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Astigmatismo

O que causa o astigmatismo?

Uma córnea normal é redonda e lisa, como uma bola de beisebol.

Com o astigmatismo, a curvatura da córnea fica mais ovalada, como uma bola de futebol americano. O astigmatismo é hereditário e pode ocorrer em conjunto com a miopia ou a hipermetropia.

Quais são os sintomas do astigmatismo?

Para as pessoas que sofrem de astigmatismo, todos os objetos - tanto próximos como distantes - ficam distorcidos.

As imagens ficam embaçadas porque alguns dos raios de luz são focalizados e outros não. A sensação é parecida com a distorção produzida por um pedaço de vidro ondulado

Como se pode corrigir o astigmatismo?

O astigmatismo é corrigido fazendo-se com que os raios de luz se concentrem em um plano único.

Pessoas que sofrem de astigmatismo podem corrigir sua visão de várias maneiras, incluindo:

Óculos

Lentes de contato

Cirurgia:

A laser

Ceratotomia astigmática

A História da Cirurgia a Lase

Quais foram sa primeiras abordagens?

Desde os anos 40, diferentes tipos de cirurgia têm sido desenvolvidos para corrigir erros de refração permanentemente. Atualmente, existem vários tipos de cirurgias refrativas, algumas bastante utilizadas há décadas, outras ainda em fase experimental. Dentre as cirurgias refrativas que apareceram, as mais importantes são a ceratotomia radial (RK) e a ceratectomia fotorrefrativa (PRK).

O que é ceratotomia radial?

A ceratotomia radial (RK) corrige a miopia através do aplanamento da córnea, com uma série de cortes (incisões) na parte central da córnea. Um bisturi com ponta retrátil de diamante é utilizado para realizar a cirurgia. A zona óptica (parte central da córnea, responsável pelo nosso principal tipo de visão) é definida através de um anel circular. A espessura da córnea é medida, e a ponta do corte de diamante é estendida até ficar com o comprimento apropriado. As incisões são feitas a partir da borda da zona óptica até a borda da córnea. Desse modo, a zona óptica central não é tocada. A RK somente pode ser utilizada no tratamento de baixos graus de miopia e astigmatismo; por outro lado, o LASIK pode tratar hipermetropia e graus mais altos de miopia e astigmatismo.

O que é ceratectomia fotorrefrativa?

A ceratectomia fotorrefrativa (PRK) é um procedimento cirúrgico que utiliza um raio laser extremamente preciso para remover tecido corneano, com o objetivo de corrigir erros de refração. A PRK é realizada na superfície da córnea. Considerando que, na PRK, uma grande parte do epitélio corneano (a camada externa de células) precisa ser removida, pode-se dizer que essa cirurgia equivale ao esfolamento do olho ou a uma raspagem corneana, causando muita dor, irritação, lacrimejamento, visão embaçada e a sensação de corpo estranho. Após a PRK, a visão fica embaçada nos primeiros dias, mas melhora com a cicatrização do epitélio corneano e a retirada dos curativos. Ao final de uma semana, a visão estará razoavelmente boa. A correção geralmente se estabiliza após um período de seis meses.

Qual a relação entre LASIK e PRk?

O LASIK se desenvolveu a partir da PRK, e ambas as cirurgias usam o raio laser de forma bastante semelhante. O LASIK proporciona os mesmos benefícios de correção visual, mas com menos (e não tão graves) efeitos adversos quando comparado à PRK. Essa técnica usa um excimer laser para remover parte do estroma corneano. A camada superior de células epiteliais da córnea é preservada, uma vez que a cirurgia ocorre na parte mais profunda, abaixo da camada externa corneana. Como não há abrasão da córnea, o LASIK requer pouca cicatrização. Cinco minutos após a cirurgia, a visão do paciente normalmente está 20/70. Na manhã seguinte à operação, a visão tende a estar 20/40 ou melhor.

O que é um excimer laser?

 

O excimer laser é um instrumento computadorizado de alta precisão que usa luz ultravioleta invisível para realizar cirurgias na córnea. Essa luz não provoca praticamente nenhum dano aos tecidos adjacentes, o que aumenta a segurança do procedimento. Cada pulso do raio laser remove uma quantidade minúscula de tecido corneano - aproximadamente 1/500 da espessura de um fio de cabelo humano.

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Excimer lasers de primeira e segunda gerações usam um feixe de luz amplo (aproximadamente 6 mm de diâmetro), com uma abertura que controla a quantidade de luz à qual o olho será exposto durante cada pulso. Os fabricantes aprimoraram essa tecnologia, dividindo o amplo feixe de luz único em sete feixes menores, que giram ao redor da área de tratamento (de forma semelhante a um chuveiro, que divide o fluxo principal de água em fluxos menores)

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A mais nova geração de excimer lasers, utiliza uma tecnologia inovadora chamada flying spot (ponto voador). Um feixe de luz extremamente fino (aproximadamente 2 mm de largura) entra em contato com o olho na velocidade da luz, permitindo que determinado ponto do olho se restabeleça antes de ser tocado novamente. Esses lasers cobrem uma ampla área de superfície corneana, mas não penetram tão profundamente quanto nos procedimentos de RK.

Diferentemente do que acontece com o feixe de luz amplo, a largura total do raio laser flying spot é aplicada na córnea durante cada pulso. Essa tecnologia produz um formato corneano mais liso e ajuda a aumentar a precisão e a eficiência da cirurgia.

O procedimento

O que esperar?

É comum sentir uma certa ansiedade antes de qualquer procedimento cirúrgico. Mas o LASIK é rápido, os resultados são quase imediatos, e o desconforto é mínimo durante o período de recuperação. É por isso que o LASIK está dentre as cirurgias que mais se desenvolvem hoje em dia.

Diferentemente das primeiras abordagens em cirurgia a laser, o LASIK não remove a camada superior da córnea. Em vez disso, o cirurgião cria uma espécie de lamela na camada superior da córnea, usa o laser para remover um pouco de tecido corneano interno e, depois, reposiciona esta camada. Este é, basicamente, o procedimento normal da cirurgia.

Preparação

Os pacientes recebem, primeiramente, uma medicação para relaxar. Depois, colírios antibióticos, anestésicos e antiinflamatórios são aplicados no olho a ser operado (ou em ambos, se for o caso). O cirurgião isola os cílios e ajusta um espéculo para manter as pálpebras abertas. O outro olho é coberto e mantido fechado.

O passo seguinte envolve o uso de um microcerátomo para fazer a lamela de tecido corneano. O anel de sucção é colocado no olho. Semelhantemente a uma rosca, o anel possui um buraco no meio; este buraco é centralizado sobre toda a córnea. É normal sentir um pouco de pressão e ficar com a visão temporariamente obscurecida ou preta quando a sucção é acionada

Criando a lamela

O pedal é pressionado, e o microcerátomo inicia o seu movimento para frente.

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Após cortar um círculo quase inteiro, a lâmina pára, criando uma lamela corneana dobrável. A direção do microcerátomo é, então, invertida. Quando a passagem no sentido inverso está completa, a sucção pode ser desligada, e o microcerátomo e o anel de sucção são removidos do olho. Com a remoção do microcerátomo, o médico pode usar um instrumento especial para levantar a lamela, inspecioná-la e dobrá-la para fora cuidadosamente

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Aplicação do laser

O paciente é instruído a olhar fixamente para a luz vermelha. O cirurgião solta o pedal, iniciando a aplicação do laser. Ruídos de sucção e cliques ocorrem durante a remoção do tecido corneano.

A duração da aplicação do laser propriamente dita varia de 30 a 90 segundos. Depois, a lamela corneana é cuidadosamente recolocada em sua posição original.

A lamela adere à córnea naturalmente, devido à pressão intra-ocular (não são necessários pontos).

Recuperação e cicatrização

A lamela adere à córnea em questão de minutos. Para estimular esse processo, a superfície corneana é suavemente manipulada com uma esponja especial. Quando o procedimento está terminado, há casos em que o cirurgião aplica uma lente de contato terapêutica no olho do paciente, que pode, então, levantar-se e caminhar até a sala de recuperação. O procedimento completo leva aproximadamente 10 minutos (em um olho). Depois de três a cinco minutos, é feita uma avaliação. Muitos médicos fazem outra avaliação após 10 a 20 minutos.

O exame realizado no dia seguinte à cirurgia é o mais crítico. A lamela corneana é examinada para determinar se o posicionamento está correto e se não há dobras no tecido. Se houver qualquer irregularidade, a lamela precisará ser levantada e reposicionada, conforme descrito acima para o procedimento inicial do LASIK.

Uma vez que o epitélio (a camada mais externa da córnea) não é removido no LASIK, como é o caso em procedimentos menos avançados, não há defeitos epiteliais que precisem cicatrizar. Isso significa maior conforto. Antibióticos e antiinflamatórios são usados durante uma a três semanas, de acordo com a preferência do cirurgião.

A visão na manhã seguinte à cirurgia sem os óculos normalmente é 20/40 ou melhor.

Fonte: www.bausch.com.br

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