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Câncer de Pele

 

O que é

Câncer da pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Estas células se dispõem formando camadas e, dependendo da camada afetada, teremos os diferentes tipos de câncer.

Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares; o mais perigoso é o melanoma.

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer e o envelhecimento da pele.

Ela se concentra nas cabines de bronzeamento artificial e nos raios solares.

O carcinoma basocelularé o tipo mais freqüente, e representa 70% dos casos.

É mais comum após os 40 anos, em pessoas de pele clara. Seu surgimento está diretamente ligado à exposição solar acumulativa durante a vida.

Apesar de não causar metástase, pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos.

Já o carcinoma espinocelular ésegundo tipo mais comum de câncer da pele, pode se disseminar por meio de gânglios e provocar metástase.

Entre suas causas, estão a exposição prolongada ao sol, principalmente sem a proteção adequada, tabagismo, exposição a substâncias químicas com arsênio e alcatrão e alterações na imunidade.

O melanomaé o tipo mais perigoso, com alto potencial de produzir metástase. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoce. É mais freqüente em pessoas de pele clara e sensível. Normalmente, inicia-se com uma pinta escura.

Cuidados com a Pele

Como a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva na Terra, as pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol.

Os grupos de maior risco são os do fototipo I e II, ou seja: pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros.

Além destes, os que possuem antecedentes familiares com histórico da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que todas as medidas de proteção sejam adotadas na quando houver exposição ao sol: uso de chapéus, camisetas e protetores solares.

Também deve ser evitada a exposição solar entre 10 e 16h (horário de verão).

É importante ressaltar que as barracas usadas na praia sejam feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta.

As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.

Para o uso de filtros solares, é sugerida a reaplicação a cada duas horas.

O ideal é que o Fator de Proteção Solar (FPS) seja, no mínimo, 15.

Como Identificar o Câncer de Pele

Além da proteção solar, é importante fazer uma avaliação clínica da pele para prevenir o desenvolvimento da doença.

É preciso estar atento a alguns sinais:

Um crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida.
Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho.
Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Aqui você encontrará a metodologia indicada por dermatologistas para reconhecer as manifestações dos 3 tipos de câncer da pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma.

ASSIMETRIA

Câncer de Pele
Assimétrico = Maligno

Câncer de Pele
Simétrico = Benigno

BORDA

Câncer de Pele
Borda irregular = Maligno

Câncer de Pele
Borda regular = Benigno

COR

Câncer de Pele
Dois ou mais tons = Maligno

Câncer de Pele
Tom único = Benigno

DIMENSÃO

Câncer de Pele
Superior a 6mm = Maligno

Câncer de Pele
Inferior a 6mm = Benigno

Fonte: www.sbd.org.br

Câncer de Pele

O que é câncer de pele?

Câncer é o nome dado a todo crescimento descontrolado de alguma parte do corpo que cause grave prejuízo para o indivíduo. O câncer de pele ó tipo mais comum entre todos os cânceres, tanto em homens quanto em mulheres. Pode ser de vários tipos, cada um tendo origem em um tipo de célula.

Podemos dividi-los em dois grupos básicos: os melanomas e os não-melanomas.

O que são carcinomas?

O câncer de pele não-melanoma são os mais freqüentes, mas têm malignidade baixa. Isso quer dizer que dificilmente são causa de morte, mas podem causar grandes deformidades se reconhecidos tardiamente.

Existem dois tipos: o carcinoma basocelular (CBC) e carcinoma espinocelular (CEC).

O CBC é o mais comum (chega a ser 80% de todos os casos de câncer de pele), aparece como um caroço (nódulo) cor de pérola que cresce devagar, podendo ter uma ferida no centro (úlcera), que não cicatriza e não dói. Esse tipo tem muita relação com exposição ao sol (radiação UVB), por isso surge em geral no rosto, pescoço, braços e mãos, e em pessoas de pele e olhos claros. O CEC é parecido com o CBC, mas pode se espalhar e alcançar os gânglios de linfa (linfonodos) e atingir outras partes do corpo (metástase).

O que são melanomas?

São modificações que acontecem nas células que produzem a melanina, que dá cor à pele (os melanócitos). Dentre os três mais comuns, este é o menos freqüente, mas também é o mais perigoso porque costuma causar metástase rapidamente e é responsável por 3 em cada 4 mortes por câncer de pele.

Quando é reconhecido com antecedência, pode ser curado em 90% dos casos. Os melanomas também têm relação com o sol, mas podem aparecer em regiões que não costumam ficar expostas. Características genéticas e do ambiente (como a camada de ozônio da região) influenciam a ocorrência dessa doença.

Como se descobre um câncer de pele?

Através do exame da pele (dermatoscopia). É importante que se procure avaliação médica sempre que surgir uma ferida que não cicatriza em 1 mês, quando uma pinta (nevo) cresce devagar e causa coceira, sangramento, mude de cor, de formato ou consistência.

Existem fatores que estão associados a um maior risco de desenvolver câncer de pele, como ter algum parente com o problema (história familiar), já ter tido um câncer de pele, a idade (a partir dos 20 anos, os melanomas aparecem com maior freqüência), ou estar sujeito à intensa exposição à radiação ultravioleta (raios solares ou por bronzeamento artificial).

As pintas podem ser câncer de pele?

As pintas, ou nevos, são pequenas lesões de pele e podem estar presentes desde o nascimento. Suspeita-se de câncer quando uma pinta surge de repente ou começa a mudar sua forma habitual. Cerca de 45% dos melanomas se localizam em nevos.

Como se previne o câncer de pele?

A medida mais importante é se proteger dos raios solares, principalmente entre o horário das 10 às 15 horas. Usar chapéu, roupas de algodão, óculos escuros e cremes com filtro solar são medidas preventivas.

Para cada cor de pele se recomenda um tipo de FPS (fator de proteção solar), que significa o período a mais que podemos ficar expostos à radiação.

Por exemplo: um FPS 15 permite ficar exposto ao sol por um tempo 15 vezes maior do que sem nenhuma proteção. Para peles muito claras, é recomendado FPS 30.

Para as pessoas de pele mais escura, um FPS 15 é suficiente. FPS muito alto pode causar alergia a pessoas sensíveis. O mais importante é aplicação constante e uniforme do filtro solar em toda pele exposta, inclusive nos lábios. Reaplicar a cada 2 horas, principalmente na prática de esportes, após transpiração excessiva ou mergulho. As crianças merecem atenção especial nesse sentido.

O bronzeamento artificial é seguro?

As lâmpadas das câmaras de bronzeamento emitem radiação ultravioleta do tipo A (UVA), segundo os fabricantes. Esse tipo de radiação está mais relacionado com o envelhecimento da pele, enquanto os raios ultravioletas tipo B são os responsáveis pela queimadura e pelo desenvolvimento de câncer de pele.

Porém, existem estudos que relacionam os raios UVA com o desenvolvimento de melanomas. Além disso, esses procedimentos não estão sujeitos a nenhuma fiscalização, tanto na fabricação quanto na sua utilização. Com tudo isso, não se pode afirmar que há segurança na realização de bronzeamento artificial.

Considera-se a sua realização um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de pele, e sua utilização deve ser desencorajada.

É possível conseguir um bronzeado com segurança?

O bronzeado é uma reação de defesa natural da pele contra a radiação do sol. A maior produção de melanina atua como um escudo para o material genético das células da pele, protegendo-o pra que não ocorram mutações.

Essas mutações (desencadeadas pelas radiações solares) é que dão origem ao crescimento exagerado da pele, que caracteriza o câncer. Para se bronzear com maior segurança, a exposição ao sol deve ser feita gradualmente. Inicia-se com 15 minutos por dia, fora do horário das 10 às 15 horas, com a utilização de protetor solar.

Fonte: www.medicinal.com.br

Câncer de Pele

A pele é o maior órgão do corpo humano.

É dividida em duas camadas: uma externa, a epiderme, e outra interna, a derme. A pele protege o corpo contra o calor, a luz e as infecções. Ela é também responsável pela regulação da temperatura do corpo, bem como pela reserva de água, vitamina D e gordura.

Embora o câncer de pele seja o tipo de câncer mais freqüente, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, quando detectado precocemente este tipo de câncer apresenta altos percentuais de cura.

As neoplasias cutâneas estão relacionadas a alguns fatores de risco, como o químico (arsênico), a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum etc) e principalmente à exposição aos raios ultravioletas do sol.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no país. Dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer) informam que, em 2008, 24,6% dos tumores malignos do Brasil eram de pele, e, desse total, cerca de 5% são melanomas, os principais responsáveis por mortes. Apesar desses dados preocupantes, quando detectado e tratado precocemente esse câncer apresenta altos índices de cura.

Quais as formas de se proteger contra ao câncer de pele?

A principal prevenção ao câncer de pele é evitar a exposição ao sol sem proteção. Recomenda-se o uso de chapéus, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre. Deve-se evitar a exposição em horários em que os raios ultravioleta são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas. Para o uso de filtros solares, é sugerida a reaplicação a cada duas horas. O ideal é que o Fator de Proteção Solar (FPS) seja, no mínimo, 15.

Como é o tratamento?

O tratamento principal do câncer de pele baseia-se na remoção cirúrgica da lesão. Tratamento tópico ou radioterapia podem ser realizados. A decisão do procedimento é feita pelo médico e leva em consideração o tamanho, a topografia da lesão e o subtipo de câncer de pele.

Quais são os tipos de câncer de pele mais comuns?

Os tipos de câncer de pele mais frequentes são: carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele, o carcinoma epidermóide com 25% dos casos e o melanoma, detectado em 4% dos pacientes.

Quais são as áreas do corpo mais atingidas?

As áreas do corpo de maior acometimento de câncer de pele são aquelas mais expostas ao sol como face, orelhas, tronco (colo), braços e mãos, embora no tipo melanoma pode surgir em áreas cobertas como no dorso (costas) e pernas.

Até que ponto o protetor minimiza os riscos?

Os filtros solares são preparações para uso tópico que reduzem os efeitos deletérios da radiação ultravioleta. Nem todos os filtros solares oferecem proteção completa para os raios UV-B e raios UV-A excluindo totalmente os riscos da exposição ao sol. Importante lembrar que o filtro solar não deve ser usado com objetivo de permitir o aumento do tempo de exposição ao sol, nem estimular o bronzeamento.

Qual o índice de cura?

Câncer de pele não melanoma é o tipo de neoplasia maligna mais freqüente no Brasil correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados.

O número de casos novos de câncer de pele não melanoma estimados para o Brasil no ano de 2008, era de 55.890 entre homens e de 59.120 nas mulheres.

Estes valores correspondem a um risco estimado de 59 casos novos a cada 100 mil homens e 61 para cada 100 mil mulheres. Para 2009 o instituto nacional do câncer ainda não estimou o numero de novos casos.

Quais os sintomas desse tipo de câncer?

O índice de cura do câncer de pele varia de acordo com o tipo de câncer porem, o mais importante, é o diagnostico precoce da doença. O médico deve ser consultado no surgimento de qualquer lesão suspeita o mais rápido possível.

Quais os fatores de risco?

São sintomas de câncer de pele: crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida; Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho. Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Quem são as principais vítimas desse tipo de câncer?

Câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias. Indivíduos de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vitimas do câncer de pele. Os negros normalmente têm câncer de pele nas regiões palmares e plantares.

Leticia Carvalho Neuenschwander

Fonte: www.centrodesaude.al.ms.gov.br

Câncer de Pele

Diagnóstico e Margens de Ressecção

No diagnóstico precoce, a dermatoscopia é o mais recente avanço e pode indicar melhor as lesões que necessitam biópsia. O dermatoscópio é um aparelho que emite luz halógena e amplia a lesão a ser examinada em 10 vezes.

Podemos assim identificar estruturas e atribuir notas às lesões, classificando-as em benignas, suspeitas ou malignas. A dermatoscopia é, portanto, utilizada para diagnosticar e acompanhar lesões de pele, como também indicar ou contraindicar cirurgias.

O diagnóstico deve ser feito através da realização de biópsia excisional, sempre que possível. Nenhum tratamento cirúrgico deve ser planejado sem o prévio diagnóstico histológico, preferencialmente, de toda a lesão suspeita.

É importante salientar que é errônea a conduta de ressecção ampla de lesões suspeitas como primeira abordagem. Esta conduta além de não ser necessária, impossibilita a realização da técnica do linfonodo sentinela, conforme veremos a seguir.

Em relação à determinação das dimensões das margens de segurança, três importantes estudos prospectivos e randomizados foram realizados com o objetivo de otimizar as margens de ressecção no melanoma cutâneo de acordo com as diferentes espessuras do tumor encontradas pela análise histológica, a chamada espessura de Breslow, principal determinante do prognóstico de pacientes portadores de melanoma cutâneo estádios I e II.

Estes estudos foram:

French Cooperative Study World Health Organization Melanoma Program Intergroup Melanoma Surgical Trial

A somatória de pacientes estudados pelos 3 grupos foi de 1460.

Após análise dos resultados as seguintes margens de segurança foram estabelecidas levando-se em consideração a espessura de Breslow:

Melanoma in situ, margens de excisão de 0,5 a 1,0cm Espessura entre 0 e 1mm, margens de 1,0 cm Espessura entre 1 e 2mm, margens de 1,0 ou 2,0cm. Em áreas anatomicamente restritas a margem de 1,0cm é apropriada.

Em todos os outros casos a margem de 2cm é preferível. Espessura entre 2 e 4mm, margens de 2,0cm Espessura maior que 4mm, margens maiores ou iguais à 2cm.

Aceita-se a indicação de linfadenectomia regional em pacientes com suspeita clínica ou metástases confirmadas patologicamente nos linfonodos regionais. Porém, há grande controvérsia quanto à dissecção linfonodal precoce em pacientes com linfonodos clinicamente negativos.

Vários estudos retrospectivos mostram aumento nas taxas de sobrevida quando se realiza linfadenectomia regional para linfonodos com metástases microscópicas identificáveis(1). Deste modo, preconizou-se este procedimento como cirurgia eletiva de rotina realizada em todos os pacientes com risco de apresentar metástases linfonodais regionais ocultas.

Nos últimos vinte anos, a utilização do microestadiamento do nível de invasão de Clark e da espessura de Breslow na lesão primária tem sido de grande valia ao relacionar a probabilidade de haver linfonodo regional oculto comprometido e a sobrevida.

Assim, a incidência de metástases ocultas em linfonodo regional nos melanomas com espessura de 0.75 mm é menor que 5%, enquanto os melanomas mais espessos associam-se a chance progressivamente maior de haver metástase linfonodal regional oculta (10-40%). Enquanto o nível e a profundidade da lesão primária são importantes, outro indicador de sobrevida é o estado anatomopatológico do linfonodo regional.

A taxa de sobrevida de 5 anos em pacientes com linfonodos negativos é de 70-90% em vários estudos, dependendo do nível ou da espessura da lesão primária.

Há relato de três estudos prospectivos randomizados de linfadenectomia no manuseio de melanoma estágio I. Os dois primeiros foram alvo de várias críticas mas falharam em mostrar benefício na linfadenectomia eletiva.

Um estudo do American Intergroup (2) de 740 pacientes randomizados de dissecção tardia ou eletiva dos linfonodos demonstrou vantagem de sobrevida em pacientes menores de 60 anos, com lesões primárias entre 1-2mm de espessura com ou sem ulceração, com dissecção linfonodal eletiva. Emprega-se a linfadenectomia regional para remover metástases linfonodais antes que haja disseminação à distância.

Consequentemente, os únicos pacientes que se beneficiam deste procedimento são aqueles com metástase linfonodal, porém sem metástases em crescimento progressivo em outros locais. Pacientes com melanoma de estádio clínico I e II representam um grupo populacional heterogêneo.

Aqueles que apresentam melanoma primário sem metástase regional ou sistêmica, ficarão curados com a ressecção cirúrgica isolada (em torno de 56% dos pacientes). Os que desenvolverão metástases sistêmicas sem metástases nos linfonodos regionais são aproximadamente 14%.

O grupo que já apresenta metástase sistêmica assim como micrometástases em linfonodo regional (18% do total do grupo), é improvável obter benefício com a linfadenectomia regional (assumindo-se que a remoção de micrometástases regionais não influencia o crescimento de metástases sistêmicas).

De acordo com este modelo, 88% dos pacientes selecionados para linfadenectomia imediata em um estudo prospectivo randomizado poderiam ser submetidos a um procedimento que não lhes traria benefício. Somente os pacientes com metástase microscópica em linfonodo regional, porém sem metástase sistêmica, podem apresentar melhora significativa e até a cura através da linfadenectomia imediata.

Deste modo, a porcentagem de pacientes que podem ter benefício com a linfadenectomia regional é de 12%. O estudo do linfonodo sentinela permitiu agir justamente no grupo com micrometástases regionais.

Fonte: www.hcanc.org.br

Câncer de Pele

O que é?

É um tumor (crescimento desordenado de células) que ocorre na pele.

Como age

Existem três tipos de câncer de pele. O carcinoma basocelular é o mais freqüente (70% dos casos). Ele é mais comum após os 40 anos, em pessoas de pele clara.

Seu surgimento está diretamente ligado à exposição solar cumulativa durante a vida. Apesar de não causar metástase (quando o câncer se espalha pelo corpo), pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos.

O carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum e pode provocar metástase.

Entre suas causas, além da exposição prolongada ao sol sem proteção estão o tabagismo, a exposição a substâncias químicas com arsênio e alcatrão e alterações na imunidade.

O melanoma é o tipo mais perigoso, com alto potencial de produzir metástase. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoces. É mais freqüente em pessoas de pele clara e sensível. Normalmente, inicia-se com uma mancha escura.

Sintomas

Os sinais mais comuns são mudanças na pele aparentemente inocentes, como uma ferida que não sara ou uma pequena lesão endurecida, brilhante ou avermelhada e pintas, sinais e verrugas que crescem ou mudam de cor.

Os homens têm maior incidência no tronco, na cabeça ou no pescoço, enquanto que as mulheres geralmente a apresentam nos braços e nas pernas.

Como prevenir?

O câncer de pele costuma aparecer depois dos 35 anos e acontece após uma vida inteira de exposição ao sol. Por isso, proteger seu pele do sol desde a infância é a sua melhor arma (use sempre protetor solar, evite o uso de câmaras de bronzeamento artificial) .

É preciso um cuidado ainda maior com as pessoas com o biótipo de risco: pele e olhos claros, sardas e antecedentes de câncer da pele (inclusive, na família).

Fonte: saude.terra.com.br

Câncer de Pele

CÂNCER DE PELE NÃO MELANOMA

O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermóide, também chamados de câncer de pele não melanoma, são os tipos de câncer de pele mais freqüentes (70% e 25%, respectivamente).

Porém, apesar das altas taxas de incidência, o câncer de pele não melanoma apresenta altos índices de cura principalmente devido à facilidade do diagnóstico precoce.

Os carcinomas basocelular são originários da epiderme e dos apêndices cutâneos acima da camada basal, como os pelos, por exemplo. Já os carcinomas epidermóides têm origem no queratinócio da epiderme, podendo também surgir no epitélio escamoso das mucosas. Indivíduos que trabalham com exposição direta ao sol são mais vulneráveis ao câncer de pele não melanoma.

Esse tipo de câncer é mais comum em adultos com picos de incidência por volta dos 40 anos. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares a média de idade dos pacientes vem diminuindo. Pessoas de pele clara, que ficam vermelhas com a exposição ao sol, estão mais sujeitas às neoplasias. A maior incidência deste tipo de câncer de pele se dá na região da cabeça e do pescoço que são justamente os locais de exposição direta aos raios solares.

Epidemiologia

O câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais freqüente na população brasileira. Segundo as Estimativas sobre Incidência e Mortalidade por Câncer do Instituto Nacional de Câncer (INCA), dos 337.535 novos casos previstos para o ano de 2002, o câncer de pele não melanoma foi responsável pelo diagnóstico de 62.190 novos casos.

Porém, apesar da alta taxa de incidência, o câncer de pele não melanoma não consta como um dos dez tipos de câncer que mais matam. A facilidade do diagnóstico precoce é o principal fator que contribui para o baixo índice de mortalidade. O carcinoma basocelular é o mais freqüente dos cânceres de pele, correspondendo a cerca de 75% dos cânceres não melanoma diagnosticados. Nos Estados Unidos, a média é de 191 pessoas diagnosticadas por cem mil pessoas brancas.

Fatores de Risco

A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco do câncer de pele. Pessoas que vivem em países tropicais como o Brasil e a Austrália, país com o maior registro de câncer de pele no mundo, estão mais expostos a esse tipo de doença.

Porém, doenças cutâneas prévias, fatores irritadiços crônicos (úlcera angiodérmica e cicatriz de queimadura) e exposição a fatores químicos como o arsênico, por exemplo, também podem levar ao diagnóstico de câncer de pele. Nestes casos, a doença costuma se manifestar muitos anos depois da exposição contínua aos fatores de risco.

Prevenção

Embora o câncer de pele apresente altos índices de cura, ele também é um dos tipos que mais cresceram em número de diagnósticos nos últimos anos.

A melhor maneira de evitar que ele se manifeste é através da prevenção. A exposição ao sol deve ser evitada no período das 10h às 16h.

Mesmo durante o horário adequado é necessário utilizar a proteção adequada como: chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção 15 ou mais.

O filtro solar ameniza alguns efeitos nocivos do sol, como as queimaduras, dando portanto uma falsa sensação de segurança. É importante lembrar que os filtros solares protegem dos raios solares, no entanto eles não têm o objetivo de prolongar o tempo de exposição solar. Todos os filtros solares devem ser repassados a cada 30 minutos de exposição.

Sinais e sintomas

Pessoas que apresentam feridas na pele que demorarem mais de 4 semanas para cicatrizar, variação na cor de sinais, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram devem recorrer o mais rápido possível ao dermatologista.

Diagnóstico

O câncer de pele não melanoma pode apresentar dois tipos de diagnóstico. O carcinoma basocelular é diagnosticado por meio de uma lesão (ferida ou nódulo) com uma evolução lenta. O carcinoma epidermóide também surge por meio de uma ferida, porém, que evolui rapidamente e vem acompanhada de secreção e de coceira. A maior gravidade do carcinoma epidermóide é devido à possibilidade que esse tipo de câncer tem de apresentar metástase.

Tratamento

Em ambos os casos a cirurgia é o tratamento mais indicado. Porém, dependendo da extensão, o carcinoma basocelular pode também ser tratado através de medicamento tópico ou radioterapia. No caso do carcinoma epidermóide, o tratamento usual é feito basicamente por meio de procedimento cirúrgico e radioterapia.

MELANOMA

O melanoma cutâneo é um tipo de câncer que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. Embora só represente 4% dos tipos de câncer de pele, o melanoma é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

Epidemiologia

Em 2002, segundo dados das Estimativas de Incidência e Mortalidade do Instituto Nacional de Câncer, o câncer de pele melanoma atingiu 3.050 pessoas e foi responsável por 1.085 óbitos no Brasil. Nos Estados Unidos, foi o câncer de aumento mais expressivo, tendo sua incidência quase triplicada nas últimas quatro décadas.

Fatores de Risco

Os fatores de risco em ordem de importância são a sensibilidade ao sol (queimadura pelo sol e não bronzeamento), a pele clara, a exposição excessiva ao sol, a história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), maturidade (após 15 anos de idade a propensão para este tipo de câncer aumenta), xeroderma pigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol, com queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas).

Prevenção

Como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, no qual os raios são mais intensos. Mesmo durante o período adequado é necessária a utilização de proteção como chapéu, guarda-sol, óculos escuro e filtros solares com fator de proteção 15 ou mais. Sinais e sintomas

O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. A manifestação da doença na pele normal se dá a partir do aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente, ocorre um aumento no tamanho, uma alteração na coloração e na forma da lesão que passa a apresentar bordas irregulares.

Diagnóstico

A coloração pode variar do castanho-claro passando por vários matizes chegando até à cor negra (melanoma típico) ou apresentar área com despigmentação (melanoma com área de regressão espontânea). O crescimento ou alteração da forma é progressivo e se faz no sentido horizontal ou vertical. Na fase de crescimento horizontal (superficial), a neoplasia invade a epiderme, podendo atingir ou não a derme papilar superior. No sentido vertical, o seu crescimento é acelerado através da espessura da pele, formando nódulos visíveis e palpáveis.

Tratamento

A cirurgia é o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Quando há metástase, o melanoma é incurável na maioria dos casos. A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter então como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

AUTO-EXAME DA PELE

O que é o auto-exame da pele?

É um método simples para detectar precocemente o câncer de pele, incluindo o melanoma. Se diagnosticado e tratado enquanto o tumor ainda não invadiu profundamente a pele, o câncer de pele pode ser curado.

Quando fazer?

Ao fazer o auto-exame regularmente, você se familiarizará com a superfície normal da sua pele. É útil anotar as datas e a aparência da pele em cada exame.

O que procurar?

Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor Feridas que não cicatrizam em 4 semanas.

Deve-se ter em mente o ABCD da transformação de uma pinta em melanoma, como descrito abaixo: Assimetria - uma metade diferente da outra Bordas irregulares - contorno mal definido.

Cor variável - várias cores numa mesma lesão: preta, castanho, branca, avermelhada ou azul Diâmetro - maior que 6 mm

Como fazer?

1. Em frente a um espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e os lados direito e esquerdo.
2.
Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços, braços e axilas.
3.
Examine as partes da frente, detrás e dos lados das pernas além da região genital.
4.
Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como os entre os dedos.
5.
Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou secador, examine o couro cabeludo, pescoço e orelhas.
6
. Finalmente, ainda com auxílio do espelho de mão, examine as costas e as nádegas.

ATENÇÃO

Caso encontre qualquer diferença ou alteração, procure orientação médica. Evite exposição ao sol das 10h às 16h utilize sempre filtros solares com fator de proteção 15 ou mais, além de chapéus, guarda-sóis e óculos escuros.

Fonte: www.hub.unb.br

Câncer de Pele

Cânceres de Pele

O câncer de pele é a forma mais comum de câncer, mas a maioria dos tipos de câncer de pele é curável. As formas mais comuns de câncer de pele habitualmente ocorrem nas áreas expostas ao sol.

Os indivíduos que se expuseram excessivamente à radiação solar, sobretudo aqueles com pele clara, apresentam uma chance maior de apresentar câncer de pele.

Carcinoma Basocelular

O carcinoma basocelular é um câncer que se origina na camada mais profunda da epiderme. Habitualmente, o carcinoma das células basais ocorre nas superfícies da pele expostas à luz solar.

Os tumores começam como formações muito pequenas, brilhantes, duras e elevadas sobre a pele (nódulos) e crescem muito lentamente, algumas vezes tão lentamente que podem passar desapercebidos. No entanto, a velocidade de crescimento varia muito de tumor para tumor com alguns crescendo até 1,5 cm em um ano.

Os carcinomas basocelulares podem ulcerar ou formar crostas no centro. Às vezes, eles crescem de forma mais plana e se parecem um pouco com cicatrizes.

Em alguns casos, a borda do câncer pode apresentar um aspecto brancoperoláceo. O câncer pode alternadamente sangrar e formar uma crosta e cicatrizar, fazendo com que o indivíduo acredite que se trata de uma ú lcera e não de um câncer.

Na verdade, essa alternância entre sangramento e cicatrização é freqüentemente um sinal importante de carcinoma basocelular ou de carcinoma epidermóide.

Ao invés de se disseminar (produzir metástases) para partes distantes do corpo, os carcinomas basocelulares geralmente invadem e destróem os tecidos circunjacentes.

Quando eles crescem perto dos olhos, da boca, dos ossos ou do cérebro, as conseqüências da invasão podem ser graves. Mesmo assim, na maioria dos indivíduos, esses tumores simplesmente crescem lentamente no interior da pele. De todos os modos, a remoção precoce dos carcinomas pode evitar grandes danos às estruturas subjacentes.

Sinais de Aviso de um Melanoma

Nevo pigmentado (sobretudo preto ou azul escuro) que aumenta de tamanho Alterações da cor de um nevo existente, especialmente frente a presença de pigmentação vermelha, branca e azulada na pele circunjacente Alterações das características da pele que recobre a mancha pigmentada, como alterações da consistência ou da forma Sinais de inflamação da pele que circunda um nevo já existente

Diagnóstico e Tratamento

Freqüentemente, o médico é capaz de identificar um carcinoma basocelular simplesmente pelo seu aspecto. Para confirmação diagnóstica, o procedimento padrão é a biópsia (coleta de uma amostra para exame microscópico).

No consultório, o médico comumente consegue remover todo o câncer, raspando-o e queimando-o com uma agulha elétrica (curetagem e eletrodessecação) ou extirpando-o com um bisturi. Antes desses procedimentos, a área é anestesiada. Raramente, a radioterapia é utilizada.

Para os tumores recorrentes e para carcinoma basocelulares semelhantes a cicatrizes, pode ser necessária a realização de uma cirurgia controlada ao microscópio (cirurgia de Mohs).

Os cremes utilizados no tratamento do câncer, como os com fluorouracil, não são considerados uma terapia adequada, pois, algumas vezes, esses medicamentos permitem que o câncer se dissemine sob a superfície curada da pele.

Carcinoma Epidermóide

O carcinoma epidermóide é um câncer que se origina na camada média da epiderme. Habitualmente, o carcinoma epidermóide ocorre nas áreas expostas ao sol, mas ele pode desenvolver-se em qualquer local da pele ou em locais como a língua ou o revestimento da boca.

Ele pode desenvolver-se sobre uma pele que apresenta aspecto normal ou que foi lesada (mesmo muitos anos antes) pela exposição ao sol (ceratose actínica).

O carcinoma epidermóide começa como uma á rea vermelha com uma superfície crostosa e descamativa que não cicatriza. Enquanto cresce, o tumor pode tornar-se algo elevado e firme, à s vezes com uma superfície semelhante à de uma verruga. Finalmente, o câncer torna-se uma úlcera aberta e cresce em direção ao tecido subjacente.

A maioria dos carcinomas epidermóides afeta somente a área circunvizinha, penetrando profundamente nos tecidos próximos. Entretanto, alguns deles disseminam-se (produzem metástases) para partes distantes do corpo e podem ser fatais.

A doença de Bowen é uma forma de carcinoma epidermóide limitado à epiderme e que ainda não invadiu a derme subjacente. A pele afetada apresenta uma cor vermelho acastanhado e descama ou é crostosa e plana, às vezes similar a uma placa de psoríase, dermatite ou uma infecção fúngica.

Diagnóstico e Tratamento

Quando o médico suspeita de um carcinoma epidermóide, ele realiza uma biópsia (coleta de uma amostra para exame microscópico) para diferenciar este tipo de câncer da pele de doenças semelhantes.

O carcinoma epidermóide e a doença de Bowen são tratados através da remoção do tumor utilizando os mesmos métodos descritos para o carcinoma basocelular.

Freqüentemente, a ceratose actínica, uma irregularidade verrucosa da superfície da pele que pode se transformar em um carcinoma epidermóide, é tratada através de sua destruição com nitrogênio líquido ou da aplicação de um creme de fluorouracil que mata as células da pele que se dividem rapidamente.

Melanoma

O melanoma é um câncer que se origina nas células produtoras de pigmento da pele (melanócitos). O melanoma pode iniciar como um pequeno tumor cutâneo pigmentado sobre a pele normal, mais freqüentemente em áreas expostas ao sol, mas quase metade dos casos ocorrem a partir de nevos pigmentados pré-existentes.

Ao contrário de outras formas de câncer de pele, o melanoma dissemina-se (produz metástases) rapidamente para partes distantes do corpo, onde continua a crescer e destrói tecidos.

Quanto menos o melanoma crescer na pele, maior a possibilidade de cura. Quando o melanoma invade profundamente a pele, é mais provável que ele se dissemine através dos vasos sangüíneos e linfáticos e cause a morte do indivíduo em questão de meses ou poucos anos.

A evolução da doença varia muito e parece depender da força da defesa imunológica do organismo. Alguns indivíduos sobrevivem aparentemente com boa saúde durante muitos anos, apesar da disseminação do melanoma.

Diagnóstico e Tratamento

Quando existe uma suspeita de melanoma, o médico realiza uma biópsia (coleta de uma amostra para exame microscópico). Os tumores pequenos são totalmente removidos, mas somente uma pequena porção é removida dos tumores maiores. Em ambos os casos, o patologista examina o tecido ao microscópio para determinar se se trata de um melanoma. A cirurgia pode remover totalmente um melanoma.

Quando ele ainda não produziu metástases, a porcentam de cura é próxima de 100%. Entretanto, um indivíduo que já apresentou um melanoma apresenta um risco de apresentar outros. Por essa razão, esses indivíduos devem realizar exames regulares da pele.

Embora a quimioterapia seja usada no tratamento de melanomas disseminados, as porcentagens de cura são baixas e o quadro geralmente é fatal. No entanto, os resultados do tratamento imunoterápico experimental com interleucina-2 são promissores.

Sarcoma de Kaposi

O sarcoma de Kaposi é um câncer que se origina nos vasos sangüíneos, geralmente da pele. O sarcoma de Kaposi pode assumir duas formas.

A primeira é uma doença que afeta os indivíduos idosos, freqüentemente de origem européia, judia ou italiana, nos quais o câncer cresce muito lentamente sobre a pele e raramente dissemina- se. A segunda forma afeta crianças e homens jovens da África equatorial e indivíduos com AIDS.

Esta forma do sarcoma de Kaposi cresce muito mais rapidamente e, freqüentemente, envolve vasos sangüíneos de órgãos internos. Nos homens idosos, o sarcoma de Kaposi geralmente aparece como uma mancha púrpura ou castanho escura localizada sobre os dedos dos pés ou sobre um dos membros inferiores.

O câncer pode crescer vários centímetros ou mais, na forma de uma área escura, plana ou discretamente elevada, a qual tende a sangrar e a ulcerar. O câncer pode disseminar-se lentamente por todo o membro inferior.

Entre os africanos e os indivíduos com AIDS, o sarcoma de Kaposi comumente aparece como uma mancha cor-de-rosa, vermelha ou púrpura, redonda ou oval.

Essas manchas podem surgir em qualquer parte do corpo, freqüentemente na face. Em alguns meses, as manchas podem aparecer em várias partes do corpo, inclusive na boca. Elas também podem ocorrer em órgãos internos e em linfonodos, podendo causar hemorragia interna.

Tratamento

Os indivíduos idosos com um sarcoma de Kaposi de crescimento lento e sem outros sintomas podem não necessitar de tratamento. No entanto, as manchas podem ser tratadas por congelamento, radioterapia ou eletrocauterização (destruição dos tecidos usando uma sonda elétrica).

Nos indivíduos com AIDS e naqueles com a forma mais agressiva, o tratamento não tem sido muito eficaz. A quimioterapia usando medicamentos como etopósido, vincristina, vimblastina, bleomicina e doxorrubicina tem dado resultados desapontadores.

O interferon-alfa pode retardar a progressão dos tumores cutâneos iniciais e uma injeção de vincristina nos tumores pode fazer com que eles regridam. Aparentemente, o tratamento do sarcoma de Kaposi não prolonga a vida dos indivíduos com AIDS. A melhoria do estado imunológico do paciente pode acarretar uma regressão do sarcoma de Kaposi.

Doença de Paget

A doença de Paget é um tipo raro de câncer de pele semelhante a uma mancha cutânea inflamada e hiperemiada (dermatite). Ela origina-se nas glândulas cutâneas ou subcutâneas. (O nome doença de Paget refere-se também a uma doença óssea metabólica que não tem relação com esta.

São doenças distintas que não devem ser confundidas) Como a doença de Paget geralmente origina-se a partir de um câncer dos condutos mamários, ele geralmente se forma em torno do mamilo. A doença de Paget também pode apresentar o aspecto de uma erupção vermelha, exsudativa e crostosa na virilha ou em torno do orifício retal.

O tumor pode originar-se nas glândulas sudoríparas próximas. A doença de Paget é tratada através da remoção cirúrgica de todo o tumor.

Fonte: www.msd-brazil.com

Câncer de Pele

Incidência

Trata-se do câncer mais frequente; apesar de não se ter números exatos, estima-se que este tipo de câncer ocorra em 1 de cada 5 pessoas que atinjam 60 anos e idade. É duas a três vezes mais comum em homens do que em mulheres.

Mortalidade

É o tipo de câncer com maior taxa de cura, atingindo quase 100% nos casos iniciais. por isso, a taxa de mortalidade é muito baixa.

Fatores de risco

Pele clara, principalmente, com exposição excessiva a raios solares, os quais contêm radiação ultravioleta; bronzeamento artificial; falha no uso de bloqueadores solares (pelo menos fps 15); exposição ocupacional a substâncias tóxicas.

Sinais de alerta

Qualquer alteração da pele, como cicatriz ou mancha que muda de tamanho, cor, superfície ou espessura. aparecimento de manchas que não desaparecem em pelo menos três semanas. ponto ou mancha na pela que coça, dói, perfura ou sangra.

Diagnóstico precoce

O auto-exame periódico da pele, com auxílio do espelho, pode detectar alterações, as quais devem ser obrigatoriamente avaliadas por médico especialista (dermatologista). este poderá então indicar a biópsia para diagnóstico de certeza.

Tratamento

A cirurgia é o melhor tratamento, e em geral, cura. outros métodos de tratamento, como curetagem, criocirurgia, radioterapia e quimioterapia tópica podem ser aplicados em casos específicos.

Sobrevivência

O câncer de pele é praticamente 100% curável se é detectado antes de que se espalhe. a taxa de recorrência e cura varia, dependendo do tipo, local e extensão da lesão, e também do tratamento realizado.

Atenção!

Evite exposição solar sem proteção.

Fonte: andre.sasse.com

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