O câncer de boca é um dos tumores malignos mais comuns no Brasil e afeta principalmente os homens acima de 45 anos.
No entanto, a incidência em mulheres que possuem os hábitos considerados de risco está aumentando. O Câncer bucal tem cura, principalmente quando diagnosticado no início.
Os principais fatores que podem levar ao aparecimento do câncer de boca são: o hábito de fumar e consumir bebidas alcoólicas em excesso.
Quando fumo e álcool estão associados, o risco de desenvolver a doença aumenta mais de 100 vezes. Nos casos de câncer de lábio, a exposição ao sol é o principal fator, seguido do fumo.
O câncer de boca aparece geralmente como uma ulceração (ferida) com as bordas elevadas. Pode apresentar-se também com coloração branca e/ou vermelha.
Essa ferida, no início, não dói e não cicatriza.
Qualquer alteração de cor ou volume deve ser examinada pelo dentista, bem como dificuldade em falar ou engolir.
A principal forma de se detectar o câncer de boca é através do auto-exame de boca. Quando qualquer alteração for encontrada, deve-se procurar o dentista que irá avaliar a necessidade da realização de uma biópsia (remoção de um pequeno fragmento para exame microscópico) para confirmação do diagnóstico

Pequenas lesões iniciais em assoalho.

Úlceras em assoalho e gengiva.

Câncer de lábio associado a exposição aos raios do Sol.

Úlcera indolor em borda língual.
O tratamento é feito basicamente através de cirurgia, associada ou não a quimioterapia e radioterapia.
Sim, se diagnosticado no início, e tratado da maneira adequada, a cura do câncer de boca pode ser obtida na maioria dos casos. Metade dos casos no Brasil são diagnosticados tardiamente, a melhor maneira de reverter essa situação é com a informação e o auto-exame de boca.
Deixe de fumar
Não beba em excesso
Proteja os lábios e a pele contra os raios de sol
Alimente-se de maneira saudável, com verduras, frutas e legumes
Execute o autoexame todo mês
Procure o dentista se tiver alguma dúvida ou notar qualquer alteração
Fonte: www.crosp.org.br
Segundo a Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil para 2006, este tumor apresentará 10.060 casos estimados entre homens e 3.410 entre as mulheres.
O câncer de boca é uma denominação que inclui os cânceres de lábio e de cavidade oral (mucosa bucal, gengivas, palato duro, língua oral e assoalho da boca).
O câncer de lábio é mais freqüente em pessoas brancas, e registra maior ocorrência no lábio inferior em relação ao superior. O câncer em outras regiões da boca acomete principalmente tabagistas e os riscos aumentam quando o tabagista é também alcoólatra.
Os fatores que podem levar ao câncer de boca são idade superior a 40 anos, vício de fumar cachimbos e cigarros, consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal-ajustadas.
O principal sintoma deste tipo de câncer é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em uma semana. Outros sintomas são ulcerações superficiais com menos de 2 cm de diâmetro e indolores, podendo sangrar ou não, e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal.
Dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical (caroço no pescoço) são sinais de câncer de boca em estágio avançado.
Homens com mais de 40 anos de idade, fumantes e portadores de próteses mal ajustadas e dentes fraturados devem evitar o fumo e o álcool, promover a higiene bucal, ter os dentes tratados e fazer uma consulta odontológica de controle a cada ano.
Outra recomendação é a manutenção de uma dieta saudável, rica em vegetais e frutas.
Para prevenir o câncer de lábio, deve-se evitar a exposição ao sol sem proteção (filtro solar e chapéu de aba longa). O combate ao tabagismo é igualmente importante na prevenção deste tipo de câncer.
Deve-se considerar sua realização anual por profissional médico ou dentista, para indivíduos com alto risco para câncer de boca.
A cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia são, isolada ou associadamente, os métodos terapêuticos aplicáveis ao câncer de boca.
Em se tratando de lesões iniciais, ou seja, restritas ao local de origem, sem extensão a tecidos ou estruturas vizinhas e muito menos a linfonodos regionais ('gânglios'), e dependendo da sua localização, pode-se optar ou pela cirurgia ou pela radioterapia, visto que ambas apresentam resultados semelhantes, expressos por um bom prognóstico (cura em 80% dos casos).
Nas demais lesões, se operáveis, a cirurgia está indicada, associada ou não à radioterapia. Quando existe linfonodomegalia metastática (aumento dos 'gânglios'), indica-se o esvaziamento cervical do lado afetado, sendo o prognóstico do caso bastante reservado.
A cirurgia radical do câncer de boca evoluiu sobremaneira, com a incorporação de técnicas de reconstrução imediata, permitindo largas ressecções e uma melhor recuperação do paciente. As deformidades, porém, são ainda grandes e o prognóstico dos casos, intermediário.
A quimioterapia é empregada nos casos avançados, visando à redução do tumor, a fim de possibilitar o tratamento posterior pela radioterapia ou cirurgia.
O prognóstico nestes casos é extremamente grave, tendo em vista a impossibilidade de se controlar totalmente as lesões extensas, a despeito dos tratamentos aplicados.
Fonte: www.inca.gov.br