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Cálculos Biliares

Cálculos biliares ou cálculos das vias biliares, tecnicamente são chamados de litíase biliar. Litíase vem do grego "lithos"- pedra. De fato, cálculos são pedras mais ou menos duras.

Conceito de Vias Biliares

O fígado tem múltiplas funções e uma delas é produzir bile que será eliminada através do intestino. O órgão se constitui de duas porções, chamadas lobos, que por sua vez se subdividem em vários segmentos. A via biliar é um conjunto de canais que se forma dentro do fígado e que confluem de modo completamente similar a um rio.

Começam com canalículos, dentro dos diversos segmentos, que vão confluindo até formar dois canais maiores que drenam o lobo hepático direito e o lobo hepático esquerdo. Já ao saírem do fígado, esses dois canais se unem para formar um canal hepático comum que, depois de receber o canal da vesícula biliar, continua com o nome de colédoco.

Este nada mais é do que a última porção da via biliar que desembocará no duodeno, sendo este a primeira porção do intestino delgado. Nessa junção do colédoco com o duodeno, há um músculo circular, denominado esfíncter de Oddi, que regula a passagem de bile para o intestino. O colédoco reforçado por esse esfíncter, ao entrar no duodeno, forma uma saliência visível designada papila duodenal.

A vesícula biliar é uma bolsa, localizada sob o fígado, fora deste, comparável a um lago, que se comunica com a via biliar comum por um canal próprio, o ducto cístico. Na vesícula biliar a bile se concentra no intervalo das refeições e é esguichada, logo após as mesmas, para o intestino.

Onde ocorrem cálculos biliares?

Cálculos biliares podem existir em qualquer porção da via biliar, mas aparecem comumente na vesícula e com menor freqüência no colédoco.

Como se formam os cálculos biliares?

A bile tem três componentes básicos: bilirrubina, sais biliares e colesterol. A bilirrubina é um pigmento derivado da destruição dos glóbulos vermelhos do sangue, efetuada no baço. Através da circulação, é levada para o fígado que a elimina pelos canais biliares; ela dá a cor à bile. O fígado produz os sais biliares que são importantes no processo de digestão dos alimentos, especialmente das gorduras.

O colesterol é eliminado pelo fígado, através da bile. Há um equilíbrio físico-químico entre essas três substâncias que mantêm a bile em estado líquido. Rupturas nesse equilíbrio provocam precipitação de seus componentes, dando origem aos cálculos. Os componentes dos cálculos, entre outros, são sais de cálcio e colesterol. Conforme a predominância, serão cálculos colesterólicos, cálcicos ou mistos.

Conseqüências da litíase biliar?

Os cálculos biliares podem permanecer silenciosos durante anos ou se manifestarem a qualquer momento. Quando um cálculo da vesícula biliar obstrui o ducto cístico, seu canal de drenagem pára o colédoco, provocando contração da parede muscular da vesícula que se traduz por dor em cólica - cólica biliar. Quando o cálculo se encrava no ducto cístico, impedindo a passagem de bile, esta é retida e desencadeia um processo inflamatório agudo - colecistite aguda.

Habitualmente, nessa bile retida, crescem bactérias e a vesícula obstruída se comporta com um abscesso e pode ser o desencadeamento de doença grave. A colecistite aguda pode regredir ou não. Quando for persistente, vai se comportar como um abscesso local. Pode romper, ficando bloqueada sob o fígado ou romper para dentro do abdômen provocando peritonite aguda.

Quando um cálculo localizado no colédoco obstrui esse canal, a bile não passa para o intestino e reflui através das células hepáticas para a corrente circulatória.

A bilirrubina refluída para o sangue provoca uma cor amarelada típica da pele - icterícia. Essa bile retida pode infectar, provocando doença grave designada colangite aguda.

Cálculos biliares e câncer

O câncer da vesícula biliar não é freqüente e o câncer em canais biliares é ainda mais raro. Seu índice de cura é muito baixo. Câncer da vesícula biliar é relacionado à presença de cálculos em seu interior, habitualmente presentes há muito tempo.

Tratamento da litíase biliar

A litíase biliar sintomática deve ser tratada. Seu tratamento habitual é cirúrgico.

A litíase de colédoco pode ser tratada por endoscopia: o endoscopista faz uma incisão na papila duodenal, corta o esfíncter de Oddi e, por essa abertura, retira os cálculos. Houve mudança importante na abordagem cirúrgica da via biliar com o desenvolvimento da cirurgia laparoscópica.

A ressecção laparoscópica da vesícula biliar é totalmente similar à extração do órgão por cirurgia tradicional, aberta.

Com essa nova abordagem cirúrgica (videolaparoscopia), há menos dor pós-operatória, recuperação mais rápida para as atividades normais, menor tempo de internação hospitalar e evitam-se complicações inerentes a extensas incisões cirúrgicas no abdômen.

Fonte: www.hospitalfreigalvao.com.br

Cálculos Biliares

O que dizer dos cálculos biliares?

Entre as operações cirúrgicas mais comuns realizadas nos EUA se acham a remoção da vesícula biliar por causa de cálculos.

De fato, os cálculos biliares se classificam em quinto lugar entre as razões de pessoas serem hospitalizadas nos EUA.

Os cálculos biliares são também bastante comuns em certos países da Europa Ocidental. No entanto, são praticamente desconhecidos em certos outros países, tais como a Indonésia.

A vesícula biliar, em que se formam os cálculos, é uma bolsa na forma de pêra situada abaixo do fígado. Quando moderadamente distendida no adulto masculino, tem cêrca de 12,70 cm de comprimento e 7,60 cm de largura. Diversos canalículos partem do fígado para formar o “canal comum”, que entra na parte superior do intestino delgado conhecida como duodeno. Partindo do canal comum há o canal cístico, que se liga com a vesícula biliar.

Por meio de tais canais, a bile produzida pelo fígado chega ao intestino delgado, onde ajuda na digestão das gorduras. Visto que o fígado produz a bile todo o tempo, ao passo que só é necessária quando o alimento é digerido, a vesícula biliar serve de receptáculo de armazenagem para a bile entre as refeições; em média pode conter cerca de meio litro. Quando o alimento atinge o intestino delgado, uma válvula no canal cístico se abre, deixando a bile entrar no intestino delgado.

O mal funcionamento da vesícula biliar amiúde resulta na formação de cálculos. Estes talvez se localizem na própria vesícula ou em quaisquer dos tubos ligados a ela. Talvez sejam tão pequenos como grãos de areia e estejam presentes às centenas, ou talvez sejam tão grandes que apenas um cálculo encha a vesícula inteira.

Uma análise química dos cálculos revela que contêm primariamente colesterol, pigmento de bile e sais de cálcio. Uma das principais complicações que exigem atenção urgente é a causada pela obstrução das vias biliares por cálculos.

Como se pode saber se tem cálculos biliares? Um meio seguro é tirar uma chapa de raio-X. Não raro os cirurgiões os descobrem ao operarem algum outro órgão no abdômen de um paciente.

Em geral, porém, os cálculos se fazem sentir por uma dor aguda na parte superior direita do abdômen. É bem provável que ocorra cólica depois dum jantar pesado, talvez acompanhada de inchaço, arrotos e outros desconfortos. Pode haver náusea, vômito e até icterícia. Mas, amiúde os cálculos são “quietos”, estando presentes sem se fazerem sentir.

O Que Causa os Cálculos Biliares?

Exatamente o que causa os cálculos é um assunto bastante controversial, embora a pesquisa moderna tenha lançado alguma luz sobre o assunto. Descobriu-se que comer muita carne leva à formação de cálculos.

Os europeus que comem carne só uma ou duas vêzes por semana raramente têm cálculos; mas quando emigram para a Austrália e ali comem carne uma ou duas vêzes por dia, logo ficam com cálculos com a mesma freqüência que os australianos nativos que comem carne tanto assim.

Também experiências com cricetos (criaturas parecidas a camundongos) revelaram que uma dieta elevada em sacarina, uma forma de açúcar, leva à formação de cálculos. Há também evidência de que comer muita gordura animal tende a causar o mesmo, pois uma cólica devida a cálculos biliares amiúde segue à ingestão de muito alimento gorduroso.

Não é de surpreender, portanto, que quando indonésios, entre os quais os cálculos biliares são praticamente desconhecidos, se mudam para países ocidentais e adotam os hábitos alimentares ocidentais, apareçam cálculos entre eles com a mesma freqüência que aparecem entre os naturais dos países ocidentais.

Mas, há também outros fatores. Até à meia-idade constitui uma aflição primariamente do “belo sexo”, sendo pelo menos duas vezes mais comum entre as mulheres do que entre os homens. Deveras, em tempos passados os médicos costumavam dizer que a paciente mais típica que sofre de cálculos é “Feminina, Gorda, Quarentona, Flatulenta e Fecunda”.

É verdade que abaixo dos cinqüenta anos de idade, as mulheres operadas de cálculos tinham em média uns onze quilos de peso mais do que as mulheres que não sofreram operações de cálculos. É também verdade que as mulheres na idade de ter filhos têm maior probabilidade de ter cálculos do que as abaixo ou acima dessa idade, e as que realmente têm filhos têm ainda maior probabilidade de ter cálculos.

E um dos sintomas de cálculos é deveras o do inchaço ou o da flatulência. Mas, com a idade avançada os homens tendem a ter cálculos quase com a mesma freqüência que as mulheres.

Outro fator que as estatísticas mostram ter relação com os cálculos é a atividade física ou o exercício. Pessoas empenhadas em ocupações sedentárias, tais como trabalhadores de escritório, professores, e advogados têm muito mais probabilidade de ter cálculos do que os empenhados em trabalho braçal, tais como fazendeiros, pedreiros e carpinteiros.

E ainda outra condição que se descobriu que tem relação direta com a produção de cálculos é o que chamam de estase. Com isso se quer dizer uma falha da vesícula em se esvaziar no intestino delgado. A bile possui todos os ingredientes para formar cálculos e assim, quando permanece por longos períodos de tempo na vesícula, talvez se formem cálculos.

Cálculos Biliares
Cálculos Biliares

Operar ou não Operar?

Haver certas coisas que se podem fazer para minimizar a probabilidade da formação de cálculos sugere que nem sempre é necessário operar para remover a vesícula quando primeiro se detecta a existência de cálculos.

No entanto, se a pessoa já passou dos sessenta e cinco e precisar duma operação de emergência dos cálculos, talvez tenha esperado demais, pois as estatísticas mostram que a morte é dez a vinte vezes mais provável em tais operações do que as realizadas mais cedo.

Em tempos passados, alguns cirurgiões renomados recomendavam a remoção apenas dos cálculos em certos casos ao invés da remoção da vesícula. No entanto, amiúde era preciso uma segunda operação, e assim, atualmente, os cirurgiões em geral removem a vesícula quando os cálculos dão trabalho, para evitar complicações posteriores, inclusive a perfuração pelos cálculos.

Obviamente, a prevenção é melhor do que a operação. Em vista do que se sabe sobre os cálculos, parece que se poderia minimizar a probabilidade de contrair cálculos por se vigiar a dieta. Deve-se ser cuidadoso de não comer alimento muito rico, em especial doces, carnes e gorduras animais. Recomenda-se a ingestão de bastante vitamina A e vegetais frescos. Há também evidência de que a lecitina coíbe a formação de cálculos.

Entre os alimentos ricos em lecitina se acham as gemas de ovo (muito embora tenham alto teor de colesterol), feijão soja, óleos vegetais e azeite, miúdos de vaca ricos em purina (fígado, coração, rins), trigo e outros germens de cereais e nozes. Também o que merece atenção, se a pessoa tiver ocupação sedentária, é algum exercício regular.

Por dar certa consideração agora a tais fatores, poderá poupar-se de sérios problemas mais tarde.

Fonte: brandus.com

Cálculos Biliares

Cálculos Biliares
Ilustração de cálculo biliar no duto da vesícula

A vesícula biliar é uma pequena bolsa em formato de pêra, localizada abaixo do fígado. Sua função é o armazenamento da bílis (um emulsificante que é lançado no intestino para auxiliar a digestão de gorduras , depois de lançada no intestino).

Os cálculos da vesícula biliar se formam quando a bílis fica muito saturada de colesterol, que se cristaliza e forma pequenas pedras. Normalmente estes cálculos não são detectados, mas se, durante uma contração da vesícula para liberar bílis, estes também são impulsionados com ela para o duto que a leva para o intestino delgado ou fígado, o indivíduo passa por cólicas dolorosas (que podem permanecer minutos ou horas e algumas vezes acompanhada de náuseas e vômitos).

Esta situação pode se reverter caso o cálculo retorne à vesícula biliar , mas também pode se agravar se o cálculo bloquear o duto ou causar uma inflamação. Dependendo da complicação pode ser necessário uma intervenção cirúrgica para a retirada do cálculo ou mesmo da vesícula biliar completa.

Fatores envolvidos

Hereditariedade
Obesidade
Avanço da idade
Maior prevalência em mulheres (especialmente obesas) * Dieta alimentar rica em gorduras e colesterol

Tratamento

Manter boa ingestão de fibras (verduras e legumes, fibrosos, frutas, grãos integrais) para controlar o colesterol.
Preferir o consumo de proteínas de origem vegetal (soja, feijões, lentilha, ervilha, grão de bico). As proteínas vegetais reduzem o grau de saturação do colesterol da bílis. * Uso de pequenas doses de álcool (metade de um copo de vinho) pode auxiliar a quebra do colesterol, tornando-o menos disponível para formação de cálculos biliares.
Evitar cafeína (café, chá mate e refrigerantes) pois esta estimula as contrações da vesícula biliar.
Consumir um pouco de azeite de oliva nas saladas. Os ácidos graxos monoinsaturados desestimulam a formação de cálculos. Não aquecer o azeite de oliva para não saturar a gordura.
Não permanecer longos períodos em jejum e não deixar de fazer o café da manhã. Sem o estímulo dos alimentos a vesícula biliar não libera ácidos biliares "solubilizantes" para manter o colesterol dissolvido e impedir a formação de cálculos.
Perda de peso gradativa no caso de sobrepeso ou obesidade. O excesso de peso leva à maior produção interna de colesterol, que é secretado pela bílis, transformando-se em possíveis cálculos. Quando as taxas de triglicérides estão altas e a de HDL-colesterol (bom colesterol) estão baixas, maiores ainda as chances de formação dos cálculos.
Evitar perda de peso rápida através de dietas de drástica redução calórica e de gorduras (abaixo de 800-600 Kcal/dia e com menos de 3 g de gordura ao dia). Além de não se obter um resultado efetivo através destas dietas (o indivíduo quase sempre volta a ganhar peso novamente), como a gordura é o estimulante das contrações da vesícula biliar, na sua falta a mesma tende a deixar de se contrair e acumular maior quantidade de bílis, aumentando a tendência à formação doa cálculos.

Fonte: www.nutrinfo.com.br

Cálculos Biliares

Os cálculos biliares são acúmulos de cristais que se depositam no interior da vesícula biliar ou nas vias biliares (condutos biliares).

Quando os cálculos biliares localizam-se na vesícula biliar, a condição é denominada colelitíase. Quando eles localizam-se nas vias biliares, a condição é denominada coledocolitíase.

Os cálculos biliares são mais comuns em mulheres e em certos grupos de indivíduos (p.ex., nativos americanos). Os fatores de risco para a formação de cálculos biliares incluem a idade avançada, a obesidade, a dieta ocidental e a predisposição genética. Nos Estados Unidos, 20% dos indivíduos com mais de 65 anos de idade apresentam cálculos biliares. Contudo, a maioria nunca chega a apresentar problemas. Anualmente, mais de meio milhão de indivíduos são submetidos à cirurgia de remoção da vesícula biliar, a maioria devido ao fato dos cálculos biliares causarem problemas.

O principal componente da maioria dos cálculos biliares é o colesterol, embora alguns sejam compostos por sais de cálcio.

A bile contém uma grande quantidade de colesterol, o qual normalmente permanece líquido. Entretanto, quando a bile se torna supersaturada de colesterol, este pode tornar-se insolúvel e pode precipitar para fora da bile.

A maioria dos cálculos biliares forma-se na vesícula biliar. A maioria dos cálculos biliares localizados nas vias biliares são originários da vesícula biliar.

Pode ocorrer a formação de cálculos em um conduto biliar quando a bile reflui devido a uma estenose anormal ou após a remoção da vesícula biliar.

Os cálculos biliares localizados nas vias biliares podem acarretar uma infecção grave ou mesmo letal nos ductos biliares (colangite), no pâncreas (pancreatite) ou no fígado. Quando ocorre uma obstrução das vias biliares, as bactérias podem proliferar e podem estabelecer rapidamente uma infecção nos condutos. As bactérias podem disseminar para o interior da corrente sangüínea e causar infecções em outras partes do corpo.

Sintomas

A maioria dos cálculos biliares permanece assintomática durante longos períodos, principalmente quando eles permanecem na vesícula biliar. Raramente, no entanto, os cálculos biliares grandes podem provocar erosão gradativa da parede da vesícula biliar e podem penetrar no intestino delgado ou no intestino grosso, onde podem causar uma obstrução intestinal (oclusão ileobiliar ou íleo paralítico por cálculo biliar).

Muito mais freqüentemente, os cálculos biliares deixam a vesícula biliar e alojam-se nas vias biliares. Eles podem circular por esses condutos e atingir o intestino delgado sem qualquer incidente ou podem permanecer nos condutos sem obstruir o fluxo biliar ou causar sintomas. Quando os cálculos biliares causam obstrução parcial ou temporária de um ducto biliar, o indivíduo apresenta dor.

A dor tende a aumentar e diminuir de intensidade (cólica). Geralmente, essa dor aumenta lentamente até atingir um platô e, em seguida, diminui gradualmente. A dor pode ser aguda e intermitente, durando até algumas horas. A sua localização varia. Mais freqüentemente, a dor é localizada na região superior direita do abdômen e o local pode ser doloroso à palpação. A dor pode irradiar para a escápula. Freqüentemente, o indivíduo apresenta náusea e vômito. Quando existe uma infecção concomitante com a obstrução do ducto, o indivíduo apresenta febre, calafrios e icterícia.

Normalmente, a obstrução é temporária e não é complicada por infecção. Pode ser impossível diferenciar a dor causada pela obstrução de um ducto daquela causada pela obstrução da vesícula biliar. Uma obstrução persistente do ducto cístico produz inflamação da vesícula biliar (condição denominada colecistite aguda).

Os cálculos biliares que acarretam obstrução do ducto pancreático causam inflamação do pâncreas (pancreatite), assim como dor, icterícia e, possivelmente, infecção. Algumas vezes, a dor intermitente retorna após a remoção da vesícula biliar.

Esta dor pode ser causada pela presença de cálculos biliares no ducto biliar comum. Freqüentemente, os cálculos biliares são erroneamente responsabilizados por sintomas de indigestão e pela intolerância a alimentos gordurosos. Um indivíduo que apresenta eructação, distensão abdominal, sensação de plenitude gástrica e náusea apresenta a mesma probabilidade de ter uma úlcera péptica ou uma indigestão quanto de ter cálculos biliares. A dor localizada na região superior direita do abdômen que ocorre após o consumo de alimentos gordurosos pode ser decorrente da presença de cálculos biliares. Entretanto, a indigestão pós-prandial (após as refeições) é comum e apenas raramente indica a presença de cálculos biliares.

Diagnóstico

A ultra-sonografia é o melhor método para se diagnosticar a presença de cálculos na vesícula biliar. A colecistografia também é eficaz. Na colecistografia, uma radiografia revela o trajeto de um contraste (substância radiopaca) à medida que ele é deglutido, absorvido no intestino, secretado na bile e armazenado na vesícula biliar.

Quando a vesícula biliar não está funcionando normalmente, o contraste não é visualizado no interior da mesma. Quando a vesícula biliar está funcionando adequadamente, o contraste delineia o cálculo biliar nas radiografias. O uso conjunto da ultra-sonografia e da colecistografia permite ao médico identificar a presença de cálculos biliares na vesícula em 98% dos casos.

No entanto, os exames podem fornecer resultados falso-positivos em alguns poucos indivíduos que não apresentam cálculos biliares. Quando um indivíduo apresenta dor abdominal, icterícia, calafrios e febre, a possibilidade dele apresentar cálculos biliares é grande. Normalmente, os resultados de exames de sangue revelam um padrão de disfunção hepática, o qual sugere uma obstrução do conduto biliar.

Vários exames podem fornecer as informações adicionais necessárias para o estabelecimento de um diagnóstico seguro. Eles incluem a ultrasonografia, a tomografia computadorizada (TC) e várias técnicas radiográficas que utilizam constraste para delinear as vias biliares.

A ultrasonografia e a TC podem mostrar se o conduto biliar está dilatado, mas os os ductos podem estar obstruídos sem estarem dilatados. As técnicas radiográficas ajudam na detecção de uma obstrução e, quando ela estiver presente, a identificar se ela é causada por um cálculo biliar.

A técnica radiográfica diagnóstica a ser utilizada dependerá da situação. Quando o diagnóstico é quase certo, muitos médicos realizam apenas uma das técnicas radiográficas antes de decidir pela cirurgia. Quando o diagnóstico é incerto, uma ultra-sonografia deve ser primeiramente realizada.

Tratamento

A maioria dos indivíduos com cálculos biliares “silenciosos” (isto é, assintomáticos) na vesícula biliar não necessita de tratamento. Os indivíduos com dores intermitentes podem tentar evitar ou reduzir a ingestão de alimentos gordurosos. Esta medida pode ajudar na prevenção ou na redução dos episódios dolorosos.

Cálculos na Vesícula Biliar

Quando cálculos na vesícula biliar causam episódios recorrentes de dor apesar das alterações da dieta, o médico pode recomendar a remoção da vesícula biliar (colecistectomia). A colecistectomia não acarreta deficiências nutricionais e não são exigidas restrições alimentares após a cirurgia.

Aproximadamente 1 a 5 indivíduos em cada 1.000 submetidos à colecistectomia morrem. Durante a cirurgia, o médico pode investigar a possibilidade de cálculos nas vias biliares. A colecistectomia laparoscópica foi introduzida em 1990 e, em um período surpreendemente curto, revolucionou a prática cirúrgica.

Atualmente, aproximadamente 90% das colecistectomias são realizadas por laparoscopia. Na colecistectomia laparoscópica, a vesícula biliar é removida através de tubos inseridos através de pequenas incisões realizadas na parede abdominal.

Todo o procedimento é realizado com a ajuda de uma câmera (laparoscópio), que também é posicionada na cavidade abdominal através das incisões. A colecistectomia laparoscópica reduziu o desconforto pós-operatório, abreviou a estadia hospitalar e reduziu os afastamentos do trabalho.

Outros métodos de eliminação de cálculos biliares introduzidos durante a última década incluem a dissolução com éter de metilterbutilo e a fragmentação com ondas sonoras de choque (litotripsia). Um tratamento mais antigo consistia na dissolução dos cálculos biliares com um tratamento crônico com ácidos biliares (quenodiol e ácido ursodesoxicólico).

Distúrbios Raros da Vesícula Biliar

O colesterol pode ser depositado no revestimento da vesícula biliar. Os depósitos de colesterol aparecem como pequenas pintas amarelas que contrastam acentuadamente contra o fundo vermelho (uma condição chamada vesícula biliar de morango). Eventualmente, pode ocorrer a formação de tumores não cancerosos (pólipos) no interior da vesícula biliar.

Ocasionalmente, o distúrbio pode causar dor e exigir a remoção cirúrgica da vesícula biliar. A diverticulose da vesícula biliar, pequenas bolsas digitiformes do revestimento da vesícula biliar, pode ocorrer à medida que o indivíduo envelhece. A diverticulose pode produzir inflamação e exigir a remoção cirúrgica da vesícula biliar.

Cálculos nas Vias Biliares (Condutos Biliares)

Os cálculos nas vias biliares podem causar problemas graves e, por essa razão, devem ser removidos através da cirurgia abdominal ou da colangiopancreatografia endoscópica retrógrada endoscópica (CPER). Na CPER, é realizada a passagem de um endoscópio (tubo de visualização flexível com instrumentos cirúrgicos acoplados) através da boca, do esôfago, do estômago até o intestino delgado.

Através de um tubo, é injetado um contraste (substância radiopaca) no esfíncter de Oddi. Em um procedimento denominado esfincterotomia, esfincterotomia, o esfíncter muscular é alargado o suficiente para permitir que os cálculos biliares causadores da obstrução do ducto biliar sejam levados até o intestino delgado.

A CPER e esfincterotomia são técnicas eficazes em 90% dos casos. Menos de 4 em cada 1.000 indivíduos morrem e 3 a 7 em cada 100 indivíduos apresentam complicações, o que torna esses procedimentos realizados concomitantemente uma opção mais segura que a cirurgia abdominal.

As complicações imediatas incluem a hemorragia, a pancreatite (inflamação do pâncreas) e a perfuração ou a infecção dos condutos biliares. Em 2 a 6% dos indivíduos, ocorre uma nova constrição dos ductos e recorrência dos cálculos biliares. Os cálculos biliares localizados apenas na vesícula biliar não podem ser removidos através da CPER.

Normalmente, a realização apenas da CPER é melhor para os indivíduos idosos com cálculos biliares localizados nas vias biliares e que já foram submetidos à remoção da vesícula biliar. Para esses indivíduos, o índice de sucesso é comparável ao da cirurgia abdominal. Na maioria das pessoas idosas que nunca apresentou problemas de vesícula biliar, a remoção da mesma é desnecessária, pois apenas aproximadamente 5% dos idosos apresentam sintomas repetidos de cálculos biliares nas vias biliares.

Os indivíduos com menos de 60 anos de idade e que apresentam episódios de problemas de vesícula biliar ou de vias biliares são comumente submetidos à remoção eletiva da vesícula biliar após serem submetidos à CPER e à esfincterotomia. Caso contrário, eles apresentam um certo risco de apresentar problemas agudos de vesícula biliar em algum momento no futuro. Quase todos os cálculos são removidos do ducto biliar durante a CPER.

Se cálculos biliares permanecerem no ducto, eles freqüentemente são eliminados através da esfincterotomia permanente. Qualquer cálculo remanescente pode então ser removido através da endoscopia, antes da retirada do dreno do ducto biliar, o qual foi colocado durante a cirurgia.

Perturbações pouco frequentes da vesícula biliar

O colestrol pode depositar-se no revestimento da v esícula biliar. As acumulações de colestrol aparecem como pequenas manchas amarelas que se destacam num fundo vermelho (vesícula em morango). Podem aparecer formações não cancerosas (pólipos) dentro da vesícula biliar. A perturbação pode por vezes causar dor e requerer a extracção cirúrgica da vesícula biliar.

Divertículos da vesícula biliar. À medida que a pessoa envelhece podem aparecer pequenas bolsas dactiliformes no revestimento interno da vesícula biliar. A diverticulose costuma causar inflamação e requer a extracção cirúrgica da vesícula biliar.

Fonte: www.msd-brazil.com

Cálculos Biliares

Cálculo de Vesícula Biliar ( Colelitíase )

O que é?

Colelitíase é a formação de cálculos (pedras) no interior da vesícula biliar (90% dos casos) ou dos ductos biliares (dentro e fora do fígado). Nos últimos anos tem havido aumento da incidência e do diagnóstico desta doença.

Com o uso cada vez maior da ultra-sonografia abdominal em exames de rotina ou (check-up), muitos casos de cálculos em vesícula biliar têm sido diagnosticados, mesmo antes do paciente apresentar qualquer sintoma.

Os tipos de cálculos mais comuns são os de colesterol (90%), e em segundo lugar os de bilirrubina (10%), que ocorrem em pessoas portadoras de alguns tipos de anemia ou com deficiência do metabolismo da bilirrubina (pigmento metabolizado pelo fígado).

Quando ocorre?

Os estudos têm demonstrado claramente um aumento da incidência de cálculos biliares com o passar da idade. Embora rara na população pediátrica, as crianças com distúrbios hematológicos (alguns tipos de anemia), e com dificuldade de absorção de sais biliares estão predispostas à formação de cálculos biliares.

A calculose biliar é mais comum em entre as mulheres, e deve estar ligado a fatores hormonais, já que há um aumento do número de casos com a gravidez. Esta variação hormonal alteraria a motilidade da vesícula biliar, causando uma dificuldade de esvaziamento, assim como a alteração do metabolismo do colesterol.

A obesidade também é um fator de risco, já que nestes pacientes há um aumento da concentração de colesterol. A diabetes também causa um aumento na incidência dos cálculos na vesícula biliar, devido a uma supersaturação do colesterol.

Sintomas

A presença de cálculos na vesícula biliar pode se manifestar de várias maneiras, sendo que muitos pacientes são assintomáticos (mais de 50%) por vários anos.

Nos casos sintomáticos, a obstrução do ducto da vesícula biliar por um cálculo pode causar dor no abdome, principalmente do lado direito próximo às costelas, conhecida como cólica biliar.

A cólica é causada pela contração da vesícula biliar contra a resistência imposta pela obstrução do ducto, e classicamente surge de 30 a 60 minutos depois das refeições. Caso a obstrução persista, pode haver a evolução para uma inflamação aguda da vesícula biliar (colecistite aguda).

A calculose biliar também pode se apresentar como “má” digestão, desconforto abdominal vago, náuseas e vômitos, ou mesmo flatulência. Este quadro tende a piorar com a ingestão de alimentos gordurosos, mas todos os alimentos podem desencadear sintomas.

Diagnóstico

A ultra-sonografia do abdome é o método de escolha para a avaliação de pacientes com suspeita de cálculos biliares, e apresenta um índice de acerto de 95 a 99%. Tem como vantagens, além da eficácia, ser um método não invasivo (sem anestesia ou contraste), sem irradiação, razoavelmente barato e desprovido de efeitos colaterais.

Os exames laboratoriais podem mostrar a alteração de enzimas do fígado e dos ductos biliares. O hemograma estará alterado no caso de infecção.

Complicações

De todos os pacientes portadores de cálculos biliares, de 15 a 20% apresentarão complicações mais graves devido aos cálculos biliares. Estas complicações podem ser referentes à obstrução da vesícula por cálculos maiores, como a colecistite aguda, ou devido à migração dos cálculos biliares pequenos da vesícula para os ductos biliares, como a coledocolitíase, a colangite e a pancreatite aguda. Um risco associado à presença de cálculos de vesícula biliar é o desenvolvimento de câncer de vesícula.

A colecistite aguda é a complicação mais comum do cálculo de vesícula. Ela ocorre devido à implantação do cálculo biliar na saída da vesícula biliar, causando a obstrução persistente da vesícula, e conseqüente inflamação e infecção. As características da dor da colecistite aguda são parecidas com a da cólica biliar, no entanto, de maior intensidade, o que a difere da cólica biliar, e que pode persistir por alguns dias.

Os sintomas se completam com náusea, vômito, anorexia (perda do apetite) e febre. A ultra-sonografia mostra, além dos cálculos no interior da vesícula, um espessamento da parede (devido à inflamação) e distensão (devido à obstrução) da vesícula biliar. O tratamento consiste na ressecção da vesícula biliar e a administração de antibióticos.

Coledocolitíase é o nome dado à impactação de cálculos biliares no ducto biliar fora da vesícula (este ducto é chamado de colédoco). Na sua grande maioria, estes cálculos são originários da vesícula biliar, que migram para o ducto colédoco. Os sintomas são dor abdominal em cólica, que pode ser contínua ou intermitente, associado à náusea e vômitos.

Dependendo da intensidade da obstrução do ducto colédoco, os pacientes apresentarão icterícia (coloração amarelada na pele e olhos) e urina escura (cor de “chá mate”). A icterícia ocorre devido ao acúmulo de líquido biliar que não foi esvaziado do ducto colédoco devido à obstrução. O tratamento se inicia com a retirada do cálculo do ducto colédoco através de endoscopia digestiva ou durante o procedimento cirúrgico, seguido da ressecção da vesícula biliar, que é a formadora dos cálculos.

A colangite é a infecção do ducto biliar causada pela impactação do cálculo no ducto colédoco. Os sintomas são febre, icterícia e dor abdominal. Nos pacientes com infecção grave, pode haver alteração da pressão sangüínea e do pulso, assim como confusão mental. Os pacientes com colangite devem ser internados de forma urgente, devido ao risco de sepse (infecção generalizada). O tratamento inicial é realizado com a administração de antibióticos e hidratação. A seguir, como na coledocolitíase, o cálculo dever ser retirado do ducto biliar (colédoco). A ressecção da vesícula também deve ser realizada.

A pancreatite aguda é a inflamação do pâncreas. Esta doença decorre da obstrução do ducto do pâncreas por um cálculo que migrou da vesícula. Os sintomas são dor abdominal forte, febre, náusea e vômito, além de distensão abdominal. Em alguns casos a pancreatite pode ser severa, causando necrose e hemorragia do pâncreas, com risco de morte evidente. O paciente será submetido à ressecção do cálculo, assim como nos casos anteriores. A retirada da vesícula biliar é realizada após a melhora dos sintomas da pancreatite.

O câncer da vesícula biliar é reconhecido como uma complicação potencial dos pacientes com cálculos em vesícula. Em particular, esta complicação é mais freqüente em pacientes com cálculos únicos e grandes (principalmente os maiores que três centímetros). De 70 a 90% dos pacientes com câncer de vesícula apresentam cálculo biliar, e 0,4% de todos os pacientes com cálculo de vesícula apresentarão câncer na vesícula biliar.

Tratamento

Devido ao quadro clínico da calculose da vesícula biliar, e dos riscos de complicações sérias, tenho como rotina em meus pacientes, pela ressecção da vesícula biliar em pacientes sintomáticos e/ou com cálculos múltiplos e pequenos (risco de migração do cálculo). Nos pacientes assintomáticos e com cálculo único, a conduta não cirúrgica e o acompanhamento clínico devem ser a regra.

O tratamento da calculose biliar consiste na ressecção da vesícula biliar. Atualmente o método utilizado é a cirurgia vídeo-laparoscópica. Neste método, são realizadas quatro pequenas incisões (cortes) no abdome do paciente, por onde são introduzidas as pinças e a câmera de vídeo. O cirurgião realiza o procedimento através de um monitor posicionado ao lado do paciente.

As vantagens da cirurgia vídeo-laparoscópica são inúmeras. A recuperação é rápida, já que a dor é mínima, por não haver uma grande incisão (corte). Isto permite que os pacientes retornem às suas atividades profissionais no menor tempo possível.

O efeito estético também é bom, porque as incisões apresentam dimensões pequenas (variam de 0,5cm a 1cm).

Em geral, os pacientes recebem alta hospitalar no dia seguinte ao da cirurgia.

Fonte: www.drfernandovalerio.com.br

Cálculos Biliares

O QUE É A VESÍCULA BILIAR E O QUE ELA FAZ?

A vesícula é uma pequena saculação ( como uma bexiga murcha) que se encontra junto ao fígado e sua função é armazenar bile, um líquido amarelo esverdeado espesso produzido pelo fígado . Após se alimentar , a vesícula se espreme liberando bile em grande quantidade no intestino para entrar em contato com o alimento e continuar o processo de digestão iniciado pelo estômago. A função básica da bile é digerir as gorduras.

COMO SÃO FORMADAS AS PEDRAS?

A bile é composta por três substâncias: o colesterol, os sais biliares e lecitina. Juntos em quantidades proporcionais mantêm a bile em estado líquido . Quando o colesterol ou os sais biliares são produzidos em excesso pelo fígado por alguma razão , há precipitação desta substância formando pequenos grânulos. Estes grânulos são o início das pedras.

AS PEDRAS SÃO SEMPRE IGUAIS?

Não, há diferentes tipos e tamanhos de pedras. Depende de qual substância a pedra é formada e há quanto tempo ela está em formação. Portanto, poderemos ter muitas ou apenas uma pedra; pedras pequenas como grâos de areia ou grandes até o tamanho de um ovo de galinha.

Cerca de 90% das pedras são formadas de colesterol. O restante é composto de sais biliares (bilirrubina). A razão da formação das pedras ainda não é bem conhecida . Entretanto pessoas que tem problemas saguíneos relacionados a destruição de hemácias tem grande chance de Ter pedras na vesícula (mecanismo bem conhecido)

QUEM TEM RISCO DE TER PEDRAS?

Mulheres entre 20 e 60 anos têm 3 x mais chance de Ter cálculos do que a população masculina.
Mulheres que tiveram múltiplas gestações .
O risco aumenta com a idade e a obesidade.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS ASSOCIADOS A COLELITÍASE ?

Cálculos Biliares

Dor abdominal intensa , geralmente tipo cólica, que pode se localizar no no lado direito do abdomen abaixo da costela, boca do estômago, ou ainda nas costas. Pode se localizar em todos os lugares descritos ao mesmo tempo ou separadamente.

EXISTEM COMPLICAÇÕES?

Sim. Dentre as pricipais complicações estão:

A cólica biliar   que ocorre quando uma das pedras fica presa na saída da vesícula impedindo o fluxo de bile, levando a uma distensão importante da vesícula. Há então um esforço da mesma para expelir a pedra. O resultado é uma dor tipo cólica.

Se a pedra permanece na saída vesícula por um período prologado ocorre uma segunda complicação chamada colecistite aguda. É uma inflamação aguda da vesícula biliar com dor intensa, constante geralmente acompanhada de febre. 

A coledocolitíase é o resultado da migração de uma pedra de dentro da vesícula biliar para o canal da bile. Nestes casos o paciente fica ictérico ( pele e olhos ficam amarelados como na hepatite) pois a bile fica impedida de chegar ao intestino , acumulando-se no fígado e sangue.

A colangite e a pancreatite são as complicações mais graves secundárias à migração das pedras para o canal da bile.

COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO DE COLELITÍASE ?

Atualmente o exame mais preciso para o diagnóstico de pedras na vesícula é a ultrassonografia (ecografia) . Exames radiológicos podem ser realizados. Algumas vezes o paciente descobre que tem pedras na vesícula durante a investigação de outra patologia . No caso da suspeita de que alguma pedra migrou para o canal da bile, esta pode ser diagnosticada e retirada no pré-operatório através de um exame endoscópico conhecido como colangiopancreatografia retrógrada endoscópica e papilotomia endoscópica respectivamente.

COMO É TRATADA A COLELITÍASE?

Pacientes com diagnóstico de pedras na vesícula sem nunca terem apresentados sintomas devem conversar com o seu médico a respeito da indicação de cirurgia. Habitualmente não há indicação cirúrgica nestes casos. Existem dois métodos cirúrgicos para remover a vesícula biliar e as pedras. É necessária a remoção da vesícula pois esta se torna fonte de formação de mais pedras.

Colecistectomia convencional, ou aberta. Neste caso a cirurgia é realizada com uma incisão (corte) que pode variar de tamanho conforme o paciente. Desde 12-15 cm até 30 cm (valores aproximados). O paciente permanece internado em média 3 dias e necessita de um tempo de recuperação para voltar a plena atividade física em 30 dias.

Colecistectomia videolaparoscópica

Atualmente existem dois métodos não cirúrgicos de eliminar as pedras da vesícula:

Dissolução oral através de medicações. O uso de medicações para eliminar as pedras é reservado para casos muito especiais em que o paciente não possa ser submetido a cirurgia. O índice de sucesso varia de 40-80% e o tratamento dura de 6 a 12 meses , com altos índices de recorrência.

Destruição dos cálculos através da Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque, que consiste na destruição das pedras com ondas sonoras de alta freqüência que direcionadas às pedras leva a quebra das mesmas em fragmentos menores. O índice de complicações utilizando este método é muito grande e a maioria dos serviços que possui o aparelho de litotripsia abandonou o método.

No passado...

Quando seu cirurgião recomendava uma operação de vesícula biliar, você se lembrava de um amigo ou parente que fez a mesma cirurgia há alguns anos . Eles tinham uma cicatriz imensa e contavam da dor intensa que tiveram depois da cirurgia. Eles ficaram no hospital por uma semana sem poder voltar as atividades normais em menos de 6 semanas . Então você ficava preocupado em passar pelas mesmas coisas. Como fazer para ficar afastado do trabalho quase dois meses?

Hoje... há uma nova técnica cirúrgica com grandes vantagens

A remoção da vesícula biliar é uma das cirurgias mais praticadas , e a maioria já é realizada por via laparoscópica . O termo médico para este procedimento é colecistectomia videolaparoscópica.

Ao invés de incisões de 20 a 30 cm de extensão , a operação é realizada através de quatro pequenos orifícios de 0,5 cm no abdomen.

A dor pós-operatória é muito menor que a da cirurgia convencional.

Geralmente o paciente fica um dia internado no hospital e retorna às atividades normais em 10 a 15 dias.

O QUE É A VESÍCULA BILIAR?

É um órgão em forma de pera situado sob o lobo direito do fígado.

Sua principal função é coletar a bile produzida pelo fígado e concentrá-la . Quando a pessoa se alimenta , a vesícula biliar se contrai liberando a bile, a qual passa por um canal chamado colédoco, até chegar ao intestino e encontrar o alimento.

A remoção da vesícula biliar não está associada a nenhuma disfunção digestiva na maioria das pessoas.

O QUE CAUSA PROBLEMAS DA VESÍCULA BILIAR?

O principal problema da vesícula biliar está associado a presença de cálculos. São pedras de variado tamanho e número, geralmente formadas a partir do colesterol e/ou sais biliares contidos na bile.

É ainda incerto o porque certas pessoas formam pedras .

Não há maneira de prevenir que as pedras se formem.

Estas pedras podem bloquear a saída da vesícula biliar , impedindo o fluxo natural da bile , ocasionando um aumento da pressão dentro da vesícula, levando a um inchaço (edema) e conseqüentemente a infecção . Este estado é conhecido como colecistite aguda. A pessoa apresenta uma dor intensa tipo cólica em baixo da costela direita, com vômitos e posteriormente febre.

Se uma pedra pequena conseguir passar para o canal da bile a pessoa pode ficar amarela e ter complicações severas.

COMO ESTES PROBLEMAS SÃO DETECTADOS E TRATADOS?

A ecografia ou ultrassonografia abdominal é o método de escolha para o diagnóstico.

Em alguns casos mais complexos , outros exames radiológicos são necessários.

Cálculos (pedras) de vesícula não desaparecem com o tempo . Qualquer tentativa outra que cirurgia não apresentaram qualquer sucesso. Melhoras temporárias podem ocorrer porém podem retornar com complicações.

A remoção da vesícula é o tratamento mais rápido e seguro para a colelitíase. (termo médico para denominar presença de pedra na vesícula biliar)

QUE TIPO DE PREPARO É NECESSÁRIO?

A noite na véspera da cirurgia a partir da meia-noite deve permanecer me jejum absoluto.
Tomar um banho à noite ou na manhã antes da cirurgia.
Se você tem problemas de obstipação crônica avise seu cirurgião.
Se você faz uso de medicações com doses diárias, converse com seu cirurgião para encontrar a melhor solução . Se faz uso de medicações anti-coagulantes ou aspirina não deixe de alertar o seu médico.

COMO É REALIZADA A RETIRADA DA VESÍCULA BILIAR?

O paciente é operado com anestesia geral.

Feita uma pequena incisão no umbigo onde é introduzido uma agulha para encher a cavidade abdominal de um gás especial. A intensão é criar um espaço para que a cirurgia possa ser realizada.

Cálculos Biliares

É então introduzido um tubo metálico chamado trocáter  por onde é colocado o laparoscópio ( como um telescópio ) . Através deste é visualizada toda a cavidade abdominal.

Cálculos Biliares

Cálculos Biliares

Realizado mais tres pequenos cortes por onde são colocadas as pinças que vão ser utilizadas durante a cirurgia.

Em algumas situações especiais , é realizado RX do canal da bile durante a cirurgia para detectar pedras no canal da bile. Se estes forem detectados, deverão ser removidos ou durante a cirurgia ou após num procedimente realizado com endoscopia. (papilotomia endoscópica)

Ao final da cirurgia os cortes são fechados com um ou dois pontos na pele.

O QUE ACONTECE SE A CIRURGIA NÃO PUDER SER REALIZADA POR VIA LAPAROSCÓPICA?

Em um pequeno número de pacientes o método não é possível de ser realizado. Isto ocorre geralmente devido a dificuldades anatômicas locais inerentes do paciente ou do grau de inflamação que ocorre no local devido a doença da vesícula. Quando o cirurgião resolve converter uma cirurgia em prol da segurança do paciente, não se considera o fato como uma complicação mas sim como julgamento cirúrgico (bom senso). Fatores que podem levar a conversão da cirurgia fechada para aberta incluem obesidade excessiva , história de cirurgia abdominal prévia, sangramento de difícil contensão e outras.

QUANTO TEMPO VOU FICAR NO HOSPITAL?

A grande maioria dos pacientes submetido a colecistectomia videolaparoscópica não fica mais que 24 horas internado no hospital. Em alguns casos o paciente é operado no começo da manhã, podendo ser liberado na noite do mesmo dia.

QUANDO VOU PODER VOLTAR AO TRABALHO?

Em média poderá voltar as suas atividades plenas em 7 dias. É claro que depende do que você faz . Se você tem um trabalho que exige grande ou médio esforço, o habitual é retornar as atividades em 3 a 4 semanas.

É SEGURO REALIZAR A CIRURGIA POR VIA LAPAROSCÓPICA?

Os riscos da cirurgia laparoscópica é identico ao da cirurgia convencional .Sendo que no método convencional corre-se um risco maior de formação de hérnia no local do corte.

HÁ RISCOS NA CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA?

Apesar da cirurgia ser considerada segura , complicações podem ocorrer como em qualquer outra cirurgia.

O SEU CIRURGIÃO DEVERÁ ESCLARECÊ-LO DOS RISCOS CIRÚRGICOS E AJUDÁ-LO A DECIDIR PELA CIRURGIA MOSTRANDO QUAIS OS RISCOS DE PERMANECER COM PEDRAS NA SUA VESÍCULA.

O QUE ACONTECE LOGO APÓS A CIRURGIA DA VESÍCULA?

A cirurgia de vesícula é uma cirurgia abdominal e portanto um pouco de dor pós-operatória você deverá ter. Náuseas e vômitos podem ocorrer nas primeiras 12 horas.
Uma vez que a dieta líquida é bem tolerada ou não haja vômitos, o paciente poderá receber alta no dia seguinte.
Sair da cama já no pós-operatório é permitido e estimulado. Na manhã seguinte os curativos podem ser retirados e o paciente tomar banho.
Em geral a recuperação é gradual e progressiva . Voce deve sempre estar melhor no dia seguinte.
Em uma semana deve retornar para retirar os pontos.

DEVO AVISAR MEU MÉDICO QUANDO...

Apresentar febre constante (acima de 38oC)
Começar a ficar com a pele ou os olhos amarelos
Tiver náuses e vômitos
Sangrar a ferida operatória continuamente
Aumento da dor abdominal ou o abdomen inchar.
Tiver calafrios
Tosse persistente ou respiração curta
Dificuldade de engulir líquidos ou sólidos após o período normal de recuperação
Mostrar secreção pela ferida operatória.

Fonte: www.gastronet.com.br

Cálculos Biliares

Pedra de vesícula

O fígado tem várias funções, dentre as quais a produção de bile. A bile é necessária para digerir as gorduras que ingerimos. O fígado produz 2 litros de bile por dia, em ritmo constante de produção. A bile goteja pelo canal do fígado (ducto colédoco), até desembocar no duodeno (duodeno é a primeira parte do intestino).

Dessa forma o duodeno sempre tem bile para “recepcionar” uma eventual ingestão de gordura.

O canal do fígado (colédoco) tem uma ligação com um pequeno depósito chamado vesícula biliar, que armazena um pouco da quantidade da bile produzida (20 ml).

Quando ingerimos uma refeição gordurosa, o duodeno “avisa” a vesícula sobre a presença de gordura. Em resposta a este aviso, a vesícula se contrai, enviando cerca de 20 ml de bile para o coledoco, o que promove uma pequena injeção extra de bile no duodeno, sincrônica à ingestão gordurosa, e isto auxilia a digestão das gorduras ingeridas.

Algumas famílias, cerca de 20 % das famílias do planeta, têm como característica genética a Preguiça da Vesícula Biliar. Nessas pessoas a vesícula biliar não se contrai por muito tempo, e assim os 20 ml de bile, que deveriam ir para o coledoco, permanecem na vesícula, onde passam por processo de desidratação, concentração e finalmente a bile começa a empedrar. É desse modo que se formam as pedras da vesícula.

As pedras da vesícula promovem sintomas e podem originar complicações.

Os sintomas mais comuns são náuseas e empachamento após refeições gordurosas.

As complicações são devidas à migração dos cálculos . Assim, se um cálculo migrar para o ponto de junção da vesícula com o coledoco, ocorre o entupimento da vesícula. Isso faz com que a vesícula se contraia, numa tentativa de se desobstruir. Instala-se, então, um quadro de dor intensa que se irradia para as costas, geralmente acompanhado de vômitos .

Freqüentemente obriga o paciente a procurar um Pronto Socorro, onde recebe medicação antiespasmódica (Ex. Buscopan), que provoca o relaxamento da vesícula e permite que a pedra volte para a vesícula, o que alivia a crise . Algumas vezes o encaixe da pedra na junção da vesícula ao coledoco é tão firme, que a pedra não consegue voltar; nesse caso a cólica não passa . A vesícula entra em sofrimento, infecção e posterior perfuração com peritonite grave. Esse quadro é chamado Colecistite Aguda.

Algumas vezes estas pedras passam da vesícula para o canal do fígado (coledoco) e o entopem - nesse caso a produção de bile do fígado não consegue escoar para o duodeno. Ocorrem cólicas e a bile represada no fígado reflui para o sangue, surgindo assim a icterícia (coloração amarelada do paciente). Esse quadro é chamado Coledocolitíase.

Quando a pedra da vesícula entope o coledoco pode ocorrer também o entupimento do canal do pâncreas, causando a temível Pancreatite Aguda.

Essas 3 complicações são muito graves, têm inicio súbito, e podem até mesmo provocar a morte do paciente.

Outra complicação da vesícula que contém pedras é que nela pode surgir um Câncer, com freqüência muito maior que na vesícula normal. Trata-se de uma patologia rara porém, quase na totalidade dos casos, incurável.

Assim, se encontramos pedras na vesícula significa que ela é preguiçosa, portanto, não tem mais função. Além disso ela representa risco constante de cólica, colecistite aguda, coledocolitíase, pancreatite aguda e câncer.

Por isso é consenso que a vesícula com pedras deve ser extirpada (colecistectomia), e a técnica mais aceita para esta cirurgia é a videolaparoscopica.

Fonte: www.francoerizzi.com.br

Cálculos Biliares

Quem pode ter pedra (cálculo) na vesícula?

Pedra ou cálculo da vesícula é uma doença bastante comum. Cerca de 10% das pessoas tem pedra (cálculo) na vesícula. Mais de 10 milhões de brasileiros têm esse problema.

Qualquer pessoa pode ter pedras na vesícula, mas algumas têm maior possibilidade, como:

Idade. Apesar desta doença poder acometer até crianças, ela aumenta com a idade e é mais comum nos adultos e idosos.
Mulher. As pedras da vesícula são mais comuns nas mulheres do que nos homens, principalmente nas que já ficaram grávidas.
Obesidade. Quanto mais gordo maior a possibilidade de ter pedra na vesícula. Entretanto, os magros também podem ter cálculos.
Hereditariedade. As pessoas que têm familiares com cálculos possuem mais chance de ter esta doença do que os que não têm.

Como a pedra (cálculo) é formada na vesícula?

A bile é produzida no fígado e é eliminada no intestino. A bile ajuda na digestão de alimentos gordurosos. Ela contém várias substâncias, entre as quais colesterol e pigmentos. Quando algumas dessas substâncias aumentam em quantidade na bile, elas podem se depositar na vesícula. Com o passar dos meses e anos, estes depósitos Outros locais do organismo, como o rim, a bexiga e o canal da saliva e o da lágrima também podem formar pedras (cálculos). Mas, as pedras desses locais são diferentes das pedras da vesícula.

Como são as pedras (cálculos)?

O número, tamanho, forma e cor das pedras da vesícula são bastante variáveis. Algumas pessoas só têm uma pedra, enquanto outras têm mais de 1.000. Da mesma forma, as pedras podem variar de tamanho de 1 mm (grão de areia) até 10 ou 15 cm.

Sintomas e complicações causados pela pedra na vesícula

A pedra na vesícula pode ocasionar sintomas intensos e graves, sendo os mais comuns:

Dor intensa no abdômen (barriga)- no lado direito ou na boca do estômago. Esta dor geralmente dura de 30 minutos a 2 horas, mas quando for mais prolongada pode indicar que está ocorrendo uma complicação. Neste caso, procure o seu médico com urgência.
Náuseas (enjôo) e vômitos
Inflamação ou infecção da vesícula
Icterícia (amarelão)
Pancreatite aguda

A maioria dos pacientes que tem pedra na vesícula nunca teve sintomas. Não existem dados médicos que permitam determinar quais pacientes terão sintomas.

Entretanto, quando o paciente apresenta um dos sintomas acima citados, a possibilidade de repetir o mesmo sintoma ou apresentar uma complicação é muito grande. Assim, nesta situação é importante procurar o seu médico.

A possibilidade de uma pessoa apresentar sintomas ou complicações independe do número ou tamanho das pedras. Às vezes, apenas uma pedra pequena pode ocasionar complicações muito graves, como pancreatite aguda.

Diagnóstico

O melhor método para diagnosticar pedra na vesícula é a ultra-sonografia ou ecografia do abdômen.

Tratamento

A única forma de tratamento da pedra ou cálculo da vesícula é a retirada da vesícula biliar (colecistectomia). Outros tratamentos, como litotripsia ("quebrar a pedra" com aparelhos especiais) e medicamentos para dissolver a pedra, não dão bons resultados e não devem ser usados, pois só atrasam o tratamento correto.

Atualmente o tratamento da pedra da vesícula é muito simples, desde que o paciente não apresente complicações. A retirada da vesícula pode ser facilmente realizada por via laparoscópica na maioria dos pacientes ("operação dos furinhos"). Inicialmente, é injetado gás (gás carbônico) dentro do abdômen (barriga) para criar um espaço, onde o cirurgião poderá fazer a operação com segurança.

Após a realização de 4 furinhos de meio a um centímetro, uma câmera de televisão pequena é colocada dentro do abdômen através de um dos furinhos para que o cirurgião e a sua equipe possam visualizar todo abdômen em uma televisão. Os instrumentos (pinças, tesouras, material de sutura, etc) são colocados através dos outros furinhos para ajudar a retirar a vesícula.

Todos pacientes que têm pedra na vesícula precisam operar?

A maioria dos pacientes que tem pedra na vesícula não precisa de tratamento. Os que já apresentaram sintomas devem ser operados, porque a possibilidade de apresentarem outros sintomas ou complicações é muito elevada.

O seu médico poderá ajudá-lo a decidir se a operação é a melhor opção para você.

Esta decisão deve ser tomada após considerar alguns dados, tais como: sua idade, seus sintomas, há quanto tempo você tem a pedra e se você tem outras doenças que podem aumentar o risco da operação ou de ter crises de vesícula.

Após a retirada da vesícula, vou ter alguma restrição na minha alimentação?

Você não precisará modificar a sua dieta após a operação, porque a vesícula tem uma função muito pouco importante no organismo, que é a de armazenar bile.

A vesícula não produz bile, apenas ajuda no seu armazenamento. A produção da bile pelo fígado continua normal após a retirada da vesícula. Não existe nenhuma seqüela ou conseqüência para o organismo após a retirada da vesícula.

Vantagens do Tratamento Cirúrgico

São várias as vantagens da operação:

Recuperação rápida do paciente. A maioria dos pacientes fica internada no hospital somente 1 dia e pode retornar ao trabalho e realizar todas atividades, inclusive esportivas, em 1 ou 2 semanas.
Resolução completa e definitiva da doença.
Pouca dor pós-operatória.
Cicatriz cirúrgica mínima, porque são realizados somente 4 furinhos.
Risco de infecção pequeno.

Apesar dos resultados do tratamento cirúrgico serem excelentes, alguns pacientes podem ter complicações, como em qualquer procedimento cirúrgico. As complicações mais comuns são lesão de vísceras, infecção, sangramento e risco anestésico.

Caso não seja possível realizar a operação pela técnica videolaparoscópica ("técnica dos furinhos"), pode ser necessário fazer uma incisão (corte) maior no seu abdômen para terminar a operação.

Os riscos da operação são mais comuns nos pacientes que apresentam doença grave ou complicações, como inflamação da vesícula, icterícia, pancreatite aguda, no momento da operação. Nestas situações, a operação é geralmente mais difícil de ser realizada e deve ser realizada de emergência.

Orientações Pós-Operatórias

A recuperação da operação é geralmente muito rápida e a maioria dos pacientes voltam as suas atividades normais em poucos dias. As orientações abaixo devem ser seguidas para que você tenha pouco desconforto e sua recuperação ocorra sem intercorrências.

Fonte: www.interclinicas.com.br

Cálculos Biliares

As células hepáticas produzem e secretam a bile, que é captada em complexo sistema canalicular, que se une e formam os ductos biliares intra e extra hepáticos (canais hepáticos e colédoco). Através destes canais a bile é conduzida para o tubo digestivo, onde se mistura com os alimentos. Pelo canal cístico, a bile é desviada para a vesícula biliar, pequeno órgão com a forma de uma pêra, onde é acumulada e concentrada, local de formação de cerca de 90% dos cálculos biliares.

Cálculos Biliares

Anatomia

A bile é uma mistura (micelar) instável de água, colesterol, sais biliares e lecitinas. A alteração nas proporções destes elementos propiciará a precipitação, pelo processo de cristalização os cálculos se formam e progressivamente aumentam de tamanho.

Dentre suas funções, destacam-se: facilitar a excreção do colesterol, solubilizar a gordura ingerida aumentando sua absorção intestinal. Os ácidos biliares são reabsorvidos no intestino, especialmente no íleo terminal constituindo o ciclo entero-hepático.

Litíase Biliar

É a presença de cálculos biliares na vesícula biliar e/ou na via biliar principal intra ou extra-hepática.

Os cálculos biliares, nos EUA, ocorrem em cerca de de 20% das mulheres e 8% dos homens maiores de 40 anos de idade.

Cerca de 80% dos cálculos biliares tem como componente principal o colesterol (cálculos de colesterol e mistos) e os demais são constituídos por pigmentos biliares (bilirrubinato de cálcio)

Formação Dos Cálculos

O mecanismo básico responsável pela formação dos cálculos é a supersaturação da bile, com componentes excedendo sua solubilidade máxima - Bile litogênica.

No mundo ocidental os cálculos mais comuns são de colesterol ou mistos, estes últimos também com porcentagem significativa de colesterol. Os de colesterol, em geral são cálculos grandes arredondados e de cor clara. Já os mistos podem ser múltiplos e facetados, também de cor esbranquiçada.

Crescem de 2 a 5 mm por ano, demorando cerca de 5 a 20 anos para o aparecimento de sintomas.

Os cálculos pigmentados são muito mais comuns na Ásia do que nos países ocidentais, têm como componente básico os sais de bilirrubinato de cálcio.

Costumam ser pequenos, facetados e de cor escura. Quando formados fora da vesícula biliar, têm aspecto terroso, se fragmenta fácil e é de cor marrom.

Cálculos Biliares
Vesícula biliar retirada por videolaparoscopia

Fatores de Risco

Idade avançada Sexo feminino Múltiplas gestações
Obesidade Drogas como o clofibrato Perda de peso abrupta
Predisposição étnica Anticoncepcional oral Ressecção do íleo terminal
Diarréia crônica Cirrose Biliar Primária Vagotomia troncular
Jejum prolongado Gravidez Discinesia de vesícula
Diabetes mellitus Nutrição parenteral total Hemólise
Infecção biliar crônica Divertículo de duodeno Parasitos
  Cisto de colédoco  

Apresentação Clínica

Muitas pessoas são portadoras de cálculos biliares e não apresentam nenhum sintoma. A cada ano, 10% destes iniciam quadro sintomático.

A manifestação dos sintomas da litíase da vesícula biliar (colelitíase) está ligada à obstrução pelo cálculo, da saída da bile, quando vesícula se contrai, após a ingestão de alimentos gordurosos.

O sintoma de litíase biliar mais específico e característico é a cólica biliar - dor tipo cólica, súbita de forte intensidade, do lado direito do abdômen, logo abaixo das costelas, com freqüente irradiação para as costas e ombro homolateral. Freqüentemente acompanhada por náuseas ou vômitos.

Sintomatologia menos intensa pode ocorrer, em especial dor na boca do estômago, com ou sem náuseas e vômitos.

São queixas freqüentes: digestão difícil, dor de cabeça, sensação de estar estufado após as refeições.

Muitas são as complicações decorrentes da presença dos cálculos biliares na vesícula biliar ou mesmo dentro do hepato-colédoco.

Complicações

As complicações da colelitíase são:

Colecistite aguda colecistite crônica
Empiema da vesícula gangrena e perfuração
Hidropsia fístula e íleo biliar
Coledocolitíase câncer de vesícula

As principais complicações da coledocolitíase são:

Pancreatite aguda colangite
Fístula e íleo biliar cirrose biliar
Câncer do colédoco estenose da papila duodenal

Orientação para pacientes não desencadearem as crises dolorosas:

EVITAR alimentos gordurosos: frituras, carne de porco, carne vermelha gordurosas, creme de leite, chantilly, gema de ovo, lingüiça, salsicha, presunto, etc..

Quando necessário, em vigência de dor - anti-espasmódicos

O tratamento definitivo, mundialmente aceito como padrão ouro para os cálculos na vesícula biliar,é a colecistectomia por videolaparoscopia, ou seja, a retirada cirúrgica da vesícula biliar com os cálculos biliares no seu interior.

Têm indicação para a cirurgia todos os portadores de cálculos biliares sintomáticos, que já tenham apresentado alguma das complicações acima citadas ou mesmo portadores assintomáticos com microcálculos, pela sua potencialidade de complicações graves, como a pancreatite aguda biliar e colangite.

Discute-se hoje, se os pacientes que não têm sintomas, e são portadores de cálculos biliares grandes, devem ou não, serem submetidos a cirurgia.

Para os pacientes sintomáticos, que não desejam operar ou aqueles que tem risco operatório muito elevado, pode-se tentar o tratamento não cirúrgico para a eliminação dos cálculos da vesícula biliar.

Fonte: www.geocities.com

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