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Câncer de Mama

O Câncer de mama tem cura. Previna-se, fique de olho e mate no peito esta doença! E diagnosticando-se cedo, o tratamento é geralmente fácil, sem implicar na retirada total das mamas. Mas se isto for necessário, a reconstrução plástica das mamas fornece excelentes resultados.

As estratégias de atuação para a prevenção do câncer de mama podem ser classificadas em dois tipos: as que visam evitar a sua formação (prevenção primária), e as que têm por objetivo sua detecção precoce (prevenção secundária).

PREVENÇÃO PRIMÁRIA

Em termos de prevenção primária, devem ser lembradas,em primeiro lugar,as medidas mais simples, dietéticas e comportamentais, que valem a pena ser estimuladas. Deve-se evitar obesidade, sedentarismo, alimentos gordurosos e ingestão alcoólica em excesso.

Casos especiais, de alto risco para câncer, pode merecer, uso de medicamentos preventivos como o tamoxifen, que antagoniza a ação do estrogênio, ou a retirada da glândula mamária, com inclusão de prótese de silicone. Estas medidas, não devem ser rotina, porque tem vantagens e desvantagens, mas são alternativas válidas para certos casos, e ser recomendadas apenas depois de detalhadas explicações obtidas com médicos especialistas.

PREVENÇÃO SECUNDÁRIA OU DETECÇÃO PRECOCE

Estima-se que desde a primeira divisão celular anômala até um nódulo palpável de um centímetro, que corresponde a um bilhão de células tumorais, exista um intervalo aproximado de 10 anos. Nesse período, o melhor método com ação comprovadamente eficiente como "screening" é a mamografia de alta resolução. A orientação atual, que deve ser seguida em condições ideais de recursos para a assistência à saúde, é a mamografia anual a partir dos 40 anos de idade, tendo sido feito um exame basal prévio aos 35 anos.

Na fase pré-clínica de neoplasia, de tumores detectados pela mamografia, as taxas de cura são de quase 100%, e essa deve ser a motivação maior para estimular as mulheres a fazer uma mamografia de rotina.

O exame físico das mamas realizado por médicos ou paramédicos treinados é também eficiente, permitindo o diagnóstico precoce de tumores com um ou mais centímetros de diâmetro. O auto exame das mamas, realizado pela própria paciente mensalmente após a menstruação, identifica nódulos a partir de dois e três centímetros de diâmetro, e deve ser também ensinado e praticado, especialmente em nosso meio, em que a maior parte da população não tem acesso a mamografia.

COMO SE FORMA?

Câncer é uma neoplasia ou tumor com possibilidade de metastotização, isto é, de acometer outros orgãos.

A formação de um câncer de mama depende de um processo sequencial de 3 etapas: iniciação, promoção e progressão. A iniciação é de origem genética, ou seja, depende de lesão no DNA cromossômico, herdada ou adquirida, que leva a perda de regulação do ritmo de multiplicação celular. a maioria dos casos, a lesão no DNA, é esporádica, não hereditária, e acontece durante a vida do indivíduo. e acontece durante a vida do indivíduo. Entre 5 e 10% dos casos, dependem de uma alteração genética familiar, já herdada ao nascimento, que faz com que a mulher seja mais propensa ao câncer de mama.

Câncer de Mama

Por fim, na fase de propensão as células tumorais tendem a invadir uma camada que dá sustentação ao tecido dos ductos mamários chamada membrana basal. Se não houver infiltração de membrana basal o tumor é considerado não invasor, ou "in situ", se houver infiltração, é invasor. Só neste caso, passa a existir chance de se atingir pequenos vasos sangüíneos e capilares linfáticos, que podem deportar as células alteradas até outros órgãos, como ossos, pulmões e fígado.

O câncer de mama pode ocorrer em mulheres e homens. Aproximadamente para cada 200 casos de câncer de mama em mulheres existe um em homem.

Fonte: www.sbmastologia.com.br

Câncer de Mama

As mamas são os órgãos responsáveis pela produção de leite.

Cada uma delas tem, aproximadamente, de 15 a 20 subdivisões chamadas lobos, que estão dispostas como os gomos de uma laranja.

Cada lobo possui muitos lóbulos, que terminam em dezenas de pequenos bulbos produtores de leite. Os lobos, lóbulos e bulbos são interligados por tubos finos denominados ductos. Esses ductos vão até o mamilo (papila), localizado no centro da área escura da pele, que se chama auréola.

As outras partes da mama são preenchidas por gordura e tecido conjuntivo de sustentação.

Os músculos peitorais que recobrem as costelas e que se situam abaixo da mama não fazem parte dela. Nas mulheres, as mamas podem ter tamanhos, formas e consistências variadas e, durante a vida, mudam em função da idade, ciclo menstrual, gravidez, menopausa, uso de pílulas anticoncepcionais ou por fatores hormonais.

O que é Câncer de Mama?

O organismo humano é constituído por trilhões de células que se reproduzem pelo processo de divisão celular. Em condições normais, este é um processo ordenado e controlado, responsável pela formação, crescimento e regeneração de tecidos saudáveis do corpo.

Algumas vezes, no entanto, as células perdem a capacidade de limitar e comandar seu próprio crescimento passando, então, a se dividir e se multiplicar muito rapidamente e de maneira aleatória.

Como conseqüência dessa disfunção celular, isto é, desse processo de multiplicação e crescimento desordenado das células, ocorre um desequilíbrio na formação dos tecidos do corpo, no referido local, formando o que se conhece como tumor.

O câncer de mama, muitas vezes, apresenta-se como uma massa dura e irregular que, quando palpada, se diferencia do resto da mama, pela sua consistência.

Em geral, o câncer de mama é classificado em dois tipos mais freqüentes:

1 - Carcinoma

Câncer lobular - começa nos bulbos (pequenos sacos) que produzem o leite;

Câncer dos ductos - forma-se nos ductos que levam o leite dos lóbulos para o mamilo (papila).

2 - Sarcoma

Forma-se nos tecidos conjuntivos.

O câncer de mama pode se espalhar para outras partes do corpo. Por esta razão, é muito importante detectá-lo o quanto antes, principalmente nos estágios iniciais, aumentado assim, as chances de tratamento não agressivo e de cura.

Sinais ou sintomas mais comuns só Câncer de Mama

O câncer, assim como outras doenças, freqüentemente, apresentam sintomas que devem ser observados. Por essa razão, pode-se dizer que, de certa forma, o diagnóstico começa com a observação de qualquer alteração no funcionamento geral do organismo.

O câncer de mama pode apresentar diversos sintomas

Aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou embaixo do braço

Mudança no tamanho ou no formado da mama

Alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da auréola

Secreção contínua por um dos ductos

Retração da pele da mama ou do mamilo (papila)

Inchaço significativo ou distorção da pele.

O câncer de mama, quando no início, pode ser tratado antes que se espalhe, quando as chances de cura são maiores, os tratamentos menos agressivos e não mutilantes.

Portanto, ao sentir qualquer alteração em suas mamas, procure seu médico.

Como é feito o diagnóstico do Câncer de Mama?

É fundamental que o diagnóstico do câncer de mama seja feito mais precocemente possível, pois isto aumenta as chances de cura, evita que o câncer se espalhe para outras partes do corpo, favorecendo o prognóstico, a recuperação e a reabilitação.

Para um diagnóstico precoce do câncer de mama, é necessário que toda mulher:

Faça um auto-exame das mamas mensalmente

Vá ao mastologista uma vez por ano O exame clínico da mama pode confirmar ou esclarecer o seu auto-exame, e o médico especialista em mamas (mastologista) é a pessoa mais indicada para isso.

Como é feito o diagnóstico clínico do câncer de mama?

Para fazer o diagnóstico, o mastologista submeterá você a um cuidadoso exame clínico e fará algumas perguntas sobre seu histórico familiar:

Palpação

Palpando a mama com as mãos, o médico poderá sentir a presença de um nódulo. Neste caso, ele poderá solicitar alguns exames, tais como:

Aspiração

Por meio de uma agulha fina e de uma seringa, o mastologista aspira certa quantidade de líquido ou uma pequena porção do tecido do nódulo para exame microscópico.

Esta técnica esclarecerá se trata de um cisto (preenchido por fluido), que não é câncer, ou de uma massa sólida, que pode ou não ser cancerosa.

Mamografia

É o principal exame das mamas, realizado através de raios X específico para examinar as mamas. Como é muito preciso, permite ao médico saber o tamanho, localização e as características de um nódulo com apenas alguns milímetros, quando ainda não poderia ser sentido na palpação.

Faça uma mamografia de rotina sempre que solicitada pelo seu médico.

Ultrassonografia

Complementa a mamografia e informa se o nódulo é sólido ou contém líquido (cisto).

Biópsia

É a cirurgia para remover parte ou todo o nódulo. O tecido retirado é examinado ao microscópio pelo patologista. Este exame é a única forma segura de saber se o câncer está presente.

Receptores hormonais (estrógeno e progesterona)

São testes de laboratório solicitados pelo médico, caso o câncer seja diagnosticado durante a biópsia. Estes testes revelam se os hormônios estão ou não estimulando o crescimento do tumor.

Com esta informação, o médico pode decidir se é ou não aconselhável a indicação de um tratamento à base de hormônios. Esses testes são feitos no tumor e a amostra é colhida durante a biópsia.

De acordo com estatísticas, de cada cinco tipos de nódulos, quatro não são malignos.

Caso o exame detecte um cisto fluido, este, provavelmente, poderá ser drenado por meio de uma agulha fina de aspiração.

No caso de um tumor benigno, poderá ser removido através de cirurgia, sem qualquer problema posterior ou seqüela estética.

Alguns nódulos podem ser apenas espessamentos de parte da glândula mamária e não requerem qualquer tratamento, mas o médico poderá lhe pedir que o consulte regularmente.

Caso a biópsia detecte um tumor maligno, outros testes de laboratório serão feitos no tecido para que se obtenha mais dados a respeito.

Também serão solicitados exames (raio X, exames de sangue, ultra-som, mapeamento ósseo, provas de função hepática etc.) para verificar se o câncer está presente em outras regiões do corpo.

Todos os testes e exames solicitados pelo médico têm como objetivo avaliar a extensão e o estadio da doença no organismo.

O sistema de estadiamento do câncer de mama leva em conta o tamanho do tumor, o envolvimento de gânglios linfáticos da axila próxima à mama e a presença ou não de metástases a distância.

O câncer de mama é classificado em 4 estadios:

Estadio I

Quando o tumor tem até 2 cm, sem qualquer evidência de Ter se espalhado pelos gânglios linfáticos próximos.

Estadio II

Inclui tumores de até 2 cm, mas com envolvimento de gânglios linfáticos ou então, um tumor primário de até 5cm, sem mestástases.

Estadio III

Quando o tumor tem mais de 5 cm e há envolvimento dos gânglios linfáticos da axila do lado da mama afetada.

Estadio IV

Quando existem metástases distantes, como no fígado, ossos, pulmão, pele ou outras partes do corpo.

Uma vez identificado o estadio, é possível ao médico planejar o tratamento mais adequado.

Tratamentos ultilizados no combate ao Câncer de Mama

O câncer de mama tem boas opções de tratamento. A escolha depende:

Do estagio da Doença

Do tipo de tumor

Do estado geral de saúde da paciente

O mastologista (especialista em mama) é a pessoa mais indicada para avaliar e escolher o tratamento mais adequado ao seu caso.

O câncer de mama pode ser tratado por meio de radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal ou cirurgia.

Dependendo das necessidades de cada paciente, o médico poderá optar por um ou pela combinação de dois ou mais métodos:

Radioterapia

Utiliza raios de alta energia que têm a capacidade de destruir as células cancerosas e impedir que elas se multipliquem. Da mesma forma que a cirurgia, a radioterapia é um tratamento local. A radiação pode ser externa ou interna.

Quimioterapia

É a utilização de drogas que agem na destruição das células malignas. Pode ser aplicada através de injeções intramusculares ou endovenosas ou por via oral.

Hormonioterapia

Tem como finalidade impedir que as células malignas continuem a receber o hormônio que estimula o seu crescimento.

Esse tratamento pode incluir o uso de drogas, que modificam a forma de atuar dos hormônios, ou cirurgia, que remove os ovários - órgãos responsáveis pela produção desses hormônios.

Da mesma maneira que a quimioterapia, a terapia hormonal atua nas células do corpo todo:

Reabilitação

Vem auxiliar os métodos de tratamento para que a paciente tenha melhor qualidade de vida. É feita através da cirurgia plástica de reconstrução e dos serviços paramédicos de auxílio (fisioterapia, psicologia etc.)

Cirurgia

É a conduta mais comum e o principal tratamento local. O tumor da mama será removido, assim como os gânglios linfáticos da axila (esses gânglios filtram a linfa que flui da mama para outras partes do corpo e é através deles que o câncer pode alastrar-se). Existem vários tipos de cirurgia para o câncer da mama, e eles são indicados de acordo com a fase evolutiva do tumor.

Tipos de Cirurgia

Os diferentes tipos de cirurgia usados no tratamento de câncer de mama são:

Tumorectomia - (ou lumpectomia)

É a cirurgia que remove apenas o tumor. Em seguida, aplica-se a terapia por radiação. Às vezes, os gânglios linfáticos das axilas são retirados como medida preventiva. É aplicada em tumores mínimos.

Quadrantectomia - (tratamento que conserva a mama)

É a cirurgia que retira o tumor, uma parte do tecido normal que o envolve e o tecido que recobre o peito abaixo do tumor.

A radioterapia é aplicada após a cirurgia. É indicada no estadio I e II. Deve-se associar a correção plástica das mamas, para evitar assimetrias e cicatrizes desnecessárias.

Mastectomia simples ou total

É a cirurgia que remove apenas a mama. Às vezes, no entanto, os gânglios linfáticos mais próximos também são removidos.

É aplicada em casos de tumor difuso. Pode-se manter a pele da mama, que auxiliará muito a reconstrução plástica.

Mastectomia radical modificada

É a cirurgia que retira a mama, os gânglios linfáticos das axilas e o tecido que reveste os músculos peitorais. Aplicada nos estadios II e III.

Mastectomia radical

É a cirurgia que retira a mama, os músculos do peito, todos os gânglios linfáticos da axila, alguma gordura em excesso e pele.

Este tipo de cirurgia é raramente realizado; é aplicado em tumores maiores, no estadio III.

A importância do período de recuperação

O período de recuperação das pacientes em tratamentos é muito importante e varia de acordo com as características individuais, a extensão da doença e o tratamento recebido.

A prática de exercícios físicos após a cirurgia ajuda a restabelecer os movimentos e a recuperar a força no braço e no ombro. Auxilia, também, na diminuição da dor e da rigidez nas costas e no pescoço.

Os exercícios são cuidadosamente programados e devem ser iniciados tão logo o médico lhe permita, o que costuma ocorrer um ou dois dias após a operação. Inicialmente, os exercícios são suaves e podem ser feitos na cama.

Gradativamente, passam a ser mais ativos e devem ser incorporados à rotina diária

Após a mastectomia, o uso do sutiã com prótese é aconselhável. A cirurgia plástica de reconstrução pode ser realizada imediata ou posteriormente. Seu médico auxiliará você nessa decisão.

Fonte: www.meaumarci.hpg.ig.com.br

Câncer de Mama

Apesar de que a maioria das mudanças no seio desaparecem na próxima menstruação, procure o médico se você tiver um desses sintomas:

Diferença no formato dos seios.

Um caroço, secreção no mamilo ou dor localizada em uma parte do seu seio. Quando pressionada com a ponta dos dedos, o caroço "perigoso" tende a parecer duro e imóvel, ou tem uma superfície irregular. (caroços benignos parecem moles, ou se são duros parecem "sair do lugar").

Dor no seio que é localizada e dura mais que um ciclo menstrual.

Secreção no seio que é persistente, sangra, em apenas um lado ou espontânea.

Qualquer caroço que não desaparece após o início do período menstrual - ou um caroço antigo que está crescendo ou modificando.
Uma infecção da pele que não desaparece com antibióticos ou um eczema que não vai embora, mesmo com uso de hidrocortisona.

Um abaulamento que aparece de repente na pele.

Um mamilo que se torna invertido.

Fonte: biomania.com

Câncer de Mama

Câncer de Mama

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum nas mulheres (com exceção dos tumores de pele) e a segunda causa de morte por câncer em mulheres, vindo após o câncer de pulmão. Os homens também podem desenvolver câncer de mama, porém é raro, constituindo menos de 1% dos casos de câncer de mama. Se diagnosticado em fases iniciais, o câncer de mama tem ótimas chances de cura, com uma sobrevida de 5 anos de 97%. Mesmo quando o diagnóstico não é tão precoce, novas terapia tem possibilitado muitas mulheres viver com a doença e apresentar ema boa qualidade de vida.

O seio ou mama é composto principalmente de tecido gorduroso. Dentro da gordura existe uma rede de lobos, os quais são compostos por muitos pequenos lóbulos que contém glândulas produtoras de leite. Pequenos ductos ligam as glândulas, lóbulos e lobos e levam o leite para o mamilo localizado no centro da aréola. Vasos sanguíneos e linfáticos percorrem toda a mama para nutrir as células e drenar seus resíduos.

Perto de 90% de todos os tumores de mama ocorrem nos ductos ou lobos, com quase 75% deles, se iniciando na camada de células dos ductos lactíferos. Estes tumores são denominados carcinoma ductal. Tumores que aparecem nos lobos são chamados de carcinoma lobular e são mais propensos a aparecer nas duas mamas.

Se a doença se espalha do local de origem, é chamado de carcinoma ductal ou lobular invasivo ou infiltrativo. Se a doença não se espalhou ela é chamada de carcinoma (ductal ou lobular) in situ. A evolução da doença in situ, assim como seu tratamento varia dependendo do local de origem. Atualmente os oncologistas recomendam que o carcinoma ductal in situ, seja cirurgicamente removida para prevenir a progressão para doença invasiva.

Outros tumores de mama menos comuns incluem tumores medulares (responsáveis por 5% dos tumores de mama), mucinosos, tubulares, papilares ou inflamatórios. A doença de Paget é um tipo de câncer que se inicia no mamilo.

Os tumores de mama crescem em velocidades diferentes, mas alguns oncologistas estimam que o tumor dobra de tamanho a cada 100 dias. Como o câncer se inicia de uma célula anormal, com esta velocidade de crescimento ela não se torna palpável durante vários anos. A mamografia pode achar tumores que não são palpáveis, mas mesmo assim, os tumores provavelmente estavam em crescimento muitos anos antes de estarem visíveis à mamografia.

Incidência

No Estados Unidos o Câncer de mama é a segunda causa de morte entre as mulheres. Em 2003, estima-se que mais de 210 mil mulheres terão o diagnóstico de câncer de mama e perto de 40 mil mulheres morrerão da doença. Entre os homens, estima-se que 1.300 serão diagnosticados com câncer de mama.

No nosso país o câncer de mama é câncer que mais causa mortes entre as mulheres. Mais de 8 mil mortes por este câncer foram registrados em 1999. Estima-se que neste ano, mais de 35 mil casos novos sejam diagnosticados. Somente no estado de São Paulo, por ano, estima-se a ocorrência de 11 mil casos novos.

Fatores de risco

Muitas mulheres que acabam desenvolvendo o câncer de mama não apresenta fatores de risco, porém os estudos científicos mostraram que existem alguns fatores que aumentam a chance de aparecimento da doença:

Idade

O risco aumenta conforme a mulher envelhece. A maioria dos tumores de mama aparecem em mulheres acima de 50 anos.

História pessoal ou familiar de câncer de mama

Mulheres que já tiverem câncer de mama têm mais chances de desenvolver câncer no outro seio também. E Mulheres que tenham parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) diagnosticadas com câncer de mama têm o risco aumentado. Este risco se eleva ainda mais se tiver mais de um parente com câncer de mama.

Longa história menstrual

Mulheres que iniciaram a menstruação antes dos 12 anos ou tiveram menopausa após os 55 possuem maior risco.

Não ter engravidado ou ter engravidado tardiamente

Mulheres que engravidaram pela primeira vez após os 35 anos ou que não tiveram nenhuma gestação possuem maior risco. Acredita-se que a gestação obriga as glândulas mamárias a se maturarem, ao se prepararem para produzir leite.

Obesidade

A gordura secreta hormônio feminino, aumentando o risco de aparecimento de câncer de mama.

Mutações genéticas

Algumas mutações genéticas (BRCA1 ou BRCA2) estão associadas com um risco aumentado para câncer de mama. Testes para identificar estas mutações já existem mais não são recomendadas de rotina, somente sendo usadas em casos apropriados.

Doença benigna da mama

A hiperplasia atípica, uma condição anormal, mas não cancerosa é um fator de risco.

Uso de hormônios exógenos (anticoncepcionais e reposição hormonal)

Estudos recentes mostraram que estes hormônios podem estar associados com um aumento de risco significativo para o câncer de mama.

Prevenção

Ainda não existem maneiras de prevenir o câncer de mama. Mas o que faz muita diferença na sobrevivência contra a doença é a detecção precoce, através do auto-exame, exame clínico e mamografia.

Sinais de alerta

Muitos tumores de mama não dão qualquer sintoma. É importante a mulher estar familiarizada com a aparência, sensações, formas e texturas de suas próprias mamas para detectar qualquer alteração. A mulher deve procurar por alterações da coloração, superfície ou textura na pele da mama, ou do mamilo; descarga (saída de secreção) através do mamilo e aparecimento de nódulos novos. Se tiver dor persistente, apresar de não ser um sintoma relacionada ao câncer, ela deve procurar o médico.

Diagnóstico precoce

Existe a recomendação para a população normal de que após os 20 anos a mulher deve fazer o auto-exame de mama todo mês e ser examinada pelo médico pelo menos a cada 3 anos. Após os 40, ela deve ser examinada pelo médico anualmente, continuar com o auto-exame mensal e fazer uma mamografia por ano. O ultra-som de mama pode ser pedido pelo médico para ajudar a avaliar qualquer nodulação anormal. As recomendações mudam se houver fatores de risco associados.

Após a avaliação médica, se há a suspeita de câncer, será pedida a biópsia, que é a retirada de uma amostra de tecido da área suspeita para exame microscópico.

Existem vários tipos de biópsias:

Biópsia por agulha fina ou por aspiração: que usa uma agulha fina.

Biópsia por agulha fina estereotáxica: que combina radio-x e avaliação do computador para localizar com precisão a área a ser biopsiada.

Bióspia cirúrgica: que tira maiores quantidades de tecido e pode se retirar parte do nódulo (biópsia incisional) ou todo o nódulo (biópsia excisional).

A avaliação microscópica do material (anátomo-patológico) é que confirma se é câncer ou não.

Estadiamento

Para o estadiamento podem ser pedidos os exames como:

Raio-X de tórax

Cintilografia óssea

Tomografia de tórax e abdômen

Receptor de estrógeno e progesterona no tecido tumoral (retirado na biópsia), para avaliar possibilidade de hormonioterapia.

Avaliação de HER-2 no tecido retirado, que ajuda a decidir por diferentes tratamentos.

Estágio da doença

Com informações do tamanho do tumor, comprometimento de linfonodos (avaliado na cirurgia) e metástases à distância, a doença é classificada em:

Estágio 0

É o chamado carcinoma in situ que não se infiltrou pelos dutos ou lóbulos, sendo um câncer não invasivo.

Estágio I

O tumor é pequeno e não se espalhou pelos linfonodos.

Estágio IIa

Qualquer das condições abaixo:

O tumor tem menos que 2 centímetros e infiltrou linfonodos axilares.

O tumor tem entre 2 e 5 centímetros, mas não atinge linfonodos axilares.

Não há evidência de tumor na mama, mas existe câncer nos linfonodos axilares.

Estágio IIb

Qualquer das condições abaixo:

O tumor tem de 2 a 5 centímetros e atinge linfonodos axilares.

O tumor é maior que 5 centímetros, mas não atinge linfonodos axilares.

Estágio IIIa

Qualquer das condições abaixo:

O tumor é menor que 5 centímetros, se espalhou pelos linfonodos axilares que estão aderidos uns aos outros ou a outras estruturas vizinhas.

O tumor é maior que 5 centímetros, atinge linfonodos axilares os quais podem ou não estar aderidos uns aos outros ou a outras estruturas vizinhas.

Estágio IIIb

O tumor infiltra a parede torácica ou causa inchaço ou ulceração da mama ou é diagnosticado como câncer de mama inflamatório. Pode ou não ter se espalhado para os linfonodos axilares, mas não atinge outros órgãos do corpo.

Estágio IIIc

Tumor que qualquer tamanho que não se espalhou para partes distantes, mas que atinge linfonodos acima e abaixo da clavícula ou para linfonodos dentro da mama ou abaixo do braço.

Estágio IV

Tumor de qualquer tamanho que tenha se espalhado para outros locais do corpo como ossos, pulmões, fígado ou cérebro.

Câncer de mama recorrente

O câncer de mama é denominado recorrente se ele volta após já ter sido diagnosticado e tratado. Ele pode retornar na mama (chamada de recorrência local) na parede torácica ou em qualquer parte do corpo como ossos ou outros linfonodos (chamados de metástases à distância).

Como se espalha

Depois que o câncer aparece, podem demorar alguns anos até que apareça um nódulo palpável. O comportamento é muito diferente, de uma pessoa para outra. O tumor pode ficar confinado à mama por vários anos, ou podem surgir metástases em linfonodos ou em outros órgãos distantes antes mesmo de se perceber algum nódulo na mama.

O câncer de mama migra (metastatiza) para os linfonodos axilares, do pescoço ou para aqueles acima da clavícula (supraclaviculares). Os órgãos mais afetados por metástases são a pele, linfonodos distantes, ossos, pulmões e fígado.

Tratamento

O tratamento para câncer de mama é sempre individual, avaliando a doença do paciente e sua situação pessoal. Mas existem alguns passos comuns no tratamento da doença. Em primeiro lugar, na doença em estágios precoces o objetivo inicial é eliminar todo o tumor visível. Assim, os oncologistas recomendam cirurgia para a remoção do tumor.

O próximo passo nos casos de estágios mais precoces seria a redução do risco da recorrência da doença, tentando eliminar qualquer célula cancerosa que possa ter permanecido. Radioterapia, quimioterapia ou terapia hormonal podem ser usados nesta fase, dependendo de cada caso. Se ocorre a recorrência o paciente poderá ter de submeter-se a novas cirurgias, dependendo do local do tumor, ou se submeter a uma variedade de tratamentos para lutar contra as metástases.

Ao planejar o tratamento de câncer de mama o oncologista pode considerar vários fatores:

O estágio e grau do tumor

A presença ou não de receptores hormonais no tumor

A idade do paciente e sua saúde geral

Se a paciente já está em menopausa ou não

A presença de mutações conhecidas nos genes para câncer de mama

Fatores que podem significar tumores agressivos como amplificações de HER-2/neu

Cirurgia

De uma maneira geral quanto menor o tumor, mais opções cirúrgicas a paciente possui. Os tipos de cirurgia incluem os seguintes:

A lumpectomia remove o nódulo de tumor e uma margem limpa, "livre de doença". A radioterapia é necessária após a retirada para complementar o tratamento.

A mastectomia parcial remove o tumor, uma área de tecido normal e parte a camada acima do músculo onde o tumor estava. Esta cirurgia também é chamada de quadrantectomia e necessita de complementação com radioterapia.

Ambas as técnicas cirúrgicas acima preservam boa parte de tecido mamário e é importante que o cirurgião tenha certeza que ela não se espalhou. Assim o cirurgião também avaliará o comprometimento dos linfonodos axilares para se certificar que não possuem tumor.

Com isso, o cirurgião pode fazer uma dissecção dos linfonodos axilares, retirando um número de linfonodos e encaminhado-os para exame microscópico realizado pelo patologista.

A mastectomia total remove toda a mama.

A mastectomia radical modificada remove a mama, alguns dos linfonodos axilares e o tecido que recobre o músculo.

A mastectomia radical remove a mama, os músculos peitorais, todos os linfonodos axilares, tecido gorduroso e pele. Apesar de parecer uma técnica bastante agressiva, esta técnica já salvou vidas de milhares de mulheres.

Radioterapia

É indicada de maneira regular por algumas semanas após a lumpectomia ou mastectomia com o objetivo de matar as células tumorais que podem ter restado próximo ao local do tumor. Uma dose alta de radiação é usada e pode ocorrer efeitos colateral, incluindo fadiga, inchaço, e alterações de pele. Algumas vezes a radiação pode ser dada antes da cirurgia para que ela reduza de tamanho e facilite a sua remoção.

Quimioterapia

Pode ser dada por via oral ou intravenosa, tem o objetivo de destruir as células tumorais que podem ter migrado do tumor inicial e estejam circulando pelo corpo, mas também causando efeitos colaterais indesejáveis por atingir células sadias. Dados em ciclos, geralmente a sua administração não requer internação. Diferentes drogas quimioterápicas são úteis para diferentes tumores e a combinação de certas drogas é mais efetiva que o uso individual delas.

Terapia Hormonal

Útil para manejar tumores que possuem receptores hormonais de estrógeno ou progesterona positivos. Os tumores utilizam estes hormônios como combustível para crescimento e a hormonioterapia bloqueia a utilização destes hormônios, impedindo seu crescimento.

Câncer de mama avançado

Alguns tumores de mama serão diagnosticados e tratados antes que ocorram as metástases. Outros já apresentarão metástases ao diagnóstico. O tumor geralmente se espalha através da corrente sanguínea ou sistema linfático para áreas irrigadas por elas. No câncer de mama ela pode se espalhar para ossos, fígado, pulmões e cérebro, mas também para a mama oposta, glândulas adrenais, baço e ovários. Freqüentemente a recorrência do tumor é detectada com aparecimento de sintomas.

Uma vez detectada metástase a paciente pode ser submetida a nova cirurgia ou ter nova quimioterapia ou radioterapia para controlar a doença.

Sinais e sintomas que podem ser causadas pela recorrência do tumor incluem:

Um nódulo na axila ou na região cirúrgica.

Dores ósseas ou fraturas, que podem ser sinais de metástases ósseas.

Dores de cabeça e convulsões, que podem ser sinal de metástases cerebral.

Tosse crônica ou chiado, que pode ser sinal de metástase pulmonar.

O objetivo do tratamento na doença avançada é atingir a remissão (fazer com que não se detecte mais doença novamente) ou reduzir a velocidade de crescimento do tumor. O câncer de mama metastático não é considerado curável e o paciente e o medico devem procurar um equilíbrio para o tratamento da doença e uma boa qualidade de vida. Deve ser ressaltado que algumas mulheres vivem vários anos após a recorrência e podem ser submetidas a muitos tipos de tratamentos diferentes, mantendo a qualidade de vida.

Sobrevivência

Se o tumor está limitado à mama, sem comprometer linfonodos ou outras estruturas, a sobrevida (chance da paciente estar viva após terem passado) em 5 anos é de 97%. Se houver comprometimento de linfonodos regionais, esta taxa é de 78%. Em doença avançada com a doença presente de locais distantes do tumor primário, a sobrevida em cinco anos chega a 23%.

Fonte: andre.sasse.com

Câncer de Mama

O câncer de mama é o tipo de câncer que se manifesta com mais freqüência entre as mulheres brasileiras. É mais comum do que o câncer de colo e de útero. A maior incidência ocorre em mulheres entre quarenta e cinqüenta anos, o que não impede que ocorra em mulheres mais novas.

O que é?

O câncer de mama propriamente dito é um tumor maligno. Isso quer dizer que o câncer de mama é originado por uma multiplicação exagerada e desordenada de células, que formam um tumor. O tumor é chamado de maligno quando suas células tem a capacidade de originar metástases, ou seja, invadir outras células sadias à sua volta. Se estas células chamadas malignas caírem na circulação sangüínea, podem chegar a outras partes do corpo, invadindo outras células sadias e originando novos tumores.

Já os tumores chamados benignos não possuem essa capacidade. Eles possuem um crescimento mais lento, não ultrapassando um certo tamanho, além de não se espalharem por outros órgãos. Também são comuns na região das mamas. Inclusive, a maioria dos nódulos que aparecem nessa região são tumores benignos, como os cistos e os fibroadenomas, por exemplo. Os cistos são nódulos dolorosos e aumentam antes da menstruação. Os fibroadenomas não se transformam em câncer, e, se necessário, podem ser facilmente retirados através de uma pequena cirurgia, geralmente feita com anestesia local. Os tumores benignos não se transformam em câncer.

A grande preocupação, portanto, é com os tumores malignos, como o câncer de mama, que crescem rapidamente e sem dor. Devem ser diagnosticados o mais rápido possível para evitar a perda da mama ou mesmo lesões maiores.

Diagnóstico

O melhor meio para se diagnosticar o câncer de mama é a mamografia, que é capaz de detectar o tumor antes mesmo que ele se torne palpável. Quando o diagnóstico é feito dessa forma, ainda no início da formação do tumor, as chances de cura se tornam muito maiores, descartando a necessidade de retirada da mama para o tratamento. Apesar de ser um método eficaz, a mamografia não descarta o auto-exame e o exame feito pelo ginecologista ou mastologista, já que alguns nódulos, apesar de palpáveis, não são detectados pela mamografia.

A mamografia é um exame simples, com aparelhos de Raio X especialmente desenvolvidos para isso, onde a mulher coloca os seios entre duas placas de acrílico, que irão comprimir um pouco a mama. A compressão da mama é requisito essencial para o sucesso do exame, portanto, deve-se evitar o período anterior ao da menstruação, quando as mamas ficam um pouco doloridas, o que causará um certo incômodo na hora do exame. Recomenda-se que ele seja feito aproximadamente uma semana após o período menstrual. A título preventivo, esse exame deverá ser feito anualmente a partir dos 50 anos, ou, se houver casos na família, desde os 40 anos de idade. O exame não é prejudicial à saúde, sendo que a radiação recebida é pouco maior do que a de uma radiografia dos pulmões.

O auto-exame é um método de diagnóstico onde a própria mulher faz um exame visual e de palpação na mama em frente a um espelho. Este exame deve ser feito aproximadamente sete dias após cada menstruação ou, se a mulher não menstrua mais, pelo menos uma vez por mês em qualquer época.

A cada seis meses, a mulher deve se submeter a um exame de rotina com o ginecologista, que se tiver alguma dúvida ou suspeita, deverá encaminhá-la ao mastologista, que é um médico especializado em doenças das mamas.

Qualquer suspeita deverá ser verificada. Se um dos exames anteriores for suspeito, será preciso efetuar uma biópsia para confirmar ou não o diagnóstico. Este exame consiste numa pequena cirurgia destinada a retirar um pedaço do nódulo suspeito, ou mesmo o nódulo inteiro, para que este seja analisado. Conforme o caso, isso pode ser feito através de agulhas.

Tratamento

A cirurgia para o tratamento do câncer de mama pode ser conservadora ou radical. Será conservadora quando retira apenas uma parte da mama (quadrantectomia), e será radical quando retira toda a mama. O tipo de cirurgia varia de caso para caso. No caso da retirada parcial, a cirurgia deverá ser complementada pela radioterapia.

A radioterapia é um tratamento à base de aplicação de radiação direcionada ao tumor ou ao local deste e tem por objetivo, se antes da operação, reduzir o tamanho do tumor, e se após, evitar a volta da doença. A radiação bloqueia o crescimento das células, e deve ser utilizada apenas na área afetada, evitando atingir o tecido normal. As aplicações duram cerca de 15 minutos e devem ser feitas diariamente, variando de 25 a 30 aplicações. O tratamento não apresenta complicações. O local das aplicações adquire uma coloração parecida com a de uma queimadura de sol.

Outro tratamento utilizado nos casos de câncer é a quimioterapia. A quimioterapia é o uso de medicamentos extremamente potentes no tratamento do câncer. Também é usado para completar a cirurgia, podendo começar antes ou após a operação. Ao contrário da cirurgia e da radioterapia que têm efeito local, a quimioterapia age em todo o corpo, visando evitar a volta do tumor e o aparecimento em outros órgãos. A quimioterapia age sobre as células tem um crescimento e multiplicação acelerados, como as do câncer. Acontece que existem outras células do corpo que possuem estas mesmas características, causando os famosos efeitos colaterais, tais como anemia e diminuição da resistência a infecções causadas pela ação nas células produtoras dos glóbulos sangüíneos vermelhos e brancos, queda de pêlos e cabelos devido à ação nas células do folículo piloso, náuseas, vômitos e diarréia, em decorrência da ação nas células do aparelho digestivo, além da dificuldade de engravidar e parada da menstruação, já que as células do sistema reprodutor também são afetadas. O tratamento normalmente é feito com soro pela via endovenosa. Na maioria das vezes, o tratamento dispensa a internação. Primeiramente, o paciente faz uma consulta médica de rotina e, se estiver tudo normal, recebe o soro durante algumas horas e está liberado para voltar para casa.

Em alguns casos, outro procedimento que pode ser útil é a hormonioterapia. Durante muitos anos acreditou-se que o surgimento do câncer de mama tivesse íntima relação com os hormônios femininos, em especial os estrogênios. Hoje sabe-se que nem sempre isso ocorre. Por isso é feito um exame para averiguar a utilidade ou não desse tratamento. O exame consiste na medição na dosagem dos receptores de estrogênios das células do tumor. De acordo com o resultado avalia-se a necessidade ou não da hormonioterapia, que consiste na ingestão de um a dois comprimidos por dia durante não menos que dois anos.

Fonte: www.consumidorbrasil.com.br

Câncer de Mama

CÂNCER DE MAMA: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE

No campo da saúde pública, o câncer de mama feminino emerge como uma doença de importância cada vez maior em todas as partes do mundo. Isso ocorre, principalmente, devido à sua freqüência elevada e à dimensão do problema. De acordo com a estimativa de incidência de neoplasias no Brasil para 2006, divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer, dentre as diversas neoplasias humanas, o câncer de mama será o segundo mais incidente, com 48.930 casos, e o principal responsável pelas mortes por câncer entre as mulheres. Ainda baseado nessa estimativa, o Estado de Minas Gerais tem uma taxa estimada de 42,82 casos de câncer para cada 100.000 mulheres.

O câncer de mama é caracterizado por um desenvolvimento neoplásico, ou seja, uma multiplicação descontrolada e desordenada de células epiteliais mamárias. Essas células alteradas possuem a capacidade de migrar e de se implantar em gânglios linfáticos ou órgãos distantes, processo conhecido clinicamente como metástase.

Qualquer mulher pode desenvolver o câncer de mama e, mais raramente, observa-se sua ocorrência também em homens. Dentre os fatores relacionados ao surgimento de neoplasias mamárias podemos relatar: o histórico familiar (ter mãe ou irmã com câncer de mama); nunca ter tido filhos; ter tido o primeiro filho após os 30 anos; ter feito o uso de tratamentos hormonais (estrogênio); ter histórico de exposição à radiação, ao fumo e ao uso excessivo de álcool; apresentar ferimentos no seio. Além desses, existem ainda os fatores clínico-nutricionais que estão associados à obesidade e alterações hormonais.

Atualmente, vários estudos permitem uma melhor compreensão dessa alteração. Entretanto, o câncer mamário ainda tem sido responsável por altos índices de mortalidade em vários países. Em um estudo realizado pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em 2001, os autores demonstraram que em países sul-americanos como o Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, a incidência do câncer de mama apresenta escalas semelhantes aos da maioria dos países da Europa. Ainda foi possível caracterizar que, no Brasil, após o câncer de pele, o câncer de mama é o segundo tipo mais freqüente.

O câncer é considerado um grave problema de saúde pública mundial, não só pelo número de casos crescentes diagnosticados a cada ano, mas também pelo investimento financeiro que é demandado para realizar diagnósticos e tratamentos. Um estudo realizado pela Universidade Federal de Pelotas demonstrou que o exame clínico pode confirmar cerca de até 70% dos casos de câncer e a mamografia 83%. Os autores dessa pesquisa concluíram que a correlação entre esses métodos propedêuticos eleva a acuidade diagnóstica mostrando a grande importância desta associação no controle do câncer. Entretanto, a ampliação de oportunidades de diagnóstico precoce tem sido considerada a melhor forma de investimento nesse setor. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas publicaram um trabalho na revista científica: Boletín de la Oficina Sanitaria Panamericana no qual foi possível demonstrar que a realização de testes regulares para a detecção do câncer em mulheres acima de 65 anos pode reduzir a mortalidade pela doença em até 45% .

A inspeção e palpação das mamas, além da mamografia, são procedimentos utilizados para o diagnóstico precoce do câncer. A palpação das mamas pode ser executada pela própria mulher ou por um profissional treinado da área médica. Quando executado pela paciente, conhecido como auto-exame, é recomendado que esse exame seja realizado no sétimo dia do ciclo menstrual. Em mulheres menopausadas a palpação deve ser feita sempre em um mesmo dia de cada mês. O sucesso desse procedimento, quando realizado em alta escala populacional, requer forte motivação e o reconhecimento de que o câncer de mama é um perigo em potencial. A instrução sobre essas técnicas pode contribuir para alertar às mulheres sobre os potenciais riscos do câncer de mama.

A detecção do câncer nos estágios iniciais possibilita um aumento das chances de utilização de tratamentos menos agressivos e com maior possibilidade de cura do paciente. A maior parte dos protocolos disponíveis para o tratamento do câncer de mama baseia-se no diagnóstico estabelecido nas fases iniciais da doença. A não realização de exames de mama precoces não pode ser justificada somente pela falta de conhecimento ou recusa das pacientes em submeter-se a esse tipo de exame. O’Malley e colaboradores divulgaram uma pesquisa no American Journal of Public Health, no ano de 2001, na qual foi possível observar que 90-99% das mulheres têm o conhecimento sobre como examinar suas mamas, porém somente 15-40%, realizam o auto-exame mensalmente.

O estudo e o tratamento do câncer exigem uma importante integração dos profissionais da área da saúde. Porque assim como os médicos, outros especialistas da área como os enfermeiros, os farmacêuticos, os fisioterapeutas, os psicólogos, os psiquiatras, os nutrólogos, possuem papel relevante no tratamento e na orientação do paciente com câncer. A capacitação desses profissionais exige, dentre vários processos, a instrução dos estudantes durante a sua formação no ensino superior. Saber os dados estatísticos é tão importante quanto identificar os motivos para a não realização de exames clínicos precoces.

Ciente dessa situação, a Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi), por meio dos professores da Faculdade Itabirana da Saúde (FISA), iniciou neste ano uma série de estudos clínicos e sociais. Tais estudos permitirão, principalmente, a elaboração dos meios de conscientização da população sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoce do câncer de mama, bem como uma melhor compreensão de outras doenças que atingem a sociedade atualmente.

Com base nesse contexto, será realizado no próximo dia 28 desse mês, sábado de 8h30 às 17h, na Funcesi, um dia inteiro de atividades integradas à comunidade de Itabira e região. Nesse evento, conhecido como Dia da Ação Total, serão abordados vários temas, dentre eles o de prevenção do câncer de mama.

Durante o evento serão realizadas atividades educativas sobre a doença, além de ser oferecida gratuitamente a consulta de enfermagem para a realização do exame clínico das mamas. Ainda nesse dia, as mulheres presentes no evento poderão contribuir para a realização de uma pesquisa desenvolvida pelos professores e alunos da FISA/Funcesi sobre o conhecimento, a atitude e a prática da população na realização do auto-exame de mama.

BIBLIOGRAFIA

Alberg AJ, Visvanathan K, Helzlsouer KJ. Epidemiology, prevention, and early detection of breast cancer. Curr Opin Oncol. 1998; 10:492-7

Benedict S, Williams RD, Baron PL. The effect of benign breast biopsy on subsequent breast cancer detection practices. Oncol Nurs Forum 1994; 21:1467-75.

Brasil. Ministério da Saúde.Estimativa 2006: Incidência de câncer no Brasil. Instituto Brasileiro de Câncer. Rio de Janeiro, 2005.Disponível em: URL: http://www.inca.org.br.

Hardy EE, Pinotti JA, Osis MJD, Faúndes A. Variáveis reprodutivas e risco para câncer de mama: estudo caso-controle desenvolvido no Brasil. Bot Of Saint Panam.1993; 115(2):93-102.

Menke CH, Biazús JV, Xavier NL, Cavalheiro JA, Rabin EG, Bittelbrunn A. Rotinas em mastologia. Artes Médicas 2000:98-104.

Marchi AA. Rastreamento do câncer mamário: características de utilização da mamografia em serviços de saúde públicos e privados. Tese (mestrado).Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas. São Paulo. 2004

O'Malley MS, Earp JA, Hawley ST, Schell MJ, Mathews HF, Mitchell J. The association of race/ethnicity, socioeconomic status, and physician recommendation for mammography: who gets the message about breast cancer screening? American Journal of Public Health  2001; 91: 49-54.

Schwartsmann Gilberto. Breast Cancer in South America: Challenges to Improve Early Detection and Medical Management of a Public Health Problem. Journal of Clinical Oncology;  Americam Society of Clinical Oncology. 2001;Enio Ferreira

Wilma Dantas

Aliliane Paloma Coura

Débora Camilo de Alvarenga

Fonte: www.funcesi.br

Câncer de Mama

O que é o câncer de mama?

É o tipo de câncer mais freqüente na mulher brasileira.

 

Nesta doença, ocorre um desenvolvimento anormal das células da mama. Elas multiplicam-se repetidamente até formarem um tumor maligno.

Muitas mulheres, porém, perdem um tempo precioso, porque têm medo de procurar um médico e fazer exames.

 

O câncer de mama é uma doença que tem cura, se descoberto logo no início.

Como a mulher pode perceber a doença?

O sintoma do câncer de mama mais fácil de ser percebido pela mulher é um caroço no seio, acompanhado ou não de dor. A pele da mama pode ficar parecida com uma casca de laranja. Podem também aparecer pequenos caroços embaixo do braço.

 

Lembre que nem todo caroço é um câncer de mama. Por isso, é importante consultar um profissional de saúde.

O que pode aumentar o risco de ter câncer de mama?

Se uma pessoa da família - principalmente a mãe, irmã ou filha - teve esta doença antes dos 50 anos de idade, a mulher tem mais chances de ter um câncer de mama. Quem já teve câncer em uma das mamas ou câncer de ovário, em qualquer idade, também deve ficar atenta.

Como descobrir a doença mais cedo?

Toda mulher com 40 anos ou mais deve procurar um ambulatório, centro ou posto de saúde para realizar o exame clínico das mamas anualmente.

 

Além disso, toda mulher entre 50 e 69 anos deve fazer, pelo menos, uma mamografia a cada dois anos.

O que é o exame clínico das mamas?

É o exame das mamas realizado por médico ou enfermeiro treinado para esta atividade. Neste exame, poderão ser identificadas alterações nas mesmas. Se for necessário, será indicado um exame mais específico, como a mamografia.

O que é mamografia?

A mamografia é um exame muito simples: consiste em colocar a mama entre duas placas e emitir um raio-X. A radiação recebida pela paciente durante o exame é pequena, não sendo prejudicial à saúde. A mamografia permite descobrir o câncer de mama quando o tumor ainda é bem pequeno.

As mulheres com mais risco de ter o câncer de mama devem tomar cuidados especiais?

Sim. Neste caso, a partir dos 35 anos o exame clínico das mamas e a mamografia devem ser feitos uma vez por ano.

O auto-exame previne a doença?

O exame das mamas realizado pela própria mulher, apalpando os seios, ajuda no conhecimento do próprio corpo.

 

Entretanto, esse exame não substitui o exame clínico das mamas realizado por um profissional de saúde treinado.

 

Caso observe alguma alteração, procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo de sua residência.

 

Mesmo que não encontre nenhuma alteração no auto-exame, tenha suas mamas examinadas uma vez por ano por um profissional de saúde.

O que mais a mulher pode fazer para se cuidar?

Ter uma alimentação saudável e equilibrada (com frutas, legumes e verduras), praticar atividades físicas (qualquer atividade que movimente seu corpo) e não fumar.

Estas são algumas dicas que podem ajudar na prevenção de várias doenças, inclusive do câncer.

Fonte: www.saude.pb.gov.br

Câncer de Mama

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres.

Sintomas

Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Fatores de Risco

História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama. A idade constitui um outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama.

Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.

Detecção Precoce

As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia.

O Exame Clínico das Mamas (ECM)

Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para Controle do Câncer de Mama.

A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.

A Mamografia

A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).

É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.

Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.

A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame.

Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama. As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.

O Auto-Exame das Mamas

O INCA não estimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.

As evidências científicas sugerem que o auto-exame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o auto-exame das mamas traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.

Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.

Fonte: www.inca.gov.br

Câncer de Mama

É o tipo de câncer mais freqüente na mulher brasileira. Nesta doença, ocorre um desenvolvimento anormal das células da mama, que multiplicam-se repetidamente até formarem um tumor maligno.

Como a mulher pode perceber a doença?

O sintoma do câncer de mama mais fácil de ser percebido pela mulher é um caroço no seio, acompanhado ou não de dor. A pela da mama pode ficar parecida com uma casca de laranja; também podem aparecer pequenos caroços embaixo do braço. Deve-se lembrar que nem todo caroço é um câncer de mama, por isso é importante consultar um profissional de saúde.

Como descobrir a doença mais cedo?

Toda mulher com 40 anos ou mais de idade deve procurar um ambulatório, centro ou posto de saúde para realizar o exame clínico das mamas anualmente, além disso, toda mulher, entre 50 e 69 anos deve fazer pelo menos uma mamografia a cada dois anos. O serviço de saúde deve ser procurado mesmo que não tenha sintomas!

O que é o exame clínico das mamas?

É o exame das mamas realizado por médico ou enfermeiro treinado para essa atividade. Neste exame poderão ser identificadas alterações nas mesmas. Se for necessário, será indicado um exame mais específico, como a mamografia.

O que é mamografia?

È um exame muito simples que consiste em um raio-X da mama e permite descobrir o câncer quando o tumor ainda é bem pequeno.

O que pode aumentar o risco de ter câncer de mama?

Se uma pessoa da família - principalmente a mãe, irmã ou filha - teve essa doença antes dos 50 anos de idade, a mulher tem mais chances de ter um câncer de mama. Quem já teve câncer em uma das mamas ou câncer de ovário, em qualquer idade, também deve ficar atenta. As mulheres com maior risco de ter o câncer de mama devem tomar cuidados especiais, fazendo, a partir dos 35 anos de idade, o exame clínico das mamas e a mamografia, uma vez por ano.

O auto-exame previne a doença?

O exame das mamas realizado pela própria mulher, apalpando os seios, ajuda no conhecimento do próprio corpo, entretanto, esse exame não substitui o exame clínico das mamas realizado por um profissional de saúde treinado. Caso a mulher observe alguma alteração deve procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo de sua residência. Mesmo que não encontre nenhuma alteração no auto-exame, as mamas devem ser examinadas uma vez por ano por um profissional de saúde!

O que mais a mulher pode fazer para se cuidar?

Ter uma alimentação saudável e equilibrada (com frutas, legumes e verduras), praticar atividades físicas (qualquer atividade que movimente seu corpo) e não fumar. Essas são algumas dicas que podem ajudar na prevenção de várias doenças, inclusive do câncer.

Fonte: bvsms.saude.gov.br

Câncer de Mama

Câncer de mama e o auto-exame

Câncer de Mama
Figura esquemática da mama

A importância do auto-exame de mamas

No Brasil, nas últimas duas décadas, a taxa bruta de mortalidade por câncer de mama apresentou uma elevação de 68%.

É a maior causa de óbitos por câncer na população feminina, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos.

Aproximadamente 80% dos tumores são descobertos pela própria mulher ao palpar suas mamas. Porém, um dos fatores que dificultam o tratamento é o estágio avançado em que a doença é descoberta. Cerca de 50% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, gerando tratamentos muitas vezes mutilantes o que causa maior sofrimento à mulher.

As mulheres brasileiras estão morrendo devido ao câncer de mama, pois insistem em escondê-lo por medo ou vergonha!

Idealmente, todas as mulheres deveriam realizar uma mamografia (exame capaz de detectar lesões não palpáveis) anual, a partir dos 50 anos de idade e, mais precocemente, em caso da existência de um caso de câncer de mama em mãe ou irmã (antecedente familiar de primeiro grau).

Como no Brasil estamos longe de seguir essa rotina, o auto-exame de mamas é a melhor saída.

O câncer de mama atinge principalmente mulheres em idade em torno da menopausa (entre 45 e 55 anos), mas podem aparecer nódulos benignos em outras faixas etárias que precisam ser tratados.

Cuidados para evitar o câncer de mama

A herança genética, a obesidade e o número elevado de ciclos menstruais estão entre os principais fatores que estimulam o surgimento do câncer de mama. Ainda assim, todas as mulheres, que se identificam ou não com qualquer fator de risco, devem seguir, a partir da adolescência, algumas recomendações. São procedimentos e hábitos elementares que ajudam a evitar o câncer de mama e outras eventuais complicações ginecológicas.

Algumas das precauções que podem ser tomadas:

Fazer visitas anuais ao ginecologista

Fazer o auto-exame uma vez por mês

Submeter-se ao exame de mamografia anualmente após os 40 anos

O objetivo fundamental do auto-exame é fazer com que a mulher conheça detalhadamente as suas mamas, o que facilita a percepção de quaisquer alterações, tais como pequenos nódulos nas mamas e axilas, saída de secreções pelos mamilos, mudança de cor da pele, retrações, etc.


O auto-exame de mamas deve ser realizado mensalmente por todas as mulheres a partir de 21 anos de idade, sete dias depois do início da menstruação, quando as mamas se apresentam mais flácidas e indolores. Após a menopausa, deve-se definir um dia do mês e realizar o exame sempre com intervalo de 30 dias.

A freqüência com que se faz o exame torna mais fácil notar qualquer modificação nas mamas de um mês para o outro.

Técnica para realizar o auto-exame de mamas:

1 - Observação em Frente do Espelho

Antes do banho, posicione-se em frente ao espelho. Observe os dois seios, primeiro com os braços caídos, depois com as mãos na cintura fazendo força nas mãos e, por fim, com elas atrás da cabeça, observe tamanho, posição, forma da pele, aréola e mamilo. Faça o mesmo controle com os braços levantados e mantidos atrás da cabeça.

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Qualquer alteração na superfície (depressão ou saliência) ou rugosidade é importante.

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Pressione o mamilo suavemente e veja se dá saída a qualquer líquido. Se o mamilo está umbilicado (metido para dentro como o umbigo) e não era assim, essa é uma alteração importante também.

2 - Papação de Pé

Durante o banho, com as mamas ensaboadas, deslize as mãos sobre as mamas. Com os dedos unidos, use a mão direita para apalpar a mama esquerda e a mão esquerda para a direita. Procure caroços, alterações de consistência, secreções, ou saliências.

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Divida o seio em faixas verticais e horizontais e com os dedos estendidos e em pequenos movimentos circulares, faça a palpação de cada faixa, de cima para baixo.

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Palpe também a axila e o pescoço. Não se esqueça, todo o seio deve ser palpado, mas dê particular atenção ao quadrante superior-externo.

Repita as mesmas manobras para a mama direita.

3 - Palpação Deitada

Deitada, coloque uma toalha dobrada sob o ombro direito para examinar a mama direita. Inverta o procedimento para examinar o outro lado.

Apalpe toda a mama através de suave pressão sobre a pele com movimentos circulares.

Apalpe a metade externa da mama que, em geral, é mais consistente.

Apalpe, agora, as axilas.

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Lembre-se que o auto-exame da mama deve ser realizado regularmente. Caso note alguma alteração antes da menstruação, não se precipite e volte a repetir o exame depois da menstruação. Se a alteração persistir procure o seu Médico. Esclareça com ele todas as dúvidas que tem sobre os seus seios e sobre o auto-exame. Se o auto-exame é normal, o exame Médico deve ser anual. 

Mamografia

A mamografia é uma radiografia das mamas em várias incidências.
 
Não tenha qualquer receio em fazer uma mamografia. As doses de radiações que são usadas atualmente são muito pequenas e o exame anual não representa qualquer risco. 

A mamografia é um exame insubstituível na prevenção do câncer de mama. Só a mamografia permite detectar alterações mínimas e revelar nódulos que não são perceptíveis à palpação.

O câncer de mama é curável, mas a possibilidade de cura é tanto maior quanto menor for a lesão

A mamografia é um exame muito importante na prevenção do câncer de mama e, por isso, deve ser indicada com critério:  

Se o exame clínico for negativo raramente está indicada antes dos 40 anos, salvo se houver fatores de risco.

Dos 40 aos 50 anos, deve ser feita de 2 em 2 anos. A partir dos 50 poder-se-á manter de 2 em 2 anos ou passar a anual (caso se justifique). 

Só para esclarecimento de casos duvidosos, é necessário repetir a mamografia com intervalos inferiores há 1 ano.

Referências

Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseadas em Evidências, 3ª edição, Bruce B. Duncan, Artmed, 2004, Seção IV, cap. 43.

Ginecologia, Günther Kern, 2ª edição, Guanabara Koogan, 1978.

Programa de Educação a Distância de Medicina Familiar e Ambulatorial - PROFAM - Entrega VI, Cap. 45, 2003, Gráfica Centenário, Argentina.

Fonte: www.orientacoesmedicas.com.br

Câncer de Mama

De onde vem o câncer?

Primeiro, devemos saber que todos os seres vivos são formados por milhões de células, que são as menores unidades de vida. Cada célula pode se reproduzir, formando outras células.

O crescimento desordenado das células forma os tumores, que podem ser benignos ou malignos (câncer). Os tumores benignos crescem até um determinado tamanho e param, enquanto que os tumores malignos crescem descontroladamente, invadindo as células normais à sua volta. As céluas malignas podem também cair na circulação e chegar a outras locais do corpo, distantes do tumor inicial. Esse processo é chamado de metástase.

Apenas tumores malignos (câncer) podem originar metástases, que são combatidas através de tratamento adequado, como quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia.

Câncer de mama

Esta doença é mais freqüente entre os 40 e 50 anos de idade. O mais comum é a mulher descobrir sozinha um caroço no seio (geralmente já de tamanho razoável) ou no exame de mamas com o ginecologista.

Mas isto não é o ideal! Quando palpamos um nódulo de 2 cm ou mais, ele já está crescendo há algum tempo, e o tratamento será mais difícil, podendo ser necessário retirar a mama. O melhor é fazer periodicamente a mamografia, capaz de detetar a doença precocemente, quando ainda não existe tumor palpável.

TUMOR BENIGNO DE MAMA


BENIGNO

Tumor de crescimento lento, que pára de crescer ao atingir um determinado tamanho e não se espalha para outros órgãos.

A maioria dos nódulos que aparecem nas mamas são benignos, não crescem rápido nem invadem outras partes do corpo. Os cistos são as alterações benignas mais comuns. São dolorosos e aumentam antes da menstruação. Eles não se transformam em câncer. Os fibroadenomas também são tumores benignos freqüentes e podem ser tratados facilmente apenas com uma pequena cirurgia, geralmente com anestesia local.

Auto-exame

A maioria dos nódulos que aparecem nas mamas são benignos. Os cistos são as alterações benignas mais comuns. São dolorosos e aumentam antes da menstruação. Eles não se transformam em câncer.

Os fibroadenomas também são tumores benignos freqüentes e podem ser tratados facilmente apenas com uma pequena cirurgia, geralmente com anestesia local.

A saída de secreção pelo mamilo pode ser normal. Porém, quando esta saída de secreção é de um lado só, sai sem apertar e é sanguinolenta ou totalmente transparente (como água) , deve ser investigada.

O câncer é um nódulo que cresce rapidamente e geralmente não dói.

Como realizar o auto-exame

A mulher pode fazer a detecção precoce do câncer de mama através de um exame visual e de palpação. Este exame deve ser realizado cerca de 7 dias após a menstruação ou, para aquelas que não menstruam mais, uma vez por mês (por exemplo, na data do aniversário).

Exame visual

1) Em frente ao espelho, olhe suas mamas, procurando alterações nos mamilos ou pregas na pele, assim como covinhas.

Câncer de Mama

2) Junte as mãos atrás da cabeça e empurre-as para a frente. Observe se há alguma mudança na pele ou na forma das mamas.

Câncer de Mama

3) Aperte as mãos firmemente contra os seus quadris e dobre-se um pouco para a frente. Observe com muita atenção se a pele ou a forma das mamas sofrem alguma mudança.

Câncer de Mama

Palpação

1) Deite-se com uma almofada pequena embaixo das costas do lado direito, com o braço deste mesmo lado debaixo da nuca.

Câncer de Mama

2) Com os três dedos do meio da sua mão esquerda, examine a mama direita, firme e cuidadosamente, em toda a sua extensão. Comece pela superfície externa, apertando a parte média e plana dos seus dedos contra a mama. Mova-os em pequenos círculos de fora para dentro, até chegar ao mamilo. Preste atenção se existem massas ou inchaços que você não tenha notado antes.

Câncer de Mama

3) Repita o procedimento para examinar a mama esquerda.

  Câncer de Mama      Câncer de Mama

4) Agora, de pé, toque suavemente a mama direita com os dedos da mão esquerda , começando na axila e movendo pouco a pouco a mão ao redor da mama em direção ao mamilo.

Câncer de Mama

5) Inverta a posição para examinar o lado esquerdo. Este exame pode ser feito também durante o banho, já que, com o peito ensaboado, os dedos deslizam facilmente e não é preciso pressionar.

  Câncer de Mama

 

Exame clínico

É o exame das mamas realizado pelo médico.

O exame das mamas deve ser feito rotineiramente em consulta ginecológica, a cada seis meses.

Além do ginecologista, existe ainda um médico especialista em doenças das mamas, chamado mastologista. Em caso de dúvida, o ginecologista pode encaminhar a paciente ao mastologista.

Além disso, qualquer médico pode fazer o exame das mamas, inclusive o clínico geral.

Atenção: A mamografia não substitui o exame das mamas realizado pelo médico. Existem nódulos que não aparecem na mamografia, mas são palpáveis!

Mamografia

Para saber se um tumor é benigno ou maligno, o médico precisará fazer alguns exames. O principal deles é a mamografia, que é feita com um aparelho de raio-X especial.

Este exame é muito simples: consiste em colocar a mama entre 2 placas de acrílico, que será comprimida. É importante saber que para fazer um exame adequado é necessário apertar um pouco a mama. Portanto, pode incomodar se for realizado quando as mamas estiverem dolorosas (por exemplo: antes da menstruação).

Assim, deve ser feito cerca de uma semana após a menstruação.

É um exame obrigatório em mulheres com mais de 40 anos ou já a partir dos 35 anos quando existirem muitos casos de câncer de mama na família. Geralmente é realizado uma vez ao ano. Em mulheres com menos de 35 anos, normalmente não é necessário fazer este exame devido à característica própria da glândula nessa idade.

A radiação recebida pela paciente durante a realização do exame é um pouco maior que uma chapa de pulmões, portanto não é prejudicial.

A mamografia permite descobrir o câncer de mama quando o tumor é bem pequeno e ainda não é percebido na palpação.

Biópsia

Quando o exame de palpação ou a mamografia forem suspeitos, é necessária a confirmação do diagnóstico através da biópsia. A biópsia é a retirada de um pedaço do nódulo suspeito através de uma pequena cirurgia ou através de agulhas, dependendo de cada caso. O nódulo pode também ser retirado por inteiro. Este material é então analisado e depois de alguns dias, se for necessário, faz-se a cirurgia.

Biópsia e cirurgia

Com freqüência, a mulher que possui um nódulo suspeito pode fazer a biópsia e a cirurgia de uma só vez. Enquanto a mulher aguarda na sala de cirurgia, ainda anestesiada, o caroço é retirado e imediatamente analisado e confirmado ou não o diagnóstico de câncer. Se confirmado, continua-se a cirurgia com a retirada parcial ou total da mama.

É importante saber que em nenhum dos casos existe prejuízo para o tratamento. Não existe solução ideal. Fazer a cirurgia no mesmo dia ou após alguns dias não irá mudar nada. Cada mulher nesta situação deverá conversar com seu médico para decidir o que é mais adequado.

Fonte: www.unifesp.br

Câncer de Mama

O que é o câncer de mama?

As células do corpo normalmente se dividem de forma controlada. Novas células são formadas para substituir células velhas ou que sofreram danos. No entanto, às vezes, quando células se dividem e se multiplicam rapidamente, elas formam uma massa, também chamada de tumor. Tumores podem ser benignos ou malignos.

Tumor benigno não é câncer. Ele é formado por células de aparência normal. Células de tumores benignos não invadem tecidos ao redor ou se disseminam para outras partes do corpo.

Tumor maligno é câncer. Ele é formado por células com aparência anormal (Figura 1). Células de tumores malignos podem invadir tecidos ao redor.

Elas também podem se separar do tumor principal e se disseminar para outras partes do corpo pelos vasos sangüíneos ou pelos vasos linfáticos.

Câncer de Mama
Figura 1. Crescimento de células anormais levando à formação do câncer

Quando um tumor maligno origina-se na mama, ele é chamado de câncer de mama. Se este câncer se disseminar para outras partes do corpo, ele continua sendo chamado de câncer de mama. Por exemplo, se o câncer de mama se dissemina para o pulmão, ele é chamado de “metástase pulmonar de câncer de mama”, ao invés de câncer de pulmão.

Os locais mais comuns de metástases do câncer de mama são os linfonodos; outros locais freqüentes são os pulmões, ossos, fígado e cérebro.

Câncer de Mama
Figura 2. Anatomia da mama normal

Nem todos os cânceres de mama são semelhantes. Eles não são todos compostos do mesmo tipo de células anormais. Cânceres de mama também diferem em localização na mama. A Figura 2 mostra a anatomia de uma mama normal. A maioria dos cânceres de mama se origina dos ductos lactíferos e são chamados de carcinomas ductais. Uma pequena porcentagem dos cânceres de mama se origina dos lóbulos e são chamados de carcinomas lobulares.

Quando o câncer está confinado dentro dos ductos ou lóbulos, ele é chamado de não-invasivo ou câncer “in situ”. Quando o câncer cresce no tecido ao redor ou se dissemina para outras partes do corpo, é chamado de câncer invasivo.

Cânceres de mama também diferem quanto ao estádio. Estádio é um termo usado para descrever a extensão de um câncer. Para o câncer de mama, o estádio é determinado pelo tamanho do tumor primário e a presença ou ausência de células cancerosas em linfonodos e outros locais do corpo.

O que causa câncer de mama?

Câncer de mama é o câncer mais comum em mulheres nos Estados Unidos. O risco, em toda a vida, de uma mulher desenvolver câncer é de um em oito. Câncer de mama é mais comum em mulheres com mais de 50 anos de idade, mas ele pode e ocorre em mulheres de todas as idades. Câncer de mama acomete mulheres de todos os grupos étnicos.

A causa ou causas exatas do câncer de mama ainda é desconhecida. Todas as mulheres têm risco de desenvolver a doença. No entanto, certos fatores sabidamente aumentam o risco de câncer de mama e outros fatores são suspeitos de também aumentar este risco.

Muitos dos fatores de risco que receberam atenção na imprensa leiga são associados com apenas um discreto aumento no risco de câncer de mama. Por exemplo, uma mulher na pós-menopausa, com 65 anos de idade, tem risco relativo 5,8 vezes maior de desenvolver câncer de mama apenas pela idade. Este risco é bem maior que o risco relativo de desenvolver câncer de mama associado ao uso de terapia de reposição hormonal (TRH), que é 1,3 vezes maior, ou ainda da menopausa tardia, que é 1,2 a 1,5 vezes maior. Os maiores riscos são associados com a presença de carga genética com mutações para o câncer de mama ou com história prévia de biópsia mostrando anormalidade, especialmente se houver história familiar de câncer de mama.

Fatores de risco conhecidos

Câncer de mama prévio: Mulheres com história de câncer de mama têm risco aumentado de desenvolver outro câncer de mama. O risco é de, aproximadamente, 0,5% a 0,7% por ano após o diagnóstico do primeiro câncer de mama. Isto significa que 10% a 15% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama irão desenvolver um novo câncer, no tecido mamário remanescente, em 20 anos.

História familiar

Mulheres cuja mãe, irmã ou filha tiveram câncer de mama têm um risco de câncer de mama duas a quatro vezes maior que a média. Este risco aumenta se o câncer de mama da parente afetada ocorreu em idade precoce (antes da menopausa), envolveu ambas as mamas ou acometeu algumas gerações da família.

Genes BRCA 1 e BRCA 2

Genes supressores de tumor, chamados de BRCA 1 e BRCA 2, são genes que visam regular o crescimento de células.

Mulheres que herdam uma cópia anormal de qualquer um desses genes têm maior risco de desenvolver câncer de mama. BRCA 1 está associado com uma maior proporção de câncer de mama e de ovário de origem hereditária. BRCA 2 está associado com maior porcentagem de câncer de mama em homens. Ter um gene anormal não significa certeza do desenvolvimento de câncer de mama. Acompanhamento cuidadoso com aconselhamento genético ou especialista em mama é recomendado para determinar as opções de tratamento mais adequadas.

História reprodutiva: Mulheres que nunca engravidaram ou que nunca deram à luz uma criança e mulheres que tiveram seu primeiro filho após os 30 anos de idade são, usualmente, consideradas com risco duas a quatro vezes maior que a média de desenvolver câncer de mama.

Mulheres que iniciaram seus períodos menstruais antes dos 12 anos de idade e mulheres com menopausa tardia têm risco aproximadamente 1,5 vezes maior de ter câncer de mama.

Câncer de mama - HER2 positivo

Algumas pacientes podem apresentar cânceres da mama que possuem a proteína HER2 “hiperexpressa” (em maior quantidade) na superfície da membrana plasmática das células malignas. Estas proteínas em “quantidade” aumentada interagem com fatores de estímulo à proliferação (multiplicação) celular presentes na circulação sangüínea e, desta forma, orientam o núcleo da célula a dividir-se com maior velocidade, entre outros. Por conseqüência, existe estímulo ao crescimento e progressão do tumor. Estes tumores tendem a crescer de maneira mais rápida e recorrem ou tornam-se metastáticos com maior freqüência que os tumores da mama que não hiperexpressam a proteína HER2.

Aproximadamente 25% dos cânceres de mama possuem um comportamento biológico em que se verifica a hiperexpressão do HER2. Ou seja, encontra-se a “positividade” para HER2 em até 25% de todos os cânceres de mama.

Atualmente, existe um anticorpo monoclonal que bloqueia a proteína HER2. Este anticorpo chama-se trastuzumabe e tem indicação pra ser usado de modo isolado ou em conjunto com quimioterapia, tanto para pacientes que estão recebendo tratamento adjuvante como para aquelas recebendo tratamento contra a doença metastática. O trastuzumabe produz benefícios importantes para as pacientes que possuem hiperexpressão do HER2, pois costuma impedir os efeitos causados pela presença aumentada da proteína HER2.

Existe a necessidade do estudo imunoistoquímico ou do teste de FISH para a detecção da presença do HER2 em hiperexpressão.

Doença benigna da mama

Muitas doenças benignas da mama, incluindo cistos e tumores benignos, chamados de fibroadenomas, não aumentam o risco de câncer de mama. No entanto, mulheres com doenças benignas específicas têm maior risco de câncer de mama. Em particular, mulheres com hiperplasia moderada ou importante, uma condição onde há aumento anormal do número de células da mama, têm risco 1,5 a quatro vezes maior que a média de desenvolver câncer de mama. Se as células excedentes têm aparência anormal, o risco varia de três a cinco vezes maior que a média e vai até 11 vezes maior se a mulher tiver história familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau.

Fatores de risco controversos

Dieta: Alguns estudos mostraram que dieta rica em gordura ou pobre em fibras aumenta o risco de câncer de mama. No entanto, estes resultados necessitam de confirmação em estudos adicionais. Enquanto isto, mulheres devem tentar seguir as recomendações do National Cancer Institute (Instituto Nacional do Câncer - EUA) para uma dieta balanceada, com três refeições diárias de frutas e vegetais.

Hormônios

Estudos demonstraram um pequeno aumento no risco de câncer de mama em mulheres fazendo uso de terapia de reposição hormonal (TRH) por períodos longos de tempo.

Os benefícios da TRH em mulheres na pós-menopausa – Diminuição do risco de fraturas por osteoporose (ossos frágeis) e controle dos sintomas da menopausa – devem ser cuidadosamente pesados contra o aumento no risco de câncer de mama. Para mulheres que tenham sintomas leves a moderados de menopausa, deve ser dada preferência por tratamentos alternativos. Toda mulher cogitando a TRH deve discutir os riscos com seu médico generalista ou ginecologista.

Fatores que não aumentam o risco

Trauma na mama não causa câncer de mama, mas freqüentemente traz atenção da mulher para a presença ou mudança em um nódulo preexistente. Gravidez, uma condição com altos níveis de estrógeno, não aumenta o risco de recorrência ou de novo câncer de mama em mulheres com história prévia da doença. Amamentar reduz pouco ou em nada o risco de câncer de mama.

Lembre-se que fatores de risco apenas aumentam as chances de um câncer se desenvolver em algum momento na vida da mulher. Porém, a maioria das mulheres com câncer de mama não tem nenhum dos fatores de risco mencionados anteriormente.

Reduzindo o risco de câncer de mama

Mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama podem cogitar fazer uso de uma medicação antiestrogênica para ajudar na prevenção da formação de novos tumores. Este tratamento é chamado de hormonioterapia. Um estudo nacional com mais de 13.000 mulheres com alto risco demonstrou que o uso da medicação antiestrogênica tamoxifeno por cinco anos reduziu a ocorrência de novo câncer de mama invasivo em quase 50%. Existem alguns efeitos colaterais possíveis com o uso prolongado do tamoxifeno, incluindo um maior risco de câncer de endométrio, trombose venosa nas pernas, embolia pulmonar e, raramente, acidente vascular cerebral. Um estudo está sendo realizado com uma medicação antiestrogênica chamada raloxifeno. O raloxifeno já está aprovado pelo FDA (Food and Drugs Administration) para a prevenção de osteoporose em mulheres na pós-menopausa. Este estudo, chamado STAR (“Study of Tamoxifeno e Raloxifeno” – Estudo do Tamoxifeno e Raloxifeno), avaliará se o raloxifeno é tão efetivo quanto o tamoxifeno na prevenção de novos casos de câncer de mama, mas com menos efeitos colaterais.

Mito

Todo câncer de mama ocorre na mesma estrutura da mama.


Verdade

A maioria dos cânceres de mama ocorre nos ductos da mama, os quais conectam as glândulas produtoras de leite ao mamilo. No entanto, alguns cânceres de mama ocorrem nos lóbulos, as glândulas da mama produtoras de leite.

Mito

Todos os cânceres de mama são compostos do mesmo tipo de células anormais.

Verdade

Existem diversos tipos de cânceres de mama e cada um é composto de um tipo diferente de célula anormal.

Mito

Uma mulher tem pouco ou nenhum risco de câncer de mama se ela não tiver história familiar de câncer de mama.

Verdade

Mais de 75% das mulheres com câncer de mama não têm história familiar da doença. Apenas ser do sexo feminino põe a mulher em risco.

Mito

Câncer de mama não ocorre em mulheres jovens.

Verdade

Câncer de mama é mais comum após os 50 anos de idade, mas pode e ocorre em mulheres de todas as idades.

Mito

Mulheres com mamas grandes têm risco maior de câncer de mama.

Verdade

Tamanho não tem relação com risco. No entanto, às vezes é mais difícil examinar mamas maiores devido à maior presença de tecido que pode ocultar um nódulo.

Mito

Trauma na mama pode causar câncer de mama.

Verdade

Câncer não é causado por trauma ou ferimento na mama. No entanto, quando um câncer já está presente, ele é mais freqüentemente detectado quando a mulher toca sua mama após um trauma.

Mito

Amamentar previne o câncer de mama.

Verdade

Amamentar tem muitos benefícios, mas a redução do risco de câncer é muito pequena ou nenhuma.

Fonte: www.quimioral.com.br

Câncer de Mama

Prevenção e Fatores de Risco

Várias mulheres desenvolvem o câncer de mama e não apresentam fatores de risco, entretanto os estudos e pesquisas mostram que há fatores que aumentam a chance de aparecimento da doença:

Idade

O risco aumenta conforme a mulher envelhece. O câncer de mama aparece mais freqüentemente em mulheres acima de 50 anos.

História pessoal ou familiar de câncer de mama

Mulheres que já tiveram câncer de mama têm mais chances de desenvolver câncer na outra mama também. Mulheres com parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama têm o risco aumentado. Este risco aumenta mais ainda se houver mais de um parente com câncer de mama.

Menopausa tardia ou menarca precoce

Mulheres que iniciaram a menstruação antes dos 12 anos ou tiveram menopausa após os 55 apresentam maior risco.

Obesidade

O risco de aparecimento de câncer de mama aumenta em pessoas obesas porque a gordura secreta hormônio feminino.

Mutações genéticas

Algumas mutações genéticas estão associadas a um risco aumentado para câncer de mama. Já existem testes para identificar estas mutações, porém são recomendados somente em casos específicos.

Doença benigna da mama

A hiperplasia atípica, uma condição anormal, entretanto não cancerosa é um fator de risco.

Não ter engravidado ou ter engravidado tardiamente

Mulheres que engravidaram pela primeira vez após os 35 anos ou que não tiveram nenhuma gestação apresentam maior risco. Acredita-se que a gestação obriga as glândulas mamárias a se maturarem, ao se prepararem para produzir leite; portanto, a amamentação diminui os riscos para câncer de mama.

Uso de hormônios como anticoncepcionais e reposição hormonal

Estudos recentes mostraram que estes hormônios podem estar associados com um aumento de risco significativo para o câncer de mama. Convém ressaltar que continua sendo alvo de muita controvérsia o uso de contraceptivos orais no que diz respeito à sua associação com o câncer de mama. Aparentemente, certos grupos de mulheres, com destaque para as que usaram pílulas com dosagens elevadas de estrogênios ou por longo período de tempo, têm maior risco.

Exposição à radiação ionizante é considerado um fator de risco, sobretudo antes dos 35 anos.

Prevenção

Nunca é demais lembrar o quão importante são importantes alguns cuidados com as mamas. Mesmo que ainda não existam maneiras preventivas contra o câncer de mama, o que faz muita diferença na sobrevivência contra a doença é a detecção precoce, por meio do auto-exame, exame clínico e mamografia.

Conhecendo a mama

Os seios femininos estão constituídos, em sua maior parte, por tecido gorduroso e tecido conectivo. As mamas possuem seções chamadas lobos, onde é produzido o leite materno. Os lobos são formados por uma rede de tubos finos ou dutos que são os encarregados de conduzir o leite até uma área mais escura da pele no meio da mama, a aréola. Ao juntar-se formam dutos maiores que terminam no mamilo, lugar onde o leite se torna disponível para o bebê.

Os seios da mulher raramente têm o mesmo formato, sendo o seu tamanho definido devido à quantidade de gordura presente na mama. O tecido muscular encontra-se debaixo do tecido mamário, separando as mamas das costelas. Junto com o ligamento de Cooper os músculos são os encarregados de suportar todo o peso da mama.

O oxigênio e os nutrientes são levados até as mamas pelo sangue que circula pelo corpo, por meio de uma rede de vasos sanguíneos e capilares. O tecido mamário se estende além da axila. As axilas contêm uma coleção de linfonodos (gânglios linfáticos), que fazem parte do sistema linfático, sistema responsável pelo combate às infecções do organismo.

Sintomas do Câncer de Mama

O câncer de mama, em fase inicial, geralmente não causa dor. Porém, à medida que o câncer cresce, ele pode causar algumas alterações. Geralmente o primeiro sinal do câncer de mama é um pequeno nódulo no seio. O nódulo é geralmente indolor e pode crescer lenta ou rapidamente.

Fique atenta e procure o seu médico diante de qualquer um destes sinais apresentados a seguir. Eles podem ou não significar a presença de um câncer, porém, nada substitui a avaliação médica.

Fique de olho e Cuide-se!

Aparecimento de um nódulo ou de um espessamento da mama ou próximo a ela ou ainda na região da axila.

Alteração no tamanho ou na forma da mama.

Alteração no aspecto da mama, auréola ou mamilo.

Saída de secreção pelo mamilo, sensibilidade mamilar ou inversão do mamilo para dentro da mama.

Enrugamento ou endurecimento da mama (a pele de mama adquire um aspecto de casca de laranja).

Sensações diferentes: calor, inchaço, rubor, escamação.

A maior parte dos nódulos não são câncer. Comumente são cistos com fluidos no tecido do seio que aumentam e diminuem com o ciclo menstrual.

Para descobrir se tem ou não um câncer de mama, você deverá fazer o auto exame mensal; exame médico pelo menos uma vez ao ano; exames ginecológicos anuais e uma mamografia antes de chegar aos 40 anos de idade, preferencialmente entre os 35 e 39 anos. Depois dos 40anos deverá fazer a mamografia a cada 1 ou 2 anos, de acordo com o programa recomendado pelo seu médico. A partir dos 50 anos, você deve fazer uma mamografia a cada ano. É muito importante seguir as indicações de seu médico.

Diante do diagnóstico do Câncer de Mama

Receber o diagnóstico de um câncer de mama não é nada fácil.

Repentinamente, a mulher se vê enfrentando inúmeras situações novas e inesperadas e também diante de uma série de sentimentos variados. tais como: ansiedade, raiva, tristeza, depressão, isolamento, insegurança ou medo. Saiba que todas essas emoções são freqüentes e podem ou não surgir.

Por onde começar? O que perguntar? Será que eu vou me curar? E agora, o que fazer?

Exames, Cirurgia, pós-operatório, recuperação, Quimioterapia, efeitos colaterais, Radioterapia, Hormonioterapia...

Diante do diagnóstico do câncer de mama, dependendo do caso e da decisão do médico, serão várias as etapas a serem seguidas, podendo ou não incluir todas as citadas anteriormente. Atualmente a oncologia dispõe de recursos avançados de diagnóstico e tem por objetivo maximizar o tratamento da doença assim como de minimizar os efeitos colaterais das diferentes modalidades terapêuticas. Para uma melhor abordagem terapêutica seu médico poderá solicitar outros exames, como por exemplo, o teste com receptores hormonais que prediz se o câncer é ou não sensível à terapia hormonal (que é uma das opções de tratamento).

Algumas mulheres com câncer de mama possuem a proteína ErbB2 em quantidade aumentada e isso pode contribuir para o crescimento e progressão do tumor. Hoje em dia, existem medicamentos específicos para estes casos e por isso, há a necessidade de se fazer um exame chamado imunohistoquímico ou teste FISH.

O tratamento recomendado para o câncer de mama depende do tipo de tumor e também do estágio de desenvolvimento da doença. Para cada tipo de câncer haverá um tratamento especifico que pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal, terapia alvo e terapia imunológica. O melhor tratamento será definido por seu médico através da analise do tipo específico de câncer associado a exames complementares previamente solicitados.

Escute atentamente tudo o que seu médico menciona e pergunte sobre a duração de cada tratamento, como ele é realizado, o que se pode esperar qual o prognóstico e o que vai acontecer com a doença e com você durante e após o tratamento. É muito importante manter-se informada sobre tudo com o que envolve o tratamento e, principalmente, sobre como ter e manter uma boa qualidade de vida durante e após essa etapa.

Os estágios do Câncer de Mama

O tratamento do câncer de mama depende de muitos fatores, dentre eles: a histologia do tumor, a idade da paciente e o fato de estar ou não na menopausa e, mais importante ainda, em que estágio se encontra o tumor. É o estágio do tumor que determinará se o câncer pode ser removido cirurgicamente ou se precisará de outros tipos de tratamento, como quimioterapia, tratamento hormonal ou radioterapia.

Para sabermos se um tumor está avançado ou não, há uma classificação dos tumores, criado pela União Internacional Contra o Câncer (UICC), denominado estadiamento, baseado no fato de que os tumores seguem um curso biológico comum. Esta avaliação tem como base a dimensão do tumor, a avaliação da extensão aos linfonodos e a presença ou não de metástases para outras partes do corpo. Após a avaliação destes fatores, os casos são classificados em estágios que variam de I a IV graus crescentes de gravidade da doença. São eles:

Estágio 0: É o chamado carcinoma in situ que não se infiltrou pelos dutos ou lóbulos, sendo um câncer não invasivo. O estágio zero significa que as células do câncer estão presentes ao longo da estrutura de um lóbulo ou um ducto, mas não se espalharam para o tecido gorduroso vizinho, isto é, as células cancerosas que ainda não invadiram os tecidos circundantes.

Nos estágios I e II, o câncer expandiu-se dos lóbulos ou ductos para o tecido próximo à mama.

Estágio I

O tumor invasivo é pequeno (menos de 2cm de diâmetro) e não se espalhou pelos linfonodos, isto é, o tumor que permaneceu no local no qual se originou sem disseminação para os linfonodos ou locais distantes.

No estágio II, algumas vezes, os linfonodos podem estar envolvidos.

Estágio IIa

Qualquer das condições abaixo:

O tumor tem menos que 2 centímetros e infiltrou linfonodos axilares.

O tumor tem entre 2 e 5 centímetros, mas não atinge linfonodos axilares.

Não há evidência de tumor na mama, mas existe câncer nos linfonodos axilares.

Estágio IIb: Qualquer das condições abaixo:

O tumor tem de 2 a 5 centímetros e atinge linfonodos axilares.

O tumor é maior que 5 centímetros, mas não atinge linfonodos axilares.

O estágio III é o câncer de mama localmente avançado, em que o tumor pode ser maior que 5cm de diâmetro e pode ou não ter se espalhado para os linfonodos ou outros tecidos próximos à mama.

Estágio IIIa: Qualquer das condições abaixo:

O tumor é menor que 5 centímetros e se espalhou pelos linfonodos axilares que estão aderidos uns aos outros ou a outras estruturas vizinhas.

O tumor é maior que 5 centímetros, atinge linfonodos axilares os quais podem ou não estar aderidos uns aos outros ou a outras estruturas vizinhas.

Estágio IIIb

O tumor infiltra a parede torácica ou causa inchaço ou ulceração da mama ou é diagnosticado como câncer de mama inflamatório. Pode ou não ter se espalhado para os linfonodos axilares, mas não atinge outros órgãos do corpo.

Estágio IIIc

Tumor que qualquer tamanho que não se espalhou para partes distantes, mas que atinge linfonodos acima e abaixo da clavícula ou para linfonodos dentro da mama ou abaixo do braço.

Estágio IV

É o câncer metastático. O tumor de qualquer tamanho espalhou-se para outros locais do corpo como ossos, pulmões, fígado ou cérebro.

Os estágios do Câncer de Mama - Ilustração

Conheça de forma ilustrativa, os estágios do Câncer de Mama:

Câncer de Mama
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Mitos e Verdades

Hoje em dia, a maioria das mulheres já sabe que desodorantes antitranspirantes ou soutiens estruturados não causam câncer de mama. No entanto, muitas outras falsas crenças circulam a respeito da doença. Conheça alguns exemplos de mitos e verdade sobre a doença.

O câncer tem cura?

Verdade. Embora a medicina mencione que o tratamento deve ser individualizado e que cada paciente responde de maneira particular às terapias, o câncer é curável, desde que diagnosticado precocemente e acompanhado corretamente.

A radiação emitida pela mamografia causa câncer?

Mito

A exposição a qualquer tipo de radiação irá expô-la a riscos de câncer em geral, porém a quantidade de radiação de uma mamografia é relativamente pequena; a dose é aproximadamente o que você absorveria de forma natural durante três meses. A mamografia continua sendo a melhor ferramenta para detecção do câncer de mama.

O câncer é contagioso?

Mito

Mesmo o câncer causado por vírus não é contagioso, ou seja, não passa de uma pessoa para a outra por contágio, como ocorre com resfriados, por exemplo.

A freqüência sexual interfere na ocorrência de câncer?

Mito

Especialistas afirmam que não há relação alguma entre a freqüência sexual e o surgimento de câncer. Cabe ressaltar que a atividade sexual não ajuda a proteger as mamas contra o câncer. O que pode protegê-las é a gravidez e a amamentação.
 

O câncer é um castigo?

Mito

O surgimento de qualquer tipo câncer está relacionado a inúmeras causas, dentre elas, maus hábitos alimentares, consumo exagerado de álcool, sedentarismo e, principalmente, o tabagismo.

Exames necessários

Alguns exames são muito importantes para manter a saúde de suas mamas.

São eles:

Auto-exame

O auto-exame das mamas é um exame realizado pela própria mulher. Deve ser feito por todas as mulheres de forma mensal aproximadamente sete dias após a menstruação. Para as mulheres que deixaram de menstruar a recomendação é a de marcar uma data, por exemplo, todo dia primeiro e fazer o auto-exame. O principal objetivo do auto-exame é propiciar o auto conhecimento, ou seja, que as mulheres conheçam bem as suas próprias mamas.

Exame clínico

Durante a consulta ginecológica, é obrigação do médico examinar a mama da paciente, verificando possíveis sinais e sintomas da doença. Segundo recomendações do Instituto Nacional do Câncer no Brasil este exame deve ser feito anualmente por um médico ou profissional de saúde treinado (enfermeira). IMPORTANTE! O auto-exame não substitui o exame clínico.

Mamografia

A mamografia é o exame de imagem mais recomendado para o diagnóstico precoce do câncer de mama. É realizado através de um aparelho de raios-X, chamado mamógrafo, desenvolvido especialmente para esse fim. Nele, a mama é comprimida de maneira a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. Existe sim um desconforto (algumas mulheres relatam dor) provocado durante o exame, mas que deve ser tolerado. A mamografia permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial (até mesmo pequenos tumores com milímetros). Toda mulher, a partir dos 40 anos de idade, deve realizar anualmente a mamografia.

Ultra-sonografia

Por meio da utilização de ondas de alta freqüência, a ultra-sonografia pode mostrar se o nódulo mamário é sólido ou se está preenchido com líquido. É um exame que deve ser feito para complementar a mamografia.

Exames de Rastreamento

São três os procedimentos básicos no rastreamento e no diagnóstico do câncer de mama:

Exame citológico (punção aspirativa com agulha fina e citologia da descarga papilar);

Exame histopatológico (biópsia). O tipo de biópsia varia de acordo com a quantidade e a qualidade do tecido a ser estudado. Pode-se fazer uma biópsia por aspiração com uma agulha fina, com uma agulha mais grossa ou uma pequena cirurgia para retirar toda a massa ou nódulo para que possa ser estudado como um todo.

A avaliação microscópica do material (anatomopatológico) é o exame que confirma se é câncer ou não.

Tratamento do Câncer de Mama

O tratamento recomendando para o câncer de mama varia de acordo com o tipo de tumor e também do estágio de desenvolvimento da doença. Por isso, para cada tipo de câncer haverá um tratamento específico e apropriado.

Os principais tratamentos:

A cirurgia

A cirurgia é o tratamento mais freqüente para o câncer de mama, pois objetiva a retirada do tumor. Elas podem ser de dois tipos: quadrantectomia (conservadora) ou mastectomia (radical).

Na cirurgia conservadora será retirada apenas uma parte da mama. Já na cirurgia radical, a mama é retirada por completo e, eventualmente, é extraído também o músculo peitoral. As duas modalidades cirúrgicas podem ser ou não acompanhadas pela retirada de gânglios linfáticos das axilas (linfonodos).

É o médico mastologista quem decide qual o tipo de cirurgia mais indicado para o tratamento do tumor e os riscos e benefícios de cada tipo. A decisão é um passo importante e deve incluir a participação da paciente.

A quimioterapia

A quimioterapia é o tratamento que utiliza medicamentos extremamente potentes para combater o tumor. As drogas utilizadas recebem o nome de agentes quimioterápicos, podendo ser administradas por via intravenosa (injeção na veia) ou via oral. O tempo de administração da quimioterapia é variável, sempre seguido de um período de descanso e recuperação de 1 a 4 semanas. O número de ciclos ou sessões dependerá do tipo de câncer do esquema quimioterápico e de como este responderá aos medicamentos administrados.

Por ter ação sistêmica, ou seja, alcança às células cancerígenas em qualquer região do corpo, infelizmente os medicamentos usados não atacam apenas as células cancerosas, podem também atingir as células sadias do corpo, responsáveis pela defesa do nosso organismo o que pode provocar alguns efeitos colaterais.

Dependendo do tipo de câncer e de sua extensão no organismo, o tratamento quimioterápico tem por objetivo a cura, eliminando completamente a doença, ou o controle, quando a doença não pode ser removida por completo, buscando diminuir a quantidade de células neoplásicas no organismo e impedindo que as células tumorais atinjam outros órgãos. A quimioterapia é capaz de prolongar a vida do paciente reduzindo os sintomas da doença.

A Radioterapia

A radioterapia é um tratamento baseado na aplicação de radiação direcionada ao tumor bloqueando o crescimento das células anormais. A quantidade de radiação utilizada depende do tipo e do tamanho do tumor. Tem por objetivo a eliminação do tumor, visando à cura, ou a diminuição dos sintomas da doença. A radioterapia pode ser utilizada de maneira isolada ou combinada à cirurgia e/ou à quimioterapia. A radioterapia pode ser realizada antes do tratamento cirúrgico para reduzir o tamanho do tumor, ou posterior à cirurgia para evitar a recidiva (volta) da doença. Os cuidados necessários durante o tratamento variam de acordo com a área irradiada. A equipe médica e de enfermagem devem orientar o paciente quanto aos cuidados específicos que devem ser adotados nesse período.

A Hormonioterapia

A hormonioterapia é um tipo de tratamento que tem como finalidade impedir que as células malignas continuem a receber o hormônio que estimula o seu crescimento. Este tratamento é utilizado sempre que o tumor expressa positividade para receptores hormonais de estrogênio, independente da idade, do estadiamento da doença e da mulher ser pré ou pós-menopáusica. Como a quimioterapia a terapia hormonal tem ação sistêmica, o que significa que age em todas as partes do organismo. Antes de se iniciar a hormonioterapia, é necessário que toda paciente faça um teste de receptores de estrogênio e progesterona, para que se possa ter uma comprovação da sensibilidade ao medicamento e avaliar a utilidade da terapia em cada caso. Mais da metade das pacientes em que é solicitado o exame a indicação de uso de hormonioterapia é positiva.

Câncer de mama em todas as idades

Até pouco tempo, acreditava-se que somente mulheres de idade avançada desenvolviam o câncer de mama, hoje já se sabe que essa já não é mais uma realidade.

O número de casos de câncer de mama em mulheres jovens tem crescido gradativamente por todo o mundo. Ainda não é possível identificar apenas uma causa para o aumento dos casos. No entanto, atualmente, pode-se falar em cura para os casos de câncer de mama detectados de maneira precoce.

Alguns cuidados são essenciais:

Conheça a aparência e a forma de suas mamas

É importante que você conheça a aparência e a forma de sua mama para poder notar rapidamente qualquer alteração. Converse com o seu médico imediatamente em caso de perceber alguma alteração.

Aprenda a fazer o auto-exame

O auto-exame deve ser feito mensalmente. Se ainda tem menstruações faça o exame uma semana após acabar o fluxo. Se você não tem mais menstruações marque um dia do mês, por exemplo, dia primeiro, e faça o exame sempre neste dia.

O seu médico pode lhe ensinar como fazer-lo. Pergunte o que você deve observar e buscar. O principal objetivo do auto-exame é propiciar que você conheça a sua mama.

Fazer anualmente o exame clínico das mamas

Seu médico irá examinar suas mamas e axilas com o objetivo de diagnosticar alguma alteração. É importante lembrar que o auto-exame das mamas não substitui o exame clínico das mamas realizado por um médico ou profissional de saúde treinado como uma enfermeira (INCA).

Pergunte ao seu médico quando você deve fazer a mamografia

A mamografia é como uma radiografia da mama e deve ser realizada a partir dos 40 anos de idade.

Conheça a história de sua família e se necessário, conte para o seu médico se alguém já teve câncer de mama

Se há casos de câncer na sua família, é muito provável que você deva fazer a mamografia com menos de 40 anos.

Existem alterações genéticas que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer e que são transmitidas de uma geração para a outra. Os tumores considerados hereditários também podem ocorrer sem que haja histórico familiar e, nestes casos, geralmente ocorrem em idade atípica (mulheres com menos de 40 anos).

Fonte: www.oncoguia.com.br

Câncer de Mama

É a causa mais frequente de morte por câncer na mulher, embora existam meios de detecção precoce que apresentam boa eficiência (exame clínico e auto-exame, mamografia e ultrassonografia).

FATORES DE RISCO

Idade acima de 50 anos

História própria ou familiar de câncer de mama

Não ter filhos

Exposição significativa a raio X

Primeira menstruação cedo

Menopausa tardia

Classe socioeconômica alta

Primeira gestação após os 30 anos

Dieta rica em gorduras

Uso prolongado de anticoncepcional oral (ainda é discutível)

Foram identificados dois genes, chamados BRCA1 e BRCA2 que, quando sofrem mutação, são preditivos de câncer de mama familiar, identificando assim, mulheres com maior risco para desenvolver câncer de mama. A identificação de grupo de risco permite a utilização de medicações preventivas (quimioprevenção), cirurgia (mastectomia) e uma atenção maior para estas mulheres.

Para a prevenção do câncer de mama deve-se combater os fatores de risco com a diminuição da gordura endógena e consequente redução de peso corporal e dieta rica em vitamina A. Evitar o ganho de peso, principalmente após a menopausa. Como orientação geral, toda mulher após os 20 anos deve aprender e fazer mensalmente o auto-exame das mamas.

O primeiro exame clínico das mamas deve ser realizado aos 20 anos e repetido a cada três anos até os 40 e, então, anualmente.

A primeira mamografia deve ser realizada aos 35 anos, repetida aos 40 anos e a partir daí a cada dois anos até os 50 anos, quando passa a ser realizada anualmente. Com os conhecimentos atuais de oncologia preventiva é possível fazer detecção precoce de câncer de mama, que na maioria das vezes recebe tratamento cirúrgico simples, conservador e exclusivo, sem necessidade de radioterapia ou de quimioterapia, e com grande probabilidade de cura.

AUTO-EXAME DE MAMA

Faça o auto-exame uma vez por mês. A melhor época é logo após a menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o auto-exame deve ser feito num mesmo dia de cada mês, como por exemplo, todo dia 10.

 


ATENÇÃO

Caso você encontre alguma das anormalidades citadas, lembre-se que deve procurar um médico.

BIÓPSIAS

Biópsia é a retirada de parte ou de todo o nódulo ou área suspeita para que o médico patologista examine e faça o diagnóstico.

Existem várias formas de se realizar a biópsia, com indicações específicas:

1. Punção aspirativa por agulha fina (PAAF)

Aspiração de células através de agulha e seringa, guiada por ultrassonografia ou mamografia, ou mesmo pela palpação direta. Tem a vantagem de ser indolor e rápido, porém muitas vezes o exame citológico não chega a um diagnóstico definitivo (quantidade de material insuficiente). É um método rápido e indolor (pode ser utilizado anestésico).

2. Biópsia de fragmento (Core Biopsy)

Consiste na retirada em média de cinco fragmentos de tecido alterado, através de uma agulha grossa, guiada por ultrassonografia, mamografia ou ressonância magnética. É feita sob anestesia local.

3. Mamotomia

Biópsia feita com agulha grossa acoplada a uma pistola especial (biópsia a vácuo), guiada por ultrassonografia ou mamografia. Dependendo do tamanho da lesão (nódulo ou microcalcificações), ela pode ser totalmente retirada através da mamotomia.

4. Biópsia cirúrgica

É a primeira forma de se realizar biópsia. Tem a vantagem de permitir a retirada de grande quantidade de material. Muitas vezes pode ser realizado exame de congelação pelo patologista, permitindo estabelecer a conduta médica de imediato, e numa mesma anestesia realizar todo ato cirúrgico.

BIÓPSIA DE LINFONODO SENTINELA

No estadiamento do câncer de mama é muito importante saber se a doença já atingiu ou não os linfonodos regionais. Através da biópsia de linfonodo sentinela é possível fazer um microestadiamento adequado e proporcionar uma menor extensão de cirurgia (poupar a linfadenectomia axilar).

Fonte: www.prevencaodecancer.com.br

Câncer de Mama

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer de mama é dos mais temidos pelas mulheres devido a freqüência e aos efeitos psicológicos da doença, que pode afetar a auto-estima e a sexualidade da mulher.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70, registrou-se um aumento de dez vezes em suas taxas de incidência. Embora raríssimos, também se registram casos de câncer de mama em homens.

Câncer de Mama - Figura Ilustrativa

Causas

Ainda não se têm dados concretos sobre as causas do câncer de mama, mas existem os fatores de risco que aumentam as chances de uma mulher desenvolver a doença.

O histórico familiar é o mais importante deles, principalmente se o câncer ocorreu na mãe ou na irmã, se foi bilateral e se desenvolveu antes da menopausa.

Mulheres que ingerem álcool regularmente, mesmo de em quantidade moderada, também têm mais chances de desenvolver câncer de mama que as que não bebem.

A menopausa tardia (além dos 50 anos, em média) e a primeira gravidez após os 30 anos de idade também são fatores de risco. No entanto, ainda não está comprovado se a mulher que programa a primeira gravidez para depois dos 30 anos tem maior risco do que aquelas cuja gravidez não ocorreu espontaneamente.

AUTO - EXAME DA MAMA

Observe-se

Fique em pé, diante do espelho, com os braços levantados, e verifique a uniformidade da pele, certificando-se da ausência de inchaço, mudanças na coloração, calombos ou qualquer outra alteração.

Auto - Exame da Mama

Toque-se

Diante do espelho, com o braço atrás da cabeça, toque, com as pontas dos dedos, o seio, as axilas e os mamilos. Verifique a ocorrência de dor em algum local, de nódulos, de caroços ou de líquidos que saiam dos mamilos. Se houver qualquer alteração, o médico deve ser procurado.

Auto - Exame da Mama II

Deitada em sua cama, com o braço atrás da cabeça, toque os seios, as axilas e os mamilos com as pontas dos dedos, repetindo o exame feito diante do espelho.

Auto - Exame da Imagem - Figura Ilustrativa III

Oriente-se

Os seios devem ser examinados em todas as direções. Veja as orientações abaixo.

Auto - Exame da Imagem - Figura Ilustrativa IV

Fonte: www.geocities.com

Câncer de Mama

O que você deve saber sobre Câncer de Mama?

De todos os tipos de cânceres que se manifestam no sexo feminino o de mama pode ser o mais cruel, pois afeta um órgão que tem importante papel na estética corporal, na maternidade e na vida sexual das mulheres.

No Brasil representa a segunda causa de morte por câncer e sua incidência tem aumentado com cerca de 30.000 casos novos por ano.

Apesar das estatísticas, é considerada uma doença curável, graças aos recursos terapêuticos disponíveis, desde que diagnosticada precocemente.

E saiba que 4 em 5 casos de câncer de mama são diagnosticados pela própria paciente, por meio do auto-exame das mamas.

Como é o exame clínico das mamas?

É um exame manual e visual simples das mamas efetuado por seu médico. Ele deve ser realizado pelo menos a cada 3 anos dos 20 aos 39 anos de idade e todos os anos a partir dos 40 anos.

O que é o auto-exame das mamas e quando devo fazê-lo?

O auto-exame é feito tocando e examinando suas mamas diante do espelho, no banho ou deitada, procurando detectar:

Deformações ou alterações no formato das mamas
Abaulamentos ou retrações
Ferida ao redor do mamilo
Mudança de cor ou da espessura da pele, do mamilo ou da aréola
Caroços, massa, endurecimento nas mamas ou axilas
Saída de secreções pelos mamilos (pus, sangue ou leite)
Comece a fazer o auto-exame nas mamas a partir dos 20 anos de idade uma vez ao mês, de preferência de 7 a 10 dias após o início do ciclo menstrual, quando as mamas estão menos sensíveis. Mulheres que estão amamentando, devem fazer o exame após a amamentação, quando as mamas forem esvaziadas, sempre no mesmo dia, todos os meses.

As mulheres na menopausa devem realizar o auto-exame, todos os meses, sempre no mesmo dia.

Lembre-se! O auto-exame não é um substituto do exame clínico realizado pelo ginecologista. Se você detectar qualquer anormalidade no auto-exame das mamas, procure imediatamente um médico! Só ele poderá fazer um exame mais detalhado e orientá-la adequadamente.

Só com esses procedimentos já estarei segura contra a doença?

Não. Os sinais da doença, pelo menos no início, não são acompanhados de dor. Os procedimentos descritos são uma maneira de auxiliar o diagnóstico precoce da doença, quando ainda é possível obter sua cura.

Portanto é importante saber que faz parte do grupo de risco as mulheres que:

Têm história familiar e pessoal de câncer de mama;
São portadoras de câncer de útero (endométrio) ou ovário;
Possuem doenças benignas de mama, como hiperplasia epitelial;
Tiveram início precoce e término tardio das menstruações;
Tiveram ausência de gestações ou gestações tardias;
Apresentarem obesidade, excesso de gordura animal e uso de hormônios
Tiverem história de alcoolismo

Assim, a partir dos 35 anos, quando estatisticamente a freqüência de câncer de mama aumenta você deve fazer até os 40 anos, uma mamografia, que servirá de referência.

O que é mamografia?

É uma imagem radiográfica de sua mama.

O exame é capaz de detectar pequenos nódulos muitas vezes não palpáveis.

Atualmente, é o melhor método para se detectar câncer de mama.

Câncer de Mama

Lembre-se!

Se seu médico recomendar uma mamografia, isso não significa que você tem câncer. Esse exame também é indicado para detectar outros problemas na mama, quando ainda há tempo para curá-los.

RECOMENDAÇÕES

Faça periodicamente o auto-exame das mamas.

Faça o exame clínico das mama toda a vez que for ao ginecologista, ou quando detectar alguma anormalidade no auto-exame.

Informe seu médico se você se encontra no grupo de risco para a doença.

Entre 35 e 40 anos faça uma mamografia de base.

A partir dos 40 anos faça uma mamografia por ano.

Fonte: www.cirurgiaendocrina.com.br

 

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