
Mamografia
O Câncer de mama tem cura. Previna-se, fique de olho e mate no peito esta doença! E diagnosticando-se cedo, o tratamento é geralmente fácil, sem implicar na retirada total das mamas. Mas se isto for necessário, a reconstrução plástica das mamas fornece excelentes resultados.
As estratégias de atuação para a prevenção do câncer de mama podem ser classificadas em dois tipos: as que visam evitar a sua formação (prevenção primária), e as que têm por objetivo sua detecção precoce (prevenção secundária).
Em termos de prevenção primária, devem ser lembradas,em primeiro lugar,as medidas mais simples, dietéticas e comportamentais, que valem a pena ser estimuladas. Deve-se evitar obesidade, sedentarismo, alimentos gordurosos e ingestão alcoólica em excesso.
Casos especiais, de alto risco para câncer, pode merecer, uso de medicamentos preventivos como o tamoxifen, que antagoniza a ação do estrogênio, ou a retirada da glândula mamária, com inclusão de prótese de silicone. Estas medidas, não devem ser rotina, porque tem vantagens e desvantagens, mas são alternativas válidas para certos casos, e ser recomendadas apenas depois de detalhadas explicações obtidas com médicos especialistas.
Estima-se que desde a primeira divisão celular anômala até um nódulo palpável de um centímetro, que corresponde a um bilhão de células tumorais, exista um intervalo aproximado de 10 anos. Nesse período, o melhor método com ação comprovadamente eficiente como "screening" é a mamografia de alta resolução. A orientação atual, que deve ser seguida em condições ideais de recursos para a assistência à saúde, é a mamografia anual a partir dos 40 anos de idade, tendo sido feito um exame basal prévio aos 35 anos.
Na fase pré-clínica de neoplasia, de tumores detectados pela mamografia, as taxas de cura são de quase 100%, e essa deve ser a motivação maior para estimular as mulheres a fazer uma mamografia de rotina.
O exame físico das mamas realizado por médicos ou paramédicos treinados é também eficiente, permitindo o diagnóstico precoce de tumores com um ou mais centímetros de diâmetro. O auto exame das mamas, realizado pela própria paciente mensalmente após a menstruação, identifica nódulos a partir de dois e três centímetros de diâmetro, e deve ser também ensinado e praticado, especialmente em nosso meio, em que a maior parte da população não tem acesso a mamografia.
Câncer é uma neoplasia ou tumor com possibilidade de metastotização, isto é, de acometer outros orgãos.
A formação de um câncer de mama depende de um processo sequencial de 3 etapas: iniciação, promoção e progressão. A iniciação é de origem genética, ou seja, depende de lesão no DNA cromossômico, herdada ou adquirida, que leva a perda de regulação do ritmo de multiplicação celular. a maioria dos casos, a lesão no DNA, é esporádica, não hereditária, e acontece durante a vida do indivíduo. e acontece durante a vida do indivíduo. Entre 5 e 10% dos casos, dependem de uma alteração genética familiar, já herdada ao nascimento, que faz com que a mulher seja mais propensa ao câncer de mama.

Por fim, na fase de propensão as células tumorais tendem a invadir uma camada que dá sustentação ao tecido dos ductos mamários chamada membrana basal. Se não houver infiltração de membrana basal o tumor é considerado não invasor, ou "in situ", se houver infiltração, é invasor. Só neste caso, passa a existir chance de se atingir pequenos vasos sangüíneos e capilares linfáticos, que podem deportar as células alteradas até outros órgãos, como ossos, pulmões e fígado.
O câncer de mama pode ocorrer em mulheres e homens. Aproximadamente para cada 200 casos de câncer de mama em mulheres existe um em homem.
Fonte: www.sbmastologia.com.br
As mamas são os órgãos responsáveis pela produção de leite.
Cada uma delas tem, aproximadamente, de 15 a 20 subdivisões chamadas lobos, que estão dispostas como os gomos de uma laranja.
Cada lobo possui muitos lóbulos, que terminam em dezenas de pequenos bulbos produtores de leite. Os lobos, lóbulos e bulbos são interligados por tubos finos denominados ductos. Esses ductos vão até o mamilo (papila), localizado no centro da área escura da pele, que se chama auréola.
As outras partes da mama são preenchidas por gordura e tecido conjuntivo de sustentação.
Os músculos peitorais que recobrem as costelas e que se situam abaixo da mama não fazem parte dela. Nas mulheres, as mamas podem ter tamanhos, formas e consistências variadas e, durante a vida, mudam em função da idade, ciclo menstrual, gravidez, menopausa, uso de pílulas anticoncepcionais ou por fatores hormonais.
O organismo humano é constituído por trilhões de células que se reproduzem pelo processo de divisão celular. Em condições normais, este é um processo ordenado e controlado, responsável pela formação, crescimento e regeneração de tecidos saudáveis do corpo.
Algumas vezes, no entanto, as células perdem a capacidade de limitar e comandar seu próprio crescimento passando, então, a se dividir e se multiplicar muito rapidamente e de maneira aleatória.
Como conseqüência dessa disfunção celular, isto é, desse processo de multiplicação e crescimento desordenado das células, ocorre um desequilíbrio na formação dos tecidos do corpo, no referido local, formando o que se conhece como tumor.
O câncer de mama, muitas vezes, apresenta-se como uma massa dura e irregular que, quando palpada, se diferencia do resto da mama, pela sua consistência.
Em geral, o câncer de mama é classificado em dois tipos mais freqüentes:
1 - Carcinoma
Câncer lobular - começa nos bulbos (pequenos sacos) que produzem o leite;
Câncer dos ductos - forma-se nos ductos que levam o leite dos lóbulos para o mamilo (papila).
2 - Sarcoma
Forma-se nos tecidos conjuntivos.
O câncer de mama pode se espalhar para outras partes do corpo. Por esta razão, é muito importante detectá-lo o quanto antes, principalmente nos estágios iniciais, aumentado assim, as chances de tratamento não agressivo e de cura.
O câncer, assim como outras doenças, freqüentemente, apresentam sintomas que devem ser observados. Por essa razão, pode-se dizer que, de certa forma, o diagnóstico começa com a observação de qualquer alteração no funcionamento geral do organismo.
Aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou embaixo do braço
Mudança no tamanho ou no formado da mama
Alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da auréola
Secreção contínua por um dos ductos
Retração da pele da mama ou do mamilo (papila)
Inchaço significativo ou distorção da pele.
O câncer de mama, quando no início, pode ser tratado antes que se espalhe, quando as chances de cura são maiores, os tratamentos menos agressivos e não mutilantes.
Portanto, ao sentir qualquer alteração em suas mamas, procure seu médico.
É fundamental que o diagnóstico do câncer de mama seja feito mais precocemente possível, pois isto aumenta as chances de cura, evita que o câncer se espalhe para outras partes do corpo, favorecendo o prognóstico, a recuperação e a reabilitação.
Para um diagnóstico precoce do câncer de mama, é necessário que toda mulher:
Faça um auto-exame das mamas mensalmente
Vá ao mastologista uma vez por ano O exame clínico da mama pode confirmar ou esclarecer o seu auto-exame, e o médico especialista em mamas (mastologista) é a pessoa mais indicada para isso.
Para fazer o diagnóstico, o mastologista submeterá você a um cuidadoso exame clínico e fará algumas perguntas sobre seu histórico familiar:
Palpação
Palpando a mama com as mãos, o médico poderá sentir a presença de um nódulo. Neste caso, ele poderá solicitar alguns exames, tais como:
Aspiração
Por meio de uma agulha fina e de uma seringa, o mastologista aspira certa quantidade de líquido ou uma pequena porção do tecido do nódulo para exame microscópico.
Esta técnica esclarecerá se trata de um cisto (preenchido por fluido), que não é câncer, ou de uma massa sólida, que pode ou não ser cancerosa.
Mamografia
É o principal exame das mamas, realizado através de raios X específico para examinar as mamas. Como é muito preciso, permite ao médico saber o tamanho, localização e as características de um nódulo com apenas alguns milímetros, quando ainda não poderia ser sentido na palpação.
Faça uma mamografia de rotina sempre que solicitada pelo seu médico.
Ultrassonografia
Complementa a mamografia e informa se o nódulo é sólido ou contém líquido (cisto).
Biópsia
É a cirurgia para remover parte ou todo o nódulo. O tecido retirado é examinado ao microscópio pelo patologista. Este exame é a única forma segura de saber se o câncer está presente.
São testes de laboratório solicitados pelo médico, caso o câncer seja diagnosticado durante a biópsia. Estes testes revelam se os hormônios estão ou não estimulando o crescimento do tumor.
Com esta informação, o médico pode decidir se é ou não aconselhável a indicação de um tratamento à base de hormônios. Esses testes são feitos no tumor e a amostra é colhida durante a biópsia.
De acordo com estatísticas, de cada cinco tipos de nódulos, quatro não são malignos.
Caso o exame detecte um cisto fluido, este, provavelmente, poderá ser drenado por meio de uma agulha fina de aspiração.
No caso de um tumor benigno, poderá ser removido através de cirurgia, sem qualquer problema posterior ou seqüela estética.
Alguns nódulos podem ser apenas espessamentos de parte da glândula mamária e não requerem qualquer tratamento, mas o médico poderá lhe pedir que o consulte regularmente.
Caso a biópsia detecte um tumor maligno, outros testes de laboratório serão feitos no tecido para que se obtenha mais dados a respeito.
Também serão solicitados exames (raio X, exames de sangue, ultra-som, mapeamento ósseo, provas de função hepática etc.) para verificar se o câncer está presente em outras regiões do corpo.
Todos os testes e exames solicitados pelo médico têm como objetivo avaliar a extensão e o estadio da doença no organismo.
O sistema de estadiamento do câncer de mama leva em conta o tamanho do tumor, o envolvimento de gânglios linfáticos da axila próxima à mama e a presença ou não de metástases a distância.
Estadio I
Quando o tumor tem até 2 cm, sem qualquer evidência de Ter se espalhado pelos gânglios linfáticos próximos.
Estadio II
Inclui tumores de até 2 cm, mas com envolvimento de gânglios linfáticos ou então, um tumor primário de até 5cm, sem mestástases.
Estadio III
Quando o tumor tem mais de 5 cm e há envolvimento dos gânglios linfáticos da axila do lado da mama afetada.
Estadio IV
Quando existem metástases distantes, como no fígado, ossos, pulmão, pele ou outras partes do corpo.
Uma vez identificado o estadio, é possível ao médico planejar o tratamento mais adequado.
Do estagio da Doença
Do tipo de tumor
Do estado geral de saúde da paciente
O mastologista (especialista em mama) é a pessoa mais indicada para avaliar e escolher o tratamento mais adequado ao seu caso.
O câncer de mama pode ser tratado por meio de radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal ou cirurgia.
Dependendo das necessidades de cada paciente, o médico poderá optar por um ou pela combinação de dois ou mais métodos:
Radioterapia
Utiliza raios de alta energia que têm a capacidade de destruir as células cancerosas e impedir que elas se multipliquem. Da mesma forma que a cirurgia, a radioterapia é um tratamento local. A radiação pode ser externa ou interna.
Quimioterapia
É a utilização de drogas que agem na destruição das células malignas. Pode ser aplicada através de injeções intramusculares ou endovenosas ou por via oral.
Hormonioterapia
Tem como finalidade impedir que as células malignas continuem a receber o hormônio que estimula o seu crescimento.
Esse tratamento pode incluir o uso de drogas, que modificam a forma de atuar dos hormônios, ou cirurgia, que remove os ovários - órgãos responsáveis pela produção desses hormônios.
Da mesma maneira que a quimioterapia, a terapia hormonal atua nas células do corpo todo:
Reabilitação
Vem auxiliar os métodos de tratamento para que a paciente tenha melhor qualidade de vida. É feita através da cirurgia plástica de reconstrução e dos serviços paramédicos de auxílio (fisioterapia, psicologia etc.)
Cirurgia
É a conduta mais comum e o principal tratamento local. O tumor da mama será removido, assim como os gânglios linfáticos da axila (esses gânglios filtram a linfa que flui da mama para outras partes do corpo e é através deles que o câncer pode alastrar-se). Existem vários tipos de cirurgia para o câncer da mama, e eles são indicados de acordo com a fase evolutiva do tumor.
Os diferentes tipos de cirurgia usados no tratamento de câncer de mama são:
Tumorectomia - (ou lumpectomia)
É a cirurgia que remove apenas o tumor. Em seguida, aplica-se a terapia por radiação. Às vezes, os gânglios linfáticos das axilas são retirados como medida preventiva. É aplicada em tumores mínimos.
Quadrantectomia - (tratamento que conserva a mama)
É a cirurgia que retira o tumor, uma parte do tecido normal que o envolve e o tecido que recobre o peito abaixo do tumor.
A radioterapia é aplicada após a cirurgia. É indicada no estadio I e II. Deve-se associar a correção plástica das mamas, para evitar assimetrias e cicatrizes desnecessárias.
Mastectomia simples ou total
É a cirurgia que remove apenas a mama. Às vezes, no entanto, os gânglios linfáticos mais próximos também são removidos.
É aplicada em casos de tumor difuso. Pode-se manter a pele da mama, que auxiliará muito a reconstrução plástica.
Mastectomia radical modificada
É a cirurgia que retira a mama, os gânglios linfáticos das axilas e o tecido que reveste os músculos peitorais. Aplicada nos estadios II e III.
Mastectomia radical
É a cirurgia que retira a mama, os músculos do peito, todos os gânglios linfáticos da axila, alguma gordura em excesso e pele.
Este tipo de cirurgia é raramente realizado; é aplicado em tumores maiores, no estadio III.
O período de recuperação das pacientes em tratamentos é muito importante e varia de acordo com as características individuais, a extensão da doença e o tratamento recebido.
A prática de exercícios físicos após a cirurgia ajuda a restabelecer os movimentos e a recuperar a força no braço e no ombro. Auxilia, também, na diminuição da dor e da rigidez nas costas e no pescoço.
Os exercícios são cuidadosamente programados e devem ser iniciados tão logo o médico lhe permita, o que costuma ocorrer um ou dois dias após a operação. Inicialmente, os exercícios são suaves e podem ser feitos na cama.
Gradativamente, passam a ser mais ativos e devem ser incorporados à rotina diária
Após a mastectomia, o uso do sutiã com prótese é aconselhável. A cirurgia plástica de reconstrução pode ser realizada imediata ou posteriormente. Seu médico auxiliará você nessa decisão.
Fonte: www.meaumarci.hpg.ig.com.br