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Câncer de Pulmão


É uma modalidade de câncer responsável por 28% da taxa global de mortalidade, na incidência está ocorrendo ligeira queda para o sexo masculino e aumento no feminino principalmente nos países emergentes. Desses tumores, cerca de 99% são malignos. Atinge mais a 6ª década de vida.

Embora o Mayo Lung Project tenha realizado estudos mostrando o exame radiográfico (tomo com baixa voltagem) como capaz de identificar um número significante de tumores em estágios precoces, ainda não é possível afetar a mortalidade.

A tomografia computadorizada nos dá uma probabilidade de 4 a 10vezes maior de identificar o tumor, no entanto pode levar a procedimentos desnecessários pelo alto índice de falsos positivo.

CARCINOMA BRONCOGÊNICO

Derivado do epitélio respiratório, pode ser separado em carcinoma de células pequenas (com elevada resposta a quimio e radioterapia) e carcinoma de células não-pequenas, ambos na estatística do ano de 2002 são responsáveis por 28% dos novos aparecimentos.

A associação com o fumo foi bem estabelecida com base não só na epidemiologia (cerca de 90% dos doentes são fumantes ou ex-fumantes) como na identificação de substâncias carcinógenas no tabaco e sua ação sobre os oncogenes. Há também aumento do risco de cancer quando se analisa relação dose dependente entre duração/intensidade do vício e a taxa de mortalidade.

A exposição passiva também eleva os riscos.. Além do fumo podemos citar outras exposições relacionadas com este tipo de neoplasia: radônio, asbesto, metais e carcinógenos industriais, além de fatores familiais, doenças pulmonares (DPOC, fibroses e sarcoidose), dieta pobre em frutas. As mulheres e os negros parecem ser mais sucetíveis A idade do paciente costuma ser por volta de 60 anos.

Ressaltemos também pela estatística americana que quatro tipos histológicos, respondem por 90% dos casos.

São eles:

Adenocarcinoma

É o mais comum, nos Estados Unidos e Japão.É um carcinoma das glândulas mucosas.

Subcategorias:

Broncoalveolar

Origina-se na periferia e tende a se espalhar de forma descamativa;

Bronquioloalveolar

Pode ser de qualquer epitélio próximo ou distante aos bronquíolos, espalha-se intralveolarmente podendo ter infiltrado ou nódulos. Metade dos tumores tem marcador para célula do tipo II ou clara;

Carcinoma de células escamosas

É o mais freqüente no Brasil, vem do epitélio brônquico, tem localização central e pode ter uma forma polipóide ou séssil intraluminal . Costuma dar hemoptise, se espalha localmente pode ter adenopatia hilar com alargamento do mediastino, o critério essencial para diagnóstico histológico é a presença de pérolas córneas ou de pontes intercelulares;

Carcinoma de células grandes

Grupo heterogêneo de tumores indiferenciados incapazes de serem encaixados em qualquer outra categoria. Duplica-se rapidamente e é muito agressivo.Pode apresentar marcadores de diferenciação para tumores neuroendócrinos;

Carcinoma de células pequenas

Normalmente são centrais capazes de infiltração submucosa obstruindo os brônquios.

SINTOMAS E SINAIS

Quando surgem sintomas, geralmente a doença está bem avançada e de uma maneira geral podemos dividi-los em :

Ligados ao crescimento local do tumor

Manifestação mais comum é a tosse, produtiva com secreções finas e copiosas com sabor salgado, e costuma ser um evento habitual no carcinoma bronquioloalveolar.

A hemoptise também é uma manifestação importante indicando lesões da mucosa por ulceração. Tumores causadores de obstrução podem levar a formação de abcessos, pneumonia, bronquiectasia, a atelectasia. No exame fisíco podemos observar a presença de sibilos de um lado só.

Ligados a invasão

O principal sintoma de provável invasão do tumor nos tecidos vizinhos é a dor. O derrame pleural neoplásicico por invasão do tumor na cavidade pleural é um sinal de irresecabilidade. A invasão do pericárdio pode causar tamponamento cardíaco e arritimias.

Também pode haver síndrome da veia cava superior, síndrome de Horner (ruptura dos nervos simpáticos cervicais com anidrose facial unilateral, ptose e miose, rouquidão pela invasão do nervo laríngeo recorrente esquerdo (outro sinal de inoperabilidade), ou do plexo braquial. Vale ressaltar ainda síndrome de Pancoast: que afetaa transição cervico-torácica e as primeiras costelas.

Ligados a Metástase

Pode ser para os linfonodos mediastinais (mais freqüente) cervicais e supraclaviculares, atinge principalmente e sistêmica: ossos, supra-renais, fígado, e cérebro

Sindromes Paraneoplásicas

Há vários mais o habitual é serem inespecíficas como: perda de peso, anorexia, febre.

DIAGNÓSTICO

Logo ao início das investigações levar em conta idade, tabagismo, esposição a outros carcinógenos, história familiar, exposição a doenças infecciosas que possam causar nódulos pulmonares, estado geral.

Exames Complementares

Raio-X

sempre comparar aos anteriores, e observar a estabilidade da lesão, pois se demorar mais de 18 meses para duplicar, ou houver calcificação há uma grande chance de ser benigno;

Tomografia Computadorizada

Ajuda a ver calcificações, aumento de linfonodos e pode ser estendida para o abdome para avaliar metástase de fígado e supra renal; Escarro - muito específico, mas pouco sensível;

Punção com Agulha Fina

Sensibilidade de 90 a 95%, mas nem sempre o local é acessível a este método

Broncoscopia

Permite ver as vias centrais e intermediárias, colher escovado e lavado além de permitir biópsias endobrônquica e transbrônquica

Mediastinoscopia

Para retirada de linfonodos e verificar se o tumor já deu metástases linfonodais Cirurgia torácica video-assistida e toracotomia, necessáias quando os outros métodos falharam. Nos doentes com derrame pleural deve ser feita uma toracocentese, se não for feito um diagnóstico de certeza em duas vezes é indicada uma toracoscopia.

Fonte: www.unifesp.br

Câncer de Pulmão

O que é câncer de pulmão?

Câncer de pulmão é o desenvolvimento de células anormais no pulmão. Estas células crescem substituindo o tecido saudável do pulmão. O câncer de pulmão, se for descoberto precocemente, pode ser tratado.

Muitas vezes, o câncer de pulmão cresce lentamente, sem sintomas. Outras vezes, cresce muito rápido, podendo comprometer a saúde do paciente em um curto período de tempo. Quando o câncer já está bastante avançado, ele pode se distribuir para outros órgãos do corpo, como a mama, intestino, próstata, rim, tiróide, estômago, testículos e ossos.

Como acontece?

O papel exato da poluição do ar na formação do câncer ainda não está definido. Sabe-se que o tabagismo é responsável por mais de 90% dos casos em homens e cerca de 70% dos casos em mulheres.

Outros fatores, além do tabagismo, que aumentam a chance de desenvolver o câncer de pulmão são:

História de câncer de pulmão na família

Exposição a gases tóxicos; .Exposição à radiação

Quais os sintomas?

Freqüentemente, o primeiro sintoma que aparece é a tosse. Nas pessoas que têm bronquite crônica, a tosse se torna mais intensa e freqüente. O escarro não é excessivo, podendo aparecer filamentos de sangue. Quando há sangramento excessivo, pode-se suspeitar da invasão do tumor em algum vaso sangüíneo grande.

Normalmente, há chiados no peito, pelo estreitamento das vias aéreas. Quando a dor torácica aparece, o tumor pode estar bastante avançado. Outros sintomas, fora dos pulmões, incluem dedos em forma de baquetas de tambor, distúrbios na movimentação dos membros e alterações na sensibilidade de alguma parte do corpo.

Como é diagnosticado?

Um simples Raio-X de tórax pode ser suficiente para identificar o tumor. Se houver alteração na radiografia, a pessoa deve realizar outros exames para saber qual o tipo de tumor que a está acometendo. O exame através do escarro pode identificar o tipo de célula anormal que causou o câncer. Outras vezes, é necessário retirar um pedacinho do pulmão para se analisar no microscópio (biópsia).

Como é tratado?

O tratamento depende da interação entre o paciente e o médico. É importante saber o tamanho do tumor, e se ele se espalhou para outros órgãos. Isto pode influenciar no tratamento cirúrgico.

Normalmente, o tratamento é a retirada do tumor pelo cirurgião. Pode-se somar a este tratamento a radioterapia e a quimioterapia, aumentando a chance de cura.

Como prevenir?

A mudança no estilo de vida é de grande importância para a prevenção do câncer de pulmão. Deve-se combater o estresse do dia a dia. Mas, sem sombra de dúvidas, a melhor maneira de prevenir o câncer de pulmão é evitar o cigarro, pois este sim é o maior inimigo do pulmão.

Fonte: www.hub.unb.br

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