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Angina do Peito

 

 

O Infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das principais causas de morte nos países industrializados sendo que 60% das mortes, ocorrem na primeira hora do evento devido à Fibrilação Ventricular, um arritmia cardíaca grave que, se não diagnosticada e tratada precocemente, evolui para o óbito.

O QUE É UM INFARTO DO MIOCÁRDIO?

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), se caracteriza pela interrrupção total do fornecimento de sangue a determinada região do coração, provocada pela obstrução dos vasos sangüineos que irrigam esta referida região( artérias coronárias) seja por espasmo(contração) do vaso, seja por um coágulo formado pela ruptura de uma placa de gordura que obstrui um vaso. Nesta situações, o fornecimento de oxigênio e outro nutrientes necessários, levados pelo sangue, é interrompido, provocando sofrimento das células, traduzindo-se em dor.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ANGINA E INFARTO?

Resumidamente, a Angina caracteriza-se pela interrupção parcial da irrigação de sangue no coração enquanto que no Infarto a interrupção do fornecimento de sangue é total. Assim, o IAM deixa normalmente sequelas além do risco de vida ser maior, enquanto que a Angina não deixa sequelas a curto prazo.

EM QUE SITUAÇÕES PODE OCORRER?

Ocorre mais frequentemente durante os exercícios ou 'stress' emocional, pois nestas situações a frequência cardíaca (número de batidas do coração) e a pressão arterial aumentam e o coração necessita de mais oxigênio. O suprimento de sangue para o músculo cardíaco é feito pelas artérias coronárias. Modificações nesse suprimento geralmente causadas por algum entupimento nas artérias coronárias podem lhe causar problemas.

QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?

Os principais são: Tabagismo, Diabetes Mellitus, Obesidade, Hipertensão Arterial, Sedentarismo, Stress, Heditariedadade( pesoas na família que sofrem da doença), Dislipidemias( aumento da taxas de gordura no sangue).

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINTOMAS DO IAM?

Dividiremos para melhor compreensão, os sintomas em 05 tipos, que podem ou não, estar associados:

a) Sintomas clássicos: dor na região precordial (região anterior e esquerda do tórax) ou no meio do peito(retroesternal), em sensação de aperto, queimação, pressão ou peso, com intensidade variável, prolongada (acima de 30 minutos) e que não melhora com o repouso ou o uso de medicação específica(nitrato) por via sublingual
b) Sintomas associados:
naúseas, vômitos, dispnéia(cansaço), sudorese fria, palidez, fraqueza
c) Sintomas atípicos: IMPORTANTE!!!:
são sintomas que simulam outras doenças: dor ou desconforto nos braços, pescoço, dorso(costas) e mandíbulas(queixo), palpitações(sensação das batidas do coração); dor epigástrica("boca do estômago", e azia simulando gastrite e úlcera (encontrado com certa freqüência)
d) Sem sintomas(assintomáticos):
principalmente em idosos e diabéticos, manifestando-se através de síncope(desmaio), sintomas e agravamento de Insuficiência cardíaca, AVC, "indigestão"
e) Parada Cardio-Respiratória(PCR):
provocando morte súbita.

QUAIS AS DIFERENÇAS DE SINTOMAS ENTRE ANGINA E INFARTO?

Os sintomas normalmente são os mesmos; a grande diferença é que no caso da Angina, a dor é temporária (no máximo 30 minutos) e cede normalmente com o repouso e o uso de medicação sublingual (nitratos).

QUAIS SÃO OS CUIDADDOS INICIAIS QUE UM LEIGO PODE OFERECER A UMA PESSOA COM SUSPEITA DE IAM OU ANGINA?

a) deixá-lo em repouso e em local ventilado
b)
folgar as suas roupas
c)
tranquilizá-lo
d)
usar nitrato por via sublingual, se disponível, se o paciente já fizer uso ou tiver história de Angina
e)
removê-lo, com brevidade(sem pânico), para um hospital
f)
nos casos de reconhecimento de PCR( Parada Cardio-Respiratória) seguir orientações do SBV (Suporte Básico de Vida).

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

Os médicos podem chegar ao diagnóstico de Angina ou IAM , pela descrição dos sintomas sentidos, tendo a sua confirmação através de alguns exames.

Algumas vezes, apesar do diagnóstico de Angina, o eletrocardiograma de repouso é normal, por isto o seu médico pode solicitar um teste de esforço para confirmação diagnóstica. Neste teste é feito exercício em bicicleta ou esteira para aumentar as necessidades de sangue e oxigênio. Seu médico ainda poderia solicitar exames como uma cintilografia miocárdica. Se for necessário o conhecimento da anatomia de suas coronárias, seu médico recorrerá a um cateterismo cardíaco . A escolha dos exames depende de alguns fatores, como gravidade dos sintomas e dos exames prévios, idade e patologias associadas.

COMO É FEITO O TRATAMENTO?

Existem três formas de tratamento: o tratamento clínico, a angioplastia coronária e a cirurgia de revascularização miocárdica.

Tratamento clínico

Consiste no uso de certas medicações com ação vasodilatadora sob a frequência cardíaca, que reduzem o grau de isquemia miocárdica, como os nitratos, os bloqueadores dos canais de cálcio e os betabloqueadores. O nitrato sublingual é o que age mais rápido em até dez minutos a dor deve desaparecer. Caso isto não aconteça, procure o mais breve possível um serviço de emergência. Se as crises de angina persistirem, apesar da medicação, ou se as obstruções nas artérias coronárias forem muito graves, poderão ser indicadas a angioplastia coronariana ou a cirurgia de revascularização miocárdica.

Angioplastia coronária

Consiste em , um procedimento semelhante a uma cinecoronariografia, dilatar a lesão da coronária com um cateter especial, com um ' balaozinho' na ponta, que quando inflado esmaga a placa de ateroma contra a parede da artéria desentupindo-a.

Cirurgia de revascularização miocárdica

Uma veia é retirada da perna que é colocada sobre a artéria entupida, ultrapassando o local do bloqueio(pontes de safena). Um tipo de ponte especial poderá ser feita utilizando-se uma artéria chamada mamária interna.

O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA SE AJUDAR?

Se você tem o diagnóstico de angina evite situações nas quais ela normalmente aparece e informe o seu médico sobre modificações ou aparecimento de novos sintomas.

Alguns hábitos devem ser modificados: você deve abandonar o fumo, controlar a sua dieta e o seu colesterol e, ainda controlar a hipertensão arterial. Se você não possui nenhum deste fatores agravantes fique vigilante, através de consultas e exames periódicos orientados por seu médico.

Por fim, se você apresentar dor no peito prolongado, ou seja, por mais de trinta minutos, procure com brevidade um serviço de emergência, pois isto pode reverter um possível infarto do miocárdio através do uso precoce de medicamento trombolítico.

Fonte: www.sopami.org.br

Angina do Peito

Cena de telenovela ou filme: um homem segura o peito com trejeitos faciais dolorosos e cai. Ou fala algumas coisas e morre (claro, isto só em filme), ou morre direto ou, então, é rapidamente socorrido e sobrevive (e continua no enredo). Se contássemos o número de vezes em que esta cena se repetiu na dramaturgia mundial, provavelmente ultrapassaríamos a casa do milhão. Em um episódio de Mulher, da emissora brasileira Rede Globo de Televisão, a protagonista principal, uma médica cuja idade gira em torno de 60 anos, interpretada pela atriz Eva Vilma, mostra-se com um quadro de angina pectoris. Submetida à grande esforço, a médica percebe que está tendo um infarto e busca socorro com um colega.

A evolução da angina para o infarto e as diferenças do quadro clínico entre os dois, assim como a recuperação da paciente, foram dois pontos altos da produção deste programa - já fora do ar - da TV Globo, tanto do ponto de vista científico quanto dramatúrgico. Não à toa a ficção reproduz a realidade. A doença coronariana é a principal causa de morte em todo o mundo, grande responsável por aposentadorias devidas à invalidez, e uma afecção de difícil convivência.

Entretanto, as terapêuticas atuais permitem aos doentes coronarianos crônicos - entre eles, aquele com dor crônica no peito - uma vida de melhor qualidade.

Nesta matéria, apresentamos uma introdução à angina e ao infarto agudo do miocárdio. Nas próximas, entre outras coisas, vamos discutir como se convive melhor com a doença coronariana. Angina pectoris Angina pectoris ou angina do peito ou simplesmente angina, é uma dor localizada no centro do peito ou em cima do "coração". Ela pode ser em peso, em aperto, em queimação ou pressão. Ocasionalmente, os pacientes a descrevem como uma angústia ou mal-estar.

Ela pode se estender ao braço, geralmente esquerdo, ao pescoço, ao queixo ou às costas.

Esta dor aparece quando a quantidade de sangue que chega a uma determinada região do coração é insuficiente para ele, não havendo fornecimento adequado de oxigênio e nutrientes. A angina normalmente está relacionada ao esforço físico e piora à medida que a intensidade do esforço é aumentada. Entretanto, ela pode também ocorrer no momento de repouso.

O suprimento de sangue para o coração é feito pelas artérias coronárias. Quando ocorre um entupimento parcial nestas artérias, o coração fica com a irrigação sangüínea reduzida, percebida geralmente durante o esforço, quando o paciente apresenta dor no peito. Este entupimento das artérias coronárias é causado pela aterosclerose, processo em que ocorre uma deposição de gorduras, como o colesterol nas paredes das artérias, o que causa o estreitamento para a passagem do sangue.

O colesterol elevado no sangue - a hipercolesterolemia - é uma das principais causas da aterosclerose, que leva ao estreitamento e ao entupimento das artérias coronárias. Além do colesterol, outros fatores de risco também contribuem para o entupimento, como tabagismo, pressão alta (hipertensão arterial sistêmica), diabetes melito, sedentarismo, obesidade e estresse. A nicotina e o monóxido de carbono, agentes liberados pelo cigarro, são os mais implicados na origem das doenças coronarianas e suas manifestações.

O turbilhonamento do fluxo coronariano causado pela nicotina e a falta de irrigação sangüínea induzida pelo monóxido de carbono são responsáveis por lesões da camada endotelial (o tecido que recobre os vasos por dentro), que permitem a entrada de gorduras para as camadas mais internas da parede dos vasos, desencadeando todo o processo. Ao lado da hipercolesterolemia e do fumo, os níveis elevados de pressão arterial são um dos mais importantes fatores de risco para doença coronariana. A relação entre os níveis de pressão arterial - principalmente a diastólica (ou mínima) - e a incidência de doença coronariana é direta, isto é, quanto mais alta a pressão, maior é o risco do aparecimento da doença. Infarto agudo do miocárdio Diferente da angina, no infarto agudo do miocárdio há uma interrupção completa do fluxo de sangue para uma determinada região do coração, devido ao entupimento completo de uma artéria coronária. Quando ocorre o infarto, a dor no peito é mais intensa que o habitual - a da angina - (geralmente mais de 30 minutos), acompanhada de náuseas e suor.

Neste momento é muito importante que o paciente procure assistência médica com urgência, pois quanto menor o intervalo entre a dor e o atendimento na emergência, maior é a chance de se desobstruir a artéria relacionada ao infarto. Quando o paciente é admitido com quadro de dor no peito com menos de 12 horas de duração, deve-se iniciar o tratamento para desobstruir a artéria. Esta desobstrução pode ser feita com medicamentos ou angioplastia. O medicamento utilizado pertence à classe dos trombolíticos, que atuam dissolvendo o trombo (coágulo) formado nas artérias coronárias no infarto do miocárdio. Nos centros em que se dispõe de serviço de hemodinâmica, a desobstrução pode ser feita através da angioplastia coronária. Além disso, todo paciente com quadro de infarto agudo do miocárdio deve receber 300 mg de aspirina caso não tenha contra-indicações, uma vez que seus benefícios na redução da mortalidade já estão devidamente comprovados.

A angioplastia coronária é um procedimento semelhante a uma cinecoronariografia (cateterismo), em que se dilata a lesão da coronária com um cateter especial, que tem um balão na ponta e que, quando inflado, esmaga a placa de ateroma contra a parede da artéria, desentupindo-a. Ocasionalmente, indica-se cirurgia de revascularização (ponte de safena, ponte de mamária) do miocárdio após um quadro de infarto do miocárdio. Na cirurgia de revascularização miocárdica, uma veia é retirada da perna (veia safena) e colocada sobre a artéria entupida, ultrapassando o local do bloqueio. Se houver várias artérias entupidas, cada uma receberá uma ponte. Um tipo de ponte especial poderá ser feita, utilizando-se uma artéria chamada mamária interna. Em resumo, se você tem o diagnóstico de angina evite situações nas quais ela normalmente aparece e informe seu médico sobre alterações ou aparecimento de novos sintomas.

Alguns hábitos devem ser modificados: você deve abandonar o fumo, controlar sua dieta e seu colesterol e, ainda, controlar a hipertensão arterial.

Além disso, se você apresentar dor no peito prolongada, ou seja, por mais de trinta minutos, procure imediatamente um serviço de emergência. Ir depressa para o pronto-socorro pode reverter um possível infarto do miocárdio através da prescrição precoce de medicamento trombolítico por parte da equipe médica.

Fonte: www.hsvp.com.br

Angina do Peito

Essa dor súbita e dilacerante se manifesta quando ocorre uma insuficiência nas artérias responsáveis pela irrigação do coração.

O coração um dos órgãos vitais do corpo, também cresce, trabalha e respira. Para tudo isso, precisa ser alimentado. Os vasos sangüíneos encarregam-se de levar até ele o suprimento regulamentar de oxigênio e outros ''alimentos'' indispensáveis. Através das duas artérias coronárias e seus ramos, o sangue chega continuamente ao coração, para sua irrigação. E age como ''combustível'' que coloca em ação as engrenagens da bomba cardíaca.

Ou seja, possibilita ao coração exercer sua função básica: bombear o sangue para resto do organismo. Portanto, todo o ciclo da circulação do sangue pelo corpo depende em grande parte do suprimento do coração e, por isso, do bom funcionamento das artérias que se encarregam de alimentá-lo.

Os encarregados principais dessa alimentação são as artérias coronárias. Se por acaso, elas não estiverem funcionando bem, não conseguem cumprir sua tarefa.

Ou seja, não fornecem ao coração a nutrição exigida. Ele logo reclama, violentamente. Para o organismo dentro do qual tudo isso acontece a queixa é registrada sob a forma de dor. A dor sufocante e opressora, no meio do peito, é a principal característica da angina (dor espasmódica) do peito.

Causas - a angina do peito geralmente se manifesta em condições especiais um esforço maior, refeições exageradas, excitação emocional. Mas, se ela aparece, é porque algo anda errado; ou seja, ela depende de condições predisponentes.

Em 95% dos casos, a causa predisponente é a arteriosclerose das coronárias, processo degenerativo que tem como conseqüência a diminuição do calibre das artérias coronárias. O fluxo sangüíneo que corre por essas artérias é prejudicando pelo estreitamento do espaço interno. Todo esse quadro interfere na irrigação do miocárdio. Dessa forma, por ocasião de um esforço físico maior, em que o coração necessita de mais sangue, os vasos não são suficientes para suprir as necessidades. O coração não recebe a quantidade ideal de oxigênio e possivelmente a angina surge como resultado da oxigenação deficiente.

Mas a insuficiência das que suprem o coração pode ter outras origens. A raiz principal da angina está no problema inicial que desencadeia a insuficiência. Febre reumática, sífilis, lesões da válvula aorta são alterações que podem provocar a diminuição do fluxo sangüíneo nas coronárias e, assim, constituir causa de angina.

O mecanismo começa a desencadear-se a partir da lesão cardiovascular. Mas outras causas podem aparecer e contribuir para criar o quadro. Por exemplo, numa pessoa portadora de hipertensão ou diabete, a insuficiência coronária pode desencadear a angina; mas se não houver essa insuficiência, a alteração não surge.

A dor - ao correr para pegar um ônibus, por exemplo, o indivíduo sente dor, súbita, intensa e aguda, no meio do peito. Pode irradiar-se para toda a metade esquerda da tórax, para o pescoço, ombros e braços do mesmo lado. O indivíduo vê-se obrigado a relaxar, repousar um pouco, até que passe a crise.

Às vezes, o doente menciona a dor na metade direita do tórax, ou mesmo em estruturas mais distantes, sem perceber a relação com a opressão no peito. Outras vezes, se refere a uma sensação de choque nos dedos, ou fraqueza nos braços.

Praticamente, pode-se dizer que cada paciente recebe, entende e interpreta a dor de uma forma particular. ''Opressão'', ''queimação'', ''sensação de choque'', ''uma corda que aperta o peito'', um ''peso torácico'', são algumas das formas de descrevê-la. A angústia e a sensação de morte iminente são reações psicológicas típicas. A duração da dor é muito variável, mas para o paciente os poucos minutos ''duram uma eternidade''.

Com freqüência, aparecem outros sinais, associados à dor: falta de ar, tontura, mal-estar geral, fraqueza. Em geral, o doente aprende o que desencadeia os sintomas. Para alguns, é sempre uma refeição exagerada que precede a dor; para outros, a corrida ou uma emoção violenta. Quando o doente sabe até onde seu organismo resiste sem provocar a dor, consegue muitas vezes evitá-la. Mas, à medida que o quadro piora e se complica, a dor manifesta-se cada vez com maior intensidade, após esforços gradualmente menores, e prolonga-se mais.

A dor em geral se relaciona ao exercício físico, o mais comum dos fatores desencadeantes. Mas parece que a intensidade do exercício nem sempre está diretamente relacionada à intensidade da dor. Às vezes, um determinado exercício pouco intenso consegue desencadeá-la, e um mais forte não traz essa conseqüência. Em alguns casos, são as refeições mais pesadas que levam à manifestação da dor, ou então uma emoção mais violenta, o fumo, algum medicamento. As razões do desencadeamento do quadro anginoso variam muito, de paciente para paciente.

Supõe-se que a dor se origina diretamente ao nível do músculo cardíaco. Provavelmente, a queda do teor do oxigênio desencadeia uma reação química; através de inúmeros e complexos mecanismos nervosos, o músculo transmite o estímulo aos centros cerebrais. E surge a dor opressora, característica da angina do peito.

A diversificação das vias nervosas e sua ramificação seriam, por exemplo, algumas das principais causas da irradiação da dor para os membros. E, da mesma forma, há doenças de origem digestiva, ou biliar, de sintomas semelhantes aos de um ataque de angina do peito. É o caso da úlcera gástrica e da colecistite aguda.

Prevenção e tratamento - para identificar a angina, em geral basta a descrição do quadro pelo doente. O exame físico pode, ocasionalmente, detectar algumas alterações cardiocirculatórias. Porém, é com eletrocardiograma e com a radiografia do coração que se podem obter elementos mais precisos. Mesmo porque o quadro clínico em si pode originar confusões. Por exemplo, desvios da coluna vertebral podem determinar a compreensão de alguns ramos nervosos, e daí originar a dor ''no peito''.

Enfarte, embolia pulmonar, aneurisma da aorta são outras alterações cujas manifestações precisam ser distinguidas das da angina do peito. Após o diagnóstico preciso, o tratamento será orientado de acordo com as características individuais do caso. Tanto as mediadas terapêuticas quanto as que procuram prevenir o aparecimento da angina variam para cada caso particular.

Regimes dietéticos adequados, redução da obesidade, tratamento da hipertensão arterial, medicamentos específicos para cada caso são medidas genéricas de prevenção da angina do peito. O fumo, traumas psíquicos, exercícios físicos intensos ou violentos contribuem para o desencadeamento da dor. Por isso, quando o paciente apresenta possíveis condições predisponentes, todos esses pontos são cuidadosamente observados.

O doente precisa ser preparado para enfrentar a situação de maneira favorável. É essencial que ele tome cuidados e imponha algumas restrições às atividades habituais. Mas, ao mesmo tempo, doença cardíaca não deve ser vista como um fantasma aterrorizador. Essa perspectiva originaria um constante estado de angústia que só oferece resultados negativos. Na verdade, o paciente de angina não é inválido e nem incapacitado. Em cada caso, as situações que podem desencadear a manifestação da doença são bastante delimitadas.

O tratamento segue duas orientações. A primeira refere-se ao controle da crise dolorosa em si a procurar as causas desencadeantes e permitir o controle de freqüência, duração e intensidade das crises. Alguns medicamentos administrados durante as crises atuam sobre a irrigação sangüínea que serve ao músculo cardíaco e favorecem o fluxo coronariano. Nos intervalos, é preciso diminuir o trabalho cardíaco ou aumentar o fluxo sangüíneo, procurando evitar novos surtos.

Somam-se a essas medidas imediatas o uso de sedativos e o tratamento das doenças que interfiram no processo, evitando-se a manifestação de novas crises.

Modernamente, procura-se resolver o problema de angina através de técnicas cirúrgicas que visam principalmente a aumentar a irrigação cardíaca. Um recurso, por exemplo, é a implantação de artérias da parede torácicas diretamente no miocárdio. Mas as pesquisas ainda não chegaram a um resultado final

O tratamento segue duas orientações. A primeira refere-se ao controle da crise dolorosa em si; a outra visa procurar as causas desencadeantes e permitir o controle da freqüência, duração e intensidade das crises.

Alguns medicamentos administrativos durante as crises atuam sobre a irrigação sangüínea que serve ao músculo cardíaco e favorecem o fluxo coronariano. Nos intervalos, é preciso diminuir o trabalho cardíaco ou aumentar o fluxo sangüíneo, procurando evitar novos surtos. Somam-se a essas medidas imediatas o uso de sedativos e o tratamento das doenças que interfiram no processo, evitando-se a manifestação de novas crises.

Modernamente, procura-se resolver o problema da angina através das técnicas cirúrgicas que visam principalmente a aumentar a irrigação cardíaca. Um recurso, por exemplo, é a implantação de artérias da parede torácica diretamente no miocárdio. Mas as pesquisas ainda não chegaram a um resultado final.

Fonte: www.consulteme.com.br

Angina do Peito

A Angina Pectoris é um distúrbio doloroso que envolve dor do coração. A angina não é uma doença propriamente dita, mas o principal sintoma da doença arterial coronariana. A dor ocorre devido à falta de oxigênio no músculo cardíaco, especialmente após exercício ou fortes emoções, iniciando como uma sensação de aperto ou constrição no peito, podendo irradiar para o pescoço, mandíbula, ombros, braços e mãos. Ocasionalmente, também pode irradiar para o abdome superior. Pode ocorrer falta de ar, fadiga ou palpitações ao invés da dor. Os ataques freqüentemente são acompanhados por uma sensação de sufocação ou morte iminente.

O que causa Angina?

As principais causas de Angina pectoris são doença coronariana (arteriosclerose) e espasmo coronoariano. A angina clássica é desencadeada pelo exercício, estresse ou exposição ao frio. A angina também pode ser precipitada por refeições exageradas, que aumentam rapidamente a demanda de oxigênio no coração.

A intensidade da dor nem sempre está relacionada com a gravidade do problema. Algumas pessoas podem sentir uma dor intensa devido a uma isquemia leve, enquanto outras sentem apenas um leve desconforto e apresentam um isquemia acentuada.

Apesar da aterosclerose liderar de longe as causas de angina, outras condições podem prejudicar a oferta de oxigênio ao músculo cardíaco e provocar dor: espasmo das artérias coronarianas, anormalidades no próprio músculo caríaco, hipertireoidismo, anemia, vasculite (grupo de doenças que causa inflamação dos vasos sanguíneos) e, em casos raros, exposição a altitudes elevadas.

Muitas doenças causam dor torácica e não se relacionam a distúrbios no coração ou nos vasos sanguíneos. No topo da lista encontram-se os ataques de ansiedade, os distúrbios gastrointestinais (crises de vesícula, úlcera gástrica, hérnia hiatal, azia), distúrbios pulmonares (asma, infarto pulmonar, bronquite, pneumonia, colapso pulmonar) e problemas afetando as costelas e os músculos torácicos (lesão muscular, fraturas, artrite, espasmos, infecções).

O que é Angina Estável?

A angina estável pode ser extremamente dolorosa, mas sua ocorrência é previsível. Geralmente é desencadeada por exercícios ou estresse e melhora com o repouso. A angina estável responde bem ao tratamento medicamentoso. Qualquer ocorrência que aumente a demanda de oxigênio pode causar angina, incluindo exercício, tempo frio, tensão emocional e até mesmo refeições exageradas. Os ataques de angina podem ocorrer em qualquer hor ado dia, mas existe uma maior proporção entre as seis horas da manhã e as seis horas da tarde.

O que é Angina Instável?

Situação muito mais grave e frequentemente é um estágio intermediário entre a angina estável e o ataque cardíaco.

O diagnóstico se dá sob as seguintes circunstâncias: a dor desperta o paciente ou ocorre durante o repouso, um paciente que nunca teve angina sente uma dor forte ou moderada durante um exercício leve (por exemplo, ao subir um lance de escadas), ou progressão de um caso de angina estável com aumento da severidade da dor e da frequência em um período de dois meses. As medicações são menos eficazes no alívio da dor da angina instável.

O que é Angina de Prinzmetal?

Esta terceira variedade de angina é causada pelo espasmo de uma artéria coronariana. Geralmente ocorre quando o paciente está descansando. Arritmias cardíacas são comuns, mas a dor geralmente passa imediatamente com o tratamento.

O que é Isquemia Silenciosa?

Algumas pessoas com doença arterial coronariana severa não apresentam dor anginosa, uma condição conhecida como isquemia silenciosa. Alguns especialistas atribuem a ausência de dor como um processamento anormal da via dolorosa no cérebro.

O que fazer durante uma crise de Angina?

A angina que não melhora com medicamentos é um sinal de que algo não está indo bem e deve-se procurar imediatamente um hospital. Geralmente a angina cede com repouso ou uso de medicamentos específicos. Se persistir por mais de 5 minutos, apesar do tratamento, ou caso se torne mais frequente ou intensa, deve-se procurar auxílio(a) médico(a) imediatamente. A Angina não é propriamente um ataque cardíaco, mas pode ser um aviso de que este pode estar para ocorrer.

Normalmente, a dor que antecede o ataque cardíaco acomete o paciente sem que este a esteja esperando, é pior do que qualquer experiência dolorosa anterior e dura mais de 20 minutos. O grau da dor indicando um possível ataque cardíaco varia bastante de pessoa para pessoa, contudo, os sinais mais precoces de um ataque cardíaco podem ser subestimados por serem leves demais.

Toda dor no peito deve ser levada a sério. Tendo-se uma aspirina à mão, deve-se mastigá-la. Procurar imediatamente um serviço de urgência. Não se recomenda que o paciente dirija ou vá sozinho até o local de atendimento.

Como a angina é tratada?

O tratamento da Angina pectoris consiste em perda de peso (caso se trate de pessoa obesa), controle da hipertensão, suspensão do tabagismo e exercícios moderados e regulares (melhorando a circulação cardíaca). Remédios, tais como nitroglicerina, também podem ser úteis. Drogas mais recentes, chamadas betabloqueadores, podem evitar a dor reduzindo a quantidade de oxigênio que o músculo cardíaco necessita. Também ajudam a regular o ritmo cardíaco. Uma nova classe de remédios, os bloqueadores de canais de cálcio, também são úteis no tratamento.

Pessoas que sofrem de Angina pectoris geralmente são encorajadas a levar uma vida normal. Contudo, devem aprender a reconhecer o quanto de exercício podem tolerar sem precipitar a dor.

Por que algumas pessoas com angina devem fazer uso de Aspirina regularmente?

A maioria das pessoas pensa que a aspirina serve apenas para febre e dores de cabeça, mas ela também pode evitar a formação de coágulos – os mesmos coágulos que podem bloquear as artérias coronarianas, causando um ataque cardíaco.

A maioria dos pacientes com angina instável deverão tomar aspirina diariamente, reduzindo com isto o risco de ataque cardíaco e morte. A aspirina pode causar um pouco de queimação no estômago. Pessoas alérgicas, com gastrite ou problemas de sangramento não devem tomá-la.

O que são Nitratos e qual o seu papel na Angina?

Os Nitratos (geralmente nitroglicerina e isossorbida) são utilizados para abrir os vasos sanguíneos. Eles aumentam o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco, facilitando o trabalho do coração e aliviando rapidamente boa parte do desconforto anginoso. Geralmente são administrado sob a língua ou em comprimidos que devem ser engolidos, mas também podem ser encontrados na forma de adesivos ou cremes para serem aplicados sobre a pele.

Podem ser utilzados como medicamentos de manutenção em pacientes com antecedente de crises anginosas. Na vigência de uma crise de angina, deve-se colocar um comprimido sob a língua. Se a dor não ceder em alguns minutos, procurar ajuda médica imediatamente.

Os nitratos podem causar tonteira, por isso devem ser administrados com o paciente sentado. Também podem causar dores de cabeça.

O que são Betabloqueadores e qual o seu papel na Angina?

Os Betabloqueadores diminuem o trabalho cardíaco e, consequentemente, a quantidade de oxigênio que o coração necessita. Uma vez que os betabloqueadores são drogas muito fortes, podem haver muitos efeitos colaterais. Cerca de 10 por cento dos pacientes que fazem uso deles podem se sentir cançados ou tontos.

Depressão, diarréia ou vermelhidão da pele também podem ocorrer em cerca de 5 por cento dos pacientes. Confusão mental, dores de cabeça, azia e falta de ar podem ocorrer, mas são bem menos comuns

O que é a cirurgia de Ponte Coronariana?

A Cirurgia de Ponte Coronariana ou cirurgia de “bypass” (desvio), geralmente é recomendada para os pacientes que tiveram um bloqueio grave na artéria coronária principal esquerda ou doença aterosclerótica em vários vasos. A cirurgia também é uma opção quando os remédios não são capazes de controlar os sintomas anginosos.

A ponte coronariana é um meio bastante eficaz de aumentar o volume de sangue que chega ao coração, eliminando o desconforto e a dor. Na cirurgia, o segmento de uma veia (geralmente uma veia da perna, como a safena) ou de uma artéria do tórax é removido e utilizado para construir uma ponte sobre o trecho da artéria coronariana que está bloqueado. Uma extremidade do vaso é ligada na aorta (a artéria que conduz todo o sangue que sai do coração para ser distribuído ao corpo), e a outra ponta é costurada no trecho abaixo do bloqueio.

Os benefícios da ponte coronariana são muitos: prolongam a vida, aliviam a dor anginosa, aumentam o nível de atividade do paciente, permitem o retorno às atividades habituais, reduzem a necessidade de remédios e diminuem a ansiedade e o medo.

Dentre os riscos possíveis da cirurgia estão: sangramento, infecção, derrame, coágulos, insuficiência de outros órgãos, ataque cardíaco e morte.

Angioplastia ou Ponte Coronariana: qual a melhor?

Os dois tratamentos destinam-se ao mesmo fim e ambos podem aumentar o suprimento sanguíneo para o músculo cardíaco. A escolha de um ou de outro depende da gravidade da doença. Mas, como saber qual deles é o melhor ? O médico ajudará na decisão.

A angioplastia não é um procedimento cirúrgico de grande porte, necessita de menos dias de hospitalização e permite um retorno mais precoce às atividades habituais. Entretanto, em cerca de 2 a 5 por cento dos casos, ela não funciona, necessitando-se de uma ponte coronariana de urgência. Em 40 por cento das vezes, cerca de 6 meses após a angioplastia, as artérias se tornam bloqueadas novamente, sendo então indicado uma nova angioplastia ou ponte coronariana.

Qual o risco da artéria do coração entupir de novo ?

Nem a angioplastia, tampouco a ponte coronariana, curam a doença arterial. As placas ateroscleróticas continuam a se acumular nas paredes das artérias mesmo após o tratamento. Os procedimentos (angioplastia e/ou ponte) podem ser repetidos, caso as artérias coronarianas se tornem bloqueadas novamente. O único meio de parar a doença arterial coronariana é evitando que as placas se acumulem.

Apesar dos médicos não saberem ao certo porquê os bloqueios se formam, eles certamente sabem, a partir de várias pesquisas, que algumas pessoas apresentam uma maior probabilidade de entupimento que outras. Estes indivíduos devem ter um controle regular, com orientações precisas acerca do uso adequado dos medicamentos e das práticas desportivas mais seguras.

Algumas medidas simples podem ser tomadas para evitar a formação dos bloqueios ateroscleróticos no interior das artérias: tomar uma dose de aspirina todo dia (entre 100 e 325 mg), parar de fumar, comer alimentos pouco gordurosos, manter um peso ideal, aumentar a atividade física, controlar a pressão arterial se esta estiver elevada e diminuir a carga de estresse.

Alessandro Loiola

Fonte: www.swbrasil.org.br

Angina do Peito

A angina pectoris (ou angina do peito ou estenocardia) não é uma doença, mas é uma expressão sintomática muito freqüente da ausência temporária de oxigênio no miocárdio, devido ao fluxo sangüíneo insuficiente. A angina resulta da isquemia da área do miocárdio irrigada por uma artéria coronária, a qual apresenta seu interior obstruído em 70%, coincidindo com a redução do fluxo coronariano ou aumento da demanda metabólica da área – como pode ocorrer, por exemplo, após esforços físicos ou durante estados emocionais intensos. No entanto, pode manifestarse mesmo durante o repouso. É caracterizada por forte dor torácica e crises de angústia. A dor, embora inicialmente torácica, pode irradiar para o pescoço, os braços ( sobretudo o esquerdo), a mandíbula, a região interescapular (entre os omoplatas) ou o estômago. Um ataque de angina normalmente dura menos de 5 minutos, sendo que se prolongado ou intenso pode ser o sinal de maior déficit no suprimento sangüíneo no coração, como ocorre no enfarto do miocádio.

A angina, decorrente de doença coronária, pode ser prevenida controlando os fatores de risco para aterosclerose( principalmente altos níveis de colesterol) e também para hipertensão arterial, diabetes e tabagismo. A prática regular de exercícios físicos e a manutenção de um peso saudável é muito importante, assim como controlar os fatores de stress.

Em relação às mulheres que se aproximam da menopausa, deve-se considerar o início de terapêutica hormonal de substituição. O diagnóstico da angina é baseado na semiologia da dor, investigando através de exames laboratoriais a existência de fatores de risco para a enfermidade coronariana. Os agentes farmacológicos utilizados no tratamento da angina atuam diminuindo as necessidades metabólicas do miocárdio, aumentando seu aporte sangüineo ou ambos.

São utilizados no tratamento farmacológico: nitratos orgânicos, bloqueadores dos canais de cálcio, betabloqueadores e aspirina.

Nitratos orgânicos

Seus efeitos hemodinâmicos e antianginosos devem- se primeiramente à vasodilação venosa, mas também expressam a vasodilatação de alguns leitos arteriais. A dilatação venosa reduz a contratilidade e volume ventricular, também reduz o consumo de oxigênio pelo miocárdio, melhorando o fluxo subendocárdico. A dilatação coronariana, especialmente quando existe espasmo, prontamente reverte a crise da angina instalada.

São habitualmente utilizados: nitroglicerina, dinitrato de isossorbida e mononitrato de isossorbida.

Bloqueadores de cálcio

Inibem o fluxo de íons cálcio através de canais lentos nas membranas de músculo cardíaco e liso por bloqueio não competitivo e não afetam a contratilidade significativamente. Reduz a resistência vascular coronária, aumentando o fluxo coronariano e exercem efeito inotrópico negativo (diminuição da força de contração do músculo cardíaco). Produzem melhora dos sintomas, diminuição da freqüência das crises de dor, prolongamento de tolerância ao exercício, redução das alterações do segmento ST ao eletrocardiograma e aumento do fluxo coronariano. São utilizados o verapamil, dialtiazem, nifedipina.

Betabloqueadores

A ação destes fármacos relaciona-se principalmente a seus efeitos hemodinâmicos – diminuição da freqüência cardíaca, da pressão sangüínea e da contratilidade - que reduzem a demanda de oxigênio do miocárdio durante o exercício e no repouso. Tais efeitos hemodinâmicos parecem constituir os mecanismos mais importantes para o alívio da angina e a melhora da tolerância ao exercício.

São utilizados: atenolol, propranolol, bisoprolol.

Ácido Acetilsalicílico (AAS) – Tem ação preventiva e não terapêutica. Ele ajuda a impedir que se formem coágulos sangüíneos no interior estreitado das coronárias. Pode reduzir o risco de infarto do miocárdio nas pessoas que já têm doença coronariana. Existem no mercado outros medicamentos com efeito análogo ao AAS, tendo sido recentemente comercializado o Clopidrogel que parece ser mais eficaz que a aspirina.

BIBLIOGRAFIA

Katzung, Bertram G.; Farmacologia Básica e Clínica; Editora Guanabara Koogan; 8º Edição;2001.

Fonte: www.gpuim.ufc.br

Angina do Peito

O que é?

Angina, angina pectoris ou angina do peito é uma dor localizada no centro do peito. As pessoas a descrevem como um peso, um aperto, uma queimação ou uma pressão, geralmente atrás do osso esterno. Algumas vezes ela pode estender-se para os braços, pescoço, queixo ou costas.

Por que ocorre?

A dor aparece quando o suprimento de sangue para uma parte do coração é insuficiente. por este motivo o coração não recebe oxigênio e nutrientes na quantidade necessária.

Em que situações ocorre?

Mais frequentemente durante exercícios ou stress emocional, porque nessas situações a freqüência cardíaca (número de batidas do coração) e a pressão arterial aumentam e o coração necessita de mais oxigênio.

Fisiologia

O suprimento de sangue para o músculo cardíaco é feito pelas artérias coronárias. Modificações neste suprimento, geralmente causadas por entupimento nas artérias coronárias, podem causar problemas.

Infarte, Enfarte, Enfarto ou Ataque cardíaco

Como a angina, também está ligado à diminuição do suprimento de sangue para o músculo cardíaco. Contudo, na angina este suprimento é reduzido temporariamente, levando à dor no peito. No infarto, ocorreu uma interrupção abrupta do fluxo de sangue para o músculo cardíaco, porque a artéria coronária foi completamente entupida. Nessa situação, a dor é mais intesa e dura mais tempo (geralmente mais de 20 minutos). Como regra geral, a angina não provoca danos permanentes no músculo cardíco, o infarto sim.

Muitas pessoas que tem angina nunca tiveram um infarto.

Angina instável

Quando as crises de angina se tornam mais freqüentes ou intensas, ou quando passam a ocorrer com exercícios mais leves ou até mesmo em repouso, é um sinal de alerta de que algo mais grave, como o infarto, está por chegar.

Circulação colateral

Seu organismo pode encontrar uma maneira de aumentar o suprimento de sangue para o músculo cardíaco quando uma artéria coronária está parcialmente obstruída. Outras artérias vizinhas podem expandir-se e alguns ramos finos podem se alargar, para levar mais sangue à artéria afetada; é a chamada circulação colateral. Se ela se tornar bem desenvolvida, a angina pode diminuir ou mesmo desaparecer.

O que causa o entupimento das artérias

A aterosclerose é a causa dos entupimentos nas artérias coronárias, que ocorrem na angina e no infarto. Ela provoca um estreitamento nas artérias, devido ao depósito de gorduras como o colesterol. Esse processo começa na infância e muitos de nós o temos em grau por volta dos 40 anos.

Como é feito o diagnóstico?

Os médicos podem chegar ao diagnóstico de angina pela descrição do que você está sentindo. Algumas vezes, apesar do diagnóstico de angina, o eletrocardiograma feito em repouso é normal, por isso o médico pode solicitar um teste ergométrico (teste de esforço). Neste teste se faz exercício em bicicleta ou esteira para aumentar as necessidades de sangue e oxigênio. Seu médico pode ainda decidir que é necessário um cateterismo cardíaco (ou cineangiocoronariografia). É realizado pela introdução de um cateter pelo braço ou pela perna, chegando até o coração. Ele mostrará se as suas artérias estão entupidas e qual a gravidade da obstrução. O exame é filmado para que os médicos possam analisá-lo mias tarde.

Como é feito o tratamento?

Existem 3 formas de tratamento: a clínica, a angioplastia e a cirurgia de revascularização do miocárdio.

Tratamento clínico ou medicamentoso

Você já deve ter ouvido falar de um medicamento colocado embaixo da língua, que alivia os sintomas da angina; são os nitratos. Eles também podem ser engolidos ou usados sob forma de emplastros sob a pele.

O nitrato sub-lingüal é o que age mais rápido; em até 10 minutos a dor desaparece. Caso isto não aconteça, procure um Pronto-Socorro. Ele também pode ser usado preventivamente em situações em que a dor desapareceria. Por isso, quem tem angina deve ter sempre à mão alguns comprimidos. Mas é importante que isto seja feito sob orientação médica e só para quem tem angina. Algumas pessoas sentem dor ou peso na cabeça toda vez que sentem que usam este medicamento. Na maioria das vezes, esse sintoma desaparece com o tempo.

Seu médico pode prescrever outros medicamentos para diminuir o número de crises de angina. Os mais freqüentes são os bloqueadores dos canais de cálcio e os beta-bloqueadores. Se as crises de angina persistirem apesar da medicação, ou se as obstruções nas artérias forem graves, poderá ser indicada a angioplastia ou cirurgia.

Angioplastia

Como na cineangiocoronariografia, um catéter especial com um balãozinho na ponta é levado até o local do entupimento na artéria coronária. Neste local, este balãozinho é expandido, esmagando a placa de ateroma contra a parede da artéria, desentupindo-a. Este procedimento envolve uma internação de 1 ou 2 dias, após o que você retorna às suas atividades normais.

Cirurgia de revascularização do miocárdio

Nesta operação, uma veia ou artéria retirada da perna, do braço ou de outro local é colocada sobre a artéria entupida, ultrapassando o,local do bloqueio. Se houver várias artérias entupidas, cada uma receberá uma ponte. Um tipo de ponte especial poderá ser feito utilizando-se uma artéria chamada mamária interna.

Este procedimento requer uma internação de aproximadamente 8 a 10 dias, e o retorno às atividades normais levará no mínimo 50 dias.

O que você pode fazer para se ajudar?

Você é a pessoa que melhor pode conhecer a sua angina. Evite as situações em que ela normalmente aparece e informe seu médico sobre modificações e o aparecimento de novos sintomas.

Alguns hábitos devem ser modificados:

Refeições pesadas, que exigem digestão mais demorada, sobrecarregam o coração e podem causar angina. Além disso, a obesidade e o excesso de colesterol na alimentação podem agravar a angina e contribuir para a aterosclerose coronária.
O fumo frequentemente faz com que a angina piore. Se você fuma, PARE.
Pressão alta aumenta o risco de desenvolver a aterosclerose coronária e pode agravar a angina. Portanto, o controle da pressão arterial é essencial.

Fonte: www.similia.com.br

Angina do Peito

Angina ou angina pectoris, ou ainda angina de peito, é uma dor ou desconforto localizada tipicamente no centro do peito. As pessoas descrevem-na como um peso, um aperto, um desconforto ou ainda como uma pressão geralmente localizada atrás do osso esterno. Algumas vezes a dor pode se estender para os braços (mais frequente o esquerdo), pescoço, queixo ou raramente nas costas.

Por que ocorre?

A dor aparece quando o suprimento de sangue para uma parte do coração é insuficiente em relação ás suas necessidades. Nesta situação o coração não recebe a quantidade de oxigénio e nutrientes necessários para funcionar, o que se traduz em isquemia (dor).

Em que situações pode ocorrer?

Ocorre mais frequentemente durante o exercício ou 'stress' emocional, pois nestas situações a frequência cardíaca (número de batimentos do coração) e a pressão arterial aumentam e consequentemente o coração necessita de mais oxigénio para que o músculo cardíaco funcione.

O fornecimento de sangue para o músculo cardíaco é feito pelas artérias coronárias. Modificações nesse fornecimento geralmente causadas por algum grau de entupimento (arteriosclerose) nas artérias coronárias podem lhe causar este problema.

Enfarte do miocárdio

O que é?

É provocadopr uma diminuição mais prolongada do suprimento de sangue para o músculo cardíaco. Contudo, enquanto que na angina este suprimento é reduzido temporariamente, levando a dor no peito, no enfarte ocorre uma interrupção total e abrupta do fluxo de sangue para o músculo cardíaco, secundária ao entupimento total de uma artéria coronária. Nesta situação, a dor é mais intensa e dura mais tempo.

Como regra geral, a angina não causa danos permanentes ao músculo cardíaco, o enfarte sim.

Angina do Peito

Como é feito o diagnóstico?

Os médicos podem chegar ao diagnóstico de angina pela descrição dos sintomas sentidos, tendo a sua confirmação através de alguns exames. Algumas vezes, apesar do diagnóstico de angina, o eletrocardiograma em repouso é normal, por isto o seu médico pode solicitar um teste de esforço para confirmação do diagnóstico. Neste teste é feito exercício em bicicleta ou tapete rolante para aumentar as necessidades de sangue e oxigénio do músculo cardíaco.

O seu médico ainda poderá solicitar exames como uma cintilografia miocárdica, utilizando um radioisotopo que vai perfundir o coração. Se for necessário o conhecimento da anatomia de suas coronárias, seu médico pedirá um cateterismo cardíaco (coronariografia) . A escolha dos exames depende de alguns fatores, como gravidade dos sintomas e dos exames prévios, idade e patologias associadas.

Como é feito o tratamento?

Existem três formas de tratamento: o tratamento médico (fármacos anti-isquémicos), a angioplastia coronária e a cirurgia de revascularização miocárdica.

O tratamento médico consiste no uso de certos fármacos com ação vasodilatadora nas coronárias e outras vasos e sobre a frequência cardíaca, que reduzem o grau de isquemia miocárdica, como os nitratos, os bloqueadores dos canais de cálcio e sobretudo os beta-bloqueadores. O nitrato sublingual é o que age mais rápido (em dez minutos a dor deve desaparecer). Caso isto não aconteça, procure o mais breve possível um serviço de emergência.

Se as crises de angina persistirem, apesar da medicação, ou se as obstruções nas artérias coronárias forem muito graves, poderão ser indicadas a angioplastia coronária ou a cirurgia de revascularização miocárdica.

Na cirurgia de revascularização miocárdica, uma veia é retirada da perna que é colocada sobre a artéria entupida, ultrapassando o local do bloqueio. Um tipo de ponte especial poderá ser feita utilizando-se uma artéria chamada mamária interna (atualmente este é o método de eleição na cirurgia de revascularização).

O que você pode fazer para se ajudar?

Se você tem o diagnóstico de angina evite situações nas quais ela normalmente aparece e informe o seu médico sobre modificações ou aparecimento de novos sintomas.

Alguns hábitos devem ser modificados: você deve abandonar o tabaco, controlar a sua dieta (colesterol e peso) e, ainda controlar a hipertensão arterial. O exercício físico regular é também fundamental para evitar o aparecimento de doença coronária. Se você não possui nenhum destes fatores de risco fique vigilante, através de consultas e exames periódicos orientados por seu médico.

Por fim, se você apresentar dor no peito prolongado, ou seja, por mais de trinta minutos, procure com brevidade um serviço de emergência, pois isto pode indicar um possível enfarte do miocárdio ou angina instável, através do uso precoce de medicamento trombolítico ou de angioplastia de emergência.

Fonte: pwp.netcabo.pt

Angina do Peito

O APERTO DO CORAÇÃO

O coração, um dos órgãos vitais do corpo, também cresce, trabalha e respira. Para tanto, precisa ser alimentado. Os vasos sangüíneos encarregam-se de levar, até ele, o suprimento regulamentar de oxigênio e outros nutrientes/alimentos indispensáveis.

Através das artérias coronárias, o sangue chega continuamente ao coração, para bombeamento.

E age como "combustível" que coloca em ação as engrenagens da bomba cardíaca; ou seja, possibilita ao coração exercer sua função básica: bombear o sangue para o resto do organismo.

Portanto, todo ciclo da circulação do sangue pelo corpo depende, em grande parte, do suprimento do coração e do bom funcionamento das artérias que se encarregam de alimentá-lo.

Um exercício intenso aumenta as necessidades circulatórias. O coração é obrigado a trabalhar mais e exige dos "encarregados" um maior volume de combustível.

Os "encarregados" principais dessa entrega são as artérias coronárias. Se, por um acaso, elas não estiverem "bem dispostas", não conseguirão cumprir bem sua tarefa. Ou seja, não fornecerão ao coração a nutrição exigida.

Ele logo reclama, violentamente.

Para o organismo dentro do qual tudo isso acontece, a queixa é registrada sob a forma de dor. A dor típica e lancinante, no meio do peito, é a principal característica da chamada "angina pectoris", ou seja, angina do peito.

A angina do peito, geralmente, se manifesta em condições especiais – através de um esforço maior, refeições exageradas, excitação emocional, stress.

Em 95% dos casos, a causa principal deste mau funcionamento do coração é decorrente da aterosclerose das coronárias, um processo que determina a diminuição do "calibre" das artérias coronárias.

O fluxo sangüíneo que corre por essas artérias é prejudicado pelo estreitamento do seu espaço interno. Todo esse quadro interfere na irrigação do miocárdio.

Desta forma, por ocasião de um esforço físico maior, em que o coração "pede" mais sangue, os vasos não são suficientes para suprir as suas necessidades. O coração não recebe a quantidade ideal de oxigênio e a angina ou dor surge como resultado da oxigenação deficiente.

A dor, súbita, intensa e aguda, no meio do tórax, pode irradiar-se para toda metade esquerda do tórax, para o pescoço, ombro e braço do mesmo lado.

Às vezes, a dor pode manifestar-se na metade direita do tórax, ou mesmo em estruturas mais distantes, sem relação com a "opressão no peito".

Praticamente, pode-se dizer que cada paciente recebe, entende e interpreta a dor de um modo particular. "Opressão", "queimação", "sensação de choque", "uma corda que aperta o peito", um "peso torácico", são algumas das formas de descrevê-la. A angústia e a sensação de morte iminente são reações psicológicas típicas. A duração da dor é muito variável, mas para o paciente os poucos minutos "duram uma eternidade".

Com freqüência, aparecem outros sinais, associados à dor: falta de ar, tontura, mal-estar geral, fraqueza.

A dor em geral se relaciona ao exercício físico, o mais comum dos fatores que a desencadeia. Mas parece que a intensidade do exercício nem sempre está diretamente relacionada à "violência" da dor. Às vezes, um determinado exercício pouco intenso consegue desencadeá-la, e um mais forte não traz essa conseqüência. Em alguns casos, são as refeições mais pesadas que levam à manifestação da dor, ou então uma emoção mais violenta, o fumo, algum medicamento ou o stress. As razões do desencadeamento do quadro anginoso variam muito, de pessoa a pessoa.

O INFARTO DO MIOCÁRDIO

Um pressentimento instintivo de morte iminente, uma dor aguda, intensa e paralisante. O homem de meia idade parece sentir que o coração é esmagado por uma mão de aço. É o infarto do miocárdio.

Nem sempre mortal e nem sempre doloroso, o infarto ou enfarte do miocárdio não acomete apenas pessoas de meia idade, embora seja mais comum nessa faixa de idade.

Mas, indiscutivelmente é uma das causas mais freqüentes de mortalidade, em todos os países.

Infarto (ou enfarte) é resultante da deficiência de irrigação sangüínea em determinadas áreas de tecido. A falta de sangue (isquemia) provoca dor intensa e imediata, que às vezes se prolonga. Ao mesmo tempo, a falta de oxigênio causa a morte gradual dos tecidos.

Isto significa que o tecido morre definitivamente e, na melhor das hipóteses, pode ser substituído por tecido cicatricial, mas apenas em certa medida.

Uma vez que resulta de uma insuficiência de sangue, o infarto pode ocorrer em outros órgãos também.

O miocárdio é a parede muscular do coração onde ocorre a forma mais comum e mortal de enfarte.

À medida em que o organismo envelhece, as artérias se tornam duras e suas paredes se tornam mais espessas (arteriosclerose).

Com isso, diminui o calibre da artéria, o sangue passa "espremido", principalmente porque a perda de elasticidade das artérias impede que elas cedam às "ondas" de sangue impulsionado pelo coração.

Há um aumento de pressão ou hipertensão.

É muito comum que a arteriosclerose seja acompanhada de depósito de resíduos gordurosos, que aderem em trechos lesados e que contribuem para estreitar ainda mais a artéria (aterosclerose).

Quando ocorrer obstrução completa da artéria, todas as áreas servidas por ela e por suas ramificações, a partir desse ponto, ficam privadas do oxigênio transportado pelo sangue. E as células começam a morrer (necrose).

Apesar da aparente gravidade desse fato isolado - a obstrução arterial - outros fatores precisam estar associados para a ocorrência do enfarte.

FATORES DE RISCO CORONÁRIO

OBESIDADE
TABAGISMO
HIPERTENSÃO
STRESS
DIETA
SEDENTARISMO
DIABETE
HIPERLIPIDEMIA

Desta forma, para manter uma boa condição de saúde e prevenir doenças que podem alterar a qualidade de vida das pessoas, estabeleça padrões nas sua atividades diárias, evitando e/ou tratando dos inconvenientes provenientes dos fatores acima descritos.

Fonte: www.farmalabchiesi.com.br

Angina do Peito

O que é?

É uma dor ou desconforto recorrente no peito, que ocorre quando não chega ao músculo cardíaco o suprimento sanguíneo adequado.

Não é uma doença, mas sim um sintoma de uma condição mais séria, geralmente de doença coronária, que é uma condição na qual se produz um estreitamento ou obstrução das artérias coronárias (artérias que levam o sangue ao músculo cardíaco), normalmente em resultado de aterosclerose. Para além da doença coronária, que pode levar ao enfarte do miocárdio, a angina também pode surgir por causa de perturbações do ritmo cardíaco, anomalias nas válvulas cardíacas, anemia ou doenças da tiróide.

Como se manifesta?

A angina é geralmente descrita como uma sensação de pressão, queimadura ou constrição ("aperto") no peito. Tipicamente a dor está centrada na região retroesternal (atrás da região média da parede anterior da caixa torácica), mas pode irradiar para o pescoço, braços, mandíbula, região interescapular (entre as omoplatas) ou estômago. Outros sintomas que podem acompanhar a angina incluem náuseas, tonturas, dificuldade respiratória (traduzida por respiração rápida e superficial) e suores.

Um ataque de angina, normalmente, dura menos de 5 minutos, sendo que se prolongado ou intenso pode ser o sinal de um maior défice no suprimento sanguíneo do coração, como ocorre no enfarte do miocárdio (“ataque de coração)”.

Com base no padrão dos sintomas e na sua previsibilidade a angina é classificada em um de dois tipos, estável ou instável:

Na angina estável, a dor no peito apresenta um padrão específico, ocorrendo, geralmente, após emoções extremas, grandes esforços, refeições copiosas, consumir álcool, fumar ou exposição a temperaturas extremas (frio ou calor). Os sintomas, normalmente, desaparecem após alguns minutos de repouso, como foi referido.

Na angina instável, os sintomas são menos predizíveis e mais intensos, podendo a dor ou desconforto surgir durante o repouso ou o sono e manter-se por mais de 20 minutos.

Como se trata?

Se a angina for devida a doença coronária, o tratamento inclui:

Alteração do estilo de vida

Mudanças como, por exemplo, perder peso nos pacientes obesos, terapia para deixar de fumar, medicações para diminuir o nível de colesterol no sangue, praticar exercício regularmente, técnicas de redução do stress, etc.

Medicamentos

Nitratos

São medicamentos vasodilatadores (dilatam os vasos sanguíneos), logo, dilatam as artérias coronárias, aumentando, assim, o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco. Para além disto, ao dilatarem também as veias do corpo, diminuem o trabalho que o coração tem de realizar, uma vez que há uma diminuição da quantidade de sangue que chega ao coração para ser bombeado. Podem ser ministrados oralmente (Nitromint, Isoket, Isopront, Monoket, Monopront, etc.) ou em forma de adesivos - patch (Nitro-dur, Nitroderm, Nitradisc, etc.), que vão libertando progressivamente o princípio ativo e fazem uma proteção prolongada. Estes adesivos devem ser retirados durante a noite a fim de não criarem um efeito de habituação do organismo com conseqüente diminuição progressiva do efeito.

Bloqueadores Beta (Tenormin, Ancoron, Concor, Inderal, etc.)

Estes medicamentos diminuem o trabalho cardíaco ao reduzirem a freqüência cardíaca e a força das contrações do miocárdio (músculo cardíaco).

Bloqueadores dos canais de cálcio

Estes medicamentos (Adalat, Isoptin, Dilfar, Diltiem, Herbesser, etc.) dilatam as artérias coronárias e podem também reduzir a necessidade de sangue, ou melhor, de oxigênio, do músculo cardíaco.

Aspirina (ácido acetilsalicílico)

Este medicamento tem ação preventiva e não terapêutica, pois, como ele ajuda a impedir que se formem coágulos sanguíneos no interior estreitado das coronárias, pode reduzir o risco de enfarte de miocárdio nas pessoas que já têm doença coronária. Existem no mercado outros medicamentos (Ticlodix, Tiklyd, Plaquetal, Movin, etc.), com efeito, análogo à aspirina, tendo sido recentemente comercializado o Clopidrogrel (nome comercial Clopid) que parece ser mais eficaz que a aspirina.

Quando os medicamentos não conseguem controlar a angina ou quando o risco de enfarte é elevado, poderá estar indicada a realização de uma cirurgia de “bypass” coronário ou uma angioplastia com balão.

Cirurgia de “bypass” coronário

Nesta técnica é enxertado na artéria afetada um vaso sanguíneo que permitirá ultrapassar o estreitamento ou obstrução. Geralmente utiliza-se uma artéria da parede torácica (artéria mamária interna) ou uma das longas veias superficiais da perna.

Angioplastia de balão

Nesta técnica a artéria afetada é dilatada através de um cateter inserido numa artéria da virilha ou do antebraço e que depois é feito passar através do sistema arterial até à coronária em causa. O cateter tem na sua extremidade um pequeno balão, que depois de colocado em posição é insuflado, dilatando então a artéria.

Qual o prognóstico?

Nos pacientes com doença coronária, o prognóstico depende de vários fatores, incluindo a localização e gravidade da obstrução coronária, e o número de artérias coronárias envolvidas.

Acima de tudo, é fundamental recorrer sem demora ao médico caso se tenha dor torácica, mesmo que não haja história de doença cardíaca e se ache que se é demasiado novo para se ter angina. Apesar de um episódio de angina não ser um “ataque cardíaco”, ele é um sinal de alerta, indicando que o músculo cardíaco não recebe o sangue, e logo, o oxigênio necessário. O tratamento precoce pode melhorar o suprimento sanguíneo ao coração, evitando, assim, danos irreversíveis.

Como prevenir?

A angina decorrente de doença coronária pode ser prevenida controlando os fatores de risco para aterosclerose, principalmente altos níveis de colesterol, hipertensão arterial, diabetes e o tabagismo. É também importante praticar exercício físico regularmente e manter um peso saudável, assim como controlar os fatores de stress.

No caso das mulheres que se aproximam da menopausa deve-se considerar o início de terapêutica hormonal de substituição.

Fonte: www.pcd.pt

Angina do Peito

Angina estável surge frequentemente com um padrão regular de características: a intensidade, o carácter e a frequência dos episódios pode ser prevista.

No entanto é importante distinguir o típico padrão estável de angina, de outros tipos menos comuns.

Angina Instável ou angina em crescendo

A angina do peito instável perde a característica fundamental de causa e efeito da angina estável e assume uma ampla gama de episódios de precordialgia que constituem manifestações de absoluta instabilidade sintomática, com larga sinonímia:

Síndrome de enfarte iminente
Angina pré-enfarte
Estado anginoso
Angina em crescendo
Angina de decúbito
Síndrome intermediária

A angina instável possui um início recente (< 2 meses) de angina grave e pode surgir alguns dias após um ataque cardíaco, sem que ocorra nova elevação das enzimas cardíacas. Nesta forma de angina verificam-se aumentos recentes na frequência e na intensidade da angina crónica. Pode ser induzida por atividade mínima ou ocorrer em repouso.

A angina instável exige urgente atenção médica, devendo ser sempre considerada muito seriamente.

O tratamento desta forma de angina passa pelo internamento em unidade com monitorização continua do eletrocardiograma, bem como pela identificação e tratamento dos fatores agravantes (hipertensão, arritmias, infecção aguda...)

Para além disto, ministram-se anticoagulantes: Heparina IV por 3-5 dias, juntamente com ác. acetilsalicíticos. O tratamento é optimizado com nitratos orais e betabloqueadores.

A angina instável refratária justifica uma cineangiocoronariografia e uma possível angioplastia coronária percutânea ou cirurgia de revascularização.

A angina de decúbito que é geralmente incluída como uma forma de angina instável, tem sido geralmente tratada pelo cardiotônico porque é considerada habitualmente como processo de insuficiência cardíaca.

Angina de peito variante ou Prinzmetal's angina

A angina variante deve-se ao espasmo focal intermitente de uma artéria coronária. O espasmo estreita a artéria coronária e diminui o fluxo de sangue para o coração. Com frequência o vasoespasmo coronário está associado à lesão arterioscleróica próxima ao local do espasmo. O desconforto é semelhante ao da angina estável, porém é mais grave e ocorre tipicamente em repouso com supradesnivelamento transitório do segmento ST. O ataques podem ser muito dolorosos e usualmente ocorrem entre a meia noite e as 8h.

Podem surgir arritmias malignas ou enfarte agudo durante a isquemia induzida pelo espasmo. A avaliação inclui a observação do eletrocardiograma (ou monitorização ambulatória por Holter) à procura de supra desnivelamento transitório do ST. O diagnóstico é confirmado por coronariografia teste de provocação. O tratamento consiste em nitratos de ação longa e antagonistas do cálcio. O prognóstico é melhor em doentes com artérias coronárias anatomicamente normais do que naqueles com estenoses coronárias fixas.

Isquemia silenciosa

Isquemia miocárdica desenvolve-se sem sintomas de angina e é detetada pela monitorização com Holter ou eletrocardiografia de esforço. Ocorre principalmente em doentes que têm isquemia sintomática, mas às vezes, é demonstrada em indivíduos totalmente assintomáticos. O tratamento é orientado pela eletrocardiografia de esforço, com frequência associada à cintigrafia com radionuclidos, para avaliar a intensidade da isquemia miocárdica. Os doentes com isquemia silenciosa grave são candidatos a coronariografia.

Fonte: portfolio.med.up.pt

Angina do Peito

A angina de peito não é uma doença mas sim um conjunto de sintomas que ocorrem quando o fornecimento de sangue ao coração é insuficiente.

O sangue entra no coração através de duas artérias, as artérias coronárias. Se essas artérias estreitarem de modo a impedirem que o sangue chegue rapidamente ao músculo cardíaco, o coração “queixa-se” por meio de dor. A essa dor se chama angina de peito.

A angina é normalmente um sintoma de doença coronária.

A angina é comum e afeta cerca de 1 em cada 50 pessoas. É mais comum em pessoas com mais de 50 anos, mas pode ocorrer em pessoas mais jovens.

Sintomas

O sintoma mais comum da angina é dor no peito. A dor também pode ocorrer num ou em ambos os ombros, na garganta, no maxilar, no pescoço, nas costas ou nos braços. Habitualmente, a dor da angina dura apenas alguns minutos.

A dor da angina ocorre mais frequentemente durante o exercício físico, mas pode ser desencadeada por outras situações, como stress, emoções fortes como raiva ou excitação, temperaturas baixas ou vento, ou a ingestão de uma grande refeição. Outros sintomas incluem a falta de ar, sensação de asfixia, suores, má disposição ou exaustão.

Muitas pessoas com angina têm apenas alguns destes sintomas, e em casos menos graves, poderão não sentir quaisquer sintomas.

Causas

A angina acontece quando as artérias coronárias ficam demasiado estreitas para fornecerem sangue suficiente ao coração. A razão mais comum para esse estreitamento é a arterosclerose.

A arterosclerose é uma doença que leva à acumulação de gordura, a que se chama placa, dentro das artérias. Essa placa forma-se em pedaços que acabam por reduzir o fluxo sanguíneo da artéria.

Existem causas menos comuns para a angina, como a compressão das artérias por algo próximo das mesmas, inflamação ou infecção das artérias e doenças nas válvulas cardíacas Os fumadores, as pessoas com colesterol ou tensão arterial alta, as pessoas obesas e os que não fazem exercício físico têm mais probabilidades de ter angina.

Diagnóstico

A angina é frequentemente diagnosticada pelos seus sintomas. Também poderá efetuar-se um eletrocardiograma, que é um exame de medição da atividade eléctrica do coração. Este exame pode confirmar o diagnóstico e mostrar danos ao coração.

Se nunca teve angina e se começar a sentir os sintomas, deve contatar o seu médico de família ou dirigir-se para o serviço de urgências mais próximo. Se já teve angina, deve procurar assistência médica de imediato se acordar a meio da noite com os sintomas ou se estes piorarem, durarem mais tempo ou forem mais frequentes.

Tratamento

A droga nitroglicerina pode controlar as dores da angina e é muitas vezes receitada para consumo durante os ataques de angina.

Uma angina ligeira ou moderada poderá necessitar de tratamento com medicamentos que alarguem as artérias como nitratos, bloqueadores beta ou bloqueadores dos canais de cálcio.

Se tiver angina grave, poderá ser necessário recorrer-se à cirurgia para alargar as artérias (angioplastia) ou a uma cirurgia de bypass coronário.

Tomar uma pequena dose de aspirina todos os dias pode ajudar a evitar coágulos sanguíneos e reduz o risco de ataques cardíacos, por isso, é frequentemente receitada uma dose diária de aspirina aos pacientes com angina.

Em caso de colesterol elevado, podem ser receitadas estatinas, um medicamento que ajuda a baixar o nível de colesterol no sangue e a tornar o desenvolvimento de sintomas de angina menos provável.

Prevenção

Um estilo de vida saudável é a melhor forma de manter um coração saudável e evitar a angina. Pode melhorar a saúde do seu coração através da manutenção de um peso saudável, exercício regular, uma dieta com baixo teor de gorduras e colesterol e não fumar.

Uma pequena dose diária de aspirina (75 - 150mg) pode ajudar a evitar o coágulo sanguíneo e é recomendada a pessoas em risco de desenvolverem angina. No entanto, só deverá tomar aspirina para a angina se o seu médico recomendar, pois não de adequa a pessoas com menos de 12 anos, a pessoas com problemas digestivos ou na coagulação sanguínea e não pode ser tomada com determinados medicamentos.

Se já tem angina, pode ajudar a evitar um ataque se não tomar cafeína ou outros estimulantes, se beber álcool em moderação (não exceder 1 a 2 bebidas por dia), se evitar refeições grandes ou pesadas e se evitar situações de stress. Serviço confidencial de tradução

Fonte: www.nhs.uk

Angina do Peito

A angina do peito ou angina pectoris, é uma dor ou desconforto transitório localizado na região anterior do tórax, percebido como uma sensação de pressão, aperto ou queimação .

Causas

A angina de peito ocorre quando o músculo cardíaco (miocárdio) não recebe uma quantidade suficiente de sangue e oxigênio. Este processo é chamado de isquemia miocárdica ou isquemia coronariana, pois relaciona-se com as artérias coronárias .

Esta deficiência de oxigenação pode ser fruto de um aumento das suas necessidades, por uma diminuição da oferta , ou ainda, por ambos mecanismos.As necessidades de oxigênio do coração são determinadas pelo grau do esforço de seu funcionamento , isto é, pela freqüência e a intensidade dos batimentos cardíacos.

O esforço físico e as emoções aumentam o trabalho do coração e a demanda (necessidade) de oxigênio por parte deste orgão. As artérias coronárias que apresentam algum estreitamento, aonde o fluxo do sangue para o miocárdio não pode ser aumentado para suprir uma maior necessidade de oxigênio, podem ocasionar crises de angina do peito.

A principal causa da angina do peito é a doença arterial coronariana, ou seja, a presença de placas de gordura (ateromas) na parede das artérias do coração . A angina do peito poderá ser decorrente de outras causas, incluindo a cardiopatia hipertensiva (doença cardíaca causada pela hipertensão arterial) e as doenças da válvulas cardíacas, especialmente o estreitamento da válvula aórtica (estenose aórtica), que é a via de saída de sangue para fora do coração.

As doenças do músculo cardíaco ou cardiomiopatias (tipos dilatada e hipertrófica) são outra causa de angina do peito. Estas doenças caracterizam-se respectivamente , por uma dilatação e um espessamento anormal do miocárdio, acarretando um aumentando da necessidade de oxigênio por parte deste músculo.

O espasmo arterial coronariano (contração súbita e transitória da camada muscular da artéria coronária), a tortuosidade coronariana (artérias coronárias tortas) e a ponte intramiocárdica (trajeto anormal da artéria coronária por dentro do músculo cardíaco , causando-lhe um estreitamento durante a contração cardíaca), também são causas de angina do peito .

Sinais e sintomas

Nem todos os indivíduos com isquemia miocárdica apresentam angina do peito. Este processo é chamado de isquemia miocárdica silenciosa. Os pacientes costumam perceber as crises de angina do peito como uma sensação de pressão, aperto ou queimação, na região central do tórax.

A dor também pode atingir os ombros ou irradiar-se pela face interna dos membros superiores, costas, pescoço, maxilar ou região superior do abdôme .

Muitos indivíduos descrevem a sensação mais como um desconforto ou uma pressão do que uma dor propriamente dita. Tipicamente a angina do peito é desencadeada pela atividade física, dura alguns poucos minutos (3 a 15 minutos) e desaparece com o repouso ou com o uso de nitratos (vasodilatadores coronarianos).

A dor da angina do peito não costuma piorar com a respiração ou movimentação do tórax. O estresse emocional também pode desencadear ou piorar as crises de angina do peito.

Formas de apresentação

A angina do peito poderá ser chamada de estável, instável ou variante.A angina do peito estável é aquela que apresenta sempre as mesmas características, ou seja , seu fator desencadeante, intensidade e a sua duração costumam ser sempre os mesmos. Na angina do peito instável, o desconforto passa a ter uma maior freqüência , intensidade ou duração , muitas vezes, aparecendo ao repouso .

A angina do peito instável é uma emergência médica, pois poderá evoluir para um infarto do miocárdio ou até a morte .

A angina do peito instável geralmente é fruto da ruptura de uma placa de gordura (acidente da placa de ateroma) em uma artéria coronária, levando a formação de um trombo que interrompe parcialmente o fluxo de sangue para uma área do miocárdio. A angina do peito variante , também chamada de angina de Prinzmetal, é resultante de um espasmo da artéria coronária. Esse tipo de angina do peito é chamada de variante por se caracterizar pela ocorrência de dor com o indivíduo em repouso (geralmente à noite) e não durante o esforço e ainda, por certas alterações eletrocardiográficas típicas .

Diagnóstico

O diagnóstico de angina do peito baseia-se na descrição dos sintomas feita pelo paciente. Entre as crises de angina do peito ou mesmo durante uma crise, o exame físico ou o eletrocardiograma, podem revelar poucas alterações ou mesmo nenhuma . Certos exames auxiliam no diagnóstico e na estimativa da gravidade da isquemia miocárdica , bem como a extensão da doença arterial coronariana.

O teste de esforço ou ergométrico (exame em que o paciente caminha sobre uma esteira enquanto é monitorado através de um eletrocardiograma contínuo) pode ajudar no diagnóstico , sendo geralmente o primeiro exame a ser solicitado depois do eletrocardiograma .O estudo com substâncias radioativas ( radioisótopos ) , chamado de cintilografia de perfusão miocárdica , pode ser combinado com o teste de esforço , desta forma , apresenta uma maior sensibilidade para detectar a presença de isquemia miocárdica . Este exame , através de imagens tomográficas , analisa o grau de captação do radisótopo pelo músculo cardíaco .

O ecocardiograma de estresse é um exame em que são obtidas imagens do coração através de ondas de ultrassom . A imagens dos ecocardiogramas são obtidas em repouso e durante o estresse com exercício físico ou após a infusão de uma droga , chamada de dobutamina. Quando existe isquemia, o movimento de contração do músculo cardíaco é anormal .

Na depedência do quadro clínico ou do resultado dos exames mencionados anteriormente , poderá ser necessário a realização de um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia ( exame contrastado das artérias coronárias ) . Este procedimento é mais comumente utilizado para a determinação da gravidade da doença arterial coronariana , avaliando a necessidade ou não , de algum procedimento para melhorar o fluxo sangüíneo , ou seja , uma angioplastia coronariana ou cirurgia de ponte de safena ( revascularização miocárdica ).

A angiotomografia das artérias coronárias é um método muito promissor para demonstrar a presença e a gravidade das placas de ateromas nas artérias do coração .

Complicações e prognóstico ( gravidade )

Angina incapacitante , arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração , insuficiência cardíaca , infarto do miocárdio e morte , poderão ocorrer nos pacientes portadores de angina do peito . A estimativa do risco de um paciente com angina do peito baseia-se nos achados clínicos e no resultado dos exames complementares citados acima .

Alguns fatores indicativos de uma pior evolução dos pacientes com angina do peito são: idade avançada, grande extensão da doença arterial coronariana ( comprometimento de várias artérias do coração por placas de ateroma ), gravidade dos sintomas e , principalmente , o grau de comprometimento da força de contração do músculo cardíaco ( chamada de função ventricular esquerda ).

A evolução dos pacientes com angina do peito costuma ser muito boa nos pacientes com angina estável e uma força normal contração do músculo cardíaco. A mortalidade geral dos pacientes com angina do peito estável é cerca de 1% ao ano , podendo chegar a mais de 3% em pacientes de alto risco . Os pacientes com angina do peito instável são mais graves , sendo que idade maior que 75 anos , angina do peito prolongada ( mais que 20 minutos ) , sinais de redução na força de contração do coração e certas alterações eletrocardiográficas , são indicativos de maior risco para o infarto do miocárdio e morte.

Tratamento

O tratamento da angina do peito deverá incluir os seguintes ítens:

Tratamento dos fatores de risco cardiovascular

É necessário controlar a hipertensão arterial , as dislipidemias (anormalidades do colesterol e suas frações ) , a obesidade e o diabete melito, são medidas fundamentais . Neste aspecto , as mudanças nos hábitos de vida , como uma alimentação adequada , prática de exercícios físicos e a perda de peso serão de grande valia .

A maioria dos pacientes ainda necessitará da utilização de medicamentos que combatam estes fatores de risco cardiovascular. A cessação do hábito de fumar e o controle do estresse , também são medidas que deverão ser obrigatoriamente adotadas.

Tratamento dos fatores agravantes da angina do peito

A anemia, obesidade , hipertensão arterial descontrolada , arritmias cardíacas e distúrbios da condução elétrica do coração , distúrbios da tireóide e o excesso de peso, são algumas das situações que aumentam a demanda de oxigênio pelo miocárdio , agravando a angina do peito. Estas condições deverão ser controladas.

Medicamentos

Os betabloqueadores ( medicamentos que diminuem a freqüência do batimento cardíaco e a pressão arterial ) , os nitratos ( vasodilatadores ) , os bloqueadores dos canais de cálcio ( medicamentos que diminuem a freqüência dos batimentos cardíacos , sendo ainda vasodilatadores , diminuindo a pressão arterial ) e a trimetazidina ( medicamento que melhora a oxigenação do músculo cardíaco ), diminuem os episódios de angina do peito e podem melhorar a tolerância do paciente à realização de exercícios físicos.

As drogas antiplaquetárias , como o ácido acetilsalicílico ( aspirina ) , a ticlopidina e o clopidogrel , serão prescritas para a maioria dos pacientes. As vastatinas , drogas redutoras de colesterol , deverão ser usadas por todos os pacientes com angina do peito quando a sua causa for a doença arterial coronariana ( independentemente do nível de colesterol do paciente ) .

Na angina do peito instável , com o paciente hospitalizado e monitorizado , serão utilizadas drogas mais potentes para combater a formação de coágulos , como as heparinas e os inibidores dos receptores IIB IIIA das plaquetas do sangue. Nitratos e betabloqueadores poderão ser administrados de forma injetável.

Angioplastia coronariana

Baseando-se no quadro clínico e nos exames complementares ( eletrocardiograma , teste ergométrico , cintilografia de perfusão miocárdica ou ecocardiograma de estresse ) , a realização de um cateterísmo cardíaco e cineangiocoronariografia poderá ser necessária. Após a realização deste exame e a constatação da presença de uma ou mais placas de ateroma críticas ( geralmente maiores que 70% ) , causadoras de isquemia coronariana , uma angioplastia coronariana poderá ser indicada como uma das opções de tratamento .

Este método de tratamento consiste na punção de uma artéria de grande calibre ( geralmente a artéria femoral ou radial ) , na qual será introduzido um cateter com um balão na sua extremidade , direcionando-o até a artéria coronária obstruída. Em seguida, este cateter balão será insuflado sob alta pressão, para comprimir a placa de ateroma contra a parede arterial , desobstruindo a artéria. Nesta ocasião poderá ser liberada uma estrutura metálica, chamada de stent , no local da obstrução coronariana . A angioplastia coronariana , em boa proporção dos pacientes, não é mais eficaz que o tratamento com medicamentos para prevenir o infarto do miocárdio ou morte , no entanto , pode ser mais efetiva no controle dos sintomas de angina do peito.

Cirurgia de ponte de safena ( revascularização miocárdica )

Nem todas as obstruções da artéria coronária podem ser submetidas à uma angioplastia coronariana devido à sua localização, sua extensão ou grau de calcificação. A cirurgia de ponte de safena , é altamente eficaz nos casos de angina e doença arterial coronariana que comprometa um ou mais locais críticos das principais artérias do coração , aonde realizar uma angioplastia coronariana passa a ser perigoso ou tecnicamente inviável . A cirurgia pode melhorar a tolerância ao exercício, reduzir os sintomas e diminuir o número ou a dose das medicações necessárias. Nesse indivíduo, a cirurgia não emergencial apresenta um risco de morte de 3% ou menos e , uma possibilidade de uma lesão cardíaca ( por exemplo , o infarto do miocárdio ) , inferior a 5%. Com a cirurgia, cerca de 85% dos pacientes obtêm um alívio completo ou muito significativo dos sintomas de angina do peito .

O risco cirúrgico é um pouco mais elevado para os indivíduos com redução da capacidade de contração do coração , infarto do miocárdio prévio , idosos e , em pacientes com um comprometimento mais intenso das artérias coronárias . A cirurgia de ponte de safena consiste no enxerto de veias ou artérias , desde a aorta ( a maior artéria do corpo, que conduz o sangue do coração ao restante do organismo ) até um ponto da artéria coronária após a obstrução , desviando o sangue .

Em geral, as veias utilizadas para o implante são retiradas do membro inferior. Quase todos os cirurgiões usam pelo menos uma artéria como enxerto.

Normalmente a artéria utilizada é a mamária interna , retirada da região inferior do esterno ( osso localizado na região central do tórax ). É raro que essas artérias apresentem doença arterial coronariana e mais de 90% delas ainda apresentam um funcionamento adequado dez anos após a cirurgia de ponte de safena. Os enxertos venosos retirados das pernas , podem apresentar uma obstrução gradual e, após cinco anos, um terço ou mais podem apresentar uma obstrução completa. Além de aliviar os sintomas da angina do peito, a cirurgia de ponte de safena melhora o prognóstico de alguns indivíduos, especialmente aqueles que apresentam uma doença mais grave , diminuição significativa da força de contração do coração ou são diabéticos

Fonte: www.portaldocoracao.com.br

Angina do Peito

Angina do peito e infarto do coração

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma das principais causas de morte nos países industrializados, sendo que 60% das mortes ocorrem na primeira hora do evento devido à Fibrilação Ventricular, uma arritimia cardíaca grave, que constitui parada cardíaca e, se não tratada precocemente, leva ao óbito.

Ele se caracteriza pela interrupção total do fornecimento de sangue (oxigênio e nutrientes) a determinada área do coração, provocada pela obstrução de um vaso sanguíneo que irriga esta referida região (artérias coronárias), seja por espasmo (contração) do vaso, seja por coágulo formado pela ruptura de um aplaca de gordura que obstrui o vaso, levando à morte de células do coração.

A Angina do peito caracteriza-se pela interrupção parcial da irrigação de sangue no coração, diferente do IAM onde esta interrupção é total. O IAM é mais grave porque geralmente deixa seqüelas (lesão no coração), além do risco de vida (pode matar).

A Angina é passageira e geralmente não deixa seqüelas, servindo como um aviso do perigo, pois frequentemente ela precede o Infarto Agudo do Miocárdio.aqui, o paciente deve procurar o cardiologista para um estudo completo do seu coração e o tratamento adequado, prevenindo o Infarto.

Este ocorre mais frequentemente durante os exercícios ou “stress” emocional, pois nestas situações a freqüência cardíaca (numero de batidas do coração) e a pressão arterial aumentam e o coração necessita de mais oxigênio. O suprimento de sangue levando oxigênio e nutrientes é feito pelas artérias coronárias, modificações neste suprimento geralmente causadas pelo entupimento destas artérias podem podem causar a angina ou o infarto.

Os principais fatores de risco para IAM são: Tabagismo, Diabetes Melito, Obesidade, Hipertensão Arterial, Sedentarismo. Hereditariedade, Colesterol e Triglicérides (gorduras do sangue) altos, dentre outros. Todos estes fatores devem ser avaliados por seu médico, que cuidará de aboli-los sempre que possível, reduzindo assim seu risco para Infarto Agudo do Miocárdio e Derrame Cerebral (AVC).

Os principais sintomas que podem surgir durante um IAM são: dor prolongada e de grande intensidade no peito, sensação de aperto, queimação ou peso no peito, que não melhora com o repouso ou uso de medicação específica (nitrato) por via sublingual.

Náuseas, vômitos, sudorese fria, respiração difícil, palidez cutânea e fraqueza geral. A dor pode ser referida nos braços, no pescoço, no queixo, nas costas, na boca do estomago. Batedeira no peito. Desmaio ou morte súbita. No paciente idoso e no diabético, o paciente enfartado do coração pode não apresentar dor.

Na Angina de peito, a dor é de duração mais curta e melhora como uso da medicação específica sublingual (exemplo: Isordil ou Sustrate), ou com o repouso.

Aqui, o tratamento é a longo prazo, usando medicamentos específicos e tratando os fatores de risco coronarianos.

O paciente será submetdo a vários exames (eletrocardiograma, teste ergométrico, cintilografia miocárdica, bioquímica do sangue e, às vezes, ao cateterismo cardíaco, dentre outros). Cirurgias podem ser necessárias (angioplastia, stents, pontes de safenas).

No IAM, o tratamento é imediato, devendo ser iniciado ainda fora do hospital, já que a morte ocorre por complicações nas primeiras horas do vento. Dentro da ambulância do SAMU, ou outra, o paciente já começa receber os medicamentos adequados, até ser conduzido para uma UTI ou CTI do Hospital mais próximo. Como o IAM é a principal causa de morte no mundo, o mais importante é a prevenção, principalmente tratando todos os fatores de risco.

Márcio Cota

Fonte: www.sitemedico.com.br

Angina do Peito

A angina pectoris, também chamada angina do peito, é o desconforto ou dor no tórax que acontece quando o sangue, pobre em oxigênio, chega às células do músculo do coração. A angina não é uma doença, mas um sintoma de um problema mais sério, que normalmente é a doença das artérias coronárias, uma doença na qual os vasos que provêem sangue ao coração tornam-se finos ou bloqueados (entupidos). A doença das artérias coronárias normalmente é causada pela arteriosclerose, uma condição na qual depósitos gordurosos (chamados placas) se depositam ao longo das paredes internas dos vasos sanguíneos, neste caso, as artérias coronárias do coração. Embora a angina afete geralmente homens de meia-idade ou mais velhos, ela pode ocorrer em ambos os sexos e em todas as faixas etárias.

Quadro Clínico

As pessoas normalmente descrevem a angina como um aperto, queimação ou dor no peito (tórax). A dor se localiza tipicamente sob o esterno (osso que fica no meio do tórax dividindo as costelas direitas e esquerdas), mas também pode esparramar para a garganta, braços, mandíbulas, entre os ossos dos ombros (“pás”) ou para baixo, na altura do estômago (confundindo com problemas digestivos). Outros sintomas que podem vir junto com angina incluem náuseas, vertigem, tonturas, dificuldade para respirar ou respiração rápida e ofegante, além de suores frios.

Os médicos dividem as anginas em dois tipos:

Angina estável: Dor no peito que segue um padrão específico, acontecendo quando alguém inicia uma atividade física pesada ou experimenta uma emoção extrema. Outras situações que desencadeiam a angina incluem fumar cigarro ou charuto, o tempo frio, uma refeição farta e o esforço para evacuar. A dor normalmente vai embora quando o estimulo pára.

Angina instável: Os sintomas são menos previsíveis e devem incitar uma imediata procura a um serviço de cardiologia de urgência. Esta dor no peito acontece em repouso, durante o sono ou muito freqüentemente com um esforço físico mínimo. O desconforto pode durar mais tempo e pode ser intenso.

Diagnóstico

O médico pode suspeitar que você tem angina baseando-se no padrão de seus sintomas e em seu risco de doença das artérias coronárias. Ele irá perguntar sobre seus hábitos, principalmente o cigarro, se tem diabetes e pressão alta, e sobre a história clínica de sua família. Ele checará seu colesterol, incluindo o LDL (colesterol “ruim”) e o HDL (o colesterol “bom”). Irá conferir sua pressão sanguínea e pulso, e escutará seu coração e pulmões com um estetoscópio.

Depois do exame físico, você pode precisar de um ou mais exames diagnósticos para determinar se você tem doença das artérias coronárias.

Possíveis testes incluem:

Eletrocardiograma (o ECG): Um ECG é um registro dos impulsos elétricos de seu coração. Ele pode identificar anormalidades na freqüência e no ritmo do coração. Muitas vezes ele pode mostrar mudanças que indicam uma artéria bloqueada.
Teste de Esforço:
Se seu ECG é normal e você pode caminhar, então um teste de esforço é solicitado. Você caminhará em uma esteira enquanto sua freqüência cardíaca é monitorada. Outros testes de esforço usam medicamentos para estimular o coração, injeção de contrastes para procurar bloqueios e imagens de ultra-som para fornecer mais informação.
Cateterismo Cardíaco (Angiografia coronariana):
Estas Radiografias das artérias coronárias são o modo mais preciso para medir a severidade da doença coronária. Um tubo fino, longo e flexível (chamado cateter) é introduzido (enfiado) em uma artéria no antebraço ou na virilha. O médico guia o cateter até o coração usando a imagem que ele vê no aparelho de Raios-X como se fosse um filme (RX contínuo). Uma vez o cateter está em posição, um contraste (líquido que aparece no RX) é injetado para mostrar o fluxo de sangue dentro das artérias coronárias, e identificar qualquer área que esteja estreitada ou bloqueada (entupida).

Prevenção

Você pode ajudar a prevenir uma angina causada pela doença das artérias coronárias controlando seus fatores de risco de entupimento das artérias:

Colesterol alto: Siga as recomendações de seu médico de ingerir uma dieta com baixo teor de gorduras e colesterol e, se necessário, tome um remédio para diminuir seu colesterol.
Pressão alta (Hipertensão arterial):
Siga as recomendações de seu cardiologista de mudar sua dieta e tome seus medicamentos regularmente. Diminuir a quantidade de sal na alimentação é o primeiro passo.
Fumo:
Se você fuma, deixe de fumar. Se você não fuma, não comece.
Diabetes Mellitus:
Monitore seu açúcar no sangue freqüentemente, siga sua dieta, e tome sua insulina ou medicamento oral como seu médico prescreveu.

Também é sábio praticar exercícios físicos regularmente e manter o peso ideal para sua altura. Se as crises de angina são ativadas através da tensão emocional, aprenda a administrar o stress ou desenvolva técnicas de relaxamento que podem ser úteis.

Tratamento

Quando a angina é causada pela doença das artérias coronárias, o tratamento normalmente inclui:

Mudanças no Estilo de Vida: As mudanças incluem perda de peso nos pacientes obesos, tratamento para deixar fumar, medicamentos para abaixar o colesterol alto, um programa de exercícios regulares para abaixar a pressão arterial, e técnicas de redução do stress (por exemplo, meditação e biofeedback).
Nitratos, incluindo a nitroglicerina:
Os nitratos são vasodilatadores (medicamentos que alargam os vasos sanguíneos). Eles aumentam o fluxo de sangue nas artérias coronárias, e facilitam o bombeamento de sangue do coração para o resto do corpo.
Beta-bloqueadores, como o atenolol (Atenol®) e o metoprolol (Seloken ®):
Estes medicamentos diminuem a carga de trabalho do coração reduzindo a freqüência cardíaca e a força de contração do coração, especialmente durante os exercícios.
Bloqueadores dos canais de cálcio, como a nifedipina (Adalat ®), o verapamil (Dilacoron ®), diltiazem (Cardizem ®), a amlodipina (Norvasc ®):
Estes medicamentos podem ajudar a melhorar a eficiência da função do músculo do coração e podem diminuir o número e a severidade dos episódios de dor no peito.

Aspirina

Como a aspirina ajuda a impedir que coágulos sanguíneos se formem dentro das artérias coronárias estreitadas, ela pode reduzir o risco de ataques do coração em pessoas que já têm doença das artérias coronárias.

Quando o estilo de vida muda e os remédios não aliviam a angina, ou quando o risco de um ataque do coração for grande, a angioplastia com balão (feita durante o cateterismo cardíaco) ou uma cirurgia de ponte de safena da artéria coronária podem ser recomendadas.

Qual médico procurar?

Procure um serviço cardiológico de urgência se você tiver uma dor no peito, até mesmo se não há nenhuma história de problemas de coração em sua família e se você pensa que é muito jovem para ter angina. O cardiologista recomendará quais medidas deverão ser tomadas baseadas em como você descreve seus sintomas no contexto de seus fatores de risco. A dor no peito inédita sempre deve estimular a procura de um cardiologista.

Prognóstico

Em pacientes com doença das artérias coronárias, o prognóstico depende de muitos fatores, inclusive o local e a severidade do estreitamento, e o número de artérias coronárias envolvidas. O tratamento adequado melhorou grandemente a perspectiva para os pacientes coronariopatas.

Fonte: www.policlin.com.br

Angina do Peito

A angina é causada pelo estreitamento das artérias coronárias (do coração) provocando dor no coração.

As medidas principais a seguir para evitar a doença, consistem na adopção de estilos de vida saudáveis, desde a infância.

Geralmente, o tratamento inclui medicamentos para aliviar a dor, e medicamentos para a evitar.

Há casos em que a angioplastia ou a cirurgia podem alargar as coronárias e evitar o aparecimento da dor, sendo indicadas para certos doentes.

O coração é um músculo cuja função é bombear o sangue, através das artérias, para todo o corpo. Para funcionar, o coração necessita de sangue fornecido através das artérias coronárias. Quando o sangue que recebe não é suficiente o coração entra em sofrimento e surge dor.

O que é a angina?

É uma dor no coração, mais comum em pessoas com mais de 50 anos, podendo surgir em mais jovens. Neste folheto aborda-se a angina de peito por estreitamento das coronárias, a forma mais frequente de angina.

Um episódio de angina não é um ataque cardíaco, mas aumenta o risco de ataque cardíaco, sendo este provocado por lesão definitiva de células do coração.

O que causa a angina?

Na angina vulgar, uma ou mais artérias coronárias estão estreitas reduzindo o fornecimento de sangue a algumas partes do músculo cardíaco. O sangue que chega a estas partes do coração pode ser suficiente quando o doente está em repouso, mas quando o músculo cardíaco tem maior atividade necessita de mais sangue e de oxigénio. Isto sucede quando o doente anda, sobe escadas ou corre. Nesta altura, o coração trabalha mais e precisa de mais oxigénio. Se as coronárias não forneceram uma quantidade extra de sangue durante o exercício, o coração entra em sofrimento e surge a dor.

O estreitamento das coronárias é provocado pela deposição de placas de ateroma. Este ateroma é composto por matérias gordas que se formam ao longo dos anos no interior das artérias, crescendo gradualmente. Quando as dimensões das placas são suficientes para estreitar muito as coronárias, os sintomas começam a surgir.

Quais são os sintomas da angina?

Mais típicos: dor ou desconforto no meio do peito que surge por causa do exercício (ao andar, subir escadas, correr). A dor pode subir pelo peito até ao queixo, descer pelos braços, principalmente o esquerdo ou aparecer no estômago. Pode ser acompanhada de transpiração, sensação de enjoo e exaustão. Esta dor não dura muito tempo, pode desaparecer ao fim de 10 minutos quando o doente repousa ou ao fim de 1-2 minutos quando toma nitroglicerina. A dor também pode ser desencadeada por outra situação que provoque aceleração do coração, como sonhos intensos ou emoções fortes. A dor é mais frequente quando o doente está sujeito a vento frio e depois de refeições abundantes.

Menos típicos: quando surge após as refeições, por exemplo. Os sintomas atípicos dificultam o diagnóstico. Pode não haver dor ou haver respiração entrecurtada. Os doentes diabéticos podem não sentir dor pela angina de peito, mas o risco é igual ao dos outros doentes.

Quais são os testes para o diagnóstico de angina?

Eletrocardiograma (ECG) – embora o ECG em repouso possa ser normal em doentes com angina, geralmente o ECG feito com exercício (treadmill) é anormal.

Outros testes

São necessários outros testes quando o ECG não é claro ou quando os sintomas não aliviam com os medicamentos.

Angiografia coronária

Injeta-se um meio de contraste nas coronárias que se tornam visíveis ao Raio X, mostrando as artérias, sendo possível ver as que estão obstruídas, a sua localização e a gravidade da situação.

O que pode fazer para ajudar na angina?

Como há fatores que agravam a angina aumentando a dimensão da placa de ateroma há que os evitar.

Pode evitar a angina ou atrasar o seu agravamento, através das seguintes medidas:

Se fumar, deve parar
Se tiver hipertensão, deve baixar a pressão arterial no caso de estar alta ou vigiar a pressão arterial anualmente, para ver se precisa de a tratar
Se tiver peso em excesso, deve perder peso
Se tiver colesterol elevado, deve tratá-lo para o baixar
Se não fizer exercício deve passar a andar, pelo menos durante 30 minutos, na maioria dos dias da semana. O médico deve aconselhar o tipo de exercício que pode fazer se possuir angina
Deve evitar situações de grande stress e emotivas

Deve manter uma alimentação saudável, isto é:

Evitar refeições abundantes e pesadas
Comer várias porções de vegetais ou fruta por dia; o Ingerir fibras diariamente (cereais, pão de farinha não refinada, batatas, arroz e pasta), fruta e vegetais
Reduzir a gordura ingerida sob a forma de carnes ou queijos gordos, natas, leite gordo, fritos, manteiga, etc. Recomenda-se o uso de gorduras líquidas, mono e poli-insaturadas (azeite, óleos vegetais)
Fazer pelo menos 2-3 refeições semanais de peixe, em que pelo menos seja de peixe gordo (sardinha, salmão, carapau, atum freco, etc)
A carne ingerida deve ser magra ou de capoeira, como frango (sem pele)
Deve evitar fritos mas se os fizer, usar óleos vegetais como de girassol, azeite
Deve reduzir o sal nos alimentos e evitar alimentos ricos em sal (conservas, charcuterie, enchidos, etc)

Uma pequena quantidade (1-2 unidades) de álcool por dia pode ser benéfico. Maiores quantidades de álcool podem ser prejudiciais.

Para que serve o tratamento da angina?

O tratamento da angina tem como finalidades principais, as seguintes:

Evitar, tanto quanto possível, que surja a dor da angina
Eliminar rapidamente a dor da angina, se ela surgir
Limitar que os depósitos de ateroma cresçam, o que demora o agravamento
Reduzir o risco de ter ataque cardíaco. Tratamentos aconselhados na maioria dos casos
Reduzir os fatores de risco: seguindo as recomendações anteriores;

Medicamentos para aliviar a dor:

Comprimidos de nitroglicerina debaixo da língua quando a dor surgir: colocar debaixo da língua os comprimidos de nitroglicerina indicados pelo médico, logo que a dor surgir. O medicamento atua rapidamente se colocado debaixo da língua e alivia-a num minuto.

Deve sentar-se ou deitar-se antes de colocar o comprimido debaixo da língua. Se ao fim de 5 minutos a dor ainda se mantiver, pode colocar um segundo comprimido e ainda, um terceiro comprimido ao fim de 5 minutos do segundo, se a dor se mantiver.

Se ao fim de 3 comprimidos a dor não tiver aliviado, deve ir para o hospital de ambulância, pode estar a ter um ataque cardíaco (enfarto do miocárdio);

A nitroglicerina alarga as artérias coronárias e facilita a passagem do sangue para o coração.

Após ter usado os comprimidos, pode sentir durante algum tempo rubor na cara e dores de cabeça. Se as dores forem muito intensas pode tomar paracetamol para aliviar.

Cuidado com os comprimidos de nitroglicerina: como a nitroglicerina nos comprimidos não é muito estável devem ser seguidos cuidados especiais:

Não abrir a embalagem senão para tirar o comprimido que precisa e tapar logo de seguida
Não deixar a embalagem ao calor
Não retirar os comprimidos para outras caixas, nem juntar outros medicamentos aos comprimidos
Depois da embalagem dos comprimidos ter sido aberta pela primeira vez, o efeito dos comprimidos perde-se ao fim de algumas semanas. Por isso, deve comprar uma nova embalagem, para ter a garantia de que quando surgir a dor de novo, os comprimidos fazem efeito
Para saber se os comprimidos ainda estão ativos, pode colocar um comprimido na ponta da língua, se sentir picadas ligeiras, é porque ele está ativo.

Medicamentos para prevenir a dor:

Estatinas para baixar o colesterol: o colesterol é formado no fígado a partir de alimentos gordos e ajuda a formar o ateroma e quanto mais baixo for o colesterol no sangue maior a proteção contra a angina. As estatinas são medicamentos ativos no seu abaixamento, devendo ser tomadas pelas pessoas com angina ou colesterol elevado.

Acido acetilsalicílico ou outros antiagregantes plaquetários:

Tornam o sangue menos viscoso e reduzem a formação de agregados de plaquetas na placa de ateroma e a formação do trombo (trombose).

A dose que deve ser usada é muito baixa. Os doentes com úlcera de estômago ou gastrite ou asma podem não poder tomar este medicamento, mas o uso de protetores do estômago ou medicamentos alternativos podem ser usados.

Bloqueadores beta, antagonistas dos canais do cálcio, nitratos e outros medicamentos: reduzem a aceleração do coração resultante de certos estímulos, como emoções e exercício ou ajudam à dilatação das artérias coronárias. Assim, a dor da angina é prevenida ou surge só por esforços maiores.

Cirurgia e angioplastia

São tratamentos usados quando os medicamentos não dão a resposta pretendida ou a doença é grave. Estes procedimentos destinam-se a doentes especiais.

Angioplastia: Consiste na introdução de um balão no interior de uma artéria através de uma veia no braço ou na virilha. O balão chega à zona da coronária que está mais estreita e é insuflado, alargando o calibre da artéria.

Cirurgia: Consiste na colocação de um bypass nas artérias coronárias estreitadas, com artérias saudáveis retiradas de outra parte do corpo (enxerto). Esta cirurgia chama-se de bypass coronário (CABG). Assim aumenta a quantidade de sangue que chega à zona do coração com as artérias estreitadas.

Outros cuidados

Se a dor se prolongar mais do que 15 minutos, o doente deve ir de ambulância, a uma urgência hospitalar.

Doentes com angina devem ser vacinados anualmente contra a gripe.

Fonte: www.setfarma.com

Angina do Peito

A angina, ou angina de peito, é uma dor torácica transitória ou uma sensação de pressão que se produz quando o músculo cardíaco não recebe oxigénio suficiente.

As necessidades do coração em oxigénio dependem do esforço que tem de efetuar (isto é, a rapidez com que bate e a força de cada batimento). Os esforços físicos e as emoções aumentam a atividade do coração, que, por essa razão, necessita de mais oxigénio. Quando as artérias se tornam mais estreitas ou existe uma obstrução que impeça o aumento da chegada de sangue ao músculo cardíaco para satisfazer a maior necessidade de oxigénio, pode produzir-se a isquemia e, como consequência, dor.

Causas

A angina é, de um modo geral, o resultado de uma doença das artérias coronárias. Mas é também o resultado de outras causas, como anomalias da válvula aórtica, especialmente a estenose (estreitamento da válvula aórtica), a insuficiência (regurgitação através da válvula aórtica) e a estenose subaórtica hipertrófica.

Dado que a válvula aórtica está próxima da entrada das artérias coronárias, estas anomalias reduzem o fluxo de sangue para as mesmas. O espasmo arterial (estreitamento súbito e transitório de uma artéria) também pode causar angina de peito. Por outro lado, a anemia grave pode reduzir o fornecimento de oxigênio ao músculo cardíaco e desencadear um episódio de dor.

Sintomas

Uma pessoa com uma isquemia nem sempre tem angina de peito. A isquemia sem angina de peito chama-se isquemia silenciosa ou silente. Até agora não se conseguiu compreender porque é que a isquemia é, às vezes, silenciosa.

Frequentemente, o doente sente a angina de peito como uma pressão ou dor por baixo do esterno (o osso do meio do peito). A dor também se manifesta no ombro esquerdo ou por debaixo da parte interna do braço esquerdo, nas costas, na garganta, no maxilar ou nos dentes e, algumas vezes, na parte inferior do braço direito. Muitas pessoas descrevem a sensação como mal-estar mais do que como dor.

A angina de peito aparece de forma característica durante um esforço físico, dura só alguns minutos e desaparece com o repouso. Algumas pessoas podem prevê-la, pois conhecem com que grau de esforço ela lhes aparece, mas para outras os episódios são imprevisíveis. A angina de peito é, com frequência, mais grave quando o esforço se faz depois de comer. Além disso, agrava-se, geralmente, com o frio. Caminhar contra o vento ou sair de uma casa quente para um espaço onde o ar seja frio pode provocar angina de peito. O stress emocional também pode desencadear uma angina ou fazê-la piorar. Às vezes, uma emoção forte, mesmo que se esteja em repouso, ou um pesadelo durante o sono provocam o aparecimento de angina.

A angina variante é provocada por um espasmo das grandes artérias coronárias que percorrem a superfície do coração. Chama-se variante porque se caracteriza pelo aparecimento de dor em repouso, não com o esforço, e pela existência de certas alterações no eletrocardiograma (ECG) durante o episódio de angina.

A angina instável é uma situação em que o padrão dos sintomas da angina varia. Dado que as características da angina em cada pessoa são, de um modo geral, constantes, qualquer alteração é importante (como uma dor mais forte, ataques mais frequentes ou ataques que se verificam com menor esforço físico ou durante o repouso). Estas alterações nos sintomas refletem uma progressão rápida da doença das artérias coronárias, devido a um aumento da obstrução de uma artéria coronária pela ruptura de um ateroma ou pela formação de um coágulo. O risco de sofrer um enfarte é elevado. A angina instável é uma urgência médica (que deve ser tratada o mais depressa possível).

Angina do Peito
Depósitos de gordura numa artéria coronária
À medida que os sedimentos gordos se acumulam numa artéria coronária, o fluxo sanguíneo reduz-se e o oxigénio não chega ao músculo cardíaco.

Depósitos de gordura numa artéria coronária

À medida que os sedimentos gordos se acumulam numa artéria coronária, o fluxo sanguíneo reduz-se e o oxigénio não chega ao músculo cardíaco.

Diagnóstico

O diagnóstico efetua-se a partir da descrição dos sintomas feita pelo doente, uma vez que entre as crises e inclusive durante elas o exame físico ou o EGC podem ser pouco relevantes ou mesmo normais. Durante uma crise a frequência cardíaca pode aumentar ligeiramente, a pressão arterial pode elevar-se e o médico pode auscultar uma alteração característica do batimento cardíaco com um fonendoscópio. Habitualmente, podem detetar-se alterações no ECG, mas este pode ser normal entre os episódios, inclusive numa pessoa com uma doença grave das artérias coronárias.

Quando os sintomas são típicos, o diagnóstico costuma ser fácil. O tipo de dor, a sua localização e a sua relação com o esforço, as refeições, o clima e outros fatores facilitam o diagnóstico. No entanto, alguns exames podem ajudar a determinar a gravidade da isquemia e a presença e extensão de uma doença das artérias coronárias.

A prova de esforço (uma prova na qual o doente caminha sobre uma passadeira móvel enquanto se regista o EGC) permite a avaliação da gravidade da doença das artérias coronárias e da capacidade do coração para responder à isquemia. Os resultados também podem ser uma ajuda para determinar a necessidade de uma arteriografia coronária ou de uma operação cirúrgica.

Os estudos com isótopos radioativos combinados com a prova de esforço podem proporcionar uma informação valiosa acerca da angina de peito de uma pessoa. As imagens que se obtêm não só confirmam a presença da isquemia, mas também identificam a zona e a extensão do músculo cardíaco afetado, assim como o volume do fluxo sanguíneo que chega ao coração.

O ecocardiograma de esforço é uma prova na qual se obtêm imagens do coração (ecocardiogramas) por reflexão de ultra-sons. O exame é inócuo e mostra o tamanho do coração, os movimentos do músculo cardíaco, o fluxo de sangue através das válvulas cardíacas e o seu funcionamento. Os ecocardiogramas obtêm-se em repouso e depois de um exercício de esforço máximo. Quando existe isquemia, observa-se que o movimento de bombeamento da parede do ventrículo esquerdo é anormal.

A coronariografia (arteriografia das artérias coronárias) pode efetuar-se quando o diagnóstico de doença das artérias coronárias ou de isquemia não é seguro. No entanto, é mais frequente que este exame seja utilizado para determinar a gravidade da doença das artérias coronárias e para avaliar se é necessário levar a cabo um procedimento adicional com o fim de aumentar o fluxo de sangue (uma cirurgia de derivação coronária ou uma angioplastia). Num número reduzido de pessoas com sintomas típicos de angina e uma prova de esforço anormal, a coronariografia não confirma a presença de doença das artérias coronárias. Em algumas destas pessoas, as pequenas artérias do músculo cardíaco encontram-se anormalmente contraídas. Ficam muitas interrogações sobre esta perturbação, que alguns especialistas chamam síndroma X. Geralmente, os sintomas melhoram quando se administram nitratos ou fármacos betabloqueadores. O prognóstico da síndroma X é bom.

O registo contínuo do ECG com um monitor Holter (um aparelho portátil de ECG que funciona com pilhas) revela as anomalias que indicam uma isquemia silenciosa em algumas pessoas. O significado da isquemia silenciosa é objeto de controvérsia, mas, geralmente, a gravidade da doença das artérias coronárias determina o alcance da isquemia silenciosa e, em consequência, o prognóstico. O ECG também ajuda a diagnosticar a angina variante, dado que é capaz de detetar certas alterações que se produzem quando a angina aparece em repouso.

A angiografia (radiografias consecutivas das artérias efetuadas após a injeção de um produto de contraste), às vezes, pode detetar um espasmo nas artérias coronárias que não têm um ateroma. Há casos em que se administram certos fármacos para causar o espasmo durante a angiografia.

Prognóstico

Os fatores-chave para prever o que pode acontecer às pessoas com angina incluem a idade, a extensão da doença das artérias coronárias, a gravidade dos sintomas e, na maioria dos casos, o grau de função normal do músculo cardíaco. Quanto mais forem as artérias coronárias afetadas ou mais grave for a sua obstrução, mais desfavorável será o prognóstico. O prognóstico é surpreendentemente bom numa pessoa com angina estável e uma capacidade normal de bombeamento (função do músculo ventricular). Uma capacidade de bombeamento reduzida piora o prognóstico.

Tratamento

O tratamento inicia-se adoptando medidas preventivas da doença das artérias coronárias, medidas que retardam a sua progressão ou atitudes para a reverter.

Deve fazer-se face às causas conhecidas da doença coronária (fatores de risco). Devem tratar-se o mais cedo possível os principais fatores de risco, como a pressão arterial elevada e os valores aumentados de colesterol. O hábito de fumar é o fator evitável de risco mais importante na doença das artérias coronárias.

O tratamento da angina de peito depende da gravidade e da estabilidade dos sintomas. Quando os sintomas são estáveis e são, além disso, leves ou moderados, o mais eficaz será reduzir os fatores de risco e utilizar fármacos. Quando os sintomas se agravam rapidamente, costuma aconselhar-se o internamento hospitalar imediato e o tratamento farmacológico. Se os sintomas não diminuírem com o tratamento com fármacos, com dieta e com alterações nos hábitos de vida, pode recorrer-se a uma angiografia para determinar se é possível praticar uma derivação de uma ou de várias artérias coronárias ou uma angioplastia.

Tratamento da angina estável

O tratamento tem como objetivo prevenir ou reduzir a isquemia e minimizar os sintomas.

Há quatro tipos de fármacos disponíveis: os betabloqueadores, os nitratos, os antagonistas do cálcio e os fármacos antiplaquetários.

Os betabloqueadores interferem nos efeitos das hormonas adrenalina e noradrenalina sobre o coração e outros órgãos. Em repouso, estes fármacos reduzem a frequência cardíaca; durante o exercício, limitam o aumento da frequência cardíaca e, desse modo, reduzem a procura de oxigénio. Os betabloqueadores e os nitratos demonstraram reduzir a incidência de enfarte e de morte súbita, melhorando os resultados a longo prazo nas pessoas com uma doença das artérias coronárias.

Os nitratos, como a nitroglicerina, são fármacos vasodilatadores. Podem ser administrados tanto os de ação curta como os de ação prolongada. Um comprimido de nitroglicerina colocado por debaixo da língua (administração sublingual), geralmente, alivia um episódio de angina em um a três minutos; os efeitos deste nitrato de ação curta duram 30 minutos. As pessoas com angina estável crónica devem trazer sempre consigo comprimidos de nitroglicerina ou nitroglicerina em aerossol. Também é útil tomar um comprimido antes de atingir um nível de esforço que, como se sabe, desencadeará uma angina. A nitroglicerina pode também utilizar-se de tal forma que o comprimido se dissolva sobre as gengivas ou inalando-a com um vaporizador oral, mas a administração sublingual é mais frequente.

Os nitratos de ação prolongada tomam-se entre 1 a 4 vezes por dia. São também eficazes sob a forma de emplastros dérmicos ou creme, nos quais o fármaco se absorve através da pele ao longo de muitas horas. Os nitratos de ação prolongada, tomados de forma regular, perdem rapidamente a sua efetividade sobre os sintomas. Por isso, recomendam-se períodos de 8 a 12 horas sem tomar o fármaco para manter a eficácia do mesmo a longo prazo.

Os antagonistas do cálcio evitam que os vasos sanguíneos se contraiam e, deste modo, contrariam o espasmo das artérias coronárias. São também eficazes no tratamento da angina variante. Alguns antagonistas do cálcio, como o verapamil e o diltiazem, podem retardar o ritmo cardíaco. Este efeito pode ser útil em alguns casos e estes fármacos podem combinar-se com um betabloqueador para prevenir os episódios de taquicardia (frequência cardíaca demasiado rápida).

A administração de fármacos antiplaquetários, como a aspirina, é outro dos tratamentos possíveis. As plaquetas são fragmentos de células que circulam pelo sangue e são importantes para a formação do coágulo e para a resposta dos vasos sanguíneos às lesões. Mas quando as plaquetas se acumulam nos ateromas da parede arterial, formam-se coágulos (trombos) que podem estreitar ou obstruir a artéria e causar um enfarte. A aspirina une-se irreversivelmente às plaquetas e não as deixa aderir às paredes dos vasos sanguíneos; por conseguinte, a aspirina reduz o risco de morte por doença das artérias coronárias. Para a maioria das pessoas com esta doença, recomenda-se tomar, diariamente, um comprimido de aspirina infantil, a metade de um para adultos ou um comprimido inteiro para adultos. As pessoas que têm alergia à aspirina podem tomar ticlopidina como alternativa.

Tratamento da angina instável

Geralmente, as pessoas com angina instável são hospitalizadas, para que possa controlar-se o tratamento farmacológico e se apliquem outras terapias, se for necessário. Estes doentes recebem fármacos que reduzem a tendência do sangue a coagular. Podem administrar-se heparina (um anticoagulante que reduz a coagulação sanguínea) e a aspirina. Prescrevem-se também betabloqueadores e nitroglicerina por via endovenosa para reduzir a sobrecarga do coração. Se os fármacos não forem eficazes, pode requerer-se uma arteriografia e uma angioplastia ou uma cirurgia de derivação coronária (bypass).

Cirurgia de derivação (bypass) das artérias coronárias: este tipo de cirurgia, habitualmente chamada cirurgia de bypass, é altamente eficaz nos casos de angina e doença das artérias coronárias que ainda não se espalhou totalmente. Esta intervenção cirúrgica pode aumentar a tolerância ao exercício, reduzir os sintomas e diminuir a dose requerida de um fármaco. A cirurgia de derivação é o tratamento preferido quando um doente sofre de angina grave e não obteve nenhum benefício do tratamento farmacológico, tem um coração que funciona normalmente, não sofreu ainda nenhum enfarte e não sofre de nenhuma outra doença que contra-indique a cirurgia (como uma doença pulmonar obstrutiva crónica). Dadas estas características, o risco de morte é de 1 % ou ainda menor e a probabilidade de lesão cardíaca (como um enfarte) durante a operação é inferior a 5 % . Em cerca de 85 % dos casos obtém-se um alívio completo ou apreciável dos sintomas depois da intervenção. O risco da cirurgia é um pouco mais elevado para as pessoas com uma capacidade reduzida de bombeamento do coração (função ventricular esquerda diminuída), com um músculo cardíaco lesionado por um enfarte anterior ou por outras perturbações cardiovasculares.

A intervenção cirúrgica consiste em ligar um pedaço de veia (enxerto) ou de artéria desde a aorta (a artéria principal que leva o sangue do coração para o resto do organismo) até à artéria coronária, evitando a zona obstruída.

As veias para o enxerto extraem-se, geralmente, da perna. Os cirurgiões também utilizam, habitualmente, pelo menos uma artéria como enxerto, que se extrai por baixo do esterno (osso do meio do peito). Estas artérias raramente são afetadas pela doença das artérias coronárias e em mais de 90 % dos casos continua a funcionar de forma adequada 10 anos após o momento da sua implantação. Os enxertos de veias obstruem-se gradualmente e, ao cabo de 5 anos, a obstrução é completa num terço das pessoas ou mais. Além de reduzir os sintomas de angina, esta intervenção cirúrgica melhora o prognóstico em certas pessoas, especialmente naquelas que sofrem de uma doença grave.

Angioplastia coronária: as razões pelas quais se pratica a angioplastia são semelhantes às do bypass. Nem todas as obstruções das artérias coronárias são aptas para a angioplastia devido à sua localização, comprimento, grau de calcificação ou outras características. Por isso, tem de se determinar cuidadosamente se o doente é um bom candidato para este procedimento.

O procedimento começa com uma punção de uma grande artéria periférica, geralmente a artéria femoral da perna, com uma agulha grossa. Depois introduz-se um fio-guia comprido dentro do sistema arterial através da agulha, até chegar à aorta e finalmente até ao interior da artéria coronária obstruída. Em seguida, introduz-se um cateter com um pequeno balão insuflável na extremidade, que é guiado pelo fio até ao interior da artéria coronária doente. O cateter posiciona-se de modo tal que o balão fique ao nível da obstrução; em seguida, insufla-se durante vários segundos. A insuflação repete-se várias vezes. É necessária uma monitorização cuidadosa durante o procedimento porque o balão insuflado obstrui momentaneamente o fluxo da artéria coronária. Esta obstrução pode produzir alterações no ECG e sintomas de isquemia em algumas pessoas. O globo insuflado comprime o ateroma, dilata a artéria e rasga parcialmente as camadas internas da parede arterial. Se a angioplastia for eficaz, a obstrução reduz-se de forma considerável. Entre 80 % e 90 % das artérias obstruídas em que se consegue situar o globo corretamente elimina-se a obstrução.

Cerca de 1 % a 2 % das pessoas morrem durante a angioplastia e de 3 % a 5 % sofrem de enfartes não mortais. A cirurgia de derivação coronária (bypass) é necessária imediatamente depois da angioplastia em 2 % a 4 % dos casos. Em cerca de 20 % a 30 % dos doentes, a artéria coronária obstrui-se de novo aos 6 meses (com frequência nas primeiras semanas posteriores ao procedimento). Muitas vezes a angioplastia repete-se e permite um bom controlo da doença durante muito tempo. Para manter aberta a artéria depois da angioplastia, utiliza-se um dispositivo de malha de arame que se insere no lume da artéria. Este procedimento parece reduzir a metade o risco de uma nova obstrução arterial.

Poucos estudos compararam os resultados da angioplastia com o tratamento farmacológico. Crê-se que os índices de êxito da angioplastia são similares aos da cirurgia de bypass. Num estudo que compara estas duas técnicas, o tempo de restabelecimento foi mais breve depois da angioplastia e os riscos de morte e de enfarte permaneceram quase iguais durante os dois anos do estudo.

Atualmente, estão a ser experimentadas diversas técnicas para extirpar os ateromas, como o uso de dispositivos para reduzir de tamanho as obstruções grossas, fibrosas e calcificadas. No entanto, todas estas técnicas, incluindo a cirurgia de bypass e a angioplastia, são somente medidas mecânicas para corrigir o problema imediato, uma vez que não curam a doença subjacente. Para melhorar o prognóstico de uma forma global, é necessário modificar os fatores de risco.

Angina do Peito
Cirurgia de derivação coronária

Angioplastia

Através da punção de uma das grandes artérias (geralmente a artéria femoral), introduz-se no sistema arterial um cateter com um balão numa extremidade e dirige-se para o interior da artéria coronária obstruída. Em seguida, enche-se o balão para comprimir a placa contra a parede arterial e, deste modo, dilatar a veia.

Angina do Peito

Colestrol e doenças das artérias coronárias

O risco de doença das artérias coronárias (coronariopatia) é maior quando são mais elevadas as concentrações de colestrol total e de colestrol de lipoproteínas de baixa densidade (colestrol LDL: denominado «mau» colestrol). O risco de coronariopatia diminui com concentrações mais elevadas de colestrol de lipoproteínas de alta densidade (colestrol HDL: denominado «bom»).

As dietas influem no valor do colestrol total e, como consequência, sobre o risco de coronariopatia. A dieta de tipo norte-americano habitual, por exemplo, que nos últimos anos se foi estendendo a outros países, aumenta os níveis de colestrol total. Uma alteração da dieta (e tomar fármacos quando o médico os prescrever) pode reduzir os valores do colestrol. A diminuição das concentrações de colestrol total e do colestrol «mau» retarda ou reverte o desenvolvimento da coronariopatia.

Os benefícios da diminuição dos níveis de colestrol «mau» são maiores nos doentes que têm outros fatores de risco de coronariopatia, como pressão arterial elevada, tabagismo, obesidade, hábitos sedentários, altos valores de triglicéridos, predisposição genética e esteróides masculinos (androgénios). Deixar de fumar, baixar a pressão arterial, perder pesa e fazer mais exercício diminuem o risco de coronariopatia.

Fonte: www.manualmerck.net

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