O câncer de ovário é o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado: cerca de 3/4 dos tumores malignos de ovário apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico inicial. É o câncer ginecológico de maior letalidade, embora seja menos freqüente que o câncer de colo do útero. Consulte a publicação Estimativa 2006 Incidência de Câncer no Brasil.
Fatores hormonais, ambientais e genéticos estão relacionados com o aparecimento do câncer de ovário. Cerca de 90% dos cânceres de ovário são esporádicos, isto é, não apresentam fator de risco reconhecido. Cerca de 10% dos cânceres de ovário apresentam um componente genético ou familiar. História familiar é o fator de risco isolado mais importante.
A presença de cistos no ovário, bastante comum entre as mulheres, não deve ser motivo para pânico. O perigo só existe quando eles são maiores que 10cm e possuem áreas sólidas e líquidas. Nesse caso, quando detectado o cisto, a cirurgia é o tratamento indicado.
As mulheres devem estar atentas aos fatores de risco e consultar regularmente o seu médico, principalmente as mulheres acima de 50 anos. O chamado exame preventivo ginecológico (Papanicolaou) não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o câncer do colo do útero.
Diversas modalidades terapêuticas podem ser oferecidas (cirurgia, radioterapia e quimioterapia). A escolha vai depender principalmente do tipo histológico do tumor, do estagiamento clínico e/ou cirúrgico do tumor, da idade e das condições clínicas do paciente e se o tumor é inicial ou recorrente. Se a doença for detectada no início - especialmente nas mulheres mais jovens - é possível remover somente o ovário afetado.
Fonte: www.inca.gov.br

No brasil, corresponde a cerca de 2 a 3% dos cânceres femininos.
É a principal causa de morte entre os tumores malignos do trato genital feminino nos eua, concorrendo para cerca de 15.000 mortes por ano.
Aumento da idade. nuliparidade (nunca ter tido filhos). história familiar para câncer de mama ou de ovário. vida em área industrializada.
Aumento do volume abdominal. raramente, sangramento vaginal anormal. geralmente o tumor permanece assintomático nos seus estágios iniciais.
Exame ginecológico periódico, anual para mulheres com mais de 40 anos. ultra-som pélvico, de preferência transvaginal. testes para um marcador tumoral (antígeno ca 125) em mulheres com suspeita. de qualquer forma, a biópsia é o teste definitivo.
O câncer de ovário se espalha precocemente, por adesão das células malignas na cavidade abdominal (peritôneo). podem aí crescer na superfície do fígado, na gordura que envolve o estômago e os intestinos (omento), nos intestinos, na bexiga e no diafragma. isso pode às vezes causar diminuição da drenagem de líquidos da cavidade abdominal, causando um acúmulo desse líquido, o que é conhecido como ascite. O câncer de ovário também pode se espalhar para linfonodos pélvicos e peri-aórticos.
Remoção cirúrgica de um ou dos dois ovários, do útero e da tuba uterina é o básico. em alguns tumores muito precoces em mulheres jovens, somente o ovário envolvido é removido. radioterapia é comumente utilizada, e pode ser administrada colocando-se um líquido radioativo no abdome. quimioterapia às vezes é utilizada. Para se monitorizar a resposta à terapia, pode-se utilizar as dosagens de ca 125.
Para doença localizada, a sobrevida em cinco anos chega a 90%. entretanto, o mais comum é a doença disseminada, em que a sobrevida em cinco anos varia de 49% (local) a 23% (distante).
Fonte: www.abcdasaude.com.br