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Hemocromatose

Pode ocorrer hipogonadismo hipogonadotrópico transitório em pacientes com distúrbios graves ou desnutrição. A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) pode associar-se a baixos níveis de testosterona e em geral a baixos níveis de gonadotropinas (compatíveis com envolvimento hipotálamo-hipofisário). Em alguns pacientes com AIDS, os níveis de gonadotropinas aumentam (compatíveis com doença testicular).

Envelhecimento

Existe considerável controvérsia sobre o conceito de climatério masculino. Evidências cada vez maiores indicam que alguns homens com mais idade têm redução da produção de testosterona associada a diminuição da libido, impotência ou infarto do miocárdio e diminuição da massa óssea juntamente com osteoporose. Alguns estudos anteriores indicaram que o problema pode estar relacionado a afecções coexistentes, porém evidências mais recentes apóiam o ponto de vista de que possa ocorrer um declínio da função testicular relacionada à idade com sintomas associados e que muitas vezes responde à terapêutica de reposição de testosterona.

Geralmente são necessárias dosagens de testosterona livre ou de SHBG com testosterona total para demonstrar a anormalidade. Muitas vezes, os níveis de FSH e LH estão levemente aumentados, indicação de que possa estar presente um distúrbio testicular primário juntamente com uma anormalidade secundária da freqüência do pico de LH. Testes dinâmicos podem revelar anormalidades mais sutis da função hipotalâmica. Necessita-se desesperadamente de dados de estudos de pesquisa a longo prazo para esclarecer os critérios para as considerações terapêuticas nos homens em processo de envelhecimento. Atualmente, os homens com hipogonadismo sintomático e níveis claramente baixos de testosterona (livre ou total, em consideração da SHBG) são candidatos em potencial a cirurgia, embora não possam ser dadas recomendações específicas. Estudos de pesquisa a curto prazo têm demonstrado melhora da massa corporal magra, aumento da hematopoiese, diminuição dos níveis de lipoproteína de baixa densidade (LDL) com relação LDL para lipoproteína de alta densidade (HDL) constante, melhora da libido e melhora do bem-estar em homens com baixos níveis de testosterona depois do tratamento com testosterona. Em geral, o tamanho da próstata não muda em comparação a homens normais, mas os níveis do antígeno específico da próstata (PSA) demonstraram aumento em alguns homens.

Fonte: www.uronews.org.br

Hemocromatose

Hemocromatose
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A hemocromatose é um distúrbio do metabolismo do ferro caracterizado pelo aumento da absorção intestinal de ferro e depósitos progressivos nos órgãos e tecidos resultando em lesão tecidual e comprometimento funcional, em particular do fígado, pâncreas, coração, articulações e hipófise.

Hemocromatose

O ferro é considerado um dos principais minerais do organismo, responsável pelo transporte do oxigênio nas hemáceas, fundamental na produção da energia corporal. Como é abundante na natureza e está presente na dieta ocidental em quantidade cinco vezes superior às necessidades basais, as pessoas que se alimentam apropriadamente não têm deficiência de ferro.

Nos países pobres a ingesta de ferro continua sendo deficiente em boa parte da população e a anemia ferropriva, sua conseqüência natural. A falta de ferro é mais comum nas crianças e na mulher que menstrua e o seu excesso acontece nos homens adultos, nos idosos e nas menopausadas.

Se por um lado a falta de ferro é ruim, o seu excesso é péssimo, pois produz inflamações, seguida de fibrose e atrofia dos órgãos e estruturas. À medida que os depósitos teciduais aumentam, também aumenta a probabilidade das pessoas adquirirem vários tipos de doenças:

1 – Deficiências glandulares

2- Insuficiência cardíaca e infarto do miocárdio precoce;

3- Dores articulares e musculares pela impregnação das articulações e músculos;

4- Fígado aumentado, com acúmulo de ferro, gordura e fibrose, podendo evoluir para cirrose e para o câncer (hepatocarcinoma). O fígado é o principal órgão de armazenamento do ferro e nos pacientes normais contém 25 gramas de ferro. Na hemocromatose pode conter até 500 gramas do elemento;

5-Depressão, síndrome do pânico e outros sintomas psicológicos e psiquiátricos (depósitos de ferro no cérebro);

6- Deficiência imunitária (aumento das infecções)

Causas da Hemocromatose Adquirida

1- Anemias com sobrecarga de ferro
2- Talassemia major
3- Sideroblastose
4- Anemias hemolíticas crônicas
5- Sobrecarga de ferro alimentar
6- Hemotransfusões múltiplas
7- Cirrose alcoólica
11- Após derivação porto-cava

Avaliação laboratorial

O nível de saturação de transferrina e a dosagem de ferritina são virtualmente diagnósticos de hemocromatose. O teste genético para mutação no gene HFE é caro e não está amplamente disponível. A biópsia hepática, para avaliar a carga de ferro, é o próximo passo após a realização destes testes.

Os exames laboratoriais são para avaliar as complicações da HH: Glicemia, Hematócrito, Hemoglobina, Sorologia para hepatite C, Sorologia para hepatite B, Pesquisa de anticorpo anti-ilhota de Langehans, eletroforese de hemoglobina, Ferro Sérico, Ferritina, Transferrina, TGO – TGP – Gama GT, Fosfatase-Alcalina, Bilirrubinas, Alfa Feto proteína, Lipoproteína-A, apolipoproteina B , TNS ALFA 1 (fator de necrose tumoral), cortisol e ACTH.

Referências

Barton JC, McDonnell SM, Adams PC, Brissot P, Powell LW, Edwards CQ et al. Management of hemochromatosis Ann intern Med ;1, 29:932-939, 1998.

Fonte: www.medicinageriatrica.com.br

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