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Câncer de Pâncreas

 

O pâncreas é um órgão localizado no abdomen superior encontrando-se em íntima relação topográfica com estômago, intestino, fígado e baço.

Anatomicamente é dividido em três partes: cabeça que é a porção mais volumosa estando em contato com o duodeno; corpo que é a porção intermediária e cauda que é sua porção final encontrando-se próxima ao baço.

O pâncreas é uma glândula e possui duas funções principais. É um órgão de secreção exócrina produzindo o suco pancreático e também tem função endócrina produzindo hormônios como a insulina.

Câncer de Pâncreas
Pâncreas

O suco pancreático é rico em proteínas chamadas enzimas que são essenciais no processo de digestão. O pâncreas libera essa secreção através de um sistema de ductos no interior do órgão.

O ducto pancreático principal se une com o ducto biliar comum, originário do fígado, desembocando em um pequeno orifício no duodeno (1ª porção do intestino delgado) e misturando assim sua secreção ao bolo alimentar.

Os hormônios pancreáticos são secretados diretamente no sangue. Os principais são a insulina e o glucagon. Suas funções são o controle do nível de glicose no sangue e o uso ou armazenamento das reservas energéticas pelo organismo.

Câncer do Pâncreas

Anualmente aproximadamente 26.000 pessoas, nos Estados Unidos, são diagnosticadas como portadoras de câncer de pâncreas. Alguns tipos diferentes de câncer podem se desenvolver no pâncreas.

A absoluta maioria, no entanto, origina-se nos ductos que transportam o suco pancreático, sendo estes tumores conhecidos como adenocarcinomas. Um outro tipo mais raro de câncer de pancreas é aquele que tem origem nas chamadas ilhotas pancreáticas, que são células produtoras de hormônios como a insulina.

Conseqüente a um progressivo crescimento, os tumores do pâncreas tendem a invadir e infiltrar estruturas adjacentes como o estômago ou duodeno. Células tumorais podem também desprender-se do tumor através da circulação sangüínea ou do sistema linfático.

Quando isso ocorre freqüentemente formam-se novos tumores nos nódulos linfáticos próximos bem como em órgãos à distância. Caracteriza-se, assim, a doença metastática. Os órgãos mais freqüentemente envolvidos são o fígado, os pulmões e, algumas vezes, os ossos.

Causas

Existe um contínuo esforço na tentativa de descobrir possíveis causas para o desenvolvimento do câncer de pâncreas pois esta é a única maneira de se estabelecerem políticas de prevenção da doença. No momento não se sabe o que exatamente causa o câncer de pâncreas, não se conseguindo explicar por que certas pessoas desenvolvem a doença e outras não.

O que realmente se sabe é que existem fatores de risco que aumentam a chance de uma pessoa adquirir a doença. Como a maior parte das outras neoplasias, o risco de câncer de pâncreas aumenta conforme a idade. A média de idade ao diagnóstico é por volta dos 70 anos, raramente ocorrendo antes dos 40 anos.

Estudos demonstram que o tabagismo é também um importante fator de risco. O câncer de pâncreas é duas a três vezes mais freqüente entre os fumantes. Parar de fumar reduz o risco de tumor de pâncreas bem como o de várias outras neoplasias. Diabetes também é um fator de risco. Portadores da doença têm câncer de pâncreas aproximadamente duas vezes mais que pessoas não diabéticas.

Alguns estudos sugerem que a dieta é fator de risco. Demonstrou-se que o risco de câncer de pâncreas foi maior entre os que tinham dietas ricas em gorduras e pobres em frutas e vegetais. No entanto a ligação entre dieta e câncer de pâncreas permanece em investigação.

Sintomas

O câncer de pâncreas é conhecido como uma doença silenciosa porque raramente causa sintomas precocemente. Muitas vezes, quando os sintomas aparecem, são vagos e inespecíficos sendo freqüentemente ignorados. Por essa razão é difícil o diagnóstico precoce desses tumores. Via de regra, ao diagnóstico, já se encontram extensões extra pancreáticas da doença.

A sintomatologia depende da localização e tamanho do tumor. Se o tumor encontra-se na cabeça do pâncreas pode bloquear o ducto biliar comum impedindo a bile de passar para o intestino. A pele e os olhos assumem uma coloração amarelada, a urina torna-se escura e as fezes claras. Essa condição é chamada de icterícia.

Com o crescimento do tumor, freqüentemente surge quadro de dor, de variável intensidade, no abdomen superior que, algumas vezes, irradia-se para o dorso. A dor pode piorar após alimentação ou ao deitar (decúbito dorsal). O câncer de pâncreas também pode ocasionar náuseas, inapetência, perda de peso e fraqueza.

Nos tumores de ilhotas pancreáticas os sintomas estão relacionados à maior produção dos hormônios pancreáticos causando, por exemplo, sintomas de hiper ou hipoglicemias severas.

Diagnóstico

Após suspeita clínica os métodos mais freqüentemente usados para o diagnóstico de tumores pancreáticos são métodos que produzem imagens do pâncreas e do tecido circundante.

Eles incluem:

Ultrasonografia abdominal

Método bastante utilizado. Geralmente é o primeiro exame solicitado na investigação diagnóstica. Pode fornecer importantes informações porém é um exame com limitações necessitando ser complementado pela tomografia ou ressonância.

Tomografia computadorizada

Exame de grande importância diagnóstica. Produz imagens detalhadas dos órgãos intra abdominais. Fornece dados importantes para o estadiamento e planejamento terapêutico desses tumores.

Ressonância nuclear magnética

Tem mais recurso que a tomografia podendo nos dar informações mais detalhadas sobre os vasos sanguíneos (angioressonância) ou ductos biliares (colangioressonância).

A biópsia do tumor é o único método que garante um diagnóstico definitivo. Pode ser feita via percutânea, guiada por tomografia ou através de uma cirurgia, pela via aberta ou laparoscópica.

A indicação de biópsia pancreática, no entanto, é controversa pois o método não é isento de riscos e complicações como a pancreatite aguda. Além disso apresenta considerável índice de falso negatividade visto que é freqüente a coexistência de áreas de pancreatite crônica no pâncreas tumoral. Algumas vezes, para um diagnóstico definitivo, é necessária uma laparotomia para proceder-se um exame direto dos órgãos intracavitários. Se um tumor é encontrado realiza-se o tratamento cirúrgico indicado.

Tratamento

O câncer de pâncreas é uma doença de difícil controle. A doença pode ser curada somente se diagnosticada em fase precoce. No entanto, mesmo em fases mais avançadas, o tratamento adequado promove considerável melhora na qualidade de vida dos pacientes através do controle dos sintomas e complicações da doença.

É essencial que o tratamento do câncer de pâncreas seja conduzido por uma equipe médica multidisciplinar que inclui cirurgiões, oncologistas clínicos, radioterapeutas, endocrinologistas dentre outros especialistas.

A escolha do tratamento depende do tipo de câncer, da localização e tamanho do tumor, da extensão (estadiamento) da doença, idade e condição clínica do paciente. Tumores que se originam nos ductos pancreáticos podem ser tratados por cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou com a combinação destes métodos, de acordo com a situação clínica. Tumores das ilhotas pancreáticas podem ser tratados por cirurgia ou quimioterapia.

Modalidades de Tratamento

Cirurgias

A modalidade do tratamento cirúrgico indicada depende fundamentalmente do tipo de câncer pancreático, da localização anatômica do tumor no pâncreas, dos sintomas do paciente e da presença de envolvimento de órgãos adjacentes ou à distância. É o único método, no momento, que pode oferecer a possibilidade de cura para portadores de câncer de pâncreas.

Quando o tumor é passível de remoção completa, o tratamento cirúrgico objetiva a ressecção de parte do pâncreas e algumas estruturas adjacentes.

Se o tumor localiza-se na porção cefálica do órgão realiza-se um procedimento de grande porte denominado gastroduodenopancreatectomia (Cirurgia de Whipple). Nesta operação, o cirurgião retira a cabeça do pâncreas, o duodeno, parte do estômago e do ducto biliar, vesícula biliar e mais algumas estruturas vizinhas.

Poucos centros no mundo estão aptos a proceder este tipo de cirurgia com taxas de complicações aceitáveis. Se o tumor localiza-se no corpo ou cauda do pâncreas realiza-se a chamada pancreatectomia corpo-caudal. Neste procedimento preserva-se a cabeça do pâncreas porém freqüentemente retira-se o baço por este estar em íntimo contato com a cauda pancreática.

Algumas vezes o tumor não é passível de remoção completa. Mesmo nesta situação, o tratamento cirúrgico freqüentemente está indicado com finalidade paliativa.

O tumor pode impedir a alimentação bloqueando a passagem do bolo alimentar pelo duodeno. Pode também causar icterícia (coloração amarelada de pele e mucosas) por bloquear a passagem de bile pelo ducto hepático.

Para aliviar estes sintomas, o cirurgião cria um desvio comunicando o ducto biliar e estômago obstruídos ao intestino após a obstrução. Durante a cirurgia pode-se também realizar a alcoolização do plexo celíaco. O procedimento consiste na injeção de álcool nos nervos responsáveis pela transmissão da dor originária no pâncreas. Isto interrompe a condução nervosa sendo bastante eficaz no controle álgico.

Radioterapia

É utilizada, como a cirurgia, para o controle local do tumor, afetando as células cancerosas somente na área irradiada. A radioterapia pode ser usada tanto antes da cirurgia, com o objetivo de diminuir o tumor facilitando, assim, sua remoção como depois da cirurgia para destruir células cancerosas que possam permanecer na área operada.

O tratamento radioterápico pode ser feito também exclusivo ou em combinação com a quimioterapia com finalidade paliativa se o tumor não for passível de ressecção cirúrgica.

A radioterapia é, usualmente, realizada ambulatorialmente durando algumas semanas.

Quimioterapia

Utiliza medicações capazes de destruir células cancerosas. As drogas são geralmente dadas por via intravenosa. Pode-se utilizar uma única droga ou uma combinação delas. Diferentemente da cirurgia ou radioterapia, a quimioterapia é um tratamento sistêmico sendo as drogas transportadas na corrente sanguínea e estando aptas a atuar em qualquer sítio tumoral estando a célula cancerosa próxima ou à distância do tumor original.

Após a cirurgia, a quimioterapia algumas vezes é utilizada para ajudar no controle do crescimento de células tumorais que possam ter permanecido no organismo.

O tratamento quimioterápico pode ser realizado também de forma exclusiva ou associada à radioterapia com finalidade paliativa.

Fonte: www.hcanc.org.br

Câncer de Pâncreas

ORIGEM DO CÂNCER DE PÂNCREAS

A maioria dos cânceres pancreáticos tem origem nos ductos pancreáticos (90%), sendo principalmente adenocarcinomas (80%). Os cistoadenocarcinomas em geral se apresentam como grandes massas e têm um prognóstico melhor em comparação com o do adenocarcinoma.

A história natural do câncer pancreático é evoluir com metástases linfonodais na maioria dos casos, além de comprometer o fígado (80% dos casos), o peritônio (60%), os pulmões e pleura (50% a 70%) e a supra-renal (25%).

Conduta diagnóstica

Os sintomas iniciais são vagos, predominando perda de peso e dor abdominal não-característica. O aparecimento de diabetes melito num paciente não-obeso com mais de 40 anos deve ser investigado.

A história de diabetes, por outro lado, aumenta o risco de câncer do pâncreas em seis vezes. Pancreatite crônica aumenta o risco de câncer em mais de dez vezes.

Os cânceres localizados na cabeça ocorrem com maior freqüência (70% dos casos). O diagnóstico é mais precoce se comparado com o dos cânceres do corpo ou cauda, em função do aparecimento de icterícia.

A US abdominal é o exame inicial na avaliação de um paciente com suspeita de icterícia obstrutiva, porém, atualmente, não deve ser utilizada de modo isolado no estadiamento préoperatório, por ter limitações na resolução de imagem e ser operador-dependente.

Os protocolos de TC que utilizam a infusão de contraste venoso, cortes finos e rápidos podem detectar lesões iniciais. A colangiografia por ressonância magnética nuclear e a angiotomografia computadorizada permitem substituir com vantagem a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) e a arteriografia abdominal. A dosagem do Ca 19-9 e do CEA, quando positiva, tem um alto valor positivo preditivo. Valores normais, no entanto, não excluem câncer.

Além da avaliação clínica completa e de exames de rotina, devem-se avaliar a função hepática e a coagulação. A utilização precoce de vitamina K nos pacientes ictéricos é recomendada para normalizar a atividade da protrombina. A necessidade de correção das alterações de coagulação com plasma fala a favor de disfunção hepática grave, principalmente em pacientes com história de alcoolismo.

A endoscopia digestiva alta é obrigatória. O duodeno freqüentemente apresenta-se abaulado ou mesmo com um aspecto infiltrativo da mucosa. Lesões associadas devem ser descartadas, assim como o diagnóstico diferencial com doença péptica. A presença de varizes de esôfago nos cânceres de cauda de pâncreas pode ser decorrente de obstrução segmentar da veia esplênica, mas o paciente ainda pode ser candidato à ressecção. Nas lesões cefálicas, este achado representa critério de irressecabilidade na imensa maioria das vezes.

A US endoscópica é um método que permite uma boa avaliação da região: grau de invasão regional (duodeno, pâncreas e sistema porta-mesentérico) e o aspecto dos linfonodos. Nos cânceres da papila duodenal, não-pancreáticos, alguns centros têm utilizado este novo método como mais uma ferramenta para selecionar pacientes para cirurgia conservadora (ressecção da papila e reimplante do colédoco e do Wirsung ao duodeno) em cânceres da ampola de Vater bem diferenciados e sem comprometimento linfonodal. Poucos centros em nosso meio têm experiência com a US endoscópica.

A tendência atual de os pacientes com icterícia obstrutiva tumoral serem manuseados, de um modo indiscriminado, através de CPRE e colocação de próteses deve ser discutida. A via biliar obstruída por câncer, após o manuseio endoscópico, fica contaminada em 100% dos casos.

Bactérias patogênicas, além da intensa reação inflamatória pericoledociana resultante da colocação de próteses e cateteres, são responsáveis por um índice maior de complicações operatórias em comparação com pacientes que não sofreram manuseio da via biliar. É freqüente colangite ou mesmo pancreatite após uma CPRE que necessite de manipulação demorada até se conseguir colocar uma prótese.

A diminuição do valor da bilirrubina sérica não ocorre na mesma proporção da melhora do funcionamento hepático global. Exceto em pacientes com falência hepática ou na total possibilidade de cirurgia, mesmo que paliativa, não recomendamos CPRE diagnóstica ou terapêutica.

A avaliação de metástases hepáticas e peritoneais é importante, pois a maioria destes pacientes tem uma sobrevida curta, e a colocação de prótese passa a ser uma alternativa. A biópsia percutânea só deve ser realizada em pacientes não-candidatos a tratamento cirúrgico e nos quais há necessidade de confirmação citológica para tratamento clínico.

Tratamento

Tratamento cirúrgico

A ressecção pancreática com margem de segurança é o melhor tratamento.

Os trabalhos de Crile e Shapiro, na década de 70, que demonstravam a superioridade das derivações sobre a ressecção, não representam mais o consenso que perdurou por anos. Houve grandes progressos em várias áreas da medicina, que permitem uma ressecção pancreática mais segura.

As próprias técnicas cirúrgica e anestésica sofreram grandes modificações. A utilização de sutura mecânica, além de ter auxiliado na diminuição do tempo cirúrgico, contribuiu para evitar a contaminação.

Pacientes com massa na cabeça do pâncreas devem ser abordados com critério. A duodenopancreatectomia (DP) por pancreatite é uma conduta aceita caso o cirurgião tenha experiência com a cirurgia. As dificuldades técnicas são maiores principalmente no tempo de liberação do processo uncinato. Por outro lado, a maioria dos pacientes com câncer da cabeça do pâncreas apresenta algum grau de pancreatite ao redor do tumor.

Nos pacientes com adenocarcinoma de pâncreas, a DP está contra-indicada nos casos de doença metastática peritoneal ou hepática. O comprometimento de linfonodos não é contra-indicação à ressecção, pois a sobrevida e a qualidade da paliação são mais bem comparadas às derivações biliar e gástrica.

A invasão vascular completa é um fator de mau prognóstico e pode ser prevista pré-operatoriamente com uma angiotomografia computadorizada ou uma angiorressonância nuclear magnética. Nos casos em que há invasão localizada, a cirurgia radical pode ser realizada ainda com o intuito curativo, segundo alguns autores.

Na maioria das vezes a veia porta e a veia mesentérica superior estão livres em sua porção anterior, porém pode existir invasão na sua face posterior, que fica em contato com o processo uncinato. A seção pancreática ao nível de seu istmo (colo), sem a completa liberação do processo uncinato dos vasos mesentéricos, pode levar a sangramento de difícil controle. Isto pode ocorrer quando existe uma maior aderência do tecido peripancreático aos vasos ou mesmo invasão tumoral.

Em alguns casos, o processo uncinato está bem à esquerda dos vasos, e deve ser totalmente dissecado do mesentério e da parte posterior do istmo pancreático, de modo a retornar à situação embrionária antes da fusão dos brotos pancreáticos.

Por este motivo, antes de seccionar o istmo do pâncreas, abordamos de rotina os vasos mesentéricos pela esquerda. A dissecção começa com a seção do ligamento de Treitz, a mobilização da quarta porção duodenal e a dobra da raiz do mesentério junto à face anterior pancreática e primeira alça jejunal, seguida da exposição da aorta e a origem da artéria mesentérica superior.

O plano de dissecção é na adventícia dos vasos. Deste modo é possível se ter um controle dos ramos duodenopancreáticos inferiores. Havendo invasão vascular, com o amplo controle obtido desta forma, é possível a ressecção vascular apenas da área comprometida com campleamento seletivo.

A reconstrução digestiva que realizamos é com uma única alça. A primeira anastomose é a pancreatojejunostomia término-lateral em dois planos separados com fio inabsorvível 4-0. A mobilização do coto pancreático deve ser realizada pelo menos por 2cm da veia esplênica, de modo a permitir um envelopamento lateral do jejuno ao pâncreas. A face posterior da anastomose envolve a seromuscular jejunal e a face posterior do pâncreas, com os pontos englobando 0,5cm dos órgãos.

Um segundo plano com fio absorvível 4 ou 5-0 incluirá a mucosa jejunal aberta o suficiente para ser anastomosada ao canal pancreático principal. A face anterior da anastomose pancreatojejunal é realizada da mesma forma, assegurando-se uma invaginação de 0,5 a 1cm do coto pancreático ao jejuno. A segunda anastomose é a colédoco ou hepatojejunal, também término-lateral.

Esta anastomose deve ficar a pelo menos uns 10cm da anastomose pancreática. Não deixamos dreno para moldar estas anastomoses. A alça jejunal utilizada deve ser passada através de uma brecha realizada no mesocolo transverso, sendo fixada com pontos separados, de modo a evitar hérnia interna.

A 20cm da anastomose biliar realizamos a gastrojejunostomia no plano pré-cólico. Nos casos em que preservamos o piloro, a anastomose também é em plano único e feita com porção do duodeno seccionada de 1cm a 2cm após o piloro. Preferimos deixar uma gastrostomia nos casos em que preservamos o piloro, para permitir maior conforto do paciente em caso de estase gástrica, que ocorre com uma certa freqüência.

Não utilizamos rotineiramente jejunostomia alimentar, dando preferência à sonda de Dobbhoff. A drenagem da cavidade é feita por dois drenos tubulares em selo d´água, que saem um em cada flanco, deste modo drenando a região próxima à anastomose biliar (à direita) e à pancreática (à esquerda). Desta forma, caso haja fístula, as secreções não se misturam.

Nos cânceres do corpo e da cauda, a ressecção distal deve ser realizada sempre que possível. A pancreatectomia total só deve ser realizada em pacientes com cânceres multicêntricos. O controle clínico metabólico destes pacientes é sempre problemático e de elevado custo financeiro.

Nos pacientes em que não é possível a ressecção, por razões clínicas ou pelo estadiamento, realizamos colecistectomia, anastomose enterogástrica com a primeira alça jejunal e vagotomia. A anastomose hepatojejunal é em Y de Roux, evitando-se, deste modo, o refluxo de bile para o estômago e os inconvenientes da anastomose biliar no trânsito.

A anastomose com a vesícula biliar freqüentemente deixa de funcionar pela obstrução do canal cístico. A obstrução duodenal ocorre em um quinto dos pacientes com câncer da cabeça do pâncreas.

A gastrojejunostomia não aumenta a mortalidade cirúrgica na maioria das grandes séries publicadas. Sua realização deve obedecer a rigor técnico.

Utilizamos a alça curta (primeira alça jejunal) na parede posterior do antro gástrico, transmesocólica, realizada de modo ligeiramente vertical (com a alça aferente na pequena curvatura e a eferente na grande curvatura gástrica), fixando o estômago à brecha do mesocolo transverso, de modo a evitar herniação. A derivação do Wirsung pode ser realizada quando existem dilatação do mesmo e clínica de dor.

A anastomose pode ser feita com a parede posterior do corpo gástrico ou na porção proximal da mesma alça utilizada para a derivação biliar. Esta anastomose deve ter uma extensão de pelo menos 5cm, em chuleio de fio de prolene 4-0, abrangendo o tecido pancreático e a mucosa do Wirsung, até a seromuscular digestiva.

A alcoolização do plexo celíaco nos pacientes com dor é muito útil. Nos pacientes operados deve-se puncionar com agulha fina de raque a região do plexo, utilizando-se como pontos de reparo anatômicos a aorta abdominal e os pilares diafragmáticos. Realizamos inicialmente a injeção de 5ml de xilocaína a 2% para nos certificarmos do local, pois há uma queda da pressão arterial ao se injetar o anestésico no local correto.

Comprovada a localização, injetamos 20ml de álcool absoluto estéril. Em alguns pacientes pode ocorrer hipotensão grave, e o anestesista deve estar alerta. A analgesia dura de dois a três meses, contribuindo para uma grande melhora do paciente, que muitas vezes fica sem necessitar de analgésico regular durante este período. Nos pacientes não-operados, o método pode ser realizado por via percutânea com auxílio de TC.

Tratamento clínico

A busca de esquemas com drogas eficazes para o tratamento do câncer de pâncreas vem sendo estudada por anos, mas os resultados sempre foram limitados e com toxicidade alta.

A associação da RXT aos esquemas de QT (5-Fu e cisplatina) contribui para um melhor controle da dor, porém com efeitos colaterais. O advento da gencitabina, uma droga que inibe a replicação e o reparo do DNA, vem demonstrando respostas objetivas na sobrevida de pacientes irressecáveis. Esta droga também é um potente sensibilizador da RXT.

Atualmente já existem estudos para assegurar a validade da RXT associada à QT como tratamento paliativo, com impacto na qualidade e no tempo de sobrevida dos pacientes irressecáveis. Estudos estão em andamento na avaliação do papel da QT como tratamento adjuvante nos pacientes ressecados, porém com estádios III ou IV, nos quais o risco de recidiva e metástase é alto.

A insuficiência pancreática e o diabetes são freqüentes e podem ser agravados em conseqüência do tratamento cirúrgico ou clínico, resultando em desnutrição intensa e distúrbios metabólicos graves. A falta de um bom controle metabólico e de suplementação dietética pode ser responsável por uma parcela da morbimortalidade do tratamento oncológico.

Seguimento

O paciente deve ser acompanhado a cada três meses. Em pacientes ressecados, o acompanhamento deve ser com vistas ao diagnóstico de recidiva locorregional ou de doença metastática.

As dosagens do Ca 19-9, do CEA e da DLH são os exames básicos. A TC deve ser realizada a cada seis meses. Nos pacientes tratados apenas com cirurgia, havendo recidiva ou metástases, a possibilidade de tratamento com QT, associada ou não a RXT, deve ser sempre avaliada.

Não é raro ocorrer obstrução duodenal em pacientes em que apenas a derivação biliar foi realizada. Náuseas e vômitos acabam sendo atribuídos à medicação ou a sintomas relacionados ao processo inflamatório peritumoral.

Se o paciente tiver condições clínicas e não houver disseminação peritoneal, deve-se realizar uma gastrojejunostomia. Pacientes com dilatação gástrica ficam vários dias com intubação gástrica mesmo após a derivação em função da gastroparesia.

A realização de gastrostomia associada a gastrojejunostomia oferece maior conforto ao paciente e diminui a possibilidade de broncoaspiração. A alimentação enteral é precocemente iniciada por meio de tubo nasoentérico colocado através da anastomose gastrojejunal.

O controle da dor muitas vezes passa a ser um grande desafio. O bloqueio anestésico ou a alcoolização do plexo celíaco por via percutânea pode ser opção efetiva nestes casos. Em pacientes que têm dor por invasão do retroperitônio, o esquema de analgesia necessita, na maioria dos casos, de narcóticos administrados em base regular.

Prognóstico

Classicamente, a taxa de ressecabilidade é baixa, menos de 20%, e a sobrevida em cinco anos é menor que 5%. O diagnóstico precoce é ainda infreqüente. Na última década, porém, foram publicadas várias séries com ressecabilidade maior que 50% e uma sobrevida, em cinco anos, de 20%.

Esta melhora nos resultados em parte traduz um viés estatístico: seleção mais adequada a candidatos a cirurgia tendo em vista a ressecção.

No entanto uma investigação mais intensa de processos dispépticos com técnicas de imagem, a possibilidade de investigação nãoinvasiva através da colangiorressonância nuclear magnética (incomparavelmente menos mórbida que a CPRE), a difusão da técnica de ressecção pancreática, melhores cuidados clínicos (pré, per e pós-operatórios) e a comprovação de resposta objetiva dos primeiros esquemas de QT associada ou não a RXT estão mudando o cenário.

Mas estamos ainda muito distantes do que atualmente podemos oferecer comparativamente aos pacientes com cânceres do tubo digestivo distal.

Fonte: www.cbc.org.br

Câncer de Pâncreas

O câncer de pâncreas é a quinta causa de morte por tumor maligno em USA. Não somente é uma afecção comum senão que é muito difícil de tratar pelo qual se lhe conhece como "O repto do século 21".

A ressecção cirúrgica é atualmente a única possibilidade de cura que existe. A radioterapia e a quimioterapia são alternativas para quem não podem ser operados, mas não são igualmente efetivas.

Como sucede com a maioria de tumores malignos, os sintomas não aparecem até que o tumor cresce o suficiente para alterar as funções dos órgãos próximos, neste caso o fígado, estômago, o colédoco, etc. No entanto muitas vezes se apresentam sintomas vadios que são ignorados por não os considerar importantes.

Câncer de Pâncreas
Câncer de Pâncreas

Infortunadamente a vacuidade dos sintomas do câncer pancreático faz que o enfermo não confira oportunamente ou que se consulta, seja submetido a incontáveis exames inúteis antes de efetuar um diagnóstico preciso, perdendo assim tempo valioso.

Os primeiros sintomas são usualmente dor abdominal que pode irradiar-se ou não às costas e perda de importância que é mal perceptível num começo.

Como estes sintomas são usualmente atribuídos "ao cólon" e a " estresse", os enfermos recebem tratamentos paliativos lsin utilidade real alguma e as possibilidades de cura se reduzem proporcionalmente ao mesmo tempo em que passa antes de fazer o diagnóstico.

Ocasionalmente, devido a obstrução biliar secundária, a pele se torna amarela, e costuma diagnosticar-se erroneamente como "demasiado consumo de cenoura ou de outros produtos ricos em carotenos.

Também, pela mesma causa pode aparecer prurito (rasquiña) que é equivocadamente atribuída a alergia, demorando ainda mais o diagnóstico. Igual sucede com as nauseas e perda do apetite, que costumam atribuir-se a outras origens.

A depressão é outro achado frequente em presença de câncer pancreático e que termina tratada com antidepressivos e similares.A indigestão progressiva é outro sintoma tão vadio que quase nunca é tomado em conta.

Fatores que aumentam o risco de desenvolver Câncer de Pâncreas

Fumar
Antecedentes familiares de câncer pancreático, mamário e/ou melanoma
Dieta com abundante gordura e carne
Idade entre os 60 e 80 anos
Mais frequente em homens que em mulheres
Mais frequente em Afro- e asiático-americanos e caucásicos
Diabete
Exposição a carcinógenos como asbestos, pesticidas, tinturas e derivados do petroleo

Diagnóstico

Os seguintes sintomas, em especial se aumentam pouco a pouco, devem fazer suspeitar câncer de pâncreas:

Dor abdominal
Perda de importância
Pele amarela
Prurito extenso
Depressão
Indigestão progressiva

Para o diagnóstico deve praticar-se quando menos uma boa ecografia abdominal total à maior brevidade possível. Se existem os fatores que aumentam o risco (ver aporta) deve fazer-se a ecografia à maior brevidade possível.

Fonte: drgdiaz.com

Câncer de Pâncreas

INCIDÊNCIA

Responsável por por cerca de 2% de todos os tipos de câncer, no brasil. Apresenta a segunda maior incidência dentre os tumores malignos do tubo digestivo, sendo superado apenas pelo tumor colorretal. São estimados, no mundo, 185.000 novos casos por anos

MORTALIDADE

Responsável por 4% das mortes por câncer, no brasil. nos estados unidos, é a quinta causa de morte por câncer

FATORES DE RISCO

Vários fatores estão envolvidos na etiologia os principais são o fumo, e doenças como pancreatite crônica e diabetes. exposição prolongada a compostos como solventes e petróleo parece aumentar o risco de câncer de pâncreas.

Cirurgia gástrica prévia, para tratamento de úlcera péptica, por exemplo, também parece estar associada a um risco maior da doença.

SINAIS DE ALERTA

Icterícia (amarelão) com prurido. massa abdominal. perda de peso sem motivo aparente. dor no abdome superior, ou lombar inexplicáveis. início súbito de diabetes. aparecimento súbito de diarréia gordurosa. crise de pancreatite aguda. se o indivíduo fuma, o nível de suspeita deve ser dobrado.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Raramente feito precocemente, devido a praticamente ausência de sinais precoces. pode ser feito através de ultrassom de abdomen, ou tomografia computadorizada, preferencialmente.

COMO SE ESPALHA

Dois terços dos casos de câncer de pâncreas localizam-se na cabeça do órgão (lado direito), e um terço no corpo e na cauda (lado esquerdo).

As células tumorais podem se infiltrar em estruturas adjacentes por extensão direta e/ou por metástases linfáticas para o intestino delgado (duodeno), dutos biliares, estômago, baço, colon e linfonodos. os lugares mais comuns para metástases à distância são o fígado, o peritôneo, e os pulmões.

TRATAMENTO

Tumores que não são pequenos, confinados ao pâncreas, são muito difíceis de tratar. a cirurgia é o principal tratamento, quando não existem metástases e o tumor é ressecável. para aliviar a dor da doença, radioterapia e procedimentos cirúrgicos para livrar os ductos biliares, e bloqueios nervosos podem ser efetivos.

a quimioterapia tem como função paliar sintomas, podendo dar um pequeno aumento na sobrevida.

SOBREVIVÊNCIA

Apesar de novos métodos de tratamento estarem sendo desenvolvidos, a sobrevida ainda é muito baixa. para tumores localizados, a sobrevida em cinco anos é de 8%. nos casos de doença avançada, cai para 1,5%.

Fonte: andre.sasse.com

Câncer de Pâncreas

Pâncreas

O pâncreas é uma glândula que faz parte do sistema digestivo. Seu tamanho é de, aproximadamente, 14 cms de comprimento e 5 cms de largura. Situa-se atrás do estômago, na parte superior do abdômen e conecta-se ao intestino delgado.

O pâncreas é responsável pela produção de enzimas (suco pancreático), que possibilitam a digestão dos alimentos, bem como de insulina, que é o hormônio que regula o nível de açúcar no sangue.

Fatores de risco

A incidência de câncer de pâncreas aumenta com a idade e é mais freqüente em homens, a partir dos 50 anos. Sua causa ainda é desconhecida, porém, já se pode afirmar que o fumo de cigarro está entre os fatores de risco mais consideráveis.

Sintomas

O pâncreas localiza-se na área mais profunda da cavidade abdominal, onde não há nervos que possam emitir mensagens de dor. O câncer de pâncreas, geralmente, desenvolve-se de forma imperceptível, sem causar sintomas, o que torna sua detecção precoce praticamente impossível.

Na sua fase inicial, o câncer pode causar um certo desconforto, muito parecido com o de uma simples má digestão. Os sintomas mais perceptíveis são fraqueza, tontura, diarréia, perda de peso, de apetite e icterícia, quando há bloqueio do ducto biliar.

O ducto biliar é um tubo que conduz o suco digestivo (bile) até o duodeno. Problemas na cabeça do pâncreas podem bloquear o ducto biliar, fazendo com que a bile retorne para o fígado e, em seguida, para a circulação sangüínea, causando icterícia.

Em alguns casos, o tumor pode reduzir o fluxo de bile, a ponto de interferir na digestão. Quando isto acontece, a insuficiência de bile causa problemas de digestão de gorduras, aumentando a quantidade de gordura nas fezes, que se apresentam esbranquiçadas, volumosas e com odor muito acentuado.

Importante: Os sintomas mencionados podem ser causas de outras doenças. Somente o médico poderá avaliá-los.

Como é feito o diagnóstico

Para determinar a razão dos sintomas, o médico escutará suas queixas, seu histórico e fará o exame clínico. Provavelmente, pedirá que faça alguns exames laboratoriais de sangue, urina e fezes.

Caso o médico suspeite de qualquer problema, poderá solicitar exames que produzem imagens do pâncreas e seus arredores. Estas imagens mostrarão ao médico a extensão da doença e possibilitarão determinar o tratamento mais adequado para o seu caso.

Atualmente, os meios mais apropriados para produção de imagens são:

Radiografia

Em determinados casos, para se obter um diagnóstico mais preciso, é necessário fazer alguns exames radiológicos do trato digestivo. Para que os órgãos fiquem bem visíveis na radiografia, é preciso envolvê-los com bário, que é um líquido de contraste, tomado via oral, antes do exame.

Ou seja, quando a radiografia é revelada, todo o caminho percorrido pelo bário pode ser visto nitidamente, possibilitando a detecção de qualquer anormalidade.

Tomografia computadorizada

Um tomógrafo, semelhante a um aparelho de raios X, acoplado a um computador, vai mapeando, com imagens tridimensionais, o paciente que, deitado em uma maca, passa por uma espécie de aro. Este procedimento é indolor, mas costuma demorar cerca de 30 minutos ou mais.

Durante este período o paciente deverá permanecer imóvel, pois qualquer movimento poderá comprometer a nitidez das imagens. Em alguns casos, é preciso tomar um líquido de contraste, via oral ou intravenosa, para que se possa obter maiores detalhes da área mapeada.

Ressonância magnética

Este teste é similar ao da tomografia, mas as imagens são obtidas por um campo magnético, produzido por um aparelho sofisticado, porém muito barulhento. Este procedimento também é indolor.

Alguns pacientes experimentam uma sensação de incômodo muito grande, por terem de permanecer, por cerca de uma hora, completamente imóveis, em um túnel estreito e fechado. Por outro lado, a precisão das imagens facilita o diagnóstico, o que faz valer o sacrifício.

Ultrassonografia

Através das ondas sonoras captadas pelo ultrassonógrafo, é possível visualizar órgãos internos, tais como pâncreas, fígado, bexiga e rins. O paciente deve estar em jejum de, no mínimo, 6 horas para poder fazer este exame.

Biópsia

O meio mais seguro de diagnóstico de câncer é a biopsia. Uma amostra do tecido tumoral é retirada cirurgicamente, para ser examinada, à luz do microscópio, pelo patologista, para saber se há presença de células malignas.

Tratamentos

O câncer de pâncreas, na maioria dos casos, é muito difícil de se controlar.

A cura só é possível quando detectado precocemente, mas, pela ausência de sintomas na sua fase inicial, geralmente o câncer de pâncreas se alastra antes de diagnosticado.

Para estes casos, há tratamentos paliativos, que visam melhorar a qualidade de vida do paciente.

Cirurgia

O procedimento cirúrgico dependerá de fatores tais como tipo, localização e estádio do câncer, dos sintomas do paciente etc.

Pode-se remover a cabeça do pâncreas, o duodeno, parte do estômago e tecidos circunvizinhos.

A pancreatectomia total consiste na remoção completa do pâncreas, do duodeno, do ducto biliar, vesícula biliar, baço e gânglios linfáticos próximos.

Na maioria das vezes, o câncer não pode ser removido totalmente. Entretanto, a cirurgia pode aliviar sintomas muito dolorosos e desagradáveis, que ocorrem quando o tumor comprime o duodeno ou bloqueia o ducto biliar.

Radioterapia

A radioterapia pode ser utilizada para atacar as células cancerosas, impedindo que o tumor cresça ou como um recurso pré cirúrgico, para fazê-lo diminuir de tamanho a ponto de poder ser removido.

Quimioterapia

Pode ser empregada isoladamente ou juntamente com a radioterapia, para redução do tumor, alívio de sintomas e, também, como tratamento pós cirúrgico.

Fonte: www.wgate.com.br

Câncer de Pâncreas

O que é Câncer de Pâncreas

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo, que fica na parte superior do abdômen e atrás do estômago.

O pâncreas é responsável pela produção de enzimas, que agem na digestão dos alimentos, e pela insulina, o hormônio responsável pela diminuição do nível de acúcar no sangue. 

O pâncreas didaticamente é dividido em três partes: a cabeça (lado direito); o corpo (seção central) e a cauda (lado esquerdo).

A maior parte dos cânceres de pâncreas começam nos chamados ductos pancreáticos sendo principalmente adenocarcinomas  e aparecem na cabeça, no colo e no local que tem forma de unha do pâncreas. Os cistoadenocarcinomas, em geral, se apresentam como grandes massas e têm um prognóstico melhor quando comparados com o adenocarcinoma.

Os adenocarcinomas fazem metástase precocemente para os linfonodos. Quando é feito o diagnóstico do câncer pancreático, muitos pacientes já apresentam metástase hepática. A história natural do câncer de pâncreas é evoluir com metástases linfonodais na maioria dos casos, além de comprometer o fígado, o peritônio, os pulmões e pleura e a supra-renal.

Por isso, o câncer de pâncreas é altamente letal, talvez porque parece benigno, mas não é e quando se descobre o câncer pancreático já é tarde.

Os tumores de pâncreas são raros antes dos 30 anos e mais comuns entre os 60 e 70 anos de idade. As taxas de incidência aumentam bastante com o avanço da idade, segundo dados da União Internacional Contra o Câncer (UICC).

A cirurgia é, atualmente, a única possibilidade de cura que existe. A radioterapia e a quimioterapia são alternativas para quem não pode ser operado, mas não são igualmente efetivas.

Como acontece com a maioria de tumores malignos, os sintomas do câncer de pâncreas não aparecem até que o tumor cresça o suficiente para alterar as funções dos órgãos próximos. Por isso, procurar um médico assim que algumas alterações sejam percebidas no organismo é sempre a melhor forma de evitar o desenvolvimento do câncer.

Tratamento do Câncer de Pâncreas

O câncer de pâncreas, na maioria dos casos, é muito difícil de ser tratado. A cura só é possível quando detectado precocemente, mas, pela ausência de sintomas na sua fase inicial, geralmente o câncer de pâncreas se espalha antes de ser feito um diagnóstico. Para estes casos, há tratamentos paliativos, que visam à melhora da qualidade de vida do paciente.

Cirurgia

A cirurgia é ainda o único tratamento curativo no câncer de pâncreas.

O procedimento cirúrgico dependerá de fatores tais como sintomas do paciente, tipo, localização e estádio do câncer. A cabeça do pâncreas, o duodeno, parte do estômago e tecidos circunvizinhos podem ser removidos na cirurgia.

A pancreatectomia total consiste na remoção completa do pâncreas, do duodeno, do ducto biliar, vesícula biliar, baço e gânglios linfáticos próximos.

Na maioria das vezes, o câncer não pode ser removido totalmente. Mesmo assim, a cirurgia pode aliviar sintomas muito dolorosos e desagradáveis, que ocorrem quando o tumor comprime o duodeno ou bloqueia o ducto biliar.

Dependendo do resultado da cirurgia, pode ser aconselhável se submeter posteriormente a tratamento quimioterápico e radioterápico.

Radioterapia

A radioterapia pode ser utilizada para atacar as células cancerosas, impedindo que o tumor cresça ou mesmo como um recurso pré-cirúrgico, para fazer com que o tumor diminua de tamanho a ponto de poder ser removido.

Quimioterapia

A quimioterapia pode ser empregada isoladamente ou junto com a radioterapia, para redução do tumor, alívio de sintomas e, também, como tratamento pós-cirúrgico.

Quando  não há condições de cirurgia, o tratamento de câncer de pâncreas é paliativo e inclui além da quimioterapia, o uso de medicações e procedimentos para alívio dos sintomas. Em alguns casos de câncer pancreático se utiliza a radioterapia; ela pode ser usada de forma concomitante à quimioterapia.

O tratamento de pacientes com câncer de pâncreas avançado tem progredido nos últimos anos com o surgimento de medicações eficazes e de ótima tolerância.

Considerando-se que na maioria das vezes enfrentamos um tipo de câncer incurável, é muito importante que se evite ao máximo a morbidade associada ao tratamento sem comprometer o sucesso terapêutico. Apesar de ainda não permitirem a cura,  as opções disponíveis permitem um bom equilíbrio entre eficácia e poucos efeitos colaterais, o que possibilita melhor qualidade de vida.

Sintomas do Câncer de Pâncreas

Como já dissemos, os sintomas não muito específicos para o câncer do pâncreas dificultam e atrasam o diagnóstico.

Como o pâncreas fica localizado na área mais profunda da cavidade abdominal, onde não há nervos, o tumor pancreático não costuma  causar dor.

O câncer de pâncreas, geralmente se desenvolve de forma imperceptível, sem causar sintomas, o que faz com que a sua detecção precoce se torne praticamente impossível.

Os sintomas mais comuns variam de acordo com o local do pâncreas em que o tumor se desenvolve. A icterícia costuma ser o sintoma mais comum do tumor da cabeça do pâncreas, quando há bloqueio do ducto biliar.

O ducto biliar é um tubo que conduz o suco digestivo ou bile até o duodeno. Problemas na cabeça do pâncreas podem bloquear o ducto biliar, fazendo com que a bile retorne para o fígado e, em seguida, para a circulação sangüínea, causando icterícia.

Outro sintoma muito comum, mas que aparece quando o tumor está em estágio mais avançado é a dor que, a princípio, pode ser de pequena intensidade, mas normalmente é  forte e localizada entre a parte média e a parte alta das costas.

Na sua fase inicial, o câncer pode causar um certo desconforto, muito parecido com o de uma simples má digestão.

Outros sintomas  e sinais que estão sempre associados são: perda de peso e de apetite.

O aumento do nível de glicose está presente quase sempre, devido à destruição e à diminuição do funcionamento das células que produzem a insulina, que é o hormônio responsável pela diminuição do nível de glicose no sangue.

Tontura e fraqueza também são sintomas de câncer de pâncreas, mas muito inespecíficos porque podem se manifestar em várias outras situações e doenças bem mais simples e benignas.

Em alguns casos, o tumor pode reduzir o fluxo de bile, a ponto de interferir na digestão. Quando isto acontece, a insuficiência de bile causa problemas de digestão de gorduras, aumentando a quantidade de gordura nas fezes, que se apresentam esbranquiçadas, volumosas e com odor muito acentuado.

Os sintomas aqui mencionados podem ser causas de outras doenças que não câncer de pâncreas. Somente o médico poderá avaliá-los.

Prevenção

O câncer do pâncreas apresenta índice de mortalidade elevado.

Estes índices ocorrem devido a problemas como: dificuldade no diagnóstico, agressividade da doença e falta de tratamento realmente eficaz.

O risco de desenvolver o câncer do pâncreas é pequeno até os 40 anos de idade, mas aumenta significativamente após os 50 anos.

Estudos têm mostrado fatores importantes para o câncer de pâncreas, como: fatores ambientais, clínicos ou cirúrgicos, hereditários e ocupacionais.

Dentre os fatores ambientais o uso do cigarro é o mais perigoso. O risco está diretamente relacionado com a quantidade e com o tempo de utilização do tabaco.

Aproximadamente 30% dos casos de câncer do pâncreas são atribuídos ao tabagismo.

Outro fator importante para o desenvolvimento de tumores pancreáticos é a dieta e estudos já comprovaram que a ingestão de gordura e carnes aumenta o risco de câncer de pâncreas.

Por outro lado, a alimentação à base de frutas, vegetais, alimentos ricos em fibras e vitamina C reduz o risco de câncer de pâncreas.

Ainda não foi confirmado se o consumo de bebidas alcoólicas e de café aumenta o risco de desenvolvimento de neoplasia de pâncreas.

Um dos fatores clínicos que favorece o surgimento de câncer de pâncreas é diabetes melitus mas essa relação ainda não foi bem explicada. A pancreatite crônica demonstra significativo aumento do risco de câncer pancreático. Pacientes submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno e os submetidos à retirada da vesícula biliar são mais propensos a desenvolver câncer de pâncreas.

Os exames de rotina não costumam detectar precocemente o câncer de pâncreas. A única forma viável de evitar o câncer é evitando os fatores de risco

Conhecendo seu histórico e os fatores de risco mais comuns ao aparecimento de câncer de pâncreas, cabe a cada um procurar se afastar de hábitos que gerem o tumor e procurar um médico para uma avaliação mais detalhada.

O médico também pode sugerir métodos eficazes de acompanhamento que visem á detecção precoce de um câncer de pâncreas.

Fatores de Risco

O risco de desenvolver o câncer de pâncreas aumenta após os 50 anos de idade, principalmente na faixa entre 65 e 80 anos e há uma maior incidência nas pessoas do sexo masculino.

Entre os fatores de risco, destaca-se principalmente o uso de tabaco e de seus derivados.

O maior fator de risco para o câncer de pâncreas conhecido é o cigarro. Os fumantes têm três vezes mais chances de desenvolver o câncer pancreático do que os não fumantes.

Dependendo da quantidade e do tempo de consumo de tabaco, o risco de vir a surgir uma neoplasia de pâncreas aumenta mais ainda. O tabaco causa o câncer de pâncreas porque as nitrosaminas tabaco-específicas chegam ao pâncreas tanto pelo sangue quanto pela bile, que entra em contato com o ducto pancreático.

Outro fator de risco para os tumores de pâncreas é o consumo de bebidas alcoólicas excessivo de gordura e de carnes.

Há suspeita de que uma dieta rica em gordura e excesso de proteínas pode estimular a liberação de colecistoquinina que causa alteração das células pancreáticas.

No entanto, a associação entre o consumo de determinados alimentos e de bebidas alcoólicas com o câncer de pâncreas não foi ainda comprovada.

Outro fator de risco para o câncer pancreático é a exposição a compostos químicos e a certos produtos químicos usados em fábricas de borracha ou automotivas, como solventes e petróleo, durante longo tempo.

Há um grupo de pessoas que tem maior chance de desenvolver a doença e estas devem estar atentas aos sintomas.

O grupo de indivíduos que sofre de pancreatite crônica ou de diabetes melitus, que foi submetido à cirurgia de úlcera no estômago ou duodeno, ou sofreu a retirada da vesícula biliar é um grupo considerado de risco, assim como pessoas muito obesas.

Portanto, pancreatite crônica, diabetes melitus e obesidade aumentam o risco de uma pessoa desenvolver o câncer de pâncreas. Aparentemente não há relação entre o câncer de pâncreas e a pancreatite aguda, mas há uma correlação entre o câncer de pâncreas, os cálculos biliares e a cirrose hepática.

O câncer de vias biliares, especialmente o tipo conhecido como colangiocarcinoma, apresenta alguns fatores que aumentam o risco de se desenvolver neoplasia de pâncreas.

São eles:

Infecções parasitárias crônicas das vias biliares;
Má-formação congênita das vias biliares;
Colangite Esclerosante e
Retocolite Ulcerativa.

Há também associação entre o câncer de pâncreas e doenças como a síndrome de Gardner, a polipose familial, a pancreatite hereditária, síndrome de von Hippel-Lindau, síndrome de Lynch e ataxiatelangectasia.

Fonte: www.oncoguia.com.br

Câncer de Pâncreas

O que é o câncer de pâncreas?

O câncer de pâncreas, como o câncer de outros locais, é um crescimento anormal, descontrolado, das células pancreáticas. Ocorre principalmente em pessoas acima de 60 anos de idade e é mais frequente no sexo masculino.

Como o câncer se desenvolve?

O câncer de pâncreas, também como em outros locais, inicia-se a partir de uma primeira célula com alterações nos genes em número suficiente para que ela passe a se dividir de maneira descontrolada, multiplicando-se indefinidamente.

No câncer de pâncreas, os fatores que transformam essas células em células cancerígenas são principalmente fatores ambientais e dietéticos, em aproximadamente 90% das vezes, sendo os fatores genéticos hereditários responsáveis por menos de 10% dos casos.

Em relação aos fatores ambientais e dietéticos, o cigarro é o principal fator de risco, sendo esse de até 10 vezes para as pessoas que fumam mais de 40 cigarros por dia.

Em relação à dieta, também é reconhecida a associação entre uma dieta rica em proteínas animais e gordura e o risco de desenvolvimento de câncer de pâncreas.

Doenças como a pancreatite crônica estão associadas a um maior risco de desenvolvimento de câncer de pâncreas.

A diabetes, quando surge na vida adulta, também pode estar associada ao câncer de pâncreas, embora ainda não se tenha com clareza a relação de causa e efeito. O local mais frequentemente acometido é a cabeça do pâncreas, local de íntimo contato com o colédoco, que é o canal que traz a bile do fígado e da vesícula biliar para o intestino.

Conforme o grau de agressividade e o tempo de crescimento sem diagnóstico ou tratamento, pode ocorrer a invasão de órgãos vizinhos e a disseminação para órgãos distantes, sendo o fígado o mais frequentemente acometido.

Quais são os sintomas?

Devido à localização mais frequente ser a região da cabeça do pâncreas e sua proximidade com a via biliar, a icterícia é o sintoma mais frequente, encontrado em cerca de 50% dos casos. Geralmente é uma icterícia sem dor, diferente dos casos de cálculo da via biliar, que também provocam icterícia, mas geralmente acompanhada de dor. A perda de peso e a dor lombar são também sintomas comuns.

Como é feito o diagnóstico?

A ultrassonografia e a tomografia computadorizada do abdome superior demonstrando uma massa ou lesão nodular na região da cabeça do pâncreas sugerem fortemente a possibilidade de câncer de pâncreas. Para o câncer de pâncreas o marcador tumoral denominado CA 19-9, encontrado no sangue, também apresenta sensibilidade para auxílio diagnóstico. No entanto, o diagnóstico de certeza só é firmado mediante biópsia.

É possível se prevenir do câncer de pâncreas?

A prevenção primária do câncer de pâncreas é possível evitando os fatores de risco, tais como tabagismo, dietas ricas em proteína animal e dietas ricas em gordura, e utilizando fatores protetores como dieta rica em verduras e frutas, que ajudam o organismo a eliminar substâncias cancerígenas no aparelho digestivo.

O diagnóstico precoce também é possível em algumas situações, como as de risco conhecido, tais como diabetes, pancreatite crônica, mediante a realização periódica de exames como ultrassonografia, embora esta recomendação ainda seja controversa.

Como é feito o tratamento?

O tratamento principal capaz de proporcionar maior chance de cura para o câncer de pâncreas é a ressecção cirúrgica. Outras formas de tratamento, como a radioterapia e a quimioterapia, também estão indicadas, principalmente nos casos em que a doença não é inicial, ou nos casos em que a ressecção cirúrgica não é possível.

Atenção especial deve ser dada aos casos em que a doença não é passível de ressecção com intenção curativa, pois nestes é fundamental a instituição de medidas, cirúrgicas ou não, com intenção paliativa, de aliviar os sintomas, como a icterícia e a dor, entre outros, visando melhorar a qualidade de vida.

É possível curar a doença? A quimioterapia ajuda nesses casos? Como?

O câncer de pâncreas ainda é uma doença de alta morbidade e mortalidade. A sobrevida global em 5 anos, mesmo nos casos em que o tratamento cirúrgico é possível, gira em torno de 20%.

A quimioterapia pode aumentar a sobrevida livre de doença e mesmo aumentar o tempo de sobrevida, principalmente nos casos em que a ressecção cirúrgica foi possível.

Atualmente vários esquemas quimioterápicos, incluindo quimioterápicos orais, vêm sendo testados mediante ensaios clínicos, na expectativa de melhorar as taxas de sobrevida no câncer de pâncreas.

Fátima Mrué

Fonte: idmed.uol.com.br

Câncer de Pâncreas

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo, localizada na parte superior do abdome e atrás do estômago. É responsável pela produção de enzimas, que atuam na digestão dos alimentos, e pela insulina - hormônio responsável pela diminuição do nível de glicose (açúcar) no sangue.

É dividido em três partes: a cabeça (lado direito); o corpo (seção central) e a cauda (lado esquerdo). A maior parte do casos de câncer no pâncreas localiza-se na região da cabeça do órgão.

O risco de desenvolver câncer no pâncreas aumenta após os 50 anos de idade, principalmente na faixa entre 65 e 80 anos, havendo uma maior incidência no sexo masculino.

A maior parte dos casos da doença é diagnosticada em fase avançada e portanto é tratada para fins paliativos. O tipo mais freqüente é o adenocarcinoma com 90% dos casos.

Epidemiologia

O câncer no pâncreas é raro antes dos 30 anos de idade, sendo mais comum a partir dos 60 anos.

Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 casos entre 40 e 50 anos para 116/100.000 entre 80 e 85 anos.

No Brasil, o câncer no pâncreas representa 2% de todos os tipos de câncer, sendo responsável por 4% do total de mortes por câncer. Por ano, nos Estados Unidos, cerca de 26.000 pessoas são diagnosticadas com a doença.

A taxa de mortalidade do câncer no pâncreas é alta, pois é uma doença de difícil diagnóstico e extremamente agressiva.

Fatores de Risco

Entre os fatores de risco, destaca-se principalmente o uso de derivados do tabaco. Os fumantes possuem três vezes mais chances de desenvolver a doença do que os não fumantes. Dependendo da quantidade e do tempo de consumo, o risco fica ainda maior.

Outro fator de risco é o consumo excessivo de gordura, de carnes e de bebidas alcoólicas. Como também a exposição a compostos químicos, como solventes e petróleo, durante longo tempo.

Há um grupo de pessoas que possui maior chance de desenvolver a doença e estas devem estar atentas aos sintomas. Pertencem a este grupo indivíduos que sofrem de pancreatite crônica ou de diabetes melitus, foram submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou sofreram retirada da vesícula biliar.

Prevenção

Algumas medidas preventivas podem ser adotadas: evitar o consumo de derivados do tabaco, adotar uma dieta balanceada com frutas e vegetais, e evitar a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.

Para indivíduos submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou que sofreram retirada da vesícula biliar recomenda-se a realização de exames clínicos regularmente, como também para aqueles com históricos familiares de câncer. Pessoas que sofrem de pancreatite crônica ou de diabete melitus devem também fazer exames periódicos.

Detecção Precoce

A localização do pâncreas na cavidade mais profunda do abdome, atrás de outros órgãos, dificulta a detecção precoce do câncer no pâncreas. O tumor normalmente desenvolve-se sem sintomas, sendo difícil diagnosticá-lo na fase inicial. Quando detectado, já pode estar em estágio muito avançado.

Sintomas

O câncer no pâncreas não apresenta sinais específicos, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Os sintomas dependem da região onde está localizado o tumor, e os mais perceptíveis são: perda de apetite e de peso, fraqueza, diarréia e tontura.

O tumor que atinge a cabeça do pâncreas possui como sintoma comum a icterícia. Ela é causada pela obstrução biliar, e deixa a pele e os olhos amarelados.

Quando a doença está mais avançada, um sinal comum é a dor, que no início é de pequena intensidade podendo ficar mais forte, localizando-se na região das costas. Outro sintoma do tumor é o aumento do nível da glicose no sangue, causado pela deficiência na produção de insulina.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado através do relato dos sintomas e de exames de laboratório, como de sangue, fezes e urina.

Outros exames podem ser solicitados, como: tomografia computadorizada do abdome; ultra-sonografia abdominal; ressonância nuclear de vias biliares e da região do pâncreas; e também a biópsia do tecido.

Tratamento

A cura do câncer no pâncreas só é possível quando este for detectado em fase inicial. Nos casos passíveis de cirurgia, o tratamento mais indicado é a ressecção, dependendo do estágio do tumor.

Em pacientes cujos exames já mostraram metástases à distância ou estão em precário estado clínico, o tratamento paliativo imediato mais indicado é a colocação de endo-prótese.

A radioterapia e a quimioterapia, associadas ou não, podem ser utilizadas para a redução do tumor e alívio dos sintomas

Deve-se realizar a suplementação de enzimas pancreáticas nos pacientes que apresentam sintomas de insuficiência pancreática após a retirada parcial do pâncreas.

Fonte: www.abbottgrowth.com.br

Câncer de Pâncreas

O QUE É PÂNCREAS?

O pâncreas é uma glândula de aproximadamente 15 cm de extensão que se localiza atrás do estômago e entre o duodeno e o baço.

Ele pode ser dividido em cabeça, corpo e cauda.

QUAL A FUNÇÃO DO PÂNCREAS?

O pâncreas possui 2 funções:

Função Exócrina

Produção de enzimas para atuarem na digestão de alimentos;

Função Endócrina

Controle dos níveis de açucar no sangue.

O câncer de pâncreas ocorre com maior freqüência nas pessoas acima dos 60 anos, e é caracterizado por um quadro de emagrecimento, perda do apetite, dores nas costas ou no abdome além de icterícia (aspecto amarelado dos olhos e da pele).

O fato de um paciente apresentar estes sintomas não significa que apresente esta doença, e sim que deva procurar um médico para um diagnóstico preciso.

A maioria dos tumores ocorre na cabeça do pâncreas, mas o corpo e a cauda (figura) também podem ser acometidos.

Câncer de Pâncreas
Pâncreas

O diagnóstico é feito através de um exame clínico detalhado no consultório e com o auxílio de alguns exames como exames de sangue, ultra-som e tomografia, dependendo de cada caso.

O tratamento preferencial na maioria dos casos é a cirurgia. A localização do pâncreas que se situa entre vários órgãos e vasos importantes torna a cirurgia delicada. Outras opções como a quimioterapia e a radioterapia podem ser indicadas dependendo do tipo de tumor.

Fonte: www.pancreas.com.br

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