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Câncer de Ovário

 

Os ovários constituem órgãos duplos situados na pequena bacia ou pélvis feminina, medindo 3,0 x 2,5 x 2,0 cm aproximadamente cada um.

Apresentam duas funções fundamentais na fase reprodutiva da mulher, isto é, desde a puberdade até a menopausa:

A reprodutiva, eliminando mensalmente pela superfície, um óvulo, cuja função é a fecundação a produção de hormônios femininos que condicionam os caracteres sexuais femininos das mulheres.

Na fase reprodutiva, apresentam cerca de 400 mil folículos primordiais em que 1 é eliminado mensalmente e cerca de 50 tornam-se involutivos, dai serem chamados de "folículos atrésicos". A função endócrina é a produção cíclica de estrogênios, na primeira fase do ciclo, e da progesterona, na segunda fase, estimulando o endométrio, produzindo a menstruação.

No período do climatério, que se inicia aos 35 anos, o ovário começa a declinar a sua função endócrina.

O câncer do ovário constitue uma das clássicas neoplasias ocultas do abdômem. Infelizmente em 70% dos casos é diagnosticado em estado avançado. Esta evidência é corroborada por estar o ovário situado na pequena bacia e os sintomas serem quase sempre tardios.

Os ovários apresentam um grande potencial para formação de tumores benignos e malignos devido à sua complexa embriologia e as diferentes estruturas histológicas que o compõem.

Dai ser o órgão com a maior variedade de tipos tumorais. Neles podem se desenvolver neoplasias primárias ou secundárias, estas oriundas de metástases de outros órgãos. Neoplasias sólidas ou císticas, como também produtoras de incremento hormonal, ditos tumores funcionantes.

Quanto à sua incidência, o câncer do ovário é o terceiro incidente no aparelho genital feminino, e dentre estes, o mais letal. Nos Estados Unidos da América, uma em cada 70 mulheres irá contrair câncer do ovário. Naquele país ocorreram cerca de 22 mil novos casos, em 1994, calculando-se 14.500 óbitos causados pela doença. Esperavam-se para 1995 26 mil novos casos e óbitos em torno de 16 mil.

É uma doença mais freqüente nos países do Norte e Oeste da Europa, sendo que nos países escandinavos a taxa é de 14/100 mil mulheres ao ano.

Nos países mais desenvolvidos é notória a queda da incidência do câncer do colo do útero e o aumento dos cânceres do endométrio e ovário.

No Hospital do Câncer - AC Camargo, ocorreram 400 novos casos de câncer de colo de útero em 1994, ao passo que no mesmo período foram registrados 80 casos de câncer de endométrio e 60 de câncer de ovário, representando 6,6% do total de cânceres incidentes no aparelho genital feminino. Nos serviços de ginecologia geral corresponde a 15% das neoplasias malignas.

O câncer primário do ovário é mais incidente em mulher de nível sócio-econômico médio para alto e ocorre mais freqüentemente em países industrializados. O Japão constitue uma exceção, porém, as japonesas que migraram aos EUA (nisseis e sanseis), começam a apresentar índices elevados.

O câncer do ovário pode ser originado no canal epitelial superficial do órgão, chamado câncer epitelial ou carcinoma, que corresponde a 80% dos tumores. Pode surgir das células germinativas, ao qual denominamos tumores das células germinativas (TCG), mais freqüentes na infância até os 20 anos de idade. Pode advir das células dos cordões sexuais, os chamados tumores funcionantes, mais freqüentes entre os 20 e 40 anos.

Existem outros tipos de tumores, oriundos do tecido de sustentação do órgão, os sarcomas e linfomas. Um último grupo de tumores malignos são os metastáticos, que são células malignas implantadas no ovário devido a um tumor distante, principalmente do aparelho digestivo.

No Departamento de Ginecologia do Hospital do Câncer - AC Camargo da Fundação Antonio Prudente, 78% destes tumores são primários e 22% são metastáticos. Quanto a raça, mostra uma alta incidência nas mulheres brancas, comparando-se à outros grupos étnicos.
Outro fator a ser destacado é a presença de um segundo tumor primário em pacientes com câncer de ovário, correspondendo a 8,5% e cuja concomitância principal é o câncer da mama.

Vários fatores são incriminados por causar o câncer de ovário. A dieta rica em gorduras parece condicionar um aumento da doença. Estudos mostraram um risco relativo maior em pacientes que fazem dieta excessiva de gorduras. Outros estudos mostram que a incidência da doença é maior nas pacientes que nunca engravidaram.

A ocorrência familiar também foi verificada, pois de 1 a 5% dos casos têm herança familiar da doença. Fatores ambientais estariam relacionados também com o câncer do ovário. O uso de talco e asbesto seriam fatores irritativos do peritônio, pois a aplicação na região vulvar destas substâncias pososas seria absorvida caindo na cavidade abdominal. Porém, este fato ainda não foi valorizado com a devida precisão.

Infelizmente a sintomatologia é tardia, pois 90% dos tumores de ovário medem mais que 5 cm ao diagnóstico inicial e toda a massa pélvica em pacientes acima dos 40 anos deve ser bem investigada para afastar a neoplasia maligna. Exceção feita às pacientes jovens em que essas massas são funcionais e não malignas.

Os sintomas mais comuns são dores abdominais mal definidas, desconforto abdominal, anormalidades de digestão não específica, sangramento vaginal, crescimento do abdômem, dispnéia e emagrecimento. Devido aos sintomas serem tardios o câncer do ovário é diagnósticado em 70% das vezes em estadios avançados. O diagnóstico é feito pelas queixas, exame físico geral e exame ginecológico. Este deve ser completo inclusive colhendo-se material para exame da citologia cérvico-vaginal.

Os exames complementares que contribuem para o diagnóstico são: ultrassonografia abdominal e pélvica, incluindo a ultrassonografia transvagina, tomografia computadorizada, raio x de tórax, endoscopia digestiva, alta e baixa (colonoscopia) para diagnóstico do tumor primário ou secundário. A dosagem dos marcadores tumorais constitue método de alta importância tanto no diagnóstico como no seguimento do tratamento das pacientes com câncer de ovário. São substâncias detectadas ao exame de sangue e os principais marcadores são o CA-125 e o CEA para tumores epiteliais e o ßHCG, alfa-fetoproteína (AFP) para o câncer das células germinativas.

O tratamento inicial do câncer do ovário é sempre cirurgico, pois somente através da cirurgia conseguimos o diagnóstico com certeza como também avaliar o estadio. Nos estadios iniciais realizamos biópsias em lugares esparsos do abdômem, retirada do epíplon e linfonodos pélvicos e retroperitoniais.

Muito importante nestas últimas décadas foi o advento da quimioterapia, tanto mono- quanto poliquimioterapia. De uma maneira genérica, utilizamos seis a oito ciclos com drogas associadas, isto é, a poliquimioterapia, que apesar das possíveis reaçõessecundárias trazem resultados mais eficazes.

As principais drogas utilizadas são as derivadas da platina, como a cisplatina e carboplatina e a ciclofosfamida. Ultimamente surgiu o Taxol, droga atualmente sintetizada de grande atuação no câncer do ovário.

Foi o grande avanço para o tratamento do câncer do ovário que trouxe melhoria na qualidade de vida da paciente e sua sobrevida. Tanto é, que nas décadas de 60 a 70 tivemos sobrevida global de 20% em cinco anos, e na última publicação internacional de nossos resultados a cifra foi de 50%.

Para finalizar, queremos reafirmar a necessidade imperiosa do diagnóstico precoce da doença que é a melhor maneira de auferirmos resultados satisfatórios. Assim o exame ginecológico rotineiro se faz necessário pelo menos uma vez por ano, e no climatério a ultrassonografia pélvica transvaginal como rotina.

Na presença de anormalidade nos ovários é necessário a dossagem de marcadores tumorais, principalmente o CA-125. Um dos recentes avanços na ultrassonografia é a utilização do Doppler colorido, que permite uma avaliação mais fidedigna das massas ovarianas. Ao transmitirmos estes preceitos básicos e com esclarecimentos à população em geral, temos a certeza que, não somente, os índices de sobrevida como a qualidade de vida terão um aumento considerável.

Fonte: www.hcanc.org.br

Câncer de Ovário

O câncer de ovário pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas acomete principalmente as mulheres acima de 40 anos de idade.

É a quarta causa de morte por câncer em mulheres, sendo o mais letal dos tumores ginecológicos. Isso deve-se ao fato de que na maioria dos casos o diagnóstico é tardio, já que são tumores de crescimento insidioso com sintomas também tardios.

O quadro clínico é inespecífico, apresentando-se com dor abdominal difusa, constipação, aumento de volume abdominal e dispepsia.

O exame clínico geralmente falha no diagnóstico de tumores pequenos.

As ecografias pélvicas transabdominal e transvaginal permitem o diagnóstico e avaliação desses tumores.

Algumas vezes é necessária a realização de tomografia computadorizada para avaliação mais detalhada do comprometimento de outros órgãos.

Os marcadores tumorais (dosados no sangue) são úteis na detecção precoce do câncer, juntamente com a ecografia e, principalmente, no seguimento das pacientes já tratadas.

O diagnóstico definitivo é por cirurgia, sendo esse também o tratamento: avaliação da cavidade abdominal e retirada de todo tumor visível passível de ressecção cirúrgica.

A extensão da cirurgia depende fundamentalmente do tipo de tumor, da extensão da doença, da idade da paciente e da intenção de preservar sua fertilidade.

A maioria dos casos necessita de complementação terapêutica com quimioterapia. A radioterapia e a hormonioterapia também podem complementar o tratamento.

Fonte: www.ceonc.com.br

Câncer de Ovário

Fatores de Risco

As mulheres que apresentam diagnóstico de câncer de mama ou intestino, ou têm parentes próximos com esses tipos de cânceres são propensas a desenvolver o câncer de ovário.

As mulheres que nunca tiveram filhos também têm mais chances de desenvolver a doença.

Nesse caso, a ovulação é incessante, e portanto a possibilidade de haver problemas no ovário é maior.

Já a gravidez e a menopausa produzem o efeito contrário: reduzem o risco deste tipo de câncer. A amamentação também protege a mulher contra o câncer de ovário.

A presença de cistos no ovário, bastante comum entre as mulheres, não deve ser motivo para pânico. O perigo só existe quando eles são maiores que 10cm e possuem áreas sólidas e líquidas. Nesse caso, quando detectado o cisto, a cirurgia é o tratamento indicado.

Prevenção

As mulheres devem estar atentas aos fatores de risco e submeterem-se depois dos 40 anos de idade a exames pélvicos periódicos e completos (médico e ultra-sonográfico). O chamado exame preventivo não detecta o câncer de ovário, já que é específico para detectar o do colo do útero.

Tratamento

Se a doença for detectada no início - especialmente nas mulheres mais jovens - é possível remover somente o ovário. Normalmente a operação é feita com um corte longitudinal longo.

Os tumores menores são mais fáceis de curar.

Quando o câncer de ovário é diagnosticado no início, quando ainda estiver localizado, o índice de sobrevida é de 90%. Esta taxa, para todos os estágios da doença, cai para 42%, porque somente 23% de todos os casos são detectados na fase inicial.

Fonte: www.ceonc.com.br

Câncer de Ovário

Câncer de Ovário
Ovários

Os ovários fazem parte do órgão reprodutor feminino.

Do tamanho aproximado de uma noz, cada um dos dois ovários situa-se na pélvis (bacia), um do lado esquerdo e o outro do lado direito do útero e desempenham duas funções principais:

1. armazenar os óvulos, liberando um a cada mês, iniciando, assim, um possível processo de fertilização;
2.
produzir hormônios sexuais femininos, como o estrógeno e a progesterona, necessários para o ciclo menstrual.

Como todos os outros órgãos do corpo, os ovários são compostos por células. Normalmente, elas se dividem e se multiplicam de forma ordenada e controlada.

Quando ocorre uma disfunção celular que altera esse processo, é produzido um excesso de tecido que dá origem ao tumor, que pode ser benigno ou maligno.

Os crescimentos benignos que geralmente se desenvolvem nos ovários são os chamados cistos, muito comuns entre as mulheres, que não devem ser motivo para pânico.

Eles podem ser:

Funcionais (desaparecem e reaparecem, por terem ligação direta com o ciclo menstrual).

Permanentes, que podem crescer, mantendo tamanho e forma variados.O perigo só existe quando eles atingem dimensões acima de 5cm e possuem áreas sólidas e líquidas.

Nesses casos, a remoção cirúrgica costuma ser o tratamento indicado. O tumor maligno é câncer e seu crescimento não só comprime, como também invade e destrói os tecidos sadios à sua volta.

Além disso, algumas células cancerosas podem desprender-se do tumor e entrar na corrente sangüínea ou nos vasos linfáticos, alojando-se em outras partes do corpo, dando origem a novos tumores (metástases).

Sinais e sintomas mais freqüentes do câncer de ovário O câncer de ovário é difícil de ser diagnosticado, pois no estágio inicial, raramente apresenta sintomas.

Algumas mulheres queixam-se de desconfortos vagos, difíceis de serem descritos, tais como dor, pressão e sensação de peso na pélvis, dor lombar, náusea, distensão abdominal, prisão de ventre e flatulência (gases). Pode ocorrer, também, sangramento uterino anormal.

Fatores de Risco

Mulheres que apresentam diagnóstico de câncer de mama ou intestino grosso, ou que têm parentes próximos com esses tipos de câncer são mais propensas à ocorrência de câncer de ovário.

Mulheres que nunca tiveram filhos também têm mais chances de desenvolver a doença.

Por outro lado, a gravidez e a menopausa produzem o efeito contrário: reduzem o risco de câncer de ovário. A amamentação também é considerada como fator de proteção contra este tipo de câncer.

Prevenção

Toda mulher acima de 40 anos de idade deve ficar atenta aos fatores de risco e submeter-se a exames pélvicos periódicos e completos.

Como é feito o diagnóstico

Para determinar a razão de seus sintomas, o médico fará um exame clínico, seguido de um ginecológico, para examinar o útero, aparelho sexual feminino, trompas, ovários, bexiga e reto. Através do toque, ele poderá detectar uma eventual anormalidade no tamanho ou formato destes órgãos.

Para complementar, o médico solicitará alguns exames, tais como ultra-som abdominal, tomografia computadorizada, radiografia do tórax e testes laboratoriais específicos. Com os resultados em mão, ele poderá fazer o diagnóstico e indicar o tratamento que julgar mais adequado para o seu caso.

Tratamento

O tratamento depende do histórico médico da paciente, da sua idade, do seu estado geral de saúde e do estadiamento da doença. Se a doença for detectada no início - especialmente em mulheres jovens - é possível remover somente o ovário acometido.

Geralmente a operação é feita com um corte longitudinal e o estadiamento é feito durante o procedimento cirúrgico, podendo ser classificado em 4 estadios:

Estadio I - o câncer está limitado a um ou ambos os ovários;
Estadio II -
o câncer está presente em um ou nos dois ovários, no útero, trompas ou outras estruturas localizadas na pélvis;
Estadio III -
o câncer espalhou-se para gânglios linfáticos do abdômen ou para a superfície de órgãos abdominais, como fígado ou intestino;
Estadio IV -
o câncer espalhou-se para além do abdômen ou invadiu o fígado.

As principais formas de tratamento são cirurgia e quimioterapia. A radioterapia poderá ser eventualmente recomendada, podendo ser administrada separadamente ou de forma conjunta, dependendo de cada caso.

Quimioterapia

A quimioterapia é conhecida como tratamento sistêmico, pois a medicação é levada para o corpo todo, através da circulação sangüínea. Para o câncer de ovário costuma-se fazer a combinação de várias drogas, que podem ser administradas em comprimidos ou via intravenosa.

Há uma outra forma de quimioterapia, chamada intraperitonial, em que a medicação é injetada diretamente na cavidade abdominal através de um cateter.

Radioterapia

O tratamento radioterápico para o câncer de ovário costuma ser feito em sessões de radiação diretamente sobre o tumor, com a finalidade de diminuir seu tamanho. É utilizada com pouca freqüência e em casos selecionados.

Fonte: www.abcancer.org.br

Câncer de Ovário

A diferença de outras neoplasias do trato genital feminino – como o câncer de colo uterino - o câncer de ovário resulta um desafio pela dificuldade de se fazer um diagnóstico precoce.

A localização do ovário dificulta a avaliação de sintomas de doenças associadas a esta glândula; por outro lado muitos dos sintomas têm características pouco específicas e nem sempre levantam a suspeita de câncer.

Não existem métodos satisfatórios para detectar o câncer de ovário em estágios iniciais. Os meios habitualmente utilizados na investigação inicial desta doença incluem, além do exame clínico, a dosagem sérica de CA-125 e o exame de imagem (desde ecografia trans-vaginal, tomografia computadorizada até ressonância magnética).

O Ca-125 funciona como marcador tumoral; infelizmente ele não é específico do câncer de ovário pois também pode estar elevado em pessoas com doenças benignas e também em alguns outros tipos de câncer (mama e intestino grosso por exemplo). Isto nos impede de assumir uma conduta eficaz para rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de ovário.

Esta doença tem uma relação com a atividade hormonal feminina; em outras palavras, há uma relação entre o câncer de ovário e o período da vida da mulher em que os ovários estão ativos e desempenhando as suas funções de produção de hormônios e ovulação.

Assim, mulheres que nunca tiveram filhos ou nunca amamentaram e mulheres com menopausa tardia podem ter maior risco de desenvolver este tumor. Há também um risco maior em mulheres com diagnóstico prévio de câncer de intestino ou de mama, e também em aquelas com parentes diretos que tenham este tipo de diagnóstico.

Na maioria das vezes observamos os casos em mulheres na pós – menopausa, por volta dos 60 anos, com sintomas inespecíficos como dor ou desconforto abdominal, aumento do volume do abdome que muitas vezes passam despercebidos se o médico consultado não tiver em mente a possibilidade de se tratar de câncer.

Esse nível de suspeita normalmente é mais elevado em médicos com maior experiência nesta área como oncologistas ou ginecologistas ou cirurgiões oncológicos.

Se a avaliação inicial com o exame clínico, a dosagem de CA-125 e o exame de imagem sugere o diagnóstico de câncer a paciente deverá se submeter a cirurgia para confirmação diagnóstica e ao mesmo tempo para avaliar a extensão da doença.

A cirurgia é a parte mais importante do tratamento, tanto nos casos iniciais, como nos casos avançados, inclusive nos tumores metastáticos porque se sabe que a ressecção do maior volume de doença possível incluindo as metástases tem relação direta com o sucesso do tratamento. A quimioterapia tem um papel fundamental no tratamento da maioria dos tumores malignos de ovário.

Na maioria das vezes ela é feita após a cirurgia, mas também pode ser feita antes da cirurgia em mulheres com tumores mais avançados com o intuito diminuir o volume da doença e facilitar a cirurgia.

Após completada a fase de tramamento, a dosagem de CA-125 assume um papel importante no seguimento das pacientes. Nos casos em que a doença retorna ela costuma elevar-se precocecmente, as vezes mesmo sem haver nenhum sinal clínico de recidiva.

É importante levar em consideração que o CA-125 não é um exame específico de câncer de ovário e que a sua elevação pode ser atribuída a outras situações também.

Na atualidade o maior problema em relação a esta doença é a dificuldade do diagnóstico precoce. Em alguns casos e de acordo à disponibilidade de determinados testes, mulheres com perfil de risco podem se submeter a análises por exemplo das características genéticas à procura de alterações que possam predispor ao surgimento de câncer de ovário.

Neste caso este grupo de mulheres seria objeto de maiores cuidados, sendo submetidas a exames e acompanhamento com maior freqüência e atenção.

Fonte: www.clinionco.com.br

Câncer de Ovário

O que é

O câncer de ovário (carcinoma de ovário) ocorre mais freqüentemente em mulheres com 50 a 70 anos de idade e aproximadamente 1 em cada 70 mulheres acaba apresentando este câncer.

Trata-se do terceiro câncer mais comum do sistema reprodutivo feminino, mas a quantidade de mulheres que morrem devido a este tipo de câncer é maior que a de qualquer outro câncer do sistema reprodutivo feminino.

Os ovários contêm diversos tipos de células, cada uma podendo dar origem a um tipo diferente de câncer. Foram identificados pelo menos 10 tipos diferentes de câncer de ovário.

O tratamento e as perspectivas de recuperação variam de acordo com o tipo. As células ovarianas cancerosas podem disseminar- se diretamente para a área circunvizinha e para outras partes da pelve e do abdômen através do sistema linfático.

As células cancerosas também podem disseminar-se através da corrente sangüínea, surgindo finalmente em locais distantes do corpo, sobretudo o fígado e os pulmões.

Sintomas e Diagnóstico

Um câncer de ovário pode atingir um tamanho considerável antes de produzir sintomas. O primeiro sintoma pode ser um leve desconforto na região abdominal inferior, semelhante a uma indigestão.

O sangramento uterino não é um sintoma comum. O aumento dos ovários em uma mulher na pós-menopausa pode ser um sinal precoce de um câncer de ovário, embora ele possa ser causado por cistos, tumores benignos e outros distúrbios.

Pode ocorrer acúmulo de líquido no interior da cavidade abdominal. Finalmente, pode ocorrer distensão abdominal em decorrência do aumento dos ovários e do acúmulo de líquido.

Neste estágio, a mulher pode apresentar dor pélvica, anemia e perda de peso. Raramente, os cânceres de ovário secretam hormônios que acarretam o crescimento excessivo do endométrio (revestimento uterino), ginecomastia (aumento das mamas) e hirsutismo (aumento da pilificação).

O diagnóstico do câncer de ovário em seus primeiros estágios é difícil, pois os sintomas geralmente ocorrem somente quando o câncer disseminouse além dos ovários e porque muitas outras doenças menos graves produzem sintomas parecidos.

Quando existe suspeita de um câncer de ovário, uma ultra-sonografia ou uma tomografia computadorizada (TC) é necessária para a obtenção de maiores informações sobre o ovário aumentado de tamanho.

Algumas vezes, os ovários são visualizados diretamente com o auxílio de um laparoscópio (um pequeno tubo de visualização que é inserido através de diminuta incisão na parede abdominal).

Quando os resultados dos exames sugerem um cisto não canceroso, o médico pode solicitar à paciente que ela retorne para a realização de exames pélvicos periódicos enquanto o cisto existir.

No entanto, quando os resultados dos exames são inconclusivos e houver suspeita de um câncer de ovário, uma cirurgia abdominal é realizada para se estabelecer o diagnóstico e para se determinar a extensão da disseminação (estadiamento) e como tratá-lo.

Quando houver acúmulo de líquido no interior da cavidade abdominal, ele pode ser aspirado através de uma agulha e examinado para se verificar a presença de células cancerosas.

Tratamento

O câncer de ovário é tratado cirurgicamente. A magnitude da cirurgia depende do tipo específico do câncer e de seu estágio.

Quando o câncer não se disseminou além do ovário, é possível a remoção apenas do ovário afetado e da tuba uterina correspondente.

Quando houve disseminação do câncer além do ovário, ambos os ovários e o útero, assim como linfonodos e estruturas adjacentes selecionados através dos quais o câncer geralmente dissemina-se, devem ser removidos.

Após a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia podem ser utilizadas para destruir qualquer área pequena de câncer que possa ter restado.

O câncer de ovário que já se disseminou (produziu metástases) além do ovário é difícil de ser curado. Cinco anos após o diagnóstico, a taxa de sobrevida das mulheres que apresentam os tipos mais comuns de câncer de ovário varia de 15 a 85%.

A ampla variação da taxa de sobrevida reflete as diferenças da agressividade de determinados cânceres e das respostas imunes contra o câncer de cada mulher.

Fonte: www.msd-brazil.com

Câncer de Ovário

Câncer de Ovário
Úteros, tuba uterina e ovários

Os ovários são os órgãos reprodutivos femininos. Localizam-se na pelve da mulher, junto do útero e das tubas uterinas. São nos ovários que estão armazenados os óvulos, que são libertados a cada ciclo menstrual.

Os tumores ovarianos são classificados da seguinte forma, dependendo da célula que deu origem ao câncer:

Epiteliais (a grande maioria - cerca de 85% a 90%)

Estroma / cordão sexual (de 5% a 10%)

Células germinativas (menos de 5%)

Incidência e mortalidade

Os dados divulgados pelo INCA não nos permitem saber a exata situação da epidemiologia do câncer de ovário. O INCA coloca as neoplasias malignas de ovário entre as de baixa incidência, ficando abaixo do 11º lugar em incidência nas mulheres. Estima-se que no Brasil, corresponde a cerca de 2 a 3% dos cânceres femininos.

A mortalidade decorrente desta neoplasia é alta. Apesar de não ser um tipo de neoplasia feminina comum, o câncer de ovário é uma das principais causas de morte, dentre os tumores ginecológicos.

Mortalidade

É a principal causa de morte entre os tumores malignos do trato genital feminino nos eua, concorrendo para cerca de 15.000 mortes por ano.

Fatores de Risco

Considera-se que aproximadamente 10% dos tumores epiteliais de ovário tenham caráter hereditário. A mutação nos genes supressores tumorais BRCA1 e BRCA2 é a causa genética mais conhecida hoje.

Além dessas mutações específicas, os fatores de risco mais conhecidos hoje são:

História familiar. A presença de um ou mais parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama ou ovário.

Outra neoplasia. História pessoal de câncer de colon, endométrio ou mama.

Infertilidade. Ou mesmo a utilização de medicamentos para estimular a fertilidade.

Nuliparidade. O fato de manter a ovulação continuamente, sem nenhuma gravidez, também aumenta o risco.

Sinais de Alerta

O diagnóstico do câncer de ovário raramente se dá nos estágios iniciais. Isto porque esta doença geralmente é silenciosa, e não causa sintomas quando no seu princípio. Sinais e sintomas como dor, aumento do volume abdominal, sensação de 'pressão' na pelve, emagrecimento e mais raramente sangramento vaginal anormal podem indicar a presença de doença avançada. Estes sintomas podem ser causados pelo câncer de ovário ou inúmeras outras doenças. É importante o controle desses sinais com um ginecologista, ou clínico geral.

Diagnóstico Precoce

Exame ginecológico periódico, anual para mulheres com mais de 40 anos. ultra-som pélvico, de preferência transvaginal. testes para um marcador tumoral (antígeno ca 125) em mulheres com suspeita. de qualquer forma, a biópsia é o teste definitivo.

Como em outros tumores, é dificultado pela ocorrência já tardia dos sintomas. Nas melhores séries, apenas 30% são descobertos em fase inicial (estágios I e II).

É recomendado exame ginecológico periódico, anual para mulheres com mais de 40 anos. Para mulheres com risco mais alto pode ser recomendado ultra-som pélvico, de preferência transvaginal. Exames hematológicos em geral não são muito úteis, a não ser a dosagem do marcador tumoral (antígeno CA125), em mulheres com suspeita. É importante saber, noentanto, que mesmo doenças benignas podem causar elevação do CA125.

Como se espalha

O câncer de ovário se espalha precocemente, por adesão das células malignas na cavidade abdominal (peritôneo). podem aí crescer na superfície do fígado, na gordura que envolve o estômago e os intestinos (omento), nos intestinos, na bexiga e no diafragma. isso pode às vezes causar diminuição da drenagem de líquidos da cavidade abdominal, causando um acúmulo desse líquido, o que é conhecido como ascite. O câncer de ovário também pode se espalhar para linfonodos pélvicos e peri-aórticos.

Estadiamento

Com o diagnóstico de câncer firmado, é necessário avaliar em que estágio se encontra a doença. O estadiamento é feito para ver se o câncer se espalhou, e se isto ocorreu, para onde. Saber do estádio da doença ajuda o planejamento do tratamento.

Alguns exames utilizados para estadiamento incluem:

Ultra-som de abdome e pelve, preferencialmente complementado pela avaliação transvaginal
Tomografia computadorizada ou Ressonância nuclear magnética
Raio X do tórax
Laparoscopia, mais raramente

Tratamento

O tratamento depende de vários fatores incluindo o tipo de tumor, a extensão da doença e o estado geral da paciente. Aqui são citados os tratamentos mais comuns no tratamento dos tumores epiteliais.

Cirurgia: É a principal modalidade cirúrgica, mesmo em estágios mais avançados. Apenas quando há metástases em outros órgãos distantes a cirurgia pode ser discutível. A cirurgia radical, com retirada dos ovários, tubas uterinas, útero e estruturas periféricas é a mais recomendada. Deve envolver a retirada do maior volume tumoral possível.

Quimioterapia: é o uso de medicamentos para matar as células tumorais. Mesmo se o tumor foi completamente removido, algumas células tumorais podem ter permanecido em áreas próximas ou mesmo já terem caído na circulação sanguínea. A quimioterapia também pode ser usada para controlar o crescimento do tumor ou para aliviar os sintomas. Às vezes a quimioterapia pode ser utilizada para diminuição do tamanho do tumor, para posterior remoção cirúrgica.

Sobrevivência

Para doença localizada, a sobrevida em cinco anos chega a 90%. entretanto, o mais comum é a doença disseminada, em que a sobrevida em cinco anos varia de 49% (local) a 23% (distante).

Perguntas que podem ser feitas ao médico

Qual é o tipo celular, grau e estágio do meu câncer?

Minha cirurgia pode ser feita laparoscopicamente?

Quanto do câncer sobrou, após a cirurgia?

Qual é o benefício de uma possível segunda cirurgia (second look)?

Eu vou ter que fazer ainda outro tratamento após a cirurgia? Por quê?

Fonte: andre.sasse.com

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