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Cancro Mole

SINÔNIMOS

Alemão- - Ulcus molle - Weicher Schanker

Francês - - Chancremou

Inglês - - Soft chancre - Chancroid

O Cancro Mole manifesta-se dois o cinco dias após a relação sexual com uma pessoa que tenha a doença. Primeiro aparecem uma ou mais feridas com pus, mais o menos do tamanho de um botão de camisa.

Dentro de pouco tempo, forma-se uma ferida úmida e dolorosa, que se espalha rapidamente, aumentando de tamanho e ficando profunda. O cancro mole é conhecido popularmente como cavalo e só é transmitido sexualmente.

A doença não desaparece sem tratamento. Pelo contrário, surgem outras feridas em volta da primeira. O próprio doente, sem querer, provoca o aparecimento de novas feridas, ao se coçar.

No homem, estas feridas se localizam geralmente na ponta do órgão genital masculino.

Na Mulher, aparecem na vulva, que é parte externa do aparelho sexual ( veja o desenho abaixo ), no orifício retal e, mais raramente, no órgão genital feminino e no interior do aparelho sexual.

IMPORTANTE

Se você sentir alguns desses sintomas, procure imediatamente um médico ou um posto de Saúde mais próximo da sua casa. A automedicação é sumamente perigosa.

DISTRIBUIÇÃO

Na Europa, através de viagens a regiões trapicais e subtropicais ( India Ocidental, África, e sul da Ásia, importada).

AGENTE ETIOLÓGICO

Haemophilus ducreyi. Bastonetes Gram-negativos, grossos e curtos, não ácido-resistentes, imóveis. Localização extra celular com tendência à formação de cadeias ( estreptobacilos ). Sensíveis contra dessecação e aos desinfetantes habituais.

TEMPO DE INCUBAÇÃO

De 2 a 7 dias.

SISTOMAS/CURSO

Na maioria das vezes, úlcera primaria surgindo isoladamente, de consitência mole; frequentemente há linfadenite regional unilateral e edema dos glânglios linfáticos com supuração após 10 a 20 dias. Esvaziamento espontâneo ou formação de úlceras crônicas. A localização extragenital é muito rara ( dedo, língua, pescoço,pálpebras, mama ).

COMPLICAÇÕES

Infeccção secundária. Infecção mista com Treponema pallidum ou Chlamidya lymphogranulomatis.

DIAGNÓSTICO

Comprovação do agente etiológico no esfregação das bordas mal definidas das úlceras ou por aspiração dos glângios linfáticos. Cultura. Auto-iniculação ( formação de bolhas em 48 horas ). Teste cutâneo com vacina.

PROFILAXIA

Higiene.

TRATAMENTO

São eficazes a doxiciclina ou minociclina, durante 2 a 3 semanas, eventualmente por mais tempo. Em parte, recomenda-se combinação com sulfonamida.

Também são eficazes as cefalosporinas, eritromicina, aminoglicosídeos cloranfenicol. Caso necessário, recomenda-se punção ( não incisão ) dos bubões.

Fonte: www.dstfacil.hpg.ig.com.br

Cancro Mole

O cancróide, ou cancro mole (ulcus molle), é caracterizado por uma ou mais úlceras genitais e linfadenopatia inguinal frequentemente dolorosa.

A doença foi diferenciada clinicamente de sífilis por Basserau, na França em 1852. Em 1889, Ducreyi, na Itália, demonstrou a origem infecciosa da doença através da inoculação de material purulento de suas próprias úlceras genitais na pele do antebraço de voluntários humanos.

Ele inoculava um novo local a intervalos semanais com material da úlcera mais recente e, após a quinta ou sexta inoculação em cada paciente, ele encontrou um único microorganismo no exsudato da úlcera. O microorganismo descrito era um bastonete estreptobacilar curto e compacto.

Ducreyi no entanto não pôde isolar a bactéria causadora que hoje tem seu nome, o Haemophylus ducreyi. O isolamento foi conseguido por outros pesquisadores em 1900.

Epidemiologia

O cancro mole é particularmente comum em algumas regiões da África, na Ásia e na América Latina, onde a incidência pode exceder a da sífilis como causa de ulceração genital.

Nos EUA o cancro mole é considerado uma doença sexualmente transmissível incomun. Segundo os dados enviados ao Centers for Disease Control and Prevention (CDC), o número de casos notificados de cancróide atingiu o pico de 9.515 em 1947, antes do início do declínio que durou até os meados dos anos 80.

O aumento da incidência de cancróide nos meados dos anos 80 ocorreu simultaneamente com o aumento na incidência de sífilis primária e secundária entre minorias de homens e mulheres heterossexuais. O aumento da incidência de sífilis foi associado com uso de cocaína entre homens e mulheres e entre os homens, com troca de favores sexuais por drogas ou dinheiro.

Tem sido postulado que fatores semelhantes podem ser também responsáveis pelo aumento da incidência de cancróide. A persistência do cancróide em uma população depende de vários fatores, que podem ser matematicamente expressados. Estima-se que a probabilidade de transmissão de cancróide de um indivíduo infectado para um indivíduo feminino sadio durante uma única exposição sexual seja 0,35.

A duração da infectividade é estimada em 45 dias. Nos EUA a associação de alguns curtos de cancróide com prostituição sugere que o número de parceiros sexuais é um fator crítico na disseminação do cancróide.

Isto também ajuda a explicar a associação de cancróide com certos fatores de risco como uso de crack e álcool, pois os indivíduos viciados em cocaína e álcool têm mais parceiros sexuais e são mais sujeitos ao comportamento sexual de alto risco. A maioria dos casos ocorre em homens.

Esse fato provavelmente resulta de uma combinação de fatores: anatomia masculina mais facilmente visível; pequeno número de prostitutas infectadas tendo relações sexuais com muitos homens; mulheres com úlceras cervicais assintomáticas e, nas mulheres, cura espontânea das lesões em regiões secas como a face interna das coxas.

As DST em geral e as doenças ulcerativas genitais em particular são fatores de risco na transmissão heterossexual de HIV. Foram propostos dois mecanismos para explicar como as úlceras genitais aumentam a transmissão de HIV. O cancróide e outras doenças genitais ulcerativas poderiam facilitar a transmissão de HIV pelo aumento da disseminação do vírus através da úlcera. De fato, o HIV tem sido detectado em úlceras de cancróide.

A presença da úlcera também aumenta a susceptibilidade à infecção por HIV pela ruptura da barreira epitelial e talvez pelo aumento de células susceptíveis ao HIV no ponto de entrada. Em biópsias de cancróides de indivíduos infectados experimentalmente com H. ducreyi observa-se um infiltrado característico de macrófagos e linfócitos T na derme. Ainda estão para ser determinadas a proporção de células CD4 no infiltrado e a susceptibilidade à infecção por HIV.

Manifestações Clínicas

O período de incubação usualmente é de 4-10 dias, mas períodos mais longos não são incomuns. A lesão começa com uma pápula eritematosa ou pústula dolorosa no local da inoculação; alguns pacientes não se lembram da pápula, mas descrevem o início como uma úlcera eritematosa rasa.

A lesão primária pode ser descrita simplesmente como uma "ferida". Durante os próximos 1-2 dias a pápula se transforma em uma úlcera dolorosa. Algumas úlceras podem ser bem superficiais, mas a maioria é profunda; as úlceras são escavadas na pele e frequentemente dificulta o exame da úlcera.

A úlcera algumas vezes é mascarada por exsudato sexo ou por crostoso que revela a ulceração ao ser removido delicadamente com gaze embebida em salina.

Em homens as úlceras frequentemente ocorrem no prepúcio, resultando em fimose, uma dolorosa incapacidade de retração do prepúcio. À medida que a doença progride, em até 50% dos casos aparece linfadenopatia inguinal unilateral ou bilateral, caracteristicamente dolorosa, mesmo que os gânglios sejam pequenos.

A adenopatia varia de apenas palpável - ainda que bem dolorosa - até intensa. Podem ocorrer bubões (linfodonos grandes e flutuantes), um achado que não é visto na sífilis e no herpes genital. Na ausência de tratamento eficaz a punção profilática com agulha os bubões frequentemente supuram, deixando fístulas ou úlceras secundárias no local da drenagem. Foi descrita uma forma variante de úlcera conhecida como mou volant (cancro transitório), que evolui espontaneamente após 4-6 dias mas pode ser seguida por adenopatia inguinal que se torna um enigma diagnóstico.

Em mulheres as úlceras ocorrem na região vulvar; o estado de portador de H. ducreyi sem sinais de infecção parece ser incomun. Há várias diferenças na expressão da doença entre homens e mulheres

Em cerca de metade dos indivíduos não há mais que uma úlcera. Os homens invariavelmente são sintomáticos, mas ocasionalmente as mulheres podem ser assintomáticas quando as úlceras ocorrem no colo do útero ou no órgão genital feminino. Supõe-se que as úlceras anais em mulheres resultem de drenagem ou auto-inoculação e não necessariamente de coito retal.

Úlceras transitórias podem ser encontradas frequentemente na face interna das coxas de mulheres de mulheres não-infectadas. A relativa infrequencia de adenopatia em mulheres presumivelmente se deve a diferenças na drenagem linfática entre o sexo masculino e feminino.

Podem ocorrer úlceras na boca como resultado de sexo oral, e, raramente, em outros locais do corpo por cauxa de auto-inoculação. Tem sido descrita a colonização da boca, do colo do útero e do órgão genital masculino na ausência de sinais e sintomas.

Infelizmente as úlceras cancróides frequentemente têm apresentação clínica atípica, que resulta em erros de diagnóstico com consequente falha na adequação terapêutica.

O cancróide pode mimetizar herpes genital, gonorréia e donovanose. A situação se complica mais pelas mudanças no quadro clínico, que ocorrem por infecção concomitante de H. ducreyi e HIV. As lesões podem se tornar menos vascular e mais parecidas com as lesões da sífilis. Podem também disseminar-se localmente com grande número de lesões dolorosas.

Fonte: www.fmt.am.gov.br

Cancro Mole

O que é Cancro Mole?

O Cancro Mole é uma infecção causada por uma bactéria que pode ser contraída por homens e mulheres.

Como é transmitido o Cancro Mole?

O Cancro Mole é transmitido através do contato direto com uma ferida de Cancro Mole durante sexo no órgão genital feminino, retal ou oral.

Quais são os sintomas do Cancro Mole?

Os sintomas podem incluir feridas abertas com dor e secreção, e caroços na região da virilha. As feridas começam como simples caroços vermelhos, de quatro a sete dias após contato com a ferida da pessoa infectada. Estas feridas crescem e se aprofundam podendo sangrar e causar muita dor. Caso as feridas se formem no órgão genital feminino, elas podem causar dor e sangramento durante a relação sexual, ou dor ao urinar. Caso as feridas surjam no orifício retal, pode haver dor e sangramento decorrentes de movimentos do intestino.

Como o Cancro mole é tratado?

O Cancro Mole pode ser tratado com antibióticos. Após terminar o tratamento você deverá retornar ao médico para certificar-se que todas as feridas sararam e que a infecção está completamente curada.

O que acontece se o Cancro Mole não for tratado?

Caso o Cancro Mole não seja tratado, ele pode causar danos sérios à pele e à genitália. Como outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), o Cancro Mole, quando não tratado, aumenta a probabilidade de uma pessoa ser infectada ou infectar a outros com o vírus da AIDS, o HIV.

Os parceiros sexuais também precisam fazer o tratamento?

Sim. Se o diagnóstico der positivo para o Cancro mole, é importante avisar a todas as pessoas com quem você teve relações sexuais nos últimos 10 dias para que elas também façam os exames médicos e sejam medicadas. Tome todos os medicamentos indicados até o fim do tratamento mesmo se você melhorar antes de terminar. Não faça sexo até que as pessoas com quem você mantém relações sexuais tenham feito o tratamento completo e os sintomas tenham desaparecido, caso contrário você poderá ser reinfectado.

E se eu estiver grávida?

Ainda não se tem notícia de danos causados diretamente ao bebê durante a gravidez, mas é importante que o seu médico saiba que você está grávida para a prescrição correta do medicamento. Todas as mulheres grávidas devem fazer, o quanto antes, os exames médicos de doenças sexualmente transmissíveis (DST), inclusive o de HIV/AIDS. Você deverá refazer o teste durante a sua gravidez caso você tenha alto risco de contrair uma DST. DTS não tratadas podem ser muito perigosas. Use camisinha de sempre que fizer sexo.

Como posso evitar o Cancro Mole?

Usando camisinha sempre que fizer sexo no órgão genital feminino, oral ou retal. Se você for alérgico a látex, você pode utilizar camisinhas de poliuretano ou outros materiais sintéticos.

Fonte: www10.prefeitura.sp.gov.br

Cancro Mole

A doença

Cancro Mole (cavalo) é causada pela bactéria Hemophilus Ducreyi afetando homens e mulheres.

Caracteriza-se por feridas tipo úlcera, semelhante a sífilis, diferenciando-se desta por apresentar geralmente lesões múltiplas (pode ser única), por serem dolorosas, de borda irregular com contornos avermelhados e fundo irregular, cobertos por secreção amarelada, purulenta, com odor fétido e tendência a sangramento em leves traumatismos. Pode haver formação de íngua na região da virilha.

Importante observar que não é raro infeção mista; cancro mole e sífilis simultaneamente.

Transmissão

A transmissão é por via sexual em qualquer forma (órgão genital feminino, oral, retal), aparecendo as lesões entre 3 a 5 dias após a relação sexual.

Complicações do tratamento tardio ou não tratamento

Não há complicações sérias em nenhum sexo , uma vez que pela dor e incomodo a vítima sempre procura ajuda médico em curto espaço de tempo. Mas no caso de demora o diâmetro da úlcera pode aumentar dificultando o tratamento e deixando uma "porta" aberta para outras infecções.

Tratamento

O tratamento é feito com antibióticos específicos.

Prevenção

Preservativo e higienização antes e depois da relação sexual

Fonte: www.drsergio.com.br

Cancro Mole

Doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Haemophilus ducreyi, cocobacilo Gram-negativo.

As lesões são caracterizadas histologicamente por in filtrado macrofágico e linfocitário perivascular e intersticial, rico em linfócitos T CD4 e CD8. Devido à alta concentração de linfócitos T CD4, sua presença aumenta o risco de transmissão de HIV.

Doença de distribuição cosmopolita, com maior prevalência em regiões tropicais, afeta todas as faixas etárias, principalmente pessoas sexualmente ativas.

Clínica

Período de incubação de 3 a 5 dias, raramente até 2 semanas, caracterizado por lesões múltiplas (raramente única), dolorosas, de borda ir-regular, com contornos eritemato-edematosos, fundo irregular recoberto por exsudato necrótico fétido, amarelado.

Quando removida a secreção, evidencia-se um tecido de granulação com sangramento fácil. No homem, geralmente localiza-se no frênulo e sulco bálano-prepu­cial, enquanto na mulher as lesões são encon­tradas na fúrcula e face interna dos pequenos e grandes lábios.

Adenopatia inguinocrural está presente em 30 a 50% dos casos (bubão), ex­clusiva em homens e caracterizada pela tume­fação sólida e dolorosa que evolui para liquefa­ção e fistulização em 50% dos casos.

Diagnóstico

Microbiológico: identificação de bacilos gram-negativos intracelulares em esfregaço de secreção da base da úlcera ou do aspirado do bubão. A cultura, apesar de ser mais sensível, é de difícil realização.

PCR: padrão-ouro para diagnóstico, porém de custo elevado.

Critérios clínicos e laboratoriais (utilizados na alta suspeita com pesquisa de agente negativa e impossibilidade da realização de PCR).

O diagnóstico pode ser feito na presença de todos os critérios:

Presença de uma ou mais úlceras genitais dolorosas.

Ausência de T. pallidum no exsudato no exa­me de microscopia de campo escuro ou so­rologia de sífilis negativa pelo menos 7 dias após surgimento das lesões.

Apresentação clínica com aspecto das úl­ceras genitais e adenopatia inguino-crural típicos de cancro mole.

Pesquisa de herpes simples negativa na se­creção da úlcera.

Tratamento

Azitromicina 1 g VO dose única.

Ceftriaxone 250 mg IM dose única.

Ciprofloxacina 500 mg VO 12/12 horas por 3 dias.

Eritromicina 500 mg VO 6/6 horas por 7-10 dias.

Fonte: www.consultormedico.com

Cancro Mole

DEFINIÇÃO

O Cancro Mole (cancroide, cancro venéreo simples ou cancrela), é uma doença infecciosa aguda, de transmissão sexual e ulcerativa, usualmente localizada nos genitais. Pode ser associada a adenopatias inguinais uni ou bilaterais.

E causada pelo cocobacilo (ou bastonete curto) Gram negativo, Haemophilus ducreyi

HISTÓRICO

O primeiro livro conhecido no Brasil sobre venereologia data de 1642. Foi escrito pelo Dr. Duarte Madeira Arrais, Físico-Mor de D. João VI e impresso em Lisboa sob o título, "Método de Conhecer e Curar o Morbo Gálico".

No começo do século XVIII, Miguel Dias Pimenta em seu livro intitulado "Notícias do que é o Achaque do Bicho" (Lisboa 1707), introduz o termo "Morbo Gálico" para expressar todos os males venéreos. Até então, esse termo referia-se apenas sífilis. Com a publicação da obra, o Cancro Mole, o granuloma venéreo, a blenorragia e a buba passam a ser designadas como tais. Os termos "mula" ou "cavalo" já eram empregados popularmente para designar as adenites inguinais e as úlceras genitais, nos séculos XVII e XVIII.

Atribuía-se a etiologia do "Morbo Gálico" aos conúbios pecaminosos, à paixão sensual, aos alimentos excitantes e até mesmo ao calor reinante no novo mundo.

Em 1711, os cirurgiões João Lopes e João Gulhote, descrevem em São Paulo a presença de "duas mulas abertas" numa escrava, referindo-se ao Cancro Mole.

No século XIX, com o avanço da microbiologia, começam os relatos sobre os agentes etiológicos. Ricord em 1838, na França, faz a primeira diferenciação entre cancros, referindo-se ao cancro sifilítico. Ducreyi, em 1889, em Nápolis, faz várias inoculações e autoinoculções sucessivas em pacientes com cancroide e observa microorganismos semelhantes aos estreptococos, intra e extraneutrófilos.

Três anos mais tarde, Krefting e Unna descrevem a histologia da úlcera e confirmam a existência de bacilos Gram negativos na lesão. Vários estudos subsequentes realizados por Sullican, Lenglet (1898), Bezancon, Griffin e Lesourd (1900), isolaram culturas puras de H. ducreyi, em meio ágar-sangue. Ito, em 1913 introduz o teste intradèrmico, que é confirmado em 1923 por Reenstierna e também pelo Instituto Pasteur de França.

EPIDEMIOLOGIA

O Cacro Mole é uma doença transmitida particularmente pelo contato sexual. Tem sua maior incidência entre prostitutas e indivíduos de baixo nível sócio-econômico711.

Embora possua caráter cosmopolita, prevalece com maior intensidade em algumas regiões da África, no Oriente Médio e em regiões subtropicais/ tropicais da América do Sul2.

O reservatório do bacilo é o homem, e o contato sexual direto é tido como a única forma de contágio. Relatos sobre auto-inoculação através dos dedos são descritos como possíveis e ocasionais. Os fômites não tem importância epidemiológica na transmissão da doença7

Alguns casos de portadores de H. ducreyi sem lesões ulcerativas foram descritas por Lener & Bruck, porém ainda restam dúvidas sobre sua importância2

A faixa etária dos 20 e 30 anos, particularmente entre os homens, é a que apresenta maior incidência do Cacro Mole. Tal constatação vem normalmente associada à promiscuidade masculina. Nos EUA, a incidência chega a 1000 casos/ano5.

ETIOLOGIA

O Haemophilus ducreyi é um bacilo curto (ou cocobacilo) Gram negativo, anaeróbio facultativo, imóvel, acapsulado e sem esporos. Mede cerca de 1,5 jim de comprimento por 0,5 um de largura. Necessita do fator X para o seu crescimento e reduz nitrato a nitrito. Não produz indol, catalase ou ácido sulfídrico, mas produz fosfatase alcalina

Cora-se pelos corantes azuis (azul de toluidina, tionina fenicada, azul de metileno e outros). Pela técnica de Gram, cora-se em rosa pálida, com acentuação da coloração nas extremidades.

O meio ideal para o crescimento é o meio sólido seletivo ágar-chocolate enriquecido (contendo Vancomicina). Cresce melhor numa concentração de 5-10% de C02 e à temperatura de 35-37C, por 24-48 horas. Segundo Lennette, o crescimento é favorecido, se cultivado à temperatura de 33C5. Sua observação deverá ser diária até completar uma semana de cultivo 12.

Também cresce em ágar contendo peptona, glicose, glutamina e hematina (fator X). Algumas cepas, porém, necessitam da cisterna, albumina ou amido. Na prática diária, a cultura não é realizada. A recombinação genética por plasmídeo e transpossons foi descrita, podendo ser transferida entre Haemophilus ducreyi, Haemophilus parainfluenzac e Neisseria gonorrhoeae; a resistência à penicilina e derivados ocorre por esse mecanismo.

PATOGENIA

Para que ocorra a infecção pelo bacilo, há a necessidade do aparecimento de lesões abrasivas na pele, com perda da solução de continuidade.

O inoculo para a infecção ainda não foi descrito, assim como não há relato de toxinas produzidas pela bactéria.

Estudos feitos em animais e em humanos demonstraram a existência de cepas. Revelaram também que as cepas virulentas são resistentes aos polimorfonucleares e à ação do complemento.

Após a penetração dos vacilos na derme, ocorre a fagocitose dos mesmos pelos neutrófilos e micrófagos; há a formação da úlcera que é composta por três zonas7: superficial-constituída por necrose tecidual, fibrina, neutrófilos e bacilos; mediana-composta por edema e neoformação vascular, e zona inferior com neutrófilos (infiltrado neutrofílico), células plasmáticas e fibroblastos.

A adenite uni ou bilateral pode ser encontrada, caracterizando o processo como piogênico.

QUADRO CLÍNICO

O período de incubação varia de 4 a 7 dias, com média de 6,2 dias27, tendo sido descritos períodos de até 14 dias1.

Não existe relato de sintomas pradronizados.

Após a incubação surge uma pequena pápula edematosa com placa eritematosa. Passadas cerca de 24-72 horas, eclode-se urna pústula erosiva, com ulceração secretante, rasa, não infiltrada, dolorosa, possuindo de 0,2 a 03 cm de diâmetro (até no máximo 2 cm).

Em cerca de 2/3 dos homens infectados há a autoinoculação com formação de úlceras secundárias nos genitais1.

Após 10 a 20 dias do contágio pode aparecer a linfadenite regional em cerca de 30-60% dos casos, podendo evoluir para flutuação única e supuração.

No homem o cancro pode instalar-se no prepúcio, glande, sulco balanoprepucial, corpo do órgão genital masculino, meato uretral, região pubiana etc; nas mulheres, é frequentemente encontrado nos grandes e pequenos lábios, fúrcula do órgão genital feminino, vestíbulo e cérvix. Com o aumento do número de homossexuais masculinos e da prática de sexo ano- oral, são descritas lesões cancroides na boca e orifício retal".

DIAGNOSTICO LABORATORIAL

O diagnóstico é essencialmente clínico1. Para a confirmação diagnóstica pode ser utilizada a cultura em meio enriquecido com fenoprotoporfirina. Mesmo assim é de difícil isolamento.

A pesquisa direta do material coletado do cancro ou mesmo do material secretado da adenopatia, corados pela técnica de Gram ou giemsa, revelam a presença de pequenos bacilos dispostos em cadeias paralelas, intra e extra celulares, Gram negativos, sendo esta pesquisa o método laboratorial mais utilizado como apoio diagnóstico.

A intradermorreação de Ito não é mais utilizada rotineiramente, e os testes sorológicos, como a fixação de complemento, precipitação e aglutinação ainda carecem de melhores incentivos sua utilização de rotina.

TRATAMENTO

No livro do Dr. Duarte Madeira Anasis, "Madeira Ilustrado, Métodos de Conhecer e Curar o Morbo Gálico" (Lisboa. 1715), são descritas várias plantas medicinais para o tratamento das doenças venéreas, como a Caroba, a Douradina- do-Campo e o inhames8.

O mercúrio, o sulfato de cobre, sais de chumbo e outros ungüentos, foram alvos da tese de doutoramento de Inácio Ferreira Câmara, MG, no ano de 17858.

A postectomia foi utilizada como método para o bloqueio do aparecimento da adenopatia, e mesmo como tratamento da úlcera cancrosa7. Por volta de 1938, as sulfonamidas foram utilizadas como droga de escolha em esquemas de 7-14 dias7.

Durante a década de 70, a resistência aos antibióticos começaram a ser descritas nos H. ducreyi2-7: o cloranfenicol e a tetraciclina se mostraram ineficazes no tratamento do Cancro Mole, durante a guerra do Vietnan. Os aminoglicosídeos e a cefalotina foram utilizados em esquemas de 7-14 dias, com sucesso7.

O CDC (Centro de Controle das Doenças de Atlanta, EUA) recomenda a utilização da eritromicina 500 mg 4x/dia por 7 dias, ou a sulfametoxazol-trimetoprim (160 mg/80 mg) 2x1 dia por 7 dias, como drogas de escolhas7.

Outros esquemas terapêuticos de países de 1,° mundo são recomendados, como a cefriaxone 250 mg em dose única intra-muscular6.

Diversos estudos com as fluroquinolonas revelam serem estas drogas um potente agente contra o cancroide7.

Pensando-se em país de 3.° mundo, como o Brasil, há a necessidade da utilização de drogas baratas, eficazes e de preferência utilizadas em dose única. Dessa forma, vários estudo brasileiros compararam e comprovaram a eficácia do tianfenicol 5 g em dose única, mostrando a elevada taxa de cura (cerca de 95%)9"

Essa droga é tida como droga de escolha para o tratamento do Cancro Mole, pela ULACETS 9Union Latino Americana Contra Las Enfermedades De Transmisión Sexual).

MEDIDAS DE PREVENÇÃO

As orientações universais na prevenção das Doenças Sexualmente Transmitidas giram em torno da limitação do número de parceiros(as) sexuais, evitar a prostituição, higiene imediatamente após o ato sexual e a utilização de preservativos de latéx (condón).

Os preservativos são indicados como o melhor método preventivo das DST.

CONCLUSÃO

As drogas de transmissão sexual avançam desde a década de 70. O ressurgimento de algumas doenças como o Cancro Mole preocupam os especialistas em Saúde Pública.

Novas drogas surgem a cada ano. A resistência microbiana aos antibióticos, no entanto, também evolui, ano após ano. O preço dessas novas drogas e a realidade sócio-econômica de cada país devem ser levadas em consideração para a indicação precisa do antimicrobiano.

Cada vez mais as drogas de utilização unitária ou em dose única, são preferíveis àquelas de longo tempo de utilização

Ricardo Defini Perei

Bibliografía

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3. BIER, O. Infecções Venéreas. In: Bacteriologia e Imunologia. 21.a ed. rev amp. São Paulo : Melhoramentos, 1981, cap 27, p 448-469. 11. TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMITIDAS, nov. 1990, São Paulo : (resumos).
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5. KILIAN, M. Haemophilus. In: LENNETTE, E. H. et al. Manual de Microbioligia Clinica. 4.a ed. Buenos Aires : Panamericana, 1985, cap 33, p 487-494.
6. LARON, H. et al. Treatment of Sexually Trasmitted Diseases. The Medical Letter, New York : v. 30 (Issue 757), p. 5-10, jan 1988.
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Fonte: revistas.unipar.br

Cancro Mole

Conceito

O Cancro Mole (também conhecido como Cancroide ou Cancro Venéreo) é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) causada pela bactéria Hemophilus ducreyi. Podendo afetar homens e mulheres.

Transmissão

O Cancro Mole transmite-se de pessoa para pessoa durante sexo retal, oral ou genital feminino.

Sintomas

Homens:

Úlceras dolorosas ou não no órgão genital masculino, á volta dos testículos ou no reto. Dor ou inchaço nos testículos. Dor ao executar movimentos de grande amplitude com as pernas.

Mulher:

Úlceras dolorosas ou não á volta ou no interior do rgão genital feminino ou reto. Dor ao urinar. Dor ao executar movimentos de grande amplitude com as pernas.

Raramente podem ser encontradas lesões nos seios, dedos, coxas ou na boca.

Tratamento

Se não forem tratadas as lesões podem crescer e tornar-se muito difíceis de tratar. As lesões também podem ser uma porta de entrada mais fácil para outras DSTs. Como tal o diagnóstico e tratamento antecipado são importantes.

O tratamento consiste em antibióticos indicados pelo seu médico variando entre dose única até tratamento diário durante 10 dias, existe tratamento específico para o caso de estar grávida.

No caso de tratamento prolongado não termine o mesmo antes da data indicada pelo seu médico mesmo que os sintomas passem. Os seus parceiros sexuais devem ser examinados e tratados, caso contrário podem reinfectá-lo ou transmitir a doença a outros. Evite relações sexuais até ambos terem terminado o tratamento.

Fonte: www.cefetsp.br

Cancro Mole

Pode ser chamada também de cancro venéreo. Popularmente é conhecida como cavalo. Manifesta-se através de feridas dolorosas com base mole.

Sinais e Sintomas

Os primeiros sintomas aparecem dois a cinco dias após relação sexual desprotegida com portador da doença, período que pode se estender até duas semanas.

No início, surgem uma ou mais feridas pequenas com pus. Após algum tempo, forma-se uma ferida úmida e bastante dolorosa, que se espalha e aumenta de tamanho e profundidade. A seguir, surgem outras feridas em volta das primeiras. Após duas semanas do início da doença, pode aparecer um caroço doloroso e avermelhado (íngua) na virilha, que chega a prender os movimentos da perna, impedindo a pessoa de andar.

Essa íngua pode abrir e expelir um pus espesso, esverdeado, misturado com sangue. Nos homens, as feridas, em geral, localizam-se na ponta do órgão genital masculino. Na mulher, ficam, principalmente, na parte externa do órgão sexual e no orifício retal e mais raramente no órgão genital feminino (a ferida pode não ser visível, mas provoca dor na relação sexual e ao evacuar).

A manifestação dessa doença pode vir acompanhada de dor de cabeça, febre e fraqueza.

Formas de contágio

Prática de sexo (órgão genital feminino, esfincter retal ou oral) desprotegido com pessoa contaminada.

Prevenção

Como o contágio é feito pela prática sexual, a melhor forma de prevenir-se contra o cancro mole é fazer uso do preservativo em todas as relações sexuais.

Cuidar bem da saúde e da higiene também são formas de prevenção.

Tratamento

O cancro mole é tratado com medicamentos base de antibióticos, sabonetes e loções. Além do tratamento, deve-se realizar intensa higiene local. É preciso não fazer mais sexo até o fim do tratamento e é recomendado o tratamento também dos parceiros sexuais porque podem existir portadores que não manifestam sintomas.

Fonte: www.ses.se.gov.br

Cancro Mole

São feridas com pus que aparecem na cabeça do órgão genital masculino e na parte externa do órgão genital feminino.

Como é muito contagiosa, também podem aparecer no saco, virilha ou outro lugar que entre em contato com o pus da ferida.

A ferida é dolorosa, ao contrário da ferida da sífilis e se não for tratada vai aumentando de tamanho e não some sozinha. Se tratar a pessoa fica totalmente curada.

Também é conhecida como mula.

Cancro Mole
Cancro Mole

Quando se tem a ferida do cancro mole fora da área protegida pela camisinha, o contato com a ferida pode passar a doença para a outra pessoa. Por isto, também neste caso, durante o tratamento, deve-se interromper as relações sexuais.

Fonte: www.saude.rj.gov.br

Cancro Mole

O que é Cancro Mole?

Cancro mole é uma infecção genital causada pela bactéria

Haemophilus ducreyi. Os sintomas do cancro mole aparecem de 3 a 5 dias após o contágio, podendo demorar até duas semanas.

Tanto para o homem como para a mulher, as ínguas são características marcantes dessa doença, que apresenta feridas doloridas com pus no órgão genital masculino, vulva ou anus.

Podem ainda aparecer caroços ou ínguas dolorosas na virilha.

O tratamento deve ser feito o mais rápido possível, porque as feridas não desaparecem espontâneamente e vão piorando progressivamente.

Fonte: www.equipevoluntaria.org.br

Cancro Mole

É uma afecção de transmissão exclusivamente sexual, provocada pelo Haemophilus ducreyi, mais freqüente nas regiões tropicais. Caracteriza-se por lesões múltiplas (podendo ser única) e habitualmente dolorosas.

Denomina-se também de cancróide, cancro venéreo, cancro de Ducrey; conhecido popularmente por cavalo. O período de incubação é geralmente de 3 a 5 dias, podendo-se estender por até 2 semanas. O cancro mole é muito mais freqüente no sexo masculino.

QUADRO CLÍNICO

São lesões dolorosas, geralmente múltiplas devido à auto-inoculação. A borda é irregular, apresentando contornos eritemato-edematosos e fundo irregular recoberto por exsudato necrótico, amarelado, com odor fétido que, quando removido, revela tecido de granulação com sangramento fácil.

No homem, as localizações mais freqüentes são no frênulo e sulco bálano-prepucial; na mulher, na fúrcula e face interna dos pequenos e grandes lábios.

Em 30 a 50% dos pacientes, o bacilo atinge os linfonodos inguino-crurais (bubão), sendo unilaterais em 2/3 dos casos, observados quase que exclusivamente no sexo masculino pelas características anatômicas da drenagem linfática. No início, ocorre tumefação sólida e dolorosa, evoluindo para liquefação e fistulização em 50% dos casos, tipicamente por orifício único.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Cancro duro (sífilis primária), herpes simples, linfogranuloma venéreo, donovanose, erosões traumáticas infectadas. Não é rara a ocorrência do Cancro Misto de Rollet (cancro mole e cancro duro da sífilis primária).

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

Exame direto

Pesquisa em coloração pelo método de Gram em esfregaços de secreção da base da úlcera, ou do material obtido por aspiração do bubão. Observam-se, mais intensamente nas extremidades, bacilos Gram negativos intracelulares, geralmente aparecendo em cadeias paralelas, acompanhados de cocos Gram positivos (fenômeno de satelitismo).

Cultura

É o método diagnóstico mais sensível; porém, é de realização difícil, pelas exigências de crescimento do bacilo.

Biópsia

Não é recomendada, pois os dados histopatológicos propiciam diagnóstico presuntivo da doença.

TRATAMENTO

Azitromicina 1g, VO, dose única; ou

Tianfenicol 5 g, VO, dose única; ou

Doxiciclina 100 mg, VO, de12/12 horas, por 10 dias ou até a cura clínica (contra-indicado para gestantes, nutrizes); ou

Ciprofloxacina 500mg, VO, 12/12 horas por 3 dias (contra-indicado para gestantes, nutrizes e menores de 18 anos); ou

Sulfametoxazol 800 mg + Trimetoprim 160mg, VO, de 12/12 horas por 10 dias ou até a cura clínica.

O tratamento sistêmico deve ser sempre acompanhado por medidas de higiene local.

RECOMENDAÇÕES

Seguimento do paciente deve ser feito até a involução total das lesões.

Deve ser indicada a abstinência sexual até a resolução completa da doença.

Tratamento dos parceiros sexuais está recomendado, mesmo que a doença clínica não seja demonstrada, pela possibilidade de existirem portadores assintomáticos, principalmente entre mulheres.

É muito importante excluir a possibilidade da existência de sífilis associada pela pesquisa de Treponema pallidum na lesão genital e/ou por reação sorológica para sífilis, no momento e 30 dias após o aparecimento da lesão.

A aspiração, com agulha de grosso calibre, dos gânglios linfáticos regionais comprometidos, pode ser indicada para alívio de linfonodos tensos e com flutuação.

São contra-indicadas a incisão com drenagem ou excisão dos linfonodos acometidos.

Gestante

Aparentemente a doença não apresenta uma ameaça ao feto ou ao neonato. Apesar disso, permanece a possibilidade teórica. Não se deve esquecer que 12 a 15% das lesões típicas do cancro mole são infecções mistas com H. ducreyi e T. pallidum.

Tratamento

Estearato de Eritromicina 500 mg, VO, de 6/6 horas, por 10 dias. Em pacientes em que não houver resposta ao tratamento administrar Ceftriaxone 250 mg, dose única.

Portador do HIV

Pacientes HIV positivos, com cancro mole, devem ser monitorados cuidadosamente, visto que podem necessitar de maior tempo de tratamento, além do que a cura pode ser retardada e a falha terapêutica pode ocorrer em qualquer dos esquemas recomendados.

Alguns especialistas sugerem o uso da eritromicina (estearato), 500 mg, VO, de 6/6 horas por 10 dias.

Fonte: www.aids.gov.br

Cancro Mole

É uma infecção genital provocada por uma bactéria chamada Haemophilus ducrey , conhecida popularmente como cavalo.

Como se pega ?

Através do contato sexual com parceiro/a contaminado/a.

O cancro mole pode ser evitado. Por isso é importante usar a camisinha masculina ou a camisinha feminina em todas as relações sexuais e antes de qualquer contato sexual.

Quais são os sintomas?

Tanto para o homem como para a mulher, aparece em forma de ferida(s) tipo úlceras com pus, geralmente dolorosa(s) nos órgãos genitais (órgão genital masculino, vulva e/ou orifício retal). Podem também surgir caroços ou ínguas dolorosas na virilha.

Ao contrário da sífilis, sem tratamento essas úlceras não desaparecem espontaneamente, e vão piorando progressivamente. É uma DST bem mais comum no sexo masculino.

Quanto tempo demora para aparecer?

De 3 a 5 dias, podendo demorar até 2 semanas após a contaminação.

Como se faz o diagnóstico?

Através de exames clínicos e laboratoriais.

Como é o tratamento?

O tratamento deve ser feito o mais rápido possível.

Para isso:

Procurar um serviço de saúde, pois só assim o tratamento será mais adequado e eficiente.

Fonte: www.adolescencia.org.br

Cancro Mole

Também chamado cancro venéreo simples ou cancróide, é doença infecto-contagiosa, essencialmente de transmissão sexual, geralmente localizada na genitália externa, às vezes na região retal.

Epidemiologia e Etiologia

Seu agente etiológico, denominado Haemophilus ducreyi, é um bastonete Gram-negativo, pequeno, imóvel, aeróbio e não encapsulado. Predomina no sexo masculino, numa proporção de 20 a 30 casos masculinos para 1 feminino, sendo a mulher muitas vezes portadora assintomática. Prevalece nas regiões tropicais e nas comunidades com baixo nível de higiene, apesar dos registros em clínicas privadas e em indivíduos de nível universitário estarem aumentando.

Quadro Clínico

Após um período de incubação de um a quatro dias, surge a lesão inicial (mácula, pápula, vesícula ou pústula), que rapidamente evolui para ulceração. Inicialmente única, logo se reproduz por auto-inoculação na vizinhança. As lesões ulceradas são dolorosas, com bordas irregulares, talhadas a pique, fundo purulento e anfractuoso, com base mole. O bacilo tem predileção por pele e semimucosas, sendo raro o acometimento de mucosas.

No homem, acomete principalmente prepúcio e sulco banaloprepucial, e, na mulher, grandes e pequenos lábios, fúrcula e colo uterino. Por vezes as lesões podem complicar-se devido à associação fusoespiralar. Em cerca de 5% dos casos, pode surgir o cancro misto de Rollet. Bubão regional (inguinal), quase sempre unilateral, extremamente doloroso, de evolução aguda, culminando em supuração por uma única fístula, ocorre em 30 a 50% dos casos sendo raro no sexo feminino. A pele sobre a adenite apresenta-se fina e eritematosa. Ausência de sintomatologia geral.

Exames Laboratorias

Os exames utilizados são de baixa sensibilidade, predominando a clínica. Baseiam-se principalmente no exame direto e na cultura. O exame bacterioscópico deve ser feito após limpeza da lesão com soro fisiológico, coletando-se, com alça de platina ou espátula, exsudato pururlento do fundo da lesão, preferencialmente sob as bordas. A positividade ocorre em 50% dos casos. É sempre boa norma a pesquisa de T. Pallidum. Quando o bubão estiver presente, pode-se puncioná-lo e proceder ao esfregaço.

Diagnóstico diferencial

Quando da presença de lesões ulceradas, deverá ser feiro com cancro sifilítico, herpes simples, tuberculose e donovanose. Quando da presença de adenopatia, deverá ser feito com adenites piogênicas, linfomas, linfogranuloma inguinal e tuberculose. Por ser, na maioria das vezes, o diagnóstico diferencial feito com o cancro duro, estão relacionadas, na tabela adiante, suas principais características.

Cancro Sifilítico Cancro Mole
Período de incubação longo (21 a 30 dias) Período de incubação curto (1 a 4 dias)
Geralmente lesão única Geralmente lesões múltiplas
Erosão/exulceração Ulcerações
Borda em rampa Borda talhada a pique
Fundo limpo e liso fundo sujo, purulento e anfractuoso
Indolor Doloroso
Base dura Base mole
Involui espontaneamente sem deixar cicatriz não involui espontaneamente e cura com sequelas
adenopatia constante, indolor, múltipla, dura e aflegmásica adenopatia em 30 a 50% dos casos, dolorosa, unilateral, supurativa, fistulizante através de orifício único

Tratamento

Terapêutica sistêmica:

Azitromicina: 1 g VO, dose única

Ceftriaxona: 250 mg IM, dose única

Eritromicina: 500 mg VO, de 6/6 h

Tianfenicol: 2 cápsulas de 500 mg VO, de 8/8 h

Tetraciclinas: 600 mg VO, de 6/6 h

Sulfato de Estrepatomicina: 1 g/dia, IM

O tempo mínimo de tratamento é de 10 dias ou até a cura clínica das lesões e/ou adenite, que, em geral, ocorre após duas semanas de tratamento. Deve ser lembrado que tetraciclina e eritromicina, na dose de 2 g diários por 15 dias, estarão tratando eventualmente outras DST (sífilis, gonorréia, uretrites por Chlamydia sp.)

No caso de gestantes, não representa ameaça para a mãe nem para o feto ou neonato. No tratamento devem ser evitadas as tetraciclinas, o tiafenicol no primeiro trimestre de gestação e as sulfas nas últimas semanas de gestação. Eritromicina, à exceção do estolato, é um medicamento efetivo e isento de risco.

Terapêutica local

O tratamento tópico das lesões ulceradas é fundamental para acelerar a sua cicatrização. Deve ser feito com compressas de permanganato de potássio diluído em água morna 1:40.000 ou com água boricada a 2%, 3 vezes ao dia, durante 15 minutos. Quanto a adenite, o repouso é importante na recuperação. Caso apresente flutuação ou tamanho maior do que 5 cm, deverá ser aspirado atravpes da pele normal adjacente, evitando assim sua fistulização. Incisão e drenagem estão contra-indicadas por retardarem o processo de cicatrização e pela possibilidade de disseminação da infecção.

Tratamento epidemiológico

Os parceiros sexuais devem ser tratados durante 10 dias com um dos esquemas citados.

Prognóstico

A resposta ao tratamento é boa, com esterilização das lesões em 48 horas. No caso de ausência de melhora clínica e laboratorial, é importante a realização de cultura e antibiograma.

Fonte: www.hc.ufpr.br

Cancro Mole

Ulceração (ferida) dolorosa, com a base mole, hiperemiada (avermelhada), com fundo purulento e de forma irregular que compromete principalmente a genitália externa mas pode comprometer também o orifício retal e mais raramente os lábios, a boca, língua e garganta. Estas feridas são muito contagiosas, auto-inoculáveis e portanto, frequentemente múltiplas.

Em alguns pacientes, geralmente do sexo masculino, pode ocorrer infartamento ganglionar na região inguino-crural (inchação na virilha). Não é rara a associação do cancro mole e o cancro duro (sífilis primária).

Sinônimos: Cancróide, cancro venéreo simples, "cavalo"

Agente: Haemophilus ducreyi

Complicações/Consequências: Não tem.

Transmissão: Relação sexual

Período de Incubação: 2 à 5 dias

Tratamento: Antibiótico.

Prevenção: Camisinha. Higienização genital antes e após o relacionamento sexual.

Fonte: www.dst.com.br

Cancro Mole

Denominada na medicina como cancro venéreo simples e chamada popularmente de "cavalo" é transmitida por meio de relação órgão genital feminino, oral e retal com pessoa que tenha a doença.

O cancro mole afeta mais os homens, segundo a Coordenação Nacional de DSTs do Ministério da Saúde. A proporção entre os sexos é de uma mulher contaminada para vinte homens.

Cancro Mole

Cancro Mole

MANIFESTAÇÃO

Feridas pequenas e doloridas, que aparecem entre dois e cinco dias após o contágio na parte externa dos órgãos genitais.

Nas mulheres: as lesões são visíveis nos pequenos e grandes lábios ou no períneo - a região entre o órgão genital feminino e o orifício retal.

Nos homens: se manifesta no prepúcio e na glande.

A parte central das feridas tem cor amarelada. As bordas são nítidas e irregulares. As lesões podem aparecer também no orifício retal e, mais raramente, na boca, língua e garganta. São acompanhadas de inflamação dos gânglios da virilha (ínguas). A doença pode produzir sintomas como dor de cabeça, febre e sensação de prostração.

DIAGNÓSTICO

Exame pelo método de cultura de bactérias Gram.

TRATAMENTO

Uso de antibióticos e higienização dos genitais com sabonetes especiais e aplicação de loções. O portador deve evitar relações sexuais até o final do tratamento e seu parceiro sexual deve ser examinado e tratado para evitar a recontaminação.

Fonte: www2.uol.com.br

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