidade após esse período. Mas, quando doentes, desenvolvem sintomas semelhantes aos de humanos como anemia e queda na taxa de hemoglobina. Durante os ensaios, os animais receberam tipos diferentes de vacinas, algumas com os antígenos e outras com placebos. "Os resultados foram promissores, pois os cães desenvolveram uma boa resposta imunológica", assegura Jeffrey Bethony. A vacina reduziu em até 50% a infecção dos animais. A expectativa é que o mesmo efeito ocorra entre humanos, induzindo a produção de anticorpos que vão ajudar a matar o verme, impedir a larva de migrar e diminuir o número de parasitas adultos.

Segundo Ricardo Fujiwara, pesquisador do CPqRR que participou ativamente dos testes nos Estados Unidos, os resultados dos ensaios com animais impulsionaram o início dos testes com humanos. "O primeiro passo foi a união do antígeno (NaASP-2) com adjuvantes, substâncias adicionadas à vacina com o objetivo de aumentar a potencialidade da mesma. No caso da ancilostomose, o adjuvante utilizado foi o hidróxido de alumínio", explica Fujiwara. A vacina teve que ser aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão norte-americano responsável por garantir a segurança sanitária de produtos e serviços. "A segurança para humanos é uma parte importante do processo. Por isso, é imprescindível determinar se a vacina provoca efeitos colaterais ou induz o desenvolvimento de doenças graves", completa Bethony.

No ano passado, a equipe iniciou o estudo de doses com humanos a fim de descobrir a quantidade adequada para uma eficiente eliminação dos vermes.

Os ensaios clínicos tiveram início nos Estados Unidos, sob a coordenação de Bethony. Apesar de não haver mais ancilostomose no país, os primeiros testes com pessoas foram realizados com 36 voluntários americanos. Eles foram divididos em três grupos, cada um recebendo dosagens diferentes da vacina e placebos. As doses testadas foram de 10, 50 e 100 microgramas.

Em cada grupo, havia três doses de placebos, mas não foram revelados quais os indivíduos que receberam vacinas ou placebos.

De acordo com Bethony, não ocorreram efeitos colaterais durante o processo. Após 14 dias de aplicação da vacina, amostras de sangue de cada voluntário foram coletadas para determinar se havia produção de anticorpos. "A reação dos organismos humanos em contato com a vacina foi muito positiva. Em termos de imunologia, a vacina foi muito potente, com um aumento significativo na produção de anticorpos dos voluntários", explica o pesquisador.

Ensaios clínicos

No Brasil, os testes com humanos ainda não tiveram início. Eles estão previstos para acontecer a partir de setembro na localidade de Americaninhas, região nordeste do Estado. Esse pequeno distrito, localizado no município de Novo Oriente de Minas, foi escolhido devido à alta prevalência da ancilostomose na região, que chega a 70%. Para isso, os pesquisadores estão em contato com a população, realizando estudos sobre a infecção e reinfecção após o tratamento.

Eles estão identificando possíveis diferenças entre os indivíduos reinfectados e aqueles que tiveram a doença apenas uma vez e foram curados após o tratamento. Isso porque a ancilostomose é uma doença crônica. Cada verme permanece de cinco a sete anos nos seres humanos, que acabam sempre se reinfectando.

"Ao contrário dos cachorros, o homem não desenvolve uma imunidade protetora. É essa a nossa expectativa, que a vacina ajude nessa imunização, melhorando a qualidade de vida dos indivíduos, diminuindo a anemia e os problemas de crescimento e desenvolvimento das crianças. Se conseguirmos isso, a vacina já atingiu um objetivo muito grande", esclarece Rodrigo Oliveira. Por ser crônica, já existem casos de pessoas que desenvolvem resistência contra os medicamentos mais utilizados. A vacina seria vantajosa também nesse ponto, eliminando o problema da resistência.

Antes de chegar à população, é necessário que a vacina seja aprovada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) juntamente com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Ética. Para a aprovação, testes semelhantes aos realizados nos Estados Unidos terão de ser feitos no País. Para isso, os pesquisadores irão utilizar o mesmo método dos americanos, aplicando dosagens diferentes para cada grupo de voluntários e algumas doses de placebos.

Em seguida, a equipe observará a resposta imunológica dos indivíduos e, novamente, analisará a dosagem adequada para a vacina. Além disso, serão estudados aspectos da segurança como efeitos colaterais ou reações indesejadas. No Brasil, a pergunta principal é se as pessoas que já foram infectadas podem receber o antígeno. Segundo Oliveira, a chance da vacina se mostrar eficiente e segura é alta.

Após os testes com adultos e a comprovação da segurança, será a vez dos ensaios com crianças, que são o principal alvo para a vacinação. Esses testes, que devem acontecer somente no ano que vem, procuram encontrar a dosagem apropriada para crianças de 7 a 14 anos, provavelmente diferente daquela estabelecida para adultos. A aplicação em mulheres grávidas é uma etapa mais distante, que exigirá novas provas de eficácia e de segurança.

Os ensaios não param por aí. A próxima etapa, prevista para 2008, prevê a implantação de ações em vários municípios do norte de Minas. O objetivo é tratar a doença começando pelas crianças nas escolas. "Esse é o tratamento ideal, pois podemos voltar sempre para examiná-las. É um vínculo que irá nos ajudar muito nessa fase", afirma Oliveira. A intenção é escolher, aleatoriamente, 1.200 crianças em toda a região e vaciná-las. Em dois anos, elas serão examinadas novamente para verificar se ainda possuem a doença. Nesse intervalo, as crianças não poderão ser tratadas com outros tipos de medicamentos e, por isso, receberão atendimento médico hospitalar todo o tempo, disponibilizado gratuitamente pela equipe. Dessa forma, os pesquisadores irão validar e comprovar a eficácia da vacina.

Esse processo é demorado e a previsão é que, durante o tratamento das crianças, as vacinas já estejam sendo produzidas no Brasil. A tecnologia de produção será transferida, ainda neste ano, para o Instituto Butantã, que irá fabricá-las. Se tudo sair como planejado, a previsão é que elas já possam ser distribuídas em 2010. O Ministério da Saúde será o principal cliente do Butantã, pois ficará com a responsabilidade de, futuramente, distribuir a vacina para toda a população brasileira.

Doenças negligenciadas

A produção de uma vacina eficiente contra a ancilostomose terá grande impacto, principalmente, nos países subdesenvolvidos, onde essa e outras doenças endêmicas fazem parte do cotidiano da população. Mas é, no mínimo, curioso que, apesar de conhecê-la há tanto tempo, somente agora comece a ser desenvolvido um medicamento para sua imunização.

"Infelizmente, temos que admitir que não existe interesse das indústrias farmacêuticas em investir na fabricação de uma vacina como essa. A ancilostomose ataca principalmente em regiões onde não existe saneamento básico ou serviço de atendimento médico. Ou seja, regiões onde estão as populações mais carentes. E essas pessoas não conseguem pagar para adquirir o produto. Sem retorno, é difícil despertar o interesse das empresas".

A boa notícia é que a vacina em desenvolvimento será barata e também vantajosa economicamente para o Ministério da Saúde se comparada aos gastos com medicamentos de ancilostomose para a população. O pesquisador, porém, ressalta que, aliados ao medicamento, são necessários investimentos em infra-estrutura de saneamento e campanhas de educação. "A ancilostomose pode ser erradicada", conclui.

Amarelão, opilação, anemia verminótica

Popularmente conhecida com amarelão, a ancilostomose é uma doença causada por dois tipos de vermes: o Ancylostoma duodenale e o Necator americanus. A infecção ocorre quando as larvas do parasita penetram na pele do indivíduo por meio do contato com o solo contaminado ou são ingeridas pela água e alimentos contaminados. As larvas vão até o intestino e se alojam no local. Quando adultos, os vermes se alimentam sugando o sangue do indivíduo, o que causa anemia profunda. Os sintomas mais comuns são a palidez, desânimo, dificuldade de raciocínio, cansaço e fraqueza, tudo isso aliado à falta de ferro no organismo. A ancilostomose é particularmente perigosa para grávidas, pois pode afetar o desenvolvimento do feto, e para crianças, podendo retardar o desenvolvimento mental e físico.

As principais medidas de prevenção consistem na construção de instalações sanitárias adequadas e na educação da população. É essencial, ainda, que as pessoas evitem contato direto com solos onde a incidência da doença seja alta, lavem bem frutas, verduras e legumes e bebam somente água tratada.

A ancilostomose é uma helmintíase que pode ser causada tanto pelo Ancylostoma duodenale como pelo Necatur americanus. Ambos são vermes nematelmintes (asquelmintes), de pequenas dimensões, medindo entre 1 e 1,5 cm.

A doença pode também ser conhecida popularmente como "amarelão", "doença do jeca-tatu","mal-da-terra","anemia-dos-mineiros,"opilação", etc.

Dependendo da quantidade de vermes, o infectado pode ou não desenvolver a doença. Esta é detectada quando o sangue perdido devido à infecção começa a interferir na vida do enfermo. Os primeiros sintomas são a palidez (o que caracteriza o nome popular de amarelão), desânimo, dificuldade de raciocínio, cansaço e fraqueza. Tudo causado pela falta de ferro (anemia) no organismo. Com o tempo, a situação pode progredir e se agravar, aparecendo dores musculares, abdominais e de cabeça, hipertensão, sopro cardíaco, tonturas e ausência das menstruações nas mulheres. A ancilostomose é particularmente perigosa para as grávidas, pois pode afetar o desenvolvimento do feto, e para as crianças, retardando (por vezes de modo irreversível) seu desenvolvimento mental e físico.

A pessoa se contagia ao manter contato com o solo contaminado por dejetos. As larvas filarióides penetram ativamente através da pele (quando ingeridas, podem penetrar através da mucosa). As larvas têm origem nos ovos eliminados pelo homem.

Ciclo Evolutivo

Os vermes adultos vivem no intestino delgado do homem. Depois do acasalamento, os ovos são expulsos com as fezes (a fêmea do Ancylostoma duodenale põe até 30 mil ovos por dia, enquanto que a do Necator americanus põe 9 mil). Encontrando condições favoráveis no calor (calor e umidade), tornam-se embrionados 24 horas depois da expulsão.

A larva assim originada denomina-se rabditóide. Abandona a casca do ovo, passando a ter vida livre no solo. Depois de uma semana, em média, transforma-se numa larva que pode penetrar através da pele do homem, denominada larva filarióide infestante.

Quando os indivíduos andam descalços nestas áreas, as larvas filarióides penetram na pele, migram para os capilares linfáticos da derme e, em seguida, passam para os capilares sangüíneos, sendo levadas pela circulação até o coração e, finalmente, aos pulmões.

Depois, perfuram os capilares pulmonares e a parede dos alvéolos, migram pelos bronquíolos e chegam à faringe. Em seguida, descem pelo esôfago e alcançam o intestino delgado, onde se tornam adultas.

Outra contaminação é pela larva filarióide encistada (pode ocorrer o encistamento da larva no solo) a qual, se é ingerida oralmente, alcança o estado adulto no intestino delgado, sem percorrer os caminhos descritos anteriormente.

Sintomas

No local da penetração das larvas filarióides, ocorre uma reação inflamatória (pruriginosa). No decurso, pode ser observada tosse ou até pneumonia (passagem das larvas pelos pulmões). Em seguida, surgem perturbações intestinais que se manifestam por cólicas, náuseas e hemorragias decorrentes da ação espoliadora dos dentes ou placas cortantes existentes na boca destes vermes. Estas hemorragias podem durar muito tempo, levando o indivíduo a uma anemia intensa, o que agrava mais o quadro.

Poderão ocorrer algumas complicações, tais como: caquexia (desnutrição profunda), amenorréia (ausência de menstruação), partos com feto morto e, em crianças, transtornos no crescimento.

Prevenção e Tratamento

As principais medidas de prevenção consistem na construção de instalações sanitárias adequadas, evitando assim que os ovos dos vermes contaminem o solo; uso de calçados, impedindo a penetração das larvas pelos pés. Além do tratamento dos portadores, é necessária uma ampla campanha de educação sanitária. Caso contrário, o homem correrá sempre o risco de adquirir novamente a verminose.

Fonte: www.saude.ribeiraopreto.sp.gov.br

Ancilostomose

A ancilostomose, também conhecida como ancilostomíse, amarelão, opilação ou anemia dos mineiros, é uma das verminoses provocadas por nematelmintos mais generalizados em nosso meio. O verme causador dessa doença é o Ancylostoma duodenale, de evolução direta, sem hospedeiro intermediário, sendo parasita exclusivo da espécie humana. É interessante não confundir esse helminto com o Ancylostoma caninum e o Ancylostoma brasiliense, que são parasitas de cães.

O A. duodenale mede cerca de 1 cm de comprimento, é delgado e pontiagudo nas extremidades. Possui uma capsula bucal com 4 dentículos, com os quais morde a mucosa intestinal do seu hospedeiro, fazendo-a sangrar, a fim de se alimentar com o sangue que flui do ferimento. Como o doente é, geralmente, portador de numerosos vermes, o sangramento ainda que discreto porém contínuo, acaba levando-o a um estado profundo de anemia e depauperamento físico que justificam os nomes populares de amarelão ou opilação com que o vulgo conhece a moléstia.

Nas regiões pouco desenvolvidas, sem saneamento básico, as pessoas defecam no solo e deixam juntamente com as fezes os ovos embrionados dos ancilóstomos. A partir desses embriões, surgem na terra as larvas, que são muito pequenas e têm a capacidade de penetrar pela pele dos pés das pessoas que andam descalças. Após a penetração através da pele humana, as larvas, já no hospedeiro, ganham a circulação sangüínea e passam por um ciclo evolutivos.

O termo helmintose, vem do latim helmins = verme + ose = doença, designa todas as moléstias parasitárias pela ação de vermes ou helmintos, daí ser, também, sinônimo de verminose.

Como verminose: se enquadram as infestações por platelmintos (vermes achatados), como a teníase (solitária) e a esquistossomose (barriga-d'água), e as infestações produzidas por asquelmintos ou nematelmintos (vermes cilíndricos), como a ascaridose, a ancilostomose, a necatorose, a oxiuríase, a wuquererose ou filariose, a estrongiloidose, entre outras. emelhante ao do Ascaris lumbricoides (veja como, consultando ascaridíase). Assim, elas vão ao fígado, depois ao coração, daí aos pulmões, onde sofrem grande parte do seu desenvolvimento para, só então, passarem ao sistema digetivo, instalando-se definitivamente no intestino delgado.

A profilaxia da ancilostomose consiste na educação sanitária das populações de baixa renda, nas zonas rurais, nas favelas e nas áreas de periferia, além de construção de habitações com água corrente e sistema de esgotos, Mas o fator mais importante no que diz respeito a cada indivíduo é o uso de calçados, que evita a penetração das larvas do verme através da pele dos pés.

Fonte: www.edazuos.hpg.ig.com.br

Ancilostomose

Infestação causada pelos nematelmintos Ancylostoma duodenale e Necator americanus.

Etiologia

As larvas infestantes dos nematelmintos penetram pela pele do homem, ganhando a via linfática ou a corrente sangüínea. As larvas atingem assim câmaras cardíacas direitas e a circulação pulmonar, atravessam alvéolos, atingindo brônquios e traquéia, sendo deglutidas e desenvolvendo-se finalmente em verme adulto no duodeno. Apesar de cosmopolita, acomete principalmente regiões tropicais e subtropicais. Atinge qualquer faixa etária após os 2 primeiros anos de vida.

Clínica

Fase de infestação: a penetração larval pela pele pode causar reação eritematosa pruri¬ginosa local ou eventualmente reação urticariforme difusa após sensibilização. A re-exposição crônica pode cursar com reação eczematosa.

Fase de invasão: irritação de vias aéreas superiores, rouquidão, sialorréia, disfagia, prurido nasal, broncoespasmo. Síndrome de Löffler – manifestações pulmonares (tosse seca, dispnéia, infiltrados pulmonares móveis, fugazes), alérgicas (rash cutâneo, rinite, conjuntivite, broncoespasmo) e hipereosinofilia. Menos acometimento pulmonar que Ascaris lumbricoides.

Fase de estado: vermes adultos no intestino delgado. Assintomática em 30-80% dos casos. Sintomas mais importantes com Ancylostoma duodenale que com Necator americanus, e de acordo com o número de parasitas. Sintomas digestivos de gastrite ou duodenite (epigastralgia, pirose, empachamento) e anemia. Responsável por diarréia, anorexia, náuseas, vômitos, dores abdominais. Raramente há hemorragia digestiva alta. A anemia pode levar desde a palidez mucocutânea e astenia até insuficiência cardíaca de alto débito (cor anêmico). Eventualmente ocorre desnutrição protéica grave.

Diagnóstico

Fase de invasão: leucocitose com eosinofilia (até 80%) principalmente nos primeiros 3 meses, exame protoparasitológico de fezes negativo até 2 meses da contaminação. Sorologia (ELISA, imunofluorescência indireta) não padronizada para uso clínico.

Fase de estado: identificação dos ovos ou dos vermes adultos ao exame protoparasitológico de fezes (PPF), coprocultura parasitária para obtenção e identificação das larvas, hemograma com anemia ferropriva e eosinófilos normais ou discretamente elevados.

Tratamento

Albendazol 400 mg VO dose única.

Mebendazol 100 mg VO 12/12 horas por 3 dias.

Levamizol 50-150 mg (3 mg/kg) VO em dose única.

Pamoato de pirantel 10-11 mg/kg/dia (máx. 1 g) VO por 3 dias.

Fonte: www.consultormedico.com

Ancilostomose

Ancilostomose
Porção anterior de Ancylostoma duodenale, mostrando boca com dentículos dilacerantes

Ancilostomose ou Amarelão 

Agente causador: Ancylostoma duodenale e Necator americanus

Transmissão: Através da penetração de larvas dos vermes pela pele ou ingestão de ovos do parasita através de água e alimentos contaminados.

Ciclo: No intestino, a fêmea adulta põe ovos que são eliminados pelas fezes. No solo formam-se larvas que podem atravessar a pele humana. As larvas caem na circulação, chegam ao coração, pulmões, atravessam a parede dos alvéolos, sobem a árvore respiratória, chegam à faringe e são deglutidas chegando ao intestino e formam vermes adultos.

Quadro Clínico: O verme se alimenta de sangue, há anemia, fraqueza, emagrecimento, desânimo, pele cor amarelada (amarelão). Pode surgir perversão do apetite como hábito de comer terra, dores abdominais, vômito, diarréia e às vezes desinteria.

Profilaxia

Higiene alimentar

Uso de calçado

Instalações sanitárias adequadas

Saneamento básico

Educação sanitária

Tratamento dos doentes

Fonte: www.fontvital.com.br

Ancilostomose

O que é o amarelão?

O amarelão, também conhecido por opilação e ancilostomíase, é uma moléstia provocada por dois vermes muito semelhantes: Ancylostoma duodenale e Necator americanus. O primeiro recebe este nome porque vive geralmente no duodeno. Estes vermes possuem de 5 a 11 mm de comprimento.

Apresentando 1 centímetro de comprimento, tais vermes caracterizam-se por apresentarem uma cápsula bucal com dentes recurvados no Ancylostoma e chapas cortantes no Necator. Por meio de tais estruturas, os vermes se fixam na parede intestinal do hospedeiro ingerindo sangue, o que provoca intensa anemia, principal problema da doença e razão de seu nome vulgar.

Ancilostomose

Os ovos são eliminados com as fezes do hospedeiro e, no solo, produzem larvas chamadas filarióides.

A infestação ocorre pela penetração ativa das larvas na pele, principalmente em pés descalços (daí a recomendação do uso dos sapatos como medida preventiva), ou da ingestão de água e alimentos contaminados com ovos. A prevenção envolve o uso de calçados, como já foi dito, e o saneamento básico.

Características Gerais:

É um verme bem menor que a lombriga, pois esta mede de 15 a 30 cm enquanto o ancilóstomo não passa de 1 cm

Causa a verminose conhecida pelos nomes AMARELÃO, ancilostomáse ou opilação. É mais freqüente na zona rural onde, muitas vezes, as condições de higiene são precárias.

Adquire-se esta verminose através da pele, principalmente do pé.

Na pessoa parasitada, o ancilóstomo pode viver às centenas, causando lesões junto das paredes internas do intestino delgado, com sensível perda de sangue, o que leva o paciente a apresentar sintomas de anemia acompanhados de fraqueza geral e muita sonolência.

Como evitar esta doença:

Com o uso adequado das instalações sanitárias.

Usando calçados.

Lavando bem as verduras e frutas.

Lavando as mãos antes das refeições e depois de usar a instalação sanitária.

Encaminhando as pessoas doentes a um posto de saúde.

Fonte: www.nekator.hpg.com.br

Ancilostomose

Ancilóstomo é um tipo de parasita lombriga, conhecido como um nematóide

Ancilóstomo é um verme parasita que tocas através da pele, move-se através da corrente sanguínea para os pulmões, e, finalmente, se move para o tracto intestinal.

Ancilóstomo é um parasita intestinal dos seres humanos. As larvas e vermes adultos vivem no intestino delgado pode causar doença intestinal. As duas principais espécies de ancilostomídeos infectando seres humanos são Anclostoma duodenale e Necator americanus.

Aspectos Clínicos e História da Verminose

Infecção intestinal ou no duodeno causada por nematódeos (vermes cilíndricos), que pode apresentar-se assintomática, em caso de infecções leves. Em crianças com parasitismo intenso, pode ocorrer hipoproteinemia e atraso no desenvolvimento físico e mental. Com freqüência, dependendo da intensidade da infecção, acarreta anemia ferropriva.

Papiros egípcios de 1.600 A.C., já assinalavam a ocorrência da doença. Avicena, médico persa que viveu no século X da nossa era, foi o primeiro a encontrar os vermes nos intestinos de doentes e responsabilizá-los pela anemia decorrente, por serem os mesmos sugadores de sangue (hematófagos).

Na Europa era a doença conhecida por Anemia dos Mineiros, tomando nomes diversos conforme o país em que era constatada. No Brasil era antigamente nomeada por Opilação, Amarelão ou Anemia Tropical.

Nosso escritor Monteiro Lobato, em um de seus livros, retrata o personagem Jeca Tatu, que nada mais era que um indivíduo parasitado pelo verme, o que serviu pelo Laboratório Fontoura para a propaganda de medicamentos de sua fabricação indicados para o tratamento da doença.

Em 1838 Dubini, médico Italiano, autopsiando uma mulher milanesa, encontrou em seus intestinos o verme, descrevendo-o com detalhes e nomeou-o Ancylostoma duodenale, sem contudo suspeitar do seu papel patológico. Somente Griesinger, em 1851, demonstrou ser o parasita intestinal o causador da chamada Clorose do Egito, encontrando o verme nos intestinos de numerosos cadáveres que necropsiou e assinalando a presença de pequeninos pontos hemorrágicos na mucosa intestinal, produzidos pelo verme para o ato de sugar sangue de suas vítimas. J. Rodrigues de Moura, notável médico brasileiro, ainda quando estudante de medicina, em 1875, não só defendeu as idéias de Griesinger, como ainda emitiu a hipótese, mais tarde plenamente confirmada pelos trabalhos de Looss, da penetração das larvas do parasita, pela pele íntegra das pessoas, as quais mais tarde se tornam parasitadas pelos vermes, albergando-os em seus intestinos.

Trabalhos estatísticos efetuados no Brasil, comprovam que quase 100% da população rural, trabalhando na terra, muitas vezes descalça, está parasitada pelo verme. Hoje, é uma doença de baixa prevalência, sendo inclusive considerada em extinção.

Sinonímia - Amarelão, uncinaríase, opilação, doença do Jeca Tatu, entre outros.

Aspectos Epidemiológicos

Família Ancylostomidae - tem a extremidade anterior dirigida dorsalmente (aspecto de anzol), cápsula bucal ampla e orifício oral ventralmente guarnecido de dentes ou lâminas cortantes. São hematófagos e com ciclo evolutivo monoxênico, possuindo espículos iguais e longos. Não têm coroa radiada e os machos apresentam bolsa copuladora tradicional.

Nematóides da família Ancylostomidae: A. duodenale e Necator americanus. O nome deriva da palavra Ancylostoma, nome do gênero típico dos vermes intestinais que causam a doença (do grego: ankylos = curvo; stoma = boca e do latim uncinus = curvo).

Em nosso meio predomina o Necator. Eles podem se prender no duodeno ou no jejuno com suas lâminas (Necator) ou com seus dentes (Ancylostoma). A. braziliense e A. caninum são parasitos comuns de cães, mas podem enfestar o homem. As fêmeas, que são maiores medem de 8 a 14 milímetros, quando adultas, e cada ovo eliminado nas fezes, contém 2 a 8 embriões.

Uma vez instalados, os vermes podem viver de alguns meses até seis ou sete anos e em média, um único A. duodenale pode sugar 1 centímetro cúbico de sangue do hospedeiro; o Necator, um quinto desse volume.

Agentes etiológicos

Necator americanus:

É um dos nematódeos causadores da ancilostomose.

Seu tamanho adulto varia de 0,8 a 1,3 cm. O Necator americanus apresenta lâminas na cápsula bucal e o macho possui bolsa copuladora na região posterior.

Quando eliminados nas fezes, são avermelhados por causa da hematofagia e histiofagia que fazem no trato gastrointestinal do hospedeiro.

Os ovos são liberados no ambiente e tornam-se larvados. A larva rabditóide leva por volta de uma semana para tornar-se filarióide.

A infecção mais comum é por penetração da larva pela pele humana, mas pode ocorrer penetração por mucosas (boca).

A infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. A larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss).

O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças) onde torna-se adulto. O período pré-patente varia de cinco a sete semanas.

Ancylostoma duodenale

É um dos nematódeos causadores da ancilostomose no homem. Seu tamanho varia de 0,8 a 1,3 cm. Quando eliminados nas fezes são avermelhados por causa da hematofagia e histiofagia que fazem no trato gastrintestinal dos hospedeiros. O Ancylostoma duodenale tem bolsa copuladora e cápsula bucal com dois pares de dentes.

Os ovos são liberados no ambiente e tornam-se larvados. A larva rabditóide leva por volta de uma semana para tornar-se filarióide .

Essa penetra a pele do homem e o contamina. A infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. A larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss).

O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde torna-se o verme adulto. O período pré-patente varia de cinco a sete semanas.

Ancylostoma braziliense

Helminto nematódeo causador de ancilostomose animal e inflamação cutânea no homem (larva migrans); é próprio de felídeos e canídeos domésticos ou silvestres. Apresenta cápsula bucal que caracteriza-se por apresentar um par de dentes bem desenvolvidos. Os machos apresentam bolsa copuladora. O adulto mede de 5 a 10 milímetros de comprimento. Ao chegarem no ambiente através das fezes, os ovos tornam-se larvados e, após, liberam as larvas rabditóides.

Uma vez no solo, a larva rabditóide leva por volta de uma semana para tornar-se filarióide ou infectante. Essa penetra a pele dos animais e, acidentalmente a pele do homem. Nos animais, a infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. Após penetrar a pele dos animais, a larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss).

O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde torna-se o verme adulto .

O período pré-patente varia de cinco a sete semanas. No homem, entretanto, a infecção fica limitada na maioria dos casos à inflamação da pele, chamada de "bicho-geográfico".

Ancylostoma caninum

Helminto nematódeo causador de ancilostomose animal e inflamação cutânea no homem (larva migrans); é próprio de felídeos e canídeos domésticos ou silvestres. Apresenta cápsula bucal que caracteriza-se por apresentar três pares de dentes bem desenvolvidos. Os machos apresentam bolsa copuladora. O adulto mede de 9 a 20 milímetros de comprimento. Ao chegarem no ambiente através das fezes, os ovos tornam-se larvados e, após, liberam as larvas rabditóides. Uma vez no solo, a larva rabditóide leva por volta de uma semana para tornar-se filarióide ou infectante.

Essa penetra a pele dos animais e, acidentalmente a pele do homem. Nos animais a infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. Após penetrar a pele dos animais, a larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss). O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde torna-se o verme adulto.

O período pré-patente varia de cinco a sete semanas. No homem, entretanto, a infecção fica limitada na maioria dos casos à inflamação da pele, chamada de "bicho-geográfico" como o Ancylostoma brasiliense...

Fonte: www.professoraangela.kit.net

Ancilostomose

No Brasil há ainda um grave problema de saúde pública que é a ancilostomose, popularmente conhecida como amarelão. O nome amarelão faz referência à cor amarelada que o indivíduo infectado apresenta.

Essa cor é resultado de anemia causada pelo verme parasita ao usar sangue do hospedeiro, que lhe serve de   alimento, e também ao levá-lo a perder sangue através das feridas que deixa na mucosa intestinal onde o parasita se fixa.

O amarelão também é uma doença causada por nematelmintos. As duas espécies principais são o Ancylostoma duodenale e o Necator americanus, que parasitam cerca de 900 milhões de pessoas no mundo e matam 60 mil anualmente.

O Ancylostoma duodenale adulto possui de 8 a 18 mm de comprimento e de 400 a 600 mm de largura (1 micrômetro corresponde a uma das partes resultantes de um milímetro dividido em 1000). O Necator americanus pode medir de 5 a 11 mm de comprimento e de 300 a 350 mm de largura.

Após a cópula, as fêmeas desses nematelmintos liberam ovos no intestino delgado humano, que são eliminados junto com as fezes.

No solo e em condições adequadas, como boa oxigenação, alta umidade e temperatura elevada, dos ovos sairão larvas que, após várias transformações, alcançarão um estágio infectante.

Nessa forma, poderão penetrar pela pele, conjuntiva, mucosas ou por via oral, quando houver a ingestão de alimentos ou água contaminados. A penetração da larva na pele causa uma sensação de “picada”, com aparecimento de vermelhidão, prurido e inchaço (edema) na região.

Desse local ela vai para a corrente sanguínea e leva alguns dias sofrendo várias transformações, até alcançar o intestino delgado.

Nessa região atingirá o estágio adulto tornando-se capaz de copular e liberar ovos. A infecção provoca dor abdominal, perda do apetite, náuseas, vômitos e diarréia, que pode ser ou não acompanhada de sangue.

Também pode causar anemia, visto que, no intestino delgado, os adultos dessa espécie também aderem à mucosa intestinal e alimentam-se intensamente do sangue do hospedeiro.

A ancilostomose ocorre preferencialmente em crianças com mais de seis anos, adolescentes e em indivíduos mais velhos.

Ciclo de vida

Fonte: www.ibb.unesp.br

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