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Câncer de Estomago


O estômago é um órgão do sistema digestivo que fica entre as extremidades do esôfago e do intestino.

Depois de ingerido, o alimento desce pelo esôfago e passa para o estômago, onde existem glândulas que secretam enzimas para transformar o alimento em uma pasta semi-líquida, que passa para o duodeno e, em seguida, percorre o intestino.

O tecido que reveste o estômago é composto por quatro camadas: a interna, chamada mucosa, contém as glândulas secretoras de pepsina e de ácido hidroclorídrico.

A próxima camada é a submucosa, que dá sustentação à mucosa. A terceira, é formada por músculos que se contraem para ajudar os sucos gástricos a homogeneizar o alimento. A última camada, chamada serosa, recobre todo o estômago.

Possíveis causas e fatores de risco de câncer de estômago

A incidência de câncer de estômago tem diminuído consideravelmente nos últimos trinta anos, principalmente nos países ocidentais. Não se sabe bem o porquê, mas estudos têm sugerido que isso se deve ao desenvolvimento de métodos mais apropriados de conservação dos alimentos.

A ocorrência de câncer de estômago é duas vezes maior em homens do que em mulheres e costuma acometer pessoas acima de 50 anos de idade.

Suas causas exatas ainda não são conhecidas, mas pessoas que sofrem de distúrbios gástricos provocados por uma bactéria chamada Helicobacter pylorii parecem estar mais suscetíveis a desenvolvê-lo, bem como as que sofrem de anemia perniciosa, que resulta em uma deficiência de vitamina B12. A propensão hereditária de formação de pólipos no estômago também pode ser um fator de risco

Sinais e sintomas mais freqüentes

O câncer de estômago é curável, na maioria dos casos, quando detectado em sua fase inicial. Entretanto, sua detecção precoce é relativamente difícil, uma vez que no começo, não costuma apresentar sintomas.

Quando ocorrem, os mais comuns são:

Repetidos episódios de indigestão
Perda de apetite
Dificuldades para engolir
Perda de peso
Inchaço abdominal após as refeições
Náuseas constantes
Azia persistente
Sangue nas fezes ou fezes escuras demais

Estes sintomas são comuns em muitas outras situações; a maioria das pessoas que os apresentam não tem câncer de estômago. Entretanto, é importante relatá-los ao médico para tratar suas causas.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico definitivo de câncer de estômago só é possível por meio de uma biópsia. Geralmente ela é feita durante uma endoscopia, procedimento que é feito por um médico gastroenterologista, que introduz pela boca do paciente um tubo fino contendo um telescópio na extremidade que desce pelo esôfago até atingir o estômago.

Com este aparelho o médico é capaz de visualizar o interior do estômago e colher uma pequena amostra de tecido para ser examinada pelo patologista, à luz do microscópio.

Se o diagnóstico de câncer for confirmado, o médico solicitará outros exames, tais como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para verificar se o câncer se espalhou para outros órgãos.

Como o câncer de estômago se desenvolve

O processo inicia-se na primeira camada do estômago - na mucosa. À medida que cresce, o tumor vai se instalando nas camadas seguintes até ultrapassar as paredes do estômago e alcançar órgãos adjacentes como o pâncreas e o baço.

Posteriormente, ele pode atingir os gânglios linfáticos mais próximos e, através da circulação linfática, instalar-se em locais mais distantes, dando origem a metástases.

Tratamentos

O fator que determinará o tipo de tratamento a ser aplicado é o estágio da doença. Em outras palavras, vai depender de quanto o câncer evoluiu.

Cirurgia

É o método de tratamento mais importante. A extensão da operação vai depender de quanto e para onde o tumor se espalhou. Quando o tumor está restrito ao estômago, pode ser completamente removido cirurgicamente, com uma gastrectomia total ou parcial (retirada total ou parcial do estômago). Quando o tumor já atingiu outras estruturas, a cirurgia pode incluir a remoção de partes do pâncreas, baço ou fígado.

Radioterapia

Costuma ser a opção de tratamento posterior à cirurgia, quando o tumor não pôde ser completamente extraído.

Pode também ser empregado para diminuir tumores que estão obstruindo o trânsito digestivo e, ainda, para aliviar dores e sangramentos.

Quimioterapia

Até o momento, as drogas quimioterápicas conhecidas para combater o câncer de estômago não têm apresentado resultados satisfatórios, na maioria dos casos.

Algumas drogas novas estão em fase de testes, assim como o uso combinado de algumas já conhecidas. Se o seu médico considerar que o seu caso pode ser elegível para uma das pesquisas clínicas em andamento, ele irá conversar com você sobre os riscos e benefícios que você poderá obter com eles.

Fonte: www.abcancer.org.br

Câncer de Estômago

Origem do câncer de estômago

O adenocarcinoma gástrico é o câncer mais freqüente do estômago. A maioria se localiza no terço distal, porém, nos últimos anos, tem-se notado um aumento dos cânceres proximais. O linfoma gástrico do tipo MALT (mucosa associate lymphoma tissue) também tem sido mais comumente descrito.

Conduta diagnóstica

A endoscopia digestiva é diagnóstica na maioria dos casos. Cânceres com infiltração submucosa, no entanto, podem ser de difícil diagnóstico, pois as biópsias podem não retirar material representativo.

A seriografia ainda tem validade nestes casos, pois demonstra área de infiltração (rigidez da parede gástrica) e orienta uma macrobiópsia dirigida.

É importante que o cirurgião receba as informações precisas da localização da doença: extensão, distância da cárdia ou incisura angularis e invasão do duodeno, de modo a um planejamento cirúrgico adequado.

Com a atual possibilidade de fotografar e, idealmente, filmar (videoendoscopia), podemos planejar melhor a ressecção. A ultra-sonografia endoscópica permite avaliar o grau de comprometimento da parede gástrica, assim como os linfonodos perigástricos. No caso de a lesão ser restrita às camadas superficiais do estômago, o método vem sendo utilizado para a seleção de candidatos ao tratamento endoscópico exclusivo.

Por outro lado, em pacientes com lesões avançadas, o método ajuda na seleção de candidatos a tratamento neo-adjuvante préoperatório. Este método infelizmente não está disponível em todos os serviços. Sempre que possível realizamos TC pré-operatoriamente. Lesões hepáticas intraparenquimatosas passam despercebidas mesmo com exploração cirúrgica criteriosa. A US não substitui a TC, porém é um método alternativo na impossibilidade de se obter uma TC.

Tratamento

Tratamento cirúrgico

O tratamento do adenocarcinoma gástrico é cirúrgico. A ressecção endoscópica de lesões superficiais vem sendo realizada em centros especializados. A ressecção deve ser feita tendo-se em vista uma margem cirúrgica adequada (maior que 5cm) e limites negativos ao exame de congelação.

Nos cânceres distais, uma ressecção a 4/5 é suficiente. A primeira porção duodenal deve ser incluída na ressecção quando a lesão gástrica está próxima ao piloro. Nos pacientes com doença inicial é preferível a reconstrução em Y de Roux. Em pacientes com mau prognóstico utilizamos o Billtoth II. Havendo invasão da cabeça do pâncreas, em situações excepcionais, a gastroduodenopancreatectomia pode ser necessária para assegurarmos margens livres.

Como na maioria destes pacientes existe comprometimento linfonodal, é necessário só realizar esta ressecção alargada em pacientes nos quais existe a possibilidade de se assegurar uma linfadenectomia do tipo R0, e com equipe cirúrgica com experiência em ressecção pancreática. Em pacientes de risco clínico ou de extensão maior do comprometimento linfonodal, é mais prudente uma ressecção paliativa seguida de RXT associada a QT como tratamento pós-cirúrgico.

Nos cânceres de corpo gástrico ou proximal, a gastrectomia total é a melhor conduta. A reconstrução mais freqüentemente utilizada é o Y de Roux.

A utilização de anastomose com o uso de grampeadores lineares economiza tempo cirúrgico e diminui a contaminação. O limite da ressecção esofagiana pode ser ampliado com a abertura anterior do hiato esofagiano. A anastomose esôfago-jejunal com grampeador circular deve sempre ser testada através de instilação de soro por cateter nasoentérico.

Em caso de dúvida, o reforço da anastomose deve ser feito com alguns pontos separados para assegurar sua integridade. Não advogamos a jejunostomia alimentar de rotina, dando preferência a um tubo do tipo Dobbhoff para a alimentação pós-operatória.

Nos cânceres da cárdia ou em que haja invasão esofagiana maior, preferimos a gastrectomia proximal e a esofagectomia transmediastinal. A reconstrução pode ser realizada com o remanescente gástrico. Anastomose gastroesofagiana deve ser preferencialmente cervical. Caso o estômago não seja longo o suficiente, mesmo após sua mobilização, utilizamos o seguimento de cólon que tenha vascularização e mobilidade melhor para alcançar a região cervical.

A linfadenectomia do tipo D2 deve ser realizada sempre que as condições locais e clínicas o permitirem.

Pacientes com carcinomatose localizada ou metástase hepática em que menos de 50% do parênquima hepático estejam comprometidos têm benefício de ressecção paliativa nos cânceres distais.

Nos casos em que haja doença disseminada, não vista no estadiamento pré-operatório, nos cânceres distais obstrutivos, é preferível uma gastroenteroanastomose. A anastomose no corpo gástrico alto não funciona adequadamente, sendo preferível, nestes casos, uma jejunostomia alimentar. Esta medida paliativa só deve ser realizada quando o mesentério e o peritônio não estiverem muito comprometidos, pois, nestes casos, é alto o risco de deiscência ou obstrução.

Tratamento clínico

Os pacientes com doença inicial e limitada ao estômago não têm, no momento, proposta de tratamento adjuvante após a ressecção cirúrgica adequada.

A maioria dos pacientes com doença avançada (invasão da serosa ou doença linfonodal) submetidos à ressecção curativa desenvolve recidiva locorregional quando a doença progride.

Na metade destes pacientes, a recidiva inicial está restrita aos linfonodos e ao peritônio regional. Portanto, nestes casos, está mais do que justificado desenvolver uma modalidade de tratamento que consolide o papel curativo da cirurgia. Os pacientes submetidos à cirurgia curativa, mas em que haja invasão locorregional (T4) ou linfonodo positivo, podem ter benefício com RXT associada a QT como tratamento adjuvante.

O papel da QT por um tempo mais prolongado vem sendo avaliado com vistas ao controle das metástases à distância, principalmente no fígado, nos pulmões e nos ossos, que ocorrem no restante dos pacientes em que a doença evolui. O tratamento adjuvante no adenocarcinoma gástrico ainda não é consensual. As condições clínicas do paciente, os recursos profissionais e materiais devem ser levados em conta no processo de tomada de decisão.

Nos pacientes não-ressecados ou submetidos a ressecção paliativa, o tratamento com RXT associada a QT (etoposida, 5-Fu e leucovorin) teve impacto na sobrevida, com baixa toxicidade. Nos cânceres proximais irressecáveis, a maioria dos pacientes faleceu conseguindo se alimentar sem cateter. Novas drogas, como derivados do taxol e irinutecam, estão sendo testadas.

Seguimento

O risco de recidiva é maior nos dois primeiros anos, sendo justificada avaliação clínica a cada três meses neste período. Radiografia de tórax e dosagem do DLH estão indicadas a cada seis meses.

Recomendamos uma TC de abdome total anualmente, nos cinco primeiros anos, aos pacientes com doença avançada mas submetidos a cirurgia curativa. A US pode ser uma alternativa, mas é menos sensível. Pacientes submetidos a gastrectomia subtotal devem ser endoscopados anualmente, para avaliação de recidiva no coto gástrico.

Aos pacientes submetidos a ressecção paliativa, solicitamos exames conforme a sintomatologia, exceto se estiverem em protocolos específicos. Nos pacientes submetidos a gastrectomia total, a reposição de B12 na dose de 1.000mg a cada dois meses é obrigatória para prevenir a anemia megaloblástica. Pacientes submetidos a ressecções alargadas não devem ter controle dietético negligenciado, pois são freqüentes os distúrbios alimentares.

Prognóstico

Nos pacientes com doença avançada submetidos a cirurgia curativa, a sobrevida em cinco anos é de menos de 30%. A recidiva de coto gástrico isolado é infreqüente, havendo na maioria dos casos doença locorregional associada. Pacientes em boas condições clínicas, no entanto, podem obter benefício com nova ressecção. Estas reoperações em geral implicam ressecções extensas.

As metástases isoladas são menos freqüentes quando comparadas aos cânceres de cólon ou reto, porém, sempre que possível, devem ser ressecadas.

O tratamento da doença metastática com RXT associada a QT, ou com QT isolada, tem impacto na melhoria dos sintomas, porém a indicação deve ser individualizada em função do PS do paciente e do volume de doença.

Fonte: www.cbc.org.br

Câncer de Estômago

O câncer do estômago, também conhecido como câncer gástrico, muitas vezes passa despercebido até que o câncer já tenha atingido um estágio avançado.

Para muitas pessoas o câncer de estômago já atingiu o estágio de metástase (disseminação para outros órgãos do corpo)antes de ser descoberto.Por estas razões, o câncer de estômago tem uma menor taxa de sobrevivência se comparado com muitos outros tipos de câncer.

No entanto, durante a última década, a incidência (número de novos casos) de câncer de estômago tem diminuído para a maioria dos grupos, e a chance de uma pessoa morrer de câncer de estômago também diminuiu.

Fatores de Risco

Os homens são duas vezes mais propensos que as mulheres a ter câncer de estômago durante a sua vida
A maioria das pessoas que desenvolvem câncer de estômago têm mais de 65 anos.
Indivíduos asiáticos têm uma taxa mais elevada de câncer de estômago
O tabagismo aumento o risco de câncer de estômago.
A bactéria responsável por úlcera do estômago (Helicobacter Pylori), demonstrou aumento maior de uma pessoa ter câncer no estômago.Esta bactéria pode ser tratada com antibióticos.Esta infecção é atualmente menos comum do que no passado, o que pode explicar também a diminuição no número de câncer do estômago.

Sinais e Sintomas

Os seguintes são os mais comuns sintomas de câncer de estômago, todavia, cada indivíduo pode ter estes sintomas diferentemente.

Os sintomas podem incluir:

Dor abdominal
Indigestão ou queimação
Desconforto ou dor no abdômen
Náuseas, vômitos e sangramento digestivo (hematemese)
Indigestão ou sensação de plenitude após as refeições pequenas
Diarréia ou constipação
Perda de apetite, perda de peso.
Fraqueza e fadiga
Sangramento -- sangue no vômito ou sangue nas fezes

Os sintomas de câncer de estômago podem assemelhar-se a outras condições ou problemas médicos. Consulte seu médico para um diagnóstico.

Diagnóstico e Tratamento

Os exames para o diagnóstico são: Raios X, Tomografia Computadorizada (TC) e a Endoscopia Digestiva.Na endoscopia, utiliza-se um tubo especial iluminado que é inserido pela boca até o esôfago e , em seguida para o estômago, permitindo que o médico analise o revestimento do estômago e realize biópsias (amostra de tecido de áreas suspeitas).

Para os pacientes que estão em estágio inicial da doença, está indicada a cirurgia para remover a parte afetada do estômago.A quimioterapia (uso de medicamentos para matar as células cancerosas) e a radioterapia(foco de feixes de raios x voltados para as áreas cancerosas) também podem ser usadas para tratar o câncer ou para aliviar os efeitos da metástase.

Os cuidados paliativos para o tratamento da dor e alívio de outros sintomas no final da vida, muitas vezes são oferecidos às pessoas que estão em estágio avançado ou metastático do câncer.

Fonte: drantoniocarlos.site.med.br

Câncer de Estômago

O estômago é o órgão que vem logo após o esôfago, no trajeto do alimento dentro do aparelho digestivo. Ele tem a função de armazenar por pequeno período os alimentos, para que possam ser misturados ao suco gástrico e digeridos.

O câncer de estômago (também denominado câncer gástrico) é a doença em que células malignas são encontradas nos tecidos do estômago.

Os tumores do câncer de estômago se apresentam, predominantemente, sob a forma de três tipos histológicos: o adenocarcinoma, responsável por 95% dos tumores gástricos, o linfoma, diagnosticado em cerca de 3% dos casos, e o leiomiossarcoma.

Epidemiologia

Cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com câncer de estômago têm mais de 50 anos. O pico de incidência se dá em sua maioria em homens, por volta dos 70 anos de idade.

No resto do mundo, dados estatísticos revelam um declínio da incidência do câncer gástrico, especificamente nos Estados Unidos, Inglaterra e em outros países mais desenvolvidos. A alta mortalidade é registrada atualmente na América Latina, principalmente nos países como a Costa Rica, Chile e Colômbia. Porém, o maior número de casos de câncer de estômago ocorre no Japão, onde encontramos 780 casos por 100.000 habitantes.

Fatores de Risco

Vários estudos têm demonstrado que a dieta é um fator preponderante no aparecimento do câncer de estômago. Uma alimentação pobre em vitamina A e C, carnes e peixes, ou ainda com uma alto consumo de nitrato, alimentos defumados, enlatados, com corantes ou conservados no sal são fatores de risco para o aparecimento deste tipo de câncer. Outros fatores ambientais como a má conservação dos alimentos e a ingestão de água proveniente de poços que contém uma alta concentração de nitrato também estão relacionados com a incidência do câncer de estômago.

Há também fatores de risco de origem patológica. A anemia perniciosa, as lesões pré-cancerosas como a gastrite atrófica e metaplasia intestinal e as infecções gástricas pela bactéria Helicobacter pylori podem ter fortes relações com o aparecimento desta neoplasia. No entanto, uma lesão pré-cancerosa leva aproximadamente 20 anos para evoluir para a forma grave. Sendo assim, a medida mais eficaz para diminuir os riscos é iniciar uma dieta balanceada precocemente, ainda na infância.

Pessoas fumantes, que ingerem bebidas alcoólicas ou que já tenham sido submetidas a operações no estômago também têm maior probabilidade de desenvolver este tipo de câncer.

Prevenção

Para prevenir o câncer de estômago é fundamental uma dieta balanceada composta de vegetais crus, frutas cítricas e alimentos ricos em fibras. Além disso, é importante o combate ao tabagismo e diminuição da ingestão de bebidas alcoólicas.

Detecção Precoce

A detecção precoce pode ser feita por rastreamento populacional, através de exame radiológico contrastado do estômago. Este procedimento é indicado somente para pessoas que residem em áreas com elevado índice de incidência e mortalidade, como o Japão.

No entanto, ao sentir sintomas digestivos como dor de estômago, saciedade precoce ou vômitos, inclusive hemorrágicos, procure um médico.

Sintomas

Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, algumas características como perda de peso, anorexia, fadiga, sensação de plenitude gástrica, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente podem indicar uma doença benigna ou mesmo o câncer de estômago.

Massa palpável na parte superior do abdome, aumento do tamanho do fígado e presença de linfonodo (íngua) na região supraclavicular esquerda (região inferior do pescoço) e nódulos periumbilicais indicam o estágio avançado da doença.

Sangramentos gástricos são incomuns em lesões malignas, entretanto, a hematemese (vômito com sangue) ocorre em cerca de 10 a 15% dos casos de câncer de estômago.

Diagnóstico

Um número elevado de casos de câncer de estômago é diagnosticado em estágio avançado devido aos sintomas vagos e não específicos. Embora a taxa de mortalidade permaneça alta, um significativo desenvolvimento no diagnóstico deste tipo de câncer permitiu a ampliação do número de detecções de lesões precoces.

Atualmente são utilizados dois exames na detecção deste tipo de câncer: a endoscopia digestiva alta, o método mais eficiente, e o exame radiológico contrastado do estômago. A endoscopia permite a avaliação visual da lesão, a realização de biópsias e a avaliação citológica da mesma. Através da ultrassonografia endoscópica é possível avaliar o comprometimento do tumor na parede gástrica, a propagação a estruturas adjacentes e os linfonodos.

Tratamento

O tratamento cirúrgico é a principal alternativa terapêutica para o câncer de estômago.

A cirurgia de ressecção (gastrectomias) de parte ou de todo o estômago associada à retirada de linfonodos, além de permitir ao paciente um alívio dos sintomas, é a única chance de cura.

Para determinar a melhor abordagem cirúrgica, deve-se considerar a localização, tamanho, padrão e extensão da disseminação e tipo histológico do tumor. São também esses fatores que determinam o prognóstico do paciente.

A radioterapia e a quimioterapia são considerados tratamentos secundários que associados à cirurgia podem determinar melhor resposta ao tratamento.

Fonte: www.laboratoriorocha.com

Câncer de Estômago

O que é o câncer de estômago e como que ele surge?

O câncer de estômago é um tumor maligno que acomete o estômago. Que é a segunda parte do aparelho digestivo que tem a finalidade de triturar os alimentos e como se fosse um reservatório na hora que nós nos alimentamos. Então todas as vezes que nós almoçamos, jantamos ou comemos alguma coisa esse alimento passa pelo esôfago e é depositado no estomago onde sofre esse processo de trituramento.

Esse câncer pode acometer esse estômago, e nós podemos classificar assim de uma forma muito básica esse tumor em dois grupos bem diferentes: um é aquele que o tumor ocupa a saída do estômago, que são os tumores mais distais , na qual o tratamento você consegue remover cirurgicamente 60,70% do estômago e a pessoa anda fica com um pouco do estômago.

E o outro tipo, são aqueles que o tumor fica na entrada do estomago, que é o que a gente chama de cádia , as vezes o tratamento requer uma ressecção de todo o estômago em uma cirurgia.

Então todo tumor que acomete essa região do estômago a gente chama de câncer de estômago, e é um tumor preocupante pra nós porque é um tumor bem freqüente na população.

Está entre os três tumores mais freqüentes principalmente no homem , e é em termos de incidência ele fica disputando o segundo e terceiro lugar , e em termos de mortalidade ele disputa o primeiro lugar em algumas regiões. O câncer de estômago é um câncer que acomete muito mais homens do que mulheres.

E você verifica assim, se você pega a cada cem pessoas que tem câncer hoje 55,60% delas são curadas do câncer. E as mulheres têm o câncer que acometem elas, o câncer de mama que acomete muito mais mulher do que homem, existe câncer de mama em homem também mas o câncer acomete muito mais mulher, é um câncer prevalente da mulher. Hoje os tumores de mama são curados em 70% em media as mulheres curam do câncer em 70%.

Já os homens a média de cura do câncer é de 35,40 no máximo 45%, ou seja as mulheres conseguem curar câncer muito mais do que os homens, e o câncer de estômago é um câncer que ataca muito mais homens ,como o câncer de próstata que só tem no homem. E esses cânceres eles tem uma taxa de cura muito inferior ao câncer de mama , o câncer de colo uterino, que são os cânceres que as mulheres tem. Isso ocorre porque?

As mulheres elas são muito mais acostumadas a fazerem exames preventivos a ir num medico quando sentem alguma coisa. Já os homens não, ele não estão acostumados a fazerem exames preventivos, a gente não tem uma política que direcione a atenção da saúde ao próprio homem dizendo quais os fatores preventivos que ele tem que fazer.

E o homem quando ele começa a ter sintomas, ele resolve com aquelas medicações que tem encima de um armário ,ou na cozinha ou na geladeira.

Quando ele não tem, ele recorre à farmácia, ou seja ele acaba procurando os recursos médicos em uma situação muito tardia este é o problema, porque o câncer de estomago alguns sintomas do câncer de estômago são dores epigástricas , dores no estômago , às vezes até ele pode ter essa queixa como azia uma pirose, às vezes ele come e tem aquela sensação de plenitude, não de esvaziamento completo do estômago.

Então esses sintomas se confundem com os de doenças benignas como, gastrites, e isso faz com que o homem tenha uma confusão muito grande nesses sintomas, ele sempre digamos assim: ‘benignisa’ os seus sintomas, e acaba tendo os diagnósticos tardios.

Que tipo de especialista a pessoa que está sentindo esses sintomas deve procurar?

Vamos deixar muito claro , que a grande parte das pessoas que tem esses sintomas não tem câncer, elas possuem as gastrites e uma grande parte dessas gastrites são gastrites alimentares. É aquele individuo que vai final de semana, come abusivamente , bebe abusivamente esse individuo vai ter uma queimação, vai ter sintomas digestivos.

E geralmente esses doentes que tem essas doenças benignas, que tem esses sintomas eles vivem apresentando isso, desde os 20,25 anos de idade a pessoa convive com aquilo periodicamente, vai faz uma alimentação um pouco mais copiosa, tem os sintomas, vai toma uma medicação assintomática e está melhorando.

È diferente do individuo do câncer , o individuo do câncer normalmente não tem os sintomas a nível crônico eles não apresentam isso, e de repente a partir dos 40 anos passa a apresentar esses sintomas de uma forma periódica , e a gente tem que alertar que todo o individuo acima dos 40 anos que nunca teve esses sintomas e vem a ter que procure qualquer especialista, qualquer medico, qualquer posto de saúde, que possa estar encaminhando ele para um medico especialista em aparelho digestivo pra que faça uma endoscopia digestiva.

Agora vamos falar um pouco sobre os alimentos que podem causar esse tipo de câncer, e os que podem evitar esse tipo de câncer:

Muitos dizem que a gente morre pela boca, pro câncer de estômago nós não temos muita diferença nesse processo. Por muitos anos tentou-se descobrir o que causava o câncer de estômago, e a gente confessa que hoje a literatura não identifica um agente causador do câncer como no pulmão.

No pulmão por exemplo você sabe que o tabagismo causa câncer de pulmão. Mas o câncer do estômago essa relação ainda não está muito evidente como no câncer de pulmão, mas existem fortes indícios de que o grande vilão do câncer de estômago, é o sal.

As comidas muito salgadas, essa comidas muito temperadas, essas comidas muito condimentadas, essas comidas muito picantes que o brasileiro gosta disso, ela realmente favorece o surgimento de varias alterações no estômago entre elas uma gastrite crônica atrófica , metaplasia intestinal, que são lesões que no futuro podem se desenvolver em câncer.

Então esse consumo excessivo de sal na população às vezes vai lá faze um aperitivo antes do jantar vem sempre alguma coisa um pouco mais salgada, então esse consumo de sal ele foi evidenciado através de alguns estudos que perceberam que o câncer de estômago estava reduzindo sua incidência , e tentaram entender isso, e a quantidade de câncer de estômago estava reduzindo com a venda de geladeiras, e no passado às pessoas consumiam muitos alimentos que eram conservados no sal , e ai existia uma dieta rica em sal e uma alta incidência de câncer de estômago.

Então quando as pessoas começaram a ter energia elétrica e começaram a comprar refrigeradores e passaram a conservar seus alimentos na geladeira , o consumo de sal se reduziu , e passou também a redução do câncer de estômago.

Agora como é possível o diagnostico de quem realmente tem o câncer de estômago, e qual o tratamento?

Toda a pessoa que tem sintomas digestivos altos, que são esses que a gente comentou precisa fazer uma endoscopia digestiva, principalmente aqueles que nunca tiveram sintomas e a partir dos 40 anos passam a ter , esse individuo eu volto a repetir, precisa fazer o exame, não deixa passar batido , porque às vezes é ai que ele perde de descobrir uma lesão pequena.

A endoscopia digestiva é o principal exame pra diagnosticar o tumor de estômago até condições de verificar a lesão, a localização da lesão e ainda retirar um fragmento pra poder ser estudado no microscópio pra identificar que tipo de tumor que é.

Fonte: transamerica.tv.br

Câncer de Estômago

O que é?

Câncer de estômago (gástrico) é a presença de tumor maligno no estômago. Os países com maiores índices de câncer de estômago são o Japão e o Chile. No Brasil, este tipo de câncer é o quarto mais freqüente.

O câncer gástrico é mais freqüente em homens do que em mulheres, e a sua incidência e mortalidade aumentam com a idade. Está relacionado ao baixo índice sócio-econômico, refletindo fatores culturais, sociais e ocupacionais da doença.

Fatores de Risco

A dieta tem recebido muita atenção como um potencial fator de risco para o desenvolvimento do câncer de estômago. As principais substâncias relacionadas a este tipo de câncer são os nitratos e nitritos, que quando digeridos são transformados em nitrosaminas (agente causador do câncer).

Estas substâncias são encontradas, principalmente, em alimentos defumados, que contém altos níveis de sal, nitritos e nitratos. Vegetais guardados em conserva e carnes conservadas à base de sal (peixes, carne do Sol) também apresentam os nitratos e os nitritos. Em contrapartida, algumas substâncias (beta-caroteno e ácido ascórbico) encontradas nas frutas e verduras frescas, atuam como protetoras, já que evitam a conversão de nitritos para nitrosaminas. Em algumas regiões do Brasil, onde os alimentos não são conservados em geladeira e a sua preservação é ruim, o número de pacientes com câncer de estômago ainda é muito alto.

Outro fator de risco seria a presença de uma bactéria no estômago conhecida como Helicobacter pylori. Esta bactéria é encontrada em algumas pessoas, e está associada ao aparecimento de alguns tipos de gastrites e úlceras de estômago, além do desenvolvimento do câncer de estômago. A incidência desta bactéria é maior onde o nível sócio-econômico é mais baixo. A presença do H. pylori aumenta em 3 a 6 vezes o risco de surgimento do câncer gástrico. O H. pylori causa uma gastrite crônica, que se não tratada, evolui para a gastrite atrófica e para a atrofia gástrica. Sabe-se que a atrofia gástrica é um fator de risco importante para o desenvolvimento do câncer de estômago.

Os pólipos adenomatosos de estômago são lesões benignas da mucosa do estômago, mas que apresentam o potencial de malignização, ou seja, podem se tornar tumores malignos de estômago. Estes pólipos ocorrem mais comumente entre a quinta e sétima décadas de vida. O risco de desenvolvimento de câncer de estômago em pólipos adenomatosos é de 10 a 20%, sendo mais evidente nos pólipos maiores que 2cm. Os pólipos são diagnosticados com a endoscopia digestiva alta, podendo até mesmo ser biopsiados e ressecados (retirados) durante este exame. Pacientes com múltiplos pólipos adenomatosos (pré-malignos) devem ser tratados com a ressecção do estômago.

Há evidência forte de que cirurgias prévias de estômago para o tratamento de lesões benignas de estômago (úlceras principalmente) são fatores de risco para o desenvolvimento de câncer gástrico. Este tipo de câncer apresenta prognóstico ruim, e é diagnosticada em estágios mais avançados e em pessoas mais velhas.

Devido a isto, pessoas que foram submetidas à ressecção parcial de estômago no passado, devem realizar freqüentemente endoscopias digestivas para a prevenção do câncer de estômago.

Estadiamento

Sabe-se que o prognóstico do câncer está relacionado à penetração do tumor na parede do estômago e a presença de gânglios linfáticos comprometidos pelo câncer. Devido a este fato, o câncer de estômago é classificado de acordo com a presença de tumor nas camadas da parede do estômago e dos locais e número dos gânglios linfáticos doentes, além é claro, da presença de metástases, que é a disseminação do tumor para locais distantes ao estômago.

Quanto maior a penetração do tumor no estômago, e quanto maior o número de gânglios linfáticos e mais distantes do estômago eles estejam, menores são as chances de cura para estes pacientes. Estes dados explicam porque o diagnóstico do câncer de estômago em uma fase precoce apresenta melhor possibilidade de cura, já que quanto mais precoce é o câncer, menor é o comprometimento da parede do estômago e menor a chance de se encontrar tumor em gânglios linfáticos.

Sintomas

Os sintomas do câncer gástrico em sua fase precoce são vagos e inespecíficos, e eles se assemelham aos sintomas relacionados à gastrite e úlceras de estômago.

Os sintomas não se tornam evidentes até que o tamanho do tumor seja suficiente para causar alteração da motilidade do estômago, para diminuir o espaço para a passagem dos alimentos e para sangrar devido à ulceração do tumor.

Os sintomas mais comuns são a perda de peso, dor abdominal (principalmente na região do estômago), perda do apetite, náusea e sensação precoce de satisfação durante as refeições. O sangramento digestivo também poderá ocorrer devido ao tumor do estômago, e será caracterizado por vômito com sangue, ou pela evacuação de fezes muito enegrecidas, pastosas e com odor muito forte (chamada melena).

Ao exame físico, o paciente pode referir dor à palpação do estômago. O exame também pode mostrar a presença de gânglios linfáticos comprometidos pelo tumor. A palpação do tumor só acontece quando este se encontra em fase muito avançada.

Como se observa, os sintomas do câncer do estômago não são específicos, e sendo assim, pessoas que apresentem este quadro devem procurar o seu médico e realizar exames preventivos.

Exames Diagnósticos

O principal exame diagnóstico é a endoscopia digestiva alta, que observa com facilidade a presença de lesão tumoral, assim como permite a realização de biópsias, garantindo o diagnóstico preciso do câncer de estômago. Um avanço tecnológico da endoscopia digestiva é a ultra-sonografia endoscópica, ou seja, uma endoscopia com ultra-sonografia.

A ultra-sonografia endoscópica permite a visualização da parede do estômago em sua espessura, mostrando até que profundidade esta parede foi acometida pelo tumor. Além disso, este tipo de ultra-sonografia detecta a presença de gânglios linfáticos comprometidos e de metástases em órgãos próximos ao tumor (fígado, pâncreas, intestino).

A tomografia computadorizada e a ultra-sonografia de abdome têm como principal função mostrar se há comprometimento dos órgãos adjacentes ao estômago ou se há metástase à distância. Sendo assim, são métodos importantes no estadiamento dos tumores. Em alguns casos, estes exames detectam o câncer gástrico devido ao espessamento da parede do estômago causada pelo tumor, mas de forma alguma, devem substituir a endoscopia digestiva como melhor método diagnóstico.

Tratamento

A ressecção (retirada) da parte do estômago afetada pelo câncer (parcial) ou de todo o estômago (total) é o tratamento de escolha para o câncer gástrico, e ainda é a única opção de cura para estes pacientes.

Esta cirurgia é chamada de gastrectomia, e consiste da ressecção do tumor, com reconstrução imediata do trânsito intestinal, ligando o intestino à parte restante do estômago (gastrectomia parcial) ou ao esôfago (gastrectomia total). Durante esta cirurgia, todos gânglios linfáticos e os tumores em outros órgãos (fígado, pâncreas e intestino) também devem ser retirados, promovendo assim, a melhor chance de cura para estes pacientes.

    Nos casos mais avançados, em que há metástase à distância, e onde as chances de cura são menores, acredito que a cirurgia ainda deva ser realizada. Nestes casos, o objetivo da cirurgia é melhorar a qualidade de vida dos pacientes, evitando que estes continuem a apresentar dor abdominal, sangramento e obstrução pelo tumor.

Em geral, os pacientes permanecem internados durante 5 a 10 dias, período em que haverá a adaptação da dieta (de líquidos até dieta livre) por parte do paciente.

Quimioterapia e Radioterapia

A quimioterapia e a radioterapia estão indicadas nos casos mais avançados do câncer gástrico. Na fase pré-operatória, estes métodos de tratamento têm como função diminuir o tamanho do tumor, fazendo com que os pacientes apresentem uma melhora de estadiamento. Desta forma, ocorre a facilitação do procedimento cirúrgico, assim como, aumenta a chance de cura para estes pacientes.

Nos pacientes operados com intenção curativa, mas em que houve a presença de gânglios linfáticos comprometidos, o tratamento complementar com quimioterapia e radioterapia pode dar maior chance de cura, evitando a recidiva do tumor.

Apesar dos avanços no uso da quimioterapia e radioterapia para o tratamento pré ou pós-operatório do câncer de estômago, estes ainda são limitados, e de forma alguma superam a cirurgia como a melhor forma de tratamento.

Fonte: www.drfernandovalerio.com.br

Câncer de Estômago

QUAL SUA IMPORTÂNCIA?

Considerando o grupo de tumores malignos, o câncer de estômago ocupa o segundo lugar como causa de óbito no Brasil (mais de 10.000 casos/ano), perdendo apenas para os tumores do aparelho respiratório; porém, analisando a sua ocorrência estatística, é o quarto colocado, acontecendo em número menor que os tumores de pele, de mama e do aparelho respiratório. Isto significa dizer, que sua malignidade é muito maior que a dos tumores de pele e mama.

Considerando-se a freqüência por sexo, é a segunda causa de tumores malignos nos homens e quarta causa nas mulheres, ocorrendo com mais freqüência após os 55 anos de idade.Analisando-se as regiões do país, podemos verificar que a Região Sul apresenta um número de casos proporcionalmente maior que as demais Regiões.

COMO DESENVOLVEM-SE ESTES TUMORES?

O câncer de estômago desenvolve-se a partir de um desequilíbrio na multiplicação celular, que provoca a proliferação de células anormais no estômago, que geralmente, com rapidez, invadem e atravessam os diferentes tecidos vizinhos (fígado, cavidade abdominal, etc.), reproduzindo-se de maneira indefinida e desordenada.

Estes grupos de células anormais, disseminadas à distância, denominados de metástases, espalham-se por todo o organismo, invadindo tecidos nobres, podendo levar à morte. Como já vimos, a ocorrência em número elevado destes tumores e a sua malignidade, fazem com que, o seu diagnóstico e tratamento precoces sejam da maior importância, pois os resultados dos tratamentos de casos diagnosticados tardiamente são muito ruins.

Poucos países no mundo conseguiram baixar significativamente a mortalidade por este tipo de câncer, como o Japão, que investiu maciçamente no diagnóstico precoce desta doença, através da Endoscopia Digestiva. Isto aconteceu sem baixar a freqüência com que os tumores acontecem naquele país.

A ocorrência de forma mais intensa deste tipo de tumores em alguns países e dentro destes em algumas regiões específicas leva a crer que existam fatores ambientais que são importantes no desencadeamento da formação destes tumores. As investigações até agora realizadas, concluem que trata-se de uma doença que é desencadeada por múltiplos fatores, entre os quais os hábitos alimentares e a predisposição genética.

Portanto, entre as causas existente no ambiente, um dos fatores mais importantes é a dieta alimentar. O consumo habitual de alimentos defumados, ricos em substâncias à base de nitratos (conservantes), alimentos excessivamente salgados, óleos requentados, picles salgados, feijão fermentado, saquê, dietas pobres em vitamina A e C, seriam em tese, fatores predisponentes ao desenvolvimento destes tumores.

Alguns estudos sugerem que a bactéria Helicobacter pylori encontrada em exames endoscópicos, poderia exercer alguma ação como fator desencadeante.

Admite-se como possíveis fatores predisponentes, a existência prévia de Gastrites crônicas atróficas ou cirurgia prévia do estômago, do tipo Gastrectomia parcial. Não se admite que as doenças de estômago em geral, como gastrites e úlceras, sejam doenças predisponentes.

Ocasionalmente, um tumor maligno manifesta-se como uma úlcera, até respondendo ao tratamento como tal; por esta razão, a importância de uma avaliação médica precoce, com investigação adequada, que permita uma intervenção precoce, que poderá permitir ata a cura deste tumor.

Todos estes fatores predisponentes podem existir e a doença não ocorrer. Tal fato leva à suspeição de que para o desencadeamento do aparecimento do tumor, tenha que haver uma anonalia genética predisponente, que possibilita o crescimento celular desordenado no estômago.

A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE

Esta forma de tumor, freqüentemente desenvolve-se com presença de poucas ou nenhuma manifestação clínica, o que traz uma grande dificuldade de se fazer um diagnóstico precoce.

O que mais se observa, é a ocorrência de poucos sintomas ou então, sintomas leves, que nada caracterizam. Eventualmente manifesta-se como uma gastrite, com queimação na região do abdomem superior, sensação de desconforto, pêso nesta região, enjôo, digestão difícil, etc.

Uma das manifestações mais comuns é a perda de apetite que aparece rapidamente, com conseqüente perda de pêso. A ocorrência de vômitos frequentes ou então de vômitos com sangue, também denominada de hematêmese, incapacidade de ingerir a quantidade de alimentos que até então estava habituado, dor na barriga são sintomas que sugerem que o tumor esteja ocupando espaço dentro do estômago.

A digestão de alguns tipos de alimentos pode estar predominantemente dificultada, como é o caso das proteínas (carne). O exame físico do paciente, geralmente não oferece dados de importância além da palidez, emagrecimento acentuado e eventualmente, a palpação do tumor.

A Endoscopia Digestiva com biópsia do tumor é o que permitirá que se obtenha as conclusões sobre o tumor encontrado.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE TUMOR DO ESTÔMAGO?

Vários são os tipos de tumores do estômago, cada qual com as suas características de malignidade e resposta ao tratamento. Geralmente os tumores são malignos e a grande maioria dos casos (95%) é de adenocarcinomas, que são tumores formados a partir de células das glândulas da mucosa.

Em menor freqüência, podemos ter os linfomas (4%) e os leiomiossarcomas (1%), e outros tipos menos comuns de tumores. Ocasionalmente podemos observar algumas formas benignas, algumas delas que apresentam até um perfil de doença pré-cancerosa.

COMO SÃO TRATADOS OS TUMORES DE ESTÔMAGO?

Estes tumores são tratados basicamente com cirurgia, que na dependência do tamanho, grau de infiltração, localização, poderá ser mais limitada ou mais radical, isto é, é retirado apenas um segmento do estômago ou todo, interpondo ou não intestinais; eventualmente a cirurgia poderá ser feita apenas com o objetivo de proporcionar uma melhor qualidade de vida ao doente sem chance de cura.

Um tumor diagnosticado precocemente e operado neste momento, poderá ter até 75% de sobrevida em 10 anos. Os tratamentos complementares com quimioterapia ou radioterapia não tem mostrado boas respostas como métodos terapêuticos.

Portanto, considerando a freqüência com que aparecem estes tumores em nossa população e a elevada malignidade destes tumores, facilmente conxclui-se que o mais importante nestes casos é o diagnóstico feito com a maior precocidade, através da endoscopia, que deve ser realizada mesmo quando os sintomas não sejam muito conclusivos.

Além disto, cabe à comunidade conscientizar-se da importância de não automedicar-se em qualquer problema de dor abdominal ou desconforto, o que contribui para que os tumores sejam descobertos tardiamente. Como medida preventiva, cabe à população utilizar uma alimentação mais correta, livre dos fatores que estatisticamente são relacionados como contribuintes para o aparecimento destes tumores.

Fonte: www.rafe.com.br

Câncer de Estômago

O estômago é uma parte do sistema digestivo localizado no abdômen superior, na altura das costelas, com um papel central no processo de digestão dos alimentos.

Quando um alimento é deglutido (engolido) ele passa pelo esôfago e cai no estômago. Os músculos do estômago moem o alimento e liberam sucos gástricos que digerem e fracionam os nutrientes. Após 3 horas o alimento se torna líquido e se move para o intestino delgado, onde a digestão continua.

O câncer de estômago, também chamado de câncer gástrico, pode se iniciar em qualquer parte do estômago. Ele pode se espalhar pelos linfonodos próximos e para outras áreas do corpo como fígado, pâncreas, intestino grosso (cólon), pulmões e ovários.

A maioria dos tumores que atingem o estômago é do tipo adenocarcinoma, que significa que se desenvolveram da camada que reveste internamente o estômago. Outros tipos de tumores gástricos incluem linfomas, sarcomas gástricos e tumores carcinóides, mas estes são raros.

Incidência

Dados americanos mostram que em 2003, aproximadamente 22400 pessoas (13400 homens e 9000 mulheres) serão diagnosticados com câncer de estômago e estima-se que ocorram 12100 mortes (7000 homens e 5100 mulheres) por esta doença.

O câncer gástrico é muito freqüente no Brasil, chegando a ser o tumor maligno de maior incidência, em homens, nas cidades de Belém, Fortaleza e Campinas.

Ele também é importante nas mulheres, correspondendo a cerca de 5% de todos os tumores femininos. São estimados em 20350 os casos novos no Brasil anualmente (7% de todos os casos de câncer).

No Brasil estima-se para o ano 2003 que o câncer estômago terá uma incidência de 8,45 para cada 100.000 habitantes.

Mortalidade

O câncer de estômago disputa com o de pulmão a condição de principal causador de morte, entre todos os tipos de câncer. Responsável por 8500 mortes por ano, aproximadamente 12,3% do total das mortes por câncer.

Fatores de Risco

As causas de câncer de estômago não são conhecidas, porém alguns fatores têm sido identificados no aumento do risco para o aparecimento da doença:

Idade: A maioria dos casos ocorre em pessoas acima de 55 anos
Sexo:
Homens tem o dobro do risco de desenvolver câncer gástrico em relação às mulheres. História familiar de câncer no estômago também aumenta o risco.
Raça:
A raça negra tem uma maior incidência do que a branca
Dieta:
O consumo de alimentos conservados por desidratação, defumados, salmoura ou picles pode aumentar o risco de aparecimento de câncer de estômago. Alimentos frescos como frutas e vegetais podem reduzir o risco
Bactéria:
Um tipo de bactéria chamada Helicobacter pylori, que causa gastrites e úlceras do estômago aumenta o risco de câncer, porém a maioria das pessoas que estão infectadas por esta bacteria nunca chega a desenvolver tumores gástricos.
Exposição ocupacional a certos pós e fumos:
Uso do cigarro e consumo excessivo de bebidas alcóolicas funcionam com aceleradores do aparecimento do câncer
Mutações genéticas:
Algumas doenças genéticas hereditárias como a Síndrome de Lynch e a Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) aumentam o risco de câncer

Sinais de alerta

O Câncer de estômago freqüentemente não é diagnosticado nas fases iniciais porque não costuma causar sintomas específicos.

Quando ocorrem sintomas, eles podem ser vagos e incluem:

Indigestão ou quiemação (pirose)
Doro u desconforto abdominal
Náusea e vômitos
Diarréia ou constipação
Inchaço no estômago após as refeições
Perda de apetite

Sintomas de cancer de estômago avançado incluem:

Fraqueza e fadiga
Vômito com sangue ou sangue nas fezes
Perda de peso não intencional

É importante lembrar que estes sintomas podem ser causados por muitas doenças como viroses ou úlceras. Pessoas com sintomas listados acima devem procurar falar com o seu médico. Um especilista na área é o Gastroenterologista.

Diagnóstico Precoce

Na suspeita de câncer de estômago após o histórico do paciente e do exame físico, o médico pode pedir alguns exames, incluindo:

Sangue oculto nas fezes: Este exame detecta sangue não visível nas fezes, que pode ter vondo de uma lesão no estômago. Outras condições não cancerosas podem também sangrar, assim a positividade deste teste não significa que o paciente tenha câncer.
Radiografia do esôfago e estômago:
Após a ingestão de um contraste, chamado de bário, são realizadas radiografias (raio-x) seqüenciais que delineiam o interior do esôfago e estômago e o médico procura por áreas anormais ou tumores.
Endoscopia:
Este exame permite que o medico visualize diretamente a cavidade do estômago. Após o paciente ter sido sedado, o medico insere uma cânula pela boca, desce pelo esôfago até o estômago. Ao se deparar com areais alteradas, o medico pode tirar amostras (biópsia) para exame microscópico e fazer o diagnóstico da causa das alterações.

Estadiamento

Após a confirmação diagnóstica de que se trata de um tumor gástrico, o próximo passo é descobrir em que estágio está a doença.

Exames que são realizados incluem tomografia de tórax e abdômen e ultrassom de abdômen para avaliar pulmões, fígado e pâncreas, além de órgão próximos.

Sabendo do estágio da doença, o medico decide pelo tratamento e pode ter uma idéia do prognóstico (de como o cancer responderá ao tratamento)

Os médicos geralmente usam uma ferramente chamada de sistema TNM para estadias o câncer de estômago.

Este sistema usa três critérios para julgar o estágio do tumor: o rpóprio tumor, os linfonodos próximos e o comprometimento de outros órgãos. Os resultados são combinados para determiner o estágiodo câncer em cada paciente.

Existem 5 estágios: estágio 0 até 4.

Sistema TNM

TNM: é a abreviação para tumor (T), linfonodos (node, em inglês - N), e metástases (M).
Tumor
. A letra "T" adicionado a uma letra ou número (0-4) é usado para descrever com detalhes a atividade do tumor original.
TX:
O tumor primário não pode ser avaliado por falta de informações.
T0:
Não há Evidências de um tumor primário no estômago.
Tis:
Este estágio descreve uma condição chamado de carcinoma in situ. O tumoe é encontrado nas células da superfície que recobre o interior do estômago e não se infiltrou para outras camadas do estômago.
T1:
O tumor invadiu áreas mais profundas da parede do estômago (a lamina propria e a submucosa).
T2:
O tumor invadiu as camadas mais externas do estômago (a muscularis propria e a subserosa).
T2a:
O tumor cresceu até a camada muscular (a muscularis própria).
T2b:
O tumor atingiu a camada serosa.
T3:
O tumor atingiu toda a serosa e se extende para for a do estômago.
T4:
O tumor invadiu estruturas ou órgãos que rodeiam estômago como baço, intestine grosso ou fígado.

Linfonodo

Os linfonodos são pequenos órgãos do formato de feijão que ficam espalhados pelo corpo e que normalmente ajudam a lutar contra infecções e câncer como parte do sistema imunológico. Cada tumor possui linfonodos que drenam sua área, chamados de linfonodos regionais. Linfonodos de outras partes do corpo são chamados de linfonodos distantes. O prognóstico para pacientes com câncer gástrico está baseado na quantidade de linfonodos comprometidos.

No sistema TNM os linfonodos são representados pelo "N" e são classificados:

NX: Linfonodos regionais não podem ser avaliados por falta de informações.
N0:
Não existe comprometimento de linfonodos regionais.
N1:
Existe comprometimento de 1 a 6 linfonodos regionais.
N2:
Há comprometimento de 7 a 15 linfonodos regionais.
N3:
Existe comprometimento de mais de 15 linfonodos regionais.
Metastases à distância:.
O "M" n o sistema TNM descreve se o cancer se espalhou para partes distantes, como fígado.
MX:
Metástases à distância não podem ser avaliadas.
M0:
Não há metastases à distância.
M1:
Existe metástase à distância.

Estadiamento

Com a informação do TNM coletada, a combinação das três informações dá o estágio da doença:

Estágio 0 ( Tis, N0, M0): É um tumor precocemente diagnosticado chamado de cancer in situ. O tumor é bastante localizado na superfície da camada que reveste o estômago internamente.

Estágio IA (T1, N0, M0): O tumor invade camadas mais profundas mas não atinge linfonodos.

Estágio IB

O estágio IB é dados nas seguintes condições:

O tumor cresceu para camadas mais profundas do estômago e atinge 1 a 6 linfonodos regionais. (T1, N1, M0).
O tumor cresceu até a camada muscular mas não atinge os linfonodos. (T2a, T2b, N0, M0).

Estágio II

O tumor é classificado como II nas condições abaixo:

O tumor invade camadas mais profundas do estômado e atinge de 7 a 15 linfonodos regionais (T1, N2, M0).
O tumor invadiu a camada muscular do estômago e de 1 a 6 linfonodos regionais (T2a, T2b, N1, M0).
O tumor cresceu atingindo toda a espessura da parede do estômago, mas não atinge linfonodos regionais (T3, N0, M0).

Estágio IIIA

O tumor é classificado como IIIA nas condições abaixo:

O tumor invadiu a camada muscular do estômago e de 7 a 15 linfonodos (T2a, T2b, N2, M0).
O tumor cresceu atingindo toda a espessura da parede do estômago e atinge de 1 a 6 linfonodos (T3, N1, M0).
O tumor invade órgãos ou estruturas vizinhas ao estômago, mas nenhum linfonodos é atingido (T4, N0, M0).

Estágio IIIB (T3, N2, M0)

O tumor cresceu atingindo toda a espessura da parede do estômago e atinge de 7 a 15 linfonodos.

Estágio IV

O tumor é classificado como IV nas condições abaixo:

Presença de qualquer metástase à distância, independente do tumor ou linfonodo (qualquer T, qualquer N, M1).
O tumor invadiu mais de 15 linfonodos, independente do comprometimento da parede do estômago (qualquer T, N3, M0).
O tumor invade estruturas vizinhas ao estômago e atinge linfonodos (T4, N1-3, M0).

Cancer recorrente

O estadiamento se refere ao estado do tumor ao ser diagnosticado. Se o tumor recorre após o tratamento, ele é chamado de câncer recorrente. Ele pode voltar no local original que primeiramente apareceu (recorrência localizada) ou em outra parte do corpo (metástase).
AJCC Cancer Staging Manual, Sixth Edition (2002) published by Springer-Verlag New York

Como se espalha

A doença pode se espalhar diretamente através da parede do estômago para os órgãos adjacentes e através dos linfonodos no abdômen. Metástases através da circulação sangüínea podem atingir os pulmões, o fígado, ossos e cérebro. Metástases são também encontradas na própria cavidade abdominal (peritônio).

Tratamento

O Câncer gástrico é difícil de curar a não ser se for diagnosticado precocemente. No entanto a doença avançada pode ser tratada e os sintomas, aliviados. O tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia.

Cirurgia

Em estágios iniciais, quando o tumor ainda está limitado ao estômago, o tratamento consiste em remover a area afetada do estômago e os linfonodos próximos.

Se o tumor já sai do estômago ou mais de 3 linfonodos estão comprometidos (estágio II ou III) então além da cirurgia, tanto a quimioterapia ou radioterapia podem ser usadas. O cirurgião pode remover uma parte do ( gasterctomia subtotal or parcial) ou todo o estômago (gastrectomia total).

Gastrectomia é uma grande cirurgia e pode provocar complicações e efeitos colaterais. Uma consequência comum é o dumping que é a associação de dor abdominal em cólica, náusea, diarréia e tontura após se alimentar. Isto ocorre quando o alimento entra no intestino delgado muito rapidamente.

Este sintoma pode ser controlado com medicações, mas algumas vezes ela é permanente. A gastrectomia total pode levar á necessidade de suplemetação injetável de vitamina B12, que era absorvida exclusivamente no estômago.

Quimioterapia

A quimioterapia consiste no uso de drogas para matar as células tumorais. Ela pode ser feita antes da cirurgia para reduzir o tumor ou após a cirurgia para destruir o tumor remanescente. Pode ainda ser combinada com a radioterapia. As drogas quimioterápicas podem ser administradas por via oral ou por via endovenosa.

Vários esquemas diferentes podem ser usados e a escolha é determinada pelas características pessoais de cada paciente.

Radioterapia

Na radioterapia, o uso de radiação direcionada para o sítio do tumor é usado para matar as células tumorais. A radioterapia pode ser usada para reduzir o tamanho do tumor antes da cirurgia ou após a cirurgia para tentar destruir as células tumorais que não foram retiradas no procedimento.

Câncer de estômago avançado

Quando a doença já se espalhou para outras áreas do corpo é considerada avançada, e é tratada usando as mesmas modalidades (cirurgia, quimioterapia e radioterapia), porém sem aspecto curativo.

A intençao do tratamento deve ser alíviar os sintomas, prolongar a vida e proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente. A quimioterapia é o tratamento mais utilizado. Ajuda a aliviar os sintomas, pode retardar a recorrência do câncer, e pode ainda dar aumento na sobrevida.

Sobrevivência

A taxa de sobrevida global de cinco anos para todos os pacientes é de pouco menos de 10%. Nos casos de doença inicial que podem se submeter a uma ressecção potencialmente curativa esta taxa sobe para 40%.

Fonte: andre.sasse.com

Câncer de Estômago

O que é câncer de estômago

O câncer de estômago, também chamado se câncer gástrico, pode ter início em qualquer parte do estômago e se disseminar para os linfonodos da região e outras áreas do corpo, como fígado, pâncreas, intestino, pulmões e ovários.

A maior parte dos casos (95%) tem origem na mucosa e recebe o nome de adenocarcinoma. Os demais são linfomas, sarcomas e outras variedades mais raras.

Incidência

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no mundo, o câncer de estômago configura-se como a quarta causa mais comum. Em termos de mortalidade, é a segunda causa de óbitos por câncer.

No Brasil, esses valores representam um risco estimado de 15 casos novos a cada 100 mil homens e 8 a cada 100 mil mulheres. O maior número de casos de câncer de estômago ocorre no Japão, onde encontramos 780 casos por 100.000 habitantes.

Cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com câncer de estômago têm mais de 50 anos. O pico de incidência se dá em sua maioria em homens, por volta dos 70 anos de idade.

Fatores de Risco

Vários estudos têm demonstrado que a dieta é um fator preponderante no aparecimento do câncer de estômago. Uma alimentação pobre em vitamina A e C, carnes e peixes, ou ainda com um alto consumo de nitrato, alimentos defumados, enlatados, com corantes ou conservados no sal são fatores de risco para o aparecimento deste tipo de câncer.

Fumantes, pessoas que ingerem bebidas alcoólicas ou que já tenham sido submetidas a operações no estômago também têm maior probabilidade de desenvolver este tipo de câncer.

As estratégias para a prevenção do câncer de estômago incluem melhorias no saneamento básico, mudanças no estilo de vida da população, modificação do consumo alimentar (aumento da ingestão de frutas, legumes e verduras, redução do uso do sal, melhores métodos de conservação dos alimentos), bem como atitudes individuais como não fumar e manutenção do peso corporal.

Sintomas

Não há sintomas específicos do câncer de estômago. A maioria das pessoas queixa-se de dor, perda de peso ou apresentam anemia ocasionada pelo sangramento do tumor. Em casos avançados, eles podem apresentar massa palpável na parte superior do abdome, aumento do tamanho do fígado e presença de linfonodo na região supraclavicular esquerda e nódulos periumbilicais.

Tratamento

No tratamento do câncer de estômago deve-se considerar a localização, tamanho, padrão e extensão da disseminação e tipo histológico do tumor.

O tratamento principal é a cirurgia de ressecção (gastrectomias) de parte ou de todo o estômago associada à retirada de linfonodos, além de permitir ao paciente um alívio dos sintomas, é principal alternativa de tratamento para o câncer de estômago.

A radioterapia e a quimioterapia são considerados tratamentos secundários que associados à cirurgia podem determinar melhor resposta ao tratamento, além de aumentar as chances de cura.

Fonte: www.nutrionco.com.br

Câncer de Estômago

O que é e como se desenvolve o câncer de estômago?

No Brasil, é o câncer do aparelho digestivo mais frequente nos homens e o segundo mais frequente nas mulheres. Em aproximadamente 95% dos casos, o câncer gástrico se desenvolve a partir de alterações nas células da mucosa gástrica que vão se acumulando ao longo dos anos.

Tais alterações são provocadas, em sua grande maioria, por agentes cancerígenos presentes no meio ambiente ou agregados aos hábitos de vida, incluindo hábitos alimentares.

Uma das principais substâncias cancerígenas para o estômago é a nitrosamina, substância química encontrada principalmente em alimentos defumados, como carnes e peixe; em produtos derivados do leite, como o queijo; em alimentos e bebidas que têm como conservantes nitratos ou nitritos, que são precursores das nitrosaminas.

As nitrosaminas também são formadas durante o processo de preparo de carnes, como no grelhamento e formação do churrasco.

Outra substância também cancerígena para o estômago, mas de menor poder que a NITROSAMINA, é o SAL. O alto teor de sal na dieta está fortemente relacionado ao desenvolvimento do câncer gástrico, atuando como facilitador da ação cancerígena das nitrosaminas.

De forma semelhante, a bactéria Helicobacter pylori, que é encontrada principalmente na água não tratada ou de baixa qualidade.

Essa bactéria é considerada agente que participa do processo de carcinogênese no estômago.

O hábito de fumar também comprovadamente favorece o desenvolvimento do câncer de estômago, pois na fumaça do cigarro, dentre as inúmeras substâncias cancerígenas existentes, encontramos as nitrosaminas da fumaça.

O refluxo de bile para o estômago também é um fator importante que contribui para o desenvolvimento do câncer gástrico, sendo comum após cirurgias para tratamento de úlcera péptica.

O câncer gástrico é mais frequente em homens do que em mulheres, sendo também mais frequente após os 40 anos de idade, mas o pico máximo de incidência atualmente é entre os 60 e 70 anos.

Há que se considerar também um tipo menos frequente, que tem pouca influência do meio ambiente, porém tem forte influência genética. Este surge mais frequentemente em mulheres e em idade abaixo dos 40 anos, podendo ocorrer também entre os 20 e 30 anos de idade.

Qual é o quadro clínico da doença?

Na fase precoce da doença não há sintomas específicos, podendo o paciente apresentar-se assintomático ou com discreto desconforto abdominal epigástrico.

Nessa fase não são encontradas manifestações sistêmicas tais como emagrecimento, fraqueza.

Nas fases subsequentes podem surgir sintomas como náuseas, vômitos, emagrecimento, fraqueza geral. Mesmo com esses sintomas, a doença ainda pode estar apenas localmente avançada, sem que tenham ocorrido metástases à distância. Em fase mais avançada, além dos sintomas já descritos, podem ser encontrados ascite, gânglios cervicais ou nódulos periumbilicais.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é muito simples, e é feito mediante endoscopia digestiva alta e biópsia da lesão.

A radiografia do estômago é também recomendada, pois esta localiza melhor a posição da lesão, principalmente nas lesões localizadas no terço superior do estômago, e é de particular importância em uma das manifestações graves do câncer gástrico, chamada “linite plástica”, na qual a lesão na mucosa gástrica é sutil ou não está presente, sendo característica deste ter tido a dificuldade de contração do estômago, o que é melhor visto através de radiografia.

Câncer de Estômago
Câncer de Estomago

É possível prevenir?

Sim, a prevenção é possível para aqueles casos que são mais influenciados pelo meio ambiente, como é a maioria. As recomendações preventivas são a erradicação

da bactéria Helicobacter pylori, tanto mediante tratamento adequado quanto evitando adquiri-la novamente; alimentando-se com baixo teor de sal; evitando a ingesta de alimentos que contenham nitrosaminas; evitando o hábito de fumar, ativa ou passivamente.

Pessoas que apresentam história familiar de câncer gástrico em parentes de primeiro grau têm um risco maior para o desenvolvimento da doença, e devem ser submetidos a exames endoscópicos periódicos.

Quem foi submetido a ressecções gástricas prévias também têm maior risco para o desenvolvimento da doença, que começa após 10 anos da cirurgia prévia e aumenta a cada ano, sendo também para estes recomendada a endoscopia periódica.

Como funciona o tratamento?

Em fase precoce o tratamento pode ser curativo após ressecção endoscópica ou ressecção cirúrgica, não necessitando tratamento adjuvante, como quimioterapia ou radioterapia, pois, na maioria dos casos, nesta fase a doença ainda se encontra restrita às primeiras camadas do estômago, fase em que a disseminação para linfonodos regionais é ausente ou baixa.

Nas fases avançadas, regionalmente ou para órgãos à distância, como o fígado, o tratamento cirúrgico apenas não é curativo, sendo necessário tratamento complementar, com quimioterapia, radioterapia ou ambos.

Esses tratamentos podem ser indicados antes da realização da cirurgia, sendo nesses casos utilizados na tentativa de diminuir o volume da doença e menos recidivas. Podem também ser utilizados após a realização da cirurgia, tendo o objetivo de evitar recidivas ou tratar doença já presente em outros órgãos, como o fígado, que é o mais frequentemente acometido.

Qual é o médico correto para procurar nesse caso?

É desejável que todo médico seja capaz de conduzir adequadamente o diagnóstico, com base nos conhecimentos da fisiopatologia e epidemiologia da doença.

Não apenas o oncologista, mas o clínico geral, o gastroenterologista, o cirurgião geral e o cirurgião do aparelho digestivo, todos têm em sua formação informações suficientes para uma adequada condução do diagnóstico. Após o diagnóstico realizado, o oncologista, por sua formação específica, encontra-se com preparo mais abrangente para o tratamento da doença, que deve sempre ser abordada de forma multidisciplinar.

O histórico familiar aumenta a chance de desenvolver câncer gástrico?

Sim, aumenta em até 3,5 vezes mais a chance de desenvolvimento da doença quando parentes de primeiro grau tiveram a doença.

A alimentação do paciente portador desse câncer deve ser especial?

A alimentação deve ser sempre saudável, apenas com as recomendações pertinentes ao tipo de cirurgia que foi realizado. Em casos de ressecção parcial do estômago, a alimentação recomendada é em menor quantidade, mas fracionada em maior número de vezes, sempre atingindo valor de proteínas e calorias adequado para o porte físico do paciente.

Se a ressecção do estômago foi total, a quantidade e o fracionamento em geral são mais rigorosos, especialmente na fase inicial de readaptação alimentar. Em ambas as situações, há necessidade de orientação e acompanhamento nutricional, até completa adaptação, podendo os pacientes em poucos meses se beneficiar de uma vida normal.

Fátima Mrué

Fonte: idmed.uol.com.br

Câncer de Estômago

Causas

Freqüentemente, o câncer de estômago inicia em um local onde o revestimento do estômago encontra-se inflamado. Contudo, muitos estudiosos acreditam que essa inflamação é decorrente do câncer de estômago e não a sua causa.

Alguns especialistas sugerem que as úlceras gástricas podem levar ao câncer do estômago, mas é provável que a maioria dos indivíduos com úlcera e câncer de estômago apresentava um câncer não detectado antes da ocorrência da úlcera.

O Helicobacter pylori, bactéria que tem um papel importante com o causa de úlceras duodenais, também pode ter um papel em Alguns cânceres de estômago.

Acredita-se que os pólipos do estômago, tumores arredondados benignos e incomuns que se projetam para o interior da cavidade gástrica, sejam precursores do câncer e, por essa razão, eles são removidos. A ocorrência de câncer é especialmente provável em determinados tipos de pólipos, em um pólipo com mais de 2 cm de diâmetro ou quando existem vários pólipos.

Acredita-se que certos fatores nutricionais tenham um papel no desenvolvimento do câncer de estômago. Esses fatores incluem a grande ingestão de sal, a grande ingestão de carboidratos, a grande ingestão de conservantes (nitratos)e a baixa ingestão de vegetais folhosos verdes e frutas. No entanto, não foi provado que qualquer um desses fatores cause câncer .

Sintomas

Nos estágios iniciais do câncer de estômago, os sintomas são vagos e passam facilmente desapercebidos. Quando os sintomas tornam-se evidentes, eles podem auxiliar na localização do câncer de estômago. Por exemplo, a sensação de plenitude ou de desconforto após uma refeição pode indicar um câncer na porção inferiordo estômago.

A perda de peso ou a fraque za normalmente é decorrente de uma dificuldade para se alimentar ou de uma incapacidade para absorver determinadas vitaminas e minerais. A anemia pode ser resultante de um sangramento muito gradual que não causa outros sintomas.

É incomum o indivíduo apresentar hematêmese (vômito de sangue) abundante ou melena (fezes pretas, semelhantes ao alcatrão). No caso de um câncer de estômago avançado , o medico pode palpar uma massa através da parede abdominal. Mesmo nos estágios iniciais, um peque no tumor gástrico pode disseminar (produzir metástases) para locais distantes.

A disseminação do tumor pode causar aumento do volumedo fígado , icterícia, ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal) e nódulos cutâneos cancerosos. A disseminação do câncer também pode causar enfraque cimento ósseo, acarretando fraturas ósseas.

Diagnóstico

Os sintomas do câncer de estômago podem ser confundidos com os sintomas de uma úlcera péptica. O médico suspeita de um câncer de estômago quando os sintomas não desaparecem após um tratamento anti-ulceroso ou quando os sintomas incluem a perda de peso.

Freqüentemente, são realizados estudos radiográficos contrastados com bário para sedetectar alterações da superfície do estômago. No entanto, eles raramente revelam cânceres de estômago iniciais e pequenos.

A endoscopia (exame realizado com o auxílio de um tubo de visualização flexível) é o melhor procedimento diagnóstico, pois ela permite a visualização direta do estômago, a pesquisa do Helicobacter pylori, bactéria que pode ter um papel importante no câncer do estômago, e a obtenção de amostras de tecido para exame microscópico.

Tratamento e Prognóstico

Os pólipos gástricos benignos são removidos atravé s da endoscopia. Normalmente, quando o carcinoma está limitado ao estômago, é realizada uma cirurgia em uma tentativa de curá-lo. Durante o procedimento, todo o estômago ou a maior parte do mesmo e os linfonodos adjacentes são removidos.

O prognóstico é bom quando o câncer não penetrou muito profundamente na parede do estômago. Nos Estados Unidos, os resultados da cirurgia são quase sempre insatisfatórios, pois a maioria dos indivíduos apresenta um câncer disseminado no momento em que o diagnóstico é realizado .

No Japão, onde os câncer es são detectados mais precocemente devido à investigação em massa com o uso da endoscopia, os resultados da cirurgia são melhores. Quando o carcinoma já disseminou além do estômago, o tratamento visa aliviar os sintomas e prolongar a vida. A quimioterapia e a radioterapia podem aliviar os sintomas. Alguma s vezes, a cirurgia é utilizada para aliviar os sintomas.

Por exemplo, quando ocorre uma obstrução à passagem de alimentos na extremidade distal do estômago, uma operação de derivação (bypass) pode aliviar os sintomas. é realizada uma anastomose (conexão) entre o estômago e o intestino delgado que permite a passagem do alimento.

Essa anastomose reduz os sintomas da obstrução (dor e vômito) pelo menos temporariamente. Os resultados da quimioterapia e da radioterapia são melhores para os linfomas gástricos que para os carcinomas. A maior sobrevida e inclusive a cura são possíveis.

Fonte: www.msd-brazil.com

Câncer de Estômago

O que é Câncer de Estômago?

O câncer de estômago, também denominado câncer gástrico, pode ter início em qualquer parte do estômago e se disseminar para os linfonodos da região e outras áreas do corpo, como fígado, pâncreas, intestino, pulmões e ovários, na mulher.

O câncer gástrico pode ser classificado de acordo com o tipo de célula que originou o tumor.

A maior parte dos casos (95%) tem origem na mucosa e recebe o nome de adenocarcinoma. Os demais são linfomas, sarcomas e outras variedades mais raras.

Incidência

De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no mundo o câncer de estômago configura-se como o quarto mais comum. Em termos de mortalidade, corresponde à segunda maior ocorrência de óbitos por câncer. No Brasil, esses valores representam um risco estimado de 15 casos novos a cada 100 mil homens e oito a cada 100 mil mulheres.

Fatores de risco

Uma alimentação pobre em vitaminas A e C, carnes e peixes ou ainda com alto consumo de nitrato, alimentos defumados, enlatados, com corantes ou conservados no sal são fatores de risco para o aparecimento do câncer de estômago.

Fumantes, pessoas que ingerem bebidas alcoólicas ou aquelas que já tenham sido submetidas a operações no estômago também têm maior probabilidade de desenvolver esse tipo da doença.

Cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com câncer de estômago têm mais de 50 anos. O pico de incidência se dá em homens por volta dos 70 anos.

Prevenção

Para prevenir o câncer de estômago, é fundamental uma dieta balanceada, composta de vegetais crus, frutas cítricas e alimentos ricos em fibras. Além disso, é importante o combate ao tabagismo e a diminuição da ingestão de bebidas alcoólicas.

Sintomas

Não há sintomas específicos do câncer de estômago. A maioria dos pacientes queixa-se de dor ou apresenta anemia secundária ao sangramento pelo tumor. Em casos adiantados, eles podem apresentar massa palpável na parte superior do abdome, aumento do tamanho do fígado, presença de linfonodo na região supraclavicular esquerda e nódulos periumbilicais.

Tratamento

O tratamento do câncer de estômago depende do tamanho e da localização do tumor, de se a doença se disseminou além do estômago e do estado de saúde geral da pessoa.

O câncer de estômago pode ser tratado com cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Freqüentemente uma combinação dos tratamentos é utilizada. A cirurgia é a principal alternativa terapêutica. A cirurgia de ressecção (gastrectomia) de parte ou de todo o estômago, associada à retirada de linfonodos, permite ao paciente um alívio dos sintomas e representa sua maior chance de cura.

A radioterapia e a quimioterapia são considerados tratamentos complementares que, associados à cirurgia, podem determinar melhor resposta ao tratamento além de aumentar as chances de cura. Em estágios iniciais (0 e I), quando o tumor ainda está confinado dentro do estômago, o tratamento consiste usualmente em cirurgia para remover a parte afetada do órgão e os linfonodos da região.

Se o tumor se espalhou para a parede externa do órgão ou para mais de três linfonodos (estágio II), poderá ser empregada cirurgia mais quimioterapia e/ou radioterapia. Mesmo em estágios mais avançados, quando o tumor se espalhou para outras áreas do corpo, o tratamento pode incluir a cirurgia, associada à quimioterapia, para evitar complicações, como o sangramento digestivo, e aumentar a qualidade de vida e a sobrevida do paciente.

Perguntas para fazer ao seu médico

  1. Que tipo de câncer de estômago eu tenho?
  2. Pode me explicar o resultado da biópsia?
  3. Qual o estágio e o grau do meu câncer?
  4. O tumor se espalhou para os linfonodos ou outra região?
  5. Qual o tratamento ou combinação de tratamentos você recomenda?
  6. Como o tratamento irá me beneficiar?
  7. O tratamento irá afetar meu dia-a-dia? Poderei trabalhar, fazer exercícios e realizar minhas atividades habituais?
  8. Qual o período programado de tratamento?
  9. Quais os efeitos colaterais que, a longo prazo, poderão estar relacionados ao tratamento?
  10. O tratamento afetará minha capacidade de engravidar?
  11. Existem estudos clínicos para minha situação?
  12. Onde posso encontrar apoio psicológico para mim e  para minha família?
  13. Quem posso contatar em caso de dúvidas ou problemas?
  14. Existe mais alguma coisa que eu deveria perguntar?

Fonte: www.inana.com.br

Câncer de Estômago

O câncer de estômago, embora muito menos comum do que as outras causas de indigestão, é uma doença extremamente perigosa que deve ser diagnosticada logo no seu início para que o tratamento possa ser bem-sucedido.

Na realidade, o câncer se desenvolve em células da parede interna do estômago chamadas células glandulares. Quando não tratado, o câncer pode-se espalhar de forma a envolver toda a parede do estômago e, por via da corrente sangüínea, o fígado.

Todo esse processo pode ocorrer com relativa rapidez e essa é a razão porque a doença é tão difícil de tratar, a não ser que tenha sido detectada no seu início.

Embora as pessoas possam consultar o médico por causada dor em queimadura na parte alta do abdômen (semelhante à causada pela úlcera péptica), o câncer mais comumente causa uma dor mais profunda e a pessoa pode chegar a recusar comida e sentir-se estufada mesmo após refeições muito pequenas.

Como conseqüência da perda de apetite, a perda de peso é comum. A combinação desses sintomas deve sempre ser tomada seriamente e sempre, também, ser submetida à análise de um médico.

Causas do câncer de estômago

A causa real do câncer de estômago não é conhecida e ela pode ser o resultado de uma série de fatores. Não há nenhuma prova segura de que haja um componente genético e é mais provável que o câncer de estômago seja causado por fatores ambientais.

Certamente o câncer de estômago é mais comum no Extremo Oriente do que na Europa, e isso pode ser causado, entre outras coisas, por diferenças nas dietas dessas duas populações.

É sabido que os descendentes de imigrantes japoneses para o Ocidente têm o mesmo índice de câncer de estômago que os ocidentais, o que acentua o peso dos fatores ambientais sobre os genéticos. Alguns cientistas acreditam que uma infecção pelo H.pylori de longa duração pode ser uma causa ambiental importante do câncer gástrico, mas isso ainda é muito controvertido.

Mesmo que a infecção pelo H.pylori fosse importante, não há nenhuma prova de que a erradicação leve a uma diminuição dos riscos de um câncer gástrico.

Atualmente, as autoridades médicas do Reino Unido e dos Estados Unidos não recomendam o tratamento para esse propósito, embora essa posição possa mudar no futuro. Felizmente, a incidência de câncer do estômago está diminuindo na Europa e no Ocidente, embora isso permaneça inexplicado.

De modo geral, o câncer de estômago é uma doença da meia-idade e das pessoas idosas, embora possa aparecer, raramente, em pessoas abaixo dos 40 anos.

Como ele é diagnosticado?

Normalmente o diagnóstico é feito quando se realiza um exame endoscópico, embora o câncer possa ser diagnosticado com um exame de raio-X com bário.

Como os tratamentos disponíveis só são eficientes se a doença é detectada logo no seu início, qualquer um que tenha indigestão e um dos sintomas "sinistros" de perda de apetite e perda de peso, deve se submeter a uma investigação completa.

Como o câncer de estômago é mais comum em pessoas acima de 40 anos, é sempre uma boa idéia uma investigação completa para pessoas nessa faixa etária que tenham indigestão pela primeira vez, com ou sem os sintomas sinistros.

Há uma cura?

O único tratamento curativo é uma cirurgia para remover o estômago e todo o câncer. Isto é mais eficiente quando a doença está em seus primeiros estágios, daí a necessidade de um diagnóstico precoce e a importância de se levar a sério os sintomas de perda de peso e de sentir-se estufado após uma pequena refeição.

Algumas vezes o cirurgião consegue deixar uma pequena parte do estômago no lugar, mas se isso não for possível, após a operação o alimento passa diretamente do esôfago para o intestino delgado.

Isto significa que a pessoa vai ter de comer pouco de cada vez e mais freqüentemente e, de modo geral, vai necessitar de suplementos alimentares porque a digestão estará prejudicada.

Se o câncer for pequeno e o cirurgião puder removê-lo por inteiro, a possibilidade de uma cura duradoura é muito boa, mas se a doença já estava muito avançada por ocasião do diagnóstico, a cirurgia não é possível.

Na verdade, se a cirurgia não for possível ou não tiver sucesso, as outras formas de tratamento dificilmente resultarão em uma cura.

As outras formas de tratamento, como a quimioterapia e a terapia por laser podem ter um papel de grande valor no controle de sintomas desagradáveis e podem prolongar a vida consideravelmente.

Conclusões

Como o tratamento para o câncer de estômago em estágio avançado é sempre insatisfatório, é muito importante fazer-se o diagnóstico bem cedo, no início da doença. Perda de peso, perda de apetite e novos sintomas em alguém com mais de 40 anos podem ser sinais de início de um câncer de estômago, uma consulta médica se torna obrigatória para uma avaliação cuidadosa.

No futuro, quando a causa da doença for melhor conhecida, a ênfase será dada aos aspectos preventivos, mas atualmente os esforços estão concentrados em melhorar a eficácia dos tratamentos não cirúrgicos como a quimioterapia.

Pontos para serem lembrados

O objetivo deste site é ajudá-lo a entender as causas da indigestão de forma que você tenha confiança ao se decidir da forma mais adequada.

A questão mais importante quando você mesmo está procurando aliviar os seus sintomas é saber até que ponto a opinião de um especialista seria necessária para afastar a possibilidade de alguma outra doença de conseqüências mais sérias. Ao longo de todo o site nós tentamos por em destaque aqueles sintomas " sinistros" que devem sempre requerer a opinião de um médico.

Perda de peso.
Perda de apetite.
Dificuldade em engolir.
Vomitar sangue ou um material que se pareça com borra de café.
Ter sangue alterado nas fezes - isto faz com que elas pareças pretas e pastosas.
Indigestão quando você está tomando antiinflamatórios não-esteróides.

A indigestão sem esses sintomas sinistros pode muito bem ser tratada em casa, em primeiro lugar tomando-se algumas medidas para se mudar o estilo de vida: parar de fumar, perder peso e seguir uma dieta mais saudável.

Se essas medidas não forem suficientes, o passo seguinte é tomar algum antiácido. O melhor conselho inicial sobre o uso dos antiácidos pode ser obtido com o farmacêutico de sua confiança.

Se essas medidas simples aliviarem os seus sintomas, então não será necessária a consulta com um médico, mas se os sintomas permanecerem mesmo após um tratamento de duas semanas ou se você tem mais de 40 anos e os sintomas aparecem pela primeira vez em sua vida, então o aconselhamento médico torna-se necessário.

Pontos centrais

O câncer de estômago é muito raro antes dos 40 anos. Novos sintomas depois dos 40 anos ou sintomas sinistros, como uma inexplicável perda de peso e apetite devem sempre ser discutidos com o médico. O câncer de estômago só pode ser diagnosticado através de exames.

Fonte: www.lincx.com.br

Câncer de Estômago

O câncer de estômago é a doença maligna que mais acomete os homens brasileiros, sendo que nas mulheres ocupa o terceiro lugar em incidência, depois do câncer do colo de útero e da mama.

Pode-se dizer que com esse grau de comprometimento da população brasileira o câncer de estômago é um problema de saúde pública, que deveria receber mais atenção das autoridades brasileiras de saúde.

Atualmente a maioria dos casos de câncer é considerada uma doença adquirida, isto é, causada por agentes carcinogênicos externos como dieta, fumo, álcool, poluição ambiental e outros. Essa particularidade dos tumores malignos serem causados por fatores externos permite o emprego de medidas preventivas oncológicas.

Existe a expectativa que a prevenção, principalmente por meio de alterações dos hábitos individuais, reduza em mais da metade os casos hoje existentes.

Vários fatores relacionados com o modo de vida são considerados causadores de doenças malignas. O hábito alimentar é o principal fator carcinogênico, sendo responsável por quase 35% de todas as doenças malignas, até mesmo neoplasias fora do aparelho digestivo. Por exemplo homens e mulheres que consomem dieta com muita gordura tem maior risco no desenvolvimento de câncer de próstata e mama.

O fumo é o segundo agente mais importante causador de câncer. Pode-se dizer que a dieta e o fumo, estão diretamente relacionadas com o câncer gástrico, agindo de maneira de maneira sinérgica no desenvolvimento tumoral.

Em relação a dieta, o fato mais importante é o tipo de conservação dos alimentos. Nos países onde houve diminuição dos casos de câncer de estômago nos últimos 50 anos, por exemplo nos Estados Unidos, a população deixou de salgar os alimentos, passando a utilizar geladeiras, como forma de conservação. Essa seria a explicação da queda de incidência de tumor de estômago nos países desenvolvidos no primeiro mundo.

Outros fatores relacionados com a conservação de alimentos, por exemplo, o nitrito e nitrato utilizados nos embutidos tais como: salame mortadela, salsicha tem ação carcinogênica bem conhecida no desenvolvimento tumoral.

O preparo de alimentos também pode está relacionada com a formação de tumores. Por exemplo, frituras ou assados diretamente no fogo, como o churrasco, podem formar substâncias tumorogência principalmente na parte queimada do alimento, conhecidas como aminas heterocíclicas, que tem ação irritante na mucosa gástrica.

Nos últimos anos sugiram vários estudos que relacionavam as úlceras gastroduodenais com a bactéria Helicobacter pylori. Atualmente acredita-se que a presença dessa bactéria no estômago facilite a formação das úlceras duodenais, sendo que a sua erradicação poderia proteger o paciente da recidiva da doença ulcerosa.

Entretanto, o que chama atenção é fato que nos países com alta incidência de câncer gástrico existe grande número de pessoas com H. pylori presente no estômago. Porem até o momento não existem estudos científicos definitivos comprovando a existência da relação direta entre a bactéria H. pylori e o câncer gástrico.

Desenvolvimento Tumoral

Os tumores do tubo digestivo, desde o esôfago, estômago, até cólon e reto, têm seu início em lesões prémalignas as quais são causadas por todos aqueles fatores referidos anteriormente.

O aparecimento dessas lesões pré-malignas, as vezes confundidas com "tumores benignos" é conhecido como fase de iniciação. Entretanto para que ocorra o desenvolvimento tumoral deverá existir ainda outros fatores concomitantes, próprio de cada indivíduo, que sejam capazes de facilitar a promoção e progressão da doença maligna.

No período de promoção, os agentes externos continuam a estimular o crescimento das "lesões benignas" até o momento em que as células perdem o controle da multiplicação celular e começa a invadir os tecidos e órgãos vizinhos, dando o caracter de progressão da doença maligna.

Esse tipo de desenvolvimento tumoral, com três fases: iniciação, promoção e progressão, compõem a carcinogênese em múltiplos estágios.

Atualmente a maior tarefa dos centros de pesquisas em tumores do tubo digestivo é desvendarmos caminhos das diferentes etapas da evolução tumoral desde a lesão pré-maligna até o câncer. A maioria das pesquisas científicas busca suas respostas principalmente no conhecimento mais detalhado da genética tumoral, com o emprego de modernas técnicas de biologia molecular, já disponível no Brasil.

Todo esse esforço está baseado na possibilidade real de impedir o desenvolvimento do câncer nas fases de iniciação e promoção do tumor. O objetivo é descobrir mecanismos que recuperem as células alteradas pelos fatores carcinogênicos, uma vez que atingido a fase de progressão tumoral o único meio para se controlar a doença maligna será a cirurgia.

Tratamento Multidisciplinar

Depois de instalado o câncer gástrico, a tratamento cirúrgico é o único método com capacidade curativa. O melhor resultado pode ser alcançado quando o paciente apresenta o tumor gástrico nos estadios iniciais. Nos estadios I e II, nas fases precoces da doença, mais de 90% dos doentes sobreviverão acima de cinco anos.

Entretanto, essa possibilidade de cura é rara porque somente 15% dos pacientes estão nos estadios iniciais da doença quando procuram o tratamento médico.

A grande maioria dos doentes portadores de tumor gástrico apresenta sua doença em estadios avançados, estadios III e IV, com o tumor disseminado na cavidade abdominal atingindo gânglios linfáticos e outros órgãos a distância, tais como fígado e pulmão, sem possibilidade de ressecção cirúrgica curativa.

Apesar de ser impossível alcançar a cura nos casos avançados, as ressecções cirúrgicas paliativas dos tumores gástricos têm grande valor na pratica médica. Esse tipo de cirurgia está indicado principalmente nos doentes em que existe obstrução a passagem do alimento no estômago ou para evitar a ocorrência de hemorragias provenientes do tumor.

Outros tipos de tratamento utilizados em oncologia, como a quimioterapia e a radioterapia, somente deverão ser empregados em casos específicos de pacientes com sintomatologia importante, na presença de liquido na cavidade abdominal (ascite), na dor abdominal e no sangramento digestivo alto.

O emprego desse métodos terapêuticos em pacientes submetidos a cirurgia com ressecção paliativa deverá ser visto com muito cuidado. A falta de dados científicos significativos no controle da doença com tratamento adjuvante, isto é, cirurgia seguida de quimio e ou radioterapia, deverá ser evitada a fim de preservar a qualidade de vida do doente.

Os esquemas terapêuticos propostos, supostamente efetivos, apresentam reações colaterais importantes, capazes de perturbar o dia a dia do doente, até mesmo colocando em risco a expectativa de vida do paciente.

Todavia, todo tratamento oncológico de pacientes portadores de doença maligna, inclusive os portadores de câncer gástrico, deverá estar baseado primariamente no estadiamento da doença.

Uma vez definido o estadiamento da doença maligna por exames laboratoriais e radiológicos, a participação simultânea de todos os especialistas em oncologia no cuidado do paciente portador de câncer é maneira mais moderna de tratar os tumores malignos.

Esta forma de abordagem terapêutica é conhecida como tratamento multidisciplinar e encontrada somente em centros especializadas em câncer. A idéia básica da visão multidisciplinar é a possibilidade de aplicar a qualquer tempo de forma conjunta todo o arsenal terapêutico disponível da instituição.

Mas, quem tem possibilidade de desenvolver câncer gástrico?

Existem fatores hereditários e individuais que deverão ser considerados quanto a possibilidade do surgimento do tumor gástrico nos indivíduos. Assim sendo, história familiar de câncer gástrico e ser portador de sangue tipo

A são considerados os fatores hereditários mais importantes. A anemia perniciosa, gastrite crônica atrófica, cirurgias gástricas para úlcera, presença de Helicobacter pylori são os fatores individuais mais importantes.

Homens e mulheres acima de 50 anos de idade com sintomas de má digestão e com alguns desses fatores acima relatados deverão sempre procurar orientação médica para esclarecimento.

É importante que todos os sintomas na região superior do abdome em pacientes na quinta década de vida sejam investigados pelo gastroenterologista.

Por fim, existem muitas coisas a serem feitas no plano individual, principalmente no sentido de melhorar o modo de vida, protegendo o seu estômago das agressões do meio externo.

Sugestões importantes:

Diminuir a ingestão de gordura
Controlar o peso
Aumentar o consumo de verduras e frutas
Comer alimentos ricos em vitaminas A, C e E: cenoura, papaia, brócoli, milho, germe de trigo, peixe e frutos do mar
Não fumar ou mascar tabaco
Beber com moderação somente bebidas fermentadas
Tentar reduzir o "stress" da vida

Fonte: www.hcanc.org.br

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