É um dos nematódeos causadores da ancilostomose.
Seu tamanho adulto varia de 0,8 a 1,3 cm.
O Necator americanus apresenta lâminas na cápsula bucal e o macho possui bolsa copuladora na região posterior.
Quando eliminados nas fezes, são avermelhados por causa da hematofagia e histiofagia que fazem no trato gastrointestinal do hospedeiro.
(1) são liberados no ambiente e tornam-se larvados. A larva rabditóide
(2) leva por volta de uma semana para tornar-se filarióide
(3) A infecção mais comum é por penetração da larva pela pele humana, mas pode ocorrer penetração por mucosas (boca). A infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. A larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss). O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças) onde torna-se adulto
(4) O período pré-patente varia de cinco a sete semanas.
A penetração da larva causa dermatite, que pode variar de intensidade.
Nos pulmões pode haver bronquite/alveolite.
O intestino é acometido pela hisitiofagia e hematofagia dos parasitos, através das quais se alimenta.
Podem também se formar úlceras intestinais, anemia e hipoproteinemia.
Uso de calçados, hábitos de higiene corporal, fervura da água a ser ingerida e cuidados na preparação de alimentos são medidas preventivas.

Ancilostomídeo - ovo
Ancilostomídeo - larva rabditóde
Larvas filarióides - bainha envolvendo o parasito

Ancilostomídeo adulto - detalhe da bolsa copuladora
Fonte: www.ufrgs.br
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde relativos a 2002, 1,3 bilhão de pessoas no planeta (sobretudo nas regiões tropicais e subtropicais) estão infectadas pelo ancilostoma e 65 mil morrem devido à anemia associada à doença.
Popularmente conhecida como amarelão, a enfermidade tornou-se célebre graças a Monteiro Lobato, quando este criou o personagem Jeca Tatu - caipira considerado por todos preguiçoso e idiota, mas que ao se descobrir doente de amarelão, trata-se, cura-se e torna-se fazendeiro rico.
A ancilostomose é causada por três tipos de vermes:
O Necator americanus e outros dois do gênero Ancylostoma
O A. duodenalis
O A. ceylanicum.
As espécies se diferenciam pelas estruturas formadas por quitina (mesma substância das conchas dos caracóis), semelhantes a dentes.
A fêmea, de acordo com a espécie, põe entre quatro e 30 mil ovos por dia. Esses ovos são liberados nas fezes, se as condições climáticas forem propícias, eclodem e entre cinco e dez dias tornam-se larvas infectantes.
A infecção ocorre quando a larva atravessa a pele do indivíduo por meio do contato direto com solo contaminado (por exemplo, ao se andar descalço na terra).
De ciclo complexo, o verme se estabelece no intestino delgado, onde prende seus "dentes" na parede intestinal e passa a sugar o sangue de sua vítima.
O parasito também pode ser ingerido com água ou alimentos contaminados, o que facilita o seu ciclo.
Dependendo da quantidade de vermes, o infectado pode ou não desenvolver a doença. Esta é detectada quando o sangue perdido devido à infecção começa a interferir na vida do enfermo.
Os primeiros sintomas são a palidez (o que caracteriza o nome popular de amarelão), desânimo, dificuldade de raciocínio, cansaço e fraqueza.
Tudo causado pela falta de ferro (anemia) no organismo.
Com o tempo, a situação pode progredir e se agravar, aparecendo dores musculares, abdominais e de cabeça, hipertensão, sopro cardíaco, tonturas e ausência das menstruações nas mulheres.
A ancilostomose é particularmente perigosa para as grávidas, pois pode afetar o desenvolvimento do feto, e para as crianças, retardando (por vezes de modo irreversível) seu desenvolvimento mental e físico.
Boca de um Ancylostoma duodenalis com seus quatro "dentes" (estruturas em forma triangular)
Muito dificilmente a ancilostomose é fatal. Para tratá-la, basta a administração de remédios. No entanto, o tratamento não torna o paciente imune à doença, conseqüentemente, uma vez curado, se este entrar em contato novamente com as larvas da ancilostomose, voltará a infectar-se.
A melhor maneira de evitar a ancilostomose se dá por meio de medidas sanitárias e de educação, tais como construir redes de saneamento básico, evitar contato direto com solos onde a incidência da doença é alta, lavar bem e com água potável frutas, verduras e legumes e beber somente água tratada.
Fonte: www.fiocruz.br