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Artrose

O que é artrose?

"A artrose é um processo degenerativo de desgaste da cartilagem, que afeta sobre tudo as articulações que suportam peso ou as que fazem movimentos em excesso, como por exemplo as cadeiras, os joelhos ou os pés", destaca a Dra. Diana Dubinsky, médica reumatologista do Centro Antirreumático do Hospital de Clínicas, de Buenos Aires.

Esta doença vincula-se ao envelhecimento das articulações, ligado ao passar do tempo. Inicia-se, em geral, a partir dos 40 ou 45 anos. Porém, também pode aparecer de forma precoce como conseqüência de traumatismos ou problemas congênitos que afetem a articulação. Por exemplo, a displasia da cadeira é uma malformação congênita da articulação, este é um fato que predispõe a uma artrose precoce.

Em geral, o envelhecimento e a sobrecarga da articulação fazem com que a cartilagem se desgaste e perca agilidade e elasticidade. Os sintomas da artrose são a dor e a limitação da função articular.

A limitação do movimento deve-se ao fator mecânico: as superfícies articulares, em vez de estarem acolchoadas pela cartilagem, tornam-se rugosas e atritam-se.

Artrose é o mesmo que artrite?

"A artrite é uma doença inflamatória que pode afetar várias articulações ao mesmo tempo, por isso denomina-se poliartrite. Não está vinculada com a idade, pois pode aparecer na juventude", explica a especialista.

Existem distintos tipos de artrite, uma delas é a artrite reumatóide. Esta enfermidade compromete o estado geral da pessoa, produzindo abatimento, cansaço e perda de peso. Ademais produz inflamação, tumefação e avermelhamento da articulação. A dor é contínua em repouso e a pessoa levanta-se com muita dor e rigidez.

A artrose, ao contrário, apresenta uma dor mecânica que sente-se depois de utilizar a articulação. Geralmente é uma dor vespertina e alivia-se com o repouso. A pessoa pode levantar-se dolorida e sentir um pouco de rigidez, o que dificulta-lhe o início do movimento. Porém, em alguns minutos a rigidez desaparece e a pessoa pode movimentar-se normalmente.

A artrose diferencia-se da artrite reumatóide pelo comprometimento do estado geral. E também existem pessoas assíntomas, mas o médico pode detectar a artrose em uma radiografia. Isto mostra, entre outras coisas, que o espaço ocupado pela cartilagem é menor que o habitual porque esta está deteriorada. Dado que a cartilagem cumpre a função de amortecer a pressão e o atrito entre os ossos, ao deteriorar-se, os ossos se tocam e se desgastam.

"A medida que o o osso se destrói, produz-se um processo reparador que consiste em formar um novo osso, porém com características diferentes do osso normal. É o que se conhece comumente nas vértebras como bico de papagaio, e que tecnicamente denominam-se osteofitos", explica Dubinsky.

Como prevenir a artrose?

Além da idade, existem fatores que favorecem o aparecimento da artrose. Um dos mais importantes é o sobrepeso, porque produz uma sobrecarga nas articulações. Neste sentido é importante que a alimentação consista em uma dieta balanceada e sem excesso de gorduras, para evitar o sobrepeso. A obesidade sempre é acompanhada pela artrose.

Outro fator importante, assinala a Dra. Dubinsky, é a atividade física, como por exemplo caminhar, andar de bicicleta ou nadar. A respeito das caminhadas que realizamos quando fazemos compras e olhamos vitrines, estas não surtem nenhum efeito benéfico. Uma caminhada efetiva tem de ser contínua e com passo firme, com duração de 20 ou 30 minutos.

O exercício para ser benéfico, tem que ser sistemático e fazer com que a articulação mova-se em toda a sua amplitude. O exercício é um método de prevenção e de tratamento. Neste sentido a dor é um bom indicador de limite, se há dor é sinal de que se está fazendo exercício em excesso ou que se está fazendo da forma errada.

Com respeito a administração de medicamentos, os especialistas preferem utilizar a menor quantidade possível de drogas, e ver quanto os pacientes podem melhorar com tratamentos locais, orientados a desinflamar e acalmar a dor. Por exemplo, a aplicação de ondas curtas através de tratamentos de Quinesiologiada por degeneração da cartilagem e uma formação óssea desordenada. Ocorre indistintamente em todas as raças, sendo mais freqüente no sexo masculino, iniciando na faixa etária entre os 45 e 50 anos. A doença também é denominada de osteoartrose, osteoartrite, ou doença articular degenerativa.

Cartilagem

Corresponde a uma estrutura esbraa.

O problema é que os antiinflamatórios possuem efeitos secundários, em especial os problemas gástricos que estes podem causar. Por esta razão, se o paciente tem dor mas não tem inflamação, o médico receita-lhe somente um analgésico que não irá afetar tanto a mucosa gástrica.

De qualquer forma, já existe uma nova geração de antiinflamatórios que inibem a inflamação de forma específica, sem afetar o estômago. Mas também existem outros tipos de drogas que apontam para melhorar a cartilagem. "Estas drogas aplicam-se em artroses não muito avançadas, naquelas em que a cartilagem ainda não se encontra muito deteriorada", esclarece a especialista.

Estes medicamentos aparentemente nutrem a cartilagem, ainda que seja difícil quantificar a melhora. A especialista destaca que um paciente com artrose não deve ser resistente ao uso de uma bengala, porque ela evita que a articulação carregue peso, desinflame-se e possa funcionar um pouco melhor. Também ajuda o uso de um "andador" ou colete.

O passar dos anos é irremediável. Porém, existem maneiras de retardar um pouco a aparição dos incômodos sinais do tempo.

Fonte: www.geocities.com

Artrose

Conceito

É uma doença articular caracteriznquiçada, lisa e de consistência elástica, que cobre a superfície dos ossos dentro das articulações. Sua função é amortizar o peso e permitir maior mobilidade articular. É exatamente nesta estrutura que ocorre a degeneração que vai evoluir para a artrose.

Fatores desencadeantes

Fatores mecânicos locais (desvios articulares congênitos); microtraumatismos contínuos; sobrecarga articular dos obesos; decorrentes de outras doenças (infecções, diabetes, etc...).

Sinais e Sintomas

O principal sintoma é a dor relacionada com os movimentos. Pode ocorrer dor no início, durante ou logo após os movimentos. O inchaço articular é raro, e quando presente pode significar uma associação com outras doenças. Os pacientes queixam-se ainda de rigidez articular logo ao despertar. Os principais sinais são nódulos próximos das articulações, sobretudo nas mãos.

Articulações Acometidas

Todas as articulações podem ser acometidas, porém existe uma predileção pelas juntas expostas ao peso, como: coluna, quadris, joelhos, tornozelos, e pés, entretanto o acometimento das mãos não é raro, e constitui uma doença com características próprias (geralmente entre familiares).

Tratamento

O tratamento consiste em perda de peso (quando indicado), orientação postural, exercícios físicos (alongamento, exercícios sem peso, etc...), fisioterapia e medicamentos sintomáticos. O uso de drogas para o controle da dor deve ser indicado por pequenos períodos, constituindo-se em uma medida paliativa.

Importante

Não confunda artrose (Osteo, osteoartrite) com artrite.

A artrose pode ser tratada por clínicos, ortopedistas e por reumatologistas.

A artrose da coluna vertebral também é conhecida como “bico de papagaio”

Fonte: www.hospitalpitangueiras.com.br

Artrose

Artrose é o mesmo que Osteo, osteoartrite ou doença articular degenerativa.

No conjunto das doenças agrupadas sob a designação de "reumatismos", a artrose é a mais freqüente, representando cerca de 30 a 40% das consultas em ambulatórios de Reumatologia. Além deste fato, sua importância pode ser demonstrada através dos dados da previdência social no Brasil, pois é responsável por 7,5% de todos os afastamentos do trabalho; é a segunda doença entre as que justificam o auxílio-inicial, com 7,5% do total; é a segunda também em relação ao auxílio-doença (em prorrogação) com 10,5%; é a quarta a determinar aposentadoria (6,2%).

A artrose, em conjunto, tem certa preferência pelas mulheres, mas há localizações que ocorrem mais no sexo feminino, por exemplo mãos e joelhos, outras no masculino, como a da articulação coxofemoral (do fêmur com a bacia). Ela aumenta com o passar dos anos, sendo pouco comum antes dos 40 e mais freqüente após os 60. Pelos 75 anos, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica da doença, mas somente 30 a 50% dos indivíduos com alterações observadas nas radiografias queixam-se de dor crônica.

A artrose é uma doença que se caracteriza pelo desgaste da cartilagem articular e por alterações ósseas, entre elas os osteófitos, conhecidos, vulgarmente, como "bicos de papagaio".

A artrose pode ser dividida em sem causa conhecida (dita primária) ou com causa conhecida (dita secundária). As causas desta última forma são inúmeras, desde defeitos das articulações, como os joelhos com desvios de direção (valgo ou varo), até alterações do metabolismo. A participação da hereditariedade é importante, principalmente em certas apresentações clínicas, como os nódulos dos dedos das mãos, chamados de nódulos de Heberden (na junta da ponta dos dedos) ou Bouchard (na junta do meio dos dedos).

Exercícios e artrose

É importante considerar dois aspectos em relação a exercícios e artrose:

1) artrose como conseqüência de exercícios físicos

2) participação dos exercícios no tratamento da artrose.

A nutrição de uma articulação depende de sua atividade dentro de limites fisiológicos. Portanto, a atividade funcional de uma junta é fundamental para a sua saúde. A inatividade excessiva é nitidamente prejudicial.

Uma articulação pode sofrer através de um trauma agudo ou crônico. O trauma crônico corresponde a uma atividade repetitiva que excede a capacidade que a junta tem de se proteger, através de seus músculos satélites, cápsula e tendões, fazendo com que a cartilagem receba forças excessivas que não está preparada para absorver.

Há atividades de trabalho e desportivas, principalmente em esportes que muito exigem de quem os pratica, em que o uso repetitivo das juntas é habitual e que podem determinar dano articular.

São exemplos de profissões que podem levar à artrose: os trabalhadores da indústria têxtil, que têm maior prevalência de nódulos de Heberden (nodosidades nas pontas dos dedos das mãos); os trabalhadores que executam tarefas duradouras com seus joelhos em flexão, levando à artrose dessas articulações; os agricultores que têm com freqüência artrose da coxofemoral (junta da coxa com a bacia); os trabalhadores de minas que fazem artrose de joelhos, coxofemorais e coluna. Os atletas de elite estão em alto risco de desenvolvimento posterior de artrose nas juntas que recebem carga.

Do mesmo modo, os jogadores de futebol, mesmo aqueles sem história de traumatismos significativos. Parece que os corredores têm maior risco de desenvolverem artrose de joelho e coxofemoral tardiamente.

Em indivíduos idosos sem artrose de joelhos, seguidos por 8 anos, foi observado que a atividade física elevada correlacionou com maior risco de desenvolvimento radiológico daquela doença. A atividade física habitual não aumentou o risco de artrose de joelhos para homens e mulheres.

Na avaliação do risco que uma pessoa tem de desenvolver artrose, através da atividade física, é fundamental levar em consideração as condições próprias de sua articulação. Juntas normais podem tolerar exercícios prolongados e até vigorosos sem maiores conseqüências clínicas, mas indivíduos que têm fraqueza muscular, anormalidades neurológicas, juntas defeituosa (por exemplo, joelhos com desvios para dentro ou para fora - valgus ou varus), diferença significativa de comprimento dos membros inferiores, alterações articulares hereditárias ou congênitas (displasias), etc. e que praticam exercícios excessivos que sobrecarregam os membros inferiores, provavelmente acabam acelerando o desenvolvimento de artrose em joelhos e coxofemorais.

Deste modo, é importante avaliar a existência das anormalidades citadas em indivíduos que se dispõem a executar exercícios com sobrecarga, com a finalidade de orienta-los, caso elas existam, a desempenharem atividades físicas que não forcem as juntas, como natação, bicicleta, por exemplo.

Do mesmo modo, isto é válido para indivíduos que sofreram dano de ligamentos, tendões ou meniscos que estão sujeitos a um desenvolvimento acelerado de artrose das articulações que suportam carga.

Quanto à participação dos exercícios no tratamento das artroses basta acentuar que eles conseguem melhorar o desempenho funcional das juntas, diminuem a necessidade do uso de fármacos, e têm ainda influência sobre o estado geral do paciente, trazendo, inclusive, benefícios psicológicos, podendo atuar modificando possíveis fatores de risco na progressão da doença.

Os exercícios são particularmente úteis quando há instabilidade articular. O fortalecimento da musculatura anterior da coxa é fundamental e indispensável no tratamento da artrose de joelho. Os exercícios posturais também são de grande valia. É preciso acentuar, entretanto, que os exercícios devem seguir uma estrita avaliação médica que servirá para indicar o que deve ser feito em cada caso. Não se deve fazer simplesmente exercícios e sim os exercícios adequados e que deverão ser corretamente executados.

Dieta ajuda?

Na artrose, a única dieta que deve ser considerada é a que tem por finalidade diminuir o peso.

Nas artroses dos membros inferiores, principalmente dos joelhos, a obesidade é um fator causal, ou, no mínimo, agravante. Sendo assim, é fundamental manter o peso nos limites da normalidade quando são atingidas as juntas que suportam peso.

A redução preventiva do peso corporal faz diminuir a incidência de artrose de joelhos. Nos casos já instalados, perder peso é indicação importantíssima do tratamento. Por menor que seja a redução, haverá sempre um benefício. Emagrecer não é fácil, mas o sacrifício é compensado com o alívio dos sintomas e o retardamento da evolução da doença.

Não há nenhuma prova científica de que qualquer outro tipo de dieta tenha influência significativa no tratamento da artrose.

Fonte: www.reumatologia.com.br

Artrose

A artrose (artrite degenerativa, doença degenerativa das articulações) é uma pertubação crónica das articulações caracterizada pela degenerescência da cartilagem e do osso adjacente, que pode causar dor articular e rigidez.

A artrose, a perturbação articular mais frequente, afeta em algum grau muitas pessoas por volta dos 70 anos de idade, tanto homens como mulheres. Contudo, a doença tende a desenvolver-se nos homens numa idade mais precoce.

A artrose também pode aparecer em quase todos os vertebrados, inclusive peixes, anfíbios e aves. Os animais aquáticos como os golfinhos e as baleias podem sofrer de artrose, contudo, esta não afeta nenhum dos tipos de animais que permanecem pendurados com a cabeça para baixo, os morcegos e as preguiças. A doença está tão amplamente difundida no reino animal que alguns médicos pensam que pode ter evoluído a partir de um antigo método de reparação da cartilagem.

Persistem ainda muitos mitos sobre a artrose, por exemplo que é um traço inevitável de envelhecimento, como os cabelos grisalhos e as alterações na pele; que conduz a incapacidades mínimas e que o seu tratamento não é eficaz. Embora a artrose seja mais frequente em pessoas de idade, a sua causa não é a simples deterioração que implica o envelhecimento.

A maioria dos afetados por esta doença, especialmente os mais jovens, apresentam poucos sintomas ou nenhum; contudo, algumas pessoas adultas desenvolvem incapacidades significativas.

Artrose da coluna vertebral

Os círculos indicam as articulações mais frequentemente afetadas pela artrose a nível da coluna vertebral (cervical e lombar), das mãos, dos pés, das ancas e dos joelhos.

Artrose

Artrose

Causas

As articulações têm um nível tão pequeno de fricção que não se desgastam, salvo se forem excessivamente utilizadas ou danificadas.

É provável que a artrose se inicie com uma anomalia das células que sintetizam os componentes da cartilagem, como o colagénio (uma proteína resistente e fibrosa do tecido conjuntivo) e os proteoglicanos (substâncias que dão elasticidade à cartilagem).

A cartilagem pode crescer demasiado, mas finalmente torna-se mais fina e surgem gretas na sua superfície. Formam-se cavidades diminutas que enfraquecem a medula do osso, debaixo da cartilagem. Pode haver um crescimento excessivo do osso nos bordos da articulação, formando tumefações (osteófitos) que podem ver-se e sentir-se ao tato. Estas tumefações podem interferir no funcionamento normal da articulação e causar dor.

Por fim, a superfície lisa e regular da cartilagem torna-se áspera e esburacada, impedindo que a articulação se possa mover com facilidade. Produz-se uma alteração da articulação pela deterioração de todos os seus componentes, quer dizer, o osso, a cápsula articular (tecidos que envolvem algumas articulações), a membrana sinovial (tecido que reveste a articulação), os tendões e a cartilagem.

Existem duas classificações da artrose:

Primária (idiopática), quando a causa é desconhecida, e

Secundária, quando a causa é outra doença, como a de Paget, uma infecção, uma deformidade, uma ferida ou o uso excessivo da articulação.

São especialmente vulneráveis os indivíduos que forçam as suas articulações de forma reiterada, como os operários de uma fundição ou de uma mina de carvão e os condutores de autocarros. Contudo, os corredores profissionais de maratona não têm um maior risco de desenvolvimento desta perturbação. Embora não exista uma evidência concludente a esse respeito, é possível que a obesidade seja um fator importante no desenvolvimento da artrose.

Sintomas

Ao chegar aos 40 anos de idade, muitas pessoas manifestam sinais de artrose nas radiografias, especialmente nas articulações que sustentam o peso (como a anca), mas relativamente poucas apresentam sintomas.

Em geral, os sintomas desenvolvem-se gradualmente e afetam inicialmente uma ou várias articulações (as dos dedos, a base dos polegares, o pescoço, a zona lombar, o dedo grande do pé, a anca e os joelhos). A dor é o primeiro sintoma, que aumenta em geral com a prática de exercício. Em alguns casos, a articulação pode estar rígida depois de dormir ou de qualquer outra forma de inatividade; contudo, a rigidez costuma desaparecer 30 minutos depois de se iniciar o movimento da articulação.

A articulação pode perder mobilidade e inclusive ficar completamente rígida numa posição incorreta à medida que piora a lesão provocada pela artrose. O novo crescimento da cartilagem, do osso e outros tecidos pode aumentar o tamanho das articulações. A cartilagem áspera faz com que as articulações ranjam ou crepitem ao mover-se. As protuberâncias ósseas desenvolvem-se com frequência nas articulações das pontas dos dedos (nódulos de Heberden).

Em alguns sítios (como o joelho), os ligamentos que rodeiam e sustentam a articulação distendem-se de tal maneira que esta se torna instável. Tocar ou mover a articulação pode ser muito doloroso.

Em contraste, a anca torna-se rígida, perde o seu raio de ação e provoca dor ao mover-se.

A artrose afeta com frequência a coluna vertebral. A dor de costas é o sintoma mais frequente. As articulações lesadas da coluna costumam causar apenas dores leves e rigidez.

Contudo, se o crescimento ósseo comprime os nervos, a artrose do pescoço ou da zona lombar pode causar entorpecimento, sensações estranhas, dor e fraqueza num braço ou numa perna.

Em raras ocasiões, a compressão dos vasos sanguíneos que chegam à parte posterior do cérebro origina problemas de visão, sensação de enjoo (vertigem), náuseas e vómitos. Por vezes o crescimento do osso comprime o esófago, dificultando a deglutição.

A artrose segue um desenvolvimento lento na maioria dos casos depois do aparecimento dos sintomas. Muitas pessoas apresentam alguma forma de incapacidade, mas, em certas ocasiões, a degenerescência articular detém-se.

Tratamento

Tanto os exercícios de estiramento como os de fortalecimento e de postura são adequados para manter as cartilagens em bom estado, aumentar a mobilidade de uma articulação e reforçar os músculos circundantes de maneira que possam amortecer melhor os impactos. O exercício deve ser compensado com o repouso das articulações dolorosas; contudo, a imobilização de uma articulação tende mais a agravar a artrose do que a melhorá-la.

Os sintomas pioram com o uso de cadeiras, reclinadores, colchões e assentos de automóvel demasiado moles. Recomenda-se o uso de cadeiras com costas direitas, colchões duros ou estrados de madeira por baixo do colchão. Os exercícios específicos para a artrose da coluna vertebral podem ser úteis; contudo, são necessários suportes ortopédicos para as costas em caso de problemas graves. É importante manter as atividades diárias habituais, desempenhar um papel ativo e independente dentro da família e continuar a trabalhar.

Também são úteis a fisioterapia e o tratamento com calor local. Para aliviar a dor dos dedos é recomendável, por exemplo, aquecer cera de parafina misturada com óleo mineral a uma temperatura de 48ÞC a 51ÞC, para depois molhar os dedos, ou tomar banhos mornos ou quentes. As talas ou suportes podem proteger articulações específicas durante atividades que gerem dor.

Quando a artrose afeta o pescoço, podem ser úteis as massagens realizadas por terapeutas profissionais, a tração e a aplicação de calor intenso com diatermia ou ultra-sons.

Os medicamentos são o aspecto menos importante do programa global de tratamento. Um analgésio como o paracetamol (acetaminofeno) pode ser suficiente. Um anti-inflamatório não esteróide como a aspirina ou o ibuprofeno pode diminuir a dor e a inflamação. Se uma articulação se inflama, incha e provoca dor repentinamente, os corticosteróides podem ser diretamente injetados nela, embora isto só possa proporcionar alívio a curto prazo.

A cirurgia pode ser útil quando a dor persiste apesar dos outros tratamentos.

Algumas articulações, sobretudo a anca e o joelho, podem ser substituídas por uma artificial (prótese) que, em geral, dá bons resultados: melhora a mobilidade e o funcionamento na maioria dos casos e diminui a dor de forma notória. Portanto, quando o movimento se vê limitado, pode considerar-se a possibilidade de uma prótese da articulação.

Fonte: www.manualmerck.net

Artrose

A artrose sendo a forma mais comum de reumatismo e uma das doenças mais frequentes na espécie humana, é um dos principais fatores determinantes de incapacidade física no indivíduo idoso.

Em graus variados de intensidade e de compromisso poliarticular, afeta a maior parte da população depois dos 60 anos, embora só nalguns casos atinja gravidade suficiente, para determinar sintomas e alteração morfológica articular com significado.

A frequência da artrose aumenta de modo significativo com a idade.

Afeta cerca de 20% da população aos 45 anos e quase 100% aos 80 anos. A observação de alterações de carácter artrósico em numerosos esqueletos pré-históricos, demonstra a sua antiguidade de compromisso no homem. Não se trata pois de uma " doença da civilização ", embora as articulações envolvidas, sejam em certa medida, influenciadas pela adaptação da espécie humana á postura ereta e pelo desenvolvimento da profissão tal como a encaramos hoje.

Embora não haja cura para a artrose, a definição para cada doente de um protocolo terapêutico adequado, permite prevenir ou corrigir problemas da morfologia, aliviar os sintomas, melhorar a capacidade funcional e fundamentalmente, a qualidade de vida. Do mesmo modo, o conhecimento do paciente sobre a sua doença, representa como em todas as formas de reumatismo, um elemento da maior importância na determinação dos resultados do seu tratamento.

O Que é Artrose?

Os ossos de uma articulação são mantidos em posição adequada, por ligamentos e tendões, que permitem apenas os movimentos normais. Os músculos são também determinantes na manutenção da estabilidade da articulação, sendo esta encerrada numa cápsula fibrosa, no interior da qual um fino véu, produz permanentemente uma pequena quantidade de liquido, designado como sinovial, que atua como lubrificante e nutriente da cartilagem.

Numa articulação normal, os topos dos ossos que a compõem, estão cobertos por uma “ capa “ de material elástico esbranquiçado, a cartilagem, que permite o deslizamento suave dos ossos e atua como uma almofada, que absorve o impacto dos ossos no movimento e em particular na carga. A artrose resulta da senescencia e consequente destruição progressiva dos tecidos que compõem a articulação, em particular a cartilagem, conduzindo à instalação progressiva de dor, deformação e limitação dos movimentos. No estabelecimento da artrose, começa por ocorrer uma deterioração da cartilagem, que perde a sua regularidade e elasticidade, o que diminui a sua eficácia e contribui para a sua destruição adicional com o uso repetido e a carga traumática.

Com o tempo, grande parte da cartilagem pode desaparecer completamente. Na ausência de parte ou da totalidade da "almofada" da cartilagem, os ossos roçam diretamente entre si, causando sensação de atrito ( crepitação ), certo grau de inflamação, dor e limitação de movimentos. Com a evolução no tempo, a articulação pode sofrer deformação visível ou palpável, cuja tradução mais comum são os osteofitos, conhecidos popularmente na coluna, por " bicos de papagaio “.

Em fase evolutiva bastante avançada, fragmentos da cartilagem ou do osso subjacente, podem soltar-se para o interior da articulação e limitar ou mesmo bloquear os seus movimentos.

Por outro lado, as estruturas de contenção passiva da articulação, como a capsula articular e os ligamentos, colocadas sob tensão excessiva, podem-se inflamar, retrair ou mesmo romper. Estas alterações, que constituem uma importante causa de dor e incapacidade, podem ser adequadamente apoiadas e tratadas, quando a doença é detectada precocemente ( diagnóstico precoce ).

Quais as articulações afetadas?

Todas as articulações podem ser envolvidas pela artrose. Contudo, as ancas, os joelhos, os pés e a coluna ( articulações de carga) e os ombros, são de longe as mais vulgarmente atingidas, devido ao esforço a que são sujeitas. Uma forma relativamente comum e particular, atinge predominantemente as articulações mais distais dos dedos das mãos. Esta forma é mais frequentes em mulheres após a menopausa.

A articulação da base do polegar é também afetada com bastante frequência, particularmente em donas de casa e noutras profissões com uso intensivo do polegar. Articulações como os ombros, os cotovelos, os punhos e os tornozelos, são menos frequentemente atingidas, a não ser como consequência de sequelas de traumatismos ou de certas doenças gerais.

Quem corre maoir risco?

De uma maneira geral, a artrose é mais frequente e mais agressiva no sexo feminino. A obesidade constitui um importante fator de risco, sobretudo no caso do joelho e da anca, sendo a relação menos clara para a artrose da coluna, embora a obesidade aumente a sintomatologia álgica nesta situação, não existindo no entanto na artrose das mãos.

Algumas profissões com particulares exigências físicas, têm também maior tendência a desencadear a artrose, sendo esse o caso da industria têxtil, em relação ao polegar, da agricultura relativamente à anca e joelho e da industria de construção civil na artrose do joelho.

A doença tem alguma carga hereditária, particularmente nas formas de envolvimento poliarticular. Por outro lado, todos os traumatismos podem aumentar o risco de desenvolvimento de artrose, particularmente quando ocorrem fraturas que atingem as superfícies articulares ou rompem os seus ligamentos, como no caso do joelho com o ligamento cruzado anterior ou os meniscos.

Quais são os sintomas?

O sintoma predominante na artrose é a dor articular, podendo no entanto ter localização variável, consoante a articulação afetada. Em regra, tem um inicio insidioso e progressivo e na sua forma mais característica, é desencadeada principal ou até exclusivamente, pelo movimento ou uso excessivo da articulação, acabando o repouso por a atenuar ou a fazer desaparecer.

No entanto alguns doentes poderão sentir dores mesmo em repouso, sendo normal observar-se igualmente um aumento da dor após longos períodos de repouso.

O doente tem, por exemplo, alguma dificuldade em levantar-se depois de ter estado sentado bastante tempo, situação que surge acompanhada de rigidez articular ( articulação presa ) e que cede em alguns minutos, após o movimento.

A dor localiza-se normalmente em torno da articulação atingida, podendo por vezes, ser sentida a alguma distância. Por exemplo, a artrose da anca pode determinar dor na face posterior e lateral da nádega, na coxa ou mesmo na proximidade do joelho ( 10 % destes doentes, apenas sentem dor na face interna do joelho ). A dor sentida a subir ou descer escadas, é particularmente vulgar na artrose do joelho dependente do compartimento femuro-patelar. A artrose da coluna é uma das causas mais comuns de dor no pescoço ou nas costas.

A dor articular leva o doente a evitar gradualmente o uso da articulação, dai resultando um enfraquecimento dos músculos satélites e consequentemente a uma maior instabilidade, que vai contribuir para o agravamento progressivo da situação (deformação). Note-se que as articulações mais superficiais, como os joelhos e as dos dedos, podem apresentar deformação causada quer por inflamação e derrame de liquido na articulação, quer pelos osteófitos. Estes últimos são especialmente notórios nas articulações das mãos, originando muitas vezes uma sensação de calor articular.Com o tempo, a articulação poderá mostrar limitação de movimentos, mesmo na ausência já de dor.

No entanto é relativamente frequente, muitos doentes não referirem quaisquer destes sintomas, apesar das radiografias revelarem sinais de artrose avançada das suas articulações.

Como se faz o diagnóstico?

No diagnóstico da artrose são tidas em linha de conta as queixas referidas pelo doente, com destaque para a localização, duração e características da dor, bem como também para o nível de amplitude articular. Se o exame clinico das articulações afetadas não for suficiente para estabelecer um diagnóstico, certos meios auxiliares de diagnóstico, como as radiografias e a TAC, podem revelar nos ossos e articulações, alterações características da doença.

Qual é o tratamento?

É profundamente errado o conceito enraizado de que para artrose e para o sofrimento que lhe está associado, sendo uma consequência inevitável da idade, nada há a fazer para além de suportar as dores e assistir á deformação articular.

Não existem tratamentos médicos que permitam parar ou inverter em definitivo uma situação de artrose. No entanto, é possível nas fases iniciais, diminuir a dor e a rigidez das articulações, bem como melhorar os movimentos e a capacidade geral do indivíduo, proporcionando uma melhor qualidade de vida.

O protocolo terapêutico deverá ser adaptado a cada caso particular, dependendo da gravidade da situação, do numero de articulações afetadas, natureza dos sintomas, idade, ocupação e atividades diárias. A colaboração informada dos doentes, como já mencionado, é uma condição essencial para o sucesso do programa terapêutico.

Estão atualmente em desenvolvimento, medicamentos provavelmente capazes de retardar ou mesmo parar, a evolução da artrose e que encerram grande esperança, de virem a desempenhar um papel decisivo na melhoria dos doentes artrósicos e mesmo na prevenção do agravamento da destruição articular e suas consequências.

É verdade que não dispomos de cura para esta doença, mas com a ajuda dos doentes e o recurso criterioso aos meios de tratamento disponíveis, o especialista pode dar uma ajuda decisiva para a melhoria do estado funcional dos doentes e da sua qualidade de vida. Sem dúvida que vale a pena tratar os doentes com artrose.

Proteção articular

Consiste em evitar que as articulações atingidas sejam sujeitas a esforços excessivos, capazes de aumentar a dor ou agravar a doença. O doente poderá aprender a executar tarefas correntes de uma forma mais tolerável e adequada. O emprego de ortóteses de apoio para os membros inferiores ou até mesmo de uma bengala, poderá ser por vezes, extremamente benéfico para os joelhos e ancas. Na coluna vertebral é muito importante o uso de uma postura correta no trabalho, no lazer e mesmo no repouso, com utilização de um colchão de boa qualidade que nem sempre “ ortopédico “. É determinante manter-se o peso próximo do ideal.

Exercício físico

Um programa de exercício físico diário é fundamental no controlo da artrose. Sem ele, as articulações tendem a ficar mais dolorosas e rígidas, os ossos menos flexíveis, os músculos mais debilitados e a situação do doente agrava-se progressivamente. O programa de exercícios deve ser adaptado a cada caso particular.

A prática diária de 10 minutos de bicicleta estática, em regimen de “ roda livre “, proporciona beneficio consistente na artrose do joelho. A marcha em piscina de água tépida idem. Sugere-se por vezes, o recurso a um centro de recuperação, para ensino do doente.

Aplicação de calor e frio

São formas eficazes de diminuir a dor e a rigidez, ainda que temporariamente. Um banho quente pela manhã poderá melhorar significativamente o sofrimento e a rigidez matinal. Existem formas muito variadas de aplicar calor em áreas articulares dolorosas, no entanto as que recorrem a meios eléctrico-fisiátricos ou relacionados, devem ser interditas. A aplicação de frio ( crioterapia ), ajuda a diminuir a sensibilidade local e a reduzir a inflamação e o derrame intrarticular muitas vezes associado .

Controle de peso

Constitui uma atitude da maior importância, já que o peso excessivo determina um esforço adicional para as articulações de carga atingidas.

Medicamentos

Existe uma grande variedade de medicamentos capazes de aliviar os sintomas da artrose, o que faz com que nalguns casos, seja preciso tentar vários até se identificar o mais eficaz. Os analgésicos simples como o paracetamol, são em muitos casos, suficientes para garantir um alivio eficaz e são geralmente bem tolerados.

Os anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno e o diclofenac, são muitas vezes necessários, apesar de poderem acarretar alguns riscos secundários maiores do que os analgésicos, em particular para o estômago. Ajudam a controlar a dor, a rigidez e o inchaço das articulações.

Dependendo da situação, poderá ser indicada uma toma regular continuada, ou consoante for necessário. Alguns medicamentos disponíveis em Portugal, ditos de ação prolongada, como a acemetacina, têm a capacidade de manter as articulações livres de compromisso de forma mais alongada no tempo. São particularmente indicados na artrose, embora não seja ainda clara a sua capacidade de evitar a evolução da doença.

Os derivados da cortisona, administrados por via geral não têm indicação na terapêutica da artrose.

Contudo, a injecção ( infiltração ) de alguns destes produtos ( efetuada exclusivamente por um médico especialista ) em estruturas dolorosas na vizinhança de uma articulação, pode revelar-se extremamente eficaz na melhoria da dor e da rigidez muito incapacitantes.

Complementarmente a associação de medicação com função de condroprotecção, quer por via sistémica, como o sulfato de glucosamina na dose diária de 1,5 gramas, quer por via intrarticular ( viscosuplementação ), como o hialuronato de sódio na dose de uma ampola semanal, pode melhorar e até mesmo recuperar, algumas áreas de doença da cartilagem.

Cirurgia

No tratamento da artrose, dispomos para as fases intermédias da doença da cartilagem de algumas articulações, da cirurgia artroscópica e da cirurgia prostética para as fases mais graves, o que constitui indiscutivelmente, um dos mais compensadores avanços da Cirurgia Ortopédica moderna.

Fonte: www.alternet.pt

Artrose

A artrose é a mais comum das doenças articulares. Seu impacto econômico é enorme, graças à incapacidade que provoca nos pacientes. Quando não tem uma causa identificável, classifica-se como primária.

Quando há uma causa identificável, diz-se que a artrose é secundária.

A artrose caracteriza-se pela perda progressiva da cartilagem das juntas, por uma maior densidade óssea justaposta a essa cartilagem e por uma proliferação de osso nas margens articulares, os chamados osteófitos ou “bicos de papagaio”.

Encontram-se evidências de artrose em alguma articulação na maioria das pessoas acima dos 65 anos. Mais de 80% daqueles acima dos 75 anos são acometidos pela artrose, ou seja, a prevalência da doença aumenta com a idade. Mulheres têm aproximadamente o dobro de propensão em comparação com os homens, e tratando-se de mulheres negras, essas têm o dobro de propensão à artrose no joelho em comparação com mulheres brancas.

Diferenças raciais existem tanto para a prevalência da artrose quanto para os tipos de juntas acometidas. Ignora-se, porém, se essas diferenças são genéticas ou devido ao uso das juntas conforme o estilo de vida de cada grupo étnico.

A artrose resulta de uma combinação de fatores causais locais, como por exemplo um traumatismo, acidente ou queda, quando uma articulação é acometida.

Tanto o trauma quanto o uso repetido da articulação encontram-se entre as causas de artrose. Estudos demonstraram que a perda da integridade de um ligamento ou um dano no menisco podem levar à artrose do joelho. Na doença generalizada, com acometimento das juntas de pernas, mãos e coluna principalmente, a artrose ocorre devido a uma predisposição genética. A obesidade, ou o aumento da massa corporal, tem sido associada com o aumento da prevalência de artrose nos joelhos e não nos quadris.

Alterações observadas na junta com artrose.

A cartilagem articular desempenha dois papéis essenciais: redução do atrito quando do movimento, e distribuição do peso aplicado sobre a junta. A principal característica da doença é a perda progressiva da cartilagem da junta. Há outras, porém, tais como um novo crescimento ósseo logo abaixo da cartilagem, levando a um processo chamado de esclerose do osso, microfraturas e cistos ósseos.

Ocorrem ainda o crescimento do osso nas margens da junta, levando à formação dos chamados osteófitos, responsáveis pela restrição dos movimentos.

Observa-se também uma reação inflamatória nos tecidos moles em torno da junta, decorrente das alterações descritas anteriormente. Com o passar do tempo pode ainda ocorrer uma atrofia muscular.

Sinais e sintomas são geralmente localizados. No começo da doença, a dor ocorre principalmente ao paciente movimentar as juntas, e alivia com o repouso. Com o tempo a dor passa a ocorrer mesmo com esforço mínimo ou em repouso.

A cartilagem não tem nervos, por isso não é sensível à dor. Esta é sentida através de outras estruturas que compõem a junta. Alguns achados que ajudam a caracterizar o quadro são uma leve reação inflamatória, rigidez articular, além de crepitação na junta (o médico e o paciente sentem como se existissem grãos de areia dentro da junta quando esta é movimentada).

Na mão pode haver proeminências ósseas localizadas nas articulações interfalangeanas distais (juntas das pontas dos dedos), que são os chamados nódulos de Heberden .

No joelho, a artrose caracteriza-se por dor localizada em vários componentes desta junta, crepitação, atrofia muscular pelo desuso, além dos chamados “genu varo” ou “genu valgo”, que consiste no desgaste desigual da cartilagem, tornando os joelhos voltados para fora ou para dentro respectivamente.

No tornozelo a artrose é bem mais rara. Pode ser vista em bailarinos profissionais. A dor nestes casos é de início insidioso, podendo se localizar em pontos distantes como na virilha, coxa, nádegas, região ciática ou no joelho. Pode-se observar que a pessoa manca, além de constatar-se a perda do movimento do tornozelo afetado, às vezes com calor e inchaço localizados.

Outros locais de manifestação da artrose podem ser o pé e a coluna. Nesta última são freqüentes o desgaste dos discos que se situam entre as vértebras, bem como a formação dos “bicos de papagaio”. As dores são uma constante, mais freqüentes na coluna cervical ou na região lombar.

O médico em geral solicita exames de laboratório para afastar a possibilidade de haver outros tipos de reumatismo. Auxiliam na exclusão de outras doenças articulares. Não há um exame específico para comprovar a presença da artrose.

As radiografias não definem claramente a degeneração mínima ou moderada da cartilagem nos estágios iniciais da doença. São características da alteração progressiva na junta a diminuição do espaço das articulações por degeneração da cartilagem, esclerose óssea abaixo da cartilagem (o osso tende a ficar mais endurecido perto das juntas e aparece como faixas brancacentas nas radiografias) e formação de osteófitos e cistos (lesões circulares ou ovais de diferentes tamanhos escavadas pela inflamação dentro dos ossos em torno das juntas acometidas pelo processo).

Outros exames de imagem como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e o ultrassom auxiliam no diagnóstico diferencial de lesões por outras doenças reumáticas, mas pouco informam sobre a artrose nos estudos de rotina.

Deve-se optar por um tratamento específico e individualizado. A fisioterapia é utilizada para aliviar a dor em fases agudas, preservar a função das juntas e melhorar sua movimentação.

A fisioterapia alivia a dor e os espasmos musculares, proporcionando à articulação um certo grau de movimento. Também causam o mesmo efeito a aplicação de calor local ou banhos quentes. Caminhadas e corridas intercaladas, ou mesmo o uso de bicicleta ergométrica podem ser toleradas, desde que usadas adequadamente. O reforço muscular é parte fundamental do tratamento bem feito.

Proteger as articulações do uso excessivo é um dos objetivos. Isso pode ser feito através do uso de bengalas quando joelhos ou quadris estão acometidos, ou através de modificação de hábitos como jardinagem, escrita, tricot e outros. Um terapeuta ocupacional treinado pode ser de extrema valia para um aconselhamento neste sentido. Aconselha-se a diminuição do peso especialmente em pacientes obesos.

Medicamentos analgésicos tais como acetaminofen (Tylenol, Dôrico), administrados regularmente, são muito bons no controle da dor. Preparações com narcóticos devem ser limitadas no uso pois causam dependência e raras vezes a dor é de tal monta que justifique seu uso. Embora a aspirina seja bem tolerada por muitos pacientes, as novas drogas antiinflamatórias não esteróides estão relacionadas com um menor grau de toxicidade e maior tolerância.

Corticoterapia oral ou parenteral é indicada no tratamento da artrose apenas em situações muito especiais. Seu médico reumatologista saberá orientá-lo neste sentido. Injeções intra-articulares de corticoesteróides podem ser benéficas quando usadas adequadamente no manejo de respostas inflamatórias agudas em certas juntas. Injeções em torno da junta podem ser necessárias em casos que se acompanham de bursites ou tendinites.

As cirurgias utilizadas no tratamento da artrose incluem osteotomias (retirada de pequenos pedaços em cunha dos ossos situados perto de articulações, em geral dos joelhos) , e substituição das juntas doentes por prótese total ou parcial. Os avanços nas técnicas artroscópicas permitiram uma maior possibilidade de manejo cirúrgico precoce no curso da doença. Uma das técnicas mais utilizadas no momento é a de limpeza articular por artroscopia, ou “shaving”. O ortopedista é o especialista a ser consultado sobre tais procedimentos.

Fonte: www.drgate.com.br

Artrose

A osteoartrose, osteoartrite ou artrose (OA) é caracterizada ela presença de degeneração da cartilagem articular. É a doença mais comum nos consultórios de médicos reumatologistas, representando cerca de 40% de todas as doenças articulares no idoso, acometendo 30% das mulheres e 17% dos homens com mais de 60 anos de idade.

A OA é responsável pela incapacidade laborativa de quase 15% da população adulta mundial e no Brasil ocupa o 3º lugar na lista dos segurados da Previdência Social que recebem auxílio-doença, sendo apenas superada pelas doenças cardiovasculares e mentais.

No meio leigo a OA é conhecida como “bico de papagaio”, sugerindo de maneira equivocada que a doença acometa apenas a coluna; no entanto, a artrose pode afetar qualquer articulação diartrodial. Incide predominantemente no sexo feminino, na idade adulta entre 4ª e 5ª décadas e no período da menopausa.

Além disso, a OA pode ser primária (idiopática) ou secundária a situações prévias de lesão articular tais como processos traumáticos e/ou inflamatórios de etiologias distintas incluindo trauma mecânico, artrite infecciosa, artrite reumatóide, necrose asséptica, doenças neurológicas, etc.

Já a causa da OA primária permanece desconhecida e vários mecanismos parecem estar envolvidos destacando-se fatores mecânicos, bioquímicos, inflamatórios, imunológicos, genéticos e metabólicos, além do sedentarismo e menopausa. Dentre eles, o estresse mecânico sobre a articulação parece ser o principal desencadeante da doença. Micro-traumatismos constantes parecem preceder a erosão da cartilagem com liberação de enzimas proteolíticas e colagenolíticas que degradam complexos proteína-polissacarides (responsáveis pela elasticidade da cartilagem).

Além disso, a interleucina-1 e o fator de necrose tumoral alfa (TNF) produzidos pelos condrócitos e pela membrana sinovial perpetuam a ação destas enzimas levando à aceleração da degradação e perda da cartilagem da superfície articular. Com o desaparecimento cartilaginoso progressivo e perda de sua viscoelasticidade natural, focos de amolecimento e depressão da superfície cartilaginosa e zonas de fibrilação provocam reação do osso subcondral.

Este permanece em contato direto com a superfície articular da junta adjacente levando a perda da sua conformação natural, condensação nas áreas de pressão (esclerose) e proliferação junto às bordas da articulação com o surgimento de osteófitos ou “bicos de papagaio” e limitação articular e funcional.

Embora aproximadamente metade dos adultos com 30 a 35 anos de idade e quase todos acima de 50 anos apresentem alterações articulares degenerativas compatíveis com OA, apenas parte deles tem manifestações clínicas, permitindo distinguir a artrose silenciosa da artrose doença, ou seja, aquela que exige trata-mento.

Apesar da degeneração cartilaginosa existente nas superfícies articulares, a artrose silenciosa é assintomática, podendo-se observar crepitação articular e/ou limitação discreta de movimentos. Achava-se que estas alterações decorriam do envelhecimento articular, mas sabe-se hoje que o processo senil normal não justifica os achados observados nos pacientes com OA.

Portanto outros fatores devem estar envolvidos no processo degenerativo articular primário como sobre-carga articular (excesso de peso corporal, defeitos posturais, sobrecarga mecâni-ca pela prática inadequada de alguns esportes, etc) além de fatores adicionais ou irritativos (estresse, traumatismos, infecções, influência hormonal e/ou vascular, hipersensibilidade a condições metereológicas, etc) de modo a contribuir para que a artrose deixe de ser silenciosa e transforme-se na forma ativa da doença.

Quanto aos sinais e sintomas da doença, a OA caracteriza-se pelo desenvolvimento gradual de dor, rigidez, sensação parestésica ou formigamento de membros superiores e/ou inferiores, limitação e deformidade articulares. A dor é o principal sintoma da OA, podendo ser acompanhada de inchaço e rigidez articular.

Nos estágios iniciais ocorre apenas aos movimentos e pode simular sensações de peso e cansaço; geralmente ela é vaga, pouco precisa, inespecífica e indefinida, podendo ser fixa, irradiada, referida, contínua, intermitente, etc. Progressivamente pode haver dor em repouso e noturna além de espasmo da musculatura juxta-articular que intensificam o quadro doloroso. A rigidez articular é leve, matutina e de curta duração.

Os formigamentos ou parestesias são relativamente fugazes e associam-se à sensação de peso e ao desconforto articular. Ao exame físico observamos crepitação e dor localizada; edema e aumento articular por osteofitose e/ou sinovite secundária podem estar presentes.

Conforme a região acometida a OA pode ser central ou axial quando o envolvimento é na coluna vertebral e periférica se afetar articulações dos membros.

A osteoatrose central, axial, doença degenerativa discal ou espôndilo-artrose é a forma mais habitual de "reumatismo" e a maioria dos pacientes tem excesso de peso corpóreo e/ou defeitos posturais. As regiões mais afetadas são a cervical e/ou a lombar, nos segmentos de C5 a C7 e de L3 a L5.

As queixas mais freqüentes são rigidez e dor localizada ou radicular secundárias às alterações degenerativas dos discos intervertebrais, das articulações inter-apofisárias posteriores e das unco-vertebrais.

A dor radicular pode estar relacionada à compressão de raiz nervosa por osteófitos ou por prolapso de um disco intervertebral degenerado podendo associar-se a parestesias, alterações sensitivas e de reflexos osteo-tendíneos na área de distribuição da raiz afetada.

O espasmo reacional da musculatura paravertebral contribui significativamente para a piora do quadro clínico. Na OA periférica, as articulações mais comprometidas são as das mãos e aquelas que recebem carga como coxofemurais (quadril), joelhos (gonartrose) e metatarso-falangeanas (pés).

Gradualmente surgem protuberâncias ou nódulos de Bouchard e Heberden nas margens e superfícies dorsolaterais das articulações interfalangeanas proximais (IFP) e distais (IFD) das mãos respectivamente, com pouca ou nenhuma dor, embora possam ter sinais inflamatórios importantes; nesta fase o principal motivo que leva à consulta médica geralmente decorre de razões estéticas, mesmo porque, em seguida, surgem deformidades associadas a desvios articulares e flexão dos dedos.

Ainda na mão, a articulação trapézio-metacarpiana (rizoartrose) é freqüentemente afetada em donas de casa com atividades domésticas, costureiras, alfaiates e tapeceiros gerando incapacitação importante em suas atividades. Nos pés, a artrose da articulação metatarsofalangeana do 1º dedo (joanete) pode ser um importante empecilho à deambulação alterando a marcha do indivíduo doente.

O diagnóstico da OA é clínico e radiológico já que os exames laboratoriais geralmente são normais, exceto a VHS que pode estar discretamente elevada.

Portanto os testes laboratoriais geralmente ajudam pouco, exceto quando excluem outras doenças. Por outro lado, alterações radiológicas características revelam diminuição do espaço articular; esclerose e cistos subcondrais; osteófitose e deformidades articulares.

No entanto, é importante ressaltar que nem sempre a presença de alterações radiológicas indica sintomatologia clínica, já que quase 40% das pessoas cursam com dissociação clínico-radiológica.

O tratamento da OA é individualizado, multidisciplinar e tem três objetivos básicos: aliviar os sintomas (dor e inflamação); bloquear a evolução de doença e regenerar os tecidos lesados; e recuperar a função. Medidas gerais e de educação e apoio são essenciais e visam esclarecer o paciente com relação à importância do controle de peso e adequação de atividades físicas ou esportivas, atividades profissionais e atividades do dia a dia. É necessário evitar posturas inadequadas, excesso de sobrecarga mecânica e situações desencadeantes de instabilidade e estresse articular.

Desta forma, suporte fisioterápico enfatizando a cinesioterapia e a hidroterapia são de grande importância no tratamento global do indivíduo com OA; além disso, o u so de órteses, bengalas, andadores, muletas, palmilhas e calçados adequados podem ser fundamentais e aliviam a sobrecarga articular. Os medicamentos indicados inicialmente são sintomáticos e de ação rápida como analgésicos e anti-inflamatórios não hormonais.

Drogas de ação lenta como cloroquina, diacereína (inibidor de IL-1) e condro-protetores (condroitina, hidroxiprolina, glicosaminoglicanos) visam inibir as metaloproteases e estimular a síntese de elementos da matriz cartilaginosa. Além disso, terapêutica visco-suplementadora (ácido hialurônico) tem ganhado destaque nos últimos anos com a utilização de substâncias intra-articulares que restauram a viscosidade articular natural melhorando consideravelmente o desempenho e função de grandes articulações como joelhos e ombros. Nos casos mais graves e avançados com deformidades articulares incapacitantes e dor persistente e refratária ao tratamento farmacológico, t ratamento cirúrgico incluindo a artroplastia com utilização de próteses podem ser necessários.

Finalmente, é fundamental ressaltar que nos últimos anos, grandes avanços têm surgido no tratamento da OA e várias perspectivas e medidas experimentais têm sido investigadas como o uso de fatores de crescimento, enxerto de tecidos moles como periósteo e pericôndrio autólogos na cartilagem lesada e até mesmo transplantes de condrócitos e de cartilagem.

No entanto, é importante enfatizar que já é possível na atualidade proporcionar ao paciente com OA melhora dos seus sintomas e conseqüentemente uma melhor qualidade de vida em sua casa e na sociedade em que vive, desde que as medidas terapêuticas e de apoio sejam acompanhadas e tratadas com disciplina e confiança e sempre sob orientação do médico especialista - o reumatologista, profissional amplamente qualificado para tratar tais pacientes.

Cláudia Goldenstein Schainberg

Fonte: imunologic.com.br

Artrose

Artrose e artrite: qual a diferença?

Artrite e artrose fazem parte do quadro de reumatismo que engloba inúmeros tipos diferentes de doença. Tudo o que acomete as juntas chama-se artrite. Existem artrites traumáticas provocadas por acidentes ou torções, metabólicas como as da gota, por exemplo, mais freqüentes no sexo masculino do que no feminino, artrites infecciosas causadas por bactérias etc.

A artrose é um processo degenerativo de desgaste da cartilagem, que afeta sobre tudo as articulações que suportam peso ou as que fazem movimentos em excesso, como por exemplo com os joelhos ou os pés.

Esta doença vincula-se ao envelhecimento das articulações, ligado ao passar do tempo. Inicia-se, em geral, a partir dos 40 ou 45 anos. Porém, também pode aparecer de forma precoce como conseqüência de traumatismos ou problemas congênitos que afetem a articulação. Por exemplo, a displasia da cadeira é uma malformação congênita da articulação, este é um fato que predispõe a uma artrose precoce.

"A artrite é uma doença inflamatória que pode afetar várias articulações ao mesmo tempo, por isso denomina-se poliartrite. Não está vinculada com a idade, pois pode aparecer na juventude", explica a especialista.

A artrose diferencia-se da artrite reumatóide pelo comprometimento do estado geral. E também existem pessoas assíntomas, mas o médico pode detectar a artrose em uma radiografia. Isto mostra, entre outras coisas, que o espaço ocupado pela cartilagem é menor que o habitual porque esta está deteriorada. Dado que a cartilagem cumpre a função de amortecer a pressão e o atrito entre os ossos, ao deteriorarem-se, os ossos se tocam e se desgastam.

Basicamente, a diferença entre osteoartrite, nome correto da artrose, e artrite reumatóide é que a primeira acomete pessoas de idade mais avançada enquanto a segunda pode ocorrer em todas as idades e sua incidência é maior no sexo feminino.

Fonte: www.saphyria.com.br

Artrose

O que é osteoartrite?

A osteoartrite, antes conhecida como Osteo ou simplesmente artrose, corresponde a um grupo de problemas que resulta em alterações anatômicas, com conseqüentes repercussões nas juntas (articulações), principalmente em:

Joelhos

Quadris

Mãos

Coluna vertebral

Algumas vezes, apenas uma única articulação (junta) e comprometida, mas em outras situações, poucas ou muitas delas podem ser afetadas ao mesmo tempo e com intensidades diferentes.

Além de provocar dores, sensações de rigidez e edema (inchaço), a osteoartrite pode ocasionar limitações funcionais, tais como:

Perda de movimentos

Deformidades

Incapacidade total do membro, de acordo com a articulação atingida.

E uma doença muito freqüente, tanto que, segundo a experiência medica, a maioria das pessoas acima de 65 anos e cerca de 80% daquelas que já passaram dos 75 anos acabam sofrendo dessa enfermidade.

Pode surgir sem uma causa aparente, sendo então considerada primaria ou idiopática (sem causa conhecida) ou ter um fator identificado que favoreça seu aparecimento (fator predisponente); e a chamada osteoartrite secundaria.

Diversas conchegues tem sido relacionadas como agentes causais de osteoartrite secundaria, particularmente as doenças metabólicas, distúrbios anatômicos, traumas, artrites e infecções.

Quem pode ter osteoartrite?

Homens e mulheres que apresentam fatores de risco para o desenvolvimento da osteoartrite são os que estão mais expostos a essa doença.

Tais fatores podem atuar por meio de dois mecanismos básicos, como mostra o quadro 1:

Quadro 1

OSTEOARTRITE - Principais fatores de risco individuais

Suscetibilidade

(maior predisposição a doença)

Hereditariedade

Obesidade

Disfunções hormonais

Hipermobilidade

Artropatias (doenças das juntas)

Outras doenças

Fatores mecânicos

Trauma

       Uso repetitivo tanto no trabalho como no lazer e no esporte

Desarranjos estruturais da própria articulação

Hereditariedade

A herança genética e um importante componente na causa da osteoartrite, particularmente na sua forma poliarticular, em que são afetadas varias articulações. Ou seja, as pessoas que tem parentes com osteoartrite generalizada apresentam maior risco de desenvolver a doença.

Obesidade

O excesso de peso corporal pode estar associado com o desenvolvimento de osteoartrite nos joelhos em ambos os sexos. Entretanto, sua relação com a osteoartrite de quadril ainda e discutível. De qualquer ' maneira, a sobrecarga de peso acentua a dor nas articulações dos membros inferiores e da coluna lombar.

Disfunções hormonais

A predominância de osteoartrite poliarticular no sexo feminina sugere que este tipo de problema articular na mulher pode ser favorecido por alterações dos hormônios. Alias, essa doença parece ocorrer com maior freqüência apos a menopausa.

Hipermobilidade

Indivíduos com excesso de amplitude de movimentos, devido a muita flexibilidade nas articulações, apresentam risco maior de desenvolver osteoartrite.

Doenças das juntas (artropatias) e outras doenças

As enfermidades que causam inflamação das articulações (artropatias) podem ocasionar osteoartrite secundaria. Tem sido documentadas algumas associações entre osteoartrite e diabete melito. Alem disso, as doenças que alteram a estrutura da articulação estão fortemente relacionadas ao aparecimento e a progressão de osteoartrite.

Trauma

O trauma de forte intensidade e uma causa comum de osteoartrite de joelho, principalmente quando afeta os ligamentos ou os meniscos. Quando um menisco e retirado (meniscectomia), ha risco maior de desenvolvimento de osteoartrite. Os riscos aumentam com o avanço da idade, com a predisposição e com a época da meniscectomia. Em alguns casos, a doença pode se instalar em indivíduos mais jovens.

No trauma em que ocorre fratura ou luxação, pode haver alteração da função mecânica da articulação, o que pode predispor ao aparecimento de osteoartrite.

São comuns os casos de fratura com subseqüente osteoartrite no ombro, punho, quadril ou tornozelo.

Uso repetitivo

Determinadas tarefas no trabalho podem agravar a dor nas articulações comprometidas. As atividades que precisam ser executadas em posição ajoelhada, por exemplo, costumam acentuar a osteoartrite de joelhos.

Algumas praticas esportivas ou de lazer aumentam os riscos de trauma, alem de poder agravar o quadro clínico dos portadores de osteoartrite.

Como se manifesta a osteoartrite?

Em algumas pessoas, a doença pode evoluir sem apresentar sintomas. Muitas juntas com evidência radiográfica de osteoartrite podem permanecer sem sintomatologia por longos períodos.

O aparecimento de sintomas e usualmente lento. A principio surge dor intermitente (que aparece e desaparece) na junta atingida, geralmente relacionada a esforço físico.

Pode também ocorrer sensação de rigidez articular, associada a um estado de dor de difícil localização. Alguns pacientes sofrem diminuição gradual da amplitude de movimentos das articulações afetadas.

Um trauma pode transformar uma articulação com osteoartrite sem sintoma em uma articulação muito dolorosa. Por exemplo, o individuo pode não perceber qualquer problema em seus joelhos ate que uma contusão nesse local torne a região bastante dolorida, levando ao aparecimento inicial de sinais e sintomas da doença - veja quadro 2.

Quadro 2

OSTEOARTRITE - Principais sinais e sintomas

Sinais

Pontos dolorosos nas margens da articulação

Sensibilidade exagerada na articulação

Inchaço articular

Crepitações (atritos)

Derrame intra-articular

Movimentos restritos e dolorosos

Atrofia muscular periarticular

Enrijecimento da articulação

Instabilidade articular

Sintomas

Dor relacionada a exercício físico

Dor ao repouso

Dor noturna

Rigidez apos inatividade (tempo parado)

Perda de movimento

Sensação de insegurança ou de instabilidade

Limitação funcional

Incapacidade

A dor e, sem duvida, o sintoma mais importante e comum da osteoartrite. Sua intensidade varia muito, podendo ser bem leve ou muito intensa, com variações semanais ou ate diárias. Pode ser pior no final do dia ou no final de semana. Em geral, a sensação de dor piora com o uso da articulação afetada, e assim permanece por horas apos a interrupção da atividade física. Enquanto a maioria sente dores relacionadas ao exercício físico, alguns pacientes descrevem dor ao deitar-se e outros, dor noturna. Alguns relatam sensações de "pontadas" durante certos movimentos ou com a sustentação de peso.

A sensação de rigidez articular e referida pela maior parte dos portadores da doença, podendo ser difícil iniciar os movimentos, dando a impressão de que a articulação acometida esta "presa". Essa sensação, porem, vai gradativamente desaparecendo com a movimentação. A rigidez ocorre apos um período sem movimentação e, geralmente, não dura mais que 30 minutos.

A restrição de movimentos pode ser descoberta na evolução da doença, sendo, com freqüência, acompanhada de dor, que tende a ser pior no final da amplitude do movimento realizado.

Muitos pacientes com osteoartrite queixam-se também de sensação de insegurança ou de instabilidade nas articulações comprometidas. Alguns dizem ter a impressão de que a articulação "falha" no seu desempenho.

Dependendo da gravidade da doença, pode haver diferentes graus de atrofia muscular (diminuição do tamanho dos músculos) na região próxima a articulação afetada.

Durante a execução de movimentos, podem ser percebidas crepitações (estalos), devido ao atrito das superfícies articulares que encontram-se irregulares, interferindo com os movimentos normalmente suaves.

O enxágua, muitas vezes sensível ao toque, e outro sinal freqüente de osteoartrite. Pode variar em volume e manter-se por períodos variados de tempo.

Nos casos mais avançados, pode haver grande destruição das estruturas articulares, com importantes deformidades e conseqüente perda de função, impondo ao paciente dificuldades na sua rotina como, por exemplo, perda de habilidade para vestir-se sozinho, limitações para subir ou descer escadas ou ate para caminhar pequenas distancias.

Como deve ser o tratamento da osteoartrite?

Há muitos tratamentos disponíveis para aliviar os sintomas dessa enfermidade, bem como para melhorar e preservar a função articular e a qualidade de vida.

Tais tratamentos envolvem desde a simples orientação educacional para os pacientes ate o uso de medicares, fisioterapia e cirurgia, em casos extremes.

É importante que o individuo com osteoartrite mantenha boa saúde geral, elimine os fatores de risco, como o excesso de peso corporal, preserve uma boa forca muscular e, acima de tudo, reconheça a sua própria responsabilidade no controle do tratamento.

Exercícios, fisioterapia e hidroterapia

Exercer alguma atividade física diária (compatível com sua respectiva idade e condicionamento físico) e extremamente importante. Tal conduta melhora o sistema cardiovascular, a sensação de bem-estar e a função mental, além de reduzir a ansiedade, a depressão ou outra forma de estresse psicológico que possa estar presente.

Os exercícios devem ser moderados e de baixo impacto. Obviamente, as atividades físicas devem respeitar a gravidade do envolvimento articular, alem da saúde geral da pessoa com osteoartrite.

Fisioterapia e hidroterapia também são úteis para a prevenção e o tratamento da osteoartrite.

Calçados, acessórios e terapia ocupacional

Calçados apropriados são particularmente importantes. Palmilhas, calcanheiras e outros recursos para o realinhamento, absorção de impacto e conforto podem ser utilizados dentro dos calçados para facilitar o ato de caminhar. Diversos acessórios (órteses), como as bengalas, podem contribuir para melhorar a segurança e a estabilidade, alem de reduzir a dor ao caminhar. Alguns pacientes com quadros mais graves podem se beneficiar com o emprego desses acessórios.

Diversos recursos disponíveis no lar e no trabalho podem ser de grande ajuda, fazendo com que a terapia ocupacional também ganhe destaque no tratamento da osteoartrite. O ensino de técnicas para a

execução de tarefas do dia-a-dia e util para que o paciente possa conviver melhor com sua rotina diaria.

Tratamento medicamentoso

Muitos medicamentos têm sido utilizados no tratamento da osteoartrite.

Os agentes analgésicos, incluindo os antiinflamatórios não-esteroides (AINEs), ou seja, não-derivados de hormônios, são geralmente recomendados para:

Casos de dores agudas e particularmente fortes

Como medida preventiva! antes de alguma atividade física que provavelmente ocasionara dor de maior intensidade

De maneira regular, com uso freqüente para suprimir quadros dolorosos persistentes.

É importante destacar que os AINEs representam as medicares mais usadas no tratamento da osteoartrite, sendo principalmente utilizados para ah'alívio da dor e da rigidez articular.

Os antiinflamatórios mais antigos, no entanto, podem causar reações adversas importantes no estomago e intestinos (gastrite, ulceras, perfurações, sangramentos).

Para evitar esses efeitos indesejáveis, foi desenvolvida uma nova classe de AINEs que mantém a capacidade de combater a dor e a inflamação da osteoartrite sem causar efeitos indesejáveis no estomago e intestinos.

Deve-se ter especial precaução com o uso dos AINEs, particularmente em indivíduos mais idosos com função renal ou hepática comprometida, que, em geral, são mais sensíveis a eventuais reações adversas do medicamento utilizado. Recomenda-se, portanto, utilizar esses medicamentos sempre sob orientação m£dica.

Medicamentos de uso tópico (creme, pomada, "spray" etc.) com propriedades analgésicas e/ou antiinflamatórias também podem ser utilizados.

A injeção local (infiltração articular, ou seja, na própria junta) também é indicada, mas sob supervisão médica obrigatória.

Tratamento Cirúrgico

Existem diversos procedimentos cirúrgicos que podem trazer benefícios em variadas situações, de acordo com as características de cada caso e as indicações determinadas pelo médico responsável.

Shirley de Campos

Fonte: www.drashirleydecampos.com.br

Artrose

A artrose é uma doença crônica, degenerativa, que afeta as articulações das pernas de trás e as da coluna vertebral. Segundo a gravidade, poderá ocorrer redução de mobilidade, anquilose e até bloqueio completo.

A artrose é chamada cientificamente osteoartrite crónica ou artropatia. Caracteriza-se pela degeneração da cartilagem articular com uma proliferação óssea no bordo das superfícies articulares. Estas excrescências ósseas são chamadas "osteófitos’. Na coluna vertebral fala-se geralmente em bicos de papagaio, por causa do seu aspecto radiológico, muito parecido com o bico dos psitacideos (família a que pertencem os papagaios).

As Causas

A causa real da artrose é desconhecida, embora a doença seja devida ao envelhecimento normal da articulação e aos traumatismos não habituais suportados pela cartilagem articular.

A artrose pode ser primária ou secundária. A primária caracteriza-se pela ausência de um fator desencadeador inicial, enquanto que a segunda é conseqüência de um episódio agudo de artrite (A artrite é uma doença aguda, uma resposta inflamatória na articulação cuja causa inicial muitas vezes é conhecida. Assim, fala-se de artrite infecciosa ou supurativa, poliartrite reumatóide ou artrite traumática). O papel da idade parece evidente no primeiro caso, uma forma de artrose que se encontra muito raramente nos indivíduos jovens.

A artrose também pode aparecer quando existem más formações articulares: assim, a evolução da displasia coxo-femural conduz, inevitavelmente, à formação de osteófitos bem visíveis radiologicamente.

Os Sintomas

O sintoma mais evidente da artrose é que o animal começa a mancar. Este sintoma se manifesta principalmente no frio, quando o cão acaba de se levantar, por exemplo, e diminui à medida que o exercício aquece a articulação. A artropatia, na verdade, provoca dificuldades para se mover e produz uma dor que pode ser mais ou menos forte. O exame da articulação nas suas posições extremas fará com que o animal se queixe.

Se o animal é obeso - caso frequente no cão artrósico - a degeneração da articulação (que suporta um peso excessivo) ocorre mais rapidamente e as manifestações clínicas são mais precoces: estalidos quando se move a articulação, hipertrofia da mesma, musculatura atrofiada devido à diminuição da atividade física.

Exceto quando a artrose é consequência de um traumatismo localizado, é mais comum encontrá-la na sua forma poliarticular. Assim, quando se leva o animal a uma consulta por causa de um problema na pata, por exemplo, o exame descobre muitas vezes a existência de lesões em outras articulações.

Artrose
Acima, radiografia de quadris normais; à direita, a displasia coxo-femural do cão complica-se
muitas vezes com artroses (as excrescências ósseas estão bem visíveis aqui)

O Diagnóstico

É relativamente fácil no caso do animal obeso e velho.

A radiografia permite revelar as lesões características da doença, ou seja, diminuição do espaço articular afetado pelo desgaste da cartilagem e, nos casos mais graves, áreas de proliferações ósseas nas bordas da articulação assim como espaçamento da cápsula articular.

Como tratar a artrose

O tratamento desta patologia costuma ser difícil. Em primeiro lugar, é imprescindível um regime alimentar equilibrado, a fim de eliminar o excesso de peso do animal. Também é indispensável o exercício cotidiano, que deve ser progressivo e suave para preservar as estruturas já danificadas pela doença.

Por último, na medida do possível, o cão deve ficar protegido do frio e da umidade.

Tratamento médico

Por um lado, permite aliviar as dores provocadas pela artrose e, por outro, tenta prevenir o agravamento das lesões.

Os medicamentos de base utilizados contra esta patologia são a aspirina e Outros derivados do ácido salicílico. Estes medicamentos, no entanto, muitas vezes são mal tolerados pelos carnívoros, que podem ter vômitos e até hemorragias do estômago.

Os outros produtos analgésicos e anti-inflamatórios que são os corticóides e os anti-inflamatórios não esteróides (AINS) têm também as mesmas conseqüências na mucosa gástrica. Em todo o caso, os corticóides têm a vantagem de se poder utilizar ia situ, em injeções intra-articulares, mas a sua ação tem duração limitada, o que obriga a renovar a sua administração.

Medicamentos à base de enxofre podem evitar um agravamento muito rápido da situação.

Tratamento cirúrgico

Em alguns casos, pode-se recorrer a uma intervenção cirúrgica, ou para tirar os esteófitos da articulação, ou para introduzir uma substância viscoelástica que a lubrifique, ou ainda para fazer uma prótese total, que irá substituir a área que já não funciona.

Note-se que a cura apenas é possível nos casos de intervenção precoce, realizada simultaneamente sobre a doença e suas possíveis causas e sobre os seus sintomas.

Se as lesões estão muito avançadas, não se pode esperar uma recuperação total da articulação afetada. Neste caso, um grau maior de invalidez afligirá o animal, infelizmente, durante o resto da sua vida.

Fonte: www.summerstorm.com.br

Artrose

É a forma mais comum do reumatismo e afeta a maior parte da população mundial depois dos 50 anos. Atinge 20% da população com 40 anos de idade e 100% quando tomamos como referência a população com 80 anos.

É a destruição progressiva dos tecidos que compõem as articulações (parte do corpo que permite a mobilidade dos ossos), levando à instalação progressiva de dor, deformação e limitação dos movimentos. As áreas no corpo mais comprometidas são as que suportam maior peso.

Artrose

A incidência da doença

A artrose atinge 20% da população com 40 anos de idade e 100% quando tomamos como referência a população com 80 anos.

As regiões do corpo mais afetadas

A doença pode atingir qualquer articulação, porém as áreas mais freqüentes são:

Do pescoço

Do joelho

Da coluna

Dos quadris

Das mãos

Dos pés.

A cartilagem

Artrose

A - Cartilagem do joelho

Numa articulação normal, os topos dos ossos estão cobertos por um material elástico esbranquiçado, a cartilagem, que permite o deslizamento suave dos ossos e atua como uma almofada que absorve o impacto no movimento. Essa região não tem nervos, por isso não leva à dor.

Na artrose, ocorre uma deterioração da cartilagem, que perde a sua elasticidade.

O processo da doença

Artrose
O roçar constante dos ossos leva, primeiro, à degeneração da cartilagem. O líquido sinovial, que lubrifica a cartilagem, perde a qualidade e a região pode corroer mais facilmente.

Artrose
Os constantes traumatismos na articulação – peso excessivo e movimentos repetitivos, por exemplo – levam ao desgaste completo da cartilagem. Com o tempo, a dor começa a aparecer

Artrose
Na ausência completa da almofada da cartilagem, os ossos roçam diretamente entre si, causando atrito, dor e limitação de movimentos. Podem também sofrer deformação visível

Artrose
Em casos mais graves, fragmentos de cartilagem ou do osso soltam-se para o interior da articulação, podendo bloquear os movimentos. Os tendões e ligamentos que sustentam a articulação podem romper ou inflamar

Tratamento

Não tem cura e não existem tratamentos que permitam barrar ou reverter a artrose.

No entanto, é possível diminuir a dor e a rigidez das articulações, e também melhorar os movimentos.

O tratamento é individualizado para cada caso e depende da gravidade da situação, da natureza dos sintomas, da idade e da atividade profissional.

Alguns métodos:

Proteção articular

Talas e bengalas

Correção postural

Exercícios dirigidos.

Precauções

Alguns exercícios, quando feitos sem acompanhamento médico, podem desencadear ou agravar uma artrose.

Alguns exercícios mais arriscados:

Exercício Articulação afetada
Balé Tornozelo
Boxe Mãos
Ciclismo Joelho
Corrida Joelho e quadril
Futebol Pé, tornozelo, joelho e quadril
Musculação Coluna

Fonte: www.santalucia.com.br

Artrose

Exercícios físicos: Um passo certo no tratamento e na prevenção da artrose

A atividade física é muito importante para a manutenção da saúde. Se você for sedentário, com o passar do tempo pode apresentar diversos sintomas causados pela falta de exercícios.

O que poucas pessoas sabem é que muitas vezes essas doenças não são uma característica da idade avançada, mas sim do sedentarismo por tempo prolongado.

Em contrapartida, quando nos exercitamos regularmente, estamos nos prevenindo de uma série de enfermidades e atuando no tratamento de problemas de saúde já estabelecidos, como a artrose.

Qual a importância dos exercícios físicos à saúde?

Contribuem para a prevenção e o tratamento de problemas como artrose, hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares, osteoporose, obesidade e depressão. Os exercícios propiciam melhor reabilitação pós-cirúrgica, fazendo com que ocorra ganho de força, flexibilidade, equilíbrio e condicionamento cardíaco. Não importa há quanto tempo a pessoa é sedentária. Ela sempre vai se beneficiar do início de uma prática de exercícios.

O envelhecimento provoca diminuição de massa muscular?

A quantidade de músculos que possuímos diminui com o envelhecimento, situação que se agrava drasticamente com o sedentarismo. Os músculos são progressivamente substituídos por gordura.

Músculos fracos podem causar artrose?

Atualmente sabe-se que músculos fracos são uma das causas importantes para o desenvolvimento da artrose de quadril e joelho. O fortalecimento deles faz parte do tratamento da doença.

Sem exercícios, o que acontece com a musculatura?

Ocorre a perda de massa muscular, que é aos poucos substituída por gordura.

O que a perda de massa muscular ocasiona no organismo?

Com a perda muscular pode ocorrer também a perda de força. Isso afeta diretamente a capacidade de executar qualquer tarefa. Os músculos são importantes na manutenção da postura e sem eles aumentam as dores nas costas e as lesões na coluna. Músculos fortes evitam quedas e fraturas e mantêm a osteoporose distante, auxiliando no tratamento da artrose de quadril e joelho.

A pessoa com artrose pode fazer exercícios físicos?

Caso ocorra a interrupção da atividade física por causa da artrose, o quadro só tende a piorar. A falta de exercícios leva à menor lubrificação e nutrição da cartilagem articular e proporciona ganho de peso, sobrecarregando as articulações.

Quais os exercícios mais indicados nos casos de artrose?

O cuidado na prática dos exercícios é fundamental, já que alguns deles podem causar novas lesões ou piorar os sintomas. É fundamental que você consulte um médico antes de começar a se exercitar.

Valem algumas dicas

Cada caso requer atenção personalizada.

Respeite suas dificuldades e diminua a intensidade em caso de dor.

Comece devagar e aumente os exercícios gradativamente.

Evite sobrecarregar a articulação afetada pela artrose.

Utilize roupas e calçados apropriados.

Pratique exercícios com equipamentos adequados e aprenda como utilizá-los.

Preste atenção em sua postura, evitando movimentos que possam causar lesões.

Adapte suas necessidades às suas preferências.

Regularidade é fundamental. Os exercícios são tão importantes quanto os remédios no tratamento.

Acompanhe as vantagens de algumas atividades físicas e os cuidados a ser tomados na hora de praticar as mais comuns, que auxiliam na prevenção e no tratamento da artrose:

Musculação

Vantagens

É possível se exercitar de maneira gradativa, já que os equipamentos oferecem controles variáveis e bastante segurança. É uma atividade altamente recomendada para a terceira idade.

Cuidados

Nem sempre é possível o acesso a academias, mas é fundamental que a prática seja feita com acompanhamento adequado.

Caminhada

Vantagens

É uma ótima opção, que não requer nenhum equipamento específico. É possível praticá-la em parques e ruas, sem nenhum custo.

Cuidados

É recomendável que seja praticada em locais de piso regular e que ofereçam segurança.

Esteira

Vantagens

Os equipamentos modernos possuem sistema de amortecimento e controle de inclinação, facilitando a prática do exercício.

Cuidados

Podem ocorrer desequilíbrios durante seu uso. Recomenda-se o controle da velocidade do equipamento.

Natação

Vantagens

Os movimentos são mais fáceis de executar, propiciando relaxamento muscular e baixa compressão nas articulações, com efeito analgésico.

Cuidados

Não melhora a osteoporose e exige cuidados especiais para que você se adapte ao meio aquático.

Bicicleta

Vantagens

É uma atividade de baixo impacto e útil nos casos de estreitamento do canal da coluna.

Cuidados

Não é recomendada nos casos de joelhos ou quadris com grandes limitações. É preciso tomar cuidado, ajustando a bicicleta adequadamente.

Corrida

Vantagens

Ótima opção para quem quer desenvolver força e flexibilidade.

Cuidados

Proporciona alto impacto, aumentando o risco de lesões de tendões de ligamentos. É necessário ter equilíbrio e condicionamento muscular para diminuir esse risco.

Fonte: www.gazetadelimeira.com.br

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