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Câncer de Pulmão

 

O que é câncer de pulmão?

Câncer de pulmão é o desenvolvimento de células anormais no pulmão. Estas células crescem substituindo o tecido saudável do pulmão. O câncer de pulmão, se for descoberto precocemente, pode ser tratado.

Muitas vezes, o câncer de pulmão cresce lentamente, sem sintomas. Outras vezes, cresce muito rápido, podendo comprometer a saúde do paciente em um curto período de tempo. Quando o câncer já está bastante avançado, ele pode se distribuir para outros órgãos do corpo, como a mama, intestino, próstata, rim, tiróide, estômago, testículos e ossos.

Como acontece?

O papel exato da poluição do ar na formação do câncer ainda não está definido. Sabe-se que o tabagismo é responsável por mais de 90% dos casos em homens e cerca de 70% dos casos em mulheres.

Outros fatores, além do tabagismo, que aumentam a chance de desenvolver o câncer de pulmão são:

História de câncer de pulmão na família
Exposição a gases tóxicos
Exposição à radiação

Quais os sintomas?

Freqüentemente, o primeiro sintoma que aparece é a tosse. Nas pessoas que têm bronquite crônica, a tosse se torna mais intensa e freqüente. O escarro não é excessivo, podendo aparecer filamentos de sangue. Quando há sangramento excessivo, pode-se suspeitar da invasão do tumor em algum vaso sangüíneo grande.

Normalmente, há chiados no peito, pelo estreitamento das vias aéreas. Quando a dor torácica aparece, o tumor pode estar bastante avançado. Outros sintomas, fora dos pulmões, incluem dedos em forma de baquetas de tambor, distúrbios na movimentação dos membros e alterações na sensibilidade de alguma parte do corpo.

Como é diagnosticado?

Um simples Raio-X de tórax pode ser suficiente para identificar o tumor. Se houver alteração na radiografia, a pessoa deve realizar outros exames para saber qual o tipo de tumor que a está acometendo. O exame através do escarro pode identificar o tipo de célula anormal que causou o câncer. Outras vezes, é necessário retirar um pedacinho do pulmão para se analisar no microscópio (biópsia).

Como é tratado?

O tratamento depende da interação entre o paciente e o médico. É importante saber o tamanho do tumor, e se ele se espalhou para outros órgãos. Isto pode influenciar no tratamento cirúrgico.

Normalmente, o tratamento é a retirada do tumor pelo cirurgião. Pode-se somar a este tratamento a radioterapia e a quimioterapia, aumentando a chance de cura.

Como prevenir?

A mudança no estilo de vida é de grande importância para a prevenção do câncer de pulmão. Deve-se combater o estresse do dia a dia. Mas, sem sombra de dúvidas, a melhor maneira de prevenir o câncer de pulmão é evitar o cigarro, pois este sim é o maior inimigo do pulmão.

Fonte: www.hub.unb.br

Câncer de Pulmão

Os pulmões são duas estruturas parecidas com esponjas que fazem parte do sistema respiratório. Quando inspiramos o ar, os pulmões absorvem o oxigênio existente nele. O oxigênio é necessário para o funcionamento de todas as células do nosso corpo. Quando expiramos, os pulmões eliminam para o ar o gás carbônico (dióxido de carbono) que é o resultado da "queima" do oxigênio pelas células.

Os cânceres que se originam nos pulmões são divididos em dois grupos principais:

Tumor de não-pequenas células tem um padrão de crescimento e de disseminação mais lento. Existem três subtipos dependendo do tipo de célula que originou o tumor: carcinoma epidermóide (ou de células escamosas), adenocarcinoma e carcinoma de grande células.
Tumor de pequenas células:
São chamados também de tumor de "oat cell", sendo menos comum que os tumores não- pequenas células. Este tipo costuma apresentar crescimento mais rápido e se disseminar a outros órgãos mais facilmente.

Incidência e mortalidade

A mortalidade por câncer de pulmão entre 1979 e 2000, demonstra que as taxas apresentaram um aumento de 57% entre os homens, que passou de 7,73/100.000 para 12,13/100.000 e de 134% entre mulheres, tendo passado de 2,33/100.000 para 5,33/100.000.

Para o Brasil como um todo, segundo o INCA, os números de óbitos estimados para o ano 2003 entre homens e mulheres são, respectivamente, 11.315 e 4.915. Com relação aos casos novos, os números estimados para este mesmo ano são, entre homens e mulheres, 15.165 e 6.920, respectivamente. Os números absolutos de óbitos estimados para o ano 2003, correspondem a taxas brutas de mortalidade de 13,00/100.000, entre homens, e 5,45/100.000, entre mulheres. Os números estimados de casos incidentes em 2003 refletem taxas brutas de incidência de 17,41/100.000, entre homens, e 7,72/100.000, entre mulheres.

O câncer de pulmão continua a ser o câncer mais frequente no mundo (12,3% de todos os casos novos de câncer) e também é a causa de morte por câncer mais freqüente (Ferlay, 1998; Pisani, 1999 e Parkin, 2001).

No Brasil, o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer em homens e a segunda em mulheres. Apesar da alta efetividade da prevenção primária, através da prevenção e do controle do tabagismo, a sua incidência também permanece elevada.

O Ministério da Saúde, por intermédio do INCA, dentre as ações voltadas para vigilância de fatores de risco de câncer, desenvolveu em 2001 um inquérito sobre tabagismo no município do Rio de Janeiro, onde foi observada uma prevalência de fumantes de cerca de 23%. Neste inquérito, a idade média de iniciação foi mais precoce em mulheres, o que enfatiza a importância de reforçar ações de combate ao tabagismo, principalmente entre mulheres e jovens.

Fatores de risco

Os pesquisadores descobriram várias causas de câncer de pulmão, a maioria relacionada ao uso de tabaco.

Cigarro

É o principal fator de risco. Substâncias lesivas, chamadas carcinógenos presentes no tabaco queimado lesma as células pulmonares. Com o tempo as células lesadas podem se transformar em células tumorais. A chance de aparecimento do câncer está ligada à idade de início do tabagismo, há quanto tempo é fumante, quantos cigarros fuma por dia e o quão profundo a fumaça é inalada. Deixa de ser fumante reduz drasticamente o risco de desenvolver câncer de pulmão.

Charutos e cachimbos

Quem fuma charutos ou cachimbos também tem mais riscos de desenvolver câncer. Existe uma ligação entre os números de anos que a pessoa fuma o número de charutos ou cachimbos fumados por dia e o quão profundo a fumaça é inalada. Mesmo sem inalar, existe o aumento de risco de tumores de cabeça e pescoço nos usuários de charutos e cachimbos.

Fumo ambiental

A exposição prolongada ao ar onde alguém está fumando aumenta achance de câncer de pulmão pelo não fumante (Prestem atenção nisso papai fumantes!!) Também chamado de fumante passivo, sabe-se que a cada 3 cigarros fumados por um fumante, o indivíduo que divide o ambiente está inalando um cigarro inteiro.

Radônio

É um gás radioativo invisível, sem odor ou gosto que é emitida naturalmente pelo solo e rochas. Pessoas que trabalham em minas podem estar mais expostos, mas existem áreas que possuem maiores índices de radioatividade natural. Quando somado a outro fator, como o fumo, isto pode aumentar ainda mais os riscos.

Asbestos

Asbestos ou amianto são fibras minerais usadas por algumas indústrias. Ao serem inaladas as partículas de asbestos ficam alojadas nos pulmões sem serem eliminadas. Levando a lesão celular e aumento de risco de câncer de pulmão.

Sinais de alerta

Alguns sintomas e sinais de câncer de pulmão incluem:

Tosse persistente ou que vem piorando com o tempo
Dor no peito constante
Escarro com sangue
Perda de fôlego, chiado ou rouquidão
Pneumonia ou bronquite recorrente
Inchaço em face e pescoço
Perda do apetite ou perda de peso

Cansaço

Estes sintomas podem ser causados por câncer de pulmão ou outras doenças. É importante o controle desses sinais com um pneumologista, ou clínico geral.

Diagnóstico precoce

É dificultado pela ocorrência já tardia dos sintomas. Apenas 20% são descobertos em fase inicial. Para fumantes, é recomendada a realização de uma radiografia de tórax por ano, como controle.

Na ocorrência de algum sintoma suspeito, o médico avalia os antecedentes pessoais do paciente, histórico do fumo, exposição ambiental e ocupacional e antecedentes familiares de câncer.

Com o exame físico e uma radiografia dos pulmões se houver suspeita de câncer, o médico poderá pedir citologia de escarro. Porém para confirmar o diagnóstico é necessário uma biópsia, isto é, a retirada de uma amostra da lesão suspeita para exame microscópico.

Existem vários procedimentos possíveis para obter a amostra, e a decisão vai depender de cada caso:

Broncoscopia

Com um broncoscópio (tubo fino e maleável) o médico entra pelas vias aéreas e coleta células ou pequenas amostras de tecido suspeito.

Aspiração por agulha fina

Uma agulha é inserida pelo tórax até o tumor e remove uma pequena amostra de tecido.

Toracocentese

Usando uma agulha o médico retira uma amostra de fluido que rodeia os pulmões para avaliar a presença de células tumorais.

Toracotomia

Cirurgia com abertura do tórax para retirada de material para exame. É um grande procedimento necessitando internação hospitalar mais prolongada.

Como se espalha

Apesar do câncer de pulmão poder se espalhar para qualquer área do corpo, os locais mais comuns de metástases são para o próprio pulmão, ossos, cérebro, fígado e as supra-renais. As metástases podem causar dificuldades respiratórias, dores ósseas, dores abdominais, dores de cabeça, fraqueza e/ou confusão mental.

Estadiamento

Com o diagnóstico de câncer firmado, é necessário avaliar em que estágio se encontra a doença. O Estadiamento é feito para ver se o câncer se espalhou, e se isto ocorreu, para onde. Saber do estádio da doença ajuda o planejamento do tratamento.

Alguns exames utilizados para estadiamento incluem:

Tomografia computadorizada
Ressonância nuclear magnética
Cintilografia de corpo inteiro
Cintilografia óssea
Mediastinoscopia/Mediastinotomia

Estágio 0:

É o câncer localizado chamado de câncer in situ, limitado à camada mais superficial que recobre as vias aéreas.

Estágio IA

Um tumor com menos de 3 cm sem comprometimento de linfonodos regionais ou outros órgãos.

Estágio IB

Um tumor maior que 3 cm. Não há comprometimento de linfonodos regionais ou outros órgãos.

Estágio IIA

O câncer infiltrou linfonodos do mesmo lado do tumor primário, mas não atingiu I centro do tórax e nem outros órgãos.

Estágio IIB

Um tumor com mais de 3 cm que infiltrou linfonodos hilares (centrias) do mesmo lado do tumor.ou um tumor que invade a parede do tórax, diafragma ou outros locais do tórax sem comprometer linfonodos ou outros órgãos distantes.

Estágio IIIA

Tumor de qualquer tamanho que atinge os linfonodos mediastinais do mesmo lado mas não outros órgãso distantes.

Estágio IIIB

Qualquer tamanho de tumor que infiltrou extensamente os linfonodos, mas não atingiu outros órgãos ou tumor que invadiu mediastino, coração, grandes vasos, traquéia, esôfago, espinha dorsal ou desenvolveu novos nódulos na mesma região do tumor ou derrame pleural (liquido recobrindo os pulmões) com células tumorais, mas sem metástases mais distantes. Pacientes que tenham derrame pleural com células tumorais são tratadas como tendo doença no estágio IV.

Estadio IV

Qualquer tumor que tenha atingido órgãos distantes.

Classificação - carcinoma de pequenas células

A grande maioria dos pacientes com câncer de pequenas células apresenta metástases ao diagnóstico e poucos são submetidos á cirurgia, sendo que a maioria recebe tratamento quimioterápico. Um estadiamento separado para o câncer de pequenas células identifica os pacientes que serão tratados com radioterapia em adição à quimioterapia.

O câncer de pequenas células do pulmão é classificado como:

Estágio limitado

Significa que o tumor está localizado em um lado do tórax, envolvendo uma única região do pulmão e linfonodos vizinhos, permitindo que esta região seja tratada com radioterapia.
Estágio extenso
Significa que o tumor infiltrou outras áreas do tórax ou fora do tórax e não pode ser totalmente irradiado.

Tratamento

O tratamento depende de vários fatores incluindo o tipo de tumor, o tamanho a localização, a extensão do tumor e o estado geral do paciente. Muitos tratamento diferentes e combinações de tratamento podem ser usados para o controle do câncer de pulmão e/ou aumentar a qualidade de vida com a redução dos sintomas.

Cirurgia

É a operação para remoção do tumor. O tipo de cirurgia depende da localização do tumor no pulmão. Alguns tumores são inoperáveis devido ao tamanho ou localização e alguns pacientes podem não ter condições físicas de suportar uma cirurgia de grande porte.

Ressecção segmentar

Retira-se um pequena parte do pulmão.

Lobectomia

Retirada de um lobo inteiro do pulmão

Pneumectomia

Retirada de um pulmão inteiro.a cirurgia é a melhor opção para os casos iniciais.

Quimioterapia

È o uso de medicamentos para matar as células tumorais. Mesmo se o tumor foi retirado dos pulmões, algumas células tumorais podem ter permanecido em áreas próximas ou mesmo já terem caído na circulação sanguínea.

A quimioterapia também pode ser usada para controlar o crescimento do tumor ou para aliviar os sintomas. A grande maioria dos medicamentos são administrados por injeções mas existem medicações dadas por via oral.

Radioterapia

Envolve o uso de raios de alta energia para matar as células tumorais. A Radioterapia é direcionada para uma área limitada e afeta as células tumorais somente desta área.

A radioterapia pode ser realizada antes da cirurgia para tentar reduzir o tamanho do tumor, ou após, para destruir alguma célula tumoral que eventualmente permaneceu na área.

Muitas vezes a radioterapia é combinada com a quimioterapia sem cirurgia como tratamento principal contra o câncer de pulmão. A radioterapia pode ser usada para diminuir sintomas como falta de fôlego.

Sobrevivência

Apenas 15% dos pacientes sobrevivem por 5 anos após o diagnóstico. Essa taxa aumenta para até 50% quando a doença é descoberta ainda localizada.

Fonte: andre.sasse.com

Câncer de Pulmão

Entendendo o câncer de pulmão

O câncer de pulmão é um termo utilizado para descrever o crescimento de células anormais no pulmão. Essas células se dividem e crescem a uma velocidade muito maior do que as células normais.

As células cancerosas se unem para formar um agrupamento, e este agrupamento anormal de células é denominado tumor. Se as células cancerosas começam primeiramente a crescer nos pulmões, o tumor é denominado tumor pulmonar primário.

No entanto, se as células do câncer de pulmão invadem os vasos sangüíneos, elas podem começar a crescer em outras partes do corpo como, por exemplo, nos ossos. Este novo crescimento de câncer é denominado metástase ou tumor secundário.

Lista de Verificação dos Sintomas

Há várias formas através das quais o câncer de pulmão pode ser diagnosticado. Algumas pessoas somente descobrem a doença durante exames de rotina, enquanto outras apresentam os sintomas e sinais durante muitos meses.

Vale a pena pedir ao seu médico que lhe encaminhe para um raio -X ou uma segunda opinião, caso esteja, de forma persistente, apresentando qualquer um dos seguintes sintomas:

Tosse
Catarro sanguinolento
Falta de ar
Dores
Pneumonia recorrente ou bronquite
Cansaço
Perda de apetite ou perda de peso
Rouquidão
Inchaço no rosto ou pescoço
Deformação dos dedos (por exemplo, inchaço das pontas dos dedos)

O câncer de pulmão é uma doença difícil de se diagnosticar, pois frequentemente se espalha para outras áreas e órgãos do corpo.

Pode ocorrer que o tumor de pulmão não cause problemas no peito, mas é a metástase do câncer para outras partes do corpo que o alerta ou ao seu médico em relação ao problema.

Tipos de câncer de pulmão

Há vários tipos diferentes de câncer de pulmão.

Os dois mais comuns são denominados:

Câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC), que é o tipo mais comum (cerca de 75% dos casos)
Câncer de pulmão de pequenas células (SCLC)

Cada tipo responde de uma forma distinta a diferentes tratamentos, então, a melhor abordagem de tratamento para você dependerá do seu tipo de câncer.

Câncer de pulmão de células não pequenas

Dependendo do tipo de célula anormal, há alguns tipos diferentes de câncer de pulmão de células não pequenas:

Adenocarcinoma - é mais comum em mulheres, especialmente fumantes, e tem uma tendência a produzir formações de muco/escarro nas vias aéreas menores.
Carcinoma de células escamosas
(também conhecido como carcinoma epidermóide) - ocorre com mais freqüência em homens e em idosos de ambos os sexos, mas é raro em não fumantes.

Ele aparece como um crescimento irregular de células em formato de pérola, com uma textura firme, e é mais comum nas vias aéreas centrais maiores do que na parte externa do pulmão.

Ele pode crescer o suficiente para bloquear a passagem de ar a uma parte do pulmão, causando um colapso. Este é o tipo que mais se remove por cirurgia.

Câncer de pulmão de pequenas células

É causado por pequenas células circulares que formam inchações carnudas, geralmente nas vias aéreas maiores, e é muito raro em não fumantes.

Este tipo se divide e cresce muito rapidamente e, com freqüência, na época do diagnóstico, já se disseminou para os gânglios linfáticos e/ou outros órgãos.

Sabe-se que responde melhor à quimioterapia e à radioterapia do que os cânceres de pulmão de células não pequenas, podendo haver reincidência. Você fará exames regulares após a conclusão do tratamento, para garantir que qualquer reincidência seja rapidamente detectada.

Outros tipos de câncer de pulmão

Mesotelioma - é intimamente associado a um histórico de exposição ao amianto, geralmente no trabalho em indústrias do setor ou com produtos em um estabelecimento comercial.

Em geral, ele afeta homens idosos e pode levar de 35 a 40 anos para se desenvolver, a partir da primeira exposição. Este tipo de célula cancerosa é geralmente encontrado na pleura e produz um fluido que pode requerer drenagem regular para melhorar a respiração.
Tumor carcinóide
- é uma doença pulmonar rara e benigna (1 a 2% de todos os cânceres de pulmão). Este crescimento afeta os órgãos e as glândulas que produzem muitos dos hormônios (neuroendócrino) como, por exemplo, a glândula tireóide.

É mais comum em um grupo mais jovem e a maioria dos pacientes não apresenta sintomas no diagnóstico. No entanto, quando ocorrem, podem incluir rubores, diarréia, problemas cardíacos e respiração dificultosa.

Em geral, é curado com a cirurgia, mas a radioterapia e a quimioterapia podem ser empregadas para controlar os sintomas.

O diagnóstico e o tratamento do câncer de pulmão podem ser complicados.

Estadiamento

Para determinar o tratamento mais adequado, são definidos 'estágios' para os cânceres, o que significa classificar a gravidade da doença do ' paciente.

O câncer de pequenas células é classificado como 'limitado' (câncer somente em um dos pulmões e nos gânglios linfáticos no mesmo lado) ou 'extenso' (câncer disseminado, seja no tórax ou em outro local do corpo).

Os estágios do câncer de pulmão de células não pequenas são os seguintes:

Estágio I: o câncer está presente somente em uma parte do pulmão
Estágio II
: a doença se disseminou para os gânglios linfáticos ou tecidos próximos, por exemplo, para a parede torácica
Estágio III
: o câncer se disseminou de forma mais extensa dentro do tórax e, em geral, para os gânglios linfáticos maiores
Estágio IV
: o câncer se disseminou para outras partes do corpo, por exemplo, para o fígado ou ossos

Tratamentos

O tratamento depende do tamanho, tipo e estágio do tumor, bem como da sua saúde. O seu médico decidirá qual tratamento será mais adequado, produzirá menos efeitos colaterais e funcionará melhor para você.

Em geral, há três tipos de tratamento empregados no câncer de pulmão.

São eles: cirurgia, radioterapia (tratamento com raios X) e quimioterapia (com medicamentos).

Ao determinarem o tipo de tratamento, os médicos tomarão as seguintes decisões sobre o seu câncer:

Há chance de cura - ou seja, de tratar o seu câncer de forma que a reincidência seja altamente improvável (tratamento curativo).
Se isso não for possível, o médico tentará diminuir o tamanho do tumor e impedir que ele cresça novamente pelo maior período possível.
Espera-se que, com esse tratamento, quaisquer sintomas que o câncer estiver causando sejam reduzidos/retardados (tratamento paliativo).

Os seguintes fatores são considerados ao determinar qual tratamento será adequado a você:

O tumor pulmonar

Tamanho do tumor: tumores maiores são, em geral, mais difíceis de se tratar.
Posição do tumor
: se estiver muito próximo à traquéia, a vasos importantes ou a outra estrutura vital, o tratamento curativo poderá ser difícil.
Estágio do tumor
: os médicos devem realizar uma variedade de exames para decidirem o estágio do seu tumor. Pode lhe parecer que esses exames estão retardando o início do tratamento, mas é muito importante que os médicos ministrem o tratamento mais adequado ao seu tumor.

Lembre-se que todos são tratados como indivíduos. Assim sendo, duas pessoas com câncer de pulmão no mesmo estágio não serão tratadas da mesma forma.

Disseminação do câncer: se o câncer se disseminou para os gânglios linfáticos no mediastino (a área entre os pulmões) ou para outras estruturas externas do tórax, o tratamento curativo poderá ser difícil.
Tipo de câncer de pulmão
(por exemplo, de pequenas células ou de células não pequenas): Diferentes tipos de câncer de pulmão respondem a tratamentos distintos.

A sua saúde

Saúde geral dos pulmões: se houver danos aos seus pulmões decorrentes de outras doenças (por exemplo, doença pulmonar obstrutiva crônica - COPD), certos tratamentos poderão ser descartados, pois poderiam intensificar a dificuldade de respiração.
Presença de outras doenças
: a presença de outras doenças pode aumentar os riscos de certos tratamentos e isso poderá ajudar a determinar o tratamento mais adequado para você.
Sintomas atuais
: certos tratamentos requerem que o paciente esteja em boa forma, com o objetivo de reduzir efeitos colaterais. Caso contrário, esses tratamentos poderão não ser aconselháveis para você.
Aceitabilidade de efeitos colaterais
: Pode haver efeitos colaterais inaceitáveis a alguns pacientes como, por exemplo, perda de cabelo. Antes de tomar uma decisão, você deve discutir possíveis efeitos colaterais do tratamento com o seu médico.

Observação: a idade não deve ser um fator decisivo ao realizar as avaliações descritas acima.

Opções de tratamento do câncer de pulmão

Cirurgia: se o câncer não se disseminou de forma extensa (estágios I e II), a remoção do tumor com cirurgia é a forma de tratamento mais comum e eficaz para o câncer de células não pequenas. A cirurgia deve ser considerada para todos esses pacientes e, se ela não for viável, eles devem receber uma explicação das razões.

Se o câncer se disseminou e a cirurgia não for possível (isso é mais comum no câncer de pequenas células), a radioterapia e a quimioterapia são empregadas (isoladamente ou em conjunto) para controlar os sintomas com a redução do tamanho do tumor.

Em pacientes que desenvolvem fluido no tórax, a cirurgia pode ser realizada para controlá-lo e melhorar a respiração.

Quimioterapia: é o termo geral do tratamento de câncer com a utilização de medicamentos. Os medicamentos utilizados são desenvolvidos para exterminar as células cancerosas, causando menos danos às células normais.

Há muitos tipos diferentes de medicamentos de quimioterapia, que podem ser utilizados sozinhos ou, como é mais comum, em combinações.

Pacientes com diferentes tipos de câncer de pulmão podem receber combinações distintas de medicamentos de quimioterapia.

Radioterapia: é um termo geral para o tratamento de câncer com raios X. É realizada direcionando-se feixes indolores de alta energia nas áreas que precisam de tratamento.

A radioterapia trabalha exterminando células cancerosas e pode ser utilizada isoladamente ou em combinação com cirurgia e/ou quimioterapia.

Opções de tratamento mais recentes

Nos últimos anos, houve avanços encorajadores na luta contra o câncer de pulmão, e os pesquisadores estão a todo o momento investigando novos tratamentos ou novas estratégias de tratamento em potencial.

A seguinte lista é uma pequena amostra de alguns tipos de possíveis agentes anticancerígenos e tecnologias em investigação:

Novas técnicas cirúrgicas

Cirurgia torácica vídeo assistida (VATS): técnica cirúrgica menos invasiva que pode ser útil para pessoas com função pulmonar limitada, que não suportariam uma cirurgia de grande porte.

A VATS permite cirurgias de "buraco de fechadura", permitindo que o cirurgião execute a intervenção necessária através de uma pequena incisão com o auxílio de uma câmera de vídeo e uma tela de televisão.

Novas técnicas de radiação

A terapia de radiação conformal tridimensional é uma importante técnica nova que permite aumentar a dose de radiação, reduzindo-se o tempo de exposição.

A combinação da terapia de radiação primária com quimioterapia está sendo examinada e se mostra promissora.

Fracionamento: a prática de variar a dose, a duração e o período entre os tratamentos de radiação.

É possível utilizar modificadores de radiação para alterar a resposta celular à terapia. Esses agentes parecem inibir as células cancerosas, reparando o dano causado pelo tratamento de radiação.

Sensibilizantes de radiação, isto é, agentes que tornam as células mais sensíveis aos efeitos da radiação.

Braquiterapia - técnica utilizada para aplicar altas doses de radiação a partir de distâncias muito curtas e envolve a implantação de uma pequena fonte de radiação na via área próxima a um tumor.

Inibidores do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR)

Os inibidores do EGFR são desenvolvidos para deter o crescimento descontrolado de células cancerosas em certos tipos de tumor.

Eles trabalham bloqueando um dos importantes caminhos de indicação envolvidos no crescimento de células cancerosas de tumores pulmonares.

Estudos clínicos desses agentes em câncer de pulmão avançado demonstraram que um número significativo de pacientes conseguiu a diminuição do tamanho do tumor ou a estabilização da doença e muitos pacientes vivenciaram uma melhora dos sintomas.

Novos agentes quimioterápicos

Atualmente, novos e promissores agentes quimioterápicos estão passando por testes clínicos, de forma isolada ou em uma variedade de combinações.

O tempo de aplicação e a dosagem dos agentes quimioterápicos estão sendo investigados, pois são produtos que poderiam aumentar a eficácia dos medicamentos ou proteger as células normais durante a quimioterapia.

Compostos antiangiogênicos

Há uma variedade de tratamentos em investigação, que podem inibir a formação dos vasos sangüíneos dos tumores. Tumores sólidos, como o câncer de pulmão, somente podem crescer e sobreviver no corpo humano desenvolvendo seus próprios vasos sangüíneos, conectando-os à ' corrente sangüínea.

Ao evitar que o tumor acesse a corrente sangüínea'- que leva nutrientes e oxigênio à células do tumor, permitindo que elas sobrevivam e cresçam, e remove as toxinas para processamento em outros locais no corpo - as células do tumor morrem.

Terapia genética

A terapia genética para câncer utiliza material genético como agente terapêutico. O objetivo é inserir nas células cancerosas um gene regulador que foi perdido ou alterado, ou tentar bloquear a produção de um gene cuja função seja promover o crescimento desordenado das células.

Por exemplo, metade dos pacientes com NSCLC apresenta anomalias no gene p53 - responsável pela exterminação de células anormais. Seja este ou outros genes envolvidos no câncer de pulmão, a terapia genética pode ser promissora na prevenção e tratamento do NSCLC.

Inibidores de metaloprotease da matriz

As metaloproteases da matriz (MMPs) são enzimas de ocorrência natural que auxiliam na decomposição da estrutura entre as células, de forma a criar espaço para o crescimento de tecido saudável novo.

Essas enzimas são importantes nos processos normais como o desenvolvimento de novos vasos sangüíneos e na cicatrização.

Também se acredita, no entanto, que as MMPs podem ajudar as células do tumor a invadir o tecido saudável próximo e a se disseminar para partes mais distantes do corpo, podendo ajudar no desenvolvimento de novos vasos sangüíneos nos tumores. Ao inibir a ação das MMPs, espera-se que a diminuição do crescimento do tumor e da disseminação.

Anticorpos monoclonais terapêuticos

Trata-se dos anticorpos que são clonados ou artificialmente reproduzidos em laboratório. Eles se unem somente a uma determinada proteína, que é seu "par".

Isso significa que os anticorpos monoclonais podem ser desenvolvidos para se unir a certas células tumorais e destruir somente elas.

Fonte: www.lungcancercoalition.org

Câncer de Pulmão

O que é o câncer de pulmão?

O câncer de pulmão é o nome genérico dado aos tumores malignos que se originam de células da porção interna do aparelho respiratório inferior (árvore brônquica, no interior dos pulmões). Há vários tipos de câncer de pulmão, segundo o tipo de célula de onde se originou a doença.

É verdade que o câncer de pulmão é um dos mais comuns entre os tumores malignos?

O câncer de pulmão não é dos tumores malignos mais comuns, porém é o mais letal. Mesmo quando diagnosticado e tratado oportunamente, há recidiva (reaparecimento) da doença em 20% a 40% dos casos. A doença que recidivou, na maioria das vezes, é incurável.

O que causa esse câncer?

Estima-se que 90% dos casos de câncer de pulmão são atribuíveis ao tabagismo. Ou seja, não fosse o hábito de fumar, 9 em cada 10 vítimas da doença não a teriam desenvolvido no curso de suas existências.

Como o fumo influencia o câncer de pulmão?

O cigarro é um dispositivo para administração por via inalatória de nicotina, sendo uma das mais perigosas formas de vício permitidas pela sociedade. As pessoas suscetíveis ao vício pela nicotina se tornam dependentes quando passam a fazer uso do cigarro, na adolescência ou juventude, permanecendo por muitos anos consumindo cigarros.

Ocorre que, além da nicotina, substâncias químicas capazes de induzir aparecimento de tumores (carcinógenos) estão presentes no fumo e são inaladas pelos usuários do produto – e pelos que convivem com fumantes. Ao longo dos anos, tais substâncias agridem todo o trato respiratório e podem levar ao aparecimento do câncer de cabeça e pescoço, esôfago e pulmão.

Quais os riscos de câncer em um fumante passivo?

O fumante passivo experimenta maiores riscos para doenças relacionadas ao fumo (cânceres de pulmão, cabeça e pescoço, esôfago, mama, colo uterino e bexiga) do que os que vivem em ambientes livres do cigarro. São vítimas dos efeitos indesejáveis da inalação continuada de carcinógenos presentes na fumaça do cigarro, sendo seu risco tanto maior quanto for o tempo de exposição à agressão ambiental.

Qual a prevalência de câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram?

No início do século passado, o câncer de pulmão era considerado uma forma rara de tumor maligno, sendo excepcional a sua ocorrência. A industrialização da produção de cigarros propiciou a expansão vertiginosa do número de fumantes e, a partir dos anos 1950, da incidência de câncer de pulmão.

Entre pessoas que nunca fumaram, a prevalência do câncer de pulmão permanece baixa nos dias de hoje, sendo associada a uso de terapia de reposição hormonal para menopausa, exposição ambiental a formas de amianto e ao radônio (gás radioativo presente em áreas de mineração do urânio).

Existem profissões que aumentam o risco de câncer de pulmão?

Estudos epidemiológicos associam maior risco para câncer de pulmão entre profissionais que trabalham em mineração de amianto anfibolito e urânio, pela exposição a carcinógenos inalantes (fibras rígidas de amianto e radônio) e entre aqueles que trabalham em ambientes fechados, como escritórios, por razões não esclarecidas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do câncer de pulmão se faz por exame clínico de pessoas que já apresentam sintomas da doença: tosse crônica, falta de ar, cansaço, expectoração com sangue, perda de peso e dor torácica. Não há um meio efetivo para o rastreamento de pessoas assintomáticas, visando o diagnóstico precoce da doença.

Como funciona o tratamento?

O tratamento varia segundo o tipo celular de câncer de pulmão e o estágio (extensão) da doença ao diagnóstico. Via de regra, inclui procedimentos cirúrgicos e clínicos (quimioterapia e radioterapia) com o objetivo de remover ou destruir as áreas doentes no organismo.

É possível prevenir o câncer de pulmão?

A única forma de prevenir o câncer de pulmão é pelo combate ao hábito de fumar. É preciso se fazer um esforço para evitar que crianças, adolescentes e jovens tenham acesso ao cigarro, ou a exemplos positivos de fumantes, pois é nas faixas etárias até os 20 anos que a exposição ao cigarro mais provavelmente irá resultar em dependência química à nicotina. Quando adultos experimentam fumar, poucos se tornam dependentes.

Sandro José Martins

Fonte: idmed.uol.com.br

Câncer de Pulmão

O que é Câncer de Pulmão?

Como todos os outros tecidos e órgãos do corpo, o pulmão é composto por células que normalmente se dividem e reproduzem-se de forma ordenada e controlada.

Quando ocorre uma disfunção celular, alterando esse processo de divisão, as células passam a se multiplicar de forma desordenada e perdem a capacidade de morrer, resultando numa lesão tumoral, ou seja, num câncer de pulmão.

Existem dois tipos de câncer de pulmão, que são freqüentemente tratados de forma diferente.

Um deles, denominado carcinoma não pequenas células, representa em média 75% dos tumores e corresponde a um grupo composto de três tipos histológicos.

São eles: carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células.

O outro grupo, chamado de carcinoma de pequenas células (oat-cell), acontece em aproximadamente 25% dos casos. É normalmente um câncer de crescimento rápido e pode se disseminar rapidamente para outros órgãos.

Qual a função dos pulmões?

Os pulmões são constituídos por cinco lobos, três no pulmão direito e dois no esquerdo. Quando a pessoa inala o ar, os pulmões absorvem o oxigênio, que é levado ao resto do organismo pela corrente sanguínea. Na medida em que o organismo utiliza o oxigênio, cria-se gás carbônico, que é levado pela corrente sanguínea para os pulmões, onde é expelido.

Incidência

Com exceção do câncer de pele, o de pulmão é o mais freqüente em todo o mundo, com 1,3 milhão de novos casos diagnosticados a cada ano. No Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o número de novos casos da doença em 2008 será de 27.270, com um risco estimado de 19 casos novos a cada 100 mil homens e 10 para cada 100 mil mulheres.

Fatores de risco

O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão, sendo responsável por nove entre dez ocorrências.

Comparados com os não-fumantes, os tabagistas possuem 20 a 30 vezes mais chance de desenvolver câncer de pulmão. Alguns outros fatores podem aumentar o risco de desenvolver o câncer de pulmão, como a exposição ao asbesto, infecções pulmonares de repetição, poluição, deficiência ou excesso de vitamina A, assim como fatores genéticos e histórico familiar.

Sintomas

Os principais sintomas do câncer de pulmão são a tosse constante, escarros com sangue, perda de peso rápida e de apetite e dispnéia (falta de ar). Em algumas situações, a dor torácica pode ser também o sintoma inicial.

Prevenção

Como o tabagismo é a principal causa da doença, parar de fumar é, sem dúvida, o primeiro passo para quem deseja uma vida saudável. Os fumantes passivos, vale lembrar, também sofrem os efeitos da fumaça do cigarro.

O que significa estadiamento?

O estadiamento é a forma de descrever o câncer, informando se este está restrito a um local específico, se se disseminou para outros locais e se está afetando a função de outros órgãos do corpo. O estadiamento do câncer de pulmão não pequenas células e o de pulmão pequenas células é diferente. O primeiro é descrito por um número, do estágio um ao quarto. O segundo, por sua vez, é classificado em doença limitada ou doença extensa.

Tratamento

O câncer de pulmão é sempre tratável, não importa o tamanho, a localização, nem se o tumor se disseminou. Suas opções de tratamento dependem do tamanho e da localização do tumor, se o câncer se disseminou e do estado geral de saúde da pessoa.

Existem três formas básicas de   tratamento: cirurgia, quimioterapia e radioterapia, que podem ser aplicadas de maneira isolada ou conjunta.

Assim como na maioria dos tipos de câncer, as opções de terapia são definidas dependendo da situação do paciente e do estágio da doença.

O objetivo da cirurgia é a remoção completa do tumor de pulmão, com a ressecção do tecido normal que o envolve (chamado de margem) e dos linfonodos regionais. O câncer de pulmão não pequenas células é tratado com uma combinação de cirurgia e quimioterapia e/ou radioterapia.

O câncer de pulmão de pequenas células, por sua vez, é frequentemente tratado com quimioterapia e/ou radioterapia. Os efeitos colaterais do tratamento podem ser prevenidos e controlados pelo seu médico e pela equipe que o está tratando.

Perguntas para fazer ao seu médico

Que tipo de câncer de pulmão eu tenho?
Pode me explicar o resultado da biópsia?
Qual o estágio e o grau do câncer?
O tumor se espalhou para os linfonodos ou outra região?
Pode me explicar as opções de tratamento?
Qual tratamento ou combinação de tratamentos você recomenda? Por quê?
Como o tratamento irá me beneficiar?
O tratamento irá afetar meu dia-a-dia? Poderei trabalhar, fazer exercícios e realizar minhas atividades habituais?
Qual o período programado de tratamento?
O tratamento afetará minha capacidade de engravidar?
Quais os efeitos colaterais que, a longo prazo, poderão estar relacionados ao tratamento?
Existem estudos clínicos para minha situação?
Onde posso encontrar apoio psicológico para mim e para minha família?
Quem posso contatar em caso de dúvidas ou problemas?
Existe mais alguma coisa que eu deveria perguntar?

Fonte: www.inana.com.br

Câncer de Pulmão

Quais são as causas do câncer de pulmão ?

O câncer de pulmão é uma doença que está hoje muito prevalente em nosso meio. As causas na verdade elas são multifatoriais , o que eu quero dizer com isso, não é só o tabagismo que causa o câncer de pulmão.

Existem outros fatores que são associados ao habito de fumar que também pode levar ao desenvolvimento do câncer. É muito importante salientar dentro desses aspectos à carga genética que a pessoa carrega.

A hereditariedade ela não é bem estabelecida no caso especifico do câncer de pulmão como é por exemplo no câncer de mama. A pessoa pode carrega traços genéticos que determinam , se ativados de alguma forma por exemplo tabaco, a começar a fazer com que as células se dividam de maneira desordenada, e causar em uma lesão tumoral que vai culminar em um câncer.

Mas não necessariamente nós vamos ter sempre relacionado ao tabaco, vamos citar por exemplo, a prevalência de qualquer tipo de câncer no adulto, tende a se maior na idade mais avançada, porque os erros genéticos quando as células se dividem tendem a ser maior com o avançar da idade; portanto quanto à idade também é um fator que leva a uma maior predisposição ao câncer.

Pelo próprio erro genético na hora das células se dividirem e isso gerar uma célula que vai se dividir de uma maneira errônea e gerar um câncer.

O tratamento desse câncer como que ele é feito?

O tratamento do câncer de pulmão ele vai depender de alguns fatores: da extensão desse tumor é o principal fator. Os tumores iniciais são muito raros de serem detectados , nas populações de alto risco hoje, que são aquelas pessoas que fumam em quantidades maiores, acima de uma carteira já se considera um paciente que tem um risco aumentado, em relação à população normal e já se justifica fazer anualmente uma tomografia de tórax pra ver se não pega no começo alguma coisa, e aí se podem lançar mão do ato cirúrgico , de radioterapia ou quimioterapia depende do caso.

Nos casos mais avançados que são a maioria dos pacientes, primeiro que geralmente tem um perfil de aderência a fazer exames de rotina, e também alem de não gostarem de fazer os exames esses pacientes vão apresentar sintomas do câncer tardiamente,porque dentro do pulmão você não sente, ele não produz muitos sintomas, ele vai dar sintoma quando atingir mais à parte da capa que reveste o pulmão que é a pleura, aí vai dar dor , ou começa a cuspir sangue aí ele vai se preocupar ‘opa!

O que está acontecendo comigo’ ou começa a emagrecer, tossir daí você vai ter quimioterapia, radioterapia , e esse é o tratamento.

Quais são os riscos de um fumante passivo apresentar tumores no pulmão?

Talvez seja esse um dos motivos hoje de uma pessoa que não fume, mas que convive com uma pessoa fumante vir a desenvolver o câncer. Existem estudos que mostram que o tabagismo passivo ele , é lógico que em grau menor, é nocivo a quem está inalando aquela fumaça.

O que é metástase?

A metástase na verdade não ocorre só com o câncer de pulmão, ocorre também com outros tipos de câncer. Então uma célula, vamos supor que está aqui no pulmão se desenvolvendo,crescendo, ela vai sair daqui pelo sangue ou pelas línguas do corpo,pelo sistema linfático , vai sair daqui e pode se alojar em qualquer lugar do corpo.

Aí você vai ter uma célula doente por exemplo no fígado, e isso é uma situação grave nesses casos já a chance de cura é quase nula.

Eu acho assim, fumare uma coisa que , tirar o vicio de fumar é uma coisa difícil , você chegar no médico, a gente recebe muitos pacientes ‘doutor o que eu faço pra parar de fumar?primeira coisa que eu falo é ‘você quere, não é só falar que você quer’ agora , mas pra ele fazer isso é muito difícil , mas que então pelo ’ a menos faço um acompanhamento médico adequado pra ver se o cigarro vai realmente estar causando algo.

Que da mesma forma que a pessoa pode ser vulnerável ao cigarro, ele pode ter uma resistência ao cigarro, é aquele vozinho que fumou a vida inteira três carteiras de cigarro por dia , tem o dedo amarelo até de tanto cigarro, ta com 90anos e não tem nada. Porque que esse teve  e esse não?

Ou uma pessoa de 40 anos de idade desenvolveu um câncer do nada, então existem esses nuances.

Isso até é motivo de muitos estudos, e algumas publicações dos estudos genéticos, do porque que isso ocorre, porque algumas pessoas fumam 3 carteiras de cigarro não dá em nada, e quem é um fumante passivo desenvolve um câncer.

Fonte: transamerica.tv.br

Câncer de Pulmão

O câncer de pulmão está hoje entre os tumores malignos mais freqüentes em todo o mundo, com alta agressividade e mortalidade, e com incidência crescente, principalmente em mulheres.

Nos Estados Unidos, estima-se que neste ano de 2001 serão diagnosticados 170.000 casos novos de câncer de pulmão, sendo 91.000 na população masculina e 79.000 entre as mulheres.

No Brasil, as estimativas do Ministério da Saúde para o ano 2001 indicam o câncer de pulmão como o quarto tumor mais freqüente, com 21.000 casos novos.

Apenas tumores de pele (não melanoma), de mama e de estômago têm maior incidência entre brasileiros.

Fatores de risco

Os estudos epidemiológicos mostram claramente a relação entre o tabagismo e o desenvolvimento de câncer de pulmão. Quanto maior o número de cigarros fumados por dia, e mais longo o período que a pessoa esta fumando, maior será o risco de aparecer um tumor maligno de pulmão.

Estima-se que 85% a 90% de todos os casos de câncer de pulmão sejam devidos ao cigarro, tanto em homens quanto em mulheres. Outros fatores de risco incluem fumo passivo (conviver com fumantes), poluição, amianto, e predisposição genética.

Mortalidade

Infelizmente, ainda hoje, a maioria dos pacientes são diagnosticados com câncer de pulmão em estágio avançado da doença, com tumor grande, muitas vezes já disseminado (espalhado) pelo corpo. O câncer de pulmão tipicamente está associado com agressividade e mortalidade elevadas.

Dependendo do estágio da doença quando diagnosticada, os pacientes poderão ter chances de viver a longo prazo, livres da doença, variando desde 90% para tumores muito precoces, pequenos, até os raros 1% em pessoas com doença disseminada.

Na década de 90, estimava-se que somente 15% dos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão estariam curados e vivos após cinco anos.

Estes resultados muito pobres desafiaram os médicos dedicados ao estudo e ao cuidado de câncer de pulmão. Estudos e pesquisas mais recentes mostram caminhos novos e esperanças realistas de melhores resultados, de maior controle e de chances mais concretas de sobrevida a longo prazo em pacientes portadores de câncer de pulmão.

Prevenção

Provavelmente o melhor e mais eficiente método de reduzir a mortalidade por câncer de pulmão é de evitar que ele ocorra. Combater o tabagismo se transformou na estratégia primordial, impedindo que pessoas iniciem o vício (principalmente adolescentes), e auxiliando fumantes a abandonar o tabagismo.

Campanhas e leis intensivas alertam a população e informam sobre os perigos do cigarro, além de restringirem o acesso e a disponibilidade dos derivados do tabaco.

Ao mesmo tempo, o tabagismo está sendo considerado uma doença, sendo tratada atualmente de forma mais eficaz: Somente 5% dos fumantes que tentam parar de fumar utilizando métodos como abstinência espontânea, acupuntura, laser, etc., conseguem ficar sem fumar por mais de um ano.

Abordagens mais eficientes, incluindo avaliação individual, terapia comportamental, adesivos de nicotina, e administração de antidepressivos aumentaram as chances de sucesso para 40%. Estes programas certamente poderão reduzir a incidência e a mortalidade de doenças relacionadas ao tabaco, incluindo o câncer de pulmão, principalmente nas décadas futuras.

Diagnóstico precoce: Está claro para os especialistas em câncer de pulmão que quanto mais precoce for o tumor, maiores são as chances de cura a longo prazo.

No ano 2000, um estudo extenso foi iniciado para avaliar o impacto da realização de exames anuais, incluindo tomografia computadorizada, para detectar tumores de pulmão menores que um centímetro (muito precoces).

Se estes métodos forem comprovados, teremos a oportunidade de diagnosticar e tratar os portadores de câncer de pulmão ainda no início, alcançando taxas de cura e de sobrevida a longo prazo elevadas (ao redor de 90%).

Tratamento

Tanto tratamentos cirúrgicos quanto radioterápicos e quimioterápicos evoluíram consideravelmente nos últimos 10 anos. As operações estão cada vez menos agressivas e mais eficientes, com complicações e mortalidade pós-operatórias reduzidas.

O desenvolvimento de cuidados anestésicos e de terapia intensiva possibilitaram a inclusão de pacientes em condições clínicas mais precárias em tratamentos cirúrgicos mais agressivos, que antigamente eram rotineiramente contra-indicados.

A radioterapia com planejamento tri-dimensional, aplicando no alvo (tumor) doses cada vez mais elevadas de radiação (mortal ao tumor), ao mesmo tempo protegendo o tecido normal do paciente e evitando efeitos colaterais, tem melhorado o controle de câncer de pulmão.

Estudos atuais avaliam a possibilidade de substituir tratamentos cirúrgicos por radioterápicos em casos selecionados, evitando complicações pós-operatórias em pacientes de risco.

A quimioterapia também se modificou muito, aumentando o número de drogas anticâncer com eficiência comprovada contra os tumores de pulmão, além de diminuir sensivelmente os efeitos colaterais. Estes fatos abriram a chance, inexistente alguns anos atrás, de tratar com quimioterapia pacientes idosos.

A melhor tolerância aos medicamentos novos, e a maior eficiência dos esquemas quimioterápicos atuais estão oferecendo chances reais de controle por períodos mais prolongados dos tumores de pulmão.

A abordagem multidisciplinar, envolvendo vários especialistas no tratamento do paciente com câncer de pulmão se tornou uma rotina recomendada atualmente, utilizando de forma concomitante ou seqüencial as vantagens de cada método terapêutico (cirurgia, quimioterapia e radioterapia) em casos individuais.

Vários medicamentos novos estão sendo estudados intensivamente, com resultados preliminares promissores. Nos próximos 2 a 3 anos poderemos testemunhar o surgimento de um arsenal muito mais diversificado e eficaz contra o câncer de pulmão.

Com ações conjuntas em várias frentes, as esperanças estão cada vez maiores de reduzir a mortalidade tão elevada por tumores malignos de pulmão, no futuro próximo.

Fonte: www.lincx.com.br

Câncer de Pulmão

O que é câncer de pulmão?

O câncer de pulmão abrange um grupo de tumores malignos localizados no pulmão e é causa mais comum de óbitos por câncer. Dos 27 mil novos casos diagnosticados ao ano no Brasil, cerca de 94% estão ligados à prática do tabagismo.

Como é diagnosticado o câncer de pulmão?

À semelhança dos outros tumores, o câncer de pulmão pode crescer por muitos anos sem nenhum sintoma específico. No entanto tosse, rouquidão, presença de sangue no catarro, falta de ar e dor torácica podem ser sinais da doença e devem ser avaliados por um médico.

Por meio da radiografia de tórax, é possível confirmar ou não a existência da lesão. Já a tomografia de tórax caracteriza com precisão o tamanho, a localização e as características do tumor.

No NAT, aparelhos de tomografia de última geração, capazes de detectar mínimas alterações, estão à disposição dos radiologistas. A tecnologia, neste caso, está a serviço da saúde, permitindo que os médicos descubram a natureza da doença e definam a extensão do problema.

Somente com a biópsia é possível fazer a confirmação diagnóstica do tumor. A broncoscopia, a biópsia por punção com anestesia local e até mesmo a cirurgia podem ser necessárias para determinar em quais dos tipos se enquadra o câncer de pulmão (existem mais de cinco tipos).

Estágios da doença

O dado mais importante na evolução do paciente com câncer de pulmão é o estágio da doença, isto é, qual a sua extensão. Disto depende a estratégia do tratamento, as chances de cura e de sobrevida a longo prazo. No NAT, não se toma nenhuma decisão terapêutica sem antes realizar um mapeamento completo e detalhado da doença.

Esta conduta evita erros de indicação e tratamentos desnecessários. O emprego de técnicas modernas como a tomografia, a ressonância magnética e o PET-CT, aliados à análise dos especialistas dedicados aos tumores torácicos, aumenta sensivelmente nossa capacidade de definir, com maior exatidão, os próximos passos no manejo de cada doente, individualmente.

Como se trata câncer de pulmão?

O NAT possui uma junta de especialistas reconhecidos nacional e internacionalmente, dedicados ao tratamento do câncer de pulmão. Cirurgiões, oncologistas clínicos (quimioterapeutas), radioterapeutas, radiologistas, patologistas, clínicos, entre outros, reúnem-se constantemente para discutir e decidir a melhor estratégia individualizada para cada caso, possibilitando assim as melhores chances de cura e de controle da doença.

Como norma, o NAT adotou as recomendações do NCCN (National Comprehensive Cancer Network), que orienta os melhores centros oncológicos dos Estados Unidos, como o Memorial Sloan-Ketterin, de Nova Iorque, e o MD Anderson, do Texas. A constante modernização dos equipamentos de radioterapia do Hospital Sírio-Libanês permite resultados semelhantes aos melhores centros do mundo.

Dependendo do estádio da doença, serão indicados tratamentos específicos ou associados.

São eles: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Para pacientes com tumores precoces, as chances de cura com cirurgia podem ultrapassar os 80%, podendo chegar a 90% em alguns casos.

Por outro lado, quanto mais avançada for a doença, mais importantes se tornam os tratamentos associados (quimioterapia e radioterapia), a estratégia adotada e a individualização dos pacientes.

Prevenção e detecção precoce

Estudos científicos confirmam a prevenção e a detecção precoce como as ações mais importantes para evitar a morte por câncer de pulmão. No NAT, grupos especializados e multiprofissionais trabalham, por exemplo, na luta contra o tabagismo, auxiliando os fumantes a abandonar o cigarro.

Os resultados obtidos até então muito encorajadores, com mais de 60% das pessoas em total abstinência. Ao mesmo tempo, clínicos e radiologistas do NAT estabeleceram rotinas para aumentar as chances de detectar tumores de pulmão em fase muito precoce, à semelhança do câncer de mama, conseguindo assim as maiores taxas de cura com tratamentos menos agressivos.

Pesquisas

O NAT, apoiado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, iniciou vários estudos clínicos, nacionais e internacionais, para a pesquisa de novos tratamentos (quimioterapia e imunoterapia) no sentido de melhorar ainda mais os resultados obtidos hoje.

Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br

Câncer de Pulmão

É uma modalidade de câncer responsável por 28% da taxa global de mortalidade, na incidência está ocorrendo ligeira queda para o sexo masculino e aumento no feminino principalmente nos países emergentes. Desses tumores, cerca de 99% são malignos. Atinge mais a 6ª década de vida.

Embora o Mayo Lung Project tenha realizado estudos mostrando o exame radiográfico (tomo com baixa voltagem) como capaz de identificar um número significante de tumores em estágios precoces, ainda não é possível afetar a mortalidade.

A tomografia computadorizada nos dá uma probabilidade de 4 a 10vezes maior de identificar o tumor, no entanto pode levar a procedimentos desnecessários pelo alto índice de falsos positivo.

CARCINOMA BRONCOGÊNICO

Derivado do epitélio respiratório, pode ser separado em carcinoma de células pequenas (com elevada resposta a quimio e radioterapia) e carcinoma de células não-pequenas, ambos na estatística do ano de 2002 são responsáveis por 28% dos novos aparecimentos.

A associação com o fumo foi bem estabelecida com base não só na epidemiologia (cerca de 90% dos doentes são fumantes ou ex-fumantes) como na identificação de substâncias carcinógenas no tabaco e sua ação sobre os oncogenes. Há também aumento do risco de cancer quando se analisa relação dose dependente entre duração/intensidade do vício e a taxa de mortalidade.

A exposição passiva também eleva os riscos..

Além do fumo podemos citar outras exposições relacionadas com este tipo de neoplasia: radônio, asbesto, metais e carcinógenos industriais, além de fatores familiais, doenças pulmonares (DPOC, fibroses e sarcoidose), dieta pobre em frutas. As mulheres e os negros parecem ser mais sucetíveis A idade do paciente costuma ser por volta de 60 anos.

Ressaltemos também pela estatística americana que quatro tipos histológicos, respondem por 90% dos casos.

São eles:

Adenocarcinoma

É o mais comum, nos Estados Unidos e Japão.É um carcinoma das glândulas mucosas.

Subcategorias:

Broncoalveolar: Origina-se na periferia e tende a se espalhar de forma descamativa;
Bronquioloalveolar:
Pode ser de qualquer epitélio próximo ou distante aos bronquíolos, espalha-se intralveolarmente podendo ter infiltrado ou nódulos. Metade dos tumores tem marcador para célula do tipo II ou clara;

Carcinoma de células escamosas

É o mais freqüente no Brasil, vem do epitélio brônquico, tem localização central e pode ter uma forma polipóide ou séssil intraluminal . Costuma dar hemoptise, se espalha localmente pode ter adenopatia hilar com alargamento do mediastino, o critério essencial para diagnóstico histológico é a presença de pérolas córneas ou de pontes intercelulares;

Carcinoma de células grandes

Grupo heterogêneo de tumores indiferenciados incapazes de serem encaixados em qualquer outra categoria. Duplica-se rapidamente e é muito agressivo.Pode apresentar marcadores de diferenciação para tumores neuroendócrinos;

Carcinoma de células pequenas

Normalmente são centrais capazes de infiltração submucosa obstruindo os brônquios.

SINTOMAS E SINAIS

Quando surgem sintomas, geralmente a doença está bem avançada e de uma maneira geral podemos dividi-los em :

Ligados ao crescimento local do tumor.

Manifestação mais comum é a tosse, produtiva com secreções finas e copiosas com sabor salgado, e costuma ser um evento habitual no carcinoma bronquioloalveolar.

A hemoptise também é uma manifestação importante indicando lesões da mucosa por ulceração. Tumores causadores de obstrução podem levar a formação de abcessos, pneumonia, bronquiectasia, a atelectasia. No exame fisíco podemos observar a presença de sibilos de um lado só.

Ligados a invasão

O principal sintoma de provável invasão do tumor nos tecidos vizinhos é a dor. O derrame pleural neoplásicico por invasão do tumor na cavidade pleural é um sinal de irresecabilidade. A invasão do pericárdio pode causar tamponamento cardíaco e arritimias.

Também pode haver síndrome da veia cava superior, síndrome de Horner (ruptura dos nervos simpáticos cervicais com anidrose facial unilateral, ptose e miose, rouquidão pela invasão do nervo laríngeo recorrente esquerdo (outro sinal de inoperabilidade), ou do plexo braquial.

Vale ressaltar ainda síndrome de Pancoast: que afetaa transição cervico-torácica e as primeiras costelas.

Ligados a Metástase

Pode ser para os linfonodos mediastinais (mais freqüente) cervicais e supraclaviculares, atinge principalmente e sistêmica: ossos, supra-renais, fígado, e cérebro

Sindromes Paraneoplásicas

Há vários mais o habitual é serem inespecíficas como: perda de peso, anorexia, febre.

DIAGNÓSTICO

Logo ao início das investigações levar em conta idade, tabagismo, esposição a outros carcinógenos, história familiar, exposição a doenças infecciosas que possam causar nódulos pulmonares, estado geral.

Exames Complementares

Raio-X: sempre comparar aos anteriores, e observar a estabilidade da lesão, pois se demorar mais de 18 meses para duplicar, ou houver calcificação há uma grande chance de ser benigno;
Tomografia Computadorizada:
Ajuda a ver calcificações, aumento de linfonodos e pode ser estendida para o abdome para avaliar metástase de fígado e supra renal; Escarro - muito específico, mas pouco sensível;
Punção com Agulha Fina:
Sensibilidade de 90 a 95%, mas nem sempre o local é acessível a este método
Broncoscopia:
Permite ver as vias centrais e intermediárias, colher escovado e lavado além de permitir biópsias endobrônquica e transbrônquica
Mediastinoscopia:
Para retirada de linfonodos e verificar se o tumor já deu metástases linfonodais Cirurgia torácica video-assistida e toracotomia, necessáias quando os outros métodos falharam. Nos doentes com derrame pleural deve ser feita uma toracocentese, se não for feito um diagnóstico de certeza em duas vezes é indicada uma toracoscopia.

Fonte: www.unifesp.br

Câncer de Pulmão

A maioria dos cânceres de pulmão originam-se nas células dos pulmões. No entanto, o câncer também pode disseminar-se (produzir metástases) aos pulmões a partir de outras partes do organismo.

O câncer de pulmão é o mais comum, tanto em homens quanto em mulheres, e, o mais importante, trata-se da causa mais freqüente de morte devida ao câncer em ambos os sexos

Causas

O tabagismo é a causa principal de aproximadamente 90% dos casos de câncer de pulmão em homens e de cerca de 70% em mulheres. O câncer de pulmão tornou-se mais comum em mulheres devido ao aumento do número de mulheres tabagistas.

Quanto mais cigarros o indivíduo fumar, maior será o risco de apresentar um câncer de pulmão. Uma pequena porcentagem de cânceres de pulmão (aproximadamente 10 a 15% para os homens e 5% para as mulheres) é causada por substâncias que se encontram ou que são aspiradas no local de trabalho.

O contato com asbesto, radiação, arsênico, cromo, níquel, éter clorometílico, gás mostarda e emissões dos fornos de coque tem sido relacionado ao câncer de pulmão, ainda que somente nos indivíduos que também são tabagistas. O papel da poluição do ar na etiologia do câncer de pulmão ainda é incerto.

A exposição ao gás radônio no ambiente doméstico pode ser importante em um pequeno número de casos. Ocasionalmente, os cânceres de pulmão, especialmente o adenocarcinoma e o carcinoma das células alveolares, ocorrem em indivíduos cujos pulmões apresentam cicatrizes decorrentes de outras doenças pulmonares, como a tuberculose e a fibrose.

Tipos de Câncer de Pulmão

Mais de 90% dos cânceres de pulmão iniciam nos brônquios (as grandes vias aéreas que levam ar aos pulmões). Este câncer é denominado carcinoma broncogênico.

Os tipos de câncer são: o carcinoma epidermóide, o carcinoma de células pequenas (células em aveia) e o adenocarcinoma. O carcinoma de células alveolares origina-se nos alvéolos pulmonares. Embora esse tipo de câncer possa ser um túmor único, ele comumente ocorre simultaneamente em mais de uma área do pulmão.

Os tumores pulmonares menos comuns são o adenoma brônquico (que pode ser canceroso ou não canceroso), o hamartoma condromatoso (não canceroso) e o sarcoma (canceroso).

O linfoma é um câncer do sistema linfático. Ele pode iniciar nos pulmões ou produzir metástases pulmonares. Muitos tipos de cânceres originários de outras regiões do organismo podem disseminar-se aos pulmões.

Os cânceres de mama, de cólon, prostático, renal, da tireóide, gástrico, de colo uterino, retal, de testículo, ósseo e de pele são os que mais comumente produzem metástases pulmonares (disseminam-se até os pulmões).

Sintomas

Os sintomas dependem do tipo, da localização e do modo de disseminação do câncer. Geralmente, o principal sintoma é uma tosse persistente.

Os indivíduos com bronquite crônica e que apresentam câncer de pulmão freqüentemente observam uma piora da tosse. Se o escarro puder ser expectorado, ele pode apresentar estrias de sangue. Se o câncer invadir os vasos subjacentes, pode causar hemorragias graves. O câncer pode causar sibilos devido ao estreitamento da via aérea na qual ou em torno da qual ele está se desenvolvendo.

A obstrução de um brônquio pode acarretar o colapso da parte do pulmão suprida por esse brônquio, uma condição denominada atelectasia.

Outra conseqüência pode ser a pneumonia com tosse, febre, dor torácica e dificuldade respiratória. Se o tumor invadir a parede torácica, ele pode produzir uma dor torácica persistente. Os sintomas posteriores são a perda de apetite, a perda de peso e a fraqueza.

Os cânceres de pulmão freqüentemente causam acúmulos de líquido em torno do pulmão (derrame pleural), que produzem dificuldade respiratória.

Se o câncer disseminar-se no interior dos pulmões, o indivíduo pode apresentar dificuldade respiratória grave, concentração baixa de oxigênio no sangue e insuficiência cardíaca.

O câncer pode invadir certos nervos do pescoço, provocando queda da pálpebra (ptose palpebral), diminuição do diâmetro da pupila (miose), afundamento do globo ocular e redução da transpiração em um lado do rosto. Este conjunto de sintomas é conhecido como síndrome de Horner.

Os cânceres localizados na parte mais alta do pulmão podem invadir os nervos que inervam o membro superior, tornando-o dolorido, insensível e fraco. Os nervos da laringe também podem ser lesados, provocando rouquidão.

O câncer pode invadir diretamente o esôfago, ou proliferar ao seu redor e pressionar esse órgão, acarretando dificuldade de deglutição. Ocasionalmente, ocorre a formação de um canal anormal (fístula) entre o esôfago e os brônquios, provocando tosse intensa durante a deglutição porque os alimentos e os líquidos entram nos pulmões.

O câncer de pulmão pode atingir o coração, produzindo arritmias cardíacas (ritmos cardíacos anormais), aumento de volume do coração ou o acúmulo de líquido no interior do pericárdio (que envolve o coração).

O câncer pode invadir a veia cava superior (uma das grandes veias torácicas) ou ao seu redor. A obstrução dessa veia faz com que o retorno sangüíneo ocorra através de outras veias da porção superior do corpo.

As veias na parede torácica dilatam. O rosto, o pescoço e a parte superior da parede torácica – inclusive as mamas – incham e adquirem uma tonalidade arroxeada.

A doença também causa dificuldade respiratória, cefaléia (dor de cabeça), visão borrada, tontura e sonolência. Geralmente, esses sintomas pioram quando a indivíduo inclina-se para a frente ou deita-se.

O câncer de pulmão também pode disseminarse através da corrente sangüínea até o fígado, o cérebro, as glândulas adrenais e os ossos. Isso pode ocorrer no início da doença, especialmente nos casos de carcinoma das células pequenas.

Os sintomas, como a insuficiência hepática, a confusão mental, as crises convulsivas e as dores ósseas – podem ocorrer antes que qualquer problema pulmonar torne-se evidente, dificultando o diagnóstico precoce.

Alguns cânceres de pulmão produzem efeitos à distância como, por exemplo, distúrbios metabólicos, nervosos e musculares (síndromes paraneoplásicas). Essas síndromes não têm relação com o tamanho ou com a localização do câncer de pulmão. Além disso, elas não indicam necessariamente que o câncer disseminou-se além do tórax. Na verdade, elas são causadas por substâncias secretadas pelo câncer.

Esses sintomas podem ser o primeiro sinal de câncer ou a primeira indicação de que o câncer retornou após o tratamento. Um exemplo de síndrome paraneoplásica é a síndrome de Eaton-Lambert, a qual é caracterizada por uma fraqueza muscular profunda.

Um outro exemplo é a fraqueza muscular e a dor causadas pela inflamação (polimiosite), as quais podem ser acompanhadas por uma inflamação cutânea (dermatomiosite).

Alguns cânceres pulmonares secretam hormônios ou substâncias semelhantes a hormônios, acarretando concentrações hormonais anormalmente elevadas.

Por exemplo, o carcinoma de células pequenas pode secretar a corticotropina, causando a síndrome de Cushing, ou o hormônio antidiurético, causando retenção de água e concentração baixa de sódio no sangue. A produção hormonal excessiva também pode causar a síndrome carcinóide (rubor, sibilos, diarréia e alterações de válvulas cardíacas). O carcinoma epidermóide pode secretar uma substância semelhante a um hormônio que acarreta uma concentração muito elevada de cálcio no sangue.

Outras síndromes anormais relacionadas aos cânceres de pulmão incluem o aumento do tamanho das mamas em homens (ginecomastia) e uma produção excessiva de hormônio tireoidiano (hipertireoidismo).

Também podem ocorrer alterações cutâneas como, por exemplo, o escurecimento da pele na regiões axilares. O câncer de pulmão pode inclusive alterar a forma dos dedos das mãos e dos pés, e pode causar alterações nas extremidades nos ossos longos, as quais podem ser observadas nas radiografias.

Diagnóstico

O médico investiga a possibilidade de um câncer de pulmão quando o paciente, especialmente se ele for tabagista, apresenta uma tosse persistente ou que vem agravando ou que apresenta outros sintomas pulmonares. Às vezes uma sombra na radiografia torácica de um paciente sem sintomas fornece o primeiro indício.

Uma radiografia torácica pode detectar a maioria dos tumores pulmonares, embora ela possa não detectar os menores. Entretanto, a radiografia mostra apenas uma sombra no pulmão, a qual não é uma prova segura da existência de um câncer. Geralmente, é necessária a realização do exame microscópico de uma amostra de tecido.

Algumas vezes, uma amostra de escarro pode fornecer material suficiente para esse exame (chamado exame citológico do escarro).

Também pode ser realizada uma broncoscopia para a coleta de uma amostra de tecido. Se o câncer estiver localizado profundamente no pulmão, impedindo que o broncoscópio o atinja o médico pode obter uma amostra mediante a introdução de uma agulha através da pele, sendo guiado pela tomografia computadorizada (TC).

Esse procedimento é denominado biópsia percutânea com agulha. Algumas vezes, uma amostra de tecido somente pode ser obtida através de um procedimento cirúrgico denominado toracotomia.

A tomografia computadorizada (TC) pode mostrar pequenas sombras que não aparecem nas radiografias. A TC também pode revelar se os linfonodos estão aumentados.

No entanto, freqüentemente, é necessária a realização de uma biópsia (remoção de uma amostra de tecido para exame microscópico) para se determinar se esse aumento é decorrente da inflamação ou do câncer. Tomografias computadorizadas do abdômen ou do crânio podem revelar se houve disseminação do câncer ao fígado, às glândulas adrenais ou ao cérebro.

A cintilografia óssea pode revelar se houve disseminação do câncer aos ossos. Como o carcinoma das células pequenas tende a disseminar- se à medula óssea, ocasionalmente, o médico realiza uma biópsia (remoção de uma amostra de tecido para exame microscópico) de medula óssea.

A classificação dos tipos de câncer baseia-se no tamanho do tumor, no comprometimento de linfonodos vizinhos e na disseminação à órgãos distantes. As diferentes categorias são denominadas estágios. O estágio de um câncer sugere o tratamento mais adequado e permite ao médico estimar o prognóstico do paciente.

Tratamento

Os tumores brônquicos não cancerosos geralmente são removidos cirurgicamente, pois eles podem obstruir os brônquios e podem tornarse cancerosos ao longo do tempo. Freqüentemente, o médico não tem certeza se um tumor localizado na borda do pulmão é canceroso até ele ser removido e examinado ao microscópio.

Nos outros cânceres que não o carcinoma de células pequenas, que não se disseminaram além dos pulmões, a cirurgia algumas vezes é possível. Apesar de ser possível a remoção cirúrgica de 10 a 35% dos cânceres, ela nem sempre resulta na cura. Entre os indivíduos submetidos à remoção de um tumor isolado de crescimento lento, 25 a 40% deles sobrevivem pelo menos cinco anos após o diagnóstico.

Os sobreviventes devem passar por exames de controle regulares, uma vez que o câncer de pulmão recidiva em 6 a 12% dos indivíduos que foram submetidas à cirurgia.

A porcentagem é muito maior para aqueles que continuam a fumar após a cirurgia. Antes da cirurgia, o médico realiza provas da função pulmonar para determinar se o pulmão remanescente pode apresenta uma capacidade suficiente. Se os resultados da prova forem insatisfatórios, a cirurgia pode ser impossível.

A quantidade de pulmão a ser removido é decidida durante a cirurgia, variando desde uma pequena parte de um lobo pulmonar até um pulmão inteiro. Ocasionalmente, um câncer origina-se em um outro local do organismo a parte do corpo e dissemina- se aos pulmões. A extirpação das lesões pulmonares somente é realizada após a remoção do tumor original.

Esse procedimento raramente é recomendado e apenas aproximadamente 10% dos indivíduos operados sobrevivem cinco anos ou mais. Se o câncer disseminar-se além dos pulmões ou estiver localizado muito próximo da traquéia ou se o paciente apresenta outras doenças graves (p.ex., uma doença cardíaca ou pulmonar grave), a cirurgia não é justificável.

A radioterapia pode ser utilizada em indivíduos que não podem ser submetidos à cirurgia por apresentarem uma outra doença grave. Nesses casos, o objetivo da radioterapia não é a cura. O tratamento visa retardar a evolução do câncer.

A radioterapia também é útil para controlar as dores ósseas, a síndrome da veia cava superior e a compressão da medula espinhal. Contudo, ela pode causar inflamação nos pulmões (pneumonite por radiação), a qual causa tosse, dificuldade respiratória e febre.

Esses sintomas podem ser aliviados com a administração de corticosteróides (p.ex., prednisona). Para os outros cânceres pulmonares que não o carcinoma de células pequenas, não existe qualquer tratamento quimioterápico que seja particularmente eficaz.

Como, no momento do diagnóstico, o carcinoma de células pequenas do pulmão quase sempre já se disseminou a regiões distantes do organismo, a cirurgia não é uma opção.

Ao invés dela, esse câncer é tratado com quimioterapia, às vezes realizada concomitantemente com a radioterapia. Em aproximadamente 25% dos pacientes, a quimioterapia prolonga substancialmente a sobrevida.

Os indivíduos com carcinoma de células pequenas do pulmão que apresentaram uma boa resposta à quimioterapia podem ser beneficiadas pela radioterapia da cabeça para tratar o câncer que se disseminou ao cérebro. Muitos indivíduos com câncer de pulmão apresentam um comprometimento importante da função pulmonar, quer tenham sido submetidas a um tratamento ou não.

A oxigenoterapia e medicamentos que promovem a dilatação das vias aéreas podem aliviar a dificuldade respiratória. Muitos indivíduos com câncer de pulmão avançado apresentam dor e dificuldade respiratória importantes a ponto de necessitarem de altas doses de narcóticos nas semanas ou meses que antecedem a sua morte. Felizmente, os narcóticos podem ajudar consideravelmente quando utilizados em doses adequadas.

Fonte: mmspf.msdonline.com.br

Câncer de Pulmão

Câncer de Pulmão de Células Não-Pequenas

O câncer de pulmão de células não-pequenas é uma doença na qual células malignas (câncer) formam-se nos tecidos do pulmão.

Os pulmões são um par de órgãos de respiração em formato de cone que ficam no tórax. Os pulmões trazem oxigênio para dentro do corpo à medida que você inspira.

Eles liberam dióxido de carbono, um produto residual das células do corpo, à medida que você expira. Cada pulmão apresenta seções chamadas lobos. O pulmão esquerdo tem dois lobos.

O pulmão direito é ligeiramente maior e tem três lobos. Dois tubos chamados brônquios vão da traquéia aos pulmões direito e esquerdo. Às vezes, os brônquios também estão envolvidos no câncer de pulmão.

Diminutos sacos de ar chamados alvéolos e pequenos tubos chamados bronquíolos formam a parte interna dos pulmões.

Anatomia do sistema respiratório, mostrando a traquéia e ambos os pulmões e seus lobos e vías aéreas. Os linfonodos e o diafragma também são mostrados.

Oxigénio é inalado para dentro dos pulmões e passa através das finas membranas dos alvéolos e para dentro da corrente sanguínea.

Uma membrana fina chamada pleura cobre a parte externa de cada pulmão e reveste a parede interior da cavidade torácica. Isso cria um saco chamado cavidade pleural.

A cavidade pleural normalmente contém uma pequena quantidade de líquido que auxilia os pulmões a se moverem suavemente no tórax quando você respira.

Há vários tipos de câncer de pulmão de células não-pequenas

Cada tipo de câncer de pulmão de células não-pequenas apresenta diferentes tipos de células tumorais. As células tumorais de cada tipo crescem e se espalham de diferentes maneiras.

Os tipos de câncer de pulmão de células não-pequenas são denominados de acordo com os tipos de células encontrados no câncer e a aparência das células ao microscópio:

Carcinoma de células escamosas: Câncer que começa em células escamosas, que são células finas, chatas, que parecem escamas de peixe. Este também é chamado carcinoma epidermóide.

Carcinoma de células grandes: Câncer que pode começar em diferentes tipos de células grandes.

Adenocarcinoma: Câncer que começa nas células que revestem os alvéolos e produzem substâncias como muco.

Outros tipos menos comuns de câncer de pulmão de células não-pequenas são: tumor carcinóide, pleomórfico, carcinoma de glândula salivar, e carcinoma não classificado.

Se for encontrado câncer de pulmão, deve ser considerada a participação em estudos clínicos que estiverem sendo realizados para melhorar o tratamento.

Estágios do Câncer de Pulmão de Células Não-pequenas

Os seguintes estágios são utilizados para câncer de pulmão de células não-pequenas:

Estágio oculto (escondido)

No estágio oculto (escondido), as células tumorais são encontradas no escarro (muco expelido dos pulmões pela tosse), mas nenhum tumor pode ser encontrado nos pulmões por exame de imagem ou broncoscopia, ou o tumor primário é muito pequeno para ser verificado.

Estágio 0 (carcinoma in situ)

No estágio 0 (carcinoma in situ), o câncer está somente no pulmão e não se espalhou além do revestimento íntimo do pulmão.2

O estágio I é dividido em estágios IA e IB:

Estágio IA: O tumor está somente no pulmão e tem 3 centímetros ou menos.

Estágio IB: Um ou mais dos seguintes é verdadeiro:

O tumor tem mais que 3 centímetros.
O câncer se espalhou para o brônquio principal do pulmão, e está a pelo menos 2 centímetros da carena (onde a traquéia se une aos brônquios).
O câncer se espalhou para a camada íntima da membrana que recobre os pulmões.
O tumor bloqueia parcialmente o brônquio ou bronquíolos e parte do pulmão sofreu colapso ou desenvolveu pneumonite (inflamação do pulmão).

Estágio II

O estágio II é dividido em estágios IIA e IIB:

Estágio IIA: O tumor tem 3 centímetros ou menos e o câncer infiltrou-se para os linfonodos próximos no mesmo lado do tórax que o tumor.

Estágio IIB:

O câncer infiltrou-se nos linfonodos próximos do mesmo lado do tórax que o tumor e um ou mais dos seguintes é verdadeiro:

O tumor tem mais que 3 centímetros
O câncer espalhou-se para o brônquio principal do pulmão e está a 2 centímetros ou mais da carena (onde a traquéia se une aos brônquios)
O câncer espalhou-se para a camada íntima da membrana que recobre os pulmões
O tumor bloqueia parcialmente o brônquio ou os bronquíolos e parte dos pulmões sofreu colapso ou desenvolveu pneumonite (inflamação do pulmão)

O câncer não se infiltrou nos linfonodos e um ou mais dos seguintes é verdadeiro:

O tumor pode ter qualquer tamanho e o câncer espalhou-se para a parede do tórax, ou o diafragma, ou a pleura entre os pulmões, ou membranas ao redor do coração
O câncer espalhou-se para o brônquio principal do pulmão e está a não mais de 2 centímetros da carena (onde a traquéia encontra os brônquios), mas não de espalhou para a traquéia
O câncer bloqueia o brônquio ou os bronquíolos e o pulmão inteiro entrou em colapso ou desenvolveu pneumonite (inflamação do pulmão)

Prevenção

Fumar pode aumentar o risco de desenvolver câncer de pulmão de células não-pequenas.

Fumar cigarros ou charutos é a causa mais comum de câncer do pulmão. Quanto mais tempo a pessoa fuma, maior o risco. Se uma pessoa parou de fumar, o risco se torna mais baixo à medida que os anos passam, mas ele nunca é eliminado completamente.

Qualquer coisa que aumente a probabilidade de uma pessoa desenvolver uma doença é chamada um fator de risco.

Os fatores de risco para câncer do pulmão incluem os seguintes:

Fumar cigarros ou charutos, agora ou no passado.
Estar exposto a fumaça de segunda mão.
Ser tratado com radioterapia na mama ou no tórax.
Estar exposto a amianto, radon, cromo, arsênico, fuligem ou alcatrão.
Viver onde há poluição do ar.
Quando o tabagismo é combinado com outros fatores de risco, o risco de desenvolver câncer do pulmão é aumentado.

Prevenção

Possíveis sinais de câncer de pulmão de células não-pequenas incluem uma tosse que não passa e dificuldade para respirar.

Às vezes, o câncer de pulmão não causa nenhum sintoma e é encontrado durante um raio-x de tórax de rotina. Os sintomas podem ser causados por câncer de pulmão ou por outras condições.

Um médico deve ser consultado se ocorrer algum dos seguintes problemas:1

Uma tosse que não passa.
Distúrbio respiratório.
Desconforto torácico.
Perda de fôlego.
Escarro com sangue (muco expelido dos pulmões pela tosse).
Rouquidão.
Perda de apetite.
Perda de peso sem motivo conhecido.
Sentir muito cansaço.

Testes que examinam os pulmões são utilizados para detectar (encontrar), diagnosticar e estadiar o câncer de pulmão de células não-pequenas.

Testes e procedimentos para detectar, diagnosticar e estadiar o câncer de pulmão de células não-pequenas geralmente são realizados ao mesmo tempo.

Os seguintes testes e procedimentos podem ser utilizados:

Exame físico e histórico

Um exame do corpo para checar sinais gerais de saúde, incluindo verificar sinais de doença, como nódulos ou qualquer outra coisa que pareça incomum. Um histórico dos hábitos de saúde do paciente, incluindo tabagismo e trabalhos, doenças e tratamentos no passado também serão obtidos.

Radiografia

Uma radiografia de tórax pode mostrar um tumor ou a presença de líquido entre as pleuras (derrame pleural):

Tomografia Computarizada (TC): Um procedimento que faz uma série de imagens detalhadas de áreas dentro do corpo, tiradas de diferentes ângulos. As imagens são feitas por um computador ligado a um equipamento de raio-x. Um corante pode ser injetado em uma veia ou deglutido para auxiliar os órgãos ou tecidos a se apresentarem mais claramente. Este procedimento é chamado tomografia computadorizada ou tomografia computadorizada axial.2
PET (tomografia por emissão de pósitrons):
Um procedimento para encontrar células tumorais malignas no corpo. Uma pequena quantidade de glicose (açúcar) radioativa é injetada em uma veia. O equipamento de PET gira ao redor do corpo e faz uma imagem de onde a glicose está sendo utilizada no corpo. Células tumorais malignas mostram-se mas brilhantes na imagem porque elas são mais ativas e captam mais glicose que as células normais.2
PET (tomografia por emissão de pósitrons)
. O paciente deita-se em uma mesa que desliza através do equipamento de PET. O descanso para a cabeça e a correia branca ajudam o paciente a permanecer imóvel. Uma pequena quantidade de glicose (açúcar) radioativa é injetada na veia do paciente, e um scanner faz uma imagem de onde a glicose está sendo utilizada no corpo. As células tumorais mostram-se mais brilhantes na imagem porque elas captam mais glicose que as células normais
Citologia de escarro:
Um procedimento no qual um patologista visualiza uma amostra de escarro (muco expelido dos pulmões pela tosse) ao microscópio, para verificar a presença de células tumorais.

Diagnóstico

Biópsia dos pulmões por aspiração com agulha fina: A remoção de um nódulo, tecido suspeito, ou líquido do pulmão, utilizando uma agulha fina. Este procedimento também é chamado biópsia com agulha. Ultra-som ou um outro procedimento de imagem é utilizado para localizar o tecido ou líquido anormal no pulmão. Uma pequena incisão pode ser feita na pele onde a agulha de biópsia é inserida no tecido ou líquido anormal. Uma amostra é removida com a agulha e enviada ao laboratório. Então, um patologista verifica a amostra ao microscópio para procurar células tumorais. Uma radiografia do tórax é realizado após o procedimento, para se certificar que não há ar dentro dos pulmões.
Broncoscopia:
Um procedimento para procurar áreas anormais dentro da traquéia e das grandes vias aéreas no pulmão. Um broncoscópio (um tubo fino, com luz) é inserido através do nariz ou da boca, dentro da traquéia e dos pulmões. Amostras de tecido podem ser obtidas para biópsia.
Broncoscopia.
Um broncoscópio é inserido através do nariz ou da boca, dentro da traquéia e nos brônquios principais dentro dos pulmões, para procurar áreas anormais. Um broncoscópio é um instrumento na semelhante a um tubo fino, com uma luz e uma lente para visualização.
Também pode ter uma ferramenta de corte. Amostras de tecido podem ser extraídas para serem analisadas ao microscópio para verificar sinais de doença.
Toracoscopia:
Um procedimento cirúrgico para procurar áreas anormais em órgãos dentro do tórax. Uma incisão (um corte) é feito entre duas costelas, e um toracoscópio (um tubo fino, iluminado) é inserido dentro do tórax. Amostras de tecido e linfonodos podem ser removidos para biópsia. Este procedimento pode ser utilizado para remover partes do esôfago ou do pulmão. Se determinados tecidos, órgãos ou linfonodos não puderem ser alcançados, pode ser feita uma toracotomia. Neste procedimento, é aberta uma incisão maior entre as costelas e o tórax.
Toracocentese:
A remoção de líquido do espaço entre o revestimento do tórax e o pulmão, utilizando uma agulha. Um patologista verifica o líquido ao microscópio para procurar células tumorais. Após ter sido diagnosticado câncer do pulmão, testes são realizados para verificar se células tumorais se espalharam dentro dos pulmões ou para outras partes do corpo.
O processo utilizado para verificar se o câncer se espalhou dentro dos pulmões ou para outras partes do corpo é chamado estadiamento. As informações obtidas a partir do processo de estadiamento determinam o estágio da doença. É importante saber o estágio a fim de planejar o tratamento. Alguns dos testes para diagnosticar câncer de pulmão de células não-pequenas também são utilizados para determinar o estágio da doença.

Outros testes e procedimentos que podem ser utilizados no processo de estadiamento incluem o seguinte:

IRM (imagem de ressonância magnética): A imagem de RM é um procedimento que utiliza um magneto, ondas de rádio e um computador para fazer uma série de imagens detalhadas de áreas dentro do corpo, como o cérebro. Este procedimento também é chamado imagem de ressonância magnética nuclear (IRMN).
Ultra-som endoscópico (USE):
Um procedimento no qual um endoscópio (um tubo iluminado, fino) é inserido dentro do corpo. O endoscópio é utilizado para refletir ondas sonoras de alta freqüência (ultra-som) de tecidos ou órgãos internos e fazer ecos. Os ecos formam uma imagem de tecidos corporais chamada ecograma. Este procedimento também é chamado endosonografia. O ultra-som endoscópio pode ser utilizado para guiar uma biópsia por aspiração com agulha fina do pulmão, linfonodos ou outras áreas.
Biópsia de linfonodo:
A remoção de todo ou parte do linfonodo. Um patologista verifica o tecido ao microscópio para procurar células tumorais.
Mediastinoscopia:
Um procedimento cirúrgico para procurar áreas anormais em órgãos, tecidos e linfonodos entre os pulmões. Uma incisão (corte) é feito na parte superior do esterno e um endoscópio (um tubo iluminado, fino) é inserido dentro do tórax. Amostras de tecido e linfonodos podem ser extraídos para biópsia.
Mediastinoscopia.
Um mediastinoscôpio é inserido no tórax através de uma incisão acima do esterno para procuarar areas anormais entre os pulmôes. Um mediastinoscôpio é um instrumento semelhante a um tubo, com uma luz e uma lente para visualização.

Também pode ter uma ferramenta de corte. Amostras de tecido podem ser extraídas dos linfonodos do lado direito do tórax e analisadas ao microscôpio quanto a simais de câncer. Em uma mediastinotomia anterior (procedimiento de Chamberlain), a incisão é feita ao lado do esterno para remover amostras dos linfonodos no lado esquerdo do tórax.

Mediastinotomia anterior: Um procedimento cirúrgico para procurar áreas anormais nos órgãos e tecidos entre os pulmões e entre o esterno e a coluna. Uma incisão (corte) é feita próximo ao esterno e um endoscópio (um tubo iluminado, fino) é inserido dentro do tórax. Amostras de tecido e linfonodos podem ser extraídos para biópsia. Este também é chamado o procedimento de Chamberlain.

Scan ósseo: Um procedimento para verificar se há células que estão se dividindo rapidamente no osso, como as células tumorais. Uma quantidade muito pequena de material radioativo é injetada dentro de uma veia e viaja através da corrente sanguínea. O material radioativo acumula-se nos ossos e é detectado por um scanner.

Tratamento

Determinados fatores afetam o prognóstico (chance de recuperação) e as opções de tratamento.

O prognóstico (chance de recuperação) e as opções de tratamento dependem do seguinte:

O estágio do câncer (o tamanho do tumor e se ele está localizado somente no pulmão ou se espalhou para outros locais no corpo).
O tipo de câncer do pulmão.
Se há sintomas como tosse ou problemas para respirar.
A saúde global do paciente.

Para muitos pacientes com câncer de pulmão de células não-pequenas, os tratamentos atuais não curam o câncer porque são diagnosticados em estágios avançados (IIIb/IV).

Se for encontrado câncer de pulmão, deve ser considerada a possibilidade de se tomar parte em um dos muitos estudos que estão sendo realizados para melhorar o tratamento.

Há diferentes tipos de tratamento para pacientes com câncer de pulmão de células não-pequenas.

Diferentes tipos de tratamento estão disponíveis para pacientes com câncer de pulmão de células não-pequenas. Alguns tratamentos são padrão (o tratamento utilizado atualmente), e alguns estão sendo testados em estudos clínicos.

Antes de começar o tratamento, os pacientes podem querer pensar a respeito de participar em um estudo clínico. Um estudo clínico de tratamento é um estudo de pesquisa destinado a auxiliar a melhorar os tratamentos atuais ou obter informação sobre novos tratamentos para pacientes com câncer.

Quando estudos clínicos mostram que um novo tratamento é melhor do que o tratamento padrão, o novo tratamento pode se tornar o tratamento padrão.

Escolher o tratamento para câncer mais apropriado é uma decisão que idealmente envolve o paciente, a família e a equipe de saúde.

São utilizados seis tipos de tratamento padrão:

Cirurgia

Quatro tipos de cirurgia são utilizados:

Ressecção em cunha: Cirurgia para remover uma fatia de tecido em formato triangular. A ressecção em cunha é utilizada para remover um tumor e uma pequena quantidade de tecido anormal ao seu redor. Quando uma quantidade de tecido ligeiramente maior é tirada, é chamada uma ressecção segmentar.

Lobectomia: Cirurgia para remover um lobo inteiro do pulmão (seção).

Pneumonectomia: Cirurgia para remover um pulmão inteiro.

Radioterapia

A radioterapia é um tratamento para câncer que utiliza raios-x de alta freqüência ou outros tipos de radiação para matar as células tumorais ou impedi-las de crescer.

Há dois tipos de radioterapia. A radioterapia externa utiliza uma máquina fora do corpo para enviar radiação em direção ao câncer. A radioterapia interna utiliza uma substância radioativa marcada em agulhas, fios ou cateteres que são colocados diretamente dentro ou próximo do câncer.

A radiocirurgia é um método de distribuir radiação diretamente para o tumor com pouco dano ao tecido saudável. Não envolve cirurgia e pode ser utilizada para tratar determinados tumores em pacientes que não podem ser submetidos à cirurgia.

A forma como a radioterapia é administrada depende do tipo e do estágio do câncer que está sendo tratado.

 Quimioterapia

A quimioterapia é um tratamento para câncer que utiliza medicamentos para interromper o crescimento de células tumorais, seja matando as células ou impedindo-as de se dividir.

Quando a quimioterapia é administrada por via oral (pela boca) ou injetada em uma veia ou músculo, os medicamentos entram na corrente sanguínea e podem alcançar as células tumorais em todo o corpo (quimioterapia sistêmica).

Quando a quimioterapia é colocada diretamente dentro da coluna vertebral, de um órgão ou uma cavidade do corpo como o abdômen, os medicamentos afetam principalmente as células tumorais naquelas áreas (quimioterapia regional). A forma como a quimioterapia é administrada depende do tipo e do estágio do câncer que está sendo tratado.

Laserterapia

A laserterapia é um tratamento para câncer que utiliza um raio laser (um raio estreito de luz intensa) para matar as células tumorais.

Terapia fotodinâmica (TFD)

A terapia fotodinâmica (TFD) é um tratamento para câncer que utiliza um medicamento e um determinado tipo de luz laser para matar células tumorais.

Um medicamento que não se mostra ativo até ser exposto à luz é injetado dentro de uma veia. O medicamento acumula-se mais em células tumorais do que em células normais.

Tubos de fibra óptica são, então, utilizados para distribuir a luz laser para as células tumorais, onde o fármaco se torna ativo e mata as células. A terapia fotodinâmica causa pouco dano ao tecido saudável.

É utilizada principalmente para tratar tumores sobre ou imediatamente sob a pele ou no revestimento dos órgãos internos.

Best Support Care ; Terapia de suporte

É o monitoramento da condição de um paciente sem dar tratamento até que os sintomas apareçam ou mudem. Isto pode ser feito em certos casos de câncer de pulmão de células não-pequenas, quando o paciente nãotem condições clínicas para receber o tratamento quimioterápico

Novos tipos de tratamento e prevenção estão sendo testados em estudos clínicos.

Estes incluem o seguinte:

Quimioprevenção

Quimioprevenção é o uso de medicamentos, vitaminas ou outras substâncias para reduzir o risco de desenvolver câncer ou para reduzir o risco de o câncer recorrer (voltar).

Terapia biológica

A terapia biológica é um tratamento que utiliza o sistema imune do paciente para lutar contra o câncer. Substâncias produzidas pelo corpo ou sintetizadas em laboratório são utilizadas para impulsionar, dirigir ou restabelecer as defesas naturais do corpo contra o câncer. Este tipo de tratamento do câncer também é chamado bioterapia ou imunoterapia.

Novas combinações

Novas combinações de tratamentos estão sendo estudadas em estudos clínicos.

Câncer de Pulmão de Células Não-pequenas Estágio IIIA e Estágio IIIB

O tratamento do câncer de pulmão de células não-pequenas estágio IIIA pode incluir o seguinte:

Cirurgia com ou sem radioterapia.
Radioterapia externa isoladamente.
Quimioterapia combinada com outros tratamentos.
Um estudo clínico de novas formas de administrar radioterapia e quimioterapia.
Um estudo clínico de novas combinações de tratamento.

O tratamento do câncer de pulmão de células não-pequenas estágio IIIB pode incluir o seguinte:

Radioterapia externa isoladamente.
Quimioterapia combinada com radioterpaia externa.
Quimioterapia combinada com radioterpaia externa, seguida por cirurgia.
Quimioterapia isoladamente.
Um estudo clínico de novas formas de administrar radioterapia.
Um estudo clínico de novas combinações de tratamento.

Câncer de Pulmão de Células Não-pequenas Estágio IV

O tratamento do câncer de pulmão de células não-pequenas estágio IV pode incluir o seguinte:

Espera alerta.
Radioterapia externa como terapia paliativa, para aliviar a dor e outros sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Quimioterapia.
Laserterapia e/ou radioterapia interna.
Um estudo clínico de quimioterapia com ou sem terapia biológica

Opções de Tratamento para Câncer de Pulmão de Células Não-pequenas Recorrente

O tratamento do câncer de pulmão de células não-pequenas recorrente pode incluir o seguinte:

Radioterapia externa como terapia paliativa, para aliviar a dor e outros sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Quimioterapia isoladamente.
Cirurgia (para alguns pacientes com uma quantidade muito pequena de câncer que se espalhou para o cérebro).
Laserterapia e/ou radioterapia interna.
Radiocirurgia (para determinados pacientes que não podem ser submetidos à cirurgia convencional)
Um estudo clínico de terapia biológica ou outros tratamentos novos.

Referências

1. Non small cell Lung Câncer Department of Health and Human Services. www.cancer.gov acessado em 07/12/07.
2. What you need to know about Lung Cancer. US Department of Health and Human Services. National Institutes of Health. – www.cancer.gov acessado em 07/12/07.
3. National Cancer Institute – Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NCI);

Fonte: www.dialogoroche.com.br

Câncer de Pulmão

O que é câncer de pulmão?

O câncer de pulmão é o tumor que mais mata homens e mulheres; sua incidência aumenta anualmente no mundo. Segundo a estimativa de incidência de câncer do INCA, o câncer de pulmão atingiu mais de 27.000 brasileiros em 2006.

Existem dois grupos principais de tumores de pulmão: o câncer de pequenas células e outro grupo, denominado não de pequenas células. Os tumores de células não pequenas são mais freqüentes (~ 75%) e normalmente se espalham para diferentes partes do corpo mais lentamente do que os tumores de pequenas células.

Estes se caracterizam por crescimento rápido e grande capacidade de disseminação, mas tem alto grau de resposta ao tratamento, embora raramente isto resulte em cura.

O que causa o câncer de pulmão?

O tabagismo é a causa número um do câncer de pulmão – quase 90% dos casos. Isto significa que mais de 24.000 casos poderiam ser evitados por ano no Brasil se ninguém fumasse. A fumaça do cigarro contém mais de 4000 substâncias químicas diferentes, muitas das quais são causas de câncer comprovadas.

Quanto maior o número de cigarros e o tempo que você fuma, maior o risco de câncer de pulmão. Se você parar de fumar, o risco de câncer de pulmão diminui ano a ano, à medida que as células normais substituem as células anormais.

Depois de 10 anos, o risco cai a um nível que é de 1/3 à metade do risco em comparação a uma pessoa que continua a fumar. Além disso, a cessação do tabaco reduz bastante o risco de você desenvolver outras doenças, tais como doenças cardíacas, derrame cerebral, enfisema e bronquite crônica.

O fumante passivo também tem maior risco de desenvolver câncer de pulmão.

Outras causas para o câncer de pulmão são: radônio (gás radioativo do solo), e substâncias presentes no local de trabalho, como asbestos. Quando a exposição a uma substância que pode causar câncer se soma ao tabagismo, o risco se multiplica. Um estudo recente sugeriu que o material particulado presente na poluição pode resultar em câncer de pulmão.

O câncer de pulmão surge de repente?

Não. O câncer de pulmão leva muitos anos para se desenvolver. Após a exposição umas poucas células anormais aparecem no revestimento dos brônquios, e vão aumentando com a continuação da exposição. Com o tempo algumas se transformam em células cancerosas e formam o tumor. Isto pode demorar vários anos.

Como o câncer de pulmão é detectado?

Nas fases iniciais o câncer de pulmão geralmente não causa sintomas. Quando os sintomas ocorrem, a doença é frequentemente avançada.

Os sintomas de câncer de pulmão incluem:

Tosse crônica
Rouquidão
Escarro com sangue
Perda de peso e do apetite
Falta de ar
Febre sem uma razão conhecida
Chiado
Surtos repetidos de bronquite e pneumonia
Dor no tórax

Estes sintomas também ocorrem em diversas outras doenças pulmonares. Após um exame clínico, o médico poderá solicitar exames.

Se o paciente produz catarro, este pode ser examinado para pesquisa de células cancerosas.

A radiografia e a tomografia de tórax irão localizar manchas anormais nos pulmões. O médico poderá pedir uma broncoscopia, na qual um pequeno tubo chamado broncoscópio é passado através do nariz ou da boca até os brônquios, para procura do tumor e colheita de amostras de células ou biópsia.

Existem diversas outras maneiras de obtenção de biópsia, a indicação variando de acordo com a apresentação do tumor. Depois de diagnosticado o câncer de pulmão, o médico irá solicitar testes para verificar se o tumor se espalhou para outras partes do corpo.

Esta informação, chamada de estadiamento, irá ajudar no planejamento do tratamento. Estes testes incluem exames de sangue, tomografias de outros locais, ressonância, PET-SCAN e mapeamento ósseo.

O câncer de pulmão pode ser detectado precocemente por exames de rotina?

Diversos estudos estão em andamento para comprovar se a aplicação periódica de tomografia repetida, com baixa dose de radiação em fumantes, irá resultar em maior número de vidas salvas. A idéia é detectar tumores pequenos em uma fase em que a chance de cura por cirurgia é maior. Resultados definitivos a respeito ainda são aguardados.

Como é tratado o câncer de pulmão?

O médico irá decidir qual tratamento você irá receber, com base em fatores tais como o tipo de câncer de pulmão, o tamanho, a localização e a extensão do tumor (se o tumor se espalhou ou não), e seu estado geral de saúde. Existem muitos tratamentos, que podem ser usados isolados ou em combinação.

Estes incluem:

Cirurgia – pode curar o câncer de pulmão. É usada nos estágios limitados da doença.
Radioterapia
– é uma forma de raios-X de alta energia que mata as células cancerosas.

É usada:

Em combinação com a quimioterapia e às vezes com cirurgia
Para alívio da dor ou do bloqueio das vias aéreas

Quimioterapia – é o uso de drogas que são efetivas contra as células cancerosas. A quimioterapia pode ser injetada diretamente em uma veia, ou dada através de um cateter, que é um tubo fino que é colocado em uma veia grande e mantido lá até que não seja mais necessário. Alguns quimioterápicos são tomados em forma de comprimidos.

A quimioterapia pode ser usada:

Em conjunto com a cirurgia
Em estágios mais avançados da doença para alívio dos sintomas.
Em todos os estágios do tumor de pequenas células

Como o câncer de pulmão pode ser prevenido?

Se você é um fumante, PARE DE FUMAR.

Se você é um fumante passivo, afaste o fumante do seu ambiente.

Se você está exposto a algum tipo de substância que causa câncer no trabalho, investigue o que está feito para sua proteção.

Não fume – o fumo aumenta ainda mais o risco

Fonte: www.drpereira.com.br

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