Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Bronquiolite  Voltar

Bronquiolite

 

 

A bronquiolite é uma inflamação da mucosa do trato respiratório inferior, geralmente de etiologia viral.

O vírus mais freqüentemente envolvido é o vírus sincicial respiratório (VSR), embora muitos outros possam levar a essa condição, como o influenza vírus, metapneumovírus, bocavírus, rinovírus, adenovírus, etc. É a causa mais comum de infecção do trato respiratório inferior em crianças até os dois anos de idade, sendo o principal motivo de internação por causas respiratórias em lactentes.

Este texto é uma proposta para a abordagem diagnóstica e terapêutica dos lactentes com bronquiolite. É uma iniciativa do Núcleo de Pediatria Baseada em Evidências, com o intuito de fornecer ao corpo clínico revisões atualizadas da literatura médica sobre os temas mais prevalentes na prática pediátrica. Esperamos contribuir para melhorar ainda mais a qualidade do atendimento prestado aos pacientes desta instituição.

DEFINIÇÕES

Bronquiolite: Infecção aguda dos bronquíolos, geralmente de etiologia viral, caracterizada por aumento de secreção de muco, edema e necrose do epitélio da mucosa, associada ou não a broncoespasmo, com sintomatologia de obstrução das vias aéreas inferiores.

Lactentes

Pacientes com idade entre 0 e 2anos.

Estas recomendações se referem a pacientes saudáveis, excluindo-se aqueles com doenças pulmonares crônicas, cardiopatias congênitas cianogênicas ou com repercussão hemodinâmica e portadores de imunodeficiências.

DIAGNÓSTICO

Idade entre 0 e 2 anos
Início agudo de sintomas respiratórios como coriza, tosse, espirros precedidos ou não de febre
Taquipnéia, com ou sem insuficiência respiratória
Sinais clínicos de obstrução das vias aéreas inferiores, como sibilos, expiração prolongada

Pontos importantes

O diagnóstico da bronquiolite é clínico, baseado nos critérios acima
A oximetria deve ser realizada para os pacientes atendidos em hospitais
A presença de estertores difusos à ausculta pulmonar é um achado freqüente, não sendo patognomônico de pneumonia

Lactentes nascidos com baixo peso, ou prematuros, podem se apresentar com apnéia

Exames complementares

Pacientes com quadro clínico típico, sem sinais de insuficiência respiratória não necessitam de estudo radiológico do tórax

A radiografia de tórax pode ser realizada seguintes situações:

Quando há dúvida diagnóstica Quando a evolução clínica não segue o padrão habitual Para pacientes admitidos na UTI

Hemograma não auxilia na diferenciação entre infecções virais e bacterianas

A incidência de infecção bacteriana grave em pacientes com bronquiolite é menor que 2%. Nos menores que 60 dias, pode chegar a valores em torno de 10%, sendo que infecção urinária é a causa mais comum de infecção bacteriana invasiva em todas as faixas etárias. Não é necessária a coleta de culturas para pacientes com quadro clínico típico de bronquiolite.

A triagem para vírus respiratórios deve ser solicitada para pacientes que necessitem de internação, devido a medidas de precaução (contato, gotículas ou ambas, dependendo da etiologia)

TRATAMENTO

A maioria dos casos podem ser tratados em domicílio.

Critérios de admissão:

Sinais clínicos de insuficiência respiratória Hipoxemia (<92%) Letargia Incapacidade de ingerir líquidos

Considerar admissão em pacientes de alto risco:

Lactentes jovens
Prematuros abaixo de 35 semanas
Portadores de displasia broncopulmonar
Cardiopatias congênitas cianogênicas ou com repercussão hemodinâmica Imunodeprimido

Terapia não farmacológica

Oxigênio: Pacientes com sinais de insuficiência respiratória devem receber oxigênio a fim de manter a saturação de oxigênio acima de 92%, e o mesmo deve ser retirado gradualmente, até que a saturação esteja consistentemente acima de 94% em ar ambiente

Fisioterapia respiratória

o A fisioterapia respiratória por técnicas de vibração e/ou percussão não diminui o tempo de internação nos pacientes com bronquiolite. Os estudos avaliados não incluem pacientes em ventilação pulmonar mecânica, ou admitidos em unidades de terapia intensiva. Alguns guidelines recomendam a aspiração das vias aéreas superiores como uma medida eficaz

Monitorização

Pacientes hospitalizados em unidades de terapia intensiva devem ter monitorização cardíaca e respiratória constantes

Pacientes de alto risco hospitalizados devem permanecer com monitorização cardíaca e respiratória constantes

Pacientes internados na enfermaria com quadros moderados devem ser submetidos a reavaliações clínicas freqüentes, bem como a medidas intermitentes da oximetria

A oximetria contínua em pacientes fora das unidades de terapia intensiva aumenta o tempo de internação hospitalar

Critérios de alta hospitalar

Sem necessidade de oxigênio – Saturação estável acima de 94% em ar ambiente por mais que 12 horas Ingesta via oral acima de 75% do basal

PREVENÇÃO

Medidas gerais

Aleitamento materno: o incentivo do aleitamento materno é uma medida eficaz na prevenção de infecção pelo vírus sincicial respiratório, e diminui em um terço o risco de hospitalização por infecção do trato respiratório inferior

Tabagismo passivo: pacientes que convivem com tabagistas têm maior risco de desenvolver bronquiolite.

Lavagem das mãos: é uma medida eficaz na prevenção da disseminação da doença. O álcool gel é a medida mais eficaz. Deve ser adotada não somente em hospitais e clínicas, como também na comunidade, e no cuidado domiciliar de pacientes com infecção do trato respiratório.

Para pacientes hospitalizados, recomenda-se quarto privativo, com precauções de contato e para gotículas, ou seja, máscara comum, aventais e luvas descartáveis, bem como lavagem vigorosa das mãos antes e após o contato com o paciente. Uma vez isolado o agente, adotar as medidas recomendadas para cada vírus.

Condutas específicas

Vacinação contra o vírus influenza, indicada para crianças à partir dos 6 meses. É uma medida eficaz na proteção contra o vírus influenza, embora este seja responsável por apenas uma pequena parcela dos casos de bronquiolite

Seltamivir: o uso profilático é recomendado na estação de maior circulação do vírus em algumas situações

Proteção de crianças de alto risco, vacinadas, que não tiveram tempo de desenvolver a resposta imune. (See "Duration" below).

Proteção de crianças de alto risco em quem a vacinação é contra indicada

Proteção portadores de imunodeficiência em quem a resposta immune à vacina pode ser inadequada.

Proteção de contactantes não vacinados de crianças de alto risco

Controle de surtos de influenza em instituições fechadas

Dose profilática

Imunoglobulina contra vírus sincicial respiratório –Há evidências que justifiquem seu uso na prevenção de bronquiolite por vírus sincicial respiratório em grupos de alto risco, porém não há indicações precisas na literatura.

Palivizumab: imunoglobulina hiperimune contra o vírus sincicial respiratório Anticorpo monoclonal murino contra o vírus sincicial respiratório. Seu uso não previne a infecção pelo vírus sincicial respiratório, mas evita as formas graves na população de alto risco, para quem há indicação da sua utilização.

Seu alto custo limita o uso em larga escala, mas o governo brasileiro disponibiliza esta medicação para as seguintes indicações:

Menores de um ano nascidos prematuros abaixo de 28 semanas
Menores de dois anos de idade portadores de: Cardiopatias congênitas cianóticas
Cardiopatias com hipertensão pulmonar grave Cardiopatias com repercussão hemodinâmica (em uso de medicação)
Doença pulmonar crônica da prematuridade em uso de terapia medicamentosa nos 6 meses que antecedem a estação de pico (outono e inverno)
A posologia é de 5 doses mensais (a cada 30 dias) de 15mg/kg via intramuscular

Fonte: medicalsuite.einstein.br

Bronquiolite

A bronquiolite tem como etiologia mais freqüente (75-85%) o vírus sincicial respiratório, já o adenovírus apresenta quadros clínicos mais graves e com seqüelas, outros vírus parainfluenza e influenza. Na maioria das vezes tem curso benigno sendo os quadros mais graves em crianças com doença cardíaca congênita, displasia bronco-pulmonares e menores de seis meses de idade. Apresenta inflamação bronquiolar difusa induzida por vírus. A complicação com infecção bacteriana exige antibioticoterapia.

Regulação

Crianças com bronquiolite forma moderada que apresenta aceitação regular da dieta com freqüência respiratória entre 40-70ipm, com discreta cianose em ar ambiente ou > 90% em oxigenoterapia. Crianças com bronquiolite e portadores de cardiopatia congênita, displasia bronco-pulmonar ou prematuridade (idade gestacional < 34 semanas).

Anamnese e exame físico

Crianças < 2 anos de idade, principalmente antes dos seis meses de idade, com sinais e sintomas de doenças respiratórias (inflamação da mucosa nasal - coriza, espirros e obstrução nasal, associado ou não a febre). Evolução para quadro obstrutivo de graus variáveis - Taquipinéia, tosse, dificuldade respiratória, sibilância expiratória, estertores finos. A piora da dificuldade expiratória aumenta a utilização da musculatura acessória e surgem retração costal, diafragmática e apnéia.

Exames diagnósticos

RX de tórax – Ap e perfil – Sinais de hiperinsuflação pulmonar (hipertransparência, horizontalização dos arcos costais, aumento do espaço claro retro-esternal). Focos atelectásicos (principalmente LSD)

Hemograma completo

Gasometria Arterial (nos casos de piora clínica; devemos evitar manuseio intenso).

Tratamento

Medidas gerais

Elevar cabeceira, manter aleitamento materno, sintomáticos, meios físicos se necessário, aspiração das vias aéreas quando necessário, hidratação venosa a critério do médico. (evitar hiper-hidratação)

Oxigênioterapia

Cateter nasal com baixos fluxos (até a melhora, que ocorre em 48-72h). Máscara de concentração constante.

Complicações

Criança com má aceitação alimentar com aspecto de doença grave (toxemia e gemência) apresentando insuficiência respiratória (gasometria arterial mostrando acidose respiratória / hipóxia - PCO2 > e PCO2 <50, com freqüência respiratória/ >70 ipm, saturometria < 85% em ar ambiente e ausência de elevação da saturação do O2 para maior que 90% com uso de oxigênio.

Bibliografia

Manual de doenças respiratórias na infância – Sociedade Brasileira de Pediatria
Comitê de pneumologia. Coordenadores: Clemax Couto Sant’anna, Álvaro Jorge Madeiro Leite
Bronquiolite – Pronap Ciclo 2 – Módulos de reciclagem Vol II nº 2
Manual pediatria 24 horas.

Fonte: www.isgh.org.br

Bronquiolite

O que é?

A bronquiolite é uma infecção respiratória causada por um vírus que afeta as pequenas vias aéreas (bronquíolos). O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal microrganismo envolvido nesta doença.

Fatores de risco

Frequente antes dos 2 anos de idade, principalmente nos meses de Inverno e início da Primavera. As crianças que frequentam creches enfrentam um risco maior devido ao contato com outras crianças infectadas. A transmissão faz-se por gotículas de saliva ou através das mãos, e o contágio é muito fácil. As crianças prematuras, com doenças congénitas do coração, com doença pulmonar crónica, com problemas de defesas imunitárias beneficiam de uma vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório.

Como prevenir?

Algumas medidas importantes para reduzir o risco de infecção incluem evitar o contato da criança com pessoas constipadas, lavar adequadamente as mãos, rejeitar os lenços de papel usados, evitar aglomerados de pessoas como reuniões familiares e centros comerciais durante os meses de maior probabilidade de infecção, evitar locais com fumo e se possível evitar os infantários. Não existe ainda uma vacina disponível para o VSR, no entanto, nos casos de maior risco, como sejam os prematuros, está indicada a administração de uma medicação profilática com anticorpos para os proteger desta infecção.

Sinais e Sintomas

Inicialmente, os sintomas são semelhantes ao de uma constipação (tosse, febre baixa e olhos vermelhos). Cerca de 2-3 dias depois aparece pieira (gatinhos) e sinais de dificuldade respiratória: taquipneia (respiração rápida), tiragem (covinhas entre as costelas) e adejo nasal (abertura das asas do nariz). Pode haver diminuição do apetite.

Diagnósticos

O diagnóstico é feito através do exame ao doente e dos sintomas referidos por ele ou pelos seus pais. A radiografia do tórax poderá ajudar a confirmar o diagnóstico.

Tratamentos

O tratamento é sintomático e a maioria das bronquiolites pode ser tratada em casa. Nos bebés mais pequenos e nas crianças que tenham problemas de base, como sejam os prematuros, doentes com patologia pulmonar ou cardíaca ou imunodeficientes, o quadro pode ser grave, muitas vezes com necessidade de internamento hospitalar.

Oferecer água e criar ambiente húmido (vapores na casa de banho)
Dar alimentação mais vezes e em menor quantidade
Lavar e aspirar as narinas com soro fisiológico
Colocar o bebé de barriga para cima, com inclinação do leito a 30º
Oferecer ambiente tranquilo e não sobreaquecer a criança
Não frequentar o infantário até ao desaparecimento completo dos sintomas
Não fumar em casa

Sinais de Alarme - Quando consultar um médico

Criança com:

Idade inferior a 6 meses
Recusa alimentar ou vómitos
Dificuldade respiratória que não melhora
Lábios ou unhas azulados ou escuros
Pausas respiratórias (apneia)
Febre que não baixa
Irritação ou sonolência

Elisa Proença Fernandes

Fonte: portal.alert-online.com

Bronquiolite

A bronquiolite é uma infecção das vias respiratórias, causada geralmente por uma infecção viral, provoca dificuldade ao respirar, sobretudo ao expirar (deitar fora o ar).

Ao respirar o ar entra pelo nariz, passa pela nasofaringe, laringe e ao nível do pescoço, desce por um tubo que é a traqueia. No tórax, a traqueia divide-se em dois tubos – brônquios, um vai para o pulmão direito e o outro para o esquerdo.

Dentro do pulmão, cada brônquio ramifica-se e torna-se mais estreito - bronquíolo. Os bronquíolos levam o ar a todo pulmão.

A bronquiolite afeta crianças até aos 18 meses, mas com maior frequência nos bebes com menos de 6 meses. É mais frequente nos meses de Outono e Inverno.

O vírus sincicial respiratório é o principal microorganismo nesta doença. Pode causar infecções pulmonares também em adultos saudáveis. Nestes casos costumam ser leves, mas, em crianças ou pessoas com diminuição do sistema de defesa do organismo pode ser grave. Contudo, a taxa de mortalidade reduziu bastante na última década.

Este vírus é muito contagioso, passa de pessoa em pessoa através das secreções contaminadas dos olhos, nariz e boca.

Outros vírus podem causar esta doença como o parainfluenza, o influenza e o adenovírus.

Sintomas e diagnóstico

Costuma aparecer depois de uma constipação, que é uma infecção nas vias respiratórias altas.

Surge uma repentina dificuldade em respirar, sobretudo ao expirar, o bebe começa a respirar mais rápido, aumenta os batimentos do coração e a tosse é seca. A criança fica com muito sono e febre, cansa-se mais facilmente e a respiração é pouco profunda e ineficaz.

Pode haver desidratação (falta de líquidos) devido à febre ou menor ingestão de líquidos.

O diagnóstico é feito com base no exame dos sintomas. Poderá ser necessário recorrer à radiografia para confirmar a doença e/ou excluir outras. Também poderá ser preciso realizar colheita de secreções do nariz ou pulmões, para se confirmar a presença do vírus.

São vários os fatores de risco que proporcionam o surgimento desta doença como, o bebe ter menos de 6 meses, a exposição em ambientes com fumo ou com muitas pessoas, prematuridade (nascer antes das 37 semanas) e não ter mamado.

Tratamento

Os adultos e as crianças mais velhas geralmente não precisam de tratamento. Colocar a cabeceira da cama elevada para facilitar a respiração da criança. O nariz deve ser limpo de secreções, através da aplicação de soro fisiológico e a criança hidratada. A comida deve ser dada em pouca quantidade várias vezes ao dia, sem insistir.

Geralmente, usa-se medicação apenas para o alívio dos sintomas. Atualmente, não existe medicação eficaz para impedir a evolução da doença.

As crianças pequenas podem precisar de internamento para acompanhamento da evolução da doença e tratamento. Em certos casos pode ser necessário recorrer ao uso de oxigénio e nebulizações com adrenalina, broncodilatadores e corticoides. Se a doença agravar pode ser necessário utilizar a ventilação mecânica (aparelho que ajuda a criança a respirar através de um tubo colocado na boca até à traqueia).

A dificuldade em respirar costuma desaparecer após o terceiro dia e os sintomas uma semana.

Deve ir ao médico se a criança estiver prostrada (sem reação), a respiração for rápida, se meter a pele entre as costelas para dentro na respiração, abrir e fechar as assas do nariz, apresentar cor azulada dos lábios ou da pele e se tiver febre superior a 38,5º durante 3 dias.

Fonte: www.conhecersaude.com

Bronquiolite

Bronquiolite é uma infecção respiratória aguda, de etiologia viral que compromete as vias aéreas de pequeno calibre. Ocorre mais freqüentemente em crianças até um ano de idade, sendo mais grave nos primeiros seis meses de vida e especialmente em prematuros. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é de longe o agente mais comum. Vírus parainfluenza e influenza, adenovirus, clamídea, micoplasma, ureaplasma, e pneumocistis são causas menos comuns de sibilância.

O curso usual da bronquiolite por VSR é 1-2 dias de febre, rinorréia e tosse, seguidas por sibilância, taquipnéia, e disfunção respiratória. Batimentos de asa do nariz, cianose, retrações e creptantes podem estar presentes, junto a prolongamento da fase expiratória, dependendo da intensidade da doença. Alguns lactentes jovens apresentam apnéia e poucos achados na ausculta, mas podem subseqüentemente desenvolver creptações, roncos, e sibilância expiratória.

O diagnóstico de bronquilite viral aguda é essencialmente clínico. A identificação viral pode ser realizada pela imunofluorescência direta ou indireta das secreções respiratórias. O leucograma pode ser normal ou pode mostrar uma leve linfocitose. O raio X tipicamente mostra hiperinsuflação com leve infiltrado intersticial, mas atelectasias segmentares são comuns.

Os quadros leves e moderados são tratados em casa, com uma boa hidratação, controle da febre e observação clínica. Recomenda-se dieta leve e fracionada, principalmente nos portadores de refluxo gastro-esofágico. A hospitalização seria requerida em crianças com menos de 2 meses de idade, pacientes com hipoxemia em ar ambiente, história de apnéia, taquipnéia moderada com dificuldade para alimentação, marcada disfunção respiratória com retrações ou desordens cardiopulmonares crônicas de base.

A hidratação endovenosa deve ser dada com cuidado, evitando líquidos em excesso. Se possível, via oral, em volumes pequenos e freqüentes. É importante sempre manter a criança tranqüila. A administração de antibióticos não tem influenciado o curso da doença e existe pouca razão para seu uso. O emprego de oxigênio, uma adequada hidratação, um mínimo de manuseio e o tratamento precoce das complicações são fundamentais. Considerando que a hipoxemia é o principal resultado do processo obstrutivo, a administração de oxigênio passa a ser de fundamental importância no tratamento, reduzindo também o sofrimento respiratório. Deve ser administrado aquecido e umidificado, com concentrações inferiores a 40% na maior parte dos casos, através de catéter nasal, máscara, campânula, ou oxitenda. São necessárias aferições freqüentes de saturação por oximetria de pulso, visando mantê-la acima de 93-95%.

Os broncodilatadores, apesar de empregados há mais de 40 anos no tratamento da bronquiloite, tem sua eficácia clínica ainda controversa. Alguns estudos demonstraram que os broncodilatadores melhoram a função pulmonar, diminuindo o uso da musculatura acessória e aumentando a saturação de oxigênio após a primeira dose de salbutamol. Em outros estudos, demonstraram uma queda da saturação de oxigênio maior e mais prolongada nos pacientes. Dentre os diversos trabalhos hoje disponíveis, ainda não dispomos de dados suficientes que nos permitam estabelecer o papel da terapêutica com drogas beta 2 agonistas na bronquiolite viral aguda. Porém, o persistente uso desta terapia de questionável eficácia tem sido justificável porque 15-25% dos pacientes com bronquiolite desenvolverão asma. Em acréscimo, histórias retrospectivas indicam que 9-44% das crianças asmáticas mais velhas tiveram seu primeiro episódio de sibilância no primeiro ano de vida.

Na admissão de um paciente em nível hospitalar, devemos avaliar com muito critério o estado clínico do paciente, antes e após a instituição da terapêutica com broncodilatadores, como padrão respiratório, sinais vitais, tolerabilidade ao procedimento e níveis de saturação de oxigênio. A terapêutica só é continuada quando o paciente responder de maneira inequívoca à sua utilização, assim como deve ser suspensa, quando o paciente não melhorar ou apresentar sinais clínicos de deterioração.

Quanto ao uso da adrenalina, não se encontram dados suficientes na literatura para atribuir a esta uma posição de droga broncodilatadora de eleição para os pacientes portadores de bronquiolite. Ainda permanecem também muitas dúvidas a serem respondidas: dose ideal, tempo de uso e intervalo de administração.

O uso de corticoesteróides no tratamento da bronquiolite não tem mostrado resultados significativos.

A disponibilidade de um teste diagnóstico rápido para detecção do VSR pode permitir uma intervenção precoce com terapia antiviral. A Ribavirina tem mostrado um amplo efeito provavelmente por inibir a síntese da proteína viral. Usada por inaloterapia, se mostrou eficaz em reduzir a presença do VSR sem, contudo, modificar expressivamente o quadro clínico e a mortalidade. Candidatos ao tratamento incluem lactentes de alto risco; aqueles com displasia broncopulmonar, mucoviscidóticos, imunodeficientes, cardiopatas e lactentes que estão severamente doentes. Porém, pela necessidade de equipamentos especiais e pelo seu alto custo, não é uma prioridade em nosso meio.

Nos últimos anos, desenvolveram-se imunoglobulinas por técnicas monoclonais que permitem a prevenção de formas graves. Estas estão indicadas em crianças com condições debilitantes tais como prematuridade e displasia broncopulmonar, nas quais o uso mensal ( intramuscular ou intravenoso- dependente do tipo) reduz o risco de formas graves de infecção pelo VSR. Seu alto custo torna seu uso limitado.

As indicações para intubação e ventilação mecânica são sobretudo clínicas, quando se observam apnéias, má perfusão e, especialmente, queda do nível de consciência. PaO2 menor que 50mmHg, PCO2 acima de 60mmHg com pH abaixo de 7,2 também são critérios que corroboram a os achados clínicos.

Em torno de 50 a 80% das crianças hospitalizadas por BVA apresentam sintomas obstrutivos na alta (tosse e sibilância). É importante que a família seja informada da permanência de sintomas por algumas semanas. Nos casos mais intensos com sinais de melhora com broncodilatadores durante a internação recomenda-se administrá-los sob a forma inalatória nas semanas subsequentes, de acordo com a necessidade. Em situações nas quais o paciente recebeu corticóides sistêmicos e que pioraram com sua retirada pode-se indicar (conforme avaliação especializada) corticóides inalatórios em dose de 200 a 400 mcg ao dia.

Evandro Thomsen Antunes

Laerte Costa Alberton

Fonte: www.drashirleydecampos.com.br

Bronquiolite

Bronquiolite infantil, causas e tratamento. A bronquiolite infantil é uma doença respiratória aguda frequente nos primeiros anos de vida, e durante o inverno e princípio da primavera, em que se afetam os bronquíolos, parte terminal dos brônquios.

Adultos e crianças maiores contraem bronquite; os bebês, bronquiolite. Pelo fato de seu aparelho respiratório não estar totalmente desenvolvido, bebês prematuros e menores de um ano correm risco maior de contrair a doença.

Cerca de metade dos bebês que contraem bronquiolite desenvolvem asma na infância.

Os sintomas da broquiolite em crianças e bebês

Inicialmente acontece um quadro catarral com tosse e mucosidade; posteriormente afeta os bronquíolos manifestando-se clinicamente em forma de dificuldade respiratória. A criança provavelmente terá o nariz com muita mucosidade e febre baixa durante dois ou três dias. Logo, é provável que comece a tossir, a respirar rápido e com dificuldade, e a apresentar som de chiado no peito durante outros dois ou três dias.

Causas da bronquiolite nas crianças e bebês

É uma infecção do pulmão causada por várias classes de vírus. Portanto é contagiosa. O vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal agente causador de bronquiolite. Como já dissemos, produz-se um quadro catarral inicial e em pouco tempo depois, descem até ao pulmões, prejudicando os brônquios. Diz-se que somente afeta a crianças com menos de 1 ou 2 anos, porque neles, a parte terminal dos brônquios é muito pequena, facilitando a obstrução na presença de inflamação, impedindo a passagem do ar.

Tratamento da bronquiolite em crianças e bebês

O diagnóstico é feito pelo médico mediante auscultação dos pulmões.

Boa parte dos casos se resolve em casa. Em geral, inalações com soro fisiológico ajudam a desprender o muco e liberam o fluxo de ar. Além disso, água e leite materno afastam a desidratação. Nos episódios graves, doses de oxigênio (internação hospitalar) podem trazer alívio e rápida recuperação. A fisioterapia, para mover as secreções de muco nos brônquios, também ajuda. A maioria da crianças adoecem mais ou menos durante uma semana e depois se recuperam.

A fumaça do cigarro é muito prejudicial para essas crianças, por isso, se os pais são fumantes, devem abster-se de fumar perto delas. Medicação com broncodilatadores em aerosol nem sempre são eficazes. O melhor é consultar ao médico.

O que podem fazer os pais em casa contra a bronquiolite em crianças e bebês

Faça com que a criança tome líquidos. Não se preocupe se ela não tem vontade de comer alimentos sólidos.

Use um vaporizador com água fresca (não muito fria) no quarto enquanto a criança estiver dormindo. Deixe que a água quente corra na ducha ou na banheira para fazer que o banheiro se encha de vapor e fique ali com sua criança em caso que esteja tossindo com força e tendo dificuldade de respirar.

Não dê aspirina ao seu filho. A aspirina está associada à síndrome de Reye, uma doença pouco frequente do cérebro e do fígado. E no caso de que o quadro não mude, não duvide em levá-lo logo ao médico.

O contágio da bronquiolite infantil

O contágio dá-se como num resfriado: através do contato com a saliva e o muco, e as crianças maiores geralmente não adoecem tanto como as pequenas. Pode-se prevenir o contágio mantendo a criança doente em casa até que a tosse tenha passado por completo. Procure lavar as mãos depois do seu contato com a criança doente para evitar que o vírus se estenda a outras pessoas.

Fonte: br.guiainfantil.com

Bronquiolite

Bronquiolite e suas complicações

O que é a bronquiolite?

A bronquiolite é uma infecção aguda do sistema respiratório, causada por vírus, que afeta predominantemente os bronquíolos (as menores ramificações dos brônquios). A maioria das crianças acometidas está na faixa etária inferior a 6 meses.

Cerca de 10% das crianças desenvolverão bronquiolite no primeiro ano de vida e, destas, cerca de 10% necessitarão de hospitalização em enfermaria ou em Unidades de Terapia semi-intensiva ou intensiva. A mortalidade em pacientes hospitalizados é de 4% a 7% e atinge 35% em crianças portadoras de doenças cardíacas congênitas.

Quais são os sintomas?

O quadro clínico inicial assemelha-se a um resfriado comum com obstrução nasal, febre baixa, coriza e tosse. No entanto, dependendo da intensidade da inflamação e da obstrução causada pelos vírus nos bronquíolos, pode evoluir rápida e progressivamente para graus variados de falta de ar ou desconforto respiratório.

A doença dura em média cerca de uma semana, na maioria dos pacientes. A radiografia de tórax mostra sinais de inflamação dos brônquios e bronquíolos e aprisionamento de ar nos pulmões. Em alguns casos pode-se observar atelectasias (áreas de colapso de segmentos ou lobos dos pulmões).

Quais são os principais agentes da doença?

O vírus sincicial respiratório (VSR) é o agente mais comum, sendo responsabilizado por até 80% dos casos. Outros agentes incluem: vírus parainfluenza 1 e 3, adenovírus, rinovírus e Mycoplasma pneumoniae.

Estima-se que anualmente nos Estados Unidos, 95.000 crianças são hospitalizadas com doença do sistema respiratório pelo VSR e cerca de 55 morrem. No Canadá, o custo anual da infecção pelo VSR é de 18 milhões de dólares, sendo utilizados 62% dos gastos em hospitalização e 38% no seguimento ambulatorial.

Qual é o tratamento da bronquiolite?

O tratamento dos casos leves pode ser realizado no domicílio e consiste de hidratação oral, desobstrução nasal com soluções à base de soro fisiológico, administração de antitérmicos e fisioterapia respiratória quando houver secreção pulmonar.

As principais etapas da estratégia terapêutica para os casos que necessitam de internação incluem: suplementação com oxigênio, hidratação endovenosa, suporte ventilatório e fisioterapia respiratória. Alguns pacientes podem se beneficiar da nebulização com broncodilatadores e em casos selecionados e mais graves pode ser utilizado corticosteróide por via oral ou parenteral.

Não existe até o momento uma droga que seja eficaz contra o principal tipo de vírus responsável pela bronquiolite (VSR).

A bronquiolite pode causar seqüelas?

As principais seqüelas que podem ocorrer após a bronquiolite são: a hiperreatividade brônquica pós-infecção viral e a bronquiolite obliterante.

A hiperreatividade brônquica corresponde clinicamente à recorrência de crises de chiado no peito (sibilância) após o episódio de bronquiolite. Os fatores de risco associados ao seu desenvolvimento são: história familiar de alergia e asma, episódio agudo prolongado de bronquiolite e exposição a poluentes e ao fumo no domicílio.

A bronquiolite obliterante é uma complicação rara, sendo considerada uma forma crônica de bronquiolite. As crianças que desenvolvem este processo permanecem com sintomas respiratórios e sinais de obstrução persistente das vias aéreas inferiores caracterizados por chiado contínuo, aumento de secreção pulmonar e queda na taxa de oxigenação do sangue.

Este diagnóstico deve ser considerado em crianças que, após 4 semanas do surto agudo de bronquiolite, perpetuem com sintomas respiratórios. Os casos mais graves desenvolvem, ao longo do tempo, doença pulmonar obstrutiva crônica e complicações cardíacas. O tratamento da bronquiolite obliterante consiste na administração de corticosteróides.

Quais são as medidas de prevenção?

Apesar dos esforços nesse sentido, ainda não existe uma vacina eficaz e segura contra o vírus sincicial respiratório (VSR), o principal agente da bronquiolite.

A única medida de prevenção que pode ser utilizada até o momento é a imunoglobulina hiperimune contra o VSR produzida por meio de técnicas de biologia molecular. A sua utilização é recomendada particularmente em bebês prematuros portadores de displasia broncopulmonar e nas crianças portadoras de doenças cardíacas congênitas graves. Estas crianças, quando acometidas pelo VSR, têm alto risco de hospitalização, de desenvolver bronquiolite grave, de necessitar de ventilação mecânica em Unidades de terapia intensiva e de evoluir com seqüelas pulmonares.

Fonte: www.spsp.org.br

Bronquiolite

A bronquiolite é uma infecção viral aguda que afeta sobretudo os bronquíolos (vias aéreas que conduzem o ar entre os brônquios e os alvéolos). Em quase 80% dos casos é causada pelo vírus respiratório sincicial.

Quais as causas

A infecção pelo vírus provoca inflamação da mucosa que reveste as vias aéreas, sobretudo nos “pequenos tubos” que são os bronquíolos.

Como há edema e congestão, o calibre dos bronquíolos é reduzido dificultando a passagem do ar para os alvéolos onde se dão as trocas gasosas.

Surge então dificuldade respiratória que é mais intensa quando a criança esvazia o ar do pulmão na expiração, ouvindo-se nessa altura pieira (“apito” audível com a saída do ar do pulmão).

Quais os sintomas

Normalmente a bronquiolite inicia-se como uma vulgar constipação, com obstrução e corrimento nasal, surgindo tosse seca e febre geralmente baixa.

Ao longo de 1-2 dias a situação agrava-se, a tosse é mais intensa, ouve-se pieira e a criança tem dificuldade respiratória de grau variável (mete para dentro os espaços entre as costelas e a barriga por baixo das costelas, abre as asas do nariz, a respiração torna-se muito rápida).

É comum o agravamento da dificuldade respiratória ao longo dos primeiros dias, a criança come menos que o habitual e pode vomitar.

A partir do 4º dia começa uma melhoria progressiva, a tosse passa a ser produtiva com farfalheira, a respiração torna-se mais lenta desaparecendo a pieira e, a partir do 8º-10º dia, a criança está praticamente normal, apenas com tosse esporádica.

Muitas vezes a bronquiolite é ligeira, todos estes sintomas são pouco marcados e a evolução é mais rápida e favorável.

Algumas crianças mais afetadas têm sintomas mais importantes que podem exigir internamento hospitalar (20% dos casos).

Como se diagnostica

O diagnóstico da bronquiolite baseia-se nestes aspectos clínicos e na observação da criança. Geralmente não são necessários exames complementares para o diagnóstico (radiografias ou análises), excepto nas crianças mais afetadas.

Como se desenvolve

A bronquiolite ocorre em epidemias anuais entre Outubro e Abril, sobretudo em crianças abaixo dos 2 anos. É uma infecção comum, que afeta cerca de 10% das crianças durante o 1º ano de vida.

A transmissão é fácil pelo contato direto com secreções contaminadas o que pode ocorrer através do beijo, tosse ou espirro, ou tocando em objetos contaminados.

A lavagem das mãos antes de lidar com os bebés é das medidas mais importantes para diminuir o contágio.

Quando uma criança é infectada, é previsível que 45% dos familiares que vivem com ela sejam afetados; nas creches e infantários a transmissão pode atingir 98% das crianças.

Todos os infectados pelo vírus têm sintomas, mas enquanto que as crianças abaixo dos 2 anos têm bronquiolite, nas crianças mais velhas e nos adultos a doença surge como uma banal constipação.

Os doentes eliminam o vírus durante pelo menos 6-10 dias e, portanto, são contagiosos ao longo deste período.

Na maior parte dos casos a bronquiolite cura sem deixar problemas importantes, se bem que não seja raro que a criança possa repetir um ou outro episódio análogo ao longo de 1-2 anos.

Formas de tratamento

Tratando-se de uma infecção viral, a evolução é para a cura sendo necessário apenas tratamento dos sintomas. Como em muitas outras doenças, é vulgar que a criança não queira comer.

Nestas situações o mais importante é oferecer-lhe líquidos e não forçar a alimentação, dando-lhe refeições pequenas e mais frequentes.

A desobstrução nasal com soro fisiológico é importante, sobretudo antes das refeições. O vapor de água, ou aerossóis com soro fisiológico, podem ajudar a manter as secreções fluidas.

É útil elevar a cabeceira da cama o que facilita a respiração. São também importantes o controlo da febre e evitar que se fume ao pé da criança.

Por vezes os medicamentos broncodilatadores podem melhorar a dificuldade respiratória e daí serem geralmente prescritos. Como se trata de uma infecção viral, os antibióticos não têm interesse no tratamento da bronquiolite.

Formas de prevenção

Principais cuidados a ter em caso de bronquiolite, são:

Não forçar a alimentação, oferecer líquidos e refeições mais pequenas e mais frequentes.
Vapor de água ou aerossóis com soro fisiológico.
Desobstruir o nariz com soro fisiológico, sobretudo antes das refeições.
Elevar a cabeceira da cama.
Controlar a febre, se for elevada.
Medicamentos broncodilatadores podem ser úteis.

Quando consultar o médico especialista

Geralmente, após os primeiros 3-4 dias começa a haver melhoria dos sintomas. Se isso não suceder, se a criança ficar mais prostrada, gemendo ou com mais dificuldade respiratória, ou se a febre persistir para além do 4º dia, deverá ser reobservada pelo médico.

São sinais de alarme:

Prostração, gemido ou agravamento da dificuldade respiratória.
Vómitos persistentes ou recusa alimentar.
Respiração não melhorando a partir do 4º dia.
Febre alta ou persistindo para além do 4º dia.

Fonte: www.phar-mecum.com.br

Bronquiolite

INTRODUÇÃO

Define-se bronquiolite como lesões das pequenas vias aéreas, aguda ou crônicas, fibrosantes ou não encontradas em um grande número de doenças e não costumam ser específicas ou isoladas. Entretanto, algumas delas ocorrem isoladamente e tem quadro clínico e histopatológico próprios. (Bogliolo) Ela é relativamente incomum nos adultos e atingem vias aéreas menores do que 2mm de diâmetro, causando obstrução da luz e promovendo importantes alterações funcionais.

A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma infecção das vias aéreas inferiores do lactente (crianças menores de 2 anos de idade) caracterizada por episódio agudo de sibilância resultante de obstrução inflamatória das pequenas vias aéreas. Cerca de 10% das crianças apresentam quadro clínico compatível com BVA no primeiro ano de vida (Denny,1986). A maioria das crianças que necessita internação, apresenta episódios recorrentes de sibilância após BVA (Henry, 1983).

O pico de incidência desta doença ocorre em crianças com idade entre 2 e 6 meses, e em muitas regiões é a causa mais freqüente de hospitalização de lactentes.

Nas regiões com estações definidas, os casos de BVA concentram-se nos meses de inverno e início de primavera. A doença ocorre nas formas esporádica e epidêmica.

A bronquiolite aguda é causada por vírus, sendo o vírus sincicial respiratório (VSR) o mais freqüente.

ETIOLOGIA E EPIDEMIOLOGIA

A etiologia é quase sempre virótica. O vírus sincicial respiratório (VSR) é o agente mais freqüente, representando 44 a 75% dos casos de BVA, mas alguns subtipos desse vírus podem causar maior gravidade da doença na fase aguda e seqüelas graves a longo prazo, como bronquiolite obliterante. Outros reagentes virais incluem vírus parainfluenza tipo 3 (14 a 22%) e tipo 1(11 a 13%) e rinovírus (4 a 7%).

Os casos são esporádicos ou epidêmicos, e quase sempre é possível identificar como fonte de contágio crianças maiores ou adultos com leve infecção das vias respiratórias superiores. Não existe nenhuma evidência sólida de que as bactérias causam bronquiolite. Eventualmente, a broncopneumonia bacteriana é confundida clinicamente com a bronquiolite.

A bronquiolite é mais freqüente em lactentes do sexo masculino, idade entre 2 e 6 meses, baixo peso ao nascer, com ausência de aleitamento materno, mãe fumante, que vivem em condições de aglomeração, freqüência na creche e diminuição prévia da função pulmonar. As crianças maiores e os adultos toleram melhor o edema bronquiolar do que os lactentes e não apresentam o quadro clínico de bronquiolite mesmo quando as vias aéreas pequenas do trato respiratório são infectadas por um vírus. Uma função pulmonar diminuída pode desempenhar um papel na na prevenção da doença grave devida a VSR em lactentes de risco.

A prevenção é recomendada aos lactentes menores de 2 anos com uma doença pulmonar crônica ou prematuridade, mas não deve ser fornecida àqueles com uma cardiopatia congênita cianótica devido às complicações aumentadas incluindo uma mortalidade mais alta.

TRATAMENTO

O tratamento deve ser instituído o quanto antes. Evitar o manuseio constante, reduzindo os exames físicos e as coletas de sangue ao mínimo indispensável.

Aquecer a criança. A posição preferencial no leito é o decúbito dorsal, tórax um pouco elevado, cabeça levemente estendida. A maioria dos casos deve ser tratada no domicílio. A alimentação deve ser suspensa se a taquipnéia for muito intensa, devendo ser estabelecida o mais cedo possível, lenta e gradualmente. O fornecimento contínuo de oxigênio é a medida mais importante nos casos graves uma vez que a hipoxemia é uma constante, é preciso mantê-lo constante durante toda a fase crítica e reduzí-lo gradualmente quando se inicia a regressão da dispnéia. Utiliza-se a tenda de oxigênio com uma concentração de 40% o que corresponde a um fluxo de 8 a10 L/min, deve ser usado o oxigênio úmido e se possível aquecido. Isto alivia a hipoxemia, reduz a perda de água insensível pela taquipnéia, alivia dispnéia, cianose e reduz ansiedade e inquietude. Devem-se evitar os sedativos sempre que possível por causa do risco de depressão da respiração.

Se não for possível hidratar por via oral, completa-se pela via intravenosa.

Broncodilatadores tem ação discutível, mas são indicados no tratamento inicial, porém a aminofilina não está indicada. Os antibióticos não tem nenhum valor terapêutico, a menos que haja pneumonia bacteriana secundária. Nos casos muito graves e de evolução progressiva, com taquipnéia extrema ou crises de apnéia, indica-se a ventilação mecânica.

CONDUTAS FISIOTERAPÊUTICAS

Nosso tratamento consistiu de manobras fisioterapêuticas convencionais como vibração manual, reexpansão pulmonar, drenagem postural, estímulo à tosse e propriocepção diafragmática, apesar de haverem literaturas relatando a contra indicação de manobras que comprimam o tórax do lactente.

Drenagem postural

A drenagem postural tem sua fundamentação no princípio físico da ação da gravidade e do grau de inclinação que irão variar de acordo com a área do pulmão a ser drenada. O posicionamento específico deve ser capaz de possibilitar que a gravidade atue na drenagem do excesso de secreção deslocando-as das ramificações brônquicas para as lobares e a partir destas para os brônquios principais e traquéia para finalmente ser eliminada pela tosse.

Vibração manual

A vibração consiste na aplicação de movimentos ritmados que se executam na parede torácica do paciente apenas durante a fase expiratória, aumentando o nível do fluxo expiratório para se conseguir o deslocamento das secreções já soltas, conduzindo-as das vias aéreas de pequeno calibre para as de maior calibre, onde serão mais facilmente expectoradas através da tosse.

Tosse

A tosse é uma ação reflexa de defesa do organismo e sua função é remover substâncias estranhas e secreções acumuladas na árvore brônquica A tosse é a parte mais importante da terapia de higiene brônquica, já que a maioria das técnicas só ajudam a mover a secreção para as vias aéreas centrais.

Reexpansão pulmonar

Consiste em acompanhar com as mãos o gradil costal na fase expiratória, bloqueando no fim da expiração, em seguida retira-se bruscamente as mãos na inspiração. Esse mecanismo proporciona ao paciente maior expansibilidade do tórax e dos pulmões melhorando a ventilação pulmonar.

RELATO DE CASO

Paciente L.C. 3 meses, sexo feminino, branca, natural da cidade de Barbacena, foi internada no setor de pediatria do hospital Santa Casa de Misericórdia de Barbacena no dia 30/06/2003, apresentando quadro de tosse intensa acompanhada de cianose, dispnéia e gripe. Foi diagnosticada então bronquiolite. Mãe e pai fumantes, tendo sua mãe fumado durante toda a gestação com maior intensidade nos últimos meses pois sentia-se mais ansiosa. SIC da mãe o parto foi cesariana, a criança nasceu prematura de 7 meses e nunca tinha sido internada anteriormente. Eles residem numa casa que possui tapetes, mofo e muita poeira. A criança alimenta-se exclusivamente por mamadeira, não apresentando boa alimentação durante o tempo de internação. Foi realizada a avaliação fisioterapêutica da paciente no dia 01/07/2003 e esta encontrava-se na tenda de oxigênio, em uso de soroterapia, bom estado geral e as vezes agitação, boas condições de higiene, dispnéica, taquipnéica, acianótica, afebril com diurese e evacuação normais. Está em uso dos seguintes medicamentos: Berotec, Ampicilina, nebulizações.

Ao exame físico apresentava tórax com leve aumento no seu diâmetro ântero posterior sugerindo hiperinsuflação, padrão respiratório tóraco abdominal com predominância abdominal, esforço respiratório inspiratório com retração de fúrcula e expiratório com tiragens subcostais, ausência de uso da musculatura acessória e de batimentos de aletas nasais. Ausência de desvio de traquéia e ausência de lábios franzidos. Flexibilidade e expansibilidade torácica levemente diminuídas, ritmo regular, drive satisfatório, musculatura e estrutura de caixa torácica íntegras, pele e extremidades sem alterações, boa perfusão capilar.

MATERIAIS E MÉTODOS

Todo este estudo bem como a publicação deste contou com a autorização prévia e consentimento da mãe e da comissão de ética do hospital Santa Casa de Misericórdia de Barbacena para que fosse realizado. Em nenhum momento, no decorrer do estudo, a paciente foi submetida a qualquer tipo de situação constrangedora. Os dados foram apresentados de forma a resguardar a privacidade e o anonimato do paciente.

Paciente L.C. 3 meses, residente na cidade de Barbacena, foi selecionada para participar deste estudo. O objetivo foi constatar a eficácia das manobras fisioterapêuticas na higiene brônquica, redução da dispnéia e melhora da função pulmonar. Foram realizadas 12 sessões de 20 minutos 2 vezes ao dia no período de 01/07/2003 à 08/07/2003 na própria Santa Casa. Eram realizadas durante as sessões vibração manual, reexpansão pulmonar, drenagem postural, estímulo a tosse e propriocepção diafragmática. Eram sempre coletados os sinais vitais e realizada a ausculta pulmonar no início e no final de cada sessão o que nos dava parâmetros para constatar a eficácia das manobras. No decorrer do tratamento foram observados variações em relação a freqüência cardíaca e respiratória e estado geral do paciente, porém ficou evidente a melhora gradativa em relação ao quadro clínico.

RESULTADO

Nossos resultados foram obtidos através da análise da ausculta, dos exames radiológicos e da melhora do quadro clínico geral do paciente.

As manobras realizadas proporcionaram desprendimento, mobilização e eliminação da secreção sugerindo conseqüente melhora da função pulmonar. A paciente eliminou secreção que foi deglutida e observada por sua mãe nas fezes.

No início e no final de cada sessão era realizada ausculta pulmonar que nos deram bases para constatar ou não a evolução do paciente. Inicialmente, o murmúrio vesicular encontrava-se bem diminuído nas bases pulmonares e rude em ápices pulmonares, presença de ruídos adventícios como roncos e sibilos intermitentes difusos eram freqüentes. Era notória a diferença entre a ausculta inicial e final que mostrava sempre melhora. Ao final do tratamento, o murmúrio vesicular encontravase audível e normal nas bases e ápices pulmonares, ausência de sibilos e os roncos ainda se faziam presentes porém diminuídos e menos freqüentes. A freqüência respiratória era colhida no início e final de cada sessão, onde houve melhora significativa desta. No final do tratamento foi possível observar ainda paciente alegre, eupnéica, afebril, ausência de esforço respiratório, ou seja, bom aspecto geral. Isto deixa claro a importância do tratamento fisioterapêutico para a resolução das conseqüências da bronquiolite.

DISCUSSÃO

Segundo BEHRMAN, 1999 a incidência de bronquiolite é mais alta durante o inverno e início da primavera, e em lactentes que não foram alimentados ao seio. A paciente relatada em nosso estudo confirma estes dados uma vez que ela apresentou o quadro de bronquiolite no final do mês de Junho e não amamentou no peito sendo sua alimentação exclusivamente de mamadeira. Ainda segundo BEHRMAN, 1999 os lactentes cujas mães fumam são mais propensos a apresentar bronquiolite que os lactentes de mães não fumantes. No caso relatado a mãe é fumante, não interrompeu o hábito de fumar durante a gestação e ainda aumentou o número de cigarros fumados ao final da gestação.

Segundo ROZOV, 1999 devido a obstrução com hiperinsuflação pulmonar as manobras fisioterápicas que visam à remoção de secreções são difíceis de serem justificadas. Sugere ainda que esta técnica não acrescenta benefícios ao paciente. Neste estudo o nosso tratamento foi realizado através de manobras fisioterapêuticas convencionais que conseguiu constatar a eficácia através da melhora do quadro clínico e da ausculta pulmonar, isto nos leva a concluir que a fisioterapia juntamente com o tratamento médico adequado é capaz de trazer benefícios ao paciente.

CONCLUSÃO

O baixo peso ao nascer e mãe fumante são os principais fatores determinantes para o desenvolvimento do quadro de bronquiolite em lactentes que foram expostos ao VSR ou a pessoas com problemas respiratórios leves.

A bronquiolite deve ser diagnosticada e tratada precocemente uma vez que esta pode favorecer a instalação de asma brônquica e anos mais tarde a formação de bronquiectasias.

Ao final deste estudo, concluímos que as técnicas utilizadas atenderam as nossas expectativas, as quais eram promover uma higiene brônquica eficaz e melhorar a função respiratória, portanto a fisioterapia respiratória auxilia no tratamento da bronquiolite e melhora a qualidade de vida do paciente.

BIBLIOGRAFIA

SILVA, Luiz Carlos Corrêa da. Condutas em pneumologia. Volume 2. Revinter, 2000-2002.
SILVEIRA, Ismar Chaves da. O pulmão na prática médica sintoma, diagnóstico e tratamento. Vol. 1. 4 ed. Rio de Janeiro: EPVB,1998
SILVA, Luiz Carlos Corrêa da. Compêndio de Pneumologia. 2 ed. São Paulo: BYK, 1997.
BETHLEN, Newton. Pneumologia. 4 ed. São Paulo: Atheneu, 2000.
TARANTINO, Affonso Berardinelli. Doenças Pulmonares. 5 ed. Rio de Janeiro: Guanabra Koogan, 2002.
FILHO, Geraldo Bogliolo. Patologia. 5 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1994.
MORETTO, Renato. Atenção de Saúde em Pediatria. 1 ed. Rio de Janeiro: Damadá, 1985.
BEHRMAN, Richard E. KLIEGMAN, Robert M. LONSON, Hal B. Tratado de Pediatria. 16 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.
LEÃO, Enni O. CORRÊA, Edison José. VIANA, Marcos Borato. MOTA, Joaquim Antônio C. Pediatria Ambulatorial. 2 ed. Belo Horizonte: Coopmed, 1989.
Jornal de Pneumologia. Vol. 21, número 6, Nov/Dez, 1995. P. 301 a 305.

Fonte: www.respirafisio.com.br

Bronquiolite

Bronquiolite é a infecção dos bronquíolos dos bebês causada por vírus. Adultos e crianças maiores contraem bronquite; os bebês, bronquiolite. Pelo fato de seu aparelho respiratório não estar totalmente desenvolvido, bebês prematuros e menores de um ano correm risco maior de contrair a doença.

Sintomas

Respiração rápida com exalações forçadas e longas, febre freqüente, chiado no peito e tosse.

Recomendações

Evite, ao máximo, a presença de fumantes perto da criança;

Faça com que o bebê repouse e tome bastante líquido;

Vaporizações podem aliviar os sintomas;

É indispensável o acompanhamento médico num caso de bronquiolite.

Importante

Cerca de metade dos bebês que contraem bronquiolite desenvolvem asma na infância.

Fonte: drauziovarella.ig.com.br

Bronquiolite

A bronquiolite é uma doença, que se caracteriza por uma obstrução inflamatória dos bronquíolos ( pequenas vias aéreas). Geralmente é causada por uma infecção viral e afeta principalmente crianças até 2 anos de idade. Assim como a bronquite, a bronquiolite também é uma doença sazonal, ocorrendo principalmente nos meses de outono e inverno.

A obstrução bronquiolar origina-se do espessamento das paredes bronquiolares e por tampões de muco e detritos celulares. A obstrução parcial dos bronquíolos pode acarretar aprisionamento de ar (hiperinsulflação) e se a obstrução for completa, atelectasia (colapso pulmonar).

Dentre as várias causas da bronquiolite estão: danos pela inalação de poeira; fogo; gases tóxicos; cocaína; tabagismo; reações induzidas por medicações; infecções respiratórias.

O vírus sincicial (VSR) é o principal responsável, embora outros, como o parainfluenza e o adenovírus possam ser ,também, causadores. O VSR pode causar infecção no nariz, garganta, traquéia, bronquíolos e pulmão, sendo que os sintomas são leves como os da gripe em adultos e crianças maiores, já nas crianças com menos de 1 ano, o VSR pode causar pneumonia ou uma infecção freqüente na infância, a bronquiolite.

O VSR é muito contagioso e se dissemina de pessoa a pessoa, por meio do contato das secreções contaminadas do doente com os olhos, nariz, boca do indivíduo sadio. O doente, ao levar sua mão à boca, nariz ou olhos, acaba contaminando as suas mãos e, ao tocar em outra pessoa, a doença se espalha.

O indivíduo sadio também pode se infectar ao respira num ambiente onde um doente, ao tossir, falar ou espirrar, deixou gotículas contaminadas com o vírus disperso no ar.

Os fatores de risco para o desenvolvimento da doença são: ter menos de 6 meses de idade; exposição a fumaça de cigarro; viver em ambientes com muitas pessoas; criança que não foi amamentada pela pela mãe ou é prematura.

Os sintomas mais comuns são: tosse intensa; febre baixa; irritabilidade; diminuição do apetite; taquicardia (freqüência cardíaca acima do normal); freqüência respiratória superior a 60, vômito ( em crianças pequenas); dor de ouvido (nas crianças); conjuntivite (olhos avermelhados); batimento da asa do nariz (abrindo e fechando) que ocorre em situações de dificuldade respiratória e cianose ( coloração azulada da pele que costuma aparecer em torno da boca e na ponta dos dedos).

O diagnóstico é feito através do exame do paciente, dos sintomas referidos por ele ou pelos pais. A radiografia do tórax poderá ajudar. Existe um exame da secreção do nariz ou dos pulmões, que pode confirmar o VSR. O hemograma não trás contribuição para o diagnóstico, a não ser que ocorra infecção bacteriana secundária.

O tratamento

A advertência de Reynolds é permitida: "Em conseqüência da dificuldade em distinguir-se nitidamente a bronquiolite de outras doenças, como a broncopneumonia e asma, não é permitido ser dogmático a respeito do tratamento"

A administração de oxigênio é necessária, exceto em casos muito leves.

É bastante controvertido o uso de antibióticos, uma vez que se trata de uma doença causada principalmente por vírus. Por outro lado, como a broncopneumonia confunde-se facilmente com a bronquiolite, alguns autores aconselham antibióticos de largo espectro.

Broncodilatadores (adrenalina, isoproterenol, aminofilina, salbutamol e outros) podem facilitar a entrada e saída de ar nos pulmões.

Corticoesteróides (antiinflamatórios) embora muito empregado por alguns, não mostram vantagens em alguns estudos feitos. Em casos graves seu uso é admitido.

Nos casos graves em que a criança faz apneia (parada respiratória), é possível superá-la mantendo-a com ventilação mecânica, através de tubos endotraquela por algum tempo. Essa é uma das funções do fisioterapeuta, que também poderá fazer manobras de higiene brônquica (exceto tapotagens, pois pode aumentar a obstrução das vias aéreas) para ajudar a fluidificar e eliminar secreções, ensinar e fazer técnicas para melhorar a ventilação e eliminação de secreções, quando o paciente não for criança.

Normalmente, os sintomas da doença desaparecem dentro de uma semana e a dificuldade em respirar melhora no terceiro dia.

Contudo, um grande número de crianças, depois de uma provável crise de bronquiolite por VSR, continuam com chiado no peito intermitentemente assim como ocorre na asma. Esta é chamada de sibilância recorrente pós bronquiolite. È uma situação problemática que necessita do manejo criterioso do médico.

A prevenção baseia- se em; evitar contato com as pessoas doentes e lavar as mãos freqüentemente são importantes.

As crianças que freqüentam creches possuem maior risco devido ao contato com outras crianças.

Fonte: www2.prudente.unesp.br

Bronquiolite

Causas

Infecciosa
Tóxica
Farmacológica
Imunológicas

Faixa etária

< 2 anos ((~ 90% infectadas VSR))
Pico: 2-6 meses

Grupo de risco

Prematuros
< 6 meses
Sexo masculino
Displasia broncopulmonar
Fibrose cística
Cardiopatia congênita
Doenças neuro-musculares
Imunodepressão

Fisiopatologia

Bronquiolite

Etiologia

Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

Adenovírus (sorotipos 1, 3, 5, 7 e 21)
Parainfluenza (sorotipos 1 e 3)
Influenza A
Enterovírus
Bactérias atípicas (M. pneumoniae, C. trachomatis e C. M. pneumoniae, C. trachomatis e C.
pneumoniae, U. urealyticum pneumoniae, U. urealyticum)

Bibliografia

DeborahA.Levine,ShariL.Platt,PeterS.Dayan, Charles G. Macias,JosephJ.Zorc,William Krief,Jeffrey
Schor,David Bank,Nancy Fefferman,KathyN.Shaw,Nathan Kuppermannforthe MulticenterRSV-SBIStudy
Group of the Pediatric EmergencyMedicineCollaborative Research Committee of the American Academy of Pediatrics
SteinerRW.Treating acute bronchiolitis associated withRSV. AmFam Physician. 2004Jan15;69(2):325-30. Revie

Fonte: www.medicina.ufba.br

Bronquiolite

A bronquiolite é uma infecção viral contagiosa das vias respiratórias que afeta os bebés e as crianças pequenas e provoca dificuldade ao respirar, sobretudo ao expirar.

Vários vírus podem provocar bronquiolite, inclusivamente o vírus sincicial respiratório e os vírus parainfluenza. A bronquiolite costuma manifestar-se em epidemias, sobretudo em crianças com menos de 18 meses de idade e, com maior frequência, nos bebés com menos de 6 meses.

Durante o primeiro ano de vida, a bronquiolite afeta aproximadamente 11 em cada 100 crianças.

Sintomas e diagnóstico

A bronquiolite costuma aparecer depois de uma constipação, que é uma infecção das vias respiratórias altas. Começa com uma repentina dificuldade respiratória, sobretudo ao expirar, seguida de uma respiração rápida, uma frequência cardíaca acelerada e tosse seca. A criança costuma ter muito sono e também febre, cansa-se e começa a respirar de forma pouco profunda e ineficaz. Os vómitos ou uma menor ingestão de líquidos podem conduzir à desidratação. O diagnóstico baseia-se nos sintomas.

Prognóstico e tratamento

A maioria das crianças recupera em casa, num período de 3 a 5 dias. Durante o processo podem-se dar líquidos com frequência. A crescente dificuldade em respirar, a coloração azulada da pele, a fadiga e a desidratação indicam que a criança deve ser hospitalizada. As crianças que sofrem de qualquer doença cardíaca ou cuja imunidade seja deficiente podem ser hospitalizadas até antes. Com um cuidado apropriado, a probabilidade de morrer de bronquiolite grave é inferior a 1 %.

Já no hospital, são controlados os valores de oxigénio e de anidrido carbónico no sangue. O oxigénio é normalmente administrado numa câmara de oxigénio ou com uma máscara. Pode ser necessário recorrer a um respirador artificial para ajudar a respiração. É possível utilizar um nebulizador de ultra-sons para dilatar as vias respiratórias e fluidificar as secreções e podem ser administrados líquidos intravenosos. Aos bebés prematuros ou afetados por outras doenças que os expõem a um alto risco é administrado o fármaco antiviral ribavirina.

Fonte: www.manualmerck.net

Bronquiolite

O QUE É A BRONQUIOLITE?

A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos que acomete crianças menores de 2 anos, ocorrendo principalmente dos 4 aos 6 meses de vida.

A doença apresenta inicialmente sintomas como coriza e obstrução nasal, progredindo posteriormente para tosse, dificuldade respiratória e chieira.

É muito comum que ocorra confusão e uma certa dificuldade na diferenciação da bronquiolite com o primeiro ataque de asma apresentado pela criança.

O QUE CAUSA?

A principal causa da bronquiolite é a infecção por um vírus, denominado vírus sincicial respiratório. Existem tipos diferentes desse vírus, mas todos estão muito relacionados entre si e se comportam da mesma maneira quando causam a doença.

O vírus sincicial respiratório pode causar infecção em qualquer idade, mas o seu maior impacto ocorre em crianças menores de um ano, podendo causar bronquiolite e também pneumonia.

A bronquiolite pode ser causada por outros vírus e algumas bactérias, mas isso ocorre com uma freqüência relativamente baixa.

As infecções causadas pelos vírus no trato respiratório deprimem os fatores de defesa da criança, podendo abrir caminho para uma posterior infecção causada por bactérias, como uma pneumonia, sendo essas mais graves.

QUANDO E EM QUEM OCORRE A BRONQUIOLITE?

O vírus sincicial respiratório possui o pico de incidência nos períodos de temperaturas baixas.

A bronquiolite parece ser mais comum e também mais grave nas crianças do sexo masculino.

Crianças que freqüentam creches podem contrair o vírus mais facilmente, pois estão em contato próximo em um ambiente fechado, com outras crianças que podem estar contaminadas.

COMO OCORRE A BRONQUIOLITE?

O vírus sincicial respiratório possui uma grande afinidade pela parede que reveste internamente os bronquíolos, podendo assim, causar um distúrbio respiratório importante.

O vírus penetra no organismo através da mucosa nasal, camada que reveste o nariz internamente, e após um período de cerca de 4 a 5 dias a criança começa a apresentar sintomas como secreção e congestão nasal. Geralmente a infecção se resolve espontaneamente a partir desse ponto.

As células epiteliais lesadas dos bronquíolos estimulam a migração de células de defesa, como leucócitos e macrófagos para o local, favorecendo uma resposta inflamatória. O interior dos bronquíolos contém secreções que são em parte responsáveis pela obstrução das vias respiratórias, consistindo em obstáculo ao fluxo de ar.

COMO É O QUADRO CLÍNICO?

A doença em lactentes menores de quatro meses pode se apresentar com sintomas inespecíficos ou mesmo a parada da respiração, que pode ser causa de morte súbita. Apenas lactentes maiores de quatro meses apresentam as manifestações clinicas típicas da doença.

A maioria dos pacientes apresenta sintomas leves. A presença de cianose, que ocorre quando as extremidades dos dedos e os lábios ficam arroxeados, indica falta de oxigênio grave.

À ausculta dos pulmões pelo médico é percebido ruídos generalizados acompanhados de chieira.

QUAIS SÃO AS ALTERAÇÕES AO RX?

As alterações são inespecíficas e incluem excesso de ar nos pulmões que se tornam aumentados de volume com alargamento dos espaços intercostais. O músculo diafragma se apresenta rebaixado e retificado.

Freqüentemente é difícil diferenciar pelo raio-x de tórax uma bronquiolite e uma pneumonia viral.

O raio-x de tórax pode ser de grande valor em pacientes hospitalizados, podendo mostrar a presença de algumas complicações como uma infecção bacteriana.

Sugere-se o uso do raio-x quando é necessário um tratamento médico intensivo, quando ocorre piora súbita da condição respiratória ou quando existem doenças pulmonares ou cardíacas previas.

DE QUAIS DOENÇAS A BRONQUIOLITE DEVE SER DIFERENCIADA?

A principal diferenciação que devemos fazer da bronquiolite é a asma, que em crianças pequenas pode ser confundida com bronquiolite, considerando que os vírus são os maiores precipitantes de ataques de asma nessa idade. Deve-se lembrar que a asma é, caracteristicamente, recorrente, e responde freqüentemente aos broncodilatadores (medicamentos utilizados na crise asmática), mas o mesmo não ocorre com a bronquiolite.

COMO É O TRATAMENTO?

Não existe tratamento específico para a bronquiolite. Para pacientes que não apresentam fatores de risco, ela é auto-limitada, ou seja, melhora espontaneamente.

A maioria dos pacientes é tratada sem internação, com a utilização somente de medidas de sustentação. São elas: repouso, hidratação oral, aleitamento materno, banhos mornos e antitérmicos em caso de febre.

A internação está indicada quando há esforço respiratório intenso (dificuldade em respirar), alteração de consciência, cianose (extremidades arroxeadas), baixa-idade (1-4 meses) ou alguma doença grave associada.

Fonte: www.medicina.ufmg.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal